1ª lei de coulomb
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1ª lei de coulomb 1ª lei de coulomb Presentation Transcript

  • Lei de CoulombFoi o francês CharlesAugustin de Coulombquemformulou, em 1785, alei que rege asinterações entrepartículas eletrizadas.
  • A interação eletrostática entre partículas eletrizadasmanifesta-se por meio de forças de atração e repulsão,dependendo dos sinais das cargas.A força exercida por uma carga sobre outra foiestudada por Coulomb usando uma balança de torçãoinventada por ele. Na experiência de Coulomb, asesferas carregadas são muito menores que à distânciaentre elas, podendo assim tratar as cargas como pontoscarregados ou cargas pontuais. Coulomb conseguiacarregar e descarregar as cargas com igual proporção.
  • O enunciado da Lei de Coulombpode ser apresentado da seguinteforma:“A força com que duas cargaselétricas se atraem ou repelem éproporcional ao produto das cargas einversamente proporcional aoquadrado da distância que assepara”.
  • Considere duas partículas eletrizadas com cargasq1 e q2, a uma distância d uma da outra. De acordocom a Lei de Coulomb, a intensidade da força deinteração eletrostática (atração e repulsão) entre ascargas é calculada por:
  • Exercício 1:Duas partículas igualmente eletrizadas estãoseparadas pela distância de 20 cm. A forçaeletrostática com que elas interagem temintensidade de 3,6 N. O meio é o vácuo (k0 = 9.109N.m2/C2).a) Entre as partículas ocorre atração ou repulsão?b) Qual é o valor da carga elétrica de cadapartícula?c) Sendo 1,6.10-19 C a carga elétrica elementar(carga elétrica do próton que em módulo é igual àcarga elétrica do elétron), qual é o número deelétrons (em excesso ou em falta) que constitui acarga elétrica de cada partícula?
  • Exercício 2:Duas partículas eletrizadas com cargas elétricas Q1e Q2, separadas pela distância d, atraem-se comuma força eletrostática de intensidade F. O meio é ovácuo. Determine em função de F a intensidade daforça eletrostática de interação entre aspartículas, nos casos:a) Mantêm-se os valores de Q1 e Q2 e dobra-se adistância entre as partículas.b) Mantêm-se os valores de Q1 e Q2 e triplica-se adistância entre as partículas.c) Mantém-se a distância d e duplicam-se os valoresdas cargas elétricas das partículas.d) Duplicam-se os valores das cargas elétricas daspartículas e a distância d entre elas.
  • Exercício 3:Considere três partículas igualmente eletrizadas,cada uma com carga elétrica Q e fixas nos pontos A,B e C. Entre A e B a força eletrostática de repulsãotem intensidade 8,0.10-2 N. Qual é a intensidade daforça eletrostática resultante das ações de A e Csobre B?
  • Exercício 4:Duas pequenas esferas metálicas idênticas estãoeletrizadas com cargas elétricas +Q e – 3Q.Situadas a uma distância d, as esferas atraem-secom uma força eletrostática de intensidade F =9,0.10-2 N. As esferas são colocadas em contatoe depois de alguns instantes são recolocadas emsuas posições originais. Qual é a novaintensidade da força de interação eletrostáticaentre as esferas. Esta nova força é de atração oude repulsão?
  • Exercício 5:Uma pequena esfera A, eletrizada com cargaelétrica Q = 10-8 C, está fixa num ponto O. Outrapequena esfera eletrizada, B, com mesma cargaelétrica e de massa 1 mg é colocada na verticalque passa pelo ponto O e acima deste ponto.Observa-se que B fica em equilíbrio. Determine adistância entre A e B.Dados: k0 = 9.109 N.m2/C2; g = 10 m/s2x
  • A força exercida por uma carga sobre outra foiestudada por Coulomb usando uma balança detorção inventada por ele. Na experiência deCoulomb, as esferas carregadas são muito menoresque à distância entre elas, podendo assim tratar ascargas como pontos carregados ou cargas pontuais.Coulomb conseguia carregar e descarregar as cargascom igual proporção.
  • Este excesso de energia faz com que os elétrons que se encontram no exterior do átomo abandonem sua órbita.Quando um átomo perde ou ganha elétrons passa a ser chamadode íons. Dizemos que ele se torna um íons positivo quando perde elétrons e se, ao contrário, ele ganhar elétrons, ficará carregado negativamente e passará a ser chamado íons negativo. Alguns elétrons de certos átomos metálicos estão relativamente livres para transportar-se de um átomo a outro. Estes elétrons livres são quem constituem o fluxo de corrente elétrica nos condutores elétricos.
  • Condutores e IsolantesUm bom condutor é aquele que oferece a menor resistência para o fluxo da corrente.A energia elétrica é transmitida através dos condutores por meiodo movimento dos elétrons livres que passam de átomo a átomo dentro do condutor.O cobre é considerado um bom condutor pois possui uma grande quantidade de elétrons livres. Cada elétron se move a uma pequena distância até o átomo vizinho retirando-se fora de sua órbita. O corpo humano é um bom condutor de elétrons, uma vez que apresenta elevada porcentagem de água que conduz os íons, principalmente Na+ e Cl-.Os maus condutores, ou isolantes, são os corpos que necessitam de elétrons porque tem muito poucos elétrons livres. São exemplos de isolantes a madeira seca, a mica e o vidro.Em eletricidade são utilizados os bons condutores na construçãode cabos e fios metálicos e os maus condutores são empregados como isolantes.
  • Campos Elétricos O espaço entre os corpos carregados eletricamente e o que os rodeia e no qual se faz sentir a influencia dessas cargas se denomina campo elétrico de forças ou campo eletromagnético. O campo elétrico não necessita de meios de união mecânicos ou físicos com os corpos. Pode estar presente no ar, vidro, papel, sendo que emqualquer tipo de material os campos de força de projetam em todas direções no espaço. Partindo-se do ponto de origem, estes campos de força diminuem à medida que a distância deste ponto aumenta. Quando conectamos o polo negativo da fonte geradora ao local da aplicação observamos que os elétrons livres começam a mover-se em direção ao polo positivo. Este fluxo de elétrons que é denominado corrente elétrica e que flui por um condutor pode ser medido em ampère que é representado pelo símbolo I.
