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Respiração

  1. 1. VOCÊ RESPIRA? ENTÃO, ESTE LIVRO FOI FEITO PARAVOCÊ!“Todos pensam em mudar o mundo,mas ninguém pensa em mudar a si mesmo”.(Leon Tolstoi)DEFINIÇÃOO objetivo principal do pránáyáma é o kúmbhaka para a uniãoentre o prána ao apána e levá-los juntos em direção a cabeça. Comoresultado disso consegue-se udghata, ou seja, o despertar da kundaliní.Você não entendeu nada? Então continue lendo, em breve vai entendertudo.CONSTRUINDO HÁBITOSPránáyáma pode ser descrito como o controle consciente evoluntário da respiração gerando um recondicionamento respiratório,tornando esse novo padrão um hábito,é justamente a adequação atransição de esforço consciente para hábito. Podemos mesmo dizer quepelo trabalho constante, poderemos fazer pránáyáma o tempo todo, comum quase imperceptível ato de vontade. E tudo que você precisa para issoé treino.RESPIRE CRIATURA!Você já observou a sua respiração? Poderia me responder, semparar para pensar, no que se mexe mais quando você respira: o peito, ascostelas ou a barriga? Se você conseguiu responder a esta pergunta já éum bom sinal: a maior parte das pessoas nem se lembra que respira. Jápensou se você se esquecesse de comer?A respiração do Yoga é fácil basta você usar toda a musculaturarespiratória disponível; como os músculos da barriga, das costelas e dasclavículas num movimento ondulatório harmonioso e constante. É comoandar de bicicleta, você precisa montar no acento encaixar o pé no pedalempurra-lo para frente e para baixo enquanto tira o outro pé do chão; apartir daí é só mover o eixo de equilíbrio para o lado oposto do pé que estápedalando. Só precisa treinar para pegar o jeito mais nada, se aprendeu debicicleta vai aprender a fazer a respiração do Yoga, tudo que você vaiprecisar é tempo e um mínimo de paciência.Uma das coisas mais importantes que se aprende no Yoga é comorespirar, por isso eu resolvi que este deve ser o primeiro tema que vouabordar nessa apostila. Vamos compreender como funciona a nossarespiração e aprender como torná-la melhor. Para modificar o corpo énecessário trabalho, treino, auto-superação e muita paciência; lembre-se,quando crianças nós não nascemos prontos, nascemos naturalmenteincompletos e durante a vida cabe a nós mesmos decidir o que faremoscom o nosso corpo. Então vamos lá e mãos a obra! O que você estáesperando, mude!
  2. 2. RESPIRAR É MAIS IMPORTANTE QUE COMER...Tanto, que a gente respira automaticamente. Experimentesuspendê-la mesmo que por um curto período para ver como é difícil... Viu?Entre todos os processos corporais, a respiração é a maisimportante do metabolismo. É por ela que mantemos contato ininterruptocom o meio ambiente, numa permuta essencial de primeira necessidade.Respirar errado provoca uma série de alterações físicas ebioquímicas. Uma delas diz respeito à respiração que as pessoas fazemusando apenas a parte superior do tórax - é lógico que só entra a metadedo ar que deveria entrar. Isto obriga você a respirar em dobro paracompensar a falta de oxigênio e com isso altera seu ritmo infradiano,produzindo variações humorais imprevisíveis.E para que tanto oxigênio? Ora, para fornecer combustível para ascélulas é necessário misturá-lo com o carboidrato da comida. Carboidratosozinho não serve para nada, oxigênio também não. Mas a grandediferença com relação à comida é que a falta de 5% de oxigênio no corpodá fraqueza, enjôo e tontura, a falta de 10% pode fazer você desmaiar e afalta de 30% mata.Uma pessoa pode ficar semanas sem comer, mas sem respirar nãoficamos por mais que alguns minutos.AGORA LHES APRESENTO, AS NARINAS.