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Gabriel   portifólio estágio supervisionado ii Gabriel portifólio estágio supervisionado ii Document Transcript

  • UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEBDEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA – DCET Portfólio de Estágio Supervisionado: Planejando a Prática Pedagógica Gabriel do Nascimento Santos Alagoinhas, Ba 2011
  • Universidade do Estado da Bahia – UNEBDepartamento de Ciências Exatas e da Terra – DCETLicenciatura em Ciências BiológicasDisciplina: Estágio Supervisionado IIDocente: Cláudia Regina Teixeira de SouzaDiscente: Gabriel do Nascimento Santos. Portfólio de Estágio Supervisionado: Planejando a Prática Pedagógica Portfólio solicitado como avaliação e cumprimento de carga horária da disciplina Estágio Supervisionado II, sob a regência da Profª. Cláudia Regina Teixeira de Souza. Alagoinhas, Ba 2011
  • ISUMÁRIO:RESUMO IIAPRESENTAÇÃO III1. INTRODUÇÃO 11.1. Sobre o Estagio Supervisionado 11.2. Caracterização da Escola 22. OBJETIVO 93. METODOLOGIA 94. OBSERVAÇÃO DAS AULAS 104.1. Caracterização Geral da Turma 104.2. Caracterização da Professora 115. PERÍODO DE REGÊNCIA 116. CONSIDERAÇÕES FINAIS 167. REFERÊNCIAS 19
  • II RESUMOO Colégio Estadual Polivalente de Alagoinhas abriga séries do ensinofundamental e médio. O mesmo possui diversos recursos audiovisuais e umlaboratório de ciências não muito utilizado. A maioria dos estudantes éoriunda de bairros próximos e da zona rural. O corpo docente é constituídode seis professores das disciplinas ciências e biologia, formados naUniversidade do Estado da Bahia, no antigo curso de licenciatura emciências com habilitação em biologia. Este trabalho objetiva mostrar aspectosdo cotidiano que passam despercebidos, na relação professor-aluno noprocesso de ensino-aprendizagem no âmbito do estágio supervisionado. Paratanto foram consideradas duas etapas observação e regência. Foramobservadas, em um período correspondente a seis horas/aula, as aulas daturma de segundo ano do ensino médio, 91M2, considerando situações desdeidade, processo de ensino e aprendizagem, comportamento, após essa etapadeu-se inicio ao período de regência em que o estagiário lecionava semprecom a supervisão da professora orientadora e da professora regente. Para ocolégio foi analisado toda a estrutura física e o quadro de professores. Para aprofessora observada foi analisado, a relação com os colegas de trabalho, arelação com os alunos e a dinâmica das aulas. As observações ocorreramdurante a terceira unidade do semestre 2009.2, totalizando 20 horas. Com otrabalho pode-se concluir, principalmente, que o estágio supervisionado éuma importante atividade curricular nos cursos de licenciatura, poisatravés dele que se conhece a dinâmica do processo educativo, gerandosubsídios para a futura atuação docente, tornando-se indispensável naprática pedagógica.Palavras-chaves: Educação, Ensino-aprendizagem, Estágio Supervisionado,Portfólio.
  • III APRESENTAÇÃO Meu nome é Gabriel do Nascimento Santos, sou estudante dosexto semestre do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas,oferecido pela Universidade do Estado da Bahia no campus II, emAlagoinhas, atualmente curso o oitavo semestre e me propus aescrever este portfólio de estágio supervisionado, não só como umaforma de avaliação de disciplina, mas como um oportunidade singularde autoconhecimento e auto-avaliação onde, através da atuação comoprofessor de biologia, procurarei encontrar os subsídios necessáriospara a evolução como futuro profissional docente.
