Carla rita franceschett-paim_sobradinho
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Carla rita franceschett-paim_sobradinho Carla rita franceschett-paim_sobradinho Document Transcript

  • 1Polo: Sobradinho – RSDisciplina: Elaboração de Artigo CientíficoProfessor Orientador: Prof. Dr. Müller Medeiros LizianyData da defesa: 30 de novembro de 2012TIC E EDUCAÇÃO FÍSICA: POSSIBILIDADES E INTERVENÇÕESICT AND PHYSICAL EDUCATION: OPPORTUNITIES AND INTERVENTIONPAIM, Carla Rita FranceschettLicenciada em Educação Física. Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISCResumoO presente artigo tem como finalidade fazer uma reflexão sobre a importânciado apropriamento das Tecnologias de Informação e Comunicação no contextoescolar, relatando as intervenções e possibilidades do seu uso no ensino daEducação Física. Para isso é de grande valia no contexto desta pesquisa, umrepensar sobre as contribuições que essas tecnologias podem oferecer, quaisintervenções são mais importantes e que possibilidades abrirão caminho para umensino de qualidade, oportunizando ao aluno uma aprendizagem mais significativano meio ao qual está inserido. O trabalho apresenta o potencial educacional dosjogos digitais, cita alguns recursos didáticos que podem ser utilizados em sala deaula e enfatiza o trabalho interdisciplinar docente, aliado aos objetivos das aulas deEducação Física, desenvolvidas nas escolas. Tudo isso com embasamento teóricorelacionado aos estudos de especialistas, que trazem o questionamento do uso dejogos pedagógicos, utilizados em diferentes contextos no Ensino Fundamental,apontando problemas que ainda precisam ser superados para facilitar o empregodos mesmos no ambiente escolar. Assim, constata-se que os resultados obtidos sãopositivos, principalmente no que tange à motivação dos alunos e o interesse pormetodologias modernas e conceituadas por parte do professor. Pois a cada dia, o
  • 2professor está diante de um momento diferente, acontecimento, que deve envolveros alunos, chamando a atenção deles na realização das tarefas. Cabe ao educadorsaber aonde quer chegar, estabelecendo objetivos e exigindo que as metas sejamcumpridas, pois se não for despertada a curiosidade por novos conhecimentos, aprática pedagógica não se desenvolve, refletindo resultados negativos na Educação.PALAVRAS-CHAVE: Educação. Física. Escolar.AbstractThis article aims to reflect on the importance of the plundering of InformationTechnologies and Communication in the school context, reporting interventions andpossibilities of its use in the teaching of Physical Education. For it is of great value inthe context of this research, a rethink about the contributions that these technologiescan offer, which interventions are most important and what possibilities will pave theway for quality education, providing opportunities to students in a more meaningfullearning environment which is inserted. The paper presents the educational potentialof digital games, cites some teaching resources that can be used in the classroomand emphasizes interdisciplinary teaching, together with the objectives of physicaleducation classes, developed in schools. All with theoretical studies related tospecialists, who bring the questioning of the use of educational games used indifferent contexts in elementary school, pointing out problems that still need to beovercome to facilitate the employment of the same in the school environment. Thus,it appears that the results are positive, especially regarding student motivation andinterest in modern methodologies and respected by the teacher. For each day, theteacher is faced with a different time, an event that should involve students, pointingthem in the tasks. It is for the teacher to know what youre getting, setting goals anddemanding that the goals are met, because if not aroused the curiosity for newknowledge, pedagogical practice does not develop, reflecting negative results inEducation.KEYWORDS: Education. Physics. School.1 INTRODUÇÃOO caminho para a educação perpassa por todas as atividades humanas e,nesse sentido, seu objetivo maior deve ser propiciar o pleno desenvolvimento detodos os indivíduos levando-os à humanização. “A educação em um sentido amplocumpre uma inulidível função de socialização desde que a configuração social daespécie se transforma em um fator decisivo da hominização e em especial dahumanização do homem” (GÓMEZ, 1998; SACRISTÁN & GÓMMEZ, 1998).As mudanças econômicas, políticas e sociais ocorridas na sociedadecontemporânea geram novas demandas por formação inicial e continuada,
