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Diapositivos bloco 1

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  • 1. 09-10-2011 Cursos: Contabilidade e Auditoria Contabilidade e Auditoria PL Gestão e Informática Introdução à Contabilidade 2010-11 1 Introdução à ContabilidadeOBJECTIVOS DA CONTABILIDADE RESPONDER ÀS SEGUINTES QUESTÕES: A EMPRESA É LUCRATIVA? COMO É OBTIDO O LUCRO? O QUE ACONTECEU NO ANO ANTERIOR? A EMPRESA ESTÁ MUITO ENDIVIDADA? QUE TIPO DE INVESTIMENTOS FORAM REALIZADOS? 2 1
  • 2. 09-10-2011 Introdução à ContabilidadeA CONTABILIDADE – PODE SER DEFINIDA COMO UMA TÉCNICA DEREGISTO DE FACTOS PATRIMONIAIS QUE OCORREM NA EMPRESAPOR FORMA A SE PODER CONHECER EM QUALQUER ALTURA ACOMPOSIÇÃO E O VALOR DO PATRIMÓNIO.A CONTABILIDADE – TAMBÉM PODER SER DEFINIDA COMO UMACIÊNCIA DOS PROCESSOS DESCRITIVOS A PARTIR DA QUAL ÉPOSSÍVEL ANALISAR, AVALIAR E CONTROLAR TODA A ACTIVIDADEDA EMPRESA. 3 Introdução à ContabilidadeA CONTABILIDADE - CIÊNCIA QUE TEM POR OBJECTO OESTUDO DO PATRIMÓNIO DAS EMPRESAS, DANDO A CONHECER,EM QUALQUER MOMENTO, A SUA COMPOSIÇÃO QUALITATIVA EQUANTITATIVA.A CONTABILIDADE É UMA CIÊNCIA DE NATUREZAECONÓMICA, CUJO OBJECTO É A REALIDADE ECONÓMICA DEQUALQUER ENTIDADE PÚBLICA OU PRIVADA, ANALISADA EMTERMOS QUANTITATIVOS E POR MÉTODO ESPECÍFICO, COM O FIMDE OBTER AS INFORMAÇÕES INDISPENSÁVEIS À GESTÃO DESSAENTIDADE.(Pereira, J. M. E., 1989) 4 2
  • 3. 09-10-2011 Introdução à ContabilidadeA INFORMAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO A NOÇÃO DE INFORMAÇÃO É MULTIFACETADA E AMBÍGUA, TANTO SE PODE REFERIR A DADOS EM BRUTO COMO DADOS ORGNIZADOS, A CAPACIDADE DE COMUNICAÇÃO, … PARA UMA MELHOR PERCEPÇÃO DESTA NOÇÃO É IMPORTANTE DISTINGUIR: FACTO – ALGO QUE ACONTECE NO MUNDO REAL E QUE PODE SER OBSERVADO; DADO – FACTO OBTIDO MEDIANTE INVESTIGAÇÃO EMPIRÍCA OU VERIFICAÇÃO; CONHECIMENTO – FACTO OU DADO RECOLHIDO DE QUALQUER MODO E ARMAZENADO PARA FUTURA REFERÊNCIA; INFORMAÇÃO – RESPEITA A DADOS OU CONHECIMENTOS PARA UM FIM ESPECÍFICO. 5 Introdução à ContabilidadeA CONTABILIDADE COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO UTILIZADORES / DESTINATÁRIOS DA INFORMAÇÃO CONTABILÍSTICA ENTIDADES INTERNAS ADMINISTRAÇÃO TRABALHADORES EM GERAL ENTIDADES EXTERNAS FINANCIADORES INVESTIDORES ESTADO PÚBLICO EM GERAL 6 3
  • 4. 09-10-2011 Introdução à ContabilidadeA INFORMAÇÃO CONTABILÍSTICA DEVE SER: OBJECTIVA (NÃO DEPENDER DE QUEM INFORMA E SER QUANTIFICADA); INTELIGÍVEL (PARA OS DESTINATÁRIOS TERMINOLOGIA USADA SERÁ DIFERENTE SE A INFORMAÇÃO SE DESTINAR POR EXEMPLO AOS TRABALHADORES OU A UM BANCO); RELEVANTE (IMPORTANTE PARA O FIM VISADO); OPORTUNA (SURGIR QUANDO DELA NECESSITAMOS); RENTÁVEL (UTILIDADE OBTIDA COM A INFORMAÇÃO DEVE SER SUPERIOR AO CUSTO DE OBTER ESSA MESMA INFORMAÇÃO). 7 Introdução à ContabilidadeA UTILIDADE DA INFORMAÇÃO ESTÁ PATENTE NO APOIO QUE A MESMAPROPORCIONA À TOMADA DE DECISÕES, NOMEADAMENTE: DECIDIR A AQUISIÇÃO OU VENDA DE INVESTIMENTOS FINANCEIROS; DETERMINAR AS OBRIGAÇÕES, CAPACIDADES E RESPONSABILIDADES DA GESTÃO; ESTABELECER BENEFÍCIOS E REGALIAS AOS TRABALHADORES; DECIDIR A PRÁTICA A UTILIZAR EM RELAÇÃO A QUESTÕES FISCAIS; DETERMINAR AS GARANTIAS A PRESTAR POR EMPRÉSTIMOS À EMPRESA; DEFINIR A POLÍTICA DE DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS; PREPARAR E UTILIZAR OS DADOS ESTATÍSTICOS; DEFINIR REGRAS E MÉTODOS A ADOPTAR NO DESENVOLVIMENTO DAS ACTIVIDADES. 8 4
