O SIGNO
O SIGNO <ul><li>“ entidade psíquica de duas faces” </li></ul><ul><li>“ combinação do conceito e da imagem acústica” </li><...
SIGNO – COMPONENTES <ul><li>IMAGEM ACÚSTICA – parte sensível, sensorial e é só, neste sentido, que é material; a marca ou ...
SIGNO - COMPONENTES Conceito Imagem acústica Significado Significante “ árvore” Substância  Forma Conteúdo Expressão Psíqu...
CIRCUITO DA FALA (Saussure) <ul><li>Pode dividir-se em: </li></ul><ul><li>1.  parte exterior  (vibração dos sons no seu tr...
<ul><li>1. ARBITRARIEDADE; </li></ul><ul><li>2. LINEARIDADE DO SIGNIFICANTE; </li></ul><ul><li>3. IMUTABILIDADE; </li></ul...
<ul><li>O traço que une o significante ao significado é arbitrário, o. s., não assenta numa relação lógica, racional, moti...
ARBITRARIEDADE <ul><li>OBJECÇÕES: </li></ul><ul><li>Onomatopeias; </li></ul><ul><li>Exclamações; </li></ul><ul><li>Protóti...
ARBITRARIEDADE <ul><li>Não deve dar a ideia de que o significante depende da livre escolha do sujeito falante: não está em...
ARBITRARIEDADE <ul><li>Um sistema é arbitrário, quando os seus signos são estabelecidos, não por contrato, mas por decisão...
LINEARIDADE DO SIGNIFICANTE <ul><li>O significante, por ser de natureza auditiva, desenvolve-se no tempo e, ao tempo, vai ...
IMUTABILIDADE <ul><li>O signo é imutável, porque resiste a qualquer substituição arbitrária. </li></ul><ul><li>A massa soc...
IMUTABILIDADE <ul><li>Explicações: </li></ul><ul><li>A soma dos esforços, que exige a aprendizagem da língua materna, impo...
IMUTABILIDADE <ul><li>Explicações  (cont.): </li></ul><ul><li>Carácter arbitrário do signo : coloca a língua ao abrigo de ...
MUTABILIDADE <ul><li>Apesar de a solidariedade para com o passado anular a liberdade de escolha e, assim, garantir a estab...
MUTABILIDADE <ul><li>A língua é radicalmente impotente para se defender, instante a instante, dos factores que desviam a r...
SIGNO - CONCEPÇÃO <ul><li>“ é um estímulo – isto é, uma substância sensível – cuja imagem mental está associada no nosso e...
SIGNO – PRINCÍPIOS QUE O ASSISTEM ( Pierre Guiraud) <ul><li>1.  Comunicação : o signo é sempre a marca de uma intenção de ...
SIGNO – PRINCÍPIOS QUE O ASSISTEM ( Pierre Guiraud) <ul><li>3.  Motivação  (cont.) </li></ul><ul><li>“ a maior parte das v...
SIGNO – PRINCÍPIOS QUE O ASSISTEM  (Pierre Guiraud) <ul><li>4.  Monossemia  (um significante faz-se corresponder a um sign...
SIGNO – PRINCÍPIOS QUE O ASSISTEM ( Pierre Guiraud) <ul><li>6.  Matéria  (ou veículo sensível),  substância  (ideia, conce...
VALOR LINGUÍSTICO <ul><li>Tratar o signo, não pela sua composição, mas pelas suas imediações: é o problema do valor. </li>...
VALOR LINGUÍSTICO <ul><li>Para que haja SIGNO ou valor económico, é necessário: </li></ul><ul><li>1. a troca de coisas dis...
VALOR LINGUÍSTICO <ul><li>O valor não é a significação: ele provém, diz Saussure, “da situação recíproca das peças a língu...
