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    • PÓLO: Três de Maio DISCIPLINA: Elaboração de Artigo Científico PROFESSOR ORIENTADOR: Profa. Dr. Helga Correa Data da defesa: 24 de novembro de 2012 TIC – Um paralelo entre escolas do campo e cidade. Information Communication Technology (ICT) - A parallel between the rural and urban schools. HAAG, Aline katiuscia klesener Licenciatura Plena em Letras – Unijuí – Ijuí/RS Três de Maio/RS, novembro de 2012. RESUMO Este artigo apresenta uma análise crítico do uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), em escolas do campo e cidade, no qual traça-se um paralelo entre ambas realidades a fim de se estabelecer um comparativo entre escolas e alunos. Partindo do embasamento teórico de artigos de estudiosos como Selwyn (2008), Moran (2000) e Morin (2001), estabelece-se um panorama tecnológico educacional que rebusca as diferentes realidades existentes no século XXI, o qual tem como característica a globalização tecnológica e a inclusão digital e social do individuo. Para tal tem-se aqui um estudo da realidade de duas escolas diferentes, uma de campo e outra da cidade, e dos sujeitos que nela atuam. Descreve-se neste artigo o projeto aplicado, elaborado com a intenção de detectar semelhanças e diferenças entre experiências educacionais com recursos tecnológicos (computador ligado à rede de internet), dando uma noção clara destas realidades tecnológicas coexistentes na atualidade. Palavras-chave: escolas de campo, escola urbana, tecnologias. ABSTRACT This paper presents the critical thinking of the use of Information Communication Technology (ICT) in schools in town and country, in which we draw a parallel between the two realities in order to establish a comparison between schools and students. Based on the theoretical basis of articles by 1
    • scholars such as Selwyn, Moran and Morin, establishes a panorama technological educational rebusca different realities existing in the XXI century, which is characterized by globalization and technological digital and social inclusion of the individual. To this has been here a study of the reality of two different schools, one country and another city, and the guys who work in it. This paper describes the applied project, developed with the intention to detect similarities and differences between educational experiences with technology resources (computer connected to the Internet network), giving a clear picture of these technological realities coexisting today. Key words: field schools, urban school, technology. 1 INTRODUÇÃO O uso das tecnologias nas escolas em geral, vem sendo um tema bastante polemizado. Com base nas vivencias diárias e na percepção de escola rural e urbana, é que direciono neste artigo um olhar em relação ao uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), sob a realidade de uma escola da cidade de Três Passos e de uma escola de campo, localizada no interior do município de Crissiumal. A escrita deste artigo ampara-se na aplicação de um projeto de pesquisa, que se justifica pela necessidade de estabelecer um paralelo entre os usos das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) nas escolas em evidência, por se tratarem de realidades opostas no que se refere aos recursos tecnológicos que fazem parte do processo ensino/aprendizagem, verificando interesses, necessidades e contribuições para a vida escolar dos alunos envolvidos. O presente estudo está assim estruturado: a seção 2 apresenta um Panorama Tecnológico Educacional que se fundamenta na teoria de estudiosos como Selwyn (2008), Moran (2000) e Morin (2001) contextualizando diferentes realidades escolares, rural e urbana; a seção três apresenta a metodologia de pesquisa utilizada no desenvolvimento deste estudo; a seção quatro apresenta os resultados obtidos após aplicação do projeto; na seção cinco temos as considerações finais; por fim, na seção seis, apresenta-se as referências bibliográficas usadas na fundamentação deste artigo. 2 DESENVOLVIMENTO 2.1 Panorama Tecnológico Educacional A sociedade hoje é guiada e sustentada pela Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). Tudo que nos cerca, exige tecnologia, desde a educação, perpassando pela saúde, bem-estar, política, chegando a setores agrícolas. Nada nem ninguém fogem aos reflexos causados pela era tecnológica que se instaurou. Com base nos estudos realizados por Neil Selwyn (2008), publicados em um artigo, o qual aborda o uso das TIC na educação e a promoção da inclusão social, 2
