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Diário paula

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  • 1. Universidade do Estado da Bahia – UNEB Departamento de Ciências Exatas e da Terra-DCET Colegiado de Biologia Licenciatura em Ciências Biológicas Discente: Paula Gabriele Trindade Freitas Estágio Supervisionado IIPortfólio realizado com uma turma de Ensino Médio doColégio Estadual de Feira de Santana - Bahia feito porPaula Gabriele Trindade Freitas graduanda do curso deLicenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade doEstado da Bahia – UNEB, Campus II Alagoinhas, 14 de fevereiro de 2011
  • 2. Diário de Bordo 2Oi amigo navegador! Olha eu aqui novamente,e mais uma vez vim te convidar para mais umadas minhas aventuras. Quer descobrir qual éessa?! Então siga em frente…
  • 3. Ficha Técnica…Oi mais uma vez! Eu sou Paula Gabriele Trindade Freitas, estudante do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade do Estado da Bahia – Campus II, Alagoinhas. E como estudante de um curso de Licenciatura, venho através deste Portfólio comentar um pouco sobre a experiência vivenciada por mim mais uma vez, ao realizar um Estágio, agora não mais de observação e sim de Regência, em um Colégio do Ensino Médio como parte das atividades da componente curricular Estágio Supervisionado II, do oitavo semestre, ministrada pela Professora Orientadora Cláudia Regina Teixeira de Souza.
  • 4. ….O objetivo da atividade foi observar, analisar e reger as aulas de Biologia. A Regência foi feita em uma turma vespertina do Ensino Médio no Colégio Estadual de Feira de Santna – Bahia.A observação e a regência durante o Estágio criou um campo de aproximação maior do cotidiano de um ambiente escolar, permitindo vivências, experiências e implicações que eu na qualidade de futura professora de Biologia também estarei presente, sendo assim, o estágio de regência é de fundamental importância, ajudando na formação da identidade profissional.
  • 5. ...Mensagem ao navegador… Ensinar é deixar um sinal positivo na vida das pessoas. “O professor tem esse poder nas mãos.” Ensinar exige disciplina Intelectual !!! Equipe Pedagógica : Rômulo Castello
  • 6. Caro navegador, é com grande prazer que convido você a viver junto comigo essa aventura mais uma vez… E como toda aventura, as surpresas são fundamentais! Aposto que você é curioso e quer descobrir que surpresas são essas. Então vamos nessa! Espero que goste.. Boa leitura!
  • 7. ...O Estágio é…Um momento na formação em que o graduando pode vivenciar experiências, conhecendo melhor sua área de atuação. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96) o Estágio de Licenciatura, é necessário à formação profissional a fim de adequar essa formação às expectativas do mercado de trabalho onde o licenciado irá atuar. É muito importante na formação de educadores, sendo um eixo central na formação dos mesmos, pois somente através do estágio o profissional poderá conhecer os aspectos indispensáveis para a formação da construção da identidade do professor e dos saberes do dia- a-dia.
  • 8. Somente na prática o estagiário será capaz de observar e identificar os problemas, e aprender a resolvê-los por meio de questionamentos e exemplos de atitude coerente. Assim, o estágio é a forma de passar pela transformação aluno- professor. Saber a vivência docente é fundamental para os discentes do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, pois esclarece algumas questões relevantes ao dia a dia dos professores em sala de aula.
  • 9. ...e escrevendo mais um pouco…O meu Estágio foi dividido em duas etapas, sendo a primeira de observação e a segunda de regência. A primeira etapa teve início no dia 14/09/2010 e fim no dia 01/10/2010, totalizando um número de seis aulas observadas. A segunda etapa, teve início no dia 19/10/2010 e fim no dia 14/12/2010, sendo cinco semanas de aulas ministradas e uma semana de prova.
  • 10. A metodologia aplicada à proposta do meu estágio foi desenvolvida a partir da elaboração de planos semanais contendo seqüencias didáticas que buscou potencializar as relações interativas em sala de aula e acompanhadas de proposta de avaliações que fossem viáveis a realidade dos estudantes. Além disso, houve a interação Professor – Aluno, abrindo-se discussões em sala, contextualizando e abordando assuntos do cotidiano com os assuntos vistos em sala, portanto, as aulas eram participativas e interativas.Segundo KULCSAR, 1994, O Estágio não pode ser encarado como uma tarefa burocrática a ser cumprida formalmente. Deve, sim, assumir a sua função prática, revisada numa dimensão mais dinâmica, profissional, produtora, de troca de serviços e de possibilidades de abertura para mudanças.
