Marcelo kos abiquim infra

1,039 views
956 views

Published on

0 Comments
1 Like
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
1,039
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
16
Comments
0
Likes
1
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Marcelo kos abiquim infra

  1. 1. O Desenvolvimento de uma Indústria Química Brasileira de Base Renovável<br />Marcelo Kós Silveira Campos<br />Diretor de Assuntos Industriais<br />Abiquim<br />
  2. 2. Índice<br />A Abiquim e a indústria química brasileira<br />A química dos renováveis e a evolução da indústria química;<br />O uso da biomassa para produção química;<br />O Pacto Nacional da Indústria Química Brasileira;<br />Conclusões.<br />
  3. 3. A Abiquim<br /><ul><li>Fundada em junho de 1964
  4. 4. Congrega mais de 200 associadas:
  5. 5. 148 fabricantes de produtos químicos
  6. 6. 60prestadores de serviços</li></ul>Em agosto de 2011<br />
  7. 7. Missão da Abiquim<br />Promover o aumento da competitividade e o desenvolvimento sustentável da indústria química instalada no País.<br />
  8. 8. Dimensão da indústria química no Brasil<br />Faturamento líquido da indústria química brasileira – 2010*<br />Total US$ 130,2 bilhões*<br />Em 2010, a indústria química teve participação de 2,4% no PIB brasileiro. O setor é o 4º em participação no PIB industrial<br />(10,1% - base IBGE 2009).<br />* estimado<br />Fontes: Abiquime associações dos segmentos<br />
  9. 9. Ranking da indústria química mundial<br />US$ bilhões<br />7ª posição<br />Fontes: ACC, Cefic e Abiquim<br />Total mundial estimado: US$ 4.124,5 bilhões<br />
  10. 10. 12<br />7<br />RN = 1<br />4<br />3<br />PB = 4<br />PE = 14<br />AL = 6<br /> 71<br />SE = 4<br />988= Total de fábricas de produtos químicos de uso industrial cadastradas no Guia da Indústria Química Brasileira<br />7<br /> 4<br />ES = 6<br />56<br />RJ = 72<br />54<br />= 30<br />72<br />Fonte: Abiquim<br />Produtos químicos de uso industrial<br />Distribuição das plantas<br />SP = 561<br />
  11. 11. Alguns macro temas relevantes para a indústria química entre 2010 e 2020<br />Infra estrutura <br />Gestão de resíduos pós consumo<br />Segurança dos processos<br />Uso de recursos naturais/matérias primas<br />Inovação <br />Gestão de pessoas<br />Segurança dos produtos<br />Mudanças climáticas/energia<br />
  12. 12. Perguntas chave na Química dos renováveis<br />Por que é importante produzir substâncias químicas a partir de biomassa?<br />De onde obter a biomassa?<br />Qual a disponibilidade da biomassa?<br />Como processar a biomassa?<br />Que mercados atender?<br />
  13. 13. Matérias primas & fontes energéticas<br />A produção de substâncias químicas em grande escala é historicamente (e logicamente) atrelada a produção de insumos energéticos.<br />
  14. 14. Os ciclos da Química <br />Maturidade<br />Maturidade<br />Maturidade<br />Maturidade<br />Crescimento<br />Crescimento<br />Crescimento<br />Crescimento<br />Nascimento<br />Nascimento<br />Nascimento<br />Nascimento<br />Nanoquímica e Bioquímica<br />Petroquímica<br />Carboquímica<br />Química Inorgânica<br />1850<br />1900<br />1925<br />1950<br />1975<br />2010<br />2020<br />2050<br />Adaptado de: ACC 2008 Guide to the Business of Chemistry<br />
  15. 15. O caminho para a sustentabilidade da indústria química e de seus produtos<br />Segurança Química<br />1990 - 2020<br />Produtos seguros<br />1920 - 1960<br />Controle de acidentes e doenças ocupacionais<br />1960 - 1980<br />Poluição industrial e resíduos<br />1980 -1990<br />Plantas seguras e mais limpas<br />2020 - 20? ?<br />Processos e produtos sustentáveis<br />1ª Onda<br />2ª Onda<br />4ª Onda<br />3ª Onda<br />Química Verde<br />Produção Química<br />Carboquímica<br />Petroquímica<br />Nanoquímica e Bioquímica<br />
  16. 16. O caminho para a sustentabilidade da indústria química e de seus produtos<br />Economia Verde<br />Economia Tradicional<br />Segurança Química<br />1990 - 2020<br />Produtos seguros<br />1960 - 1980<br />Poluição industrial e resíduos<br />1920 - 1960<br />Controle de acidentes e doenças ocupacionais<br />1980 -1990<br />Plantas seguras e mais limpas<br />2020 - 20? ?<br />Processos e produtos sustentáveis<br />1ª Onda<br />2ª Onda<br />4ª Onda<br />3ª Onda<br />Química Verde<br />Produção Química<br />
