Consumo Cultural e Violência

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Consumo Cultural e Violência - Dra. Malena Segura Contrera
UNIP - Mackenzie. Essa apresentação fez parte do ciclo de seminários do Pacto pela Paz realizado em 2005

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Consumo Cultural e Violência

  1. 1. Consumo Cultural e Violência Dra. Malena Segura Contrera UNIP - Mackenzie
  2. 2. <ul><li>A cultura não se ocupa unicamente das condições materias, ocupa-se especialmente das </li></ul><ul><li>questões SIMBÓLICAS, </li></ul><ul><li>e do universo criado a partir dessas questões. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Universo simbólico do homem: </li></ul><ul><li>Linguagens </li></ul><ul><li>Símbolos diretores </li></ul><ul><li>Valores religiosos </li></ul><ul><li>Arte </li></ul><ul><li>Comunicação </li></ul><ul><li>Mídia </li></ul>
  4. 4. <ul><li>As formas como a violência está presente nas esferas da cultura, ou seja, estamos falando da </li></ul><ul><li>VIOLÊNCIA SIMBÓLICA. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Esta violência simbólica ocorre especialmente no espaço da mídia, já que numa sociedade de milhões de pessoas, </li></ul><ul><li>OS ESPAÇOS COMUNS PARTILHADOS NÃO PODEM SER FÍSICOS. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Os espaços simbólicos ganham força, E A ESFERA PÚBLICA É HOJE UMA ESFERA VIRTUAL, </li></ul><ul><li>representada pelas redes de informação e suas instâncias: </li></ul><ul><li>OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO. </li></ul>
  7. 7. <ul><ul><li>Quanto maior alcance tem um meio, maior é seu poder de penetração e sua influência na grande </li></ul></ul><ul><ul><li>OPINIÃO PÚBLICA. </li></ul></ul><ul><ul><li>MÍDIA DE MASSA </li></ul></ul>
  8. 8. <ul><li>Jornal impresso </li></ul><ul><li>Televisão – telejornais, telenovelas </li></ul><ul><li>Rádio </li></ul><ul><li>Internet </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Aqui já temos uma grande violência simbólica: </li></ul><ul><li>a esfera pública não é mais algo experimentado, vivido, é só algo “recebido/consumido” como </li></ul><ul><li>IMAGEM. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Exclusão do corpo do processo comunicativo público. </li></ul><ul><li>O homem se reduz a um homem AUDIOVISUAL. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Isso situa o poder da mídia eletrônica no Brasil, em especial </li></ul><ul><li>A TELEVISÃO E O RÁDIO, </li></ul><ul><li>por conta, inclusive, do neo-analfabetismo. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>A mídia eletrônica possui uma </li></ul><ul><li>NATUREZA TÉCNICA própria, </li></ul><ul><li>diferente da natureza comunicativa do corpo humano, e essa natureza traz violências em si mesma: </li></ul>
  13. 13. <ul><li>1. Ela é SUPERFICIAL, </li></ul><ul><li>devido à natureza plana dos suportes (telas). </li></ul>
  14. 14. <ul><li>2. Ela favorece as codificações mais simples (para o grande público), que são quase sempre BINÁRIAS: </li></ul><ul><li>Bem X Mal </li></ul><ul><li>Sim X Não </li></ul><ul><li>1o. Turno/2o. Turno </li></ul><ul><li>Vilão X Herói </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Reforça a </li></ul><ul><li>VISÃO MANIQUEÍSTA </li></ul><ul><li>da realidade, diminuindo a complexidade do pensamento humano. </li></ul><ul><li>A estrutura de pensamento binária é originária do pensamento primitivo. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>3. Ela descontextualiza os acontecimentos e os re-contextualiza de acordo com as conveniências: </li></ul><ul><li>. Apropriação simbólica </li></ul><ul><li>. O trabalho de edição </li></ul>
  17. 17. <ul><li>4. Ela interpreta a vontade pública segundo seus filtros e valores, definindo quais assuntos são ou não RELEVANTES PARA A ESFERA PÚBLICA. </li></ul><ul><li>. Seleção de pauta (Jornalismo). </li></ul>
  18. 18. <ul><li>5. Ela LEGITIMA os valores culturais das instâncias detentoras do poder econômico (capitalismo), que sempre está interessada nos lucros, no consumo, na quantidade: </li></ul>
  19. 19. <ul><li>. Produtos culturais: telenovelas, filmes, heróis da mídia, glamourização de certos tipos, etc. </li></ul><ul><li>. Tecnologia das imagens, que se incumbem de fascinar para penetrar no imaginário, criando o </li></ul><ul><li>GLAMOUR DA SOCIEDADE TECNOLÓGICA. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>6. Propõe um amplo imaginário próprio, criando a auto-legitimação dos valores de VISIBILIDADE e FAMA </li></ul><ul><li>Apareço, logo existo </li></ul><ul><li>Sou acessável, logo existo </li></ul><ul><li>(não preciso nem mais do “cogito”, e o que já era redutivo se reduz </li></ul><ul><li>ainda mais) </li></ul>
  21. 21. <ul><li>As violência simbólicas criam um ambiente imaginário que, dessa forma, </li></ul><ul><li>DES-SENSIBILIZA AS PESSOAS, </li></ul><ul><li>ANESTESIANDO AS PESSOAS. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Pessoas anestesiadas são mais predispostas à violência. </li></ul><ul><li>Pessoas indiferentes são mais predispostas à resignação. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Eliminada a </li></ul><ul><li>SENSIBILIDADE ESTÉTICA </li></ul><ul><li>viva para o mundo, apaga-se a possibilidade da </li></ul><ul><li>CONSCIÊNCIA ÉTICA </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Implantada a violência simbólica, a violência concreta, física, encontra um território fértil no qual florescer. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>Postado por Ezequiel Vieira – estudante de comunicação pela Ufes </li></ul><ul><li>Blog – www.polimidia.wordpress.com </li></ul><ul><li>Email – [email_address] </li></ul>

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