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  • 1. 44 Revisão de Literatura SEGURANÇA DO PACIENTE INFANTIL NO CENTRO CIRÚRGICO CHILD PATIENT SAFETY IN THE SURGICAL CENTER SEGURIDAD DEL PACIENTE INFANTIL EN EL BLOQUE QUIRÚRGICO SANTOS, Janaina Viana dos; SANTOS, Katia Peixoto Bonfim; CARDOSO, Silene Cristiane; PRIMO, Rosely Neide Gonsalves; BARROS, Luciene de Fátima Neves Monteiro de RESUMO: Introdução: O Centro Cirúrgico (CC) é uma área destinada a pacientes submetidos a in- tervenções cirúrgicas, especialmente nos períodos transoperatório e pós-operatório imediato. Objetivo: Relacionar problemas envolvendo crianças durante sua permanência no CC, descrevendo a conduta que deve ser adotada pelos profissionais de saúde. Método: Estudo de revisão bibliográfica, no qual fo- ram utilizados 12 artigos científicos, publicados entre 2001 a 2011 em bancos de dados, indexados sob o tema “Segurança do paciente infantil no CC”, sendo utilizadas as seguintes palavras-chave: segurança, criança, enfermagem, centro cirúrgico. Resultados: Os problemas de maior incidência relacionados nos artigos incluídos neste estudo foram: erros de medi- cação, ausência da família, distúrbios psicológicos e dor. As condutas dos profissionais da saúde devem ser voltadas à prevenção e à notificação imediata dos problemas e dos eventos adversos. Conside- rações finais: Verificou-se que o principal problema encontrado foi relacionado aos erros de medicação, exigindo da enfermagem a detecção e a notificação dos eventos adversos com ações direcionados para sua prevenção. Palavras-chave: Segurança. Criança. Enfermagem. Centros de cirurgia. ABSTRACT: Surgical Center is an area for patients that will be undergoing surgical procedures, especial- ly during intraoperative and immediate postoperative period. Objective: To relate issues involving children during their stay in the operating room, describing the conduct that should be adopted by health profes- sionals. Methods: Study of literature review in which 12 articles published from 2001 to 2011 was used, indexed under the title: “Child Patient Safety in the Surgical Center”, being used the following keywords: safety, child, nursing and surgical center. Results: The problems with higher incidence were: medication errors, absence of family, psychological disorders and pain. The behavior of health professionals should be focused on prevention and immediate notifica- tion of problems and adverse events. Conclusion: It was verified that the main problem was related to medication errors, demanding nursing detection and reporting of adverse events with actions target to its prevention. Key words: Safety; Child; Nursing; Surgicenters. RESUMEN: El Bloque Quirúrgico es un área para los pacientes sometidos a procedimientos quirúrgicos. Objetivo: Relacionar problemas involucrando los niños y su estancia en la sala de operaciones, describiendo la conducta que deben ser adoptadas por los profesionales de la salud. Métodos: El estudio de revisión de literatura em que se utilizó 12 artículos publicados entre 2001 y 2011 en base de datos indexados, bajo el título: “Seguridad del Paciente infantil en el Bloque Quirúrgico”, utilizando las siguientes palabras clave: Rev. SOBECC, São Paulo. jan./mar. 2013; 18(1): 44-53.
