Roteiro turístico no município de bragança   pa
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Roteiro turístico no município de bragança pa Document Transcript

  • 1. CURSO DE TURISMO TRABALHO INTERDISCIPLINARRoteiro turístico no município de Bragança - PA Equipe: Edemir dos Santos Edmilson C. Braga Lúcia Lima Maria Benedita Martha Rodrigues Patrícia Ventura Raquel Sousa Belém-PA 2009
  • 2. Roteiro turístico no município de Bragança - PA Trabalho interdisciplinar da turma 4TUN1, apresentado para obtenção de nota para o 2º NPC, sob orientação dos professores do 4º Semestre do Curso de Bacharelado em Turismo Belém-PA 2009
  • 3. AGRADECIMENTOS Primeiramente à Deus que está conosco em todos os momentos dajornada a impulsionar e a acalentar... À Faculdade de Belém, pela oportunidade do aprendizado acadêmicoatravés do Curso de Turismo, Aos professores da FABEL pelos conhecimentos proporcionados, Aos colegas do Curso pela troca de experiências da pesquisa de campo, A todos que de alguma forma contribuíram para tornar possível estetrabalho
  • 4. Lista de FigurasFigs: 1 e 2 – Orla da cidade Pérola do Caeté.Fig: 3 – Descascando a mandioca.Fig. 4 - Mandioca.Fig: 5 – Forno de fazer farinha.Figs: 6 e 7 – Homem retirando caranguejo do Manguezal.Figs: 8 e 9 - Igreja de São Benedito e Casa da Família Medeiros.Fig: 10 – Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário.Figs: 11 e 12 – Áreas ambientais Patrimoniais dentro da RESEX.Figs: 13 e 14 – Artesanato local fabricado em olarias dentro da RESEX.Figs: 15 e 16 – Olarias da região.Figs: 17 e 18 – Representando a Marujada de São Benedito.Fig: 19 – Praça das Bandeiras.Figs: 20 e 21 – Rua Cônego Miguel e Rua Justo Chermont (Boa pavimentaçãoasfáltica).Fig: 22 – Rua Nazeazeno Ferreira (Conduz até Ajuruteua).Figs: 23 e 24 – Rua Treze de Maio (Vai da Igreja Matriz até a Casa das TrezeJanelas).Figs: 24 e 25 – Rua Cônego Miguel e Rua Justo Chermont.Figs: 26 e 27 – BR – 308 (Ponte Sapucaia) e Estrada de Camutá.Figs: 28 e 29 – Estrada de Camutá (acesso à Vila – que – era) e Ramal do Sítioda D. Lucimar.Figs: 30 e 31 – Estrada de Camutá com acesso ao ramal que leva ao Mirante eRamal do Mirante.Figs. 32 e 33 – Mirante de São Benedito.Figs: 34 e 35 Praia de Ajuruteua e PA - 458.Fig. 36 - Praça das Bandeiras.Figs: 37 e 38 - Museu de Arte Sacra (Parte interna e externa).Fig: 39 - Rádio Educadora.
  • 5. Fig: 40 - Palácio Episcopal.Fig: 41 - Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário.Fig: 42 - Instituto Santa TerezinhaFig: 43 - Casa da Família MedeirosFig: 44 - Casa das Treze JanelasFig: 45 - Praça Antônio PereiraFig: 46 - Palacete Augusto CorreiaFig. 47 – Museu Teatro da MarujadaFig. 48 – Igreja de São Benedito.Fig. 49 – Orla BragantinaFig. 50 – Marco de fundação de Vila – que – era.Fig. 51 – Sítio de D. LucimarFig. 52 – Balneário do SantinoFig. 53 – Mirante de São BeneditoFigs. 54 e 55 – Dois aspectos da Praia de AjuruteuaFigs. 56 e 57 – Forno de fazer carvão e Forno de fazer farinhaFig. 58 – Casa da Farinha Sítio da LucimarFigs. 59 e 60 – Vegetação característica da Trilha da FarinhaFigs. 61 e 62 – Parte da trilha e acadêmicos da FABEL no decorrer da trilha.Figs.63 e 64 – Outro forno de fazer carvão e acadêmicos medindo a trilha.Figs. 65 e 66 - Flora vegetal e parte da interseção da trilha.Figs. 67 e 68 – Queimadas e plantação de Mandioca.Figs. 69 e 70 – Final da trilha com vegetação característica da beira do rio Caetée queimadas.Figs. 71 e 72 – Beira do rio Caeté e acadêmicos na trilha.Figs. De 73 a 84 - Objetos produzidos com material recicladoFigs.85 e 86 - Mirante de São Benedit
  • 6. SUMÁRIOCapítulo I - História da Amazônia aplicada ao Turismo...................................Aspectos socioeconômicos e culturais:Reconhecer no contexto histórico, aspectos socioeconômicos e culturais domunicípio em questão.Valorização de atrativos turísticos históricos:Reconhecer e contextualizar os atrativos turísticos históricos do município emquestão.Capítulo II - Transporte Turístico.........................................................................Com base no trabalho interdisciplinar elaborado para o 1º NPC, formule umaproposta de ação ao município estudado pelo grupo, considerando e explicitandoos seguintes itens:1) Apresentar referências teóricas de autores da área de Transportes Turísticos,no intuito de subsidiar a proposta de ação do grupo;2) Criar um ou mais de um roteiro turístico à localidade estudada, com possíveisrotas de ligação, para ser(em) implantado(s) e/ou implementado(s) turisticamente;3) Desenhar um esboço da infra-estrutura atual da região pesquisada, de modoque a equipe possa elencar tendências e perspectivas que demonstrem aviabilidade de aplicação de modalidades de transporte turísticos, indispensáveispara a implantação e/ou implementação do(s) referido(s) roteiro(s);4) Sob o olhar do planejamento turístico, sugerir ações consideradas necessáriaspara a criação, manutenção e comercialização de tal(is) roteiro(s) turístico(s).Capítulo III - Segmentação Turística......................................................................1) Baseado nos preceitos de Roteirização Turística do Ministério do Turismo, cujoconteúdo foi explorado na disciplina de Planejamento Turístico (1º semestre/2009– Professora Socorro Almeida), elaborar um roteiro turístico, utilizando comoconteúdo para o roteiro, os segmentos identificados pela equipe, bem como o
  • 7. planejamento da Secretaria ou Departamento de Turismo do município. Utilizartambém o levantamento de demanda realizado no trabalho do 1º NPCinterdisciplinar.2) Elaborar um “pacote turístico” de três dias, contendo os atrativos identificadospela equipe. Para isso, contar também com o auxílio da Secretaria ouDepartamento de Turismo do município.Capítulo IV – Ecoturismo.........................................................................................1) Fazer o trabalho de manejo de uma trilha ecológica, seguindo o conteúdocompleto de manejo.2) Elaborar um folder da trilha.Capítulo V – Gestão Ambiental.............................................................................Baseados nas cinco dimensões do trabalho anterior, escolher no mínimo trêsdimensões e, para cada dimensão, elaborar uma ação em prol da sustentabilidadedo projeto desenvolvido por eles.
  • 8. Roteiro turístico no município de Bragança - PAResumo: Este estudo visa à possibilidade de criação de Roteiros Turísticos nomunicípio de Bragança, cidade a Nordeste do Estado Pará, que conta com umagama de atrativos e potencialidades turísticas de caráter Patrimonial histórico –cultural. O levantamento de dados se deu de forma empírica, com visita in locoafim de que dados a respeito de atrativos, potencialidades, infraestrutura, fossemdetectados, diagnosticados, para que as várias possibilidades de roteiros nomunicípio fossem observadas. O trabalho reflete experiências obtidas no decorrerda visita técnica, bem como as pesquisas decorrentes do processo investigativo.A idéia de roteiro se dá mediante a proposta da inserção de um city tour pelacidade explorando prédios históricos, igrejas e monumentos, comunidadestradicionais locais que trabalham com artesanatos, sítio responsável pelo benefícioda mandioca para a fabricação de farinha, sendo esta a de melhor qualidade doEstado, com a devida explanação.Palavras – chave: Roteiro Turístico; Patrimônio; Histórico – Cultural; TrilhasInterpretativas.Abstract: This study is the possibility of creating Itineraries in Bragança, a townnortheast of Pará State, which has a range of attractions and tourism potential ofhistoric character Sheet - cultural. The survey data was empirically, with on-sitevisit in order that information about attractions, capabilities, infrastructure, weredetected, diagnosed, so that the various possibilities for routes in the city wereobserved. The work reflects experience gained during the technical visit, as well asresearch under the investigative process.The idea of the script is given byproposing the insertion of a city tour exploring historical builings, churches andmonuments, traditional local communities working with crafts, the site responsiblefor the benefit of cassava for the production of flour, which is the best quality of thestate, with explanation.
  • 9. Keywords - Keywords: Tourist Route, Heritage, Historic – Cultural; Interpretativetrails.
  • 10. CAPÍTULO I HISTÓRIA DA AMAZÔNIA APLICADA AO TURISMO PROFESSORA: ROSICLÉIA MENDES A histórica cidade de Bragança-PA, que honra este título desde 1854, porintermédio de um decreto do presidente da Província, na época, Sebastião doRego Barros, rica por seus patrimônios histórico-culturais materiais e imateriais,evidencia fortes atrativos que geram potencialidades em diversificados segmentosdo turismo. Para elencar o patrimônio de cunho histórico-cultural relatam-sealguns exemplos, cuja, finalidade é evidenciar tais atrativos, e possíveispotencialidades da destinação, culminando com a criação de um roteiro turísticopara a localidade. Figs. 1 e 2 – Orla da cidade Pérola do Caeté Bragança é uma cidade localizada ao Nordeste do Pará, a 210 quilômetrosde Belém, capital do Estado, possui quase 400 anos de história, com localizaçãoprivilegiada, a margem esquerda do rio Caeté, a cidade foi palco de umas dasprimeiras ocupações européias, também chamada, carinhosamente, de “Pérola doCaeté”, a segunda cidade mais antiga do Estado do Pará. Entretanto, por causadas dificuldades de comunicação com a capital do Estado, Belém, houve anecessidade de mudança do núcleo habitacional, para a margem esquerda do rioCaeté, onde se localiza a sede municipal. Bragança é uma cidade que, economicamente, sobrevive não somente doturismo, mas, do comércio local, do benefício da mandioca e posterior fabricaçãode farinha d’ água, da pesca comercial e artesanal, quanto a pesca o governo
  • 11. local mantém ações no sentido de estimular a produção e comercialização dopescado, objetivando a rentabilidade da atividade para todos os que delasobrevivem, este incentivo é promovido através da SEMEP (Secretaria Municipalde Economia e Pesca de Bragança). Fig. 3 – Descascando a mandioca Fig. 4 - Mandioca Fig. 5 – Forno de fazer farinha O Nordeste do Pará é muito conhecido por seus manguezais, vegetaçãoberço de caranguejos (Ucides cordatus) responsável por grande parte daeconomia da região bragantina, das famílias bragantinas rurais que moram noentorno do manguezal 83% dessas famílias retiram seu sustento desseecossistema. A coleta do caranguejo In natura e também beneficiado éamplamente comercializada.
  • 12. Figs. 6 e 7 – Homem retirando caranguejo do Manguezal. No mais a economia da cidade marca sua expressividade dentro do setorprimário com a agricultura, extrativismo e pecuária, e ainda como atividadeeconômica observou-se a fabricação de telhas e tijolos, bem como, a fabricaçãodo artesanato local. As casas das famílias tradicionais ainda revestidas com azulejosportugueses em suas fachadas e com assoalho de acapu e pau amarelo (Casa daFamília Medeiros) revelam o conteúdo de cunho histórico seguindo modelos deobras erguidas no século XVIII, a exemplo a Igreja de São Benedito, que possui opiso da época Barroca e tombado pelo Patrimônio Histórico, a Igreja Matriz deNossa Senhora do Rosário, a mais antiga da cidade, onde está enterrado o PadreDom Eliseu Maria Coroli, fundador da Congregação de Santa Terezinha, e oInstituto Santa Terezinha, tradicional Educandário da cidade que se revelatambém como um prédio de caráter histórico e cultural. Figs. 8 e 9 - Igreja de São Benedito e Casa da Família Medeiros.
  • 13. Fig. 10 – Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário. A cidade, sem dúvida, prima por seus atrativos culturais imateriais,caracterizando-se numa das culturas religiosas mais ricas do Estado com relaçãoàs festas religiosas e profanas, um grandioso exemplo é a festa, bicentenária desão Benedito, que ocorre entre os dias 18 e 26 de dezembro, movimentando oturismo religioso na cidade, pois é considerada a maior manifestação religiosabragantina. Outra manifestação cultural que a cidade de Bragança oferece, é aMarujada, que é um ritual exuberante, que ocorre simultaneamente, à Festa deSão Benedito. Marujos e Marujas vestindo trajes característicos fazemapresentações diárias entre os dias 18 e 26 de dezembro. Bragança é uma cidade que guarda suas histórias, principalmente, as decunho histórico-culturais e religiosos, haja vista, que o povo da cidade deBragança é consciente a respeito de seus Patrimônios Históricos CulturaisMateriais e Imateriais. Grande exemplo são as famílias extrativistas, que vivem naReserva Extrativista Marinha Caeté-Taperaçu, Município de Bragança, no Estadodo Pará, sendo esta de grande relevância patrimonial ambiental da cidade, fatoque se explica mediante: [...] ao falarmos “patrimônio”, em geral, nos referimos a uma parte apenas dos bens culturais, o patrimônio histórico – arquitetônico. Essa noção foi abarcada por outra, mais ampla, a de patrimônio cultural, que envolve ainda a de patrimônio ambiental, uma vez que hoje concebemos o ambiente como um produto da ação dos homens, portanto, da cultura. (RODRIGUES, apud, FUNARI & PINSKY, 2003 p.16)
  • 14. Figs. 11 e 12 – Áreas ambientais Patrimoniais dentro da RESEX Local onde se encontra vegetações de várzea, campos, restingas ebosques de terra firme, que abrigam a maior biodiversidade de espécies vegetaise animais e também se encontram populações tradicionais que sobrevivem deatividades ligadas ao modo de vida característico da região, como a questão dosoleiros que desenvolvem um trabalho com cerâmicas, artesanatos e outros,culminando para a riqueza do patrimônio cultural imaterial da região. Figs. 13 e 14 – Artesanato local fabricado em olarias dentro da RESEX. Com intuito de explicitar a relevância da preservação do Patrimônio Culturalde uma sociedade e assegurar a importância do mesmo para a cidade deBragança dentro da atividade turística, cita-se:
  • 15. A partir do final da década de 1970, verificou-se a valorização do patrimônio cultural como um fator de memória das sociedades. Hoje entendemos que, além de servir ao conhecimento do passado, remanescentes materiais de cultura são testemunhos de experiências vividas, coletiva ou individualmente, e permitem aos homens lembrar e ampliar o sentimento de pertencer a um mesmo espaço, de partilhar uma mesma cultura e desenvolver a percepção de um conjunto de elementos comuns, que fornecem o sentido de grupo e compõem a identidade coletiva. (RODRIGUES, apud, FUNARI & PINSKY, 2003 p. 17) No passado a cidade de Bragança carecia de telhas e tijolo, um portuguêschamado José Maria Pereira de Macedo veio para a cidade por intermédio dointendente na época, que convenceu o referido senhor a ficar na região, estepossuía uma larga e ampla experiência nas atividades de olarias, trouxe então,para a região a arte de vasos e potes de artesanato, que atualmente écomercializado através das várias comunidades situadas na cidade de Bragança. Figs. 15 e 16 – Olarias da região. O objetivo geral deste trabalho é proporcionar aos interessadosconhecimentos históricos culturais da cidade de Bragança, bem como induzir oincentivo do turismo na região, sensibilizando os governantes, para que hajaações integradas do poder público com o poder privado estimulando a valorizaçãoe preservação do potencial histórico cultural da cidade, mostrando um turismo soboutro olhar, que não sol e praia no Nordeste do Pará.
