Negócios & Tic – TecNologia da iNformação e comuNicação




Infra-estrutura
sob controle
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  apresentação
no mundo dos exabytes
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  conceito
A complexidade
do gerenciamento
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A partir de 1975, todas as funções para o funcionamen-         Hoje...
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os Data Centers
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O chamado gerenciamento OoB (Out-of-Band) facilita              ...
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  1. 1. Negócios & Tic – TecNologia da iNformação e comuNicação Infra-estrutura sob controle
  2. 2. Gerenciamento de TI execuTive reporT SumárIo 3 Apresentação Só o gerenciamento propicia controle de TI no mundo dos exabytes 4 Conceito Inovações e disponibilidade tornam complexa a gestão de infra-estrutura 9 Desafios Data Centers exigem conhecimento para prevenir problemas e reduzir custo 17 Soluções Softwares que auxiliam o CIO na missão que não tem fórmulas prontas 25 Benefícios Gestão a partir de melhores práticas gera resultados e credibilidade 33 Cases Escolha da solução ideal depende de análise refinada da TI e do Negócio ExpEDIEntE EDItorA ASSIStEntE ASSInAturAS Irene Barella Sueli Souza ExECutIVE rEport ibarella@conteudoeditorial.com.br ssouza@conteudoeditorial.com.br DIrEÇÃo E EDIÇÃo GErAL DIrEÇÃo DE mArKEtInG SECrEtárIA DE rEDAÇÃo Graça Sermoud Sérgio Ferraz Mônica Cruz gsermoud@conteudoeditorial.com.br sferraz@conteúdoeditorial.com.br mcruz@conteudoeditorial.com.br DIrEÇÃo E EDIÇÃo ExECutIVA ComErCIAL ASSIStEntE DE DIrEtorIA Octavio Tostes Patrícia Yochicuni Maria Janiely otostes@conteudoeditorial.com.br pyochicuni@conteudoeditorial.com.br mjaniely@conteudoeditorial.com.br 2
  3. 3. Gerenciamento de TI execuTive reporT apresentação no mundo dos exabytes Há alguns anos, e em velocidade diretamente propor- SOMenTe O GerenCIaMenTO cional ao lançamento de produtos, a área de Tecnologia de TI PrOPICIa dOMínIO da Informação (TI) vem sendo um dos principais pila- COMPleTO dOS PrOCeSSOS res da estratégia de negócios. Passou a ser cobrada por resultados pela alta direção e por acionistas das compa- Esse Executive Report sobre Gerenciamento de TI tem nhias, muito longe das funções de suporte exercidas no como objetivo principal oferecer aos CIOs informações início da microinformática. consistentes sobre o quanto a boa gestão do ambiente é estratégica para a área de TI e, conseqüentemente, para Um dos maiores desafios hoje para as empresas e seus os negócios das corporações. Passar uma visão abran- CIOs é reduzir gastos, sem comprometer o desempenho gente das questões que envolvem o Gerenciamento de de TI e, principalmente, sem afetar a produtividade. infra-estrutura, seus conceitos, história e todas as suas Pelo contrário, a meta é diminuir os custos e aumentar a implicações, abordadas amplamente. A proposta é de- competitividade, mantendo a disponibilidade e a conti- monstrar quais são os desafios, as soluções existentes nuidade dos negócios. A saída mais adotada é automa- para se conquistar as melhores práticas para essa tarefa tizar cada vez mais os processos de gerenciamento da e os benefícios propiciados por essas soluções infra-estrutura tecnológica. De acordo com a consultoria IDC Brasil, até o ano de Muito além de contratempos, o não-gerenciamento ou 2010 serão gerados no mundo centenas de exabytes de a má gestão das redes acarreta prejuízos financeiros que informação digital (1 exabyte equivale a 1018 bytes, ou podem comprometer a avaliação do CIO junto à presi- dência e aos investidores. Se questões de segurança eram 1 quintilhão de bytes). E isso das mais diferentes fontes, prioridade número um, com o advento da Lei Sarbanes- desde música com os MP3, MP4, passando por imagens Oxley, passaram a ser prioridade zero. Agora recai sobre e indo até as transações de uma companhia. Diante des- o CIO a responsabilidade de não permitir, pelo mínimo sa realidade, os profissionais de TI passam a necessitar de tempo que seja, a interrupção do funcionamento de de ferramentas que os auxiliem de forma eficaz em suas sistemas essenciais; evitar a todo custo que informações tarefas cada vez mais complexas. O gerenciamento da sigilosas e dados financeiros caiam em mãos de concor- infra-estrutura é um recurso poderoso de que o CIO rentes e, ainda, de estar ciente das exigências da presta- pode e deve lançar mão. ção de informações financeiras precisas e corretas. Inteligência nos negócios está diretamente ligada à com- A forma de se estabelecer a comercialização e quais petitividade e, em conseqüência, à lucratividade. Com tecnologias que irão prevalecer no futuro não é possível as constantes inovações tecnológicas, os CIOs se depa- afirmar. Porém, é bem provável que ocorra aumento na ram com uma questão crucial na busca de resultados: adesão de multiplataformas, outsourcing, computação medir e controlar a produtividade de softwares, proces- sob demanda, mobilidade, convergência, consolidação sos, licenças e toda a sorte de inventários da rede. de sistemas, segurança e software livre. Soma-se a esse O volume de dados digital produzido, capturado e repli- quadro, o aumento da comoditização de TI e da sua cado no mundo, em 2006, girou em torno dos 161 exa- operação por terceiros. Uma coisa é certa: hoje, o ge- bytes, ou cerca de 161 bilhões de gigabytes, de acordo renciamento da infra-estrutura pode detectar e resolver com a IDC Brasil. A expectativa é que esse índice cresça problemas da rede no próprio local ou remotamente, a uma taxa média de mais de 80% ao ano, chegando a como detalhado a seguir. atingir 988 exabytes em 2010. 3
  4. 4. Gerenciamento de TI execuTive reporT conceito A complexidade do gerenciamento O gestor de TI precisa se preocupar com uma série de InOvaçõeS TeCnOlóGICaS e aspectos, que não são poucos: administrar ambientes dISPOnIBIlIdade TOrnaM a heterogêneos compostos por máquinas de diferentes GeSTãO da InFra-eSTruTura marcas e tempo de uso; intranets, extranets, redes locais Cada vez MaIS deSaFIadOra (LAN), redes de longa distância (WAN) e dispositivos sem fio como notebooks, handhelds e palm tops; comu- Com o surgimento do modelo de computação distri- nicação por satélite, sistemas para diferentes aplicações, buída e a acentuada dependência de TI por parte das firewall, antivírus, política de segurança e mais uma empresas para atingir resultados nos negócios, aumenta série de questões estritamente tecnológicas. Além disso, a necessidade de metodologias e soluções que auxiliem ele precisa ouvir, respeitar e atender às necessidades de no monitoramento e controle dos sistemas. Em todos os todas as áreas da empresa; integrar hardwares e softwa- níveis, âmbitos e camadas da infra-estrutura tecnológi- res com o legado, avaliar as inovações tecnológicas, não ca. Fator preponderante para que o quadro atual fosse descuidar de aspectos relativos à segurança, preocupar- desenhado, a Internet é o canal que permite maior nível se em reduzir custos e controlar gastos, alinhar a TI à de comunicação e troca de dados. Por isso, gerenciar a estratégia de negócios da empresa e comprovar os bene- infra-estrutura que suporta as transações no mundo vir- fícios dos investimentos. tual tornou-se essencial. Um gerenciamento inteligente passa pelo conhecimento Monitorar e manter todos os processos em pleno fun- e domínio de novas propostas de organizar os recursos cionamento é fundamental. Essa tarefa se aplica tam- tecnológicos, a exemplo de virtualização, blade, grid bém aos desktops e aos servidores individualmente e, computing, utility computing e uso sob demanda. Esses ainda, à disponibilidade de aplicações e base de dados; conceitos terão um tempo de maturação e conseqüente ao planejamento da capacidade dos sistemas e à admi- aumento de adesão em aproximadamente 10 anos, se- nistração do uso de software e falhas, conteúdo e pesso- gundo afirmam consultores de mercado. as, sem descuidar da segurança. Recorrer às ferramentas Convergência: maior volume de dados de gerenciamento para cada uma dessas tarefas é uma boa saída para os administradores, que devem procurar As sucessivas ondas tecnológicas geram diversos paco- soluções que se adaptem às mais complexas e diferentes tes de aplicativos destinados a integrar toda a empresa, plataformas, sejam baseadas em Unix e Linux ou Win- aumentar a produtividade e facilitar a comunicação dows e ambiente Intel. e a transmissão de dados em diferentes níveis. Entre esses aplicativos, estão desde o recente ILM (Informa- tion Lifecycle Management) até os “tradicionais” ERP (Enterprise Resource Planning), sistemas de gestão empresarial. Soluções para automação e inteligência de processos estão em toda parte e ganham novas e pode- rosas aliadas: a Internet e as inovações no campo das telecomunicações. 4