  • 11. INTRODUÇÃO1.1. Sobre o Estágio Supervisionado Farei aqui algumas considerações acerca do estágiosupervisionado e sua importância nos cursos de licenciatura. O Estágio Supervisionado de Licenciatura é uma exigência da Leide Diretrizes e Bases da Educação Nacional (nº 9394/96). AsResoluções CNE/CP nº 1/2002 e CNE/CP nº 2/2002 instituíram asDiretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores daEducação Básica, em Nível Superior, Curso de Licenciatura, deGraduação Plena e a respectiva carga horária dos cursos. O estágio é necessário à formação profissional a fim de adequaressa formação às expectativas do mercado de trabalho onde olicenciado irá atuar assim o estágio dá oportunidade de aliar a teoriaà prática (BARRETO, 2006). Segundo Buriolla (2001), o estágio é o lócus onde a identidade doprofissional docente é gerada, construída e referida, assim o estágiovolta-se para o desenvolvimento de uma ação vivenciada, reflexiva ecrítica e, por isso, deve ser planejado gradativa e sistematicamentecom essa finalidade. Gaspar (2004) aponta que: A formação do professor é um dos processos complexos em que muitas variáveis precisam ser repensadas, sendo que as dificuldades e potencialidades surgidas na formação profissional têm sua gênese em fatores de natureza estrutural histórica que se reproduzem nas instituições de ensino e escola campo de estágio.
  • 2 Pimenta (2001) aponta que o estágio, por excelência, é momentode reflexão sobre a construção e o fortalecimento da identidade, e que,ao vivenciá-lo, alunos e professores, compreendam que se podem teceros fundamentos e as bases identitárias da profissão docente. Para Rodrigues (s.d) citado por Paula et al (2007) é fundamentalque o professor esteja bem preparado com um conjunto deconhecimentos teóricos e processuais para que possa transmitir comsegurança e qualidade para seus alunos. É possível concluir com o comentário de Silva (2005) que defendeque no cotidiano acadêmico é perceptível que os graduandos seenvolvam com muita disposição e ânimo quando a universidade lhesproporciona a participação em que consiga colocar conhecimentosteóricos em prática, acompanhados de um profissional supervisor.Porém é necessário que o estagiário aprenda a observar e identificaros problemas, estar sempre aprendendo e buscando e trocandoinformações.1.2. Caracterização da Escola O Colégio Estadual Polivalente de Alagoinhas (Figura 1), que selocaliza na rua Prof. Artur Pereira de Oliveira, no bairro SilvaJardim, o qual contém todas as séries do ensino fundamental e médio,possui dezesseis salas de aula padronizadas muito bem arejadas, comjanelas grandes e ventiladores de teto, e também são muito bemiluminadas, existem carteiras suficientes para comportar todos osalunos que estão matriculados em cada turma (Figuras 2 e 3).
  • 3Figura 1. Fachada do colégio.Figura 2. Sala de aula.
  • 4 Figura 3. Pátio da escola, detalhe para as salas de aula ao fundo. A biblioteca ainda está sendo concluída, estando o seu acervoamontoado em cadeiras e mesas (Figura 4), porém os alunos têm acessoa esse acervo para leitura, confecção de atividades e pesquisas,estando sempre cheia de estudantes. O fato de, mesmo a biblioteca estando nesta situação, ela ser tãofrequentada e seu acervo muito utilizado e procurado pelos estudantesmostra o valor que os alunos dão à biblioteca, consequentemente àleitura. Ainda, o acervo conta com livros atuais e sobre diversastemáticas, não se limitando apenas aos livros didáticos, há tambémobras literárias, enciclopédias e livros sobre temas diversos, o quetalvez incentive mais os alunos ao seu uso.
