Portfólio de  Estágio  Vânia Luisa Oliveira Dias    Alagoinhas - Bahia
Colégio: Modelo Luis Eduardo MagalhãesO estágio de regência foi realizado no Colégio Modelo LuisEduardo Magalhães situado ...
O colégio atua na formação de nível médio abrigando profissionais(professores) graduados e especialistas distribuídos nas ...
É uma escola relativamente grande que comporta grande quantidade de alunos dacidade e de outros municípios, e se preocupa ...
Turma        A turma 92M1a qual foi realizado o estágio é uma “galera” bem novinha commuita garra e energia. Muitas vezes ...
Aulas de observação        As aulas de observação foram feitas numa turma do turno vespertino 92V2, masdevido alguns probl...
As aulas       No primeiro dia de aula antes de iniciar qualquer conteúdo, comecei a me entrosar comos alunos com um quebr...
A importância das aulas práticas é destacada por Junior e Barbosa nesta citação:                                          ...
Acontece que através desses sentimentos as coisas fluem em sala de aula, porquese os alunos estão alegres o assunto dimana...
Slide sobre interação gênica        Na sétima semana de aula foi uma aula só de correção de exercício, tanto deinteração g...
A função da escola é assegurar ao aluno conhecimento para iniciar sua vidaacadêmica, moldar forma de agir e refletir, mas ...
Por fim na última semana de aula que foi a prova foi só mesmo cumprimento do     dever, a prova foi individual, teve trint...
SOARES, José Luís. Biologia volume único. São Paulo: Scipione, 1997.   AMABIS, José. Mariano. MARTHO, Gilberto. Rodrigues....
A substituição        Neste período de buscar escola e estágio, escolhi a escola modelo, e a professora Andréa,que me rece...
Carreira docente        Hoje posso afirmar com todas as letras que esta é a minha profissão, muitos podem nãoacreditar, ma...
ReferênciasJUNIOR, A. N. S. BARBOSA, J. R.A. Repensando o Ensino de Ciências e deBiologia na Educação Básica: o Caminho pa...
MORAES, Carolina Roberta. Motivação do Aluno Durante o Processo de Ensino-Aprendizagem. Revista Eletrônica de Educação. An...
Upcoming SlideShare
Loading in …5
×

Portfólio vânia est.sup.ii

1,691 views
1,636 views

Published on

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
1,691
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
3
Actions
Shares
0
Downloads
21
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Portfólio vânia est.sup.ii

  1. 1. Portfólio de Estágio Vânia Luisa Oliveira Dias Alagoinhas - Bahia
  2. 2. Colégio: Modelo Luis Eduardo MagalhãesO estágio de regência foi realizado no Colégio Modelo LuisEduardo Magalhães situado na Rua Luis Viana em AlagoinhasBahia.
  3. 3. O colégio atua na formação de nível médio abrigando profissionais(professores) graduados e especialistas distribuídos nas suas áreas de atuação. Na sua estrutura física possui uma biblioteca com funcionamento normal, trezesalas de aula que são arejadas e com ventiladores, quadro branco para pilotos, carteirasque são suficientes para todos os alunos, banheiros distribuídos nos andares da escolae também bebedouros.Fotos: Vânia e Letícia Dias Possui cinco salas de línguas, um laboratório de química, uma sala de vídeo,uma quadra esportiva, uma sala de artes, uma cantina com uma área de refeitórioampla com telefones públicos, vestiários, um auditório, uma secretaria, uma sala dedireção, uma sala de coordenação, sala de professores com uma cozinha interna,banheiros e almoxarifado.Fotos: Vânia e Letícia Dias
  4. 4. É uma escola relativamente grande que comporta grande quantidade de alunos dacidade e de outros municípios, e se preocupa com o bem estar dos alunos, também com aformação social/artística dos alunos promovendo eventos culturais e incentivando aprodução artística. Sabe-se que o conhecimento está enraizado na vida das pessoas, e que a escola temresponsabilidade primordial na educação, pois é lá que o aluno pode “moldar e ampliar”seus conhecimentos com a ajuda dos professores e dos conteúdos estudados. “A principal função da escola já não é promover a simples aquisição de conhecimentos, mas sim ensinar a cada um como adquirir o máximo de conhecimentos com a maior economia de tempo, em suma, ensinar a cada um como estudar e como raciocinar com eficiência” (CASTELO apud JUNIOR & BARBOSA). O professor é o intermediário entre o aluno e o conhecimento, são amigos nas horascertas, mas é também aquele que educa com carinho. A escola é bastante confortável tanto para os alunos, quanto para os professores, osfuncionários cuidam da limpeza da escola, são bem atenciosos com os professores. A escolaem estrutura pedagógica também é bastante eficiente, são bem organizados, os professoressão competentes e uma direção de pulso forte com bastante ação.