  5. 5. Gerenciamento de TI execuTive reporT Era da informação No segmento industrial, o emprego da TI permite não apenas agilizar a produção, mas também facilitar o con- As complexas demandas de gerenciamento de TI são tato com fornecedores e parceiros de negócios. As aten- conseqüência direta da evolução vertiginosa dos siste- ções se voltam para as redes internas e externas, troca mas de informação nos últimos 30 anos. Nos anos 60 eletrônica de documentos, código de barras, identifi- reinavam absolutos os CPDs. Preparados para abrigar cação via radiofreqüência, ou RFID (Radio-Frequency os mainframes, esses ambientes eram climatizados, Identification) e soluções que permitem a perfeita in- fechados por vidro, como uma verdadeira redoma e, tegração com a cadeia de suprimentos (supply chain). geralmente, em uma área à parte na empresa, à qual ti- Muitas dessas soluções são aplicáveis a outros setores, nham acesso apenas os profissionais diretamente envol- como o de varejo, por exemplo. vidos com os computadores, como analistas de sistemas, técnicos de manutenção, programadores, operadores. De forma redobrada, toda atenção e cuidado dos CIOs são direcionados a questões de segurança, armazena- Até o final dos anos 70, predominou o que se conven- gem de dados e aplicações de missão crítica. As opera- cionou chamar de a Era dos CPDs, ou ainda a Era do doras de telecomunicações, empresas de varejo e da área Computador, em que todas as decisões referentes à Tec- de serviços priorizam os pacotes que permitam identi- nologia estavam a cargo do diretor de processamento ficar e selecionar os clientes, como as soluções que têm de dados e de sistemas de informações gerenciais. Todo como base o conceito de CRM (Customer Relationship o tempo era dedicado à criação de algoritmos, rotinas, Management). As soluções de BI (Business Intelligence), linguagens de programação, desenvolvimento de apli- que permitem a análise dos dados sob as mais variadas cativos e demais funções técnicas e o CPD era visto e detalhadas perspectivas, caem nas graças de empresas basicamente como um setor gerador de gastos e “um de diversas áreas. mal necessário”. Outro ponto que merece destaque é o atendimento e gerenciamento do cliente interno que, em empresas de todos os tipos e portes, passa a ser peça-chave na esco- lha e na implementação dessas novas ferramentas. As pessoas são imprescindíveis para o sucesso dos novos projetos de tecnologia e, também, passam a utilizar e a gerar dados não-estruturados como e-mail e mensa- gens instantâneas. maTuridade do modelo de iNfra-esTruTura NíVEl DE mATuRIDADE de daTa ceNTer • nível 1: caótico • nível 2: reativo • nível 3:proativo Nível de maturidade • nível 4: impulso nos serviços Classes de Data Center (nível I, II, III e IV) • nível 5: criação de valor Tipos de Data Center ClASSE DE DATA CENTER • camada 1: infra-estrutura básica Gerenciamento de TI Engenharia de TI Operações de TI • camada 2: capacidade redundância Entrega de serviços de TI • camada 3: manutenção de site • camada 4: infra-estrutura tolerante a falhas Gerenciamento de sistemas, automação, virtualização TIpOS DE DATA CENTER Armazenamento Equipamentos de rede Servidores • servidores alojados em pequeno espaço Energia Resfriamento Espaço físico • servidores alojados em grandes salas FOnTe: IdC 2007 • Data Center localizado Data Center corporativo • Data Center misto • Data center corporativo 5
  6. 6. Gerenciamento de TI execuTive reporT A partir de 1975, todas as funções para o funcionamen- Hoje em dia, o grande risco das empresas é gastar em to de um computador já estavam integradas num único excesso com TI e continuar perseguindo vantagens chip. Os avanços da microeletrônica, no início dos anos sobre a concorrência, o que levará a investimentos er- 80, possibilitaram o desenvolvimento de computadores rados e a decepções. Essas afirmações provocaram dife- de menor porte e, ao mesmo tempo, mais poderosos rentes reações no mercado e entre os executivos de TI, em termos de capacidade de processamento, agilidade e mesclando indignações acaloradas com concordâncias memória, ficando também mais baratos. A capacidade discretas. Muitas críticas destacaram que as empresas early adopters, que apostam no desenvolvimento tecno- de memória passou a dobrar a cada ano, o processa- mento das informações deixava de ser feito em lotes de lógico, alcançam sucesso porque contam também com transações (em tempo posterior ou batch) e passava a uma estratégia de negócios bem orquestrada. Mas TI ser on-line (em tempo real). desempenha papel primordial e contribui significativa- mente para a obtenção dos bons resultados É possível A partir dos anos 90, as mudanças tornaram-se mais estabelecer uma analogia da atuação e comportamento significativas e visíveis. A Era dos CPDs chegava ao das corporações com a afirmação de Charles Darwin fim para dar início à “Era da Informação”. Aos pou- de que “não são as espécies mais fortes que sobrevivem, cos, os mainframes começaram a ser substituídos por nem as mais inteligentes e sim, as que respondem me- servidores de aplicações, em processo batizado de lhor às mudanças”. downsizing e rightsizing. Em muitas empresas, ainda Evolução hoje, os mainframes são mantidos para operações mais complexas e estratégicas. Com o aumento da complexidade e da diversidade tec- nológica apresentadas pelo mercado e adotadas pelas As redes de terminais “burros” ligadas ao mainframe corporações, já não basta o gerenciamento de forma deram espaço para as estações-cliente e para os PCs, isolada das redes e seus ativos, dos desktops, servidores, munidos com interfaces gráficas e aplicativos que tor- dados e software. Todos esses componentes precisam naram a operação mais fácil e amigável. O ambiente ‘conversar’, interagir uns com os outros, possibilitando centralizado e fechado do mainframe e dos CPDs cedeu a conectividade e os serviços. Hoje, o gerenciamento lugar a plataformas heterogêneas que passaram a abri- deve contemplar esses aspectos. Nesse sentido, as forne- gar o modelo cliente-servidor, proporcionando o acesso cedoras de Tecnologia estão adotando padrões comuns à informação a todas as esferas da empresa. Nessa época em seus produtos para lhes imprimir maior facilidade aumentou a oferta de software básico e pacotes apli- de integração e, ao mesmo tempo, para permitir aos cativos, decretando o fim da arquitetura proprietária e usuários uma gestão mais eficaz, com menores custos. abrindo caminho para o ambiente aberto e a compatibi- Na outra ponta, as empresas usuárias de Tecnologia lidade entre os diferentes sistemas. também voltam a atenção para essas questões e passam a escolher produtos com base nessa premissa. tI oferece vantagem competitiva? Quando a compra torna-se padronizada, em decorrên- cia de soluções homogêneas, os sistemas genéricos não oferecem vantagens sobre os concorrentes. Essa idéia é defendida pelo escritor, jornalista e consultor norte- americano Nicholas Carr que diz que a Internet se mos- tra como o mais perfeito canal para a distribuição de aplicações genéricas. Ainda segundo ele, quanto mais as ações se voltam para os Web Services, nos quais é possí- vel comprar aplicações, mais haverá homogeneização da capacidade da Tecnologia. 6
