Dicas fotoativação - TIPS of Photoactivation
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Dicas fotoativação - TIPS of Photoactivation

on

  • 485 views

 

Statistics

Views

Total Views
485
Views on SlideShare
485
Embed Views
0

Actions

Likes
0
Downloads
7
Comments
0

0 Embeds 0

No embeds

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Adobe PDF

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

Dicas fotoativação - TIPS of Photoactivation Dicas fotoativação - TIPS of Photoactivation Presentation Transcript

  • DICAS DE FOTOATIVAÇÃO Por que é importante? As resinas compostas, sejam elas resinas para adesão (adesivos dentais), resinas para restau- de resinas menos amareladas para dentes cla- rações (diretas ou indiretas) ou resinas para ci- reados, além de cimentos translúcidos e resinas mentação (cimentos resinosos), são fundamen- do tipo bulk-fill (incremento único). tais para a execução dos tratamentos estéticos Visto que há uma variedade de fontes de luz e disponíveis na odontologia restauradora. Sendo de materiais resinosos (variadas composições assim, os materiais resinosos, em sua grande químicas), uma correta fotoativação do material maioria, dependem total ou parcialmente de resinoso implica maior durabilidade dos trata- uma correta fotoativação para sua polimeriza- mentos estéticos, aumentando sobremaneira o ção efetiva. Vários são os aparelhos fotoativado- Fotoativação de materiais resinosos Esses LEDs possuem eficiência para todo tipo prognóstico em longo prazo dos procedimentos adesivos, o que garante a satisfação do paciente. Souza-Junior, Eduardo José res e as técnicas de fotoativação, o que obriga o Cirurgião-dentista dentista a entender e a conhecer a fonte de luz e Mestre em Dentística - UNICAMP a técnica de aplicação luminosa adequada para Doutorando em Materiais Dentários – UNICAMP-SP edujcsj@gmail.com O que é necessário? a situação clínica em questão. No mercado brasileiro são vendidos aparelhos de luz emitida por diodo (LED) e aparelhos de Hass, Viviane • Fonte de luz de irradiância mínima de 400 mW/cm2 (seja ela LED ou aparelho de lâmpa- Cirurgiã-dentista lâmpada halógena. Os LEDs têm sido amplamen- Mestre e Doutoranda em Dentística – UEPG-PR te utilizados por apresentar diversas vantagens Bertholdo, Gustavo Cirurgião-dentista Mestre em Prótese Dental – UNINGÁ Professor do Centro Universitário de Várzea Grande – UNIVAG-MT quando comparados aos aparelhos de lâmpada halógena: são mais leves, possuem versão wire- less, vida útil de aproximadamente 4 mil horas, maior irradiância (em outras palavras, são mais da halógena) • Manutenção adequada do aparelho de emissão luminosa • Óculos de proteção de cor laranja para os olhos • Filme plástico transparente (PVC) para cada potentes), apresentam uma melhor ergonomia.1 paciente (biossegurança) como proteção à Entretanto, existem alguns materiais resinosos aderência indesejada de materiais resinosos, Cirurgião-dentista que não são eficientemente polimerizados com para ser posicionado na ponteira da fonte de Mestre e Doutor em Materiais Dentários – UNICAMP a fotoativação por LEDs de segunda geração (a Brandt, William Cunha Professor da Universidade de Santo Amaro – UNISA-SP Sinhoreti, Mário Alexandre Coelho maioria dos que estão disponíveis no mercado). Esses materiais possuem outro conteúdo de fo- luz • Radiômetro (para LED ou para aparelhos de lâmpada halógena) Mestre e Doutor em Materiais Dentários – UNICAMP • Instruções do fabricante presentes nas em- aparelhos que também emitam ondas no espec- balagens dos materiais resinosos contendo tro ultravioleta. Dessa forma, os LEDs de terceira as informações sobre a fotoativação do pro- geração ou de múltiplos picos têm sido utilizados Cirurgião-dentista toiniciador, exigindo que sejam fotoativados por duto 1 Professor titular da UNICAMP-SP para tal fim. Como exemplo temos o Bluephase G2 (Ivoclar Vivadent, Schaan, Liechtenstein), o VALO (Ultradent, South Jourdan, Utah, EUA) e o Smartlite Max (Dentsply, Caulk, Midford, EUA). 24 25 v.2, n.2, 2013
