2 Percep2

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2 Percep2

  1. 1. <ul><li>Os poucos que crêem que as princesas existem, escutam seus passos pelo bosque, seus contos, seus anseios. E embora o caminho desde o castelo e até o castelo possa estar cheio de dificuldades, vale a pena percorrê-lo. </li></ul><ul><li>Foi uma princesa que me disse. </li></ul><ul><li>  (Arias in Jerusalinsky) </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  2. 2. Cérebro Sensação Percepção
  3. 3. Cérebro
  4. 4. Com cerca de 100 bilhões de neurônios e 1,3 Kg de peso, o cérebro é o órgão mais complexo do corpo humano. A imagem de ressonância magnética funcional (MRI) ou a tomografia por emissão de pósitrons tem aberto novas perspectivas de compreensão do mesmo.
  5. 7. As células glia são, como os neurônios, de vários tipos: Temos as células de Schwam, astrocitos, etc.
  6. 10. Cérebro ou Cérebros? <ul><li>Teoria Modular </li></ul><ul><li>Korbinian Brodman (1909): divisão do cérebro em 52 áreas distintas. </li></ul>
  7. 12. Cortex Motor: Terço posterior do lobo frontal. Movimentos mais complexos. Responsável por mandar executar os movimentos planejados. Córtex Auditivo: Discrimina o som.
  8. 13. Área de Broca: Localiza-se no giro temporal inferior do hemisfério esquerdo. Responsável pela programação da atividade motora relacionada com a expressão da linguagem. Lesões nesta área podem causar afasias (déficit na expressão da linguagem).
  9. 14. Área de Wernicke: Localiza-se entre os lobos temporal e parietal do hemisfério esquerdo. Relaciona-se com a percepção da linguagem. de compreensão da linguagem. Lesões nesta área podem causar afasias (deficit na compreensão da palavra). .
  10. 15. O Telencéfalo é a porção mais superior e mais desenvolvida do Sistema Nervoso Central. Consiste em dois hemisférios cerebrais (direito e esquerdo) que juntamente com o Diencéfalo formam o cérebro.
  11. 16. O telencéfalo é dividido em sulcos e fissuras. Apresenta cinco lobos: Temporal (2) - Audição, Olfação e memória. Parietal – dor, tato, pressão, temperatura, sensibilidade visceral.. Occipital- Visão.
  12. 17. Frontal – Planejamento motor, execução de movimentos voluntários. Da Ínsula – Funções Viscerais.
  13. 18. A anatomia do cérebro e a representação transversal do hipocampo mostrada na figura, apresenta algumas das regiões envolvidas no sonho.
  14. 19. A tarefa do cérebro é representar outras coisas. Estudos feitos com macacos mostram notável fidelidade entre uma forma vista (a) e a forma do padrão de atividade neural (b) em um dos estratos do córtex visual primário.
  15. 20. Estudos com macacos mostram que muitos neurônios nas áreas corticais mais elevadas reagem , apenas, à figura atual “percebida”. Em Mercado de Escravos com Busto de Voltaire Desaparecendo (1940) a cabeça de Voltaire pode ser vista a distância, mas se transforma em figuras de três pessoas se visto de perto.
  16. 22. Processos cerebrais são localizados? <ul><li>Experiências de Lashley: </li></ul><ul><li>Córtex de animais </li></ul><ul><li>Wilder Penfield </li></ul><ul><li>Estimulação de neurônios </li></ul>
  17. 23. Modelo Holográfico <ul><li>Karl Pribham </li></ul><ul><li>Pribham e David Bohm: início integração entre Física e Biologia. </li></ul>
  18. 25. <ul><li>“ Enquanto nosso cérebro for um mistério, o Universo, reflexo da estrutura do cérebro, também será um mistério”. (Santiago Ramón y Cajal) </li></ul>
  19. 26. CÉREBRO UNO Gordon Stokes Daniel Whiteside
  20. 27. INTEGRAÇÃO No nascimento nenhum dos dois hemisférios é dominante .
  21. 28. Infância: Sistema Complexo Sincroniza Integra harmonia coordenação Memórias em duplicata (corpo caloso) H.D. H.E.
  22. 29. Quando aprendemos a FALAR, ESCREVER E LER, um hemisfério assume a Dominância. ÁREA DE INTEGRAÇÃO COMUM
  23. 30. A AIC se estabelece Bem /Mal Consciência comparativa : Devo /Não devo Recompensa /Castigo
  24. 31. Linguagem Define/Limita Enfatiza a Experiência sensorial - negando a multidimensional Pensamento Consciente Associativo
  25. 32. PCA Parte mais moderna do cérebro na escala evolutiva
  26. 33. Ligado à memória de curto prazo É O AQUI E AGORA Parte mais longínqua do sistema nervoso É A EXPERIÊNCIA COMO ELA É AUTODIREÇÃO OPÇÕES PODER
  27. 34. TENSÃO EMOCIONAL Sensação da Emoção Intensidade da Emoção Impacto da experiência Memória da Emoção AIC + - sobrevivência
  28. 36. temporal Processamento visual Processamento somestésico occipital parietal Analítico Tálamo
  29. 37. Um ambiente rico de estímulos gera mais sinapses, mais células glia (hipótese) e mais neurônios (?)
  30. 38. Estímulos ambíguos como esse quadro de Salvador Dali, chamado Velhice, Adolescência, Infância (As Três Idades), ajudam cientistas que empregam a percepção visual a estudar o fenômeno da consciência.
  31. 39. STRESS ?
  32. 41. O cérebro e o Sistema Imunológico podem tanto estimular (setas vermelhas) como inibir (setas azuis) um ao outro. A relação hipotálamo, hipófise e supra-renais (eixo HPA, é uma componente central na resposta neuroendócrina do cérebro ao estresse. O hipotálamo, quando estimulado, segrega o hormônio liberador da corticotropina (CRH)
  33. 43. CÉREBRO DIVIDIDO
  34. 44. Sperry: funções diferenciadas dos hemisférios cerebrais, o que lhe valeu o Prêmio Nobel.
  35. 45. Roger Sperry - Gazzaniga - Jerre Levy Estudos - desconectando o canal de comunicação - corpo caloso Descobriram que os pacientes se comportavam como se tivessem dois cérebros separados cada um isolado do outro e capaz de aprender e reter lembranças
  36. 46. DUALIDADE CEREBRAL H.D. H.E. Lógico Analítico Formal Enfoque Especifico Linear Ling. Verbal Conceitual Intuitivo/Criativo Informal Enfoque Global Espacial Ling: Imagem/Cor/Símbolos Musical/Ritmo Sensitivo
  37. 47. COMPORTAMENTO DO CÉREBRO L.D. do cérebro L.E. do corpo L.E. do cérebro L.D. do corpo controla
  38. 48. O controle para: os músculos visão audição olfato tato (estereognose) é cruzado
  39. 49. E essa questão da lateralidade?
