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Logística reversa

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    Logística reversa Logística reversa Document Transcript

    • LOGÍSTICA REVERSA E SUSTENTABILIDADE: GARGALOS E A IMPORTÂNCIA DIANTE DO CENÁRIO COMPETITIVO. Fernando Bueno de Oliveira1 Estela Sales Bueno de Oliveira2 Enio Fernandes Rodrigues3ResumoNo mundo atual, a competitividade nos obriga a aderirmos à inovação desenvolvendo novosconceitos de gestão. Embora já se discuta e se aplique em alguns setores, a logística reversaprecisa ser mais explorada e vivenciada de forma que seja concebida no cerne da cultura dasorganizações que pretendem ser cada vez mais sustentáveis e competitivas. O primeirocontexto do trabalho explicará os aspectos da trajetória da logística reversa, quando surgiramas primeiras iniciativas e como está a adoção e sua na atualidade. No decorrer do trabalho, asabordagens irão ao encontro das atitudes quanto à adoção e gestão da cadeia de reversa e pormeio de um estudo de caso empresarial, dar-se-á um entendimento no que tange os fatoresgeradores de valor a partir do processo reverso e os respectivos benefícios da responsabilidadesocial a partir da adoção e aplicação sustentável. E finalizando, as considerações eperspectivas referente à análise.Palavras-Chaves: Logística Reversa, Responsabilidade Social, Inovação e Sustentabilidade.AbstractNowadays, competitiveness requires us to adhere to innovation by developing newmanagement concepts. Although you may discuss and apply in some sectors, reverse logisticsneeds to be further explored and experienced so that it is conceived in the heart of the cultureof organizations that claim to be more sustainable and competitive. The first work contextexplain aspects of the trajectory of reverse logistics, when the first initiatives and how it is andits adoption today. While you work, the approaches will meet the attitudes toward adoptionand supply chain management and reverse through a business case study, will give anunderstanding regarding the factors that generate value from the process reverse and theirsocial responsibility benefits from the adoption and application development. And finally, theconsiderations and perspectives regarding the analysis.Keys-words: Reverse Logistics, Social Responsibility, Innovation and SustainabilityINTRODUÇÃO O trabalho envolve uma abordagem sobre os aspectos da logística que nos remete aoperíodo da Segunda Guerra Mundial, em que foram necessárias ações estratégicas para oenvio de materiais bélicos e outros produtos para o exercito americano. Com o sucesso dessasações, logo tornou-se possível adotar e aplicar dentro de um contexto empresarial. Umprocesso logístico é definido a partir de uma função sistêmica que visa uma performanceeficiente e eficaz dos fluxo de materiais, recursos e informações de uma organização o qualintegra atividades gerenciais e operacionais contemplando as funções da administração deplanejamento, direção e controle.1 Pós-Graduação, Professor da área de Gestão & Negócios, Complexo Educacional FMU, São Paulo, SP;prof_fernandobueno@ig.com.br.2 Pós-Graduação, especialização em gestão empresarial, FATEC SP, São Paulo, SP; estelasales@r7.com.3 Pós-Graduação, professor do programa de Gestão Empresarial, FATEC-SP, São Paulo, SP; eniofr@uol.com.br
    • O elemento controlar, das funções da administração, é o centro dos processoslogísticos, pois gerencia o fluxo eficiente/eficaz de materiais do ponto de origem ao ponto dedestino, com o princípio de adaptá-los às necessidades dos stakeholders. Hoje, certamente, todo o contexto logístico está passando por reafirmações em suasaplicações e novas diretrizes estão sendo adotadas. Questões relacionadas com os processosde distribuição e que são centrais na logística tradicional e que avaliam desde os sistemasoperacionais de aquisição da matéria-prima até os mecanismos de aquisição por parte doconsumidor estão tendo o seu ciclo estendido, ou seja, os usos e os meios de descarte e areutilização desses produtos, passaram a desempenhar um papel importante nos processoslogísticos e, sobretudo, para a competitividade das organizações. Os fatores e as questões socioambientais somadas às questões comerciais eeconômicas apresentam-se latentes nas questões estratégicas das operações o que resulta eminvestimentos logísticos reversos de alto valor agregado. São esses fatores que têminfluenciado as empresas a cada vez mais aderirem a Logística Reversa, que consiste emgerenciar o fluxo do ponto de consumo até o ponto de origem, ou seja, é a logística de tráspara frente (LACERDA, 2002). O trabalho está divido em algumas partes as quais julgamos essenciais para o bomentendimento do tema. No item 1 foram desenvolvidos elementos que contemplam osaspectos conceituais gerais da logística reversa. O item 2 associou a responsabilidadesocioambiental às questões operacionais reversas, bem como os seus gargalos e alternativasde aplicação. O item 3 analisou um estudo de caso de sucesso no sentido de levar o leitor aum entendimento prático e também estimulá-lo para um visão crítica em relação ao tema. Oitem 4 contempla uma finalização do trabalho com as considerações dos autores.1. ASPECTOS GERAIS DA LOGÍSTICA REVERSA No cenário global competitivo, as organizações modernas reconhecem que além dalucratividade é necessário atender os interesses sociais, ambientais e governamentais, para agarantia de sustentabilidade. Satisfazer os diferentes stakeholders (governo, comunidadelocal, acionistas, clientes, funcionários e fornecedores) que avaliam as organizações sobdiferentes perspectivas. Para isso, a organização necessita aderir a um sistema deplanejamento em que esteja associado aos diferentes níveis (tático, operacional e estratégico)de gestão. É necessário ter uma visão sistêmica organizada sobre os novos modelos decompetir, colaborar e inovar. O ideal é transportar para o nível micro e atender de pronto uma necessidade cada vezmais solicitada, representada pelo tripé: REDUZIR, REUTILIZAR E RECICLAR. Essatendência à descartabilidade, reutilização, reciclagem e redução acentua-se como umarealidade cada vez mais presente em nossa sociedade. A figura a seguir mostra a dinâmicadeste novo conceito.
