Christo Redemptor - Exposição

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Christo Redemptor - Exposição

  1. 1. Exposição comemorativa dos 75 anos do monumento ao Cristo Redentor
  2. 2. O Cristo Redentor, com seus “ braços abertos sobre a Guanabara”, como cantou o célebre compositor e poeta, ao completar 75 anos de existência, continua sendo um signo de reconhecimento do Rio de Janeiro, de sua gente e do espírito carioca em todo o país e no cenário internacional. Quando se observam imagens antigas do morro do Corcovado, anteriores à construção do monumento, prevalece um sentimento de vazio, de orfandade, causado pela ausência de um símbolo que hoje nos parece eterno e de tal forma se harmoniza com seu entorno, decorando a bela paisagem. Planejado para as comemorações do centenário da Independência do Brasil, ocorrido em 1922, o Cristo Redentor foi finalmente inaugurado em 12 de outubro de 1931 – uma idéia arrojada para a época, resultado do empenho da igreja católica e de todos os que colaboraram com os recursos necessários para concretizá-la. No entanto, o Redentor faz parte do universo afetivo de todos os cidadãos, transcende religiões e ideologias; é um dos mais famosos ícones da Cidade Maravilhosa, a ponto de um cronista afirmar que possui alma carioca todo aquele que, debruçando-se a uma janela, em UM CRISTO BRASILEIRO
  3. 3. qualquer local da cidade, busca avistá-lo como um ponto crucial de referência. O SESC RIO, por meio desta exposição, cumpre, mais uma vez, seu objetivo de prestigiar a arte nas suas inúmeras formas de expressão, associando-se aos que homenageiam esse monumento como um dos marcos que fundam a nossa identidade, contando e divulgando a rica história de sua criação e construção. SESC RIO AYRTON © 2006
  4. 4. Christo Redemptor entrega ao Rio de Janeiro a receita original do carioca, que andava sumida. Parece anacrônico até na grafia do título. Mas, com imagens de um tempo em que os moradores da cidade ainda queriam construir o Rio de Janeiro, Bel Noronha fura a onda de mau humor que encrespa o noticiário de cada dia, devolvendo às praias uma alegria coletiva que estava afogada no passado recente. Para ela, a estátua no penhasco do Corcovado não é só um mirante debruçado num presente meio sombrio. É um memorial da fé que o carioca já teve em si mesmo. Praia de Botafogo, c.1922   Thiele (atribuição)/Coleção Gilberto Ferrez Acervo Instituto Moreira Salles
  5. 5. Rua São Clemente, c.1865 Camillo Vedani/Coleção Gilberto Ferrez Acervo Instituto Moreira Salles A exposição ensina a olhar para cima e ver que o monumento não caiu do céu por descuido. Nem está ali como prova de que Deus é brasileiro. E muito menos é francês. Tem traços moldados na França, sim. Mas foram desenhados em pequena escala pelo escultor francês Paul Landowski. O gigante de concreto armado é produto genuíno da teimosia nativa. Para construí-lo, até alunos de colégios cariocas e tribos bororos de Mato Grosso aderiram à coleta nacional de donativos, na campanha nacional de arrecadação que tirou do papel o projeto. Bel Noronha vem a ser, por sinal, bisneta do engenheiro Heitor da Silva Costa, que construiu a estátua. Levou três anos para fazer o filme, que deu origem a esta exposição. Era seu primeiro documentário. Ela escreveu o roteiro, produziu os recursos, entrevistou os últimos sobreviventes dessa empreitada cívica de 1921, revirou arquivos públicos e álbuns de família. Acabou descobrindo o que o carioca já tinha esquecido. Ou seja, que bom humor também dá trabalho. Marcos Sá Corrêa
  6. 6. “A única coisa que eu sei é que foi feito pelos franceses, um pre- sente para o Rio, eu acho que é isso, não sei se é verdade.” ESPAÇO DA DÚVIDA
  7. 7. “Pelo que eu sei, o Cristo Redentor foi doado pelo governo na época Francês e veio de navio para o Rio de Janeiro. Muitas partes do Cristo foram transportadas de helicóptero.” “Realmente ele foi feito por brasileiros, com dinheiro dos brasileiros.” “Eu sei que quem construiu o Cristo foi o Heitor da Silva Costa. Ele era meu tataravô.”
