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Alguns exemplos da incompetência do governo dilma roussef do brasil
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Alguns exemplos da incompetência do governo dilma roussef do brasil

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  • 1. ALGUNS EXEMPLOS DA INCOMPETÊNCIA DO GOVERNO DILMA ROUSSEF DO BRASIL Fernando Alcoforado* Recentemente, a imprensa tem noticiado más notícias para o Brasil apontando o avanço continuado da criminalidade, o progressivo sucateamento da Petrobrás e a falência do sistema educacional brasileiro, entre outros problemas, confirmando a incompetência do atual governo para reverter esta situação. No que concerne à criminalidade, os principais indicadores de 2007 até o presente momento apontam o aumento da taxa de homicídios por 100 mil habitantes, que hoje é de 24,3. Nos Estados Unidos, a proporção é de 5 para 100 mil habitantes, enquanto que na maioria dos países europeus não chega a 3. Segundo os especialistas, um fator que influenciaria na redução da criminalidade é a ampliação do investimento em segurança. Em 2012, seis das 27 unidades da Federação gastaram menos com segurança pública do que no ano anterior. Nos estados de São Paulo e Minas Gerais, houve redução da criminalidade porque nos últimos dois anos, houve aumento nos investimentos em segurança pública (Ver o artigo Apesar de avanço social, Brasil não reduz índices criminais publicado no website <http://www.jornalggn.com.br/noticia/apesar-de-avanco-social-brasil-nao-reduzindices-criminais>). Quanto à Petrobrás, seu sucateamento avança progressivamente. Este sucateamento, que resulta da gestão incompetente da empresa, se manifesta na queda progressiva do valor das ações da empresa na Bolsa de Valores de São Paulo desde 2008, na queda de produção de derivados de petróleo que a obriga a importá-los para suprir a demanda interna, no endividamento crescente da empresa e na queda dos lucros da organização. A queda no valor das ações da Petrobrás na Bolsa de Valores de São Paulo pode ser constatada analisando sua evolução de 2008 a 2013 (R$ 85,60 em 03/01/2008, R$ 70,85 em 17/01/2008, R$ 38,80 em 21/07/2008 e R$ 18,06 em 11/10/2013) (Ver o artigo sob o título 4 dedinhos de prosa sobre a Petrobras – Uma visão Contábil, Econômica e sobre o Futuro de Marco Antonio Pinto de Faria, Presidente e Fundador do Grupo SKILL, publicado no website <http://blogskill.com.br/4-dedinhos-de-prosa-sobre-apetrobras-uma-visao-contabil-economica-e-sobre-o-futuro/#.Up-RAN1Tvcc>). Sobre a queda de produção da Petrobrás, Marco Antonio Pinto de Faria mostra no artigo acima citado que a empresa tem produzido cada vez menos. Em 2012 a produção da Petrobras caiu 2%. Começamos 2013 pior ainda: a produção de janeiro caiu 3,3% e a de fevereiro recuou 2,25%. Só em 2012 o Brasil importou R$ 15 bilhões em derivados de petróleo. Nos últimos 7 anos, a balança comercial (receita de exportação menos o gasto com importações com o petróleo e derivados) apresentou um déficit superior a R$ 57 bilhões. Sobre o endividamento da Petrobrás, Marco Antonio Pinto de Faria informa que o governo federal levou a empresa a um nível perigoso de endividamento de quase 3 vezes a sua geração de resultados. Na gestão da atual da presidente da empresa, Graça Foster, o balanço da Petrobras de 2012 apresentou um Passivo a Pagar de R$ 332,3 bilhões, tendo apenas como Ativo Realizável R$ 118,1 bilhões. Ou seja, a Petrobras devia 3 vezes o que tinha em caixa. A queda do lucro da Petrobrás está relacionada ao fato de a empresa ser utilizada pelo governo federal como instrumento de combate à inflação evitando ao aumento do preço dos derivados de petróleo no Brasil. Além disso, o comprometimento do lucro da 1