  • A ciência da eletricidade e do magnetismo sócomeçou a desenvolver-se, de fato, há uns trezentos anos. Antes disso, apenas a bússola, um aparelho magnético, teve importância na história humana. Apesquisa cientifica da eletricidade e do magnetismo produziu a Segunda Revolução Industrial: aindustria, até então tocada a carvão e vapor, passou a funcionar com aço, eletricidade e magnetismo.A energia elétrica demonstrou-se segura de manejar, limpa, barata quando extraída das quedas dágua, utilizável em motores, na produção de calor e luz, nas telecomunizações e na criação de milhões de dispositivos eletromagnéticos - das campainhas caseiras até os computadores e robôs.
  • Diferença de PotencialGraças à força do seu campo eletrostático, uma carga pode realizar trabalho aodeslogar outra carga por atração ou repulsão. Essa capacidade de realizartrabalho é chamada potencial. Quando uma carga for diferente da outra,haverá entre elas uma diferença de potencial(E).A soma das diferenças de potencial de todas as cargas de um campoeletrostático é conhecida como força eletromotriz.A diferença de potencial (ou tensão) tem como unidade fundamental o volt(V).CorrenteCorrente (I) é simplesmente o fluxo de elétrons. Essa crrente é produzida pelodeslocamento de elétrons através de uma ddp em um condutor. A unidadefundamental de corrente é o ampère (A). 1 A é o deslocamento de 1 C através deum ponto qualquer de um condutor durante 1 s.I=Q/tO fluxo real de elétrons é do potencial negativo para o positivo. No entanto, éconvenção representar a corrente como indo do positivo para o negativo.Correntes e Tensões Contínuas e AlternadasA corrente contínua (CC ou DC) é aquela que passa através de um condutor oude um circuito num só sentido. Isso se deve ao fato de suas fontes de tensão(pilhas, baterias,...) manterem a mesma polaridade de tensão de saída.Uma fonte de tensão alternada alterna a polaridade constantemente com otempo. Conseqüentemente a corrente também muda de sentido periódicamente.A linha de tensão usada na aioria das residências é de tensão alternada.
  • Carga ElétricaUm corpo tem carga negativa se nele há umexcesso de elétrons e positiva se há falta deelétrons em relação ao número de prótons.A quantidade de carga elétrica de um corpoé determinada pela diferença entre o númerode prótons e o número de elétrons que umcorpo contém. O símbolo da carga elétrica deum corpo é Q, expresso pela unidadecoulomb (C). A carga de um Coulombnegativo significa que o corpo contém umacarga de 6,25 x 1018 mais elétrons do queprótons.
  • Resistência ElétricaResistência é a oposição à passagem de corrente elétrica. É medida em ohms (W). Quanto maior a resistência,menor é a corrente que passa.Os resistores são elementos que apresentam resistência conhecida bem definida. Podem ter uma resistência fixaou variável.Símbolos em eletrônica e eletricidadeAbaixo estão alguns símbolos de componentens elétricos e eletrônicos:Lei de OhmUm circuito elétrico consta de, na prática, pelo menos quatro partes: fonte de fem (força eletromotriz),condutores, carga e intrumentos de controle. Como no circuito abaixo:A lei de OHM diz respeito à relação entre corrente, tensão e resistência:I=V/ROnde:I é a corrente em ampèresV é a tensão em voltsR é a resistência em ohmsAbaixo, vemos como fica o circuito quando fechamos a chave:
  • A tensão sobre o resistor de 1kW (ou 1000W) éde 12V (conforme é mostrado pelo voltímetro).De acordo com a lei de OHM, a corrente deve ser12/1000 = 0.012A ou 12mA. De fato, é essa acorrente indicada pelo amperímetro.
  • PotênciaA potência elétrica numa parte de um circuito é igual à tensão dessa parte multiplicada pela corrente quepassa por ela:P=VICombinando essa equação com I=V/R, temos: P=RI2 e V2/R.Associações de ResistoresOs resistores podem se associar em paralelo ou em série. (Na verdade existem outras formas de associação,mas elas são um pouco mais complicadas e serão vistas futuramente)Associação SérieNa associação série, dois resistores consecutivos têm um ponto em comum. A resistência equivalente é asoma das resistências individuais. Ou seja:Req = R1 + R2 + R3 + ...Exemplificando:Calcule a resistência equivalente no esquema abaixo:Req = 10kW + 1MW + 470WReq = 10000W + 1000000W + 470WReq = 1010470W-=-=-=-Associação ParaleloDois resistores estão em paralelo se há dois pontos em comum entre eles. Neste caso, a fórmula para aresistência equivalente é: 1/Req = 1/R1 + 1/R2 + 1/R3 + ...
  • A eletrização pode ocorrer através de três processos:1 - Eletrização por atrito.2 - Eletrização por contato.3 - Eletrização por indução.Um ótimo exemplo que envolve os conhecimentos de eletrização, condutores eisolantes é o que ocorre com os carros de transporte de combustível. Durante asviagens estes carros podem ficar eletrizados eletricamente por conseqüência doatrito com o ar. A carga elétrica adquirida pelo caminhão não escoa para a terraporque os pneus são bons isolantes elétricos. Logo, a quantidade de carga elétrica vaisendo acumulada na carroceria do caminhão, até o momento que é descarregada emalguém, que ocasionalmente, entrou em contato ou, até mesmo, provocando faíscasao se aproximar algum condutor. Essas faíscas podem provocar grandes explosões sehouver a proximidade do combustível.Para evitar acidentes utiliza-se uma corrente de metal que liga o caminhão e aterra, assim, as cargas elétricas podem escoar para a terra deixando o caminhãodescarregado.
  • Ou seja: a soma algébrica das subidas e quedas de tensão é igual a zero (SV). Então,se temos o seguinte circuito:podemos dizer que VA = VR1 + VR2 + VR3Lei de Kirchhoff para Correntes:A soma das correntes que entram num nó (junção) é igual à soma das correntes quesaem desse nó.I1+I2= I3+I4+I5 As leis de Kirchhoff serão úteis na resolução de diversos problemas.Napróxima atualização, farei uma série de exercícios sobre todos os conceitos queexpliquei até aqui.CapacitorO capacitor é constituído por duas placas condutoras paralelas, separadas por umdiélétrico. Quando se aplica uma ddp nos seus dois terminais, começa a haver ummovimento de cargas para as placas paralelas. A capacitância de um capacitor é arazão entre a carga acumulada e a tensão aplicada.C = Q/VDeve-se também ter em mente que a capacitância é maior quanto amior for a área dasplacas paralelas, e quanto menor for a distância entre elas. Desta forma:A (8,85 x 10-12 ) C= ---------------------- k dOnde: C = capacitância A = área da placa d = distância entre as placas k = constantedielétrica do material isolanteVamos agora estudar o comportamento do capacitor quando nele aplicamos umatensão DC.