  40. 52. A CAPACIDADE DE SINTETIZAR informações entre hemisférios é perdida após a cirurgia de secção do cérebro. Apresentamos ao hemisfério de um paciente um cartão com a palavra &quot;arco&quot; e ao outro, a palavra &quot;flecha&quot;. Como o paciente desenhou um arco e flecha, assumimos que os dois hemisférios ainda fossem capazes de se comunicar entre si e que tivessem integrado as palavras em uma composição que fazia sentido.
  41. 53. Um hemisfério desenhou o que havia visto, e o outro desenhou a palavra. No caso do arco e da flecha, a superposição das duas imagens nos levou a conclusões errôneas, pois a imagem parecia integrada .
  42. 55. O teste seguinte provou que estávamos enganados. Apresentamos a palavra &quot;céu&quot; para um dos hemisférios e a palavra &quot;arranha&quot; (scraper, em inglês, também significa raspadeira) para o outro.
  43. 56. A imagem resultante revelou que o paciente não sintetizava as informações: desenhou um céu em cima de uma raspadeira dentada, em vez de um arranha-céu (skyscraper).
  44. 57. Finalmente, realizamos testes para descobrir se cada hemisfério seria capaz de, sozinho, integrar palavras. Apresentamos a palavra &quot;fogo&quot; (fire) e depois a palavra &quot;arma&quot; (arm = braço) ao hemisfério direito.
  45. 59. A mão esquerda desenhou um rifle (arma de fogo = firearm ) e não um braço em chamas, deixando claro que cada hemisfério é capaz de realizar sínteses. -M.S.G.
  46. 60. No entanto ...
  47. 62. Muitos Cérebros
  48. 63. Tipologia da dominância cerebral - Hermann A D B C Direito Superior Esquerdo Superior Esquerdo Inferior Direito Inferior QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO
  49. 64. C Em geral: Emocional, interpessoal, baseado em sentimentos, cinestésico, intuitivo, humanista No processo criativo: Mais voltados a iluminação No Trabalho: Reconhece dificuldades interpessoais, antecipa como os outros irão de sentir, relaciona-se de forma empática, gerador de entusiasmo, persuasivo, ensina, concilia, entende elementos emocionais, considera valores B Em geral: Planejado, organizado, detalhado, seqüencial, conservador, tradicional No processo criativo: Mais voltados a verificação de idéias No Trabalho: Percebe defeitos desapercebidos, aborda problemas de forma prática, mantém-se firme em suas questões, padrão de consistência, liderança e supervisão estáveis, implementa seus projetos nos prazos, mantém registros financeiros D Em geral: Holístico, sintetizador, integrador, tomador de risco, visão de futuro, experimental No processo criativo: Mais voltados à incubação de idéias No Trabalho: Antecipa mudanças futuras, reconhece possibilidades, tolera ambigüidades, integra conceitos e idéias, modifica ou desafia políticas estabelecidas, sintetiza elementos díspares em um todo, resolve problemas de modo intuitivo A Em geral: Lógico, analítico, quantitativo, baseado em fatos, abstrato, técnico No processo criativo: Mais voltados a preparação de dados e informações No Trabalho: Coleta dados, analisa questões, resolve problemas com lógica, argumenta racionalmente, mede com precisão, entende elementos técnicos, calcula.
  50. 65. Ned Herrmann - The creative brain Quadralidade cerebral Analisa quantifica é lógico crítico gosta de números realista sabe como as coisas funcionam RACIONAL SALVAGUARDADOR EXPERIMENTAL SENSITIVO é sensível com os outros fala bastante/expressivo é emocional gosta de ensinar toca as pessoas sente adota ação preventiva estabelece procedimentos faz as coisas confiável organiz a esmerado pontual planeja Brinca é curioso especula arrisca-se é impetuoso gosta de surpresas quebra regras imagina
  51. 66. Tente girar o pé direito no sentido horário e escrever um 6 no ar com a mão direita
  52. 67. Neurônios
  53. 68. <ul><li>Neuro-transmissores; </li></ul><ul><li>Neuro-hormônios que, transportados pelo sangue ou pelo líquido extra celular podem afetar uma outra célula próxima ou afastada; </li></ul><ul><li>Neuro-moduladores que são substâncias neuro ativas que não agem por via sináptica. </li></ul>
  54. 69. Mente “ Ao fazer uma autópsia, quantas memórias, sentimentos e emoções um médico descobre?” Bacon & O’Donnell (1999)
  55. 70. <ul><li>“ A mente é um sistema de órgãos de computação, desenhado, por seleção natural, para resolver os tipos de problemas que nossos ancestrais encaravam nas suas maneiras de viver.” Pinker (1998) </li></ul>
  56. 72. COMO O CÉREBRO CRIA A MENTE (Por Antônio R. Damasio)
  57. 73. Quais são os principais problemas para fundamentar através de bases biológicas a MENTE?
  58. 74. Corpo e Cérebro (público, externo, objetivo) X Mente (privada, interna e subjetiva)
  59. 75. <ul><li>Exames sofisticados sobre a atividades neurais (“matéria-viva”) revelam: </li></ul><ul><li>Correlatos de estados mentais. </li></ul><ul><li>Mas não revelam : </li></ul><ul><li>O estado mental efetivo. </li></ul>
  60. 76. <ul><li>Primeira dificuldade: </li></ul><ul><li>A atual descrição dos fenômenos neurobiológicos é bastante incompleta. </li></ul><ul><li>A contribuição da física quântica é pouco explorada. </li></ul>
  61. 77. <ul><li>Segunda dificuldade: </li></ul><ul><li>Abismo existente entre: </li></ul><ul><li>Ciência Cognitiva X Ciência Neural </li></ul><ul><li>A neurobiologia poderia tranpor esse abismo? </li></ul>
  62. 78. <ul><li>Terceira dificuldade: </li></ul><ul><li>Conflito entre: </li></ul><ul><li>Observador X Observado </li></ul><ul><li>Ou seja, ambos são a mente, e portanto, o intelecto humano seria incapaz de estudar a si mesmo. </li></ul>
  63. 79. <ul><li>Para Damasio, cérebro e mente não são uma coisa só, portanto o cérebro poderia criar instrumentos para o estudo da mente. </li></ul>
  64. 80. Para solucionar o enigma da mente, é preciso dividi-lo em duas partes: “ Filme do Cérebro” X “ EU ou Self”
  65. 81. “ Filme do Cérebro”: Composição unificada de todas as imagens sensoriais (visuais, auditivas, tácteis, olfativas e outras) “ Eu ou Self”: Senso de posse e seleção do “Filme do Cérebro”
  66. 82. Razões para Otimismo
  67. 83. <ul><li>Exames atuais (PET e o fMRI) conseguem comprovar o “filme do cérebro”. </li></ul>
  68. 84. <ul><li>Como? </li></ul><ul><li>Através da análise de um estado mental pela atividade de um ou um grupo de neurônios. Exemplo: percepção de cor, curva... </li></ul>
  69. 85. <ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><li>Cada tipo de aprendizado tem um sistema específico: </li></ul>Caract. pessoas, lugares, fatos, etc. Hipocampo Habilidades Gânglios Basais Aprendizado Parte do Cérebro
  70. 86. <ul><li>Depois do aprendizado, a memória de longo prazo armazena as fatos nos córtices (vastos espaços cerebrais) </li></ul><ul><li>Para que haja a gravação dos fatos, depende do comportamento das sinapses (contatos entre neurônios) </li></ul>
  71. 87. Portanto, as novas técnicas permitem uma relação mais complexa e precisa entre: Estado Mental X Estado Cerebral
  72. 88. Função do Cérebro: “ Cartógrafo da geografia de um organismo”
  73. 89. Ou seja, Possui meios naturais de representar a estrutura e o estado de todo o organismo.