  • 5. 09-10-2011 Introdução à Contabilidade INVESTIDORES ZONA EXTERNA ZONA INTERNAFORNECEDORES (ONDE OCORRE A CLIENTES PRODUÇÃO DE BENS OU A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS) ESTADO 9 Introdução à Contabilidade ZONA EXTERNA OU DE CONTACTO COM O AMBIENTE: A EMPRESA NÃO PODE DESENVOLVER A SUA ACTIVIDADE ISOLADAMENTE, MAS SIM EM CONSTANTE RELAÇÃO COM O MEIO EXTERIOR. CLIENTES: ADQUIREM OS BENS E SERVIÇOS FORNECEDORES: ADQUIRIR OS FACTORES PRODUTIVOS QUE NECESSITA ESTADO: DEFINE AS NORMAS JURÍDICAS POR QUE SE DEVE REGER INVESTIDORES: COLOCAM À DISPOSIÇÃO OS FUNDOS NECESSÁRIOS AO DESENVOLVIMENTO DA SUA ACTIVIDADE. ZONA INTERNA: ZONA EM QUE SE DESENVOLVE PROPRIAMENTE A ACTIVIDADE PRODUTIVA DA EMPRESA. CONSISTE NA COMBINAÇÃO DE TODOS OS FACTORES PRODUTIVOS COM VISTA À PRODUÇÃO DE BENS E SERVIÇOS. 10 5
  • 6. 09-10-2011 Introdução à ContabilidadeESTE TIPO DE RELAÇÕES QUE A EMPRESA TEM ORIGINA DOIS TIPOS DECONTABILIDADE: CONTABILIDADE EXTERNA, GERAL OU FINANCEIRA: REGISTA AS OPERAÇÕES EXTERNAS DA EMPRESA, I.E., AQUELAS QUE RESPEITAM À EMPRESA NO SEU TODO: APURA O LUCRO GLOBAL DA EMPRESA E ELABORA O BALANÇO ANUAL. OS SEUS PRINCIPAIS UTILIZADORES SÃO ENTIDADES EXTERNAS. RESUMINDO, ESTE TIPO DE CONTABILIDADE TEM COMO OBJECTIVO A AVALIAÇÃO DO PATRIMÓNIO DA EMPRESA DE FORMA A APURAR O RESULTADO GLOBAL (ELABORANDO O BALANÇO E A DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS). CONTABILIDADE INTERNA, ANALÍTICA, DE GESTÃO: REGISTA AS OPERAÇÕES REALIZADAS NO SEIO DA EMPRESA (INTERNAS). VISA O APURAMENTO DE RESULTADOS. RESUMINDO, TEM COMO OBJECTIVO O CÁLCULO DE RESULTADOS PARCIAIS (POR DEPARTAMENTO, POR PRODUTO, …). 11 Introdução à ContabilidadeSE OLHARMOS PARA O HORIZONTE TEMPORAL, TEMOS: CONTABILIDADE HISTÓRICA – DÁ A CONHECER O QUE EFECTIVAMENTE SE FEZ E PROPORCIONA UMA VISÃO RETROSPECTIVA DA GESTÃO, OU SEJA, REGISTA OS FACTOS PATRIMONIAIS JÁ OCORRIDOS. CONTABILIDADE PREVISIONAL – A QUE EXPRIME OS RESULTADOS DE PREVISÕES, E PERMITE A ELABORAÇÃO DE FUNDAMENTADOS PLANOS DE ACTIVIDADE E A FORMULAÇÃO DE REGRAS, ISTO É, TENTA ANTEVER O FUTURO PARA UM DETERMINADO EXERCÍCIO ECONÓMICO, TENDO POR BASE FACTOS PATRIMONIAIS PASSADOS. 12 6
  • 7. 09-10-2011 Introdução à Contabilidade A PARTIR DOS REGISTOS EFECTUADOS (FUNÇÃO REGISTO) DAS INFORMAÇÕES, PODER-SE-Á ENTÃO PROCEDER AO CONTROLO (FUNÇÃO CONTROLO) DE TODA A ACTIVIDADE DESENVOLVIDA PELA EMPRESA, AVALIAR (FUNÇÃO AVALIAÇÃO) OS ACTOS DE GESTÃO PRATICADOS E REALIZAR PREVISÕES A MÉDIO E LONGO PRAZO (FUNÇÃO DE PREVISÃO). 13 Introdução à Contabilidade VEJAMOS: OS DADOS SÃO RECOLHIDOS ATRAVÉS DE DOCUMENTOS EMITIDOS E RECOLHIDOS PELA EMPRESA QUE APÓS CLASSIFICADOS, SÃO LANÇADOS NAS RESPECTIVAS CONTAS, A PARTIR DAS QUAIS SE ELABORA UM CONJUNTO DE QUADROS INFORMATIVOS (BALANCETES, EXTRACTOS DE CONTA, BALANÇO, DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS E OUTROS DOCUMENTOS). DOCUMENTOS INTRODUÇÃO DECLASSIFICADOS DADOS PROCESSAMENTO QUADROS DE INFORMAÇÃO DIÁRIOS DE MOVIMENTOS 14 7