  • 2. 45 seguridad, niño, enfermería y bloque quirúrgico. Resultados: La mayor incidencia de problemas relacionados con los artículos incluidos en este estudio fueron: errores de medicación, ausencia de familiares, trastornos psicológicos y dolor. Las conductas de los profesionales de la salud deben ser hacia la prevención y la notificación inmediata de los problemas y eventos adversos. Conclusión: Se observó que el principal problema encontrado estaba relacionado con los errores de medicación, que requieren de la enfermería la detección y la notificación de eventos adversos con acciones orientadas para su prevención. Palabras clave: Seguridad; Niño; Enfermería; Bloque quirúrgico. INTRODUÇÃO A preocupação com a segurança e a qualidade dos serviços prestados à criança e ao adolescente pelas instituições de saúde tem sido especulada em cará- ter mundial, principalmente nos erros de medicação e seus eventos adversos provocados pela equipe de saúde em contextos internacionais1 . Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), acidente é definido como uma ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não, relacionada com o exercício de atividades, que provoca lesão pessoal ou que decorre de risco próximo ou remota dessa lesão. Sendo que iatrogenia é definida, ora pela ação prejudicial, ora pelo resultado indesejável relacionado à equipe de enfermagem2 . A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem demonstrado preocupação com a segurança do paciente, quando, no ano 2000, iniciou a discussão sobre o tema com seus países membros. Em 2004, foi criada a Aliança Mundial para Segurança do Paciente, visando a troca de conhecimentos das soluções encontradas, com o objetivo de conscien- tização e de conquista do compromisso governa- mental, lançando programas, alertas e campanhas que unem recomendações destinadas à segurança dos pacientes pelo mundo. São listadas, a seguir, algumas iniciativas da OMS: - 1ª iniciativa: “Cuidado limpo e cuidado seguro”, en- fatizando o controle da infecção, com estímulo à lavagem das mãos; - 2ª iniciativa: “Cirurgias seguras salvam vidas”, ini- ciada em 2007, com o objetivo de diminuir o nú- mero de erros nos procedimentos cirúrgicos e as complicações posteriores; - 3ª iniciativa: visa combater a resistência microbia- na, visto que ela aumenta o tempo de internação e, consequentemente, expõe o paciente a inúmeras complicações; surge a especulação do uso racio- nal de medicamentos; - 4ª iniciativa: idealiza a participação do pacien- te para na sua própria segurança, estimulando o envolvimento e a participação dos pacientes, dos cuidadores e da comunidade na divulgação da se- gurança3 . De acordo com o referenciado acima, persiste a necessidade de se investir na busca de melhoria da qualidade e na garantia de segurança do paciente nas intervenções cirúrgicas, de modo a resultar, progressivamente, em mais vidas salvas e mais incapacidades preveníveis3 . Portanto, a garantia de um atendimento com se- gurança no Centro Cirúrgico (CC) requer também um planejamento detalhado do ambiente físico, atendendo características do desenvolvimento e do crescimento infantil, estando em harmonia com as necessidades da família e da equipe de saúde. Segundo aAgência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), um indicador para segurança em ambien- te hospitalar é a ausência de perigo ou de riscos a danos corporais (lesões e morte), psicológicos e materiais2 . Rev. SOBECC, São Paulo. jan./mar. 2013; 18(1): 44-53.
  • 3. 46 Ahospitalização é, geralmente, realizada num ambien- te de tensão e insegurança para crianças, adolescen- tes e seus acompanhantes, podendo acarretar outras situações desagradáveis em sua rotina, tais como: novos horários, exames dolorosos, afastamento do ambiente familiar, abandono das atividades escolares, falta de estímulo social, dentre outras alterações no cotidiano das crianças e de seus familiares. Essas modificações podem ocasionar agitação, gritos, cho- ros, retrocessos, regressão, depressão, ausência no controle dos esfíncteres, entre outros4 . A enfermagem tem um papel importante durante a hospitalização da criança e do adolescente, para promover ou proporcionar segurança e conforto, elementos necessários diante dos riscos que ela poderá sofrer em virtude de sua vulnerabilidade física e psicológica, ocasionada pela enfermidade, onde segurança e conforto constituem também necessidades básicas do