  17. 17. O caminho para a sustentabilidade da indústria química e de seus produtos<br />Economia Verde<br />Tempos de Economia Verde, com padrões sustentáveis de produção e consumo (limitações no uso de recursos naturais e nas emissões em processos), exigem a aplicação de Química Verde, em uma indústria química ainda mais eficiente e segura.<br />2020 - 20? ?<br />Processos e produtos sustentáveis<br />4ª Onda<br />Química Verde<br />
  18. 18. Eventos mais importantes entre 2010 e 2020<br />2012<br />“Rio + 20”<br />Preocupação: Padrões sustentáveis de consumo e produção<br />2010 a 2018<br />REACH<br />Preocupação: Segurança dos produtos<br />2010 e 2011<br />CDS<br />Preocupação:<br />“Segurança Química”<br />2010 a 2020<br />Legislações nacionais<br />Preocupação: Segurança dos produtos<br />2010<br />Plantas seguras e mais limpas<br />2020<br />Produtos Seguros<br />3ª Onda<br />2015<br />ICCM 4<br />Preocupação:<br />“Segurança Química”<br />2018 <br />ICCM 5<br />Preocupação:<br />“Segurança Química”<br />2012<br />ICCM 3<br />Preocupação: “Segurança Química”<br />2010 a 2015<br />COPs CMC<br />Preocupação: “Mudanças climáticas”<br />
  19. 19. Tema principal da Rio+20: <br />Economia Verde no contexto do Desenvolvimento Sustentável e da erradicação da pobreza.<br />www.uncsd2012.org<br />
  20. 20. Os doze princípios da “Química Verde”<br />1. Prevenção de perdas. Evitar a produção de resíduos, efluentes e emissões.<br />2. Economia de átomos. Desenhar metodologias de síntese que possam maximizar a incorporação de todos os reagentes no produto final.<br />3. Síntese de substâncias e produtos mais seguros. Realizar sínteses que usem ou resultem em substâncias com a menor toxicidade possível à saúde humana e ao ambiente.<br />4. Projeto de produtos mais seguros. Os produtos químicos devem ser projetados de tal modo que realizem a função desejada e ao mesmo tempo não sejam tóxicos.<br />5. Solventes e auxiliares mais seguros. O uso de substâncias auxiliares (solventes, agentes de separação, secantes, etc.) deve ser evitado, mas caso seja necessário, estas substâncias devem ser inócuas.<br />6. Eficiência de Energia. As reações devem ser realizadas de modo a gastarem a menor quantidade possível de energia ou aproveitarem ao máximo o calor gerado.Se possível, os processos químicos devem ser conduzidos à temperatura e pressão ambientes.<br />
  21. 21. Os doze princípios da “Química Verde”<br />7. Uso de matérias-primas de fontes renováveis. Usar matérias-primas de fontes renováveis em detrimento das provenientes de fontes não-renováveis.<br />8. Evitar a formação de derivados. A derivação desnecessária (uso de grupos bloqueadores, protetores, modificação temporária por processos físicos e químicos) deve ser evitada, porque estas etapas requerem reagentes adicionais e podem gerar resíduos.<br />9. Catálise. Reagentes catalíticos seletivos e não perigosos são melhores que reagentes estequiométricos.<br />10. Desenho para a degradação. Os produtos químicos devem ser projetados de modo que, ao final de sua função, se degradem em produtos inócuos, que não persistam no ambiente.<br />11. Análise em tempo real para a prevenção da poluição. Aplicar metodologias analíticas que monitorem e controlem dos processos, em tempo real, evitando a formação de substâncias perigosas.<br />12. Processos e reagentes intrinsecamente seguros para a prevenção de acidentes. As substâncias e as condições dos processos químicos, devem ser escolhidas de modo a minimizar o risco de vazamentos, explosões e incêndios.<br />
  22. 22. O uso da biomassa<br />Fonte: Thomas e Octave, 2009<br />
  23. 23. Processos para converter biomassa em energia<br />Fonte: IEA, 2007<br />
  24. 24. Alcoolquímica<br />Fonte: Ribeiro Filho, 1981 <br />
  25. 25. Processos para converter biomassa em alguns materiais<br />Fonte: IEA<br />Fonte: Raschka e al., 2009<br />