  7. 7. Gerenciamento de TI execuTive reporT Estudos da consultoria IDC revelaram que o volume A oferta de hardware e software ampliou considera- de informações dentro das empresas cresce 34% ao velmente, tornando mais ampla e, conseqüentemente, ano, chegando a 60% em algumas empresas, o que exi- mais complicada a escolha das soluções pelos CIOs. De ge mais espaço em armazenamento e gerenciamento outro lado, os usuários de diferentes departamentos da otimizado. O que se observa atualmente é uma grande corporação passaram a ter acesso a ferramentas de Tec- preocupação, da parte dos fornecedores de soluções, nologia, resultando no aumento do número de estações em oferecer sistemas de gerenciamento capazes de de trabalho e equipamentos móveis, como notebooks, trabalhar não apenas com equipamentos de diferentes palm tops e pen drives. Com isso, o ambiente de in- marcas, como também com topologias distintas. Arqui- formática tornou-se múltiplo e bem mais complexo. teturas como as de redes Storage Area Network (SAN), Surgem as multiplataformas. Muitas empresas passa- voltadas para um volume grande de dados estrutura- ram a dispor de um parque heterogêneo, composto por dos, com elevada quantidade de acessos e número limi- máquinas de diferentes fabricantes, portes e datas de tado de usuários, e Network Attached Storage (NAS), fabricação, executando diferentes sistemas operacionais que coloca os discos como dispositivos da rede e não e utilizando inúmeras versões de software. Gerenciar como periféricos de um único servidor. Há ainda o Tecnologia da Informação deixou de ser uma atividade Content Addressed Storage (CAS), destinado a guardar puramente técnica e, hoje, significa direcionar recursos dados de baixa utilização e arquivamento por um longo para atingir objetivos estratégicos. período, como as informações fiscais. Hoje em dia, as soluções se voltam para o armazenamento e gerencia- Vulnerabilidade é uma palavra que o administrador da mento dos dados não-estruturados; com a virtualização infra-estrutura quer banir do seu dia-a-dia. Uso inde- de informações e de servidores. vido - consciente ou não - de dispositivos móveis como um pen drive e e-mails enviados com informações tecnologias mais recentes confidenciais por funcionários são pontos a serem mo- nitorados muito de perto. Spams, vírus, worms, inva- O conceito de virtualização pode ser definido como o sões por hackers, acessos a sites impróprios, pirataria e processo de executar em um único equipamento diver- acessos remotos não-autorizados são apenas alguns dos sos sistemas operacionais. A máquina virtual é um am- problemas que precisam ser equacionados pelos admi- biente total e integralmente computacional, que exerce nistradores de TI. as mesmas funções de um computador independente. Além disso, com as funcionalidades de virtualização o As ações quanto à segurança devem estar associadas CIO e seus funcionários adquirem mais liberdade e per- à continuidade dos negócios, não se restringindo aos mitem maior eficiência no controle das ações dos usuá- aspectos puramente tecnológicos, mas também trei- rios remotos. Ao lançar mão da tecnologia de virtualiza- namento de pessoas, controle de acesso aos sistemas e ção, o profissional de TI mantém um servidor operando aspectos relacionados à segurança do ambiente físico. O vários sistemas operacionais. grande desafio do gestor é saber quantificar o impacto que uma falha na segurança, em qualquer nível, pode Hardware, software e espaço físico e lógico dos equi- trazer à empresa e a seus parceiros de negócios. pamentos compõem a infra-estrutura de servidores, além de soluções de gerenciamento, segurança, rede e aplicações, cabos e periféricos e os demais serviços que atuam em simbiose em um ambiente cliente/servidor. Os servidores não se destinam a uma planta específica, sendo que o ambiente tecnológico não se restringe ao desenvolvimento ou testes, mas se destina à organiza- ção por inteiro. 7
  8. 8. Gerenciamento de TI execuTive reporT terceirização Economia de energia e de espaço físico são duas das vantagens da tecnologia blade, que promete ter grande Uma solução que vem sendo analisada e adquirida adesão por parte das corporações em um curto período de forma crescente é o Business Process Outsourcing de tempo. Implementação rápida e fácil manutenção (BPO), que não se restringe a uma simples terceirização, também compõem a lista de benefícios dessa tecnologia na medida em que exige do prestador do serviço a parti- de gerenciamento de sistemas corporativos que pode cipação nos riscos dos negócios do cliente. O BPO pres- ser definida como servidores compactos e de troca a supõe a terceirização da gestão de um processo de ne- quente, que se modelam a um único chassis. A melhor gócio de uma empresa, por exemplo, a área de recursos analogia é feita com uma estante e livros, que vão se humanos, em que são ofertados toda infra-estrutura de encaixando um a um. No blade, há independência dos hardware, software aplicativos, suporte e mão-de-obra servidores que vão sendo inseridos na “estante”, com especializada. Isso requer que o prestador tenha profun- processadores, memória, armazenamento, controlado- do conhecimento do negócio do cliente. Se o negócio res de rede, sistema operacional e aplicativos próprios. for bem, o prestador será bem remunerado; se for mal, Nesse modelo, é possível afirmar que o servidor blade os prejuízos terão de ser divididos entre as partes. simplesmente desliza para dentro do chassis e se conec- ta ao painel traseiro ou do meio, compartilhando ener- No âmbito geral do outsourcing, as estimativas da IDC gia, ventilação, drives de disquete, comutadores, portas Brasil são de que esse mercado, no Brasil, continuará e outros servidores blade. crescendo a taxas bem superiores às de outros segmen- tos de Tecnologia, devendo movimentar cerca de R$ Outro benefício de sua utilização é a eliminação de ca- 14,7 bilhões em 2007. No entanto, existem ainda al- bos compridos. Os blades exigem cabos curtos, para a guns obstáculos. Enquanto a terceirização de redes de interligação entre eles. Quem agradece são os profissio- dados e voz e o gerenciamento de infra-estrutura são nais que precisam manusear centenas de cabos que pas- considerados serviços consolidados, outras propos- sam pelos racks, apenas para adicionar e remover ser- tas de outsourcing de infra-estrutura ainda precisam vidores. Outro destaque fica por conta das unidades de quebrar barreiras. É o caso do segmento de armazena- comutadores e energia compartilhadas, que permitem mento de dados, em que os data centers se apresentam aumento de espaço físico, garantindo maior densidade e como grandes propulsores do serviço, oferecendo a facilidade no gerenciamento de sistemas corporativos. possibilidade de alocar servidores e equipamentos do cliente ou mesmo cedendo espaço em suas máquinas e disponibilizando uma gama ampla de serviços. Histo- ricamente, as empresas que mais investem em outsour- cing de armazenamento são as dos setores financeiro, varejo e manufatura. A IDC divulga índices de 2007 sobre a posição do Brasil em relação a mercados mais maduros. Em software, o País se equipara a Espanha e aos Estados Unidos (veja gráfico número XX). No que se refere ao chamado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) em relação ao mercado mundial de TI, em 2006 o bloco atingiu a casa dos 7,3%, sendo que para 2011, esse índice deve chegar a 10,2%. Isolados, a China consta com 3,4% e 4,3%; o Brasil res- ponde por 1,5% e 1,9%; a Índia por 1,1% e 2,1%, nos respectivos anos (2006 e 2011). 8