(Naságrána a respiração nasal)Você pode viver respirando pela boca, mas não pode viver bemfazendo isso. Procure respirar sempre pelas narinas, jamais pela boca,tanto na entrada quanto na saída do ar. Executando dessa forma, vocêestará evitando muitos problemas. Só para enumerar alguns: podeprovocar danos na estrutura facial, deixando a face mais alongada;acredita-se que causa pressões na caixa craniana e é apontado como umdos causadores de cefaléia; altera a arcada dentária, que pela sua posiçãoaberta para deixar o ar passar pressiona os dentes inferiores - parapromover o melhor fluxo respiratório, o ar precisa contornar a língua e issodeforma o céu da boca, empurrando também os dentes superiores parafrente; produz desnivelamento dos seios (um fica mais alto que o outro);força a coluna vertebral; enfraquece o diafragma; entorta os lábios paraum dos lados (problema comum de quem respira pela boca e dorme debarriga para baixo); força as cordas vocais alterando a voz; enfraquece osistema imunológico, pois respirar pela boca aumenta a inalação desubstâncias nocivas suspensas no ar que os cílios nasais filtrariam.A respiração bucal impede a formação da pressão ideal no interiordos alvéolos pulmonares para a perfeita assimilação do oxigênio. Ao inspirarpela boca, você permite que as impurezas entrem diretamente nospulmões. O design do nariz foi especialmente projetado para filtrar apoeira, mas quando respiramos pela boca estamos mais predispostos às
  3. 3. infecções contidas no ar, abrindo as portas para diversos distúrbios.Produz ressecamento das narinas e vias aéreas. Afinal de contas, por quea natureza teria se dado ao trabalho de fazer o nariz se não precisássemosdele? Além do mais, seria uma grande ironia se depois de milhões de anosde evolução para que a natureza criasse as narinas, utilizássemos a nossa"inteligência" para respirar pela boca.Os ortodontistas apresentam cada vez mais evidências de que aobstrução das vias aéreas superiores em crianças contribuiu paraalterações no crescimento facial e desenvolvimento dental. Vários examesmostraram que algumas dessas obstruções foram causadas por maushábitos respiratórios provocando alterações estruturais tanto no narizquanto a maloclusão dental.A boca não oferece nenhuma proteção aos pulmões, pessoas quedormem de boca aberta deixam passar o ar frio, afetando os órgãosrespiratórios, além disso impede a formação da pressão ideal no interiordos alvéolos pulmonares para a perfeita assimilação do oxigênioA respiração pela boca é tão prejudicial que o problema já tem aténome é a síndrome do respirador bucal essa respiração provoca má posturada cabeça e do pescoço produzindo o estiramento dos músculosraquidianos e tirando a posição normal das vértebras cervicais provocandoalterações vasculares. Fora isso o mau posicionamento da mandíbulaproduz um estiramento constante dos temporais, levando uma tensãoexagerada nesta região causando um tipo de cefaléia tencional queenvolve vários grupos musculares como os ombros, pescoço, courocabeludo e principalmente a face.Se você tem constantes dores de cabeça saiba que pode ser asíndrome do respirador bucal (SRB), e você pode diferenciá-la das outrasdores de cabeça por que ela se apresenta muitas vezes como umasensação de aperto, peso ou pressão como uma faixa apertada amarradaem torno da cabeça, geralmente localizada atrás dos olhos, têmporas e ounuca.Enfim, são tantas alterações que eu espero que você estejaconsiderando respirar só pelas narinas daqui para frente. Ao fazer arespiração nasal, lembre-se que o ar sai por onde entrou, por isso nada derespirar pelas narinas e depois soprá-lo pela boca, como se fosse um pneufurado...Quando você inspira pelas narinas ocorre o seguinte: o ar mais frioe seco entra pelas narinas e sofre um processo de aquecimento porumidificação; esse ar quente e úmido desce agora pelas vias aéreasgostosamente, pois está na temperatura certa. O que aconteceu com ocorpo? Bom, as narinas ressecaram após cumprir a tarefa de aquecimentodo ar perdendo boa parte da sua umidade; com isso, elas necessitam do arque está dentro do corpo, que por sua vez fica ainda mais quente e umpouco mais úmido. É esse ar que, quando retornar pelas vias aéreas, vai
