Teoria musical

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Teoria musical

  1. 1. EDUCAÇÃO MUSICALProf. Responsável: Fátima Simões 2º Ciclo do Ensino Básico Teoria Musical 5º ano 1
  2. 2. EDUCAÇÃO MUSICALProf. Responsável: Fátima Simões 2º Ciclo do Ensino BásicoMúsica – combinação organizada do som e do silêncio. Há alguns milhares de anos, depois doaparecimento dos primeiros seres vivos, surgiu o Homem. Assim, o Homem começa, a pouco epouco, a juntar diferentes sons, articulando-os entre si e desenvolvendo a comunicação verbal. Apartir do momento em que o Homem associa à sua voz o som dos objectos, desenvolve-se umaoutra forma de comunicação e expressão, a qual, muitos anos mais tarde, se viria a chamar música.Entretanto, a música passou por um longo processo de evolução, o qual está intimamente ligado àevolução do próprio Homem.Som – resulta das vibrações provenientes de uma fonte sonora. O som é a sensação que o nossoouvido recebe quando é atingido pelas vibrações ou ondas sonoras produzidas pelas fontessonoras, isto é, por tudo aquilo que produz som. As ondas sonoras transmitem-se através do ar.Quando a vibração do ar é regular, o som tem características musicais, ou seja, é agradável aoouvido. Pelo contrário, quando essa vibração é irregular, o som é um ruído, tornando-se, portanto,desagradável ao ouvido.O som é medido em decibéis. O som mais baixo que a orelha humana percebe varia entre 10 e 15decibéis, o que equivale a um sussurro. O som mais alto está por volta de 90 decibéis. Mas, nessaaltura, o som já pode prejudicar a audição. Audição - Com a voz, a audição é um dos meios pelos quais conseguimos comunicar. A imagem representa a orelha externa, que inclui o canal auditivo. A sua função é captar o som e conduzi-lo ao tímpano As partes da orelha A orelha é o órgão responsável pela audição. Está dividida em três ossículos que amplificam o som captado pelo tímpano, impressionando os nervos auditivos, localizados na orelha interna.Timbre – propriedade do som que permite distinguir os sons provenientes de diferentes fontessonoras. Certamente já reparaste que a tua voz é diferente da voz dos teus colegas, que cadaobjecto tem um som próprio e que na Natureza há uma grande variedade de sons. Assim, mesmode olhos fechados, reconheces a voz dos teus amigos, o som de uma caneta a cair no chão, o somdo bater de uma porta, o ladrar de um cão, o som da chuva a cair...Fonte sonora – objecto que emite o som. Divide-se em quatro categorias: do meio ambiente (naturale humanizado), do corpo, da voz e dos instrumentos musicais.As fontes sonoras que convencionalmente são utilizadas em música são consideradas fontessonoras convencionais. Todas as outras designam-se por não convencionais. Sons humanizados – todos os sons que directa ou indirectamente são produzidos pelo serhumano damos o nome de sons humanizados, tais como o som produzido pelo trabalhar dosautomóveis, o tocar de uma campainha, o estalar dos dedos e os sons produzidos pela tua voz. Sons naturais – todos os sons que são produzidos pela Natureza, como é o caso da chuva,da trovoada ou do ruído do mar a bater nas rochas ou na areia. Sons do corpo humano – Os sons do corpo mais usados na música são quatro. Cada umdeles tem um sinal ou expressão que o identifica. Assim temos: 2
