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Luiz Pereira Ramos, UFPR, Brasil        Plataformas químicas                                    Glicerol                  ...
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Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilFortaleza, CE - 1975
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Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilProdução de biodiesel Ainda fortemente baseada na transesterificação  alcalina de óleos e...
Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilProblemas? Constante ampliação da capacidade de produção Grande ociosidade das unidades ...
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PARAMETERS                                  LIMITSAspecto                                       LIIMassa específica (kg/m3...
Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilMatérias-primas desegunda geração
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Luiz Pereira Ramos, UFPR, Brasil۞ A alcoólise em meio ácido é        ۞ Usualmente efetuada em  lenta, requer altas tempera...
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Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilProcessos catalíticosCatalisadores Alta estabilidade térmica e mecânica Alta área superfic...
Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilProcessos catalíticosCatalisadores Amplamente disponível Não agressivo ao meio ambiente De...
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Luiz Pereira Ramos, UFPR, Brasil    Fluidos pressurizados                                                                 ...
Luiz Pereira Ramos, UFPR, Brasil Gliceroquímica                          Desidratação    Poliglicerol                     ...
Luiz Pereira Ramos, UFPR, Brasil      Gliceroquímica                                                             GLICIDOL ...
Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilOleoquímica                                                     solventes                 ...
Luiz Pereira Ramos, UFPR, Brasil      Oleoquímica                                               Schrock, Grubbs e Chauvin ...
Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilConsiderações finais Em “breve”, carboidratos e polióis constituirão plataformas tão diver...
Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilConsiderações finais O maior gargalo das tecnologias de produção e uso de biodiesel é a di...
Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilConsiderações finais A aparente sustentabilidade de alguns processos tecnológicos pode ser...
Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilConsiderações finaisVeículos flex-fuel         Eficiência energética questionável         ...
Claudiney Soares Cordeiro                      Nadia Krieger                      Fernando Wypych                      Mar...
Fabiano Rosa da Silva                      Ricardo José Brugnago                      Ana Carolina Cunha Arantes          ...
APOIO:ALCOPAR – Associação dos Produtores de Açúcar e Álcool do ParanáIMCOPA – Indústria e Comércio de Óleos VegetaisFUNPA...
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Producao de-biocombustiveis-existem-problemas-na-producao luiz-pereira-ramos

  1. 1. 3º. SIMPÓSIO DE BIOCOMBUSTÍVEIS Associação Brasileira de Química Rio de Janeiro, RJ – 08 a 09 de abril de 2010 PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEIS:EXISTEM PROBLEMAS NA PRODUÇÃO? Luiz Pereira Ramos Centro de Pesquisa em Química Aplicada Departamento de Química, Universidade Federal do Paraná lramos@quimica.ufpr.br; http://www.quimica.ufpr.br/lramos