  • Quando isto acontece, a tensão no capacitor variasegundo a fórmula:Vc=VT(1-e-t/RC)Isso gera o seguinte gráfico Vc X tIsto acontece porque a medida que mais cargas vão seacumulando no capacitor, maior é a oposição docapacitor à corrente (ele funciona como uma bateria).Note que no exemplo abaixo ligamos um resistor emsérie com o capacitor. Ele serve para limitar a correnteinicial (quando o capacitor funciona como um curto). Otempo de carga do capacitor é 5t, onde t = RC(resistência vezes capacitância).
  • No exemplo abaixo, o tempo de carga é: Tc= 5 x 1000 x 10-6 = 5ms-=-=-=-Se aplicamos no capacitor uma tensão alternada, ele vai oferecer uma "oposição à corrente" (na verdade é oposição à variação detensão) chamada reatância capacitiva (Xc).Xc=1/2pfCA oposição total de um circuito à corrente chama-se impedância (Z). Num circuito composto de uma resistência em série com umacapacitância:Z = (R22+Xc2) 1/2ouZ = Ö R22+XC2Podemos imaginar a impedância como a soma vetorial de resistência e reatância. O ângulo da impedância com a abscissa é oatraso da tensão em relação à corrente.Aplicações:Se temos um circuito RC série, a medida que aumentarmor a freqüência, a tensão no capacitor diminuirá e a tensão no resistoraumentará. Podemos então fazer filtros, dos quais só passarão freqüências acima de uma freqüência estabelecida ou abaixo dela.Estes são os filtros passa alta e passa baixa.Freqüência de corte: é a freqüência onde XC=R.Quando temos uma fonte CA de várias freqüencias, um resistor e um capacitor em série, em freqüências mais baixas XC é maior,desta forma, a tensão no capacitor é bem maior que no resistor. A partir da freqüência de corte, a tensão no resistor torna-se maior.Dessa forma, a tensão no capacitor é alta em freqüências mais baixas que a freqüência de corte. Quando a freqüência é maior quea freqüência de corte, é o resistor que terá alta tensão.Filtro passa baixa: Vsaída=It XCFiltro passa altaVsaída=It RLogicamente, se colocarmos um filtro passa alta na saída de um passa baixa, teremos um passa banda. Fonte: www.angelfire.com
  • Com essa invenção, obteve-se pela primeira vez uma fonte de corrente elétrica estável. Porisso, as investigações sobre a corrente elétrica aumentaram cada vez mais.Depois de um tempo, são feitas as experiências de decomposição da água. Em 1802, HumphryDavy separa eletronicamente o sódio e potássio.Mesmo com a fama das pilhas de Volta, foram criadas pilhas mais eficientes. John FredericDaniell inventou-as em 1836 na mesma época das pilhas de Georges Leclanché e a bateriarecarregável de Raymond-Louis-Gaston Planté.O físico Hans Christian Örsted observa que um fio de corrente elétrica age sobre a agulha deuma bússola. Com isso, percebe-se que há uma ligação entre magnetismo e eletricidade.Em 1831, Michael Faraday descobre que a variação na intensidade da corrente elétrica quepercorre um circuito fechado induz uma corrente em uma bobina próxima. Uma correnteinduzida também é observada ao se introduzir um ímã nessa bobina. Essa indução magnéticateve uma imediata aplicação na geração de correntes elétricas. Uma bobina próxima a um imaque gira é um exemplo de um gerador de corrente elétrica alternada.Os geradores foram se aperfeiçoando até se tornarem as principais fontes de suprimento deeletricidade empregada principalmente na iluminação.Em 1875 é instalado um gerador em Gare du Nord, Paris, para ligar as lâmpadas de arco daestação. Foram feitas maquinas a vapor para movimentar os geradores, e estimulando ainvenção de turbinas a vapor e turbinas para utilização de energia hidrelétrica. A primeirahidrelétrica foi instalada em 1886 junto as cataratas do Niágara.Para ocorrer a distribuição de energia, foram criados inicialmente condutores de ferro, depoisos de cobre e finalmente, em 1850, já se fabricavam os fios cobertos por uma camada isolantede guta-percha vulcanizada, ou uma camada de pano.
  • A Publicação do tratado sobre eletricidade e magnetismo, de James Clerk Maxwell, em1873, representa um enorme avanço no estudo do eletromagnetismo. A luz passa a serestendida como onda eletromagnética, uma onde que consiste de campos elétricos emagnéticos perpendiculares à direção de sua propagação.Heinrich Hertz, em suas experiências realizadas a partir de 1885, estuda as propriedades dasonde eletromagnéticas geradas por uma bobina de indução; nessas experiências observa quese refletidas, refratadas e polarizada, do mesmo modo que a luz. Com o trabalho de Hertz ficademostrado que as ondas de radio e as de luz são ambas ondas eletromagnéticas, desse modoconfirmando as teorias de Maxwell; as ondas de radio e as ondas luminosas diferem apenas nasua freqüência.Hertz não explorou as possibilidades práticas abertas por suas experiências; mais de dez anosse passa, até Guglielmo Marconi utilizar as ondas de radio no seu telegrafo sem fio. A primeiramensagem de radio é transmitida através do Atlântico em 1901. Todas essas experiênciasvieram abrir novos caminhos para a progressiva utilização dos fenômenos elétrico sempraticamente todas as atividades do homem.Fonte: www.mundociencia.com.br
  • Primeiras noções. Nas civilizações antigas já eram conhecidas as propriedades elétricas dealguns materiais. A palavra eletricidade deriva do vocábulo grego elektron (âmbar), comoconseqüência da propriedade que tem essa substância de atrair partículas de pó ao ser atritadacom fibras de lã.O cientista inglês William Gilbert, primeiro a estudar sistematicamente a eletricidade e omagnetismo, verificou que outros materiais, além do âmbar, adquiriam, quando atritados, apropriedade de atrair outros corpos, e chamou a força observada de elétrica. Atribuiu essaeletrificação à existência de um "fluido" que, depois de removido de um corpo por fricção,deixava uma "emanação". Embora a linguagem utilizada seja curiosa, as noções de Gilbert seaproximam dos conceitos modernos, desde que a palavra fluido seja substituída por "carga", eemanação por "campo elétrico".No século XVIII, o francês Charles François de Cisternay Du Fay comprovou a existência de doistipos de força elétrica: uma de atração, já conhecida, e outra de repulsão. Suas observaçõesforam depois organizadas por Benjamin Franklin, que atribuiu sinais - positivo e negativo - paradistinguir os dois tipos de carga. Nessa época, já haviam sido reconhecidas duas classes demateriais: isolantes e condutores. Foi Benjamin Franklin quem demonstrou, pela primeira vez,que o relâmpago é um fenômeno elétrico, com sua famosa experiência com uma pipa(papagaio). Ao empinar a pipa num dia de tempestade, conseguiu obter efeitos elétricosatravés da linha e percebeu, então, que o relâmpago resultava do desequilíbrio elétrico entre anuvem e o solo. A partir dessa experiência, Franklin produziu o primeiro pára-raios.