  5. 5. Turma A turma 92M1a qual foi realizado o estágio é uma “galera” bem novinha commuita garra e energia. Muitas vezes percebi um pouco de imaturidade na maioria daturma, mas relevei devido a pouca idade deles. São mais meninas do que meninos, que a maioria pensa em fazer vestibular ououtros cursos e que mesmo sendo na VI unidade se esforçavam para aprender. Existiam alguns alunos que ao assistirem as aulas perguntavam bastante sobre oassunto e pediam exemplo do cotidiano deles. A turma por ser nova, tem pouca maturidade, com muita energia e por isso sãomuito ativos, em compensação é uma turma alegre, com boa afetividade e receptividade. Não observei nenhum caso de rebeldia na turma, eles são de certa forma apesarde serem agitados, são passivos pelo menos alguns deles, o restante “briga” por seusdireitos, mas de forma franca e meio imatura.Professora Regente A professora Andréa é uma pessoa muito solicita, me orientou com relação áescola, em sala de aula, e participou do júri simulado. Não tive muita dificuldade, ela me recebeu sempre que precisei de sua ajuda, eme apresentou a turma e conversou com eles sobre mim e antes na turma anterior játinha conversado com a outra turma á respeito de uma estagiária. A professora deve ser aquela pessoa forte, mas ao mesmo tempo tranqüila,segura, ter domínio de classe e de conteúdo e sobre tudo ser amiga do aluno. O aluno busca no professor um conselheiro, não alguém que mande nele, oprofessor é um mediador entre o aluno e o conhecimento desta forma CORREIA (1990)declara: “O professor é visto como educador que direciona e conduz o processo de ensino. Trabalha junto com o aluno sua realidade concreta. Abre perspectivas a partir dos conteúdos curriculares. Cabe, pois, ao professor proporcionar aos alunos a “passagem do plano de satisfação individual ao plano das experiências coletivas” (CORREA 1990, p.121).
  6. 6. Aulas de observação As aulas de observação foram feitas numa turma do turno vespertino 92V2, masdevido alguns problemas (colégio) as minhas aulas de regência ocorreram na turma 92M1. No período em que observei a Tuma 92V2 em determinada aula ocorreu o júrisimula sobre os transgênicos. A apresentação foi bastante séria, com responsabilidade ededicação por parte de alguns. A turma trabalhou bastante no trabalho e o resultado foi muito bom. O júri simulado é só mais uma das estratégias de ensino aprendizagem onde oaluno vai pesquisar sobre determinado assunto para debater. Anastasiou retrata o júri simulado como “simulação de um júri em que, a partir deum problema, são apresentados argumentos de defesa e de acusação. Pode levar o grupo àanálise e avaliação de um fato proposto com objetividade e realismo, à crítica construtivade uma situação e à dinamização do grupo para estudar profundamente um tema real”(ANASTASIOU& ALVES, 2004, p. 92 apud Mazzioni).Regência A regência ocorreu naturalmente, não fiquei muito nervosa só um pouco ansiosapara dar as aulas. Encarei meu estágio com bastante “seriedade” e responsabilidade paraque o trabalho fosse bem feito e os alunos me respeitassem e aprendessem o conteúdo. A regência foi um pouco tumultuada devido ser a última unidade e fim de ano, amaioria dos alunos estavam passados na disciplina, mesmo assim eles se interessarambastante pelo assunto da unidade que foi genética. Os assuntos foram bem explicados em sala de aula, dando oportunidade aos alunosde perguntarem sobre dúvidas do conteúdo. Poucas foram às atividades realizadas devidoao tempo que foi muito curto, mas que foi suficiente para demonstração do conteúdo. Foi o período que pude reafirmar o que é ser professora, compreender que esta éminha vocação, aprendi com os alunos algumas coisas, como postura em sala de aula,tolerância, amizade e principalmente a organizar tempo e material para tantas aulas emtantas turmas.