  • 8. 09-10-2011 Introdução à ContabilidadeCARACTERÍSTICAS A QUALIDADE ESSENCIAL DA INFORMAÇÃO PROPORCIONADA PELAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS É A DE QUE SEJA COMPREENSÍVEL AOS UTENTES, SENDO A SUA UTILIDADE DETERMINADA PELAS SEGUINTES CARACTERÍSTICAS: RELEVÂNCIA; FIABILIDADE; COMPARABILIDADE. ESTAS CARACTERÍSTICAS, JUNTAMENTE COM CONCEITOS, PRINCÍPIOS E NORMAS CONTABILÍSTICAS ADEQUADOS, CONDUZEM AO SURGIMENTO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS GERALMENTE DESCRITAS COMO APRESENTANDO UMA IMAGEM VERDADEIRA E APROPRIADA DA POSIÇÃO FINANCEIRA E DO RESULTADO DAS OPERAÇÕES DA EMPRESA. 15 Introdução à ContabilidadeRELEVÂNCIA A RELEVÂNCIA É ENTENDIDA COMO A CAPACIDADE QUE A INFORMAÇÃO TEM DE INFLUENCIAR AS DECISÕES DOS UTENTES, AO AJUDÁ-LOS A AVALIAR OS ACONTECIMENTOS PASSADOS, PRESENTES E FUTUROS OU A CONFIRMAR OU CORRIGIR AS SUAS AVALIAÇÕES. NÃO SENDO A MATERIALIDADE UMA QUALIDADE DA INFORMAÇÃO FINANCEIRA, DETERMINA, PORÉM, O PONTO A PARTIR DO QUAL A MESMA PASSA A SER ÚTIL. ASSIM, A INFORMAÇÃO É DE RELEVÂNCIA MATERIAL SE A SUA OMISSÃO OU ERRO FOREM SUSCEPTÍVEIS DE INFLUENCIAR AS DECISÕES DOS LEITORES COM BASE NESSA INFORMAÇÃO FINANCEIRA. A RELEVÂNCIA E A MATERIALIDADE ESTÃO INTIMAMENTE LIGADAS, PORQUE AMBAS SÃO DEFINIDAS EM FUNÇÃO DOS UTENTES AO TOMAREM DECISÕES. NO ENTANTO, A RELEVÂNCIA PARTE DA NATUREZA OU QUALIDADE DA INFORMAÇÃO, ENQUANTO A MATERIALIDADE DEPENDE DA DIMENSÃO DA MESMA. A RELEVÂNCIA DA INFORMAÇÃO PODE SER PERDIDA SE HOUVER DEMORAS NO SEU RELATO; POR ISSO, A INFORMAÇÃO DEVE SER TEMPESTIVAMENTE RELATADA. 16 8
  • 9. 09-10-2011 Introdução à ContabilidadeRELEVÂNCIA OU SEJA, A INFORMAÇÃO PRESTADA DEVE SER PERTINENTE PARA A TOMADA DE DECISÕES DO GESTOR. 17 Introdução à ContabilidadeFIABILIDADE A FIABILIDADE É A QUALIDADE QUE A INFORMAÇÃO TEM DE ESTAR LIBERTA DE ERROS MATERIAIS E DE JUÍZOS PRÉVIOS, AO MOSTRAR APROPRIADAMENTE O QUE TEM POR FINALIDADE APRESENTAR OU SE ESPERA QUE RAZOAVELMENTE REPRESENTE. DEVE SER OBTIDA CONJUGAÇÃO PERFEITA DA RELEVÂNCIA COM A FIABILIDADE, A FIM DE QUE O USO DA INFORMAÇÃO SEJA MAXIMIZADO. 18 9
  • 10. 09-10-2011 Introdução à ContabilidadeFIABILIDADE ISTO É, A INFORMAÇÃO DEVE SER DESPROVIDA DE ERROS, OMISSÕES OU JUÍZOS DE VALOR, E MOSTRAR APROXIMADAMENTE O QUE TEM POR FINALIDADE REPRESENTAR. 