  74. 90. Para Damasio, O cérebro utiliza estruturas planejadas para mapear tanto o organismo como os objetos exteriores, afim de criar uma nova representação, de segunda ordem.
  75. 91. <ul><li>A representação de segunda ordem não é uma abstração. </li></ul><ul><li>Ela ocorre nas estruturas neurais. </li></ul>
  76. 92. Com isso, O cérebro apresenta a informação de que o organismo é o dono do processo mental.... ... O senso de “eu” é criado!
  77. 93. Na perspectiva evolucionista, A evolução do “eu” recompensa a percepção: vantagem de sobrevivência. Exemplo: dor causada pelo objeto  o “eu” evita o objeto no futuro.
  78. 94. <ul><li>Processos cerebrais objetivos costuram subjetividades. </li></ul><ul><li>Para Damasio, </li></ul><ul><li>o senso do “eu” é considerado mais um estado físico, um sentimento. </li></ul>
  79. 95. <ul><li>Previsão de Damasio: </li></ul><ul><li>Até 2050, a biologia terá eliminado as separações tradicionais entre: </li></ul><ul><li>Corpo / cérebro </li></ul><ul><li>Corpo / mente </li></ul><ul><li>Cérebro / mente </li></ul>
  80. 96. Segundo Antonio Damasio espetáculos mentais multimídia ocorrem constantemente enquanto o cérebro processa acontecimentos sensoriais externos e internos. A resposta à pergunta sobre quem vivencia o espetáculo mental leva ao senso de “eu”.
  81. 97. Sensação
  82. 98. O organismo humano dispõe de cerca de um bilhão de receptores. De cada órgão dos sentidos se originam seqüências de impulsos que passam por vários milhões de condutos nervosos em direção ao sistema nervoso central .
  83. 99. A idéia de que temos apenas 5 formas de perceber o mundo foi formulada no século 4 a.C. por Aristóteles
  84. 100. OS SENTIDOS
  85. 101. A ciência, hoje, já percebeu que temos mais de 20 sentidos e que estes são bastante maleávbeis, complexos e interessantes.
  86. 102. Platão falava em um Mundo das Idéias e um Mundo dos Fenômenos Segundo Popper, teríamos 3 mundos Temos o Mundo Exterior e Mundo Interno de nossos sonhos Quando falamos em sentidos, nos referimos a que mundos?
  87. 103. Sensação ou Percepção? <ul><li>“ Reconhecer-se em um lugar, uma música, uma sensação é mais do que reencontrar essa sensação: é reencontrar nela o nosso próprio ser” </li></ul><ul><li>(Georges Poulet - La Dialetique d´Être) </li></ul>
  88. 104. O sentido encarregado de informar o que faz parte de nosso corpo é a propriocepção.
  89. 105. Christina, aos 27 anos, perdeu a propriocepção depois de receber antibióticos. Precisava ver as pernas e as mãos para andar ou pegar um objeto. Falar se tornou muito difícil. O Homem que confundiu sua mulher com um Chapéu (Oliver Sacks)
  90. 106. X Mais de 2 mil tipos de receptores X X OLFATO X X X AUDIÇÃO X Azul X Verde X Vermelho X Cor X X Luz X VISÃO 3 2 1 SENTIDOS
  91. 107. X Pressão X Toque leve X X TATO X Unami (sabor de carne) X X Azedo X X Amargo X X Salgado X X Doce X PALADAR 3 2 1 SENTIDOS
  92. 108. X Alongamento (fibras musculares) X Alongamento muscular (tendões de Golgi) X Cinestesia (movimento das articulações) X X Propriocepção X Aceleração linear X Aceleração em rotação X X Equilíbrio X PERCEPÇÃO MECÂNICA X Visceral X Somática X Cutânea X X DOR 3 2 1 SENTIDOS
  93. 109. PERCEPÇÕES INTERNAS X X Pressão sanguínea X Pressão Arterial X Pressão Venal X Temperatura do sangue na cabeça X X Oxigenação do sangue X X Ph do fluido cérebro-espinhal X X Pressão Osmótica (sede) X X Diferencial no nível de glicose no sangue arterial (fome) X X Volume de ar nos pulmões X Pressão na Bexiga X Estômago cheio 3 2 1 SENTIDOS
  94. 110. <ul><li>TOTAL </li></ul><ul><li>TEORIA CONSERVADORA 10 </li></ul><ul><li>TEORIA MODERADA 21 </li></ul><ul><li>TEORIA RADICAL 33 </li></ul>X X Frio X X Calor X TEMPERATURA 3 2 1 SENTIDOS
  95. 111. Temos outros sentidos Equilíbrio Propriocepção Exterocepção ???
  96. 112. SENSAÇÃO E PERCEPÇÃO <ul><li>Sensação - simplesmente revela ou transporta informação </li></ul><ul><li>Percepção - é a interpretação da informação </li></ul><ul><li>“ Sensação é a resposta específica a um estímulo sensorial particular, enquanto percepção é o conjunto de mecanismos de codificação e de coordenação das diferentes sensações elementares visando um significado”. ( FIALHO, 2001 p.43 ) </li></ul>
  97. 114. Grandjean (Fonte) 0,7 Armazenagem contínua 16 Percepção Consciente 3.000.000 Ligações nervosas 1.000.000.000 Percepção dos órgãos dos sentidos Fluxo de informação em bits/s Processo
  98. 115. Percurso Ó tico Tálamo Área onde são processadas as informações visuais para a percepção Radiações Visuais Região Ótica Nervo Ótico Córtex Visual Primário
  99. 120. Conte os pontos pretos ! ! ! He,he... Hermann-Hering
  100. 122. + +
  101. 123. É um rosto…. E a palavra “Liar”…. What do O que você vê ?