  • 2. empresa resulta também do fato de a Petrobrás ter exportado, durante anos, para a Argentina gasolina a R$ 0,65 o litro quando no Brasil o consumidor paga em média R$ 2,80 o litro. O lucro da Petrobrás foi comprometido também com a compra em 2006 nos Estados Unidos de uma falida refinaria por US$ 1,2 bilhão quando valia US$ 42 milhões, segundo Marco Antonio Pinto de Faria. Em 2012, a Petrobrás apresentou o menor lucro dos últimos 8 anos, R$ 20,9 bilhões. Segundo Marco Antonio Pinto de Faria, outro fator comprometedor dos lucros da Petrobrás reside no fato da empresa favorecer o empresário Eike Batista com a aquisição de sondas petroleiras que a OGX comprou no exterior e que não tem utilidade. Sobre a falência do setor educacional brasileiro, é importante destacar os dados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) que busca medir o conhecimento e a habilidade em leitura, matemática e ciências de estudantes com 15 anos de idade tanto de países membro da OCDE como de países parceiros. Figuram entre os países membros da OCDE Alemanha, Grécia, Chile, Coreia do Sul, México, Holanda e Polônia. Países como Argentina, Brasil, China, Peru, Qatar e Sérvia aparecem como parceiros e também fazem parte da avaliação. Esta avaliação já foi aplicada nos anos de 2000, 2003, 2006 e 2009 (Ver o artigo Pisa: desempenho do Brasil piora em leitura e 'empaca' em ciências publicado no website <http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/12/03/pisa-desempenho-do-brasil-piora-emleitura-e-empaca-em-ciencias.htm>). Esta avaliação evidenciou em 2012, a piora no desempenho dos estudantes brasileiros em relação a 2009. O Brasil ficou com a 55ª posição do ranking de leitura, o 59° lugar do ranking em ciências e a 58ª posição em Matemática entre 65 países. Tudo isto demonstra a enorme fragilidade do ensino fundamental e médio do Brasil. Quanto ao ensino universitário brasileiro, o seu desempenho também não é satisfatório. O ranking de consultora britânica de educação superior, Times Higher Education (THE), listou as 100 melhores instituições de ensino de 22 nações em desenvolvimento. Entre as faculdades brasileiras, as melhores são USP (11º lugar), Unicamp (24º), UFRJ (60º) e Unesp (87º). Isto significa dizer que o Brasil não tem universidades entre as 10 melhores dos BRICs e países emergentes. Os quesitos analisados foram a qualidade do ensino, a colaboração internacional, investimento da indústria, pesquisa e citações (influência) (Ver o artigo Brasil não tem universidades entre 10 melhores dos países emergentes publicado no website <http://oglobo.globo.com/educacao/brasil-nao-temuniversidades-entre-10-melhores-dos-paises-emergentes-10967823>). No topo da lista da consultora Times Higher Education (THE) encontra-se a China. Além de ostentar as duas primeiras colocações, com a Universidade de Pequim e a Universidade de Tsinghua, respectivamente, a China é o país com maior número de instituições da lista, com 23. Sua vizinha Taiwan vem em seguida, acumulando 21 universidades dentre as 100. Numa comparação entre as nações que compõem os Brics, depois dos chineses, os indianos aparecem com 10 instituições, seguidos pela África do Sul, com cinco universidades, Brasil, com quatro nomes, e Rússia, com duas faculdades. Para o editor da THE, Phil Baty, o desempenho do Brasil não condiz com o tamanho de sua economia. As pesquisas do Brasil não têm o mesmo impacto que alguns concorrentes dos Brics. Pelo exposto, o que se constata é a incompetência do atual governo brasileiro que não tem sabido gerir a segurança pública, a Petrobrás e o sistema educacional brasileiro de forma eficiente e eficaz, além de não demonstrar capacidade para promover o 2
  • 3. desenvolvimento social, econômico e ambiental do Brasil com base em um plano de desenvolvimento integrado e sistêmico que possibilite a solução de suas vulnerabilidades internas e externas e o uso racional das imensas riquezas existentes no País. *Fernando Alcoforado, 73, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona, http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (P&A Gráfica e Editora, Salvador, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011) e Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), entre outros. 3