Situacao_mundial_da_infancia_2009 - SOWC

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Situacao_mundial_da_infancia_2009 - SOWC

  1. 1. Port-SOWC09-Cover-FINAL.QXD:EN-Cover 06.01.09 00:11 Page 1 SITUAÇÃO MUNDIAL DA INFÂNCIA 2009 SITUAÇÃO MUNDIAL DA INFÂNCIA 2009 SAÚDE MATERNA E NEONATAL Saúde Materna e Neonatal United Nations Children’s Fund 3 United Nations Plaza New York, NY 10017, USA e-mail:pubdoc@unicef.org site: www.unicef.org © United Nations Children’s Fund (UNICEF) todos juntos Dezembro de 2008 pela criança
  2. 2. Port-SOWC09-text-parte1.QXD:EN-SOWC09-Text 05.01.09 22:34 Page i SITUAÇÃO MUNDIAL DA INFÂNCIA 2009
  3. 3. Port-SOWC09-text-parte1.QXD:EN-SOWC09-Text 05.01.09 22:34 Page ii Agradecimentos A produção deste relatório não teria sido possível sem a orientação e a contribuição de muitas pessoas, ligadas ou não ao UNICEF. Foram recebidas contribuições significativas dos seguintes escritórios locais do UNICEF: Afeganistão, Bangladesh, Benin, Brasil, Burundi, Chade, Costa do Marfim, Gana, Guatemala, Haiti, Índia, Indonésia, Laos, Libéria, Madagascar, México, Marrocos, Moçambique, Nepal, Níger, Nigéria, Paquistão, Peru, Quênia, República Centro- Africana, Ruanda, Serra Leoa, Sri Lanca, Sudão, Territórios Palestinos, Togo, Tunísia e Uganda. Informações também foram recebidas pelos escritórios regionais do UNICEF e pelo Centro de Pesquisas Innocenti. Agradecimentos especiais à S.M. Rainha Rania Al Abdullah, da Jordânia, ao Honorável Vabah Gayflor, a Zulfiqar A. Bhutta, Sarah Brown, Jennifer Harris Requejo, Joy Lawn, Mario Merialdi, Rosa Maria Nuñez-Urquiza e Cesar G. Victora. EDITORIAL E PESQUISA PROGRAMA E DIRETRIZES DE POLÍTICAS Patricia Moccia, Editora Chefe; David Anthony, Editor; Divisão de Programas do UNICEF, Divisão de Políticas e Chris Brazier; Marilia Di Noia; Hirut Gebre-Egziabher; Práticas e Centro de Pesquisas Innocenti, com Emily Goodman; Yasmine Hage; Nelly Ingraham; agradecimentos especiais a Nicholas Alipui, Diretor, Pamela Knight; Amy Lai; Charlotte Maitre; Meedan Divisão de Programas; Dan Rohrmann, Vice-Diretor, Mekonnen; Gabrielle Mitchell-Marell; Kristin Divisão de Programas; Maniza Zaman, Vice-Diretora, Moehlmann; Michelle Risley; Catherine Rutgers; Divisão de Programas; Peter Salama, Diretor Adjunto, Karin Shankar; Shobana Shankar; Judith Yemane Saúde; Jimmy Kolker, Diretor Adjunto, HIV e aids; Clarissa Brocklehurst, Diretora Adjunta, Água, TABELAS ESTATÍSTICAS Saneamento e Higiene; Werner Schultink, Diretor Adjunto, Nutrição; Touria Barakat; Linda Bartlett; Tessa Wardlaw, Chefe, Informações Estratégicas, Divisão Wivina Belmonte; Robert Cohen; Robert Gass; Asha de Políticas e Práticas; Priscilla Akwara; Danielle Burke; George; Christine Jaulmes; Grace Kariwiga; Noreen Xiaodong Cai; Claudia Cappa; Ngagne Diakhate; Khan; Patience Kuruneri; Nuné Mangasaryan; Mariana Archana Dwivedi; Friedrich Huebler; Rouslan Karimov; Muzzi; Robin Nandy; Shirin Nayernouri; Kayode Julia Krasevec; Edilberto Loaiza; Rolf Luyendijk; Nyein Oyegbite; David Parker; Luwei Pearson; Ian Pett; Bolor Nyein Lwin; Maryanne Neill; Holly Newby; Khin Purevdorj; Melanie Renshaw; Daniel Seymour; Fouzia Wityee Oo; Emily White Johansson; Danzhen You Shafique; Judith Standley; David Stewart; Abdelmajid Tibouti; Mark Young; Alex Yuster PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO Jaclyn Tierney, Chefe, Produção e Tradução; DESIGN E PRÉ-PRODUÇÃO Edward Ying, Jr.; Germain Ake; Fanuel Endalew; Prographics, Inc. Eki Kairupan; Farid Rashid; Elias Salem TRADUÇÃO IMPRESSÃO Edição em francês: Marc Chalamet ........................... Edição em espanhol: Carlos Perellón Edição em português: B&C Revisão de Textos DEDICATÓRIA O relatório Situação Mundial da Infância 2009 é dedicado a Allan Rosenfield, MD, Reitor Emérito, Faculdade Mailman de Saúde Pública, Universidade de Colúmbia, que faleceu no dia 12 de outubro de 2008. Pioneiro no campo da saúde pública, Dr. Rosenfield trabalhou incansavelmente para evitar mortes maternas e prover atendimento e tratamento para mulheres e crianças afetadas pelo HIV e pela aids em ambientes desprovidos de recursos. Emprestou sua energia e seu intelecto a inúmeros programas e instituições revolucionários, e sua paixão, sua dedicação, sua coragem e seu compromisso para colocar a saúde e os direitos humanos da mulher como condições para o desenvolvimento permanecem como uma fonte de inspiração. ii
  4. 4. Port-SOWC09-text-parte1.QXD:EN-SOWC09-Text 05.01.09 22:34 Page iii Prólogo O risco de morte materna registrado em Níger é mais alto A gravidez e a maternidade precoces impõem riscos do que em qualquer outro país no mundo: uma em sete. consideráveis à saúde das meninas. Quanto mais jovem No mundo desenvolvido, o risco comparável é de uma em uma menina engravida, maiores são os riscos para sua oito mil. Desde 1990 – ano de referência para os própria saúde e para a saúde de seu bebê. Em todo o Objetivos de Desenvolvimento do Milênio –, estima-se em mundo, as mortes maternas relacionadas à gravidez e ao 10 milhões o número de mulheres que morreram devido a parto – cerca de 70 mil a cada ano – são uma causa complicações relacionadas à gravidez e ao parto; e em importante da mortalidade de meninas entre 15 e 19 anos cerca de 4 milhões o número de recém-nascidos que de idade. morrem a cada ano antes de completar 28 dias de vida. Os avanços nas condições de saúde materna e neonatal Casamento e gravidez precoces, HIV e aids, violência não acompanharam os avanços na sobrevivência infantil, sexual e outros abusos relacionados a gênero também que resultaram em uma redução de 27% na taxa global de aumentam o risco de evasão escolar para meninas mortalidade de menores de adolescentes. Ao mesmo tempo, essa situação alimenta o 5 anos entre 1990 e 2007. círculo vicioso de discriminação de gênero, pobreza e altas taxas O relatório Situação de mortalidade materna e Mundial da Infância 2009 focaliza neonatal. a saúde materna e neonatal, e identifica as intervenções e ações Garantir a educação de meninas e que devem ser ampliadas para mulheres é um dos meios mais salvar vidas. A maioria das mortes poderosos para romper a de mães e recém-nascidos pode ser armadilha da pobreza e criar um evitada por meio de intervenções ambiente de apoio para a saúde cuja eficácia já foi comprovada – materna e neonatal. A © UNICEF/HQ05-0653/Nicole Toutounji inclusive nutrição adequada, combinação de esforços para melhores práticas de higiene, expandir a cobertura de serviços atendimento pré-natal, partos essenciais e fortalecer os sistemas assistidos por agentes de saúde de saúde com ações que especializados, atendimento aumentem o poder das meninas e obstétrico e neonatal de emergência, das mulheres, e que as protejam, e visitas à mãe e ao recém-nascido tem um potencial real para no período pós-natal. Esses acelerar os progressos. atendimentos devem ser prestados na forma de um continuum de cuidados que liguem as famílias e as À medida que 2015 se aproxima – a data final estabelecida comunidades aos sistemas de saúde. As pesquisas indicam para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento do que cerca de 80% das mortes maternas são evitáveis, desde Milênio –, o desafio de melhorar as condições de saúde que as mulheres tenham acesso a