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SEMIOLOGIA | Saussure; Guiraud

  1. 1. O SIGNO
  2. 2. O SIGNO <ul><li>“ entidade psíquica de duas faces” </li></ul><ul><li>“ combinação do conceito e da imagem acústica” </li></ul><ul><li>“ une não uma coisa e um nome, mas um conceito e uma imagem acústica” </li></ul>
  3. 3. SIGNO – COMPONENTES <ul><li>IMAGEM ACÚSTICA – parte sensível, sensorial e é só, neste sentido, que é material; a marca ou impressão psíquica desse som, a sua representação mental facultada pelo testemunho dos sentidos; </li></ul><ul><li>CONCEITO – parte psíquica, imagem mental, é mais abstracto que a imagem acústica. </li></ul><ul><li>As imagens acústicas são variáveis consoante as línguas; os conceitos são universais. (Aristóteles) </li></ul>
  4. 4. SIGNO - COMPONENTES Conceito Imagem acústica Significado Significante “ árvore” Substância Forma Conteúdo Expressão Psíquico Sensível
  5. 5. CIRCUITO DA FALA (Saussure) <ul><li>Pode dividir-se em: </li></ul><ul><li>1. parte exterior (vibração dos sons no seu trajecto boca-ouvido) / parte interior (tudo o resto); </li></ul><ul><li>2. parte psíquica (cérebro e processos a ele associados) / parte não psíquica (factos fisiológicos com sede nos órgãos: fonação e audição, e factos físicos exteriores ao sujeito, possibilitados através das ondas sonoras); 3. parte activa (centro de associação do sujeito emissor ao ouvido do outro) / parte passiva (o que se processa do ouvido deste ao seu centro de associação); </li></ul><ul><li>4. cérebro : parte executiva (activa) e parte receptiva (passiva). </li></ul>
  6. 6. <ul><li>1. ARBITRARIEDADE; </li></ul><ul><li>2. LINEARIDADE DO SIGNIFICANTE; </li></ul><ul><li>3. IMUTABILIDADE; </li></ul><ul><li>4. MUTABILIDADE. </li></ul>SIGNO – PRINCÍPIOS QUE O ASSISTEM (Saussure)
  7. 7. <ul><li>O traço que une o significante ao significado é arbitrário, o. s., não assenta numa relação lógica, racional, motivada nem natural. </li></ul><ul><li>Ex.º: a ideia de pé não está ligada por nenhuma relação à cadeia de sons “p” + “é”. Podia ser perfeitamente representada por outra cadeia de sons, provando-o as diferenças entre as várias línguas. </li></ul><ul><li>Os sinais puramente arbitrários realizam melhor do que os outros o ideal do processo semiológico. </li></ul>ARBITRARIEDADE
  8. 8. ARBITRARIEDADE <ul><li>OBJECÇÕES: </li></ul><ul><li>Onomatopeias; </li></ul><ul><li>Exclamações; </li></ul><ul><li>Protótipos de composição e derivação vocabulares. </li></ul>
  9. 9. ARBITRARIEDADE <ul><li>Não deve dar a ideia de que o significante depende da livre escolha do sujeito falante: não está em poder do indivíduo alterar o signo, desde que ele tenha sido aceite por um grupo linguístico. </li></ul><ul><li>Arbitrariedade sim, mas na relação do signo ao significado, com o qual não tem qualquer ligação natural. </li></ul>
  10. 10. ARBITRARIEDADE <ul><li>Um sistema é arbitrário, quando os seus signos são estabelecidos, não por contrato, mas por decisão unilateral. </li></ul><ul><li>Roland Barthes </li></ul>
  11. 11. LINEARIDADE DO SIGNIFICANTE <ul><li>O significante, por ser de natureza auditiva, desenvolve-se no tempo e, ao tempo, vai buscar os seus atributos: </li></ul><ul><li>A) representa uma extensão; </li></ul><ul><li>B) essa extensão é mensurável numa só dimensão: é uma linha. </li></ul><ul><li>Todo o mecanismo da língua, para deter sentido, carece deste princípio. </li></ul>
  12. 12. IMUTABILIDADE <ul><li>O signo é imutável, porque resiste a qualquer substituição arbitrária. </li></ul><ul><li>A massa social não é consultada e o significante, escolhido pela língua, não poderia ser substituído por qualquer outro. </li></ul><ul><li>A comunidade linguística não tem soberania sobre uma só palavra. </li></ul><ul><li>O factor linguístico da transmissão domina totalmente a língua e exclui qualquer modificação linguística geral e repentina. </li></ul>
  13. 13. IMUTABILIDADE <ul><li>Explicações: </li></ul><ul><li>A soma dos esforços, que exige a aprendizagem da língua materna, impossibilita uma modificação geral ; </li></ul><ul><li>A reflexão não intervém na prática de um idioma : os sujeitos falantes são, na sua larga maioria, inconscientes das leis da língua e, se não se apercebem delas, não podem, sobre elas, reflectir e modificá-las; </li></ul><ul><li>E mesmo se os sujeitos falantes fossem conhecedores, seria preciso recordar que os factos linguísticos não provocam grandes críticas , pois cada povo está geralmente satisfeito com a língua recebida . </li></ul>
