A guerra-fria-e-o-fim-da-urss
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Like this? Share it with your network

Share

A guerra-fria-e-o-fim-da-urss

on

  • 1,030 views

 

Statistics

Views

Total Views
1,030
Views on SlideShare
837
Embed Views
193

Actions

Likes
0
Downloads
6
Comments
0

3 Embeds 193

http://eunabatistamachado.blogspot.com.br 191
http://www.eunabatistamachado.blogspot.com.br 1
http://eunabatistamachado.blogspot.com 1

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Microsoft PowerPoint

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

A guerra-fria-e-o-fim-da-urss Presentation Transcript

  • 1. Módulo 42 Ascensão do Mundo Bipolar Euna Batista Machado Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. HISTÓRIA INTERATIVA 3ª SÉRIE MÉDIO
  • 2. Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. Conversa O que o cartum retrata? Você concorda com a visão do autor dessa imagem? Por quê? Lailson
  • 3. Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. Fonte: Guia do estudante. São Paulo: Abril, 2008. p.31 (adaptado).
  • 4. Que época o mapa retrata? Qual a sua abrangência em termos espaciais?  Qual a informação do mapa? Quais fatores podem ter possibilitado aos Estados Unidos e à URSS assumirem a posição de líderes no cenário políticoeconômico mundial? O que significam as expressões ‘Países alinhados com os Estados Unidos’, ‘Países alinhados com a URSS’ e ‘Países não alinhados’? Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. Conversa
  • 5. Picles. Kunihiko Bonkohara está vivo graças aos picles. Em agosto de 1945, vivia no sul de Hiroshima, a 2 quilômetros do centro. Sua casa ficava de frente para um depósito de tsukemono (legumes em conserva japoneses), prédio alto de tijolos resistentes. Às 8h15 da manhã daquele 6 de agosto, recorda-se estar sentado ao lado de seu pai, engenheiro civil, diante da escrivaninha que ficava junto à janela da sala. A mãe e a irmã de 14 anos haviam sido convocadas para os trabalhos de demolição no centro da cidade. Bonkohara tinha 5 anos de idade. Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. Kunihiko Bonkohara, 65 anos:
  • 6. Dos males, o menor. No lado de fora, o bairro inteiro estava destruído. As tradicionais construções de madeira – e quem quer que estivesse dentro – haviam sido reduzidas a entulho. Apenas duas casas tinham ao menos o térreo de pé: a de Bonkohara e a do vizinho. Precisamente aquelas sobre as quais o grande armazém de picles fazia sua abençoada sombra. Agindo como uma espécie de barreira, aquele prédio os protegera das ondas de calor, das rajadas de vento, do fogo e da radiação. Ou seja, da exposição total à bomba atômica. Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. “De repente, uma luz muito forte entrou pela janela. Em seguida, ouvimos um grande estrondo e uma rajada de vento levou o andar de cima da casa pelos ares. O vidro estourou e nós nos escondemos rapidamente embaixo da escrivaninha. Meu pai deitou-se em cima de mim. Lembro dele com as costas todas cobertas de sangue.”
  • 7. A nuvem descomunal criada pela própria bomba ajudou a carregar a “chuva negra” para áreas de Hiroshima que não haviam sido diretamente atingidas. E quem acreditou ter escapado ganhou também sua cota de radiação. Fonte: Os caminhos da Terra, agosto de 2005, ano 13, nº 160, p. 51. Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. Quando pai e filho ainda procuravam entender o que diabos havia sido aquilo, uma chuva escura e espessa começou a cair sobre a casa sem teto. “Parecia pixe”, lembra Bonkohara. Quem dera fosse: trazia, na verdade, uma combinação mortal de água e fuligem radioativa produzida pelas cinzas da cidade que queimava do lado de fora.
  • 8.  Que situação o texto retrata? O que você sabe sobre esse acontecimento? O que representou para a história da humanidade?  É possível relacionar as informações presentes no cartum, no mapa e no texto? Explique. Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. Conversa
  • 9. Importantes fontes de poder no mundo atual responsáveis pela organização do espaço geográfico mundial Governos dos Estados-nação Grandes empresas multinacionais ou transnacionais Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. Relações Políticas e Econômicas no Espaço Mundial
