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Material preparado pelo Professor Marcelo Brilhante para seus alunos do 1o ano do ensino Médio do Colégio Espaço Aberto, sede Bezerra de Menezes - Março 2010

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  • 1. Vírus Professor Marcelo Brilhante
  • 2. 1- Envelope 2-Enzimas 3-Cápsula 4-Material genético Fonte: Revista Super Interessante
  • 3. Tamanho e Forma dos vírus Os vírus apresentam uma grande variedade de forma e de tamanho. O diâmetro dos principais vírus oscila de 15-300 nm. O vírus da varíola é o maior vírus humano que se conhece (300x250x100 nm), enquanto que o da poliomielite é o menor vírus humano (20 nm de diâmetro). O vírus da febre aftosa, responsável por uma doença do gado, possui 15 nm, sendo portanto, menor que o poliovírus. Num só grupo, as medidas citadas por diferentes autores, podem variar consideravelmente. Isto se deve em parte, a certas diferenças nas técnicas empregadas. Vírus de diferentes famílias apresentam diferentes morfologias que podem ser prontamente distinguidas pelo microscópio eletrônico. Esta relação é útil para o diagnóstico de doenças virais e, especialmente para reconhecer novos vírus responsáveis por infecções. Alguns vírus têm formas parecidas, daí ser importante o uso de imunomicroscopia eletrônica. Um vírion pode se apresentar sob vários formatos: esférico (influenzavírus), de ladrilho (poxvírus), de bastão (vírus do mosaico do tabaco) e de projétil (vírus da raiva).
  • 4. Componentes básicos dos vírus Os vírus são constituídos de dois componentes essenciais: a parte central recebe o nome de cerne, onde se encontra o genoma, que pode ser DNA ou RNA, associado com uma capa protéica denominada capsídeo, formando ambos o nucleocapsídeo. O vírion constitui a última fase do desenvolvimento do vírus, ou seja, a partícula infectante madura. Em alguns grupos (poliovírus, adenovírus), os vírions consistem unicamente de nucleocapsídeo. Em outros grupos (mixovírus, herpesvírus, poxvírus), os vírions são constituídos de nucleocapsídeo rodeado por uma ou mais membranas lipoprotéicas (o envelope). Muitos vírus adquirem seus envelopes por brotamento através de uma membrana celular apropriada (membrana plasmática em muitos casos, retículo endoplasmático, golgi ou membrana nuclear). O envelope é uma característica comum nos vírus de animais, porém incomum nos vírus de plantas. Fonte: http://www.fiocruz.br/projetos/pemergentes.htm
  • 5. Estrutura Viral (virion) Cápsula Classificação quanto ao material genético: adenovírus (DNA), retrovirus (RNA) ou ribovírus (RNA) Cauda Espículas
  • 6. Adsorção do vírus da AIDS
  • 7. Estrutura Viral (HIV) Material Genético Cápsula protéica Envelope lipoprotéico Espículas Classificação quanto ao material genético: retrovírus (RNA + Enzima transcriptase reversa)
  • 8. Retrovírus. Ação do HIV. 1 – FIXAÇÃO DO VIRION 2 – PENETRAÇÃO DO CAPSÍDIO 3 – LIBERAÇÃO DO RNA VIRAL 4 – SÍNTESE DE DNA A PARTIR DO RNA 5 11 VIRAL (transcriptase reversa) 4 5 – PENETRAÇÃO DO DNA VIRAL NO 6 NÚCLEO CELULAR 9 10 6 – INTEGRAÇÃO DO DNA VIRAL AO CROMOSSOMO DA CÉLULA 7 7 – SÍNTESE DE RNA VIRAL 3 8 8 – SÍNTESE DE PROTEÍNAS VIRAIS 2 9 – EMPACOTAMENTO DO RNA VIRAL COM PROTEÍNAS FORMANDO O CAPSÍDEO 10 – INCORPORAÇÃO DE PROTEÍNAS VIRAIS NA MEMBRANA CELULAR 11 – ELIMINAÇÃO DO VIRION PELA 1 CÉLULA
  • 9. Fonte: Amabis & Martho- Biologia 2 - p. 23
  • 10. 1 Modo de transmissão: gotículas de saliva, contato direto, objetos contaminados (copos, garfos, etc.) Modo de infecção: o vírus penetra pelas mucosas das vias respiratórias, dissemina-se pela corrente circulatória e instala-se na pele e mucosas, causando as ulcerações características da doença. Medidas de controle: vacinação com linhagem de vírus atenuado (uma linhagem que ataca o gado bovino, isto é, vacina de vírus vivos).