    • afirma-se que a sociedade vem sofrendo constantes transformações, que segundo ele, pode ter como principal contribuinte o rápido desenvolvimento de novas telecomunicações e de tecnologias de computação. O mundo hoje é digital, globalizado e impera a velocidade em todos os âmbitos de nossa vida, o que reflete automaticamente na educação, que também passa a exigir modos diferenciados de atuação por parte de quem a administra. Também na educação a velocidade de informação, o audiovisual passa a ser indispensáveis ao processo de ensino-aprendizagem. Apesar de toda a tecnologia disposta nesta era de globalização de informação e de equipamentos, não esquecemo-nos de que: O individuo é quem traça seu caminho, sendo muitas vezes uma atividade solitária, já que este está livre de viver nos confins estado-nação, da comunidade local, ou da família, e inserido neste contexto, o individuo, depara-se com uma sociedade contemporânea que por muitas vezes não oferece os benefícios para todos, mostrando assim um panorama global centrado na tecnologia, com grupos, organizações e países que podem ser tão conectados ou isolados, tão beneficiados ou desfavorecidos quanto no período que antecede toda essa evolução tecnológica. (SELWIN, 2008). O panorama acima mostrado, onde considera-se o pensamento de Selwyn(2008), pode ser aplicado de forma concreta a realidade educacional. Temos, apesar de toda a modernidade tecnológica, comunidades escolares desprovidas de recursos tecnológicos, ou possuindo-os de forma limitada, ou não tendo profissionais preparados que os operem, enquanto outra dispõe de equipamentos de última geração e profissionais preparados para a utilização dos mesmos. Começa por aí nosso ponto de reflexão, não detendo-se aos profissionais especificamente, mas com um olhar sobre as diferenças de aprendizagem dos alunos, seus interesses, necessidades, dificuldades, mostrando que existe sim um paralelo a ser traçado entre as várias realidades tecnológicas existentes, principalmente no sistema educacional vigente. Questiona-se o que precisaria ser feito a nível educacional para que se mude a realidade tecnológica e de aproveitamento por parte de escolas que ainda tem certa resistência a introduzir a utilização dos recursos de TIC no seu cotidiano de ensino-aprendizagem. Cabe então, estreitar o relacionamento entre escola e tecnologia, de forma que a escola não fique isolada, voltando à tecnologia da 3
    • informação e comunicação ao foco da aprendizagem e não do ensino. Para isso tem-se como um dos principais aliados, segundo Moran (2000 apud Batista, 2009): A internet, que nos ajuda, mas ela sozinha não dá conta da complexidade do aprender hoje, da troca do estudo em grupo, da leitura, do estudo em campo com experiências reais. A tecnologia é tão somente um grande apoio, uma âncora, indispensável à embarcação, mas não é ela que a faz flutuar ou evita o naufrágio. (MORAM 2000, apud Batista, 2009). Baseando-se em todo o suporte teórico considerado até o momento, ao lançarmos um olhar a duas realidades diferentes em pontos, chega-se a conclusão de que todo esse histórico tecnológico que converge sob o espaço escolar, não pode ser ignorado, e que o profissional atuante (professor) deve aprimorar-se e introduzir as tecnologias no cotidiano de seus alunos para auxiliar no processo ensino/aprendizagem. Cabe aqui ressaltar que não somente o educador precisa dominar conhecimentos básicos na área da tecnologia, mas também seus alunos precisam receber estas noções para que possam explorar de forma proveitosa, num sistema de troca de conhecimentos, este recurso. Considera-se neste artigo e exemplifica-se esta questão, tendo como base de estudo o uso do computador e da internet, que se fazem presentes e se mostram de fato necessários, e despertam o interesse do publico jovem no desempenho de tarefas escolares, observando-se como estes são utilizados nos dois espaços em questão, o urbano, e o rural. Para que se introduza esta ferramenta na vida escolar dos alunos, primeiro faz-se necessário que se apresente a ele as interfaces de um computador, que este as reconheça e domine plenamente esta ferramenta, que lhe possibilitará digitar trabalhos, pesquisar, ou seja, aprender de modo diferente, em materiais diferentes, condizentes com a realidade social em que estamos inseridos na atualidade, tendo informação rápida, acessibilidade, conectividade, o que torna o ambiente escolar, de estudo mais rico, interessante, de fato multidisciplinar. 