  4. 4. re-umidificar as mucosas das largas sinuosidades nasaise aquecê-lasnovamente, preparando-as para a próxima respiração, dandoprosseguimento ao ciclo.As narinas têm uma forma afunilada, com a abertura maior na partede fora e que, como um cone, vai diminuindo. Quando inspiramosrapidamente, é muito comum que a aba externa se contraia, fechando-se;já na expiração, isso jamais acontece, por mais forte que seja a expiração.Portanto, é infinitamente mais difícil colocar o ar para dentro do que parafora. Além disso, perdemos umidade ao soltar o ar pela boca. Então meexplique, de onde surgiu a mania de inspirar pelas narinas e expirar pelaboca? Nada abaliza esse procedimento. O correto é respirar apenas pelasnarinas. Lembre-se sempre: o ar entra e sai pelas narinas.Devido a causas patológicas ou por maus hábitos o homem, porvontade própria, é o único entre os mamíferos que respira pela boca; comose isso não bastasse, as narinas são portas para duas nádí - uma positiva,pingalá nádí, e outra negativa, idá nádí. Recentemente, foi descoberto quea respiração nasal estimula centros neurológicos específicos que levam aestados humorais diferenciados.Ambas as narinas estão vinculadas ao sistema nervoso - uma atua predominantemente nosimpático e a outra no para-simpático.Executar a respiração nasal nos faz respirar mais devagar e issoaquieta o ritmo cardíaco e também as ondas cerebrais. Tudo isso acabafavorecendo a oxigenação sangüínea, por oferecer tempo extra para queos pulmões realizem suas trocas gasosas (sangue venoso transforma-seem arterial).Durante a fase de crescimento uma criança que tenha por hábitorespirar pela boca consegue freqüentemente através da musculatura dabochecha forçar os ossos da mandíbula produzindo um crescimento ósseopara baixo, desenvolvendo uma alteração facial alongada com os dentescentrais projetados para fora dos lábios, deixando os dentes ressecados.Tal alteração provoca frequentemente um mau posicionamento da colunavertebral deixando a pessoa arqueada para frente produzindo uma postura derrotista comgrande influencia emocional além de comunicar as demaispessoas uma personalidade depressiva, triste e submissa.A Respiração Bucal, acarreta a síndrome da dispnéia do sonosofrendo interferência na qualidade do sono por roncar, além é claro de tergrandes chances de produzir também a apnéia do sono tendo interrompidoo processo natural do dormir não atingindo o estágio 3 e 4 do sono.Crianças que não possuem uma boa qualidade do sono tem bloqueio daliberação do hormônio do crescimento, afetando o desenvolvimento normal.Além de tudo que foi dito estudos recentes demonstraram quebactérias existentes na boca principalmente de quem costuma descuidarcom freqüência da escovação causam doenças pulmonares. Micróbios,germes e impurezas em suspensão acabam pegando uma carona no fluxodo ar inalado sem a filtragem adequada pela porta que estáconstantemente aberta seguindo até os pulmões e uma vez lá dentro eles
  5. 5. aceleram a produção de mucosidade nos brônquios. Então diversasBactérias, como a da pneumonia por exemplo acabam por se aproveitardessa brecha.As narinas alternam o funcionamento regularmente, tendo ora anarina direita ativa ora a esquerda, essa alternância das narinas estárelacionada com uma série de fatores biológicos e energéticos. Uma dasteorias diz respeito a regeneração das células e da mucosa nasal,enquanto uma narina fica fechada e o sistema cuida dos reparos a outrafica funcionando plenamente. Pouco a pouco a que estava obstruída vaiabrindo até que ambas estejam funcionando por igual, ficam cerca de 20minutos nesse estado até que ocorre uma nova troca. Isso ocorre váriasvezes ao dia, caso o sistema esteja desequilibrado uma das narinas ficafuncionando excessivamente e acaba produzindo alterações humorais eque podem levar a pessoa a estados de depressão o excitaçãodependendo qual narina esteja aberta.Raramente existem pránáyámas que utilizam respirações pela boca.Apenas o há (sopro há), shítalí e sítkárí, e mesmo assim são usadosunicamente para combater a sensação de calor, fome, sede ou exaustão.RESUMO DAS ALTERAÇÕES DA RESPIRAÇÃO BUCALPara ajudá-lo (ou apavorá-lo) fiz um resumo dos principaisproblemas e alterações