  • 16. Ao mostrar os atrativos potenciais da cidade de Bragança na atualidade,bem como, seus patrimônios históricos culturais materiais e imateriais, seu povo,saberes e fazeres observa-se um pouco da História Patrimonial do Brasil queoutrora fora castigada e esquecida, nos meados do século XIX, onde exclusão ediferenças sociais exultavam, numa sociedade em que negros e brancos pobreseram tidos fora do contexto cultural, pois escolas não eram para esse tipo depessoas, cada um tinha o seu lugar na sociedade. Para ilustrar cita-se: Negros e brancos pobres eram vistos nos livros escolares como trabalhadores, mas não construtores de cultura, distinção que cabia a poucos, brancos e proprietários, com acesso aos bancos das faculdades e à cultura européia, tida como modelo. (RODRIGUES, apud, FUNARI & PINSKY, 2003 p.17) Ainda observam-se entraves culturais dificultando o turismo no Brasil, acredita-se que os valores estão em constante mutação e na atualidade acontecem mudanças em várias áreas favorecendo de tal modo a valorização e conservação do patrimônio, este não deve ser preservado somente para que o turismo aconteça, entretanto, este recurso se torna um grande potencial para o desenvolvimento turístico. Para se evidenciar a riqueza potencial do Brasil, assegurando que o mesmo poderá ser inserido como um dos destinos turísticos de grande relevância, com seus recursos patrimoniais culturais de rara beleza cita-se: Reconhecidamente o Brasil é um país de grande potencialidade turística, rico em belezas naturais e aspectos culturais que podem atuar como elementos de atratividade. Neste contexto, o folclore, os sons e ritmos de diversas regiões brasileiras podem ser destacados, além da existência de um artesanato variado e diversificado e um patrimônio histórico arquitetônico dos mais expressivos. (BAHL, 2004 p. 51).
  • 17. Deste modo este trabalho objetiva reunir num Roteiro Turístico, algunsatrativos da cidade de Bragança, com a finalidade de fomentar o turismo na regiãoNorte do Brasil, evidenciando atrativos de caráter histórico e cultural, apontandoos possíveis potenciais visitantes da referida cidade, bem como a segmentaçãoturística de maior destaque na região. Assim, para Miguel Bahl (2004, p.74) “oroteiro possibilita uma exposição temática ampla que desperta o interesse daspessoas e preenche as suas necessidades de evasão e deslocamento,motivando-as a participar”. Deste modo ao elencar neste trabalho principais requisitos atrativos dacidade de Bragança, apontando aspectos socioeconômicos e culturais domunicípio e explorando de forma clara e objetiva a relevância dos fatorespatrimoniais históricos e culturais da região parte-se para elaboração de umproduto turístico que será apresentado nos capítulos subseqüentes onde a ênfaseserá dentro da abordagem de Turismo Cultural, e assim para fundamentar estesegmento do turismo conclui-se que: O MTur (2008) define Turismo Cultural como as atividades turísticas relacionadas à vivência do conjunto de elementos significativos do patrimônio histórico e cultural e dos eventos culturais, valorizando e promovendo os bens materiais e imateriais da cultura.( Mtur, 2008 p.16). Ao dar ênfase ao Turismo Cultural com Roteiro Turístico na cidade deBragança apresentar-se-á a possibilidade de conhecimento das especificidadesatrativas da localidade sob outra visão e não, somente, o turismo de sol e praiaque é comumente conhecido no Estado do Pará nesta região, este conhecimentosem dúvida irá muito além dos limites do Estado, podendo, vir a ser divulgado econhecido em todo o Brasil. Deste modo este trabalho procura de certa formadivulgar os elementos culturais que foram analisados in loco afim de que:
  • 18. Grupos folclóricos de dança, corais, bandas, artistas plásticos, poetas, atores, bonequeiros, produções amadorísticas de vídeo, artesanato em suas múltiplas tipologias e gastronomia, entre outros, que representem o modo de vida, hábitos e costumes da população do destino. (Mtur, 2008 p. 47). Figs. 17 e 18 – Representando a Marujada de São Benedito. ”Afinal, o Brasil é um país que apresenta grande riqueza cultural, comotambém, um conjunto de crenças, tradições e um legado que uma determinadasociedade deixará às futuras gerações” (Projeto Educação Cultural,)
  • 19. CAPÍTULO II TRANSPORTES TURÍSTICOSPROFESSOR: CLEBER SOARES O crescimento e o desenvolvimento se dão quando há troca de informaçõese produtos entre localidades, essa interação só poderá ser realizada com o auxíliodos transportes, haja vista, que em tempos passados as cidades que mais sedesenvolveram foram àquelas localizadas a margem de rios e lagos ondepredominavam os transportes marítimos, as embarcações, assim para (Ferraz eTorres, 2001 p.21) “o desenvolvimento de outros meios de transporte (ferroviário,inicialmente, e depois rodoviário e aéreo) é que levou ao aparecimento de cidadesdistantes das rotas de navegação”. Não se pode dissociar a atividade turística dos serviços de transportes, narealidade o turismo ficaria inviável se não fosse os transportes em todas as suascategorias, sabe-se que o desenvolvimento mundial alavancou com o progressodos meios de transportes, o que se constata através da história da humanidade,desde a invenção da roda, passando pelo transporte ferroviário do século XIX, dosantigos modelos de transporte aéreo, até os atuais, bem como os moderníssimosTAVs que circulam na Europa, Japão e China. No mundo em que vivemos em toda a sua longa História, sempre houve e haverá um lugar de destaque reservado para o Transporte, atividade que, acertadamente, podemos colocar entre as que mais decisivamente contribuíram e contribuem para o desenvolvimento de nossa civilização e progresso de todos os povos, além do incremento do turismo interno e externo. (PELLIZER, 1978). Notadamente o turismo alavancou com o progresso dos meios detransporte, assim a história e a evolução do globo estão diretamente vinculadas ao
  • 20. aperfeiçoamento dessa atividade. A humanidade procurou desde os primórdiosaprimorarem o modo de conduzir bens, objetos e pessoas, desde o trenó atreladoa animais, passando pela invenção da roda pelos Assírios até chegar à conquistado ar, com o transporte aéreo que contribui em grande escala para a diminuiçãode tempo e espaço no planeta, acelerando para a prática da atividade turística. Deste modo os transportes são a base para o crescimento econômico deuma região ou país, está presente em todos os setores, assim “as nações emdesenvolvimento terão que determinar quanto dos seus recursos devem serdedicados ao transporte” (Wilfred Owen, 1975 p. 35). As atuais atividades turísticas seriam impossíveis se não fosse àsmodernas tecnologias existentes na área de transporte, atravessar oceanos rumoa Europa no passado, por exemplo, representava viajar durante semanas, atémesmo os modernos navios fazem o trajeto mais rápido do que as antigasembarcações, desse modo, para Palhares (2002, p.38) “as embarcações de 1800e sua tecnologia seriam um empecilho para o fenômeno social que é o turismo,atualmente”. Observa-se que para atender a demanda turística da atualidade o sistemade transportes passou por processos tecnológicos ao longo do tempo, a estesistema foram incorporados vias, veículos, forças motrizes e terminais, tudo paraviabilizar a atividade turística de uma forma prática e prazerosa para o turista,objetivando a satisfação deste, visto que, o homem busca caminhos desde osprimórdios da humanidade, quando a força motriz usada era a tração animal. Para assegurar esta informação Ferraz e Torres (2001, p. 9) dizem que oprimeiro transporte público regular em Paris foi “linhas com itinerários fixos ehorários predeterminados. O serviço era realizado por carruagens com oitolugares, puxadas por cavalos e distribuídas em cinco linhas.” Ao retratar neste trabalho a relevância dos meios de transporte para aatividade turística observa-se a necessidade de apresentar um roteiro turísticoprogramado para acontecer na cidade de Bragança – PA, este foi devidamentetestado e estudado, pelo grupo de acadêmicos da FABEL- Faculdade de Belém, oqual se encontra no capítulo IV deste trabalho, na disciplina Segmentação
  • 21. Turística, (vide folha 46, começo do roteiro). Este roteiro vem engrandecer omunicípio em questão e também mostrar questões ligadas aos transportes e aimportância dos mesmos dentro da atividade turística. O roteiro acima de tudo fazcom pessoas se interessem em participar, cada roteiro apresenta uma amplitudede temática estimulando a participação das pessoas, motivando-as. Como explicaMiguel Bahl (2004, p. 74) “Independente do lucro, o roteiro possibilita umaexposição temática ampla que desperta o interesse das pessoas e preenche assuas necessidades de evasão e deslocamento, motivando-as a participar”. Deste modo cita-se a seguir o itinerário do roteiro com sua devida rota,fazendo análise das ruas e avenidas, mostrando perspectivas e tendências noâmbito da disciplina transportes turísticas; o roteiro tem seu início no centrohistórico bragantino e terá duração de três dias. NO PRIMEIRO DIA: 1) PRAÇA DAS BANDEIRAS Museu de Arte Sacra Rádio Educadora Palácio Episcopal Catedral Nossa Senhora do Rosário Instituto Santa Terezinha Casa da Família Medeiros Restaurante Trópicos Casa das Treze Janelas Praça Antonio Pereira Palacete Augusto Correia Museu da Marujada Igreja de São Benedito Orla NO SEGUNDO DIA:
  • 22. Vila que Era (fica localizada a 8 km na estrada de Camutá) Sítio da Senhora Lucimar (está localizado dentro da Resex entra no ramal do Sítio) Na entrada do ramal para o Sítio da Lucimar Trilha Ecológica: Trilha da Farinha. Balneário do Senhor Santino Mirante de São Benedito. NO TERCEIRO DIA: Praia de Ajuruteua No decorrer do primeiro dia o grupo de turistas se encontra na Praça dasBandeiras e dão inicio o itinerário do roteiro, percorrendo as devidas rotas à pé,em vista dos atrativos serem próximos uns dos outros, observamos que ostransportes utilizados em roteiros é de acordo com a distancia a ser percorridaassim para Miguel Balh,(2004, p. 76) “Quanto a escolha do meio de transporte,obviamente que o mais adequado para a oferta da programação turística vaiestar relacionado diretamente á distância e aos tempos para percorrê-las”. Fig. 19 – Praça das Bandeiras.
  • 23. Ao testar o roteiro a equipe observou in loco as condições de pavimentação asfalticas das vias que ligam as rotas, e concluiu que as vias utilizadas no primeiro dia do roteiro na área urbana da cidade estão em excelentes condições e bastantes sinalizadas com faixas para pedestres, sinais luminosos e sinalização de parada obrigatória.Figs. 20 e 21 – Rua Cônego Miguel e Rua Justo Chermont (Boa pavimentação asfáltica). Alguns atrativos do roteiro, como o Museu de Arte Sacra e a Praça das Bandeiras se encontram na Avenida Nazeazeno Ferreira, uma das principais da cidade, que também dá acesso á praia de Ajuruteua. Fig. 22 – Rua Nazeazeno Ferreira (Conduz até Ajuruteua). A rota prossegue, e ao sair do centro histórico segue pela Rua Treze de maio, a rua está em perfeitas condições, bem sinalizada e ao percorre pela via
  • 24. passa-se pela antiga Casa da Cultura que está sendo revitalizada, passa-se também pela Sociedade Beneficente Artística Bragantina, até chegar à Casa da Família Medeiros, localizada na esquina da Travessa Cônego Miguel com a Rua Treze de Maio. Ao sair da Casa da Família Medeiros o grupo de turistas se dirige ao Restaurante Trópicos, localizado à Travessa João XXIII nº 374 – Centro para almoçar.Figs. 23 e 24 – Rua Treze de Maio (Vai da Igreja Matriz até a Casa das Treze Janelas). Na Rua Treze de Maio, esquina com a Rua Sete de Setembro, na Praça Edvaldo de Souza Martins encontra-se a Casa das Treze Janelas, antiga Residências dos Prefeitos. Descendo a Rua Sete de Setembro até chegar à Rua Floriano Peixoto, toma-se esta via para dobrar na Rua Vigário Mota, ao passar nesta encontra-se o Bar Adega do Rei e a Caixa Econômica Federal, deste modo chega-se a Praça Antônio Pereira, onde se encontra o Palacete Augusto Correia, localizado na Rua Justo Chermont esquina com a Rua Cônego Miguel: Na Rua Justo Chermont pode-se encontrar o Hospital das Clinicas e uma farmácia de aspecto antigo bem na esquina e ainda naquelas proximidades o Museu da Marujada. Ao passar pelo Museu da Marujada, seguindo pela Rua Cônego Miguel,encontra-se o antigo Barracão da Marujada que atualmente funciona como umrestaurante, daí, prosseguindo chega-se a Praça Primeiro de Outubro (Largo deSão Benedito), onde está situada a Igreja do referido Santo, fundada em18/12/1798, por iniciativa dos primitivos escravos da antiga Vila de Bragança.
  • 25. Dando continuidade, após a Praça encontra-se a Orla da cidade e a maravilhosapaisagem do Rio Caeté, como parte desse roteiro.Figs. 24 e 25 – Rua Cônego Miguel e Rua Justo Chermont. No decorrer do segundo dia o grupo de turistas seguirá o roteiro numa vanem vista dos atrativos serem distantes um dos outros e estarem localizados nascomunidades vizinhas da cidade, com distância de aproximadamente 8 km docentro urbano. Então, o grupo de turistas seguirá para o primeiro local á ser visitado:Comunidade Vila-Que-Era, com intuito de conhecer a antiga Vila de Bragança etambém o artesanato do local, para se chegar a esse atrativo os turistas utilizarãoa rodovia que interliga Bragança a Viseu, BR-308 até chegar à Estrada deCamutá.Figs. 26 e 27 – BR – 308 (Ponte Sapucaia) e Estrada de Camutá. A BR-308, no início do trajeto, se encontra com enormes crateras, já quasenão há asfalto, os veículos trafegam de forma lenta, impossível colocar marcha
  • 26. alta no veiculo, devido ao caos instalado na referida via, pode-se afirmar que comtão grande e bela obra inaugurada naqueles arredores (o Mirante de SãoBenedito), recentemente, era para as autoridades se voltarem para a recuperaçãode pavimentação asfáltica da referida BR, visto que é uma via federal, derelevância para o desenvolvimento turístico na região. Já a Estrada de Camutá,mesmo não possuindo asfalto (de terra batida) está em ótimo estado deconservação, logo no início encontra-se sinalização turística implantadas pelaParatur, indicando Vila - Que - Era e o Mirante de São Benedito. Seguindo o roteiro na volta da Comunidade Vila – Que - Era, o grupo deturistas visitará o Sítio de Dona Lucimar, onde apreciará em mínimos detalhes afabricação da farinha de mandioca bragantina, uma das mais deliciosas da regiãoe também observarão a Trilha da Farinha. Para se chegar a esse atrativo, osturistas utilizarão o Ramal do Sítio que se encontra em bom estado deconservação, estando localizado ao lado esquerdo da Estrada de Camutá,Figs. 28 e 29 – Estrada de Camutá (acesso à Vila – que – era) e Ramal do Sítio da D. Lucimar. Dando continuidade, após a visita ao sítio, o grupo de turistas seguirá até obalneário do Senhor Santino, onde apreciará o artesanato, a criação de galinhascaipiras e desfrutarão de um belíssimo banho, bem como, degustarão agastronomia do local onde servem um maravilhoso prato constituído à base degalinha caipira. Para se chegar a esse local os turistas percorrerão a Estrada deCamutá até chegar ao Ramal do Mirante de São Benedito, localizado ao ladoesquerdo da referida Estrada, o mesmo se encontra em perfeito estado deconservação, mais não possui nenhuma sinalização turística que facilite alocalização dos atrativos pelos visitantes.