19 Introdução à ContabilidadeCOMPARABILIDADE A DIVULGAÇÃO E A QUANTIFICAÇÃO DOS EFEITOS FINANCEIROS DE OPERAÇÕES E DE OUTROS ACONTECIMENTOS DEVEM SER REGISTADAS DE FORMA CONSISTENTE PELA EMPRESA E DURANTE A SUA VIDA, PARA IDENTIFICAREM TENDÊNCIAS NA SUA POSIÇÃO FINANCEIRA E NOS RESULTADOS DAS SUAS OPERAÇÕES. AS EMPRESAS DEVEM ADOPTAR A NORMALIZAÇÃO, A FIM DE SE CONSEGUIR COMPARABILIDADE ENTRE ELAS. A NECESSIDADE DE COMPARABILIDADE NÃO DEVE CONFUNDIR-SE COM A MERA UNIFORMIDADE E NÃO PODE TORNAR-SE UM IMPEDIMENTO À INTRODUÇÃO DE CONCEITOS, PRINCÍPIOS E NORMAS CONTABILÍSTICAS APERFEIÇOADOS. TAMBÉM A EMPRESA NÃO DEVE PERMITIR-SE CONTINUAR A CONTABILIZAR DA MESMA MANEIRA UMA DADA OPERAÇÃO OU ACONTECIMENTO SE A POLÍTICA CONTABILÍSTICA ADOPTADA NÃO SE CONFORMAR COM AS CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DA RELEVÂNCIA E DA FIABILIDADE, NEM, TÃO-POUCO, DEIXAR DE ALTERAR AS SUAS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS QUANDO EXISTAM ALTERNATIVAS RELEVANTES E FIÁVEIS. 20 10
  • 11. 09-10-2011 Introdução à ContabilidadeCOMPARABILIDADE OU SEJA, A INFORMAÇÃO DEVE SER REGISTADA DE FORMA CONSISTENTE AO LONGO DOS VÁRIOS PERÍODOS DE VIDA DAS EMPRESAS, DE FORMA A SE PODEREM EXTRAIR CONCLUSÕES DA COMPARAÇÃO DA MESMA. 21 Introdução à ContabilidadeCONCEITOS CONTABILÍSTICOS FUNDAMENTAIS FLUXOS DA EMPRESA As empresas para levarem a cabo a sua missão necessitam de variadíssimos recursos (humanos, materiais, organizativos), sem os quais os seus objectivos ficariam prejudicados. A racionalidade da utilização dos recursos leva a que se devam comparar os resultados obtidos com os meios utilizados. Por esta razão, a contabilidade, numa primeira fase, surge como um subsistema de informação vocacionada para a determinação e valorização dos meios utilizados nas produções (bens e serviços). Fala-se em subsistema porque a contabilidade tem por objectivo proporcionar informação relevante numa área empresarial de grande importância que é a sistematizada através da recolha, classificação, registo dos factos ocorridos, de forma a evidenciar no fim de determinados períodos a situação patrimonial e os resultados decorrentes da sua actividade. 22 11
  • 12. 09-10-2011 Introdução à ContabilidadeFluxos da empresa e informação contabilística A empresa para desenvolver a sua actividade necessita de um conjunto de bens e serviços (trabalho, matérias-primas, equipamentos, …) que procura obter junto dos fornecedores, de forma sistemática. Veja-se Fornecedor Empresa 23 Introdução à ContabilidadeAo assegurar o fornecimento desses bens e serviços junto dosfornecedores, é gerado um fluxo real de entrada, que irá sercompensado, aquando da venda ou prestação de serviços, por umfluxo real de saída para os clientes.Veja-seFornecedor Clientes (1) (2) Empresa 24 12
  • 13. 09-10-2011 Introdução à ContabilidadeEstes fluxos têm a designação de reais por serem fluxos de bens e serviços. Comoenvolvem, para além da empresa, terceiros (clientes e fornecedores) designam-se deexternos.Quando se adquirem bens ou serviços aos fornecedores, gera-se uma contrapartida, ouseja, a obrigação de os pagar. Isto é, a obrigatoriedade de, em certo prazo efectuar acontraprestação monetária equivalente aos bens ou serviços adquiridos. Assim, aaquisição de bens e serviços vai traduzir-se numa obrigação financeira do comprador,independentemente