Didática espírita

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Didática espírita

  1. 1. DIDÁTICA ESPÍRITA SILVIO/2011
  2. 2. <ul><li>Segundo o dicionário do Aurélio Buarque de Holanda </li></ul><ul><li>DIDÁTICA: doutrina do ensino e do método; direção da aprendizagem. </li></ul><ul><li>DIDÁTICO: relativo ao ensino; próprio para instruir; que torna o ensino eficiente; relativo a uma disciplina escolar. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>- Qual é a didática do Evangelizador? </li></ul><ul><li>Do amor e caridade </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Qual o método do Evangelizador? </li></ul><ul><li>As virtudes e exemplo do Homem de Bem (paciência, perseverança, bondade, humildade, caridade, fé) </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Qual a direção da aprendizagem que orienta o Evangelizador? </li></ul><ul><li>O Evangelho, a Doutrina Espírita, a evolução espiritual. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Oque é próprio para instruir? </li></ul><ul><li>O que torna compreensível alguma coisa e leva a mudança de vida. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Oque torna eficiente o ensino do Evangelizador? </li></ul><ul><li>A sua conduta, sua caridade, sua segurança do que ensina. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Qual a disciplina do Evangelizador: </li></ul><ul><li>Quanto ao conteúdo: a DE como o Evangelho entendido. </li></ul><ul><li>Quanto ao regime: o do respeito, igualdade, fraternidade, integração. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Kardec descreveu o método do professor discípulo de Pestalozzi: </li></ul><ul><li>“ Toma a criança ao sair das mãos da Natureza para acompanhá-la em seu desenvolvimento. Considera como se </li></ul><ul><li>desenvolve as suas idéias,  estuda as suas necessidades e as suas faculdades. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Depois de numerosas observações estabelece um método que consiste essencialmente em aproveitar as faculdades que a criança recebeu da Natureza, a fim de proporcionar-lhe um raciocínio sadio e acostumá-la a pôr em ordem as suas idéias. O professor procura desenvolver na criança o espírito de observação e a memória, porque a criança nasce observadora e o seu espírito de curiosidade e análise precisa apenas de uma ajuda mínima. Basta ao professor ser ao mesmo tempo amável e severo.” </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Kardec resume os seis princípios fundamentais do sistema pestalozziano, que empregava em suas obras didáticas: </li></ul><ul><li>1. cultivar o espírito natural de observação do educando, chamando-lhe a atenção para os objetivos que o rodeiam. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>2. Cultivar-lhe a inteligência, seguindo a marcha que possibilite ao aluno descobrir as regras por si próprio. </li></ul><ul><li>3. Partir sempre do conhecido para desconhecido, do simples para o composto. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>4. Evitar toda atitude mecânica, fazendo o aluno compreender o alvo e a razão de tudo o que faz. </li></ul><ul><li>5. Fazê-lo apalpar com os dedos e com a vista todas as realidades. </li></ul><ul><li>6. Confiar à memória somente aquilo que já foi captado pela inteligência </li></ul>
  14. 14. <ul><li>OBJETIVOS DA DIDÁTICA NA EVANGELIZAÇÃO </li></ul><ul><li>Tornar o estudo e, conseqüentemente, a aprendizagem mais eficiente. </li></ul><ul><li>Orientar, conforme a idade evolutiva dos evangelizandos de forma a auxiliá-los em função de seus esforços de aprendizagem. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Adequar o estudo as possibilidades e necessidades dos evangelizandos. </li></ul><ul><li>Orientar o planejamento dos conteúdos, a fim de que haja continuidade e unidade para que os objetivos sejam alcançados com eficiência. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Organizar os estudos para evitar perdas de tempo e esforços inúteis. </li></ul><ul><li>A tarefa de evangelização do jovem espírita requer amor, renúncia e muito devotamento por parte daqueles que administram os ensinamentos, portanto, é necessário que o evangelizador esteja sempre buscando o conhecimento evangélico-doutrinário, o planejamento das tarefas e disciplina para executá-las. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>PRINCIPAIS ELEMENTOS DA DIDÁTICA    </li></ul><ul><li>O Evangelizando </li></ul><ul><li>O Evangelizador </li></ul><ul><li>O Planejamento </li></ul>