  • 5Figura 4. a) Acervo da biblioteca do colégio. b) Espaço da biblioteca a) b)
  • 6 Além disso, a escola possui também diversos recursosaudiovisuais (Figura 5), como televisão, aparelho de DVD, data-show,e até um microscópio acoplado à televisão, mas, embora as TVspendrive tenham chegado à escola, a instalação elétrica não écompatível, e a instituição está aguardando a troca dessa instalaçãopara que seja possível utilizá-las. É possível refletir aqui sobre o planejamento quanto os projetosfeitos na área da educação. É claro que as TVs pendrive são umrecurso excelente para a dinâmica escolar, por possibilitar aulas maisatrativas aos alunos, mas sem a instalação elétrica adequada esserecurso apenas ocupa espaço e se deteriora pelo tempo e pelo desuso.Além disso pouco são os docentes que sabem como manusear recursosaudiovisuais mais modernos, como a própria TV pendrive e o data-show. Quanto ao data-show, o mesmo não é utilizado pela maioria dosprofessores pela falta de um profissional que faça a montagem doequipamento, e como grande parte do corpo docente desconhece oprocesso de montagem, ele não é utilizado, o que é uma pena poismuitos professores demonstram interesse em utilizar slides, vídeos,animações, entre outras ideias, mas ficam impossibilitados pela faltade alguém que monte o equipamento. Segundo Neto & Fracalanza, (2003) a melhoria na qualidade doensino praticado nas escolas públicas pressupõe, ao lado de recursospedagógicos alternativos e variados, postos à disposição dos professorese dos alunos, porém o espaço escolar deve ter capacidade de acolheresses recursos e fazer uso deles.
  • 7 Figura 5. Recursos áudio visuais: Televisão, TV pendrive e data-show. Existe ainda uma quadra de esporte aberta, porém em condiçõesprecárias (Figura 6), e um laboratório de ciências para aulas práticas,que mesmo com vários equipamentos para aulas de biologia, física,química e matemática, não é muito utilizado pelos professores(Figuras 7, 8 e 9). Um laboratório tão bem equipado e conservado é um espaço quegeralmente se acredita ser raro de encontrar numa escola pública,mesmo assim são poucas as vezes que se vê alguma turma em seuinterior. Aulas práticas mais frequentes poderiam tornar maisinteressadas com os conteúdos aquelas turmas em que a indisciplina, aevasão, e as notas baixas fossem frequentes.
  • 8Figura 6. Quadra poliesportiva do colégioFigura 7. Laboratório de ciências.
  • 9Figura 8. Estufa e pias do laboratório de ciências do colégio.Figura 9. Vidrarias do laboratório de ciências.
  • 10 Os estudantes são, em sua maioria, oriundos de bairros próximose da zona rural, e a escola organiza-os nas salas de acordo com a faixaetária de cada série. A merenda escolar é suficiente, e distribuída paracada estudante. O colégio conta com uma equipe de seis professores para asdisciplinas de ciências e biologia, todos formados pela Universidade doEstado da Bahia no antigo curso de Licenciatura em Ciências comHabilitação em Biologia.2. OBJETIVO O presente trabalho objetivou analisar as atividadesdesenvolvidas durante o período de Estágio Supervisionado II, naturma de segundo ano do ensino médio 91M2, avaliando as nuancesobservadas na dinâmica de ensino-aprendizagem.3. METODOLOGIA O período de estágio compreendeu duas etapas: observação eregência. As observações ocorreram durante o mês de Setembro,durante um período correspondente a seis horas/aula. As observaçõesocorreram durante a quarta unidade do semestre 2010.2.