  14. 14. IMUTABILIDADE <ul><li>Explicações (cont.): </li></ul><ul><li>Carácter arbitrário do signo : coloca a língua ao abrigo de qualquer tentativa de mutação; </li></ul><ul><li>A enorme quantidade de signos necessários para constituir qualquer língua ; </li></ul><ul><li>Carácter demasiado complexo do sistema : uma língua constitui um sistema, ponto em que reina uma certa disciplina e em que se denota mais a incompetência da comunidade para a transformar; </li></ul><ul><li>Resistência da inércia colectiva a todas as inovações linguísticas : a língua é o sistema de que mais se servem os indivíduos e é, de todas as instituições sociais, a que oferece menor margem a iniciativas factor de conservação. </li></ul>
  15. 15. MUTABILIDADE <ul><li>Apesar de a solidariedade para com o passado anular a liberdade de escolha e, assim, garantir a estabilidade do signo, o TEMPO, que assegura a continuidade da língua, tem um outro efeito sobre esta: o de alterar, mais ou menos rapidamente, o signo linguístico. Daí podermos falar simultaneamente em imutabilidade e mutabilidade do signo. </li></ul><ul><li>O signo altera-se, porque permanece. </li></ul>
  16. 16. MUTABILIDADE <ul><li>A língua é radicalmente impotente para se defender, instante a instante, dos factores que desviam a relação entre significante e significado. </li></ul><ul><ul><li>Ex.ºs: o latim plicare (matar) evoluiu para o francês noyer (afogar); o árabe suq (mercado) evoluiu para o português açougue (talho; matadouro). </li></ul></ul><ul><ul><li>É uma das consequências da arbitrariedade do signo. </li></ul></ul><ul><ul><li>O tempo altera tudo: não há motivos para que a língua seja excepção a esta lei universal. </li></ul></ul>
  17. 17. SIGNO - CONCEPÇÃO <ul><li>“ é um estímulo – isto é, uma substância sensível – cuja imagem mental está associada no nosso espírito à de um outro estímulo que ele tem por função evocar com vista a uma comunicação”. </li></ul><ul><li>Pierre Guiraud </li></ul>
  18. 18. SIGNO – PRINCÍPIOS QUE O ASSISTEM ( Pierre Guiraud) <ul><li>1. Comunicação : o signo é sempre a marca de uma intenção de comunicar um sentido. Exclui os índices naturais; </li></ul><ul><li>2. Codificação : a relação entre o significante e o significado é convencional, o. s., resulta de um acordo entre os seus utentes, que a reconhecem e a respeitam no emprego do signo; </li></ul><ul><li>3. Motivação : relação natural entre o significante e o significado, parte da sua natureza. A motivação não exclui a convenção. </li></ul>
  19. 19. SIGNO – PRINCÍPIOS QUE O ASSISTEM ( Pierre Guiraud) <ul><li>3. Motivação (cont.) </li></ul><ul><li>“ a maior parte das vezes os signos são motivados no seu princípio; todavia, a evolução histórica tende a obliterar a motivação e deixando esta de ser notada, o signo funciona por convenção”. </li></ul><ul><li>Pierre Guiraud </li></ul>
  20. 20. SIGNO – PRINCÍPIOS QUE O ASSISTEM (Pierre Guiraud) <ul><li>4. Monossemia (um significante faz-se corresponder a um significado e vice-versa) e polissemia (um significante pode combinar-se com vários significados e um significado com vários significantes); </li></ul><ul><li>5. Denotação (constituída pelo significado concebido objectivamente e apenas como tal) e conotação (expressa por valores subjectivos ligados ao signo, resultantes da sua forma e função. Ex.º: Um uniforme denota o grau e uma função; conota o prestígio e autoridade que lhe estão associados. </li></ul>
  21. 21. SIGNO – PRINCÍPIOS QUE O ASSISTEM ( Pierre Guiraud) <ul><li>6. Matéria (ou veículo sensível), substância (ideia, conceito) e forma (valor). </li></ul>
  22. 22. VALOR LINGUÍSTICO <ul><li>Tratar o signo, não pela sua composição, mas pelas suas imediações: é o problema do valor. </li></ul><ul><li>O valor está intrinsecamente relacionado com a noção de língua: leva a despsicologizar a Linguística e a aproximá-la da Economia. </li></ul><ul><li>Abordagem de um sistema de equivalências. </li></ul>
  23. 23. VALOR LINGUÍSTICO <ul><li>Para que haja SIGNO ou valor económico, é necessário: </li></ul><ul><li>1. a troca de coisas dissemelhantes; </li></ul><ul><li>2. a comparação de coisas similares entre si. </li></ul><ul><li>O sentido só fica verdadeiramente fixo, depois desta dupla determinação: significação e valor. </li></ul>
  24. 24. VALOR LINGUÍSTICO <ul><li>O valor não é a significação: ele provém, diz Saussure, “da situação recíproca das peças a língua”; é mesmo mais importante do que a significação: “que há de ideia ou de matéria fónica num signo tem menos importância do que o que existe à volta dele nos outros signos” </li></ul>
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