  102. 124. Isto é um espiral, certo? Não, são vários círculos independentes...
  103. 125. Você pode achar o Dálmata ?
  104. 126. Quantas cores você enxerga ? À somente 3 cores: Branco, verde, e pink. Você pode enxergar duas diferentes tonalidades de pink, mas à somente um tom de pink.
  105. 128. Você vê uma mulher com um palhaço numa mesa, ou uma CAVEIRA ?
  106. 129. Este elefante tem quantas patas ? ? ?
  107. 130. Você consegue ver 3 rostos ?
  108. 131. Você vê um Saxofonista, ou um rosto de mulher ?
  109. 132. Você vê o rosto de um velho homem, ou dois namorados se beijando ?
  110. 136. <ul><li>Você é bom com c o r e s ?! </li></ul><ul><li>Então dê uma olhada na figura a seguir... </li></ul>
  111. 138. <ul><li>As cores dos quadrados “A” e “B” são iguais!? </li></ul>
  112. 140. <ul><li>Não?!!?!!! </li></ul>Melhor olhar de novo......
  113. 142. <ul><li>Convencido?! </li></ul><ul><li>Volte se quiser... E não... Ninguém mudou as cores dos quadrados enquanto eles eram isolados... Você apenas acabou de testemunhar um fato importantíssimo do funcionamento do seu cérebro.... </li></ul>
  114. 143. <ul><li>Ele se esforça ao máximo para enxergar aqueles quadrados como eles deveriam ser... Um preto e outro branco... Não importa se eles são da mesma cor... Os quadrados adjacentes dizem que eles tem que ter cores diferentes... E seu cérebro faz você enxergar assim....diferente.... </li></ul>
  115. 145. <ul><li>Não fique bravo.. Isso é importantíssimo... isso nos confere maior precisão visual....é assim que conseguimos perceber mais detalhes em todas as paisagens que nos rodeiam dia-a-dia...mais contraste entre as cores.... </li></ul>
  116. 146. <ul><li>E só uma prova de que não importa o que está no mundo ao seu redor... Mas sim como você percebe esse mundo!! </li></ul><ul><li>Bye, bye!! </li></ul><ul><li> </li></ul><ul><li> by Felipe Viegas </li></ul>
  117. 147. Campo de visão nítida ângulo de 1 0 Campo médio ângulo de 40 0 Campo periférico ângulo de 41 a 70 0
  118. 148. Sistema Auditivo
  119. 149. O sentido da visão nos dá, por assim dizer, a imagem da superfície, o sentido da audição nos revela quando o metal começa a soar, como ele é em seu interior (Rudolph Steiner)
  120. 150. Quando olho para alguma coisa vejo a cor como limite de superfície;mas quando faço alguma coisa soar, percebo, de certo modo, intimamente o interior daquilo que está soando.
  121. 151. Percebemos um som de maneira mais íntima quando este adquire um sentido. Devemos falar de um novo sentido, o sentido da palavra
  122. 152. Sistema Olfativo Essa tarde era história brasileira que balançava as árvores passando e que cheirava a maresia quando do mar soprava e quando crescendo em jasmineiros a jasmim. (Ferreira Gullar - Na Vertigem do Dia)
  123. 153. A fisiologia do olfato
  124. 155. O Sentido Olfato <ul><li>Definição do olfato por Guyton (1991); </li></ul><ul><li>O olfato é o sentido menos entendido, até o momento. Isto se deve ao fato da olfação ser um fenômeno subjetivo e bastante difícil de ser estudado em animais inferiores. </li></ul>
  125. 156. Olfato: ser humano x animal inferior <ul><li>Os animais possuem um sentido de faro superior ao olfato, no ser humano, porém eles se limitam às necessidades instintivas, induzidos pelo inconsciente. </li></ul><ul><li>Sua fisiologia olfativa é superior à do homem, apesar de serem classificados como inferiores. </li></ul>
  126. 157. Entretanto, somente o ser humano desenvolve aprendizado e constrói conhecimento, mediante a sua capacidade de criar.
  127. 158. Lembranças suscitadas pelo cheiro
  128. 161. Paladar
  129. 163. Tato
  130. 164. Tato <ul><li>O sentido do tato resulta da estimulação de receptores localizados nas extremidades das fibras nervosas que terminam em nossa pele. </li></ul>
  131. 165. Os numerosos receptores espalhados pela pele são especializados para as diversas sensações, tais como dor, frio, quente, toque, toque contínuo e pressão.
  132. 166. O sentido do tato é aquele por cujo intermédio o homem se relaciona com a forma mais materializada do mundo exterior
  133. 167. Rudolph Steiner fala de um sentido do calor que permite um relacionamento ainda mais íntimo com o mundo exterior
  134. 168. A ocorrência do tatear acontece no lado inferior do corpo, dentro da pele Num espaço do organismo ainda mais interno temos o sentido da vida. Quando há algum distúrbio dentro do organismo, logo o percebemos.
  135. 169. Para Rudolph Steiner temos 12 sentidos. O sentido da vida é um deles. O sentido da vida percebe a situação global do nosso organismo, como um bem estar ou um mal estar.
  136. 170. O sentido do movimento significa perceber que os membros de nosso organismo, incluindo nossa laringe, se movimentam em conjunto. Hoje chamamos este sentido de propriocepção.
  137. 171. Quando sentimos tontura e caímos, desmaiamos, é porque o sentido do equilíbrio está interrompido, assim como o sentido da visão fica interrompido quando fechamos os olhos
  138. 172. Ao perceber a palavra não me interiorizo tanto no objeto, a partir de seu exterior, quanto ao percebê-lo pelo sentido do pensamento
  139. 173. Há uma diferença entre a percepção da mera palavra e a verdadeira percepção do pensamento por detrás da palavra. Um relacionamento ainda mais íntimo com o mundo exterior é possível graças ao sentido do eu, o eu desse ser que pensa.
  140. 174. Percepção
  141. 175. Definição de Percepção: Segundo Roth (1986), Percepção … “refere-se aos meios pelos quais a informação adquirida do ambiente, via órgãos dos sentidos, é transformada em experiências de objetos, eventos, sons, gostos, etc...”.
