• Save
Expansão Marítima Portuguesa: Ilhas atlânticas e Marrocos
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Expansão Marítima Portuguesa: Ilhas atlânticas e Marrocos

on

  • 1,362 views

Material da disciplina optativa "Península Ibérica no período moderno".

Material da disciplina optativa "Península Ibérica no período moderno".
FAFICH/UFMG, Departamento de História, 1º semestre de 2013.

Statistics

Views

Total Views
1,362
Views on SlideShare
1,362
Embed Views
0

Actions

Likes
0
Downloads
0
Comments
0

0 Embeds 0

No embeds

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Microsoft PowerPoint

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

Expansão Marítima Portuguesa: Ilhas atlânticas e Marrocos Expansão Marítima Portuguesa: Ilhas atlânticas e Marrocos Presentation Transcript

  • Atividade corsária muçulmana no litoral mediterrâneo e atlântico:– fechamento ou dificuldade de acesso a rotas comerciais tradicionais,especialmente as rotas Norte-atlânticas;– ideia de continuidade da Reconquista.Consolidação do poder da dinastia de Avis, especialmente após o Tratado de Pazde Ayllon-Segóvia, firmado com Castela em 1411. As classes secundárias, queficaram ao lado do Mestre de Avis, herdam a importância política das anteriores,mas precisam de poder econômico e de prestígio, pois não têm uma tradição degrandes feitos militares, nome, honra fidalga. Essa fidalguia de 2ª classe se tornavauma ameaça à terra dentro de Portugal, gerando a necessidade de uma válvula deescape populacional e de uma atividade que ocupasse a nobreza, ociosa nos temposde paz. A afirmação da dinastia diante do restante da Europa se daria através degrandes feitos militares, especialmente por ser uma "dinastia de bastardos". Aexpansão marítima daria vazão, além disso, a esses problemas da organização socialportuguesa pós-1385: a ocupação da nobreza ociosa e a necessidade da dinastia deconsolidar o apoio dos setores mercantis urbanos (“burguesia”), mobilizado durantea Revolução.Principais antecedentes à expansão
  • Camões. Os Lusíadas, Canto IV, estância 50.O infante D. Henrique e a “ínclita geração”
  • 1420: Pela bula In Apostolice Dignitatis Specula (homônima a outra de 1418), opapa Martinho V concede ao infante D. Henrique o domínio da Ordem de Cristo,o maior potentado econômico do país, detentora de terras e de força militar. É o quelhe permite financiar as primeiras viagens, que não deram retorno econômicosuficiente para compensar os investimentos e despesas. Até 1460, é o próprioinfante (não a Coroa) quem financia as expedições.Forma-se em torno do infante um corpo de técnicos, pilotos e homens do martrazidos de toda a Europa (especialmente Gênova, Veneza, Galícia), que ficaconhecido como "Escola de Sagres".
  • As primeiras viagens aconteceram já no século XIV, com provável avistamento dasilhas Canárias e da Madeira. As ilhas aparecem em mapas genoveses, o que poderiaser uma evidência, muito embora haja recorrentemente nos mapas dos séculos XIII-XV a presença de ilhas fantasiosas, que iam sendo "empurradas" para as regiõesainda não conhecidas à medida que progredia o conhecimento sobre o Atlântico.Costa do continente africano (Ceuta, 1415; Tânger, 1471) → dominação decaráter militar.Arquipélagos do Atlântico (Canárias, 1336?/1424; Madeira, 1419; Açores,1427) → experiência açucareira.O europeu teve contato com a cana-de-açúcar a partir das Cruzadas. Aos poucos, oaçúcar foi sendo introduzido no mercado europeu como artigo de luxo. Em funçãodas experiências acumuladas ― e do fato de que muitos, após as Cruzadas, nãotinham condições de retornar à Europa ―, foram realizadas as primeirasexperiências de plantio fora do Oriente Médio (Chipre, século XIII).As primeiras viagens