    • Fonte: Leite, 2009 Como prova disso, temos quantidades maiores de produtos sem uso ou já consumidos,que retornam de alguma forma ao ciclo produtivo ou de negócios. Produtos vencidos, nãoutilizados, em seu fim de vida ou em condições de reutilização, excesso de estoques nãoconsumidos, totalmente obsoletos, entre outros exemplos, retornam ao ciclo dos negócios ouprodutivo com objetivos idênticos, porém por caminhos diferentes dos primeiros. Estedesafio, cada vez mais associado às organizações, só será passível de êxito com umplanejamento logístico bem estruturado e estrategicamente bem elaborado. Para começarmos o enfoque sobre logística reversa vamos contar uma breve históriada introdução do conceito e sua aplicação, pois ainda é jovem e necessita maturação para setornar algo de fácil entendimento e adoção pelas empresas. Os primeiros estudos iniciaram-se nos anos 70-80, tendo seu objetivo principalrelacionado ao retorno de bens a serem processados em reciclagem de materiais, comnomenclatura e análise como canais de distribuição reversos. A partir dos anos 90, a logísticareversa passou a ser discutida como política socioambiental tornando o tema mais visível nocenário empresarial, principalmente, para as empresas que buscavam na responsabilidadesocial a formação de pilares que pudessem sustentar sua missão, visão e valores. Segundo Leite (2009;16) “ A observação dos hábitos empresariais no Brasil temrevelado avanços importantes na implementação da logística reversa, como consequências docrescimento dos volumes transacionados nestes últimos anos, da difusão de suas principaisideias, da melhor compreensão de seus objetivos e possibilidades estratégicas. Bem como dasoportunidades empresariais para os agentes das cadeias de suprimentos “. A importância da Logística Reversa pode ser dimensionada pelo exemplo dos fluxosreversos (SARIAN, 2003). Sarian em seus estudos demonstrou que a logística reversa seria a solução ideal desobrevivência de algumas empresas. Segundo ele: “Nos Estados Unidos, estima-se que os custos logísticos totais representem 10,7% doPIB, sendo a Logística Reversa responsável por 3 a 4%. Para alguns setores como o dedistribuição de livros e CDs, a taxa de retorno de mercadorias chega a patamares entre 20 e30%, fazendo com que a Logística Reversa se transforme em uma questão de sobrevivênciapara essas empresas” (SARIAN, 2003).
    • Figura 1. Atividades típicas do processo de logística reversaFonte: Lacerda, 20021.1 Os Fatores Críticos de Sucesso na Logística Reversa no Pós-Consumo Para uma maior eficiência no planejamento e controle do processo de logística reversa,há a necessidade de identificar os seus fatores críticos de sucesso que mais influenciam nocontexto reverso. - Bons controles de entrada: consiste na identificação do estado dos materiais a serem retornados e a decisão se o material pode ou não ser reutilizado; - Processos padronizados e mapeados: a mudança do foco na logística reversa, onde deixa de ser um processo esporádico e de contingência, passando a ser considerado um processo regular, que requer documentação adequada através do mapeamento de processos e formalização de procedimentos. Assim, podem-se estabelecer controles e oportunidades de melhorias. - Tempo de ciclo reduzido: é o tempo considerado entre a identificação da necessidade de reciclagem, disposição ou retorno de produtos e o seu efetivo processamento. Os fatores críticos de sucesso na logística reversa são dimensionados, inicialmente, emtrês perspectivas que aparentemente distintas, se complementam e geram um sistema reversointegrado e eficiente. O sistema de logística reversa necessita de um gerenciamento da cadeiareversa de cunho sistêmico, bem organizado e estruturado, com o objetivo de ter em mãosinformações necessárias que permitam entender os motivos do seu retorno e com isto atuarsobre as reais causas que motivaram os retornos, contribuindo na redução dos retornos futurose atuando nas questões socioambientais no sentido em diminuir o lixo ambiental causado pelodescarte e até criando novos modelos produtivos alimentados por este lixo até entãodescartável. Certamente, a credibilidade da empresa amentará, assim como a força de suamarca. É relevante salientar que existe uma diferença entre a logística reversa da pós-venda edo pós-consumo. A primeira caracteriza-se dentro de um contexto no qual o fluxo reverso seune através de elos da cadeia de distribuição direta, possui uma estrutura caracterizada em seupróprio canal produtivo, formada por empresas especializadas em suas diversas etapasreversas. Segundo Leite (p.81), “é formada por empresas especializadas em suas diversasetapas reversas, que constituem o reverse supply chain.”. O modelo de distribuição reversa depós-consumo são apresentados de forma seriada com uma estrutura tipicamente de sinergiaentre as empresas e os agentes da cadeia reversa em diferentes tipos de integração. Leite(p.81), nos mostra a sequência lógica desse sistema: “inicia-se pela primeira posse do bem depós-consumo, sua coleta e sua primeira consolidação. Essa primeira consolidação, o “varejo-reverso”, normalmente comercializa produtos provenientes de uma região geográfica,englobando poucos bairros, apenas efetuando a seleção e a separação inicial dos materiais”.