  • 3representando um desafio para as instituições educacionais por inovaçõestecnológicas (BELLONI, 2002). De acordo com Martinsi (2008), os desafioscontemporâneos requerem um repensar da educação, diversificando os recursosutilizados, oferecendo novas alternativas para os indivíduos interagir e seexpressarem. Para o mesmo autor, repensar a educação envolve diversificar asformas de agir e de aprender, considerando a cultura e os meios de expressão que apermeiam.Nesse contexto, a ideia de que vivemos em um novo cenário cibernético,informático e informacional vem provocando grandes transformações, não apenasno que se refere aos aspectos socioeconômicos e culturais, mas também namaneira como pensamos, conhecemos e apreendemos o mundo (BELLONI, 2002).Das inúmeras possibilidades de recursos e de formas de apoio que se apresentamno cenário educativo contemporâneo, as tecnologias de informação e comunicação(TIC) tem revelado grande potencial do campo de saber, na concretização de planosde ação para um atendimento educacional diferenciado, abrindo oportunidades paraa ação dos indivíduos e a diversificação e transformação nos ambientes deaprendizagem (MARTINSI, 2008).Para Valente (1999, p.9) “a introdução da informática na educação, segundo aproposta de mudança pedagógica, como consta no programa brasileiro, exige umaformação bastante ampla e profunda dos educadores”. Permitindo que esse docentetenha informações de como as novas tecnologias podem ajudá-lo em suas práticaspedagógicas, podendo inserir novas formas estruturais em seu conteúdo, que irádesenvolver de forma a contribuir com a aprendizagem do sujeito.Nesse contexto, Tapscott (1999), aponta que as Tecnologias têm provocadodiversas mudanças na postura discente, principalmente, pela partilha, interação einteratividade que propiciam ao processo de ensino-aprendizagem. Segundo omesmo autor, essas transformações correspondem à passagem do modelo linearpara o hipermídia; de instrução para construção e descoberta; de centrada noprofessor para centrada no aluno; de aprendizagem escolar para aprendizagem portoda a vida; de modelo único para respeito à diversidade; de aprendizagem comotortura para aprendizagem como prazer e de professor como transmissor paraprofessor como facilitador.
  • 4Torna-se, então, necessário também que o professor protagonize umamudança de atitude didático-pedagógica, pois, conforme Almeida (2005), não bastaapenas ter acesso às tecnologias educacionais, sobretudo, é preciso saber utilizá-las eficazmente, implicando em um planejamento antecipado. Para esse autor, oeducador precisa ter em mente que recurso será mais apropriado utilizar;estabelecendo alguns critérios ou escolhas que viabilizem sua utilização.Os estudos no campo da Educação Física escolar que se entrelaçam com astecnologias ainda aparecem de maneira tímida estão em um plano recente, mas aomesmo tempo, apontam para um campo vasto de inúmeras possibilidades(RIBEIRO, 2010).A Educação Física pode ser dividida, de acordo com Medina (1987), em trêsperspectivas de trabalho do professor, a saber: i) A Educação Física Convencional:seu conceito básico é „‟educação do físico‟‟, tem uma visão dualista ou pluralista docorpo, tendendo à desvalorização do corpo, trabalhando com ele de formafragmentada. As dimensões psicológicas e sociais ficam sempre em segundo plano;ii) A Educação Física Modernizadora: considera a educação física como „‟educaçãoatravés do físico‟‟, também possui uma visão dualista ou pluralista do homem, porémo vê sendo composto por corpo e mente, preocupando-se também com opsicológico. Essa concepção acredita que saúde pode ser obtida por meio doaspecto físico, mas também privilegia de certa forma o aspecto mental. Ela incentivao homem a seguir a função e exigências que a sociedade lhes impõe, na verdadeela tenta esconder as desigualdades entre os homens. Assim molda-se aconsciência transitiva ingênua; iii) A Educação Física Revolucionária: essaconcepção é considerada como „‟educação do movimento‟‟ ou „‟educação pelomovimento‟‟; nela, o ser humano é entendido dentro de todas as suas dimensões,valorizando as relações estabelecidas. O corpo é considerado a partir de todas assuas manifestações. Os profissionais são entendidos como pessoastransformadoras da sociedade, lutando por uma educação que privilegie,verdadeiramente, a libertação. E é através da consciência transitiva crítica, e dodiálogo, favorecendo-se pelo uso da práxis para a transformação do seu sentidomais humano.Este trabalho insere-se na perspectiva da Educação Física Revolucionária,considerando, conforme Freire (2005), uma educação voltada para o diálogo entre
