Guia Cultural de Governador Valadares - Volume I - Favela é Isso Aí
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Guia Cultural de Governador Valadares - Volume I - Favela é Isso Aí Guia Cultural de Governador Valadares - Volume I - Favela é Isso Aí Document Transcript

  • MAPEAMENTO CULTURAL DOS BAIRROS Carapina Morro do Querosene Nossa Senhora das Graças Planalto Santa Efigênia Santa Helena Santa Terezinha São Tarcisio Clarice Libânio (Org.)
  • guiaculturaldegovernadorvaladares-Vol.1
  • guiaculturaldegovernadorvaladares-Vol.1 SUMARIO APRESENTAÇÃO..............................................................................................5 PREFÁCIO.........................................................................................................7 BANCO DA MEMÓRIA • PERFIL CULTURAL DAS COMUNIDADES..............11 SANTA TEREZINHA....................................................................................13 PLANALTO.................................................................................................21 SÃO TARCÍSIO...........................................................................................29 NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS..............................................................37 CARAPINA.................................................................................................47 SANTA EFIGÊNIA.......................................................................................55 MORRO DO QUEROSENE / BAIRRO SANTA EFIGÊNIA............................61 SANTA HELENA.........................................................................................67 ENTIDADES E INSTITUIÇÕES QUE ATENDEM ÀS COMUNIDADES..............77 EQUIPE E CONTATOS.....................................................................................83
  • 5 guiaculturaldegovernadorvaladares-Vol.1 O O Guia que ora se apresenta é fruto de uma parceria exitosa entre duas organiza- ções: Favela é Isso Aí - sediada em Belo Horizonte - e Núcleo Cidade Futuro, de Gover- nador Valadares. O envolvimento compartilhado viabilizou a realização desse trabalho, que também contou com o fundamental apoio da Secretaria de Estado da Cultura (via Lei Estadual de Cultura, na primeira etapa, e Fundo Estadual de Cultura, na segunda), da Prefeitura de Governador Valadares, da Vivo e da Gráfica e Editora O Lutador. A Associação Favela é Isso Aí é uma organização não governamental que tem como principal objetivo a divulgação da produção cultural e artística das periferias. A entidade surgiu no final de 2004, a partir do lançamento Guia Cultural de Vilas e Favelas, que identificou e cadastrou cerca de sete mil artistas nas 226 vilas, favelas e conjuntos habi- tacionais de Belo Horizonte. Um dos principais projetos desenvolvidos atualmente pela entidade é o Banco da Memória, que tem como objetivo propiciar a articulação e dar visibilidade para os artistas das comunidades, apoiando e registrando a diversidade cultural local. Após as ações de mapeamento cultural, os dados são disponibilizados ao público através do site do projeto (veja www.favelaeissoai.com.br/comunidades.php), que já contempla cerca de 50 comu- nidades em Belo Horizonte e interior mineiro. Em Governador Valadares, o Favela é Isso Aí estabeleceu parceria com o Núcleo Ci- dade Futuro, associação sem fins lucrativos que atua em prol de políticas que possam fortalecer as organizações do Terceiro Setor, em especial as da área cultural da Região do Vale do Rio Doce (MG). A associação tem como eixo estratégico e central de atuação a Cultura e o Desenvolvimento e sua missão é promover o diálogo, o debate e a mobiliza- ção entre as esferas governamental, privada e a sociedade civil, objetivando a consolida- ção de efetivas ações no campo das políticas de cultura e desenvolvimento. O Núcleo Cidade Futuro busca a consolidação de trabalho e produção de tecnologias sociais com foco em quatro áreas de atuação: Formação e Capacitação em Gestão Cultu- ral; Diagnóstico e Informações Culturais; Patrimônio Histórico e Cultural, e Audiovisual, com ênfase em Memória. As informações que vocês verão nas próximas páginas buscam descortinar um olhar sobre a cultura das comunidades de Governador Valadares, tendo início a partir de oito delas: Carapina, Nossa Senhora das Graças, Planalto, Querosene, Santa Efigênia, Santa Helena, Santa Terezinha e São Tarcísio. O mapeamento do patrimônio imaterial encontrado nessas comunidades apresenta- se como oportunidade ímpar não somente para o conhecimento da realidade local, mas também, e principalmente, para o fortalecimento e divulgação dos artistas residentes nessas comunidades, que tantas dificuldades enfrentam para desenvolver sua arte com qualidade. Importantes também são as informações sobre as entidades e instituições que aten- dem aos moradores dos bairros mapeados, serviço de utilidade pública fundamental para a população desses territórios. Nosso especial agradecimento aos jovens bolsistas que participaram dos trabalhos, moradores das comunidades pesquisadas, que contribuíram de maneira decisiva para o resultado que se apresenta agora ao público e que, espera-se, irá contribuir para um novo olhar sobre esses bairros e sua cultura.
  • guiaculturaldegovernadorvaladares-Vol.1
  • 7 guiaculturaldegovernadorvaladares-Vol.1 O Os dados apresentados nesse Guia são fruto de vasto trabalho de campo realiza- do entre 2009 e 2010, tendo como foco oito comunidades da cidade de Governador Valadares. Ele pretende ser um primeiro volume de uma série, cuja continuidade visará abranger outros bairros da cidade. Antes de passar à apresentação dos resultados das pesquisas, faz-se fundamental contextualizar essas comunidades na história valadarense, na esteira da expansão urbana e surgimento de novos bairros na cidade, nos meados do século XX. Figueira do Rio Doce, até então distrito do município de Peçanha, alcançou a sua emancipação política no ano de 1938. Um ano após, a recém criada cidade muda o seu nome para Governador Valadares, em homenagem ao então governador de Minas Gerais. Interessante apontar que, diferente da maioria das cidades brasileiras, Governador Valadares se desenvolveu a partir de um planejamento prévio, pautado em um ideal de modernização e racionalidade urbana. As décadas de 1940/50 em Governador Valadares demonstraram um notável cresci- mento econômico, trazendo a convicção de que a cidade seria um pouso adequado para aqueles que buscavam alcançar sucesso material e boas condições de vida. Desta forma, chegaram à cidade inúmeros migrantes, que tentavam a sorte buscando empregos no ramo da extração de mica - mineral utilizado na indústria de guerra - e de madeira. A mica era exportada para Alemanha e Japão, mas após a aliança entre Brasil e Estados Unidos, no período da segunda guerra mundial, tal produto passou a ser re- manejado somente pra esse último. A cidade passa a ser vista internacionalmente. No fim da década de 1950 o ramo da mica entra em decadência restando apenas algumas pequenas refinarias do mineral. É justamente neste momento que surge a necessidade de abrigar esta enorme massa de trabalhadores braçais e desempregados que vinham da zona rural mineira e nordes- tina. Importante mencionar que a implantação da rodovia Rio-Bahia, no início dos anos quarenta, contribuiu significativamente para este quadro de crescimento populacional em Governador Valadares. Alguns dados apontam que entre as décadas de 1940 e 1950 a população da cidade aumentou de 5.734 para 20.357 habitantes e, na década seguinte, passou surpreenden- temente para 70.494 habitantes. A partir das grandes mudanças econômicas, surgem novos bairros na cidade para abrigar os trabalhadores. Inclui-se nesse caso a maior parte das comunidades que foram mapeadas nesse trabalho, diversificando ainda mais o perfil sociocultural de Governador Valadares. Em fins da década de 1960 e início da década de 1970, Governador Valadares entra num período que muda a dinâmica desenvolvimentista de então. Os valadarenses, em busca de uma vida melhor, começam a emigrar, primeiramente para os Estados Unidos e depois para outras regiões do globo. Essa dinâmica migratória tem decrescido muito nos últimos anos, devido às dificuldades legais de aceitação de imigrantes nos países em foco. Nos dias atuais, de acordo com dados fornecidos pela Prefeitura, as comunidades pesquisadas somam, juntas, mais de 25 mil habitantes, assim distribuídos:
  • 8 guiaculturaldegovernadorvaladares-Vol.1 • São Tarcisio - 465 pessoas • Santa Terezinha – 4.413 habitantes • Planalto – 1.628 habitantes • Carapina – 2.784 pessoas • Nossa S. das Graças – 4.177 moradores • Querosene – 1.276 moradores • Santa Helena – 9.663 habitantes • Santa Efigênia - 780 pessoas. Através da seleção e capacitação de jovens bolsistas moradores nesses bairros, partiu- se para o cadastramento da situação cultural encontrada nos oito locais. Os próprios jovens, supervisionados pelas equipes Favela é Isso Aí e Cidade Futuro, foram a campo para pesquisar as manifestações culturais locais, as principais festas, os artistas em ativi- dade; mapear os principais serviços e entidades que atendem aos bairros e, por fim, ouvir moradores mais antigos e lideranças representativas. Como resultado, foram cadastrados 176 grupos culturais nas oito comunidades, que envolvem cerca de 890 artistas em suas atividades. Vale destacar que predominam as manifestações ligadas à música, seguidas daquelas relacionadas às atividades artesanais, em suas mais diversas formas. Na música, os estilos mais presentes são o funk e a música religiosa, católica ou evan- gélica, seguidos do samba e pagode, do forró e do sertanejo. Entretanto, também há representantes de vários outros estilos, entre eles o rock, o pop, a MPB, o rap, a música instrumental e o canto coral. Quanto às atividades artesanais, a arte do bordado é a mais disseminada entre os cadastrados, seguida dos trabalhos manuais em tricô, crochê, pintura em tecido, objetos em madeira e materiais reciclados. Também há os artistas ligados às artes plásticas, principalmente pintura, desenho e grafite; ao teatro, em especial a comédia e as atividades circenses; e à dança, com desta- que para a capoeira, o break, axé, dança de rua, dança de salão, balé e jazz. Cada bairro tem sua característica particular, que o leitor poderá conferir nas próxi- mas páginas: desde as bordadeiras do bairro Santa Helena, até os músicos do bairro São Tarcísio, a diversidade cultural é o que marca a cara das comunidades de Governador Valadares.
  • 9 guiaculturaldegovernadorvaladares-Vol.1 Nas festas, destaque para os eventos religiosos, como barraquinhas, festa junina, festas das padroeiras e outras atividades comunitárias. Para atendimento das demandas da comunidade, foram cadastrados 45 entidades ou equipamentos públicos, alguns no próprio bairro, outros atendendo a mais de um dos bairros, outros ainda localizados no centro da cidade, servindo à população do mu- nicípio como um todo. Por esse motivo, optou-se por apresentá-los agrupados ao final do volume. Desse total, são 10 associações de moradores; sete equipamentos de saúde; 12 esta- belecimentos de ensino, nos diversos níveis; uma biblioteca; dois CRAS – Centro de Refe- rência da Assistência Social; dois núcleos ligados à segurança; um centro de convivência; sete serviços religiosos ou assistenciais; uma lavanderia comunitária e dois equipamentos de esporte e lazer. Espera-se que as informações aqui relatadas possam contribuir para divulgar a rica cultura presente nesses bairros, mas também para registrar e fortalecer a memória local, as manifestações populares e a arte feita nas comunidades. Bom proveito, leitor! Clarice Libânio | Antropóloga e coordenadora-executiva Favela é Isso Aí Juliano Nogueira de Almeida | Historiador Colaboração: Ruivan Ferreira Gomes | Historiador
  • guiaculturaldegovernadorvaladares-Vol.1
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  • 13 santaterezinha Bolsistas da comunidade: Janaína Maria da Silva e Suelen Maria dos Santos História da comunidade No meio de suas ruas estreitas, as tradi- cionais conversas na porta das casas marcam o cotidiano do Bairro de Santa Terezinha, que atualmente possui mais de 4.500 moradores, segundo a Secretaria de Planejamento do município. Os mais antigos dizem que a vida no bairro melhorou muito e que ocorreram muitas conquistas. A ocupação do bairro se intensificou no início da década de 1950. Os morados antigos informaram que no início ocorreram algumas invasões e doações de lotes pelo poder públi- co municipal, mas o que predominava eram as compras de lotes por aproximadamen- te um Conto de Réis, para serem pagos ao longo de 10 anos. Dentre os moradores mais antigos se destacam o Sr. João e a Dona Conceição. Muitos vinham de cidades como Peçanha, Coluna e Coroaci. A prefeitura comprou o terreno de um fazendeiro e agrônomo. As primeiras casas eram de “casqueira” (madeira ruim). Muitos moradores conseguiam as tábuas nas ma- deireiras próximas. Por sinal, muitos deles trabalhavam nestes estabelecimentos, que passavam por um momento de produção intensa. Também era muito comum a constru- ção de casas de barro. De acordo com informações de um morador antigo, a Rua São Luiz era a entrada do bairro. Neste ponto tinha uma porteira na esquina com a Rua Salvador e para cima era pasto. Dentre as ruas mais antigas pode-se citar as ruas São Salvador, São Luiz, Curitiba e Florianópolis. A infraestrutura nesta época era muito precária. A água utilizada inicialmente era do córrego Figueirinha, que não era poluído. As mulheres lavavam roupas no rio Doce. Além disso, tinha um chafariz perto do atual pos- to do SAAE. Contam os antigos que algumas pessoas vendiam água do Figueirinha na Rua do Sapo, no bairro Nossa Senhora das Graças. Com o tempo, as águas foram sendo poluídas a ponto de se tornarem impróprias para o uso doméstico. Surgiu um chafariz na Rua São Luiz, perto da casa do Sr. Coelho, que facilitou o acesso à água. A rede de água encanada foi instalada na mesma época que a energia elétrica. A rede de luz caia muito e o recurso era o uso de lampiões. O fogão era à base de pó de serragem, também adquirido nas serrarias da região.
  • 14 O calçamento foi construído a partir da mobilização do Padre João Verbeek, religioso holandês, que era o padre responsável pela igreja Católica do bairro de Santa Terezinha. Antes do calçamento as ruas eram enlameadas. Na década de 70 já havia água e luz, mas calçamento somente em uma parte do bairro. Os moradores do bairro - tendo à frente o Sr. Jair - se mobilizaram para pedir o calçamento que faltava ser concluído, o que ocorreu na década de 80. A rede de esgoto está presente na maior parte do bairro, mas infelizmente muitas pessoas jogam seus dejetos no Figueirinha. Este fato colabora para o aparecimento de roedores, insetos e a permanência de um cheiro desagradável na região próxima à mar- gem. A poluição atual das águas não condiz com a tradicional utilização do rio pelos pescadores do bairro de Santa Terezinha, que até sustentam carteira de pescador profis- sional emitida pela Marinha do Brasil e que ganhavam sua vida com esta profissão. As balsas são serviços tradicionais no bairro. Para atravessar o rio incontáveis pessoas já utilizaram os serviços do falecido Jesus Farias, um dos condutores de balsa mais antigos do Santa Terezinha. Com as enchentes, este serviço se torna perigoso, exigindo do condutor manobras ágeis e bem calculadas. No bairro também havia muitas lavadeiras, que utiliza- vam quaradores coletivos. Lavavam no rio Figueirinha, depois passaram para o rio Doce. Números apontam que os maiores volumes das enchentes foram os dos anos 1979, 1985, 1997, 2003 e 2005. Porém, de acordo com alguns moradores, a enchente que causou mais estragos foi a do ano de 1979, que durou aproximadamente 16 dias. Re- lembram tristemente que as casas de muitas pessoas foram embora nas águas do rio naquele ano. Com a enchente de 1979, muita gente ficou desabrigada. Muitos tiveram que per- noitar no grupo escolar, na igreja e na casas de parentes. As pessoas, sob a liderança do Sr. Jair, da associação do bairro, em uma manifestação de coletivismo se mobilizaram para tentar resolver os problemas dos impactos e os danos da inundação. Apesar dos problemas, as pessoas se demonstraram solidárias, afirmam os moradores antigos. A prefeitura também ajudou, mas muitos custaram para reconstruir suas vidas. Além da extração de madeira, houve um momento que alterou bastante a expectati- va de trabalho e de renda dos moradores do bairro. A ampla extração de mica renovou os ânimos dos moradores, mas gradativamente a fonte se esgotou. Depois surgiram outros minerais, apesar de não terem a mesma cotação da mica. Boa parte dos moradores do bairro de Santa Terezinha era egressa do campo. Tra- balhavam ou já haviam trabalhado com agricultura ou com prática extrativista de mica ou madeira. Muitos foram expulsos de suas terras no campo, mesmo tendo trabalhado e criado vínculos de décadas com a porção da terra do patrão que lhes foi destinada. Com a proliferação e intensificação dos movimentos rurais de esquerda, sobretudo das ligas camponesas - infladas durante o contexto de proposição de reformas de base pelo presidente João Goulart, no início da década de 1960 - muitos trabalhadores rurais do bairro Santa Terezinha se deixaram influenciar pelas novas propostas.