2.2 Contextualização do campo de docência: escola urbana Contexto escolar e as TIC: A escola pesquisada conta com quase dois mil alunos na atualidade, entre turnos diurno e noturno. Possui dois laboratórios de informática, conectados a rede de Internet, mas de uso restrito aos alunos, limitando-se há uma hora aula semanal. Atualmente estamos sem acesso ao 4
    • laboratório, o qual possui 30 computadores, designado à turma do quinto ano a mais ou menos um mês e meio, devido à formatação, manutenção de redes e máquinas. Explora-se então o recurso de Datashow, instalado em cada uma das salas de aula que o colégio possui, tendo também para isso dois notebooks de uso exclusivo dos professores, que funciona com sistema de reservas. O instituto conta com uma biblioteca com sistema interno informatizado, sala de vídeo, recursos de sonoplastia, televisão e DVD, sistema interno de som (em todas as salas). O quadro educacional da escola aqui citada, dentro de nossa realidade educacional, a meu ver é privilegiado, oferecendo a medida do possível, recursos tecnológicos condizentes com a atualidade, inovando sempre que possível, através do trabalho conjunto, escola e comunidade, para alavancar o processo educacional e acompanhar a evolução social e tecnológica do sujeito para o mundo. Acredito ser possível aplicar desta forma projetos multidisciplinares e interdisciplinares, através do uso das interfaces na elaboração de objetos de aprendizagem promissores e contextualizados que resultem no sucesso educacional, dentro do processo ensino / aprendizagem. Perfil dos sujeitos – Tratam-se de alunos do 5º ano do ensino fundamental de nove (9) anos, da rede publica estadual, localizado no município de Três Passos / RS. A turma conta com um número de 15 alunos, 9 meninas e 6 meninos, numa faixa etária que vai de 10 a 14 anos, sendo dos 15 alunos, 2 inclusos, um menino com déficit global de aprendizagem e uma menina que é autista. Excluindo estes dois casos que necessitam, ambos de planejamento diferenciado, a turma é bastante homogênea, com uma razoável bagagem cultural e conhecimento de mundo. São alunos que demonstram interesse e curiosidade em aprender. Ao enquadrarmos socialmente suas famílias, pode-se dizer que são de classe trabalhadora, suprindo assim as necessidades vitais e de acesso à dignidade aos alunos, ou seja, alimentação, saúde, lazer, etc. A maioria das crianças possui acesso às tecnologias, televisão, celulares, computadores ligados a redes de internet, etc. Considera-se carente somente uma família. Com o aluno que possui déficit global de aprendizagem o trabalho realizado é com ênfase na oralidade, releitura e com lento crescimento no processo de ensino/aprendizagem, sendo ele avançado anualmente para que acompanhe sua faixa etária na turma em que estiver incluso, porém com 5
    • avanços no que diz respeito a sua autoestima e contribuição para o grupo. A aluna autista encontra-se, dento de suas limitações, fazendo grandes avanços no que diz respeito à afetividade, motricidade, cognitividade, verbalização e convívio com colegas. 2.3 Contextualização do campo de docência: escola de campo A escola possui em seu corpo discente na atualidade, em torno de 45 alunos, que estão distribuídos desde a educação infantil até os anos finais do ensino fundamental, funcionando somente pelo turno da manhã. Os alunos são todos pertencentes à zona rural do município de Crissiumal, alguns morando no entorno da escola e outros vindos de localidades próximas, em que não há educandário, dependendo para tanto de transporte escolar. O corpo docente é constituído por oito professores, trabalham também na escola, direção e duas funcionárias, encarregadas da limpeza e merenda escolar. Voltando-se à parte tecnológica, temos a disposição na escola um laboratório de informática com cinco computadores, com o sistema Linux de operação, todos conectados a rede de internet via rádio. Além destes, temos um computador que serve de uso exclusivo dos professores e outro para a direção, estes últimos operam com