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Desnutrição, trabalho, marasmo, Kwashiakor
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Desnutrição, trabalho, marasmo, Kwashiakor

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conceito, diagnóstico, sintomas, causas, fisiopatologia, consequencia, tratamento, profilaxia, incidência, curiosidades

conceito, diagnóstico, sintomas, causas, fisiopatologia, consequencia, tratamento, profilaxia, incidência, curiosidades

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Transcript

  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS COLÉGIO TÉCNICO SETOR DE BIOLOGIA DESNUTRIÇÃO Anna Letícia Cristina Santos Esther Frois Julia Maria
  • 2. CONCEITO
  • 3. O termo desnutrição (ou subnutrição) refere-se a um estado patológico causado pela falta de ingestão ou absorção de nutrientes como proteínas, carboidratos, lipídios, vitaminas e sais minerais. Dependendo da gravidade do quadro clínico, esta doença pode ser dividida em primeiro, segundo e terceiro grau. Em suma, é a deficiência energética crônica.
  • 4. DIAGNÓSTICO
  • 5. DE ACORDO COM O CÁLCULO DO IMC. https://fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net/hphotos-ak- ash4/p480x480/298960_454006531333739_1578007663_n.jpg
  • 6. indicadores Pontos de corte classificação Peso/idade <Percentil 0,1 >=P1 e < P3 >= P3 e < P10 >= P10 e < P97 >= P 97 Peso muito baixo para a idade Peso baixo para a idade Risco nutricional Adequado ou eutrófico Risco de sobrepeso Peso/altura* < P3 >= P3 e P10 >= P10 e < P97 >P97 Baixo peso Risco nutricional Adequado ou eutrófico Obesidade Altura/idade* < P3 >= P3 e P10 Baixa estatura para a idade Desaceleração do crescimento
  • 7. PERCENTIS DA TAXA DE IMC DE MENINOS DE 0 A 5 ANOS
  • 8. PERCENTIS DO PESO PARA MENINAS DE 0 A 10 ANOS.
  • 9. EXAMES Os exames dependem do distúrbio específico. A maioria dos exames de diagnóstico inclui avaliação nutricional e exame de sangue.
  • 10. SINTOMAS
  • 11. Em alguns casos, a desnutrição é muito leve e não apresenta sintomas. No entanto, outras vezes, pode ser tão grave que os danos ao corpo são permanentes, mesmo sobrevivendo ao problema. Alguns dos sintomas a que se deve estar atento no âmbito de um possível quadro (clínico) de desnutrição:  Cansaço  Enjoos,  Desmaios  Ausência de menstruação  Crescimento deficiente da criança  Perda de peso  Diminuição da resposta imune do organismo
  • 12. Em casos crônicos, destacamos os seguintes sintomas:  Hipotermia  Hipoglicemia  Anemia grave  Taquicardia  Tendências hemorrágicas  Pneumonia  Desidratação  Sarampo  Icterícia (aspecto amarelado da pele)  Sinais de colapso circulatório (mãos e pés frios, pulso fraco e consciência diminuída).
  • 13. Casos moderados Casos severos Desnutrição aguda moderada Desnutrição aguda severa TIPOS DE DESNUTRIÇÃO
  • 14. KWASHIAKOR - Tipo de desnutrição causada pela carência de proteína. Privado de nutrientes o corpo consome seus próprios recursos e modifica suas funções, como o equilíbrio celular. A água das células migra de forma diferente, formando edemas que incham o corpo. Por isso algumas crianças desnutridas têm o estômago, o rosto, os braços, as mãos e os pés inchados. Além do inchaço, a pele ressecada se rompe com a pressão e surgem úlceras que infeccionam. Os cabelos se tornam brancos ou avermelhados.
  • 15. CARACTERÍSTICAS DO KWASHIOKOR  Mantém-se certa quantidade de gordura;  Aparecimento de lesões de pele;  Atraso no crescimento ponderal e depois estatural;  Peso abaixo do Percentil 3;  Edema constante, ora na face, ora nos pés;  O cabelo é escasso e descorado;  Aparecimento de diarréia;  O alimento é rejeitado.
  • 16. MARASMO -  Tipo de desnutrição causada pela falta de calorias. Sem receber os nutrientes necessários para manter as funções vitais como respiração e batimentos cardíacos, o corpo passa a buscar energia nas reservas de gordura e nos músculos. A criança com marasmo está extremamente emagrecida, tem os traços emaciados, os músculos atrofiados. A pele parece grande demais para o corpo. É como a pele de um idoso.
  • 17. CARACTERÍSTICAS DO MARASMO  Emagrecimento imediato;  Perda intensa de tecido subcutâneo;  Pele pregueada: sinal da calça larga; o Diminuição da força para sugar; o Abdômen proeminente devido à magreza; oA altura é retardada com o prolongamento; oApetite preservado; oDesaparece o bom humor, a criança não sorri.