  2. 2. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilEnergia do petróleo O mundo consome 336 milhões de litros de petróleo por dia Nós consumimos pelo menos 2 litros de petróleo para cada novo litro de petróleo descoberto Hoje, a sociedade queima cerca de 20 milhões de anos em reservas fósseis por ano Se todo o mundo consumisse energia como os norte-americanos, a demanda atual seria três vezes superior a todos os recursos energéticos existentes no planeta Indústria altamente especializada e eficiente
  3. 3. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilBiorrefinarias Todo a matéria-prima processada em uma planta industrial deve deixá-la na forma de produto, e não de efluente ou qualquer tipo de material de descarte Materiais de descarte devem ser evitados porque geram custos adicionais e podem comprometer a sustentabilidade do processo A indústria petroquímica cumpre esta tarefa com todo o conteúdo de um barril de petróleo Projetos de biorrefinarias, para serem bem sucedidos, terão que fazer o mesmo com a biomassa
  4. 4. Luiz Pereira Ramos, UFPR, Brasil Principais plataformas Carboidratos CARBOIDRATOS Bioquímica Resíduos GERAÇÃO DE COMBUSTÍVEIS, CALOR E INSUMOS E TRABALHO MATERIAIS Gases purificados GASES DE SÍNTESE Termoquímica Gases condicionadosNational Renewable Energy Laboratory, Golden, CO, USA
  5. 5. Luiz Pereira Ramos, UFPR, Brasil Principais plataformas Indústria moveleira Materiais de suporte MATERIAIS Cargas em plásticos PRODUTOS ESTRUTURAIS Cargas em cimentos AGRÍCOLAS Compósitos Álcoois Insumos químicos CONVERSÃO QUÍMICA Polímeros HidrocarbonetosBIOTECNOLOGIA, Hidrogênio produtos GENÉTICA, ... co- Fármacos INDÚSTRIAS DE Papel e celulose PAPEL E CELULOSE syngas negro PRODUTOS licor FLORESTAIS Bio-óleos Synfuels CONVERSÃO Energia TERMOQUÍMICA Insumos químicos
  6. 6. Luiz Pereira Ramos, UFPR, Brasil Plataformas químicas Glicerol C3 Ácido 3-hidroxi-propiônico 1,4-diácidos (succínico, fumárico e málico) C4 Ácido aspártico 3-Hidroxibutirolactona Ácido levulínico Ácido glutâmico C5 Ácido itacônico Xilitol/arabinitol Sorbitol C6 Ácido glucárico Ácido 2,5-furan-dicarboxílicoU. S. Department of Energy, 2004 – Top value added chemicals from biomass
  7. 7. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilBiocombustíveis Gás do Petróleo Biogás Gasolina Etanol Querosene Bioquerosene Óleo Diesel BiodieselÓleo Combustível Lenha, Resíduos Industrial Celulósicos
  8. 8. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilNovos combustíveisBiocombustíveis líquidos primários Biodiesel microbiano Biodiesel (FAME e hidrocarbonetos) Bioetanol, biobutanol, biogás, biohidrogênioBiocombustíveis de materiais de descarte Biodiesel de microalgas Biohidrogênio e biogás Biodiesel e bioetanol Gases de síntese (syngas)
  9. 9. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilNovos combustíveisPrimeira geração (já existente): Etanol de sacarose Óleos vegetais, biodiesel (FAME)Segunda generação (em escala piloto): Etanol lignocelulósico BTL, NExBTL Biobutanol, biometanoTerceira generação (pesquisa) : Biohidrogênio Biocombustíveis de microalgas (jet fuel)
  10. 10. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilNovos combustíveisBTL (Biomass-to-Liquids): Gaseificação e síntese FTÓleo vegetal hidrogenado: Hidrotratamento em refinarias (H-Bio), com produção integrada ou independenteLiquefação termoquímica da biomassa: Pirólise Tratamento hidrotérmico (HTU)