  • 27. Figs. 30 e 31 – Estrada de Camutá com acesso ao ramal que leva ao Mirante e Ramal doMirante. Ao saírem do balneário, seguindo o roteiro, pelo mesmo Ramal utilizadopara se chegar ao local, os turistas seguirão até o Mirante de São Benedito, umdos atrativos turísticos mais belos e visitados da região, segundo a TurismólogaKeise Viana, onde os mesmos apreciarão a beleza cênica do local, desfrutando ascomidinhas típicas como: a tapioquinha, o vatapá e o tacacá vendidos no local.Figs. 32 e 33 – Mirante de São Benedito. No decorrer do terceiro dia, o grupo de turistas se encontrará na Praça dasBandeiras, de onde, seguirão de van, para Praia de Ajuruteua, pela PA – 458estrada asfaltada e sinalizada possui várias pontes de madeira e uma ponte sobreo rio Furo Grande que tem duas pistas de concreto, esta estrada atravessa omanguezal, onde é possível se observar caranguejos atravessando a pista noperíodo do Suatá, por ocasião do acasalamento, nas luas cheia e nova.
  • 28. Figs: 34 e 35 Praia de Ajuruteua e PA - 458 O grupo de acadêmicos da FABEL - Faculdade de Belém ao elaborar oRoteiro Turístico na cidade de Bragança, percebeu a tendência de cunho histórico-cultural do local, ao observar os prédios históricos, o artesanato local, o benefícioda mandioca, a riqueza de detalhes da cultura européia oriunda dos portuguesesque fundaram a cidade e exploraram o local, enfim, os fazeres e saberes do povotradicional da Região. A cidade procura guardar preceitos antigos, um fato de grande relevâncianesse sentido é a construção do Museu de Arte Sacra que é uma obra,relativamente nova, inaugurada em 2005 e que reúne obras de artes doadasoriundas de outros municípios, bem como, obras do século XIX e do ano de 1872. Com relação às perspectivas de viabilização de transportes turísticos dentroda cidade de Bragança, a equipe (FABEL) detectou na Secretaria de Turismo oprojeto táxi tour que é um trabalho de parcerias que capacita os motoristas de táxiao atendimento aos turistas. Ainda no âmbito das perspectivas de projetos em andamento no municípiodisponibilizado pela prefeitura e secretaria de turismo, observaram-se os “Anjos doTurismo”, que consiste em capacitar crianças de classes baixas, que vivem nosubúrbio, para servirem de guia de turismo no centro histórico da cidade, istoocorre somente, no período de alta estação, durante a festa de São Benedito, emDezembro e pelo Círio de Nossa Senhora de Nazaré em Novembro, bem como,no período das férias de Julho.
  • 29. Ao elaborar o roteiro turístico no segundo dia para fora da área urbana,procurou-se observar as perspectivas nesta área, onde se comprovou a falta dereparos na pavimentação asfáltica da BR 308 e a falta de sinalização turísticadentro dos ramais que levam os turistas aos atrativos, como por exemplo, ao Sítiode Dona Lucimar, ao Mirante de São Benedito e ao Balneário do Sr. Santino. Na tentativa de fomentar o turismo na região e divulgar o roteiro propostopelo grupo de acadêmicos da FABEL- Faculdade de Belém observou-se anecessidade da criação de um seminário, que seria um trabalho de parcerias entreos acadêmicos, o governo do município, (Prefeitura) e a Secretaria de Turismo,onde deveria ser explicada passo a passo a relevância dos atrativos turísticosapresentados no roteiro, bem como, inserir no povo bragantino a idéia devalorização dos seus patrimônios materiais e imateriais. Neste seminário haveriasomente a participação de público adulto, o trabalho com crianças, seria feito nasescolas com a divulgação de folders, panfletos e palestras explicativas com ênfaseem apresentações teatrais a nível infantil, em linguagem adequada para ascrianças.
  • 30. CAPÍTULO III SEGMENTAÇÃO TURÍSTICAPROFESSORA: LUCIANA MENDES Baseado em pesquisa de mercado realizada na cidade em foco, criou-seum roteiro turístico de dois dias para a mesma a partir de levantamentos de dadossobre;- As políticas públicas voltadas para o desenvolvimento do turismo no local;- Os atrativos culturais e naturais existentes;- A infraestrutura de hospedagem, transporte, alimentação, tecnologias equalificação humana disponíveis para os turistas;- Os possíveis públicos consumidores, conhecidos através de pesquisa realizadapara identificar o perfil do visitante do local;- O relacionamento do trade turístico e os concorrentes existentes;- O tipo de seguimento á que a cidade tem vocação. Pois, de acordo com Rose (2002) antes de lança qualquer produto nomercado é essencial conhecer o ambiente que o cerca, ou seja, o produto, oturista, os concorrentes, os fornecedores, os intermediários e as forças que atuamno mercado, as quais, segundo o autor “a organização turística não tem condiçõesde alterar ou agir sobre elas”, que são as forças políticas, naturais, tecnológicas,demográficas, culturais e econômicas, que em outras palavras significa fazer umaanálise de mercado, sendo necessário entender primeiro o que é mercado. Segundo o MTur (2007, p. 9 apud KOTLER; KELLER, 2003) “mercado é olugar onde pessoas trocam produtos e serviços com outros, considerando semprea disponibilidade da oferta existente e a procura pelo bem ou serviço oferecido.JáRose (2002, p.21) diz que: Assim como os demais, o mercado turístico opera em um contexto amplo. Esse ecossistema, dentro de uma visão sistêmica, determina que qualquer agente, para sobreviver e permanecer no mercado deve enfrentar os riscos do ambiente que o cerca.
  • 31. Então fazer a análise de mercado nada mais é do que observar todos osrequisitos básicos para se colocar no mercado um produto turístico de qualidade,que satisfaça todos os desejos e necessidades dos turistas, o que éimprescindível para que essa atividade se desenvolva com sucesso.Análise do Mercado Turístico Produto: é a peça de fundamental importância na conjunturamercadológica do turismo, por isso, é necessário se conhecer o ambiente que ocerca, pois, de nada adianta lançar no mercado um produto turístico que nãoofereça infraestrutura básica para a segurança, o bem-estar e o entretenimentodos turistas, sendo essencial um bom planejamento para que esse produto não sedesgaste e torne-se desinteressante para o visitante, pois, o mercado turísticotornou-se muito concorrido e diversificado. Sabe-se que o clima, as paisagens, fauna e flora, que fazem parte dosrecursos naturais, bem como os aspectos de ordem cultural, a exemplo, culturalocal, patrimônio arquitetônico e outros, e ainda bens e serviços na área dealimentação, saúde, estrada hotéis, restaurantes, gestão e imagem da marcaformam o produto, pois a atratividade por si só não constitui produto turístico, hajavista, o exemplo citado pelo Mtur, (2009 p.56) “a Floresta Amazônica por si só nãoé produto turístico [...] mas para se tornar um produto deve combinar os diversosfatores que tornam possível sua visitação. O produto comercializado faz parte da oferta turística e esta se constitui nãosomente de atrativos, mas também de um conjunto de bens e serviçosrelacionados à hospedagem, alimentação, recreação, lazer e outros, atraindo emantendo por um período de tempo o turista ou visitante. Deste modo, para MárioBeni (2003, p.159) “a oferta em turismo pode ser concebida como o conjunto dosrecursos naturais e culturais que, em sua essência, constituem a matéria – primada atividade turística”.
  • 32. O produto turístico, especificamente, é um produto composto, formado por componentes de transporte, alimentação, acomodação e entretenimento. Como qualquer outro bem e serviço, encontra-se à disposição na natureza de forma limitada, necessita ser produzido e pode ser considerado uma . riqueza. (LAGE, 2004 p.32). Operadoras de mercado: engloba o conhecimento de todos os setoresque de forma direta ou indiretamente fazem parte da composição do produtoturístico, o que compreende os fornecedores, as empresas que atuam nomercado, os intermediários que fazem a venda do produto para o cliente, enfim,todos os que compõem o trade turístico do local e investem no mercado turístico. Compreende- se operadoras de mercado os agentes de turismo, asempresas turísticas, o governo, a comunidade ou população local, sendo queestes agentes devem possuir objetivos integrados, compatibilizar ideais, numacadeia de combinação de esforços, a fim de que haja o desenvolvimento doturismo na região. Assim pode-se afirmar que, embasado na ação de cada agentesurge o produto turístico que é um conjunto de bens e serviços voltados para aatividade turística. Neste contexto de acordo com o MTur (2007, p. 11 apud POTER, 1986)para entender-se melhor o mercado é necessário conhecer todos os atores ouforças que influenciam no desempenho da atividade turística , que são: arivalidade existente no setor; ameaças de novos concorrentes; ameaças dosprodutos substitutos; aumento do poder de barganha dos compradores; aumentodo poder de barganha dos fornecedores. 1 ) Rivalidade existente: Verificou-se que Bragança, possui uma daspraias de oceano mais procuradas da região, a praia de Ajuruteua, que é oprincipal destino secundário da cidade, tendo como principais concorrentes aspraias de Salinas que é um pólo turístico bem mais estruturado e divulgado pela
  • 33. mídia, freqüentadas pela elite belenense. No entanto, Bragança se diferencia poroferecer equipamentos de alimentação, hospedagem e transportes bem maisacessíveis do que a sua principal concorrente, englobando dessa forma umparcela grande do mercado (classes sociais menos favorecidas) que precisa sercada vez mais introduzida na atividade turística devida a grande concorrência dosetor turístico. 2 ) Ameaças de novos concorrentes: é a verificação se existe novosdestinos sendo estruturados para atuarem no mercado, o que não foi identificado,ao contrário Bragança é que esta despontando como pólo turístico. 3 ) Ameaça dos produtos substitutos: de acordo com o MTur (2007, p.12) “deve-se entender como os produtos diferentes dos oferecidos por umaempresa A, por exemplo, podem conquista os clientes e reduzir a venda dosprodutos turísticos de uma empresa B”. 4 ) Aumento do poder de barganha dos compradores: deve-se estaatento ao poder de compra dos turistas, para que se possa fazer uma analise daquantidade de renda que esta sendo injetada na economia local, e em Bragança,identificou- se que o turismo é uma das principais atividades econômicas dacidade. 5 ) Aumento do poder de barganha dos fornecedores: é precisoconhecer se existem alternativas de equipamentos de infraestrutura (hotéis,restaurantes, transportes, entre outros) suficientes para atender a demanda, paraque não haja o monopólio do mercado por falta de concorrência, o que geralmentecausa inflação nos preços e torna-se pouco atrativo para os turistas que procuramalternativas mais baratas. Segundo pesquisa realizada em Bragança, os preçoscobrados aos turistas ou visitantes são equivalentes aos serviços prestados,sendo avaliados como baratos e de boa qualidade. Forças naturais: o ambiente natural representa uma das matérias-primasdo turismo, por isso, deve ser feito um minucioso estudo para se conhecer o
  • 34. potencial de carga dos recursos naturais existentes e os possíveis impactos que aatividade turística pode causar nesses ambientes, que geralmente sãoirreversíveis, gerando o desgaste do produto e o desinteresse do turista, que estácada vez mais preocupado com os problemas ambientais. Em Bragança detectou-se, que não existe nenhum preocupação nem estudo científico para medir opotencial de carga de seus recursos naturais (infelizmente) que são belíssimos,onde, já se observam alguns impactos. Observando também o clima, o relevo, aposição geográfica, etc. Forças políticas: deve- se conhecer todas as políticas públicas existentesvoltadas para o desenvolvimento da atividade turística de um país, estado emunicípios, verificando se elas são favoráveis ou não ao turismo. Neste caso emrelação ao município aqui proposto podem-se observar algumas ações para darincentivo e fomento ao turismo na região: Taxitour: um projeto que visa capacitar os motoristas de taxi, para atendero turista de forma adequada, tem o apoio da Paratur e da Prefeitura local. Anjos do Turísta: é um trabalho da Secretaria de Turismo desenvolvidocom jovens de classe social menos prevalecida, com o objetivo de capacitar eformar guias mirins para atuar nas épocas demanda de visitante na cidade, istoocorre por ocasião das Festividades de São Benedito e pelo Círio de NossaSenhora de Nazaré. Pit: Posto de Informação turística é um projeto que está no papel, seria acolocação de um Pit na Praça da Bandeira e outro na Praça de Eventos, narealidade, a informação obtida foi que para tal realização falta a verba. Também aSecretaria de Turismo local mencionou a construção de quiosques, em 2010,objetivando a comercialização de artesanatos. Forças econômicas: Segundo Rose (2002, p.22), deve-se conhecer“dados como receita individual e familiar, renda discricionária, que permitem
  • 35. gastos com o lazer; fatores abrangentes como: inflação, nível de emprego ecrescimento econômico, influencia sobremaneira a locação de investimentos nosetor turístico”, ou seja, conhecer o ambiente econômico em que se encontra opaís, verificando taxa de inflação e desemprego, se existe recursos sendoinjetados na economia local e o perfil econômico do turista para obter informaçõesde quanto as pessoas estão disponibilizando para o laser, pois, em época de criseos bens de consumo geralmente ficam em segundo plano. Forças culturais: é um conjugado de todas as atividades culturais,costumes e modo de vida da população local, sendo importante saber se essasraízes estão sendo mantidas ou preservadas e de que forma esta se dando esteprocesso, pois, os fatores culturais influenciam as motivações de viagem. EmBragança essas raízes ainda são muito presentes nos seus habitantes e possuium museu que promovem eventos para divulgar e preservar esses patrimônios(Museu da Marujada), o que torna a cidade mais atrativa e com um número maiorde opções de entretenimento para o visitante (dependendo da época). Portanto, a oferta ou produto turístico se constitui num conjunto de elementos necessários para satisfazer o turista, entretanto, de maneira isolada estes elementos não fazem parte das atividades turísticas, haja vista, o que Ignarra (2002, p.47) relata que “um turista no seu ato de consumo turístico necessita de um conjunto de elementos para satisfazer às suas necessidades”. Conhecidos todos esses elementos faz- se necessário um minucioso estudo da possível demanda para o produto. Demanda: é o conjunto de consumidores reais, ou possíveis consumidoresde um serviço ou produto turístico, sendo necessário o monitoramento constantedas mudanças que ocorrem neste conjunto, pois, novas tendências enecessidades surgem a todo o momento, e o mercado turístico precisa conhecer eadaptar rapidamente as mudanças comportamentais que ocorrem com essesgrupos. Sendo então necessário antes de lançar um produto, fazer umlevantamento do perfil do turista em seus aspectos econômicos, culturais, sociaise de suas necessidades.