ser humano e podem se manifestar pela necessidade de proteção diante de perigos físicos, ameaças psicológicas e dor5 . Sendo assim, esse trabalho foi criado com con- texto elaborado de forma específica, para buscar informações e as medidas tomadas pela equipe de enfermagem, cuja meta é manter o ambiente seguro para o recebimento da criança.Aenfermagem é uma legião que cada vez mais está sendo cobrada e, se não nos preocuparmos agora com a nossa maior meta, que é dar uma assistência 100% qualificada, estaremos causando um efeito negativo. Então, resta salientar que a enfermagem é uma continuidade e, acima de tudo, uma responsabilidade sócio-humana e sócio-cultural que sempre deve estar atenta à maior preciosidade do ser humano, que é a vida. OBJETIVO Este estudo teve como objetivo relacionar problemas envolvendo crianças durante sua permanência no Centro Cirúrgico, descrevendo a conduta que deve ser adotada pelos profissionais de saúde. MÉTODO Trata-se de um estudo de levantamento bibliográfico, tendo como base os seguintes sites de busca: Goo- gle Acadêmico, Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), sobre o tema “Se- gurança do paciente infantil no CC”, utilizando-se as seguintes palavras-chave: Segurança, Criança, Enfermagem, Centro cirúrgico. Foram incluídas publicações do tipo teses, monogra- fias e artigos, nos idiomas português e inglês, com recorte temporal de dez anos (entre 2001 e 2011); foram excluídas dissertações de mestrado. Na primeira busca, foram encontrados 25 artigos; destes, 12 foram incluídos neste estudo, por atender os critérios de inclusão. As publicações foram analisadas separadamente, havendo uma preocupação em quantificar os dados encontrados, sendo que os resultados são apresen- tados descritivamente, na forma de quadros, visando principalmente os aspectos considerados mais rele- vantes, conforme o objetivo deste estudo. RESULTADOS E DISCUSSÃO Após análise do material bibliográfico, foi possível identificar uma limitada literatura a respeito da temáti- ca “Segurança do paciente infantil no CC”, apesar do assunto segurança ser um tema bastante abordado na atualidade, em escala mundial. Os artigos selecionados para fazer parte da amostra deste estudo estão discriminados nos Quadros 1 e 2. No Quadro 1 estão relacionados os problemas e os eventos adversos à segurança da criança no CC. Os estudos foram listados e numerados conforme a sua ordem de seleção e constam da lista de refe- rências. Rev. SOBECC, São Paulo. jan./mar. 2013; 18(1): 44-53.
  • 4. 47 Quadro 1. Caracterização das publicações, segundo autoria, ano, local e periódico de publicação, com ênfase aos problemas e eventos adversos que ocorrem com o paciente pediátrico no Centro Cirúrgico. Autor/Ano/Local Periódico Problemas/ Eventos Adversos Wegner W; 2011 / RS1 Tese Erros de medicação, quedas e eventos adversos. Nascimento LC et al; 2010 / SP6 Revista Latino Americana de Enfermagem Dor no pós-operatório tardio e falta de conhecimento quanto às medicações a serem realizadas. Schmitz SM et al; 2003 / SP7 Ciência, Cuidado e Saúde Quando a criança é internada para um procedimento cirúrgico e deixa a segurança do seu lar, especialmente aquela que é incapaz de compreender o propósito da hospitalização e as experiências intra e transoperatórias, pode sofrer alterações psicológicas, como: pesadelos, enurese e mal humor. Alves CA et al; 2009 / RJ8 Interface Comunicação Saúde e Educação Abandono de atividades escolares. Silva JP et al; 2011 / PR9 Revista Eletrônica de Enfermagem Medo do desconhecido, da dor, da anestesia, da morte até mesmo receio de ficar desfigurado e incapacitado; falta ou até mesmo omissão de informações sobre o procedimento ao qual a criança será submetida. Harada MJCS et al; 2003 / SP10 Acta Pauista de Enfermagem Eventos adversos resultantes da prática do profissional de saúde, relacionados às técnicas e aos procedimentos. Costa PQ et al; 2009 / CE11 Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences (BJPS) Cálculo das doses prescritas, considerando-se o fracionamento e a dissolução recomendados; em apenas 33,6% dos casos a dosagem correspondia ao preconizado; em 22,7% dos casos a dosagem não correspondia ao recomendado, havendo subdosagem; em cinco casos não foram encontradas doses pediátricas. A maioria das sobredoses ocorreu em lactentes (55,0% dos pacientes envolvidos nas observações). Rev. SOBECC, São Paulo. jan./mar. 2013; 18(1): 44-53.