  8. 8. HEITOR DA SILVA COSTA (*) “A realização deste nobre e religioso ideal, representado pela grandiosa imagem de Cristo do Corcovado, exigiu a cooperação não só dos maiores esforços morais, técnicos e artísticos, como também de toda a dedicação de seus obreiros, desde os mestres de serviços até os mais humildes operários. Conjugados estes esforços com os donativos espontâ- neos e generosos do povo brasileiro, ergueu-se à face da terra, em trono magnífico, a imagem do Senhor dos Mundos.” Cartão de membro do Clube de Engenharia Acervo do Clube de Engenharia “Apoiado pela decidida confiança de Sua Eminência o Sr. Cardeal Dom Sebastião Leme e pela digna Comissão do Monumento a Cristo Redentor, tendo obtido a colabora- ção do renomado escultor Paul Landowski, a quem apresentei planos e projetos por mim elaborados nesta cidade, em conseqüência da primeira colocação obtida em concurso, com a colaboração da firma Pelnard, Considere e A. Caquot nos delicados e minuciosos cálculos de estabilidade da estrutura em concreto armado do monumento, contando com a dedicação do digno engenheiro fiscal Dr. Pedro Fernandes Vianna da Silva para facilitar-me a singular empreitada e com a de auxiliares e artífices competentes dentre os quais destaco por sua eficiência e dedicação insuperável, Heitor Levy, pude efetuar, em tempo relativamente curto, uma obra que a muitos se afigurava como de impossível realização pelas dificuldades téc- nicas a enfrentar; e a outros se apresentava como fracasso inevitável em vista do alto custo da sua feitura; e a sistemáticos opositores era tida como antiestética e desnecessária.” Heitor da Silva Costa Acervo Família Silva Costa “Fazer uma imagem de Cristo é uma alta aspiração e uma grande responsabilidade. Fazê- la em proporções descomunais seria, sem dúvida, a aspiração e responsabilidade máximas de uma vida.” Heitor da Silva Costa de mãos dadas com seu neto José, e Heitor Levy de branco à direita – Acervo Família Silva Costa Avenida Central – Prédio ns. 22, 24, 26 - Proprietária: Com- panhia E.F.S. Paulo e Rio Grande – Rio de Janeiro Marc Ferrez Coleção Gilberto Ferrez / Acervo Instituto Moreira Salles Heitor e sua equipe na construção em meados de 1929. Da es- querda para direita, o engenheiro arquiteto Heitor da Silva Costa, os engenheiros Pedro Fernandes Vianna da Silva, Antonio Ferreira Antero e Heitor Levy. Acervo Família Silva Costa Casa Av. Atlântica Acervo Família Silva Costa * Os textos narrados nessa exposição são de autoria de Heitor da Silva Costa. Acervo Família Silva Costa
  9. 9. Fotos Airton Camargo AYRTON©2006 AYRTON©2006 LINHA DO TEMPO (1921 - 1931)
  10. 10. “Ao ser idealizado este monumento só uma aspiração forte o dominava: inspiração religiosa apoiada em ardente fé. Surgiu assim a idéia da estátua monumental sem preocupação de detalhes.” “Algum tempo antes da passagem do primeiro centenário de nossa Inde- pendência Política foi lançada a idéia de ser comemorado este feito com expres- sivo monumento, erguido em elevado monte em honra e glória a Jesus Cristo – Redentor. Aceita esta proposta, foi imediatamente organizada a 1ª comissão executiva do monumento, e providen- ciada a abertura da concorrência de projetos e escolha do melhor lugar para erigi-lo, resultando daí a preferência do Corcovado e a aceitação dos desenhos e maquetes por mim organizados.” HenryCHAMBERLAIN/VistadeBotafogo-c.1819/Óleo sobremadeira,19x33cmColeçãoPauloeMariaGeyer/ MuseuImperial-IPHAN “O Morro do Corcovado foi de- nominado Pináculo da Tentação pelos primeiros navegantes por- tugueses aqui aportados, em referência a um monte muito alto, onde pela segunda vez o demônio tentou a Nosso Senhor prometendo-lhe o domínio dos reinos deste mundo. O Corcovado tornou-se obsessão para o virtuoso sacerdote, Padre Boss, que pressentindo o aproxi- mar da morte, lança seu sonho à posteridade: 1500 - PINÁCULO DA TENTAÇÃO 1859 - PADRE BOSS 1921 - IDÉIA E CONCURSO “Esta nova concepção foi fortemente in- fluenciada por um fato interessantíssimo: a instalação feita no Corcovado, pela Cia. Telefônica, de altas torres munidas de antena e de vários braços transversais para estabelecer a comunicação entre o Rio de Janeiro e os EUA. Da frente da casa de meu pai, na Praia de Botafogo, via-se perfeitamente a antena, que parecia uma cruz formada pela torre de 40 metros de altura.” ‘Ó Corcovado! Lá se ergue o gigante de pedra, alcantilado, altaneiro e tristecomoqueinterrogandoohorizon- te imenso... quando virá?... Há tantos séculos espero!... Sim, aqui está o pedestal único no mundo! Quando vem a estátua co- lossal, imagem de Quem me fez?’ Quando organizei o projeto da estátua monumental do Cristo Redentor, em concorrência aberta para este fim, eu não conhecia absolutamente esta invocação.” Padre Pierre Marie Boss Fonte: Edição Especial da Excelsior Acervo Sérgio Ferreira Projeto de Heitor da Silva Costa vencedor da concorrência Arquivo do Serviço de Documentação da Marinha Foto da Aviação Naval Acervo Família Carlos Oswald Acervo Família Silva Costa Acervo Família Silva Costa