  • 5os sujeitos da prática pedagógica que negociam os sentidos e fazem uso dosinstrumentos da vida contemporânea de forma crítica em busca da libertação.Para o trabalho da Educação Física na escola, pode-se considerar autilização de tecnologias como jogos eletrônicos, digitação de textos, uso de salasde bate-papo e participação em redes sociais, por exemplo, (SENA, 2011). Para oautor, tais ações representam uma prática escolar que se transpõe para o uso desoftwares, jogos educativos, enciclopédias virtuais e pesquisas em sites da Internetpossibilitando novas formas de trabalhar os conteúdos pedagógicos ampliando oacesso à informação e reconfigurando o espaço escolar.Os jogos já fazem parte do cotidiano dos alunos, tanto em casa como emoutros espaços de convivência. Assim, o uso dos jogos no espaço escolar podecontribuir para os alunos trazer suas vivências e experiências para dentro do espaçoescolar, proporcionando mais interesse e motivação. De acordo com Ramos (2008),há uma variedade de jogos eletrônicos, como, por exemplo: jogos para computador,softwares para videogames, simuladores e fliperamas. O autor também relata que ojogo eletrônico entendido como artefato educativo terá características própriasvoltadas ao caráter educacional, e o professor terá de criar a sua metodologia deuso para o jogo em sala de aula, com a finalidade de estabelecer claramente seusobjetivos e resultados a serem obtidos.Os jogos podem unir ensino e diversão, pois conforme Savi (2008) podemproporcionar práticas educacionais atrativas e inovadoras, onde o aluno tem achance de aprender de forma mais ativa, dinâmica e motivadora, tornando-seauxiliares importantes do processo de ensino e aprendizagem. Portanto, o uso dejogos nas práticas educativas permite um agir mais abrangente.Assim, o uso dos recursos tecnológicos como jogos educativos na disciplinade Educação Física, principalmente nas aulas teóricas através do diálogo, podegerar uma forma mais dinâmica, interativa, motivadora no processo de ensino-aprendizagem dos alunos, promovendo novas descobertas e inspirando aconstrução de novos conhecimentos na área.Neste contexto escolar, este trabalho propõe discutir um repensar sobre ascontribuições que as TIC, através do uso pedagógico de jogos eletrônicos, podemoferecer à Educação Física, por meio de pesquisa bibliográfica que reflete o queestá sendo estudado atualmente sobre o assunto e, também, a partir de análise do
  • 6tema. Quais intervenções tecnológicas são importantes para tornar as aulas maisatraentes? Que possibilidades interativas abrirão caminho para uma EducaçãoFísica mediada pelas TIC? Como podem ser suas aplicações em sala de aula, comque finalidade e quais os objetivos dessas aplicações; os alunos terão algumresultado satisfatório?2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA2.1 Sociedade da InformaçãoA evolução social do homem confunde-se com as tecnologias desenvolvidase seus avanços em cada época em diferentes períodos da história da humanidade(KENSKI, 2010). O autor também relata que a evolução tecnológica não se restringeapenas aos novos usos de determinados equipamentos e produtos, ela alteracomportamentos, transformam a maneira de pensar, sentir e agir, mas não apenas ocomportamento individual, mas o de todo o grupo social.As relações sociais, econômicas, políticas e culturais estão atualmenteconfiguradas pelas comunicações, é um fenômeno decisivo nas mudanças dasrelações no uso da tecnologia pela sociedade da informação e que denominamos deglobalização e é propiciada pela ruptura de barreiras geográficas e econômicas(OLIVEIRA, 2010). A economia, a política e a divisão social do trabalho refletem osusos que os homens fazem das tecnologias que estão na base do sistema produtivoem diferentes épocas (KENSKI, 2010).As atuais tecnologias de informação e comunicação apresentam novaspossibilidades para o indivíduo vivenciar processos criativos, estabelecendoaproximações e associações inesperadas, juntando significados anteriormentedesconexos e ampliando a capacidade de interlocução por meio das diferenteslinguagens que tais recursos propiciam (MARTINSI, 2008).2.2 Desafios da Educação na Contemporaneidade“O avanço da tecnologia permitiu que o acesso à informação se tornassemuito mais rápido e fácil, e, como não poderia ser diferente, o meio acadêmico