  3. 3. EDUCAÇÃO MUSICALProf. Responsável: Fátima Simões 2º Ciclo do Ensino Básico  D ou CLIC - É usado quando é necessário estalar os dedos, isto é, produzir estalidos.  M - Significa mãos e é usado normalmente quando se pretendem palmas.  P - Significa pernas e normalmente é usado para palmadas nas coxas.  Pé - Indica batimento dos pés.Muitas vezes, estes e outros sons produzidos com o corpo são usados para criar música,individualmente ou em grupo. No entanto, para que toda a gente pudesse interpretar essas músicas,foi necessário criar um código de símbolos para esses sons.  Com a boca - Assobios, estalidos com a língua, sons com os lábios...  Com o nariz - Os sons resultantes da inspiração e da expiração...  Com as mãos - Bater palmas. estalar os dedos...  Com os pés - Andar, bater com os pés no chão...  Com várias partes do corpo - Bater com as mãos nas pernas, nos braços... Sons da Voz – já deves ter reparado que usas a tua voz quase sempre que queres comunicar.Portanto, não há dúvida que a voz é um instrumento que tens sempre ao teu alcance e com a qualfazes muitas coisas: falar, gritar, cantar, suspirar, sussurrar...A voz varia de pessoa para pessoa, de acordo com o sexo, a idade, o estado de espírito e ascaracterísticas do aparelho vocal. O aparelho vocal é constituído por um conjunto de vários órgãose estruturas. São as características do aparelho vocal que determinam o timbre, a altura e aintensidade da voz de cada pessoa. Todos os sons são produzidos devido à vibração de um corpo. A voz humana funciona segundo os mesmos princípios: o som é produzido por meio da vibração de duas cordas vocais delgadas que se estendem através da laringe da nossa garganta. Essas cordas são postas em vibração pelo ar que vem dos pulmões. A altura do som produzido depende da tensão das cordas vocais.Por isso, quanto mais esticadas estiverem as cordas, mais elevada será a altura do som, e vice-versa. O som é reforçado nas cavidades da boca, nariz e cabeça, que funcionam como umaespécie de caixa de ressonância. A qualidade da voz depende da qualidade e flexibilidade dascordas vocais.Para além das cordas vocais, a boca, através do movimento da língua e dos lábios, desempenhatambém um papel no acto de comunicar. Na realidade, o ar faz vibrar as cordas vocais, estasemitem um som, o qual vai ser trabalhado com a língua e controlado pelos lábios. Cuidados a ter com a vozA mais antiga e natural origem do som, a partir da qual se pode, conscientemente, fazer música, é avoz humana. Esta é um bem muito precioso. Por isso, é necessário termos bastante cuidado na suautilização, de modo a não ficarmos roucos ou afónicos, isto é, sem voz.Entre esses cuidados há três que são fundamentais:  Não começar a emitir sons gritando.  Evitar alterar durante muito tempo o timbre natural da voz, ou seja, falar com uma voz diferente da nossa.  Não obrigar o aparelho respiratório a suportar grandes variações de temperatura, bebendo, por exemplo, líquidos muito frios ou muito quentes. 3
  4. 4. EDUCAÇÃO MUSICALProf. Responsável: Fátima Simões 2º Ciclo do Ensino BásicoAltura – propriedade do som que nos indica o seu registo.Registo do som – pode ser grave (grosso), médio ou agudo (fino).Duração – A duração do som é uma propriedade do som que nos permite distinguir sons curtos esons longos, medidos pelo número de pulsações que duram. No entanto, a música não é feita apenasde som; dela faz parte também o silêncio que pode variar também em relação à sua duração. Pararepresentarmos o som e o silêncio quanto à sua duração, utilizamos as figuras rítmicas.Existem sons que duram mais tempo do que outros, como, por exemplo, a sirene dos bombeiros, oalarme de um automóvel, o toque de uma campainha, etc. Por este motivo, podemos dizer que hádois tipos de sons: longos (demoram muito tempo a desaparecer) e curtos (demoram pouco tempoa desaparecer).Pulsação – batimento regular que se sente no ritmo mas não se ouve. Quando falamos depulsação, associamos imediatamente este termo ao bater regular do nosso coração, ou seja, ao seuritmo. Como sabes, a nossa pulsação não é sempre a mesma. De facto, quando estás em repousoo teu coração bate de uma determinada maneira, a