  • 5. 48 Dias SMZ et al; 2004 / SP12 Ciência, Cuidado e Saúde Na internação, houve presença de estressores que emanam do cotidiano da vida das famílias, tomadas de dúvidas, insegurança, esperanças e conflitos de ideias, oriundas da mudança de vida, da doença e da hospitalização de uma criança. A desestruturação temporária da família é uma das consequências da hospitalização da criança. ANVISA; 2006 / DF13 Pediatria: prevenção e controle de infecção hospitalar As infecções aumentam o tempo de internação, a morbidade e a mortalidade. Miyake MH et al; 2002 / SP14 Acta Paulista de Enfermagem Complicações pós-cirúrgicas relacionadas com as drogas administradas e com o procedimento cirúrgico. Soares VV et al; 2004 / SP15 Revista da Escola de Enfermagem da USP Novos horários e exames dolorosos. Cristo RC et al; 2005 / SP16 Revista da Sociedade Brasileira de Enfermagem Pediátrica Ausência de acompanhante, perda de figura e rotina, levando à angustia, depressão e apatia. No CC, as ocorrências adversas podem se reverter em grandes preocupações, devido ao risco de que este ambiente possa favorecer o surgimento de iatrogenias. Sobretudo porque, nestas unidades, as crianças necessitam de cuidados especializados, tanto no pré, quanto no intra e pós-operatório10 . Existem inúmeras ocorrências que são considera- das eventos adversos, entre elas: jejum prolongado e ou desnecessário; realização de procedimentos sem preparo prévio; analgesia inadequada e pou- cas orientações aos pais ou acompanhantes e o principal, que contribui para o aumento de eventos adversos às crianças, é a falta de coesão da equipe de enfermagem1,4 . As infecções estão entre as mais temidas compli- cações decorrentes do ato operatório, uma vez que aumentam a morbidade e a mortalidade, prolongam a permanência hospitalar, aumentando o risco de outras complicações, além de onerarem o tratamen- to13 . Outro fator importante é a dor, pois a criança, muitas vezes, não consegue expressá-la, devido à carência de habilidades verbais e cognitivas, espa- cialmente as que se encontram em fase pré-escolar. Aanalgesia pós-operatória é muito importante para o alivio da dor; entretanto, ainda hoje um considerável número de crianças não tem medicação prescrita para dor após a cirurgia. Quando há, são prescritas abaixo da dose terapêutica, fazendo com que sejam submedicadas6,14 . No Quadro 2 está descrita a conduta descriminada Rev. SOBECC, São Paulo. jan./mar. 2013; 18(1): 44-53.
  • 6. 49 pelos autores dos artigos selecionados, frente aos problemas e aos eventos adversos relacionados à se- gurança do paciente infantil no CC. Neste quadro, a conduta foi relacionada segundo a ordem numérica de cada artigo selecionado. Quadro 2. Caracterização das publicações, segundo autoria e ano de publicação, com ênfase às condutas relacionadas aos problemas e eventos adversos que acontecem no Centro Cirúrgico. Autor/Ano/ Local Conduta Wegner W; 20111 Realizar procedimentos com precisão, responsabilidade e conhecimento científico, anotando toda e qualquer atividade realizada. A elevação das grades da cama/berço e o uso do cinto de segurança nos carrinhos são medidas preventivas para evitar quedas, aplicando-se, assim, medidas de segurança. Nascimento LC et al; 20106 Comunicação assídua entre profissionais entre profissionais de enfermagem e a família, e que os mesmos tenham conhecimento da existência da dor para avaliar e intervir, orientado quanto às medicações que estão sendo realizadas e aos efeitos colaterais que podem causar. Schmitz SM et al; 20037 Na assistência de enfermagem pode-se empregar o brinquedo para facilitar a realização dos procedimentos, evitando processos traumáticos futuros para a criança. O brincar é um instrumento rico em possibilidades, a ser utilizado pela enfermagem nas unidades de cirurgia pediátrica. Alves CA et al; 20098 Promover espaços que tragam estímulo à atividade e à criatividade com organização do pensamento das crianças internadas, com espaços para leitura, composto por livros de literatura infanto-juvenil, com a mediação de leitura para bebês, crianças, jovens e seus acompanhantes, respeitando as restrições de contato e os cuidados especiais. Silva JP et al; 20119 Realizar o cuidado para a criança cirúrgica significa orientar quanto aos procedimentos técnicos adequados à sua faixa etária, respeitando as diferentes fases de seu desenvolvimento, assegurando a permanência de sua família e incluindo atividades lúdicas. Harada MJCS, et al; 200310 Lavagem das mãos em toda e qualquer situação, uso de equipamentos de proteção individual e emprego técnicas assépticas. Costa PQ et al; 200911 De acordo com as normas nacionais (RDC 214/2006), o preparo de medicamentos em hospitais é de responsabilidade exclusiva de um farmacêutico e não de outros profissionais da saúde, devendo ser realizado em local apropriado, atendendo as exigências das boas práticas de manipulação. Rev. SOBECC, São Paulo. jan./mar. 2013; 18(1): 44-53.