  • 7também foi atingido. O giz, o quadro negro, o caderno e os livros não são mais asúnicas ferramentas utilizadas em sala de aula” (ALMEIDA; PRADO, 2009).Em um mundo em constante mudança, a educação escolar tem de ser maisdo que uma mera assimilação certificada de saberes, a escola precisaassumir o papel de formar cidadãos conscientes para analisar criticamenteo excesso de informações e para a complexidade do mundo, inovações e astransformações sucessivas dos conhecimentos de todas as áreas.(KENSKI, 2010).“A escola tem como função preparar cidadãos para o trabalho e para a vida,não pode e não deve ficar à margem do processo de tecnologização da sociedade,sob pena de ficar defasada, desinteressante, alienada e de não cumprir suasfunções” (DEMO, 2008).A discussão em torno dos nexos entre escola e tecnologia aponta para umaeducação que venha atender às necessidades humanas na era dainformação e para isso deve possuir algumas características. Dentre elas: odesenvolvimento das habilidades de pensar criticamente, o comunicar-se, oresolver problemas e o contextualizar, a aprendizagem cooperativa, aavaliação com base no desempenho, o professor orientador/mediador daaprendizagem, os centros de aprendizagem que utilizem tecnologiasvariadas como recurso de ensino. (WURMAN, 1989; KENSKI, 2010).A função de educar para a sociedade de educação de acordo com Takahashi(2001) “trata-se de formar indivíduos para aprender a aprender, de modo a seremcapazes de lidar positivamente com a contínua e acelerada transformação da basetecnológica”.Pensar em educação na sociedade da informação exige aspectos relativosàs tecnologias de informação e comunicação, a começar pelos papéis queelas desempenham na construção de uma sociedade que tenha a inclusãoe a justiça social como uma das prioridades. (KENSKI, 2010; MORAN,2000).2.3 Alfabetização Tecnológica e Inclusão DigitalAtravés do caminhar docente, percebeu-se que a popularização das TIClevou o computador às escolas como ferramenta de ensino-aprendizagem. “Suaversatilidade e convergência midiática exercem grande fascínio sobre os educandos,já que também está presente em suas práticas sociais” (SENA, 2011).A necessidade do professor dominar os recursos tecnológicos pode serentendido como exigência de alfabetização tecnológica deste profissional, “e nãopode ser compreendida apenas como o uso mecânico destes recursos tecnológicos,
  • 8mas deve abranger também o domínio da linguagem tecnológica” (SAMPAIO;LEITE, 1999). O conceito de alfabetização tecnológica do professor não pode serfechado e acabado, pois envolve além de uma realidade em permanentetransformação, mutação, pois as tecnologias estão em constante aperfeiçoamento ediversificação estando diretamente relacionada com outro conceito que vemevoluindo nas últimas décadas: tecnologia educacional (SAMPAIO; LEITE, 1999).O saber e a materialidade das tecnologias digitais de informação ecomunicação têm possibilitado a construção de interfaces para promover eimpulsionar o desenvolvimento sócio-cognitivo desses sujeitos. No entanto, recursoscomputacionais, por si só, não desempenham as funções esperadas se não foremmediadas por professores capacitados.Atualmente, conforme Sena (2011) observam-se inúmeras políticas públicasvoltadas à disseminação de práticas educacionais que integram as TIC no ensinar eno aprender, é uma realidade que se apresenta em grande expansão e que tem sidoamplamente aceita pela sociedade, sendo vista como uma oportunidade de eliminardiferenças e fomentar oportunidades laborais. No entanto, o autor ressalta que essavisão, não resulta ganhos lineares, já que a capacidade que as TIC possuem paratransmitir e multiplicar conhecimentos esbarra na condição dos que têm acesso aesses recursos e dos que são excluídos.O professor moderno, considerando a especificidade do seu papel enquantomediador do processo pedagógico, precisa ser capaz de utilizar as TIC, auxiliandoos estudantes e elaborando materiais didáticos diferenciados. Isso melhora asinstâncias do ensinar, aprender e investigar desenvolvendo autonomia requeridanesta modalidade de ensino e fortalecendo a inclusão da tecnologia para asociedade. E contempla conforme Belloni (2002) os ideais humanistas de formaçãodo cidadão crítico e criativo, capaz de pensar e de mudar o mundo.Esse fato acomete a falta de habilidade dos professores ainda nesse novoprocesso educativo que inclui a tecnologia, mostrando ser necessário um maiortreinamento dos professores, pois, conforme Kenski (2010),a escola deve pautar-se pela intensificação das oportunidades deaprendizagem e autonomia dos estudantes em relação à busca deconhecimentos, da definição de seus caminhos, da liberdade para quepossam criar oportunidades e serem os sujeitos da própria existência..
