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Histerectomia

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Histerectomia Presentation Transcript

  • 1. Qualidade de Vida Pós Histerectomia na Jovem
  • 2. ENFERMAGEM – 6º SEMESTRE - A
  • 3. Introdução
    O útero é um órgão associado à reprodução e vinculado à feminilidade e sexualidade, por isso sua remoção, pode interferir tanto na expressão da sexualidade feminina quanto na imagem corporal e na vida social.
  • 4. No Brasil por ano temos cerca de 300 mil mulheres que recebem a indicação de histerectomia e necessitam de cirurgia. No Sistema Único de Saúde (SUS), a histerectomia é considerada a segunda cirurgia mais realizada entre mulheres em idade reprodutiva, sendo superada apenas pela cesárea. (1)
  • 5. Objetivo
    O objetivo deste trabalho é compreender a influência da histerectomia na qualidade de vidas das mulheres jovens, ampliando assim a possibilidade de intervenções frente as situações de desajustes ao bem-estar físico, social e emocional destas mulheres.
  • 6. “O termo qualidade de vida segundo Hallert (1999) é o conjunto de características que definem o bem-estar e o funcionamento de uma pessoa, em um dado momento. A medição destas características deve abranger o âmbito físico, psicológico e social do individuo.” (2)
  • 7.
  • 8. Tipos de Histerectomia
  • 9. Indicações
    A histerectomia é indicada quando temos falha do tratamento clínico ou da ablação endometrial em pacientes com sangramento uterino anormal; miomas uterinos associados à dor ou com sangramento uterino anormal; úteros de volume até 500 cm3. (4)
  • 10. Rotura uterina
    Infecção uterina
    Neoplasias
    Doença trofoblástica
    Descolamento prematuro da placenta
    Dequitação patológica
    Atonia uterina pós-parto
    Inversão aguda o útero puerperal
  • 11. Formas de Realização da Histerectomia
    Via vaginal
    Via abdominal
  • 12. Formas de Realização da Histerectomia
    Histerectomia supra cervical laparoscópica (HSL)
    Histerectomia vaginal assistida laparoscopicamente (HVAL)
    Via abdominal
    Via vaginal
  • 13. Antes
    Depois
  • 14. Implicações no processo de Viver da Mulher
    Fisiológica
    Biológica
    Psicosocial(1)
  • 15. O processo terapêutico resolve um problema do órgão doente, mas pode trazer outras implicações
    Pré-operatório
    Pós-operatório (4)
  • 16. A sexualidade de modo geral e o ato sexual, interfere no processo de viver e na qualidade de vida. É necessário conhecer os valores e cultura que regem o comportamento sexual humano.
    Podem gerar efeitos :
    Negativos:
    Positivos (1)
  • 17. Efeitos importantes sobre a sexualidade para algumas mulheres
    Orgasmo intravaginal e clitoriano
    Diminuição da lubrificação vaginal
    Encurtamento do canal vaginal (1)
  • 18. Quanto ao desejo sexual
    Teoricamente a histerectomia não afetaria. Podem ocorrer na prática algumas lesões de vasos importantes que nutrem os ovários, diminuindo o desejo sexual após alteração hormonal. (1)
  • 19. Diagnóstico de enfermagem às Mulheres Histerectomizadas Jovens
    • Baixa auto-estima situacional
    • 20. Disfunção sexual
    • 21. Déficit de conhecimento (6)
  • Intervenções às mulheres Histerectomizadas Jovens
    Encorajar a paciente a expressar os sentimentos atuais sobre si, verbalizando seus desejos, opiniões, dúvidas e expectativas
    Estimular o retorno à atividade, orientar atividades inicialmente leve, com repouso e aumento da atividade física tolerada.
    Identificar necessidades nutricionais.
  • 22. Orientar sobre a Terapia de Reposição Hormonal (TRH).
    Orientar sobre a importância do acompanhamento ginecológico e coleta de Papanicolau.
    Trabalhar soluções aos problemas potenciais intercurso sexual.
    Orientar a paciente e seu parceiro a respeito das limitações impostas pela condição física atual da paciente.
  • 23. Conclusão
    Na oferta de uma melhor qualidade de vida podemos rever a nossa forma de cuidar, buscando valorizar a fala a escuta da mulher, de forma empática desde o momento que ela busca o serviço de saúde, pois a jovem histerectomizada traz consigo diversos problemas de viver sem o útero, podendo acarretar conflitos pessoais e conjugais.
    É importante esclarecer as dúvidas quanto ao processo biológico e fisiológico normal e as possíveis alterações após a cirurgia.
    Com isso podemos valorizar a consulta de enfermagem como um dos instrumentos pelo qual se realiza a promoção de uma melhor qualidade de vida à pacientes jovens histerectomizadas.
  • 24. Depoimentos
    Negativos
    Às vezes eu fico meio abatida. Sentida, porque realmente eu queria ter um filho, agora eu não posso,... A única coisa que eu posso dizer, eu não desejaria pra ninguém passar por uma cirurgia dessas, porque sempre te corta muitos sonhos que tu pensa em um dia realizar... (LSS, 34anos, s/f)
    Positivos
    a minha vida pessoal, sexual, também teve uma mudança muito grande, como eu te disse. Eu ficava até constrangida, porque meu marido é pescador, chegava em terra..., menstruada... Então, eu menstruava duas..., três vezes no mês, hoje não..., hoje já mudou, pra melhor..., eu não me sinto inútil, pelo contrário me sinto bem útil. (SNSS, 38 anos, c/f)
  • 25. Referência Bibliográfica
    Nunes MPRS, Gomes VLO, Padilha MI, Gomes GC, Fonseca AD. Representações de Mulheres acerca da histerectomia em seu processo de viver. Esc. Anna Nery Rev. Enferm 2009 jul-set; 13 (3): 574-581. Disponível em www.eean.ufrj.br/revista_enf/20093/artigo%2015.pdf acessado em 19 de setembro de 2010.
    Peña MTC. Histerectomia decorrente de complicações do parto em um grupo de mulheres mexicanas: uma visão sociocultural [tese de doutorado]. Ribeirão Preto (SP): Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto; 2004. Disponível em www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-28032005-013125 acessado em 19 de setembro de 2010.
  • 26. 3. Neme B. Obstetrícia Básica. 2 ed. São Paulo: Sarvier, 2000.
    4. Salimena AMO, Souza IEO. O sentido da sexualidade de mulheres submetidas à histerectomia: uma contribuição da enfermagem para a integralidade da assistência ginecológica. Esc. Anna Nery Rev. Enferm 2008 dez; 12 (4): 637-644. Disponível em www.bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?Isis Script=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=1nk&exprSearch=505971&indexSearch=ID. Acessado em 19 de setembro de 2010.
    5. Melo MCB, Barros EM. Histerectomia e simbolismo do útero: possíveis repercussões na sexualidade feminina. Rev. SBPH 2009 dez; 12 (2): 80-99
  • 27. 6. Doenges M.E., Moorhouse M.F., Geissler A.C. Planos de Cuidado de Enfermagem Orientações para o Cuidado Individualizado do Paciente. 5ª. Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.
    7. Instituto Nacional do Câncer e Secretaria de Estado da Saúde (Brasil).Coleta do Papanicolaou e Ensino do auto-exame da mama: Manual de procedimentos técnicos e administrativos. 2º Ed. São Paulo:Impresaoficial; 2004 p.36.
    8. Ralph S.S., Taylor C.M. Manual de Diagnóstico de Enfermagem. 6ª. Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.