  142. 176. Aspectos importantes desta definição: Uso geral: detecção de um conjunto de elementos do ambiente através da sensação física; A distinção entre sensação e percepção;
  143. 177. <ul><li>A distinção entre percepção e cognição: </li></ul><ul><ul><li>Os processos perceptivos são inconscientes; </li></ul></ul><ul><ul><li>A percepção é direta ou imediata; </li></ul></ul><ul><ul><li>A percepção é constante (ou altamente condicionada); </li></ul></ul><ul><ul><li>A percepção é discriminativa. </li></ul></ul>
  144. 178. Sensação: Processo de detecção e de decodificação da energia de um estímulo do mundo exterior; A sensação se refere às informações que são apresentadas aos órgãos dos sentidos;
  145. 179. Em geral, dizemos que a sensação acontece antes que a percepção, mas é mais realista assumir que a percepção sobrepõe a sensação no tempo;
  146. 180. Sensação: Atualmente, a visão mais aceita é que os processos cognitivos desenvolvidos são tão complexos que é muito difícil estabelecer uma nítida diferença entre sensação e percepção.
  147. 181. Percepção: Organização, interpretação e significado que é dado a tudo que nós detectamos do mundo exterior. Onde termina a sensação e começa a percepção?
  148. 182. <ul><li>Questões sobre o estudo da Percepção: </li></ul><ul><li>Questão central: Como podemos adquirir um conhecimento do mundo exterior? </li></ul><ul><li>Qual é a relação entre percepção e consciência? </li></ul><ul><li>Questões teóricas: </li></ul><ul><ul><li>A percepção é direta ou mediatizada? </li></ul></ul><ul><ul><li>A percepção é inata ou aprendida? </li></ul></ul><ul><ul><li>A percepção é holistíca ou analítica? </li></ul></ul>
  149. 183. <ul><li>Desenvolvimento da teoria da Percepção </li></ul><ul><li>O papel da teoria: </li></ul><ul><li>As qualidades fundamentais que uma teoria deve ter: </li></ul><ul><ul><li>Factual, generalidade, parcimônia, testabilidade, consistência, lógica, valor explicativo, predictibilidade. </li></ul></ul>
  150. 184. <ul><li>Quais tipos de teorias científicas da percepção são possíveis? </li></ul><ul><ul><li>Neuro-reducionista, matemática, psicológica; </li></ul></ul><ul><li>A distinção entre macro teorias e micro teorias; </li></ul><ul><li>É possível uma teoria da percepção? </li></ul>
  151. 185. Questões importantes: Poder-se-ia afirmar que a nossa consciência do mundo é, essencialmente, determinada pelas informações sensoriais apresentadas aos nossos sentidos (‘bottom up processing’)?
  152. 186. Poder-se-ia afirmar que a nossa percepção é o resultado final de um processo que se inicia com o estímulo sensorial, mas que também envolve inferências a respeito do que gostamos, assim como daquilo que percebemos indiretamente (‘top-down processing’)?
  153. 187. Poder-se-ia afirmar que a nossa percepção é o resultado da aprendizagem e da experiência (empirismo)? Pode-se afirmar que a nossa percepção é, essencialmente, uma habilidade inata, exigindo apenas um pequena aprendizagem (nativismo)?
  154. 188. Princípios de Percepção Visual Toda percepção é também pensamento, todo raciocínio é também intuição, toda observação é também invenção (Rudolf Arnheim, 1986)
  155. 189. Abordagens do estudo da percepção: Gestalt Nativista Gregory, Bruner, Neisser, Marr Ecológicas Gibson Empírica (Ecológica) Indireta (top-down) Direta (bottom-up) Abordagens
  156. 190. Princípios de Percepção Visual As Escolas Ecológicas acreditam que a percepção envolve o processo de informação “ picking up ” do ambiente e não requer nenhum processo de construção ou elaboração (Gibson, 1979).
  157. 192. Princípios de Percepção Visual As Escolas Construtivistas acreditam que o processo de visão é uma ação do homem construída não somente de informação do ambiente mas também do conhecimento prévio estocado (Gregory, 1970; Marr, 1982).
  158. 194. <ul><li>Teorias Clássicas: </li></ul><ul><li>Abordagem Racionalista (Descartes e Kant); </li></ul><ul><li>Abordagem Empirista (Locke); </li></ul><ul><li>Abordagem Estruturalista (Wundt e Titchener); </li></ul><ul><li>Abordagem Behaviorista (Watson e Skiner); </li></ul><ul><li>Abordagem da Gestalt (Wertheimer, Koffka e Kohler). </li></ul>
  159. 195. O espaço é a forma da experiência ou percepções externas; o tempo é a forma das vivências ou percepções internas. O tempo tem uma posição privilegiada em relação ao espaço, porque é forma da sensibilidade externa e interna, com referência a objetos exteriores e a acontecimentos interiores, abrangendo assim a totalidade das vivências possíveis.
  160. 196. No passado a idéia dominante era que a existência de um &quot;mundo exterior&quot; (a realidade externa à nossa mente) não seria um problema que não precisava ser demonstrado. A realidade não seria composta meramente de objetos e fatos isolados uns dos outros. Objetos e fatos se vinculariam uns aos outros, através de várias relações, dentre as quais a principal seria a de causalidade.
  161. 197. “ Desde logo, neste meu primeiro conhecimento, nada existe que me assegure da sua verdade, a não ser a percepção clara e distinta do que digo, a qual não seria certamente suficiente para assegurar, que o que digo é verdade, se pudesse acontecer alguma vez que fosse falsa uma coisa concebida por mim por esse modo claro e distinto. Pelo suposto já me parece que posso estabelecer esta regra geral: que todas as coisas que concebemos muito clara e distintamente são verdadeiras &quot;.
  162. 198. Explicação Representacionista da Percepção Visual Descartes entende que há um órgão no qual as informações dos cinco sentidos são integradas. Tal hipótese é baseada na idéia de que a mente recebe informação do corpo e inicia movimentos na glândula pineal, que recebe informações através dos nervos e, após a integração dos dados na glândula em um único sinal, o conhecimento ocorre (Cottingham, 1995).
  163. 199. Ao contrário de Descartes, que estava consciente das deficiências da percepção humana como meio de conhecer a realidade, Locke sustentava que a partir dos sentidos o ser humano conheceria o mundo material. Locke comparava a mente a um espelho, ou a uma folha de papel em branco. Em contato com o mundo material por meio dos sentidos, a mente seria tocada pelos traços da realidade.
  164. 200. Wilhelm Max Wundt e Edward Titchener, perscrutavam os relatos de seus pacientes sobre suas imagens internas, visões e sonhos, no final do século XIX, para sugerirem uma teoria imagética inicial. Titchener aceitou o desafio de criar imagens de idéias abstratas. O conceito de vaca ele definiu por &quot;um retângulo alongado com uma expressão facial, uma espécie de beiço exagerado“.
