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Psicologia hospitalar
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  • 1. Cristina Pinho e Sheila Weber Estudantes de Psicologia 6º semestre UNIP Grupo de Estudos Doenças Raras Psicologia Hospitalar realização:
  • 2. Psicologia Hospitalar Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 3. Breve história...
    • Em 1954 a Psicologia não era reconhecida como profissão – surge no Hospital = HC/Ortopedia;
    • Foi regulamentada em 1964;
    • Em 1976 a Psicologia adentrou no Instituto Central do HC;
    • Em 1983 é lançado o primeiro livro sobre o assunto – PSICOLOGIA HOSPITALAR, ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO NO CONTEXTO HOSPITALAR;
    • Conceito: A Psicologia Hospitalar é o campo de atendimento e tratamento dos aspectos psicológicos em torno da doença.
    • “ A Psicologia vem para falar a língua do outro”
    • (Camon)
    Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 4. Conceitos de Saúde
    • A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde não apenas como a ausência de doença, mas como a situação de perfeito bem-estar físico, mental e social.
    • “ A consideração de um indivíduo como um todo que constitui a essência da saúde holística que enfoca mente, corpo e espírito como interdependente – funcionando como um todo no ambiente” (Dunn,1961:Traves e Rayan,1986)
    • “ Lembre-se que tudo que você toca, prova, cheira, vê ou ouve é metabolizado. Nós, seres humanos, não metabolizamos apenas a comida; metabolizamos nossas experiências sensoriais que se tornam moléculas do nosso corpo”
    • (Deepak Chopra – médico indiano)
    Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 5.
    • Psicólogos hospitalares percebem que, apesar de literaturas estrangeiras de qualidade, não adiantava usá-las em “nossos” hospitais pois nossas realidade é diferente.
    • Diferenças:
    Grupo de Estudos Doenças Raras Psicologia Hospitalar Psicoterapia Hospitalar Instrumental, Independente da abordagem é um processo do paciente favorecendo: -Auto conhecimento -Crescimento pessoal Deriva das práticas clínicas. Processo contínuo, seqüencial onde um acolhe e o outro é acolhido.
  • 6. Contato no Hospital;
    • Minimizar o sofrimento provocado pela hospitalização;
    • Amenizar a despersonalização sofrida pelo paciente onde, ele “perde temporariamente” sua identidade e passa a ser uma parte da Instituição – sendo tocado e observado por diversos profissionais.
    • O indivíduo torna-se paciente (paciência) e não agente (agir).
    • No hospital não há privacidade – seting . Pode haver a interrupção a qualquer momento;
    • Na maioria das vezes fazemos o contato terapêutico (não é seqüencial, continuo mas sim uma situação de acolhimento momentâneo).
    Grupo de Estudos Doenças Raras O Psicólogo cuida do ADOECIMENTO e não da doença. A preocupação é: COMO O INDIVÍDUO ESTÁ VIVENDO ESTA DOENÇAS?
  • 7. Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 8.
    • O Psicólogo deve cuidar para não ser mais um elemento invasivo aos olhos do paciente!
    • O adoecer interrompe a vida das pessoas (de maneira provisória ou temporária). E o adoecer não é algo que queremos, desejamos pois com isto o “homem” entra em contato com suas fragilidades (chegando muitas vezes a perceber sua finitude).
    • Toda vez que o ser humano fica doente ele “empresta” aspectos psíquicos a doença.
    Grupo de Estudos Doenças Raras Médico Psicólogo Objetivo Subjetivo Ou seja; tratamos da subjetividade dos pacientes... Procurando perceber como ele se sente no “Aqui e Agora”, quais os aspectos que o mobilizam e estamos presentes para acolher o que nos é falado pelo sujeito!
  • 9. Adoecimento: Qual a Vivência do Sujeito?
    • Negação  Proteção
    • Raiva
    • Barganha  sujeito busca uma atribuição para associar com a sua doença.
    • Depressão  impotência, poucos recursos
    • Aceitação  aceita seu estado de adoecimento, absorvendo-o.
    • Não necessariamente o sujeito passa por todas as fases – ele pode estagnar em uma delas e não modificar seu comportamento.
    • Ganhos Secundários com a doença;
    Grupo de Estudos Doenças Raras Recursos utilizados para o enfrentamento com relação ao adoecimento:
  • 10. Prós a se Considerar na Psicologia da Saúde
    • Identificação precoce de riscos;
    • Desenvolvimento de programas efetivos de promoção de condutas saudáveis – considerando particularmente as questões ambientais às quais o indivíduo é submetido (um paciente com queimaduras graves não deve retornar para seu lar caso este more em um local com esgoto passando em sua porta, sem canalização, com risco de infeccionar sua ferida e piorar seu quadro clínico);
    • Não devemos atacar o modelo Biomédico mas usá-lo para transformar-se dentro do modelo biopsicossocial.
    Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 11. Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 12. Diferenças entre Atendimento Hospitalar e a Clínica
    • Hospital interfere na atuação ou auxílio;
    • Dinâmica de trabalho com multiciplidade de solicitações,
    • Ambiente de atuação aberto e variável (elevador, UTI, recepção,Pronto Socorro...)
    • Tempo impondo limites,
    • Sobreposição do sofrimento organo-psíquico (corpo e mente);
    • Focal e emergencial (anamnese não é tão importante no ambiente hosp.)
    • Predominantemente egóica,
    • Morte e Morrer como parceiros constantes na rotina de trabalho,
    • Abrangência maior de conhecimento específicos (psicofármacos, Cuidados Paliativos, Pesquisas...)
    • Possibilidade de múltipla intervenção: paciente, família, equipe, instituição.
    Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 13. Psiquismo;
    • É o conjunto de funções psíquicas: pensamentos, sentimentos, linguagem, fala, comportamentos em torno da doença.
    • “ O psicólogo cuida – não cura”
    • É ajudar o paciente a fazer a travessia da experiência de adoecimento!
    doença Seqüelas Morte Cura Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 14. Focos da Psicologia Hospitalar Paciente: interessado no alívio sintomático; Família: preocupada com o prognóstico; Equipe: interessados no diagnóstico; O Psicólogo cuida/media estas relações – pois além do foco individual temos o foco das inter-relações. “ Curar sempre que possível, aliviar quase sempre; cuidar SEMPRE” (Hipócrates) Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 15. Geradoras de angustias! Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 16. 2 Tipos de Conversa: Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 17. Técnicas de Psicologia Hospitalar Grupo de Estudos Doenças Raras Lembrando que isto não inclui situações médicas: dar água,. Levar no banheiro, fechar soro...
  • 18. Perceber o paciente é...
    • Compreendê-lo em suas diferentes fases da vida:
    Grupo de Estudos Doenças Raras Hoje já temos a 4ª e 5ª idade!!! Espera-se que, não acontecendo nenhum acidente com os indivíduos, possamos viver em média 120/140 anos....
  • 19. UTI
    • Está comprovado que um Psicólogo em UTI’s deixa as pessoas preparadas – desmistificando a UTI e prevenindo famílias; com pacientes que se recuperam “mais rápido”.
    • A UTI é...
    • Convívio com a morte e morrer,
    • Relações intensas com aparelhos intro e extra corpóreos (invasão do espaço vital),
    • Sofrimento orgânico e psíquico,
    • Isolamento,
    • Oscilação dos estados de consciência,
    • Transtornos mentais que alteram o funcionamento (medicações/entubações),
    • Ausência do vínculo com a equipe de saúde
    • “ Não tememos a morte, tememos sim pensar sobre ela ”
    Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 20.
    • No hospital temos oportunidades de perceber se há algo errado com o paciente, caso se confirme falhas nas funções cognitivas, podemos solicitar uma avaliação (interconsulta) com médicos, psiquiatras e/ou neurologista.
    • O psicólogo orienta e acolhe o paciente e a sua família (que em momentos de dor e proximidade com a finitude do indivíduo) está fragilizada, sensibilizada...
    Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 21. Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 22. Sistemas de Implantação no Hospital
    • Infelizmente o Psicólogo não pode atender todo mundo e, por este motivo ocorrem as triagens para criterizar os casos mais graves, agudos, impactantes (em termos emocionais o impacto é grande!);
    • Alguns indivíduos tem a capacidade de recuperarem-se internamente sozinhos...
    • Buscamos ativamente os pacientes ou recebemos chamados das equipes de saúde,
    • Caso o paciente esteja internado mais de 15 dias é conveniente a visita ao quarto – mesmo sem sermos chamados (caso ele precise, acompanhamos)
    Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 23. Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 24. Psicopatologia no Hospital Geral –CID10
    • I Reações Emocionais Decorrentes do Impacto da Hospitalização e do Adoecimento
    • II Transtornos de Estresse Agudo
    • III Transtornos Mentais Causados por uma Condição Médica Geral
    • IV Transtornos Mentais Relacionados a Substâncias
    • V Transtornos Somatoformes (sintomas físicos que sugerem uma doença – de maneira somática; porém as condições médicas não as explicam! São sinais de uma doença orgânica, sem que ela realmente esteja - histeria)
    • VI Transtornos Mentais Primários (é o transtorno metal específico antes da chegada ao hospital – suicidas, psicóticos, drogaditos...)
    Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 25. Existem alguns transtornos específicos das condições hospitalares – doenças que geram transtornos; acaba a doença – finda o transtorno!
    • Delirium Devido uma Condição Médica;
    • Demência;
    • Transtorno Amnésico (de memória lacunar, de memória grave ou leve) ;
    • Transtorno Psicótico;
    • Transtorno de Humor;
    • Transtorno de Ansiedade;
    • Disfunções Sexuais;
    • Transtornos do Sono (insônia, hipersônica, mista).