que chamamos ritmo normal. Pelo contrário, sefizeres um esforço físico, por exemplo, se correres, a tua pulsação aumenta, pois o coração batemais depressa.Tal como sucede com o nosso corpo em que há uma relação entre o esforço que fazemos e o baterdo coração, também na música existe uma relação directa entre aquilo a que chamamos velocidadeda música e a sua pulsação que, embora regular, poderá ser mais rápida ou mais lenta.Ritmo – organização de sons e silêncios de diferentes durações (curtos e longos).Altura definida e indefinida – São instrumentos de altura definida todos aqueles que produzemmelodia, ou seja, notas musicais: Todos os outros, ou seja, todos aqueles que produzem apenasritmos, são considerados instrumentos de altura indefinida.Intensidade – propriedade do som que nos indica a sua força. Fortíssimo – intensidade muito forte do som, representada pelo símbolo ff. Pianíssimo – intensidade muito fraca do som, representada pelo símbolo pp. Crescendo – alteração gradual da intensidade de um som mais fraco para um som mais forte e representada pelos símbolos cresc. ou <. Diminuendo – alteração gradual da intensidade de um som mais forte para um som mais fraco e representada pelos símbolos dim. ou >.Flauta de Bisel - A flauta de bisel, também conhecida por flauta doce devido às suas característicassonoras, é um instrumento de sopro. Veio da Ásia e chegou à Europa na Idade Média. Sabe-seainda, que a flauta foi um dos primeiros instrumentos musicais a ser inventado pelo homem, nostempos da Pré-história. Nessa altura, a flauta era feita a partir de ossos de animais ou de canas.POSIÇÃO CORRECTAPara que possas vir a tocar bem flauta, deves em primeiro lugar manter as costas direitas e o queixolevantado para o ar circular melhor. A mão esquerda é colocada na parte superior da flauta e a direitana inferior. O dedo polegar da mão direita deve ser colocado na parte inferior da flauta, sensivelmenteao nível do quarto orifício. Este dedo tem a função de suportar o instrumento. Os dedos, pulsos ebraços não devem exercer qualquer tipo de tensão, para permitir que se movimentem livremente.Também os cotovelos devem cair naturalmente, sem estarem muito levantados. Por último, a flautanão deve ser demasiadamente introduzida nos lábios e estes não devem exercer demasiada pressão.Assim deves: 4
  5. 5. EDUCAÇÃO MUSICALProf. Responsável: Fátima Simões 2º Ciclo do Ensino Básico 1. Manter uma postura correcta, sem esforço ou tensões; 2. Soprar com delicadeza, respirando fundo e calmamente, trabalhando o sopro de ar como se pronunciasses as sílabas du ou tu; 3. Tapar totalmente os orifícios correspondentes às notas musicais que vais tocar; 4. Colocar as mãos e dedos de forma correcta, de acordo com a figura que se segue: indicador O O polegar Mão esquerda médio O anelar O indicador O médio O Mão direita anelar O mindinho OCUIDADOS A TER COM A FLAUTA DE BISELPara que a tua flauta se mantenha em bom estado é importante que tenhas alguns cuidadosespeciais: Depois de tocares, limpa com o limpador toda a humidade do interior da flauta; Guarda aflauta e todo o seu material no estojo; Mantém a flauta afastada de qualquer fonte de calor outemperaturas altas; A flauta é um objecto pessoal e por questões de higiene só tu deverás tocar nela;Coloca uma etiqueta com o teu nome, número e turma na flauta e no estojo.Instrumentos Orff – instrumentos que formam uma pequena orquestra conhecida pelo nome deInstrumental Orff ou Orquestra Orff. Este nome deve-se a Carl Orff, compositor alemão, nascido a10 de Julho de 1895 em Munique. Ele criou esta orquestra a pensar nas crianças e jovens de modoa facilitar a aprendizagem da Educação Musical. Os instrumentos que compõem esta orquestra sãoos seguintes: Flautas de bisel; Jogos de sinos: soprano e contralto; Xilofones: soprano, contralto ebaixo; Metalofones: soprano, contralto e baixo; Percussão: metais, madeiras e peles; Grandepercussão; Família das madeiras Idiofones Família dos metaisCATEGORIAS Membranofones Família das peles 5