  11. 11. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilBiocombustíveis Alternativa excepcional à gasolina Principalmente produzido da sacarose Cana-de-açúcar é a principal fonte Rende 12,5% de bagaço seco O bagaço pode contribuir para um aumento de 50% na produção de EtOH CANA-DE-AÇÚCAR, BETERRABA, AMIDO DE MANDIOCA, AMIDO DE MILHO, PETROQUÍMICA, LIGNOCELULÓSICOS
  12. 12. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilProblemas? Combate às barreiras comerciais ainda existentes nos Estados Unidos e na Europa Definição de um padrão internacional para viabilizar o projeto de comoditização do etanol Extinção das queimadas como procedimento para “limpeza” da cana antes de seu processamento Eliminação de quaisquer práticas de trabalho escravo e/ou infantil em nossos canaviais Combate à imagem de que a monocultura da cana compromete a biodiversidade da região amazônica
  13. 13. Luiz Pereira Ramos, UFPR, Brasil Etanol de lignocelulose PRÉTRATAMENTO PRÉTRATAMENTO PRODUÇÃO DE PRODUÇÃO DE ENZIMAS ENZIMASFERMENTAÇÃO HIDRÓLISE HIDRÓLISE DE PENTOSES ENZIMÁTICA ENZIMÁTICA FERMENTAÇÃO SÓLIDOS FERMENTAÇÃO SÓLIDOS DE HEXOSES RESIDUAIS COMBINADA RESIDUAIS RECUPERAÇÃO RECUPERAÇÃO DE ETANOL DE ETANOL
  14. 14. Luiz Pereira Ramos, UFPR, Brasil Etanol de lignocelulose PRÉTRATAMENTO PRÉTRATAMENTO PRODUÇÃO DE PRODUÇÃO DE ENZIMAS ENZIMAS SACARIFICAÇÃO E SACARIFICAÇÃO EFERMENTAÇÃO CO-FERMENTAÇÃO FERMENTAÇÃO DE PENTOSES SIMULTÂNEAS SIMULTÂNEAS RECUPERAÇÃO RECUPERAÇÃO DE ETANOL DE ETANOL SÓLIDOS SÓLIDOS RESIDUAIS RESIDUAIS
  15. 15. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilEtanol de lignocelulose PRÉTRATAMENTO PRÉTRATAMENTO PRODUÇÃO DE OGM ENZIMAS SACARIFICAÇÃO E PRODUÇÃO HIDRÓLISE CO-FERMENTAÇÃO DE BIOGÁS ENZIMÁTICA SIMULTÂNEAS FERMENTAÇÃO SÓLIDOS RECUPERAÇÃO DE HEXOSES RESIDUAIS DE ETANOL RECUPERAÇÃO SÓLIDOS DE ETANOL RESIDUAIS
  16. 16. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilProblemas? Substratos celulósicos excessivamente heterogêneos Geração excessiva de inibidores no pré-tratamento Sacarificação enzimática lenta e ineficiente, susceptível à inibição retroativa, adsorção inespecífica e/ou irreversível e inativação térmica e/ou mecânica Complexo enzimático multicomponente Co-fermentação de pentoses e hexoses ainda inviável E se tudo der certo, ainda há problemas de logística e de disponibilidade de matéria-prima a baixo custo
  17. 17. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilBiocombustíveis Alternativa excepcional ao petrodiesel Produzido de óleos e gorduras A soja ainda é a principal fonte Rende 10-11% de glicerina A viabilidade do processo depende da destinação racional dos co-produtos SOJA, GIRASSOL, DENDÊ, AMENDOIM, CANOLA, MAMONA, PINHÃO-MANSO, BORRAS DE REFINO, GORDURA ANIMAL
  18. 18. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilFortaleza, CE - 1975
  19. 19. Luiz Pereira Ramos, UFPR, Brasil Biocombustíveis CO2/H2O FOTOSSÍNTESE BIODIESEL ENERGIA INSUMOS OLEAGINOSA POLÍMEROS QUÍMICOS CONVERSÃO GLICEROL COMBUSTÍVEIS CATALÍTICA DROGAS TORTAS/FARELOS RAÇÃO, PROTEÍNA, COMPÓSITOS, FONTE DE CARBONOPagliaro et al. (2007) Angew. Chem Int. Ed., 46, 4434-4440
  20. 20. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilProdução de biodiesel Ainda fortemente baseada na transesterificação alcalina de óleos e gorduras em meio homogêneo Amplamente dependente da disponibilidade de materiais graxos neutros e/ou de baixa acidez A falta de matéria-prima e a pequena margem de lucro exigem a busca por processos alternativos Técnicas como a hidroesterificação têm sido identificadas como opção para óleos ácidos O desenvolvimento de novos catalisadores é ainda uma grande desafio para o setor!