o sistema Windows. A escola adquiriu em outubro de 2012 um equipamento retroprojetor móvel e um Notebook, dada a necessidade manifestada pelos professores. Estes equipamentos foram adquiridos com o auxilio do Circulo de Pais e Metres (CPM) da escola. É importante ressaltar que o funcionamento da sala de informática acontece no mesmo ambiente em que fica a biblioteca, a sala de vídeo (que conta com uma TV 21 polegadas e DVD), e sala de professores, tendo, portanto, que haver um remanejamento de horários para tornar possível o funcionamento e uso de cada um destes recursos. Temos a disposição também recursos de áudio (rádio e amplificador de uso comum). Cotidianamente enfrentamos problemas com a falta de sinal de Internet, sendo esta bastante lenta, bem como de falta de manutenção e formatação de máquinas. Nós, professores e alunos, estamos habituados a trabalhar com limitações no que se refere às interfaces citadas, existentes na escola. As salas de aula do colégio são todas climatizadas, o espaço externo é bem organizado, bonito e espaçoso, o que faz da escola um lugar agradável. Este é mantido pela comunidade escolar em sua integra, ou seja, pais, alunos, funcionários, direção, professores, bem como com a comunidade geral, independente de ter ou 6
    • não alunos estudando na escola, sendo esta um ponto de referência para a comunidade local, através da qual a mesma se estrutura socialmente. Embora haja certas limitações tecnológicas, vejo a escola como um local privilegiado, frente a tantas outras realidades escolares rurais com que nos deparamos rotineiramente em noticiários, reportagens, artigos, Brasil a fora, e acredito que seja possível transformar a partir do que se tem, introduzindo na vida dos alunos que lá estudam novas experiências, ensinamentos aproveitáveis para a vida pessoal e profissional destes, para que possam redimensionar sua realidade de trabalho e estudos, acompanhando o mundo tecnologicamente evolutivo que os cerca, seja para que permaneça no campo e adaptem suas práticas de trabalho e produção, ou para que estes tenham condições de subsistência urbana, realidade que se faz muito presente, e confirmada pelos altos níveis de êxodo rural de jovens que vão em busca de novas oportunidades e experiências. Perfil dos sujeitos – Tratam-se de alunos do 6º ano, dos nove anos do ensino fundamental e 6ª, 7ª e 8ª séries ainda pertencentes ao ensino fundamental seriado, de uma escola estadual localizada na comunidade de Alto Crissiumal, Crissiumal/RS. Ao todo as turmas citadas acima têm 10 alunos, com idade média de 12 a 14 anos, sendo turmas multiseriadas, agrupadas duas a duas, ficando juntos o 6º ano (um aluno) a 8ª série (quatro alunos), e 6ª (dois alunos) a 7ª série (três alunos). São turmas heterogêneas, dentre os 10 alunos, somente dois deles tem computador e utilizam Internet em casa. Os demais possuem recursos tecnológicos como televisão, DVD, telefone, porém este panorama não pode servir de base para determinar a condição social dos mesmos, pois apesar da falta de acesso a algumas tecnologias estes alunos são provenientes de famílias com uma condição financeira razoavelmente boa e estável. Todos os alunos contribuem no trabalho realizado nas suas propriedades em que mantêm a produção leiteira, suinocultura e plantio de variadas culturas (soja, milho, trigo, fumo, hortaliças e mandioca). Em muitos dos casos a falta de um computador em casa com rede de Internet se dá pelo fato de não haver acesso, nas localidades não há torre de conexão de Internet, seja ela discada ou via rádio. 3 METODOLOGIA O projeto de estudo em questão foi aplicado ao longo da 2ª quinzena do mês de setembro e 1ª quinzena do mês de outubro, durante o espaço de aula, pela manhã na escola estadual de ensino fundamental, em Alto Crissiumal, Crissiumal/RS, com 7
