2 Mesa Liliane Apresentação BSB 21092011

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  • 1. EstratégiaBrasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis
  • 2. “Bebês e crianças pequenasnão são lousas das quais opassado pode ser apagadocom um espanador ouesponja, mas sereshumanos que trazem emseu íntimo suasexperiências anteriores ecujo comportamento nopresente é profundamenteafetado pelo que aconteceuantes”Bowlby,J., Maternal Care and MentalHealth, Genebra, 1961.
  • 3. Ambiente como espaço relacional em transformação• O termo “ambiente” é apresentado em diferentes contextos teóricos com significações diversas como o que envolve os corpos por todos os lados, conjunto de substancias, circunstâncias ou condições em que existe determinado objeto ou em que ocorre uma ação.• Humberto Maturana apresenta o modo de operar da organização sistêmica dos seres vivos pautada por uma noção da biologia em que as emoções possuem um papel fundamental no desenvolvimento do sistema biótico. Os seres vivos são compreendidos como “entes dinâmicos autônomos em contínua transformação em coerência com suas circunstâncias de vida” .• Isto significa a criação/recriação do espaço relacional e de outros, e a criação/recriação do sistema em relação. Para Maturana é nessa relação criativa, “meio-sistema”, que emerge o social, o domínio de condutas relacionais fundadas na emoção originária da vida: o amor.•
  • 4. Ambiente Emocional FacilitadorChamamos ambiente emocional facilitador aodesenvolvimento saudável dos seres humanos ,aquele que favorece a intensidade deexperiências de vida e a expressões decriatividade e permite a superação dos fatoresgeradores de mal-estar e sofrimento quelimitam e desqualificam o viver. Este ambienteatravessa o conjunto dos determinantes sociaisda saúde, que englobam inúmeros fatoresrelacionados à sua produção.
  • 5. A mãe/figura substituta como ambiente facilitador• Com o conceito de ambiente facilitador do crescimento e amadurecimento dos seres humanos, compreende-se que o ambiente inicial da vida de um novo ser coincide com o corpo-mente da mãe - incluindo suas vivências e imagens do pai, sua própria condição de existência, suas redes de sustentação, suas fantasias e desejos, suas construções imaginárias ou reais - como ambiente de suporte para o filho. Para Winnicott, a ‘mãe suficientemente boa’[i é aquela capaz de apresentar intuitivamente ao seu filho aquilo que ele necessita como provisão rumo ao seu crescimento e amadurecimento, inclusive as possíveis falhas nesse caminho. [i] Winnicott, D. W. O Gesto Espontâneo, São Paulo: Martins Fontes, 1990, 1ª Ed.
  • 6. Teoria dos Círculos Sociais Primeiro território Mãe (Pai) - Bebê vivencialMãe suficientemente boa Escola, clube, distrito, país, Bebê Pai mundo inteiro Ambiente Emocional Facilitador Rumo à Independência. Espaço potencial de Amadurecimento individual socialmente Produção de Saúde produtivo.
  • 7. Determinantes Sociais da Saúde“As atuações sobre os Determinantes Sociais da Saúde devem contar com a participação detodo o poder público, a sociedade civil , as comunidades locais e o setor empresarial, fóruns eorganismos internacionais. .. O Ministro da Saúde e seu ministério, são essenciais para queessa mudança mundial aconteça... Podem prestar seu apoio a outros ministérios naformulação de políticas voltadas à promoção da equidade em saúde” Relatório Final daCDSS, OMS,2008 Modelo de DSS de Dahlgreen e Whitehead, 1990
  • 8. A Primeira Infância na construção da cidadaniaO estabelecimento de padrões saudáveis que qualificam a vida apresentam estreita relação comum ambiente acolhedor de origem, na diversidade possível de arranjos familiares;Este ambiente mostra-se vulnerável às manifestações da violência gerada pelas desigualdadesnestes determinantes, impactando e comprometendo a produção de saúde.O reconhecimento internacional sobre a importância deste período, em que a criança aprendemais intensamente a ser, a fazer, a relacionar-se e a construir seus valores, justifica o foco numapolítica integrada que sustente a caminhada destes pequenos brasileiros em direção à suacidadania. “Para mudar a vida é preciso mudar a forma de nascer.” Michel Odent