  21. 21. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilProblemas? Constante ampliação da capacidade de produção Grande ociosidade das unidades já instaladas Carência de matéria-prima a custos competitvos Acúmulo de glicerina nas unidades de produção Política de comercialização do biodiesel ainda aquém das necessidades do setor Exportação limitada por barreiras comerciais e por problemas na especificação do produto Incertezas quando à continuidade do PNPB
  22. 22. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilControle de qualidadeDesafios a serem vencidos Garantir qualidade em pequena e média escala Estabelecer métodos adequados de monitoramento Validar ou desenvolver métodos de análise para biodieseis derivados de fontes alternativas Avaliar critérios de estabilidade ao armazenamento Melhorar propriedades como ponto de névoa e de congelamento, CFPP e estabilidade oxidativa Desenvolver procedimentos adequados de mistura e distribuição
  23. 23. PARAMETERS LIMITSAspecto LIIMassa específica (kg/m3) 850-900, 20°CViscosidade cinemática, 40ºC (mm2/s) 3,0-6,0 Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilÁgua e sedimentos (%) 0,05 maxPonto de fulgor (ºC) 100 minResíduo de carbono (%, m/m) 0,05Teor de ésteres (%, m/m) 96,5 minCinzas sulfatadas (%, m/m) 0,02 maxEnxofre (%, m/m) 0,05 maxCorrosão ao cobre for 3h a 50ºC No. 1 maxNúmero de cetano ReportCFPP (oC) 19oC maxAcidez (mg KOH/g) 0,50 maxNúmero de iodo AnotarTeor de álcool (%, m/m) 0,20 maxGlicerina livre (%, m/m) 0,02 maxGlicerina total (%, m/m) 0,25 maxMonoacilglicerídeos (%, m/m)Diacilglicerídeos (%, m/m) Anotar Anotar Resolução ANP no. 7Triacilglicerídeos (%, m/m) Anotar 19 de março de 2008Estabilidade oxidativa a 110oC (h) 6 minFósforo (mg/kg) 10 max Especificação BrasileiraSódio + Potássio (mg/kg) 5 maxCálcio + Magnésio (mg/kg) 5 max
  24. 24. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilMatérias-primas desegunda geração
  25. 25. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilPrograma de biodieselDesafios que ainda persistem… Disponibilidade de matérias-primas alternativas a um custo competitivo (desenvolvimento agronômico e tecnológico) Oferta de incentivos para gargalos da cadeia de produção (P,D&I em áreas estratégicas) Promoção de políticas públicas adequadas para o setor (marco regulatório pós-B5 ainda em 2010) Desenvolver usos alternativos para os co-produtos
  26. 26. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilQuestionamentos Haverá matéria-prima disponível, a um custo competitivo, para suprir a crescente demanda? Os processos tecnológicos atualmente disponíveis são suficientemente flexíveis e/ou versáteis? Há viabilidade comercial sem isenções ou subsídios? Qual o impacto de blendas superiores sobre a emissão de poluentes atmosféricos? Os benefícios sociais do PNPB estão sendo ou ainda poderão vir a ser plenamente atingidos? O que fazer com os co-produtos a curto/médio prazo?
  27. 27. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilRotas tecnológicas H2CO-CO-R H2COH H+ /OH -R-OC-OCH - - + 3 R -OH 3 RCOOR + HOCH H2CO-CO-R H2COHTRIACILGLICEROL ÁLCOOL ÉSTER GLICEROL H+ RCOOH + ROH RCOOR + H2O ÁCIDO GRAXO ÁLCOOL ÉSTER ÁGUA
  28. 28. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilRotas tecnológicas۞ Transesterificação alcalina de matérias-primas de baixa acidez۞ Transesterificação ácida۞ Esterificação de ácidos graxos seguida de transesterificação alcalina dos triacilgliceróis remanescentes۞ Hidrólise dos triacilgliceróis seguida de esterificação dos ácidos graxos livres (hidroesterificação)۞ Transesterificação enzimática۞ Transesterificação in situ۞ Reações em condições supercríticas۞ Transesterificação por destilação reativa۞ Reações assistidas por energia eletromagnética (microondas e ultrassom)