    • turmas do ensino fundamental, de 6º a 9º ano, multiseriados, envolvendo um total de 10 alunos que os constituem. A tarde deu-se continuidade, na escola urbana, localizada na cidade de Três Passos, com alunos do 5º ano , somando um total de 15 alunos. Num primeiro momento foi realizado um breve levantamento junto às escolas, a fim de saber com quais recursos tecnológicos cada uma das escolas e alunos contam. Para tal realizou-se uma sondagem oral, com os seguintes questionamentos: qual o acesso que os mesmos têm as TIC no seu dia a dia? Quais as necessidades e os interesses que eles têm quando se utilizam das tecnologias? Como a TIC vem contribuindo para a sua aprendizagem? Realizada esta primeira etapa, passou-se para uma 2ª que teve como objetivo observar o uso de um computador pelos alunos. Atentou-se aqui para detalhes como domínio do mouse e teclados para a digitação correta e mais ágil. Aplicara-se uma atividade de pesquisa orientada, sobre a vida e obra de Cecília Meireles, sugerindo links a serem seguidos nos estudos propostos. Em seguida, a tarefa consistiu em produzir poemas, baseados nos que tiveram acesso no estudo inicial, utilizando para tal o editor de textos. Após observação das tarefas, foram comparados os resultados. Dando sequência ao projeto, estabeleceram-se os contrapontos entre a realidade tecnológica e o desempenho das turmas das escolas envolvidas. Concluindo o projeto, a última etapa foi a de comparação de resultados e dados colhidos nas escolas, traçando o paralelo proposto inicialmente no projeto de estudos. 4 RESULTADOS OBTIDOS A aplicação do projeto de pesquisa possibilitou a observação de aspectos condizentes à realidade de uso das tecnologias pelos alunos, em especial, das partes que constituem um computador, bem como diagnosticar dificuldades e facilidades em turmas que pertencem a diferentes realidades, através de atividades de manuseio desta máquina e de sondagens. Através de um breve levantamento realizado junto às escolas envolvidas para diagnosticar que recursos tecnológicos cada uma delas possui ficou clara a 8
    • diferença entre ambas. A escola da cidade mostra-se melhor equipada, com ambientes individuais, próprios para o estudo, facilitando a aprendizagem dos alunos, oferecendo um acesso maior, tanto na escola, quanto no círculo familiar. Na escola de campo, enfatiza-se a falta de adequação de ambientes que proporcionem um melhor aproveitamento dos recursos tecnológicos no processo ensino/aprendizagem, o número de maquinas é bem menor e o acesso por vezes comprometido por problemas de manutenção de máquinas e de rede. Dificilmente os alunos acessam Internet, ou usam qualquer interface fora do ambiente escolar, o que vem a comprovar os pensamentos de Selwyn (2008) quando este aborda em seus estudos questões sobre a limitação dos recursos tecnológicos e do isolamento social ocasionado, por vezes, em função destas limitações. Nas duas escolas, os alunos, quando questionados sobre a contribuição da TIC no aprendizado, necessidades e interesses tiveram-se como resposta tanto no campo como na cidade, a necessidade do uso do computador e os recursos por ele oferecidos, em pesquisas, produção de textos e sucessiva digitação destes. Baseado na resposta recebida, perguntou-se as turmas envolvidas, se conheciam bem o editor de textos se dominavam o uso do teclado. A resposta foi afirmativa, em todas as turmas envolvidas, o que na atividade posterior comprovou-se ineficiente, o que prova que os alunos muitas vezes desconhecem suas próprias lacunas. Em relação aos interesses voltados a TIC, sobressai o uso dos recursos tecnológicos aqui considerados, para acesso as redes sociais (MSN, Facebook, Orkut, E-mail), acesso a jogos, etc. Os alunos consultados também afirmaram que o uso das TIC em prol da aprendizagem tornam as aulas mais atraentes e produtivas. Vê-se então que num paralelo traçado neste aspecto da pesquisa, tem-se um ponto em comum entre realidade urbana e rural, o qual se distância novamente quando se compara o fato dos alunos da cidade verem os recursos tecnológicos como sendo parte do seu cotidiano, pelo fato de estarem presentes há mais tempo no ambiente escolar e familiar, sendo feito uso quase diário durante as aulas, por exemplo, através do uso de Datashow, enquanto que para alunos do campo, as TIC ainda são novidade, que os encanta e desperta sua curiosidade, fazendo-os se desafiarem para utilizarem estes recursos. 9