  9. 9. Gerenciamento de TI execuTive reporT desafios os Data Centers exigem conhecimento deTeCTar PrOBleMaS anTeS que OCOrraM, reduzIr CuSTOS e ManTer a dISPOnIBIlIdade FIGuraM enTre aS TareFaS dO GerenCIaMenTO InTelIGenTe A busca pela excelência nos negócios aumenta os desa- A partir do momento em que passamos a usar mais fios em proporção exponencial. A boa notícia é que há de um micro, seja dentro de uma grande empresa seja soluções disponíveis para a superação desses desafios, num pequeno escritório, surge a necessidade de trans- com as quais os CIOs podem contar e serão abordadas ferir arquivos e programas, compartilhar a conexão no próximo capítulo. Neste, o objetivo é destacar algu- com a Internet e periféricos de uso comum. Adquirir mas das situações com a falta de gerenciamento ou com uma impressora, um multifuncional, um modem e um a forma inadequada de gerir a infra-estrutura de TI, drive de CD-ROM para cada micro, por exemplo, e com as quais os executivos de tecnologia devem se pre- ainda usar memory keys, ou mesmo CDs gravados para ocupar e se precaver. trocar arquivos, não seria produtivo, além de elevar os custos em demasia. As redes foram projetadas, inicialmente, para possibili- tar o compartilhamento de recursos caros, como aplica- O primeiro grande desafio é a construção de uma infra- tivos específicos e bancos de dados, além de impressoras estrutura de comunicações flexível e que não se destine e demais periféricos. As primeiras redes locais surgiram apenas à troca de mensagens, mas que possa transmi- nas universidades norte-americanas no início dos anos tir dados, imagens e voz de uma maneira segura, no 70. Mas foi a partir da década de 80, com o lançamento momento exato e com o dispositivo de sua preferência comercial da Ethernet (que se tornou padrão de redes em qualquer parte do mundo. O gerenciamento mal locais), e da proliferação do modelo cliente/servidor, dimensionado ou falho acarreta a perda de dados e in- que esse processo se difundiu nas empresas. Nos anos formações e despesas com paradas não planejadas. Para seguintes, a evolução das ferramentas de informática e se evitar contratempos – casos graves podem custar das telecomunicações, aliada à redução de custos dos inclusive o emprego do CIO –, é necessário dimensio- recursos computacionais e ao crescimento da Internet e nar os investimentos; garantir a disponibilidade dos das tecnologias sem fio, possibilitaram a criação de di- serviços que rodam na rede; garantir a confiabilidade ferentes tipos e tamanhos de redes, as quais se mantêm do usuário; gerenciar unidades distintas e também o em constante evolução. consumo de energia. 9
  10. 10. Gerenciamento de TI execuTive reporT revisão de conceitos Atualmente, a grande preocupação dos gestores de TI é a proliferação do número de servidores. Cada vez O caminho é automatizar os processos e isso implica mais as empresas investem em novos equipamentos, em em adquirir e gerenciar soluções para descobrir, manter, busca de aumentar a produtividade e atender às cres- configurar, corrigir e recuperar dispositivos em toda a centes necessidades dos negócios o que, ao contrário, empresa, incluindo além da gama de hardware como pode causar graves transtornos e dificuldade de geren- laptops, estações de trabalho, servidores, memory keys ciamento. A diversidade de plataformas operacionais e e handhelds, toda a sorte de sistemas e softwares. Esse de gerações tecnológicas num único ambiente provoca artifício tem como objetivo transformar todo e qualquer problemas de operação, manutenção, atualização e, con- processo computacional em operações executadas si- seqüentemente, influi nos custos. multaneamente, em múltiplos sistemas. O resultado será mais em rapidez, agilidade de resposta e a possibilidade Um dos fatores que tem contribuído para o aumento do de os profissionais de tecnologia localizarem, de forma número de servidores nas empresas é a redução contí- local ou remota, qualquer recurso da rede - equipamen- nua do custo do hardware, embora esse valor represente tos ou sistemas. É possível ainda, analisar a situação atu- apenas 20% do custo total de propriedade. Apesar de a al no que diz respeito a prováveis problemas e corrigi- opção de instalar vários servidores parecer uma alterna- los antecipadamente. tiva barata, cada nova máquina adiciona custos ocultos significativos, ao requerer dedicação dos técnicos es- Frente às limitações do hardware e do software no pecializados em atividades de depuração, otimização e passado, muitos operadores e administradores ainda gerenciamento. Além disso, é necessária a manutenção permanecem presos a conceitos e regras ultrapassadas, de diferentes configurações como scripts operacionais, como por exemplo a de que cada aplicação de missão versões de sistemas, utilitários de apoio, procedimento crítica deve ficar num único servidor dedicado, o qual de backup e disaster recovery. nunca pode utilizar mais do que 80% da capacidade da CPU (unidade central de processamento). Com a evolu- ção tecnológica, isso não faz mais sentido. o Novo (velho) desafio do execuTivo de Ti: Business Monitoring, Analysis & Decision-Making construir uma nova Ti sem aumentar custos Business Processes Interface & Access Business Rules & Functionality Service Level & Resource Management Integration, Event & Deployment Packaged Custom In-house, Collaboration/Messaging Apps – Apps, 3rd party ERP Business compo- Security Management CRM Rules nents HR Federated Data & Information Virtualized Infrastructure Tiered Virtualized Storage Processing FOnTe: IdC 2007 © 2007 IDC 10
  11. 11. Gerenciamento de TI execuTive reporT As melhores práticas do mercado recomendam que, Manter todo esse aparato sob controle requer a ado- no caso de servidores, é importante obter dos for- ção de medidas, entre as quais se incluem as seguintes necedores garantia de, no mínimo, 99,9% de confia- consolidações: geográfica, física, de dados e aplicações. bilidade. Os procedimentos para assegurar o bom Entende-se por consolidação geográfica a redução do desempenho dos servidores devem ser os mesmos que número de locais, concentrando os servidores em um os aplicados em mainframes, com monitoramento e número menor de máquinas. Na prática, isso possibilita manutenções periódicas e planejamento do desempe- reduzir custos de administração, na medida em que nho e uso dos sistemas. Em qualquer nível que a em- diminui a necessidade de técnicos remotos. Também os presa esteja, vale pensar em soluções de centralização níveis de serviço acabam sendo otimizados, por meio da do gerenciamento, objetivando a redução de custos e adoção de procedimentos e regras operacionais. a redução de downtime. Consolidação física significa transferir a carga de vários Atenção com a segurança servidores de menor porte para máquinas de maior porte, o que melhora a utilização geral dos recursos. Amada pelos usuários e detestada pelos CIOs no que se Em média, um servidor distribuído utiliza de 20% a refere à segurança, a Internet pode ser uma grande dor 30% de sua capacidade, o que equivale ao uso do pleno de cabeça - se não houver cuidado em evitar que ela se potencial de um único servidor a cada três máquinas. torne o canal mais vulnerável para a entrada de ameaças Outra medida recomendável refere-se à consolidação externas. Tendo em vista que na maioria das vezes os de dados e aplicações, que exige