Conciencia Conhecimento Fonologico

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Conciencia Conhecimento Fonologico

  1. 1. CONSCIÊNCIA OU CONHECIMENTO FONOLÓGICO
  2. 2. <ul><li>Denomina-se consciência fonológica a habilidade metalingüística de tomada de consciência das características formais da linguagem. Esta habilidade compreende dois níveis: </li></ul><ul><ul><li>A consciência de que a língua falada pode ser segmentada em unidades distintas, ou seja, a frase pode ser segmentada em palavras, as palavras em sílabas e as sílabas em fonemas. </li></ul></ul><ul><ul><li>A consciência de que essas mesmas unidades repetem-se em diferentes palavras faladas. (Byrne e Fielding-Barnsley, 1989). </li></ul></ul>
  3. 3. A consciência fonológica, ou conhecimento acerca da estrutura sonora da linguagem, desenvolve-se nas crianças ouvintes no contato destas com a linguagem oral de sua comunidade. É na relação dela com diferentes formas de expressão oral que essa habilidade metalingüística desenvolve-se, desde que a criança se vê imersa no mundo lingüístico. Diferentes formas lingüísticas a que qualquer criança é exposta dentro de uma cultura vão formando sua consciência fonológica, entre elas destacamos as músicas, cantigas de roda, poesias, parlendas, jogos orais e a fala propriamente dita.
  4. 4. As sub-habilidades da consciência fonológica são: 1. Rimas e aliterações; 2.  Consciência de palavras; 3.  Consciência silábica; 4.  Consciência fonêmica.
  5. 5. 1. Rimas e aliterações A rima representa a correspondência fonêmica entre duas palavras a partir da vogal da sílaba tônica. Por exemplo, para rimar com a palavra SAPATO, a palavra deve terminar em ATO. A eqüidade deve ser sonora e não necessariamente gráfica, ou seja, as palavras OSSO e PESCOÇO rimam, pois o som em que terminam é igual, independente da forma ortográfica. Já a aliteração, também recurso poético, como a rima, representa a repetição da mesma sílaba ou fonema na posição inicial das palavras. Os trava-línguas são um bom exemplo de utilização de aliteração, pois repetem, no decorrer da frase, várias vezes o mesmo fonema.
  6. 6. 2. Consciência de palavras Também chamada de consciência sintática, representa a capacidade de segmentar a frase em palavras e, além disso, perceber a relação entre elas e organizá-las numa seqüência que dê sentido. Esta habilidade tem influência mais precisa na produção de textos e não no processo inicial de aquisição de escrita. Por exemplo: contar o número de palavras numa frase, ordenar corretamente uma oração ouvida com palavras desordenadas. Défict nesta habilidade pode levar a erros na escrita do tipo aglutinações de palavras e separações inadequadas.
  7. 7. 3. Consciência da sílaba Consiste na capacidade de segmentar as palavras em sílabas. Esta habilidade depende da capacidade de realizar análise e síntese vocabular. Atividades como contar o número de sílabas; dizer qual é a sílaba inicial, medial, ou final de uma determinada palavra; subtrair uma sílaba das palavras,formando novos vocábulos.
  8. 8. 4. Consciência fonêmica Consiste na capacidade de analisar os fonemas que compõem a palavra. Tal capacidade, a mais refinada da consciência fonológica, é também a última a ser adquirida pela criança. Atividades como dizer quais ou quantos fonemas formam uma palavra; descobrir qual a palavra está sendo dita por outra pessoa unindo os fonemas por ela emitidos; formar um novo vocábulo subtraindo o fonema inicial da palavra (por exemplo, omitindo o fonema [k] da palavra CASA, forma-se a palavra ASA), são exemplos em que se utiliza a consciência fonêmica.
  9. 9. Os segmentos sonoros não possuem significados em si mesmos , mas permitem diferenciar uma unidade lingüística significativa (semantema) de outra. PALAVRA FONEMA FACA f a k a VACA v a k a Fonema – Unidade sonora que compõe as palavras.
  10. 10. A relação entre a consciência fonêmica (ou seja), a consciência fonológica a nível do fonema, e a aquisição de leitura é recíproca e bidirecional. CONSCIENCIA FONOLÓGICA MELHOR LEITURA X
  11. 11. O desafio do professor é encontrar formas de fazer com que as crianças notem os fonemas, sua existência e a possibilidade de separá-los. Então iremos buscar o nível fonêmico, pois é a consciência dos fonemas que possibilita as crianças entenderem como o alfabeto funciona, uma compreensão que é fundamental para aprender a ler e a escrever.
  12. 12. Tais estudos sugerem que as crianças e jovens com dificuldades de aprendizagem de leitura e escrita devem participar de atividades para desenvolver a consciência fonológica, em programas de reforço escolar ou terapias com profissionais especializados, como Fonoaudiólogo ou Psicopedagogo. Além disso, as escolas podem desenvolver desde a pré-escola, atividades de consciência fonológica com objetivo preventivo, afim de minimizar as possíveis dificuldades na aquisição da escrita (Guimarães, 2003).

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