    • Fato que chama atenção é o de que os alunos do campo não sabem exatamente como redimensionar a realidade tecnológica ao seu cotidiano, não vendo possibilidades de uso das TIC no gerenciamento de suas propriedades, quando estamos em pleno século XXI, isso deve ser trabalhado nas atividades escolares, dando-se sentido para os recursos, contextualizando-os neste mundo tecnologicamente globalizado, em que as máquinas acabam por substituir a mão de obra humana, funcionando por sistemas computadorizados, tendo que serem operadas nas propriedades rurais. Ao utilizarem as interfaces os alunos da cidade, do 5º ano, não apresentaram dificuldades de acessar a rede de internet para pesquisa, nem na etapa que corresponde à produção textual de poesias, porém demonstraram ter dificuldades em fazer uso do editor de textos, não dominando a digitação, demonstrando não reconhecer por completo os recursos oferecidos pelo editor de textos e pelo teclado, no caso das teclas com dupla função. Parte dos alunos não soube formatar e salvar em pasta o que havia produzido. No mesmo trabalho realizado com turmas da escola de campo, todos os alunos envolvidos souberam acessar a página indicada para pesquisa, movendo-se neste ambiente sem dificuldades, tiveram também facilidade de produção textual no gênero poesia, porém, somente os alunos da oitava série deram conta de usar o editor de textos, sem dificuldades, salvando e formatando suas produções. O restante do grupo necessitou de auxilio na digitação, formatação e para salvar seus trabalhos em pastas. Contrapondo a realidade tecnológica e o desempenho das turmas das escolas envolvidas, pode-se afirmar que quanto ao uso do computador ligado as redes de Internet, alunos da cidade e do campo demonstram os mesmos interesses e têm as mesmas necessidades, o que muda, é o desempenho do aluno na hora de fazer uso desta interface e este varia de acordo com a intimidade que o usuário tem com o objeto. Na cidade o acesso e o conhecimento sobre jogos online, sites de busca, redes sociais é maior e de uso mais intenso e rotineiro, apesar da faixa etária dos alunos serem menor do que a dos alunos do campo, que acessam por raras vezes essa gama de recursos oferecidos pela Internet, para o entretenimento destes alunos, ficando restrito ao contato permitido na escola, para auxilio no processo ensino/aprendizagem, ou a algum contato externo na casa de algum amigo, ou 10
    • conhecido que tenha acesso, ficando aqui o questionamento: será que há de fato inclusão digital, informacional, tecnológica para estes alunos do campo? 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A tecnologia vem com certeza vem acrescentar muito para a forma de aquisição de conhecimentos por parte de quem educa e de quem aprende. Com um olho na sociedade que exige a adaptação de sistema educacional a esta nova realidade é que o governo, em todas as suas esferas, vem implantando nas escolas sistemas de informatização, de forma que funcionem multidisciplinarmente e melhorem as condições de ensino/aprendizagem, embora, tenhamos percebido ao longo deste estudo que ficam lacunas, não bastando somente dispor de máquinas, sendo necessário também investir na formação dos professores, qualificando-os, e em recursos de manutenção das redes de informatização. Quando os recursos tecnológicos estão disponíveis no ambiente escolar podemos ir ao encontro da utilização destes recursos como afirma Chaves (1983), especialmente o computador que é a ferramenta que proporciona o desenvolvimento da maior parte de objetos de aprendizagem. Uma ferramenta poderosa de aprendizagem que, bem utilizada, pode levar ao aprendizado não só de fatos importantes sobre o próprio computador bem como sobre outros conteúdos, mas, e mais importante, pode levar à aprendizagem de princípios, técnicas, habilidades que ajudarão o aluno em seu aprendizado subsequente, que farão dele um melhor solucionador de problemas. (CHAVES,1983, p. 13) Chega-se a conclusão de que, a TIC então vem para dar o suporte necessário na área da educação e desafiar os alunos a incluir as TIC em seu cotidiano, resolvendo problemas onde vive, em sua casa, trabalho e comunidade. Através da TIC podemos encontrar um mundo vasto, rico em informação, interação, que proporciona ao sujeito, amplitude de conhecimento de forma prazerosa e atualizada, tendo como porta de entrada o computador, responsável pela mediação do processo ensino/aprendizagem. Direcionando-nos à realidade tratada no decorrer deste artigo foi possível estabelecer um comparativo entre ambas escolas e alunos envolvidos, podendo-se perceber realidades totalmente distintas, em diferentes ritmos de trabalho e de bagagem trazida pelos alunos. Na cidade, em função da acessibilidade aos meios de informatização, que estão presentes no cotidiano familiar, é possível avançar muito mais em termos de trabalho com pesquisa e utilização de recursos 11