  165. 201. Kosslyn propôs, inicialmente, um modelo computacional que substituiu por um modelo conexionista das rede neurais, onde o estímulo visual flui entre as conexões sinápticas que interpretam a informação obtida pelo ajuste de pesos que as ligam a outras unidades cerebrais
  166. 202. <ul><li>Teorias Modernas: </li></ul><ul><li>Abordagem de Gibson; </li></ul><ul><li>Abordagem Cognitivista; </li></ul><ul><li>Abordagem do Tratamento da Informação; </li></ul><ul><li>Abordagem Neurofisiológica: </li></ul><ul><ul><li>Teorias do Canal Único; </li></ul></ul><ul><ul><li>Teorias das Redes Neuronais; </li></ul></ul><ul><ul><li>Teorias do campo Neuro-életrico. </li></ul></ul>
  167. 203. MUITO INTERESSANTE !! ACIEH SPRUE LEGAL! De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma ttaol bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Ralenmete faz sneidto ! Um arabço a tdoos!!!!!!! Faihlo
  168. 204. Modelo de Organização da Percepção: Como o cérebro transforma as sensações em percepções?
  169. 205. Um dos aspectos mais importantes da forma de percepção é a existência de uma fronteira…; Se o campo visual contém uma nítida mudança brilho, cor ou textura, nós perceberemos um limite; Se este limite forma uma fronteira contínua, nós perceberemos, provavelmente, o espaço fechado por esta fronteira como uma figura.
  170. 206. Organização Perceptiva: Como nós percebemos um mundo organizado de objetos?
  171. 207. De um lado, a informação chega aos nossos sentidos de forma confusa e desorganizada (mosaico de cores, tamanhos retinais e formas de objetos correspondendo vagamente as propriedades atuais, etc…);
  172. 208. Por outro lado, a percepção consiste de objetos arranjados de forma significativa no espaço 3-D em um processo natural e sem esforço;
  173. 209. Trata-se de uma incomparável capacidade humana (os computadores não podem imitar nem as mais primitivas habilidades perceptivas humanas);
  174. 210. <ul><li>De fato, a organização perceptiva exige: </li></ul><ul><ul><li>Uma boa percepção de profundidade; </li></ul></ul><ul><ul><li>Uma habilidade para reconhecer objetos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Uma habilidade para detectar movimentos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Uma habilidade para perceber tamanhos e cores dos objetos de forma precisa. </li></ul></ul>
  175. 212. <ul><li>“ A percepção é uma construção, um conjunto de informações selecionadas e estruturadas, em função da experiência anterior, das necessidades e das intenções do organismo implicado ativamente numa determinada situação.” </li></ul><ul><li> M. Reuchlin </li></ul>
  176. 213. Nosso conhecimento do mundo, principalmente nosso conhecimento prático, é essencialmente baseado nas nossas percepções.
  177. 214. A percepção designa o conjunto de mecanismos e de processos pelos quais o organismo toma conhecimento do mundo e do seu meio ambiente sobre a base das informações elaboradas pelos seus sentidos
  178. 215. Um primeiro nível neuro-sensorial, diz respeito aos mecanismos de codificação das dimensões elementares da estimulação visual
  179. 216. O segundo nível de processamento é chamado, por comodidade, nível perceptivo . As formas neste nível são definidas por suas propriedades estruturais e não por propriedades semânticas.
  180. 217. Pode-se dizer que elas são egocêntricas, isto é, que sua referência espacial é o sujeito dele mesmo.
  181. 218. Marr (1982) fala desse propósito de representação em 2 ½ dimensões para indicar que as informações sobre a terceira dimensão (a profundidade) estão presentes, mas sob forma de distâncias relativas e dizem respeito estritamente às partes visíveis do objeto.
  182. 219. O nível cognitivo é o das representações dos objetos, isto é do referente físico do qual as formas não são mais que aparência.
  183. 220. A identificação dos objetos necessita agora da elaboração de representações estruturais em três dimensões (3 D) nas quais o quadro não é mais o sujeito dele mesmo, mas o meio ambiente do observador.
  184. 221. PERCEPÇÃO Emoção Fisiologia Estimulação Motivação Ambiente Interpretação Valores Necessidades Objetivos Expectativas
  185. 222. <ul><li>Diante das diversas sensações possíveis ao homem, observamos que, só nos damos conta de uma mínima parte do mundo em que vivemos, perante a não percepção da totalidade. </li></ul><ul><li>É como se cada um de nós tivesse o seu próprio mundo particular, edificado a partir de nossa própria realidade. </li></ul>
  186. 223. “ Se não fosse a percepção, seríamos como uma pedra que está ligada ao meio apenas fisicamente ” ( TELES, 1987 p.148 )
  187. 224. “ Nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado: nele se encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade”. ( Charles Chaplin)
  188. 227. MENSAGEM SUBLIMINAR
  189. 228. <ul><li>Origem da palavra : latim </li></ul><ul><ul><li>SUB - abaixo </li></ul></ul><ul><ul><li>LIMEN – limiar </li></ul></ul><ul><li>Definição : </li></ul><ul><ul><li>“ É todo e qualquer estímulo abaixo do limiar da percepção dos nossos sentidos” </li></ul></ul>
  190. 229. <ul><li>Elementos característicos : </li></ul><ul><ul><li>Mascarada ou camuflada pelo emissor </li></ul></ul><ul><ul><li>Produzida com saturação de informações </li></ul></ul><ul><ul><li>Comunicações indiretas e aceitas de maneira inadvertida </li></ul></ul><ul><ul><li>Captada a partir de uma atividade de grande excitação emotiva por parte do receptor </li></ul></ul>
  191. 230. <ul><li>Formas em que se apresentam: </li></ul><ul><ul><li>Intensidade do sinal </li></ul></ul><ul><ul><li>Sinais mascarados ou camuflados </li></ul></ul><ul><ul><li>Sinais com velocidade acima do limiar consciente </li></ul></ul><ul><ul><li>Saturação de sinal </li></ul></ul><ul><ul><li>Tecnologias avançadas </li></ul></ul>
  192. 231. <ul><li>Estudos e Referências : </li></ul><ul><ul><li>Demócrito (400 a. C.) </li></ul></ul><ul><ul><li>Platão - Philon </li></ul></ul><ul><ul><li>Grandes Pintores </li></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Leonardo da Vinci, Salvador Dali, Hans Holbein </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><li>Jim Vicary </li></ul></ul><ul><ul><li>Wilson Brian Key </li></ul></ul>
  193. 232. MENSAGEM SUBLIMINAR Salvador Dali - Mercador de escravos
  194. 233. MENSAGEM SUBLIMINAR Salvador Dali - Mercador de escravos
  195. 234. MENSAGEM SUBLIMINAR Hans Holbein – Os Embaixadores
  196. 235. MENSAGEM SUBLIMINAR
  197. 236. MENSAGEM SUBLIMINAR
  198. 237. MENSAGEM SUBLIMINAR
  199. 238. <ul><li>Funcionamento : </li></ul><ul><ul><li>Atuam nos nossos cinco sentidos </li></ul></ul><ul><ul><li>Relação figura-fundo ( Gestalt ) </li></ul></ul><ul><ul><li> Subliminar =  Quantidade de Informação </li></ul></ul><ul><ul><li> Tempo de Exposição </li></ul></ul>
  200. 239. MENSAGEM SUBLIMINAR O que você está vendo?
