Gravidez Na AdoslescêNcia E Violencia Sexual
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A Gravidez na adolescência e a Violência Sexual tem sido um problema que está se tornando cada vez mais frenquente em nossa sociedade. O que podemos fazer? O que está sendo feito até agora para ...

A Gravidez na adolescência e a Violência Sexual tem sido um problema que está se tornando cada vez mais frenquente em nossa sociedade. O que podemos fazer? O que está sendo feito até agora para sanar tal problema

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Gravidez Na AdoslescêNcia E Violencia Sexual Gravidez Na AdoslescêNcia E Violencia Sexual Presentation Transcript

  • Segundo a Organização Mundial de Saúde: Considera-se gravidez na adolescência toda gravidez que ocorre até os 20 incompletos A organização Mundial de Saúde considera de risco para a mãe e o concepto a gravidez na adolescência, apesar de atualmente saber-se que o risco é mais social que biológico
  • As relações sexuais cada vez mais precoces entre adolescentes trazem consequências imediatas e indesejáveis, como: Gravidez Doenças Sexualmente Transmissíveis HIV Aborto
    • A gravidez na adolescência é um problema de saúde pública de ordem crescente no mundo pois enquanto todas as taxas de fertilidade caem, a única que continua crescendo é entre adolescentes
    • No Brasil estima-se que 30% das gestações sejam de mulheres entre 10 e 19 anos
    • Estudos mostram que é na população mais pobre que se encontram os maiores índices de fecundidade entre a população adolescente no Brasil
    • A mulher tem na gravidez a oportunidade de repensar sua própria infância, para a adolescente esse processo é confuso ela ainda transita na infância e não tem sua identidade definida, dificultando vivenciar a gravidez com maturidade, discernimento e tranquilidade
  • A gravidez na adolescência é multicausal e seu acontecimento está relacionado a uma série de fatores: Fatores Biológicos Fatores de Ordem Familiar Fatores Sociais Fatores Psicológicos
  • FATORES BIOLÓGICOS Envolvem desde a idade do acontecimento da primeira menstruação até o aumento do número de adolescentes na população em geral Quanto mais precocemente uma menina menstruar mais exposta estará a gravidez 95% das mulheres menstruam com idade entre 11 e 15 anos (observa-se que a idade em que ocorre a 1ª menstruação tem se adiantado em torno de 4 meses por década)
  • O contexto familiar tem relação com a época que se inicia a atividade sexual. Famílias desestruturadas, falta de dialogo, pais extremamente severos ou permissivos, podem influenciar o inicio precoce das atividades sexuais dos adolescentes A maioria dos pais prefere educar seus filhos com relação a sexualidade como foram educados ,com repressão e silencio falar abertamente pode despertar precocemente para a vida sexual... FATORES DE ORDEM FAMILIAR
  • FATORES SOCIAIS As transformações profundas pelas quais a sociedade tem passado, além das mudanças em sua estrutura, inclusive aceitando melhor a sexualidade na adolescência, o sexo sem casamento e consequentemente a gravidez confundem as escolhas e o caminho a ser seguido pelos adolescentes Tabus, estigmas e inibições estão diminuindo enquanto a atividade sexual e a gravidez vem aumentando entre os adolescentes
  • FATORES PSICOLÓGICOS Adolescentes tem dificuldades no uso continuo de contraceptivos e isto vincula-se a fatores psicológicos inerentes ao período da adolescência Encontros sexuais casuais, eventuais, não justificam conforme acreditam o uso rotineiro de contraceptivos A posse do contraceptivo é prova formal de vida sexual ativa perante a família
  • A adolescência caracteriza-se por grandes questões: busca da identidade explosão de sensações corporais afirmação da escolha sexual ingresso na vida profissional Acrescido a essas questões uma grande mudança de identidade e uma transição existencial como é a gravidez torna a situação bastante complexa.