  • Vale do Indo → Oriente Médio, região da Palestina ( séc. X-XI) →“migração” via Mediterrâneo até chegar ao Atlântico: Chipre (século XIII) –Creta – Sicília – Valência e Algarve (século XV) – Ilhas do Atlântico – Brasil(século XVI)As ilhas descobertas no Atlântico representaram para Portugal uma espécie detábulas rasas para a consolidação de um sistema. Algumas delas foram até mesmoencontradas desabitadas. As descobertas coincidiram com as primeiras investidascomerciais ao longo do litoral africano; o escravo africano começou, então, aaparecer com maior regularidade.As experiências em cada ilha tiveram algumas diferenças no processo e noresultado final. O grande sucesso foi a Ilha da Madeira, com participação cadavez mais significativa de escravos vindos da África negra (apesar de ainda teremsido utilizados também escravos obtidos no circuito mediterrâneo). Começou, nessaregião, a se delinear uma nítida divisão entre as propriedades que possuíam umengenho e as que apenas plantavam a cana.As ilhas atlânticas e a “marcha multissecular da produção doaçúcar”
  • Nos Açores, a experiência açucareira fracassou, pois predominam na regiãodiferentes regimes pluviométricos e de ventos. Mais tarde, os Açores se tornaramum importante entreposto (abastecimento para viagens mais longas); tornaram-seuma região produtora de gêneros alimentícios, especialmente o trigo, atraindoimigrantes portugueses camponeses (não se tornou, dessa forma, uma regiãoescravista), e passando a se encarregar da produção para subsistência e para osuprimento do mercado da navegação.As Canárias, quando descobertas, eram habitadas pelos guanchos, que foramprogressivamente dizimados pelo contato com as doenças trazidas pelos espanhóis epelos escravos africanos. Os guanchos foram inicialmente utilizados como mão-de-obra escrava, mas, com sua dizimação, os espanhóis ficaram cada vez maisdependentes do tráfico de escravos negros.Na região de Cabo Verde (1460), devido ao regime pluviométrico, a experiênciaaçucareira também fracassou. A região acabou se tornando um importanteentreposto para o tráfico negreiro.
  • A região de São Tomé e Príncipe foi encontrada desabitada (1470). Aí se verificouo virtual microcosmo do que seria o sistema brasileiro: divisão entreplantadores e engenhos, engenhos cada vez maiores, dependência total dotráfico negreiro, surgimento de uma camada miscigenada que acabou seimpondo na administração, presença de quilombos e mocambos.
  • O ritmo das descobertas, de modo geral, varia:– com o estado-da-arte das técnicas e equipamentos de navegação eorientação;– com a importância econômica do último lugar descoberto (só se passa a umpróximo ponto, em geral, quando o anterior deixa de ser lucrativo);– com a conjuntura político-militar de Portugal e das áreas conquistadas. Oestado da guerra no Marrocos influencia a expansão pelo restante do litoralafricano (quando a guerra está mais intensa, há menos incursões).No século XIV, a costa africana já era conhecida até o Sul do Marrocos (região doCabo Bojador). 1415: Conquista de Ceuta. Significa o domínio de todaentrada/saída de embarcações do Mediterrâneo para o Atlântico e vice-versa,especialmente sobre as novas rotas Norte Atlânticas (rumo ao Norte da Europa).Região de muita atividade corsária muçulmana (especialmente a costa Sul daPenínsula Ibérica, litoral do Algarve, mas chegando até o Norte de Portugal).A conquista da costa Africana