  11. 11. A Estrada de Ferro do Corcovado foi construída pelos engenheiros Francisco Pereira Passos e João Teixeira Soares. A Estrada foi a primeira a ser construída no Brasil, exclusivamente com fins turísticos. Inaugurado o primeiro trecho, até Paineiras, em 9 de outubro de 1884, a primeira viagem, até o Alto, foi realizada em 30 de julho de 1885. Como não havia estrada de rodagem, o transporte de todos os materiais necessários à execução da obra foi feito pelos trenzinhos, sem os quais não teria sido possível a construção do Cristo Redentor. O Chapéu do Sol foi montado na época da inauguração da ferrovia. Era um grande coreto de 13,5m de diâmetro, pré-fabricado na Bélgica, que se colocava exatamente onde foi posteriormente edificado o Cristo Redentor. Transferido na época da grande obra para um ponto abaixo, onde hoje existe um restaurante, permaneceu ali até 1940, quando foi desmontado, para dar lugar às obras das novas escadarias e mirantes. “Os atributos da redenção tiveram representação material em meu primeiro projeto. Depois de meditado estudo, porém, o simbolismo substituiu o realismo e pude elaborar um segundo projeto, moldado no mesmo espírito e proporções do primeiro. A cruz foi armada em meu segundo projeto, pelo tronco ereto e braços horizontais; o mundo tem-no a Imagem a seus pés, na cidade e no oceano imenso a se perder de vista...” 1884 - ESTRADA DE FERRO DO CORCOVADO - CHAPÉU DO SOL 1922 - 1923 - O NOVO PROJETO Carlos Oswald Acervo Família Carlos Oswald “Nesta grandiosa tarefa, que me empolgou por cerca de 10 anos, não posso deixar de citar o nome de quem, por seu entusiasmo constante e superior orientação dada a todos os trabalhos, foi, verdadeiramente, a alma deste monumento: Sua Eminência, o Senhor Cardeal Dom Sebastião Leme. Por sua autoria foi instituída a ‘Semana do Monumento’ para coordenar propaganda e coleta para execução desta magnífica Fonte:EdiçãoEspecialdaExcelsior AcervoSérgioFerreira Moedas década de 1920 - Acervo Maria de Fátima Bernardes Acervo Marlene Gomes 1923 - O CARDEAL E AS DOAÇÕES obra: ‘Senhores, já não é tempo de discutir se convém ou não fazer o monumento; se existem outras obras que sejam mais im- portantes do que essa. Depois de todas as dificuldades que foram superadas, o monumento tem que ser feito.’ Iniciada em 2 de setembro de 1923, a campanha encerrava-se no dia 9 com um êxito surpreen- dente, nunca antes alcançado.” Estudos de Carlos Oswald, feitos em parceria com Heitor da Silva Costa para o futuro monumento ao Cristo Redentor Acervo Família Carlos Oswald Estação do Cosme Velho Acervo Fotográfico da Light - A. Malta Jornais 1923 Acervo Família Silva Costa Acervo Jorge Scévola de Semenovitch Referência: Livro “Corcovado A Conquista da Montanha de Deus”, de Jorge Scévola de Semenovitch Cardeal Dom Sebastião Leme
  12. 12. Autordesconhecido-fonte:OCristodo Corcovado”deMauroRubinstein “Com os dados, estudos e uma maquete do pro- jeto, parti, em 1924, para a Europa, onde tratei com diversos escultores, tendo minha escolha recaído so- bre Paul Landowski por seu real mérito e perfeito equilí- brio artístico, sem exageros modernistas que a obra não comportava.” “Com este grande artista, assim como com o engenheiro Albert Caquot, estudei o projeto para sua execução nas grandes dimensões que viria a adquirir, com a preocupação de não sacrificar nem a parte de estabilidade nem a parte artística. Diversas maquetes foram produzidas e, embora não fossem alteradas as linhas gerais do projeto, cada modelo maior que surgia exigia tantas modificações que pode-se dizer era uma nova estátua que se apresentava no final.” 1924 – HEITOR NA EUROPA Autor desconhecido - Fonte: ‘O Cristo do Corcovado’ de Mauro Rubistein “Várias vezes tive que rever os cálculos estruturais e outras pedir ao escultor que modificasse determinados contornos da figura por exigência insuperável da estabilidade.” “Se a figura do Cristo tinha de ser modelada por um escultor, as suas grandes linhas pertencem ao domínio da arquitetura. E a sua construção e estabilidade entram no campo da atividade do engenheiro.” AcervoClubedeEngenharia 1922-1923 – ESTUDOS DE PROPORÇÃO Autor Desconhecido – Fonte: livro O Cristo do Rio, de Mauro Rubinstein Niterói, c.1890 / Niterói – RJ Marc Ferrez / Coleção Gilberto Ferrez / Acervo Instituto Moreira Salles “Primeira maquete do Cristo não aceita por mim e nem pelo próprio escultor quanto à indumentária” (Heitor da Silva Costa) Paul Landowski - Escultor Albert Caquot Engenheiro Calculista Acervo Família Silva Costa Acervo Lucia Sanson Fotógrafo: George Leuzinger (1860/1870) AcervoClubedeEngenharia
  13. 13. “Para erguer um monumento neste pico tínhamos que considerar três pontos de vista principais: do alto mar, da cidade e da base do mesmo pico. Tive que fixar um ponto de vista principal entre os vários que oferece o Corco- vado. Este ponto foi a Praia de Botafogo porque, dali observado, o Corcovado se apresenta sob a forma mais esguia, mais elegante. “Para que o modelo pudesse ser trabalhado em suas dimensões reais, eu necessitava de um atelier onde pudesse traçar os perfis numa extensão de mais de 16 km resultante do desenvolvimento das várias seções em que tinha sido quadriculado e cortado o modelo de 4 metros. Após uma longa procura foi-me oferecido um atelier, no Boulevard Saint Germain, onde pude, com um grupo de desenhistas, fazer todos os estudos e desenhos necessários para passar do modelo de gesso de 4 metros para o de 30 metros, em concreto armado, no alto de Corcovado.” Praia de Botafogo, c.1893 Rio de Janeiro - RJ Marc Ferrez / Coleção Gilberto Ferrez Acervo Instituto Moreira Salles