  • 11 Para o período de observação a metodologia utilizada foi apesquisa qualitativa utilizando a técnica de observação participante.A observação participante tem origem na antropologia e na sociologiae é geralmente utilizada na pesquisa qualitativa para coleta de dadosem situações em que as pessoas se encontram desenvolvendoatividades em seus cenários naturais, permitindo examinar arealidade social (HOLLOWAY & WHEELER, 1996 apud LIMA et al,1999). Também foi utilizada a entrevista semi-estruturada para seobter as informações sobre a escola, já que ao mesmo tempo em quepermite respostas livres e espontâneas do informante, valoriza aatuação do entrevistador. As questões elaboradas para a entrevistalevaram em conta o embasamento teórico da investigação e asinformações que o pesquisador recolheu sobre o fenômeno social(TRIVIÑOS, 1987 apud LIMA et al, 1999). O período de regência também ocorreu durante a quartaunidade do semestre 2010.2, entre os meses de Outubro e Dezembro,compreendendo dez semanas com carga horária total de 20 horas/aula(2 horas/aula semanais). Para as aulas foram feitos planos de aula, que forampreviamente corrigidos pela professora orientadora da disciplina epela professora regente, que apontaram as falhas, deram sugestões,mostrando como ficaria melhor para cada situação. Segundo da Silva e Schnetzler (2008) quando os planejamentossão e devem ser realizados em conjunto com o orientador, e aos poucos,ao perceber a autonomia do estagiário o formador vai dando maiorliberdade na elaboração dos planos de aula. De fato, a experiência do
  • 12orientador gera subsídios para que o estagiário possa evoluir nocontexto da docência. A carga horária tanto para observação, como regência estáestabelecida pelo regimento do curso de Licenciatura em CiênciasBiológicas da Universidade do Estado da Bahia, Departamento deCiências Exatas e da Terra.4. OBSERVAÇÃO DAS AULAS As observações ocorreram entre os meses de outubro e novembro,durante um período correspondente a vinte horas/aula. Asobservações ocorreram durante a terceira unidade do semestre 2009.2.4.1. Caracterização Geral da Turma Com a observação foi possível estabelecer um perfil prévio daturma 90M2, sendo que esta se caracteriza por alunos que não levam olivro didático para as aulas pois reclamam do peso do mesmo, porémprestam atenção às explicações da professora, e ficam quietos duranteas aulas expositivas. Existe um pequeno grupo de alunos queconversam e fazem barulho durante a aula, porem se comportam nomomento em que são chamados atenção. A evasão nesta turma é bastante reduzida e os alunos que nãoestão presentes nas aulas vêm apenas para escola nas datas deapresentação de trabalhos e nos dias das avaliações.
  • 13 Algo marcante que pode ser observado nesta turma foi a uniãodos alunos, não há nenhum deles que fique afastado, ou isolado doscolegas, como também as atividades sempre a participação da grandemaioria. Há também um aluno bastante religioso, que promove discussõesentre seus colegas quanto aos valores familiares, paz, amizade, entreoutros temas. Sentimentos de união, fé, companheirismo, amizade são cada vezmais escassos na humanidade, que foi muito gratificante ver taisvalores fazendo parte do dia-a-dia dessa turma.4.2. Caracterização da Professora É possível traçar também um perfil da professora regente. A professora Celúcia Acácia Carvalho Santos Miranda, a qualdisponibilizou suas aulas para observação e regência, é formada pelaUniversidade do Estado da Bahia, no antigo curso de Licenciatura emCiências com Habilitação em Biologia, possui experiência comoprofessora de ciências para o ensino fundamental e de biologia para oensino médio. Sua metodologia circunda basicamente no uso do livro didático,durante as aulas ela utiliza a leitura dinâmica, onde cada alunoindicado por ela lê o assunto do livro e, posteriormente, ocorre aexplicação do mesmo com a discussão em sala, poucas vezes aprofessora recorre ao quadro, sendo unicamente para se desenharfiguras esquematizadas do assunto em questão, após a explicação, osalunos fazem os exercícios propostos pelo livro, sendo que parte érespondida em classe e a outra em casa. Durante a explicação do