  • 10. Estados-nação - fontes de poder  Particularmente governos de países desenvolvidos e mais ricos, como por exemplo EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália;  Governos dos mais fortes militarmente, como a Rússia;  O governo da China, pois o país, além de possuir um dos maiores PIBs do mundo, é uma potência militar e um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
  • 11.  Ao tratarmos, por exemplo, do interesse e das ações dos EUA para controlar reservas de petróleo em países do Oriente Médio, por meio da manutenção de governos favoráveis aos norte-americanos (pró-EUA), que lhes vão vender petróleo, estamos tratando de questões geopolíticas. Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. Geopolítica: analisa as relações políticas e econômicas no mundo e o modo como os governos dos Estados-nação atuam no espaço geográfico. Engloba, portanto, as disputas e os acordos entre os países, o jogo de forças do poder político-militar e econômico no cenário internacional, enfim, as relações entre poder e espaço
  • 12. Soldados norte-americanos no Iraque, após a invasão, em 2003, “fantasiados” de Ronald McDonald’s Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. Fotomontagem do cartunista Latuff
  • 13.  Os EUA promovem ações militares em determinados países para assegurar fornecimento de petróleo. No cartum fica evidenciada outra forma de interesse dos EUA no controle de áreas de influência no mundo. Qual é esse interesse? Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. Conversa
  • 14. A ONU foi criada em 1945 pela Conferência de São Francisco, com o objetivo de assegurar a paz mundial e a cooperação entre as nações. Hoje quase a totalidade dos países do mundo participa de órgãos ou agências da ONU. Apesar disso, desde a sua criação, representou os interesses dos vencedores da Segunda Guerra Mundial. Entre os seus princípios, está registrado que todos os Estadosmembros são soberanos e iguais entre si. Entretanto, os Estados Unidos , Rússia, França, Reino Unido e China têm poder de veto em várias deliberações ou resoluções tomadas no interior da organização, compondo os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança. Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. Organização das Nações Unidas (ONU)
  • 15. Guerra Fria – 2ª metade do século XX Os principais conflitos internacionais foram provocados pela rivalidade entre países capitalistas e socialistas. Foi um período no qual as super-potências, Estados Unidos e a então União Soviética, disputavam áreas de influência política no mundo. Com a crise do socialismo e a dissolução da União Soviética nos anos 1990, o principal processo de estruturação do espaço geográfico passou a ser a mundialização do capitalismo, caracterizado pela disputa entre as grandes potências econômicas e suas empresas sobre o comércio internacional. Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. Para compreender a geopolítica contemporânea e a estrutura da economia mundial
  • 16. Nos países capitalistas, a sociedade está dividida em classes sociais e a maior parte dos meios de produção (fábricas, bancos, comércio e terras) são propriedades privadas, ou seja, pertencem a empresas particulares. A produção de mercadorias e a geração de serviços destinam-se ao mercado, à comercialização. Nesse sistema, os que não possuem os meios de produção (empregados) trabalham para os que os possuem, em troca de um salário; os donos dos meios de produção (empresários) visam ao lucro, ou seja, à ampliação do seu capital, representado por dinheiro, imóveis, terras, veículos, máquinas, entre outros. Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. Capitalismo
  • 17. O socialismo é outro sistema que organiza a vida política, social e econômica de uma sociedade, com base nas idéias de Marx e Engels (por isso também é chamado de marxismo). Sua principal característica é a planificação da economia. As indústrias, máquinas, meios de transporte, terras etc., ou seja, todos os meios de produção, pertencem ao Estado, a quem cabe fornecer as condições mínimas de vida à população. Teoricamente, o socialismo daria origem a uma sociedade sem classes. Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. Socialismo