ações mais sofisticadas funcionários têm acesso irrestrito à Web e, também, que e planejamento preciso para combinar diversas fontes há contato com terceiros, via extranets, o mínimo de de dados e plataformas. ação requerida é a adoção de conexões criptografadas. Para eliminar a complexidade do ambiente um dos Estudo realizado em diversos setores da economia caminhos é adotar o gerenciamento centralizado de detectou que cerca de 78% das empresas investigadas TI que pode oferecer um suporte eficiente. A gestão registraram perdas financeiras em decorrência da in- eletrônica dos ativos demonstra que a padronização e a vasão dos sistemas. No entanto, 56% do total não sou- integração são primordiais para essa tarefa do CIO, que beram calcular os prejuízos. Diante do fato de que o precisa definir arquiteturas e interfaces comuns, defini- maior entrave é cultural e não tecnológico, a resistên- das em ciclos. Por um lado, a centralização das funções cia de executivos e funcionários às medidas de segu- de TI visa a alcançar serviços mais eficientes e enxutos, rança pode ser um complicador para a implementação que passa pela operação de servidores e suporte técni- de sistemas de defesa. co, indo até a compra e desenvolvimentode aplicativos. De outro lado, a descentralização das funções da TI A evolução tecnológica gerou um efeito inesperado. caminha no sentido de conquistar maior agilidade para Os altos custos diretos e indiretos relacionados à ma- responder às necessidades específicas da corporação. nutenção de todo o aparato computacional levaram as O gerenciamento centralizado, permite a recuperação empresas a reavaliar sua infra-estrutura de TI e a buscar remota de ativos de TI e de telecomunicações de forma identificar, medir e comprovar os benefícios propicia- rápida e com redução de custos, já que evita desloca- dos em disponibilidade, confiabilidade, acessibilidade mento de pessoal. e eficiência dos sistemas. Diante dessa variedade de mudanças, cabe ao diretor da TI a difícil tarefa de im- primir eficiência aos processos de negócios e, ao mesmo tempo, reduzir os custos operacionais. O bom gerencia- mento e a melhor utilização da infra-estrutura passaram a ser fundamentais e, também, os principais desafios do administrador de TI. 11
  12. 12. Gerenciamento de TI execuTive reporT Verificar continuamente a necessidade de ampliar a Estudos do Gartner sobre o parque de PCs (desktops) capacidade de memória, a capacidade dos discos, a mostraram que as empresas que não mantêm um geren- velocidade do processamento, upgrade de software, mo- ciamento adequado de hardware e software distribuídos bilidade, recursos multimídia, recursos para trabalho podem registrar um aumento anual da ordem de 7% a em grupo, entre outros elementos, é fundamental para 10% no custo total de propriedade (TCO). Por monito- otimizar o parque de desktops e adequar o uso. Existem ramento impróprio, essas corporações acabam acessan- ferramentas que auxiliam o gestor na tarefa de fazer esse do informações inadequadas para planejar upgrades de levantamento, compor um inventário sobre o número hardware ou sistemas operacionais. Além de aumentar de máquinas instaladas (inclusive notebooks, PDAs e os custos, o mau gerenciamento colabora para que os dispositivos wireless) e monitorar as respectivas confi- gestores da área tracem previsões incorretas sobre os gurações, software utilizado, métricas de performance e equipamentos que os usuários de fato têm e para os nível de integração com outros sistemas. quais devem desenvolver aplicações. Questão importante também é a distribuição/migração. Outra conclusão do estudo é que quando o gerencia- Em geral, os usuários acabam requerendo horas do pes- mento é adequado e bem executado, pode-se reduzir o soal técnico da área de suporte e help desk para configu- TCO em cerca de 30%. A estratégia se resume em focar rar software nos seus equipamentos. Mas esse trabalho a redução de custos de todas as fases do ciclo de vida do pode ser feito de forma remota por meio de ferramentas PC, levando em consideração também o ambiente de TI específicas baseadas em rede. A configuração automa- do qual faz parte. Centralizar o controle da TI e optar tizada reduz os riscos de erros humanos e estabelece pela adoção de um ambiente padronizado (com produ- maior padronização e confiabilidade. Em princípio, esse tos de um único fabricante ou de poucos fornecedores) processo permite carregar nos novos PCs o sistema ope- são outras atitudes que podem trazer grandes benefí- racional e os aplicativos que foram configurados num cios, entre os quais facilitar o suporte, acelerar a resolu- sistema de referência. ção de problemas, facilitar a atualização de antivírus e programas aplicativos e otimizar o treinamento de usuá- A determinação do tempo de vida útil dos equipamen- rios, além de reduzir custos. Uma pesquisa feita pelo tos é uma prática recomendada por institutos de pesqui- Giga Information Group revelou que a padronização de sa e consultores como forma de reduzir custos com su- PCs pode gerar reduções da ordem de 15 % a 25% no porte e manutenção, além de facilitar o gerenciamento. custo da TI durante o ciclo de vida dos sistemas. O Giga Information Group recomenda que a cada três Capacidade calculada anos o parque de desktops seja renovado e, a cada dois, o de notebooks, considerando que é mais caro para a A vida útil dos PCs é dividida em quatro fases princi- empresa manter operantes equipamentos ultrapassados pais: avaliação; distribuição e migração; gerenciamento do que investir na sua substituição por produtos de úl- e desativação ou renovação. É bom estar atento para evi- tima geração. Quanto mais antigo for o parque, maiores tar distorções – como fornecer uma máquina com um serão os custos de manutenção e de suporte, além do processador de alta potência, grande capacidade de me- aumento dos riscos de falhas nos sistemas e de uma bai- mória e recursos sofisticados para um funcionário que xa velocidade de processamento, o que pode compro- apenas irá utilizar um processador de textos. Portanto, é meter os níveis de produtividade da empresa. fundamental que se avalie previamente a base de usuá- rios para definir a configuração dos micros a eles desti- nados, de forma a atender às reais demandas. 12
  13. 13. Gerenciamento de TI execuTive reporT plataforma em dia mobilidade No mundo, cerca de 800 milhões de PCs estão com a Mais do que nunca, a força de trabalho está mais móvel vida útil superior a quatro anos. Estima-se que desse e distribuída. E esse processo tende a se acentuar nos contingente, 50% são utilizados no setor corporativo e próximos anos com a maior e melhor oferta de siste- estão equipadoa com sistemas operacionais mais anti- mas operacionais e de aplicações de gerenciamento. O gos. Sequer pensam em migrar para o Windows Vista mercado dispõe de um largo espectro de ferramentas por enquanto. O mesmo ocorre com os demais aplicati- que permite monitorar e gerenciar os sistemas cliente vos, que também exigem renovação, até porque muitos de forma remota, controlando o inventário, solucionan- fabricantes deixam de oferecer suporte para versões do problemas e instalando ou renovando software. As antigas de soluções. Não acompanhar essa tendência do soluções que possibilitam o gerenciamento remoto da mercado pode significar para as corporações a obriga- base de usuários móveis facilitam, principalmente, as ção de arcar com custos adicionais expressivos. tarefas de manutenção e help desk. Se um usuário tiver problemas com um aplicativo, o pessoal técnico poderá No Brasil, não é difícil encontrar indústrias empregando visualizar o problema e solucioná-lo remotamente. De soluções ainda mais antigas, que usam em linguagem acordo com o Gartner, as corporações podem registrar