Portanto, se fixasse, como fixei, em 38 metros a altura do monumento, ficaria ele na proporção de cerca de um décimo deste abrupto rochedo considerado como pedestal, – o que me pareceu justo. Esta modificação encareceu e dificul- tou consideravelmente a construção, porque, já agora, a estabilidade dos braços, com um desenvolvimento de cerca de 30 metros, exigia uma pos- sante estrutura interna, só realizável com armação metálica, ou concreto armado.” “Para a execução da estátua tomei a decisão de considerar o corpo e os braços como obra de arquitetura; a cabeça e as mãos como obra de escultura. Quer dizer a primeira parte do trabalho seria executada por aumento direto da maquete de 4 metros feita no atelier de Paul Landowski, enquanto a cabeça e as mãos seriam modeladas em tamanho de execução.” “O rigor da matemática, de seus métodos e técnicas, permitiu pela primeira vez, em obra de tal envergadura, a construção de possante estrutura interna, independente da modelagem externa, com a certeza do mais exato ajustamento. É a primeira vez que uma estátua é construída como monumento arquitetônico e não simples- mente escultural.” Heitor da Silva Costa (sentado) e Heitor Levy (3o da esquerda para direita) no ateliê de Paris, cercados por arquitetos e desenhistas. Acervo Família Silva Costa Maquete de 4 metros no atelier de Paul Landowski - Paris Fonte: “O CRUZEIRO” – Edição especial consagrada ao Monumento do Cristo Redentor – 10 de outubro de 1931 – Acervo Família Silva
  14. 14. “Graças à colaboração do engenheiro fis- cal Pedro Fernandes Vianna da Silva e de auxiliares competentes, dentre os quais destaco por sua eficiência e dedicação insuperável, Heitor Levy, vamos efetuar em tempo relativamente curto uma obra que a muitos se afigurava de impossível realização.” Galeria Arcades des Champs Élysées Paris - 1927 Acervo Familia Silva Costa “Estamos agora na parte construtiva. Diversos barracões foram construídos para alojamento de operários, depósitos de materiais, almoxarifado e oficina. Tudo no estilo mais rústico e econômico possível.” Heitor Levy – Engenheiro Auxiliar e Encarregado Geral da Obra Acervo Família Heitor Levy O REVESTIMENTO “Ficava para resolver o acabamen- to artístico da estátua. Como dar à imagem um verdadeiro cunho de obra de arte? Todos sabem da dificuldade que oferece o concreto armado para ter um aspecto verdadeiramente artístico. Em vão, procura-se misturá-lo com areias coloridas e outros materiais para dar-lhe um valor do qual é destituído. No início de 1927, ao entrar numa belíssima galeria recém-inaugurada no Champs Elysses, me deparei com uma fonte revestida de mosaico prateado. Ao ver como os pequeninos tacos esposavam todas as curvaturas da fonte me veio logo a idéia de utilizá-los na imagem que tinha sempre em pensamento. Para concretizar esta idéia, tinha de con- siderar a natureza, a dimensão e a forma do material a ser utilizado. Deste estudo, resultou-me a convicção de que o melhor material seria uma pedra existente em solo nacional, rica por sua coloração e apropriada por sua durabili- dade, a pedra-sabão. Como isso parece banal, senhores, como são banais todas as invenções! Entretan- to, é a primeira vez que o mosaico ia ser empregado em estatuária.” HEITOR LEVY E PEDRO FERNANDES VIANNA DA SILVA Foto aérea dos trabalhos realizados no alto do Corcovado, dez. 1927 Acervo Fichel David Canteiro de Obras Autor desconhecido Fotografia de Heitor Levy no alto do Corcovado, com manunscrito: “Her- cília, ofereço-te o retrato deste valente comandante do navio que encalhou na mais alta montanha do Rio de Janeiro. As águias fazem sempre os ninhos nos pontos mais culminantes do lugar.” Acervo Família Heitor Levy 1926 - O INÍCIO DAS OBRAS
  15. 15. “O plano inclinado, adquirido para trans- porte dos materiais tem sido de difícil montagem. Foi-nos necessário abrir um poço em rocha viva com cerca de 4 metros de profundidade. Tudo é difícil no alto daquele pico – desde o exíguo espaço de terreno até a falta dos mais indispensáveis elementos para o trabalho.” A obra é hercúlea, a inspiração, divina – o seu destino não pode falhar.” Se grandes são as dificuldades que enfrentamos e que teremos de enfrentar, maior será a fama desta obra colossal...” Aplicação da pedra-sabão no monumento “Os últimos anos foram decorridos a cavar rocha, torcer ferro, ar- gamassar cimento, modelar escul- turas... Temos trabalhado... mas, há ainda muito a trabalhar... Monta Carga Acervo Família Silva Costa Canteiro de obra Acervo Família Heitor Levy Pedro Fernandes Vianna da Silva – Engenheiro Fiscal Acervo Aloysio Vianna da Silva Senhoras da sociedade reu- nidas na Paróquia da Glória, com o Monsenhor Gonzaga do Carmo para colagem dos triângulos de pedra-sabão Pedra-sabão original utilizada no revestimento do monumento Acervo Família Silva Costa Fonte: “O CRUZEIRO” Edição especial consagrada ao Monu- mento do Cristo Redentor 10 de outubro de 1931 Acervo Família Silva Costa Autor não identificado / Coleção Brascan Cem Anos no Brasil Construção do Cristo Redentor, c. 1925-30 Acervo Instituto Moreira Salles Fonte:“OCRUZEIRO”EdiçãoespecialconsagradaaoMonumentodo CristoRedentor-10deoutubrode1931-AcervoFamíliaSilvaCosta No topo da escadaria, Heitor da Silva Costa e Heitor Levy