  • 9Sampaio; Leite (1999) revelam que “para isso torna-se necessário preparar oprofessor para utilizar pedagogicamente as tecnologias na formação de cidadãosque deverão produzir e interpretar as novas linguagens do mundo atual e futuro”.2.4 Tecnologia da Informação e ComunicaçãoAs tecnologias da informação e comunicação são um conjunto de tecnologiasque permitem uma aquisição, produção, armazenamento, treinamento,comunicação, registro, apresentação de informações, em forma de voz, imagens edados contidos em sinais de natureza acústica, óptica ou eletromagnética(OLIVEIRA, 2010).“As TIC incluem a eletrônica como base da tecnologia que suporta odesenvolvimento das telecomunicações, da informática e do audiovisual”(OLIVEIRA, 2010).Suportes midiáticos populares com penetração social: jornais, revistas,rádio, cinema, vídeo, entre outros, são baseados no uso da linguagem oral,da escrita e da síntese entre som, imagem e movimento, o processo deprodução e o uso desses meios correspondem tecnologias especificas deinformação e comunicação as TIC. (KENSKI, 2010).Há um novo panorama educacional gerado pela entrada das TIC que vemocasionando, diferentes experiências e ampliações metodológicas para estaesfera, estas tecnologias estão transformando, de forma significativa, amaneira de agir e refletir na educação. (SOFFA; TORRES, 2009).Com o avanço crescente das tecnologias nas últimas décadas os paradigmasda educação tradicional baseados na educação compulsória e massiva pautada nospares transmissão-recepção, sequencia-linearidade, entregue-recebido,característicos da educação bancária (FREIRE, 2005) necessitam ser re-significados. Assim novos espaços e maneiras de pensar e fazer a educação sãoexigidos na sociedade da informação.A tecnologia da informação e comunicação é um recurso que pode ajudar areverter situações em que se encontram as comunidades que não estãointerconectadas, sobretudo com os grandes centros”. “Mas isto só serápossível, se esses instrumentais forem incorporados considerando aosreferencias educacionais, econômicos e culturais dessas comunidades.(CAVALCANTE et al., 2009).O uso criativo das tecnologias pode auxiliar os professores a transformar oisolamento, a indiferença e a alienação com o que costumeiramente osestudantes frequentam as salas de aula, em interesse e colaboração, pormeio dos quais eles aprendem a aprender, a respeitar, a aceitar, a serempessoas melhores e cidadãos participativos. (KENSKI, 2010).
  • 10Este fato corrobora com KENSKI (2010), que afirma que o uso das TIC,sobretudo a televisão e o computador, movimentaram a educação e provocaramnovas mediações entre a abordagem do professor, a compreensão do aluno e oconteúdo veiculado.A imagem, o som e o movimento oferecem informações mais realistas emrelação ao que está sendo ensinado, e quando bem utilizadas, provocam asalteração dos comportamentos de professores e estudantes, levando ao melhorconhecimento e maior aprofundamento do conteúdo estudado.Esse fato é muito importante, pois professor e aluno devem formar equipes de“trabalho” e passam a ser parceiros de um mesmo processo de construção eaprofundamento do conhecimento: aproveitar o interesse natural dos jovensestudantes pelas tecnologias e utilizá-las para transformar a sala de aula em espaçode aprendizagem ativa e de reflexão coletiva, capacitar os estudantes não apenaspara lidar com as novas exigências do mundo do trabalho, mas, principalmente, paraa produção e manipulação das informações e para o posicionamento crítico diantedessa nova realidade (KENSKI, 2010).Dentre as diversas ferramentas que auxiliam os educandos no processo deaprendizagem tem-se o computador como um grande aliado. O computador,representando as diversas ferramentas da informática e os softwareseducativos usados na educação, torna-se cada vez mais um amplificador depotencialidades na capacitação e aperfeiçoamento de alunos, professores edas próprias instituições de ensino. (VESCE, 2008).No modelo algorítmico, o desenvolvedor de software tem o papel deprogramar uma sequência de instruções planejadas para levar o educandoao conhecimento. Já em um software orientado pelo modelo deaprendizagem heurística predominam as atividades experimentais em que oprograma produz um ambiente com situações variadas para que o aluno asexplore e construa conhecimentos por si mesmo. (VESCE, 2008).Uma das ações governamentais da atualidade visa à informatização dasescolas. No entanto, em muitas instituições, a não utilização das máquinas estárelacionada à falta de preparo dos professores e de softwares educativos acessíveisàs escolas. Com acesso à rede INTERNET, pode-se encontrar vários softwares quepodem ser utilizados no processo de ensino e aprendizagem de várias disciplinas,principalmente a de Educação Física (PAULA, 2010). E o mais importante é queestes softwares são gratuitos e podem ser utilizados das mais diferentes formas.