serviços essenciais de materna e neonatal vai além do simples cumprimento de maternidade e de cuidados básicos de saúde. metas: significa evitar uma tragédia humana desnecessária. O sucesso será medido em número de vidas salvas e em Para que os progressos com relação à saúde materna e termos de melhorias nas condições de vida. neonatal sejam acelerados, é imperativo que seja dada maior atenção à África e à Ásia. Esses dois continentes enfrentam os maiores desafios à sobrevivência e à saúde das mulheres e dos recém-nascidos, respondendo por cerca de 95% das mortes maternas e por cerca de 90% das mortes neonatais. Dois terços das mortes maternas ocorrem em apenas dez países; juntas, Índia e Nigéria respondem por um terço das mortes maternas em todo o mundo. Em 2008, o UNICEF, a Organização Mundial da Saúde, o Fundo de População das Nações Unidas e o Banco Mundial decidiram trabalhar juntos para acelerar os progressos nas condições Ann M. Veneman de saúde materna e neonatal nos 25 países que registram Diretora Executiva as mais altas taxas de mortalidade. Fundo das Nações Unidas para a Infância iii
  5. 5. Port-SOWC09-text-parte1.QXD:EN-SOWC09-Text 05.01.09 22:34 Page iv ÍNDICE Agradecimentos ............................................................................ii Em direção a maior igualdade na saúde materna e neonatal Dedicatória ....................................................................................ii por Cesar G. Victora, Professor de Epidemiologia, Prólogo Universidade Federal de Pelotas, Brasil ....................................38 Ann M. Veneman Adaptando serviços de maternidade à cultura de áreas Diretora Executiva, UNICEF ....................................................iii rurais no Peru................................................................................42 O Sudão do Sul: após a paz, uma nova batalha contra a mortalidade materna ....................................................43 1 Saúde materna e neonatal: como estamos? ........................................................1 Figuras 2.1 O continuum de cuidados....................................................27 Destaques 2.2 Embora venha melhorando, o status educacional de Desafios na medição de mortes maternas ..................................7 mulheres jovens ainda é baixo em diversas regiões em desenvolvimento ............................................................30 Criando um ambiente de apoio para mães e recém-nascidos por S. M. Rainha Rania Al Abdullah, da Jordânia, Defensora 2.3 A paridade de gênero relacionada à freqüência vem Eminente do UNICEF para as Crianças ......................................11 melhorando acentuadamente, mas o número de meninas fora da escola primária ainda é ligeiramente Saúde materna e neonatal na Nigéria: desenvolvendo maior do que o de meninos ................................................33 estratégias para acelerar os progressos ....................................19 2.4 O casamento infantil é extremamente comum na Ásia Expandindo o quinto Objetivo de Desenvolvimento Meridional e na África ao sul do Saara ..............................34 do Milênio: acesso universal à saúde reprodutiva até 2015 ....20 2.5 Embora em declínio, a prática de mutilação/corte Dando prioridade à saúde materna no Sri Lanca......................21 genital feminino ainda é comum em muitos países em desenvolvimento ............................................................37 África e Ásia: pontos convergentes dos desafios 2.6 Mães que receberam atendimento especializado no globais com relação a crianças e mulheres ..............................22 momento do parto, por quintil de riqueza e região ..........38 A crise mundial de alimentos e seu impacto potencial 2.7 Mulheres em Mali que receberam no mínimo três visitas sobre a saúde materna e neonatal ............................................24 de atendimento pré-natal, antes e depois da implementação da iniciativa de Sobrevivência e Figuras Desenvolvimento Infantil Acelerado (ACSD)......................39 1.1 1.1Objetivos de Desenvolvimento do Milênio relativos à 2.8 Nos países em desenvolvimento, muitas mulheres saúde materna e infantil ........................................................3 não têm voz ativa em relação às suas necessidades 1.2 Distribuição regional de mortes maternas ..........................6 de cuidados de saúde ..........................................................40 1.3 Tendências, níveis e risco de morte materna ao longo da vida ..........................................................................8 3 1.4 Taxas regionais de mortalidade neonatal ..........................10 O continuum de cuidados no 1.5 Causas diretas de morte materna, 1997-2002 ....................14 tempo e no espaço: riscos 1.6 Causas diretas de morte neonatal, 2000 ............................15 e oportunidades ....................................................45 1.7 Estrutura conceitual para mortalidade e morbidade maternal e neonatal..........................................17 Destaques 1.8 O aumento dos preços vem afetando Eliminando o tétano materno e neonatal ..................................49 significativamente todos os grupos de alimentos ............24 Distúrbios hipertensivos: comuns, embora complexos............53 Os primeiros 28 dias de vida por Zulfiqar A. Bhutta, Professor e Presidente, Departamento de Pediatria e Saúde 2 Criando um ambiente de apoio para a saúde materna e neonatal ........................25 Infantil, Universidade Aga Khan, Carachi, Paquistão ................57 Atividade de parteiras no Afeganistão ......................................60 Destaques Cuidados “mãe canguru” em Gana............................................62 Promovendo comportamentos saudáveis para mães, Infecção conjunta por HIV/malária durante a gestação ............63 recém-nascidos e crianças: o guia Medidas Vitais ..................29 O desafio enfrentado pelas adolescentes na Libéria pelo Cuidados primários de saúde: 30 anos desde Alma-Ata ..........31 Honorável Vabah Gayflor, Ministro de Gênero e Solucionando a escassez de agentes de saúde: uma ação Desenvolvimento, Libéria ............................................................64 crítica para melhorar a saúde materna e neonatal ..................35 iv