  • 15 Francisco Raimundo da Paixão, o Chicão, era um sapateiro vindo da área rural, parti- dário de Jango e afeito à reforma agrária. Ele se confrontou com os fazendeiros da região ao se tornar adepto da reforma agrária, “na lei ou na marra”. Após semanas de agitação, no final do mês de março de 1964, às vésperas do golpe militar, os fazendeiros rumaram fortemente armados até a sede do Sindicato dos Traba- lhadores Rurais na Lavoura, localizado no Bairro Santa Terezinha, na sapataria do Chicão. No bairro estavam sendo recrutadas pessoas para ocupar as terras devolutas, sobretudo após a proposta do presidente Jango de implantar a reforma no campo. Contam que foram disparados mais de trezentos tiros na Praça do Santa Terezinha. Durante estes confrontos, vários saíram feridos e algumas pessoas mortas. Até hoje mui- tos moradores não gostam de falar sobre este triste episódio. O posto policial, ativado na década de 1980, ficava inicialmente na Rua Florianópolis, depois se mudou para a Rua Juscelino Kubitschek, no início dos anos 2000. A creche que atende ao bairro fica atualmente no vizinho bairro São Paulo. A escola, que já existia desde a década de sessenta, deixou de atender em 2009, mas promete reabrir depois de concluídas as reformas. A igreja de Santa Terezinha funcionava junto à escola, em um terreno cedido pela prefeitura à Mitra Diocesana. Depois ocorreu a mudança da igreja para o local atual, também território pertencente ao bairro São Paulo. Um dos informantes lembra que no início dos anos de 1963 a comunidade recebeu a visita de alguns padres missionários, no mesmo ano de construção da capela antiga. A igreja tem um coral que funciona há décadas. Muitos dos que lá cantam ou can- taram faziam parte do coral da igreja de Nossa Senhora Lourdes. Dentre os participantes dos corais no bairro estão o senhores Edson Leite, Pedro Olavo, Sebastião Moura, João Costa e Juventino Prado. A banda do primeiro batalhão também tocava no bairro, a pe- dido do padre João Verbeek. Além da igreja católica que nomeia o bairro, a igreja Batista Renascer é bem antiga, por sinal já comemorou seus cinqüenta anos. Além destas igrejas existem outras evangélicas no bairro. Na Rua São Luiz e na Curitiba aconteciam festas juninas memoráveis. As barraqui- nhas da igreja, por sinal, são bastante tradicionais. Dizem que o pastel de maio da bar- raquinha é muito famoso. Antigamente tinham mais batuqueiros no bairro que tocavam, sobretudo durante o carnaval, lembra um morador antigo. Dentre os músicos se destacava o Cláudio Palmei- ra. Eles desfilavam mês de fevereiro, do Serra Lima até os Pioneiros. Os moradores também relembram o antigo campo do Cruzeirinho, que fica no bair- ro. Foram formados os times do Santa Terezinha, coordenado pelo Sr. Jair, e o time do Cruzeiro, que disputavam muitos jogos pela cidade e arredores. Dentre os pontos comerciais antigos do bairro se destacavam o Armazém Fé em Deus e também o bar do Sr. Juventino Prado. A pracinha é um local tradicional de socialização. O horto municipal - onde há um bosquinho - é um dos lugares mais freqüentados por quem quer praticar esportes no bairro. Tem pista de skate e tem palco para apresenta- ções, onde ocorrem shows de hip-hop e rock. Havia uma quadra no bairro, do lado do campo, hoje abandonada. Enfim, é preciso dizer que estas informações são apenas alguns fragmentos da me- mória dos moradores. No bairro existem muitas histórias a serem contadas. Por isso, e por outros motivos, os antigos moradores do bairro devem ser valorizados, pois carre- gam consigo as lembranças de momentos remotos, ligados ao processo de formação e consolidação deste tradicional bairro de Governador Valadares. santaterezinha
  • 16 santaterezinha Principais festas FESTAS MÊS LOCAL Baile da 3ª Idade Uma vez por mês Igreja Católica Sta. Terezinha Barraquinhas Mês de maio Igreja Católica Sta. Terezinha Festa Junina Junho Igreja Católica Sta. Terezinha Festa da Padroeira Outubro Igreja Católica Sta. Terezinha Perfil cultural A pesquisa realizada pela equipe Favela é Isso Aí, em parceria com o Núcleo Cidade Futuro e correspondentes bolsistas da comunidade, revelou que existem pelo menos 22 artistas-solo e grupos culturais no bairro Santa Terezinha, que envolvem em suas ativida- des aproximadamente 208 pessoas. A maior parte da produção artística é na área da Música, somando sete cadastros (31,8%). Em segundo lugar está a área do Artesanato, com seis cadastros (27,3%) na comunidade. Em terceiro lugar a área da Dança, com quatro cadastros (18,2%). Foram também cadastrados três (13,6%) artistas ou grupos culturais da área das artes plásticas, um artista da Literatura e uma estilista, que desenha roupas de festas. As maiores necessidades relatadas pelos artistas são a falta de recursos materiais e financeiros para produção do trabalho artístico, além da divulgação de seus trabalhos, citadas cada uma por 11 dos artistas entrevistados (50%). Dois deles (9,1%) disseram ter necessidade de espaço para produzir, ensaiar, expor e/ou apresentar seu trabalho. Artista Destaque Desenhar fantasias para o Mundo A bela vista do Pico do Ibituruna há doze anos serve de inspiração a Maria Aparecida, estilista e pedagoga. Durante oito anos foi dona e diretora de uma escolinha infantil. Com a necessidade de alugar fantasias para crianças, matriculadas na escolinha, descobriu um novo nicho de mercado e uma nova voca- ção. Desde então, desenhar fantasias e roupas para festas se tornou seu ofício. Montou a loja Mundo Fantasia, com to- tal apoio da família. No início, desenvolvia a atividade em um quarto. Ao perceber o cres- cimento do empreendimento, o pai lhe ofere- ceu o terraço. Após o aumento da demanda, ampliou a participação da família no negócio, mãe e irmãs começaram a auxiliar no atendi- mento aos clientes. Maria Aparecida disponibiliza tempo para ações junto à comunidade onde mora. Em 2009, ensaiou um grupo de crianças para inauguração do presépio de natal na Praça
  • 17 dos Pioneiros, importante espaço de sociabilidade da cidade. A Prefeita Municipal, Elisa Costa, esteve presente e, sensibilizada pela performance das crianças, a convidou para reapresentação no “Teatro Atiaia”. O ápice da produção chega com a Festa da Fantasia. Evento tradicional na cidade há 20 anos, já contou com a apresentação de Nando Reis, Rita Lee e Skank, dentre outros artistas brasileiros. Sempre acontece na Açucareira, antiga usina de cana-de-açúcar, tam- bém patrimônio histórico tombado de Governador Valadares. Maria Aparecida afirma que as maiores procuras são por aniversários temáticos e também por parte de moradores de cidades vizinhas. Uma das maiores dificuldades é encontrar matéria-prima na cidade para a confecção das fantasias. Seu desejo, hoje, é ampliar mais o negócio e iniciar a venda de acessórios: “devido à fragilidade dessas pe- ças, muitas vezes alugamos e elas voltam estragadas”, diz. Contato: Mundo Fantasia - Maria Aparecida Vilela Apolônio (33) 3221-7992 Cadastro de artistas Artesanato Classificação: bordados em ponto cruz, va- gonite, macramê, hardanger (bordado tipo crivo), tricô, crochê Nome: Grupo de Mães Edelwais Contato: Dejanira Passos de Freitas Endereço: Rua Dona Zulmira Pereira da silva, nº. 558 – Bairro São Paulo – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.030-140. Tel.: (33) 3221-3644 / (33) 9989-6165 Tempo de atividade: 30 anos N° de componentes: 20 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: decoração infantil, enfeites, trabalho manual Nome: Nica Decorações Contato: Nilene Rodrigues Lima Endereço: Rua Curitiba, nº. 1109 – Bairro Santa Terezinha - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-100. Tel.: (33) 3221-2954 / (33) 9964-7065 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: espa- ço para trabalhar. Classificação: bordados em ponto cruz, lem- branças para casamentos, bonecas, pintura em fraldas, imã de geladeira, porta jóias, pin- tura em gesso. Nome: Alessandra da Silva Souza Ligrorio Contato: Alessandra da Silva Souza Ligrorio Endereço: Rua Florianópolis, nº. 367 - Bairro Santa Terezinha - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-160. Tel.: (33) 4141-1835 Tempo de atividade: 08 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: fi- nanceira para comprar matéria-prima e divul- gação. Classificação: bordados, pintura em tecidos Nome: Dulcinéia Alves Silveira Contato: Dulcinéia Alves Silveira Endereço: Rua Curitiba, nº. 835 - Bairro San- ta Terezinha - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-100. Tel.: (33) 3221-9875 / (33) 8419-2939 Tempo de atividade: 38 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- terial e divulgação. Classificação: bonecas de lã, cestinhas de garrafas pet Nome: Anna Frederica da Silva Contato: Anna Frederica da Silva Endereço: Rua Curitiba, nº. 603 - Bairro San- ta Terezinha - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-100. Tel.: (33) 3221-7237 Tempo de atividade: 06 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: difi- culdade com a visão. santaterezinha
  • 18 santaterezinha Classificação: pinturas em tecidos, madeira e reciclagem Nome: Luciana Souza Contato: Luciana Souza Endereço: Rua Curitiba, nº. 495 - Bairro San- ta Terezinha - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-100. Tel.: (33) 3221-7855 Tempo de atividade: 10 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação e falta de valorização do seu trabalho. Artes Plásticas Classificação: pinturas em tela Nome: Luciana Souza Contato: Luciana Souza Endereço: Rua Curitiba, nº. 495 - Bairro San- ta Terezinha - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-100. Tel.: (33) 3221-7855 Tempo de atividade: 10 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação e falta de valorização do seu trabalho. Classificação: pintura em telas Nome: Dulcinéia Alves Silveira Contato: Dulcinéia Alves Silveira Endereço: Rua Curitiba, nº. 835 - Bairro San- ta Terezinha - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-100. Tel.: (33) 3221-9875 / (33) 8419-2939 Tempo de atividade: 38 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- terial e divulgação. Classificação: desenhos Nome: Yuri Contato: Yuri Pereira dos Santos Endereço: Rua Porto Alegre, nº. 360 - Bairro Santa Terezinha - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-470. Tempo de atividade: 12 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Dança Classificação: balé e jazz Nome: Ministério de Dança Santa Terezinha Contato: Tiago Henrique de Souza Marçal Endereço: Rua José de Tassis, nº. 37 – Bairro São Paulo – Governador Valadares – MG – CEP: 35.250-030. Tel.: (33) 3272-6250 Tempo de atividade: 01 ano N° de componentes: 40 Necessidades/dificuldades do grupo: inte- resse e apoio da comunidade. Classificação: dança salão e outros estilos Nome: Banda Baile Contato: Kelly Dayane Oliveira Aguiar Endereço: Rua Florianópolis, nº. 247 – Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-160. Tel.: (33) 3272-3343 Tempo de atividade: 05 anos N° de componentes: 26 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: break, dança de rua Nome: Marver Crew Contato: Jhulyano Simões Silva Endereço: Rua São Salvador, nº. 109 - Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-690. Tel.: (33) 8801-6256 Tempo de atividade: 02 N° de componentes: 10 Necessidades/dificuldades do grupo: pa- trocínio para participar de campeonatos. Classificação: capoeira Nome: Natura Ginga Contato: Gilsivanir Ferreira Rodrigues de Ma- cedo Endereço: Rua Aracajú, nº. 133 - Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-020. Tel.: (33) 9911-2096 / (33) 9908-5096 Tempo de atividade: 01 mês N° de componentes: 69 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação e falta de instrumentos. Literatura Classificação: poesia Nome: Anna Frederica da Silva Contato: Anna Frederica da Silva Endereço: Rua Curitiba, nº. 603 - Bairro San- ta Terezinha - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-100. Tel.: (33) 3221-7237 Tempo de atividade: 06 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: difi- culdade com a visão
  • 19 santaterezinha Música Classificação: MPB Nome: Miguel Contato: Miguel Ângelo Souza Endereço: Rua São Salvador, nº. 52 - Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-690. Tel.: (33) 3271-8318 / (33) 8859-6422 Tempo de atividade: 20 N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: espaço para ensaios, estrutura física, equi- pamentos em geral, investidores e músicos disponíveis. Classificação: gospel Nome: Ministério Serafins da Adoração Contato: Diogo Pereira Rossi Endereço: Rua São Salvador, nº. 284 - Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-690. Tel.: (33) 3221-0993 Tempo de atividade: 06 meses N° de componentes: 04 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação e apoio da sociedade. Classificação: forró universitário Nome: Maracangalha Contato: Diogo Pereira Rossi Endereço: Rua São Salvador, nº. 284 - Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-690. Tel.: (33) 3221-0993 Tempo de atividade: 08 anos N° de componentes: 04 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação e apoio da sociedade. Classificação: forró universitário Nome: Trio Jequitibá Contato: Diogo Pereira Rossi Endereço: Rua São Salvador, nº. 284 - Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-690. Tel.: (33) 3221-0993 Tempo de atividade: 06 anos N° de componentes: 03 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação e apoio da sociedade. Classificação: religiosa católica Nome: Cantoria Santa Terezinha Contato: Creuza Maria de Cristo Endereço: Rua da Prata, nº. 21 – Bairro São Paulo - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-480. Tel.: (33) 3221-0263 Tempo de atividade: 30 anos N° de componentes: 16 Necessidades/dificuldades do grupo: in- centivo e participação da família. Classificação: pagode (toca cavaquinho) Nome: Marcos Moreira Contato: Marcos Moreira Endereço: Rua São Salvador, nº. 391 - Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-690. Tel.: (33) 3083-0050 Tempo de atividade: 10 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: sertaneja Nome: Zé Jão e Adelado Contato: Adelado Morais Caldeira Endereço: Rua João Pessoa, nº. 173 - Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-230. Tel.: (33) 3221-1031 Tempo de atividade: 05 anos N° de componentes: 02 Necessidades/dificuldades do grupo: es- trutura financeira e divulgação nos meios de comunicação. Outras Classificação: estilista, cria roupas de festas e fantasias. Nome: Mundo Fantasia Contato: Maria Aparecida Vilela Apolônio Endereço: Rua São Salvador, nº. 333 - Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-690. Tel.: (33) 3221-7992 Tempo de atividade: 12 anos N° de componentes: 02 Necessidades/dificuldades do grupo: en- contrar matéria-prima na cidade. Teatro Classificação: arte circense Nome: Palhaço Fofoquinha Contato: Silvestre Pereira de Oliveira Endereço: Rua Omar Magalhães, nº. 780 - Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-740. Tel.: (33) 9971-1609 Tempo de atividade: 25 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação, figurinos e maquiagem.
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  • 21 planalto Bolsistas da comunidade: Felipe Ferreira dos Santos e Natanel Mendes Costa História da comunidade A formação do bairro Planalto está associada ao processo de expansão urba- na da cidade de Governa- dor Valadares. Muitos mo- radores vieram de fora da cidade, de municípios como Virginópolis, por exemplo. Outros chegaram de bairros de Governador Valadares, como o Nossa Senhora das Graças e o Altinópolis. Dentre os primeiros moradores estão Dona Angélica e os senhores João, Manoel Lima, Sebastião Luiz e Eurico Pereira. Segundo alguns moradores antigos, o bairro surgiu aproximadamente no início da década de setenta. O terreno era pasto de uma fazenda, que foi loteada e vendida atra- vés de financiamento da Caixa Econômica Federal. Vale mencionar que boa parte do bairro precisou ser aterrada. O material de construção vinha do centro da cidade em carroças ou caminhões. Atualmente, existe loja de material de construção no bairro, o que facilita bastante a realização de construções, poupando trabalho, dinheiro e tempo. As casas, em sua imensa maioria, sempre foram de tijolos, apesar de não terem rebo- que. As casas da Caixa Econômica eram praticamente iguais. Mas também existiam casas de barro batido e folhas de compensado. Inicialmente as pessoas tinham muita dificuldade para conseguir água. As famílias buscavam água em bicas, por exemplo, uma que ficava em frente ao posto de gasolina, na BR-116. Apesar de não ter tardado muito a ser implantada, a rede de água era muito precária. Às vezes faltava água por semanas e o carro pipa tinha que ser enviado. De- vido a esta situação, as mulheres lavavam roupa e as pessoas se banhavam no córrego Figueirinha. De acordo com entrevistados, a água ainda falta. É comum a comunidade ficar dois ou três dias sem água, até mesmo na escola. Isto dificulta o andamento das aulas. Ape- sar disso, o serviço de abastecimento de água melhorou muito, sobretudo depois da construção da caixa d’água. A rede de água vinha do Altinópolis. A rede de esgoto, por sua vez, foi sendo construída gradativamente. Hoje em dia ela apresenta bom funciona- mento. A energia se estabeleceu no bairro de forma mais rápida. Nos meados da década de setenta já existia energia nos postes. No entanto, eram poucos os que tinham luz em casa. Com o tempo a Prefeitura cedeu vários padrões simples, outros moradores com- praram padrões por conta própria.
  • 22 Quanto ao calçamento, inicialmente as ruas do bairro eram de paralelepípedo, de- pois o asfalto foi sendo implantado. O asfalto chegou primeiro no “Acesso 2”, depois na Avenida A e, gradativamente, em outras ruas do bairro. A avenida A é uma das principais ruas que cortam o bairro e abrigava algumas das primeiras casas que lá surgiram. Há alguns anos um pedaço da Rua 5 desmoronou. O problema ainda persiste, o que impos- sibilita a passagem do ônibus. A Rua 7 e a 2 também carecem de um bom calçamento. O caminhão de limpeza quase não vinha, o lixo tinha que ser queimado nos lotes. Atualmente vem três vezes por semana e os funcionários da Prefeitura varrem a rua uma vez por semana. O transporte é razoável, passam dois ônibus dentro do bairro. No início não tinha ônibus direto, era preciso ir a pé ao centro ou pegar ônibus no “Acesso 2”. Um dos principais líderes da comunidade era o Zé Teixeira. Foi o primeiro presidente da associação de bairro e ajudou na luta para de implantação da escola. Depois vieram outros, como Valderci, Salvador, Carlão e Edvaldo. A associação, que acompanhou o desenvolvimento do bairro, não tem sede. As pessoas se reúnem no salão da igreja de São Francisco, na avenida A. A igreja de São Francisco, tal como inúmeras casas do bairro, foi construída a partir de um mutirão. A capela é do início de ocupação do bairro. Era pequena, depois foi ampliada. A imagem do santo chegou com a ampliação da igreja. Colocaram a torre e aumentaram o tamanho, depois fizeram um painel do santo em azulejo no frontão da igreja. O padre veio da igreja de Lourdes. As donas Elvira e Elza eram responsáveis pelo salão paroquial e, atualmente, estes serviços são prestados pela senhora Beth e Claudi- céia. Além da igreja de São Francisco, há outras igrejas no Planalto, como a Assembléia de Deus, que já existe a um bom tempo no bairro, e outras mais novas. Esses espaços, além de agregarem os fiéis durante as cerimônias e cultos, servem como importantes espaços de socialização. No salão paroquial são oferecidas oficinas para a garotada. Na falta de uma creche no bairro, as crianças participam de diversas atividades, sobretudo esportivas e lúdicas, desenvolvidas no espaço da igreja de São Francisco. No mês de maio acontecem barra- quinhas. Segundo moradores, vem gente até mesmo de fora para participar da festa. Também acontecem festas de fim de ano e de comemoração do dia das crianças. As únicas opções de lazer no bairro são o pátio da igreja e o espaço da escola. A igre- ja tem um lote onde se pretende construir uma área de lazer, mas, segundo moradores, a verba está curta para dar início às obras. Nos espaços da escola e da igreja acontecem
  • 23 planalto oficinas de grafite, música, capoeira, futsal, basquete e artesanato, ministradas respecti- vamente por Nilton, Natália, Nelson, Maurício, Roberto e Nelzinha. A Escola Adélia Ribas começou junto com o bairro. Passou por várias reformas, como uma das maiores conquistas da comunidade escolar, que foi a construção da quadra. An- tes só havia até a quarta série do Ensino Fundamental e hoje a escola oferece até a oitava série. A cantina foi ampliada, colocaram cobertura na quadra e fizeram quiosques. Não tem posto de saúde no bairro, quando os moradores precisam de assistência médica básica vão até o CRAS. Antigamente, no local atual do CRAS ficava um posto policial. Atualmente a polícia faz rondas rotineiras no bairro. A maioria das pessoas que moram no bairro trabalha como pedreiros, domésticas, costureiras e mais uma diversidade de profissões. Dentre os comércios mais antigos estão os estabelecimento dos senhores Arcelino, Severino, Dagmar e Bacana. No bairro existia um campo e um time de futebol, o União Planalto, coordenado pelo Carlinhos Huck e pelo Sebastião Cardoso. O time participava de disputas regionais e alcançou importantes vitórias. Os moradores antigos faziam algumas serenatas no bairro. Dentre os seresteiros e músicos antigos do Planalto - que inclusive se encontravam no bar do Dica, no “Acesso 2” - estavam Zé do Posto, o Sargento Adão, o senhor Dida e o próprio senhor Dica. Estas lembranças e outras, ligadas às lutas, às vivências e às amizades, fazem do bair- ro Planalto um bairro bastante peculiar dentro da cidade. Este breve histórico demonstra que apesar do bairro ter se formado bem depois que muitos outros da cidade, ele apre- senta uma rica história marcada por suas especificidades e seu próprio contexto. Principais festas FESTAS DIA / MÊS LOCAL Festa Junina Junho Igreja Católica São Francisco de Assis Festa de São Francisco 05 de Outubro Igreja Católica São Francisco de Assis Festa dia das Crianças 12 de Outubro Igreja Evangélica Perfil cultural A pesquisa realizada pela equipe da ONG Favela é Isso Aí, em parceria com o Núcleo Cidade Futuro e correspondentes bolsistas da comunidade revelou que existem pelo menos 19 artistas-solo e grupos culturais no bairro Planalto, que envolvem em suas ati- vidades aproximadamente 73 pessoas. A maior parte da produção artística é na área do Artesanato, somando 11 cadastros (57,9%). Em segundo lugar está a área da Música, com quatro cadastros (21,0%) na comunidade. Em terceiro lugar vem a área da Dança, com três cadastros (15,8%). Foi também cadastrado um artista da área das artes plásticas. A maior necessidade relatada pelos cadastrados é a de recursos materiais e financei- ros para produção do trabalho artístico, citada por 11 dos artistas entrevistados (57,9%). Cinco deles (26,3%) disseram ter necessidade de espaço para produzir, ensaiar, expor e/ ou apresentar seu trabalho.
  • 24 planalto Artista destaque Artesanato nasce para filho Elizete, 44 anos, seis filhos e cinco netos, mais um a caminho, sempre foi batalhadora. Interessou-se pelo cro- chê há 16 anos, quando estava grá- vida, para fazer roupas para o bebê, quando nascesse. É uma verdadeira autodidata na arte do crochê. Con- ta: “ninguém me ensinou, tive que aprender a fazer sozinha”. Desenvolveu também habilidades com materiais reciclados, compondo com garrafas pets, rosas, flores, den- tre outras formas. No momento, além das roupas para bebês, cria também peças para adultos, como biquínis e saias: “só não fiz vestidos ainda”, diz. Apesar de sempre estar criando, o ofício contribui pouco para renda da casa. Às ve- zes, alguns vizinhos passam à sua porta, gostam de exemplares expostos na janela ou já sabendo de sua habilidade, encomendam uma peça ou outra. Mas, na maior parte do tempo, o crochê e o artesanato em material reciclado são hobby. Elizete comenta que um dos maiores problemas que enfrenta é escoar os produtos e por isso seria interessante se tivesse alternativas para vendas. Além disso, um dos seus maiores sonhos é poder ensinar seu trabalho “passar para frente, multiplicar, ensinar as pessoas”. Contato: Elizete - (33) 9968-5906 Cadastro de artistas Artesanato Classificação: bordados em ponto cruz, bis- cuit, enfeites artesanais Nome: Meire Araujo de Souza Contato: Meire Araujo de Souza Endereço: Rua 3, nº. 562 – Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 150. Tel.: (33) 8807-8011 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- terial muito caro e falta de valorização do seu trabalho. Classificação: bordados em ponto cruz, crochê, porta retratos com jornais reciclados, flores com garrafa pet Nome: Elizete Ferreira da Silva Contato: Elizete Ferreira da Silva Endereço: Rua 6, nº. 293 – Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 130. Tel.: (33) 9968-5906 Tempo de atividade: 16 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- terial muito caro. Classificação: pinturas em pano de prato Nome: Bruna Eliza Mendes Contato: Bruna Eliza Mendes Endereço: Rua 3, nº. 26 – Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 150. Tel.: (33) 9989-1551 Tempo de atividade: 01 ano
  • 25 planalto N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: valo- rização do seu trabalho. Classificação: pintura em tecidos, fraldas e panos de prato Nome: Rosinei Rodrigues dos Santos Contato: Rosinei Rodrigues dos Santos Endereço: Rua 8, nº. 173 – Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 640. Tel.: (33) 3221-0672 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- téria-prima e espaço para trabalhar. Classificação: crochê, roupas Nome: Eva Félix Barbosa Contato: Eva Félix Barbosa Endereço: Rua 9, nº. 499 - Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 100. Tel.: (33) 9904-6932 Tempo de atividade: 40 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: difi- culdade para a montagem do trabalho. Classificação: bordados em ponto cruz, cro- chê Nome: Creuza Alves Pinto Contato: Creuza Alves Pinto Endereço: Rua 7, nº. 57 - Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 140. Tel.: (33) 8852-7634 Tempo de atividade: 33 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de material. Classificação: bordados em ponto cruz, bis- cuit, bonecas Nome: Clélia Maris Alves Barbosa Contato: Clélia Maris Alves Barbosa Endereço: Avenida A, nº. 678 – Bairro Pla- nalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054-180. Tel.: (33) 3221-7558 Tempo de atividade: 16 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: local para venda do trabalho e falta de valorização. Classificação: artesanato com gesso e mate- rial reciclado Nome: Maria de Lourdes Pereira Contato: Maria de Lourdes Pereira Endereço: Rua 10, nº. 718 - Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 080. Tel.: (33) 3221-9490 Tempo de atividade: 05 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de material. Classificação: artesanato com material reci- clado Nome: Dilma Miranda de Souza Contato: Dilma Miranda de Souza Endereço: Rua 7, nº. 348 - Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 140. Tel.: (33) 3273-2039 Tempo de atividade: 12 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: bijuterias, artesanato em gesso e com material reciclado Nome: Eliene Rocha Soares Contato: Eliene Rocha Soares Endereço: Avenida A, nº. 681 – Bairro Pla- nalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054-180. Tel.: (33) 8807-4770 Tempo de atividade: 02 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: entalhe em madeira Nome: Jorge Vieira Nascimento Contato: Jorge Vieira Nascimento Endereço: Avenida A, nº. 989 – Bairro Pla- nalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054-180. Tel.: (33) 8889-0648 Tempo de atividade: 34 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de verba. Artes Plásticas Classificação: grafite Nome: Elifas Rodrigues Contato: Elifas Rodrigues da Silva Endereço: Rua 7, nº. 763 - Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 140. Tel.: (33) 8817-4158 Tempo de atividade: 01 mês N° de componentes: 20 Necessidades/dificuldades do grupo: mate- rial, apoio, local para produzir o seu trabalho.