  • No final do século XVIII, importantes descobrimentos no estudo das cargas estacionárias foramconseguidos com os trabalhos de Joseph Priestley, Lord Henry Cavendish, Charles-Augustin deCoulomb e Siméon-Denis Poisson. Os caminhos estavam abertos e em poucos anos os avançosdessa ciência foram espetaculares. Em 1800, o conde Alessandro Volta inventou a pilha elétrica,ou bateria, logo transformada por outros pesquisadores em fonte de corrente elétrica deaplicação prática. Em 1820, André-Marie Ampère demonstrou as relações entre correntesparalelas e, em 1831, Michael Faraday fez descobertas que levaram ao desenvolvimento dodínamo, do motor elétrico e do transformador.As pesquisas sobre o poder dos materiais de conduzir energia estática, iniciadas por Cavendishem 1775, foram aprofundadas na Alemanha pelo físico Georg Simon Ohm. Publicada em 1827, alei de Ohm até hoje orienta o desenho de projetos elétricos. James Clerk Maxwell encerrou umciclo da história da eletricidade ao formular as equações que unificam a descrição doscomportamentos elétrico e magnético da matéria.O aproveitamento dos novos conhecimentos na indústria e na vida cotidiana se iniciou no fimdo século XIX. Em 1873, o cientista belga Zénobe Gramme demonstrou que a eletricidade podeser transmitida de um ponto a outro através de cabos condutores aéreos. Em 1879, oamericano Thomas Edison inventou a lâmpada incandescente e, dois anos depois, construiu, nacidade de Nova York, a primeira central de energia elétrica com sistema de distribuição. Aeletricidade já tinha aplicação, então, no campo das comunicações, com o telégrafo e otelefone elétricos e, pouco a pouco, o saber teórico acumulado foi introduzido nas fábricas eresidências.
  • O descobrimento do elétron por Joseph John Thomson na década de 1890 pode serconsiderado o marco da passagem da ciência da eletricidade para a da eletrônica, queproporcionou um avanço tecnológico ainda mais acelerado. Natureza elétrica da matéria.Segundo a visão atomista do universo, todos os corpos são constituídos por partículaselementares que formam átomos. Estes, por sua vez, se enlaçam entre si para dar lugar àsmoléculas de cada substância. As partículas elementares são o próton e o nêutron, contidos nonúcleo, e o elétron, que gira ao seu redor e descreve trajetórias conhecidas como órbitas.A carga total do átomo é nula, ou seja, as cargas positiva e negativa se compensam porque oátomo possui o mesmo número de prótons e elétrons - partículas com a mesma carga, mas desinais contrários. Os nêutrons não possuem carga elétrica. Quando um elétron consegue vencera força de atração do núcleo, abandona o átomo, que fica, então, carregado positivamente.Livre, o elétron circula pelo material ou entra na configuração de outro átomo, o qual adquireuma carga global negativa. Os átomos que apresentam esse desequilíbrio de carga sedenominam íons e se encontram em manifestações elétricas da matéria, como a eletrólise, queé a decomposição das substâncias por ação da corrente elétrica. A maior parte dos efeitos decondução elétrica, porém, se deve à circulação de elétrons livres no interior dos corpos. Osprótons dificilmente vencem as forças de coesão nucleares e, por isso, raras vezes provocamfenômenos de natureza elétrica fora dos átomos.De maneira geral, diante da energia elétrica, as substâncias se comportam como condutoras ouisolantes, conforme transmitam ou não essa energia. Os corpos condutores se constituem deátomos que perdem com facilidade seus elétrons externos, enquanto as substâncias isolantespossuem estruturas atômicas mais fixas, o que impede que as correntes elétricas as utilizemcomo veículos de transmissão.
  • Os metais sólidos constituem o mais claro exemplo de materiais condutores. Os elétrons livresdos condutores metálicos se movem através dos interstícios das redes cristalinas eassemelham-se a uma nuvem. Se o metal se encontra isolado e carregado eletricamente, seuselétrons se distribuem de maneira uniforme sobre a superfície, de forma que os efeitoselétricos se anulam no interior do sólido. Um material condutor se descarrega imediatamenteao ser colocado em contato com a terra.A eletrização de certos materiais, como o âmbar ou o vidro, se deve a sua capacidade isolantepois, com o atrito, perdem elétrons que não são facilmente substituíveis por aqueles queprovêm de outros átomos. Por isso, esses materiais conservam a eletrização por um período detempo tão mais longo quanto menor for sua capacidade de ceder elétrons. Eletrostática. Aparte da eletricidade que estuda o comportamento de cargas elétricas estáticas no espaço éconhecida pelo nome de eletrostática. Ela desenvolveu-se precocemente dentro da história daciência e se baseia na observação das forças de atração ou repulsão que aparecem entre assubstâncias com carga elétrica.Estudos quantitativos de eletrostática foram feitos separadamente por Coulomb e Cavendish.A chamada lei de Coulomb estabelece que as forças de atração ou repulsão entre partículascarregadas são diretamente proporcionais às quantidades de carga dessas partículas einversamente proporcionais ao quadrado da distância que as separa. Determinada de formaempírica, essa lei só é válida para cargas pontuais em repouso. Sua expressão matemática é: Qe Q indicam a grandeza das cargas, r é a distância entre elas e k é a constante deproporcionalidade ou constante dielétrica, cujo valor depende do meio em que se achamimersas as partículas elétricas. A direção das forças é paralela à linha que une as cargas elétricasem questão.