  • 18. CAUSAS
  • 19. A causa mais frequente da desnutrição é uma má alimentação. Porém há outras causas possíveis todo e qualquer outro problema no corpo capaz de interromper o processo de nutrição Ex: falta de ingestão de alimentos (desnutrição primária), até a falta de utilização de nutrientes pelas
  • 20. Nas situações de fome, a desnutrição pode afligir dezenas de milhares de pessoas. Isso acontece, por exemplo, com pessoas que fogem em meio a guerras, sem tempo ou capacidade de levar alimentos, ou quando pragas ou secas impossibilitam a colheita para populações essencialmente agrícolas.
  • 21. O corpo necessita de mais nutrientes em certas fases da vida:  Infância  Adolescência  Gravidez  amamentação  Idosos (caso à parte)
  • 22. FISIOPATOLOGIAS E CASOS CLÍNICOS
  • 23. Em um indivíduo primeiramente com estado nutricional normal, ao ter sua alimentação altamente limitada, sofre primeiramente com o gasto energético. Se gasta rapidamente os ATP produzidos pelas mitocôndrias e em seguida a glicose dos tecidos e do sangue com a liberação de insulina.
  • 24. Com o esgotamento da glicose, a próxima fonte de energia a ser utilizada é o glicogênio armazenado nos músculos e no fígado. Ele é rapidamente lisado em glicose e fornece um aporte razoável de energia. Sua depleção irá causar apatia, prostração e até síncopes - o cérebro que utiliza apenas a glicose e corpos cetônicos, como fonte de energia sofre muito quando há hipoglicemia.
  • 25. Em seguida, a gordura (triacilglicerol) é liberada das reservas adiposas, é quebrada em acido-graxo mais glicerol. O glicerol é transportado para o fígado a fim de produzir novas moléculas de glicose. O ácido-graxo por meio de beta-oxidação forma corpos cetônicos que causa aumento da acidez sanguínea (ph sanguíneo normal 7,4). O acumulo de corpos cetônicos no sangue pode levar a um quadro de cetomia, sua progressão tende a evoluir com o surgimento de ceto-acidose (ph<7,3) compensada pelo organismo com liberação de bicarbonatos na circulação.
  • 26. A pele fica mais grossa, sem o tecido adiposo subcutâneo. Nessa etapa, as proteínas dos músculos e do fígado passam a ser quebradas em aminoácidos para que esses por meio da gliconeogênese passem a ser a nova fonte de glicose (energia). Na verdade, o organismo pode usar ainda várias substâncias como fonte de energia além dessas, se for possível. Há grande perda de massa muscular e as feições do indivíduo ficam mais próximas ao esqueleto. A força muscular é mínima e a consequência seguinte é o óbito.
  • 27. CONSEQUÊNCIAS
  • 28.  Coração: o coração perde massa muscular, assim como os outros músculos do corpo. Em estágio mais avançado há insuficiência cardíaca e posteriormente morte.  Sistema imune: torna-se ineficiente. O corpo humano não vai ter os nutrientes necessários para produzir as células de defesa. Logo, é comum infecções intestinais subsequentes, respiratórias e outros acometimentos. A duração das doenças é maior e o prognóstico é sempre pior em comparação a indivíduos normais. A cicatrização é lentificada.
  • 29.  Sangue: É possível ocorrer um quadro de anemia ferropriva relacionada à desnutrição.  Trato gastro-intestinal: há menor secreção de HCl pelo estômago, tornando esse ambiente mais propício para proliferação bacteriana. O intestino diminui seu ritmo de peristalse e a absorção de nutrientes fica muito reduzida.
  • 30.  Quando não há o que comer o corpo entra num ciclo vicioso: a falta de alimentação gera falta de energia e fadiga. Ao perder as forças, a pessoa deixa de se mexer, de falar, e os mecanismos reguladores da fome deixam de funcionar: não se tem mais a sensação de fome ou sede, e o estômago se atrofia. Aos poucos se perde o contato com o mundo. A desnutrição severa pode provocar falência dos órgãos, anemia, infecção generalizada e outras patologias graves.
  • 31. HTTP://WWW.SCIELO.BR/IMG/REVISTAS/EA/V20N58/14Q1.GIF
  • 32. TRATAMENTO
  • 33. Em geral, esta doença pode ser corrigida com a reposição dos nutrientes de que carece a pessoa e, se resultar de algum problema específico do organismo, com um tratamento adequado que trave e inverta a deficiência nutricional. Se não for detectada a tempo ou se a pessoa em causa não for devidamente assistida por um médico, a desnutrição pode dar origem a alguma deficiência (incapacitação), seja mental ou física, a outras complicações (doenças) e, inclusive, ser mortal.