  • 26 planalto Dança Classificação: capoeira Nome: Capoeira Raiz do Brasil Contato: Bruno Elizar Mendes Endereço: Rua 3, nº. 27 – Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 150. Tel.: (33) 99188501 Tempo de atividade: 06 anos N° de componentes: 20 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- terial e espaço próprio. Classificação: hip-hop Nome: Asas do Hip Hop Contato: Werly Batista Fernandes Endereço: Rua 2, nº. 297 - Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 090. Tel.: (33) 8438-2191 Tempo de atividade: não informou. N° de componentes: 12 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- terial e espaço. Classificação: axé Nome: Quebra aí GV Contato: Jéssica Ferreira de Souza Endereço: Avenida A, nº. 1004 – Bairro Pla- nalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054-180. Tel.: (33) 3221-2644 Tempo de atividade: não informou N° de componentes: 06 Necessidades/dificuldades do grupo: espa- ço para ensaiar. Música Classificação: gospel (toca violão) Nome: Moisés Henrique Pereira Brandão Contato: Moisés Henrique Pereira Brandão Endereço: Rua 3, nº. 245 – Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 150. Tel.: (33) 3273-7661 Tempo de atividade: 01 ano e 05 messes N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: dedi- lhar o instrumento e fazer escala de notas. Classificação: MPB Nome: Natália Aparecida Barcelos Contato: Natália Aparecida Barcelos Endereço: Avenida A, nº. 540 – Bairro Pla- nalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054-180. Tel.: (33) 3221-4751 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: me- lhor remuneração pelo trabalho e valorização das pessoas. Classificação: instrumentista - toca violão, cavaquinho, percussão e bateria em vários estilos Nome: Tiago Alves de Moura Contato: Tiago Alves de Moura Endereço: Avenida A, nº. 669 – Bairro Pla- nalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054-180. Tel.: (33) 3221-1183 Tempo de atividade: 08 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: in- veja. Classificação: música popular (toca violão e sanfona) Nome: Jorge Vieira Nascimento Contato: Jorge Vieira Nascimento Endereço: Avenida A, nº. 989 – Bairro Pla- nalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054-180. Tel.: (33) 8889-0648 Tempo de atividade: 34 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de verba.
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  • 28
  • 29 sâotarcísio Bolsista da comunidade: Carolina Santos Ferreira História da comunidade O bairro de São Tarcisio é um dos mais antigos da cidade de Governador Va- ladares, para alguns o pri- meiro. É um bairro peque- no, tem pouco mais de uma centena de imóveis, mas são muitas as histórias que marcam o lugar. De acordo com moradores antigos do bairro, o São Tarcisio surgiu em uma região ribeirinha, onde se encontrava um pasto e uma pedreira. Muitas casas da Rua Prudente de Moraes - a rua mais importante da época - tinham quintais que se estendiam até a margem do Rio Doce. Alguns moradores disseram que a parte do bairro denominada “Beira Rio” era área verde e foi ocupada um pouco mais tarde. Outros moradores con- tam que a região fazia parte da fazenda do Quintiliano de Souza Costa, primeiro Juiz de Paz do município, sendo posteriormente loteada. Grande parte dos primeiros moradores ocupou clandestinamente os lotes. Outros tantos compraram de terceiros, venderam e revenderam. Atualmente muitas casas tive- ram seus documentos regularizados, outras estão em processo de legalização. Dentre os primeiros moradores do bairro, muitos já falecidos, podemos citar as donas Maria Rosa, Maria Francisca e Lia e os senhores Geraldo Vieira, Cabral, Tião, Orlandino, Zezinho Paranhos, José Maria, Elieser Gomes, Walter Pereira e Antônio Buenos Aires. Muitos moradores vieram de outras cidades da região do Rio Doce, como Tarumirim, e de outras regiões de Minas Gerais, como Raul Soares, município pertencente à Zona da Mata mineira. As primeiras casas levantadas eram de madeira. Muitos destes casebres foram cons- truídos de tábuas compradas ou ganhadas em serrarias próximas, por exemplo, a do José Nascimento Ferradeiro, conhecido com Zé Português, que ficava do lado do bairro. Inicialmente a falta de água encanada não era um problema tão grave, uma vez que a poluição ainda não ameaçava o rio. Os moradores utilizavam a água do Rio Doce para lavar roupas e vasilhas, para se banharem e até mesmo para beber. Para muitas senho- ras a água do rio era fonte de renda. Existiam muitas moradoras do bairro que lavavam roupa para fora utilizando as águas do rio. Houve pessoas que até vendiam água do rio no alto do Carapina. Com o passar do tempo os moradores começaram a buscar novas formas para se obter água. Alguns, por conta própria, compraram canos e puxaram a água da Rua Prudente de Morais. Apesar de ser um serviço para poucos, pois os moradores deveriam
  • 30 arcar com seus gastos, o SAAE ligou a água encanada no bairro na década de 1950. Muitos outros moradores, no entanto, somente tiveram acesso ao serviço a partir da década de setenta. No início, a iluminação do bairro era à base de querosene. Os antigos contam que utilizavam ferro a brasa, uma vez que quase todos tinham fogão à lenha. Alguns mais inovadores utilizavam bateria de caminhão para ter uma alternativa energética em casa. A energia elétrica foi colocada na década de setenta, após um abaixo assinado ter sido enviado ao governador do Estado, por intermédio de um político de Governador Valada- res. Poucos dias depois do pedido à CEMIG, começaram a serem implantados os postes, meses depois a energia chegou. A falta de calçamento era um dos problemas mais sérios do bairro. Por sinal, esta dificuldade demorou um pouco para ser sanada. No início tinham mais trilhas do que ruas. Com o tempo, foram surgindo as primeiras vias. Merece destaque a antiga Travessa 13 de Maio, hoje Geraldo Vieira, em homenagem ao primeiro educador do bairro. A Rua Cláudio Manoel, no “beira rio” – também importante para o processo de ocupação do bairro – ficou muito tempo sem calçamento. Vale destacar que o calçamento das primei- ras ruas era construído com espécies de tijolinhos. Um serviço precário do bairro – que já melhorou em grande medida, mas que precisa ser resolvido por completo, na opinião dos moradores – é o de limpeza. Foi somente nos últimos anos que o recolhimento de lixo chegou ao “beira rio”. As melhorias do bairro se deram através da luta dos moradores, das articulações das lideranças e do apoio de políticos. Em 2006, através de um projeto da SEPLAN, iniciaram reformas e pinturas nas casas, em uma tentativa de quebrar os estigmas e dar um ar mais alegre, semelhante a do pelourinho em Salvador. De acordo com alguns relatos, a associação de moradores do bairro surgiu no início da década de 1990. Os principais líderes do bairro foram Joaquim Honorato, Eliseu, Idelfonso, Joel, Elisangela, Sérgio e Anselmo. O papel destes líderes para as conquistas do bairro foi essencial, destacando-se a construção do aterro e da murada, obras que contaram com o trabalho coletivo dos moradores.
  • 31 sâotarcísio A escola antiga foi implantada por religiosos católicos, através de doações. A insti- tuição era coordenada pelas damas de caridade, especialmente pela Irmã Luiza. Tempos depois a escola foi transferida. A escola atual do bairro, Valdete Nominato, foi implanta- da na virada da década de oitenta para noventa. Ao longo de sua existência ocorreram reformas na escola, destacando a construção do muro e do pátio. Os episódios mais trágicos da história local estão associados a várias enchentes que o bairro presenciou. A enchente de 1997 levou muitas casas embora. Segundo alguns mo- radores, foi a pior. As águas chegaram devagar, mas causaram muito estrago. A enchen- te de 1979 também deixou tristes marcas na história do bairro, relembram os moradores antigos. Muitos ficaram desabrigados e tiveram que se mudar da comunidade. Muitos moradores se dedicavam à pesca no rio Doce, alguns como profissionais. Pescavam com botes e redes e retiravam do rio inúmeros peixes, como corvina, piau, grumatã, traíra, cascudo e outros. Daí a tradicional moqueca de cascudo feita no bairro por algumas pessoas. Na antiga travessa 13 de Maio, em tempos bem remotos, existia um antigo cemitério. Quando iniciaram as obras de melhoria na travessa, os moradores entraram em contato com as ossadas que lá estavam depositadas. Este fato mexeu bastante com o imaginário de alguns moradores. Contam que uma moradora viu um homem muito misterioso na travessa, ele tinha focinho de porco e pé de boi. A surpresa foi tão medonha que a mo- radora chegou desesperada na casa dos vizinhos. Os moradores do “beira rio” também contam um “causo” muito curioso. Dizem que houve uma época em que pedras misteriosas caiam inesperadamente na rua. Com o tempo virou rotina, às 18 horas começava a saraivada e terminava de madrugada. As pedras eram grandes e não se tinha nenhuma suspeita de quem as atirava. Chamaram a polícia, o padre e o pastor, mas nada resolveu. Certo dia um menino misterioso foi visto descendo uma rua do bairro sozinho. Contam que em um piscar de olhos a criança de- sapareceu e depois disso nunca mais as pedras apareceram. Alguns serviços públicos nunca existiram no bairro, talvez pela proximidade em rela- ção ao centro da cidade. Tanto a policlínica quanto a creche utilizada pelos moradores não se situam no São Tarcisio. Antigamente o Dr. Raimundo Teixeira Resende, médico e político da cidade, atendia as pessoas do bairro, até mesmo gratuitamente, em seu consultório, na Rua Barão do Rio Branco. Em casos de urgência ele ia pessoalmente ao bairro atender os enfermos. Dentre os comerciantes mais antigos do local destacam-se os senhores Joaquim Ho- norato, Toledo e Antônio Buenos Aires. Dentre as primeiras profissões do bairro estão a de pescador, lavadeira e pedreiro. As novenas de natal são tradicionais. Um das principais organizadoras é a dona Lia, como dito, uma das moradoras mais antigas do bairro. A maioria dos católicos vai à mis- sa na Igreja Matriz, que fica bem próxima. No São Tarcísio atualmente tem uma capela católica, que faz parte da congregação “O caminho”, que chegou ao bairro em 2009. Esta congregação presta assistência a dependentes químicos. Existem inúmeras igrejas evangélicas próximas, merecendo destaque a antiga Igreja Presbiteriana. No bairro, nas margens do rio, existe uma pista de pouso de asa delta e paraglider. Levando em consideração a fama da rampa de salto do Ibituruna para os amantes deste esporte, a pista de pouso do São Tarcísio demonstra a sua importância. No mesmo local da pista se encontra um campo de futebol, onde animais pastam tranquilamente. Neste lugar também ocorre a Feira da Paz, um importante espaço de socialização do bairro. An- tigamente aconteciam quadrilhas no São Tarcísio. As mais famosas eram as organizadas
  • 32 sâotarcísio pela Dona Maria das Graças, no “beira rio”, e as organizadas pelo Sr. Antônio Pereira, na antiga travessa 13 de Maio. Fica então a curiosidade por conhecermos um pouco mais sobre a história do bairro de São Tarcísio, um dos mais tradicionais da cidade. Para quem se interessar mais, é suge- rida uma boa conversa com os moradores antigos, os verdadeiros guardiões da memória destes tempos que não voltam mais. Principais festas FESTAS MÊS LOCAL Festa Junina / julina Junho / julho Rua Geraldo Vieira Santos Perfil cultural A pesquisa realizada pela equipe da ONG Favela é Isso Aí, em parceria com o Núcleo Cidade Futuro e correspondentes bolsistas da comunidade revelou que existem pelo me- nos 17 artistas-solo e grupos culturais no São Tarcísio, que envolvem em suas atividades aproximadamente 51 pessoas. A maior parte da produção artística é na área da Música, somando 10 cadastros (58,8%). Em segundo lugar está a área do Artesanato, com quatro cadastros (23,5%). Foram também cadastrados um artista da área das artes plásticas, um da Literatura e um da Dança. A maior necessidade relatada é a de recursos materiais e financeiros para produção do trabalho artístico e divulgação, citadas cada uma por oito dos artistas entrevistados (47,0%). Dois deles (11,7%) disseram ter necessidade de espaço para produzir, ensaiar, expor e/ou apresentar seu trabalho. Artista destaque Uma vida de versos Iracema, 86 anos, poeta, nascida e criada em Governador Valadares. Ao longo da vida adquiriu vários prêmios na literatura. Um destes é o troféu de 1º lugar no Festival da Poesia, no próprio mu- nicípio e o de 2º lugar, em outro festival, na região leste, também por suas graciosas poesias. Quando adolescente recitava em auditórios, escolas e ginásios. Sempre gostou das letras e por isso se tornou professora, exercendo a profissão durante 38 anos, me- nor somente que o tempo dedicado à poesia, 60 anos. Conta que enquanto atuou como professora utilizou po- emas em suas aulas, nunca deixando de lado a arte de recitar. Além da dedicação, utiliza a poesia para presentear amigos e também como terapia. Segundo ela um grande hobby e esforço em homenagem ao filho falecido. Dona Iracema diz que “quando pego minhas poesias parece
  • 33 sâotarcísio que estou nadando entre nuvens, a poesia para mim é um hobby, utilizo como terapia e para demonstrar o amor que tenho ao meu filho que faleceu.” Contato: Iracema - (33) 3277-2563 Confira abaixo Folha Seca, a poesia premiada. FOLHA SECA Iracema Torres Carreira Folha Seca que vai voando, Sem saber onde parar... O vento sopra levando-a, Sempre... sempre para o ar! E lá vai a Folha Seca, Quase chegando ao céu, Quando as nuvens a encobrem, Parecendo um grande véu! Ah! Folha Seca tão leve! Cuidado prá não se machucar... Se cair pelos caminhos, Alguém pode em você pisar! Tome cuidado, Folha Seca, Não caia em mau lugar! Voa mais um pouquinho, Procura pousar no mar! Lá são grandes as espumas, Podem juntas correr e bailar. Quanta aventura, Folha Seca, Com as espumas se misturar! Seu destino não será mau Com tanta liberdade assim, Quem me dera, Folha Seca, Um destino assim prá mim!
  • 34 sâotarcísio Cadastro de artistas Artesanato Classificação: flores e ornamentação com materiais orgânicos Nome: Daípe Contato: Daípe Ferreira Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 244 – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 3279-0017 Tempo de atividade: 02 anos N° de componentes: 02 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de dinheiro e não tem local próprio para pro- duzir. Classificação: bonés e peças em crochê, casi- nhas feitas com revistas e palitos Nome: Ageu José Pinto Contato: Ageu José Pinto Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 376 – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 3225-4960 Tempo de atividade: 12 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- terial de trabalho. Classificação: bonecas de espuma e brinque- dos de garrafa pet Nome: Isaac Alves Vieira Contato: Isaac Alves Vieira Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 8 – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 3279-0201 Tempo de atividade: 30 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de dinheiro. Classificação: bordados em chinelos Nome: Iraci das Graças Tavares Contato: Iraci das Graças Tavares Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 363 – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 3271-0067 Tempo de atividade: 02 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Artes Plásticas Classificação: desenho e grafite Nome: Grupo de grafite do centro de convi- vência Contato: Laryssa Ludmyla Freitas Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 16 – Bair- ro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 3271-2239 / (33) 3271-3595 Tempo de atividade: 03 anos N° de componentes: 05 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de patrocínio e falta interesse de pessoas do grupo. Dança Classificação: Hip Hop – dança de rua Nome: Grupo de Hip Hop do Centro de Con- vivência Contato: Laysa Roberta Freitas Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 255 – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 3271-2239 Tempo de atividade: 05 meses N° de componentes: 12 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de dinheiro e patrocínio. Literatura Classificação: poesia Nome: Iracema Torres Contato: Iracema Torres Carreira Endereço: Rua Geraldo Vieira dos Santos, nº. 65 – Bairro São Tarcísio – Governador Valada- res – MG – CEP: 35.020-620. Tel.: (33) 3277-2563 Tempo de atividade: 60 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: es- quecimento, falta de memória. Música Classificação: sertaneja Nome: Isaías Lopes da Silva Contato: Isaías Lopes da Silva Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 255 – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 3271-2239 Tempo de atividade: 20 anos
  • 35 sâotarcísio N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de patrocínio. Classificação: vários estilos Nome: Casa dos tambores Contato: Flávio Santos do Nascimento Endereço: Rua Geraldo Vieira dos Santos, nº. 51 – Bairro São Tarcísio – Governador Valada- res – MG – CEP: 35.020-620. Tel.: (33) 9974-4458 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 04 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de leis de incentivo à cultura, local e modos para divulgação do trabalho. Classificação: erudita e sacra (evangélica) Nome: Zilmar Emerick Eller Contato: Zilmar Emerick Eller Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 9 – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 3225-0252 / (33) 8818-1060 Tempo de atividade: 39 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: apoio e reconhecimento do trabalho. Classificação: sertaneja de raiz Nome: Os Brotinhos de Minas – Marão e Mo- rani Contato: José Agostinho de Sá Endereço: Rua Rio Doce, nº. 14 - Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-480. Tel.: (33) 8825-0027 Tempo de atividade: 50 anos N° de componentes: 02 Necessidades/dificuldades do grupo: apoio e oportunidade para tocar. Classificação: MPB Nome: Filipe Ferreira Gomes Contato: Filipe Ferreira Gomes Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 321 – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 8445-4208 Tempo de atividade: 16 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: pa- trocinador. Classificação: sacra Nome: Ministério de Jovens Kerigma Contato: Cynara Iglesia Lacerda da Silva Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 20 – Bair- ro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 3271-5602 Tempo de atividade: 07 anos N° de componentes: 05 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de compromisso das pessoas do grupo. Classificação: evangélica Nome: Karolayne da Silva Cantanhede Contato: Karolayne da Silva Cantanhede Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 16-A – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 9963-6125 Tempo de atividade: 05 meses N° de componentes: 02 Necessidades/dificuldades do grupo: difi- culdade de aprendizado. Classificação: gospel Nome: Isaac Alves Vieira Contato: Isaac Alves Vieira Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 8 – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 3279-0201 Tempo de atividade: 30 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de dinheiro. Classificação: eletrônica com musica de raiz (congo, maracatu e folclóricas) Nome: Mundo Pacumã Contato: Felipe Fernandes do Nascimento Endereço: Rua Geraldo Vieira dos Santos, nº. 51 – Bairro São Tarcísio – Governador Valada- res – MG – CEP: 35.020-620. Tel.: (33) 9975-5680 Tempo de atividade: 06 anos N° de componentes: 04 Necessidades/dificuldades do grupo: pro- dutor, empresário, gravar um CD, criar um site, meios de divulgação e financiamento. Classificação: reggae de raiz brasileira Nome: Quilombo Contato: Felipe Fernandes do Nascimento Endereço: Rua Geraldo Vieira dos Santos, nº. 51 – Bairro São Tarcísio – Governador Valada- res – MG – CEP: 35.020-620. Tel.: (33) 9975-5680 Tempo de atividade: 09 anos N° de componentes: 07 Necessidades/dificuldades do grupo: tocar na cidade, pois são mais valorizados fora.