  • 11. ...Navegando em um lugar de surpresas…No final das férias de mais um semestre na universidade, recebemos mais uma missão, e essa seria diferente das outras, porque se a Professora da disciplina nos procurou com tanta antecedência, algo nos esperava mais a frente….
  • 12. A tarefa dessa vez era Ensinar alunos de Ensino Médio, no período da IV unidade. A unidade mais complicada para todos os colégios, Reta final do ano letivo. Então a professora que estaria ministrando o componente curricular nos procurou e pediu que adiantassemos a procura pelos Colégios, pois teriamos que cumprir a nossa missão, e já de início enfrentariamos um obstáculo, dentre muitos outros…. O tempo!
  • 13. Assim, lá fomos nós. Nós?! Você deve tá se perguntando.. E quem mais estava nessa aventura? Pois é, Eu e mais duas colegas, moravamos na mesma cidade, então decidimos ir juntas procurar um colégio, já que a nossa Professora permitiu que estagiassemos no mesmo lugar, para que ela pudesse observar todas juntas num mesmo dia, claro que em horários de aula diferentes (risos).
  • 14. E lá fomos nós procurar o colégio… e entre dúvidas, incertezas, projetos de fim de ano, horários que não se ajeitavam, com os nossos nos colégios, em indas e vindas… Finalmente conseguimos encontrar o Colégio!
  • 15. ... o Escolhido…Qual era a nossa sensação por ter achado o que procuravamos? Alegria ou Ansiedade?! Pensando bem.. Os dois. E no pensamento.. E agora, o que realmente nos esperava? Decidimos então seguir mais uma vez em frente e procurar o Diretor , ele estava presente, porém, ocupado pois, o colégio passava por reformas. Ahh!! Desculpem vocês devem está se perguntando, e qual é mesmo o Cólegio? Sim…Sim.. Vou apresentá-lo.
  • 16. “Colégio Estadual de Feira de Santana” (C.E.F.S) situado na rua Juracy Magalhães, s/n, Kalilândia, na cidade de Feira de Santana – Bahia. Eram três turmas, uma turma de primeiro ano e duas turmas de segundo ano nos dias de terças e sextas–feiras. A turma escolhida por mim, foi o segundo ano 1 vespertino; as aulas eram de cinquenta minutos . Embora esteja no centro da cidade, ele atende a população não só da cidade, como também dos distritos e de bairros mais distantes da cidade, sendo frequentado não só por alunos carentes, mas também de classe média. Bem apresentado.. Voltamos a conversar… E passado alguns minutos…
  • 17. O Professor – Diretor nos atendeu, conversamos , ele nos apresentou a Professora regente das turmas e os mesmos aceitaram que cumprissemos a nossa missão lá. Assinamos os papéis burocráticos. Vencida esta etapa, fomos conhecer o espaço do escolhido e de início ficamos um pouco assustadas… Por que, vocês devem está se perguntando?
  • 18. Como eu já tinha dito há pouco, o colégio estava passando por reformas, então, havia pedreiros, materias de construção, salas completamente vazia, pois, ainda cheirava a cimento fresco, mudança de salas todos os dias, nem mesmo os professores sabiam aonde estavam as suas turmas. Mais uma vez pensamos..Será que fizemos a escolha certa? Como cumprir uma missão importante, num colégio que está passando por esse processo? E a desorganização? E quando a nossa Professora chegasse para ver o cumprimento da nossa missão, o que ela pensaria? Será que ela também ficaria assustada? E por que essa reforma no final do ano letivo? Ano Político?
  • 19. Eram tantos questionamentos, mesmo assim, decidimos continuar, até mesmo porque, uma palavrinha tão pequena, mas que faz uma diferença enorme interferia. o TEMPO! Não havia mais tempo a perder. Agora era arregaçar as “mangas” e ir a luta. E entre procuras e procuras.. Achamos finalmente as nossas turmas, e felizmente elas permaneceriam naquelas salas até o encerramento do ano letivo.
  • 20. O colégio possui um auditório, um laboratório de ciências completo (microscópio quebrado, amostras de animais, materiais para aulas de anatomia, além de materiais para as aulas de química e física), porém, mal cuidado, uma cantina, sala dos professores, banheiros femininos e masculinos inacabados, uma secretaria, possuia TV pen-drive, Data-show, Dvd, Notebook, uma quadra esportiva abandonada. Todos esses recursos pareciam perdidos no “Escolhido” estavam completamente abandonados, faltava cabos para a multimídia, limpeza do ambiente, cuidados no manuseio…..