  6. 6. Port-SOWC09-text-parte1.QXD:EN-SOWC09-Text 05.01.09 22:34 Page v SITUAÇÃO MUNDIAL DA INFÂNCIA 2009 Saúde Materna e Neonatal Figuras 3.1 Proteção contra tétano neonatal ........................................48 3.2 Profilaxia anti-retroviral para mães HIV positivo visando evitar a transmissão de HIV da mãe para a criança..........50 5 Trabalhando em conjunto em favor da saúde materna e neonatal ....................91 3.3 Cobertura de atendimento pré-natal ..................................51 Destaques 3.4 Cobertura de atendimento no momento do parto ............52 Trabalhando em conjunto pela saúde materna e neonatal por 3.5 Atendimento em emergências obstétricas: operações Sarah Brown, Patronesse da White Ribbon Alliance for Safe cesarianas em áreas rurais ..................................................54 Motherhood e esposa de Gordon Brown, primeiro-ministro do Reino Unido. ............................................................................94 3.6 Aleitamento materno precoce e exclusivo ........................59 Parcerias globais fundamentais em favor da saúde materna e neonatal ......................................................................96 4 Fortalecendo os sistemas de saúde para melhorar as condições da saúde materna e neonatal ............................67 Parcerias em favor de mães e recém-nascidos na República Centro-Africana ............................................................................99 Agências das Nações Unidas fortalecem sua colaboração Destaques em apoio à saúde materna e neonatal ....................................102 Utilizando metodologia de associações críticas nos sistemas Aprimorando os sistemas de informações sobre saúde: de atendimento de saúde para evitar mortes maternas a Rede de Métricas de Saúde ....................................................105 por Rosa Maria Nuñes-Urquiza, Instituto Nacional de Saúde Pública, México ................................................................73 Figuras Novo direcionamento para a saúde materna por Mario Merialdi, 5.1 Iniciativas globais fundamentais na área da saúde que Organização Mundial da Saúde, e Jennifer Harris Requejo, visam fortalecer sistemas de saúde e ampliar Parcerias para a Saúde Materna, Neonatal e Infantil ................75 intervenções essenciais ......................................................97 5.2 A Ajuda Oficial ao Desenvolvimento destinada à saúde Fortalecendo o sistema de saúde no Laos ................................76 materna e neonatal vem aumentando rapidamente Preservando a vida de mães e recém-nascidos – os primeiros desde 2004 ............................................................................98 dias cruciais após o nascimento por Joy Lawn, Pesquisadora 5.3 Nutrição, PTMPC e saúde infantil vêm recebendo Sênior e Consultora Política, Saving Newborn Lives/Save the aumentos substanciais de financiamento........................100 Children – US, África do Sul ........................................................80 5.4 O financiamento para saúde materna, neonatal e infantil por parte de iniciativas globais de saúde vem Burundi: compromisso governamental com o atendimento aumentando acentuadamente nos últimos anos ............101 da saúde materna e infantil ........................................................83 5.5 Agências focais e parceiras para cada componente Integrando cuidados de saúde materna e neonatal na Índia ..85 do continuum de cuidados para mães e recém-nascidos e funções relacionadas ..........................103 Figuras 4.1 Cuidados Obstétricos de Emergência (COE): indicadores Referências ............................................................................106 de processo das Nações Unidas e níveis recomendados ..70 4.2 Distribuição de fontes básicas de dados utilizadas para Tabelas Estatísticas ..................................................113 calcular as estimativas de mortalidade materna de 2005....71 Classificação por mortalidade de menores de 5 anos ........117 4.3 Agentes de saúde especializados são escassos na Tabela 1. Indicadores básicos ................................................118 África e principalmente no Sudeste da Ásia ......................74 Tabela 2. Nutrição ..................................................................122 4.4 Levantamento de políticas de saúde materna, neonatal e Tabela 3. Saúde ......................................................................126 infantil pelos 68 países que a Contagem Regressiva para 2015 considera prioritários ................................................78 Tabela 4. HIV/aids....................................................................130 4.5 A Ásia registra um dos níveis mais baixos de gastos Tabela 5. Educação ................................................................134 governamentais com saúde como parcela dos gastos Tabela 6. Indicadores demográficos ....................................138 públicos gerais......................................................................79 Tabela 7. Indicadores econômicos ........................................142 4.6 Estratégias de atendimento pós-natal: possibilidades e Tabela 8. Mulheres..................................................................146 desafios de implementação ................................................81 Tabela 9. Proteção à criança ..................................................150 4.7 Países de mais baixa renda pagam a maior parte das Tabela 10. Taxas de progresso ..............................................154 despesas de manutenção do atendimento privado de saúde ....................................................................................82 Siglas ..........................................................................................158 4.8 Países de baixa renda têm apenas 10 leitos hospitalares por 10 mil pessoas................................................................84 v
  7. 7. Port-SOWC09-text-parte1.QXD:EN-SOWC09-Text 05.01.09 22:34 Page vi
  8. 8. Port-SOWC09-text-parte1.QXD:EN-SOWC09-Text 05.01.09 22:34 Page 1 SITUAÇÃO MUNDIAL DA INFÂNCIA 20 09 1 Saúde materna e neonatal: como estamos? © UNICEF/HQ06-2706/Shehzad Noorani
  9. 9. Port-SOWC09-text-parte1.QXD:EN-SOWC09-Text 05.01.09 22:34 Page 2 A cada ano, mais de meio milhão de mulheres morrem devido a complicações na gravidez e no parto, e cerca de quatro milhões de recém-nascidos morrem antes de completar 28 dias de vida. Outros milhões de crianças enfrentam sofrimentos causados por deficiência, doenças, infecções e lesões. Já estão disponíveis soluções com boa relação custo/benefício que melhorariam rapidamente essa situação, mas é preciso que haja um sentido de urgência e compromisso para implementá-las e para que sejam alcançados os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) relacionados à saúde materna e infantil. O primeiro capítulo do relatório Situação Mundial da Infância 2009 analisa tendências e níveis das condições de saúde materna e neonatal em cada uma das principais regiões, utilizando taxas de mortalidade como indicadores de referência. Explora brevemente as principais causas imediatas e subjacentes à mortalidade e à morbidade materna e neonatal, e esboça uma estrutura para a aceleração dos progressos. D e maneira geral, a inúmeros riscos associados à gravidez é sustentada pelos números: com base gestação e o parto são e ao parto, a maioria das mulheres em dados de 2005, o risco de morrer momentos de alegria para também sobrevive. por complicações relacionadas à os pais e as famílias, gravidez e ao parto no caso de uma quando uma nova vida se Mas os riscos à saúde associados à mulher que vive em um país menos desenvolve e vem ao mundo. Em um gravidez e ao parto são muito maiores desenvolvido é, em média, mais de 300 ambiente que respeite a mulher, a nos países em desenvolvimento do que vezes maior do que no caso de uma gestação, o nascimento e a nos países industrializados. São mulher que vive em um país maternidade podem ser motivos especialmente prevalentes nos países industrializado. Nenhuma outra taxa poderosos para afirmar os direitos e menos desenvolvidos e nos países de de mortalidade é tão desigual. o status social da mulher sem que