  16. 16. “Não se pode constatar que se trata de uma construção ousada, tanto pela forma quanto pelo local uma vez que para a execução da parte mais difícil, os braços, não disponho de solo firme para apoiar os andaimes, pois a base do pico tem apenas 15 metros, isto é, menos da metade do que necessitarei para alcançar a extremidade dos braços, devendo o trabalho ser executado sobre um precipício de mais de 700 metros.” Fonte livro “O Cristo do Corcovado” Pesquisa Mariettinha Leão de Aquino “Erguer, no alto de um pico de mais de 700 metros acima do nível do mar, uma colossal estátua com os braços horizontalmente abertos, oferecendo, portanto, uma enorme resistência aos ventos num local onde eles são violentos, é um problema sério da engenharia, assim como a excentricidade da cabeça, que, para atender a uma expressão simbólica, pende fortemente para frente.” Fonte: “O CRUZEIRO” – Edição especial consagrada ao Monumento do Cristo Redentor – 10 de outubro de 1931 / Acervo Família Silva Costa Fonte: “O CRUZEIRO” – Edição especial consagrada ao Monumento do Cristo Redentor – 10 de outubro de 1931 Acervo Família Silva Costa Diferentes momen- tos da construção Acervo Família Silva Costa “Guiados, pode- se dizer, por mãos Divinas, chegamos a uma harmonia de expressão e beleza que não encontro palavras para expri- mir-me.” Olavo de Almeida Macedo e Elvira Mercio Saraiva de Macedo, casal gaúcho em lua-de-mel, inverno de 1930 Acervo Família Mercio Saraiva de Macedo Estrutura do braço esquerdoCabeça da estátua já montada Estrutura interna do braçoEstrutura interna da cabeça em concreto armado
  17. 17. “Sr. Cardeal, quero lhe falar das alegrias, dos consolos, das con- versões e das visões do Cristo do Corcovado. Sem sua fé e suas orações não se poderia fazer o que estamos fazendo. Vossa Excelência quer e se fará o coração aparente, visível na ima- gem do Cristo do Corcovado. Onde já se viu coisa igual? O Coração de Jesus pairando tão alto sobre uma cidade...” Chegada dos fragmentos da cabeça no alto do Corcovado. Sentado, o Sr. Amandio Soares, Chefe da Estrada de Ferro; Heitor Levy, com chapéu, Heitor da Silva Costa de terno beje, Cardeal Leme ao centro e Pedro Fernandes Vianna da Silva de chapéu e óculos. – Acervo da Família Silva Costa Detalhe do engastamento da viga de aço da mão Fonte: “O CRUZEIRO” – Edição especial consagrada ao Monumento do Cristo Redentor – 10 de outubro de 1931 – Acervo Família Silva Costa Molde em gesso da cabeça do Cristo moldada por Paul Landowski. A montagem final, em concreto arma- do, foi feita no num sítio em São Gonçalo de propriedade do Heitor Levy. Monsenhor Luiz Gonzaga do Carmo, vigário da Glória, junto a dois dedos da mão da estátua A única parte interna revestida de pedra-sabão é o coração Foto Bel Noronha Embaixador José Carlos Macedo Soares e esposa, Cardeal Leme, Monsenhores Uchoa e La Penda e Heitor da Silva Costa, com o Estandarte do Sagrado Coração, em Paray Le Monial, França, 1927 Acervo da Família Silva Costa “Por essa fotografia se vê como foi montada, ou melhor colocadas as partes das mãos, sem apoiar-se nos andaimes” (Heitor Levy) – Acervo Família Heitor Levy Família de Heitor Levy que tem seus nomes escritos num pergaminho dentro do coração interno do Cristo Acervo Família Heitor Levy Fonte: Revista Excelsior Acervo Sergio Ferreira Acervo Família Silva Costa
  18. 18. O monumento foi inaugurado por Dom Sebastião Leme, Legado Pon- tifício e Arcebispo do Rio de Janeiro, na presença do Chefe do Governo Provisório, Presidente Getúlio Vargas, acompanhado de todo o seu ministério, figuras da administração, da diplomacia e da política. Participaram também da solenidade os mais altos dignitários da Igreja Católica no Brasil, totalizando quase 50 bispos e arcebispos. O Núncio Apostólico celebrou a Santa Missa, na qual, além de muitas pessoas, comungaram todos os operários que trabalharam na construção do Cristo e a Comissão Executiva das obras. Medalha recebida por Heitor Levy Acervo Família Heitor Levy Fonte: Livro “O Cristo do Rio”, de Mauro Rubinstein Monumento a Christo Redemptor Pelo Encarregado Geral das obras, Heitor Levy São passados dez anos do lançamento da generosa idéia da construção de um monumento em honra e glória a Christo Redemptor e eis que se torna, enfim, realidade palpitante e emocionante. São passados dez anos que o engenheiro arquiteto Heitor da Silva Costa viu com satisfação e orgulho a sua maquete, os seus estudos e seu projeto da grandiosa imagem erguida so­bre um pedestal cujo interior tem a forma de uma capela, aprovados por aclamações entre os demais concorrentes a esta bela realização. Acompanhando o ilustre engenheiro nesta obra, como seu auxiliar de imediata confiança, posso falar do que isto representou de esforço continuado, perseverante, de obser­vações atentas do seu autor para a bela realização que hoje aplaudimos. As dificuldades a vencer foram grandes: não havia um exemplo onde se pudesse colher ensinamentos para a audaciosa obra que se ia executar. Que em tudo foi tirado o melhor partido parece não haver dúvida, desde a estrutura monolítica em concreto armado, que garante a durabilidade da obra, até o revestimento de mosaico, que garante a sua conservação, sem a menor alteração do aspecto externo da grande estátua. Mas quanta canseira, quantos momentos de preocupação e de atenção desvelada... Sim, porque além das preocupações próprias de um trabalho desse porte, estávamos