  • Atualmente a gravidez na adolescência não é mais sinônimo de tragédia, mas de muitos problemas: Família e adolescente convivem com os fantasmas sobre aborto, casamento, implicações financeiras e morais... A mãe adolescente solteira tem mais dificuldades para enfrentar a vida após a gravidez por ter que viver muitas vezes o papel de pai e mãe na tentativa de diminuir a ausência paterna no desenvolvimento da criança
  • Outros problemas enfrentados por adolescentes grávidas: Mortalidade infantil hipertensão eclampsia infecção urinária anemia depressão
  • ESTATÍSTICAS Uma brasileira entre 10 e 14 anos da a luz a cada 15 minutos 26.9% das alunas de ensino fundamental e médio do Recife, 22.7% de Maceió e 14.3% de Florianópolis tiveram a 1ª gravidez entre 10 e 14 anos Segundo jornal Folha de São Paulo, o parto foi o principal motivo de internação de jovens de 10 a 19 no Brasil em 2003
  • Algumas interpretações para explicar porque os adolescentes continuam a praticar sexo sem dupla proteção: pouca ou nenhuma presença de educação sexual nas escolas aconselhamento sexual baseado em tabus ou preconceitos religiosos, distanciados da realidade dos adolescentes resistência dos pais por considerarem como promoção da sexualidade o diálogo sobre esse assunto entre professores e alunos
  • Pouco ou nenhum acesso a métodos contraceptivos, inclusive a contracepção de emergência (pílula do dia seguinte) que se usada adequadamente e em até 72 horas após a relação desprotegida pode evitar a gravidez falta de diálogo sobre sexualidade em casa necessidade de auto-afirmação por meio da maternidade ou paternidade erotização do corpo feminino falta de projetos de orientação sexual nas escolas e na família
  • Gravidez na Adolescência como Conseqüência da Violência Sexual
    • Pesquisas mundiais relatam que meninas e meninos vítimas de violência sexual tendem a ter comportamento sexual de risco, múltiplos parceiros, consumo de álcool e drogas, não uso de preservativo ou de outro contraceptivo, além de relações sexuais por dinheiro ou drogas tornando-os precocemente mais vulneráveis à gravidez
  • Violência Sexual Ação pela qual uma pessoa em relação de poder e por meio de força física, coerção ou intimidação, obriga outra ao ato sexual contra a sua vontade. Pode ser: Abuso sexual na infância e/ou adolescência Abuso incestuoso Estupro
  • Abuso Sexual na Infância e Adolescência
    • Refere-se a participação da criança e/ou adolescente em atividades inapropriadas a sua idade e seu desenvolvimento psicossexual.
    • A vítima é forçada fisicamente, é coagida ou seduzida a participar da relação sem ter capacidade emocional ou cognitiva para consentir ou julgar o que está acontecendo.
  • Abuso Incestuoso
    • Envolve geralmente pais ou outro parente próximo, costuma ser mantido em sigilo pela família pelo alto grau de reprovação social, embora ocorra entre diferentes grupos socioeconômicos, sociais ou religiosos.
  • Estupro
    • Segundo o Código Penal Brasileiro (1940), ...“é todo ato de penetração vaginal mediante violência ou grave ameaça.”
    Definição Ampliada: É todo ato de penetração oral, anal ou vaginal, utilizando o pênis ou outro objeto, cometido a força ou sob ameaça.
    • Estima-se que 12 milhões de pessoas são vítimas de abuso sexual a cada ano no mundo.
    • A violência sexual constitui-se na mais amarga expressão da violência de gênero e é uma brutal violação dos direitos humanos e dos direitos sexuais e reprodutivos.
    • A fundamentação da violência sexual como problema de saúde pública, não é apenas pela magnitude das estatísticas mas pelos agravos que acarreta para a saúde da mulher, principalmente os traumas físicos, seqüelas de DST, morbidade pelo HIV, além da complexidade da situação da gravidez decorrente de abuso sexual.
    • O Ministério da Saúde lançou em 1999 uma Norma Técnica que regulamenta o atendimento à mulheres e adolescentes que sofrem Violência Sexual:
    • “ Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual Contra Mulheres e Adolescentes”.
        • O atendimento preconizado pela Norma Técnica refere-se a casos de violência sexual aguda e que portanto necessitam de atendimento imediato no máximo 72 horas após o ocorrido.