  • 36. Para entender a cadeia de variáveis que se necessita para acomercialização de um produto turístico e acima de tudo para que o clientepossa ficar satisfeito, inteiramente satisfeito é imprescindível observar e entendero consumo turístico, ou seja, tudo aquilo que o turista precisa gastar antes,durante e depois da viagem com a finalidade de satisfazer os anseios demotivação para àquela viagem. Desta forma para o Mtur (2009, p. 60), “Oconsumo dos visitantes não se restringe apenas às atividades ligadasdiretamente à viagem, mas também a toda atividade de suporte para fazer daviagem uma experiência agradável.” Dentro de um produto turístico o que vai demandar a procura são osatrativos oferecidos por este, por serem fatores determinantes para que turistasoptem por determinados locais e suas especificidades, por conseguinte, ademanda sugere diversidades de segmentos no âmbito do setor turístico. Eassim como os atrativos influenciam na demanda pelo produto, as facilidades eacessibilidades também contribuem para a aquisição ou não do produto turístico,haja vista, que para Beatriz Lage, (2004 p. 33) “as facilidades são os elementosdo produto turístico que não geram normalmente os fluxos do turismo, mas a suaausência pode impedir os turistas de procurarem as atrações.” Estas facilidadese acessibilidades dizem respeito à hospedagem, às vias de acesso, saneamentobásico, farmácias, bancos, lojas de souvenirs e outras ligadas ou não à cadeiado turismo. A heterogeneidade da demanda turística é embasada na percepção defatores de origem socioeconômico, geográfico, comportamental e outros, além deintegrar as motivações de viagens de cada indivíduo que variam de pessoas parapessoa, estas variáveis servem para segmentar o mercado turístico. O mundo passa por uma imensa transição o que atualmente satisfaz anecessidade humana, posteriormente, poderá não mais satisfazer, este fato seaplica também na atividade turística e para ressaltar a relevância da demandaturística no mundo globalizado cita-se:
  • 37. Vivemos em tempos de extrema e profunda transição; o que hoje é válido e consumido, amanhã se torna obsoleto e não responde mais às necessidades que parecia satisfazer. Os mercados buscam reagir rápido a esta situação, porque mudam, também, os produtos e serviços, os desejos e motivação dos consumidores e suas decisões de compra, os canais de distribuição, a publicidade e o marketing competitivo. (BENI, 2003 p. 214). Assim sendo, com as pesquisas de demanda é possível conhecer as motivações do visitante, somente, assim, conhecendo o perfil do publico alvo pode-se segmentar a atividade, visto que, os objetivos e anseios de uns podem ser totalmente diferente de outros. Baseado em tais percepções, aplicou-se em Bragança um questionário sócio-econômico para 30 pessoas, com o intuito de identificar o perfil e a demanda dos possíveis consumidores do roteiro sugerido para a cidade, resultado pode ser verificado nos gráficos abaixo. Quando perguntados sobre o local de origem, as estatísticas obtidasmostraram que o principal ponto de origem das pessoas para o destino Bragançaé Belém, com 44% dos entrevistados originários desta cidade, seguido de 23% devisitantes de outros estados do país como, Minas Gerais, Ceará e Rio Grande doNorte, 17% vindos da cidade de Castanhal, 7% do município de Barcarena, 3% domunicípio de Viseu, 3% do município de Santa Izabel e 3% de regiões próximas áBragança. Concluindo que 77% dos visitantes da localidade são de paraenses,sendo necessária uma divulgação interestadual maior. Origem
  • 38. Belém Castanhal Barcarena Viseu Sta. Isabel A. Correa Outros 44 23 17 7 333 Origem FONTE. Pesquisa de turismo receptivo em Bragança – Nov/ 2009 Em relação ao sexo, as estatísticas mostram que 60% dos visitantes são dosexo feminino, um indicativo da emancipação econômica feminina que nos últimosanos vem crescendo aceleradamente, tornando-se uma importante parcela do aceleradamen semercado consumidor e que deve cada vez mais ser englobada pelo mercadoturístico, principalmente porque, geralmente a mulher gasta mais do que o homeme dessa forma injeta mais dinheiro na economia, no entanto, é m mais exigente emrelação aos serviços prestados. Os homens representaram 40% dos visitantesentrevistados. Sexo 60%F 40%M Colunas1 FONTE. Pesquisa de turismo receptivo em Bragança – Nov/ 2009
  • 39. Na questão profissional observou - se um empate entre profissionaisliberais e funcionários públicos, onde cada profissão obteve um índice de 33%,sendo, que dos 33% de profissionais liberais, 18% são mulheres e 15% homens,encanto, que os 33% dos funcionários públicos, 24% são mulheres e 9% homens.Tais estatísticas, só mostram ainda mais a forçar feminino no mercado e a grandeparcela da população que ela representa, pois, a mulher encontra-se maisestabilizada e independente. Os profissionais autônomos corresponderam á 27%e os estudantes 7% dos entrevistados. Profissão P. Liberal F. Público Autonômo Estudante 33 33 27 7 FONTE. Pesquisa de turismo receptivo em Bragança. Nov/ 2009. A renda dos entrevistados que ganham até um salário mínimocorresponderam a 17% das estatísticas; até 2 salários 40%, onde 32,5% são dehomens e 7,5% mulheres; até 3 salários 30%, onde 3% são homens e 27%mulheres; de 4 a 5 salários 10%, onde 7% de mulheres e 3% de homens e os quetem rendimentos acima de 6 salários mínimos corresponderam a 3%. Nestecontexto verifica-se, a grande parcela do mercado que as classes menosfavorecidas representam, e que disponibilizam uma parte de seus recursos para olazer e novamente a mulher aparece como força de mercado, com rendasuperior a do homem.
  • 40. Renda até 1 salário até 2 salários até 3 salários de 4 á 5 salários mais de 6 salários 40 30 10 3 17% FONTE. Pesquisa de turismo receptivo em Bragança A idade dos entrevistados ficou classificada da seguinte forma: 33% tinhamde 20 á 30 anos, 44% de 31 á 40 anos, 10% de 41 á 50 e 13% mais de 50.Concluindo-se que a faixa etária das pessoas que mais freqüentam o local é semediana, ou seja, nem jovem nem velha, pois, somando os resultados das idades somandode 20 á 40 anos, observaremos que este número corresponderá a 77% dosvisitantes.
  • 41. Idade 20 á 30 31 á 40 41 á 50 mais de 50 33 44 10 13 FONTE. Pesquisa de turismo receptivo em Bragança – Nov/ 2009 A maioria dos entrevistados eram casados o que correspondeu a 50% dapesquisa, 30% são solteiros, 17% outros (amigados, juntos, enrolados, casaismodernos) e 3% divorciados, o que a leva a concluir que a maioria das pessoasviajam em família, o que irá ser observado mais adiante. Estado Civil Solteiro Casado Outros Divorciados 50 30 17 3 FONTE. Pesquisa de turismo receptivo em Bragança – Nov/ 2009. Em se tratando de nível de escolaridade os dados apresentaram-se bem apresentaramdiversificados, em que, 27% possuíam nível médio completo, 23% nível superior,20% fundamental completo, 10% médio incompleto, 10% superior incompleto, 7%
  • 42. fundamental incompleto e 3% possuíam Pós - graduação. Identificando dessaforma, que o nível de formação dos visitantes é alto. Escolaridade F. Incompleto F. Completo Md. Incompleto Md. Completo Superior Superior Incompleto Pós Grad 27 23 20 10 10 7 3 FONTE. Pesquisa de turismo receptivo em Bragança. Nov/ 2009 No requisito motivação 30% dos entrevistados viajaram a laser, 27% atrabalho ou para eventos, 20% visita estava visitando parentes e amigos, 13%atrativos naturais, 10% atrativos culturais. Verifica-se que somados as motivações Verifica sede lazer, atrativos culturais e naturais 53% das pessoas viajam até o local pelas pessoasinúmeras alternativas de entretenimento e atrativos que a localidade disponibilizaaos visitantes. Motivação Visita /parente/amigos trabalho/eventos atrativos naturais laser atrativos culturais 30 27 20 13 10 FONTE. Pesquisa de turismo receptivo em Bragança. Nov/ 2009
  • 43. O número de pessoas que viajavam com os entrevistados no momento dapesquisa, ficou dividido da seguinte forma, 33% viajavam em grupo de 2 pessoas,30% em número de 3 pessoas, 27% sozinho, 10% em grupos de 4 ou maispessoas. Número de Viajantes 1 pessoa 2 pessoas 3 pessoas 4 pessoas ou mais 33 30 27 10 FONTE. Pesquisa de turismo receptivo em Bragança. Nov/ 2009 Perguntado como costumam viajar, 47% dos entrevistados responderamem família, 33% com amigos e 20% sozinhos. Comparando com o gráfico acimaobserva - se que, 80% das pessoas costumam viajar acompanhado, o que resultaem um gasto maior na localidade, no entanto, uma quantia significativa depessoas viajam sozinhos, por não terem família constituída, o que lhes possibilitadisponibilizar uma quantia maior de recursos para viajar, ao contrário dos quepossuem família, que tem outros gastos e por isso viajam menos.
  • 44. Como Viajam Sozinho Em família Com amigos 47 33 20 FONTE. Pesquisa de turismo receptivo em Bragança. Nov/ 2009. Sobre a forma em que a viagem foi organizada, 77% das pessoasplanejaram e organizaram pessoalmente a viagem sem intermediários, 10%tiveram a viagem planejada por entidades associativas, 10% por conhecidos, 10%por agência de viagem, 3% por conhecidos, observando-se, a carência de observando se,produtos turísticos vendidos por agências de turismo e de viagem destinados aBragança. Excursão Organizada Agência de Viagem Ent. Associativas Conhecido Outros 77 3 10 10FONTE. Pesquisa de turismo receptivo em Bragança. Nov/ 2009 isa O tempo de permanência dos visitantes no local distribuiu-se da seguinte distribuiuforma 50% das pessoas passariam de 3 á 5 dias na cidade, 33% até 2 dias, 7% de6 á 10 dias, 7% um dia, 3% mais de 10 dias. Concluindo-se, que a maioria das Concluindo se,pessoas disponibiliza os fins de semana para viajarem.
  • 45. Tempo de Permanência 1 dias até 2 dias de 3 á 5 dias de 6 á 10 dias mais de 10 50 33 7 7 3FONTE. Pesquisa de turismo receptivo em Bragança. Nov/ 2009. O meio de transporte mais utilizados pelos turistas para chegarem à cidade,foi de carro particular com 50% dos visitantes tendo se utilizado deste recurso, ticular27% utilizaram-se de ônibus de linha, 10% de vans, 7% de barco, 3% de taxi, 3% sede ônibus fretado. Nesse requisito verifica se, que existem varias alternativas de verifica-se,transportes, tendo assim o visitante a oportunidade de escolher a que melhor lhe visitanteconvir. Transporte Carro Particular Ônibus Fretado Ônibus de linha Barco Táxi Vans 50 27 3 7 10 3FONTE. Pesquisa de turismo receptivo em Bragança. Nov/ 2009
  • 46. Perguntou-se aos visitantes se tiveram alguma dificuldade de orientação e seinformação dentro da cidade e 83% consideram satisfatórias as placas desinalização existentes no local, não tendo maiores problemas e apenas 17%relataram que tiveram que pedir informação para se locomoverem na cidade. Informações e Orientações na cidade Sim Não 83 17FONTE. Pesquisa de turismo receptivo em Bragança. Nov/ 2009 Para fazerem suas refeições 47% dos entrevistados preferiram osrestaurantes, 40% os locais de hospedagens, que em sua maioria oferecealgumas refeições e 13% escolheram outras alternativas como, casa de amigos,parentes e pequenos loc locais que oferecem comidas rápidas. Onde fez as refeições Restaurantes Local de Hospedagem Outros 47 40 13FONTE. Pesquisa de turismo receptivo em Bragança. Nov/ 2009
  • 47. Os preços são fatores determinantes na hora da aquisição de um produtoou serviço e 87% dos entrevistados acharam os preços de alimentação ehospedagem adequados, 13% consideraram os preços de hospedagem muitoaltos e 10% o preço os alimentos, 3% acharam os preços da alimentação baixosdemais. Preços Acessíveis Adequados Muito baixo Muito Alto 87 87 13 10 3 Alimentação HospedagemFONTE. Pesquisa de turismo receptivo em Bragança. Nov/ 2009 Os recursos naturais constituíram- se nós principais atrativos para osvisitantes, representando 60% das motivações que os levaram ao local, seguidosde 23% motivados por amigos e parentes, acompanhados por 17% que tiveramoutros motivos para viajarem. Sendo necessário um monitoramento maior dessesrecursos, para que os mesmos não sejam impactados pelo uso desordenado eirracional.