    • * Diagnóstico Diferencial: é quando percebemos que pode ocorrer –no momento, outra situação com o indivíduo além da alternativa do diagnóstico médico. É baseado na alternativa de haver sintomas de múltiplas possibilidades.
    Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 26. Em relação as Psicopatologias;
    • Fazemos Anamnese -coleta de informações do indivíduo ;
    • Exame mental (ou psíquico)-avaliando as funções psicológicas dos pacientes para perceber se estão preservadas ou prejudicadas momentaneamente.
    • Levantamos uma hipótese diagnóstica (verificando se realmente há alguma patologia presente);
    • Traçar o projeto terapêutico.
    Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 27. Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 28. Psicólogos e Pacientes Terminais
    • “ Quanto mais consumista é um país, maior é a sua negação da morte”
    • Tanatologia: a morte é um tema ignorado, evitado e negado pela sociedade que adora a juventude.
    • Morte: cessação do aparelho respiratório com paralisação dos batimentos cardíacos.
    • Processo de morrer : é o processo que antecede a morte.
    • *Paciente quando perde a consciência e é internado – praticamente perde seus direitos civis!
    • Diagnóstico - confirma a doença
    • Prognóstico - confirma o estágio da doença
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  • 29. Processo de Morte e Morrer
    • O Psicólogo demonstra para o paciente que está ali para compreender a sua dor, sem obsessões com tempo de atendimento;
    • Escutando-o;
    • Praticando atendimento breve com escuta ativa...
    • Deixamos o indivíduo trazer seu processo de morte, sozinho – sem forçá-lo.
    • No momento de morrer o psicólogo busca “levar” o paciente para um momento significativo de sua vida e, resignifica assim a morte para que o sujeito sinta que fez algo de bom antes desse processo – ao longo de sua existência.
    • Londres é o local de maiores cuidados com os pacientes terminais!
    • (Com pacientes próximos da terminalidade pois terminais todos somos...)
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  • 30. "As pessoas são como vitrais coloridos: cintilam e brilham quando o sol está do lado de fora, mas quando a escuridão chega, sua verdadeira beleza é revelada apenas se existir luz no interior." -- Elizabeth Kubler-Ross Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 31.
    • Filosofia do Cuidar – tratar pacientes com compaixão e não com pena! Saber acolher a sua dor com amor.
    • A certeza que temos da vida é aquilo que foi vivido e o que vivemos pois o futuro é incerto.
    • Profissionais de saúde tem muitos problemas de estresse! Com a rotina de percas constantes – tornam-se mais rígidos, ansiosos, depressivos, muitos usam drogas e álcool para procurar defenderem-se psiquicamente.
    • Deveríamos ter implantados em Hospitais serviços de acompanhamentos psicológicos para as equipes multiprofissionais. Assim teríamos uma educação para a morte, um trabalho de percas e uma preparação para o luto subjetivo. Teríamos uma assistência continuada a esses profissionais.
    • “ lidar com o paciente terminal é lidarmos com a nossa própria terminalidade”
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  • 32. Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 33. Agradecimentos
    • Aos professores:
    • Francisco Toro,
    • Alaíde de Cantone,
    • Heloisa Helena de Araújo Campos,
    • Alfredo Simonetti
    • A. A. Camon
    • Pedro Sérgio dos Santos
    • Rita Caligari
    Grupo de Estudos Doenças Raras www.guida.com.br
  • 34. Muito obrigada! Cristina P.: [email_address] Sheila W.: [email_address] Grupo de Estudos Doenças Raras
  • 35. Bibliografia
    • Tudo Tem Seu Tempo - Philip Gulley
    • Organização Mundial da Saúde. Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde – 1 a Revisão. CID-10, EDUSP, São Paulo, 1997.
    • ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE (OMS) CID-10 (Classificação internacional de doenças, 10ª edição) Porto Alegre: Artmed, 1993.
    • PSIQUE DO CORPO A DIMENSAO SIMBOLICA DA DOENCA RAMOS , DENISE GIMENEZ Editora: SUMMUS
    • SANTOS, C.T.; SEBASTIANI, R.W. E a Psicologia entrou no hospital. São Paulo: Pioneira, 2001.
    • OLIVEIRA, L. S. ; Santos, F. M. S. . Perspectivas de Atuação do Psicólogo em Instituições de Saúde. In: 13º Encontro Nacional da Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO), 2005, Belo Horizonte. http://www.ufmg.br/abrapso/minicursos-relacao.htm, 2005.
    • DSM IV ‑ Manual de Diagnóstico e Estatística dos Distúrbios Mentais Lisboa: Climepsi Editores, 1996
    • O Médico, o seu Doente e a Doença Lisboa, Climepsi Editores, 1998
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