  18. 18. <ul><li>O Evangelizando : • Motivo fundamental de toda estrutura didática. • Espírito encarnado detentor de virtudes e vícios, que soma às tendências do passado as experiências recém-adquiridas e que necessita se ajustar perante as leis divinas. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>A criança necessita compreender que é um Espírito reencarnado, filho de Deus, que vem evoluindo milênios a fora e que seu destino é a perfeição em mundos mais elevados. </li></ul><ul><li>Necessita compreender as Leis Divinas que regem todos os seres, a Lei de Causa e Efeito que nos impulsiona a evoluir, as consequências morais de seus atos e compromissos assumidos. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>O Evangelizador “E vós, irmãos não vos canseis de fazer o bem.”  - Paulo (II Tessalonicenses, 3:13) </li></ul><ul><li>• Responsável pela tarefa. • Instrumento no processo de evangelização com Jesus. *Cabe ao evangelizador buscar aperfeiçoar seus métodos didáticos, pois é necessário saber transmitir seus conhecimentos com prudência e discernimento conforme as necessidades do grupo. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Cabe ao Evangelizador receber o Espírito que retorna, auxiliar a sua preparação interior, auxiliar o despertar de qualidades superiores, acordar em seu íntimo os compromissos assumidos no Mundo Espiritual, colaborar para que encontre campo propício para a realização da sua tarefa. Auxiliar a desenvolver as faculdades latentes do Espírito. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>O Planejamento “...As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim.” – Jesus (João, 10:25) </li></ul><ul><li>• É uma necessidade do ensino, sem ele não é possível um bom desempenho da tarefa. </li></ul><ul><li>• Prevê a melhor maneira da consecução dos objetivos e da prática de ensino. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Dinâmicas de ensino e de integração : “Todas as vossas coisa sejam feitas com caridade.”- Paulo (I Coríntios, 16:14) (9). </li></ul><ul><li>• Possibilita a participação do evangelizando naquilo que esteja sendo ensinado. • Auxilia a compreensão dos conteúdos ensinados. • Serve como “meio” para o alcance da aprendizagem. </li></ul>
  24. 24. <ul><li>As escolas de Pestalozzi se caracterizavam pela utilização das próprias crianças como “monitoras”, auxiliando o aprendizado de outras. </li></ul><ul><li>As atividades de cooperação lembradas por Piaget, propiciam esta interação, onde uma criança auxilia a outra dentro da sua habilidade. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>FASES DO DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL </li></ul><ul><li>7-8 ANOS </li></ul><ul><ul><ul><li>instintos sexuais dormentes – dirigidos a aprendizagem, a socialização, ao pensamento. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Sugestionalidade. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Tendência a imitação. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Diminuição das fantasias e perguntas. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Sentimento de ternura é substituído pelo impulso, ações de agressões e camaradagem. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Adultos são “burros”. </li></ul></ul></ul>
  26. 26. <ul><ul><ul><li>Brincam com coisas sagradas para os adultos. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Gostam de ludibriar os adultos e pregar peças. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Necessita agrupar-se para sentir segurança e aceitação própria. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>A fantasia é descarregada na mentira (aquilo que gostaria que fosse real). </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Disputa de poder. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Adoram liderar e serem liderados, normalmente por crianças mais fortes, maiores, etc. </li></ul></ul></ul>
  27. 27. <ul><li>9-11 ANOS </li></ul><ul><ul><ul><li>tem dificuldade em se acalmar. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Tem sua idéia de mundo e do que deseja que ele seja. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Tem uma “voz interior” que a ajuda nas decisões. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Tem mais reserva com os adultos, percebe os erros dos pais e os critica. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Inicia o processo de libertação da família, gosta de ficar longe de casa. </li></ul></ul></ul>