  • O sentido depende da natureza das cargas: se forem de sinais contrários, se atraem; se os sinaisforem iguais, se repelem. A unidade de carga da lei de Coulomb recebe a denominação decoulomb no sistema internacional. A força se expressa em newtons e a distância, em metros.Campo elétrico. Com o desenvolvimento da eletricidade como ciência, a física modernaabandonou o conceito newtoniano de força como causa dos fenômenos e introduziu a noçãode campo. A liberação das partículas passou a ser associada às diferenças de níveis energéticose não à ação direta de forças.Define-se campo elétrico como uma alteração introduzida no espaço pela presença de umcorpo com carga elétrica, de modo que qualquer outra carga de prova localizada ao redorindicará sua presença. Por meio de curvas imaginárias, conhecidas pelo nome de linhas decampo, visualiza-se a direção da força gerada pelo corpo carregado. As características docampo elétrico são determinadas pela distribuição de energias ao longo do espaço afetado. Sea carga de origem do campo for positiva, uma carga negativa introduzida nele se moverá,espontaneamente, pela aparição de uma atração eletrostática. Pode-se imaginar o campocomo um armazém de energia causadora de possíveis movimentos. É usual medir essa energiapor referência à unidade de carga, com o que se chega à definição de potencial elétrico, cujamagnitude aumenta em relação direta com a quantidade da carga geradora e inversa com adistância dessa mesma carga. A unidade de potencial elétrico é o volt, equivalente a umcoulomb por metro. A diferença de potenciais elétricos entre pontos situados a diferentesdistâncias da fonte do campo origina forças de atração ou repulsão orientadas em direçõesradiais dessa mesma fonte.A intensidade do campo elétrico se define como a força que esse campo exerce sobre umacarga contida nele. Dessa forma, se a carga de origem for positiva, as linhas de força vão repelira carga de prova, e ocorrerá o contrário se a carga de origem for negativa.
  • Diz-se, portanto, que as cargas positivas são geradoras de campos magnéticos e asnegativas, de sistemas de absorção ou sumidouros. Dielétricos. As substâncias dielétricas (queisolam eletricidade) se distinguem das condutoras por não possuírem cargas livres que possammover-se através do material, ao serem submetidas a um campo elétrico. Nosdielétricos, todos os elétrons estão ligados e por isso o único movimento possível é um levedeslocamento das cargas positivas e negativas em direções opostas, geralmente pequeno emcomparação com as distâncias atômicas.Esse deslocamento, chamado polarização elétrica, atinge valores importantes em substânciascujas moléculas já possuam um ligeiro desequilíbrio na distribuição das cargas. Nesse caso, seproduz ainda uma orientação dessas moléculas no sentido do campo elétrico externo e seconstituem pequenos dipolos elétricos que criam um campo característico. O campo é ditofechado quando suas linhas partem do pólo positivo e chegam ao negativo.O campo elétrico no interior das substâncias dielétricas contém uma parte, fornecida pelopróprio dielétrico em forma de polarização induzida e de reorientação de suas moléculas, quemodifica o campo exterior a que está submetido. O estudo dos dielétricos adquire granderelevância na construção de dispositivos armazenadores de energia elétrica, tambémconhecidos como condensadores ou capacitores, os quais constam basicamente de duas placascondutoras com potencial elétrico distinto, entre as quais se intercala a substância dielétrica.Cria-se um campo elétrico entre as placas, incrementado pela polarização do dielétrico quearmazena energia. A capacidade de armazenamento de um condensador se avalia medianteum coeficiente - conhecido como capacitância - que depende de suas características físicas egeométricas. Essa grandeza tem dimensões de carga por potencial elétrico e se medecomumente em faradays (coulombs por volts).Circuitos elétricos e forças eletromotrizes.
  • Do estudo da eletrólise - intercâmbio eletrônico e energético entre substâncias químicasnormalmente dissolvidas - surgiram as primeiras pilhas ou geradores de corrente, cujaaplicação em circuitos forneceu dados fundamentais sobre as propriedades elétricas emagnéticas da matéria. Uma carga introduzida num campo elétrico recebe energia dele e se vêimpelida a seguir a direção das linhas do campo. O movimento da carga é provocado físicosegundo o qual todo corpo alcança o equilíbrio em seu estado de energia mínima. Portanto, acarga tende a perder a energia adquirida, ao movimentar-se para áreas menos energéticas.Em termos elétricos, o movimento das cargas é provocado por diferenças de potencial elétricono espaço, e as partículas carregadas se dirigem de zonas de maior para as de menor potencial.Nessa propriedade se fundamentam as pilhas e, em geral, todos os geradores de corrente, queconsistem em duas placas condutoras com potenciais diferentes. A ligação dessas duas placas,chamadas eletrodos, por um fio, produz uma transferência de carga, isto é, uma correnteelétrica, ao longo do circuito. A grandeza que define uma corrente elétrica é sua intensidade,que é a quantidade de cargas que circulam através de uma seção do filamento condutor numaunidade de tempo. A unidade de intensidade da corrente é o ampère (coulomb por segundo).Muitos físicos, entre eles Gay-Lussac e Faraday, pesquisaram as relações existentes entre atensão e a corrente elétricas. Georg Simon Ohm estudou as correntes elétricas em circuitosfechados e concluiu que as intensidades resultantes são diretamente proporcionais à diferençade potencial fornecida pelo gerador. A constante de proporcionalidade, denominada resistênciaelétrica do material e medida em ohms (volts por ampères), depende das características físicase geométricas do condutor. Nesse contexto se dispõem de diferentes recursos que permitem aregulagem e controle das grandezas elétricas.
  • Assim, por exemplo, a ponte de Wheatstone se emprega para determinar o valor de umaresistência não conhecida e as redes elétricas constituem circuitos múltiplos formados porelementos geradores e condutores de resistências distintas.Efeitos térmicos da eletricidade. A passagem de cargas elétricas a grande velocidade através decondutores origina uma perda parcial de energia em função do atrito. Essa energia sedesprende em forma de calor e, por isso, um condutor sofre aumento de temperatura quando acorrente elétrica circula através dele.James Joule calculou as perdas de uma corrente num circuito, provocadas pelo atrito. Nessefenômeno, denominado efeito Joule, se fundamentam algumas aplicações interessantes daeletricidade, como as resistências das estufas. O efeito também ocorre no filamentoincandescente - fio muito fino de tungstênio ou material similar que emite luz quando aumentaa temperatura - utilizado nas primeiras lâmpadas de Edison e nas atuais lâmpadas elétricas.Deve-se ao efeito Joule a baixa rentabilidade industrial do sistema de correntes contínuas, emfunção das elevadas perdas que se verificam. Esse problema foi solucionado com a criação degeradores de corrente alternada, nos quais a intensidade elétrica varia com o tempo.Aplicações. A principal vantagem oferecida por uma rede elétrica é a facilidade de transportede energia a baixo custo. Diversas formas de energia, tais como a hidráulica e a nuclear, setransformam em elétricas mediante eletroímãs de orientação variável que produzem correntesalternadas. Essas correntes são conduzidas com o auxílio de cabos de alta tensão, com milharesde volts de potência.