neuro-musculares, esqueléticas e dentáriasadquiridos com a respiração bucal.1. alterações dentárias, má oclusão dental causando com isso;2. perturbação nas funções de mastigação, deglutição e fala o que vaiacarretar;3. propensão à cárie e;4. problemas digestórios e intestinais;5. lentidão no processo digestório afetando o humor e aindacausando;6. desânimo;7. falta de ar e;8. cansaço freqüentes;9. halitose;10. nódulos nas cordas vocais e;11. alteração na estética facial produzindo tensões na estruturacraniana causando;12. cefaléias;13. redução auditiva;14. problemas visuais;15. tensão nos ombros e;16. boca torta para um dos lados;17. deformação no palato (céu da boca);18. desnivelamento dos seios produzidos por alteração da posturacorporal e infecções nas vias aéreas superiores como;19. adenóide;20. amidalites;
  6. 6. 21. sinusites;22. rinites;23. infecções pulmonares por contaminação dos brônquios;24. ressecamento da mucosa nasal;25. pneumonia;26. deformações nas passagens de ar que podem produzir;27. roncos (dispnéia do sono) freqüentes causando;28. insônia, sono agitado produzindo;29. baixa no sistema imune e;30. regenerativo do corpo podendo em crianças afetar o;31. crescimento e desenvolvimento correndo o risco de morte por;32. apnéia do sono.33. e muito mais...COLUNA ERETA, RESPIRAÇÃO CORRETA.Para respirar corretamente, não basta que a respiração seja pelasnarinas; é preciso deixar as costas eretas. Quando você deixa as costascurvadas, cabe menos ar dentro dos pulmões, pois você os está apertandonum processo de sanfonamento.A não ser que você queira o papel principal no filme que conta ahistória do Quasímodo aquele, lembra? O da corcunda... Caso contrário,uma nova postura lhe cairá muito bem. Isso significa que, quando ascostas estão eretas, você permite que os órgãos e vísceras ocupem suasposições naturais, produzindo uma respiração mais fácil e leve.Quando as costas estão eretas e o queixo bem posicionado nemmuito para cima nem para baixo você libera as vias aéreas, basta lembrarque numa respiração boca a boca tombamos a cabeça da pessoa para tráspara liberar as vias. Quanto melhor posicionada a coluna e cabeça melhorse respira.Você irá perceber ao longo do tempo que muitos dessesprocedimentos visam minimizar pressões na passagem do ar. Para melhorara respiração, na maior parte das vezes, basta que você não a prejudique.A UNIÃO FAZ A FORÇA.Quando respiramos numa prática de yoga, procuramos utilizar boaparte da musculatura que expande a caixa torácica: quanto mais músculosenvolvidos na mesma tarefa, menos força será necessária para executarum movimento, correto? Eu costumo comparar esse tipo de cooperaçãocom a idéia de uma pessoa que precisa carregar uma mala pesada e semalças. Se ela carrega a mala sozinha, vai fazer uma enorme força; seconsegue um ajudante, a tarefa fica mais fácil, e com três pessoas nemparece tão pesado. Do ponto de vista fisiológico, é uma tremendaeconomia de energia, economia essa que pode ser usada para o sistemaimunológico combater agressões externas.Existem três áreas principais que são treinadas para conseguir umamaior capacidade pulmonar; executadas conjuntamente, fazem parte darespiração completa rája pránáyáma (ou prána Kriyá) e para efeito
  7. 7. didático, ensinaremos uma de cada vez.RESPIRAÇÃO ABDOMINAL(adhama pránáyáma)Primeiro, detenha a atenção na parte baixa, também denominadaadhama, termo proveniente de adhára que significa suporte. Elacorresponde à região abdominal. Quando você inspira, o seu músculodiafragmático se contrai, perdendo a forma em cúpula e invade a regiãoventral, aumentando a pressão abdominal. Com isso, ele comprime asvísceras que por sua vez empurram o abdome para fora. Se nessemomento você contrair a barriga para dentro, os retos abdominaiscomprimem as vísceras para cima e o diafragma terá maior dificuldade dese movimentar livremente; o que ocorre é que entra menos ar do quedeveria, pois dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmotempo - se colocar o ar para dentro, não