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  • 37 nossasenhoradasgraças Bolsistas da comunidade: Luiz Júnio Alves da Silva, Iana Kelle Ferreira de Bessa e Tatiane Rodrigues de Souza História da comunidade O bairro Nossa Senhora das Graças é um dos mais antigos de Governador Va- ladares. Antigamente era chamado de bairro do Sapo, em função da grande quan- tidade destes anfíbios que viviam em uma lagoa que se localizava próxima à serraria do senhor Ladislau Polonês. Relatos apontam que ocorreu participação direta de norteame- ricanos - que chegaram a Governador Valadares atraídos pela mineração de mica - no aterro do local, criando condições básicas para o desenvolvimento do bairro. A mudança do nome do bairro ocorreu devido à construção de uma igrejinha católica, dedicada a Nossa Senhora das Graças. O local onde se formou o bairro era uma antiga fazenda da Família Carapina que, de acordo com alguns informantes, foi vendida para uma empresa que tinha vultosos negócios no ramo de madeireira, pecuária e imobiliária. Em uma parte do bairro, onde é o posto da Grã Duquesa, existia um imenso areal, com uma cancela por onde passava o gado. A forma de ocupação principal do bairro foi via compra de lotes, através da empresa proprietária ou de outros vendedores indiretos. Interessante notar que, apesar de ser vizinho do centro, o Nossa Senhora das Graças demonstra um traçado bem diferente da região central de Governador Valadares, apresentando em boa parte de seus limites quarteirões com formatos irregulares e várias ruas estreitas. Percebe-se, além disso, que a ocupação do bairro ocorreu de forma gradativa, se tornando mais notável a partir da década de 1950 e, ainda, o desenvolvimento de sua infraestrutura incidiu de forma lenta e nem sempre eficaz. Os relatos de moradores antigos contam que no início dos anos cinqüenta existiam poucas casas no local. O que predominava era um imenso pasto enlameado. Por sinal, a prática da pecuária leiteira era presente neste período de formação do bairro. Com a intensificação do loteamento, a situação melhorou um pouco. Os primeiros moradores chegavam principalmente do interior mineiro, de cidades como Peçanha, Malacacheta, Poté, Aimorés e outras. Geralmente estas pessoas compra- vam os lotes a preços relativamente baixos, se comparados a outros lugares da cidade.
  • 38 No entanto, a construção das moradias era muito precária. Primeiro devido ao elevado preço dos materiais de construção. Segundo em função do difícil transporte dos mes- mos. No bairro ainda não existiam lojas do ramo, por isso o material de construção vinha da região central, chegando de automóvel e de carroça. Informantes relembraram que quando chovia os automóveis somente circulavam com correntes nas rodas. A situação melhorou um pouco com a implantação da linha férrea no início da déca- da de 1950. Os trilhos se limitavam até onde atualmente é o fórum, na Rua Prudente de Morais, depois eles subiram a Rua São Paulo, até alcançar o Nossa Senhora das Graças, perto da antiga fábrica de manteiga. Estas melhorias ajudaram no fornecimento de ma- terial de construção e conseqüente desenvolvimento do bairro. O calçamento não ultrapassava os limites da Rua 7 de Setembro. De forma gradativa, ele chegou à região do Hotel Indaiá, na Avenida Minas Gerais, aonde se localizavam fa- mílias com renda melhor. A partir deste momento, o calçamento se espalhou timidamen- te pelo bairro ao longo de vários mandatos municipais, com destaque para o início da década de oitenta. Atualmente o calçamento está presente em aproximadamente 76% do bairro. Vale lembrar que anteriormente a esta etapa de implantação do calçamento foi preciso abrir as ruas sendo que, inicialmente, existiam apenas a Avenida Minas Gerais e algumas outras poucas ruas. Segundo moradores antigos, também ocorreram alagamentos que obrigaram algu- mas pessoas a circularem até mesmo de canoas. Outro problema relembrado por esses moradores era a falta de rede de esgoto. Na avenida tinha uma vala a céu aberto que, além de ser foco de mosquitos, era muito perigosa, pois pessoas e animais de montaria caiam dentro dela. No início da década de 1980 foi construída uma rede pluvial que resolveu esta questão. O abastecimento de água também era bastante complicado durante o início da ocu- pação. Primeiro vieram os chafarizes, que inclusive serviam a outros bairros e, por isso, faziam com que se formassem filas enormes, gerando alguns conflitos. No início da década de 1950 o SESP (Serviço Especial de Saúde Pública) se uniu a prefeitura para a implantação do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto). No entanto, a água enca- nada demorou alguns anos para chegar até o Nossa Senhora da Graças. Segundo dados da Prefeitura, atualmente mais de 99% do bairro têm água encanada. A rede de esgoto, por sua vez, atende a aproximadamente 95% do bairro.
  • 39 nossasenhoradasgraças A energia elétrica também tardou a ser implantada. De acordo com alguns informan- tes, o início deste serviço na região corresponde à virada da década de 1950 a 1960, época em já existia uma quantidade considerável de moradores no bairro. Tal como a água e o calçamento, a energia elétrica foi implantada de forma gradual até alcançar, na atualidade, a quase totalidade da área. Segundo moradores antigos, boa parte da melhoria da infraestrutura do bairro ocor- reu durante a prefeitura de Raimundo Albergaria. Segundos estes informantes, a família Albergaria residia no bairro e por isso, quando prefeito, este político voltou suas ações para a melhoria do Nossa Senhora das Graças. Por sinal, os relatos apontam que os Al- bergarias foram os primeiros líderes a lutarem de forma mais intensa pelo melhoramento do bairro e, por isso, tinham bastante legitimidade perante a população. Dentre os primeiros comerciantes se destacam o Sr. Jorge e o Sr. Zé Lourenço, pro- prietários de antigos armazéns, além do Sr. Pedro, dono da farmácia e do Sr. Sebastião, dono do açougue. É interessante notar que, apesar da grande diversidade de profissionais encontrados no bairro - sem levar em consideração os muitos trabalhadores informais e os desempregados, em função da falta de oportunidades na cidade - muitos moradores antigos, tal como o Sr. José Ferreira, trabalhavam para a Companhia Vale do Rio Doce, na época uma empresa estatal. Dentre os locais de socialização do bairro se destacam a tradicional feirinha, que fun- ciona às terças-feiras, e as igrejas e templos do bairro. A igreja mais antiga é aquela que dá nome à comunidade: a de Nossa Senhora das Graças. No início de formação do bairro existia uma capelinha, que, posteriormente, foi subs- tituída por uma igreja maior, a atual. A capelinha foi construída onde se localizava a an- tiga selaria de Eloi Almeida, com recursos advindos, sobretudo, de leilões. Os principais responsáveis pela empreitada foram o próprio Eloi, o seu genro Divino Fernandes e o Sr. Quim Campos do Amaral, além dos poucos moradores que viviam no arredor. A igreja de Nossa Senhora das Graças, além de ser um espaço tradicional de convívio social, também se destaca em função de sua referência geográfica dentro do bairro. Antes, quando ainda existia a fazenda dos Carapinas, os limites do bairro se davam até as adjacências da igreja. As barraquinhas, as festas juninas e os leilões promovidos pela igreja também deixam lembranças na memória coletiva. Por fim, depois de tantas mudanças e melhorias, os moradores, de forma geral, de- monstram uma grande satisfação em morar ali, principalmente em função de sua boa lo- calização dentro da cidade e por ter uma infraestrutura adequada para a grande maioria dos moradores. Atualmente a população do bairro gira em torno de mais de uma dúzia de milhares de pessoas. Alguns costumes antigos, como preparar chás e remédios natu- rais com plantas como algodão, arnica, boldo e outros, ainda permeiam este tradicional e memorável bairro de Governador Valadares. Principais festas FESTAS MÊS LOCAL Festa Junina Junho Rua Caratinga Barraquinhas Maio e Novembro Igreja Nossa Senhora das Graças Festa Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Julho Igreja Nossa Senhora das Graças
  • 40 bairronossasenhoradasgraças Perfil cultural A pesquisa realizada pela equipe da ONG Favela é Isso Aí, em parceria com o Núcleo Cidade Futuro e correspondentes bolsistas da comunidade revelou que existem pelo me- nos 32 artistas-solo e grupos culturais no bairro Nossa Senhora das Graças, que envol- vem em suas atividades aproximadamente 107 pessoas. A maior parte da produção artística é na área do Artesanato, somando 14 cadastros (43,7%). Em segundo lugar está a área da Música com 11 cadastros (34,4%) na comuni- dade. Em terceiro lugar vem a área das Artes Plásticas, com três cadastros (9,4%). Foram também cadastrados dois artistas da área da literatura, um da Dança e um do Teatro. A maior necessidade relatada por eles é a de recursos materiais e financeiros para produção do trabalho artístico, opinião esta expressa por 11 dos artistas entrevistados (34,37%). Cinco deles (25,62%) disseram ter necessidade de espaço para produzir, en- saiar, expor e/ou apresentar seu trabalho. Artista destaque Samba Rock e Soul Music na contramão da indústria cultural Como o samba rock nasce de uma profusão de ritmos, brasileiros e norteamericanos, assim Geraldo André de Souza, 35 anos, jornalista e líder do Grupo Samba Town, exerce sua cátedra de músico. Conta que desde menino teve conta- to com a música, pois “vem de uma família de músicos”. Observando os pais e tios exercendo as práticas artísticas, aprendeu a tocar bateria e pandeiro, dentre outros instrumentos, além de produzir suas próprias canções. Geraldo sempre gostou de música, de vários tipos e estilos diferentes. Há pouco tempo con- vidou amigos para tocarem juntos e montaram o Samba Town, propondo-se a um caldeirão de ritmos. Fala que “isso era um projeto pessoal, individual, mas queria realizar com amigos”. Por não ser do circuito de música de massa o grupo enfrenta problemas com espa- ço para apresentações em Governo Valadares, relata o músico. Por isso, o grupo cava terreno em busca de público e produz seus próprios eventos, pratica recorrente entre os artistas. O grupo Samba Town é novo, mas, veio para “fazer Cultura e não para ser da indústria cultural” segundo o músico. Contato: Geraldo - (33) 3271-1090 / (33) 9915-5618 bebs@ymeio.com
  • 41 nossasenhoradasgraças Cadastro de artistas Artesanato Classificação: bordados manuais, pedraria e crochê Nome: Cristina Contato: Maria Cristina Batista Endereço: Rua Guarujá, nº. 657 - Bairro Nos- sa Senhora das Graças – Governador Valada- res – MG – CEP: 35.060-220. Tel.: (33) 9112-3331 Tempo de atividade: 30 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: matéria-prima cara e falta valorização pelos trabalhos. Classificação: acessórios para cabelo, boneca e enfeites com imã, porta foto, bolsa Nome: Sol Contato: Solange Gonçalves Ferreira Endereço: Rua Iara, nº. 474 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-240. Tel.: (33) 3272-1717 Tempo de atividade: 10 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: flores artesanais em papel cre- pom, bonecos, tapetes de retalhos Nome: Maria Gomes Contato: Maria Gomes de Souza Costa Endereço: Rua 3 de Outubro, nº. 27 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.058-350. Tel.: (33) 3276-2119 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: pro- blemas de visão, enxergar melhor para fazer o trabalho. Classificação: pintura em tecidos, enxovais de bebês Nome: Ateliê Guty Guty Contato: Luciene Maria dos Santos Endereço: Rua Gentil Dias da Silva nº. 266 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governa- dor Valadares – MG – CEP: 35.060-190. Tel.: (33) 3271-8328 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: bijuterias Nome: Jane Contato: Jane Patrícia de Paula Endereço: Rua Arthur Forantini, nº. 412 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governa- dor Valadares – MG – CEP: 35.060-020. Tel.: (33) 3273-4626 / (33) 9966-5830 Tempo de atividade: 02 anos N° de componentes: 02 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de matéria-prima. Classificação: bijuterias, cortinas em madeira e cristal Nome: Loja Tudo Artesanato Contato: Regiane Couto Endereço: Rua Cacique, nº. 113 – Bairro Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-050. Tel.: (33) 3271-3336 Tempo de atividade: 02 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: fi- nanceiras. Classificação: bordados e crochês Nome: Dona Bete Contato: Elizabete Almeida Endereço: Rua Arthur Forantini, nº. 382 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governa- dor Valadares – MG – CEP: 35.060-020. Tel.: (33) 9908-6901 Tempo de atividade: 30 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: bordados em ponto cruz Nome: Deusuita Contato: Deusuita Pereira Fontoro Endereço: Avenida Minas Gerais, nº. 1801 – Bairro Nossa Senhora das Graças – MG – CEP: 35.060-360. Tel.: (33) 3276-4523 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: bordado (macramê), biscuit, pintura em tecidos Nome: Ezi de Paula Contato: Ezi de Paula Gomes de Carvalho Endereço: Rua Cacique, 156 – Bairro Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-050.
  • 42 nossasenhoradasgraças Tel.: (33) 3271-7390 / (33) 8804-7390 Tempo de atividade: 43 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: fi- nanceiras. Classificação: pintura em tecidos (pano de prato, centro de mesa) boneca de pano, flor de pano Nome: Gê Contato: Gecir Sena de Assunção Endereço: Rua Marajá, nº. 178 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-350. Tel.: (33) 8807-6440 / (33) 3275- 9578 Tempo de atividade: 04 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: pro- blemas de visão. Classificação: bordados, velas artesanais, bijuterias, reciclagem com pet, origami Nome: Nida Contato: Evanilda Meireles Pereira Endereço: Rua Itanhomim, nº. 702 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.060-310. Tel.: (33) 3276-6623 Tempo de atividade: 05 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- téria-prima cara. Classificação: tapetes de tiras de tecidos Nome: Dona Marta Contato: Marta Damasceno Duarte Endereço: Rua Iara, nº. 342 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-240. Tel.: (33) 3272-2434 Tempo de atividade: 30 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: fi- nanceira para comprar material. Classificação: cadeiras artesanais de vime, ratá, junco, bambu Nome: Edi Moura Contato: Ediberto Moura Lima Filho Endereço: Rua 2 de Julho, nº. 390 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.058-080. Tel.: (33) 3278-3051 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 02 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- téria-prima cara. Classificação: artesanato em pedras Nome: Froede Contato: Roberto Trindade Froede Endereço: Avenida Presidente Tancredo Neves, nº. 538 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-440. Tel.: (33) 3275-1475 / (33) 8808-9741 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: espa- ço para produzir, maquinário, financeiras. Artes Plásticas Classificação: pintura a óleo em tela, dese- nhos Nome: Luiz Contato: Luiz Carlos de Oliveira Gonzaga Endereço: Avenida Minas Gerais, nº. 1.342 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governa- dor Valadares – MG – CEP: 35.060-360. Tel.: (33) 4141-1339 / (33) 8802-8470 Tempo de atividade: 30 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação, reconhecimento no mercado. Classificação: pintura (óleo em tela, acrílica) Nome: Ezi de Paula Contato: Ezi de Paula Gomes de Carvalho Endereço: Rua Cacique, 156 – Bairro Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-050. Tel.: (33) 3271-7390 / (33) 8804-7390 Tempo de atividade: 43 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: fi- nanceiras para pagar aluguel da galeria. Classificação: arte contemporânea Nome: Froede Contato: Roberto Trindade Froede Endereço: Avenida Presidente Tancredo Neves, nº. 538 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-440. Tel.: (33) 3275-1475 / (33) 8808-9741 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: espa- ço para produzir, financeiras. Dança Classificação: break, hip hop Nome: Art’ Style Crew Contato: Reinaldo Bruno Balbino Endereço: Rua Tarumirim, nº. 68 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala-
  • 43 nossasenhoradasgraças dares – MG – CEP: 35.050-060 Tel.: (33) 3276-2475 Tempo de atividade: 02 anos N° de componentes: 20 Necessidades/dificuldades do grupo: difi- culdades para viajar pra outras cidades. Literatura Classificação: poesia Nome: Manoel Rodrigues Contato: Manoel Rodrigues das Neves Endereço: Rua São José, nº. 48 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-480 Tel.: (33) 3271-7838 Tempo de atividade: 56 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: poesias e contos Nome: Nina Contato: Maria Nilda de Assis Souza Endereço: Rua Carangola, nº. 36 - Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.060-090. Tel.: (33) 3271-5801 Tempo de atividade: 25 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Música Classificação: forró Nome: Eclipse do Forró Contato: Geovane Francisco de Amorim Ro- drigues Endereço: Rua Inhapim, nº. 380 – Bairro Nos- sa Senhora das Graças – Governador Valada- res – MG – CEP: 35.060-270. Tel.: (33) 3271-8425 / (33) 8801-4586 Tempo de atividade: 05 anos N° de componentes: 03 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação do trabalho, transporte do grupo. Classificação: bolero, samba, seresta Nome: JN Batuque seresta Sr. Matuzinho Contato: Joaquim Matuzinho dos Santos Endereço: Rua Tarumirim, nº. 317 - Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.060-500. Tel.: (33) 3278-2694 / (33) 9109-1101 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 06 Necessidades/dificuldades do grupo: dificuldade de transporte para levar os instru- mentos. Classificação: axé, percussiva Nome: Axé Mondo Contato: Marcos Vinicius Endereço: Rua Tarumirim, nº. 316 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.060-500 Tel.: (33) 8813-9203 Tempo de atividade: 06 anos N° de componentes: 11 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: música religiosa de louvor Nome: Grupo Ministério de Louvor Contato: Lucas Melo Silva Endereço: Rua Iara, nº. 576 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-240 Tel.: (33) 9955-8328 Tempo de atividade: 05 anos N° de componentes: 25 Necessidades/dificuldades do grupo: aprender a tocar instrumentos. Classificação: samba rock, soul Nome: Samba Town Contato: Geraldo André de Souza Endereço: Rua Guanhães, nº. 170 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.060-200 Tel.: (33) 3271-1090 / (33) 9915-5618 Tempo de atividade: 09 meses N° de componentes: 08 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação da banda, espaço para se apresentar, barreiras pela cultura da música. Classificação: funk Nome: MC Guim Contato: Vitor Hugo Rodrigues de Oliveira Endereço: Rua Guanhães, nº. 284 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.060-200. Tel.: (33) 3084-0170 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: pre- conceito em relação ao funk. Classificação: Forró Nome: Beija Flor do Acordeon Contato: Adão Jorge de Souza Endereço: Rua Inhapim, nº. 75 C – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.060-270. Tel.: (33) 3225-6469 / (33) 9952-7694 / (33) 8859-3003
  • 44 nossasenhoradasgraças Tempo de atividade: 30 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: gospel Nome: Adão Cardoso Contato: Adão Cardoso dos Santos Endereço: Rua Iara, nº. 532 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-240 Tel.: (33) 3272-1717 / (33) 9965-9240 Tempo de atividade: 10 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: apoio financeiro para gravar CD, divulgação do tra- balho. Classificação: samba romântico Nome: Prata da Casa Contato: Vilmar de Souza Endereço: Rua São José, nº. 241 – Bairro Nos- sa Senhora das Graças – Governador Valada- res – MG – CEP: 35.060-480 Tel.: (33) 8805-9699 Tempo de atividade: 10 anos N° de componentes: 06 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: Samba dolente Nome: Samba Esporte Futebol Clube Contato: Vilmar de Souza Endereço: Rua São José, nº. 241 – Bairro Nos- sa Senhora das Graças – Governador Valada- res – MG – CEP: 35.060-480 Tempo de atividade: 10 anos N° de componentes: 06 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: DJ, toca vários estilos Nome: DJ Piu Contato: Ataíde de Rosa Reis Junior Endereço: Rua Marajá, nº. 59 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-350 Tel.: (33) 3276-0342 / (33) 8823-9434 Tempo de atividade: 11 anos N° de componentes: 02 Necessidades/dificuldades do grupo: espa- ço para apresentar, patrocínio, incentivo para realizar trabalhos voluntários. Teatro Classificação: teatro de rua, clown (palhaço) Nome: Palhaço Graveto / Grupo Território do Avesso Contato: Thiago Vinicius Lopes Endereço: Rua São Jorge, nº. 139 - Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.060-470 Tel.: (33) 3272-2566 recado / (33) 8804-4901 Tempo de atividade: 11 anos N° de componentes: 04 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de estrutura e desenvolvimento para o traba- lho, valorização do artista.