  29. 29. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilAlcoólise de TAGsCatálise Homogênea۞ Catálise alcalina • Hidróxido de sódio • Hidróxido de potássio • Alcóxidos۞ Catálise ácida • Ácido sulfúrico • Ácido clorídrico • Ácidos sulfônicos
  30. 30. Luiz Pereira Ramos, UFPR, Brasil۞ A alcoólise em meio ácido é ۞ Usualmente efetuada em lenta, requer altas temperaturas temperaturas brandas sob e elevadas razões molares razão molar álcool:óleo inferior álcool:óleo e menor tempo de reação۞ É eficiente para alcoólise de ۞ Exige que a alcóolise seja materiais que apresentem executada em meio anidro e elevados teores de ácidos que a matéria graxa possua graxos livres baixa acidez۞ Exige maior investimento de ۞ A formação de sabões é capital devido à corrosão praticamente inevitável۞ Quando efetuada de maneira ۞ Normalmente mais eficiente do adequada, fornece bons que a catálise ácida rendimentosCatálise ácida Catálise alcalina
  31. 31. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilAlcoólise de TAGsCatálise Heterogênea۞ Enzimas lipolíticas (lipases)۞ Resinas de troca iônica۞ Hidróxidos duplos lamelares۞ Superácidos e superbases۞ Complexos de metais de transição۞ Óxidos estruturados۞ Zeólitas۞ Líquidos iônicos
  32. 32. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilProcessos catalíticosCatalisadores Alta estabilidade térmica e mecânica Alta área superficial Acidez e/ou basicidade pronunciadas Baixa susceptibilidade à lixiviação Baixa inativação por adsorção de compostos polares (glicerina, água, acilglicerídeos) Síntese de fácil execução Fácil recuperação do meio de reação Alta reciclabilidade
  33. 33. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilProcessos catalíticosCatalisadores Amplamente disponível Não agressivo ao meio ambiente De fácil manipulação e estocagem Seguro para o manuseio (não tóxico) Ativo sob condições suaves de reação Ativo em esterificação e transesterificação De baixo custo
  34. 34. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilProcessos catalíticosPor que desenvolver novos catalisadores? ReciclávelProcesso de Produção Reutilização do catalisador Pureza Purificação dos produtos: economia de água Sem Pureza dos reagentes da efluentes Questões econômicas glicerinaControle Cinético x Termodinâmico Tempo de reação Processo Temperatura de reação contínuo Seletividade da reação Rendimento da reação
  35. 35. Luiz Pereira Ramos, UFPR, Brasil Processos catalíticos Catalisadores ÉsteresCordeiro et al. (2008) Catalysis GlicerinaCommunications, 9, 2140-2143. CatalisadorWypych, Cordeiro e Ramos, Depósitosde patente # PI-0702235-2 & PI-0705995-7, 2007.
  36. 36. Luiz Pereira Ramos, UFPR, Brasil Catálise heterogênea TM Esterfip-HDiester, Sète, France, 160.000 t/a Fonte: www.axens.net
  37. 37. Luiz Pereira Ramos, UFPR, Brasil Catálise heterogênea Catalisador Aluminatos e Silicatos de Zn, Ti, Sn TM Esterfip-H IFP; US 6,147.196, 2000Diester, Sète, France, 160.000 t/a Fonte: www.axens.net
  38. 38. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilHidroesterificação Minami and Saka, Fuel 85 (2006) 2479–2483 metanol esterificação pré-aquecimento refrigerador água hidrólise regulador de separador pressão pré-aquecimento biodiesel ácidos graxos óleos/gorduras glicerina pré-aquecimento bomba água residual fase aquosa (glicerol)
  39. 39. Luiz Pereira Ramos, UFPR, Brasil Fluidos pressurizados MetanolMetanol Destilação ÁguaÓleo Hidrólise Esterificação DestilaçãoÁgua Bombas de alta pressão Esterificação ÉSTERES Separação de fases Metanol Fase lipídica (ácidos graxos) Fase aquosa (glicerina)Processo Saka-DadanFonte: Martin Mittelbach, 2009
  40. 40. Luiz Pereira Ramos, UFPR, Brasil Gliceroquímica Desidratação Poliglicerol Hidrogenólise Blendas OH Fermentação OH OH Oxidação EsterificaçãoReforma Eterificação Carbonatos