    • A figura a seguir corrobora com as informações e delineia o sistema que ainda precisaser mais explorado pelas: empresas produtoras, cooperativas, famílias e governo. Fonte: Leite, 2009.2. SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIAL Uma característica bem visível para o nosso novo século, é o aspecto sustentável deordem econômica, social e ambiental. Neste cenário as organizações que pretendem sersustentáveis necessitam adotarem políticas de produção que não agridam o meio ambiente demodo a gerar valor. As organizações, a partir desse desafio, tornam-se cada vez mais aptas emcompreender e participar das mudanças estruturais inter-relacionadas em três vertentes:ambiental, econômica e social, e principalmente não incorrendo em uma crescente ampliaçãodo seu passivo ambiental, obrigações que de modo algum devem ser levadas para as geraçõesfuturas. Uma abordagem importante é a criação da consciência ecológica, através do qual, osrecursos naturais sejam utilizados de forma racionalizada, permitindo ao ser humano a suacontinuidade em todo o seu ecossistema. A criação de campanhas não somente nas empresas,mas nas comunidades, nas esferas políticas e globais, dando enfoque para uma melhormaneira de uso dos recursos naturais gerando um saldo positivo garantidor para as futurasgerações.2.1 A Responsabilidade Social Empresarial (RSE) A (RSE), conforme o Instituto Ethos, tornou-se um fator de competitividade para osnegócios. No passado, o que identificava uma empresa competitiva era basicamente o preçode seus produtos. Depois, veio a onda da qualidade, mas ainda focada nos produtos e serviços.Hoje, as empresas devem investir no permanente aperfeiçoamento de suas relações com todosos públicos dos quais dependem e com os quais se relacionam: clientes, fornecedores,empregados, parceiros e colaboradores. Isso inclui também a comunidade o governo, semperder de vista a sociedade em geral, que construímos a cada dia. Fabricar produtos ou prestar serviços que não degradem o meio ambiente, promover ainclusão social e participar do desenvolvimento da comunidade que fazem parte, entre outrasiniciativas, são diferenciais cada vez mais importantes para as empresas na conquista denovos consumidores ou clientes. Pelo retorno que traz – em termos de reconhecimento (imagem) e melhores condiçõesde competir no mercado, além de contribuir substancialmente para o futuro do país –, omovimento da Responsabilidade Social Empresarial vem crescendo muito no Brasil. Já ésignificativo o número de grandes e médias empresas que selecionam fornecedores (micro e
    • pequenos) utilizando critérios da RSE nos negócios. Também no acesso aos créditos efinanciamentos é crescente a incorporação de critérios de gestão responsável. São muitas micros e pequenas empresas que já contribuem para a melhoria dascomunidades nas quais estão presentes. Mas esta deve ser uma postura sistemática, paraenraizar valores como a solidariedade em nosso meio social. E, nesse aspecto, o poder dospequenos negócios é inigualável. Eles reúnem cerca de 45% dos trabalhadores do país e sãoimportantes agentes econômicos em aproximadamente 80% dos municípios brasileiros. Oconceito da RSE está relacionado com a ética e a transparência na gestão dos negócios e deverefletir-se nas decisões cotidianas que podem causar impactos na sociedade, no meio ambientee no futuro dos próprios negócios. De um modo mais simples, podemos dizer que a ética nosnegócios ocorre quando as decisões de interesse de determinada empresa também respeitam odireito, os valores e os interesses de todos aqueles que, de uma forma ou de outra, são por elasafetados. Assim, uma empresa pode oferecer o melhor produto ou serviço imaginável paraseus consumidores e clientes, mas não estará sendo ética em suas relações com a sociedade se,por exemplo, no desenvolvimento de suas atividades não se preocupar com a poluição quegera no meio ambiente, a transparência é outro conceito que muito tem a ver com ética. Afalta de transparência na condução dos negócios pode prejudicar não só clientes econsumidores, mas também a própria empresa.2.2 Legislação e Certificações Algumas Resoluções que são utilizadas como, por exemplo, a Conama nº. 258 de26/08/99, que estabelece que as empresas fabricantes e as importadoras de pneus ficamobrigadas a coletar e dar destinação final, ambientalmente adequada, aos pneus inservíveis,proporcionalmente às quantidades fabricadas e importadas definidas desta Resolução. Essetipo de instrumento legal acaba praticamente obrigando as empresas a sustentarem políticasde Logística Reversa (BARBIERI e DIAS apud BARBOSA, 2003). E as certificações combase na ISO14000, que de certa forma, padroniza os processos para o setor. Um