  • 48. Atrativo que o trouxe á cidade Parentes e Amigos Natureza Outros 17 60 23FONTE. Pesquisa de turismo receptivo em Bragança. Nov/ 2009. Apesar de ressaltarem á necessidade de algumas melhorias como,segurança, qualificação de atendimento, limpeza, entre outros, 100% dospesquisados indicariam á cidade a amigos e pretendem voltar em outrasoportunidades, o leva a supor uma certa fidelidade ao local, algo que se tornoucada vez mais raro devido a grande concorrência no setor turístico, quedisponibiliza ao consumidos um leque de alternativas. Pretende Voltar e Indicar a Cidade Sim Não 100 100 Pretende Voltar Indicar AmigosFONTE. Pesquisa de turismo receptivo em Bragança. Nov/ 2009 Fazendo uma análise dos requisitos básicos de infraestrutura como, praias, dosprédios históricos, gastronomia, atendimento, limpeza, segurança e transportes, aavaliação dos visitantes foi positiva, com a maiorias dos itens tendo recebido
  • 49. conceito Bom, por mais de 50% dos entrevistados, com exceção do requisitosegurança, que na avaliação teve 41% de conceito Bom. O que possibilita apropaganda boca a boca, que é a melhor forma de divulgar uma localidade. Caracterize a Oferta Turística Ruim Bom Regular Excelente 77 77 66 60 64 57 41 27 33 17 23 23 23 16 3 3 3 713 6 10 5 13 10 7 3 13FONTE. Pesquisa de turismo receptivo em Bragança. Nov/ 2009 Então conhecido o produto Bragança, onde observol-se que o lugar temum grande potencial turístico, possuindo um patrimônio histórico belíssimo e bemconservado; exuberantes recursos naturais com vastas áreas de mangues epraias; tradições culturais bastante vivas nos moradores locais; infraestrutura dehospedagem, transporte e alimentação avaliadas como Bom, comunidades queproduzem cerâmicas de forma bem rústica, formando assim um conjunto deofertas de atrativos e entretenimento bem diversificados para os turistas e ademanda para o local obtida através de pesquisa de demanda, organiza-se omercado em seguimentos, ou seja, distribui os turistas de acordo com seusdesejos e necessidades.Segmentação Turística Segmentar segundo o MTur ( 2007, p. 26 apud LOVELOCK; WRIGHT,2001) “é dividir a demanda em grupos diferentes nos quais todos os clientescompartilham características relevantes que os distinguem de clientes de outrosseguimentos”. Através da segmentação do mercado é possível aumentar ademanda de uma região, pois, identificadas as alternativas de produtos de um
  • 50. lugar, pode-se, destina-los para um grupo específico, para segmentar um produtoé preciso tem conhecimento da vocação do lugar, da imagem que ele possui, operfil do turista que pretende atrair e os desejos e necessidades que a demandapretende suprir com a aquisição de um produto. Pois, dentro de um produto existem as variáveis de nivelamento do mesmo,onde se observa o benefício central, produto básico, produto esperado, produtoampliado, produto potencial, sendo as características de cada um numa ordemcontinua percebe-se a busca fundamental do cliente, a necessidade do clientetransformada em produto, tudo aquilo que o turista já espera naquele produto, umvalor adicional do produto algo que supera a expectativa do cliente e finalmente oproduto potencial é a superação do produto no futuro e não só para atender ademanda naquele momento, como também adicionar valores a este para quepossa a atender demandas futuras. Assim para fundamentar estas variáveis do produto cita-se: Percebe-se que o produto se distancia da oferta física e se aproxima, cada vez mais, da percepção de valor pelo cliente, por meio do benefício ou solução obtida com a compra realizada. Já que os produtos estão relacionados com a percepção dos clientes, e cada cliente tem uma percepção diferente do outro, nem todos os produtos ou serviços terão o mesmo valor percebido por todos os clientes. Essa é a importância que a segmentação tem para a elaboração de uma estratégia eficaz. (Mtur, 2009). Um produto trabalhado dentro de um segmento turístico, não quer dizer queo mesmo não possa ser visto em outros segmentos dentro de outros roteiros, oque vai demandar esta situação é a potencialidades de atrativos da região, e dosdiversos nichos em várias espécies de motivações que vão sendo identificadas: Dessa forma, a promoção de um produto, roteirizado ou não, com base em um segmento principal, não inviabiliza que vários outros segmentos possam ser trabalhados em outros tantos roteiros, a depender dos potenciais atrativos e do público que se queira buscar. (Mtur, 2008, p.).
  • 51. Segmentar ajuda no processo de criação e formulação de roteiros, queserão criados de acordo com as necessidades do público alvo. Segundo o MTur(2007, p. 26) roteiro “é um itinerário caracterizado por um ou mais elementos quelhe confere identidade, definido e estruturado para fins de planejamento, gestão,promoção e comercialização turística”, podendo ser considerado como um métodode organizar e ordenar os atrativos turísticos de uma região. Para entendimento fica claro que a segmentação do turismo se faz presentee necessária para viabilizar a atividade de forma planejada a gestão de mercados,vale mencionar que os segmentos não são criados, todavia, identificados para acomposição da oferta turistica de forma a atender os diversificados nichos demercado, com a finalidade de fidelizar clientes, o que pode ser compreendidomediante o fato de os clientes de um modo geral, possuem desejos, anseios epreferências diferenciadas e com a segmentação é possivel enquadrar diversosnichos nas várias motivações de viagem que vão surgindo, portanto para o Mtur,(2009, p.67) “nesse sentido, será necessário desenvolver uma oferta segmentada,definindo tipos de turismo específicos”. Conhecendo-se o perfil da demanda turística pode-se estruturar e criarroteiros, pois a criação destes se dá de acordo com o tipo de público alvo que temmotivação para àquele tipo de turismo ou segmento. Portanto, mais uma vez parao Mtur, (2009, p.70) “a escolha do segmento vai ajudar na estruturação deprodutos e elaboração de roteiros, pois a identidade dada a cada roteiro serácriada, levando em consideração ao público que o público ao qual se destina.” Ao relacionar turismo com fatores culturais surge um segmento denominadoTurismo Cultural que se baseia na satisfação do turista em apreciar saberes efazeres de um povo, experimentar aspectos do modo de vida deste, fatoresrelevantes de sua cultura, desta feita a orientação a trilhar para que seapresentem bons produtos turísticos para o mercado é a roteirização e asegmentação, assim para o Mtur (2008, p.13) estas metodologias funcionam“como estratégias, por entender serem imprescindíveis ações que permitem o
  • 52. fortalecimento do capital social e a conseqüente e concomitante promoção epreservação da cultura brasileira, como atrativo turístico e como patrimônio.” Baseado em pesquisa de mercado e análise de material bibliográfico criou-se um roteiro turístico de Bragança PA, dando ênfase ao aspecto histórico cultural,pois é um segmento bastante cultuado pelo povo da região e por outrosmunicípios localizados nos arredores, visto que, Bragança é uma cidade históricaexplorada e fundada por europeus portugueses que estiveram no local emmeados de 1634, por ocasião da fundação da cidade, a mesma exala seucontexto histórico europeu, propiciando, inúmeros atrativos de rara belezapatrimonial e cultural, além de belezas patrimoniais ambientais, com objetivo demotivar pessoas à visitarem e valorizarem o local, assim, nesse contexto, paraMiguel Bahl (2004, p. 74)” independente do lucro, o roteiro possibilita umaexposição temática ampla que desperta o interesse das pessoas e preenche assuas necessidades de evasão e deslocamento, motivando-as a participar”. O Roteiro Turístico elaborado para o município de Bragança inicia-se naPraça das Bandeiras, localizada na Avenida Nazareno Ferreira, terá a duração dedois dias, no primeiro dia a rota será trabalhada a pé, em vista da pequenadistância, entre os atrativos, no segundo dia a equipe colocará um transporte adisposição dos turistas para percorrer o devido itinerário de maneira a fazer umarota obedecendo à seqüência dos destinos em questão. PRIMEIRO DIA O primeiro dia do roteiro será na área urbana da cidade, precisamente, noCentro Histórico Bragantino:PRAÇA DAS BANDEIRAS Fig. 36 - Praça das Bandeiras.
  • 53. A praça foi construída em 1966, é um espaço que serve para feiras emanifestações cívicas, nela há um monumento que é dedicado à BandeiraNacional, ao seu entorno existe uma gama de atrativos que compõe o CentroHistórico Bragantino, pontos que serão explorados neste roteiro, a saber:1 – MUSEU DE ARTE SACRAFigs: 37 e 38 - Museu de Arte Sacra (Parte interna e externa) O referido museu localiza-se à Travessa Marcelino Castanho, s/n (esquinacom a Avenida Nazareno Ferreira, s/n), foi inaugurado em 2005, pela Diocese deBragança e é mantido com o incentivo de parceria com a prefeitura de Bragança,seu objetivo é reunir um grande acervo de obras sacras, as obras que estão nomuseu são doações de pessoas de vários municípios e também doações das 23paróquias que integram a diocese de Bragança, várias imagens foram doadas porpessoas que não deram definição das origens das mesmas, pode-se observarmantos de Nossa Senhora de Nazaré doados por famílias bragantinas queresidem em Belém. O acervo do Museu de Arte Sacra de Bragança é constituído de muitaspeças, todavia, muitas ainda se encontram guardadas, pelo fato do local ainda nãoestá totalmente concluído, as peças estão guardadas sob o poder da Diocese naIgreja de Nossa Senhora do Rosário. Podem-se exaltar as seguintes peças de obras sacras no museu:
  • 54. A Cátedra de Dom Elizeu Maria Coroli, uma espécie de cadeira de madeiralei antiga, uma imagem de São Sebastião do Século XIX, uma imagem de NossaSenhora das Dores de 1872 do acervo da Igreja Matriz, por ocasião da permuta,da Paróquia Nossa Senhora do Rosário e a Irmandade de São Benedito.2 – RÁDIO EDUCADORA Fig: 39 - Rádio Educadora A Rádio Educadora foi fundada em 1960, precisamente, em novembro,pertence à Diocese de Bragança, é escutada em quase todos os Estados do Nortee Nordeste do Brasil, nasceu de um projeto ousado de desenvolver atividadeseducacionais à distância e minimizar desigualdades sociais, esta rádio tem servidode apoio social para a formação da população bragantina, permitindo que amesma reflita sobre questões polêmicas e atuais. A programação FM estádisponível na internet.3 – PALÁCIO EPISCOPAL Fig: 40 - Palácio Episcopal.
  • 55. Foram os padres italianos Barnabitas que construíram este prédio, osprimeiros moradores foram os europeus. A cidade, na época funcionava como aprelazia do Guamá, na altura da ordenação do Monsenhor Elizeu Maria Corolli, quetrouxe os padres Paulo Beloles e seu irmão Paulo Corolli, vieram em suacompanhia as irmãs do “Preciosíssimo Sangue”.4 – CATEDRAL NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO Fig: 41 - Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário. A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, a mais antiga dacidade,construída por escravos, onde está enterrado o Padre Dom Eliseu MariaCorolli, fundador da Congregação de Santa Terezinha, e o Instituto SantaTerezinha, tradicional Educandário da cidade, esta fora construída para SãoBenedito, contudo, em 1872 houve a permuta das igrejas ficando São Beneditocom a igreja localizada na Praça 01 de Outubro.Foi construída em 1854,inaugurada em 1876, a permuta aconteceu por causa do local ser pequeno paraos festejos que cresciam a cada ano, então as irmandades entraram emnegociação devido a nova igreja ser maior tanto por dentro como nos arredores.
  • 56. 5 – INSTITUTO SANTA TERESINHA Fig: 42 - Instituto Santa Terezinha O Instituto foi um projeto do Padre italiano Dom Elizeu Maria Coroli, deestilo neoclássico, fundado em 1938, atualmente possui setenta anos, funcionacomo uma das mais tradicionais escolas de Ensino Fundamental, Médio e Infantilda cidade de Bragança, também servindo de residência das Irmãs Missionárias deSanta Teresinha que mantém o prédio e são responsáveis pelo seufuncionamento, o lema da escola é “Educar para a vida”, ainda numa concepçãode Dom Elizeu, seu fundador.
  • 57. 6 – CASA DA FAMÍLIA MEDEIROS Fig: 43 - Casa da Família Medeiros Casa de família portuguesa, com assoalho de acapu e pau-amarelo. Asparedes do lado de fora da casa revestida com azulejos portugueses e, no alto,estão blocos de cimento com as iniciais do primeiro dono. A casa comporta móveisantigos em madeira escura com tampos de mármore, cristais, cofre, caixa-forte,cadeira e espada, bem ao estilo português, pertencentes ao pai do primeiroproprietário que foi comandante da Guarda Nacional, Sr. Antônio Fernandes deMedeiros.7 – RESTAURANTE TRÓPICOS Ao sair da Casa da Família Medeiros o grupo de turistas se dirige aoRestaurante Trópicos, localizado à Travessa João XXIII nº 374 – Centro paraalmoçar e degustar o prato carro chefe do restaurante Steak House, que seconstitui de uma chapa mista, elaborada com carnes e mariscos variados e quesegundo a Sra. Tásmia é o prato mais comercializado no restaurante, quefunciona de terça – feira a domingo, entretanto, só serve pratos comerciais atésexta – feira, ocorrendo no final de semana, somente, Service à la carte, o Steakhouse é servido com Yakimash,(espécie de arroz)
  • 58. 8 – CASA DAS TREZE JANELAS Fig: 44 - Casa das Treze Janelas Esta casa construida por Simpliciano Fernandes de Medeiros, em 1908, foisua residência por algum tempo, outra personalidade que nasceu na casa foi StelioMaroja, figura que foi prefeito de Belém, muito tempo depois a prefeitura adquiriu oprédio sendo restaurada em 1968 na gestão administrativa de Euclides DiasRamos, passou a ser a Casa dos Prefeitos. Atualmente o prédio abriga aSecretária Municipal de Saúde.9 – PRAÇA ANTÔNIO PEREIRA Fig: 45 - Praça Antônio Pereira A praça está localizada entre as ruas Doutor Justo Chermont e General Gurjãoe as travessas Vigário Mota e Cônego Miguel, Bairro – Centro, em frente ao
  • 59. prédio-sede da Prefeitura Municipal de Bragança, é uma praça centenária. Seunome é em virtude da intendência Antônio Pedro da Silva Pereira (nome atual dapraça), no período de 1889/1890. Era conhecida popularmente como “Praça doJardim”.10 – PALACETE AUGUSTO CORRÊIA Fig: 46 - Palacete Augusto Correia Local onde funcionou a Prefeitura de Bragança é um prédio em alvenariacoberto com de telha de barro. Piso em ladrilhos e a escadaria; os alicerces, empedra, foram feitos pelos portugueses. Cópia fiel do palácio de Bragança, emPortugal. Inaugurado, possivelmente, em 1902 e/ou 1903. Passando a serchamada de prefeitura a partir de 1930. Em 09 de Dezembro de 1922, estiveram,neste prédio, os aviadores Euclides Pinto Martins, brasileiro, e Walter Hilton, norteamericano que empreenderam o RAID NEW YORK- Rio de Janeiro. Pararelembrar este grandioso fato colocaram uma placa na gestão administrativa doCel. Childerico Fernandes
  • 60. 11 – MUSEU DA MARUJADA Fig. 47 – Museu Teatro da Marujada É um espaço novo destinado a fomentar a marujada, divulgando emostrando aos visitantes, a importância da mesma nos aspectos culturais eartísticos, expõe material de artistas bragantinos, artesanatos e registroshistóricos. Localiza-se na Praça Antônio Pereira s/n – Centro.12 – IGREJA DE SÃO BENEDITO Fig. 48 – Igreja de São Benedito. Edificação construída no século XVIII, pelos índios e negros com auxílio,dos jesuítas, entre os anos 1750/1760, é pintada de branco e possui altos relevosem seu exterior, o interior é marcado por peças barrocas, apresenta apenas umatorre, foi no passado negociado uma troca entre as irmandades de Nossa Senhorado Rosário e a Irmandade de São Benedito, ficando esta última com a sua gestão