  • 21. Hã?! O que realmente faltava naquele colégio? Cuidado, carinho, amor, atenção,organização, sensibilidade e…? É faltava tudo isso… Como esses alunos faziam nas pesquisas e nos trabalhos solicitados pelos professores, se no colégio não havia biblioteca? E nem todos tinham acesso a internet ou até mesmo computador em casa? As salas eram mal iluminadas e pouco ventiladas, as cadeiras em péssimo estado de conservação e não tinham cadeiras para esquerdos.
  • 22. O que fazer diante de tantas mazelas? Cruzar os braços? Realmente seria a melhor opção? E nós que estavamos ali e eramos apenas um grão de areia, como ajudar? E agora, como ficaria a nossa missão? Desesperador, essa seria a palavra correta, mas, até hoje não consigo entender o por que do colégio passar por isso tudo. Interesse ou desinteresse? Frustação ou decepção?Investimento ou falta de investimento? Afinal, o que esse colégio nos ensinaria, se nos estavamos ali para ensinar?
  • 23. Você deve está querendo saber as respostas, pois é, eram essas mesmas respostas que eu queria e não as encontrava, até entrar em sala de aula. Mais a frente navegador, você vai começar a entender e ter algumas respostas, pois, nem eu mesma tenho todas.
  • 24. …E esse sou eu…
  • 25. … a Regente da turma…A professora regente é concursada e formada pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) em Licenciatura em Ciências Biológicas, leciona há mais de 10 anos para alunos do Ensino Fundamental II e alunos do Ensino Médio. O que dizer dela? Não tenho muito a dizer , a mesma era uma pessoa reservada, tranquila, simples, de poucas palavras, leciona há anos no colégio e sempre presente.
  • 26. Observei que o seu relacionamento com os demais colegas de profissão era amigavel, mas, sem muita intimidade, pouca conversa. Do que pude observar e conversar com ela, o cansaço é visível ao seus olhos. Confesso que o tempo em que estive no colégio, nunca entendi porque ela dava tanto conselho para que não seguissemos a profissão. Frustração? Estresse?Acredito que sim. Presenciei descasos dos alunos para com as atividades dos professores. E esse comportamento dela interferia em sala de aula? Notei que sim, no período em que observei suas aulas.
  • 27. MASLACH (1999:36), afirma que: O desgaste físico e emocional não é um problema das pessoas, mas do ambiente social em que elas trabalham. A estrutura e o funcionamento do local de trabalho, moldam a forma da interação das pessoas e a forma como elas realizam o seu trabalho. Quando o local de trabalho não reconhece o lado humano dessa atividade, o risco de desgaste cresce, trazendo com ele um preço bastante alto.
  • 28. O ambiente de trabalho do professor pode desencadear estresse porque nele o professor se depara com muitas situações conflitantes como, por exemplo: salas de aula com um número excessivo de alunos, falta de recursos e de uma estrutura física adequada para a realização do trabalho pedagógico, classes onde os alunos apresentam um alto nível de agressividade, violência e indisciplina, falta de apoio dos colegas e trabalho e da direção da escola.
  • 29. Ela era querida pelos alunos, pois, descontraía e conversava nas aulas, claro que tudo muito restrito e sem muita intimidade. Alguns achavam sua aula chata e que não parecia ser aula de Biologia, porque era tudo muito mecânico e rotineiro. Falarei mais sobre isso no próximo capítulo.
  • 30. ABREU & MASETTO (1990: 115),afirma que: “é o modo de agir do professor em sala de aula, mais do que suas características de personalidade que colabora para uma adequada aprendizagem dos alunos; fundamenta-se numa determinada concepção do papel do professor, que por sua vez reflete valores e padrões da sociedade”.Ainda segundo o autor, “o professor autoritário, o professor licencioso, o professor competente, sério, o professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o professor mal-amado, sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrático, racionalista, nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca”.
  • 31. O papel do professor consiste em agir como intermediário entre os conteúdos da aprendizagem e a atividade construtiva para assimilação.