  7. 7. As aulas No primeiro dia de aula antes de iniciar qualquer conteúdo, comecei a me entrosar comos alunos com um quebra-gelo, para conhecê-los melhor e para criar uma atmosfera deanimação. Quanto a isto NOT (1993apud MORAIS, 2007) afirma que “toda atividade requer umdinamismo, uma dinâmica” e foi por isso que escolhi uma dinâmica para a idade deles e combastante agitação que foi o jogo do autógrafo. Nesta mesma aula antes da dinâmica fui apresentada pela professora e a turma merecebeu muito bem. Inicie a aula com o assunto Herança ligada ao sexo com o recurso TVPendrive para tornar a aula mais interessante. Como era início de assunto busquei conceituarpalavras que seriam trabalhadas durante a aula para que eles através dos conceitosentendessem melhor o conteúdo.Slide da aula sobre herança ligada ao sexo. TV Pendrive Quando fiz um questionário de sondagem no final do estágio percebi que nem todos osalunos apreciavam aulas no data show, e que não prestavam atenção na aula por causa deimagens que os distraia. Mas a maioria aprovou o uso da técnica por que deixou a aula menosmonótona e interessante. Gostei bastante da aula apesar das conversas durante a explicação,mas alguns alunos que estavam atentos perguntam sempre alguma coisa. Na aula seguinte que seria correção de exercício os alunos não responderam aatividade e mesmo assim corrigi a atividade para que eles não se esquecessem de responder oexercício quando solicitado, pois é importante que os alunos respondam as atividades do livropara minimizar possíveis dúvidas e fixar o conteúdo. Coloquei sala em grupos e num papel onome das equipes e elegi o terceiro nome de cada grupo para responder a atividade no quadro. Nesta aula fiquei bastante chateada com os meninos, pois não responderam a atividadee ainda estavam conversando bastante e entrando e saindo da sala a toda hora, assim tive quechamar a atenção deles e ficar mais sérias para que se concentrassem no exercício. Na terceira aula foi um dos planos que deu mais certo e que gostei porque o que foiprogramado na primeira aula (são duas aulas por semana) deu para realizar que foi corrigir orestante do exercício do livro que não deu tempo na semana anterior e dar mais assunto. Emseguida fiz a introdução do assunto 2° Lei de Mendel, explicando sobre Diibridismo emonoibridismo e mostrei o painel ilustrativo com o cruzamento de ervilha feita por Mendelsemelhante à figura do livro didático. O painel foi mais um recurso que utilizei para dinamizara aula, e não deixa de ser uma aula prática para que os alunos participassem e entendessem oassunto.
  8. 8. A importância das aulas práticas é destacada por Junior e Barbosa nesta citação: “as aulas práticas são extremamente proveitosas para os alunos, pois possibilita a interação do aluno ao objeto de conhecimento, bem como uma observação na prática dos conhecimentos assimilados em sala de aula, dessa forma levando o aluno a compreender o motivo de ter aprendido um determinado conteúdo e ver a sua aplicação na prática. A área de ensino das Ciências Biológicas é uma das que mais ganha com esse tipo de prática, e que se pode dizer que é até a que mais depende dela para uma melhor compreensão do aluno” JUNIOR & BARBOSA (2009). Nesta aula os alunos estavam bastante agitados por que já estava no fim da aula eeles queriam ir embora, mas participaram do painel colocando as ervilhas seguindo a ordemdo cruzamento. Só foi um pouco chato porque eu só tinha programado dar aula até o painel,e como ainda faltavam dez minutos para o fim da aula, os alunos perceberam que eu não iriacontinuar o assunto e queriam ir embora mesmo eu não podendo liberá-los mais cedo, mascomo não tinha como segurá-los em sala eles foram embora. A partir daí senti a necessidadede sempre ao elaborar o plano de aula deixar algo de extra, caso o assunto programadoacabe antes da aula. Slide da aula sobre 2° Lei de Mendel Painel ilustrativo Na quarta semana de aula ocorreu um fato interessante, programei minha aulanormalmente, mas quando cheguei à escola descobri que os professores estavam noconselho de classe e que os