  • Como fazer? Adesivos Os adesivos que não possuem solvente no fras- disso, nos adesivos de frasco único alguns fabri- vação por 10 segundos, porém, quanto maior for co, em geral, são adequadamente fotoativados cantes, por conta da excessiva hidrofilia de seus a distância entre a ponta do aparelho fotoativa- por qualquer fonte de luz. Como exemplo tem- componentes, adicionam fotoiniciadores alter- dor e a superfície molhada pelo adesivo, menor -se o “bond” dos sistemas de condicionamento nativos, como o QTX e o TPO, que não são muito será a irradiância da luz a atingir esse material. total de 3 passos e dos autocondicionantes de bem excitados com LEDs de segunda geração. Sendo assim, deve-se realizar uma fotoativação 2 passos. Normalmente esse “bond” possui uma Outro fator importante é a relação entre distân- por no mínimo 20 segundos4 (Fig. A). Essa fotoa- matriz orgânica livre de solvente, ou uma quanti- cia da ponteira da fonte de luz e qualidade de po- tivação adicional deve ser realizada com cautela, dade ínfima de solvente. Por outro lado, para os limerização. Para as cavidades com paredes pro- pois alguns LEDs de alta irradiância, especial- adesivos simplificados, deve-se, no mínimo, vola- fundas, como em cavidades Classes I e II, onde a mente os LEDs de segunda geração (ex.: Radii tilizar o solvente com jato de ar por 10 segundos parede pulpar ou gengival localiza-se de 4 mm Cal, SDI, Victoria, Austrália), emitem muito calor, antes da fotoativação. Dessa forma, a matriz do a 8 mm de profundidade, há a necessidade de especialmente na camada de adesivo; caso haja polímero resinoso fica menos porosa e promove uma fotoativação prolongada dos adesivos.2 De uma dentina profunda e pouco espessa, pode Além maneira geral, os fabricantes indicam a fotoati- haver injúrias pulpares. 2 maior selamento da dentina e esmalte. 2,3 A Fotoativação do sistema adesivo por 20 segundos (A).
  • Resinas compostas no mínimo 20 segundos de luz por incremento quentemente maior durabilidade do tratamento Existem alguns fatores que são importantes (Fig. B). Em relação à saturação e à opacidade, restaurador. Todavia, alguns materiais foram lan- para garantir uma correta fotoativação de re- em materiais mais saturados - por exemplo, uma çados no mercado como “resinas de incremento sinas compostas. Entre eles está a saturação resina de cor A4 -, a fotoativação deve ser feita único” (bulk-fill), com possibilidades promisso- (intensidade da cor e opacidade), o tamanho do de maneira mais prolongada, pois uma maior ras na odontologia restauradora. incremento e a distância do incremento para a quantidade de pigmento impede que a luz che- A ponteira do aparelho fotoativador pode ser fa- ponteira do aparelho fotoativador. A fonte de luz 5 gue eficientemente em toda a massa de resina. bricada de polímero ou de fibra óptica (Fig. C-D). deve ter irradiância de no mínimo 400 mW/cm , O mesmo acontece para as resinas designadas As ponteiras de plástico possuem maior disper- e a fotoativação deve ocorrer com dose energé- para “dentina”, ou resinas mais opacas. são de luz e, ao chegarem ao material a ser fotoa- 2 tica mínima de 16 J. Isso implica a seguinte re- A resina composta, independentemente da fonte tivado, atingem-no com menor irradiância, quan- gra: para aparelhos menos potentes, no mínimo de luz utilizada, deve ser aplicada de maneira in- do comparadas com as ponteiras de fibra óptica. 40 segundos de fotoativação por incremento. Já cremental, com no máximo 2 mm de espessura, Por outro lado, as ponteiras mais indicadas são para aparelhos mais potentes (alta irradiância), para que haja uma correta fotoativação e conse- as de fibra óptica, as quais permitem uma pas- 1 sagem de luz com mínima perda luminosa, da saída da lâmpada ou LED até a extremidade da B ponteira. Deve-se realizar uma proteção com filme fino de PVC (filme plástico para embalar alimentos) para que não grude resina e reduza-se a passagem de luz. Os aparelhos mais modernos possuem os LEDs já localizados na extremidade da ponteira, para que não haja problema de redução da