  • 7. 50 Dias SMZ et al; 200412 A presença da família no mundo do hospital é fundamental para a preservação do mundo vida da criança. Os pais são o seu próprio referencial, significando afeto, elo que une criança e família; ter um acompanhante não deve ser importante apenas porque está na lei, mas porque faz parte do cuidado à criança hospitalizada, como um pressuposto básico do cuidado das enfermeiras da pediatria e clínica cirúrgica. ANVISA; 200613 Lavagem das mãos em toda e qualquer situação, uso de luvas ao contato com o paciente, uso de equipamentos de proteção individual e emprego de técnicas assépticas. Miyake MH et al; 200214 Aplicação da Escala de Aldrete e Kroulik, que avalia o paciente como um todo, determinando que sua alta deverá ser dada somente ao atingir a pontuação máxima, sendo necessária uma sala de recuperação para que se avalie o paciente, mediante complicações gerais. Soares VV et al; 200415 Notificação das ocorrências adversas para o desenvolvimento de estratégias destinadas à prevenção de erros; o primeiro passo nesta direção é a compreensão de como as ocorrências adversas acontecem. Cristo RC et al; 200516 Integrar a família durante a internação, buscando não só a melhoria nesse período, como também a continuidade dos cuidados após a alta hospitalar. A enfermagem deve sempre monitorar a dor da criança por meio de escalas específicas e pertinen- tes a cada faixa etária, observando toda e qualquer prescrição médica, para que não ocorra falta ou até mesmo superdosagem de medicação6,11 . Quanto aos erros de medicação, que são os mais comuns na criança hospitalizada, verifica-se que a manipulação fora da farmácia por profissional não habilitado pode levar a erros na dosagem final admi- nistrada11 . Entretanto, resta salientar que é comum essa prática nos hospitais, e que a enfermagem tem assumido tal papel11 . A documentação do paciente é um importante elemento que pode prevenir falhas no cuidado em saúde. Os registros devem ser fidedignos ao cuidado prestado e a adequação dos mobiliários, a presença de grades de proteção nas camas, macas e berços são fatores de suma importância na prevenção de eventos adversos, como quedas1,10 . Todos os cuida- dos realizados, bem como os recursos de proteção utilizados no posicionamento devem estar devida- mente registrados em prontuário. Por outro lado, a necessidade de brincar não deve ser esquecida, já que a criança está afastada do seu am- biente natural, e as experiências durante a indução da anestesia ou no período pós-operatório imediato causam alterações psicológicas, como pesadelos, enurese e mau humor. As brincadeiras são usadas como forma de distração, tendo a função de passar o tempo. Na assistência de enfermagem, pode-se empregar os brinquedos, com o intuito de diminuir os processos traumáticos futuros para a criança, pois seu uso ajuda a enfermagem a entender as neces- Rev. SOBECC, São Paulo. jan./mar. 2013; 18(1): 44-53.