da sua utilização ou consumo.As obrigações financeiras associadas às aquisições de bens ou serviços designam-se dedespesas (1). As despesas estão associadas às compras (de activos, de existências e deoutros bens e serviços), independentemente da sua utilização ou do seu pagamento.Ao contrário, ao vender bens ou prestar serviços aos clientes, geram-se direitosfinanceiros do vendedor, ou seja, o direito a receber a contraprestação pecuniáriaequivalente ao bem que vende ou ao serviço que presta. A estes direitos financeirosassociados às vendas de bens e às prestações de serviços, denominamos de receitas (2). 25 Introdução à ContabilidadeReceitas e despesas constituem conceitos financeiros associados afluxos reais de saída e de entrada, respectivamente. Quando olhamospara uma empresa em termos de despesas e receitas, perspectivamo-nos numa óptica financeira, pois preocupamo-nos com obrigações edireitos de carácter financeiro.Esta perspectiva financeira da empresa é obtida através da leitura dedemonstrações financeiras (sendo a vocação da contabilidade a suaconstrução). Perspectiva estática – Balanço Perspectiva dinâmica – Demonstração da Origem e da Aplicação de Fundos 26 13
  • 14. 09-10-2011 Introdução à Contabilidade Para que os bens sejam colocados à disposição dos clientes, é necessário proceder a um conjunto de transformações dos meios adquiridos pela empresa. As transformações vão depender do tipo de actividade desenvolvida pela empresa. Esquematicamente temos: MEIOSFornecedor (3) PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO (4) PRODUÇÃO DE BENS/SERVIÇOS Clientes 27 Introdução à Contabilidade Os fluxos reais externos são complementados com fluxos reais internos. Estes estão relacionados com: Consumos ou utilização de meios; Gerações de produções. Os custos representativos dos consumos ou utilizações dos meios, designam-se gastos (3). Os fluxos representativos da produção de bens ou serviços designam-se de rendimentos (4). Regra geral, os gastos sucedem às despesas (correspondem aos consumos ou utilizações dos meios que os geraram) e os rendimentos antecedem as receitas (representam os bens e serviços que irão ser alienados aos clientes). 28 14
  • 15. 09-10-2011 Introdução à ContabilidadeSe analisarmos a empresa em função dos fluxos reais internos, estamos atentosà forma como ela utiliza os seus recursos (meios) e gera os seus produtos ouserviços (produções). Preocupamo-nos, portanto, com a economicidade dosmeios e com a sua capacidade de gerar bens e serviços capazes de captar ointeresse da clientela. Assim, a análise da empresa já não é numa ópticafinanceira, mas sim numa óptica produtiva ou económica. A contabilidadepermite a produção de mapas (Demonstrações de Resultados) capazes deavaliar a empresa nesta perspectiva económica. Podemos ter dois tipos deDemonstrações de Resultados: Demonstrações de Resultados por Natureza - os gastos e rendimentos são classificados segundo a sua natureza (custos com o pessoal, impostos, …) Demonstrações de