A grande depressão e o seu impacto social resumo

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  • 1. A Grande Depressão e o seu impacto social A crise torna-se, a partir do crash de Wall Street, uma crise mundial, o que demonstra como a América se vai transformando, aos poucos, na locomotiva da economia capitalista. As repercussões sociais desta crise, são, também, mundiais, afectando todos os países, com economias pouco desenvolvidas e diversificadas, que fornecem matérias-primas aos EUA e à Europa. Por todo o lado falem fábricas por falta de compradores. Por todo o lado instala-se o desemprego, e as dificuldades económicas das populações agudizam-se. A fome, que parecia uma realidade passada, reemerge. Nos EUA, põe-se em questão o American way of life, instalando-se dúvidas quanto à validade do modelo capitalista tal como é aplicado. Este modelo incentivou, nos anos da pseudo prosperidade, a um consumo desenfreado, concedendo créditos ao consumo privado de forma pouco criteriosa e as pessoas que não possuíam capacidade de endividamento. Quanto mais se consumia, mais os bancos emprestavam, numa espiral que só podia conduzir a um fim – a ruptura do sistema financeiro e, consequentemente, produtivo, logo que as dificuldades financeiras começaram a emergir (as pessoas não pagavam aos bancos o que lhes deviam e deixaram de consumir por não terem meios para tal). Com a retracção do consumo privado, as empresas vêem-se com uma enorme quantidade de stocks invendáveis por causa da falta de liquidez financeira dos consumidores. Milhares de empregos desaparecerem em pouco tempo por já não se justificarem em época de retracção económica. Os bancos, com falta de confiança na capacidade de pagamento de quem pede empréstimos, encerram as linhas de crédito, restringindo ainda mais o consumo. A falta de dinheiro no sistema leva-os a retirar os créditos concedidos a muitos bancos europeus e a não efectuar novos empréstimos. Ora, o sistema bancário baseia-se, em grande parte, nos empréstimos concedidos pelos bancos com maior capacidade financeira aos de menores capacidade. Muito bancos europeus, dependentes de créditos americanos entram em ruptura. O crescimento da ideologia fascista nos anos 20 e 30 integra-se na conjuntura de profunda crise à qual a democracia parlamentar não conseguiu responder satisfatoriamente. A Itália, apesar de fazer parte do grupo dos países vencedores da Primera Grande Guerra não obtivera as compensações territoriais que achava devidas. A crise económica resultante do pós-guerra era dramática e, em consequência, a agitação social crescia. Esta conjuntura explica que, logo em 1919, surja em Itália o movimento fascista, tornado Partido Nacional-Fascista em 1921. No ano seguinte, os fascistas, liderados por Benito Mussolini, recebem o poder do próprio rei. A Alemanha foi a grande derrotada na Primeira Guerra. À crise económica, marcada pela inflação galopante e pelos milhões de desempregados, juntou-se a humilhação do Tratado de Versalhes, considerado pelos alemães como uma imposição sem margem para negociações.
  • 2. Consequentemente, em 1920 é criado o Partido Nacional-Socialista, desde logo de natureza violenta, encarnada pelas milícias. Os efeitos da grande depressão desferiram o último golpe na República alemã: os investimentos e os empréstimos americanos com que a Alemanha recuperava economicamente foram cancelados. Em Janeiro de 1933, Hitler foi escolhido para o cargo de chanceler da Alemanha. O fascismo definiu os seus princípios por oposição aos princípios iluministas que fundamentaram a criação das democracias liberais. A ideologia fascista tinha por base o totalitarismo (em que o indivíduo apenas existe se integrado no Estado), o antiparlamentarismo (em lugar da ideia de igualdade entre os homens, o fascismo afirmava a desigualdade, razão por que proibia o sufrágio universal que conferia igualdade política a todos os cidadãos), o culto do chefe (a crise do sistema democrático conduziu ao reforço do poder executivo, personificado na figura de um líder carismático e inquestionando), o militarismo (a crença nas virtudes da guerra e no sacrifício individual), o corporativismo (partindo da ideia de que os sindicatos criavam divisões na sociedade, defendia-se as corporações) e imperalismo (o nacionalismo exacerbado da ideologia fascista conduziu ao expansionismo territorial).