sua mais baixa renda; e em todos os saúde seja ameaçada. lugares, em meio às famílias e Milhões de mulheres que sobrevivem comunidades menos abastadas e ao parto sofrem devido a lesões, Um ambiente favorável a condições marginalizadas. Em todas as partes do infecções, doenças e deficiências seguras para a maternidade e o parto mundo, os esforços para reduzir o relacionadas ao parto, freqüentemente depende dos cuidados e da atenção número de mortes de mulheres devidas com conseqüências que perduram por dispensados às gestantes e aos recém- a complicações relacionadas à gravidez toda a vida. A verdade é que é possível nascidos pelas comunidades e pelas e ao parto tiveram menos sucesso do evitar a maioria dessas mortes e dessas famílias, da perspicácia de que outras áreas de desenvolvimento condições: as pesquisas mostraram que funcionários capacitados na área de humano. Como conseqüência, dar à aproximadamente 80% das mortes saúde, e da disponibilidade de centros luz um filho continua sendo um dos maternas poderiam ser evitadas se as de atendimento, equipamentos, riscos de saúde mais sérios enfrentados mulheres tivessem acesso a serviços medicamentos e cuidados emergenciais pelas mulheres. Em média, 1.500 essenciais para a maternidade e de adequados para a prestação de mulheres morrem a cada dia devido a cuidados básicos de saúde.1 cuidados de saúde sempre que complicações relacionadas à gravidez e necessário. Muitas mulheres no mundo ao parto – a maioria delas, na África Nos países em desenvolvimento, até em desenvolvimento – e a maioria das ao sul do Saara e na Ásia Meridional. hoje as mortes de recém-nascidos mulheres nos países menos também têm recebido muito pouca desenvolvidos – dão à luz em casa, A diferença entre os países atenção. Quase 40% dos menores de sem o acompanhamento de atendentes industrializados e as regiões em 5 anos – ou 3,7 milhões, em 2004, especializados, e mesmo assim desenvolvimento – especialmente os segundo as estimativas mais recentes normalmente seus bebês são saudáveis países menos desenvolvidos – talvez da Organização Mundial da Saúde – e sobrevivem às primeiras semanas de seja maior com relação à mortalidade ocorrem durante os primeiros 28 dias vida e até seu quinto aniversário, e até materna do que com relação a de vida. Três quartos das mortes de mesmo além disso. Apesar dos qualquer outro aspecto. Essa alegação recém-nascidos acontecem nos 2 SITUAÇÃO MUNDIAL DA INFÂNCIA 2009
  10. 10. Port-SOWC09-text-parte1.QXD:EN-SOWC09-Text 05.01.09 22:34 Page 3 A diferença no risco de morte materna entre o mundo industrializado e muitos países em desenvolvimento, particularmente os menos desenvolvidos, é identificada freqüentemente como “a maior diferença na área da saúde em todo o mundo” . primeiros sete dias, o início do período e visa aos países e às comunidades que se a partir de premissas fundamentais: neonatal; a maioria dessas mortes correm os maiores riscos. a necessidade imperiosa de criar um também pode ser evitada.2 ambiente de apoio à saúde da mãe e do O relatório Situação Mundial da recém-nascido, com base no respeito A diferença no número de mortes Infância 2009 analisa as condições da aos direitos da mulher; e a necessidade neonatais entre os países saúde materna e neonatal através do de estabelecer um continuum de industrializados e as regiões em mundo, e nos países em cuidados para mães, recém-nascidos e desenvolvimento também é grande. desenvolvimento, em particular, crianças, integrando programas de Com base em dados de 2004, a complementando o relatório de 2008, saúde reprodutiva, maternidade segura, probabilidade de morrer durante os que abordou a sobrevivência infantil. cuidados para o recém-nascido e primeiros 28 dias de vida no caso de Embora a ênfase do relatório focalize sobrevivência, crescimento e uma criança nascida em um país firmemente os aspectos de saúde e desenvolvimento da criança. O menos desenvolvido é quase 14 vezes nutrição, as taxas de mortalidade são relatório analisa os paradigmas, as maior do que no caso de uma criança utilizadas como indicadores de políticas e os programas mais recentes, nascida em um país industrializado. referência. África ao sul do Saara e e descreve iniciativas e parcerias Ásia Meridional – as regiões com os essenciais que visam à aceleração dos A saúde da mãe e a saúde do recém- números mais altos de mortalidade progressos. Uma série de destaques, nascido estão intrinsecamente materna e neonatal – constituem o muitos dos quais contaram com a relacionadas. Portanto, em muitos foco principal. O relatório desenvolve- contribuição de colaboradores casos, a prevenção da morte requer a implementação das mesmas Figura 1.1 intervenções, que incluem medidas Objetivos de Desenvolvimento do Milênio relativos à essenciais, tais como atendimento pré- natal, atendimento especializado no saúde materna e infantil momento do parto, acesso a cuidados 4º Objetivo de Desenvolvimento do Milênio: Reduzir a mortalidade infantil obstétricos emergenciais sempre que Metas Indicadores necessário, nutrição adequada, cuidados no período pós-parto, 4.1 Taxa de mortalidade de menores de 5 anos 4.A: Reduzir em dois terços, cuidados para o recém-nascido e entre 1990 e 2015, a taxa 4.2 Taxa de mortalidade de bebês educação para melhorar as condições de mortalidade de menores de saúde, de alimentação e cuidados de 5 anos. 4.3 Proporção de crianças com 1 ano de idade imunizadas contra sarampo com o bebê, além de comportamentos de higiene. No entanto, para que 5º Objetivo de Desenvolvimento do Milênio: Melhorar a saúde materna* sejam eficazes e sustentáveis, essas Metas Indicadores intervenções devem ser implementadas dentro de uma estrutura de 5.A: Reduzir em 75%, entre 1990 e 5.1 Taxa de mortalidade materna 2015, a taxa de mortalidade 5.2 Proporção de partos atendidos por desenvolvimento que busque fortalecer materna agente de saúde especializado e integrar programas a sistemas de saúde e a um ambiente de apoio aos 5.3 Taxa de prevalência de anticoncepcionais direitos da mulher. 5.4 Taxa de partos entre adolescentes 5.B: Alcançar acesso universal à 5.5 Cobertura de atendimento pré-natal Uma abordagem baseada nos direitos saúde reprodutiva até 2015 (no mínimo, uma visita; e no mínimo, humanos para melhorar a saúde quatro visitas) materna e neonatal está centrada na 5.6 Necessidades de planejamento ampliação do provimento de cuidados familiar não atendidas de saúde e no enfrentamento do * Com a nova lista oficial de indicadores em vigor a partir de 15 de janeiro de 2008, a estrutura revisada dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidos na Assembléia Geral das problema de discriminação de gênero e Nações Unidas no Encontro de Cúpula de 2005, acrescentou uma nova meta (5.B) e quatro novos de desigualdades na sociedade, por meio indicadores para o acompanhamento do quinto Objetivo de Desenvolvimento do Milênio. de mudanças culturais, sociais e Fonte: Nações Unidas, Indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio: site oficial das Nações Unidas para os indicadores de ODM, HTTP://mdgs.un.org/unsd/mdg/Host.aspx?Content= comportamentais, entre outros recursos; Indicators/OfficialList.htm, acessado em 1º. de agosto de 2008. S A Ú D E M AT E R N A E N E O N ATA L : C O M O E S TA M O S ? 3