dos avanços e um marco de grande importância, foi a provação da PolíticaNacional de Resíduos Sólidos (Lei 12305 / 2010). O objetivo é incentivar a reciclagem de lixoe o correto manejo de produtos usados com alto potencial de contaminação. Contextualiza etraz à tona a discussão sobre a preocupação socioambiental envolvendo resíduos sólidos comoobjeto logístico. Entre as novidades da nova lei esta a criação da “logística reversa”, queobriga os fabricantes e/ou distribuidores a recolher as embalagens usadas. A medida vale paramateriais agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas eeletroeletrônicos. A legislação determina que as pessoas façam a separação doméstica nascidades onde há coleta seletiva. Catadores e a indústria de reciclagem recebem incentivos daUnião. Além disso, os municípios só receberão recursos do governo federal para projetos delimpeza publica e manejo de resíduos depois de aprovarem os planos de gestão. É importantesalientar que a ainda passa por regulamentação. Será necessário, por exemplo, estabelecer umprazo de adaptação para as empresas e disciplinar o tipo de tratamento a cada tipo de material.2.3 Relações entre a ISO 14000 e a logística reversa A ISO 14000 representa uma norma padrão relacionada aos diversos conceitosintegrados ao tema “responsabilidade sócioambiental”. O objeto de estudo em questãocontemplará a dimensão ambiental, entretanto, não há como descolar o conceito ambiental dosocial, pois a preocupação com a preservação do meio ambiente refletirá, de certa forma, emtodo o contexto social. A interação positiva entre o homem e ambiente promoverá asustentabilidade para a continuidade de uma sociedade. A relação de interdepêndencia dosagentes é a base para o fortalecimento do sistema a partir de seus subsistemas como o social,ecológico, economico, tecnológico e político.
    • Temos a consciência que os impactos ambientais gerados pelo crescimento econômicoconstituem um problema para autoridades e demais organizações de naturarezasócioambiental. No início de 1990, a ISO detectou a necessidade de articular determinadasnormas que pudessem abordar a questão ambiental de forma diferente, ou seja, a partir dapadronização de processos das empresas que de alguma forma fizessem uso de recursosnaturais ou que gerassem algum dano em virtude dos efeitos de sua produção para o meioambiente. Em 1993, a ISO criou um comitê, intitulado Comitê Técnico TC 207. Seu objetivo eradesenvolver normas da série 14000 em áreas relacionadas com o meio ambiente. É importantedestacar, sem maior profundidade, que o comitê foi dividido em vários subcomitês, conformedescritos abaixo: Subcomitê 1: Desenvolveu uma norma relativa aos sistemas de gestão ambiental. Subcomitê 2: Desenvolveu normas relativas às auditorias na área de meio ambiente. Subcomitê 3: Desenvolveu normas relativas à rotulagem ambiental. Subcomitê 4: Desenvolveu normas relativas a avaliação do desempenho (performance) ambiental. Subcomitê 5: Desenvolveu normas relativas à análise durante a existência (análise de ciclo de vida). Subcomitê 6: Desenvolveu normas relativas a definições e conceitos. Subcomitê 7: Desenvolveu normas relativas à integração de aspectos ambientais no projeto e desenvolvimento de produtos. Subcomitê 8: Desenvolveu normas relativas à comunicação ambiental. Subcomitê 9: Desenvolveu normas relativas às mudanças climáticas. Cada subcomitê foi responsável por uma área específica e novas normas derivadas daISO 14000 foram sendo criadas ao longo de sua trajetória. Um exemplo é a ISO 14001 queestabelece as diretrizes básicas para o desenvolvimento de um sistema que gerenciasse aquestão ambiental dentro da empresa, ou seja, um sistema de gestão ambiental vinculado aosubcomitê 1. É a mais conhecida entre todas as normas da série 14000. Outras normasvinculadas a outros subcomitês também foram sendo criadas como a ISO 14010, 14011,14012, 14015 e assim por diante. Destaca-se, a título de informação padrão, que oscertificados de gestão ambiental da série ISO 14000, em tese e a partir de uma mensuraçãotécnica, atestam a responsabilidade ambiental no desenvolvimento das atividades de umaempresa. Para a obtenção e manutenção do certificado ISO 14000, a organização tem de sesubmeter às auditorias periódicas realizadas por uma empresa certificadora, credenciada ereconhecida pelos organismos nacionais e internacionais. No que tange a logística reversa, foi em meados dos anos 90 que o conceito ganhouforça como forma de alinhar as estratégias competitivas da empresa às questões ambientais,mais especificamente no ajuste ambiental no que se refere à análise dos impactos dosprodutos durante o seu ciclo de vida. O objetivo é avaliar e evitar os impactos negativos