intensidade luminosa para fotoativação. Em relação ao operador, ele tem influência significativa no processo de fotoativação, devendo ficar atento durante todo o procedimento fotoativador, usar óculos de cor laranja para proteção dos olhos e ter conhecimento sobre o aparelho adequado para o material utilizado. Da mesma forma que para os sistemas adesivos, incrementos iniciais em cavidades profundas devem ser fotoativados por um tempo adicional, já que, com 6 mm de distância entre ponta da fonte de luz e material, a intensidade de luz que chega é 50% menor do que a que sai da ponteira, reduzindo assim a qualidade do polímero formado.6 Fotoativação da camada de resina translúcida correspondente à camada de esmalte palatino (B). 26 27 v.2, n.2, 2013
  • C D Fotoativação com ponteira de polímero evidenciando a dispersão demasiada da luz (C). Fotoativação com ponteira de fibra óptica evidenciando a concentração de luz no final da ponteira (D). Cimentos resinosos tida por esses tipos de cimentos faz com que o Uma tendência no protocolo de utilização dos As resinas para cimentação são os materiais cimento possua uma polimerização satisfatória cimentos resinosos duais é aguardar de 1 a 5 mais afetados quando o assunto é fotoativação. mínima em casos de atenuação da luz. minutos de polimerização química previamente Isso acontece pelo fato de o material restaurador Nos laminados cerâmicos, por apresentarem es- à fotoativação.6 Esse tempo de espera é reco- indireto atuar como uma barreira à passagem pessura geralmente delgada, a luz consegue pe- mendado com a intenção de se reduzir ao má- completa da luz. Sendo assim, deve-se sempre netrar mais através dessas restaurações, o que ximo a tensão de contração de polimerização do fotoativar pelo tempo indicado pelo fabricante proporciona melhor efetividade na polimeriza- cimento resinoso, já que este seria considerado do cimento resinoso cada uma das faces visíveis ção do material cimentante. Dessa forma, dá-se um “incremento único” de resina composta e e possíveis, ou seja, as faces vestibular, linguo- preferência à utilização de cimentos resinosos que provavelmente poderia gerar uma sensibili- palatina e inciso-oclusal. Em restaurações com fotoativados ou resinas compostas termomodi- dade dental pós-cimentação. Esta é uma técnica cerâmicas reforçadas (ex.: E.max, In Ceram), as ficadas (aquecidas), já que a luz de fotoativação promissora, pois esse tempo prévio sem fotoa- quais possuem copings extremamente opacos, consegue, na maioria das vezes, atravessar o tivação pode ser utilizado para a limpeza intras- deve-se sempre realizar uma fotoativação adi- material e promover uma adequada fotopolime- sulcular e interproximal dos cimentos e garante, cional em cada uma das faces. Para a cimenta- rização. Mesmo assim, para facetas cerâmicas, in vitro, resultados muito interessantes com re- ção de coroas cerâmicas, deve-se utilizar cimen- por questão de cautela, deve-se aumentar o dução da tensão de contração de polimerização tos resinosos duais ou quimicamente ativados. tempo de fotoativação para melhorar as proprie- com mesma qualidade de polimerização que a A polimerização química total ou parcial garan- dades mecânicas e físicas do cimento resinoso. técnica convencional.7
  • Pinos de fibra A cimentação de pinos de fibra deve, preferen- cimento resinoso.8 Para a técnica do pino anatô- vel com o material utilizado e irradiância mínima, cialmente, ser realizada com adesivos duais e ci- mico (pino reembasado com resina), deve-se dar para que o procedimento adesivo seja realizado mentos resinosos químicos ou duais, já que nem preferência aos cimentos químicos, pois a luz de de maneira correta e promova um sucesso clí- toda a luz de fotoativação vai atingir de maneira fotoativação dificilmente irá alcançar os terços nico satisfatório. Deve-se levar em consideração uniforme as regiões do conduto radicular. Além médio e apical da região a ser restaurada, e os a situação clínica e o material restaurador a ser disso, uma dica importante é utilizar sempre o cimentos