dá para colocar também abarriga para dentro, algo deve sair para dar espaço, no caso a barriga.Então acompanhe e treine essa regra, comece agora mesmoenquanto faz essa leitura, respire assim: AR para dentro BARRIGA parafora, AR para fora BARRIGA para dentro. Entretanto, não estufe a barriga;apenas relaxe-a, como você faz quando está dormindo. Todos nós quandodormimos respiramos certo não nos preocupamos com a estética.Autores modernos ensinam que não se deve projetar a barriga parafora na inspiração, alegando que isso pode deixar as pessoas barrigudas ecom dilatação abdominal, opinião que discordo completamente, vejamospor que: o movimento abdominal se executado corretamente estimula osintestinos melhorando a digestão, fato que por si só já contribui paramelhorar a estética abdominal; ao estimular as vísceras o massageamentocombate a visceroptose (ptose = queda), e quando a estrutura étonificada ela se encolhe; ao utilizar o abdome para dentro e para foramais sangue percorre a região estimulando os tecidos abdominaismantendo-os mais firmes; com um maior fluxo de ar grandes quantidadesde oxigênio são queimadas gastando mais calorias; ao projetar o abdomedepois você precisa contraí-lo muito mais, aumentando o tônus da paredeabdominal.RESPIRAÇÃO MÉDIA(madhyama pránáyáma)O passo seguinte é o madhyama, que significa meio, médio,localizado na região média do corpo.Esse movimento está diretamente relacionado com as costelas Ascostelas estão fixadas por cartilagens que permitem uma distensãoconsiderável; toda vez que inspiramos, elas movimentam-se para fora epara cima, aumentando o diâmetro corporal e conseguindo com isso umespaço precioso. Observe a figura abaixo.Coloque as mãos nas costelas flutuantes, ou seja, ao lado da caixatorácica.Na inspiração, perceba o movimento das costelas se afastandopara os lados, ampliando o tórax, enchendo de ar a região média do tórax.
  8. 8. Sinta como esses músculos abrem as costelas e os espaços entre cadauma se alargam e que, na expiração, elas retornam à posição inicial.Perceba como esse movimento é como uma sanfona abrindo efechando produzindo a distensão das costelas. Exercícios freqüentes(ásanas e pránáyámas) ajudam a manter a elasticidade das costelas.RESPIRAÇÃO SUB-CLAVICULAR(uttama pránáyáma)Por último, temos a região alta; uttama significa superior. Elaacontece quando permitimos o movimento dos ombros para cima; eles nãosão incentivados a se movimentar, acontecem quase que naturalmente;basta deixá-los fazer a tarefa para a qual foram projetados, ou seja,ganhar espaço para cima na região subclavicular, “enchendo a partesuperior dos pulmões”, diminuindo a pressão nesta área. Para treinar essarespiração é necessário mobilizar os ombros. Afinal de contas, eles têmesse movimento por algum motivo - ou você os movimenta apenas paradar-de-ombros e dizer não sei, não estou nem aí, não é comigo?EFEITOS DO RITMO, PROFUNDIDADE E DURAÇÃORITMO:O RITMO LENTO SEDA:Essa respiração tende a diminuir o ritmo das atividades biológicas ea temperatura corporal. A mente fica mais clara e contemplativa,tende a ver as coisas com maior profundidade; ajuda noautoconhecimento.O RITMO ACELERADO AGITA:A mente perde a consistência, produzindo mudanças bruscas decomportamento e humor; torna-se mais subjetiva, tem reaçõesinesperadas e mais instintivas; o estado de alerta proporciona umavisão mais imediata e detalhada das coisas.PROFUNDIDADE:A RESPIRAÇÃO PROFUNDA GERA SACIEDADEA pessoa se sente nutrida e satisfeita, gerando com issoautoconfiança, força interior, garra, capacidade de realização ecriatividade; emocionalmente se torna estável, com uma enormecapacidade de expressão. Aquele que se utiliza dessa respiraçãoalcança facilmente um sentimento de amor indiscriminado.A RESPIRAÇÃO SUPERFICIAL GERA CARÊNCIAComo não supre as necessidades orgânicas de oxigênio, ela deprimeo sistema e automaticamente se reflete no estado emocional. Osreflexos psicológicos se alternam entre a angústia e a depressão;instala-se o medo, insegurança e esquizofrenia.