  • 1424(?): Chegada ao rio do Ouro. A partir do contato com os povos africanosjunto à costa, as informações sobre a exploração de outro no continente tornam-secada vez mais frequentes entre os navegadores portugueses. A intenção deconquistar o ponto de saída do ouro dos impérios centroafricanos (não dá certo pelodesvio das rotas) soma-se à de disseminar o cristianismo pelo mundo, estabeleceruma ligação com o reino do Preste João e lutar contra o Islã no Norte da África.Reinado de D. Duarte (1433-38): Passagem do Cabo Bojador por Gil Eanes(1434).Por que a dificuldade de ultrapassar o cabo Bojador até os anos 1430?Nessa região, o efeito das marés e correntes marítimas empurra os navios para oalto mar. Além disso, o vento sopra de Sul para Norte (ou seja, na direção contráriaao trajeto pretendido). Os navios utilizados até então eram as barcas, equipadas comvelas redondas (fixas), que não ofereciam a possibilidade de selecionar o vento a serutilizado (como posteriormente permitiriam as velas triangulares das caravelas).Acredita-se que foi precisamente por isso que os fenícios que ultrapassavam aregião ou se perdiam em alto mar ou não conseguiam voltar e eram mortos na costa.
  • 1437: Após um fracasso militar no Marrocos, é tentada a conquista do Tânger. Atéa morte do infante, deixa-se de pensar no Marrocos. É um momento de rápidoavanço dos descobrimentos na costa Norte atlântica, influenciado também pelosurgimento das caravelas. Um outro fator para essa aceleração foi a passagem peloSaara: como não se descobriu nada de interesse, foi-se avançando rapidamente parao Sul. No reino, o infante D. Pedro era o regente. D. Pedro apoiousignificativamente a colonização das ilhas do Atlântico.Reinado de D. Afonso V (1438-81). A partir de 1442, o Império Songhai (atualMali) passou a fornecer escravos (escravização de guerra). É o empreendimentoque começa a trazer retorno financeiro para a expansão marítima portuguesa.Começa a haver viagens de particulares interessados no comércio de escravos. D.Henrique consegue com D. Pedro, através da Ordem de Cristo, a exclusividade docomércio na região.
  • Intensificam-se os problemas com Castela, especialmente em relação às ilhasCanárias (não pelas ilhas em si, mas por serem ponto estratégico para a navegaçãorumo ao Sul da costa africana).1449: Abrandamento das viagens em direção ao Sul devido a dificuldades cada vezmaiores no aprovisionamento dos navios. Foi ainda um momento de conflito entrefacções rivais no reino português, que quase levou à guerra civil e à divisão doreino.D. Henrique aproveitou o momento para realizar missões diplomáticas junto à SantaSé (Papa Nicolau V), o que resultou nas bulas:– Dum Diversas (1452): Autorização a Afonso V para escravizar os "infiéis"da África Ocidental.– Romanus Pontifex (1455): Segue a anterior, autorizando a conquista e aescravização de todas as populações ao sul do cabo Bojador. Foi umreconhecimento do direito de Portugal à posse das terras, que já era fato.
  • 1456 ou 1460: Chegada às ilhas de Cabo verde.1460: Chegada à região da atual Serra Leoa. Morte do infante D. Henrique: períodode pausa no esforço de expansão para o Sul.A passagem para o Sul do Equador representava um novo desafio do ponto de vistatécnico-científico: a Estrela Polar deixa de ser visível, o que gera problemas deorientação, superados apenas com o desenvolvimento do Regimento do Sol (1480ou 1485).O reinado de D. João II (1481-1495) representa um novo ponto de inflexão napolítica ultramarina portuguesa. É com ele que se conjugam de forma sistemáticatodos os fatores para o que se pode chamar de um "plano das Índias", o que, aocontrário do que dizem muitas fontes, não existiu no período de D. Henrique. Onavio deixa de ser pensando apenas como meio de transporte e vai setransformando em uma verdadeira máquina de guerra. Contratação debombardeiros, artilheiros e mestres da construção naval para o aperfeiçoamento dosnavios → surgimento das naus. Até João da Nova, usavam-se apenas caravelas; aviagem de Vasco da Gama já contou com caravelas e naus.