doproduto ao meio ambiente produto além das fronteiras internas da empresa, ou seja, mensurare dar respostas quanto o seu uso e, sobretudo, seu descarte. A logística reversa é mais um conceito regado às metodologias de gestão quecontemplou com mais ênfase e sistematicamente toda a cadeia de desenvolvimento, produçãoe uso dos produtos. O Subcomitê (5) da ISO 14000 foi devidamente contemplado a partir dosprocessos reversos contribuindo com todo um contexto de padronização da certificação supra,que engloba vários subcomitês que, por sua vez, são diretamente relacionados. Apesar deainda não estar totalmente regulamentada sua legislação no Brasil , aferindo regras,atividades e procedimentos quanto os processos reversos, algumas empresas, por questõescompetitivas, estão adotando propostas reversas de atuação e, seguramente, a ISO 14000, naqualidade de certificadora de processos, ocupa um papel determinante na ampliação epulverização dessa filosofia de gestão. Portanto, estamos nos referindo a uma realidade de gestão responsável e ao mesmotempo uma tendência, sobretudo, no Brasil. Boas ações já começaram a dar lucro em nosso
    • país e a valorizar os respectivos papéis das companhias que incluem entre suas atividadesprodutivas e comerciais, ações com o meio ambiente, governança corporativa e outrasatividades sociais, a exemplo de mercados mais desenvolvidos. A a doção de alternativas dedestinação transformando a matéria prima em novos produtos se consolidará em pouco tempoem nosso País, principalmente ao aceitar um novo conceito sobre o lixo, de que ele nada maisque o insumo de um novo produto, gerando uma mudança de paradigma que diretamenteafearão as novas gestões logísticas em toda a sua área de atuação.2.4 PRINCIPAIS GARGALOS E ALTERNATIVAS ADOTADAS Um dos principais gargalos ainda se encontra na base da pirâmide do processo reverso.A situação atual dos catadores autônomos e informais, que muitas vezes estão sujeitos à açãoexploradora dos intermediários, que aparecem como atores que revendem os materiaisrecicláveis para sucateiros de maior porte ou para algumas indústrias que não possuemresponsabilidade socioambiental vinculado à sua gestão. Segundo o CEMPRE – Compromisso Empresarial para Reciclagem – outro fatorimportante é o econômico, pois, invariavelmente, ocorre a introdução dos atravessadoresnesta cadeia produtiva e os preços podem chegar a quatro vezes mais ao que se costumapagar. Existe também a adoção do contexto “responsabilidade compartilhada” por toda asociedade, conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos. O poder público, o setorempresarial e a coletividade são responsáveis pela efetividade das ações voltadas paraassegurar a observância da Política Nacional de Resíduos Sólidos. A nova legislaçãoimpulsiona o retorno às indústrias do pós-consumo e obriga o poder público a realizar planospara o gerenciamento destes resíduos. Uma das soluções está intrínseca na PNRS (política nacional de resíduos sólidos) coma consagração do viés social da reciclagem, com a participação formal dos catadoresorganizados em cooperativas. Entretanto, não podemos deixar de cobrar o setor público paraque sejam adotadas sistemáticas efetivas e principalmente reais. Temos alguns exemplos, noMunicípio de Araraquara, o lixo reciclado é recolhido duas vezes por semana em todas asresidências. Na cidade de São Paulo, tais sistemáticas ainda são insuficientes edesorganizadas. Um exemplo que temos são os condomínios, que separam o lixo e ao passar ocaminhão recolhedor, os mesmos são misturados. Portanto, de nada adiantou a separação nasresidências. Cabe ao município elaborar estratégias de coletas mais eficientes de acordo com anova realidade.3. ESTRATÉGIAS SOCIOAMBIENTAIS CORPORATIVAS: ANÁLISE DE CASO DA EMPRESA TETRA PAK Pretendemos analisar, diante do caso em questão, a dinâmica das atividades eprocedimento da logística reversa, avaliando, sobretudo as interfaces entre os resultados reaisdas ações socioambientais e os objetivos de negócios das empresas. A análise foi conduzida no sentido de caracterizar as diferentes vertentes de aplicaçõesestratégicas e, ao mesmo tempo, levantar questionamentos sobre os benefícios daresponsabilidade socioambiental por meio de um olhar competitivo. A partir do modelo desucesso analisado, foi possível evidenciar e discutir o conceito da ResponsabilidadeSocioambiental por meio da logística reversa. Todas as informações coletadas e analisadassão provenientes de fontes primárias e secundárias.3.1 Histórico e características da empresa A Tetra Pak é uma das três empresas do Grupo Tetra Laval, um grupo privado quecomeçou na Suécia. As outras duas empresas são DeLaval e Sidel. A Tetra Laval tem suasede na Suíça.