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  • 46 guiaculturaldegovernadorvaladares-Vol.1
  • 47 carapina Bolsistas da comunidade: Áquila Daniely Fernandes Ramos e William Bastos Lagares História da comunidade Localizado sobre as en- costas de uma colina que se eleva sobre a planície do Rio Doce, o Alto do Carapina se desenvolveu a partir de uma polêmica política de expan- são territorial, praticada pela prefeitura local no início dos anos cinqüenta. A intenção era que a criação de novos bairros, e a consequente doação e venda de lotes a baixo custo, diminuiria a ocupação das áreas livres localizadas na região central da cidade. No entanto, como será visto, a ocupação deste bairro foi acompanhada por vários proble- mas relacionados à falta de infraestrutura básica para o bem-estar da população local. O morro do Carapina fazia parte da antiga fazenda de Antônio Carapina que, de acordo com alguns informantes, tinha a sede localizada entre a atual Escola Municipal Teotônio Vilela e a Igreja Nossa Senhora das Graças, no pé do morro. Segundo informa- ções, as famílias recebiam os lotes através da ocupação informal - em grande medida incentivada pelo poder público municipal - e através da compra, em média de 1.000 cruzeiros por lote. O início da ocupação do bairro e da construção das casas - que na maior parte dos casos eram de barro e tábuas e, por isso, infestadas de insetos como percevejos - foi bastante difícil. Não existiam ruas, o que predominava era um pasto, com buracos, lama e estreitos trilhos por entre o matagal. A região era de risco geológico, podendo ocorrer desmoronamentos e erosões. Desta forma, além do péssimo acesso dos moradores - que se sujavam na lama e machucavam-se constantemente, devido à precariedade do terreno - era muito complicada a entrada de material de construção no morro. Somente quando foi criada uma rua com condições mínimas de trânsito automotivo os caminhões passaram a ter acesso ao bairro. De modo geral, as pessoas levavam os materiais de construção em carroças, no lombo de mulas ou a partir do próprio esforço físico. À medida que as ruas foram surgindo, o trânsito de pessoas e veículos começou a melhorar. No entanto, os buracos e o lamaçal ainda causavam grandes incômodos, uma vez que a pavimentação tardou a ocorrer. Segundo informantes, as primeiras ruas a sur- girem no Carapina, que por sinal iniciavam no bairro Nossa Senhora das Graças, foram a Caratinga e a Inhapim. As casas, em grande medida, eram construídas pelos próprios moradores através de mutirões e de iniciativas individuais. No início da ocupação, a dificuldade para se obter água era um dos problemas mais graves. Não existia encanamento, as pessoas tinham que fazer longas caminhadas até
  • 48 o leito do rio Doce, o córrego Figueirinha e os bairros vizinhos. Segundo relatos, tinham que acordar de madrugada para pegar água. A escassez de água era tanta que muitas mães davam banho em várias crianças com a água de um mesmo balde. Com a implan- tação de alguns chafarizes nas proximidades a situação melhorou um pouco. Dentre estes chafarizes estão o da Rua Tupinambás, ao lado da linha férrea, que separa o morro do centro da cidade e os da Rua Ipiranga. De acordo com informantes, o padre Eulálio Lafuente lutou em prol destas melhorias, através de campanhas e mobilizações. Alguns chafarizes eram conhecidos a partir de nomes de pessoas. Os da Rua Ipiranga eram denominados Dona Filomena, Germiro dos Santos e Zé Enfermeiro. O da Rua Ca- ratinga de Manoel Preto. Apesar desta quantidade considerável de chafarizes, a situação não foi resolvida, muito pelo contrário. Os moradores antigos lembram que existiam filas enormes para encher as latas e era comum a formação de tumultos, sobretudo pelo fato de ali se encontrarem pessoas advindas de outros bairros que também passavam por problemas semelhantes. Em muitos casos a polícia tinha que intervir para acalmar os ânimos. Apesar disso, estes espaços apresentavam um lado de socialização extremamen- te positivo, na medida em que serviam também como local de encontros amigáveis, de bate-papo e até mesmo de articulação em busca de melhorias para o bairro. De acordo com alguns relatos, somente na virada dos anos sessenta para os setenta foi construída uma caixa d’água no alto do morro. No entanto, este serviço foi estendido para a maior parte dos moradores somente no início da década de oitenta. Um infor- mante afirmou que este processo foi concretizado graças à criação da associação de moradores, em agosto 1983. A implantação da entidade, estimulada pela população e pela prefeitura, trouxe também outras melhorias na infraestrutura do bairro. No início da ocupação do morro, a falta de energia elétrica também causava dissabor na população. As pessoas eram obrigadas a recorrerem à iluminação à vela, lamparina e lampião, sendo que algumas pessoas utilizavam até mesmo tochas para se locomoverem a noite pelo morro. Segundo relatos, foi em meados dos anos sessenta que o Carapina
  • 49 carapina recebeu os primeiros postos de energia, ocorrendo, a partir deste momento, a gradativa extensão da energia para o restante do bairro e suas respectivas casas. Como dito anteriormente, a grande quantidade de buracos e o barro que se forma- va nas tortuosas ruas e ruelas do Carapina dificultava o acesso dos moradores, seja por meio da circulação de pedestres ou de veículos. A melhoria do calçamento somente foi alcançada através da mobilização dos moradores, que sensibilizou a administração mu- nicipal, durante a década de oitenta, para o início das obras. A escadaria e as rampas, por sua vez, foram criadas a partir do esforço da Associação do Bairro, na época sob liderança de Samuel Domingues Gomes, atualmente falecido. Por sinal, a Associação do Bairro atualmente recebe o nome desta antiga liderança (Associação Samuel Domingues Gomes – ASDOG). Outro problema encontrado pelos moradores que ocuparam inicialmente o morro do Carapina foi a falta de estabelecimentos comerciais. Com o passar do tempo a situ- ação se reverteu e agora o bairro conta com até mesmo um supermercado. Dentre os comerciantes mais antigos destaca-se o Senhor Juquinha, dono de uma antiga mercearia que representava um ponto de encontro entre amigos e, também, o acesso à compra de gêneros alimentícios e outras miudezas. O desemprego também afetava a população do Carapina de modo perverso. Até hoje as pessoas reclamam da falta de oportunidades. A maioria dos moradores anti- gos era de famílias de lavradores que, ao se fixarem na cidade, mudavam de profissão, tornando-se funcionários de armazéns, pedreiros, domésticas, ambulantes e assumindo outras funções ligadas, sobretudo, à informalidade. Se o desemprego marca a história do bairro, algumas iniciativas merecem destaque no combate a este problema. Por exemplo: na década de 1990 foi criada uma lavanderia comunitária para mulheres que lavavam roupas para fora. A lavanderia era equipada com diversos tanques. As mulheres traba- lhavam em conjunto e, além disso, eram beneficiadas com a isenção da conta de água e de energia. Com o passar do tempo, a utilização da lavanderia, que atendia a 12 famílias e era administrada pelas próprias lavadeiras, diminuiu. No morro do Carapina existia um cruzeiro de madeira que, por sinal, segundo infor- mantes, estava associado com o antigo nome do bairro. O cruzeiro, que ficava na parte mais alta do morro, foi queimado, deixando lembranças aos antigos moradores. Estes contam que algumas pessoas derramavam água nos pés do cruzeiro em uma tentativa de trazer a chuva, demonstrando assim, um lado interessante da religiosidade local. Os antigos também contam que no morro tinha uma capelinha que, por vezes, pra- ticamente sumia em meio ao matagal. Devido a estas condições precárias, muitos fiéis desciam o morro com as crianças para irem à missa na catedral. Com o passar do tempo, no lugar da antiga capelinha foi criada a Igreja atual. Além desta igreja, a comunidade conta com uma capela-velório, bem como igrejas evangélicas de vários cultos, demons- trando a diversidade religiosa da comunidade. A comunidade está servida com três quadras de esporte e conta com um time que já venceu torneios até mesmo no Paraná. Além disso, também tem a sua disposição um posto de saúde e uma escola pública estadual que, de acordo com informantes, oferece ensino de qualidade. A associação dos moradores contou com várias lideranças. Dentre elas destacam-se duas, ambas falecidas. José Otávio dos Santos (Zé Lagoa), que segundo moradores era uma pessoa dinâmica, persistente e que negociava diretamente com os políticos. Merece destaque também o já referido Samuel Domingues Gomes. A Associação, segundo da- dos do ano de 2006, atendia a 1,2 mil crianças, 200 delas através da creche - uma con- quista histórica da população. Esta entidade possui ajuda do Fundo Cristão e de alguns
  • 50 carapina padrinhos. Atualmente a ASDOG tem a parceria com o Programa Comunidade Viva em Ação, que oferece cursos na área de música, esportes, capoeira, informática, manicure e outros. De acordo com relatos, existia um bloco caricato no morro do Carapina, denominado “Juventude Carapina”, que era muito grande e recebeu vários prêmios carnavalescos. Os informantes também apontam a existência de um grupo de caboclinhas na comuni- dade. Dentre os locais de convívio social do bairro destacam-se a quadra de esportes e o bar Recanto da Juventude, localizado na travessa Tumiritinga. No Carapina ocorrem dos tradicionais forrós aos recentes bailes funks. Dentre as comidas mais famosas do bairro estão o feijão tropeiro e o peixe peroá. Desta forma, temos um breve histórico deste importante bairro de Governador Va- ladares. Fica claro que, apesar das dificuldades, os moradores e as suas respectivas li- deranças lutaram para as inúmeras melhorias do lugar. No mais, a cada dia o Morro do Carapina se firma como um tradicional bairro da cidade, demonstrando ser um lugar extremamente significativo para a memória coletiva de muitos valadarenses, sobretudo dos que lá viveram e ainda vivem. Principais festas FESTAS MÊS LOCAL Festa Junina Junho Rua Caratinga Perfil cultural A pesquisa realizada pela equipe Favela é Isso Aí, em parceria com o Núcleo Cidade Futuro e correspondentes bolsistas da comunidade revelou que existem pelo menos 18 artistas-solo e grupos culturais no bairro Carapina, que envolvem em suas atividades aproximadamente 163 pessoas. A maior parte da produção artística é na área do Artesanato, somando oito cadas- tros (44,4%). Em segundo lugar está a área da Música, com seis cadastros (33,3%) na comunidade. Em terceiro lugar, aparece a área da Dança, com dois cadastrados (11,1%). Foram também encontrados um artista da área das Artes Plásticas e um grupo de Folclo- re e Religiosidade. As maiores necessidades relatadas pelos entrevistados são de recursos materiais e fi- nanceiros para produção do trabalho artístico, e divulgação de seus trabalhos, necessida- des citadas cada uma por cinco dos artistas entrevistados (27,8%). Quatro deles (22,2%) disseram ter necessidade de espaço para produzir, ensaiar, expor e/ou apresentar seu trabalho.
  • 51 carapina Artista destaque Talento descoberto em Festival de Calouros Para Gerciano Mariano dos Santos, mais conhecido como “Gê Mariano”, morador do Bairro Carapina, a vida é um eter- no. Sempre foi devoto da música, com gostos particulares pela Black Music, ritmos norteamericano, nascidos nas comunidades negras deste país. Em seus shows costuma ter um repertório am- plo, com músicas de vários tipos. Segundo ele “cantamos de tudo: pop, sertanejo, pagode, e até forró, de tudo um pouco”. Há 15 anos participou de um festival de calouros e ficou em 1º lugar, recebeu um prêmio valoroso, em dinheiro, motivando-o a seguir carreira na área artística. Após a vitória no festival, rece- beu vários convites para cantar em outras regiões. Desde então, muitas mostras musicais têm tido a participação de Gê Mariano. Nesse intermédio já fez muitos shows importantes e até mesmo a abertura de eventos com a participação do grupo “Só pra contrariar”. Gê Mariano conta que sua agenda anda cheia no momento, com apresentações em Belo Horizonte e Ouro Preto, fora as outras cidades do interior mineiro. Além disso, está gravando o CD “Aquele Honda preto”, com previsão de lançamento em agosto de 2010. O CD será composto por doze músicas inéditas e três regravações. Contato: Gê Mariano - (33) 9984-2325 / 8812-9932 Cadastro de artistas Artesanato Classificação: bijuterias com miçangas Nome: Magno Contato: Magno Melo Lopes Endereço: Rua Marajá, 170 – Bairro Carapina – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060- 350 Tel.: (33) 3278-3222 / (33) 8843-2963 Tempo de atividade: 05 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: apoio financeiro. Classificação: bordados, fuxicos, bonecas de lã, sabonetes artesanais, pintura em tecidos. Nome: Arlinda Caldeira Brant Contato: Arlinda Caldeira Brant Endereço: Rua Tumiritinga, nº. 87 – Bairro Carapina – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-510 Tel.: (33) 3212-0728 / (33) 8811-7955 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: as pessoas não dão valor ao trabalho, pois não é muito conhecido. Classificação: bordados com fitas, flores, bo- necas de lã e pano, pessoas de jornais Nome: Maria Bessa Contato: Maria Bessa de Oliveira Endereço: Rua Ipiranga, nº. 509 – Bairro Ca- rapina – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-280 Tel.: (33) 3276-8860 Tempo de atividade: 40 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de interesse das pessoas pelo trabalho. Classificação: barcos e vasos em papel Nome: Edson Contato: Edson Welington Endereço: Rua Poté, nº. 69 – Bairro Carapina – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060- 420 Tel.: (33) 8807-8926 Tempo de atividade: 03 anos N° de componentes: 02 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de tempo para produzir, divulgação.
  • 52 carapina Classificação: flores e lembranças em EVA Nome: Ângela Contato: Ângela Mericia da Silvia Vale Endereço: Rua Ibituruna, nº. 254 – Bairro Ca- rapina – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-250 Tel.: (33) 9117-9496 / (33) 8808-9357 Tempo de atividade: 01 ano N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: tem- po para realizar o trabalho. Classificação: peças de gesso, pintura em gesso Nome: Heli Contato: Heli Balbino Santos Endereço: Rua Tarumirim, nº. 96 – Bairro Ca- rapina – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-500 Tel.: (33) 3272-3340 Tempo de atividade: 50 anos N° de componentes: 05 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: fuxico, origami, bonecos de pano, colares de pano Nome: Iraci Contato: Iraci Nunes Moreira Endereço: Rua Galiléia, nº. 42 – Bairro Ca- rapina – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-180 Tel.: (33) 3276-3801 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: bordados, ponto cruz, fuxico, crochê Nome: Zulu Contato: Kênia Meireles Endereço: Rua Itanhomim, nº. 778 – Bairro Carapina – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-310 Tel.: (33) 3278-3255 recado Tempo de atividade: 13 anos N° de componentes: 03 Necessidades/dificuldades do grupo: valo- rização e reconhecimento do trabalho. Artes plásticas Classificação: pintura em tela Nome: Elias de Sevla Contato: Elias Dias de Oliveira Endereço: Rua Ibituruna, nº. 202 – Bairro Ca- rapina – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-250 Tel.: (33) 3278-6867 Tempo de atividade: 10 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: espa- ço para divulgar seu trabalho. Dança Classificação: hip hop Nome: The Boys Dance Contato: Valter Júnior Araújo Endereço: Rua Galiléia, nº. 565 – Bairro Ca- rapina – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-180 Tel.: (33) 9105-3767 Tempo de atividade: 16 anos N° de componentes: 05 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de apoio, lugar para os ensaios, discriminação em relação ao trabalho. Classificação: capoeira Nome: Associação de Capoeira Raízes do Brasil Contato: Nelson Inielson Eloi dos Santos Endereço: Rua Caratinga, nº. 706 – Bairro Carapina – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-100 Tel.: (33) 3276-0182 Tempo de atividade: 14 anos N° de componentes: 40 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de apoio do poder público. Folclore e religiosidade Classificação: grupo de caboclinhos Nome: Grupo União (caboclinhos) Contato: José Nunes da Silva Endereço: Rua Itanhomim, nº. 730 – Bairro Carapina – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-310 Tel.: (33) 9954-4515 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 22 Necessidades/dificuldades do grupo: uma sede para fazer reuniões de grupo.
  • 53 carapina Música Classificação: Funk Nome: MC Maguim Contato: Magno Melo Lopes Endereço: Rua Marajá, 170 – Bairro Carapina – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060- 350 Tel.: (33) 3278-3222 / (33) 8843-2963 Tempo de atividade: 10 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: apoio financeiro, espaço pra fazer bailes. Classificação: forró e músicas da cultura po- pular (folclóricas, regional, quadrilhas) Nome: Orvile Ferreira Contato: Orvile Ferreira Silvestre Endereço: Rua Tumiritinga, nº. 306 – Bairro Carapina – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-510 Tel.: (33) 3272-2745 Tempo de atividade: 55 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem Classificação: gospel e pop Nome: Juninho Silva Contato: João Pereira da Silva Junior Endereço: Rua Tumiritinga, nº. 176 – Bairro Carapina – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-310 Tel.: (33) 8818-6505 / (33) 3272-9947 reca- dos Tempo de atividade: 07 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: sertaneja, gospel Nome: Gê Mariano Contato: Gerciano Mariano dos Santos Endereço: Rua Tumiritinga, nº. 176 – Bairro Carapina – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-510 Tel.: (33) 9984-2325 / (33) 8812-9932 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: di- vulgação do trabalho, transporte, apoio finan- ceiro. Classificação: religiosa Nome: Orquestra Sinfônica Assembléia de Deus Contato: Marcone Fernandes Batista Endereço: Rua Ibituruna, nº. 202 – Bairro Carapina - Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-250 Tel.: (33) 3276-8829 / (33) 8402-4424 Tempo de atividade: 12 anos N° de componentes: 70 Necessidades/dificuldades do grupo: espa- ço na cidade para apresentação. Classificação: sertanejo Nome: Armisson Costa Contato: Armisson Cristian Bolonha Coelho da Costa Endereço: Rua Iara, nº. 630 – Bairro Carapina – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060- 240 Tel.: (33) 276-0175 Tempo de atividade: 02 anos N° de componentes: 06 Necessidades/dificuldades do grupo: con- flito entre o grupo.
  • 54
  • 55 santaefigênia Bolsistas da comunidade: Patrick Junio Azevedo da Silva, Ludmara Costa Coelho, Tiago Da Penha Gomes e Áquila Daniely Fernandes Ramos História da comunidade O processo de formação do bairro de Santa Efigênia ocorreu a partir dos meados do século XX, se intensifi- cando na década de sessenta. Muitas pessoas vieram de lugares diversos, como Mante- na, Santo Antônio do Porco e Serra da Corrêa. Atualmente acontecem problemas de definição das fronteiras do bairro. A área do Santa Efigênia às vezes se confunde com lugares atribuídos aos morros do Querosene, Carapina e Nossa Senhora das Graças. Os moradores antigos contam que o terreno em que se localiza o bairro era da pre- feitura. Muitas pessoas ocuparam os lotes por conta própria, outros chegaram a pedir a permissão da prefeitura. Segundo alguns moradores, a administração municipal também cedeu alguns lotes. Outras pessoas, sobretudo as que chegaram mais tarde, passaram a comprar lotes e residências já construídas. No início da formação do bairro muitas casas eram de barreado, ou seja, construídas de barro. Outras eram feitas de madeira ruim, chamadas popularmente de “casqueiras”. Muitas casas ainda mantêm a sua estrutura original. As pessoas levavam o material de construção, da região central e de outros bairros até o Santa Efigênia, nas costas. Alguns moradores conseguiam madeira de construção em uma serraria que ficava no bairro São Pedro. Nas casas não tinha gás e o fogão era de barro. Por isso, muitas pessoas buscavam lenha no bairro de Santa Helena. Os moradores antigos contam que antes tudo era terra, não tinha calçamento. As ruas, onde existiam, eram enlameadas. A Rua Ibituruna, por exemplo, era coberta de barro e as pessoas escorregavam na lama. Os moradores tiveram que conviver com esta situação durante décadas. A falta de escadarias também era um problema sério. O local é muito acidentado e, por isso, carecia urgentemente de melhorias. Quando as pessoas adoeciam era muito difícil a locomoção. Depois de muito tempo, foi construída uma escadinha de cimento que, segundo os moradores, apesar de mal feita, ajudou um pouco no cotidiano.
  • 56 No início da formação do bairro também não existia água encanada. Com a implan- tação de alguns chafarizes a situação melhorou um pouco. No entanto, o abastecimento das latas de água era disputado, gerando conflitos nas filas para utilização dos chafa- rizes. Muitas pessoas buscavam água no morro do Carapina, sobretudo no chafariz do Zé Enfermeiro. Próximo à linha, também tinha um chafariz que era utilizado pelos mo- radores do bairro. As donas também costumavam lavar roupa no rio Doce, por falta de tanque e água em casa. A energia elétrica também tardou a ser implantada. Quando chegou, ficou restrita à parte baixa do bairro, depois subiu até outros pontos, alcançando outros domicílios. Outro problema era a dificuldade em se conseguir os padrões de energia, muito caros para as famílias poderem custear. Segundo moradores, o bairro antigamente era conhecido como Esgoto. Não existia o canal, as águas sujas desciam pela grota, a céu aberto. Tempos depois que foram construídos os canais do bairro, no entanto, eles ainda entopem, espalhando pelo bairro um cheiro bastante desagradável. De acordo com entrevistados, o fato do bairro ter re- cebido o apelido de Esgoto prejudicava bastante a imagem dos moradores. Antigamente o preconceito era maior, alguns moradores se sentiam constrangidos nas entrevistas de emprego ao mencionar o nome do bairro onde moravam. Um problema que há muito tempo incomoda os moradores é a falta de responsabi- lidade de alguns que jogam lixo por entre as vias e nos canais. Estas atitudes entopem a rede e ajudam na proliferação de doenças, insetos e roedores. Antigamente, o acesso ao sistema de saúde era muito precário, o que atualmente melhorou bastante. Segundo alguns moradores, o posto de saúde faz um bom trabalho. Além disso, têm direito a atendimento odontológico e a uma assistente social no posto. O SAMU é rápido e presta um bom serviço. Durante muito tempo não existia igreja no bairro. O padre tinha que celebrar as missas em uma varanda. Tempos depois foi construída a Igreja que, por sinal, nomeia o bairro. Também existem algumas igrejas evangélicas no Santa Efigênia, apesar de serem mais recentes.