  • 61. administrativa desde 1872, depois de haver sido aprovada pelas autoridadeseclesiásticas do Estado do Pará. A igreja situa-se às margens do rio Caeté, localpalco de uma das maiores festas religiosas do município de Bragança: aFestividade de São Benedito, que acontece no período de 18 a 26 de dezembro.Em 20 de Dezembro de 1990, tornou-se Patrimônio Histórico do interior do Pará,devido à grandiosidade da festa do Santo em relação ao fator cultural.13 – ORLA Fig. 49 – Orla Bragantina Bragança é privilegiada pela sua localização, a margem esquerda do RioCaeté, outrora fundada à margem direita do mesmo rio, todavia, para facilitar acomunicação com Belém, a capital do Estado, mudou-se para o lado esquerdo, oque confere a cidade rara beleza cênica da paisagem, onde palmeiras bailam aovento, conferindo um toque especial à paisagem. No calçadão, à noite, pode-sepercorrer a feirinha de artesanatos bragantinos e usufruir dos bares e restaurantesno entorno da orla. Localizada às proximidades da Igreja de São Benedito, a orla épalco da festa de São Benedito, que ocorre de 18 a 26 de dezembro, quando acidade reúne festa, devoção e cores e a cidade recebe mais de 100 mil visitantes. SEGUNDO DIA No segundo dia do roteiro, haverá a necessidade de transporte, em virtude de distâncias mais longas e assim pode-se comprovar com Miguel Balh,(2004, p.) “Quanto a escolha do meio de transporte, obviamente que o mais adequado para a oferta da programação turística vai estar relacionado diretamente à
  • 62. distância e aos tempos para percorrê-las”. Deste modo, o grupo de turistas utilizará uma van como meio de transporte no segundo dia do roteiro visto que percorrerão distâncias entre 10 a 15 Km, aproximadamente.1 - VILA QUE ERA (FICA LOCALIZADA A 8 km NA ESTRADA DE CAMUTÁ) Fig. 50 – Marco de fundação de Vila – que – era. A história conta que neste local, foi que Álvaro de Souza, filho de Gaspar deSouza, fundou a margem direita do rio Caeté o que seria a cidade de Bragança.”O surgimento do povoado Souza do Caeté aconteceu em 1634, após Álvaro deSouza haver retomado a posse de suas terras, junto à corte da Espanha, à qualPortugal estava sob o domínio” (SIQUEIRA, 2008 p. 36). Entretanto, por causadas dificuldades de comunicação com a capital do Estado, Belém, houve anecessidade de mudança do núcleo habitacional, para a margem esquerda do rioCaeté, onde se localiza a sede municipal nos dias atuais. Vila – Que – Era é conhecida por suas panelas de barro feita a mão e peloprocesso de manuseio da argila para a confecção do artesanato (com as cinzasfeitas da casca do caripé (Hirtella excelsa Standl. ex Prance), e com chamote),atualmente, utilizam os dois processos, um a mão e o outro com uso de fôrmas degesso para a confecção das peças, o fato causa polêmica, pois, para algumaspessoas as peças feitas à mão são mais valiosas, enquanto que as outras podemsofrer descaracterização. A utilização de formas para a fabricação das famosas
  • 63. panelas deu-se devido à capacitação ministrada pelo SEBRAE para acomunidade. A visita de turistas no local será de grande valia e troca de experiências,visto que poderão adquirir e fotografar as panelas, conversar com populaçõeslocais, conhecer o modo de vida característico destes, conhecer o manuseio daargila para a fabricação das peças e ver o monumento da Cruz de Malta, marcodos portugueses no local, quando de sua fundação, sem contar com a magníficapaisagem de beleza cênica do rio Caéte, que deste lado configura uma paisagemcom terrenos de altitudes, relembrando, por sua semelhança as regiões européias.2 - SÍTIO DA SENHORA LUCIMAR (ESTÁ LOCALIZADO DENTRO DA RESEX) Fig. 51 – Sítio de D. Lucimar O acesso para o Sítio da D. Lucimar é o mesmo que leva ao Mirante de SãoBenedito, toma-se a Rodovia Bragança – Viseu, a BR 308, entra-se no ramal queleva a Vila – que – era para depois entrar num sub ramal para o lado esquerdoque liga o ramal principal ao sítio. A estrada de terra batida e vegetaçãocaracterística da RESEX estão presentes ao longo do percurso que de veículomotorizado não se torna distante o trajeto, todavia, ao utilizar, o sub ramal a pé,em caráter de aventura, a caminhada até o sitio é de aproximadamente, uma horaou um pouco mais. Chegando ao sítio, o turista poderá entrar em contato com o processo defabricação da farinha de mandioca (Manihot esculenta Crantz), largamenteconsumida em todo o Estado e parte do Brasil, onde apreciará o beneficio desta. Os subprodutos da mandioca (Manihot esculenta Crantz) têm grande
  • 64. relevância para a economia bragantina e assim sendo a farinha produzida na terrarepercuti em todo o Brasil como a melhor de todo o Estado do Pará, a farinha d’água é um alimento típico indígena, possui grande valor energético, visto que écarboidrato, é largamente consumida pelo povo amazônico. O turista irá observar o beneficio da mandioca desde o cortar da maniva,para retirar as raízes da terra, colocá-las na água, com casca ou sem casca, seoptar por usá-las com casca, o processo demora mais, ficando na água por três aquatro dias. Descascar e lavar muito bem, moer em uma máquina apropriada.Depois desse processo a massa obtida é colocada no tipiti até secar em questãode horas. Após é só passar por uma peneira e logo depois vai ao forno (este forno,totalmente artesanal, possui uma espécie de bacia feita de cobre, todos osequipamentos necessários para a fabricação da farinha d’ água estão in loco paraapreciação) para cozinhar, o período de cozimento é aproximadamente uma hora. Alimentos oriundos da mandioca para alimentação humana, além dafarinha, exaltam-se também o carimã, o beiju, a fécula, o tucupi, todos origináriosdesta raiz e que compõem pratos amazônicos desde os primórdios da épocaindígena.3 - BALNEÁRIO DO SENHOR SANTINO Fig. 52 – Balneário do Santino Balneário do Sr. Santino está localizado na Vila do Camutá, estrada que vaipara o Mirante de São Benedito. Então, do mesmo modo, o acesso é pela Rodovia
  • 65. Bragança – Viseu, na Vila de Camutá, o balneário funciona de segunda adomingo, no horário das 08h00min às 23h00min é está sob responsabilidade doSr. José Augusto (Zeca). Neste balneário, os turistas poderão apreciar oartesanato, assim como, a criação de galinhas caipiras e ainda, depois de umlongo trajeto, desfrutar de um fresquíssimo banho, bem como, degustar agastronomia local onde servem um saboroso prato de galinha caipira à moda dacasa. Os turistas almoçarão no balneário, tomarão banho e estenderão empráticas diversificadas de lazer até o cair da tarde, quando visitarão o Mirante deSão Benedito.4 - MIRANTE DE SÃO BENEDITO. Fig. 53 – Mirante de São Benedito O Mirante é uma obra recentemente inaugurada, precisamente no dia 01 deAgosto de 2009, construída na gestão do prefeito Edson de Oliveira, localiza-se naVila de Camutá, local que recebeu os primeiros europeus Franceses, comandadospor Daniel de La Touche e posteriormente os portugueses, esta obra representa avalorização do turismo e da cultura na região e enaltece a fé inabalável no popularSão Benedito. O Mirante uma área de 2.500 m², está à margem direita do rio Caeté,distante a 6 km do centro urbano da cidade, a estátua do santo possui 16,50 m,elaborada pelo escultor Jorge Trindade, está localizada a 8m do terreno plano, oque se consegue subir até o local fazendo uso de uma escadaria de 131 degraus,
  • 66. além da escada, possui uma rampa com corrimão para uso de cadeirantes oupessoas que não desejem subir pelos degraus. Totalmente iluminada comiluminação ornamental e sinalizada com placas informativas em português einglês. Dentro do Mirante é possível o turista apreciar a paisagem da Pérola doCaeté em visão panorâmica, degustar a famosa gastronomia local, sentir na pele ovento bragantino, fazer maravilhosas fotos que servirão para recordação de tãobelo local. TERCEIRO DIAPRAIA DE AJURUTEUA Figs. 54 e 55 – Dois aspectos da Praia de Ajuruteua O grupo de turistas se reúne na Praça das Bandeiras para tomarem a van,onde seguirão para a Praia de Ajuruteua, praia oceânica a 36 km da cidade deBragança, percurso realizado em quarenta minutos, onde o turista apreciará emambos os lados da rodovia potentes mananciais de manguesais onde é retirado ocaranguejo uçá, grande fonte de renda da economia bragantina. O espetáculo daviagem é vivenciado pela observação da vegetação acrescida do fenômeno dosuatá que é quando os caranguejos saem e atravessam a rua para oacasalamento, o ritual ocorre duas vezes ao ano, provavelmente, de dezembro a
  • 67. maio, período de grandes chuvas em todo o Estado. Nessa época é comumplacas de sinalização indicando cuidados por causa de caranguejo na pista No decorrer da viagem dependendo do horário é possível visualizar garçase guarás a uma razoável distância da pista, oriundas da Ilha do Canela, APAlocalizada nesta região, que abriga grande biodiversidade da fauna e floraecológica desse ecossistema. A praia de Ajuruteua é uma grande extensão de praias de areias brancas,aonde as ondas chegam a três metros nos períodos de marés altas, havendoopção para todos os gostos, podendo ser encontrados locais com bastantemovimentação e também locais bem tranqüilos. Na praia há uma gama derestaurantes dos mais populares aos mais caros para todo tipo de público. Os turistas ficarão na Praia de Ajuruteua o dia todo até as 17h00,almoçarão as 12h50min no Restaurante da Pousada Sabor de Beijo, depois doalmoço aproveitarão um pouco mais a praia, para depois retornar a Bragança.PACOTE TURÍSTICOPara ser viabilizado em três dias.Primeiro dia:08h30min: Encontro na Praça das Bandeiras.09h00min: Saída a pé pelo Centro Histórico da cidade percorrendo seis atrativos,até a Casa da Família Medeiros.12h30min: Saída da Casa da Família Medeiros para o almoço no RestauranteTrópicos, localizado no Centro Bragantino, o que poderá durar 01h30min.14h00min: Saída do restaurante Trópicos para percurso a pé a mais cincoatrativos, a começar pela Casa das Treze Janelas.18h00min: Chegada, após seção de fotos por todos os atrativos visitados, à OrlaBragantina.Noite Livre.
  • 68. Segundo dia:08h30min: Encontro na Praça das Bandeiras.09h00min: Saída de Van para Vila – que – era para apreciação do artesanato locale observação do marco de fundação da cidade.11h00: Saída da Vila – que – era.11h20min: Chegada ao Sítio de D. Lucimar, onde farão a observação da Trilha daFarinha e apreciação o processo do benefício da Mandioca e seus derivados.12h45min: Saída do Sítio da D. Lucimar.13h00min: Chegada ao Balneário do Santino.13h20min: Almoço no balneário, para a degustação da tradicional galinha caipira.14h20min: Término do almoço e posterior exploração do local para conhecimento.15h00min: Refrescante e tradicional banho de igarapé até as 16h40min.17h00min: Saída do Balneário do Santino.17h15min: Chegada ao Mirante de São Benedito, para apreciação do pôr do sol,vista panorâmica da cidade e do rio Caeté e degustação de comidas típicas daregião, a exemplo as tapioquinhas, o vatapá e o tacacá vendidos no local.18h30min: Saída do Mirante São Benedito, após seção de fotos.19h00: Chegada a Praça das Bandeiras.Noite livre.Terceiro dia:08h30min: Encontro na Praça das Bandeiras.09h00min: Saída de Van para Praia de Ajuruteua.09h40min: Chegada à Praia de Ajuruteua banho em praia oceânica até as12h30min.12h50min: Almoço no Restaurante da Pousada Sabor de Beijo.13h15min: Término do almoço, apreciação das ondas do mar até as 14h40min eposterior banho de sol e mar até as 16h50min.17h00: Retorno à Bragança.17h40: Chegada a Bragança, na Praça das Bandeiras. Noite livre.
  • 69. MARKETING TURÍSTICO Conhecido o produto em todos os aspectos, o perfil do turista e suasnecessidades e criado um produto turístico, é hora de leva- lo ao conhecimento doconsumidor, observando que a atividade turística atua em um ambiente amplo,requerendo o trabalho de várias áreas de conhecimento técnico e científico, e umadessas áreas de conhecimento é o Marketing, que se tornou uma ferramentaindispensável para a promoção de um produto ou serviço, pois, o mundoglobalizado, onde as mudanças de comportamento e tendências ocorrem a todo omomento, obrigam as atividades de mercado a se adaptarem rapidamente a essasmudanças, para que possam sobreviver nesse ambiente, sendo o Marketing o eloentre as duas partes integrantes do mercado, o produto e o consumidor. Casteli (1984, p 54), um dos pioneiros do estudo do Marketing turístico, odefine como sendo um “conjunto de atividades que engloba a criação, oaprimoramento, a distribuição de bens, produtos e serviços turísticos à disposiçãodo consumidor (turista) na hora em que ele demandar”, ou seja, a prestação deserviços (o produto turístico se caracteriza por ser um bem de serviço) queatendam todas as necessidades e expectativas dos turistas no momento em queele viajar. O Marketing deve começar dentro do ambiente das empresas, a começardos cargos mais baixo até a gerência, ou seja, deve começar dentro da própriaorganização turística que gera o produto, passando pelas empresas eorganizações que formam o trade turístico, até alcançar os consumidores finais.Sendo que o Marketing, em todos os setores que atuar deve ser resumido emrespeito ao consumidor, pois, é ele que vai medir o sucesso ou não de um produtoou serviço, observando que uma campanha de Marketing mal planejada podecausar sérios prejuízos às organizações turísticas.
  • 70. FERRAMENTAS DO MARKETING TURÍSTICO Rose (2002, p. 23 apud McCarty, 1976), basea- se na teoría dos quarto Ps,que define como ferramentas de Marketing Turístico: O produto: que é a matéria - prima do turismo, pois, seu planejamentocorreto contribuirá para o desenvolvimento do turismo sustentável e apermanência do mesmo no mercado. O preço: fator decisório na hora de se adquirir um produto turístico, deveser estabelecido de modo que possam reparar possíveis danos causados aoproduto, possibilitar salários dignos aos empregados e gerar lucro para asempresas. Sendo indispensável no mercado competitivo atual que, promoçõesbeneficiem cada vez mais o consumidor. Praça: é a escolha de métodos e canais de distribuição que viabilizará acomercialização do produto, ou seja, como vai ser vendido, se de forma direta daempresa para o consumidor ou através de intermediários (agências de viagem,operadoras turísticas, entre outras). Promoção: é o ato de como se comunicar com o público consumidor, quesegundo Talarico (1996) é qualquer mecanismo que passe de alguma forma umamensagem direta ou indiretamente do produto ao consumidor. Existem váriosmecanismos de se comunicar como, através de: Publicidade, Publicações,Relações Públicas, Feiras Turísticas, Workshops, Fam- tours, Internet, entreoutros.CONCLUSÃO Pesquisas comprovam que o mercado turístico é o que mais cresce nomundo, principalmente pelo aumento de pessoas preocupadas, com a questão dasustentabilidade econômica e o uso racional dos recursos materiais e naturais,que virou uma epidemia mundial e que se mostra como um modismo por tempo
  • 71. indeterminado. No entanto, o aumento desta identidade sócio-ambiental cria umconsumidor mais consciente e exigente na hora de adquirir um produto turístico,sendo necessário que alguns requisitos básicos sejam observados ante de selançar um produto neste mercado. Analisando este contexto e pesquisando Bragança, verifica-se que esta éuma localidade privilegiada e que tem tudo para desenvolver sua economiabaseada no turismo, precisando de articulações políticas, sociais e empresariais,pois, a atividade turística não se desenvolve sozinha precisa de um conjunto deatores que atuem juntos e de forma ordenada para que o espetáculo sejaaplaudido, isso, comprova a interdisciplinaridade que caracteriza a atividadeturística.