  • 32. …a Turma da regente…A minha turma escolhida foi o segundo ano um vespertino, nossos encontros eram sempre as terças e sextas – feiras. Pequena! Apenas dezesseis alunos frequentavam, sendo nove moças e sete rapazes, eram tranquilos , de bom comportamento, esforçados e inteligentes. Para mim uma grande surpresa. Alguém já ouviu falar que a primeira impressão é a que fica? Diante de um colégio cheio de mazelas, como poderia haver uma turma tão diferente, harmônica e coesa? Uma pequena notável… Esperava o pior!
  • 33. Achiles, 1996; Finn,1998; Mosteller, 1995, mostram que: as turmas menores apresentam, de forma sistemática e acentuada, melhor aproveitamento do que as maiores, em ambos os testes aplicados ao longo do tempo e para todas as categorias de alunos (brancos ou minorias; urbanos, suburbanos e rurais); o efeito positivo das turmas reduzidas é bem maior nos grupos minoritários; as taxas de repetência foram menores nas turmas de menor tamanho.
  • 34. …a Turminha…
  • 35. … o Livro…AMABIS e MARTHO. Biologia dos organismos: A diversidade dos seres vivos. Volume 2. 2ª Edição. Editora Moderna, São Paulo -2004.
  • 36. O papel do livro é de fundamental importância na vida escolar e social do nosso aluno. Mesmo não sendo o elemento central do aprendizado, o livro didático tem parcela muito grande nessa questão, pois é um elo de ligação, professor e aluno.MACHADO (1991) diz que, ele é um instrumento que pode auxiliar o professor e o aluno no processo da ação educativa, bem como pode ser mero instrumento que por si só não provoca transformações.
  • 37. FREITAG (1989) afirma que, professores e alunos acabam tornando-se escravos do livro didático, ao invés de o utilizarem como instrumento de contribuição para o desenvolvimento da autonomia, do senso crítico, e de contra ideologia, acabam tornando-o roteiro principal, ou exclusivo, do processo de ensino aprendizagem.
  • 38. … a Observação…Numa terça-feira, precisamente, dia quatorze de setembro de dois mil e dez, observei a primeira aula da Professora regente, ela chegou atrasada, logo em seguida corrigiu uma lista de exercício sobre reino monera. Fui apresentada a turma, notei que os olhares curiosos e os burburinhos, predominaram na sala durante uns cinco minutos. Natural, afinal, eu era uma novidade, num colégio, que essa palavra não tinha muito espaço.
  • 39. A aula transcorreu tranquila, mas, sem muito rendimento, pois, os alunos muitas vezes pareciam nem notar a presença da professora. Pelo que pude notar, a maioria da sala já tinha alcançado a média e já estavam passados na disciplina.Ao final da aula, a própria professora teceu esse comentário. E mais uma vez percebi que a missão realmente não seria fácil. Como fazer para segurar alunos passados na disciplina em sala de aula? Como conservar a frequência dos alunos em sala, sendo eu Estagiária? Difícil, porém não impossível.
  • 40. O papel do professor em sala como instrumento motivacional deve ele ressaltar a importância da disciplina na formação acadêmica, bem como na sua vida profissional estimulando o aprendizado diante de suas futura perspectiva de vida. O professor deve descobrir estratégias, recurso para fazer com que o aluno queira aprender, deve fornecer estímulos para que o aluno se sinta motivado a aprender. Ao estimular o aluno, o educador desafia-o sempre, para ele, aprendizagem é também motivação, onde os motivos provocam o interesse para aquilo que vai ser aprendido. É fundamental que o aluno queira dominar alguma competência. O desejo de realização é a própria motivação, assim o professor deve fornecer sempre ao aluno o conhecimento de seus avanços, captando a atenção do aluno.
  • 41. …Comentando sobre…Aula ExpositivaDe acordo com Saviani (1983), até a década de 30, aproximadamente, predominava nas escolas brasileiras a concepção pedagógica tradicional. Nessa concepção, o professor, visto como o centro do processo de ensino, deveria dominar os conteúdos fundamentais a serem transmitidos aos alunos. Nesse contexto, a aula expositiva era considerada como a técnica mais adequada à transmissão de conhecimento na sala de aula.