  • 57 santaefigênia O sistema de transporte melhorou muito. Atualmente o ônibus sobe o morro, o que facilita bastante a vida dos moradores que precisam ir ao centro da cidade resolver pro- blemas do dia-a-dia. Na comunidade sempre existiram lideranças importantes. Padre Eulálio, Geraldo To- más e Antônio do Armazém, por exemplo, foram grandes articuladores das melhorias. Os moradores também se reuniam para solicitar as benfeitorias. Às vezes ocorriam reu- niões com os prefeitos e vereadores da cidade. Além disso, foi formado um grupo de 16 gestores, entre eles podemos citar a dona Lúcia, moradora do bairro há aproximada- mente 50 anos. Existe um centro social no bairro que é muito importante para os moradores, pois ajuda na resolução dos problemas cotidianos e participa de projetos ligados a várias fai- xas etárias. São oferecidas aulas de ginástica gratuitamente e acontecem também diver- sas atividades ligadas ao grupo da terceira idade. A enfermeira Beth é quem acompanha as atividades dos participantes, como festas à fantasia, quadrilha e produção de poesia. Também existe uma creche que, de acordo com alguns moradores, precisa ser am- pliada e passar por reformas. Os jovens participam de festas e de atividades esportivas na quadra e, quando há, participam de oficinas e projetos sociais. Enfim, podemos dizer que a história do Santa Efigênia demonstra que as melhorias do bairro não se deram da noite para o dia. Foram décadas de mobilizações e reivindi- cações que levaram à resolução dos problemas que afetavam os primeiros moradores. O que fica é a sensação de que muito mais pode ser feito para o bairro, sobretudo a partir de propostas coletivistas, boas intenções e muito trabalho. Principais festas FESTAS MÊS LOCAL Festa Junina / Julina Junho / Julho pátio Igreja Católica Santa Efigênia Festa de Santa Efigênia Setembro Igreja Católica Nossa Sra. da Conceição Perfil cultural A pesquisa realizada pela equipe da ONG Favela é Isso Aí, em parceria com o Núcleo Cidade Futuro e correspondentes bolsistas da comunidade revelou que existem pelo me- nos oito artistas-solo e grupos culturais no bairro Santa Efigênia, que envolvem em suas atividades aproximadamente 29 pessoas. A maior parte da produção artística é na área da Música, somando quatro cadastros (50%). Em segundo lugar está a área do Artesanato com três cadastros (37,5%). Foi também cadastrado um artista/grupo cultural da área da Dança. As maiores necessida- des relatadas são de recursos materiais e financeiros para produção do trabalho artístico, além de espaço para produzir, ensaiar, expor e/ou apresentar seu trabalho, ambas citadas por metade dos artistas entrevistados.
  • 58 santaefigênia Artista destaque Banda “No Divã” é destaque no cenário de rock local A banda “No Divã” surgiu fruto de uma brinca- deira entre amigos, em 2007. A princípio, eram so- mente três, reuniram-se para uma apresentação, onde o público, amigos mais próximos, demonstrou grande interesse. Douglas Andrade, 20 anos, guitarrista, con- ta que “tudo aconteceu por acaso, nos reunimos para tocar em um churrasco para amigos”. A formação inicial tinha Hélio Martins, vocais, Douglas Andrade, violão/arranjos e Marcos Paranha, violão/base. O projeto envolveu vários estilos musicais, indo desde a Bossa Nova ao pop rock nacional dos anos 80, como influências diretas. Com a profissionalização da banda, ela precisou de mais integrantes, Hélio passou a tocar contrabaixo, Robson Souza assumiu o vocal e Lucas Henrique, o Minhoca, a bateria, os outros incluíram a guitarra dentre os instrumentos tocados. Em 2009 à banda foi escolhida como uma das 10 melhores no “Festival Jovens Ban- das”, evento que acontece anualmente no Vale do Aço e como prêmio participaram da gravação do DVD do evento. No Festival a banda teve que apresentar um repertório de até três músicas em vinte minutos, e foi avaliada dentre outros elementos pela presença de palco e músicas inéditas. A banda possui no momento oito músicas inéditas e não tem CD gravado. Além disso, está atenta às novas tendências da internet e possui uma comunidade no Orkut. Quem quiser conhecer as músicas do grupo, pode acessar o link http://palcomp3.com/ nodiva/ Contato: Douglas Andrade - (33) 8816-1394 Cadastro de artistas Artesanato Classificação: artefatos com tecidos, bone- cas, flores, pintura em tecidos Nome: Jorda Contato: Jordelina Soares Ribeiro Endereço: Beco Carijós, nº. 241 - Bairro Santa Efigênia – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-110 Tel.: (33) 3273-0204 Tempo de atividade: 10 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: fi- nanceiras Classificação: artefatos com objetos recicla- dos e em madeira Nome: Guilherme Contato: Guilherme Lúcio Lopes Endereço: Avenida Tancredo Neves, nº. 1245 – Bairro Santa Efigênia – Governador Valada- res – MG – CEP: 35.060-440 Tel.: (33) 3276-2562 Tempo de atividade: 40 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: espa- ço para construir uma oficina para produção do seu trabalho. Classificação: artefatos com sabonete, sapa- tos e figuras Nome: Smith Contato: Smith Rodrigues da Silva Endereço: Rua Travessa 12, nº. 222 – Bairro Santa Efigênia – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-640 Tempo de atividade: 04 anos N° de componentes: 01
  • 59 santaefigênia Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Dança Classificação: street dance, forró Nome: Grupo Ultra The Dance Contato: Flávio Pereira dos Santos Endereço: Avenida Tancredo Neves, nº. 504 – Bairro Santa Efigênia – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-440 Tel.: (33) 3278-0069 / (33) 8804-3059 / (33) 8801-4795 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 18 Necessidades/dificuldades do grupo: pa- trocínio, investimentos, espaço para ensaios. Música Classificação: pop rock Nome: No Divã Contato: Douglas Andrade de Souza Endereço: Rua Caiubi, nº. 422 – Bairro Santa Efigênia – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-080 Tel.: (33) 8816-1394 Tempo de atividade: 01 ano N° de componentes: 05 Necessidades/dificuldades do grupo: local para divulgação e para apresentações Classificação: pop, funk Nome: MC Gutti Contato: Flávio Pereira dos Santos Endereço: Avenida Tancredo Neves, nº. 504 – Bairro Santa Efigênia – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-440 Tel.: (33) 3278-0069 / (33) 8804-3059 / (33) 8801-4795 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: pa- trocínio, investimento, espaço para ensaios. Classificação: sertanejo, popular (toca violão) Nome: Wesley Rodrigues Contato: Wesley Rodrigues Endereço: Avenida Tancredo Neves, nº. 403 – Bairro Santa Efigênia – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-440 Tel.: (33) 8839-0878 Tempo de atividade: 01 ano N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: pa- trocínio. Classificação: gospel Nome: Estefane Contato: Estefane Helen Souza Oliveira Endereço: Rua Caetés, Beco Coti, nº. 121 – Bairro Santa Efigênia – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-060 Tel.: (33) 3271-4795 Tempo de atividade: 07 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem.
  • 60
  • 61 morrodoquerosene/bairrosantaefigênia Bolsistas da comunidade: Patrick Junio Azevedo da Silva e Ludmara Costa Coelho História da comunidade De acordo com infor- mantes, no início da ocupa- ção do Morro do Querose- ne pelos pioneiros, a região era uma área de pasto com péssima acessibilidade. O território estava inserido no corredor de passagem ligado às antigas fazendas da região, com destaque para a fazenda dos Carapinas. Durante as ocupações, esta região pastoril se tornava um lamaçal só. Na década de cinqüenta, os lotes foram concedidos pela prefeitura aos populares vindos de outros bairros da cidade, como por exemplo, do bairro de Lourdes, do Morro do Carapina e de pequenos municípios e distritos da região do Rio Doce, como Mantena e outros mais. Muitas pessoas ocuparam lotes e tiveram a legalização e regulamentação de seu imóvel depois de muitos anos. Muitos imóveis eram vendidos e repassados para outros moradores. Lotes davam origem a mais de um domicílio, proliferando o número mo- radias e famílias. Aparentemente não ocorreram conflitos significativos neste período, relacionados à posse de terras e defesa de propriedades. O nome do bairro está relacionado a uma prática muito comum dos primeiros mo- radores: uma vez que a energia elétrica tardou a chegar ao bairro, os casebres eram iluminados precariamente por lamparinas de querosene e lampiões. À noite, as pessoas faziam fogueiras do lado de fora das casas para gerar um clarão e iluminar os seus ter- reiros, as trilhas e picadas onde se locomoviam. As pessoas carregavam os materiais nas costas, na cabeça e no lombo de animais, subindo os matos, nas encostas. Buscavam madeira no bairro Esplanada. As casas eram construídas de barro, bosta de boi, bambu e madeirite, algumas delas cobertas de ca- pim. O chão era de barreado. O mutirão, por sua vez, era um dos principais recursos utilizados para levantar os casebres que surgiam. Gradativamente, as casas de alvenaria
  • 62 foram substituindo e se somando às antigas casas barreadas, o que deu maior segurança e salubridade para a população. Pessoas que em muitos casos nunca tinha trabalhado com construção civil levanta- vam suas casas com a ajuda dos parentes e amigos. Interessante que algumas destas pessoas depois se voltaram para esta profissão, se tornando ótimos pedreiros e mestres de obras. Apesar de hoje serem muito boas, durante muitos anos não existiram escadarias no bairro, indica um informante. As pessoas se machucavam, cortavam os pés. Aqueles que trabalhavam em outros bairros chegavam a seus serviços com os pés sujos de lama e passavam por situações embaraçosas. Teve época que predominavam os becos desbarrancados, os trilhos em meio ao ma- tagal. Além disso, um dos maiores problemas era a falta de água potável. Os moradores tinham que buscá-la na beira da linha, no bairro Santa Helena. As donas lavavam roupa no Rio Doce, um local importante de socialização destas mulheres e seus filhos. Espaço de conversas, favores, cantorias, troca de receitas e risa- das. Contam os moradores antigos que na época as águas do Rio Doce eram limpas e até mesmo potáveis. Na região também tinham córregos que as pessoas se banhavam, hoje são cursos de esgoto, adverte um dos informantes. Os moradores demonstram muita saudade deste tempo. A água começou a se espalhar no bairro somente nos meados da década de oiten- ta. Vinha do Morro do Carapina e era distribuída em chafarizes, nas chamadas minas, tão disputadas pelos moradores. Na época o pessoal fez um mutirão, o prefeito cedeu o material utilizado nas obras e as ferramentas. Depois fizeram uma caixa d’água onde atualmente é a creche, o que melhorou significativamente a oferta deste serviço tão vital para a comunidade. A energia elétrica foi implantada um pouco antes da água. A construção das vias foi feita aos poucos, o calçamento na maioria dos casos tardava a ocorrer. A Cemig puxava os postes em correntes para subirem o morro. De acordo com uma antiga moradora, a prefeitura ajudou na infraestrutura, ao ceder padrões de energia para as pessoas que não podiam comprar.
  • 63 morrodoquerosene/bairrosantaefigênia Na época tinham muitas carências. As pessoas se aproveitavam da configuração meio urbana e meio rural e vendiam esterco na rua. Tinha muito gado na região. As pessoas buscavam lenha em muares e cavalos para seus fogões a lenha. Os primeiros moradores trabalhavam como sapateiros, engraxates, domésticas, jardineiros, ambulantes e mais uma série de profissões, sendo a maioria informal. Muitos moradores antigos se muda- ram para o bairro Monte Carmelo, a partir de uma iniciativa da prefeitura, que estava expandindo a área de moradias. Segundo um morador antigo, o bairro tradicionalmente nunca teve lideranças for- mais fortes que o representasse. Além disso, relembra que a violência esteve muito in- tensa em uma época e depois melhorou. Atualmente é mais tranqüilo, a maioria das pessoas são de paz, são solidárias. A quadra é um local de convívio social importante, sobretudo para os jovens. Lá ocorrem práticas esportivas e festas. A igreja católica faz barraquinhas, no dia de come- moração aos santos. Antigamente tinham as tradicionais quadrilhas, que alegravam a comunidade. Infelizmente o bairro, que é situado em uma área de grande declive, ainda conserva problemas de infraestrutura e salubridade. Atualmente o bairro oferece serviços como creche, linha de ônibus e apresenta uma boa pavimentação, sobretudo se relacionada aos tempos das primeiras ocupações. Por fim, podemos dizer que as memórias compartilhadas pelos moradores, sobretu- do dos mais antigos, demonstram uma história popular de inúmeras conquistas. Apesar destas melhorias, muito há de ser feito para essa comunidade, que é tão importante para a cidade de Governador Valadares. Principais festas FESTAS MÊS LOCAL Festa Junina / Julina Junho / Julho Ruas da comunidade Festa da Padroeira N. Sra da Conceição Setembro Igreja Católica N. Sra. da Conceição Perfil cultural A pesquisa realizada pela equipe Favela é Isso Aí, em parceria com o Núcleo Cidade Futuro e correspondentes bolsistas da comunidade revelou que existem pelo menos 11 artistas-solo e grupos culturais no bairro Morro do Querosene, que envolvem em suas atividades aproximadamente 34 pessoas. A maior parte da produção artística é nas áreas da Música e do Artesanato, com quatro cadastros (36,4%) cada na comunidade. Foram também cadastrados um artista/ grupo cultural da área de Teatro, um da área da Dança e um locutor de eventos. A maior necessidade relatada é de recursos materiais e financeiros para produção do trabalho artístico, citada por sete dos artistas entrevistados (63,6%). Dois deles (18,2%) disseram ter necessidade de espaço para produzir, ensaiar, expor e/ou apresentar seu trabalho e um deles disse ter necessidade de divulgação.
  • 64 morrodoquerosene/bairrosantaefigênia Artista destaque Artesão exporta esculturas e artesanato em pedras para o mundo Há 32 anos Paulo é artesão, com obras exportadas para países europeus, Japão e EUA. Apreendeu o ofício com o irmão, na infância, enquanto o ajudava no moldar das esculturas. Desde pequeno observa- va e ajudava-o com muito interesse e acabou se apaixonando pelo tra- balho manual, descobrindo sua vo- cação para o artesanato. A paixão pelas pedras acompa- nha uma segunda, a pela fauna. Juntando as duas saem os contor- nos, as formas de suas esculturas. Junto às esculturas de animais, te- mos também belas exposições de artesanato mineral. De acordo com ele, obtém ins- piração a partir de fotografias em revistas. Depois de ter juntado as duas paixões, e convidado a ir ao estado Bahia, em 1988, trabalhar, decidiu não parar mais de trabalhar com artesanato. Atualmente, as peças são feitas a partir de encomendas, com vendas em feiras de artesanato e encontros de profissionais, em cidades mineiras, como Teófilo Otoni. Paulo declara: “amo o que faço. Para trabalhar com arte a pessoa tem que ter paciência e amor pelo o que faz, assim como eu”. Contato: Paulo - (33) 9956-3858 Cadastro de artistas Artesanato Classificação: Artesanato em pedras Nome: Paul Artes Contato: Paulo Roberto Batista Endereço: Rua Carijós, nº. 312 – Morro do Querosene - Governador Valadares – MG - CEP: 35.060-110 Tel.: (33) 9956-3858 Tempo de atividade: entre 40 e 50 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: tra- balha como oficineiro e tem dificuldades com o planejamento das oficinas. Classificação: bordado, ponto cruz, chinelos, enxoval de bebê, enxoval de casamento e outros Nome: Alexandra Contato: Alexandra Carvalho Soares Endereço: Rua Monte Carmelo, nº. 94 – Mor- ro do Querosene - Governador Valadares – MG - CEP: 35.059-350 Tel.: (33) 3275-0222 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: mão- de-obra, material e espaço físico. Classificação: mosaico, chinelo, flor de tecido Nome: Paloma Contato: Paloma Soares Mendes Endereço: Beco Nossa Senhora Aparecida, nº. 112 – Morro do Querosene - Governador Valadares – MG - CEP: 35.059-440 Tel.: (33) 8815 6324 Tempo de atividade: 01 ano N° de componentes: 01
  • 65 morrodoquerosene/bairrosantaefigênia Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: Cordões e bijuterias feitos a partir de material reciclado e mosaicos Nome: Seska Contato: Saleska Costa Coelho Endereço: Beco Sacramento, nº. 163 - Morro do Querosene - Governador Valadares – MG - CEP: 35059-440 Tel.: (33) 32764415 Tempo de atividade: 02 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: verba e matéria-prima. Dança Classificação: jazz Nome: Comunidade Viva em Ação Contato: Ludmara da Costa Coelho Endereço: Beco Sacramento, nº. 163 – Morro do Querosene, nº 163 – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-440 Tel.: (33) 3276-4415 Tempo de atividade: 05 anos N° de componentes: 15 Necessidades/dificuldades do grupo: verba e profissional qualificado para aprimoramento das coreografias. Música Classificação: Sertaneja e samba Nome: Lilico Contato: Nilton de Assis Lucas Endereço: Beco Sacramento, nº. 149 - Morro do Querosene - Governador Valadares – MG - CEP: 35.059-440 Tel.: (33) 8425 0151 Tempo de atividade: 25 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de verba. Classificação: Gospel, sertaneja Nome: Sidney Contato: Edmar Luiz Pereira Endereço: Beco Sacramento, nº. 112 - Morro do Querosene - Governador Valadares – MG - CEP: 35.059-440 Tel.: (33) 9103-4895 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: falta verba, moradia e trabalho. Classificação: gospel Nome: Edileuza Maria Martins Contato: Edileuza Endereço: Beco Sacramento, nº. 137 - Morro do Querosene - Governador Valadares – MG - CEP: 35.059-440 Tel.: (33) 3273-7409 Tempo de atividade: 03 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação. Classificação: funk Nome: MC Renata Contato: Renata Cristina Fonseca Endereço: Rua Monte Carmelo, nº. 3 – Morro do Querosene – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-350 Tel.: (33) 9908-7727 Tempo de atividade: 04 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: local para ensaiar. Outras Classificação: locutor em eventos Nome: Paulo Contato: Paulo Marcio Endereço: Beco Sacramento, nº. 163 - Morro do Querosene - Governador Valadares – MG - CEP: 35.059-440 Tel.: (33) 3276-4415 / (33) 9976 7394 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de verba. Teatro Classificação: comédia, todos os tipos de teatro Nome: Gelsimar Contato: Gelsimar Rodrigues da Silva Endereço: Beco Nossa senhora Aparecida, nº. 158 - Morro do Querosene - Governador Vala- dares – MG - CEP: 35.059-440 Tel.: (33) 9982-7418 Tempo de atividade: 05 anos N° de componentes: 10 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de apoio e patrocinadores.
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  • 67 santahelena Bolsistas da comunidade: Tiago Da Penha Gomes, Guilherme Vieira Soares e Niverton Toso Quintão História da comunidade De acordo com relatos de moradores antigos, o povoamento do bairro San- ta Helena se intensificou no começo da década de cin- qüenta do século passado. Este bairro - que atualmente conta com mais de duas mil residências e aproximadamente 10.000 moradores - se formou na região pertencente à família dos Carapinas. A entrada da fazenda dos Carapinas ficava nas proximidades de onde é atualmente o Supermercado Coelho Diniz, na estradinha do córrego dos Pintos, com acesso através das fazendas do Gil Pacheco e Jota Perez. Vários trabalhadores rurais se destinavam a estas fazendas à procura de emprego. Muitos, no entanto, não alcançavam sucesso. Assim, procuravam formas de ocupação de pequenas propriedades rurais ou, na maioria dos casos, de lotes em áreas periféricas da cidade. Muitos destes trabalhadores rurais - na grande maioria imigrantes dos roçados e ar- raiais próximos - começaram a ocupar os bairros que se formavam, dentre ele o de Nossa Senhora das Graças, o morro do Carapina e, em questão, o Santa Helena. Vale destacar que o trânsito de pessoas vindas de outras partes da cidade também era marcante. Dentre as ruas mais antigas destacam-se Juiz de Fora, Januária, Ituiutaba, Monte Car- melo e Tancredo Neves. Entre os primeiros moradores estão os senhores Geraldo, Zé Flor, Sinvaldo, Zé Teco e Luiz. Dentre as moradoras pioneiras estão as donas Geralda Ferreira da Silva e Maria Madalena Guimarães Pereira. Um dos primeiros e principais problemas que os primeiros moradores se depararam foi com a falta d’água. Esta questão era parcialmente resolvida através de diversas es- tratégias. Uma delas eram as longas caminhadas de ida e volta aos chafarizes com latas d’água na cabeça. Os chafarizes das proximidades da Igreja de Nossa Senhora das Graças e do Sarmento, por exemplo, eram alternativas viáveis para obtenção de tão precioso líquido. Depois foram surgindo outras minas. Alguns moradores conseguiram cavar cis- ternas, que ofereciam água potável durante alguns anos. A rede de água encanada começou a ser implantada somente no final da década de 1960, com os moradores em mutirão, demonstrando um forte espírito de coletividade, características rememoradas pelos antigos. Entretanto, no início ainda era corriqueiro para os que não tinham acesso a água pedi-la para aqueles poucos que já tinham este “privilégio” em casa. Também era comum as donas de casa lavarem roupa de favor na casa de amigos e parentes.