sujeitos aos frios rigorosos do inverno, aos calores sufocantes do verão, expostos aos ventos e temporais desenfreados, aos raios atordoantes e fulminantes. Mas, acima de tudo, sobre todos nós, velava a Divina Providência – e nada acontece­u de anormal aos obreiros desta tarefa do Senhor. Estas intempéries só serviam para aumentar ainda mais o nosso zelo na tentativa de reconquistar o tempo perdido. Víamos com satisfação o adiantamento da obra. Por toda a parte, no entanto, ao redor de nós, a nossos pés, o precipício... Ao menor descuido, à menor falha do material, um pé posto em falso... e era a morte certa, caindo no despenhadeiro. Pude ter uma previsão de uma queda desastrada, que só não se tornou realidade por vontade do Supremo. Mas tudo isso já é passado, são reminiscências de trabalho. Temos diante de nós o Christo em imagem, com seus braços abert­os a acolher as nossas dores e as nossas preces. Alto do Corcovado, 18 de agosto de 1931. Acervo Família Silva Costa Fonte: Edição Especial da Excelsior – Acervo Sérgio Ferreira Fonte: Edição Especial da Excelsior – Acervo Sérgio Ferreira 12 DE OUTUBRO DE 1931: A INAUGURAÇÃO
  19. 19. Jornal 1931 – Acervo Itamaraty JESUS E A CRUZ QUEM TE PODE SEPARAR, JESUS, DE TUA CRUZ? PARA QUEM TE VISLUMBRA DO OCEANO IMENSO E INSONDÁVEL; PARA QUEM TE AVISTA DOS PÍNCAROS AGRESTES, OU DAS PRAIAS TRANQÜILAS DA LONGÍNQUA NITERÓI; PARA QUEM TE DEFRONTA DO CANAL PROFUNDO DA FORMOSA GUANABARA; EIS, BEM, A CRUZ DE JESUS. OS QUE, PORÉM, TE ALCANÇAM DA CIDADE MARAVILHOSA; OS QUE TE ENXERGAM, DE RÁPIDA PASSAGEM, PELOS CONTORNOS SINUOSOS DO CAPRICHOSO LITORAL; OU, ENTÃO, TE DIVISAM DA FROUXA E MACIA AREIA DAS NOSSAS PRAIAS DE FORA; JÁ NÃO TÊM ESTA ILUSÃO POR SABEREM, MUITO BEM, QUE ÉS JESUS EM CRUZ. CADA DIA QUE DESPONTA, QUE CULMINA E SE CONSOME, MAIS ATESTA ESTA VERDADE, SENSÍVEL, APRECIÁVEL: AO CLAREAR, ÉS JESUS; AO ESCURECER, ÉS A CRUZ. NOS ESTUDOS BEM CUIDADOS QUE PRECEDERAM A EXECUÇÃO DESTA OBRA TODA ESMERADA, NUNCA TU FOSTE CONSIDERADO, JESUS, SEPARADO DA CRUZ. PARA OS OPERÁRIOS EM GRANDE AFÃ, ATENTOS A TEU SERVIÇO, QUE CONSTANTEMENTE VOLTEIAM AO REDOR DE TUA IMAGEM, ORA, ÉS A CRUZ, ORA, JESUS. OS QUE DE TI SE APROXIMAM, VENCENDO, EM PIEDOSA ESCALADA, A DURA E LONGA FADIGA DAS RUDES ESCADARIAS, VÊEM PRIMEIRO A CRUZ E, LOGO APÓS, JESUS. NÃO ESTÁS, JESUS, PREGADO NA CRUZ; NÃO ESTÁS, JESUS, VERGADO NA CRUZ; NEM MESMO ESTÁS ABRAÇADO À CRUZ. É A CRUZ FORMADA POR TUA FIGURA, JESUS; É A CRUZ ALÇADA POR TUA IMAGEM, JESUS; E SUSTENTADA POR TUA ESTÁTUA, JESUS. NESTA UNIÃO QUERIDA, SAGRADA, ABENÇOADA, JESUS TEM ÀS COSTAS, ERGUIDA, A IMAGEM DA CRUZ, E A CRUZ TEM NA FACE, ESCULPIDA, A IMAGEM DE JESUS. Livro: Um Preito de Amor ao Christo Redemptor Cinco Cantos Litúrgicos, de Heitor da Silva Costa Acervo Família Silva Costa Fonte: Edição Especial da Excelsior – Acervo Sérgio Ferreira O povo reuniu-se nas ruas, nas praias e nos morros. A maior concentração popular estava marcada para as 16 h, no início da Praia de Botafogo, de onde se poderia apreciar o efeito da iluminação do monumento. O senador Guglielmo Marconi, cientista de fama mundial, inventor do telégrafo sem fio, concordou em inaugurar, de Roma, na Itália, a iluminação do Cristo. Depois de alguns atrasos, apertou ele um botão, e o sinal elétrico veio até o Rio de Janeiro, chegando, porém, bastante fraco à estação receptora. Resolveu então, o engenheiro Gustavo Corção, amplificá-lo para que alcançasse o escritório da Radiobrás, de onde, após nova amplificação, o sinal elétrico alcançaria o alto do Corcovado. Exatamente às 19:15, a face do Cristo Redentor apareceu iluminada entre as nuvens escuras, dando a impressão que um verdadeiro milagre havia acontecido. Referência: Livro “Corcovado A Conquista da Montanha de Deus”, de Jorge Scévola de Semenovitch
  20. 20. IMAGENS DIVERSAS DO CRISTO
  21. 21. Imagens gentilmente cedidas por: Antiquário e Colecionador Fernando da França Leite; Bel Noronha; Chico Caruso; Coleção Paulo e Maria Cecília Geyer / Museu Imperial de Petrópolis – IPHAN; Custódio Coimbra; Dilmar Cavalher / Editora JB; Instituto Moreira Salles; Izabel Campello; J. Araújo; J. Carlos / Eduardo Augusto Brito e Cunha; Jorge Costa Braga; Jorge Scévola de Semenovitch; Marcio Roiter; Marcos Prado; Pamé Rio; Tio Paulo Produções; Zeca Linhares / Editora Casa da Palavra
  22. 22. CRISTALEIRA Glauco Rodrigues O que contamina o homem Tinta acrílica sobre tela 1972 Custódio Coimbra Reflexo no Edifício Mourisco Vista da Praia de Botafogo 2003 Guilherme Secchin Redentor Acrílica sobre linho 2006
  23. 23. Rossine Peres / Acervo Instituto Moreira Salles Reforma do Cristo Redentor, visita do Papa março 1980 Glauco Rodrigues Visita do Papa Serigrafia 1990 Pedro Sànchez O redentor Monotipia, 2006 Thereza Miranda Cristo I, II, III Gravura em matriz de cobre Fotogravura, água forte, água tinta 1981 Mario Mendonça Cristo Redentor Óleo sobre tela Zeca Linhares / Casa da Palavra Estrada do Mirante Dona Marta, Floresta da Tijuca Pedro Sànchez O voyeur Monotipia, 2006
  24. 24. CRISTALEIRA Foto: AYRTON © 2006 Coleção Chicô GouvêaGilson Martins / Loja Souvenir Corcovado Ltda Tio Paulo Produções Antiquário e Colecionador Fernando da França Leite
