Insensibilidade congenita

1,829 views
1,623 views

Published on

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
1,829
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
12
Actions
Shares
0
Downloads
0
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Insensibilidade congenita

  1. 1. Fabiane Margarida Scaglione Meirelles
  2. 2. DEFINIÇÃO  É uma neuropatia sensorial e autônoma hereditária.  Há perda grave na percepção sensorial.  O indivíduo sente a pressão, porém resulta na incapacidade de sentir dor.  Anidrose é a incapacidade de transpirar e regular a temperatura corpórea.
  3. 3. MECANISMO DA DOR  A dor pode ser definida como uma sensação desagradável, criada por um estímulo nocivo, e que atinge o sistema nervoso central por meio de vias específicas.  A dor nos alerta que há algo errado no organismo.  Os nervos periféricos são importantes à sensação de dor.  Alguns dos nervos terminam nos nociceptores, que percebem a dor.
  4. 4.  A bainha de mielina é uma camada isolante que se forma ao redor dos axônios e auxilia na condução dos impulsos - quanto mais mielina, mais rápida será transmitida a mensagem. Bainha de mielina
  5. 5.  Os nociceptores enviam mensagens de dor em impulsos elétricos, ao longo dos nervos periféricos, que percorrem a espinha e chegam ao cérebro.  Estímulo doloroso  Nociceptores  Nervos periféricos  Medula espinal  Cérebro
  6. 6.  Os axônios que conduzem as mensagens de dor dos nociceptores podem ser: Mielínicos ou Amielínicos, Dor forte Dor fraca Mensagem rápida Mensagem lenta
  7. 7. MECANISMO DA CIPA  Todo esse processo não acontece na CIPA.  Há uma diminuição ou ausência de fibras nervosas - amielínicas e mielínicas.  Sem essas fibras nervosas, o corpo e o cérebro não conseguem se comunicar.  Sendo assim as mensagens de dor não chegam ao cérebro.
  8. 8.  Na CIPA também não há inervação na epiderme e nas glândulas sudoríparas.  As glândulas sudoríparas – regular a temperatura.  Como não existem nervos na pele e nas glândulas sudoríparas, o corpo e o cérebro não tem comunicação.  Resultando na incapacidade de controlar a temperatura.
  9. 9. CAUSAS  A CIPA é um distúrbio recessivo autossômico.  Para ter CIPA, deve-se receber uma cópia do gene dos pais. Cada um dos pais deve ter uma mutação em um cromossomo autossômico.  Pesquisas indicam que uma mutação no gene TRKA (NTRK1), que controla o crescimento dos nervos, pode ser a responsável por isso.
  10. 10. SINTOMATOLOGIA  Incapacidade de sentir dor física.  Essa incapacidade não se estende à dor emocional - as pessoas com CIPA sentem dor emocional como qualquer outra pessoa.  Incapacidade de transpirar e regular a temperatura corpórea.  Alguns indivíduos podem apresentar alguma forma de retardo mental.
  11. 11.  Incapacidade de produzir lágrimas,  Fraco crescimento,  Pressão arterial lábil,  Dificuldades em comer,  Dificuldade em respirar,  Vômitos,  Convulsões,  Hipotonia,  Escoliose severa ,  Diminuição do sentido do paladar.
  12. 12. COMPLICAÇÕES  Queimaduras As crianças aprendem a não tocar em coisas quentes, justamente quando se queimam pela primeira vez. Crianças com CIPA, se queimam repetidas vezes, pois não dói.
  13. 13. Dentição Como qualquer bebê na fase inicial da dentição, querem morder tudo que vêem. Bebes com CIPA, mordem a ponta da língua, os lábios e a ponta do dedos até sangrarem.
  14. 14. Superaquecimento A falta de transpiração impede a regularização da temperatura corpórea, levando à altas temperaturas. Isso pode levar á doenças febris, em casos mais graves até o óbito.
  15. 15.  Dificuldade em largar as fraldas Pela diminuição do peristaltismo, a criança pode apresentar constipação e ter dificuldade de sentir quando quer ir ao banheiro. A criança não consegue sentir vontade de urinar, por isso esquece. Deve-se colocar um alarme para lembrá-la que precisa urinar.
  16. 16. Fraturas e outras lesões Uma fratura despercebida, pode ocasionar uma embolia gordurosa. Há deterioração das articulações pela sobrecarga, podendo levar até a necessidade do uso de cadeira de rodas.
  17. 17. TRATAMENTO O tratamento inclui:  Proteção da pessoa contra a lesão;  O tratamento da pneumonia aspirativa;  Terapêutica anticonvulsivante se têm convulsões;  Medicamentos, incluindo lágrimas artificiais, para evitar a secagem dos olhos;  Medicamentos anti eméticos.  Sempre que houver queda deve encaminhar ao pronto socorro, para realização de exames.
  18. 18. CUIDADOS ESPECÍFICOS  Uso de protetor na mãos para que não arranhe os olhos;  Pedir ajuda quando perceber que há sangue em algum local do corpo - o sangue pode ser um sinal de perigo  Terapia ocupacional para aprender como sentar e fazer outras atividades físicas, sem esforçar as articulações;
  19. 19. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS  Internet http://www.wikipedia.org/wiki/insensibildadecobg enitaador.com.br http://www.saude.hsw.uol.com.br/cipa4.htm http://www.emmanuelfranca.com.br/doencas/doen cas134_anidrose.html+anidrose&cd=4&hl=pt- BR&ct=clnk&gl=br http://media.photobucket.com/image/bainha%20d e%20mielina/maxaug/neurnio.gif
  20. 20. Fabiane Margarida Scaglione Meirelles
  21. 21. Agradecimentos www.guida.com.br

×