  • 8. 51 sidades da criança como um todo7 . Um dos problemas mais citados em alguns dos estudos analisados9,12,15-16 , foi a não participação da família no tratamento da criança em ambiente cirúr- gico, sendo que as soluções propostas pelos autores foram a colaboração e a introdução de membros da família na terapêutica e o fato de que a criança deve saber sobre o procedimento a ser realizado, minimi- zando, assim, o medo do desconhecido. Contudo, a família tem papel de grande importância quando se trata de internação e segurança, pois a criança se encontra em ambiente desconhecido, pode apresentar distúrbios psicológicos, afastamento do ambiente familiar, falta de brinquedo, entre outros. Estes fatores podem desencadear medo, angústia e até mesmo pesadelos. Por isso, devem ser reali- zadas atividades que façam com que a criança se sinta totalmente segura e feliz, em companhia de pessoas de seu convívio, adquirindo confiança nos profissionais da saúde, aplicando-se o uso de brin- quedos terapêuticos, antes da execução de qualquer procedimento, o que pode ajudar a criança a com- preender o que será realizado com ela no CC7-8,12,16 . Afinal, pais e equipe de saúde têm pelo menos um objetivo em comum: o restabelecimento da saúde da criança. CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAIS A busca bibliográfica a respeito do tema “Segurança do paciente infantil no CC”, nas bases de dados Google Acadêmico, SciELO e LILACS, no período de 2001 a 2011, levou-nos à identificação e análise de 12 publicações. Destacamos que a segurança da criança hospitali- zada incorpora a noção de segurança no cuidado, o qual representa um desafio para área da saúde. Os principais problemas levantados pelos autores dos artigos estão relacionados à falta de informação da família, a erros de medicações e ao desconheci- mento da equipe de saúde, sendo que esses profis- sionais têm total responsabilidade sobre os cuidados prestados, a fim de evitar a ocorrência de eventos adversos que possam ser causados ao paciente infantil durante seu atendimento no CC. Este estudo nos faz refletir sobre a necessidade de se manter maior compreensão por parte da equipe de enfermagem em relação aos quesitos necessários para a realização de uma cirurgia segura, reduzindo, com isso, a possibilidade de ocorrência de danos à criança e promovendo a realização do procedimento certo, no local certo e no paciente correto. O reconhecimento e a identificação dos problemas foram considerados os primeiros passos para o desenvolvimento de uma cultura de segurança na assistência ao paciente pediátrico, além da pos- sibilidade de ter o problema como uma fonte de ensinamentos. REFERÊNCIAS 1. Wegner W. A segurança do paciente nas circuns- tâncias de cuidado: prevenção de eventos adversos na hospitalização infantil [Internet]. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2011 [citado 2011 set 14] Disponível em: http://www.lume. ufrgs.br/bitstream/handle/10183/29132/000776300. pdf?sequence=1 2. Sorrochi TN, Pettengill MAM. Condições de segu- rança da criança em um pronto socorro de pediatria de um hospital escola. Rev Soc Bras Enferm Pediátr [Internet]. 2008 [citado 2011 set 14];8(1):13-9. Dispo- nível em: http://ebookbrowse.com/v-8-n-1-art2-pesq- condicoes-de-seguranca-da-crianca-pdf-d44255559 07/09/11 19:29 3. World Health Organization (WHO). World Alliance for Patient Safety: forward programme 2008-2009 [internet]. Geneva; 2008 [cited 2011 Oct 07].Available from: http://www.who.int/patientsafety/information_ Rev. SOBECC, São Paulo. jan./mar. 2013; 18(1): 44-53.