    • A Tetra Pak no Brasil: A Tetra Pak iniciou suas atividades em solo brasileiro em 8 de junho de 1957, apenasseis anos depois de sua fundação na Suécia, a empresa evoluiu por meio de inovações queatendem às demandas dos mais diversos segmentos da indústria e os mais variados perfis deconsumidores. A Tetra Pak no Brasil é referência global no que diz respeito à tecnologia e know-how,além de uma das mais eficientes do mundo segundo o sistema WCM (World ClassManufacturing). A empresa cria tecnologias, exporta talentos e é um dos mercados globaiscom maior diferenciação de tamanhos e formatos de embalagens. Isto permite oferecer àindústria de alimentos uma enorme gama de produtos alinhados às necessidades doconsumidor com rapidez, flexibilidade e preços competitivos. A Tetra Pak possui duas fábricas de embalagens e oito escritórios de vendas. Aprimeira fábrica foi inaugurada em 1978, na cidade de Monte Mor (interior de São Paulo), e asegunda em 1999, em Ponta Grossa (Estado do Paraná). Com esta estrutura, a empresa temcapacidade de desenvolver soluções completas e personalizadas para os seus clientes, comatendimento rápido e eficiente. Ambas as fábricas são certificadas por órgãos internacionais. A atuação da Tetra Pak no Brasil está atrelada ao desenvolvimento da indústria e domercado de alimentação. A chegada da tecnologia UHT (Ultra High Temperature) ao Brasilfoi a responsável pelo aumento no consumo de leite, por exemplo, em todo o País. Oconsumo de leite dobrou ao longo da última década. O crescimento foi observado,especialmente, após a introdução do leite longa vida nos lares brasileiros. A segurança do leite processado em total assepsia e a praticidade da embalagem quenão necessita de refrigeração são os principais atributos do produto, segundo osconsumidores. Além disso, o processo de ultrapasteurização aliado ao envase e a embalagemasséptica permitem que o leite chegue aos lugares mais distantes. A inovação dos equipamentos para processamento e envase de alimentos da Tetra Pak,além dos novos conceitos de embalagens desenvolvidos a partir de um profundo trabalho deinteligência em pesquisa e tendências, permitiram ainda o desenvolvimento de outrosmercados no País, tais como o mercado de sucos prontos para beber, bebidas de soja, leitesaromatizados, produtos culinários, molhos e derivados de tomate. As questões socioambientais fazem parte da cartilha de gestão da empresa, certamente,estão associadas às estratégias competitivas da empresa. É importante salientar que a empresautiliza papelão proveniente de florestas planejadas/manejadas e apoia ativamente as atividadesde reciclagem em todo o mundo. Todas as fábricas da Tetra Pak são certificadas por padrõesambientais internacionais e todas as operações locais participam de atividades ambientais pró-ativas.3.2 Performance e as Políticas de Gestão Ambiental da Tetra Pak A Política Ambiental da empresa descreve o compromisso ambiental em cada etapa dacadeia de produção e consumo, ou seja, da matéria prima até o uso pela sociedade. Os compromissos e objetivos ambientais estão presentes na missão, estratégia e códigode conduta corporativa da Tetra Pak. Cabe aqui revelar, na íntegra, a missão e os códigos deconduta ambiental da empresa:Missão:“Acreditamos em uma liderança industrial responsável, gerando crescimento comrentabilidade em harmonia com a sustentabilidade ambiental e boa cidadania corporativa.”Código de conduta corporativa:
    • “Comprometemo-nos a gerenciar nossos negócios de forma sustentável e ambientalmenteconsistente. Definimos objetivos para a melhoria contínua de nosso desenvolvimento, buscade fontes, fabricação e transporte.”Objetivo Climático:“Neste item, a Tetra Pak determinou um objetivo climático agressivo: até 2010 a empresatinha como meta atingir 10% de redução das emissões de CO2, comparadas com 2005, emnúmeros absolutos.”3.2 Ações Socioambientais da empresa A visão de sustentabilidade, seguramente, está apoiada em três pilares fundamentais,são eles: o econômico, social e o ambiental. Todos os seus sistemas são ecossustentáveis, osquais utilizam cada vez menos recursos gerando cada vez menos resíduos. Esses recursos, sepossível, devem ser reciclados para que tenham vida útil pós-consumo. Atualmente, aempresa dispõe de uma boa infraestrutura de base tecnológica para atender a essas premissas. A frase “Uma embalagem deve economizar mais do que custa” do fundador da TetraPak, Dr. Ruben Rausing, resume, em poucas palavras, as metas ambientais da empresa. Apreocupação ambiental se estende por todo o ciclo de vida da embalagem que vai desde ocuidado com a origem das matérias-primas, passando pela certificação ambiental dosprocessos produtivos, chegando até a destinação das embalagens pós-consumo. Com base nessas premissas, destacamos duas ações socioambientais visando aconscientização quanto os benefícios da reciclagem: Cultura Ambiental nas Escolas: O projeto "Cultura Ambiental nas Escolas" está levando a milhões de estudantes doensino fundamental informações sobre o gerenciamento do lixo urbano, coleta seletiva,reciclagem e ciclo de vida dos materiais. Com esse projeto, a Tetra Pak contribui fornecendoinformações e ferramentas para que os professores auxiliem jovens estudantes do ensinofundamental a ter uma visão mais abrangente a respeito