  • 18. Grandes potências econômicas: Tríade •EUA •União Européia (27 países) •Japão  responsáveis por cerca de 70% do PIB mundial e por aproximadamente 80% dos investimentos externos diretos, realizados anualmente ao redor do globo. No entanto, neste início de século, um quarto país já se configura como uma grande potência econômica: a China Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. Mundialização do capitalismo
  • 19. Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. Fonte: OMC,2006 Em: Acompanhamento Internacional Secretaria do Comércio Exterior – Secex, abr. 2006. p. 2
  • 20.  Não se pode deixar de considerar a importância da Rússia, particularmente em termos político-militares, pois detém expressivo arsenal nuclear. Além disso, as crescentes exportações de petróleo, bem como os elevados preços desse produto no mercado internacional, contribuíram para a recuperação econômica desse país na primeira década do século XXI.  No entanto, do ponto de vista político-militar, na virada do século XX para o século XXI, o mundo presenciou uma situação na qual apenas um ator parece ser o protagonista – os EUA, nesse ponto de vista, chamado de hiper-potência mundial. Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. Ponto de vista político-militar
  • 21. Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. Mario Yoshida Disponível em : http://www.nukestrat.com/nukestratus.htm - Acesso em 15 jul. 2008.
  • 22.            1917 – Revolução Russa 1929 – Quebra da Bolsa de Nova York 1933 – Adolf Hitler conquista o cargo de chanceler da Alemanha Formação do EIXO – Alemanha, Itália e Japão. 1938 – Hitler ocupa a Áustria e a Tchecoslováquia 1939 – Hitler invade a Polônia 1939 – França e Inglaterra declaram guerra à Alemanha 1941 – URSS e EUA entram na guerra do lado dos aliados. 1943 – Itália assina acordo de paz com os aliados. 1945 – Alemanha se rende incondicionalmente Agosto de 1945 – EUA detonam duas bombas atômicas no Japão que consequentemente se rende. Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. Linha do Tempo – Período entre Guerras e Segunda Guerra
  • 23.  1945 – Início da Guerra Fria entre URSS e EUA  1947 – Doutrina Truman  1947- Plano Marshall  1949 – Criação da Otan  1955 – Criação do Pacto de Varsóvia  1991 – Dissolução da URSS  Fim do século XX início do século XXI – EUA emergem como hiperpotência Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. Mundo pós 1945:
  • 24.  Atualmente a Otan constitui uma organização militar que oferece apoio e cooperação em matéria de segurança, defesa contra o terrorismo e combate ao tráfico de drogas.  Estrategicamente, a manutenção de uma organização militar envolvendo a Europa e os EUA reduz a possibilidade de criação de uma organização dessa natureza representando a União Européia (UE). Parte integrante da obra Geografia homem & espaço, Editora Saraiva. O novo papel da Otan
  • 25. Aqui
  • 26. Guerra da Coreia  
  • 27. O que foi A Guerra da Coreia foi um conflito armado entre Coreia do Sul e Coreia do Norte. Ocorreu entre os anos de 1950 e 1953. Teve como pano de fundo a disputa geopolítica entre Estados Unidos (capitalismo) e União Soviética (socialismo). Foi o primeiro conflito armado da Guerra Fria, causando apreensão no mundo todo, pois houve um risco eminente de uma guerra nuclear em função do envolvimento direto entre as duas potências militares da época.
  • 28. Causas da Guerra - Divisão ocorrida na Coreia, após o fim da Segunda Guerra Mundial. Após a rendição e retirada das tropas japonesas, o norte passou a ser aliado dos soviéticos (socialista), enquanto o sul ficou sob a influência norte-americana (capitalista). Esta divisão gerou conflitos entre as duas Coreias.
  • 29. - Após diversas tentativas de derrubar o governo sul-coreano, a Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul em 25 de junho de 1950. As tropas nortecoreanas conquistaram Seul (capital da Coreia do Sul).
  • 30. O desenvolvimento da guerra - Logo após a invasão norte-coreana, as Nações Unidas enviaram tropas para a região a fim de expulsar os nortecoreanos e devolver o comando de Seul para os sulcoreanos. - Os Estados Unidos entraram na guerra ao lado da Coreia do Sul, enquanto a China (aliada da União Soviética) enviou tropas para a zona de conflito para apoiar a Coreia do Norte. - Em 1953, a Coreia do Sul, apoiada por Estados Unidos e outros países capitalistas, apresentava várias vitórias militares. - Sangrentos conflitos ocorreram em território coreano, provocando a morte de aproximadamente 4 milhões de pessoas, sendo que a maioria era composta por civis.