  • 42. A importância dada ao papel do professor como transmissor do acervo cultural legou ao chamado ensino tradicional um caráter verbalista, autoritário e inibidor da participação do aluno, aspectos estes transferidos para a aula expositiva, considerada como técnica de ensino padrão da Pedagogia Tradicional.Segundo Antônio Osima Lopes, é possível transformar a aula expositiva numa técnica de ensino dinâmica e capaz de desenvolver o pensamento crítico do aluno, dando-lhe oportunidade para o desenvolvimento da reflexão crítica, da criatividade e da curiosidade científica, atributos essenciais numa educação transformadora. Uma alternativa para transformar a aula expositiva em técnica de ensino capaz de estimular o pensamento crítico do aluno é dar-lhe uma dimensão dialógica.Essa forma de aula expositiva utiliza o diálogo entre professor e alunos para estabelecer uma relação de intercâmbio de conhecimentos e experiências.
  • 43. …Observar pra quê?...A observação é um momento da realização de diagnóstico local, verificando como ocorre à prática e a rotina escolar. Nesse momento, temos a chance de verificarmos como se constrói um espaço de produção de conhecimento sobre a prática pedagógica desenvolvida no cotidiano da escola pública, através de um processo criador e inovador, de análise e de reflexão, nos aproximando da realidade da escola, a fim de que possamos compreender melhor os desafios que deveremos enfrentar no momento da prática do estágio e até mesmo, do trabalho, de forma crítica e consciente.
  • 44. É o momento de conhecermos os alunos, suas dificuldades, peculiaridades, anseios,de conhecer como a escola se organiza para receber estes alunos, de verificar qual postura deveremos ter ao estagiar, ao realizar a regência.
  • 45. … a Regência…
  • 46. …Primeira semana…Chegou a tão esperada hora de assumir definitivamente a frente da missão. Era a minha vez de estar no comando agora. A responsabilidade era grande. Tinha que dar certo, mesmo com tantas dificuldades.E já na primeira semana, um vilão aparece para tentar atrapalhar. E você se pergunta quem pode ser? o Feriado. Passado a semana de prova, a próxima aula, eu já estaria em sala… Até que terça-feira doze de outubro de dois mil e dez, Feriado Nacional (Dia das Crianças). A aula seguinte então seria no dia quinze de outubro de dois mil e dez, Feriado novamente. ( Dia do Professor). Resultado da missão : Tentativa um = Perdida.
  • 47. Agora sim! Dezenove de outubro de dois mil e dez. Terça-feira às dezesseis horas. Entrei na sala. A primeira pergunta foi? – A senhora é a nova professora de Biologia? – Sim , sou… E começei uma conversa informal, apresentando-me a eles, assim como, iniciei o nosso diário, e conheçendo-os também. Em seguida, relatei como trabalhariamos juntos, e abrir um pequeno espaço para dúvidas e sugestões.Na sequência apresentei o conteúdo da unidade. Eu havia preparado uma aula expositiva e dinâmica, pois levei figuras para demonstração do conteúdo, de maneira que facilitasse a memorização e o aprendizado do mesmo. Resultado do primeiro dia da missão = Sucesso!!Já sei! Você quer saber o assunto qual era não é? Calma! Eu vou dizer : * Poríferos e Cnidários.
  • 48. O sucesso da primeira missão deu-se ao fato da motivação em sala de aula, os alunos gostaram da forma como o conteúdo foi abordado .Para Leontiev (2005) a motivação para aprender é sempre determinada, em grande parte, pelos valores que apóiam e justificam a aprendizagem.
  • 49. Vinte e dois de outubro de dois mil e dez. Sexta-feira às quatorze horas, entrei em sala, para mais um dia de missão. O assunto da vez era Platelmintos, entre explicação e conversas, pude notar no olhar de cada um a alegria do momento, dentro de mim irradiava felicidade, pois, sabia que estava conseguindo alcançar o objetivo da missão, o medo da evasão por parte dos alunos, pelo fato de ser estagiária, já tinha ido embora, a frequência deles permanecera a mesma. E na minha cabeça alguns questionamentos, continuavam sem resposta.. Para que Frustação, se a sala tem um redimento, um desempenho tão bom? Infelizmente, nem todos pensam e agem igual. Digamos que falta de aproveitamento, e de interesse sim, por parte de alguns da escola. Alunos bons, mal aproveitados.
  • 50. Como descobrir que há riquezas na escola, se quem cuida delas , não as valoriza ou menos faz questão de apresentá-las no corpo do colégio? Eu nunca saberia, se não tivesse vivido essa experiência com eles. Exemplares usados na aula
  • 51. …Segunda semana…Vinte e seis de outubro. Terça-feira às dezesseis horas Começo a aula com a chamada, e apresento mais um assunto “Nematelmintos” Entre dúvidas, conversas e explicação, apresento gravuras para que eles associem e memorizem o assunto. E de repente ouço um comentário, vindo do fundo da sala, quase um susurro… - Estamos tendo aula de Biologia mesmo, não é? Neste momento, percebi que estava fazendo a diferença naquela sala. Alimentando em mim a Esperança de que as coisas podem ser diferentes, basta querermos.