  9. 9. DURAÇÃO:LONGA DURAÇÃO CONCENTRARespirar dessa forma produz uma mente disciplinada e focalizada.Os detalhes perdem a importância para dar lugar à consciência dotodo. Produz uma espécie de antevisão, pois a mente torna-se maisestratégica, capaz de jogar o jogo da vida com mais chances desucesso; desenvolve uma visão antecipada das coisas, trazendoconsigo paciência, calma, tolerância.CURTA DURAÇÃO DISPERSAÉ uma das piores formas de respirar; gera impaciência, é arespiração do predador, da pessoa má, fria e calculista. Sem moral,suas idéias alteram com freqüência e são comuns ataques de mauhumor. Baixa capacidade adaptativa, sempre em conflito, ele seapega mais aos detalhes que ao todo.CLASSIFICAÇÃO DOS PRANAYAMAS:Os pránáyámas podem ser classificados em três tipos básicos;energizantes, tranqüilizantes e equilibrantes.INDICAÇÕES E EFEITOSSabe aquela sensação de formigamento que surge depois de vocêestar durante muito tempo numa mesma posição ? É a chegada do sangueque produz esta sensação. Durante os exercícios respiratórios é muitocomum acontecer o mesmo nos pés e mãos, pois se relacionam à maiorchegada de oxigênio nas extremidades do corpo e significa que você estáoxigenando mal o seu corpo. Vários alunos se impressionam com essassensações e viram para mim falando: professor isso é energia? E eurespondo que não, é apenas uma sensação táctil.Abaixo temos uma lista das indicações:aumenta a vitalidade, reduzindo os distúrbios respiratórios;massageia os órgãos internos combatendo a visceptoseativa o peristaltismo diminuindo a prisão de ventre;corrige disfunções do aparelho digestório;purifica o sangue oxigenando melhor o corpo, aumenta a irrigação sanguínea e equilibra a pressão arterial;a melhor irrigação aumenta a potência sexual;elimina os estados mais agudos da depressão;previne cardiopatias;acalma e tranqüiliza;ajuda a meditar;reduz sensações dolorosas (físicas e emocionais);repousa e auxilia a conciliar o sono;equilibra o sistema neurovegetativo;mantém a temperatura corporal estável;adequa o funcionamento hormonal;a mente fica mais aguçada;
  10. 10. produz uma melhor memória;fortalece a auto-estima;amplia a regeneração celular ;fortalece o sistema imune;e a lista vai longe....O DECÁLOGO DA RESPIRAÇÃO YOGINa literatura mundial a respiração possui certas características queembora não seja explicitamente citada nos livros antigos está presente emtodas as aulas de yoga ministradas na atualidade.Estas características mudam um pouco de uma escola para outradependendo dos seus objetivos particulares, em algumas é recomendada arespiração ujjáyí vinculada a todos os exercícios respiratórios, isso jáeliminaria o silêncio, noutras os exercícios de hiperventilação sãoexecutados em quase todas as aulas, respirando superficialmente rápido eprojetando o ar para longe.São divididas em duas etapas uma é inicial e reúne as qualidadesmínimas para que o aprendizado seja considerado um pránáyáma. Asegunda etapa se refere à aplicação de detalhes que tornam oadestramento mais elaborado.Na primeira etapa, a respiração deve ser: nasal, profunda,silenciosa, consciente, lenta e em alinhamento postural (costas eretas).Sempre que puder devem ser aplicados e acrescentados estes itens:ritmo, controle, uniformidade, e pouca projeção.FASE 11 – Nasal: É o primeiro cuidado que devemos tomar, porque através dasnarinas se processam todos os fenômenos bioenergéticos primários doyoga, raramente a respiração ocorre pela boca, apenas shítalí e sítkárí sãoexercícios que usam a boca mesmo assim em raras ocasiões especiais.2 - Alinhamento postural: Este item se refere a coluna vertebral, quantomais arqueada estiver a coluna menos ar vai entrar, por uma simplesquestão de espaço. Quando a coluna está ereta um volume muito maior dear pode ser colocado para dentro, sem esforço extra para a musculaturaque de outra forma teria que vencer a resistência de ossos e músculos malposicionados para