Cobol e sistema operacional DOS e não querem investir uma economia dos custos de help desk de US$ 21 a US$ em inovação. Avaliam que essas tecnologias, apesar de 77 por máquina ao ano, apenas adotando essa prática. antigas, as atendem de forma satisfatória. A realidade mostra que no que se refere a novos investimentos em Para ajudar o executivo de tecnologia a superar o de- TI em países emergentes, os gestores precisam verificar safio de cortar custos e otimizar o gerenciamento dos como a tecnologia flui nos diferentes departamentos da ambientes distribuídos, outra ação é espalhar pela cor- empresa e qual o grau de maturidade dos usuários para poração estações de reserva pelas quais os funcionários lidar com ela. podem fazer backups e repor componentes dos siste- mas, conforme a necessidade. Desse modo, são criadas A redução dos custos diretos e indiretos, hoje o maior estações de serviços voltadas para atender aos usuários de pressão das altas direções sobre os de TI, impulsiona de notebooks e ajudá-los a solucionar problemas de for- as práticas de gerenciamento. Optar pela padronização ma rápida e eficiente. do ambiente também é uma atitude inteligente, na me- dida em que facilita a utilização dos recursos por parte Centralizar e compartilhar arquivos também permite dos clientes internos, além de reduzir os custos com economizar espaço em disco, já que, em vez de haver treinamento e minimizar o trabalho de help desk. São uma cópia do arquivo em cada máquina, existe uma práticas que, no conjunto, contribuem para reduzir os única cópia localizada no servidor de arquivos. Com custos totais em cerca de 30%. todos os arquivos no mesmo local, manter um backup de tudo também se torna muito mais simples. A sofisti- cação dos recursos de segurança varia de acordo com o sistema operacional utilizado. Além de texto (que pode ser transmitido por e-mail comum), pode-se montar um sistema de comunicação viva-voz ou mesmo de vi- deoconferência, economizando os gastos em chamadas telefônicas, pela Internet (Voz sobre IP - VoIP). 13
  14. 14. Gerenciamento de TI execuTive reporT Abrangência ilimitada As opções em produtos, arquiteturas, protocolos, tipos de transmissão, entre outros elementos que compõem Vale recordar que existem dois tipos de rede: as locais, uma rede, são inesgotáveis. Cabe ao CIO saber escolher também chamadas de LAN (Local Area Network) e as e agregar novos componentes e orquestrar todo esse remotas ou de longa distância, batizadas de WAN (Wide aparato, de modo que funcione em perfeita harmonia. Area Network). A LAN une os micros de um escritório, E, à medida que aumenta a quantidade de usuários das de um edifício, ou mesmo de um conjunto de prédios aplicações corporativas, o volume de informações e a próximos, usando cabos ou ondas de rádio, e a WAN, necessidade de administração dos dados crescem na que interliga micros situados em cidades, países ou mes- mesma proporção. mo continentes diferentes, usa links de fibra óptica, mi- croondas ou satélites. Geralmente uma WAN é formada Surge, então, a necessidade de monitorar o consumo de por várias LANs interligadas. banda e programar sua expansão ou, ainda, de estudar o emprego de tecnologias que permitam comprimir os A LAN pode ser classificada como rede de dados de dados. Também se faz necessário controlar a disponi- alta velocidade, com baixa taxa de erros de transmissão, bilidade dos recursos computacionais, verificando se os cobrindo uma área geográfica relativamente pequena e servidores e os desktops estão funcionando adequada- formada por servidores, estações de trabalho, sistema mente e se as aplicações estão disponíveis. A análise da operacional de rede e link de comunicações. O plane- performance é outro elemento fundamental para, no jamento desse sistema, ou arquitetura, inclui hardware caso de alguma queda, identificar onde está o problema, (placas, conectores, micros e periféricos), software se na rede, nos micros ou nos aplicativos. (sistema operacional, utilitários e aplicativos), meio de transmissão, método de acesso, protocolos de comu- nicação, instruções e informações. A transferência de mensagens é gerenciada por um protocolo de transporte como IPX/SPX, NetBEUI e TCP/IP. daTa ceNTer corporaTivo Atributos Business Services mínimos para um Gerenciamento Engenharia de TI Operações de TI data center de TI Serviço de TI Delivery Segurança Gerenciamento de Sistemas, Automação, Virtualização Disponibilidade Equipamento Servidores Armazenamento de Rede Escalabilidade Poder Resfriamento Espaço Data Center Corporativo FOnTe: IdC 2007 Gerenciabilidade 14
  15. 15. Gerenciamento de TI execuTive reporT Esse poderoso canal de comunicação também tem se Uma LAN pode ter duas ou várias centenas de es- mostrado como a infra-estrutura ideal para conectar re- tações, cada qual separada por metros de distância, des privadas como as VPNs (Virtual Private Network), possibilitando aos seus usuários o compartilhamento de acesso restrito. Em vez de usar links dedicados ou de todos recursos disponíveis na infra-estrutura, como redes de pacotes, como Frame Relay, as VPNs usam a espaço em disco, sistemas de impressão, unidades de infra-estrutura da Internet para conectar redes remotas. CD-ROM, que é feito pelos softwares de rede Network A principal vantagem é o baixo custo, bem inferior se Operation System (NOS) e por placas de rede. Um comparado ao dos links dedicados, especialmente para exemplo de serviço sobre redes de pacotes é o ofereci- as grandes distâncias. do pelas empresas de telecomunicações e baseado em tecnologia Frame Relay. Existem várias arquiteturas Funções integradas de rede WAN, entre as quais as baseadas no protocolo TCP/IP (Transmission Control Protocol), que é o pa- O que permanece imutável e comum, independente- drão para redes Unix, Novell, Windows NT e OS/2 e, mente do tipo e tamanho da rede, é a necessidade de também, o utilizada na Internet. controlar cada recurso ou elemento, de tal forma que seja possível maximizar a eficiência e a produtividade e, Com o desenvolvimento da tecnologia sem fio, surgiram claro, assegurar o seu funcionamento. Entre os princi- as WLAN (wireless local area network), que fornecem pais objetivos de gerenciar os ambientes de Data Cen- conectividade para curtas distâncias, geralmente limita- ters corporativos constam, basicamente, reduzir custos da a até 150 metros. Nelas, os adaptadores de redes dos operacionais, minimizar os congestionamentos da rede, computadores e os dispositivos de rede (hubs, switches, detectar e corrigir falhas no menor tempo possível de bridges) se comunicam via ondas eletromagnéticas. Seu forma a diminuir o downtime (indisponibilidade) dos emprego é ideal em ambientes com alta mobilidade dos sistemas, aumentar a flexibilidade de operação e inte- usuários e em locais onde não é possível instalar o cabe- gração, imprimir maior eficiência e facilitar o uso para a amento tradicional. organização como um todo. Reunindo os mesmos conceitos das redes WAN (Wide A realização dessas tarefas requer metodologias apro- Area Network), empregadas para permitir a conexão priadas, ferramentas que as automatizem e pessoal de sistemas que se encontram em longa distância, as qualificado. Atualmente existem no mercado diversos WLANs se diferem por utilizarem antenas, transmis- tipos de ferramentas que auxiliam o administrador nas sores e receptores de rádio, em vez de fibras ópticas e atividades de gerenciamento. Essas ferramentas são di- modem de alta velocidade, entre outras formas de cone- vididas em quatro categorias principais: Ferramentas de xão. Em tecnologia de transmissão, as WLANs podem nível físico, que detectam problemas em cabos e cone- empregar as mesmas usadas pelas LANs sem fio. Mas xões de hardware; monitores de rede, que se conectam também pode ser utilizada a tecnologia de telefonia às redes supervisionando o tráfego; analisadores de móvel celular. A Internet propiciou a criação de outros rede, que auxiliam no rastreamento e na correção de tipos de redes, como as de uso exclusivo interno (intra- problemas encontrados na infra-estrutura e, sistemas nets) e as destinadas ao relacionamento da empresa com de gerenciamento de redes, os quais permitem a moni- seus parceiros de negócios (extranets), configurando-se, toração e o controle de uma rede inteira a partir de um inicialmente, como o meio eficiente para agilizar e fa- ponto central. cilitar o intercâmbio de informações e de documentos (via WebEDI). 15