dos problemas e soluções envolvidosna questão do lixo urbano. Faz parte do projeto a entrega de um kit às escolas, que procura abordar o assuntomeio ambiente como um tema transversal. O kit é composto pela cartilha "A Embalagem e oAmbiente" para alunos, pelo Caderno do Professor, pela revista "Meio Ambiente, Cidadania eEducação", os vídeos “Quixote Reciclado” e “Carbono e Metano” por um informativo dasoficinas pedagógicas, com depoimentos e exemplos, pelo folheto "Faça o seu papel!" e pelosposters "Ciclos de Vida das Embalagens". O kit foi desenvolvido em parceria com a Faculdade de Educação da Unicamp e já foidistribuído para mais de 50 mil escolas em todo o país. Em 2009, uma nova se iniciou: O Portal Cultura Ambiental nas Escolas. Todo oconteúdo didático desenvolvido para o projeto foi adaptado para internet de modo a se criarum portal de educação ambiental moderno e interativo. Site do Rota da Reciclagem: Tendo em vista a importância da reciclagem e coleta seletiva, uma das ações criadapela Tetra Pak é o site do Rota da Reciclagem. Nesse espaço, os consumidores podemencontrar os pontos de coleta de embalagens como comércios e cooperativas mais próximosde sua casa. Com base nessas ações de conscientização, a empresa inicia o processo reverso dasembalagens pós-consumo. Todo processo reverso deve passar antes por um trabalho deconscientização, pois tais processos dependem dos retornos programados dos diversosmateriais. É papel da empresa e do poder público criar este arcabouço de coleta seletiva que
    • possa resultar em processos reversos sustentáveis, pois os trabalhos de coleta sãofundamentais parta que os materiais recicláveis sejam separados e destinados aosprocedimentos.3.3 O processo reverso da Tetra Pak A reciclagem das embalagens da Tetra Pak começa nas indústrias de papel-parceiras,em um equipamento chamado hidrapulper. Durante a agitação das embalagens, com água esem produtos químicos, as fibras celulósicas são hidratadas, separando-se das camadas deplástico/alumínio. Essas fibras são, então, utilizadas na produção de papel reciclado paraconfecção de caixas e tubos pequenos. As camadas de plástico/alumínio são usadas parafabricar peças plásticas ou placas e telhas utilizadas na construção civil. O sistema reverso das embalagens longa vida é um processo pelo qual tais materiaissão reintegrados à cadeia produtiva perfazendo mais uma atividade econômica, no caso, decunha sustentável e com ecodesempenho. O processo de reciclagem consiste de duas etapas independentes e sucessivas. Aprimeira delas é a reciclagem do papel e a etapa seguinte consiste na reciclagem do compostode polietileno e alumínio. O papel reciclado pode ser utilizado, por exemplo, para a produçãode papelão ondulado, caixas, papel para tubetes. O composto de polietileno e alumínio podeser utilizado para a fabricação de peças plásticas, placas, telhas ou se for por meio da suaseparação completa via processo a plasma, para a produção de parafina e alumínio metálico. A título de informação, a embalagem longa vida é composta de seis camadas formadaspor três tipos de materiais: papel, responsável pela estrutura; polietileno de baixa densidade,responsável pela adesão e impermeabilidade entre as camadas; e alumínio, usado comobarreira contra luz e oxigênio. O papel representa em média 75%, em massa, o polietilenorepresenta 20% e o alumínio, 5%. Uma vez coletadas por meio das iniciativas de coleta seletiva, as embalagens pós-consumo são enfardadas e encaminhadas para uma indústria papeleira. Na indústria, asembalagens longa vida seguem para um equipamento industrial chamado hidrapulper, que seassemelha a um liquidificador de grande porte e são misturadas a água e agitadasmecanicamente durante cerca de 30 minutos. Durante este tempo as fibras de papel daembalagem são separadas das camadas de plástico e alumínio misturando-se a água. As fibrasde papel e a água passam por uma peneira no fundo do hidrapulper que retém o plástico como alumínio deixando que a polpa siga o processo normal de fabricação de papel até setransformar em uma bobina de papel reciclado, enquanto o plástico e o alumínio, aindaunidos, são retirados do equipamento, são enfardados e seguem para outras empresas-parceiras para continuarem seu processo de reciclagem. A reciclagem do composto de polietileno e alumínio das embalagens longa vida,atendem a três aplicações de processos industriais, são eles: a fabricação de peças plásticas, afabricação de placas e telhas e a completa separação através da tecnologia a plasma, paraoutros fins.3.3.1 A fabricação de peças plásticas Os fardos desse composto chegam a um reciclador de plástico e entram em umprocesso de lavagem para retirar o pequeno residual de fibras de papel que ainda existe nestematerial. Uma vez limpo, o material passa por um processo de aglutinação que retira boa parteda umidade e faz com que o material ganhe densidade que será importante no processoseguinte qaue é a extrusão. Na extrusão o material é transportado por uma rosca aquecida quefaz com que o material derreta e se homogeneíze formando uma massa uniforme que épressionada contra uma tela, para a produção dos pellets que são pequenos fragmentos deplástico utlizados em equipamentos de injeção e rotomoldagem para a fabricação dos maisdiversos artefatos de plástico.