  26. 26. Condicionantes para a expansão do uso de biocombustíveis<br />Uso de espécies vegetais de alta produtividade, necessárias para obtenção de biomassa a U$ 3/GJ, comparadas com U$ 6 – 9/GJ de vegetais de baixa produtividade;<br />Melhor gestão da terra agriculturável, dos insumos agrícolas e da água, necessárias para permitir a produção contínua de biomassa em espaços limitados;<br />Equilíbrio na relação biomassa para alimentação e biomassa para energia; necessário para manter fluxo estável de biocombustíveis;<br />Melhorias nos processos de obtenção de biocombustíveis de primeira geração, necessárias para aumentar a sua eficiência energética e de síntese;<br />
  27. 27. Condicionantes para a expansão do uso de biocombustíveis<br />Desenvolvimento das tecnologias de obtenção de biocombustíveis de segunda geração, necessário para aumentar a disponibilidade de fontes de matérias primas;<br />Minimização da sazonalidade da produção de biomassa; necessária para aumentar a oferta de biocombustíveis;<br />Aproveitamento de parte dos biocombustíveis ou de co-produtos para sínteses químicas, necessário para aumentar o valor econômico do complexo de produção de biomassa.<br />
  28. 28. Matérias primas & fontes energéticas<br />Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), a disponibilidade de terra e água deverá limitar o fornecimento de biocombustíveis, possivelmente entre 10 a 20% da demanda total por energia(*).<br />Com isso, os bicombustíveis não substituirão totalmente o petróleo, mas o complementarão. Analogamente, as substâncias químicas provenientes de biomassa não deverão substituir a petroquímica, e sim complementá-la. <br />(*) Fonte: IEA Road Map, 2009<br />
  29. 29.
  30. 30. Pacto Nacional da Indústria Química<br />O intento estratégico do Pacto Nacional da Indústria Química é posicionar a indústria química brasileira entre as cinco maiores do mundo, tornando o País superavitário em produtos químicos e líder em química verde.<br />
  31. 31. Pacto Nacional da Indústria Química<br />
  32. 32. Pacto Nacional da Indústria Química<br />Os compromissos da indústria química são:<br /><ul><li>Continuar a desenvolver padrões de conduta elevados e promover a sustentabilidade.
  33. 33. Impulsionar, a partir da realização de investimentos, o crescimento econômico brasileiro e a sustentabilidade econômica de longo prazo.
  34. 34. Desenvolver tecnologias, criar produtos e soluções avançadas.
  35. 35. Elevar os padrões de gestão, de responsabilidade fiscal e de produtividade.
  36. 36. Promover continuamente a qualificação dos trabalhadores da indústria química e contribuir para a formação de pessoas nos setores relacionados.</li></li></ul><li>Pacto Nacional da Indústria Química<br />As oportunidades de investimento na indústria química ao longo do período entre 2010 e 2020 foram projetadas com base em dados de 2008 e segmentadas em quatro blocos:<br /><ul><li>Crescimento econômico, que impulsiona a demanda de produtos químicos.
  37. 37. Recuperação do déficit comercial de produtos químicos.
  38. 38. Desenvolvimento de uma indústria química de base renovável.
  39. 39. Aproveitamento químico das oportunidades oferecidas pela exploração do pré-sal.</li></li></ul><li>Pacto Nacional da Indústria Química<br />
  40. 40. Conclusões<br />A produção de substâncias químicas provenientes de matérias primas de base renovável/biomassa é parte da evolução da indústria, na busca da sustentabilidade;<br />A Química deve continuar a evoluir, buscando fornecer soluções “sustentáveis” para a sociedade, em um contexto de Química e Economia Verdes, utilizando diferentes fontes de matérias primas; <br />A produção “sustentável” de biocombustíveis é fundamental para a produção de biomateriais, e vice-versa; <br />A indústria química brasileira, tal como apresentado no Pacto Nacional da Indústria Química, será fortemente direcionada para a sustentabilidade, como fator de competitividade e sobrevivência;<br />Boa parte da futura indústria química brasileira dependerá do uso sustentável de biomassa para fins químicos, e de um mercado forte de biocombustíveis.<br />
  41. 41. Muito obrigado!<br />marcelo@abiquim.org.br<br />Visite o site da Abiquim <br />www.abiquim.org.br<br />

×