  • 72. CAPÍTULO IV ECOTURISMOPROFESSORA: SOCORRO ALMEIDAMETODOLOGIA E PRODUTO Procedeu-se o levantamento das características da Trilha da Farinha, coma utilização de equipamentos tais como, bússola e trena, para elaboração dorespectivo croqui. A partir dos dados coletados, foram propostas algumasintervenções e sinalizações interpretativas. Segundo, Moraes (2000, p.36). “Asplacas de sinalização são equipamentos também utilizados para fornecersegurança e orientação para os usuários da área visitada”.TRILHA DA FARINHA Trata-se de uma trilha de média distância, com aproximadamente 1.500 mde cumprimento, situada na RESEX extrativista Caetê-Taperaçú, cujos temasinterpretativos propostos poderão ser de grande relevância na conservação dosecossistemas existentes no local, para as comunidades próximas e para odesenvolvimento da atividade turística de forma sustentável. Figs. 56 e 57 – Forno de fazer carvão e Forno de fazer farinha
  • 73. Fig. 58 – Casa da Farinha Sítio da Lucimar As trilhas interpretativas, segundo Guillaumon (1977 apud ANDRADE,2003, p. 3), "podem ser definidas como sendo um percurso em um sítio naturalque consegue promover um contato mais estreito entre homem e a natureza".Com isso o autor caracteriza a idéia de se usar as trilhas interpretativas como ummeio pedagógico nas comunidades. O autor, Tilden, afirma em alguns de seus princípios que a interpretaçãonão pretende apenas informar e instruir, mas provocar as pessoas. A provocaçãotem um sentido de tornar a interpretação um instrumento de estimular mudançasde atitudes nas pessoas com relação ao meio ambiente, fazendo com que elassejam atores efetivos na preservação do mesmo. Para, Proudman (1977)características históricas e culturais devem ser pesquisadas e ressaltadas a fim deotimizar as informações e incluir a dimensão educacional às trilhas. A trilha apresenta árvores centenárias, diversidades de fauna e flora,potencial para o desenvolvimento do Ecoturismo e do Turismo de Aventura(Rapel, Arborismo, Passeio Ciclístico, Caminhadas, Trekking e outras) e dáacesso a uma comunidade que mantém hábitos de vida e culturas ainda bemtradicionais.
  • 74. Figs. 59 e 60 – Vegetação característica da Trilha da Farinha. [...] hoje o “praticante” quer um acesso fácil, rápido e garantido para aventura. E o mercado responde, oferecendo “fast-food” de aventura através da operação do turismo de aventura [...]. Em resumo tudo o que envolve a prática de atividades de aventura é deixado para um prestador de serviços, numa relação em que o consumidor entra com interesse e investimento de dinheiro e o operador proporciona uma experiência, através de uma atividade que antes só era acessível a pessoas cujas vidas eram intimamente ligadas com essas atividades. O custo, que no passado era um investimento pessoal, refletido em escolhas e caminhos para se aprofundar em uma atividade significativa (no caso do “aventureiro”), passa a ser o desejo e capacidade de compra (no caso do “consumidor). (OLIVEIRA, apud, NEIMAN & MENDONÇA, 2005 p. 204).CROQUI DA TRILHA 1. Painel do inicio da trilha 2. Painel interpretativo sobre a conservação da natureza. 3. Painel interpretativo sobre a casa de farinha 4. Painel interpretativo sobre a conservação ambiental. 5. Painel interpretativo sobre a casa de farinha. 6. Painel interpretativo sobre a conservação da natureza
  • 75. INTERPLETAÇÃO DE DADOS DO INVENTÁRIO DA TRILHA.PROPRIEDADE E USO DA TERRA A Trilha da Farinha localiza-se na Reserva Extrativista Caéte-Taperaçu depropriedade da União Federal, transformada em RESEX em 20 de maio de 2005 eque abrange uma área de aproximadamente quarenta e dois mil, sessenta e oitohectares e oitenta e seis centiares, no limite do terreno de marinha, na foz do RioCaeté, sendo de responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dosRecursos Naturais Renováveis – IBAMA, administrar a Reserva Extrativista eadotar medidas necessárias para a sua conservação, e nos termos do art. 18 daLei n° 9.985, de 18 de julho de 2000, providenciou contratos de cessão de usogratuito da terra à população tradicional extrativista.Figs. 61 e 62 – Parte da trilha e acadêmicos da FABEL no decorrer da trilha. A RESEX possui uma rica biodiversidade, observada no decorrer da trilhaque possibilita ao visitante escutar o canto de vários pássaros e conhecer váriasespécies da flora do lugar, observa-se também que a diversidade de costume ehábitos dos que residem no local ainda são bem rurais, pois, ainda preservamtécnicas de plantio e beneficiamento da produção bastante rústicos, apresentandouma carência muito grande de recursos técnicos, financeiros, e de infraestruturabásica de saneamento, equipamentos de serviços públicos e oportunidades deemprego.
  • 76. Figs.63 e 64 – Outro forno de fazer carvão e acadêmicos medindo a trilha.ESTADO DE USO DA TERRA, INFRAESTRUTURA HUMANA EINTERSECÇÕES As terras da RESEX em que se encontra a trilha são habitadas porpopulações tradicionais, que moram em pequenas casas, a maioria de madeira (jáexistem algumas de tijolos) e que sobrevivem da agricultura de subsistênciafamiliar e se utilizam de técnicas de plantio inadequados (usam técnicas dequeimadas para limparem os terrenos) que causam grandes impactos visuais e aomeio ambiente, cabendo as autoridades gestoras da RESEX levar até essascomunidades formas e procedimentos de utilização adequadas dos recursonaturais, de que eles tanto dependem, pois, para o funcionamento adequado dosecossistemas existentes, é preciso a interação entre os que deles tiram a suasubsistência e os recursos técnicos científicos que podem minimizar possíveisimpactos, mantendo-os equilibrados.
  • 77. Figs. 65 e 66 - Flora vegetal e parte da interseção da trilha.
  • 78. 79 No final da trilha encontra-se uma casa de farinha, onde os moradoresfazem o benefício da mandioca (Manihot esculenta Crantz), a produção da farinhae a extração do tucupi (suco da mandioca muito utilizado na gastronomiaparaense), uma construção rústica e sem infraestrutura básica de higiene,precisando de melhorias para receber os visitantes (possíveis turistas), pois, olocal já recebe algumas pessoas, que vão se refrescar no igarapé que passa pelapropriedade, o local apresenta um potencial turístico que pode ser desenvolvido,desde que, de forma equilibrada com os recursos naturais.MEIO DE ACESSO À TRILHA O acesso à trilha pode ser feito por automóveis, pela Estrada de Camutá,que levam cerca de 20 minutos do centro da cidade até a entrada da trilha, pode-se também chegar de bicicleta, que leva em torno de 40 minutos até o local, noentanto, a via de acesso não permite a utilização desse meio de transporte, pois,não é pavimentada e isso ocasiona grande quantidade de poeira, o que seriadesagradável e incomodo para o transporte de turistas.ÁREAS DEGRADADAS OU SUJEITAS A DEGRADAÇÃO EXTERNA AOTURISMO OU PELO TURISMO E ÁREAS FRÁGEIS Alguns trechos no entorno da trilha apresentam áreas degradadas pelosmoradores para o plantio de culturas múltiplas e a construção de fornos para afabricação de carvão, o que ocasiona grandes clareiras no decorrer da trilha,observando também algumas intersecções que possuem olhos d’águas eigarapés que podem ser impactados se utilizados pelo turismo de formadesordenada e sem controle, pois, são áreas úmidas e com o pisoteamento emexcesso podem causar impactos irreversíveis ao ambiente natural. Nessas áreasfrágeis, poderiam ser feitos manejos específicos como a construção de pontes oupassarelas para se evitar o contato direto com o solo.
  • 79. 80Figs. 67 e 68 – Queimadas e plantação de Mandioca.RELEVO, FUNÇÃO E FORMA DA TRILHA A trilha possui um relevo plano na sua extensão, não apresentando riscosnem obstáculos que poderiam causar acidentes aos turistas, no entanto, emalguns trechos do seu entorno, como pequenos morros onde se encontramroçados para cultivo da mandioca, apresentam elevações de terras propícias aodesenvolvimento de atividades esportivas de aventura como, ciclismo, motovelocidade e a construção de pontos de observações da fauna e flora da região,não apresentando nenhum risco de desabamento. A trilha possui uma forma retasem aclives, declives e grandes curvaturas, exceto a curvatura para umaintersecção que também segue linha reta e no momento é utilizada apenas parafazer a ligação entre as comunidades, não sendo explorada pela atividadeturística. Com 1500 metros de comprimento e aproximadamente dois metros delargura, dotada de atrativos patrimoniais naturais, com um percurso deaproximadamente duas horas de caminhada sem contar com as aventuraspropostas.Figs. 69 e 70 – Final da trilha com vegetação caracteística da beira do rio Caeté e queimadas.
  • 80. 81TRILHAS JÁ UTILIZADA PARA FINS DE TURISMO OU RECREAÇÃO. Há extrema necessidade de monitoramento, do profissional de planejamentoem trilha até as coordenadas ficarem nas mãos da comunidade que deverão sercapacitadas para que haja um desenvolvimento sustentável, pois a mesma já seencontra em degradação pela utilização de fins recreativos e uso da terra. Acapacidade de carga é importante no que diz respeito a degradação e ao controledo fluxo turístico ou da demanda turística. O certo seria cobrar uma taxa deentrada para que as intervenções propostas não fossem utilizadas pelo povo daterra, causando super população no local de forma desordenada, os mesmospoderiam freqüentar, todavia, o controle seria necessário e o maior objetivo seriaatingir a demanda turística. Figs. 71 e 72 – Beira do rio Caeté e acadêmicos na trilha.CLASSIFICAÇÃO DA TRILHA (FUNÇÃO, FORMA E GRAU DE DIFICULDADE). Esta trilha é de média distância, as chamadas trilhas interpretativas Naturaltrails que apresentam caráter recreativo e educativo com interpretação ambientalcom forma linear de interseção à esquerda, possui um grau de dificuldade regular,com obstáculos naturais e graduação moderada. A trilha pode ser guiada e nãoguiada, sendo que, a trilha que utiliza um guia pode ser considerada de carátersustentável por suprir determinada necessidade da comunidade e poderá sermantida de forma preservada.
  • 81. 82CLASSIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES EM TRILHAS, IMPACTOS E MEDIDASDE CONTROLE DOS MESMOS É classificada como grupo A, pois não há necessidade de experiência emesportes radicais e nem tem que pernoitar. Quanto a intensidade e nível técnico éclassificada como fácil, necessário apenas de boa saúde. Há impactos negativoscomo as queimadas por causa do cultivo da macaxeira e fabricação de carvãopara manutenção da comunidade, algumas partes precisam de reflorestamento,porque se encontram bastante impactadas. A reforma e reestruturação da pontesão necessárias, mas leva-se em consideração a capacidade de carga para quenão haja outro impacto.OBRAS (INTERVENÇÕES) EXISTENTES E SUGESTÕES DE OBRAS(MENCIONAR OS PONTOS ONDE AS OBRAS DEVERÃO SER REALIZADAS). Segundo Murta e Goodey (2002, p.36), trilha "[...] é uma rota, já existente ou planejada, que liga pontos de interesse em ambientes urbanos ou naturais". Os "pontos de interesse" citados pelas autoras são aqueles vistos durante o caminho, mas a orientação necessária para percebê-los só pode ser dada pela interpretação. Assim tudo dependerá da interpretação da trilha.
  • 82. 83PLANILHA DE LEVANTAMENTO TABELA DE DADOS LEVANTADOS DA TRILHAPONTO ÂNGULO DIST(M) OBSERVAÇÕES Área queimada,clareira,painel d sinaliz,preparar espaço p/ vegetação, criação de cobertura para entrada da trilha, 0 -01 controle de fluxo, sombra. 01-02 Manutenção da estrada 02-03 Vegetação, área queimada 03-04 Queimada lado direito, vegetação capoeirão Vegetação, canto de pássaros, arvore anani, começo da 04-05 floresta Fazer uma ponte de arvore para outra (estiva), arvores: 05-06 cajuaçú, cajuí, ,arumã,sororoca, modalidade:rapel 06-07 Olho d’água, paxiuba, arvore inclinada c/cipó Revitalização da ponte sobre o rio c / ciclovia, painel 07-08 educativo. 08-09 Arvores: cajuaçú, sororoca, paxiuba. Arvore embaúba, pássaros contemplando, termino da 09-10 floresta 10-11 Capoeira, tucumã Arvore pente de macaco, interseção à esquerda:const. Degraus, parada para visualizalão no píer, cobras a vista. 11-12 igarapé 12-13 Área desmatada p/ mandioca,área impactada perto do 13-14 igarapé 14-15 Área de queimada, fazer reflorestamento Caieira a direita, tira o barro para fazer forno,impactado. 15-16 MORRO CULTIVO DA MANDIOCA. 16-17 17-18 MORRO CULTIVO DA MANDIOCA 18-19
  • 83. 8419-2020-21 Mangueira grande no meio da trilha21-22 Casa de farinha, PAINEL INTERPRETATIVO22-23 Arvores: babaçu, taperebá, bacuri a direita.23-24 Cajui, declive na entrada do igarapé. Barracas de sombra.24-2525-26
  • 84. 85 INTERCESSÃO À DIREITA TABELA DE DADOS LEVANTADOS DA TRILHAPONTO ÂNGULO DIST(M) OBSERVAÇÕES0 -01 Intercessão, entrada rumo ao rio Caetê01-0202-0303-0404-0505-0606-0707-08 Painel interpretativo08-09 Roçado09-1010-1111-1212-1313-1414-1515-1616-1717-1818-1919-2020-2121-2222-2323-2424-25 Arvore: tucumã, pitomba etc...25-26 Sororoca, tucumã26-27 Casa de farinha, painel intrpretativo. Esquerda aclive, ciclismo Arvore caída, Abelha, ponte28-29 sobre igarapé.29-30 Queimada p/ plantação30-31
  • 85. 8631-3232-33 Beira do rio, construção de um píer, parte degradada,raiz exposta.painel interpretativo. Arvores grande, rapel,33-34 recreação.
  • 86. 87CAPÍTULO V GESTÃO AMBIENTALPROFESSORA: MICHELLE SENA Em pesquisa de campo realizada na cidade de Bragança, com o objetivo defazer um levantamento do potencial turístico do local, detectaram-se algumasdeficiências que comprometem a qualidade e o desenvolvimento sustentável daatividade turística no núcleo receptor, observando que essa atividade turística é aque mais cresce no mundo. Observado os problemas como: a falta de instalações adequadas para aprodução e exposição das cerâmicas produzidas nas comunidades; a destinaçãoe o armazenamento do lixo em local próprio e a falta de estudos do potencial decarga dos produtos turísticos que a cidade tem a oferecer aos turistas, propõem-se a ações que poderão minimizar tais deficiências e dessa forma proporcionar odesenvolvimento econômico, preservação do meio ambiente e melhorias naqualidade de vida das comunidades do local.INSTALAÇÕES INADEQUADAS/ AÇÕES PROPOSTAS Nos últimos anos vem crescendo cada vez mais o número de pessoaspreocupadas com as questões ambientais, com uma consciência ecológica cadavez mais formada. Tornam-se exigentes e dessa forma dão preferência aprodutos sustentáveis e a empresas que respeitam os recursos naturais e quecontribuam para formação de uma identidade ecológica mundial, sendo o turismoum forte instrumento capaz de incentivar a preservação e o uso racional dosrecursos. Produtos turísticos que incentivam a preservação, a reutilização demateriais recicláveis, a conservação dos rios e o uso dos recursos de formamenos impactante possível, são fatores determinantes na hora da aquisição deum pacote turístico, um exemplo disso é a preferência pelo o Ecoturismo, quevem se apresentando como o segmento turístico que mais cresce no mundo.