  6. 6. EDUCAÇÃO MUSICALProf. Responsável: Fátima Simões 2º Ciclo do Ensino BásicoTEXTO RITMÍCOO Senhor Carl Orff, um dia inventou, um instrumental que Orff se chamou.Cada instrumento, há-de pertencer, a uma das famílias, que vou já dizer:Vês o instrumento? De que será feito?Se for de madeira, toca-o com jeito. E se for de pele, fura que nem papel.Se for de metal, não soa nada mal.REGRAS DE UTILIZAÇÃO DOS INSTRUMENTOS1. Respeita as indicações da tua professora;2. Mantém os instrumentos sempre limpos;3. Mantém os instrumentos longe de qualquer fonte de calor ou de humidade;4. Guarda os instrumentos no seu local e respeita os seus lugares;5. Toca nos instrumentos apenas com os acessórios próprios;6. Nos instrumentos de lâminas utiliza duas baquetas;7. Ao tocares mantém os braços e os pulsos relaxados;8. Os instrumentos devem ser tocados com suavidade;9. Não risques os instrumentos. 6
  7. 7. EDUCAÇÃO MUSICALProf. Responsável: Fátima Simões 2º Ciclo do Ensino Básico VIDA DE CARL ORFF Nasceu em 10 de Julho de 1895 em Munique, Alemanha. Morreu na mesma cidade em 29 de Março de 1982. Inventou um sistema de educação musical baseado na prática do canto e da percussão, que ainda hoje se ministra em jardins-de-infância e escolas primárias do mundo inteiro. A voz humana serviu como ponto de apoio em todas as suas composições, que apresentam estilo musical marcante, associando melodias infantis e rica harmonização em ritmos vigorosos e pulsantes, orquestrados com a extravagância de uma partitura cinematográfica. Usou textos em latim, grego clássico e francês medieval, além do alemão. Criador do instrumental Orff, baseou-se em instrumentos musicais usados pelos povos denominados primitivos para criar uma orquestra deinstrumentos de percussão que até hoje, pela sua facilidade de execução, incentivam à interpretaçãoe aprendizagem musical.Contraste e semelhança tímbrica – dá-se contraste quando são reproduzidos sons de materiaisdiferentes (ex: vidro e madeira) e dá-se semelhança quando são reproduzidos sons de materiaissemelhantes (ex: bater na porta e bater na carteira). Pauta musical – conjunto de 5 linhas e 4 espaços que se contam de baixo para cima e onde se registam as notas musicais. Clave de sol – símbolo que dá o nome às notas musicais, fixando a nota sol na 2ª linha.Linhas e espaços suplementares superiores e inferiores – Nem sempre as linhas e espaços dapauta são suficientes para todas as notas necessárias. Para ultrapassar este problema utilizam-sepequenas linhas, denominadas linhas suplementares. Estas linhas escrevem-se por cima ou porbaixo da pauta musical, tomando respectivamente o nome de linhas suplementares superiores einferiores. As linhas suplementares originam também espaços suplementares. As linhas e osespaços suplementares superiores contam-se de baixo para cima. Pelo contrário, as linhas e osespaços suplementares inferiores contam-se de cima para baixo.Notas musicais – símbolos que representam a altura do som. São sete: dó, ré, mi, fá, sol, lá e si.Escala – Uma escala é um conjunto de notas, ordenadas de forma ascendente ou descendente,partindo de qualquer uma das notas até à sua oitava. O termo escala vem do latim scala que significaescada. Escala diatónica de Dó maior (Dó M) – A escala que serve de base a toda a música europeia é a escala diatónica, sendo a mais conhecida a escala diatónica de Dó maior (Dó M). Esta escala é formada por sete notas: dó, ré, mi, fá, sol, lá e si. Escala pentatónica - A escala pentatónica é formada por cinco notas organizadas, nos sentidos ascendente e descendente: dó, ré mi, sol e lá. Elementos repetitivos - No dia-a-dia observamos váriassituações que nos chamam a atenção. Certamente já te aconteceu entrares numa loja e veres numaprateleira diversos objectos todos iguais entre si. Também quando comunicamos através dalinguagem verbal, é normal repetirmos algumas expressões que consideramos mais importantes parareforçar a mensagem que queremos transmitir.Na linguagem musical também aparecem elementos que se repetem. Na realidade, numa peça demúsica é frequente encontrarmos elementos que surgem várias vezes, ou seja, pequenas partes da 7
  8. 8. EDUCAÇÃO MUSICALProf. Responsável: Fátima Simões 2º Ciclo do Ensino Básicomúsica ou da letra que são repetidas. Para além destes dois aspectos também é normal encontraresem peças musicais indicações para outros instrumentos voltarem a tocar uma parte dessa música. Atodos estes elementos que se repetem na linguagem musical damos o nome de elementosrepetitivos.Figuras rítmicas – constituídas pelas figuras musicais que representam a duração do som e pelaspausas que representam a duração do silêncio. FIGURAS MUSICAIS PAUSAS NOME DURAÇÃO símbolo vocábulo símbolo vocábulo táá mínima 2 tempos pausa tá semínima 1 tempo sch ti colcheia 0,5 tempo s Barra dupla – dois traços verticais que aparecem no final das peças musicais, sendo o primeiro mais fino e o segundo mais grosso. Sinal de repetição – dois traços verticais acompanhados por dois pontos que indicam a repetição de uma determinada parte da peça musical.Andamento - Quando a pulsação de uma música é regular, pode originar os andamentos presto(rápido), moderato (moderado) ou adágio (lento). Assim:  Se o espaço de tempo entre as pulsações é pequeno temos o PRESTO | | | |  Se o espaço de tempo entre as pulsações é médio temos o MODERATO | | | |  Se o espaço de tempo entre as pulsações é grande temos o ADAGIO | | | |Mas a velocidade pode-se alterar na mesma música. Assim, quando há um aumento gradual develocidade temos um accelerando (apressar) e quando há uma diminuição gradual temos umritardando (atrasar).O metrónomo foi inventado em 1816 por um austríaco. Este aparelho é constituído por um pênduloque pode oscilar a uma velocidade variável, que vai das 40 às 208 oscilações por minuto. Ometrónomo é muito útil quando queremos tocar uma peça musical num determinado andamento.Actualmente já existe um outro tipo de metrónomo, o metrónomo electrónico. Neste aparelho opêndulo aparece substituído por um sinal sonoro. Por sua vez, o andamento aparece num visordigital.Linhas sonoras - Quando ouves uma peça musical, facilmente verificas que o som nem sempre estána mesma altura, dando muitas vezes a ideia de subir e de descer, ou seja, de passar de sons maisgraves para sons mais agudos e vice-versa. Assim, a música pode dar a ideia de uma linha de som,ou seja, de uma linha sonora.As linhas sonoras podem ser: ascendente - Quando a melodia vai de sons mais graves para sons mais agudos. descendente - Quando a melodia vai de sons mais agudos para sons mais graves. continua - Quando a melodia tem sons todos no mesmo registo, sem paragem. descontinua - Quando a melodia tem sons no mesmo registo, com paragens. ondulatórias – Quando a melodia serpenteia. 8