  28. 28. <ul><ul><ul><li>Inicia o processo de libertação da família, gosta de ficar longe de casa. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Quer conseguir aprovação e causar boas impressões. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Resiste às imposições. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>O justo e o injusto não dependem mais das regras. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Tem antipatia por crescer e pelas coisas dos adultos. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Sentem-se vítimas de injustiça quando precisam fazer coisas de adulto. </li></ul></ul></ul>
  29. 29. <ul><li>11-12 a 14 ANOS </li></ul><ul><ul><ul><li>aspiram fazer coisas sozinhos. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Interesse pelo científico (montar/desmontar), pelas causas e efeitos. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Inicia novo período de rebeldia. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Instabilidade emocional chora / ri. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Procura o grupo social para se apoiar. </li></ul></ul></ul>
  30. 30. <ul><ul><ul><li>Pais não merecem confiança. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Começo da erotização e interesse pelo sexo oposto. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Imaginação fantasiosa novamente. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Avaliam os adultos segundo a generalidade. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Rejeitam ou modificam os fatos para ficarem com sua hipótese. </li></ul></ul></ul>
  31. 31. <ul><li>ACONTECIMENTOS IMPORTANTES: </li></ul><ul><li>11/12 a 14 anos </li></ul><ul><li>Erotização da personalidade. </li></ul><ul><li>Procura de independência em relação ao adulto e a família. </li></ul><ul><li>Desabrochar dos interesses éticos e sentimentais. </li></ul>
  32. 32. <ul><li>14 – 18/22 ANOS </li></ul><ul><li>É uma das mais importantes e belas fases do Espírito dentro da encarnação,segundo André Luiz em “Missionários da Luz”, item 2. “A glândula pineal reajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus mundos maravilhosos de sensações e impressões na esfera emocional. Entrega-se a criatura, à recapitulação da sexualidade, examina o inventário de suas paixões vividas noutra época, que reaparecem sob fortes impulsos. </li></ul>
  33. 33. <ul><li>O conflito interno que aparece nesta fase a torna mais difícil que a da infância. Juntamente com a personalidade emergente do passado, surge às vezes vagas lembranças, anseios, dúvidas existenciais, impulsos diversos e repentinos, melancolia e revolta podem ser reflexos de outras existências e por isso devem ser tratados com muito amor e segurança. </li></ul>
  34. 34. <ul><li>Instabilidade emocional. </li></ul><ul><li>Fantasias, principalmente nas meninas. </li></ul><ul><li>Rebeldia e reivindicações. </li></ul><ul><li>Linguajar específico. </li></ul><ul><li>Competição grupal e do mesmo sexo. </li></ul><ul><li>Senso crítico. </li></ul><ul><li>Despertar para o corpo e em relação ao sexo oposto. </li></ul><ul><li>Sentimento de incompreensão. </li></ul><ul><li>Autenticidade. </li></ul>
  35. 35. <ul><li>Emotividade aflorada. </li></ul><ul><li>Perfeccionismo (nas adolescentes), obstinação (nos adolescentes). </li></ul><ul><li>Imediatismo. </li></ul><ul><li>Conflitos de responsabilidade. </li></ul><ul><li>Carência afetiva. </li></ul><ul><li>Imitação de ídolos. </li></ul><ul><li>Grupo social muito valorizado. </li></ul><ul><li>Necessidade de limites. </li></ul><ul><li>Desejo de liberdade. </li></ul>
  36. 36. <ul><li>A ação educativa, sabiamente aplicada conforme as etapas de desenvolvimento do Espírito em sua nova encarnação, oferece-lhe a oportunidade de trabalhar por si mesmo, da melhor maneira, aproveitando as oportunidades que o Pai oferece a cada um de seus filhos amados. </li></ul><ul><li>A evangelização espírita deve visar, pois, auxiliar o Espírito no desenvolvimento integral de seu potencial interior, ensinando, mostrando, clareando, informando, orientando, oferecendo a oportunidade para que construa a si próprio . </li></ul>
  37. 37. <ul><li>Além de conhecer o estágio de desenvolvimento em que a criança se encontra, é necessário observar suas tendências e aptidões que se manifestam gradualmente e que são diferentes em cada criança. Aproveitar as aptidões naturais, direcionando seus impulsos para os níveis superiores do sentimento e da inteligência promovendo a interação social. </li></ul>
  38. 38. <ul><li>“ A CRIANÇA E O JOVEM RECLAMAM DIREÇÃO NO BEM, EVANGELIZE! COOPERE COM JESUS!” </li></ul>

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