  41. 41. Luiz Pereira Ramos, UFPR, Brasil Gliceroquímica GLICIDOL POLIGLICIDOL Polímeros CARBONATO Filmes ÉSTERES DENDRÍMEROS DE GLICERINA Cosméticos ÉTERES ÁLCOOIS Detergentes Aditivos Solventes Fermentação 1,3-PROPILENO GLICOL Desidratação HO OH ACROLEÍNA CO2 + H2O Eterificação OH COMBUSTÍVEIS OXIGENADOS Oxidação ÁCIDO CETOMALÔNICO Saponificação Oxidação DIIDROXICETONA Esterificação DERIVADOS ALQUILADOS TRIACILGLICERÍDEOS Diésteres POLÍMEROS RAMIFICADOSPagliaro et al. (2007) Angew. Chem Int. Ed., 46, 4434-4440
  42. 42. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilOleoquímica solventes surfactantes agroquímicos plastificantes Óleos Vegetais aditivos polímeros Catalisador CH3OH combustíveis produtos químicos H2 Catalisador Ésteres MetílicosÁlcoois Graxos* (ésteres graxos) Esterificação Processos c/ açúcares Oxidativos Metátese c/ etileno Detergentes -Olefinas e Diésteres Não-Iônicos Ésteres - Carboxílicos insaturados
  43. 43. Luiz Pereira Ramos, UFPR, Brasil Oleoquímica Schrock, Grubbs e Chauvin compartilharam o Prêmio Nobel de Química em 2005 pelo desenvolvimento de Homometátese catalisadores para reações de metátese Polímeros Poliésteres PoliamidasSuarez et al. Quim. Nova, Vol. 30, No. 3, 667-676, 2007
  44. 44. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilConsiderações finais Em “breve”, carboidratos e polióis constituirão plataformas tão diversificadas quanto a do etileno Materiais lipídicos são altamente susceptíveis à agregação de valor e processos alternativos poderão oferecer um grande diferencial para a indústria Uma das principais barreiras no uso destas matérias- primas renováveis é a logística A viabilidade de vários processos alternativos, baseados no uso de recursos renováveis, reside no uso apropriado de seus co-produtos
  45. 45. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilConsiderações finais O maior gargalo das tecnologias de produção e uso de biodiesel é a disponibilidade de matéria-prima Problemas como as tendências à oxidação e à cristalização ainda exigem soluções específicas A exportação virá com a acomodação do mercado, à medida em que a oferta supere a demanda estabelecida pelo uso obrigatório Aumentos expressivos na exportação dependerão da queda de barreiras comerciais que protegem os produtos e/ou produtores locais
  46. 46. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilConsiderações finais A aparente sustentabilidade de alguns processos tecnológicos pode ser fortemente contestada por uma análise criteriosa de seus ciclos de vida As metas sócio-ambientais do PNPB precisam ser resgatadas (agricultura familiar vs. selo combustível social) Urge um marco regulatório escalonando o uso obrigatório à B10 e regulamentando do uso de B100 Neste e em qualquer outro setor, decisões técnicas não devem ser comprometidas por decisões políticas
  47. 47. Luiz Pereira Ramos, UFPR, BrasilConsiderações finaisVeículos flex-fuel Eficiência energética questionável Conflito em resultados recentes sobre emissõesInsalubridade nas emissões de misturas BXX Carcinogenia de misturas B20 Impacto sobre emissões não regulamentadasSustentabilidade ambiental: ACVs Balanço energético e impacto ambiental Externalidades associadas à produção e uso
  48. 48. Claudiney Soares Cordeiro Nadia Krieger Fernando Wypych Maria Aparecida F. César-Oliveira Sonia Faria Zawadzki José Viriato Coelho Vargas Shirley Nakagaki Papa Matar Ndiaye Arion Zandoná Filho Rafael MarangoniParceiros do Cepesq
  49. 49. Fabiano Rosa da Silva Ricardo José Brugnago Ana Carolina Cunha Arantes Ana Paula Pitarelo Marcos Henrique Luciano Silveira Larissa da Silva Danielle Szczerbowski Rui Miguel Carvalho Jr. Wiviane Pereira Gomes Luiz Antonio Bortolli Jr. Rodrigo Souza Aguiar Nathalia Neuhaus … dentre outrosParceiros do Cepesq
  50. 50. APOIO:ALCOPAR – Associação dos Produtores de Açúcar e Álcool do ParanáIMCOPA – Indústria e Comércio de Óleos VegetaisFUNPAR – Fundação da Universidade Federal do Paraná

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