  • 68 A energia elétrica chegou quase na mesma época que água, ou seja, na virada da década de 1960 para 1970. Antes a luz não ultrapassava o Nossa Senhora das Graças. O Santa Helena, que era em boa parte uma capoeira, passava a noite ao escuro, iluminado timidamente por lampiões, velas e lamparinas. Alguns moradores ficaram aproximada- mente duas décadas sem energia elétrica em casa. Outro problema que atingia os primeiros moradores era a falta de calçamento, os buracos e lamaçais da maioria das ruas. O calçamento só chegava até a altura do Mer- gulhão. A prefeitura mandou executar a construção de uma ponte e iniciou o calçamen- to de algumas vias. Os próprios moradores colaboraram para esta melhoria através da compra de pedras, como é o caso dos moradores da Rua São Lourenço. No entanto, o processo de calçamento somente foi intensificado a partir do início dos anos 2000. A falta de escadarias também dificultava muito o acesso ao bairro. Atualmente, exis- tem escadas nas partes inclinadas, porém sem os devidos corrimãos. As casas, nos primórdios do bairro, eram quase todas de pau e barro. Não tinham piso e os fogões eram de lenha. Muitas pessoas caçavam inhambus e outros pássaros e animais nas proximidades da lagoa. Vendia-se leite ao pé da vaca. A quantidade de animais em meio às pessoas era grande. Essa paisagem, no entanto, convivia com pro- blemas como a falta de esgoto. Até hoje os lotes vagos acumulam lixo e água parada, o que aumenta a incidência de dengue e de outras doenças no bairro. A participação da associação do bairro, apesar de ter tardado um pouco a aparecer, foi bastante importante para as melhorias. Dentre as lideranças destaca-se o Sr. Zezinho, um homem muito religioso. Podemos citar também a Dona Neli e o Cabo Eugênio. No bairro existem mais de uma dúzia de templos religiosos, sendo duas igrejas católi- cas, a de Santa Helena e de São José, e igrejas evangélicas diversas. Além disso, há várias congregações, que tal como as igrejas e templos ocupam um importante espaço de so- cialização e convívio. Existem atualmente mais de uma centena de estabelecimentos de prestação de serviços e alguns comércios varejistas e industriais. Atualmente fazem bastante falta colégios para atenderem aos alunos do bairro, além de uma capela velório, que já é uma conquista de bairro vizinhos e ainda não se concre- tizou neste bairro. A creche e o posto de saúde, segundo alguns moradores, precisam ter os serviços ampliados. Antigamente havia rinha de galo e de canário, práticas que foram gradativamente extintas após o governo do presidente Jânio Quadros, que as proibiu no Brasil.
  • 69 santahelena De acordo com muitos moradores, a arte e a cultura são importantes para a busca e manutenção das tradições, mas atualmente o bairro carece de atividades. Na região me- rece destaque o bloco que foi criado pelo Zé Galinha e que ganhou status de escola de samba, com o nome de Prudentina. Ficam na memória de alguns moradores as festas de Nilsão e Oriedes, denominadas de Capital e interior, Atlético e Cruzeiro e as “Furrupas”, uma espécie de festividade regada a danças e que tinha vários adeptos. Um fato curioso é que, diferentemente de outros bairros que mudaram de nome, como o Nossa Senhora das Graças (Bairro do Sapo), o Morro do Carapina (Morro do Cruzeiro) e o São Geraldo (Bairro do lixo), o Santa Helena ainda conserva seu nome ori- ginário. No mais, fica claro que o bairro de Santa Helena apresenta uma rica história, formada por momentos de lutas, de conquistas e expectativas. Destacam-se nestas décadas que se passaram os antigos moradores, que a partir de muito esforço e dedicação ajudaram na construção de um bairro melhor, e que atualmente abriga milhares de moradores da cidade de Governador Valadares. Principais festas FESTAS MÊS LOCAL Festa Junina / Julina Junho / Julho Avenida Dr. Raimundo Albergaria Festa de Aniversário Abril Igreja Batista Boas Novas Festa da Padroeira Santa Helena 18 de agosto Avenida Dr. Raimundo Albergaria - Igreja Santa Helena Barraquinhas Maio Avenida Dr. Raimundo Albergaria – Igreja Santa Helena Perfil cultural A pesquisa realizada pela equipe da Favela é Isso Aí, em parceria com o Núcleo Cida- de Futuro e correspondentes bolsistas da comunidade revelou que existem pelo menos 49 artistas-solo e grupos culturais no bairro Santa Helena, que envolvem em suas ativi- dades aproximadamente 220 pessoas. A maior parte da produção artística é do Artesanato, com 24 cadastros (49%) na comunidade. Em segundo lugar vem a área da Música, com 15 cadastros (30,6%). Em terceiro está a área da Dança, com oito cadastros (16,3%). Foram também cadastrados um artista/grupo cultural da área de Teatro e um da área das Artes Plásticas. A maior necessidade relatada pelos cadastrados é a de recursos materiais e finan- ceiros para produção do trabalho artístico, citada por 21 artistas (42,8%). Seis deles (12,2%) disseram ter necessidade de espaço para produzir, ensaiar, expor e/ou apresen- tar seu trabalho e um deles disse ter necessidade de divulgação de seu trabalho.
  • 70 santahelena Artista destaque Funk na luta contra o preconceito Ainda na infância, Anderson Sabino recebeu seu pseu- dônimo: Neném. Hoje, todos o conhecem apenas por seu nome artístico, Mc Neném. Funkeiro, com muitas apresen- tações no interior de Minas e em Belo Horizonte, vem se destacando no cenário musical do Vale do Aço. Há quatro anos, Mc Neném canta Funk e organiza ações junto à comunidade. Antes de começar a compor e cantar, curtia outros estilos musicais, nos conta que “tinha interesse em outras coisas, como axé. Comecei a gostar de Funk por influência de amigos”. Com a vida artística, iniciou ações culturais e sociais com grupos de jovens na comunidade onde mora, no Bairro Santa Helena. Após o primeiro contato, por intermédio dos amigos, Neném descobriu no universo funk estilos e traços diferentes, o Funk Melody foi que mais chamou mais sua atenção. O estilo é diferente do chamado proibidão, o qual, se expressa através de letras eróticas e tem cunho agressivo. Ao contrário dessa variante, no funk Melody as letras tratam de amor, sendo também conhecida por Latin Freestyle, de- vido à apreciação e ao incentivo das comunidades latinoamericanas residentes no EUA, país de origem do funk. No Brasil o estilo nasceu e desenvolveu-se nas periferias das grandes metrópoles, ten- do como palco principal as favelas cariocas. Para Neném, uma das grandes dificuldades é o preconceito: “apesar de fazer muitas apresentações fora da cidade, ainda existe muita discriminação”. Mesmo no Rio de Janeiro, berço do funk nacional, sendo, hoje, conside- rado um dos ritmos mais influentes do Brasil no mundo, este sofre o mesmo problema. Prova disso foram às interdições dos bailes, em 1995, no Rio de Janeiro, relembrando as proibições impostas à capoeira, as religiões afrobrasileiras e até ao samba, no início do século XX. Atualmente Mc Neném procura meios para gravar seu primeiro CD, tarefa difícil, segundo ele. Mas continua na luta e no momento prepara uma nova canção. Para atiçar nossa curiosidade, deixou uma brecha do enredo: “será uma história de amor. Um rapaz se apaixona por dona da favela”. Saiba mais: MEDEIROS, JANAINA. Funk Carioca - Crime Ou Cultura? O Som dá Medo e Prazer. Terceiro Nome: Rio de Janeiro. 2006 Contato: MC Neném - (33) 3278- 2842 / (33) 8811-0418 mcnenemgv@hotmail.com
  • 71 santahelena Cadastro de artistas Artesanato Classificação: bordados Nome: Ilda de Oliveira Contato: Ilda de Oliveira Calixto Endereço: Avenida Juiz de Fora, nº. 254 – Bairro Santa Helena - Governador Valadares – MG - CEP: 35.059-280 Tel.: (33) 3273-0246 Tempo de atividade: 05 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: opor- tunidades de desenvolver. Classificação: bordados em ponto cruz Nome: Conceição Contato: Conceição Rosa Ribeiro Endereço: Avenida Juiz de Fora, nº. 379 – Bairro Santa Helena - Governador Valadares – MG - CEP: 35.039-280 Tel.: (33) 3276-6983 Tempo de atividade: 45 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: matéria-prima. Classificação: crochê Nome: Maria do Carmo Contato: Maria do Carmo Azevedo Dias Endereço: Rua Varginha, nº. 61 – Bairro San- ta Helena - Governador Valadares – MG - CEP: 35.059-500 Tel.: (33) 8873-2205 Tempo de atividade: 05 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: desenho em gesso (mosaico) Nome: Weder Pereira Gomes Contato: Weder Pereira Gomes Endereço: Rua Três Corações, nº. 56 – Bairro Santa Helena - Governador Valadares – MG - CEP: 35.059-490 Tel.: (33) 9967-2250 Tempo de atividade: 03 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- teriais. Classificação: pintura em tecido Nome: Ana Carolina de Oliveira Vieira Contato: Ana Carolina Endereço: Avenida Uberlândia, nº. 396 – Bairro Santa Helena - Governador Valadares – MG - CEP: 35.058-390 Tel.: (33) 3276-8541 Tempo de atividade: 02 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: bordado e crochê Nome: Mariza Contato: Mariza Consolação Sabino Endereço: Rua São Lourenço, nº. 244 – Bairro Santa Helena - Governador Valadares – MG - CEP: 35.059-480 Tel.: (33) 3278-2842 Tempo de atividade: 25 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: bordados em chinelos Nome: Islene Pereira de Souza Contato: Islene Pereira de Souza Endereço: Rua Mariana, nº. 371 - Bairro San- ta Helena - Governador Valadares – MG - CEP: 35.059-340 Tel.: (33) 3276-2409 / (33) 8823-0387 Tempo de atividade: 03 meses N° de componentes: 02 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: crochê, bordado com miçangas Nome: Lucia Marta Martins Contato: Lucia Marta Martins Endereço: Rua Mariana, nº. 91 - Bairro Santa Helena - Governador Valadares – MG - CEP: 35.058-340 Tel.: (33) 9911-2085 Tempo de atividade: 28 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: vasos recicláveis, balaios de papelão Nome: José Luiz Contato: José Luiz Martins Endereço: Rua Mariana, nº. 91 – Bairro Santa Helena - Governador Valadares – MG - CEP: 35.058-340 Tempo de atividade: 06 meses N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem.
  • 72 santahelena Classificação: bordado Nome: Neli Contato: Neli Alves de Almeida Endereço: Rua Monte Carmelo, nº. 167 – Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-350 Tel.: (33) 3276-3238 Tempo de atividade: 35 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: difi- culdades financeiras. Classificação: pintura em fraldas, panos de prato e roupas Nome: Neusãngela Contato: Neusãngela Buenos Aires Endereço: Avenida Juiz de Fora, nº. 1.168 - Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-280 Tel.: (33) 3273-4359 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: espa- ço para o desenvolvimento de atividades artís- ticas (oficinas educacionais) e divulgação. Classificação: bordado em ponto-cruz Nome: Josenia Contato: Josenia Matias Cardoso Rodrigues Endereço: Rua Santo Antonio, nº. 165 - Bair- ro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-460 Tel.: (33) 3272-4586 / (33) 9117-9078 Tempo de atividade: 50 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: bordado em vagonite Nome: Tiago da Penha Gomes Contato: Tiago da Penha Gomes Endereço: Rua Três Corações, nº. 56 - Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-490 Tel.: (33) 9967-2250 Tempo de atividade: 05 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: falta material. Classificação: pintura em tecido Nome: Bianca Gonçalves Contato: Bianca Gonçalves de Andrades Endereço: Avenida Juiz de Fora, nº. 274 - Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-280 Tel.: (33) 3278-0949 Tempo de atividade: 01 ano N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- terial. Classificação: bordado (vários tipos), decora- ção de chinelo Nome: Mariuza Contato: Geralda Mariuza Rodrigues de Sou- za Endereço: Rua Corinto, nº. 40 - Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-160 Tel.: (33) 3275-9515 Tempo de atividade: 04 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: flores artificiais de EVA Nome: Mariquinha Contato: Maria Mateus Lemos Endereço: Rua São Lourenço, nº. 108 - Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-480 Tel.: (33) 3275-0294 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: preço do material. Classificação: bordado em ponto cruz Nome: Nilza Contato: Nilza dos Santos Fernandes Endereço: Rua São Lourenço, nº. 130 - Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-480 Tel.: (33) 9906-4226 Tempo de atividade: 03 anos e 06 meses N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: matéria-prima. Classificação: bordado, ponto cruz, enfeites de geladeira, crochê Nome: Marilene Contato: Marilene Nunes Pires Endereço: Avenida Juiz de Fora, nº. 819 – Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-280 Tel.: (33) 9198-1505 Tempo de atividade: 29 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: finan- ceira, material para o trabalho. Classificação: bordado em ponto cruz Nome: Guimar Santana Contato: Guimar Santana
  • 73 santahelena Endereço: Avenida Doutor Raimundo Alber- garia, nº. 197 – Bairro Santa Helena – Gover- nador Valadares – MG – CEP: 35.059-090 Tel.: (33) 8801-2371 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: bordado em pedraria, pintura em tecidos, artefatos com folha seca Nome: Rosimar Vieira Soares Contato: Rosimar Vieira Soares Endereço: Avenida Uberlândia, nº. 396 – Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.058-390 Tel.: (33) 3276-8541 / (33) 8865-6005 Tempo de atividade: 02 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: espa- ço para produzir. Classificação: bordado em chinelos Nome: Raison Nunes Contato: Raison Nunes Endereço: Rua Ataléia, nº. 66 – Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-050 Tempo de atividade: 03 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: pintura em tecidos, enfeites, fuxicos, jogos de toalha Nome: Mercês de Jesus Contato: Mercês de Jesus Oliveira Endereço: Avenida Juiz de Fora, nº. 400 – Bairro Santa Helena - Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-280 Tel.: (33) 9975-5670 Tempo de atividade: 05 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: tem que aprender todo o trabalho de cabeça, pois não sabe ler. Classificação: bordados em chinelos, bijute- ria, louça reciclável Nome: Isaura Contato: Isaura Francisca da Silva Endereço: Rua Monte Carmelo, nº. 116 – Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-350 Tel.: (33) 3276-5675 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: fi- nanceiras. Classificação: bordado em ponto cruz, cro- chê Nome: Alessandra Contato: Alessandra Rodrigues Sangi Endereço: Rua Itabira, nº. 259 – Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-250 Tel.: (33) 8807-4128 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- téria-prima para produzir. Artes Plásticas Classificação: pintura em telas, desenho Nome: Fabin Contato: Fábio Altino Vieira Endereço: Avenida Uberlândia, nº. 396 – Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.058-390 Tel.: (33) 3276-8541 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Dança Classificação: axé, funk e forró Nome: Kebra GV Contato: João Batista Mendes da Silva Endereço: Avenida Juiz de Fora, nº. 582 – Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-280 Tel.: (33) 8841-9003 Tempo de atividade: 03 anos N° de componentes: 12 Necessidades/dificuldades do grupo: local para ensaios do grupo. Classificação: jazz Nome: Grupo de Jazz da Academia Roselita Faria Contato: Josiane Teodore Endereço: Rua Espera Feliz, nº. 64 - Bairro Santa Helena - Governador Valadares – MG - CEP: 35.059-200 Tel.: (33) 3272-7361 / (33) 8415-4467 Tempo de atividade: 06 meses N° de componentes: 07 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: ballet Nome: Grupo de Ballet da Academia Roselita Faria Contato: Larissa Paloma Guimarães
  • 74 santahelena Endereço: Rua Carlos Chagas, nº. 66 – Bairro Santa Helena - Governador Valadares – MG - CEP: 35.059-130 Tel.: (33) 3225-1283 Tempo de atividade: 04 anos N° de componentes: 12 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: rebolation Nome: Medson Henrique Contato: Medson Henrique Pereira Amorim Endereço: Rua Corinto, nº. 157 – Bairro Santo Helena - Governador Valadares – MG - CEP: 35.059-160 Tempo de atividade: 01 mês N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: break, dance, pop dance Nome: Arte Style Crew / B. Boy Chapoplay Contato: Thiago de Souza Alves Endereço: Rua Mariana, nº. 62 – Bairro Santa Helena - Governador Valadares – MG - CEP: 35.058-340 Tel.: (33) 8442-8636 Tempo de atividade: 05 anos N° de componentes: 12 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de tempo entre os membros e transporte. Classificação: funk, break e axé Nome: Quebra aí Contato: Tiago da Penha Gomes Endereço: Rua Três Corações, nº. 56 - Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-490 Tel.: (33) 9967-2250 Tempo de atividade: 04 anos N° de componentes: 12 Necessidades/dificuldades do grupo: figu- rino e lugar para ensaio. Classificação: rebolation Nome: Asian Evolution Contato: Gabriel de Abrel Ferreira Nunes Endereço: Rua Ituiutaba, nº. 239 - Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.049-260 Tel.: (33) 9959-0728 Tempo de atividade: 03 semanas N° de componentes: 03 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: axé Nome: Companhia de Dança os Garotos GV Contato: João Cláudio Pastos da Silva Endereço: Avenida Doutor Raimundo Alber- garia, nº. 361 - Bairro Santa Helena – Gover- nador Valadares – MG – CEP: 35.059-090 Tel.: (33) 3273-5872 / (33) 8829-5894 Tempo de atividade: 04 anos N° de componentes: 08 Necessidades/dificuldades do grupo: fi- nanceiro. Música Classificação: rap Nome: Junin Contato: Nacip Junio Cristian Medeiros de Sousa Endereço: Avenida Juiz de Fora, nº. 389 – Bairro Santa Helena - Governador Valadares – MG - CEP: 35.059-280 Tel.: (33) 3271-4765 Tempo de atividade: 01 ano e 06 meses N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: ver- gonha. Classificação: vários ritmos e estilos (toca bateria) Nome: Cristiano Gonçalves Contato: Cristiano Gonçalves Endereço: Avenida Juiz de Fora, nº. 274 - Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-280 Tel.: (33) 3275-0949 Tempo de atividade: 06 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: matéria-prima. Classificação: funk Nome: Mc Braian Contato: Renderson Braian Ribeiro de Assis Endereço: Avenida Juiz de Fora, nº. 210 - Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-280 Tempo de atividade: 08 meses N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: música religiosa católica Nome: Claris Contato: Clarismundo Martins dos Santos Endereço: Rua Itabira, nº. 60 - Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-250 Tel.: (33) 8411-6829 Tempo de atividade: 43 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: co- municar.