  • 11. Aspecto das pústulas provocadas pela Varíola Fotografias divulgadas pela OMS
  • 12. VÍRUS DA VARÍOLA A membrana (em verde) o ajuda invadir as células, onde multiplica seu material genético (em laranja). Fonte: Revista Super Interessante
  • 13. 2 Modo de transmissão: através da picada do mosquito Aedes aegypti. O mosquito contamina-se ao picar um homem ou outro mamífero contaminado. Modo de infecção: O vírus é introduzido juntamente com a saliva do mosquito; dissemina-se pelo corpo através do sangue e instala-se no fígado, baço, rins, medula óssea e gânglios linfáticos. Medidas de controle: vacinação com linhagem de vírus atenuada (vacina de vírus vivos). Destruição do mosquito Aedes, vetor da doença.
  • 14. 3 Modo de transmissão: gotículas de saliva. Modo de infecção:o vírus penetra pela mucosa das vias respiratórias, cai na corrente sangüínea e se dissemina por diversas partes do corpo. Medidas de controle: vacinação com vírus vivo de linhagem atenuada.
  • 15. 4 Modo de transmissão: incerto Modo de infecção: acredita-se que o vírus penetre pela boca e se multiplique primeiro na garganta e nos intestinos. Daí dissemina-se pelo corpo, através do sangue. Se atingir células nervosas ele as destrói, o que causa paralisia e atrofia da musculatura esquelética, geralmente nas pernas. Medidas de controle: vacinação com vírus virulento inativado (vacina Salk) ou com vírus vivo atenuado (vacina Sabin).
  • 16. 5 Modo de transmissão: pela mordedura de animal infectado,geralmente o cão. Modo de infecção: o vírus penetra pelo ferimento da mordedura juntamente com a saliva do animal. Atinge o sistema nervoso central onde se multiplica, causando danos irreparáveis ao sistema nervoso. Medidas de controle: vacinação dos cães, eliminação dos cães de rua, vacinação de pessoas mordidas por cães desconhecidos ou com suspeita de portar a doença.
  • 17. 6 Modo de transmissão: contaminação através da transfusão de sangue de pessoas infectadas pelo HIV, do uso de instrumentos cirúrgicos ou seringas contaminadas e também através do ato sexual, quando o vírus penetra por microfissuras das mucosas dos órgãos genitais. Através da amamentação crianças podem contaminar-se desde que a mãe esteja infectada (transmissão pós- natal). Durante o parto (transmissão intraparto) ou durante a gravidez (transmissão intra-útero) também pode ocorrer transmissão da infecção. Ainda não se sabe se há outras formas de contágio.
  • 18. Modo de infecção: o vírus ataca os linfócitos, que são as células encarregadas da defesa imunitária do organismo, tornando-o incapaz de resistir às infecções oportunistas. O indivíduo afetado geralmente morre de infecção generalizada. Medidas de controle: fiscalização rigorosa dos bancos de sangue, para evitar distribuição de sangue contaminado. Esterilização rigorosa dos intrumentos cirúrgicos e uso de agulhas e seringas descartáveis. Prevenção de possível contágio no ato sexual pelo uso de preservativos (camisinhas).
  • 19. Células do Sistema Imunológico: linfócito e macrófago Fonte: Revista Super Interessante
  • 20. As setas brancas apontam vírus “oculto” na circulação Fonte: Revista Super Interessante
  • 21. 1- Cápsula 2- Enzimas 3- Capsídeo 4- RNA
  • 22. As manchas verdes, na figura ao lado, são partes do vírus da AIDS na superfície de um linfócito T, infectado. Fonte: Revista Super Interessante
  • 23. 7 Modo de transmissão: gotículas de saliva. Modo de infecção: o vírus ataca os tecidos das porções superiores do aparelho respiratório; raramente atinge os pulmões. Medidas de controle: nenhuma.
  • 24. 8 Modo de transmissão: picadas de mosquitos e de carrapatos. Modo de infecção: o vírus é introduzido na corrente sanguínea pela picada do artrópodo portador. Atinge as células do cérebro, onde se reproduz. Medidas de controle: combate aos artrópodos vetores. Não existem vacinas.
  • 25. 9 Modo de transmissão: gotículas de saliva, contato direto, objetos contaminados (copos, garfos, etc.) Modo de infecção: o vírus ataca normalmente as glândulas salivares parótidas (parotidite), podendo, entretanto, localizar-se nos testículos (orquite), ovários, pâncreas e cérebro. Medidas de controle: vacinação.
  • 26. 10 Modo de transmissão: contaminação de água e objetos por fezes de indivíduos contaminados. Supõe-se que moscas transportem o vírus de fezes contaminadas para alimentos, água e objetos. O modo de transmissão não é bem conhecido. Modo de infecção: o vírus multiplica-se no fígado, causando destruição de células hepáticas. Medidas de controle: medidas de saneamento; fiscalização dos manipuladores de alimentos. A injeção de gamaglobulina, extraída do soro sangüíneo humano, pode conferir proteção temporária.