duais, no que se refere à parte física da utilizado, já que o conhecimento sobre as fontes sistema de cimentação (adesivo + cimento resi- fotoativação, estariam subpolimerizados. de luz e técnicas de fotoativação é essencial para que o tratamento restaurador seja realizado com noso) do mesmo fabricante, para que não ocorra Considerações finais eficácia e garanta a satisfação do paciente. sivo e do cimento resinoso.8 Em relação à trans- A fotoativação é uma etapa fundamental para o Referências lucidez e à opacidade, os pinos translúcidos sucesso e longevidade clínica das restaurações conseguem transmitir mais luz para o interior do adesivas, diretas ou indiretas. Dessa forma, é im- conduto radicular (Fig. E), comparados aos pinos portante que o profissional selecione uma fonte opacos, melhorando também a performance do de luz adequada, com espectro de luz compatí- nenhuma interação negativa na polimerização do cimento, por conta de diferença do pH do ade- E 1. Rueggeberg FA. State-of-the-art: dental photocuring: a review. Dent Mater. 2011;27:39-52. 2. Ferreira SQ, Costa TR, Klein-Júnior CA, Accorinte M, Meier MM, Loguercio AD, Reis A. Improvement of exposure times: effects on adhesive properties and resin-dentin bond strengths of etch-and-rinse adhesives. J Adhes Dent. 2011;13:235-41. 3. Gaglianone LA, Lima AF, Araújo LS, Cavalcanti AN, Marchi GM. Influence of different shades and LED irradiance on the degree of conversion of composite resins. Braz Oral Res. 2012; 26:165-9. 4. Hass V, Luque-Martinez I, Sabino NB, Loguercio AD, Reis A. Prolonged exposure times o fone-step selfetch adhesives on adhesive properties and durability of dentine bonds. J Dent. 2012;40:1090-102. 5. Souza-Junior EJ, Bueno VC, Dias CT, Paulillo LA. Effect of endodontic sealer and resin luting strategies on pull-out bond strength of glass fiber posts to dentin. Acta Odontol Latinoam. 2012;23:216-21. 6. Price RB, Dérand T, Sedarous, Andreou P, Loney R. Effect of distance on the power density from two light guides. J Esthet Dent. 2000;12:320-7. 7. Faria-e-Silva A, Boaro L, Braga R, Piva E, Arias V, Martins L. Effect of immediate or delayed light activation on curing kinetics and shrinkage stress of dual-cure resin cements. Oper Dent. 2011;36:196-204. 8. Faria-e-Silva AL, Casseli DS, Ambrosano GM, Martins LR. Effect of the adhesive application mode and fiber post translucency on the push-out bond strength to dentin. J Endod. 2007;33:1078-81. Fotoativação de cimento resinoso para cimentação de um pino de fibra translúcido. Note a transmissão de luz pelo pino translúcido (B). 28 29 v.2, n.2, 2013
  • PROPAGANDA Proteção e prevenção superior contra cárie e erosão! Fluor Protector Helioseal® F Verniz estético protetor contendo flúor para desensibilização e prevenção de cáries. Selantes fotopolimerizáveis baseados em resina, para o selamento preventivo de fóssulas e fissuras, utilizando a técnica de condicionamento ácido do esmalte. Vantagens: – 0,1% de flúor em uma solução homogênea; a concentração é 10 vezes mais alta quando o verniz estiver seco; – Altamente estético; – Excelente adesão; – Compatível a todas as faixas etárias. Vantagens: – Retenção duradoura; – Forte selamento marginal; – Excelente fluidez. Cód.: 558519 Helioseal F: 1x 1.25 g Proteção avançada contra sensibilidade, cáries e erosão devido: – ao fechamento dos túbulos dentinários abertos; – a prevenção contra desmineralização; – a estimulação da remineralização; – a remineralização de cáries incipientes. Cód.: 550580 Intro Pack: 4x 0.4 ml PROMOÇÃO+ 1 2 Leve caixa de Fluor Protector mais seringas de ® Helioseal F e ganhe mais 1 caixa do Fluor Protector por: R$ 161,64 Disponível em uma Dental perto de você. Para mais informações: cac@ivoclarvivadent.com.br Alameda Caiapós, 723 - Tamboré - 06460-110 - Barueri - SP Fone: 11 2424-7400 - Fax: 11 2424-7440 *Todas as imagens são ilustrativas. **Validade da promoção: 30/06/2013 ou enquanto durar no estoque. Ivoclar Vivadent Brasil, empresa do grupo Ivoclar Vivadent AG – Liechtenstein. www.ivoclarvivadent.com.br + = Grátis