  • 52. Finalizei a aula entregando duas atividades, uma lista de exercício e um Estudo dirigido, sobre o próximo assunto ( Mollusco e Anellida) pois, só nos encontrariamos novamente no dia dezesseis de novembro de dois mil e dez, avisei que o estudo dirigido seria a primeira nota da quarta unidade e que valeria três pontos e também dexei marcado um mini-teste em dupla para o dia dezenove de novembro. Com os primeiros assuntos trabalhados em sala.Vinte e nove de outubro de dois mil e dez. Feriado (Funcionário Público).
  • 53. …Comentando sobre…Estudo DirigidoO estudo dirigido é uma atividade realizada pelos alunos, com roteiros previamente traçados pelo professor, conforme as necessidades do aluno ou da classe. O estudo parte da leitura de um texto escolhido pelo professor, tratando-se, porém, de uma leitura ativa e não passiva. No estudo dirigido, o aluno, seja individualmente, seja em grupo, terá que trabalhar bastante no texto entregue pelo professor, usando sua própria criatividade na interpretação e na extrapolação do conteúdo do texto. O Estudo Dirigido , portanto, procura o desenvolvimento reflexivo, da análise crítica, em vez da memorização de uma quantidade de informações.
  • 54. EXEMPLARES USADOS EM SALA
  • 55. …Terceira semana…Dois de novembro de dois mil e dez. Terça-feira. Feriado (Finados).Cinco de novembro de dois mil e dez. Sexta-feira. Escola foi emprestada para o ENEM(Exame Nacional do Ensino Médio).Não houve aula.
  • 56. …Quarta semana…Não houve aula. O colégio tem um projeto “Semana de Linguagem” São oferecidos oficinas de linguagem durante a semana, por alunos de Letras da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
  • 57. A semana de linguagem é um projeto conveniado entre a UEFS e a Escola: formandos do curso de Letras com Inglês aplicam oficinas com o objetivo de promover a produção textual e análise lingüística .Os alunos participavam, interagiam, criavam textos, interpretavam músicas. Muito legal e criativa a forma como eles desenvolveram as atividades.Na visão de Hernandez(1998) apud Moita e Luna(2004), essa forma metodológica de trabalho educativo se apresenta como a resignificação dos espaços de aprendizagem, de tal forma que eles se voltam para a formação de sujeitos ativos, reflexivos, atuantes e participantes.
  • 58. … Quinta semana…Dezesseis de novembro. Terça-feira às dezesseis horas, adentrei a sala. Saudei os alunos, fiz chamada e cobrei as atividades, para a correção, realizei a correção e fiz a revisão dos assuntos para o mini-teste (segunda atividade avaliativa) da aula seguinte. Os alunos participaram da aula sanando as dúvidas e participando.Dezenove de novembro. Sexta-feira às quatorze horas, iniciei o mini-teste em dupla.
  • 59. A avaliação escolar é um processo pelo qual se observa, se verifica, se analisa, se interpreta um determinado fenômeno (construção do conhecimento), situando-o concretamente quanto aos dados relevantes, objetivando uma tomada de decisão em busca da produção humana.Segundo LUCKESI (1995) : O ato de avaliar tem, basicamente, três passos: Conhecer o nível de desempenho do aluno em forma de constatação da realidade. Comparar essa informação com aquilo que é considerado importante no processo educativo. (qualificação)- Tomar as decisões que possibilitem atingir os resultados esperados.
  • 60. Neste sentido, é essencial definir critérios onde caberá ao professor listar os itens realmente importantes, informá-los aos alunos sem uma necessidade, pois a avaliação só tem sentido quando é contínua, provocando o desenvolvimento do educando. O importante é que o educador utilize o diálogo como fundamental eixo norteador e significativo papel da ação pedagógica.
  • 61. … Sexta semana…Vinte e três de novembro . Terça-feira, dia em que a minha Professora veio me observar. Eu e minha colega Charlene, resolvemos fazer um aulão, juntando a minha turma com a dela, pois, dariamos o mesmo assunto. E fizemos uma aula com slides para trabalharmos com Vertebrados : Peixes. Fomos para o auditório, e iniciamos a aula apresentando a Professora convidada e fazendo a chamada, depois explicamos o porque da aula ter sido conjunta. A aula foi ótima, tendo um bom rendimento.Vinte e seis de novembro. Sexta-feira. Não houve aula (Reunião Pais e Mestres).