  • 14conteúdo, a professora dirige perguntas para os alunos que são os maisparticipativos a fim de instiga-lo ainda mais, aos demais, ela se limitaem chamar atenção e pedir a leitura ou cobrar os exercícios. Com os colegas de trabalho, Celúcia se mostra bastante popular,sempre antes e depois das aulas ela conversa sobre assuntos diversos, ecom a vice-diretora, faz um apanhado geral sobre o dia de aula. A professora faz o uso dos recursos audiovisuais da instituição,como o data-show e o aparelho de som, também utiliza o laboratóriopara fazer aulas práticas, sempre após a explicação teórica eexpositiva do conteúdo.5. PERÍODO DE REGÊNCIA A regência compreendeu 10 semanas, porém apenas em oito foipossível ministrar aulas devido às atividades diversas do cronogramada escola. Foi escolhido trabalhar com o planejamento semanal, visto queassim é possível ter melhor controle sobre as atividades propostas e asestabelecidas. O cronograma seguido foi adaptado de acordo com asnecessidades da instituição e de acordo com a sugestão da professora eda vice-diretora. Durante a regência, as aulas foram elaboradas de acordo com ascondições da escola, que embora possuísse diversos recursosaudiovisuais, o uso destes, na maioria das vezes, se tornava limitadodevido à falta de instalação elétrica adequada no caso das TVs pen-drive, e no caso do data-show, da falta de um técnico que
  • 15transportasse montasse o equipamento nas salas de aula. Quando odata-show estava disponível, eu mesmo o transportava e montava nasala, assim, tinha que chegar mais cedo para proceder com tal tarefa afim de não ocupar o horário da aula com a montagem do aparelho.Dia 14/10/2010 Sendo essa a primeira aula, alguns alunos estavam meio receososno inicio, mas se mostraram bastante participativos na execução doquadro comparativo proposto por mim, e compartilharam ideias sobreo que deveria compor o quadro. Durante a apresentação dos cordados primitivos os alunos semostraram bastantes curiosos sobre esses animais incomuns, e faziamquestionamentos sobre suas características. O primeiro dia de aula sempre traz muitas expectativas, tantopor parte do educador que espera agradar ao máximo a turma, comopor parte dos educandos, que esperam com curiosidade para sabercomo será a postura do novo professor. Embora todo o nervosismo de estreia, depois do entrosamento,por conta da atividade que já exigia em parte isso, nem pareceu maisum primeiro dia.Dia 21/10/2010 Neste dia os alunos estavam bem participativos, e empolgadosem discutir sobre as características dos vertebrados que haviamdescrito no quadro comparativo da aula passada, assim a aula correubem tranquila. No momento da discussão do quadro comparativo, agrande maioria havia feito a atividade e os poucos que não havia feitotambém participaram da aula e contribuíram de forma significativa,
  • 16por isso achei melhor mais uma semana para a entrega destaatividade, visto a postura da sala. Mesmo sem a possibilidade de usar nenhum recurso didático,além do livro e as imagens do mesmo, a aula expositiva se mostroubastante proveitosa. Como é sabido, é preciso considerar que quando aaula expositiva suscita perguntas, ela estimula o pensamento criadordo aluno, sendo esta uma vantagem (RAMOS & ROCHA, 1981 apudLOPES, 1991) e que sob o rótulo “aula expositiva” estão, na realidade,representados diferentes comportamentos do professor em sala de aula(GODOY, 1997). De fato, sem fazer uso de recursos didáticos, conseguia instigarpor meio das perguntas e brincadeiras os alunos e tornava a auladinâmica e participativa. Graças a essa aula também já pude perceber aqueles alunos queeram mais participativos que os demais, bem como alguns também quese aproveitaram do prazo extra de entrega da atividade já que não ahaviam feito.Dia 28/10/2010 Neste dia não foi possível ministrar a aula por conta de umafeira organizada pelos professores e alunos, intitulada de Feira daPechincha. Esta feira tinha como objetivo arrecadar dinheiro com avenda de produtos usados e seminovos, como roupas, calçados,acessórios, além de alimentos, muitas vezes confeccionados pelospróprios alunos. O dinheiro arrecadado com as vendas seria usado nacompra de materiais usados para a confecção da Feira deConhecimento da escola.