Resultados por Funções - os gastos e rendimentos são registados tendo em conta a óptica da função a que respeitam (função administrativa, financeira, …) 29 Introdução à Contabilidade Para assegurar os fluxos reais externos de entradas dos fornecedores (despesas) e de saídas para os clientes (receitas), torna-se necessário proceder à correspondente contraprestação pecuniária. Assim, é gerado um outro conjunto de fluxos externos que está relacionado com a circulação da moeda, pelo que se designam de fluxos monetários (têm sentido inverso aos fluxos reais). (5)Fornecedor Empresa € (6) Clientes 30 15
  • 16. 09-10-2011 Introdução à ContabilidadeOs fluxos de saída dos meios líquidos do pagamento designam-se pagamentos (5). Os de entrada são designados derecebimentos (6).Recebimentos e pagamentos são conceitos de naturezamonetária e que estão relacionados exclusivamente com acirculação da moeda.Quando olhamos para a empresa nesta perspectiva estamos asituar-nos numa óptica de tesouraria. Nesta óptica as nossaspreocupações serão no âmbito da existência, ou não, de meioslíquidos de pagamento e da capacidade de que a empresa temem os gerar (representam-se através das Demonstrações deFluxos de Caixa). 31 Introdução à ContabilidadeA contabilidade é um subsistema de informaçãovocacionada principalmente para a construção dequadros demonstrativos da:Situação Patrimonial e Financeira Balanços Demonstrações da Origem e da Aplicação de FundosSituação Económica Demonstrações de ResultadosSituação Monetária Demonstrações dos Fluxos de Caixa 32 16
  • 17. 09-10-2011 Introdução à ContabilidadeResumindo os fluxos da empresa podem ser analisados através de três ópticas: ÓPTICA FINANCEIRA: DIZ RESPEITO AO MOVIMENTO DA EMPRESA PERANTE O EXTERIOR. ESTÁ DIRECTAMENTE RELACIONADA COM A REMUNERAÇÃO DOS FACTORES E DOS BENS E SERVIÇOS TRANSACCIONADOS. NESTA ÓPTICA PODEMOS DISTINGUIR: AS DESPESAS, QUE CORRESPONDEM À REMUNERAÇÃO DOS FACTORES PRODUTIVOS E AS RECEITAS, QUE CORRESPONDEM À REMUNERAÇÃO DAS VENDAS EFECTUADAS E/OU DOS SERVIÇOS PRESTADOS. EM SUMA, DESPESAS E RECEITAS, DIZEM RESPEITO A FACTOS QUE ORIGINANDO, AS PRIMEIRAS OBRIGAÇÕES A PAGAR E AS SEGUNDAS DIREITOS A RECEBER, IRÃO PROVOCAR, RESPECTIVAMENTE, SAÍDAS E ENTRADAS DE VALORES MONETÁRIOS PARA A EMPRESA. ÓPTICA ECONÓMICA OU PRODUTIVA: ANDA LIGADA À TRANSFORMAÇÃO E INCORPORAÇÃO DOS DIVERSOS MATERIAIS, MÃO-DE-OBRA, ETC., ATÉ SE ATINGIR O PRODUTO (BEM OU SERVIÇO) FINAL. OS VALORES INCORPORADOS E GASTOS NA PRODUÇÃO DESIGNAM-SE CUSTOS. POR SUA VEZ, OS PRODUTOS ACABADOS DE FABRICAR E APTOS PARA A VENDA DESIGNAM-SE PROVEITOS. EM SÍNTESE, A EMPRESA AO CONSUMIR BENS E SERVIÇOS TEM CUSTOS; AO PRODUZI-LOS, TEM PROVEITOS. ÓPTICA DE TESOURARIA OU DE CAIXA: CORRESPONDE ÀS ENTRADAS E SAÍDAS MONETÁRIAS DA EMPRESA. NESTA ÓPTICA, PODEMOS DISTINGUIR OS RECEBIMENTOS, QUE CORRESPONDEM À ENTRADA DE VALORES MONETÁRIOS PARA A EMPRESA, E OS PAGAMENTOS, QUE DIZEM RESPEITO ÀS SAÍDAS DE VALORES MONETÁRIOS. 33 17

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