  • 87. 88 Por isso, seguindo a mesma linha de raciocínio da tendência mundial, pois, asustentabilidade tornou-se moda, a ação proposta para melhoria das instalaçõesonde são produzidas as cerâmicas nas comunidades de Bragança, que nomomento são lugares sujos, de piso de terra batida, sem infra-estrutura paraarmazenar as peças produzidas, é a utilização de técnicas da chamadaarquitetura sustentável capaz de aproveitar os recursos de formasecologicamente corretos, aproveitando e mantendo a rusticidade do local de umaforma mais agradáveis aos olhos dos visitantes e melhorando o ambiente detrabalho das artesãs, pois, dessa forma esses ambientes que funcionam comooficina de produção, tornariam-se o próprio centro receptor da comunidade, onde,os turistas poderiam participar e observar a produção de utensílios paracomercialização, em um local capaz de despertar no visitante a consciênciaecológica, de que o homem pode tirar e aproveitar tudo que precisa da natureza,desde de que de forma racional e equilibrada. Segundo a arquiteta Deise Leal em entrevista dada á jornalista GabrielaAngeli, do jornal estado do Rio de Janeiro, um projeto de arquitetura sustentáveldeve ser implantada em um local que não seja preciso desmatar, agredir anatureza e aproveitar o máximo possível dos recursos naturais como à luz solar, aventilação, a água da chuva, o clima, o relevo e vegetação, também chamados dearquitetura bioclimática, sendo imprescindível canalizar o esgoto para uma fossaséptica, pois, os resíduos biológicos podem transforma-se em adubos, o quediminuiria os danos no meio ambiente. Tais critérios encaixam perfeitamente nasconstruções já existente nas comunidades de Bragança, reforçando ainda mais aidéia da implantação de um projeto dessa natureza, seja o mais viável ao localque já possui uma base precisando apenas de algumas adaptações como: aconstrução de banheiros ecologicamente corretos para atender as necessidadesdos visitantes; pisos adequados; o melhoramento do paisagismo e canalização daágua da chuva, que podem ser utilizadas para a fabricação das cerâmicas, ouseja, as implantações de critérios que favoreçam o desenvolvimento econômico, aestética, o turismo e principalmente a preservação ambiental.
  • 88. 89 A manutenção da sustentabilidade do turismo requer o gerenciamento dos impactos ambientais e socioeconômicos, o estabelecimento dos indicadores ambientais e a conservação da qualidade dos produtos e dos mercados turísticos. Através de um bom planejamento, desenvolvimento e gerenciamento do turismo,é possível minimizar seus impactos negativos; porém, a fim de assegurar a continuidade da sustentabilidade do turismo, o desenvolvimento turístico deve ser continuamente monitorado, e ações devem ser tomadas caso apareçam problemas.( ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO TURISMO, 2003, P.100).DESTINAÇÃO E ARMAZENAMENTO DO LIXO/AÇÕES PROPOSTAS O lixo foi o maior problema detectado na cidade, a pesar de já existir umacooperativa (COOMARCA) a qual beneficia uma pequena parte desses resíduossólidos. Esses detritos encontram-se armazenados em um local a céu aberto e omais impactante, é o fato de se localizar nas proximidades do igarapé Chumucuíque abastece a cidade, o que propicia a contaminação dos lençóis freáticos pelochorume (nome dado à substância produzida pela drenagem do lixo, resultado daputrefação de matérias orgânicas e lavagem pela água da chuva). Também é omesmo igarapé que passa por uma propriedade particular transformada embalneário (Balneário do Deco), o mesmo recebe turista e a nata da sociedadebragantina. Este problema do lixo inviabiliza a entrada desse produto turístico emum roteiro, pois, a única via de acesso ao empreendimento passa pelo lixão, oque causa grandes impactos aos visitantes, que com certeza não farão umaavaliação positiva da situação observada. Analisando o problema e pensando em ações que favoreçam odesenvolvimento e melhoria na qualidade da atividade turística do local, propõe-se:• A construção de um aterro sanitário (estação de tratamento do chorume),que segundo alguns especialistas na área classificam como destino maisadequado para o lixo, pois, impede a proliferação de doenças na população,melhora a estética e os odores causados pelo lixo acumulado.
  • 89. 90• A compostagem que é a técnica que transforma a matéria orgânica emcomposto orgânico e aumenta cerca de 50% a vida útil dos aterros sanitários.• A incineração que é a queima do lixo em alta temperatura e que impede acontaminação das pessoas principalmente por resíduos hospitalares.• Educação ambiental, com campanhas de massa que incentivem as pessoasa fazerem à coleta seletiva dos resíduos produzidos pelos os mesmos, pois,segundo Storey (2000) a educação ambiental não se reduz apenas aos conceitosecológicos da natureza mais engloba também as questões dos valores morais, dacidadania, da justiça, da saúde e da pobreza. Qualquer ação feita com o propósito de desenvolver a educação ambientaltem que ter como referências o grupo envolvido, conhecendo o cotidiano, acultura, história, e a situação econômica em que se encontra caso contrário aação não terá efeito.• O incentivo do poder público a cooperativa existente no local, para quepossam se desenvolver de forma sustentável e envolver um número maior depessoas na comunidade, pois, a cooperativa é formada por apenas 12 pessoas, elevar a eles o conhecimento de ecotécnicas variadas de reciclagem eaproveitamento do lixo. A prefeitura juntamente com o SEBRAE deveriam criarnovos horizontes para essa comunidade como, a criação de novos cursos aserem executado na comunidade envolvida, realizando aulas que auxiliariam ostrabalhadores em seus serviços, como cursos: de bisqui, aplicações de artefatosem roupas, fabricação de sandalias, cintos, bolsas, puff, cadeiras, e etc, tudo issoseria aproveitados do lixo como: espelho quebrado, vidro, pneus, garrafas pets,latinhas de refrigerantes, papelão e etc. Contudo essa atuação do SEBRAE
  • 90. 91facilitaria na formação de algumas pessoas da própria comunidade para darinstruções aos demais, pois, esse é um processo demorado, que em dois ou trêsmêses não se resolveria, presisaria de muita perssistência, por que esse é umprocesso lento e de longo prazo. A reciclagem no mundo tornou-se uma grande fonte de renda e ummodismo que parece não ser passageiro. Exemplos de criatividades na produção de objetos reciclados no mundo: Figs. De 73 a 84 - Objetos produzidos com material reciclado Para que todas essas propostas se concretise é preciso, que haja parceriasdo poder público, privado, de ONGs, instituições que incentivem oempreendedorismo como, o SEBRAE, para que possam incentivar os moradoresdo local a se organizarem.
  • 91. 92ESTUDO CIENTÍFICO DE CAPACIDADE DE CARGA/ AÇÕES PROPOSTAS Outro problema observado na cidade é a falta de estudo científico quedetermine à capacidade de carga dos produtos turísticos. O turismo sustentávelconsidera a inclusão social, a conservação dos recursos naturais, a qualidade deserviço, como elementos fundamentais para a viabilidade econômica do turismo alongo prazo. Neste sentido este trabalho tem como objetivo avaliar a capacidadede carga do mirante de São Benedito e a praia de Ajurutea. O uso desordenadofaz com que cause grandes desgastes do atrativo no pequeno espaço de tempo,tornando-o desinteressante para o turista, diminuindo a demanda para o local,além dos impactos negativos que geralmente são irreversíveis. Capacidade de carga é o planejamento do turismo com o objetivo decontrolar e identificar o número máximo de visitantes que a localidade comporta,degradando o mínimo possível o ambiente envolvido. O estudo de capacidade decarga antrópica são importantes para avaliar a intencidade do uso público na áreaenvolvida. O mirante de São Benedito, foi construído em uma torre de 8 M e medindo16,50 M, ocupa uma área de 2.500 M² no alto de um morro, na vila de Camutá,margem esquerda do rio Caeté, distante 6 km do centro de Bragança. Para facilitar o acesso ao mirante, foi construído uma escadaria de 131 degraus e uma rampa com corremão e iluminação. Na praça há dois quiosques para venda de comidastípicas e artesanatos da região, tendo uma amplaárea e uma vista panorâmica da cidade deBragança e da reserva extrativista(RESEX). Figs.85 e 86 - Mirante de São Benedito
  • 92. 93 Desde sua inaguração observa-se um grande fluxo de visitantes, contudovem causando sérios ploblemas socioambientais como a degradação dasestradas que dar acesso ao mirante e o grande números de pessoas nos bares ebauneários da comunidade de Camutá causando desgate ao ambiente. Para que haja turismo sustentável em uma localidade é preciso terconsciência de que necessitará de planejamento e zoneamento que determine acapacidade de carga.Ajuruteua Ajuruteua é conhecida como umas das mais belas praias da costa atlânticaparaense, porém, há muitas deficiências nas ações antrópicas, no âmbito daconservação. Nessecita-se de grande atenção do poder público, para que se façaum estudo aprofundado no uso desordenado da área. Em alta sazonalidade, Ajuruteua é invadida por milhares de pessoas quebuscam lazer e descanso, usufruindo de bares, restastaurantes e pousadas, noqual esses estabelecimentos usam os recursos naturais sem sustentabilidade,depositando seus detritos de forma inadequada no ambiente. Precisando deadequações necessárias para sustentabilidade futura como: fiscalizaçãoambiental, a proibição de veículos na área de pós-praia, coleta de lixodiariamente, substituir os bainheiros dos bares e restaurante por bainheirosquímios, implantação de containners de lixo em pontos estratégicos da praia eetc.. O estudo de carga é de fundamental importância para o atrativo turístico,pois, tem como finalidade o levantamento de dados para detectar o limite máximode visitantes que o local suporta, e os impactos causados pela massificação. Porconsequência da sobrecarga de turista na praia e a falta de inforamações eatitude dos moradores, faz com que o ambiente passe por grandes impactos deordem natural e antrópicas como: a migração de barras arenosas, a degradaçãodos manguesais, a utilização da área da praia para construções de casas epousadas na linha de pós-praia, lixo jogado no ambiente, acumulo de carros napraia e etc.
  • 93. 94 Por consequência da sobrecarga em alta sazonalidade e a imprudência dopoder público faz com que haja um grande acumulo de lixo na praia, sem opções,os moradores e donos de estabelecimentos jogam os dejetos nas dunas de áreae até mesmo no mar. Compreendendo a aplitude do tema aqui apresentado, propomos novasideias que viabilize uma política conjuta de desenvolvimento sustentável,sobretudo, os impactos gerado pelo turismo, são preocupantes, e deve sertrabalhado de forma a garantir o equilibrio do homem X natureza . É necessariocriar um planejamento turístico que visará sempre no conceito de sustentabilidadeambiental, uma vez que se trata de um processo lento. Para que a comunidadese adapti as mudanças é preciso antes de mais nada que haja ponderamento,para que o indivíduo se intere com certas transformações, pois, o morador temque se sentir envolvido nas ações. O incentivo do poder público e privado é indipensável para essaspropostas, pois tudo dependerá da integração de todos..
  • 94. 95ReferênciasALMEIDA, Socorro. (Org). Manejo de Trilhas. Belém PA, 2009.BAHL, Miguel. Legados étnicos & Oferta Turística. 1ª Ed. Curitiba: Juruá, 2004.BAHL, Miguel. Viagens e Roteiros Turísticos. 1ª Ed. Curitiba: Protexto, 2004.BENI, Mário Carlos. Análise Estrutural do Turismo. 8ª Ed. São Paulo: Senac,2003.CORREIO BRAGANTINO NEWS. O jornal on line da cidade de Bragança –Pará – Brasil. Disponível em: <http://www.correiobragantino.com.br/arq_webradio/webradio.html >. Acesso em:01 Dez. 2009.CAMPOS, Ângelo Mariano; FERREIRA, Eduardo Antônio. Caderno Virtual deTurismo. Trilha Interpretativa: busca por conservação ambiental. Disponível em:< http://www.ivt.coppe.ufrj.br/caderno/ojs/viewarticle.php?id=112>. Acesso em: 01Dez. 2009.FUNARI, Pedro Paulo; PINSKY, Jaime. Turismo e Patrimônio Cultural. 3ª Ed.São Paulo: Contexto, 2003.FERRAZ, Clóvis Pinto Antônio; TORRES, Guillermo Espinosa Isaac. TransportePúblico Urbano. 1ª Ed. São Paulo: Rima, 2002.FÉRIAS. TUR. BR. Roteiros do Brasil: Região Pólo Amazônia Atlântica.Disponível em: < http://www.ferias.tur.br/informacoes/4578/braganca-pa.html>.Acesso em: 01 Dez. 2009.
  • 95. 96GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ. Fórum vai reunir estudiosos do manguee tiradores de caranguejo em Bragança. Disponível em: <http://www.jusbrasil.com.br/politica/2719631/forum-vai-reunir-estudiosos-do-mangue-e-tiradores-de-caranguejo-em-braganca>. Acesso em: 07 Dez. 2009.IGNARRA, Luiz Renato. Fundamentos do Turismo. 1ª Ed. São Paulo:Thompson Learning, 2002.MINISTÉRIO DO TURISMO. Turismo cultural: orientações básicas. 2ª Ed.Brasília: Ministério do Turismo, 2008.MINISTÉRIO DO TURISMO. Conceitos básicos e apoio à comercialização de produtos segmentados. 1ª Ed. [Brasília] o Ministério: Florianópolis: SEAD/UFSC, 2009.MORAES, Werter Valentim de. Ecoturismo: Planejamento, Implantação eAdministração do empreendimento. 1º Ed. Viçosa, MG: Aprenda fácil, 2000.NEIMAN, Zysman; MENDONÇA, Rita. Ecoturismo no Brasil. 1º Ed. Barueri, SP:Manole, 2005.OWEN, Wilfred. Estratégias para o transporte. 1ª Ed. São Paulo: Pioneira, 1975PROJETO CULTURAL. Viajando pelo Brasil. Disponível em:<http://www.aldotur.com.br/indexphp?option=com_content&view=article&id=1010&Itemid=68>. Acesso em: 18 Nov. 2009.PELLIZER, Hilário A. Uma Introdução à Técnica do Turismo: transportes. 1ª Ed.São Paulo, Livraria Pioneira Editora, 1978.PALHARES, Guilherme Lohmann.Transportes turísticos. 2ª Ed. São Paulo,Aleph, 2002.
  • 96. 97PORTAL BRAGANTINO. Muito mais amor por Bragança. Disponível em: <http://www.portalbragantino.com.br/default.php?pg=noticia&id=629>.Acesso em04 Dez. 2009.TRABALHO INTERDISCIPLINAR DO CURSO DE TURISMO DA FABEL. Estudo do Meio: Município de Bragança – Pará. Belém, 2009.TUDO ACONTECE AQUI. ondequando.com. Disponível em:<http://ondequando.com/local/6009/Museu-de-Arte-Sacra-Nossa-Senhora-do-Ros%C3%A1rio-(Masb)>. Acesso em: 01 Dez. 2009.SIQUEIRA, José Leôncio Ferreira. Trilhos: o caminho dos sonhos. (Memorial daEstrada de Ferro de Bragança). 1º Ed. Bragança: Prefeitura Municipal deBragança, 2008.