  • 17 Graças à escola ter conseguido divulgar o evento na rádio localmuitas pessoas do entorno estiveram lá para conferir os produtos dosalunos, ainda foi um momento em que se podia ver a escolainteragindo com a comunidade. A feira foi aberta ao público, podendo ás pessoas que moram noentorno da escola visitarem, e colaborarem também. Esteacontecimento mostra a presença da participação da comunidade naescola, sendo este fato previsto na Constituição Federal de 1988. Ainda, segundo Monteiro (2010), a escola deve criar interaçõesentre os vários intervenientes educativos, além de envolver os pais, afamília e a comunidade no projeto.Dia 04/11/2010 Os alunos estavam bem participativos, e empolgados em discutirsobre as peculiaridades do sistema digestório e perguntavam sobre ostipos de doenças relacionados ao tema dando oportunidade de seremdiscutidos outros temas como: alcoolismo e cirrose hepatite, gastrite,distúrbios alimentares. A aula correu bem tranquila, porém, momentoem que foi passado o exercício de fixação alguns alunos mostraramcerta resistência e alguns não fizeram a parte de classe usando oargumento que o fariam em casa. Já é sabido que o aluno deixa de ser uma caixa preta, cujosprocessos cognitivos são ignorados, para ser um indivíduo que deve seranalisado, e sua forma de pensar descrita e observada (KRASILCHIK,1988), por isso sempre foi procurado criar situações que motivassemcada vez mais os alunos a questionarem a respeito do tema da aula. Oresultado foi satisfatório já quase não foi possível concluir o assuntopor conta do tempo.
  • 18Dia 11/11/2010 Os alunos estavam bem participativos, e empolgados em discutirsobre as peculiaridades do sistema respiratório e perguntavam sobreos tipos de doenças relacionados ao tema. A aula correu bemtranquila, apesar de estarem bastante agitados, por conta daorganização da Feira de Conhecimento. Quando foi mostrado o esquema do sistema respiratório (Figura10) os alunos que estavam agitados e não prestavam atenção, seaproximaram e prestaram atenção da simulação do funcionamento dosistema respiratório. A demonstração agradou a todos na sala. Pode-seaqui usar os argumentos de Moreira (1999) e Possobom et al (2002), quedefendem que, posteriormente a explicação teórica do educador, oensino deve ser consolidado, por meio de ações e demonstraçõespráticas e, sempre que possível, deve dar aos alunos a oportunidade deagir. No momento em que foi passado o exercício de fixação,novamente alguns alunos mostraram certa resistência e alguns nãofizeram a parte de casa usando o argumento que o fariam em casa. Figura 10. Esquema de montagem do pulmão retirado de NAGAYOSHI, C. S. O Funcionamento do Sistema Respiratório. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/
  • 19Dia 18/11/2010 No inicio da aula, os alunos estavam rezando, numa espécies desemicírculo, assim preferir esperar até que eles terminassem. Após, foi iniciada a aula e cobrado os exercícios passados nasaulas anteriores, mas, visto que praticamente metade da sala nãohavia feito nenhuma das duas atividades, preferir optar por utilizar aaula para que quem não houvesse feito o exercício, o fizesse, porémesse fato evidencia que a ritmagem, embora basicamente controladapelo professor, é muitas vezes controlada pelos alunos. Isto acontecesempre que, no desenvolvimento de uma atividade, o professor deixaque os alunos levem o tempo de que necessitam, muitas vezes, diferentedo que tinha planeado (MORAIS, 2002). Neste dia a professora orientadora da disciplina havia chegadona escola para observar a aula, mas sua presença não interferiu nocomportamento dos alunos na sala de aula, que agiram como se elanem estivesse presente. O fato desta turma já ter tido outros estagiários da Universidadedo Estado da Bahia, e outros professores os observando, talvez tenhafacilitado a aceitação tanto minha durante o período da regência,como da professora orientadora neste dia.Dia 25/11/2010 Por conta da Feira de Conhecimento, neste dia não foi possívelministrar a aula. Esta feira tinha como objetivo mostra ao público,não só ao da escola conhecimento acerca de temas diversos, comohistória da dança, música, meio ambiente, entre outros. A turma90M2 ficou com o tema “História do Cinema” então caracterizaramsua sala com a evolução do cinema.