  • 31. Fim da Guerra - Em julho de 1953, o governo norte-americano ameaçou usar armas nucleares contra Coreia do Norte e China caso a guerra não fosse finalizada com a rendição norte-coreana. - Em 28 de março de 1953, Coreia do Norte e China aceitaram a proposta de paz das Nações Unidas. - Em 27 de julho de 1953, o tratado de paz foi assinado e decretado a fim da guerra.
  • 32. Pós-guerra Com o fim da guerra, as duas Coreias permaneceram divididas e os conflitos geopolíticos continuaram, embora não fossem mais para a área militar. Atualmente a Coreia do Norte permanece com o regime comunista, enquanto a Coreia do Sul segue no sistema capitalista.
  • 33. Guerra do Vietnã  Soldados norte-americanos em campo de batalha no Vietnã
  • 34. A Guerra do Vietnã foi um conflito armado que começou no ano de 1959 e terminou em 1975. As batalhas ocorreram nos territórios do Vietnã do Norte, Vietnã do Sul, Laos e Camboja. Esta guerra pode ser enquadrada no contexto histórico da Guerra Fria.
  • 35. Contexto Histórico O Vietnã havia sido colônia francesa e no final da Guerra da Indochina (19461954) foi dividido em dois países. O Vietnã do Norte era, comandado por Ho Chi Minh, possuindo orientação comunista pró União Soviética. O Vietnã do Sul, uma ditadura militar, passou a ser aliado dos Estados Unidos e, portanto, com um sistema capitalista.
  • 36. Causas da Guerra A relação entre os dois Vietnãs, em função das divergências políticas e ideológicas, era tensa no final da década de 1950. Em 1959, vietcongues (guerrilheiros comunistas), com apoio de Ho Chi Minh e dos soviéticos, atacaram uma base norte-americana no Vietnã do Sul. Este fato deu início a guerra. Entre 1959 e 1964, o conflito restringiu-se apenas ao Vietnã do Norte e do Sul, embora Estados Unidos e também a União Soviética prestassem apoio indireto
  • 37. Intervenção militar dos Estados Unidos Em 1964, os Estados Unidos resolveram entrar diretamente no conflito, enviando soldados e armamentos de guerra. Os soldados norte-americanos sofreram num território marcado por florestas tropicais fechadas e grande quantidade de chuvas. Os vietcongues utilizaram táticas de guerrilha, enquanto os norte-americanos empenharamse no uso de armamentos modernos, helicópteros e outros recursos .
  • 38. Invasão norte-vietnamita No final da década de 1960, era claro o fracasso da intervenção norte-americana. Mesmo com tecnologia avançada, não conseguiam vencer a experiência dos vietcongues. Para piorar a situação dos Estados Unidos, em 1968, o exército nortevietnamita invadiu o Vietnã do Sul, tomando a embaixada dos Estados Unidos em Saigon. O Vietnã do Sul e os Estados Unidos responderam com toda força. É o momento mais sangrento da guerra.
  • 39. Protestos e o fim da guerra No começo da década de 1970, os protestos contra a guerra aconteciam em grande quantidade nos Estados Unidos. Jovens, grupos pacifistas e a população em geral iam para as ruas pedir a saída dos Estados Unidos do conflito e o retorno imediato das tropas. Neste momento, já eram milhares os soldados norte-americanos mortos no conflito. A televisão mostrava as cenas violentas e cruéis da guerra.
  • 40. Sem apoio popular e com derrotas seguidas, o governo norte-americano aceita o Acordo de Paris, que previa o cessar-fogo, em 1973. Em 1975, ocorre a retirada total das tropas norte-americanas. É a vitória do Vietnã do Norte.
  • 41. Resultados da Guerra O conflito deixou mais de 1 milhão de mortos (civis e militares) e o dobro de mutilados e feridos. A guerra arrasou campos agrícolas, destruiu casas e provocou prejuízos econômicos gravíssimos no Vietnã. O Vietnã foi reunificado em 2 de julho de 1976 sob o regime comunista, aliado da União Soviética
  • 42. A QUESTÃO CULTURAL NO MUNDO DURANTE A GUERRA FRIA
  • 43. O poder da imagem torna-se questão estratégica durante o século XX, com o desenvolvimento de mídias de grande impacto, como a fotografia, o cinema, o rádio e a televisão. Durante a Guerra Fria, comunistas e capitalistas servem-se dos meios de comunicação e de todas as formas de produção cultural para difundir seus ideais de vida em sociedade.
  • 44. A imagem ideal de uma sociedade realça sempre as suas qualidades e procura esconder ou minimizar os aspectos negativos. Essa tendência fica mais acentuada quando um país está em guerra. Nesse caso, é essencial que se produzam imagens para estreitar a união do povo e estimular o espírito de luta dos soldados e das nações.