  201. 240. MENSAGEM SUBLIMINAR O que você está vendo?
  202. 241. MENSAGEM SUBLIMINAR O que você está vendo?
  203. 242. MENSAGEM SUBLIMINAR O que você está vendo?
  204. 243. MENSAGEM SUBLIMINAR O que você está vendo?
  205. 244. MENSAGEM SUBLIMINAR O que você está vendo?
  206. 245. MENSAGEM SUBLIMINAR O que você está vendo?
  207. 246. MENSAGEM SUBLIMINAR O que você está vendo?
  208. 247. MENSAGEM SUBLIMINAR Onde começa o triângulo?
  209. 248. MENSAGEM SUBLIMINAR Essas linhas são paralelas?
  210. 249. MENSAGEM SUBLIMINAR <ul><li>Efeitos Subliminares Sonoros : </li></ul><ul><ul><li>Técnica de Masking (Mascaramento) </li></ul></ul>
  211. 250. MENSAGEM SUBLIMINAR <ul><li>Aspecto Legal e Ético : </li></ul><ul><ul><li>No Brasil – sem restrições </li></ul></ul><ul><ul><li>Nos E.U.A. – proibida somente a projeção taquitoscópica. </li></ul></ul>
  212. 251. MENSAGEM SUBLIMINAR Na publicidade
  213. 252. MENSAGEM SUBLIMINAR Na publicidade
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  223. 262. MENSAGEM SUBLIMINAR Mais exemplos
  224. 263. MENSAGEM SUBLIMINAR Mais exemplos Quadrinhos - Horácio
  225. 264. Percepção
  226. 265. Percepção O ursinho Pooh olhou para suas duas patas. Ele sabia que uma delas era a direita, e sabia que quando você se decide sobre qual delas é a direita, aí a outra é a esquerda, mas ele nunca conseguia se lembrar de como começar. (Extraído de Pinkert)
  227. 266. As diferentes biologias reagem às marcas do real de diferentes maneiras. O ponto de partida é o PERCEPT.
  228. 267. Efeito do contexto sobre o reconhecimento de padrões
  229. 270. FIGURA E FUNDO Todo objeto sensível não existe se não houver uma relação com certo fundo. Isto se aplica não somente às coisas visíveis, mas à toda espécie de objeto ou fato sensível.
  230. 275. <ul><li>O fenômeno reversível da figura – fundo: </li></ul><ul><ul><li>A ambigüidade da lady de Leeper: ambas estão presentes na figura - impossível vê-las simultaneamente </li></ul></ul>
  231. 278. <ul><ul><li>As diferentes interpretações perceptivas: </li></ul></ul><ul><ul><li>Examina como os estímulos vêem a ser percebidos como partes de um todo. </li></ul></ul>
  232. 283. FIGURA E FUNDO Um som destaca-se de um fundo constituído por outros sons ou ruídos, ou mesmo de um fundo de silêncio; do mesmo modo que um objeto se destaca de um fundo luminoso ou escuro.
  233. 285. FIGURA E FUNDO O fundo, assim como o objeto, pode ser constituído por excitações complexas e heterogêneas, mas sempre existe uma diferença subjetiva entre o objeto e o fundo.
  234. 287. LEIS DA GESTALT
  235. 288. LEIS DA GESTALT BOA FORMA
  236. 289. LEIS DA GESTALT Um dos principais interesses dos psicólogos da gestalt era sobre a organização do campo visual. O princípio fundamental sobre a organização da percepção é dada pela lei de Prègnanz, a qual Koffka em 1935 expressou como:
  237. 290. LEIS DA GESTALT “ A organização psicológica será sempre tão ‘boa’ quanto permitirem as condições atuantes”. Nesta definição o termo ‘boa’ é indefinido.
  238. 291. LEIS DA GESTALT Na prática, os psicólogos da gestalt consideravam que uma forma boa é a mais simples e uniforme das alternativas disponíveis.
  239. 292. LEIS DA GESTALT
  240. 293. LEIS DA GESTALT PROXIMIDADE Elementos próximos são percebidos como um grupo
  241. 294. Lei da proximidade Elementos próximos são agrupados e vistos como figuras. Embora existam seis linhas iguais, as distâncias alteradas fazem com que o olho perceba três &quot;grupos&quot;.  
  242. 295. Agrupamos figuras que são parecidas. Proximity (example)
  243. 296. LEIS DA GESTALT
  244. 297. LEIS DA GESTALT SIMILARIDADE Percebem-se colunas e não linhas
  245. 298. Lei da similaridade Elementos diferentes e com distância similar entre eles são agrupados de acordo com sua similaridade.   Leis da similaridade e proximidade juntas Maior distância entre pares de elementos facilitam o agrupamento dos pares.  
  246. 299. Loi de la Similarité (Wertheimer, 1923) : Em uma figura, os objetos que são similares, nós temos a tendância de reagrupá-los de forma conjunta. Similarity (example)
  247. 300. LEIS DA GESTALT
  248. 301. LEIS DA GESTALT FECHAMENTO Percebe-se, primeiro, as figuras fechadas
  249. 302. LEIS DA GESTALT
  250. 304. LEIS DA GESTALT CONTINUIDADE Percebe-se a figura como um todo e não como elementos separados
  251. 305. LEIS DA GESTALT
  252. 306. LEIS DA GESTALT SIMETRIA Percebe-se primeiro, o simétrico e, depois, o assimétrico
  253. 307. Em termos de uma composição, as composições simétricas transmitem formalismo, enquanto que as assimétricas transmitem informalidade e dinamismo
  254. 309. LEIS DA GESTALT CONTRASTE O mais primário fator de percepção de um objeto (figura) é a diferença entre ele e o seu entorno (fundo)
  255. 310. LEIS DA GESTALT
  256. 311. O contraste pode criar distinção e ênfase (saliência)
  257. 312. Elementos próximos são vistos como figura.  