    • 3.3.2 Fabricação de placas e telhas É o processo mais simples para a reciclagem do composto de polietileno e alumínio deembalagens longa vida. Os fardos desse material são recebidos das indústrias papeleiras eseguem diretamente para o processo de secagem e trituração. Uma vez triturado, o material édosado em formas sobre um filme desmoldante e levado para uma prensa aquecida a cerca de180°. As prensas são similares às prensas utilizadas para a fabricação de compensados demadeira. Após algum tempo nesta temperatura, o plástico se funde ao alumínio formando umaplaca. Esta placa é retirada do equipamento e resfriada. Este tipo de placa pode ser nafabricação de móveis, ou em substituição a madeira em algumas aplicações, como porexemplos divisórias e tapumes para construção civil. Esta mesma placa, enquanto aindaquente, também pode ser moldada em formas onduladas para a fabricação de uma telhasimilar às telhas de fibrocimento. Esta telha reciclada tem propriedades térmicas interessantesalém de ser mais leve.3.3.3 Tecnologia a plasma Nos dois processos anteriores tanto o polietileno quanto o alumínio das embalagenslonga vida são reciclados em conjunto, ficando unidos após os respectivos processos. Com odesenvolvimento da tecnologia a plasma é possível fazer esta separação. Neste processo osfardos do composto de polietileno e alumínio que chegam das papeleiras são abertos e lavadospara a retirada do residual de papel. Na sequência, o material é alimentado em um fornoaquecido por uma tocha de plasma e no qual não há a presença de oxigênio. A tocha deplasma libera muita energia na forma de calor para este forno fazendo com que as cadeias decarbono do polietileno se quebrem em cadeias menores que são vaporizadas e extraídas doreator, enquanto o alumínio se funde. A temperatura do forno é acima de 700°. Após extraídasdo reator, as cadeias de carbono gaseificadas são condensadas formando um compostoparafínico que tem aplicações na indústria petroquímica enquanto o alumínio fundido éresfriado na forma de lingotes que volta para industria de alumínio para um novo ciclo deprodutos.CONSIDERAÇÕES FINAIS A logística reversa configura-se como um tema necessário quando o assunto ésustentabilidade real, entretanto, ainda engatinha em nosso contexto competitivo, porém,estamos evidenciando avanços e, certamente, será o tema de um futuro bem próximo. Osaspectos humanitários, socioeconômicos e, principalmente, aqueles envolvidos com asustentabilidade foram os catalisadores de todo o contexto do artigo. As mudanças deparadigmas, em que se produzir a qualquer custo, sem pensar nos efeitos maléficos de nossasproduções, estão em pauta e a sociedade consumidora e industrial está se conscientizando,ainda que a passos lentos, dessa nova e necessária filosofia de gestão. O engajamento da sociedade diante deste novo modelo de preservação e respeito aomeio-ambiente evidencia que todos nós somos responsáveis, portanto, todos os processos nasvárias etapas do ciclo de vida do produto devem ter uma responsabilidade compartilhada. È possível criar alternativas produtivas sustentáveis que ao mesmo tempo possam: i)atender as expectativas ambientais de preservação e; ii) Criar novos segmentos de mercado eatividades econômicas com novos produtos que atendam um “ecodesempenho”. As açõesconscientes de algumas organizações que aderem aos novos processos da logística reversa,transformando todo este arcabouço em geração de valor econômico, humano e ambiental,criando estratégias conscientes, expurgando visões distorcidas, refletem estratégiassocioambientais de valor inquestionável perante a sociedade de hoje e, sobretudo, para asfuturas gerações. .REFERÊNCIAS
    • HOURNEAUX, Flávio Junior; BARBOSA, Maria de Fátima de O.; KATZ Sergio. GestãoAmbiental das Indústrias Brasileiras: Um Estudo de Caso. Disponível em:<http://www.sfiec.org.br/iel/bolsaderesiduos/Artigos/gestao_ambiental_nas_industrias_bras.pdf>. Acesso em: 28 set. 2010.LACERDA, Leonardo. (2002) – Logística reversa: uma visão sobre os conceitos básicos e aspráticas operacionais. Rio de Janeiro, COPPEAD/UFRJ.SARIAN, Gilberto (2003) – Logística reversa: os custos do retorno à origem.www.integration.com.brLEITE, Paulo Roberto. Logística Reversa. 2ª ed. SP: Editora.Pearson, 2009.GOMES. A.; MORETTI, S. A Responsabilidade e o Social: uma discussão sobre o papel dasEmpresas. SP: Saraiva, 2007.OLIVEIRA, Franciara M. Estratégias de Responsabilidade Social Corporativa: Um estudosobre os 231 Casos Concretos do Instituto Ethos. Disponível em:<http://www.ethos.org.br/_Uniethos/documents/EstrategiasDeRSE.pdf >. Acesso em: 13 set.2010.Sites e Blogs:http://pt.wikipedia.org/wiki/Reciclagem_de_embalagens_longa_vida, acesso em 19/11/2011http://mestrefernandobueno.blogspot.com, acesso em 19/11/2011http://www.tetrapak.com, acesso em 19/11/2011