meninos seriam liberados, mas a confusão já estava “armada”por que a regente pediu que os alunos voltassem para a sala e os meninos alegaram que adireção tinha liberado eles. Qual foi minha postura, a regente pediu que eu fosse para a sala e continuasse meusplanos, o problema era que os meninos a maioria já tinham ido embora e os que estavamainda na escola estavam indignados com a situação. A aula foi dada, mas eles estavam tãoinquietos que na aula seguinte eu teria que reexplicar todo o assunto. Eu fiquei bastante incomodada com a situação, porém tranqüila porque sabia estarfazendo a coisa certa. A emoção estava a flor da pele, não ficaram quietos um instante e édifícil saber lidar com as suas próprias emoções e as dos alunos. “Os professores demonstram ter dificuldade em lidar com as situações emotivas emsala de aula, o que é compreensível pela própria natureza da emoção” (ALMEIDA, 2003). O professor em sala de aula inevitavelmente tem de lidar com emoções diariamentecomo: alegria, tristeza, raiva, agressividade, carência de atenção, medo, timidez/vergonha,estresse entre outros. A dinâmica em sala de aula é esta, pois os indivíduos são movidospelas emoções, e o professor além de se envolver com as emoções de seus alunos ainda temde lidar com suas próprias emoções.
  9. 9. Acontece que através desses sentimentos as coisas fluem em sala de aula, porquese os alunos estão alegres o assunto dimana melhor, se a professora não esta “estressada”como os alunos descrevem os assuntos são passados de forma mais calma, e ocorre diálogo. Mas fora da sala de aula muitas vezes o professor tem de ser o ouvinte dos problemasde seus alunos e desta forma se envolve emocionalmente com eles e laços de amizade sefortalecem ou de forma semelhante à hostilidade também pode acontecer se determinadoaluno não vai com “a cara do professor” tudo por causa de emoções. “É o modo de agir do professor em sala de aula, mais do que suas características de personalidade que colabora para uma adequada aprendizagem dos alunos; fundamenta-se numa determinada concepção do papel do professor, que por sua vez reflete valores e padrões da sociedade” (Abreu & Masetto apud Silva, 2007). Após a aula tumultuada, já na quinta semana de aula (inclusive foi no dia da visita daorientadora) tive que reexplicar todo o assunto da aula anterior passando mais slides sobreoutros cruzamentos semelhantes ao cruzamento de ervilhas, só que com animais (pelagem,cor etc.) tudo isso ocorreu na primeira parte da aula. Foi uma aula tranqüila, não fiqueinervosa com a presença da orientadora, estava preparada e com o assunto na ponta da língua,os meninos colaboraram ficando quietinhos,mas só até ela sair,porque depois disso foi umazuada só. Na segunda parte foi aplicado o teste com o primeiro assunto da unidade (herançaligada ao sexo), foi uma atividade em dupla e sem consulta já que as notas da unidadeestavam estabelecidas como seis da prova e quatro de atividades, porém dois pontos jáestavam destinados para a gincana que ocorreria no dia 21 de novembro de 2010, entãoresolvi fazer o teste com valor de um ponto para verificar como estava o entendimento delesno conteúdo e também um álbum seriado sobre evolução valendo um ponto, pois é umassunto que “cai” no vestibular e que devido ao tempo não seria visto esse assunto. Slide sobre outros cruzamentos de Mendel Na sexta semana de aula como os alunos alguns deles (10) iriam viajar tive queadiantar o assunto sobre interação gênica e explicar os cruzamentos. Passei atividade do livro para responder valendo nota e descobri que os alunosprecisam ser estimulados para realização de algumas atividades curriculares, pois na aulaseguinte todos responderam o exercício direitinho e os que viajam deixaram com os colegasque não foram. Estava irritada, pois conversa mais uma vez estava rolando solta e tive que chamar aatenção deles várias vezes, era preciso, pois a desatenção leva ao erro na maioria das vezes.Como conseqüência não deu tempo corrigir o exercício programado para aquela aula, só deupra explicar um pouco do novo assunto interação gênica.