  258. 313. Elementos visuais próximos e em contraste com o fundo são vistos como figuras “fortes e importantes”.  
  259. 314. De acordo com Wong (1998), temos as seguintes possibilidades de contraste:
  260. 315. Contraste de formato: quando o contraste está na característica da forma e pode ser abstrativo / figurativo; simples complexo, curvilíneo / retilíneo, etc.
  261. 316. Contraste de tamanho: pode ser grande / pequeno; curto / comprido.
  262. 317. Contraste de cor: claro/escuro, brilhante/opaco, quente/frio, etc. Segundo Chevreul (1839), pode ser: Simultâneo, Sucessivo ou Misto.
  263. 318. Misto (vê uma cor e depois a complementar)
  264. 320. Simultâneo (verde e vermelho lado a lado e depois juntos).
  265. 321. Sucessivo (olhos saturados por uma cor e, aí, sujeitos a outra cor.
  266. 322. Contraste de cor: claro/escuro, brilhante/opaco, quente/frio, etc. Segundo Chevreul (1839)
  267. 323. Vermelho do frio ao quente (Weinman, Heavin, 1998)
  268. 324. Contraste de Matiz: O matiz no espectro linear
  269. 325. Contraste de Valor: são os contrastes entre as cores acromáticas, que compõe-se de vários tons de cinza Mesma figura com brilho baixo, normal e alto
  270. 326. Contraste de Valor: são os contrastes entre as cores acromáticas, que compõe-se de vários tons de cinza Mesma figura com brilho baixo, normal e alto
  271. 327. Contraste baixo, normal e alto
  272. 328. Contraste de cor: claro/escuro, brilhante/opaco, quente/frio, etc. Segundo Chevreul (1839) Simultâneo (verde e vermelho lado a lado e depois juntos). Sucessivo (olhos saturados por uma cor a aí sujeitos a outra cor. Misto (vê uma cor e depois a complementar)
  273. 329. Contraste de textura: liso/áspero Contraste de direção: figuras rotacionadas em um número de graus,
  274. 330. Contraste: legibilidade e conforto Exemplo de contraste legível porém desconfortável
  275. 331. Contraste de posição: posição da forma em relação à sua moldura, alto / baixo, esquerda / direita Contraste de espaço: positivo / negativo, plano / tridimensional, etc. Contraste de gravidade: estável / instável, leve / pesado, etc.
  276. 332. LEIS DA GESTALT
  277. 333. LEIS DA GESTALT ÁREA Tendência de perceber, na figura, uma cruz a partir de um conjunto das seções menores circunscritas.
  278. 334. Os atributos locais são mais específicos que os globais, são “tipos-partes” enquanto que os globais são mais “tipos-inteiros”.
  279. 337. A distinção pode ser vista através de um exemplo utilizado por Navon (1977), onde o “H” é o atributo global, e os “S” pequenos são os atributos locais. (Eysenck & Keane 1994).
  280. 338. De acordo com os pesquisadores construtivistas, a percepção envolve basicamente a utilização de processos de inferências (ex.: hipóteses, expectativas) para dar sentido às informações apresentadas aos órgãos sensoriais.
  281. 340. A partir desta posição teórica, é lógico deduzir que a formulação de hipóteses ou expectativas incorretas levará a erros de percepção. Um exemplo interessante de erros de percepção pode ser visto através da ilusão de Müler-lyer e na ilusão vertical-horizontal. (Eysenck & Keane 1994).
  282. 341. Ilusão de Müller-Lyer, a linha vertical esquerda da figura parece ser mais comprida que a linha vertical da direita, apesar de que na realidade ambas possuem o mesmo comprimento.
  283. 342. Ilusão vertical-horizontal, as retas possuem o mesmo comprimento.
  284. 343. Pontos fortes: Atenção seletiva – fenômeno muito importante que necessita explicação; Segundo Gordon (1989), as várias observações da Gestalt são fundamentais para continuação de pesquisas em percepção.
  285. 344. Pontos fracos: Segundo Roth (1986), as leis da Gestalt podem ser aceitas como descrições do fenômeno do agrupamento. Entretanto, elas têm um valor explicativo limitado;
  286. 345. <ul><li>Muitas evidências da Gestalt tem baixa validade ecológica: </li></ul><ul><ul><li>“ Natureza dos estímulos: o quão representativo eles são dos objetos e eventos com os quais os organismos precisam lidar para sobreviverem” (Gordon, 1989); </li></ul></ul>
  287. 346. <ul><ul><li>Em particular ênfase em objetos singulares – “o mundo real encara as cenas como um todo, cujas partes são objetos singulares” (Humphreys & Riddoch, 1987): </li></ul></ul>
  288. 347. Limitação em duas Dimensões: Os princípios originais da Gestalt são baseados em figuras bi-dimensionais. A percepção real é tri (ou multi) dimensional;
  289. 348. Problemas com estímulos complexos: Para aplicar as leis da Gestalt em casos de maior complexidade do mundo real é, freqüentemente, muito mais difícil do que os exemplos simples mostrados;
  290. 349. <ul><li>Descrição X Explicação: </li></ul><ul><ul><li>Apesar das leis da Gestalt serem corretas e o fenômeno nos quais elas são baseadas serem admiráveis, elas simplesmente dão descrições do fenômeno ao invés de explicá-los; </li></ul></ul>
  291. 350. <ul><ul><li>As explicações da Gestalt em termos de isomorfismo não tem uma base teórica consistente. </li></ul></ul>
  292. 351. Efeito Flicker Cintilação em monitores
  293. 352. Efeito Flicker <ul><li>É um efeito que ocorre em monitores e pode ser traduzido para o português como cintilação. Uma tela com este problema cintila, ou seja, treme ao exibir a imagem . </li></ul>
  294. 353. Efeito Flicker <ul><li>Para que o olho humano não perceba essa cintilação (flicker), o ideal é que as imagens sejam desenhadas na tela 75 vezes por segundo ou mais, ou seja, a uma freqüência vertical de 75 Hertz ou superior </li></ul>
  295. 355. Efeito Flicker <ul><li>Quando um monitor está em freqüência igual ou superior a 75Hz, pode-se dizer que este está no modo &quot;flicker-free&quot;. </li></ul>
  296. 356. Males associados ao flicker: <ul><li>dor de cabeça após várias horas de uso </li></ul><ul><li>fadiga visual </li></ul><ul><li>ardência nos olhos </li></ul><ul><li>tonturas </li></ul><ul><li>danos à visão </li></ul>
  297. 357. Efeito Flicker <ul><li>Na hora de comprar um monitor verifique a freqüência vertical, também chamada de freqüência de atualização da tela, que o monitor utiliza por resolução. </li></ul>
  298. 359. Eu creio na vida mansa!!

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