  • 11Serão relacionados a seguir alguns tipos de softwares educativos, juntamentecom as suas características básicas que podem ser encontradas na rede. Cabelembrar que cada software tem um objetivo específico bem definido. Portanto, deacordo com cada objetivo, professores e alunos devem fazer as escolhas sobre oque e quando utilizar (PAULA, 2010).A Figura 1 exemplifica vários jogos educativos para diferentes objetivos deconteúdos. As crianças que possuem dificuldade de concentração e deaprendizagem podem ter um resultado muito mais satisfatório quando o método paraensinar são os jogos.A Figura 1.1 influencia no desenvolvimento da agilidade, da concentração edo raciocínio através dos jogos de esporte que possibilitam a motivação de maneiralúdica e prazerosa.A figura 1.2 desperta para o raciocínio lógico da tabuada que é muitoimportante nos anos iniciais do ensino fundamental. Familiariza-se com os númerosatravés dos jogos e aprende brincando algo interessante.Figura 1Fonte: http://www.smartkids.com.br/jogos-educativos/
  • 12Figura 1.1Fonte: baixarjogos.blog.brFigura 1.2Fonte: eatabuada.blogspot.com
  • 132.5 O Uso Pedagógico dos Jogos EletrônicosO jogo aproxima o mundo escolar do cotidiano do aluno, fazer relaçõesincorporar este tipo de jogo em sua prática para promover a aprendizagem eaproveitar potenciais dados por esses meios. Conforme Savi (2008) asdenominações mais comuns dos jogos eletrônicos são jogos educacionais oueducativos, jogos de aprendizagem ou jogos sérios, sendo que alguns tipos desimuladores também podem ser considerados jogos educacionais.De acordo com Mendes (2006) o jogo é considerado um artefato cultural,também proveniente de um modelo cultural vigente, que podem ser encontrados emlares, nas mais variadas lojas de entretenimento, em shoppings, em cyber cafés,entre outros, e em seu conjunto, sendo um fenômeno da cultura de nosso tempo,que nos causa sensações como medo, apreensão, dúvida, fascínio, prazer e êxtase.Os jogos eletrônicos podem ser definidos como ambientes atraentes einterativos que capturam a atenção do jogador ao oferecer desafios que exigemníveis crescentes de destreza e habilidades. (SAVI, 2008). O jogar em sala de aulaarticula várias habilidades motoras, cognitivas e musculares, e, devem ser utilizadosde acordo com o público-alvo (discentes), contexto da turma, faixa-etária dos jogos,finalidades e objetivos estabelecidos pelo docente (MENDES, 2006).Para serem utilizados com fins educacionais os jogos precisam ter objetivosde aprendizagem bem definidos e ensinar conteúdos das disciplinas aos usuários,ou então, promover o desenvolvimento de estratégias ou habilidades importantespara ampliar a capacidade cognitiva e intelectual dos alunos (SAVI, 2008). Os jogoseletrônicos podem contribuir às técnicas intelectuais, como, por exemplo, as de ler,contar, memorizar, anotar, registrar, diferenciar e identificar, conforme o proposto porMendes (2006).Os jogos devem ter um objetivo, regras bem definida e exibir um resultado,além de outros elementos como: fantasia, entretenimento, aventura e umelemento oponente, o cenário de um jogo deve considerar o público alvo, afaixa etária e considerar os princípios de design gráfico na concepção dasinterfaces, as normas previstas na área de comunicação visual relacionadosa cores, fontes, imagens, sons e vídeos. (FALKEMBACH, 2007).O jogo caracteriza-se por uma atividade que apresenta uma meta a seralcançada pelos seus participantes, que quase sempre participam porprazer, ao invés de focar a competição e a vitória como pontos essenciais, epossui regras pré-estabelecidas ou até mesmo improvisadas e tem como