  10. 10. Slide sobre interação gênica Na sétima semana de aula foi uma aula só de correção de exercício, tanto deinteração gênica quanto de 2° lei de Mendel por que alguns alunos não estavam então nãopoderia dar conteúdo para que ninguém ficasse prejudicado. Dei prioridade à correção da 2° Lei de Mendel do que o assunto novo que poderiaser visto na aula seguinte, tudo correu bem, eles tiraram dúvida e expliquei que algumascoisas do exercício poderiam estar na prova. Mesmo com a ausência de alguns alunos o papo não parou e isto chateia porqueatrapalha na hora de explicar o conteúdo, e quem esta interessado não entende pelaconversa. Mais uma vez tive de parar a aula para dar um “sermão” na turma que estava demais, mas acredito que pela aula acontecer depois do intervalo deixa os meninos muitoagitados, afobados e cansados, o negócio é ter paciência mesmo com eles. Na penúltima semana de aula só terminei de corrigir o exercício e apliquei oseguinte questionário: Pesquisa SondagemVocê gosta da disciplina Biologia?Você tem dificuldade na disciplina?O que você achou do comportamento da estagiária na unidade?Quais as suas críticas á respeito das aulas?Quais suas sugestões para melhoria das aulas?Você está satisfeito com a direção escolar?Por quê?Dê sugestão.Está sendo preparado para o vestibular?Em caso negativo por quê?E qual sua sugestão? Alguns responderam que gostavam outros não, alguns tem dificuldade nadisciplina, sobre o comportamento da estagiária eles responderam que gostaram da minhaatuação e assumiram que as broncas dadas foram merecidas, pois são muito inquietos,falaram que as aulas deveriam ser mais dinâmicas, mas também reconheceram que otempo não foi muito favorável, sugeriram que as aulas deveriam ser mais práticas semtanto assunto e com poucos trabalhos, eles contaram que a escola deveria prepará-losmelhor para o vestibular. Muitos dos alunos reclamaram que a escola não estava preparando eles para ovestibular, afirmaram que a escola poderia adequar as atividades apropriadas para o 3° anocom simulados e pontuar com notas da 4° unidade. “A escola pública brasileira, mediante a forma como organiza seu trabalhopedagógico e estabelece seus regulamentos, ritmos e rituais, ainda está longe de produzir osucesso escolar e de alcançar os fins educacionais assegurados constitucionalmente”(COSTA, 2000). É por causa de afirmações como a de Costa que a educação se torna cadavez mais inaceitável, as pesquisas mostram que a educação esta degradando cada dia quepassa.
  11. 11. A função da escola é assegurar ao aluno conhecimento para iniciar sua vidaacadêmica, moldar forma de agir e refletir, mas o que acontece é uma aprendizagemdeficiente, sem vida e de má qualidade. Claro que é necessário averiguar as reais possibilidades da escola, suas propostas epostura da direção e professores. Mas os alunos também devem se esforçar para aprendermesmo com deficiências. Com relação a isso e procurando fazer o melhor pelos alunos, direcionei minhasatividades e provas com questões de vestibular assim como fazia a professora nas provasanteriores. Com a entrevista pude perceber como os alunos estavam satisfeitos com minhasaulas, que eu passava segurança para eles e este é o papel do professor, o aluno tem que sesentir a vontade em sala de aula para aprender de forma mais eficiente. Foi praticamente uma aula de despedida de conversas melosas, desculpas, caras desaudade, creio que eles aprenderam algumas coisas no período de regência e eu aprendimuito mais com eles. Nesta aula recebi os trabalhos sobre evolução (álbuns seriados), foi uma atividadeque me surpreendeu, pois os alunos reclamaram, mas no fim todos tinham feito o trabalhocom muito capricho, usei esta atividade para que eles estudassem o assunto evolução e quedevido ao tempo não daria este conteúdo. Álbuns confeccionados pelos alunos.