  11. 11. Port-SOWC09-text-parte1.QXD:EN-SOWC09-Text 05.01.09 22:34 Page 4 convidados, aborda algumas das por meio da ampliação do acesso das assegurando a prestação de serviços questões mais críticas com relação à mulheres a planejamento familiar, gratuitos quando necessário, assim saúde e à nutrição das mães e dos nutrição adequada e cuidados básicos como nutrição adequada durante a recém-nascidos em nossos dias. de saúde a custos viáveis. Trata-se de gravidez e a lactação.” (artigo 12.2). ações que não são nem impossíveis, nem Além disso, a Convenção sobre os Situação atual da saúde impraticáveis: são ações com ganhos Direitos da Criança também obriga os materna e neonatal comprovados e com boa relação Estados signatários a “garantir às mães custo/benefício, que as mulheres em cuidados de saúde adequados nos Desde 1990, passa de 500 mil o idade fértil têm o direito de pleitear. períodos pré-natal e pós-natal” e a número anual estimado de mortes “desenvolver cuidados de saúde maternas em todo o mundo. No entanto, a saúde materna vai além preventivos, orientação para os pais, e Embora o número global de mortes da sobrevivência de gestantes e mães. educação e serviços de planejamento de menores de 5 anos tenha caído Para cada mulher que morre por familiar.” (artigo 24). As evidências de maneira consistente – de cerca de complicações relacionadas à gravidez disponíveis indicam que muitos países 13 milhões, em 1990, para 9,2 ou ao parto, outras 20 mulheres deixam de cumprir esses compromissos. milhões, em 2007 –, o número de sofrem devido a doenças decorrentes mortes maternas permaneceu da gravidez ou a outras conseqüências A melhoria das condições de saúde da inflexivelmente renitente. Foram graves. O número é alarmante: estima- mulher é fundamental para que sejam modestos os ganhos através do mundo se em 10 milhões o número anual de cumpridos os direitos de meninas e em direção à primeira meta do quinto mulheres que sobrevivem com seqüelas mulheres, tal como previstos na Objetivo de Desenvolvimento do de problemas durante a gestação.4 CEDAW e na Convenção sobre os Milênio (ODM 5), que visa reduzir Direitos da Criança, e para que sejam em 75%, até 2015, a taxa de A saúde materna – resumida ao risco atingidos os Objetivos de mortalidade materna registrada em de morte ou invalidez por causas Desenvolvimento do Milênio. Uma vez 1990; e na África ao sul do Saara, relacionadas à gravidez e ao parto – realizado, o quinto ODM – melhorar praticamente não existiram progressos avançou muito pouco ao longo de os serviços e a saúde reprodutiva e com relação à redução das taxas de décadas, como resultado de múltiplas materna – contribuirá também para o mortalidade materna.3 causas subjacentes. A principal delas cumprimento do quarto ODM, que talvez esteja relacionada à posição de busca reduzir em dois terços as taxas As taxas de mortalidade materna desvantagem que a mulher ocupa em de mortalidade de menores de 5 anos refletem de maneira contundente a muitos países e em muitas culturas, e à entre 1990 e 2015. eficácia dos sistemas de saúde em geral, falta de atenção aos seus direitos e de os quais, em muitos países de baixa responsabilização pelo respeito a eles. A melhoria das condições de nutrição da renda em desenvolvimento, padecem mulher também favorecerá a realização devido à precariedade da administração A Convenção sobre a Eliminação de do primeiro Objetivo de e da capacidade técnica e logística, à Todas as Formas de Discriminação Desenvolvimento do Milênio, que busca inadequação dos investimentos contra as Mulheres (CEDAW), erradicar a pobreza extrema e a fome até financeiros e à falta de pessoal de saúde realizada em 1979 e hoje ratificada por 2015. A subnutrição é um processo que capacitado. A ampliação do número de 185 países, exige que os signatários freqüentemente começa no útero, e pode intervenções – por exemplo, testagem “eliminem a discriminação contra a perdurar ao longo de todo o ciclo de anti-HIV no pré-natal, aumento do mulher no campo dos cuidados de vida, especialmente para meninas e número de partos assistidos por pessoal saúde, de modo a garantir, com base na mulheres: uma menina com retardo de de saúde capacitado, a garantia de igualdade entre homens e mulheres, o crescimento provavelmente sofrerá as acesso a cuidados obstétricos de acesso a serviços de cuidados de saúde, conseqüências dessa condição na emergência sempre que necessário e o inclusive aqueles relacionados ao adolescente e, mais tarde, na vida adulta. provimento de atendimento pós-natal planejamento familiar.” (artigo 12.1). Além de representar uma ameaça à sua para a mãe e o bebê – poderia reduzir Determina ainda que “sejam garantidos própria saúde e à sua produtividade, a drasticamente a ocorrência de mortes de às mulheres serviços adequados em nutrição deficiente, que leva a retardo de mães e de recém-nascidos. As taxas de conexão com os períodos de gestação, crescimento e baixo peso, aumenta a mortalidade poderiam cair ainda mais do puerpério e no pós-natal, probabilidade de adversidades durante a 4 SITUAÇÃO MUNDIAL DA INFÂNCIA 2009
  12. 12. Port-SOWC09-text-parte1.QXD:EN-SOWC09-Text 05.01.09 22:34 Page 5 O risco de morrer por complicações relacionadas à gravidez e ao parto no caso de uma mulher que vive em um país menos desenvolvido é, em média, mais de 300 vezes maior do que no caso de uma mulher que vive em um país industrializado. que a causa da morte está relacionada a complicações na gravidez e no parto, é preciso que haja registros precisos da causa da morte, do status da gestação e do momento em que ocorreu o óbito. Algumas vezes, os sistemas de relatório estatístico dos países industrializados não chegam a esse nível de detalhes; no mundo em desenvolvimento, essa omissão é corriqueira, principalmente nos países mais pobres.7 © UNICEF/HQ06-2055/Pablo Bartholomew Os esforços no sentido de melhorar a coleta de dados sobre mortalidade materna já vêm sendo empreendidos há duas décadas, tendo envolvido inicialmente a Organização Mundial da Saúde (OMS), o UNICEF e o Fundo de População das Nações Unidas Um forte sistema de referência, agentes de saúde especializados e instalações bem (UNFPA). Posteriormente, o Banco equipadas são fundamentais para reduzir o número de mortes de mães e de recém-nascidos causadas por complicações durante o parto. Na Índia, agentes de saúde tratam bebês na Mundial juntou-se a essas Unidade de Cuidados para Recém-Nascidos Doentes. organizações. Essa colaboração interagências promove a convergência gestação e no parto. Mães subnutridas pela sobrevivência infantil, à medida de recursos e a revisão de metodologias correm também maior risco de dar à luz que, de maneira geral, caem as taxas para chegar a estimativas globais mais bebês com baixo peso – uma condição de mortalidade de menores de 5 anos precisas e abrangentes com relação à que aumenta perigosamente o risco de na maioria dos países em mortalidade materna. Os números morte de bebês.5 desenvolvimento. relativos a 2005 são os mais precisos até o momento, e os primeiros a A redução do risco de morte e de Tendências com relação à estimar tendências de mortalidade morbidade para a mãe melhora saúde da mãe e do recém- materna por meio de um processo diretamente