  • A disputa sobre as Canárias ganha, com D. João II, uma solução. Desde a conquistade Ceuta, havia a necessidade de se definir uma região na qual estaria vedada aexpansão castelhana (de certa forma antevendo a reconquista de Granada →unificação da Espanha → expansão para o Norte da África).O acordo de 1480 (Tratado de Alcáçovas) havia cedido as ilhas a Castela. Apesar dea partir daí Portugal ter abandonado suas pretensões sobre as Canárias, em 1481 abula Aeterni regis (Sisto IV) garante o domínio de todas as terras ao Sul delas, oque só foi possível porque o poderio militar português à época era imensamentemaior que o castelhano.O direito de passagem para o Sul (Canárias) e o direito/domínio sobre o AtlânticoSul foi fator determinante do acordo/série de acordos com Castela, mais do que aexistência ou não de terras a Oeste. Isso foi importante porque para passar semacidentes o cabo da Boa Esperança em direção às Índias era necessário navegar poralto mar, não por cabotagem. Descobriu-se, em 1488, com isso, que o Atlântico nãoé fechado como se acreditava anteriormente, que existe uma passagem para oÍndico pelo Sul da África.
  • Mapa-múndi de Johannes Schnitzer (1482), desenhado a partir das tabelas dotratado Introdução à Geografia de Cláudio Ptolomeu.
  • Mapa-múndi de Henricus Martellus Germanus (1490?)
  • Alguns pesquisadores defendem que teria havido por parte de D. João II umapolítica de sigilo severa, responsável pela destruição de diversos documentos queexistiram, mas não chegaram até nós. É claro que uma política de sigilo em tornodas navegações e descobrimentos se fazia necessária; no entanto, por questõespráticas (p.ex. o fato de que havia navegadores estrangeiros a serviço de Portugal, anecessidade, quando de eventuais disputas, de prova do pioneirismo na chegada auma região), ela não podia ser tão extrema, e existem de fato peças produzidas naépoca e que chegaram aos dias de hoje. As questões mais estratégicasprovavelmente permaneciam em sigilo, mas as operações de rotina foram epermaneceram documentadas.O historiador não pode instrumentalizar essa provável política de sigilo comoexplicação para a falta desta ou daquela peça documental, muito menos trabalharsupondo a existência de uma documentação que teria sido destruída.A polêmica da “política de sigilo”
  • A conquista de Ceuta marca o início da expansão portuguesa no mundo e tem fortesmotivações económicas e de estratégia local. Ceuta era nos inícios do século XV agrande ameaça aos navios portugueses e à costa do Algarve.A conquista de Ceuta congrega os diferentes elementos sociais em Portugal dianteda possibilidade de ganhos para todos. Forma-se uma armada poderosíssima comembarcações de particulares e navios fretados em outros países (mais de 200 naviose 50.000 homens) → empreendimento detalhadamente estruturado e planejado →exceção ao espírito improvisador do português.Foi uma conquista inexplicavelmente fácil, considerando que Ceuta era um bastiãocomercial na região, fortaleza extremamente protegida e bem guarnecida;praticamente não houve combate.Ceuta foi fortificada e teve sua defesa constituída por um misto de homens daCoroa e de membros da fidalguia (espécie de milícias dos senhores feudais). A ideiaera proceder à conquista do restante do reino de Fez dentro de um ano, porém nãohouve recursos para isso.A presença portuguesa no Marrocos
  • Os portugueses vão lentamente se enclausurando, criando à sua volta uma regiãodesabitada, se torna um tampão e funciona como uma primeira zona de defesa dasfortalezas ("cercos").A relação entre os portugueses a as praças marroquinas foi alternadamente deguerra e de paz, dependendo da localidade e da época. No entanto, a presençaportuguesa no Marrocos se constituiu, desde o início, num desafio. A manutençãodas praças era dispendiosa, e requeria um aumento na carga tributária de reflexosimpopulares. Além disso, o recrutamento para os postos no Marrocos eradificultado, pois o isolamento comercial e a decadência econômica das praças,aliadas à guerra, as tornavam pouco atrativas. O isolamento foi tal que as ilhas doAtlântico tiveram que servir de celeiro de abastecimento para o Marrocos,contrariando o projeto de se manter praças autossustentadas.Combater em Marrocos era, no entanto, sinal de prestígio para a fidalguia, tantomaior quanto maior o número de comandados – estes eram sustentados pelofidalgo, daí a Coroa compensá-lo com mercês.