  • 62. Os recursos tecnológicos são muito relevantes ao processo de instrução porque melhoram o ensino-aprendizagem, facilitam o trabalho do professor, motivam os alunos e são ferramentas didáticas eficazes, justamente por facilitarem a avaliação do aprendizado.Com a participação da família no processo de ensino aprendizagem, a criança ganha confiança vendo que todos se interessam por ela, e também porque você passa a conhecer quais são as dificuldades e quais os conhecimentos da criança(MACEDO 1994).
  • 63. … Sétima semana…Trinta de novembro. Terça-feira às dezesseis horas, iniciei a aula falando sobre mais um assunto a ser estudado os Anfíbios, a aula transcorreu como todas as aulas, normal. Depois de seis semanas, o relacionamento com a turma era o melhor possível, já existia amizade e confiança. Eles já perguntavam se eu estaria no colégio no ano seguinte.
  • 64. A missão estava chegando ao fim, e sendo concluída com êxito. Era gratificante sentir a sensação de tarefa cumprida, e o objetivo alcançado e entre tantas dificuldades realizada da melhor forma possível.Três de dezembro. Sexta-feira às quatorze horas, iniciei a chamada, e expliquei mais um assunto Répteis. Tudo transcorreu normalmente. Aliás, as aulas eram bastante divertidas, descontraídas, conversavamos, dúvidas eram tiradas, sempre havia a participação deles.
  • 65. … Oitava semana…Sete de dezembro. Terça-feira às dezesseis horas, começei a aula, essa foi a aula mais densa, pois, trabalhei dois assuntos extenso com eles, Aves e Mamíferos, estes, cairam na prova da quarta unidade. Durante a aula entreguei uma lista de exercício de revisão para a prova e solicitei que trouxessem respondida para a aula seguinte, antecedente a prova.
  • 66. Dez de dezembro. Sexta-feira às quatorze horas. Aula final, fiz a revisão e corrigi a lista de exercício. A despedida foi muito e é sentida por mim até hoje, eu não tive apenas alunos e sim amigos, que mesmo sem palavras, me ensinaram com o olhar de Esperança que atenciosamente me observava. Resultado final da missão = Sucesso total.
  • 67. Refletindo a minha Prática Pedagógica…A concepção epistemológica utilizada no desenvolvimento da minha prática foi o construtivismo onde utilizei uma proposta pedagógica relacional, a qual o educando é levado a conceber o mundo conceitual do educador, de forma que o aluno torne-se um indivíduo pensante, crítico e operante.Segundo Inhelder, 1977, aprender é proceder a uma síntese indefinidamente renovada entre a continuidade e a novidade.
  • 68. O balanço é positivo levando em consideração a pouca experiência frente à ação docente. O resultado superou as expectativas uma vez que as partes envolvidas, professora regente, alunos e estagiária, saíram satisfeitos. Prova disso é o bom desempenho da maioria dos alunos nas avaliações. Não foram encontrados maiores problemas no decorrer da regência.
  • 69. Saudades…De que? Eu particularmente acho uma palavra triste. Mas, não encontrei outra para descrever o momento ao relembrar o período em que estive em sala de aula. Ainda não consigo entender, porque alguns professores não admiram a sua profissão. Ser professor não é uma tarefa fácil, é a mais Linda que alguém pode exercer. Um médico, um engenheiro, não teriam essa profissão, se o professor não estivesse ao seu lado ensinando e passando as suas experiências e seus conhecimentos de uma longa ou talvez não tão longa assim jornada de vida.
  • 70. E é com amor, carinho, respeito que não me arrependo em nenhum momento pela escolha que fiz, a próxima mensagem resumi o meu agradecimento a todos os professores que já fizeram parte da construção do que me tornei hoje. Muito obrigada amigo navegante!
  • 71. …Ser Professor…É buscar dentro de cada um de nósforças para prosseguir, mesmo com toda pressão,toda tensão, toda falta de tempo...Esse é nosso exercício diário!Ser professor (a) é se alimentar do conhecimentoe fazer de si mesmo (a) janela aberta para o outro.Ser professor (a) é formar gerações, propiciar oquestionamento e abrir as portas do saber.Ser professor (a) é lutar pela transformação...É formar e transformar,através das letras, das artes, dos números...Ser professor (a) é conhecer os limites do outro.E, ainda assim, acreditar que ele seja capaz...Ser professor (a) é também reconhecer quetodos os dias são feitos para aprender...