as perspectivas de nascido interagências. (Outros detalhes sobre sobrevivência da criança. Pesquisas estimativas de taxas e níveis de demonstraram que, nos países em Mortalidade materna mortalidade materna podem ser desenvolvimento, bebês cujas mães encontrados no Destaque, página 7). morreram durante seus primeiros seis As estimativas mais recentes meses de vida têm uma probabilidade produzidas pelo grupo interagências da Nos últimos anos, a comunidade de muito maior de morrer durantes seus ONU sugerem que, em 2005, 536 mil pesquisa desenvolveu novas dois primeiros anos de vida do que mulheres morreram devido a metodologias para calcular o status de bebês cujas mães sobrevivem. Em um complicações relacionadas à gravidez e saúde das mães e dos bebês, as estudo realizado no Afeganistão, ao parto. No entanto, esse número necessidades com relação a serviços, e a 74% dos bebês nascidos vivos cujas talvez seja bastante impreciso, uma vez mortalidade materna e neonatal. Os mães morreram devido a que a medição da mortalidade materna esforços são contínuos e vêm complicações ligadas à maternidade é uma tarefa desafiadora e, em muitos enriquecendo o processo de também morreram na seqüência.6 países, os dados necessários não são aproximação a um quadro mais preciso Além disso, complicações para a mãe registrados com regularidade. E o de estimativas e causas de mortalidade no momento do parto aumentam os processo de determinar e registrar as e morbidade. Por outro lado, dados e riscos de morte neonatal – um causas da morte é ainda mais análises mais elaborados sobre status e problema que vem atraindo complexo do que estimar taxas de serviços de saúde vêm contribuindo rapidamente a atenção dos esforços mortalidade materna. Para comprovar para melhorar estratégias e estruturas, S A Ú D E M AT E R N A E N E O N ATA L : C O M O E S TA M O S ? 5
  13. 13. Port-SOWC09-text-parte1.QXD:EN-SOWC09-Text 05.01.09 22:34 Page 6 A África e a Ásia respondem por cerca de 95% das mortes maternas em todo o mundo, com ônus particularmente alto para a África ao sul do Saara (50% do total mundial) e a Ásia Meridional (35%). programas, políticas e parcerias – bastante estáticas entre 1990 e 2005, e registra as taxas mais altas de inclusive aquelas que apóiam o em níveis baixos: oito por 100 mil mortalidade materna ao longo da vida direcionamento com base em questões nascidos vivos. O acesso praticamente e o maior número de mortes maternas. de gênero –, que lutam para melhorar universal a cuidados especializados no Na África Ocidental e Central, a taxa as condições de saúde da mãe e do momento do parto e a cuidados de mortalidade materna permanece em recém-nascido. obstétricos necessários em situações de inacreditáveis 1.100 mortes por 100 mil emergência contribuiu para a redução nascidos vivos: em comparação, a Com relação à estimativa de dos níveis de mortalidade materna. média nos países e territórios em mortalidade materna, um aspecto está Todos os países industrializados que desenvolvimento é de 450 mortes por acima de qualquer discussão: a ampla dispõem de dados registram no mínimo 100 mil nascidos vivos. Nessa região maioria de mortes maternas – mais de 98% de cobertura de atendimento está o país que registra a mais alta taxa 99%, segundo as estimativas do grupo especializado no momento do parto, e a de mortalidade materna em todo o interagências da ONU para 2005 – maioria deles tem cobertura universal. mundo: Serra Leoa, com 2.100 mortes ocorreu em países em desenvolvimento. por 100 mil nascidos vivos. Desse total, 50% (265 mil) foram Com exceção da África ao sul do verificadas na África ao sul do Saara, e Saara, todas as demais regiões em A região da África Ocidental e Central um terço (187 mil), na Ásia Meridional. desenvolvimento registraram queda no registra também a mais alta taxa total Juntas, essas duas regiões respondem número absoluto de mortes maternas e de fertilidade: em 2007, 5,5 crianças. por 84% das mortes decorrentes de nas taxas de mortalidade materna entre (A taxa total de fertilidade mede o complicações na gestação que foram 1990 e 2005. Na África ao sul do número de crianças que uma mulher registradas em 2005 em todas as partes Saara, as taxas de mortalidade materna geraria caso vivesse até o fim de sua do mundo. A Índia sozinha responde permaneceram praticamente inalteradas idade fértil e gerasse uma criança em por 22% do total. no mesmo período. Tendo em vista as cada idade conforme as taxas de altas taxas de fertilidade da região, o fertilidade por idade prevalentes). As estimativas disponíveis com relação resultado foi o aumento do número de Altas taxas de fertilidade aumentam o a tendências de mortalidade materna mortes maternas ao longo desse risco de morte da mulher devido a indicam progressos insuficientes em período de 15 anos. Essa falta de causas relacionadas à maternidade. direção à Meta A do ODM 5, que progressos é particularmente Embora estejam associados a todas as busca uma redução de 75% nas taxas preocupante, uma vez que essa região gestações, os riscos de mortalidade de mortalidade materna entre 1990 e 2015. Uma vez que em 1990 a taxa Figura 1.2 global de mortalidade materna permaneceu em 430 por 100 mil Distribuição regional de mortes maternas* nascidos vivos e, em 2005, em 400 mortes por 100 mil nascidos vivos, a realização da meta ainda demandará uma redução acima de 70% entre 2005 e 2015. As tendências globais podem mascarar as amplas variações entre as regiões, muitas das quais realizaram progressos consideráveis com relação à redução da mortalidade materna, e que neste momento lançam as fundações para novos avanços, por meio do aumento do acesso a serviços básicos de * Devido a arredondamentos, é possível que as porcentagens não totalizem 100%. atendimento à maternidade. Nos países Fonte: Organização Mundial da Saúde, Fundo das Nações Unidas para a Infância, Fundo de industrializados, as taxas de População das Nações Unidas e Banco Mundial, Maternal Mortality in 2005: Estimates developed mortalidade materna permaneceram by WHO, UNICEF UNFPA and World Bank. Genebra: WHO, 2007, p. 35. , 6 SITUAÇÃO MUNDIAL DA INFÂNCIA 2009
  14. 14. Port-SOWC09-text-parte1.QXD:EN-SOWC09-Text 05.01.09 22:34 Page 7 Desafios na medição de mortes maternas A mortalidade materna é definida como a morte de uma mulher quinto Objetivo de Desenvolvimento do Milênio, que estabelece durante a gravidez ou até 42 dias após o término da gestação, a redução da taxa de mortalidade materna em 75% entre 1990 e independentemente de local e duração da gestação, provocada 2015. O Grupo de Trabalho sobre Mortalidade Materna, por qualquer causa relacionada ou agravada pela gestação ou originalmente formado pela Organização Mundial da Saúde, por seu gerenciamento. As causas da morte podem ser pelo UNICEF e pelo Fundo de População das Nações Unidas, divididas em causas diretas – relacionadas a complicações desenvolveu estimativas globais de mortalidade materna obstétricas durante gestação, trabalho de parto ou período pós- comparáveis em termos internacionais para 1990, 1995 e 2000. parto – e causas indiretas. Há cinco causas diretas: hemorragia (ocorre geralmente no período pós-parto), sépsis, eclâmpsia, Em 2006, o Banco Mundial, a Divisão de População das Nações