        • Os casos de violência sexual crônica devem ser atendidos sob o mesmo preceito de integralidade e humanização apenas sem submeter as vítimas as profilaxias referidas na norma técnica.
    • As profilaxias recomendadas são:
      • Contracepção de emergência – caso a vítima não use nenhum método contraceptivo
      • DST/HIV
      • Hepatite B
    • Em caso de gravidez decorrente da violência sofrida a vítima pode solicitar a interrupção legal da gravidez (ou aborto legal).
    • O Código Penal brasileiro (1940) faculta em seu artigo 128:
    • “ Não se pune o aborto praticado pelo médico:
        • Se não há outro meio de salvar a vida da gestante;
        • Se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido do consentimento da gestante ou, quando incapaz de seu representante legal.
        • por incapaz entende-se menores anos ou portadores de 18 de necessidades especiais.”
    • Quando a gravidez ocorre entre 10 e 14 anos é preciso estar atento porque, segundo relatório da ECOS, nesta faixa etária a gravidez está muito mais relacionada a situação de violência sexual do que em outras faixas etárias.
    • Ironicamente a confirmação da gravidez muitas vezes é a primeira oportunidade de denúncia.
    • Quando essa gravidez é fruto de incesto entre pai e filha destaca-se a participação da mãe na denúncia reveladora do abuso, pois a gravidez exerce forte pressão sobre a família e a comunidade.
    • Alguns estudos evidenciam que muitas vezes a mãe percebe ou sabe do incesto, mas costuma ignora-lo consciente ou inconscientemente talvez para manter a aparente normalidade da família, até que algum fato a obrigue a encarar o abuso.
    • O inquietante nesta situação é que muitas dessas meninas ou adolescentes é abusada por até 5 anos, sendo a mãe a principal fonte de denúncia quando ocorre a gravidez. O que não se sabe é por quais motivos necessitou de tanto tempo para reconhecer ou revelar o abuso.
    • Quando a gravidez decorre de abuso (estupro, incesto) quase a totalidade das adolescentes revela o desejo de não ter esse filho é comum expressões como:
    • “ Me livrar dessa coisa que cresce dentro do meu corpo.”
    • “ Eu sempre quis ter um filho, mas eu não quero um filho de meu próprio pai.”
  • O que tem acontecido a essas meninas e adolescentes vítimas da violência?
    • Muitas delas tem os bebês, que são criados por elas e/ou suas mães.
    • Alguns são encaminhadas para adoção.
    • Outras fazem abortos inseguros que colocam em risco suas vidas ou que as deixam com seqüelas físicas e emocionais.
    • Algumas poucas conseguem interromper a gravidez em hospitais públicos que tem serviço de Aborto Legal.
  • O que podemos e devemos fazer por essas meninas e adolescentes vítimas de violência sexual?
    • Notificar todos casos ao menor sinal de violência, ao Conselho Tutelar;
    • Possibilitar acesso imediato a cuidados de saúde e de apoio psicossocial à vítima e a toda família, inclusive o abusador (se este for um membro da família) - Redes de Atendimento – Protocolos
    • Possibilitar e agilizar o processo de interrupção da gravidez, caso a vontade da vítima seja esta, através dos hospitais públicos que possuem este serviço.
  • Rede de Atendimento à Vítima de Violência Sexual
    • Estruturação de vários serviços partindo do Setor Saúde...
    • Em Santa Catarina 10 municípios estão organizando o atendimento em Rede para as vítimas de violência sexual.
    • Somente o Hospital Universitário realiza o aborto legal em SC
  • O que esperam as gestantes sobreviventes da violência sexual :
    • Garantia do cumprimento de seus direitos humanos;
    • Proteção contra a revitimização;
    • Tratamento digno, respeitoso e sensível.
  • Aos profissionais cabe:
    • Sensibilidade;
    • Capacidade;
    • Comprometimento;
    • Além de disposição para estar reavaliando sua postura caso a caso, despojado de valores e preconceitos, mantendo a ética sem omitir-se, para que a atenção à vítima seja integral e humanizada, eficaz e eficiente