  • Normalmente, a eletricidade é utilizada como fonte de energia em diversos tipos de motorescom múltiplos usos, cuja enumeração seria interminável: eletrodomésticos, calefação,refrigeração de ar, televisão, rádio etc. Nos centros de telecomunicação, a corrente elétricafunciona como suporte energético codificado que viaja por linhas de condução para serdecifrado por aparelhos de telefonia, equipamentos de informática etc.Energia elétrica. Junto com as energias mecânica, química e térmica, a eletricidade compõe oconjunto de modalidades energéticas de uso habitual. De fato, como conseqüência de suacapacidade de ser transformada de forma direta em qualquer outra energia, sua facilidade detransporte e grande alcance através das linhas de alta tensão, a energia elétrica se converteuna fonte energética mais utilizada no século XX.Ainda que a pesquisa de fontes de eletricidade tenha se voltado para campos poucoconhecidos, como o aproveitamento do movimento e da energia dos mares, as formas maisgeneralizadas são a hidrelétrica, obtida pela transformação mecânica da força de quedasdágua, e a térmica, constituída por centrais geradoras de energia alimentadas porcombustíveis minerais sólidos e líquidos.Desde que se passou a utilizar eletricidade como fonte energética, sua produção experimentouum crescimento vertiginoso. A importância dessa forma de energia se pode provar pelo fato de,modernamente, os países mais industrializados duplicarem o consumo de energia elétrica acada dez anos. Entre os países de maior produção e consumo em todo o mundo estão osEstados Unidos, a Rússia, o Reino Unido e a Alemanha. Também ostentam consideráveisíndices de produção os países que dispõem de importantes recursos hídricos, como o Canadá ea Noruega. Circuitos elétricos e eletrônicos; Eletromagnetismo; Eletrônica; Eletrotécnica;Energia; Física
  • A eletricidade é um fenômeno físico originado por cargas elétricas estáticas ou emmovimento e por sua interação. Quando uma carga se encontra em repouso, produzforças sobre outras situadas à sua volta. Se a carga se desloca, produz também forçasmagnéticas. Há dois tipos de cargas elétricas, chamadas positivas e negativas. Ascargas de nome igual se repelem e as de nome distinto se atraem. A eletricidade estápresente em algumas partículas sub-atômicas. A partícula mais leve que leva cargaelétrica é o elétron, que transporta uma unidade de carga (cargas elétricas de valormenor são tidas como existentes em quarks). Os átomos em circunstâncias normaiscontêm elétrons, e freqüentemente os que estão mais afastados do núcleo sedesprendem com muita facilidade. Em algumas substâncias, como osmetais, proliferam-se os elétrons livres. Desta maneira, um corpo fica carregadoeletricamente graças à reordenação dos elétrons. Um átomo normal tem quantidadesiguais de carga elétrica positiva e negativa, portanto é eletricamente neutro. Aquantidade de carga elétrica transportada por todos os elétrons do átomo, que porconvenção são negativas, está equilibrada pela carga positiva localizada no núcleo. Seum corpo contém um excesso de elétrons ficará carregado negativamente. Aocontrário, com a ausência de elétrons, um corpo fica carregado positivamente, devidoao facto de que há mais cargas elétricas positivas no núcleo.
  • HistóriaCorrente elétricaChama-se corrente elétrica o fluxo ordenado de elétrons em uma determinada secção. A corrente contínua tem um fluxo constante,enquanto a corrente alternada tem um fluxo de média zero, ainda que não tenha valor nulo todo o tempo. Esta definição de correntealternada implica que o fluxo de elétrons muda de direção continuamente. O fluxo de cargas elétricas pode gerar-se em umcondutor, mas não existe nos isolantes. Alguns dispositivos elétricos que usam estas características elétricas nos materiais sedenominam dispositivos eletrônicos. A Lei de Ohm descreve a relação entre a intensidade e a tensão em uma corrente eléctrica: adiferença de potencial elétrico é diretamente proporcional à intensidade de corrente e à resistência elétrica. Isso é descrito pelaseguinte fórmula:V = R*IOnde:V = Diferença de potencial elétrico I = Corrente elétrica R = ResistenciaA quantidade de corrente em uma seção dada de um condutor se define como a carga elétrica que a atravessa em uma unidade detempo.I=Q/TFonte: p://pt.wikipedia.orghttELETRICIDADEA electricidade dá força dinâmica a muitas coisas que utilizamos. Alguns objectos como o comando da televisão ou os "GameBoys"usam a electricidade armazenada nas baterias como energia química. Outros usam a electricidade contida nas tomadas por meio dauma ficha eléctrica.A energia que existe nas tomadas das nossas casas vem de outro sítio. Ela chega-nos através de fios eléctricos.Mas como é que a energia eléctrica vem por um fio sólido? E um fio não é como uma mangueira por onde corre a água?Vamos tentar responder a estas perguntas.Qualquer material é composto por átomos, cada átomo contém pequenas partículas sendo uma delas o electrão. Estes electrõesgiram à volta do centro, ou do núcleo do átomo tal como a lua gira à volta do sol.O núcleo é constituído por neutrões e protões. Os electrões têm carga negativa, os protões têm carga positiva e os neutrões sãoelectricamente neutros, ou seja, a sua carga não é nem positiva nem negativa.Em alguns tipos de átomos os electrões são pouco ligados ao núcleo podendo facilmente saltar para outro átomo. Quando esteselectrões de movem de átomo em átomo cria-se uma corrente eléctrica.Isto é o que acontece num fio. A deslocação dos electrões ao longo do fio criam a corrente eléctrica (consulta a figura).
  • Há materiais que conduzem melhor a electricidade que outros, o que é medido atravésda sua resistência. Quanto menor a resistência do fio melhor é a condução eléctrica,pois significa que os electrões estão menos ligados ao seu núcleo. A resistência dos fiosdepende da sua grossura, comprimento e composição. O cobre é dos metais commenor resistência eléctrica e, por isso, é usado regularmente como condutor eléctrico.Os fios eléctricos que passam pelas paredes de tua casa chegando ás lâmpadas etomadas são quase sempre de cobre.A força eléctrica que desloca o electrão é medida em volts. Em Portugal usam-se 220volts de energia eléctrica para todas as aplicações eléctricas. Na América usam-se 110volts para aplicações regulares e 220 volts para grandes aplicações.As baterias contêm energia química armazenada. Quando os químicos reagem entre siproduzem uma carga eléctrica. Esta carga transforma-se em energia eléctrica quandoligados a um circuito.Dentro deste circuito podemos ter uma lâmpada e um botão para ligar/desligar. Alâmpada transforma a energia eléctrica em luz e calor. Através de uma bateria tambémpodemos criar calor. Quando existe corrente eléctrica, a resistência causa fricção e africção causa calor, quanto maior a resistência mais quente se torna. Por exemplo, umsecador contém um pequeno rolo de fios com grande resistência que quando ligadogera calor, secando assim o teu cabelo.