  25. 25. Acervo Particular Tio Paulo Produções Coleção Chicô GouvêaColeção Chicô Gouvêa Altair e Cida Miniaturas / Loja Curiosidades Corcovado Loja Parque do Artesanato Loja Souvenir Corcovado Coleção Chicô Gouvêa Medalha Comemorativa dos 70 Anos do Monumento, 2001 Antiquário e Colecionador Fernando da França Leite
  26. 26. FILME: CHRISTO REDEMPTOR Este filme foi realizado com recursos da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro / Secretaria Municipal das Culturas, através da RioFilme. O curta-metragem “Christo Redemptor” foi lançado em 12 de outubro de 2005, no Alto do Corcovado, aos pés do Cristo Redentor. Foi exibido também em 1o de outubro do mesmo ano, dentro da Catedral de Notre Dame, em Paris, como parte do programa do Ano do Brasil na França. Bel Noronha, produtora e diretora do filme, que também assina a curado- ria da exposição, é bisneta do engenheiro-arquiteto Heitor da Silva Costa. O trabalho de pesquisa e a realização deste documentário foi o ponto de partida para construção desta exposição. PATROCÍNIO APOIO AYRTON © 2006
  27. 27. 1921 – A idéia da construção do monu- mento ao Cristo Redentor surge para marcar a comemoração do Centenário da Independência do Brasil no ano seguinte. Reúne-se no Círculo Católico a primeira assembléia destinada a discutir o projeto e o local para a edificação do monumento. O projeto escolhido é o do engenheiro-arquiteto Heitor da Silva Cos- ta, que mostrava Jesus Cristo segurando uma cruz na mão direita e o mundo na esquerda – atributos religiosos essen- ciais na visão do autor. 1923 – Em setembro é organizada a semana do Monumento, uma campanha nacional para arrecadação de fundos para as obras. A pedido do Cardeal Dom Sebastião Leme, Heitor da Silva Costa modifica o seu primeiro projeto de for- ma a tornar a estátua identificável como monumento religioso a qualquer distân- cia.  O simbolismo substitui o realismo; a Cruz passa a ser o próprio Cristo e o mundo é simbolizado pela cidade do Rio de Janeiro. 1924 – Heitor da Silva Costa vai à Eu- ropa escolher um escultor para desen- volver a maquete final de seu projeto, que fora  criado  em parceria com o gravurista e pintor Carlos Oswald. A esta altura já era um Cristo de braços abertos e 30 metros de altura. A escolha recai sobre Paul Landowski. Os cálculos es- truturais da estátua são de autoria de Albert Caquot. 1925 – Heitor da Silva Costa acompanha os trabalhos de Landowski e Caquot, em Paris. Realiza o projeto arquitetônico de aumento de escala a partir da última maquete de 4 metros. 1926 – São iniciadas as obras de edi- ficação do monumento, que duram 5 anos. Heitor Levy é o encarregado geral da obra e Pedro Fernandes Vianna da Silva, o engenheiro fiscal. 1931 – A estátua do Cristo Redentor é inaugurada no dia 12 de outubro. ROTEIRO E DIREÇÃO Bel Noronha FOTOGRAFIA Alberto Bellezia, Marcelo Pontes EDIÇÃO Raquel Couto, Joana Ventura PRODUÇÃO Bel Noronha PESQUISA DE IMAGENS Antonio Venancio, Bel Noronha DIR. MUSICAL E PIANO João Nabuco EDIÇÃO DE SOM Mariana Barsted MIXAGEM Denilson Campos PROGRAMAÇÃO VISUAL Liana Brazil EDIÇÃO DE FOTOS Leandro Ferreira FINALIZAÇÃO DE IMAGENS Flávio Nunes
  28. 28. SALA DAS CRIANÇAS Foto: AYRTON © 2006 Custódio Coimbra Vista da Praia de Botafogo Pamé Rio Feira Hippie Bragga - Nação Graffiti
  29. 29. José Henrique de Lima Feira Hippie Cartaz Aéropostale Reprodução do original de final da década de 20. Autor desconhecido. É da Aéropostale que se origina a Air France. Note-se a ausência do Cristo Redentor, inaugurado em 1931. Coleção Márcio Roiter Guilherme Cardoso de Lacerda Vendo do Pão de Açúcar Gravura em metal Maria José Pereira da Silva - Feira Hippie Guilherme Cardoso de Lacerda Rua Novo Mundo ao Cristo Gravura em metal Andreia Laplana Sem título Óleo sobre tela Lucia de Lima Arte Naïf
  30. 30. Série Transcendências / Cristo Redentor / Rio de Janeiro – Brasil CHANG CHI CHAI Design gráfico: Fernando Leite - Assistente: Joel Pessoa Manipulação digital sem fotos originais: Mariza Almeida Ortofotos da cidade do Rio de Janeiro: Instituto Pereira Passos Agradecimentos: Biblioteca do Jardim Botânico; Jacó Sanowicz; Marisa Flórido Cesar e Luiz Florido CHARGES / CRISTO PELO MUNDO / SÉRIE TRANSCENDÊNCIAS Chile O monumento do Corcovado cujo Cristo Redentor está de braços abertos em cruz inaugura uma nova postura para a imagem, que vai ser copiada não somente no Brasil, mas em diversos paises. SÉRIE TRANSCENDÊNCIAS PROJETO CRISTO REDENTOR, RIO DE JANEIRO/ BRASIL Proposta: plantar mudas de ipê amarelo nas ruas, praças, becos e vielas da Zona Norte e Leopoldina da Cidade do Rio de Janeiro, formando o contorno ampliado da sombra do monumento do Cristo Redentor. São José do Rio Pardo SP Colon Panamá Taubaté SP Fotografias cedidas por: Arnaldo Melo, Alexandre Saggese, Maria Helena Flynn Na sequência: Jaguar, Chico Caruso e Millôr Fernandes