  • 9. LINHA DO TEMPO: a continuidade do cuidado para a vida Concepção biológica Parto 1 ano 3 anos 6 anosPlanejamento Familiar Pré-natal Puerpério ... ... ... Primeira Infância Linha do Tempo EBBS • Transversal • Intersetorial • Baseada no vínculo entre todos os atores
  • 10. LINHA DO TEMPO: Ambiente facilitador e a continuidade do cuidado para a vida Concepção biológica Parto 1 ano 3 anos 6 anosPlanejamento Familiar Pré-natal Puerpério ... ... ... IDADE, SEXO E FATORES Primeira Infância HEREDITÁRIOS Linha do Tempo EBBS • Transversal • Intersetorial • Baseada no vínculo entre todos os atores
  • 11. Arranjo de Gestão EBBS na Pesquisa - Intervenção 1. Fórum de Estudos - Desenvolvimento Emocional e Trabalho em Grupo 2. Fórum de Indicadores e AvaliaçãoGrupo/Comitê Nacional Fóruns de Estudo • M.S./Coordenação Nacional EBBS Oficinas Ampliadas  • Demais Ministérios Oficinas com Apoiadores • Sociedade Civil Organizada GT Coordenadores EBBS • Experiências de outros níveis de governoGrupo Executivo Nacional • Experiências Internacionais • Organismos Internacionais Instâncias do MSGrupos Executivos Locais CONASS/CONASEMS/Representantes da Sociedade Civil Coordenação Nacional EBBS Secretarias Municipais/Estaduais/MS À princípio convocação para protagonismo da Saúde (SMS) Sociedade Civil Organizada Outras Experiências. Organismos internacionais Chapéu Mangueira / Babilônia Recorte territorial: RJ  CAP 2.1 Santa Marta Campo Grande  Grande Los Angeles
  • 12. Brasileirinhos Saudáveis – Ações em desenvolvimento / MS Monitoramento das ações Política Nacional de do PNI – Programa Nac. Alimentação e Nutrição - de imunização nos Controle das carências nutricionais. Adição de Implementar ações de municípios prioritários micronutrientes: ferro e ácido humanização nas fólico em farinhas; iodação do maternidades sal. Vitamina A. Regulação da Melhoria no acesso à propaganda e comercialização cobertura e à de alimentos (principalmente para crianças). Rotulação de qualidade do alimentos com informações acompanhamento pré- nutricionais. Guia Alimentar, natal, da assistência ao Brasileirinhos com referências regionais. parto e puerpério às saudáveis Regulamentação de produtos gestantes e ao recém- industrializados. Promoção nascido, incluindo do aleitamento materno. práticas de promoção Alimentação saudável 2 a 5 da saúde. anos Cursos de atenção a urgência e emergência obstétrica Expansão das ações de planejamento familiar
  • 13. Entrosamento das ações entre os diferentes MinistériosEducação (Ex. Saúde na Escola), Assistência Social (ex: SUAS, CRAS, CREAS), Trabalho, Justiça,Esportes e Lazer, Direitos Humanos, Políticas para as Mulheres,etc. de modo a unir esforçosjá instituídos por medidas legais, pactos, redes e acordos intersetoriais nos três níveis degoverno e com sociedade civil que expressem estes mesmos objetivos, como os anunciadosnos considerados da Portaria GM 2395.
  • 14. Viabilização de ações locaisPesquisa coordenada pelo IFF/Fiocruz: implantação do projeto piloto em seis municípios dascinco macrorregiões brasileiras: Rio de Janeiro, Rio Branco, Florianópolis, Campo Grande, SantaFilomena e Araripina no Sertão do Araripe. IDH do Brasil em 2009: 0,813 Sertão do Araripe - PE (IDH PE: 0,718) Rio Branco (IDH AC: 0,751) Campo Grande Rio de Janeiro (IDH RJ: 0,832) (IDH MS: 0,802) Florianópolis (IDH SC: 0,840) Dados do IBGE 2005
  • 15. Arranjo de Gestão EBBS – Arcabouço Legal• Grupos Executivos Locais Atualmente há Comitês formados nos seis municípios – polos da EBBS Estes grupos realizam encontros mensais para discussão e articulação de ações voltadas ao Desenvolvimento da Primeira Infância no Município.• Termo de Adesão/Compromisso do Município Publicados no Diário Oficial da União, constituem um acordo de participação entre o Ministério da Saúde e cada município nas atividades desenvolvidas pela EBBS.