  • 20 Neste dia foi percebido algo que, incrivelmente, se torna difícilde se ver, uma escola unida, trabalhando junto, alunos, professores efuncionários mostrando às pessoas como a escola pode ser umambiente descontraído e que o ato de estudar não é sinônimo de tédio.Dia 29/11/2010 Nesse dia foi apresentado à sala o filme Osmosis Jones que fazuma comparação do corpo humano a uma cidade onde as células sãoseus habitantes. O filme deixou todos os alunos bastante interessadoscom o conteúdo. Em momentos do filme, quando era oportuno, fazia comentáriospara explicar aos alunos sobre cada sistema do corpo humano,mostrando como ele era comparado ao filme. A cada abordagem queera feita por mim, muitas perguntas eram lançadas pelos alunos equase que não foi possível concluir a apresentação por conta do tempo. Porém por conta da qualidade ruim da caixa de som e dobarulho provocado por outras salas, alguns alunos se queixaram quenão conseguiram ouvir e compreender o filme direito. Esse dia serviu para se refletir o quanto os alunos se sentemprejudicados quando a baixa qualidade de um recurso prejudica oandamento da aula.Dia 02/12/2010 Por se tratar de uma aula de revisão, poucos alunos que estavampresentes, mas os poucos que estavam prestaram bastante atenção elevantaram dúvidas significativas. O fato da grande maioria da turma precisar de poucos pontospara serem aprovados na disciplina e também por conta do alto valor
  • 21atribuído à nota da Feira de Conhecimento, talvez tenha sido o motivopelo qual quase ninguém estava presente neste dia.Dia 06/12/2010 A aplicação da ultima prova da unidade, com os conteúdos:sistema digestório e sistema respiratório. Zabala (1998) questiona sobre o sentido real e papel da avaliação,sendo esta entendida no seu sentido restrito de controle de resultados,porém quando se aborda temas transversais, se compara conteúdoscom o cotidiano, torna-se mais fácil assimilar o conhecimento e coloca-lo em prática na avaliação. Durante a execução das avaliações os alunos se comportaram deforma exemplar, levantando dúvidas com educação e respeito pelocolega. Em alguns momentos a sala ficava agitada, mas logoretornava ao silêncio. Alguns alunos reclamaram das questões abertas, dizendo queestavam muito difíceis e outros disseram que não haviam estudadoporque não precisavam de ponto para passar em biologia. Os resultados das avaliações poderiam ser melhores, embora nãohouve reprovações em Biologia, se a maioria da sala não já tivesseconseguido os pontos necessários para serem aprovados na disciplina, oque mostra que há apenas um interesse em passar de ano com omínimo necessário, não em engaranhar conhecimento para o futuropessoal ou profissional. A escola acaba colocando para os alunos que o mais importante épassar de ano, não importando a nota, enquanto que o conhecimentoadquirido fica em segundo plano, assim é bastante comum os alunoslevarem “pescas”, decorarem fórmulas ou conteúdos.
  • 22 Seria preciso mostrar ao educando a importância que osconteúdos que ele aprende em sala de aula têm inúmeras utilidades nocotidiano e, logicamente, trazer as situações do dia-a-dia para a classe.6. CONSIDERAÇÕES FINAIS Posso ratificar que o estágio supervisionado é uma importanteatividade curricular nos cursos de licenciatura, pois através dele quese conhece a dinâmica do processo educativo, gerando subsídios para afutura atuação docente. Durante as aulas muitos momentos passam despercebidos, ou atésão considerados como insignificantes por parte do docente, sendonotado apenas por alguém que está fora da situação. Todavia, aobservação somente não gera os subsídios necessários para umaatuação docente, por isso quando o universitário para de espectadorpara participante o objeto de análise deixa de ser outra pessoa e setorna ele mesmo. Através dessa reflexão de si mesmo que o discente evolui noâmbito da licenciatura, que percebe também a importância daprofissão professor para a sociedade. Com o trabalho pode-se concluir, principalmente, que o estágiosupervisionado é uma importante atividade curricular nos cursos delicenciatura, pois através dele que se conhece a dinâmica do processoeducativo, gerando subsídios para a futura atuação docente,tornando-se assim indispensável na prática pedagógica.