fazer o ar entrar.3 – Profunda: Não basta a coluna estar ereta se você não aproveita aamplitude da caixa torácica. Esta respiração é de caráter ondulatório e emtrês fazes, ou seja, utilizando toda a musculatura do tronco para absorvero maior volume de ar possível. Quando falei para respirar em forma de ondaé porque ao entrar ar nos pulmões toda a caixa torácica se mobiliza, mas oinicio do movimento deve começar no abdome, apesar de ao mesmo tempoo movimento já ter iniciado também nas costelas e insignificantemente nasclavículas, ao terminar a distensão abdominal o movimento se torna mais
  11. 11. evidente nas costelas com a ampliação do diâmetro torácico e por últimonas clavículas. Contudo, nunca devemos elevar voluntariamente osombros, é a pressão do ar que faz isso. O esvaziamento ocorre de formainversa e descendente, ombros, costelas e terminando por contrairsuavemente a região ventral.4 – Silenciosa: Partindo do pressuposto de que uma respiração ruidosanão é a mais natural aconselho que cuide atenciosamente por manter o arcirculando da forma mais discreta possível. Ruídos geralmente ocorremquando existe alguma obstrução respiratória como bronquite, asma ealergias. Excetuando é claro os exercícios como: ujjáyí, kapalabhati,bhastrika e bhrámarí.5 – Consciente: No yoga consciência é tudo, mas para conseguir estapercepção necessitamos estar concentrados e atentos ao momentopresente, nos textos tradicionais essa atenção é denominada avadhána.Ao treinar pránáyáma esteja sempre focalizado naquilo que está fazendo eonde você está. Caso esteja preocupado com algo que ainda vaiacontecer ou algo que já tenha acontecido, então você não estará emlugar algum, nem lá resolvendo o problema, nem aqui fazendo o exercício.Avadhána (atenção) é uma forma de dar continuidade ao estado deconcentração e conseqüentemente à consciência. Por vezes nos pegamosconcentrados numa leitura e somos surpreendidos ao notar que apesar deestar lendo cada uma das letras daquele texto, não estamos de verdadeassimilando nada, e precisamos reler tudo de novo, só que agora com maisatenção. Com a respiração acontece a mesma coisa, precisamos manteruma vigília constante para não deixar a mente divagar e acabar perdendoo foco.6 – Lenta: Alterar o tempo da respiração lhe dará controle sobre ometabolismo, respirar lentamente vai induzir o sistema a diminuir a pressãosangüínea, batimentos cardíacos e tensões musculares. Considere avelocidade como uma prévia ao ritmo.FASE 27 - RítmicaSomos influenciados pelos ritmos externos o tempo todo, bastaescutar uma musica mais agitada para todo o nosso corpo se adequar esincronizar com ela. Ao ditar o ritmo o praticante está tomando as rédeasdo seu próprio destino rítmico. Como a nossa mente funciona através deondas ou freqüências, as alterações nos ritmos respiratórios podem nosajudar a produzir uma grande influência na nossa maneira de perceber omundo.8 - ControladaA única linguagem que o corpo compreende é a sensorial. Nãoadianta apenas pensar em obter controle, é necessário que você mostreao seu corpo o que você quer que ele faça. Terá certa resistência inicial,
  12. 12. contudo certamente ele vai se adaptar quando perceber que não há outraopção. Mesmo que sinta dificuldade ou falta de ar (use o bom senso),resista um pouco e você será recompensado com o controle (yama).9 - UniformeDevemos manter certa homogeneidade respiratória enchendo ospulmões continua e linearmente. Por isso recomendamos que não façaexageros, como reter o ar além da conta, para não ter que fazer umaretomada brusca e ruidosa no início da inspiração, como se estivessesufocado.10 - Pouca projeçãoO controle do prána esta diretamente relacionado à projeção doalento, quanto menor for a turbulência a frente das narinas maior oacumulo de prána no corpo. É aquilo que Shri Pátañjali define como deshaa regulação do comprimento do alento.

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