    • tecnológicos em prol da educação, pois se ultrapassa o simples uso de máquinas para pesquisa e digitação de trabalhos, utilizando-se toda uma gama de recursos que se completam e redimensionam a educação e o processo ensino/aprendizagem de forma multidisciplinar e interdisciplinar. Temos prós e contras ao do uso das TIC na educação. Os meios informatizados são em teoria, os que idealizamos e gostaríamos de vivenciar na prática. Infelizmente as realidades escolares são diferentes, temos escolas públicas onde se tem uma infraestrutura muito boa, porém outras escolas tem uma carência enorme de recursos tecnológicos. Nesse contexto encontram-se os profissionais de educação, os que têm o domínio do conhecimento computacional e suas aplicabilidades, são poucos, e muitas vezes não conseguem desenvolver o seu trabalho usando os recursos tecnológicos por falta de equipamentos para trabalhar em sala de aula, assim como alunos que dominam essas técnicas e outros não, conforme visto durante a aplicação do projeto de estudos. Isto segundo Lévy (1993), pode se justificar pelo fato de que: Quanto mais ativamente uma pessoa participar da aquisição de um conhecimento, mais ela irá integrar e reter aquilo que aprender. Ora, a multimídia interativa, graças à dimensão reticular ou não linear, favorece uma atitude exploratória, ou mesmo lúdica, face ao material a ser assimilado. É, portanto, um instrumento bem adaptado a uma pedagogia ativa. (LÉVY, 1993 apud FARIA, 2008, p.123) Basicamente o que fica comprovado através deste estudo é que em momentos as realidades dos alunos de campo e cidade convergem, para logo em seguida se afastarem novamente, não propriamente no uso das interfaces e interesses apresentados pelos alunos, mas no que diz respeito à acessibilidade, recursos e ambientes de estudos disponibilizados, propriedade com que dominam temas relacionados ao mundo virtual, jogos, redes sociais, sites, etc., o que vem a confirmar a teoria dos autores anteriormente citados. Faz-se necessário uma reformulação do ensino das escolas de campo a fim de que o jovem que lá estuda, tenha uma exata dimensão da importância do domínio dos recursos informacionais para sua inclusão social, seja ela no campo, cuidando e administrando sua propriedade, ou na cidade, para que este tenha condições de competir no mercado de trabalho, acompanhando o ritmo dos alunos das escolas urbanas. Pensa-se também que deve ser trabalhado com o jovem, técnicas de digitação, proporcionando ao aluno um maior conhecimento do uso do 12
    • teclado, a fim de melhorar o desempenho dos mesmos nesta modalidade, bem como é necessário trabalhar conhecimentos básicos de informatização, levando os alunos a utilizarem de forma correta os programas e ferramentas disponíveis no computador, desmitificando que o fato de saber acessar a Internet e pesquisar é o suficiente para a vida escolar e posteriormente profissional destes usuários, pois dominar o universo tecnológico está se tornando indispensável em todas as esferas da sociedade. 6 REFERÊNCIAS BATISTA, Daniele Pereira. Técnicas e Métodos de Uso das TIC em Sala de Aula. V.1, 1ª ed. Juiz de Fora: UFJF, 2009 CHAVES, Eduardo O. C. Computadores: máquinas de ensinar ou ferramentas para aprender? Em aberto, Brasília, ano 2, n.17, p.9-15, jul.1983. FARIA, C.O. Educação Matemática e Informática: caminho e utopia de inclusão: texto. TP5. Brasília, 2008. Pg120-124. LÉVY, P. As Tecnologias da Inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993. MORAN, José Manuel. A Internet na Educação: Entrevista para o Portal Educacional. Disponível em: <www.eca.usp.br/prof/moran/entrev.htm> Acesso em: 02 nov. 2012. MORIN, Edgar. Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. 3ª ed. São Paulo – Cortez, Brasília, DF: Unesco, 2001. Revista Nova Escola. Tecnologias para inclusão: Equipamentos que apoiam a aprendizagem. Ed. Abril, nº 255, setembro de 2012. SELWYN, Neil. O Uso das TIC na Educação e a Promoção de Inclusão Social: Uma perspectiva do Reino Unido. Disponível em: <http: //dx.doi.org/10.1590/S0101 – 7330200800030009 > Acesso em: 20 out. 2012. Nome do autor: Aline Katiuscia klesener Haag – aline.katiuscia@hotmail.com 13
    • Nome do orientador: Dra. Helga Correa 14