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A ExpansãO Urbana
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  • 1. A Expansão urbana
  • 2.
    • O crescimento das cidades e o crescimento e a urbanização das zonas rurais são tendências irreversíveis, devido à mudança global das economias baseadas em tecnologia, industria e serviços .
  • 3. Suburbanização
    • A expansão urbana faz-se à custa das áreas periféricas das cidades , dando origem à ocupação urbana dos subúrbios
  • 4. Fase centrípeta
    • Para alem do seu crescimento natural as cidades são espaços receptores de populações oriundas dos meios rurais. Exercem também forte poder de atracção sobre as actividades económicas dos sectores secundário e terciário. Ao período de crescimento demográfico e funcional da cidade dá-se o nome de fase centrípeta
  • 5. Fase centrifuga
    • A continua concentração da população e das actividades económicas no interior do perímetro urbano desencadeia conduz numa fase posterior à desconcentração urbana em direcção ás áreas periféricas , a chamada fase centrifuga.
  • 6. Movimento de desconcentração urbana
    • O espaço rural é progressivamente invadido por construções habitacionais , pela industria e outras actividades económicas que lhe conferem um forte carácter urbanizado, densidades de ocupação mais ou menos elevadas e reduzidos vestígios de ocupação rural.
  • 7. SUBURBANIZAÇÃO
    • Expansão das cidades pela ocupação urbana dos subúrbios.
    • Os subúrbios são zonas periféricas , mais ou menos urbanizadas , das cidades e totalmente dependentes destas.
  • 8. SUBURBIOS
    • Em termos de paisagem urbana é difícil estabelecer a fronteira entre cidade propriamente dita e os seus subúrbios imediatos , pelo que só os limites administrativos permitem a separação destas duas entidades geográficas.
  • 9. Factores de expansão dos subúrbios
    • O desenvolvimento dos transportes e vias comunicação
    • A densificação da rede de comunicações
    • A modernização e expansão dos transportes colectivos urbanos
  • 10.
    • O uso crescente do automóvel permitiu uma rápida ligação entre vários locais da periferia e sobretudo entre esta e a cidade possibilitando uma separação crescente entre os locais de trabalho e a residência.
  • 11.
    • A crescente intensidade do trânsito automóvel e a degradação ambiental no interior do perímetro urbano
  • 12.
    • As carências e o elevado custo da habitação nas cidades
  • 13. A existência de vastas áreas desocupadas nos subúrbios
  • 14. Esquema da dinâmica urbana
  • 15. Impactes sociais e territoriais da suburbanização
    • Intensificação dos movimentos pendulares
    • Aumento das despesas com as deslocações quotidianas
    • Falta de equipamentos colectivos e fraca oferta de serviços
    • Proliferação de loteamentos clandestinos e bairros de habitação precária
    • Ocupação de solos florestais
  • 16. Periurbanização
    • O crescimento da suburbanização origina o aparecimento de áreas periurbanas.
  • 17. A periurbanização é factor de difusão das características e do ritmo de vida urbana
    • A mão de obra local é absorvida pelas novas actividades económicas que continua muitas vezes a ocupar-se também das tarefas agrícolas.
    • A população adquire novos hábitos de consumo
    • O desenvolvimento dos transportes públicos permite que parte da população trabalhe nos centros urbanos mais próximos.
  • 18. As áreas metropolitanas
    • A área metropolitana é a designação dada ao conjunto formado por uma grande cidade e todo o espaço mais ou menos urbanizado que a envolve numa estreita relação de interdependências .
  • 19. Áreas metropolitanas
    • O processo de suburbanização leva devido ás intensas relações de complementaridade que gera com as manchas urbanas envolventes á passagem de uma estrutura funcional monocêntrica ( centrada numa grande cidade) , para uma estrutura policêntrica onde os diferentes centros urbanos se complementam.
  • 20. Área metropolitana de Lisboa
    • É constituída por 18 Concelhos, e está dividida em Grande Lisboa e Península de Setúbal.
    • A sua área é de aproximadamente 3128Km2É o maior centro populacional do país, com 2 760 549 habitantes (2004), cerca de um quarto da população portuguesa.
    • Constitui uma região estatística (NUTS II) e uma entidade de nível intermédio da Administração Pública Local, de natureza associativa. Tem natureza associativa e visa a prossecução de interesses comuns dos municípios que a integram.
  • 21. Área metropolitana de Lisboa
    • Os concelhos com mais população absoluta são os de Lisboa, Loures, Sintra, Amadora, Cascais , Almada e Oeiras
  • 22. Dinamismo demográfico
    • O dinamismo demográfico das áreas metropolitanas evidencia-se pelo aumento de população. No entanto na AML Lisboa , Amadora e Barreiro perderam população o que evidencia a tendência de redistribuição da população, excepto Barreiro em que a diminuição da população se relaciona com a desindustrialização e aumento de acessibilidade dos concelhos vizinhos
  • 23. Mobilidade da população
    • Verifica-se uma tendência para o crescimento das deslocações interconcelhias e dos movimentos de saída e entrada nas duas áreas metropolitanas
    • As deslocações abrangem áreas cada vez mais distantes.