  31. 31. Cristo Redentor do Rio de Janeiro Concepção, projeto e obra: Heitor da Silva Costa Desenhos: Carlos Oswald Maquete e moldes do rosto e mãos: Paul Landowski Engenheiro encarregado geral da obra: Heitor Levy Engenheiro responsável pelos cálculos estruturais: Albert Caquot Engenheiro fiscal: Pedro Fernandes Vianna da Silva Arcebispo do Rio de Janeiro na época da construção: Cardeal Dom Sebastião Leme Está localizado dentro do Parque Nacional da Tijuca, um dos maiores parques urbanos do mundo. Outras informações Número de visitantes/ano: 1.8 milhões (aprox.) Altura total: 38m Altura do pedestal: 8m Altura da estátua: 30m Altura da cabeça: 3,75m Comprimento da mão: 3,20m Distância entre os extremos dos dedos: 28m Peso da cabeça (aproximado): 30t Peso da mão: 8t Peso total do monumento: 1.145t Ficha técnica desta exposição Curadoria, Produção Executiva e Coordenação Geral: Bel Noronha Assistente de Curadoria e Produção: Izabel Campello Equipe Desiderata Produção Executiva: Martha Mamede Batalha; Produção: Flávia Moretti; Assistentes de Produção: Carolina Azevedo e Daniele Pinheiro; Design e Diagramação das Peças Gráficas : S. Lobo; Edição e Revisão de Texto: Danielle Freddo; Administrativo: Davi Lucena; Office Boy: Abimael da Cunha; Produção Gráfica: Walney de Almeida; Tratamento de Imagens: Vitor Manes Equipe de Multimídia Criação e Desenvolvimento: Russ Rive e Liana Brazil; Design Multimídia: Andrea Roscoe; Assistente de Eletrônica: Rafael Barmak; Produção: Tatiana Belli; Trilha Sonora: Marcio Lomiranda Equipe Cenografia - Pândega Direção de Arte: Suzane Queiroz; Direção de Design: Drica Voivodic; Gerente de Projeto: Thiago Soveral; Arquitetura e Cenografia: Natalia Bartolomeo; Produção de Cenografia: Leonardo Duarte; Produção Executiva de Cenografia: Jully Troitiño; Design Gráfico: Manoela Amado; Apresentação de Projeto: Marcello Venturimi; Assistente de Arquitetura e Cenografia: Gisele Masullo; Assistente de Design: Melina Pettendorfer; Cenotécnico: Walquer Sobral de Lima; Iluminação: Tomás Ribeiro; Assistente de Iluminação: Mariana Albuquerque Fotografia 360º: Ayrton Camargo / VR Images (www.vr-images.com) Assessoria Jurídica: Dannemann, Siemsen, Bigler e Ipanema Moreira: Álvaro Loureiro Oliveira e Flávia Amaral Restauro Cristo de Mármore: Márcia Braga Texto de Apresentação: Marcos Sá Correa Still: Bel Noronha
  32. 32. Gostaríamos de agradecer a parceria de todos que colaboraram, com seus acervos e coleções, tornando mais rica a história da construção do nosso monumento: Acervo Textual da Light / Instituto Light, Adelaide Soares Deluiz, Adriana Salomão, Alexandre Saggese, Aloysio Vianna da Silva, Altair e Cida Miniaturas (tel. 22736983 / 82255736), Ana Luiza Dantas Borges, Ana Cristina Martines Teixeira Alves, Ana Jobim, Andréia de Araújo Laplana, Antiquário e Colecionador Fernando da França Leite (www. francaantiguidades.com.br), Arnaldo Melo, Arquidiocese do Rio de Ja- neiro, Arquivo Histórico do Itamarati, Ary Ferreira de Macedo, Beatriz Levy, Bragga – Nação Graffite (www.fotolog.com6ra99a), Carla Del Soldato, Casa da Palavra (www.casadapalavra.com.br), Chang Chi Chai (changchichai@ig.com.br), Chico Buarque, Chico Caruso, Chicô Gouvêa (www.chicogouvea.com.br), Cláudia Calaça, Claudia Petrúcio Salgado César, Claudine Milione Dutra, Clube de Engenharia, Coleção Gilberto Chateaubriand / MAM RJ, Coleção Paulo e Maria Cecília Gey- er / Museu, Imperial – IPHAN, Cristina Nascimento, Cristina Zappa, de Lima (Feira Hippie / tel. 24852650), Leonardo, Leonardo Paschoal, Lucia de Lima (www.luciadelima.com), Lucia Mamede, Luís Sá, Luiz Henrique Levy, Magda Gonçalves e sua equipe: Restaurante Turístico do Corcovado / Lojas Souvenir Corcovado / Curiosidades Corcovado / Parque do Artesanato, Márcia Prestes, Marcio Alves Roiter / Instituto Art Déco Brasil (marcioroiter@uol.com.br), Marcos Prado, Maria Augusta Machado, Maria Cristina Sá, Maria de Fátima Bernardes, Maria de Lourdes Parreiras Horta, Maria Helena Flynn, Maria Inês Turazzi, Maria Isabel Oswald, Maria José Goytacaz Cavalheiro, Maria José Pereira da Silva (Feira Hippie / tel. 24544850), Maria Lucia David de Sanson, Maria Matos, Mariettinha Leão de Aquino, Mario Mendonça, Marlene Gomes, Mattos / Marcos e Iolete (Floresta da Tijuca), Mauro Rubinstein, Meni Lopes, Michelle Strzoda, Millôr Fernandes, Monsenhor Abílio Ferreira da Nova, Museu da Cidade - Secretaria Municipal das Culturas / Prefeitura do Rio de Janeiro, Norma Rod- rigues, Odeth Vieira, Pamé Rio (arteriopame@yahoo.com.br), Parque Nacional da Tijuca, Patricia Lima, Pedro Sánchez (www.oamador.blog- Custódio Coimbra (Custodio@oglobo.com.br), Editora JB, Eduardo Augusto Brito e Cunha, Eliane Lóss, Elisa Teixeira, Elizabeth Pessoa, Equipe do Studio Alfa, Evando Abreu, Família Carlos Oswald, Família Heitor Levy, Família Mercio Saraiva de Macedo, Família Monteiro Teixeira, Fernando Cochiarelli, Fichel David (dchargel@yahoo.com. br), Gegê Edições Musicais, Gilda Ohanian Nunes, Gilson Martins, Guilherme Lacerda (tel. 25516411), Guilherme Secchin (www.gsecchin. com), Heitor Souza, Heloi Moreira, Heloisa Helena Queiroz, Instituto Moreira Salles, J. Araújo, Jaguar, João Cruz, Jobim Music, Jorge Costa Braga, Jorge Scévola de Semenovitch, José Ayres Cabral, José Henrique spot.com), Professor Milton Teixeira (miltur@gbl.com.br), Raimundo Oliveira, Ricardo Macieira, Roberto Mauricio Monteiro Vieira e Maria Carlota Oswald Vieira (Loty Oswald), Ronaldo Goytacaz Cavalheiro, Rosana Fortes, Rossana Libianio, Rossini Perez, Sérgio Ferreira, Sérgio Seabra de Noronha, Serviço de Documentação de Marinha, Sonia e Jorge Silva Costa, Sonia Lucia Peixoto, Sonia Pepe, Stella Maris Men- donça, Telmo C. Lustosa, Thereza Miranda (www.thereza.miranda. nom.br), Tio Paulo Produções (tel. 96825648), Tunico Hirsch, Vera Lu- cia Ferreira da Silva, Vera Maria Mancini Peixoto, Walney de Almeida, Zeca Linhares (zeca@centroin.com.br)

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