  16. 16. Gerenciamento de TI execuTive reporT O gerenciamento de telecomunicações corporativas Para alívio do CIO os sistemas de gerenciamento apre- permite uma administração contínua das operações sentam a vantagem de ter um conjunto de ferramen- da empresa. Mas é necessário determinar qual nível tas para análise e depuração. Eles podem apresentar resultará no melhor retorno sobre o investimento. também uma série de mecanismos que facilitam a Devido à grande complexidade dos Data Centers identificação, a notificação e o registro de problemas, a corporativos e das pressões não só para reduzir cus- exemplo de alarmes que indicam, por meio de mensa- tos, mas também para justificar a real necessidade de gens ou bips de alerta, anormalidades na rede; geração investimentos, fica praticamente impossível ao diretor automática de relatórios contendo as informações da área fazer um gerenciamento eficaz sem o auxílio coletadas; facilidades para integrar novas funções ao de metodologias e ferramentas que permitam auto- próprio sistema de gerenciamento; geração de gráficos matizar processos. As empresas, e principalmente as estatísticos em tempo real e apresentação gráfica da to- altamente dependentes da tecnologia, estão cada vez pologia das redes. mais conscientes dessa necessidade. Os serviços de telecomunicações, que figuram como os gastos mais difíceis de serem administrados, são um ponto que merece grande atenção do gestor de TI. Hoje, o desafio é ainda maior, pois é necessário reduzir custos sem, no entanto, comprometer a solidez do Data Center corporativo. Existem ferramentas de gerenciamento de serviços de comunicação que facilitam uma série de ta- refas, como a realização de inventário central, que inclui os aspectos técnicos e de bilhetagem de cada circuito; gerenciamento de dados e ferramentas para produção de relatórios e controle de contas, contratos e gerencia- mento de circuito; integração de outras plataformas de TI, como sistemas help desk, plataformas para gerencia- mento de desktop e rede, planejamento de recursos em- presariais e contabilidade. Além desses tópicos há ainda, os links para operadoras e outros provedores de serviços via XML ou extranet. 16
  17. 17. Gerenciamento de TI execuTive reporT soluções Gama de software e produtos auxilia o CIo nãO HÁ FórMulaS PrOnTaS, POrTanTO, É PreCISO COnHeCer O CenTrO de dadOS e COMBInar aS dIverSaS SOluçõeS dISPOníveIS É inegável que os desafios que o CIO precisa encarar são As tendências tecnológicas e econômicas afetam dire- grandes e numerosos. Mas também é verdade que há tamente os Data Centers Corporativos na medida em uma gama de soluções que prometem auxiliar o profis- que caminha para ser mais denso, com inúmeros am- sional nessa árdua tarefa. Umas cumprem o que prome- bientes virtuais e de gestão remota flexível. Tecnologias tem, outras nem tanto. Porém, muitas vezes o problema disponíveis atualmente permitem a drástica redução do não está no produto, mas na escolha adequada para a espaço computacional; as elevadas capacidades de pro- necessidade específica. Cabe ao profissional de TI a bus- cessamento permitem também rentabilizar um servidor ca e o conhecimento das opções existentes e a adoção físico para várias aplicações simultaneamente e, dada a daquela que se encaixe na solicitação. complexidade inerente, o gerenciamento se apresenta como vital na evolução dos centro de dados. Web services, SOA (Service-oriented architecture), ou ainda, em português, arquitetura orientada a serviços; Mais uma vez, o gerenciamento de TI tem por objetivo virtualização, tecnologia Blade e a adoção do ITIL (In- prover serviços de tecnologia com qualidade e alinha- formation Technology Infrastructure Library), que está dos às necessidades do negócio, buscando sempre a na versão 3.0 e já conta com livros em Português, são redução de custos, mesmo que seja a longo prazo. Para algumas atitudes a serem adotadas, além das ferramen- tanto, existem algumas opções, umas mais antigas, mas tas específicas de gerenciamento, que podem facilitar ainda em vigor, e outras mais recentes. Entre os exem- o trabalho de manter a infra-estrutura disponível e plos está o modelo Internet, que adota uma abordagem operante, inclusive para missões críticas. Para refrescar gerente/agente. Os agentes mantêm informações sobre a memória, Web service é uma solução utilizada na in- recursos e os gerentes requisitam essas informações aos tegração de sistemas e na comunicação entre aplicações agentes. Outro modelo é o OSI, da ISO, que se baseia na diferentes. Com esta tecnologia é possível que novas teoria de orientação a objeto. Esse modelo gera agentes aplicações possam interagir com aquelas que já existem mais complexos de serem desenvolvidos, consumindo e que sistemas desenvolvidos em plataformas diferentes mais recursos dos elementos de rede e liberando o ge- sejam compatíveis, como define a Wikipédia. rente para tarefas mais inteligentes. Há também siste- mas de gerenciamento baseados em Java, que consistem em browser gerenciador no NMS (Network Manage- ment System) e uma máquina Java no agente. 17
  18. 18. Gerenciamento de TI execuTive reporT Ativos específicos Com o crescimento do uso da Internet, intranets e extranets, é imperativo também gerenciar o armazena- É recomendável que as corporações analisem os processos mento de dados como fotos, vídeos e textos. Como já internos para determinar o que é crítico ou não para o vimos, nas empresas de maior porte ou nas que contam core business, antes de partir para a escolha da ferramen- com grande parque tecnológico, o crescimento do volu- ta. Deve-se ainda testar a infra-estrutura para verificar se me de dados requer a tomada de medidas apropriadas. as condições são favoráveis para receber o novo aplicativo. Alguns analistas relatam que no mercado brasileiro Caso a rede não esteja preparada, o software de gerencia- ainda falta maturidade nessa área, porque mesmo com mento poderá gerar mais problemas do que resultados. a vasta oferta de ferramentas de gerenciamento de Um teste-piloto é fundamental, uma vez que é nesse mo- storage, os executivos de TI acabam optando pela com- mento que se define o monitoramento necessário. Outro pra de discos de armazenamento que, na prática, não cuidado vital é treinar as pessoas para que elas saibam atendem aos interesses e dificultam o controle. Porém, exatamente o que estão fazendo. Se a equipe não estiver diante da necessidade de colocar dados on-line e arma- preparada e o projeto for mal dimensionado, o resultado zenar dados com critério, esse panorama já mudou. O pode demorar a aparecer ou mesmo frustrar expectativas. bom uso das ferramentas pode permitir, por exemplo, que a quantidade de dados que cada profissional de Não importa o modelo escolhido ou os protocolos e fer- tecnologia gerencia salte de 1,5 TB para 15 TB. Isso ramentas a serem empregadas. O gerenciamento permi- significa que a redução de custo não ocorre apenas nos te monitorar a disponibilidade e o desempenho de cada equipamentos de storage, mas no Departamento de Re- elemento da rede, medir o nível de utilização do parque cursos Humanos. de software, o consumo de banda e uma série de fatores que asseguram a continuidade das operações e o melhor uso da infra-estrutura de TI. O CIO pode lançar mão de ferramentas para gerenciar elementos específicos e pon- tuais como servidores, desktops, storage, e-mails, entre outros. Normalmente, as soluções de gerenciamento de servidores permitem avaliar a performance das má- quinas, planejar a capacidade de processamento, fazer inventário de hardware e software, monitorar os bancos de dados e demais aplicativos, como ERP, CRM e BI. perspecTiva Na coNTiNuidade de iNvesTimeNTos Investimentos em TI (US$ bi) ACElERADORES: 35.000 • Economia estável • Real valorizado 30.000 • Novos conceitos e soluções US$ • Necessidade de aumentar 25.000 32bi a competitividade 20.000 15.000 US$ 18bi 10.000 US$ 13bi 5.000 FOnTe: IdC 2007 92 93 94 95 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 19 19 19 19 19 19 19 19 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 18