  • 9. 52 centre/reports/Alliance_Forward_Programme_2008. pdf 4. Lima FET, Jorge MSB, Moreira TMM. Humanização hospitalar: satisfação dos profissionais de um hospital pediátrico. Rev Bras Enferm [internet]. 2006 [citado 2011 set 15];59(3):291-6. Disponível em: http://www. scielo.br/pdf/reben/v59n3/a08v59n3.pdf 5. Nogimi Z. Fundamentos de enfermagem. In: Por- to A, Viana DL. Curso didático de enfermagem. 6ª ed. São Paulo: Yend; 2010, p.41. 6. Nascimento LC, Strabelli BS, Almeida FCQG, Rossato LM, Leite AM, Lima RAG. O manejo da dor em crianças, no pós-operatório tardio de cirurgia cardíaca, pelos profissionais de enfermagem, na ótica das mães. Rev Lat Am Enferm [internet]. 2010 [citado 2011 set 29];8(4). Disponível em: http://www. scielo.br/pdf/rlae/v18n4/pt_08.pdf 7. Schmitz SM, Piccoli M, Vieria CS. A criança hos- pitalizada, o cuidado e o brinquedo terapêutico: uma reflexão para a enfermagem. Ci Cuid Saúde [internet]. 2003 [citado 2011 set 22];2(1):67-73. Disponível em: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/CiencCuid- Saude/article/view/5570/3542 8. Alves CA, Desandes SF, Mitre RMA. Desafios da humanização no contexto do cuidado da enfermagem pediátrica de média e alta complexidade. Interface Comun Saúde Educ [internet]. 2009 [citado 2011 set 18];13(1):581-94. Disponível em: http://www.scielo. br/pdf/icse/v13s1/a10v13s1.pdf 9. Silva JP, Garanhani ML. O significado do cuidado perioperatório para a criança cirúrgica. Rev Eletrôn Enferm [internet]. 2011 [citado 2011 set 22];13(2):259- 68. Disponível em: http://www.fen.ufg.br/revista/v13/ n2/v13n2a12.htm 10. Harada MJCS, Marin HF, Carvalho WB. Ocor- rências adversas e consequências imediatas para os pacientes em unidade de cuidados intensivos pediátricos. Acta Paul Enferm [internet]. 2003 [citado 2011 set 23];16(3):62-70. Disponível em: http://www. unifesp.br/denf/acta/2003/16_3/pdf/art7.pdf 11. Costa PQ, Lima JES, Coelho HLL. Prescrição e preparo de medicamentos sem formulação ade- quada para crianças: um estudo de base hospitalar. Braz J Pharm Sci [internet]. 2009 [citado 2011 ago 30];45(1):58-66. Disponível em: http://www.scielo. br/pdf/bjps/v45n1/07.pdf 12. Dias SMZ, Motta MGC. Práticas e saberes do cui- dado de enfermagem à criança hospitalizada. Ci Cuid Saúde [internet]. 2004 [citado 2011 ago 30];3(1):41- 54. Disponível em: http://eduem.uem.br/ojs/index. php/CiencCuidSaude/article/view/5515/3507 13. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Pediatria: prevenção e controle de infec- ção hospitalar [internet]. Brasília; 2006 [citado 2011 set 19]. Disponível em: _L_P://www.anvisa.gov.br/ servicosaude/manuais/manual_pediatria.pdf 14. Miyake MH, Diccini S, Glashan RQ, Pellizzetti N, Lelis MAS. Complicações pós anestésicas: subsídios para assistência de enfermagem na sala de recupe- ração anestésica. Acta Paul Enferm [internet]. 2002 [citado 2011 out 09];15(1):33-9. Disponivel em: http:// www.unifesp.br/denf/acta/2002/15_1/pdf/art4.pdf. 15. Soares VV, Vieira LJES. Percepção de crianças hospitalizadas sobre realização de exames. Rev Esc Enferm USP [internet]. 2004 [citado 2011 out 02];38(3):298-306. Disponível em: http://www.scielo. br/pdf/reeusp/v38n3/08.pdf 16. Cristo RC, Mello MDA, Berbet EFV, Braga TG, Kamada I. O acompanhante no setor pediátrico de um hospital escola: uma atividade de extensão e pesqui- sa. Rev Soc Bras Enferm Ped [internet]. 2005 [citado 2011 ago 02];5(2):25-34. Disponível em: http://www. sobep.org.br/revista/images/stories/pdf-revista/vol5- n2/v.5_n.2-art3.pesq-o-acompanhamento-no-setor- pediatrico.pdf Rev. SOBECC, São Paulo. jan./mar. 2013; 18(1): 44-53.
  • 10. 53 Autoras Janaina Viana dos Santos Enfermeira Graduada em Enfermagem pela Universidade Braz Cubas, Mogi das Cruzes (SP). Katia Peixoto Bonfim Santos Enfermeira Graduada em Enfermagem pela Universidade Braz Cubas, Mogi das Cruzes (SP). Silene Cristiane Cardoso Enfermeira Graduada em Enfermagem pela Universidade Braz Cubas, Mogi das Cruzes (SP). Rosely Neide Gonsalves Primo Enfermeira do Centro Cirúrgico do Hospital Vitória, São Paulo (SP), formada pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) em 2009. Luciene de Fátima Neves Monteiro de Barros Enfermeira Mestre em Ciências da saúde, Especialista em Nefrologia, Doutoranda pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Docente da Graduação da Universidade Braz Cubas, Mogi das Cruzes (SP). E-mail: luciene-neves@uol.com.br.

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