  • 75 santahelena Classificação: coral gospel de louvor Nome: Raio de Luz Celeste Contato: Josiane Teodora Endereço: Rua Espera Feliz, nº. 64 - Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35059-200 Tel.: (33) 3272-7361 / (33) 8413-4467 Tempo de atividade: 03 anos N° de componentes: 16 Necessidades/dificuldades do grupo: matéria-prima. Classificação: sertaneja Nome: Geraldo Leite e Juliano Contato: Geraldo Pereira de Souza Endereço: Rua Miradouro, nº. 615 – Bairro Santa Helena - Governador Valadares – MG - CEP: 35.059-340 Tel.: (33) 8402-8249 Tempo de atividade: 22 anos N° de componentes: 02 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de patrocínio. Classificação: vários estilos de música (toca teclado) Nome: Fábio Altino Contato: Fábio Altino Vieira Endereço: Avenida Uberlândia, 396 - Bairro Santa Helena - Governador Valadares – MG - CEP: 35.058-390 Tel.: (33) 3276-8541 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: música coral religiosa Nome: Coral Canção Nova Contato: Eunice Silva Endereço: Avenida Juiz de Fora, nº. 1.149 - Bairro Santa Helena - Governador Valadares – MG - CEP: 35.059-210 Tel.: (33) 3273-4129 Tempo de atividade: 07 anos N° de componentes: 20 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: vários estilos de música Nome: Coral Canção Nova Contato: Marlon Henrique Amorim Pereira Endereço: Rua Corinto, nº. 157 – Bairro San- ta Helena - Governador Valadares – MG - CEP: 35.059-160 Tel.: (33) 8439-6223 Tempo de atividade: 13 anos N° de componentes: 20 Necessidades/dificuldades do grupo: fi- nanceiras e espaço. Classificação: música religiosa de louvor e coral Nome: Raio de Luz Celeste Contato: Josiane Teodora Endereço: Rua Espera Feliz, nº. 64 – Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-200 Tel.: (33) 3272-7361 / (33) 8413-4467 Tempo de atividade: 03 anos N° de componentes: 16 Necessidades/dificuldades do grupo: ins- trumentos musicais. Classificação: forró, rock, sertanejo, pagode (toca teclado) Nome: Fabin Contato: Fábio Altino Vieira Endereço: Avenida Uberlândia, nº. 396 – Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.058-390 Tel.: (33) 3276-8541 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: ins- trumentos. Classificação: banda de música instrumental Nome: Banda Lira 30 de Janeiro Contato: Vinicius Vieira Dias Endereço: Rua Nanuque, nº. 26 – Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-370 Tel.: (33) 3273-4261 Tempo de atividade: 65 anos N° de componentes: 43 Necessidades/dificuldades do grupo: mú- sicos capacitados, instrumentos e reforma da sede. Classificação: vários estilos como MPB, rock, popular Nome: Marlon Contato: Marlon Henrique Amorim Pereira Endereço: Rua Corinto, nº. 157 – Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-360 Tel.: (33) 8439-6223 Tempo de atividade: 02 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: funk melody Nome: MC Neném Contato: Anderson Sabino Endereço: Rua São Lourenço, nº. 248 – Bairro Santa Helena - Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-480 Tel.: (33) 3278- 2842 / (33) 8811-0418 Tempo de atividade: 04 anos
  • 76 N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: apoio financeiro para gravar CD. Classificação: funk Nome: MC Mister Fia Contato: Cláudio Aparecido Alves Endereço: Rua 2, nº. 105 – Bairro Monte Car- melo / Santa Helena - Governador Valadares – MG - CEP: 35.010-220 Tel.: (31) 8589-0251 Tempo de atividade: 10 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de apoio dos grupos, falta de espaços para apresentações. Teatro Classificação: comédia, drama Nome: Maycon Douglas Contato: Maycon Douglas da Silva Costa Endereço: Rua Andrelândia, nº. 38 – Bairro Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.052-320 Tel.: (33) 3272-2502 Tempo de atividade: 06 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem.
  • 77 entidadeseinstituiçõesqueatendemàscomunidades Nome da Entidade/Equipamento: AMASTE – Associação dos Moradores e Ami- gos do Bairro Santa Terezinha Endereço: Rua São Salvador, nº. 126 – Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-690 Tel.: (33) 3277-9663 / (33) 8835-7578 E-mail: lucianaborgesdealmeida@yahoo.com. br Principais Serviços/Atendimento Presta- do pela Entidade: reivindicações sociais e melhorias de infraestrutura junto aos órgãos públicos; organização do movimento social e conscientização da população para a preserva- ção do bairro. Nome da Entidade/Equipamento: Associa- ção de Moradores e Amigos do Bairro Planalto Endereço: Avenida Gil Pacheco, n°. 420, Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054-000 Tel.: (33) 3272-5722 / (33) 8805-5768 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: assistência à saúde, cestas bá- sicas, media as necessidades de infraestrutura e saneamento básico da comunidade com a Prefeitura Municipal de Governador Valadares. Nome da Entidade/Equipamento: Associa- ção Comunitária Arte Planalto Endereço: Avenida A, nº. 925 – Bairro Pla- nalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054-180 Tel.: (33) 3277-1725 / (33) 9916-1015 E-mail: thiago-moises@hotmail.com Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: oficinas de capoeira, circo e dança; educação esportiva; espiritualidade e cidadania; brinquedoteca; apoio escolar e acompanhamento psicológico. Nome da Entidade/Equipamento: ACOBASTA – Associação Comunitária do Bair- ro São Tarcisio Endereço: Rua Geraldo Vieira dos Santos, nº. 60 – Bairro São Tarcísio – Governador Valada- res – MG – CEP: 35.020-620 Tel.: (33) 3276-7668 E-mail: anselmo_11333@hotmail.com Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: atendimento à comunidade em relação à saúde, geração de renda e cria- ção de programas sociais para alimentar a autoestima dos moradores. Nome da Entidade/Equipamento: Asso- ciação Comunitária dos moradores do bairro Nossa Senhora das Graças e Carapina Endereço: Rua Tupinambás, nº. 465 – Bairro Carapina - Governador Valadares – MG - CEP: 35.060-530 Tel.: (33) 9974-7074 – Sérgio Luiz Lima Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: atendimento à comunidade, promovendo várias ações: campeonato comu- nitário de futebol de salão Bem Viver, encon- tro evangélico pela paz, festa junina, bailes comunitários, estação saúde cidadania e lazer, ciranda do lazer em parceria com o SESC e VAlG, casamento comunitário, em parceria com a defensoria pública estadual. Nome da Entidade/Equipamento: Associa- ção Samuel Domingues Gomes - ASDOG Endereço: Rua Ipiranga, nº. 296 – Bairro Ca- rapina - Governador Valadares – MG - CEP: 35.060-280 Tel.: (33) 3225-7748 E-mail: asdogcarapina@hotmail.com Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: parceria com o Fundo Cristão para atender crianças e adolescentes com cur-
  • 78 entidadeseinstituiçõesqueatendemàscomunidades sos profissionalizantes, informática, esportes e capoeira. Nome da Entidade/Equipamento: Associa- ção Cidade Alta da Comunidade do Morro do Carapina Endereço: Rua Itanhomim, nº. 730 – Bairro Carapina - Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-310 Tel.: (33) 3272-1753 / (33) 9954-4515 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: atendimento geral à comuni- dade, com doações. Nome da Entidade/Equipamento: Associa- ção Samuel Domingues Gomes - ASDOG Endereço: Avenida Raimundo Albergaria, nº. 31 - Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-090 Tel.: (33) 3273-1736 E-mail: asdog1599@ig.com.br / asdog1599a- dm@ig.com.br Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: atendimento à comunidade com apoio pedagógico e cursos na área de artesanato, dança e capoeira. Parceria com o Fundo Cristão para desenvolver as atividades e apadrinhamento de crianças da comunidade. Nome da Entidade/Equipamento: Associa- ção dos Idosos Cidade Alta Carapina Endereço: Rua Tarumirim, nº. 413 – Bairro Carapina - Governador Valadares – MG - CEP: 35.060-500 Tel.: (33) 9197-8056 E-mail: assoicacarapina@hotmail.com Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: atendimento aos idosos nas áreas sociais e de saúde. Nome da Entidade/Equipamento: Asso- ciação Valadarense de Voleibol e Desporto - AVVD Endereço: Rua Geraldo Vieira dos Santos, nº. 60 – Bairro São Tarcísio – Governador Valada- res – MG – CEP: 35.020-620 Tel.: (33) 3276-7668 E-mail: adesporto@uol.com.br Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: organização e execução de eventos e projetos esportivos. Nome da Entidade/Equipamento: Posto de Saúde Paulo Ernesto Pedrosa Campos – PSF Santa Terezinha Endereço: Rua Omar Magalhães, nº. 940 – Santa Terezinha - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-740 Principais Serviços/Atendimento Presta- do pela Entidade: programa de saúde da família, com visitas de médico, enfermeira e dentista. Nome da Entidade/Equipamento: Unidade Básica de Saúde - Planalto Endereço: Avenida Gil Pacheco nº. 213 – Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054-000 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: atendimento com clínico ge- ral, pediatria, ginecologia, curativos, nebuliza- ção e fornecimento de medicamentos. Nome da Entidade/Equipamento: Distrito Sanitário III Endereço: Rua Gonçalo Costa, nº. 186 - Bair- ro Nossa Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.058-110 Tel.: (33) 3271-7697 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: atendimento médico, com consultas, pesagem e vacinas. Nome da Entidade/Equipamento: Posto de Saúde Santa Efigênia e Carapina II Endereço: Avenida Presidente Tancredo Ne- ves, nº. 517 – Santa Efigênia – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-440 Tel.: (33) 3278-4466 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: atendimento, médico com consultas, clínico geral, pré-natal, vacinas, curativos, exames, visitas domiciliares, nebu- lização, pesagem. Aulas de capoeira e dança de rua. Nome da Entidade/Equipamento: Unidade Básica de Saúde Carapina Endereço: Rua Ipiranga, nº. 296 – Bairro Ca- rapina - Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-280 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: atendimento médico, com clínico geral, ginecologia e pediatria. Nome da Entidade/Equipamento: Posto de saúde Carapina I Endereço: Rua Tarumirim, nº. 403 – Bairro Carapina – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-500 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: Atendimento médico, com consultas, orientação de saúde, prestação de serviços, pesagem. Nome da Entidade/Equipamento: Posto de Saúde Santa Helena I e II Endereço: Rua Mariana, nº. 33 – Santa He- lena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.058-340
  • 79 entidadeseinstituiçõesqueatendemàscomunidades Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: atendimento médico, com consultas, psicologia, fisioterapia, dentista e farmácia. Nome da Entidade/Equipamento: CMEI – Centro Municipal de Educação Infantil Rubens do Amaral Endereço: Rua Pouso Alegre, nº. 263 – Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-420 Tel.: (33) 3276-2889 E-mail: cmeirubensdoamaral@hotmail.com Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: creche e educação infantil de 0 a 05 anos. Nome da Entidade/Equipamento: Escola Municipal Padre José Luiz Tadeu Endereço: Avenida Raimundo Albergaria, nº. 325 – Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-090 Tel.: (33) 3276-0916 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: Educação Infantil. Nome da Entidade/Equipamento: Escola Municipal Adélia Ribas Endereço: Avenida A, nº. 861 – Bairro Pla- nalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054-180 Tel.: (33) 3221-9010 E-mail: emadeliaribas@hotmail.com Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: educação infantil de 04 a 05 anos e ensino fundamental completo. Nome da Entidade/Equipamento: Escola Municipal Senador Teotônio Vilela Endereço: Rua Monte Azul, nº. 125 – Bairro Esperança – Governador Valadares – MG – CEP: 35.058-140 Tel.: (33) 3276-1323 E-mail: emstvilela@gmail.com Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: ensino fundamental, projetos escola aberta, pró-jovem, aulas de inglês em parceria com a escola Fisk, dentista. Nome da Entidade/Equipamento: Escola Municipal Professora Valdete Nominato Endereço: Rua Adrião Froes, nº. 5 – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-000 Tel.: (33) 3271-1327 E-mail: escvalnominato@ig.com.br Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: educação infantil, séries ini- ciais, ensino fundamental e projeto EJA (edu- cação para jovens e adultos). Nome da Entidade/Equipamento: Centro Inter Escolar Dr. Raimundo Soares de Alberga- ria Filho Endereço: Praça Júlio Soares S/N – Ilha dos Araújos – Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-310 Tel.: (33) 3277-9518 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: ensino fundamental do 1º ao 9º ano e ensino médio. Nome da Entidade/Equipamento: Escola Estadual Prefeito Joaquim Pedro Endereço: Rua Sete de Setembro n° 2.479, Centro – Governador Valadares – MG – CEP: 35.010-172 Tel.: (33) 3271-7659 E-mail: colegioestadualgv@yahoo.com.br Site: www.colegioestadual.com.br Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: certificação de supletivos da cidade, certificação de professores indígenas da região, ensino fundamental, ensino médio e curso técnico para formação de professores da educação infantil. Nome da Entidade/Equipamento: Escola Estadual Professor Nelson de Sena Endereço: Rua Barão do Rio Branco n°. 362, Centro – Governador Valadares – MG – CEP: 35.010-030 Tel.: (33) 3271-5666 E-mail: eepnsgv@bol.com.br Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: ensino fundamental, ensino médio e projeto EJA (educação para jovens e adultos). Nome da Entidade/Equipamento: Escola Estadual Rotary Club Endereço: Rua Arthur Foratini, nº. 490 – Bair- ro Nossa Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.058-020 Tel.: (33) 3276-1252 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: ensino fundamental do 1º ao 5º ano, com projeto escola integral e escola inclusiva. Nome da Entidade/Equipamento: Escola Estadual Carlos Luz Endereço: Rua Ipiranga, nº. 374 – Bairro Ca- rapina - Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-280 Tel.: (33) 3278-7911 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: ensino fundamental.
  • 80 entidadeseinstituiçõesqueatendemàscomunidades Nome da Entidade/Equipamento: Escola Estadual Abílio Rodrigues Patto Endereço: Rua Ituitaba, nº. 750 – Bairro Es- perança – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-260 Tel.: (33) 3276-3499 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: ensino médio, ensino funda- mental com tempo integral, projeto EJA (edu- cação para jovens e adultos), e projeto PAVE (aceleração de aprendizagem). Nome da Entidade/Equipamento: Escola Estadual Secretário Levindo Coelho Endereço: Rua Rosalvo Félix de Miranda, nº. 311 - Bairro Esperança – Governador Valada- res – MG – CEP: 35.058-600 Tel.: (33) 3276-5943 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: ensino fundamental do 1º. ao 9º. ano, com projeto tempo integral em dois turnos. Nome da Entidade/Equipamento: Bibliote- ca Pública Municipal Professor Paulo Zappi Endereço: Rua Dom Pedro II, nº. 635 - Centro – Governador Valadares – MG – CEP: 35.010- 090. Tel.: (33) 3271-2871 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: empréstimos de livros e aten- dimento em pesquisas. Nome da Entidade/Equipamento: CRAS – Centro de Referência de Assistência Social - Planalto Endereço: Avenida A, nº. 835 – Bairro Pla- nalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054-180 Tel.: (33) 3271-3346 E-mail: crasgv@hotmail.com Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: atendimento à comunidade com grupos de convivência, grupo socioedu- cativo, reuniões de família, visita domiciliar, palestras e programa pró-jovem para adoles- centes. Nome da Entidade/Equipamento: CRAS - Centro de Referência de Assistência Social – Santa Efigênia Endereço: Rua Honorato Ferreira da Silva, nº. 250 – Santa Efigênia – Governador Valadares – MG – CEP: 35.010-000 Tel.: (33) 3221-1565 E-mail: crasgv@hotmail.com Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: atendimento à comunidade com três programas inclusos: programa Ha- bitar Brasil/BID – responsável pela integridade do centro social como um todo, e pela revitali- zação e urbanização do Morro do Querosene; Projeto Comunidade Viva em Ação – desen- volve ações e atividades para a comunidade, priorizando crianças e adolescentes; Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) – responsável pelo acompanhamento sócioassis- tencial e proteção social básica às famílias. Nome da Entidade/Equipamento: Núcleo de Prevenção à Criminalidade Endereço: Rua Prudente de Morais, nº 79 - Centro – Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-460 Tel.: (33) 3273-3261 E-mail: emachella8752@yahoo.com.br Principais Serviços/Atendimento Presta- do pela Entidade: atende os egressos do sistema prisional e os usuários das medidas e penas alternativas; atendimento psicossocial e jurídico. Nome da Entidade/Equipamento: Núcleo de Prevenção Social a Criminalidade Endereço: Av. Coqueiral 176, Turmalina – Go- vernador Valadares – MG – CEP: 35.020-460 Tel.: (33) 3272-9838 / Fax: (33) 3221-9250 E-mail: ficavivogv@yahoo.com.br Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: programas: Fica Vivo (con- trole de homicídio) com oficinas de lazer e culturais; e Mediação de Conflitos (trabalha nas famílias onde atua como mediador comu- nitário e social). Nome da Entidade/Equipamento: Centro de Convivência São Tarcísio Endereço: Rua Prudente de Morais, nº 1 - Centro – Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-460 Tel.: (33) 3271-8550 E-mail: ccstnossacasa@yahoo.com.br, flavia- frim@hotmail.com Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: oferece cursos de qualificação para os moradores e atendimento psicológico para as famílias. Nome da Entidade/Equipamento: Banda de Música Lira 30 de Janeiro Endereço: Rua Marechal Deodoro, nº. 748 - Centro – Governador Valadares – MG – CEP: 35.010-280 Tel.: (33) 3212-0003 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: aulas de música gratuitas. Nome da Entidade/Equipamento: Casa de Maria e Fonte de Água Viva Endereço: Rua Prudente de Morais, nº 240 -
  • 81 entidadeseinstituiçõesqueatendemàscomunidades Centro – Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-460 Tel.: (33) 3271-0236 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: acolhimento e atendimento com oração para pessoas com depressão e outras doenças. Nome da Entidade/Equipamento: Fraterni- dade Missionária O Caminho Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 15 – Bair- ro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120 Tel.: (33) 3225-0413 Site: www.ocaminho.org.com.br Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: pastoral de adoração e distri- buição de sopão. Nome da Entidade/Equipamento: Mitra Diocesana Paróquia Nossa Senhora das Graças Endereço: Avenida Minas Gerais, nº. 1510 – Bairro Centro - Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-360 E-mail: nsgracas@veloxmail.com.br Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: atendimentos espirituais de evangelização, cursos e oficinas nas áreas de corte e costura e artesanato para a comuni- dade. Nome da Entidade/Equipamento: Igreja Católica Santa Helena Endereço: Avenida Raimundo Albergaria, nº. 325 – Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-090 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: atendimento ao grupo da 3º idade, psicologia, salão aberto à comunidade, distribuição de cestas básicas. Nome da Entidade/Equipamento: OREP - Ordem Religiosa, Escolas Pias / GGN - Grupo Gente Nova Endereço: Rua Carlos Chagas, nº. 66 – Santa Helena – Governador Valadares – MG – CEP: 35.059-130 Tel.: (33) 3225-4283 / (33) 8817-0210 E-mail: ggn@itakaescolapios.org Site: www.brasil.itakaescolapios.org Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: cursos profissionalizantes, ati- vidades pedagógicas para crianças, grupo da 3ª Idade, com artesanato, jornada ampliada, abrigo para crianças. Nome da Entidade/Equipamento: Capela Velório Comunitária Endereço: Rua Inhapim, nº. 300 – Bairro Nos- sa Senhora das Graças - Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-270 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: velórios gratuitos. Nome da Entidade/Equipamento: Lavande- ria Comunitária Endereço: Rua Inhapim, nº. 278 – Bairro Senhora das Graças – Governador Valadares – MG -– CEP: 35.060-270 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: Lavagem de roupas para ter- ceiros para geração de renda. Nome da Entidade/Equipamento: Praça de Esportes Endereço: Rua Afonso Pena, nº. 2550 – Centro – Governador Valadares – MG – CEP: 35.010-000 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: esporte e lazer. Nome da Entidade/Equipamento: Esporte Clube Democrata Endereço: Rua Osvaldo Cruz, nº. 534 – Cen- tro – Governador Valadares – MG – CEP: 35.010-210 Tel.: (33) 3212-0955 Principais Serviços/Atendimento Prestado pela Entidade: atividades esportivas.
  • 82
  • FAVELA É ISSO AÍ Equipe: Coordenação executiva | Clarice de Assis Libânio Coordenação artística | César Maurício Alberto Assessoria de projetos | Mariana Theodorica Articulação comunitária | Edmar Pereira da Cruz Estagiários | Cristiano Silva, Paula Ferreira Granja e Arthur Senra Assessoria de imprensa | Noir Comunicação Contatos: Telefone: (31) 3282-3816 Endereço: Rua Henrique Passini, 155, Serra - Belo Horizonte – MG - CEP: 30220-380 E-mail: favelaeissoai@hotmail.com Site: www.favelaeissoai.com.br NÚCLEO CIDADE FUTURO - PONTO DE CULTURA BEABÁ AUDIOVISUAL Equipe: Presidente | Fernando Almeida Coordenadora Executiva | Ângela Alves Coordenador de Planejamento | James Allen Produtoras Culturais | Amanda Dumont / Luciana Dal Col Alves Assessora de Comunicação | Flávia Carvalho Estagiária de Comunicação | Ana Eliza Oliveira Coordenadora de Audiovisual | Rosemeire Sabino Editor | Aloízio Coelho Professor de História Regional | Ricardo Conrado Contatos: Telefone: (33) 3271-8228 Endereço: Rua Peçanha, 662, 8º andar - sala 819 Galeria Wilson Vaz – Centro – Gov. Valadares/MG CEP: 35.010-161 E-mail: cidadefuturo@hotmail.com Site: www.cidadefuturo.org.br EQUIPE DE PESQUISA Coordenação de pesquisa | Edmar Pereira da Cruz Supervisora de Pesquisa | Amanda Dumont Historiador | Juliano Almeida Nogueira Bolsistas das Comunidades: Áquila Daniely Fernandes Ramos Carolina Santos Ferreira Felipe Ferreira dos Santos Guilherme Vieira Soares Iana Kelle Ferreira de Bessa Janaína Maria da Silva Luiz Júnio Alves da Silva Ludmara Costa Coelho Natanel Mendes Costa Niverton Toso Quintão Patrick Junio Azevedo da Silva Suelen Maria dos Santos Tiago Da Penha Gomes Tatiane Rodrigues de Souza William Bastos Lagares PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO | OBJETO DE ARTE COMUNICAÇÃO & DESIGN | 31 3681-2945
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