  • 16. Diretriz Cartográfica: formulação do plano de implantação Cartografia: Ministério da Saúde, outros Ministérios, marcos legais e experiências exitosas nacionais e internacionais PLANO DE IMPLANTAÇÃO DA EBBS NO MUNICÍPIO Cartografia do município para cada fase Coordenação Nacional: • Grupos Balint-Paidéia • Potencialidades • Fóruns Virtuais: Desenvolvimento Emocional e • Desafios Avaliação e Indicadores
  • 17. Grupo como Ambiente Facilitador• Espaço potencial de trocas • Ampliação das rodas de conversa• Experiência compartilhada • Contrato vinculado à demanda• Inserção (inclusão) das diferenças operativa do grupo• Novas Experimentações (construção em • Caixa de ferramentas conceituais grupo) (ofertas teóricas)• Mobilização (co-responsabilidade com protagonismo dos sujeitos)• Mudança de mentalidades (desafio)
  • 18. Grupos Balint - PaidéiaMétodo inspirado em duas experiências bem sucedidas na área de saúde emcontextos diferentes. - Os Grupos Balint - Michael Balint, psicanalista hungaro, Inglaterra, 1950, voltados inicialmente para cuidados na atenção básica do Sistema Nacional de Saúde Britânico. - O Método Paidéia para a cogestão de coletivos, opera com o conceito ampliado de Gestão como “função gerencial, política, pedagógica e “terapêutica”.Obs.: Formulação teórica do método por Gastão Wagner S. Campos, médico,psicanalista e filósofo da atualidade e desenvolvido por Gustavo TenórioCunha/UNICAMP/SP
  • 19. Grupos Balint – Paidéia e a Função Apoiador Instrumento gerencial para equipes que lidam com situações complexas e questões de relacionamento no trabalho. É a atenção ao vínculo nas relações estabelecidas e o que isso desperta que importa para o estudo dos casos. Discussão de casos clínicos/institucionais pela equipe de Atenção Básica mediada por um gestor/apoiador no sentido de ofertar: o Espaço de trabalho protegido o Ambiente favorável à troca de idéias o Discussão teórico – conceitual e produção de conhecimento o Grupalidade solidária o Ampliação da capacidade de análise e intervenção o Compartilhamento de dificuldades e soluções o Ampliação do autoconhecimento o Manejo de questões subjetivas.
  • 20. Alguns resultados esperados com as contribuições da EBBS• Entendimento da importância do ambiente facilitador nos processos do cuidar por parte dos atores que trabalham e apoiam projetos estratégicos;• Produção e divulgação de conhecimento;• Capacitação e qualificação dos cuidadores dentro e fora das famílias;• Sensibilização da sociedade para ampliação de iniciativas intersetoriais voltadas para a mulher – criança – família – redes ( Ex.: Semana do Bebê) ;• Produção de novos arranjos e processos de trabalho nesta lógica• Elaboração de uma Linha de Cuidado Integral para a Primeira Infância para todo o território Nacional• Contribuição para elaboração de uma Política Pública voltada para os cuidados com a Primeira Infância no Brasil.
  • 21. Política de Atenção Integral à Saúde da Criança Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis A EBBS atualmente contribui junto à Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno / DAPES/ SAS/ MS para a construção de uma política pública nacional voltada aos cuidados com a Infância ( zero a dez anos incompletos) pela garantia e qualificação da vida de cada brasileirinha e brasileirinho.
  • 22. “ Está claro que todas estas ações demandam uma tomada deposição dos governantes, dos gestores públicos e dasociedade civil, uma vez que não se trata apenas de discutiradequação de financiamento setorial às cartas de intenção.Para além disso, exige a compreensão de todos para aimportância desta etapa da vida na produção de saúde doscidadãos brasileiros, e da saúde, como categoria central para ocrescimento e desenvolvimento – de cada indivíduo, e dopaís”. - Trecho da conclusão dO Futuro Hoje – Estratégia Brasileirinhas eBrasileirinhos Saudáveis – Primeiros passos para o desenvolvimentonacional.
  • 23. Nossas Brasileirinhas eBrasileirinhos agradecem. Coordenadora Técnica Liliane Mendes Penello Coordenadora Adjunta LilianaLugarinho Visite nosso site: www.estrategiabrasileirinhos.com.br