  12. 12. Por fim na última semana de aula que foi a prova foi só mesmo cumprimento do dever, a prova foi individual, teve trinta questões, mas por dica da orientadora resolvi pedir para eles escolherem apenas vinte questões para responder, foi como um presente de natal, as notas foram muito boas e quase nenhum dos alunos foram para a recuperação. Passei todas as atividades pelo livro que é muito bom com questões de vestibular apesar de ser um pouco resumido o conteúdo, e também pelo acesso que os alunos têm com o material. “Os professores (as) utilizam o livro como o instrumento principal que orienta o conteúdo a ser administrado, a seqüência desses conteúdos, as atividades de aprendizagem e avaliação para o ensino das Ciências. A seleção dos livros didáticos para o Ensino de Ciências constitui uma responsabilidade de natureza social e política. Por outro lado, a quantidade de livros didáticos que circulam no mercado, faz da seleção dos mesmos uma tarefa ainda mais complexa e exigente profissionalmente” (NUNEZ et al, s.d). O livro trabalhado em sala de aula foi o de Paulino, também utilizei para dar minhas aulas alguns livros: José Luis Soares, e Amabis e Martho entre outros que foram consultados como o de Sônia Lopes. O livro de Amabis é muito bom com muitas questões e o assunto é bem explicado o que me deixo bem informada ao dar a aula, sem ter que seguir totalmente o livro didático. O livro de Soares é muito interessante quanto às questões, inclusive usei várias questões dele para prova, porém o conteúdo, não me agradou muito, um pouco resumido.!! “ Livro didático dos alunos PAULINO, Wilson Roberto. Biologia, volume 3:genética,evolução,ecologia.1°ed.São Paulo:Ática,2005.
  13. 13. SOARES, José Luís. Biologia volume único. São Paulo: Scipione, 1997. AMABIS, José. Mariano. MARTHO, Gilberto. Rodrigues. Biologia das Populações. Volume 3. 2°ed. São Paulo: Moderna, 2004.Os Conteúdos Antes mesmo de conhecer os alunos, decidi que iria ensinar da maneira que gostaria deaprender, porque nem sempre o professor se coloca no lugar do aluno pra perceber o quanto échato para os alunos um professor no meio da sala só falando e falando. Desta forma busquei deixar as aulas mais dinâmicas possíveis, com data show, commaterial expositivo, com a participação dos alunos e quebra-gelo, muitas coisas deixaram de serfeitas pelo tempo e pela dinâmica do conteúdo (Genética) não é um assunto muito fácil detrabalhar, mas é preciso ter muita criatividade e força de vontade. Talvez tenha insistido muito com o recurso do data show talvez por conveniência minha,ficando mais a vontade e segura para explicar o assunto.Mas procurei minimizar issoconversando com os alunos,exemplificando com o dia a dia deles e com o painel para que a aulanão fosse expositiva o tempo todo.
  14. 14. A substituição Neste período de buscar escola e estágio, escolhi a escola modelo, e a professora Andréa,que me recebeu muito bem, e ela estava com um trabalho na Direc que precisaria de umaestagiária em suas turmas no período vespertino. Foi aí que minha vida de professora ficoucorrida e cheia de experiências, abracei sete turmas e mais a turma do estágio, foi uma loucura dehorários de conteúdos e coragem. O que a gente aprende no estágio na UNEB ajuda bastante, mas nada melhor do que aprática real para nos dá uma lição. São muitas pessoas de personalidades diferentes, pensamentose comportamentos diferentes. O bom foi que aproveitei muitas coisas da turma de estágio para osaluno da tarde 3° ano também, e são mais 5 turmas de 1 ano,era muito repetitivo pois era a mesmacoisa em salas diferentes. O estágio foi uma experiência muito diferente devido a esta nova oportunidade de ensinarvárias turmas ao mesmo tempo, muitas coisas ditas na universidade são refletidas no modo de agirem sala de aula, muitas coisas são aprendidas em sala que deveriam ser aprendidas no curso, masa realidade ensina muito mais. É aprendido que os alunos nem todos vão gostar de você e ainda temos que ter amaturidade de aceitar isto, o que não é fácil, a convivência é boa quando as pessoas te aceitam,mas nem por isso devemos bloquear pessoas. O mais recompensador além dos “meus” alunos estarem seguindo suas vidas aprendendomuito mais, é a amizade com alguns deles, o reconhecimento que onde você estiver um deles fala“pró”, te reconhece é gratificante, são coisas que vão ficar para o resto da vida, é bom conversarcom eles e ouvir eles contarem os planos de sua vida, faculdade ,cursos, planos etc. Inclusive teveum de meus alunos que passou no vestibular, agora vai ser meu colega de universidade em umoutro curso,isso é uma experiência muito interessante.