  19. 19. Gerenciamento de TI execuTive reporT O chamado gerenciamento OoB (Out-of-Band) facilita Há ainda outras opções, como os conceitos ILM (Infor- e garante acesso remoto e seguro a redes e Data Centers mation Lifecicle Management), para classificar os dados localizados em qualquer parte do planeta, mesmo que conforme a periodicidade com que são acessados e a indisponíveis. Com criptografia, autenticação e acesso data do armazenamento e o HSM (Hierarchial Storage de usuários, o processo OoB proporciona alta disponi- Management), que estabelece um limite para cada usu- bilidade aos ativos de missão crítica, redução de down- ário armazenar arquivo, variando conforme a atividade time e aumento do SLA. De forma crescente há integra- e o cargo de cada um. O HSM pode ser usado também ção do gerenciamento OoB à tradicional gestão de TI. dentro de aplicações, como e-mail e banco de dados. Os CIOs buscam acesso alternativo e seguro, além de ter possibilidade de recuperação remota dos ativos. O gerenciamento de storage costuma ser complexo por- que, em geral, as empresas têm vários sistemas na rede Sem o recurso OoB, quando ocorre falha de um ativo que não se integram perfeitamente. Alguns fabrican- e a perda de interface, os SNM (sistemas de rede) noti- tes de soluções defendem o conceito de virtualização, ficam o problema, sem mais detalhes, e não permitem segundo o qual é possível ter acesso aos dados inde- o acesso remoto; o gerenciamento In-Band somente pendentemente do servidor e do sistema operacional notifica que um dos servidores do Data Center não utilizado. Com isso, os usuários podem criar camadas está em operação. A infra-estrutura de acesso OoB de armazenamento entre sistemas de diferentes forne- possibilita a conexão com a BIOS e, as correções que cedores, tendo uma visão unificada e consolidada da se fizerem necessárias. O servidor, com isso, volta a capacidade de storage. Em vez de acessar a informação operar em minutos. diretamente da base, isso é feito pelo servidor de virtua- lização, eliminando cópias e o espaço livre em disco. O Soluções de mercado eliminam as barreiras de distân- gerenciamento de dados envolve a realização de backup, cia, ao permitir o acesso e o controle dos servidores restore e business continuity. remotos e de outros dispositivos de rede a partir da mesa do CIO, do NOC (Network Operation Center) Ganhos financeiros, de energia elétrica, de espaço e ou de outro local. Além disso, habilitam a gestão com de cabeamento são alguns dos benefícios que se pode segurança de toda a sua infra-estrutura de TI, utili- atingir com a virtualização de servidores, que pode ser zando uma única interface a partir de qualquer lugar definida como um processo destinado a rodar diversos e permite gerenciar todos os servidores e dispositivos sistemas operacionais em uma única máquina. Dessa mesmo se a rede falhar e se o software de acesso remo- forma, um equipamento virtual é um ambiente compu- to não funcionar mais. tacional completo e atua como um computador inde- pendente. Essa tecnologia permite a execução de vários Storage sistemas operacionais em um servidor. A gestão da rede de armazenamento é realizada por meio de soluções de SRM (Storage Resource Manage- ment), que mostram o comportamento de cada dispo- sitivo conectado na rede, quantidade e tipos de dados guardados, a origem das informações, quantidade de espaço livre e registro de problemas nos discos. É possí- vel criar regras para cada tipo de arquivo e fazer a trans- ferência automática para o disco adequado. 19
  20. 20. Gerenciamento de TI execuTive reporT Os processadores de serviço podem funcionar desta O gestor de TI deve dominar totalmente os processos forma, uma vez que operam independentemente dos que fazem com que os ambientes computacionais se- processadores em um servidor. Além disso, utilizam o jam independentes uns dos outros. A única coisa que seu próprio firmware personalizado e podem se valer os ambientes virtuais têm em comum é o hardware do de uma fonte de alimentação autônoma para aumentar servidor que hospeda os sistemas virtualizados. Não há a confiabilidade. É possível comunicar diretamente com empecilhos para a adoção de sistemas, respeitando-se, um processador de serviço por meio de uma ligação claro, a compatibilidade nata entre eles –, sendo que é fora-de-banda. Alguns processadores de serviço são nula a interdependência entre as soluções virtuais. Da também denominados de circuitos integrados de apli- mesma forma que um sistema operacional pode ser ro- cação específica, ASIC (Application Specific Integrated dado em um hardware convencional, também pode ser Circuits). Há variações por fabricante de equipamento, em uma máquina virtual. A maioria dos equipamentos os processadores de serviço ou ASIC podem ser im- tem capacidade de hospedar uma máquina virtual, por- plementados com vários tipos diferentes de portas de tanto, não é necessário ter um hardware específico para ligação fora-de-banda, incluindo portas USB (Universal virtualizar. Basta um software especial que venha a igua- Serial Bus), ligações de modem e portas Ethernet RJ-45. lar ou ir além do ambiente físico. Trocando em miúdos, o software simula o hardware, de forma que o sistema operacional é instalado sobre esse software. A consolidação e a racionalização de investimento sa- lientam-se fortemente com as tecnologias de virtualiza- ção que, no limite, implicam investimentos menores na aquisição de servidores que, sendo em menor número e servidores Blade mais densos, ocupam menos espaço, são mais eficientes 4% 11% 27% energeticamente e dissipam menos calor. 100% nova geração de servidores Não é exagero afirmar que o segmento em âmbito mun- dial está vivenciando um dos momentos mais estimu- lantes na área de servidores x86. O mercado comprador 75% tem à disposição tecnologias mais evoluídas, densas e rápidas e que têm menor consumo, a exemplo do Dual Core, (e, muito em breve o quadrinúcleo); SAS (Serial Attached SCSI de 2,5”) nos discos rígidos, FB-DIMM 50% (Fully Buffered DIMM) em memória RAM e PCI-Ex- press em I/O. As soluções de gerenciamento do processador de servi- ços ainda são pouco utilizadas, mas conferem excelentes 25% resultados. Elas permitem que as organizações de TI simplifiquem o gerenciamento do centro de dados e re- duzam os custos operacionais, por meio da otimização das tecnologias de processador de serviços presentes 0% nos servidores. Algumas ferramentas disponíveis no 2003 04 05 06 07 08 09 10 11 mercado monitoram e mantêm a saúde do servidor de forma proativa, possibilitando mais rapidez na detecção Blade e resolução de problemas e garantindo funcionamento FOnTe: IdC 2007 Rack 24 horas por dia, 7 dias por semana. Pedestal 20

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