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Memorial - Flávia
 

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    Memorial - Flávia Memorial - Flávia Presentation Transcript

    • MEMORIAL Flávia Camilo de São José
    • Memorial
      • Em 1988, com 4 anos de idade, iniciei minha vida estudantil, na Escola Estadual Nossa Senhora do Rosário, hoje, Centro Municipal de Educação Nossa Senhora do Rosário, sob os olhos atentos dos meus pais, que desejavam que eu fosse bem sucedida em minha vida escolar. Desde o início destacavam a importância da escola na vida de qualquer pessoa. Tudo era novo, alegre, diferente. Não houve choro, nem preguiça para acordar cedo e estudar.
      • No Centro Municipal de Educação Nossa Senhora do Rosário, estudei do maternal até o terceiro ano do segundo grau.
      • Na 4ª série, participei do primeiro projeto intitulado “Escritores da escola”, fato muito marcante em minha vida, já que a minha história dentre as demais fora escolhida e encenada pela turma no Poliesportivo da cidade. Desde então, tudo relacionado a livros começou a me interessar muito.
      • Mais interessante ainda, foi o fato de que produzi dois livros, o escolhido foi levado pela orientadora Maria Eunice Ribeiro para ser apresentado às outras escolas, pre-ocupada, pensando que o meu livro estivesse perdido, tratei de produzir o segundo livro ime-diatamente .
      • Alguns livros que não saíram da memória:
      • Angélica;
      • O menino do dedo verde;
      • Meu pé de laranja lima;
      • A árvore que dava dinheiro;
      • Zezinho dono da porquinha preta;
      • E muitos outros da coleção vaga-lume. Os livros me divertiam e era motivo para que meus irmãos mais novos julgarem engraçado, pois, me viam rir, fazer cara de pavor, ou de pena enquanto passava horas sozinha lendo. Eles não entendiam como eu conseguia ficar parada tanto tempo e até hoje infelizmente não gostam de ler, muito diferente de mim, que mesmo sem incentivo sempre frequentava a biblioteca da escola voluntariamente, com a intenção de escolher um livro que me faria companhia por horas e horas.
      • De 5ª. A 8ª. Série, não tive problemas relacionados à leitura ou escrita, já que realmente tinha facilidade em apreender o conteúdo. Tanto em inglês quanto em português. Mas foi no segundo grau que me apaixonei por Oração Subordinada , oração coordenada e afins. Quando ouvia as classificações pela primeira vez, sinceramente achava lindo! Decidi naquele momento que queria estudar gramática, entender tudo relacionado à língua.
      • Ainda no segundo grau, com a Marillac, professora de Língua Portuguesa, fiquei totalmente encantada com as aulas de literatura que no final do ano, culminava em um sarau. O curso de Letras que eu havia escolhido foi menosprezado pela maioria das pessoas, exceto por meus pais. A orientadora da escola, sugeriu que eu fizesse psicologia, mas eu sabia que meus pais não teriam possibilidade de manter o curso, pensando nisso, continuei alimentando meu desejo de conhecer o máximo possível sobre a língua. E, algo que me deixava realmente mais empolgada, era o fato de estudar Língua Portuguesa e Língua Inglesa e nada mais me atraía tanto quanto ser professora.
      • Ilusão? Não sei, só sei que ser for, ainda não acordei e não pretendo acordar tão cedo.
      • No Ensino Médio nenhuma leitura me marcou tanto, quanto Senhora, Lucíola e Iracema.
      • Inicialmente julgava chato e difícil o vocabulário rebuscado dos clássicos da literatura, isso deixava-me completamente atordoada quando não entendia absolutamente nada das passagens em que eu desconhecia o significado de um grande número de palavras. Com o passar do tempo fui habituando-me ao universo da literatura, mudando o conceito de chato e difícil para incrível e muito bem elaborado. Tudo isso com a ajuda da professora Marillac e também do Agnaldo, professor de história que sempre que possível fazia incríveis análises do contexto histórico presente nos livros que a Marillac indicava.
      • Na faculdade, tudo me deixava em estado de êxtase, tudo foi muito difícil, desde a superação do medo de falar em público até a obtenção do diploma, conseguido com dedicação e perseverança.
      • Muitas vezes fui considerada uma pessoa fria, pois eu não estabelecia nenhum vínculo afetivo com nenhum professor, levava tudo muito a sério, entendia que se eu estava pagando o curso, uma conversa banal estava tomando lugar de conhecimento científico. Essa visão deturpada aos poucos foi dissipando-se principalmente durante as aulas de filosofia e sociologia, que aos poucos me libertei dessa visão dura da vida e consegui olhar com bons olhos momentos de descontração que também fazem parte do processo de aprendizagem.
      • No ensino Superior, me apaixonei por José Saramago, Carlos Drummond de Andrade e Fernando Pessoa, desde então não os pretendo abandonar jamais. Para momentos subjetivos sempre havia Pablo Neruda ou Mário Quintana. E o que dizer para os momentos de ira ou insanidade? Nada melhor que Bocage e assim por diante.
      • Em cada momento da vida encontramos um autor que sensivelmente descreve o que sentimos em linhas que nos liberta, conforta e reanima para ver a vida com olhos de poeta e perceber que nem tudo está perdido, e mesmo que estiver, é só virar a página e descobrir o que mais a vida nos reserva.
      • “ Ser leitor é ser uma raça diferente dentro da raça humana, não melhor, não mais inteligente, apenas feliz e satisfeita de uma maneira divinamente diferente.” Daniel Pennac
      • Hoje leio por prazer, pelo simples fato de encontrar na leitura uma forma para adquirir conhecimento, abrandar a alma com palavras que têm o poder de aliviar o pensamento criativamente.
      • Flávia Camilo de São José.
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