  • 72. Sempre um pouco mais...Ser professor (a)É saber que o sonho é possível...É sonhar com a sociedade melhor...Inclusiva...Onde todos possam ter acesso ao saber...Ser professor (a) é também reconhecer que somos,acima de tudo, seres humanos, e que temos licença para rir, chorar,esbravejar.Porque assim também ajudamos a pensar e construir o mundo.Todos os dias do ano são seus, professor(a)!Parabéns!Fonte: Jornal AconteeCendo, nº. 22, Setembro de 2001
  • 73. Agradecimentos…A UNEBA Professora Cláudia Regina Teixeira de Souza, pelo cuidado, conhecimento passado, pelas palavras ditas nos momentos certos, pela atenção e pelo carinho.A turma do segundo ano um vespertino, guardo- os em meu coração com muito carinho, meus amigos.A professora do colégio que gentilmente cedeu o seu espaço, para que eu pudesse experimentar e vivenciar momentos inesquecivéis.
  • 74. As minhas companheiras de Estágio Chau e Tai, foram muitas risadas.A você leitor, por neste momento está fazendo parte desse momento que foi e é único na vida de qualquer Futuro Professor. Espero que tenha gostado. Muito Obrigada!!
  • 75. Referências…ACHILLES, Charles M. Students achieve more in smaller classes. Educational Leadership, v.53, n.5, 1996.ABREU, Maria C. & MASETTO, M. T. O professor universitário em aula. São Paulo: MG Editores Associados, 1990.BORDENAVE, Juan Díaz & PEREIRA, Adair Martins. Estratégias de Ensino-Aprendizagem. 25ª Edição. Editora Vozes.FREITAG, Bárbara, et. all. O livro didático em questão. São Paulo: Cortez: Autores associados, 1989.FELTRAN, Antônio, LOPES, Antonia Osima . Et all . Técnicas de Ensino: Por que Não?, Magistério Formação e Trabalho Pedagógico. 18 ed. Papirus Editora, 2007..
  • 76. FINN, J. D. Class size and students at risk: what is known? What is next?— Washington, DC: U.S. Department of Education, Office of Educational Research and Improvement, 1998.KULCSAR, Rosa. (1994). O Estágio Supervisionado como Atividade Integradora. In PICONEZ, Stela C. B. (org.). A Prática de Ensino e o Estágio Supervisionado.2ª.Edição. Campinas, SP, Papirus.LEONTIEV, A. Psicologia e Pedagogia: bases psicológicas da Aprendizagem e do Desenvolvimento. Aléxis Leontiev. Tradução de Rubens Eduardo Frias. São Paulo: Centauro, 2005.LUCKEZI, Cipriano G. Avaliação da aprendizagem escolar: SP. Cortez, 1995.MACEDO, R. M. A família diante das dificuldades escolares dos filhos. Petrópolis: Vozes,1994MASLACH, Cristina e LEITER, Michael P. Trabalho: Fonte de Prazer ou Desgaste? Guia para Vencer o Estresse na Empresa. Campinas, São Paulo:Papirus,1999.
  • 77. MEC. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96. Brasília. 20 de Dezembro de 1996.MOSTELLER, F. The Tennessee study of class size in the early school grades. The Future of Children, v.5, n.2,Summer/Fall 1995.MOITA, F.M.G.S.C;LUNA,M.G.De. Pedagogia de Projetos: uma proposta de Trabalho no Ensina e Aprender. Olhar de professor, V.7, n.2, p. 159-165, 2004. Disponível em: < http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/pdf/684/68470212.pdf>.Acesso em 15 de fevereiro de 2011.SAVIANI, Dermeval. Competência política e compromisso técnico ou (o pomo da discórdia e o fruto proibido). Educação & Sociedade, Campinas, n. 15, 1983.Disponível em: <http://anepedagoga2008.blogspot.com/2008/10/estgio- de-observao.html> Acesso em: 20 de janeiro de 2010.Disponível em: < www.webartigos.com/articles/20719/1/MOTIVACAO-DOS- ALUNOS-EM-SALA-DE-AULA/pagina1.html > Acesso em: 22 de janeiro de 2010.