  9. 9. EDUCAÇÃO MUSICALProf. Responsável: Fátima Simões 2º Ciclo do Ensino BásicoTimbreMistura tímbrica – Quando misturamos, nas devidas quantidades, farinha, açúcar, manteiga, ovos …teremos, após alguns minutos no forno, um saboroso bolo. Já não será possível distinguir osdiferentes ingredientes. Quando misturamos vários sons, por vezes, obtemos um outro som,resultante dessa mistura. Nem sempre é fácil distinguir os diferentes ingredientes. Assim, quandoouves um grupo de instrumentistas a tocar, ou um grupo a cantar, que se fundem de maneira aparecer um instrumento só, tens a mistura tímbrica.Combinação tímbrica – Resulta da mistura de diferentes instrumentos musicais. A combinação oufusão de diferentes timbres permite enriquecer o ambiente sonoro. Por exemplo, a combinação detimbres de uma banda rock implica a utilização de guitarras eléctricas, baixo, bateria, teclado e voz.Dinâmica – encadeamento de diferentes intensidades ao longo de uma música. Forte – intensidade forte do som, representada pelo símbolo f. Mezzo Forte – intensidade meio forte do som, representada pelo símbolo mf. Piano – intensidade fraca do som, representada pelo símbolo p.AlturaEscalas modais – Como aprendeste a música antiga está dividida em música profana e religiosa. Éescrita sobre um sistema especial de escalas, às quais se dá o nome de modos. A cada modo eraassociado um comportamento:  Modo Dórico: Heróico (escala de ré)  Modo Frígio: Entusiástico (escala de mi)  Modo Lídio: Estranho (escala de fá)  Modo Mixolídio: Majestoso (escala de sol)  Modo Eólico: Poético (escala de lá)RitmoPadrão rítmico – Ritmo que se repete ao longo da música.Ligadura de prolongação – espécie de arco que serve para ligar duas notas com a mesma altura,somando os tempos destas.Ponto de aumentação – coloca-se à direita de uma figura rítmica, indicando que o valor destaaumenta em metade do seu valor. 9
  10. 10. EDUCAÇÃO MUSICALProf. Responsável: Fátima Simões 2º Ciclo do Ensino Básico FIGURAS MUSICAIS PAUSAS NOME DURAÇÃO símbolo vocábulo símbolo vocábulo táááá semibreve 4 tempos grande pausa Mínima tááá 3 tempos pontuada Compassos – todos os textos escritos são divididos em várias partes: palavras, frases e parágrafos. Esta organização é fundamental para que a mensagem do texto possa ser facilmente percebida. Esta organização tem também como objectivo facilitar aleitura e a interpretação da música. Na realidade todas as peças musicais que cantas ou tocasestão divididas em partes iguais: os compassos. Os compassos não são todos iguais. De facto elespodem representar tempos diferentes, os quais têm directamente a ver com o seu nome: compassobinário, compasso ternário e compasso quaternário Compasso Binário –A sua representação gráfica é feita através de dois números que se sobrepõem: o 2 e o 4 e indica-nos que cada compasso tem dois tempos. Estes dois tempos não têm a mesma acentuação, sendo o primeiro um tempo forte, isto é, mais marcado, o segundo um tempo fraco, ou seja, menos marcado. Compasso Ternário – este compasso tem três tempos e por isso é marcado em três movimentos. Ele é formado por um tempo forte, o primeiro, e por outros dois tempos mais fracos. A sua representação gráfica é feita através de dois números que se sobrepõem: o 3 e o 4 e indica-nos que cada compasso tem três tempos. Compasso Quaternário – este compasso tem quatro tempos e por isso é marcado em quatro movimentos. O primeiro tempo é forte, o segundo é fraco, o terceiro é meio-forte e o quarto é fraco. A sua representação gráfica é feita através de dois números que se sobrepõem: o 4 e o 4 e indica-nos que cada compasso tem quatro tempos.FormaOstinato - Repetição insistente de um elemento musical rítmico (ostinato rítmico) ou melódico(ostinato melódico).Imitação – A imitação é, tal como o seu nome indica, a repetição de uma frase melódica e/ou rítmica,quer através da voz, quer através dos instrumentos musicais, ou de ambas simultaneamente.Cânone – O cânone acontece quando duas ou mais pessoas cantam ou tocam a mesma canção ouritmo mas de uma forma desencontrada, ou seja, começando em momentos diferentes. 10

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