obstrução durante o trabalho de parto e complicações causadas Unidas e diversos outros especialistas técnicos juntaram-se ao por aborto. As mortes obstétricas indiretas ocorrem devido a grupo que, subseqüentemente, desenvolveu um novo conjunto condições previamente existentes ou a condições que surgem de estimativas sobre a mortalidade materna, comparáveis em durante a gestação, que não estão relacionadas a causas termos globais para 2005, construídas com base na metodologia obstétricas diretas, mas que podem ser agravadas pelos efeitos anterior e em dados recentes. O processo gerou estimativas para fisiológicos da gestação. Essas causas incluem condições como países que não dispunham de dados nacionais, e ajustou os HIV e aids, malária, anemia e doenças cardiovasculares. O dados nacionais disponíveis visando corrigir relatos imprecisos simples fato de uma mulher desenvolver uma complicação não ou elaborados de forma errônea. Dos 171 países que tiveram significa que a morte seja inevitável: tratamento inadequado ou seus dados revisados pelo Grupo de Trabalho sobre Mortalidade incorreto ou ausência de intervenções adequadas no momento Materna para estimativas referentes a 2005, 61 não dispunham certo estão por trás do maior número de mortes maternas. de dados adequados no nível nacional, representando 25% dos nascimentos em todo o mundo. Para esses países, foram A classificação precisa das causas de mortes maternas diretas utilizados modelos para estimar a mortalidade materna. ou indiretas, acidentais ou incidentais, constitui um desafio. Para classificar um óbito como materno de forma exata, são Para as estimativas referentes a 2005, os dados foram necessárias informações sobre a causa da morte, sobre o extraídos de oito categorias de fontes: sistemas completos de status da gestação ou sobre o momento da morte em relação registro civil com boa atribuição de dados; sistemas à gestação. É possível que essas informações não existam, completos de registro civil com certo grau de indeterminação sejam equivocadas ou não tenham sido relatadas, mesmo em ou com atribuição de dados insuficiente; métodos diretos países industrializados que possuem sistemas de registro de praticados por irmandades; estudos sobre mortalidade em nascimento em pleno funcionamento, ou nos países em idade reprodutiva; vigilância em relação a doenças ou registro desenvolvimento que enfrentam pesada carga de mortalidade de amostras; recenseamento; estudos especiais; e ausência de materna. Os motivos são diversos: em primeiro lugar, muitos dados nacionais. As estimativas para cada fonte foram partos ocorrem em casa, principalmente nos países menos calculadas de acordo com uma fórmula diferente, levando em desenvolvidos e em áreas rurais, dificultando os esforços para consideração fatores como correções para desvios conhecidos estabelecer a causa da morte. Em segundo lugar, os sistemas e identificação de limites realistas de indeterminação. de registro de nascimento podem estar incompletos ou, mesmo quando considerados completos, a atribuição de As medidas de mortalidade materna são elaboradas com uma causas de morte pode ser inadequada. Em terceiro lugar, a margem de indeterminação, destacando-se o fato de que, medicina moderna pode prolongar a vida de uma mulher para embora sejam as melhores estimativas disponíveis, a taxa real além do período de 42 dias após o parto. Por esses motivos, pode ser mais alta ou mais baixa do que a média. Embora em alguns casos são utilizadas definições alternativas de essa seja a realidade de qualquer estatística, o alto grau de mortalidade materna. Um conceito refere-se a qualquer causa indeterminação das taxas de mortalidade materna indica que de morte durante a gestação ou durante o período pós-parto. todos os dados devem ser interpretados com cautela. Outro conceito leva em consideração as mortes por causas Apesar dos desafios para a coleta de dados e a medição, as diretas ou indiretas que ocorrem do período pós-parto até um estimativas interagências sobre a mortalidade materna para ano após o término da gestação. 2005 foram suficientemente rigorosas para produzir análises A principal medida de risco de mortalidade é a taxa de de tendências e avaliar os progressos desde a data inicial do mortalidade materna, que é identificada como o número de ODM 5, em 1990, até 2005. A ausência de progressos quanto à mortes maternas durante determinado período de tempo por redução da mortalidade materna identificada em muitos 100 mil nascidos vivos durante o mesmo período, que é países em desenvolvimento ajudou a colocar maior ênfase na geralmente de um ano. Outra medida básica é o risco de realização do ODM 5. morte materna ao longo da vida, que reflete a probabilidade As estimativas de mortalidade materna para 2005 estão longe de engravidar e a probabilidade de morrer devido a da perfeição, e ainda há muito trabalho a ser feito para refinar problemas relacionados à maternidade durante a fase os processos de coleta de dados e de estimativas. Entretanto, reprodutiva da mulher. Em outras palavras, o risco de morte essas estimativas refletem um forte compromisso por parte materna está relacionado a dois fatores principais: risco de da comunidade internacional em favor da luta ininterrupta por mortalidade associado a uma única gestação ou a um parto maior rigor e precisão. Esses esforços contínuos darão apoio de nascido vivo; e o número de gestações de uma mulher e orientação a ações que visam melhorar a saúde materna e durante o período reprodutivo de sua vida. garantir a importância da mulher. Trabalhando em conjunto para melhorar as estimativas sobre morte materna Diversas agências vêm colaborando para criar medidas mais precisas para taxas de mortalidade materna e níveis registrados mundialmente, e avaliar os progressos em direção à Meta A do Ver Referências, página 107. S A Ú D E M AT E R N A E N E O N ATA L : C O M O E S TA M O S ? 7
  15. 15. Port-SOWC09-text-parte1.QXD:EN-SOWC09-Text 05.01.09 22:34 Page 8 Embora o número global de mortes de menores de 5 anos tenha caído de maneira consistente – de cerca de 13 milhões, em 1990, para 9,2 milhões, em 2007 –, o número de mortes maternas permaneceu inflexivelmente renitente, acima de 500 mil. Figura 1.3 aumentam com o aumento do número de gestações de uma mulher. Tendências, níveis e risco de morte materna ao longo da vida Combinadas com acesso precário a cuidados básicos de saúde e a serviços de atendimento à maternidade, altas taxas de fertilidade podem levar a complicações que ameaçam permanentemente a sobrevivência da mulher. Para as mulheres no mundo em desenvolvimento como um todo, a probabilidade de morrer por causas relacionadas à maternidade é de uma em 76; para as mulheres dos países industrializados, essa proporção é de uma em 8 mil. Como comparação, para as mulheres que vivem na Irlanda, o risco de morte por causas relacionadas à maternidade é uma em 47,6 mil; para mulheres que vivem em Níger – o país que registra o maior risco de morte materna –, essa probabilidade é de uma em cada sete.8 Mortalidade neonatal Mortalidade neonatal é a probabilidade de um recém-nascido morrer entre o momento do parto e os primeiros 28 dias de vida. As estimativas mais recentes da Organização Mundial da Saúde, elaboradas