  • 45. Nos períodos de guerra, representações visuais e sonoras carregadas de simbolismo, como a bandeira e o hino nacional, são fundamentais para se manter em alta o ânimo de um exército em luta.
  • 46. O poder da imagem tornou-se questão estratégica durante o século XX, com o desenvolvimento de mídias de grande impacto como a fotografia, o cinema, o rádio e a televisão. Com o avanço da tecnologia, a reprodução e o alcance das comunicações passaram a abranger virtualmente todo o planeta.
  • 47. Na verdade, o auge da utilização bélica da imagem aconteceu durante a Guerra Fria. No lugar dos mísseis, disparavam-se as armas da propaganda. Em vez de ogivas nucleares, detonavam-se mensagens persuasivas elaboradas cuidadosamente. Os objetivos eram ganhar a simpatia da opinião pública e procurar convencer o outro lado de sua superioridade militar
  • 48.  A CORRIDA ESPACIAL
  • 49. Ninguém sabe, exatamente, quando o homem teve pela primeira vez o desejo de voar. Sabemos que é uma ambição muito antiga. A mitologia, a arte e a literatura de todas as épocas e culturas estão repletas de imagens de homens-pássaros e do anseio humano de alcançar os céus.
  • 50. A corrida espacial nos remete ao desenvolvimento tecnológico do século XX, particularmente do período da Guerra Fria. Estados Unidos e União Soviética disputavam quem obteria primeiro maior domínio e conhecimento do espaço. É claro que essa disputa tinha um significado científico e militar. Mas não era só isso. Talvez mais importante do que o aspecto da estratégia, havia também uma profunda questão psicológica e cultural envolvida.
  • 51. Em 1957, os soviéticos colocaram em órbita da Terra o primeiro satélite construído pelo homem, o Sputnik-1. Em 61, os soviéticos fariam uma nova demonstração de avanço tecnológico: lançaram o foguete Vostok, a primeira nave espacial pilotada por um ser humano. O jovem cosmonauta Yuri Gagarin viajou durante cerca de 90 minutos em órbita da Terra, a uma altura média de 320
  • 52. Em rebate, em 1969, o grande momento: o astronauta Neil Armstrong, comandante da missão Apollo-11, e o piloto Edwin Aldrin pisam o solo lunar. A conquista norteamericana foi transmitida ao vivo pela TV, e acompanhada por mais de 1 bilhão de pessoas no mundo todo.
  • 53. A combinação da tecnologia nuclear com as conquistas espaciais colocou o mundo na era dos mísseis balísticos intercontinentais. Um míssil disparado em Washington, por exemplo, poderia atingir Moscou em cheio em apenas 20 minutos. O aperfeiçoamento constante das armas acentuou a corrida armamentista. A conquista sistemática de novas tecnologias, nos dois blocos, incentivou o desenvolvimento de um ofício milenar: a espionagem.
  • 54. Sabemos que é uma ambição muito antiga. A mitologia, a arte e a literatura de todas as épocas estão repletas de imagens de homenspássaros e do anseio humano de alcançar os céus.No século XX, este desejo estava latente no grande esforço tecnológico empreendido no período da Guerra Fria. Estados Unidos e União Soviética disputavam quem obteria primeiro maior domínio e conhecimento do espaço. 
  • 55. CIA e KGB: Métodos de Espionagem As duas grandes agências de espionagem, a KGB soviética e a CIA americana, treinavam agentes para atos de sabotagem, assassinatos, chantagens e coleta de informações. Nos dois lados criou-se um clima de histeria coletiva, em que qualquer cidadão poderia ser acusado de espionagem a serviço do inimigo.
  • 56. "Podemos afirmar que a KGB era a própria alma do sistema soviético. é simples mostrar isso. No auge do império comunista, após a Segunda Guerra, a União Soviética era formada por 15 repúblicas que abrangiam um território de 22 milhões de km² , quase três vezes o tamanho do Brasil, e com uma população de mais de 200 milhões de habitantes. Essa população era composta por povos que falavam pelo menos 300 idiomas e professavam todas as grandes religiões conhecidas. Apesar dessa tremenda diversidade cultural, e das diferenças econômicas e históricas, só havia um partido político legalizado: o Partido Comunista. É claro que a ditadura de partido único só podia se manter às custas da mais feroz repressão. Sem a KGB, não existiria a União Soviética." (José Arbex Jr.)