  • 237. REFERÊNCIASBARRETO, C. S. Relatório de Estágio Supervisionado I. Curso deLicenciatura em Matemática, Universidade Estadual do SudoesteBaiano, Vitória da Conquista: Ba, 2006.BURIOLLA, M. A. F. O Estágio Supervisionado. São Paulo: Cortez,2001.BRASIL. Ministério da Educação - Conselho Nacional de Educação -Conselho Pleno. Resolução CNE/CP nº. 1/2002.BRASIL. Ministério da Educação - Conselho Nacional de Educação -Conselho Pleno. Resolução CNE/CP nº. 2/2002.Constituição da República Federativa do Brasil. Presidência daRepública - Casa Civil - Subchefia para Assuntos Jurídicos, 1988.DA SILVA, R. M. G.; SCHNETZLER, R. P. Concepções e Ações deFormadores de Professores de Química Sobre o Estágio Supervisionado:Propostas Brasileiras e Portuguesas. Quim. Nova, Vol. 31, No. 8, 2174-2183, 2008.GASPAR, M. A. D. O CEFAM Como Espaço Formador: concepções deegressos sobre professores. Dissertação de Mestrado, PUC/SP, 2001.GODOY, A. S. Revendo a Aula Expositiva. Didática do ensinosuperior: técnicas. 1997. Disponível em: <http://aparecida.pro.br/>Acesso em: 20/02/2010.
  • 24KRASILCHIK, M. Ensino de Ciências e a Formação do Cidadão. EmAberto, Brasília, ano 7, n. 40, out./dez. 1988. Acesso em:<http://emaberto.inep.gov.br.pdf/> Acesso em: 20/02/2010.LIMA, M. A. D. S.; ALMEIDA, M. C. P.; LIMA. C. C. Utilização daObservação Participante e da Entrevista Semi-Estruturada naPesquisa em Enfermagem. Revista Gaúcha de Enfermagem, PortoAlegre, v 20. p. 130-142, 1999.LOPES, A. O. Aula Expositiva: superando o tradicional. In: FELTRANFILHO, A. et al. Técnicas de Ensino: Por que não?. Coleção Magistério:Formação e Trabaho Pedagógico. Campinas, SP: Papirus, 1991.MONTEIRO, L. O Papel da Família, da Escola e da Comunidade NumaRelação Circular. Disponível em:<http://libaniamonteiro.spaces.live.com/blog/cns!B4E36215FCB2D35A!147.entry> Acesso em: 12/02/2011.MORAIS, A. M. Práticas Pedagógicas na Formação Inicial e Práticasdos Professores. Revista de Educação, XI. 2002, p. 51-59. Disponível em:<http://revista.educ.fc.ul.pt/> Acesso em: 20/02/2010.MOREIRA, M. A. A teoria do Desenvolvimento Cognitivo de Piaget.In: MOREIRA, M. A. Teorias de aprendizagem. São Paulo: EPU. 1999.p. 95-107.NETO, J. M. & FRACALANZA, H. O Livro Didático de Ciências:Problemas e Soluções. Ciência & Educação, v. 9, n. 2, 2003.PIMENTA, S. G. O estágio na formação de professores. Unidade teoriae prática? São Paulo: Cortez, 2001.PAULA, A. H.; SOUZA, J. C. A.; BONELA, L. A. A Importância doEstágio Supervisionado na Formação do Profissional de Educação
  • 25Física: Uma Visão Docente e Discente. Movimentum: Revista Digitalde Educação Física, Ipatinga: Unileste-MG - V.2 - N.2 - Ago.dez. 2007.POSSOBOM, C. C. F.; OKADA, F. K.; DINIZ, R. E. S. AtividadesPráticas de Laboratório no Ensino de Biologia e de Ciências: Relato deuma Experiência. Projeto Núcleo de Ensino. 2002. Disponível em:<http://www.unesp.br/> Acesso em: 20/02/2010.SILVA, S. A. P. S. Estágios Curriculares na Formação de Professores deEducação Física: o Ideal, o Real e o Possível. Revista Digital. BuenosAires, v.10, n.82 p. 3-5, Março, 2005. Disponível em:http://www.efdeportes.com/efd82/estagios.htm. Acesso em 16/10/2009.ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: EdArtes Médicas Sul Ltda., 1998.