em 2004, indicam que cerca de 3,7 milhões de crianças morreram naquele ano antes de completar 28 dias de vida. No entanto, varia significativamente o risco de morte no período neonatal. O maior risco ocorre no primeiro dia após o parto: estima-se que ocorram nesse período entre 25% e 45% das mortes de recém-nascidos. Cerca de 75% dessas mortes – em 2004, 2,8 milhões – ocorrem ao longo da primeira semana de vida – o início do período neonatal. Assim como no caso de mortes maternas, quase a totalidade das mortes neonatais – em 2004, 98% – ocorre em países de baixa e média *África ao sul do Saara compreende as regiões da África Oriental/Meridional e África Ocidental/Central. renda. Em 2004, o número total de mortes perinatais – que reúnem em um Fonte: Organização Mundial da Saúde, Fundo das Nações Unidas para a Infância, Fundo de População das Nações Unidas e Banco Mundial, Maternal Mortality in 2005: Estimates developed mesmo grupo natimortos e mortes by WHO, UNICEF UNFPA and World Bank. Genebra: WHO, 2007, p. 35. , neonatais na primeira semana de vida, 8 SITUAÇÃO MUNDIAL DA INFÂNCIA 2009
  16. 16. Port-SOWC09-text-parte1.QXD:EN-SOWC09-Text 05.01.09 22:34 Page 9 © UNICEF Mozambique/Emidio Machiana Distribuição ampliada de mosquiteiros tratados com inseticida para ajudar na prevenção da malária e rápida ampliação de programas de prevenção e tratamento de infecções por HIV estão salvando a vida de mães e recém-nascidos. Em Moçambique, mãe HIV positivo e seu filho recém-nascido sob mosquiteiro tratado com inseticida recebem atendimento de enfermeira em centro de saúde. por terem causas obstétricas ocorridas na primeira semana de Padrões regionais de morte neonatal semelhantes – foi de 5,9 milhões. vida aumentaram de 23% do total estão estreitamente correlacionados Naquele ano, os natimortos de mortes de menores de 5 anos, em com padrões de morte materna. Como representaram cerca de 3 milhões de 1980, para 28%, em 2000.10 previsível, as taxas mais baixas são mortes perinatais.9 encontradas em países industrializados, Em parte, a proporção crescente de nos quais a taxa de mortalidade Até a segunda metade da década de mortes neonatais reflete dois fatores neonatal em 2004 foi de apenas três 1990, os números referentes à básicos: a dificuldade de levar por mil nascidos vivos. Naquele ano, as mortalidade neonatal eram estimados atendimento neonatal eficaz a tempo taxas de mortalidade neonatal mais a partir de dados históricos para muitos bebês que nascem em elevadas foram encontradas na Ásia aproximados. No entanto, à medida casa, e o sucesso de muitos países Meridional (41 por 100 mil nascidos que dados mais confiáveis foram com relação à implementação de vivos) e na África Ocidental e Central produzidos a partir de pesquisas intervenções como imunização, que (44 por 100 mil nascidos vivos). domiciliares, ficou evidente que as reduziram acentuadamente o Devido a um maior número de estimativas anteriores haviam número de mortes no período pós- nascimentos, a Ásia Meridional registra subestimado significativamente a natal nos países em desenvolvimento o maior número de mortes neonatais ocorrência de mortes de recém- como um todo. Em parte, essas entre todas as regiões do mundo.11 nascidos. A taxa global de condições levaram a um certo mortalidade neonatal caiu em 25% descaso com relação a intervenções Principais causas de entre 1989 e 2000, mas a uma taxa de sobrevivência neonatal simples e mortalidade e morbidade de redução muito mais lenta do que a com boa relação custo/benefício. materna e neonatal taxa geral de mortalidade de menores Assim sendo, a redução do número de 5 anos, que teve uma queda de um de mortes neonatais passou a ser um Mortalidade materna terço. Como conseqüência, em componente importante de novos comparação com anos anteriores, as paradigmas e estratégias referentes Causas diretas mortes neonatais constituem à redução das taxas de mortalidade O momento em que ocorrem e as atualmente uma proporção muito infantil e ao cumprimento do causas das mortes maternas são bem mais alta de mortes de menores de quarto Objetivo de conhecidos. Em sua maioria, as mortes 5 anos. Em particular, as mortes Desenvolvimento do Milênio. maternas ocorrem entre o terceiro S A Ú D E M AT E R N A E N E O N ATA L : C O M O E S TA M O S ? 9
  17. 17. Port-SOWC09-text-parte1.QXD:EN-SOWC09-Text 05.01.09 22:34 Page 10 As estimativas mais recentes produzidas pelo grupo interagências da ONU sugerem que, em 2005, 536 mil mulheres morreram devido a complicações relacionadas à gravidez e ao parto. trimestre de gravidez e a primeira Causas indiretas A anemia afeta cerca de 50% de todas semana após o parto (com exceção das Muitos dos fatores que contribuem as mulheres grávidas. Adolescentes mortes devidas a complicações para o risco de morte materna não grávidas são mais propensas a relacionadas a abortos). Os estudos são exclusivos da gestação, mas desenvolver anemia do que mulheres mostram que os riscos de morte para as podem ser exacerbados pela gravidez mais velhas, e normalmente recebem mães são particularmente elevados nos e pelo parto. É difícil atribuir essas menos cuidados. Doenças infecciosas dois dias que se seguem ao parto. A causas à gravidez devido à precária – como a malária, que afeta maioria das mortes maternas está capacidade de diagnóstico dos anualmente 50 milhões de gestantes relacionada a complicações obstétricas sistemas de informação sobre saúde que vivem em países nos quais essa – entre as quais hemorragia pós-parto, em muitos países. Mesmo assim, doença é endêmica – e parasitas infecções, eclâmpsia e trabalho de parto avaliar as causas indiretas de mortes intestinais podem agravar a anemia. prolongado ou obstruído – e maternas ajuda a determinar as Todas as dietas de baixa qualidade complicações decorrentes de aborto. estratégias de intervenção mais também podem exacerbar a anemia, Na maior parte, as causas diretas de adequadas para a saúde da mãe e da aumentando a vulnerabilidade à mortalidade materna podem ser criança. Freqüentemente, a morte materna. A anemia grave prontamente enfrentadas se houver colaboração entre programas contribui para o risco de morte em atendimento por pessoal de saúde voltados a condições específicas – casos de hemorragia.14 capacitado, que tenha à sua disposição tais como programas para a malária medicamentos, equipamentos e e a aids – e iniciativas voltadas à A anemia pode ser tratada com instalações de referência essenciais.12 saúde materna pode ser a maneira bastante eficiência por meio de (Para outros detalhes sobre mais eficaz para enfrentar algumas suplementação de ferro, oferecida em complicações no momento do parto das causas indiretas, inclusive programas de saúde materna. No e cuidados obstétricos emergenciais, aquelas altamente evitáveis ou entanto, em alguns países em ver Capítulo 3). tratáveis, como a anemia.13 desenvolvimento, essa intervenção Figura 1.4 Taxas regionais de mortalidade neonatal *África ao sul do Saara compreende as regiões da África Oriental/Meridional e África Ocidental/Central. Fonte: Organização Mundial da Saúde, utilizando sistemas de registros de nascimento e pesquisas domiciliares. 10 SITUAÇÃO MUNDIAL DA INFÂNCIA 2009

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