  • Tenta a seguinte experiência: esfrega um balão numa camisola de lã ou no teu cabelo.Depois encosta-o à parede, se o largares ele permanece lá (como se estivesse colado).Agora esfrega dois balões um no outro, segura-os pelas pontas e junta-os. Vais verificarque eles se repelem. Ao friccionar os dois balões eles adquirem electricidade estática.Ao esfregar o balão, ele adquirir electrões extra da camisola ou do cabelo ficandonegativamente carregado. A carga negativa do primeiro balão atrai a carga positiva daparede, assim o balão mantêm-se, por alguns instantes, suspenso na parede. Os doisbalões friccionados adquirem carga negativa. Ora, sabendo que a carga negativa repelea carga negativa e a positiva repele a positiva, os dois balões de carga negativarepelem-se, afastando-se naturalmente um do outro.A electricidade estática também te pode dar choque. Experimente arrastar os pés emcima de uma carpete, ao tocares num metal qualquer pode sair uma faísca entre ti e oobjecto metálico. Esta reacção acontece porque através da fricção os teus pésadquirem electrões que se espalham pelo teu corpo. Quando tocas num metal de cargapositiva a electricidade do teu corpo transfere-se para a do metal provocando umchoque.Outro tipo de electricidade estática é aquela que se vê durante uma trovoada. Nasnuvens cinzentas concentram-se cristais de água que chocam uns com os outros.Deste modo, as nuvens ficam tão carregadas que os electrões saltam para o chão oupara outra outras nuvens, criando uma corrente eléctrica chamada relâmpago.Revisão da matéria dada
  • 1. A electricidade é a corrente de energia de um sítio para o outro.2. Todos os átomos têm electrões que rodeiam o seu núcleo. Alguns electrões estãopoucos presos ao seu núcleo e, por isso, movem-se para outro átomo; desta formagera-se uma corrente eléctrica.3. A electricidade corre melhor em alguns objectos do que noutros. O cobre é um bomcondutor eléctrico.4. A força eléctrica que empurra o electrão é medida em volts.5. As baterias armazenam energia química. Um circuito eléctrico liga o polo positivo aonegativo da bateria formando assim uma corrente eléctrica.6. A electricidade estática não se move. É o tipo de energia que cola um balão à paredese o friccionares a uma camisola de lã. Os relâmpagos são outra forma de electricidadeestática.Geradores, Turbinas e Sistemas de Condução eléctrica
  • Tal como aprendemos no 2º capítulo a electricidade desloca-se nos fios eléctricos atéacender as lâmpadas, televisões, computadores e todos os outros aparelhoselectrónicos. Mas de onde é que vem a electricidade? Sabemos que a energia nãopode ser gerada, mas sim transformada. Nas barragens e outras centrais eléctricas aenergia mecânica é transformada em energia eléctrica.O processo inicia-se com o aquecimento de água em grandes caldeiras. Nestas,queimam-se combustíveis para produzir calor e ferve-se a água de forma a transformá-la em vapor. O vapor é condensado em alta pressão na turbina, que gira a grandevelocidade; o gerador ligado á turbina transforma a energia da rotação mecânica daturbina em electricidade. Vamos aprofundar melhor este processo.Em muitas caldeiras, a madeira, o carvão, o petróleo ou o gás natural são queimadospara produzir calor. O interior da caldeira é constituído por uma série de tubos de metalpor onde passa água corrente. A energia calorífica aquece os tubos e a água até ferver.A água ferve a 100º Celsius ou a 212º Fahrenheit. A turbina contém várias lâminassemelhantes a uma ventoinha. O vapor da água chega ás lâminas que começam agirar. O gerador encontra-se ligado á turbina e recebe a sua energia mecânicatransformando-a em energia eléctrica.
  • O gerador é constituído por um imã gigante situado dentro de umcírculo enrolado com um grande fio. O eixo que liga a turbina aogerador está sempre a rodar; ao mesmo tempo que a partemagnética gira. Quando o fio ou outro condutor eléctricoatravessa o campo magnético produz-se uma corrente eléctrica.Um gerador é o contrário de um motor eléctrico. Em vez de usara energia eléctrica para por a trabalhar o motor ou leme comonos brinquedos eléctricos, o eixo da turbina põe a trabalhar omotor que produz a electricidade.Depois do vapor passar pela turbina vai para um zona dearrefecimento e em seguida é canalizada pelos tubos de metalpara novo aquecimento nas caldeiras. Existem centrais eléctricasque usam energia nuclear para aquecer a água, noutras a águaquente vem naturalmente de reservatórios subterrâneos semqueimar nenhum combustível. É o que vamos aprender nospróximos capítulos.Revisão da matéria dada
  • 1. Os combustíveis são queimados nas caldeiras para ferver a água.2. O vapor de água faz girar a turbina.3. O eixo rotativo da turbina liga-se ao gerador emitindo a sua energiamecânica.4. Quando um fio ou outro condutor eléctrico passa pelo campo magnético dogerador, produz-se uma corrente eléctrica.
  • O campo elétrico uniforme apresenta esta igualdade em suas linhas de força, implicando que o campo se mantém igual entre as placas e, por conseqüência, uma carga elétrica posicionada entre elas estará sujeita a uma força cuja intensidade e sentido são constantes ao longo do campo. Vistos os conceitos, vamos à lei de Coulomb. Como quase sempre nestes casos, esta lei leva o nome de seu propositor, o cientista francês Charles Coulomb. Coulomb descobriu que a força elétrica que atua sobre dois corpos eletricamente carregados é diretamente proporcional às suas cargas e inversamente proporcional ao quadrado da distância. Se você se lembrou da definição de Newton para a força da gravidade acertou em cheio. Como dissemos, campos elétricos e gravitacionais são análogos.Portanto, o enunciado da Lei de Coulomb pode ser escrito assim:Onde:F = força (medida em Newtons [N]);q = carga elétrica (medida em Coulombs [C])r = distância (medida de metros [m])k= constante eletrostática (medida em N.m2/C2)
  • Principio da EletrostáticaA eletrostática é a parte da física que estuda aspropriedades e a ação mútuas das cargas elétricas emrepouso em relação a um sistema inercial de referência.O principio da ação e repulsão diz que: cargas elétricas demesmo sinal se repelem e cargas de sinais contrários seatraem.O principio da conservação das cargas elétricas diz: numsistema eletricamente isolado, a soma algébrica das cargaspositivas e negativas é constante. Considere dois corpos A eB com cargas Q1 e Q2 respectivamente, admitamos quehouve troca de cargas entre os corpos e os mesmos ficaramcom cargas Q1’ e Q2’ respectivamente. Temos então peloprincipio da conservação das cargas elétricas que: Q1 + Q2= Q1’ + Q2’ = constante.