  • 34. Quando há casos de desnutrição não grave o paciente deve ser tratado em casa (principalmente no caso de crianças), visto que o ambiente hospitalar propicia, através de contágio, o aparecimento de doenças em organismos debilitados. Quando, porém, o quadro do paciente é crônico ou ele habita um lugar com condições deploráveis de vida, ele deve ser imediatamente hospitalizado
  • 35. Emagrecimento acentuado visível OU Edema em ambos os pés DESNUTRIÇÃO GRAVE Dar Vitamina A; Tratar a criança para evitar a hipoglicemia; Recomendar à mãe para manter a criança agasalhada; Referir urgentemente ao Hospital.
  • 36. Peso Muito Baixo para a Idade PESO MUITO BAIXO Avaliar a criança ensinar a tratar o PMB em casa; Se menor de 6 meses: avaliar amamentação; Marcar retorno para 5 dias
  • 37. Peso baixo OU Ganho de peso insuficiente PESO BAIXO OU GANHO DE PESO INSUFICIENTE Avaliar a criança e aconselhar a mãe; Se menor de 6 meses: avaliar amamentação; Marcar retorno para 30 dias.
  • 38. Peso não é baixo PESO NÃO É BAIXO  Aconselhar a mãe
  • 39.  Alimentação adequada;  Uso do óleo sobre o prato feito;  Aumento da quantidade de refeições diárias;  Dieta para tratar o peso muito baixo;
  • 40. INCIDÊNCIA
  • 41. Normalmente a desnutrição atinge pessoas de baixa renda e, sobretudo, crianças dos países mais pobres. Os países em desenvolvimento respondem por 95% do total de desnutridos do planeta.
  • 42. (HTTP://WWW.DESNUTRICAO.ORG.BR/GRAFICOS/GR_9.GIF)
  • 43. O aumento de renda das famílias brasileiras e o declínio substancial da pobreza observados entre 1970 e 1980 certamente devem ter contribuído para o declínio da desnutrição apontado pelos inquéritos nutricionais realizados entre 1974-1975 e 1989, mas a ausência de informações confiáveis sobre a variação de outros determinantes da desnutrição infantil nesse período impede uma avaliação semelhante à realizada para o período mais recente.
  • 44. NOS ADULTOS NORTE NORDESTE SUDESTE SUL CENTRO-OESTE 35,4 42,9 14,9 15,7 20,0 38,1 59,7 34,3 28,4 34,0 36,2 48,8 17,0 18,3 22,3 PROPORÇÃO (%) DE PESSOAS POBRES*. BRASIL: 1999.
  • 45. PROFILAXIA
  • 46. CURIOSIDADES
  • 47.  A desnutrição é, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a principal causa de morte dos lactentes (crianças de peito) e crianças novas em países em vias de desenvolvimento.  Segundo Médicos sem Fronteiras, a cada ano 3,5 a 5 milhões de crianças menores de cinco anos morrem de desnutrição.
  • 48.  Há um tipo intermediário de desnutrição protéico- calórica é chamado Kwashiorkor- marasmático. Crianças com esse tipo retêm algum flúido e tem mais gordura corporal do que as que tem marasmo.  Como as crianças desenvolvem Kawashiokor depois que são desmamadas, eles são geralmente mais velhas do que as que tem marasmo.  Nove crianças morrem a cada minuto pela falta de nutrientes básicos.
  • 49.  A desnutrição é uma das principais causas de nascimentos de crianças abaixo do peso normal, crianças que tem mais chances de adoecer durante a infância, adolescência e vida adulta. Há estudos recentes que indicam a existência de vínculos entre desnutrição infantil e o surgimento de doenças como hipertensão, diabetes e doenças coronárias. Até manifestações leves de desnutrição podem limitar o desenvolvimento físico e intelectual de uma criança, fazendo com que esta tenha maiores chances de evadir- se da escola com tenra idade, fato que pode contribuir para manter o atual índice de analfabetismo entre as populações de baixa renda.
  • 50. BIBLIOGRAFIA
  • 51.  http://conceito.de/desnutricao#ixzz2XphVS6RK  http://extremos-biobio.blogspot.com.br/2009/10/vou-comecar-com-uma- breve-introducao-ao.html  http://pt.wikipedia.org/wiki/Desnutri%C3%A7%C3%A3o  http://www.msf.org.br/conteudo/29/desnutricao/  http://www.scielo.br/img/revistas/rbepid/v1n2/06f1.gif  MONTEIRO, Carlos Augusto. A dimensão da pobreza, da desnutrição e da fome no Brasil. Estud. av. [online]. maio/ago. 2003, vol.17, no.48 [citado 14 Outubro 2005], p.7-20. Disponível na World Wide Web: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103- 40142003000200002&lng=pt&nrm=iso>. ISSN 0103-4014.  PAES-SOUSA, R. Pobreza e desnutrição: uma análise do Programa Fome Zero sob uma perspectiva epidemiológica Saúde e Sociedade . Saúde e Sociedade V.12 Nº 1 jan-jul/2003  SAWAYA, A.L. et al. Os dois Brasis: quem são, onde estão e como vivem os pobres brasileiros Estud.v. v.17 n.48 São Paulo maio/ago. 2003.