  • 24. Dinamismo económico
    • As duas áreas apresentam vantagens do ponto de vista físico ( localização litoral, clima ameno , acessibilidade natural) e demográfico e no que diz respeito às estruturas produtivas o que as torna pólos dinamizadores da economia.
  • 25. Área Metropolitana do Porto
    • Arouca Espinho Gondomar Maia Matosinhos Porto Póvoa do Varzim Sta . Maria da Feira Santo Tirso S. João da Madeira Trofa Valongo Vila do Conde Vila Nova de Gaia   
  • 26. Área Metropolitana do Porto
    • Constituem actualmente a Grande Área Metropolitana do Porto 14 Municípios: Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Valongo, Vila do Conde e Vila Nova de Gaia integravam a anterior Área Metropolitana do Porto, tendo-se posteriormente juntado a este grupo os Municípios de Arouca, Santa Maria da Feira, S. João da Madeira, Trofa e Santo Tirso. A respectiva adesão foi aprovada na reunião da Assembleia Metropolitana do Porto de 28 de Janeiro de 2005, passando a Grande Área Metropolitana do Porto a ser constituída por 14 Municípios.
  • 27. Área metropolitana do Porto
    • A cidade cresce inicialmente à custa do movimento portuário do Douro que com o comércio leva a grandes transformações urbanas: construção de edifícios públicos, novas ruas acompanhado de um crescimento demográfico.
  • 28. Evolução da população na AMP
    • Os concelhos periféricos registavam já nos princípios do sec.XX um aumento populacional embora lento. Ao longo do século nos concelhos do interior o crescimento populacional foi inferior ao dos concelhos do litoral. Observam-se as maiores densidades nos concelhos do Porto , seguido de Matosinhos , Vila Nova de Gaia , Espinho ,Vila do Conde e Maia.
  • 29. A população do Concelho do Porto
    • Em termos relativos , a população do concelho do Porto diminuiu entre 1981 e 1991 ,sendo as freguesias da Sé, S. Nicolau e Miragaia as que registaram maiores descidas, enquanto as freguesias na coroa suburbana , registaram crescimento mais acentuado.
  • 30.
    • O crescimento das freguesias periféricas é consequência da:
    • Expulsão das áreas residenciais do centro urbano
    • Oferta de emprego na industria e serviços na cidade do Porto
    Densidade de emprego na AMP
  • 31. A maior percentagem da população activa trabalha no concelho de residência. O concelho de Vila Nova de Gaia é o que apresenta maior mobilidade no sentido da cidade do Porto seguido de Gondomar e Matosinhos. Na AMP registam-se movimentos pendulares da periferia para a cidade do Porto e ainda movimentos entre outros concelhos que atraem trabalhadores pelo aumento de industrias e serviços.
  • 32. Dinamismo económico das áreas metropolitanas
    • As duas áreas metropolitanas empregam quase metade dos trabalhadores portugueses por conta de outrem e têm em média ganhos superiores aos do resto do país.
  • 33. Desigualdades metropolitanas
    • A AML em 1998 concentrava cerca de 60% das 500 maiores empresas do País , contra 15% para AMP.
    • As actividades de comércio a retalho , transportes e comunicações e principalmente os serviços encontram-se mais representados na AML.
    • A AMP evidência maior representação face aos valores médios das maiores empresas de construção civil e da hotelaria e turismo.
  • 34. A industria nas áreas metropolitanas
    • A localização da industria nas áreas metropolitanas beneficia de algumas vantagens:
    • Complementaridade entre os diferentes ramos industriais.
    • A existência de infra - estruturas e serviços diversos
    • Disponibilidade de mão de obra qualificada e especializada
    • Acessibilidade aos mercados nacional e internacional
  • 35. Tecido industrial nas áreas metropolitanas
    • AML
    • A actividade industrial tem maior capacidade de gerar valor acrescentado atingindo níveis de produtividade mais elevados.
    • Maior diversidade do tecido industrial
    • AMP
    • Maior intensidade em trabalho, mas tal como a AML é evidente a sua vocação exportadora.
  • 36. Actividade industrial
    • A actividade industrial nas duas áreas metropolitanas tem vindo a perder alguma importância no que diz respeito ás funções produtivas.
  • 37. O processo de urbanização nas AM
    • A partir da década de 60 , os concelhos periféricos das duas cidades atingiram densidades elevadas, ao mesmo tempo que também aumentava nas duas cidades.
    • A AML tem uma população menos homogénea que a AMP.
    • O Porto é o principal centro polarizador ( sector terciário) enquanto a AML apresenta dois centros polarizadores ( Lisboa e Setúbal), sendo Lisboa o principal .
    • A taxa de urbanização é maior em Lisboa do que no Porto.
    • As áreas metropolitanas têm vindo a perder peso no emprego industrial , consequência da tendência de desconcentração da industria e actividades terciárias.
  • 38. Conceitos e noções básicas
    • Acessibilidade
    • Aglomeração urbana
    • Área funcional
    • Área de influência
    • Área metropolitana
    • Área periurbana
    • Área suburbana
    • CBD/baixa
    • Complementaridade
  • 39. FIM Trabalho realizado por: Professora Adelaide Pereira