  • Condutores e isolantesSegurando uma barra de vidro por uma das extremidades e atritando a outra com umpano de lã, somente a extremidade atritada se eletriza. Isto significa que as cargaselétricas em excesso localizam-se em determinada região e não se espalha.Fazendo o mesmo com uma carga metálica, esta não se eletriza.Repetindo o processo anterior, mas segurando a barra metálica por meio de umbarbante, a barra metálica se eletriza e as cargas em excesso se espalham pelasuperfície.Os materiais, como o vidro, que conservam as cargas nas regiões onde elas surgemsão chamada de isolantes ou dielétricos. Os materiais, nos quais as cargas seespalham imediatamente , são chamados de condutores. È o caso dos metais, do corpohumano e do solo. Ao atritarmos a barra metálica, segurando-a diretamente com asmãos, as cargas elétricas em excesso espalham-se pelo metal, pelo corpo e pela terraque são condutores. Com isso, a barra metálica não se eletriza devido as suasdimensões serem reduzidas em relação as dimensões da terra. Deste fato, se ligarmosum condutor eletrizado à terra, este se descarrega.Quando um condutor estiver eletrizado positivamente, elétrons sobem da terra para ocondutor, neutralizando seu excesso de cargas positivas. Quando um condutor estivereletrizado negativamente, seus elétrons em excesso escoam para a terra.
  • Chamamos de condutores os corpos onde as partículasportadoras de carga elétrica conseguem se mover semdificuldade, os corpos onde isso não acontece chamamos deisolantes.A eletrização é o processo pelo qual um corpo ficaeletrizado. Quando um corpo ganha elétrons dizemos queele foi eletrizado negativamente, pois o número de elétronsno corpo é maior que o número de prótons no mesmo. Equando um corpo perde elétrons o número de prótons nocorpo é maior que o de elétrons, então, dizemos que o corpoestá positivamente eletrizado.
  • Quando dizemos que um corpo está “carregado”, isso significa que ele tem um desequilíbrio de cargas, apesar de a carga resultante geralmente representar apenasuma minúscula fração da carga total positiva ou negativa contida no corpo. Existem, no entanto, três formas de se eletrizar um objeto. Eletrização por atrito Ocorre quando atritamos dois corpos de substâncias diferentes (ou não), inicialmenteneutros, e haverá transferência de eletros de um corpo para o outro, de tal forma que um corpo fique eletrizado positivamente (cedeu elétrons), e outro corpo fique eletrizadonegativamente (ganhou elétrons). A eletrização por atrito é mais forte quando é feita por corpos isolantes, pois os elétrons permanecem nas regiões atritadas. Eletrização por contato Considere duas esferas de metal eletrizadas: A esfera A esta eletrizada positivamente e todos os seus pontos possuem potencial elétrico negativo, ao contrario da esfera B que está neutra e seu potencial elétrico é nulo. Portanto existe diferença de potencial entre as esferas. Quando encostamos as duas esferas, a diferença de potencial elétrico (Q) que existe entre elas, faz com que os elétrons da esfera negativamente carregada(A) passem espontaneamente para a esfera neutra( de menor potencial).
  • Esse fenômeno acontece com freqüência na vida de todos. Por exemplo, quandotomamos choque ao encostar em um objeto que não tem ligação nenhuma com energia elétrica que possa justifica-lo. Eletrização por induçãoSejam duas esferas metálicas A e B (A carregada negativamente e B neutra), afastadas como mostra a figura 1ª. Ao aproximarmos as duas esferas, a presença de cargas negativa presente em A, provocará uma separação de cargas em B(fig. 1b). Essa separação de cargas é chamada de indução. Se ligarmos um condutor da esfera B até a terra (fig. 2a), as cargas negativas que foram repelidas, escoarão para a terra de maneira natural, de modo que a esfera B passe a ficar eletrizada positivamente (fig. 2b). A esse processo damos o nome de eletrização por indução.
  • 5 – (MACKENZIE) Um condutor eletrizado estáem equilíbrio eletrostático. Pode-se afirmar que: a) o campo elétrico e o potencial interno sãonulos;b) o campo elétrico interno é nulo e o potencialelétrico é constante e diferente de zero;c) o potencial interno é nulo e o campo elétrico éuniforme;d) campo elétrico e potencial são constantes;e) sendo o corpo eqüipotencial, então na suasuperfície o campo é nulo.
  • 5 – (MACKENZIE) Um condutor eletrizado estáem equilíbrio eletrostático. Pode-se afirmar que: a) o campo elétrico e o potencial interno sãonulos;b) o campo elétrico interno é nulo e o potencialelétrico é constante e diferente de zero;c) o potencial interno é nulo e o campo elétrico éuniforme;d) campo elétrico e potencial são constantes;e) sendo o corpo eqüipotencial, então na suasuperfície o campo é nulo.
  • 6 – (POUSO ALEGRE - MG) No interior de umcondutor isolado em equilíbrio eletrostático:a) O campo elétrico pode assumir qualquer valor, podendo variar de ponto para ponto.b) O campo elétrico é uniforme e diferente de zero.c) O campo elétrico é nulo em todos os pontos.d) O campo elétrico só é nulo se o condutorestiver descarregado.e) O campo elétrico só é nulo no ponto central docondutor, aumentando (em módulo) à medidaque nos aproximarmos da superfície.
  • 6 – (POUSO ALEGRE - MG) No interior de umcondutor isolado em equilíbrio eletrostático:a) O campo elétrico pode assumir qualquer valor, podendo variar de ponto para ponto.b) O campo elétrico é uniforme e diferente de zero.c) O campo elétrico é nulo em todos os pontos.d) O campo elétrico só é nulo se o condutorestiver descarregado.e) O campo elétrico só é nulo no ponto central docondutor, aumentando (em módulo) à medidaque nos aproximarmos da superfície.