  15. 15. Carreira docente Hoje posso afirmar com todas as letras que esta é a minha profissão, muitos podem nãoacreditar, mas é preciso muito mais que saber ser professor, é necessário também ter vocaçãopara fazer isto, gostar do que se faz que é ensinar “educar” com muito carinho e ter satisfação emver os resultados, mas também ter maturidade para encarar os erros e consertar para chegar aoaprimoramento.Conselho aos companheiros Biodocentes Ser professor não é uma coisa fácil, vai se aprendendo com o tempo, com estudos, com avida. Se depois de um estágio ou dois não sair da forma que esperou, tente de novo,mas é precisodescobrir se realmente esta é a sua vocação, se não for faça o melhor que puder e um trabalhobem feito.
  16. 16. ReferênciasJUNIOR, A. N. S. BARBOSA, J. R.A. Repensando o Ensino de Ciências e deBiologia na Educação Básica: o Caminho para a Construção do ConhecimentoCientífico e Biotecnológico. Democratizar, v. I I I, n. 1, jan. /abr. 2009. Disponível em:<http://www.faetec.rj.gov.br/isezonaoeste/publicacoes/democratizar/ed4/art_jane_arildo.pdf.>Acessado em: 04/02/2010.CORRÊA, A. D. A escola progressista. In: Oswaldo Alonso Rays (coord.). Leituraspara repensar á pratica educativa. Porto Alegre. sagra, 1990.MAZZIONI, Sady. AS ESTRATÉGIAS UTILIZADAS NO PROCESSO DEENSINO-APRENDIZAGEM: CONCEPÇÕES DE ALUNOS E PROFESSORESDE CIÊNCIAS CONTÁBEIS. UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA REGIONAL DECHAPECÓ. Disponível em:<http://www.congressousp.fipecafi.org/artigos92009/283.pdf>. Acesso em 27 jan 2011.SOUZA, E. O. S.; SILVA, E. S.; DOTTORI, S. S. BIOLOGIA PARA O ENSINOMÉDIO. PROJETO DE REORIENTAÇÃO CURRICULAR PARA O ESTADO DORIO DE JANEIRO ENSINOS MÉDIO E FUNDAMENTAL (2o SEGMENTO).Disponível em [http://omnis.if.ufrj.br/~curriculo/11-exatas-biologia.pdf]. Acesso em:20.03.2010.KRASILCHIK, M. Práticas de Ensino de Biologia. 4ª ed. ver. e amp.,1ª reimp. - SãoPaulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2005.ALMEIDA, Ana Rita Silva. A emoção na sala de aula. 3° ed .Campinas,SP:Papirus,2003.SILVA, P. S. A Relação Professor/Aluno no Processo de Ensino/Aprendizagem.Revista Espaço da Sophia - Nº 07 – outubro/2007 – Mensal – Ano I. Disponível em[http://www.smec.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-praxis-pedagogicas/RELA%C3%87%C3%83O%20PROFESSOR-ALUNO/a%20relacao%20professor%20aluno%20no%20processo%20ensino%20aprendizagem. Pdf]. Acesso em: 06 fev.2011.NUNES, Cely do Socorro Costa. A função social da escola e sua relação com aavaliação escolar e objetivos de ensino. Trilhas, Belém, v.1, n.2, p. 56-65, nov, 2000.Disponível em:< http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/pdf/artigos_revistas/2.pdf>.Acesso em 06 fev 2011.
  17. 17. MORAES, Carolina Roberta. Motivação do Aluno Durante o Processo de Ensino-Aprendizagem. Revista Eletrônica de Educação. Ano I, No. 01, ago. / dez. 2007.Disponível em:http://web.unifil.br/docs/revista_eletronica/educacao/Artigo_06.pdf. Acesso em 14fev 2011.NÚÑEZ, Isauro Beltrán; RAMALHO, Betânia Leite; SILVA, Ilka Karine P. da;CAMPOS, Ana Paula N. A SELEÇÃO DOS LIVROS DIDÁTICOS: UM SABERNECESARIO AO PROFESOR. O CASO DO ENSINO DE CIÊNCIAS. OEI- RevistaIberoamericana de Educación. Disponível em:<http://www.rieoei.org/deloslectores/427Beltran.pdf>. Acesso em: 15 fev 2011.

×