  • Havia um vazio entre as ocupações portuguesas do Norte e do Sul, não deixandopossibilidade de comunicação e ajuda por terra caso uma das praças estivesse emperigo, apenas por embarcações que saíssem da fortaleza ou do Reino.As praças do Norte (Ceuta, Alcácer Ceguer, Arzila e Tânger) dependiam do Reinode Fez, que, por diversas razões, estabeleceu temporariamente com os portuguesesacordos de paz, enquanto as do Sul (Azamor, Safim, Mazagão, Mogadouro e SantaCruz do Cabo Guer) dependiam do Reino de Marraquexe, que impôs uma guerrapermanente ao invasor lusitano. Os geógrafos e historiadores portugueses chamama estas duas regiões “Marrocos verde” e “Marrocos amarelo”.No “Marrocos verde” os portugueses estabeleceram acordos de paz com o Reino deFez, que vigoraram entre 1471 e 1543, acordos esses que foram possíveis porqueFez mantinha com Marraquexe uma guerra pelo domínio do território marroquino.A presença no Sul foi pacífica por muitas décadas, com o estabelecimento deprotetorados. Foi a partir da reação de líderes muçulmanos mais radicais, osportugueses optaram por impor sua presença e fortificar as cidades.
  • Nos períodos de tréguas, os portugueses exerciam a sua influência nas áreascircundantes das praças, onde viviam os chamados “mouros de pazes”, que setornavam vassalos e tributários da coroa portuguesa. As relações entre as partesultrapassavam nos momentos de paz o simples carácter de trégua.A "zona dos mouros de pazes“ era uma área produtora de tecidos → moeda de trocacom a África subsaariana por ouro, escravos e produtos locais.No reinado de D. Manuel (1495-1521), os protetorados são incorporados etransformados em fortalezas. A partir de 1510, a dinastia saadida, defensora de umislã militante, inicia um conjunto de ataques permanentes contra as praçasmarroquinas. Os portugueses tentam criar duas frentes de combate para conquistarFez e Marraquexe, aproveitando esse momento de instabilidade. Em 1524, porém,os muçulmanos conquistam Marraquexe, e com a tomada de Fez unificam o Reinode Marrocos. Instala-se um clima de guerra total.
  • A partir do reinado de D. João III (1521-1557), a política no Marrocos torna-se maispragmática. Percebe-se mais fundamentalmente que a capacidade econômica ematerial do reino não permite a expansão e constituição de um Império na região.Inicia-se gradualmente uma política da abandono das praças marroquinas,começando pelo Sul. Lentamente são abandonadas também no Norte as praças maisdeficitárias, como Arzila e Alcácer Ceguer. Constata-se que a ocupação majoritáriadas fortalezas era de mercenários andaluzes, o que serviu como um fator aoabandono. Outro fator importante foi a consolidação da unificação do Marrocospela dinastia saadida, por volta de 1530-40.Para se proceder ao abandono, foi necessária a emissão de uma série de bulaspapais, pois ele significaria o desmantelamento de uma série de igrejas nas mãosdos muçulmanos. Foi uma medida que afetou profundamente o orgulho português.D. Sebastião (1557-78?) tenta levar a cabo uma política de recuperação dasconquistas no Marrocos, mas após derrota na batalha de Alcácer Quibir (1578) apresença portuguesa na região é meramente residual.
  • Estampas de CarlosAlberto Santos para aversão ilustrada de OsLusíadas que seriaeditada em 1974