  • 14fator motivacional o entretenimento, seja este conseguido através dacooperação ou mesmo da disputa entre os jogadores. (PEREIRA, 2009).Savi (2008) ressalta que os jogos educacionais apresentam benefíciosquando trabalhados de forma adequada e coerente ao contexto da disciplina e daproposta do professor, sendo necessária a intervenção do mesmo no processo. Oautor cita benefícios como: efeito motivador, ser facilitador do aprendizado,desenvolver habilidades cognitivas, desenvolver o aprendizado por descoberta,oferecer experiências de novas identidades, promover a socialização, estimular acoordenação motora e incentivar o comportamento expert. Ramos (2008) relata queos jogos eletrônicos podem evidenciar a superação, a partir do esforço e empenhoindividual ou coletivo de concluir o jogo, promovendo a interatividade.De acordo com Morais (1993) os jogos educativos devem ter uma equipe deprofissionais envolvidos com o contexto educacional, capazes de um pensamentopedagógico voltado ao contexto das disciplinas a serem desenvolvidas, bem comoao próprio contexto do aluno. Ainda o autor ressalta que o jogo eletrônico utilizadopedagogicamente não tenha caráter excessivamente competitivo e que sejaestimulada a competição de forma saudável e construtiva.O jogo mobiliza esquema mental: organiza o pensamento, a ordenação dotempo e espaço, integra várias dimensões da personalidade afetiva, social,motora e cognitiva, além disso, contribuí para formação de atitudes sociais:o respeito mútuo a cooperação, a obediência às regras, o senso deresponsabilidade, a justiça e a iniciativa pessoal e grupal. (MACHADO,2011).O professor, por meio de planejamento, pode pensar como o jogo pode sertrabalhado em sala de aula, como as regras serão estipuladas, quais os desafios eprêmios propostos e quais os critérios motivacionais que podem incentivá-los.Assim, o jogo poderá ser melhor dirigido e terá resultados positivos em sala de aula.2.6 Disciplina de Educação FísicaQuanto ao uso da internet como interferência nas aulas de Educação FísicaRodrigues apud Schwartz (2007, p.7) afirma que:nesse campo, crescem cada vez mais as vivências que utilizam o ambientevirtual para sua exequibilidade, surgindo novas opções a cada dia, assimcomo novos significados e interesses, atendendo a heterogeneidade dosusuários. Ou seja, é possível o acesso às experiências de diferentessujeitos e grupos que discutem no espaço virtual, sobre as aulas de
  • 15Educação Física escolar e temas relacionados à cultura corporal, sendouma fonte de pesquisa a ser explorada por essa área.Para conseguirmos englobar os temas relacionados à cultura corporal,devemos trabalhar no intuito de amenizar a resistência do aluno em integrar-sedurante as aulas teóricas, porque também vê a Educação Física como umaatividade para extravasar e compensar o tempo que ficam presos em sala de aula.Importante seria aumentar os dias semanais desta disciplina para contemplaro físico e o mental, através de planejamento que visasse a importância da atividadefísica e do exercício físico para a promoção da saúde.Outra limitação é o fato do professor de Educação Física ser ainda visto comoum “quebra galho”, pois acaba se envolvendo na escola com todas as datas festivasdurante o ano: organizando apresentações, encenações, cenários e coreografias,isso também dificulta o trabalho.Conforme Rodrigues apud Hatje (2010, p.8):estudar as relações interdisciplinares entre a Educação Física e a mídia éfundamental para entender a sociedade e pensar em novas formas deensinar e aprender, novas metodologias, novas temáticas, visto que as TICestão por toda parte e modificam nossa forma de estar no mundo. Busca-se, na área da Educação Física, desenvolver a capacidade crítica dossujeitos, a partir de discussões sobre essa temática.Sebriam (2009, p.24):lembra que o fato da Educação Física se tratar de uma disciplina que possuiuma práxis sumariamente prático-teórica, consideramos que as recentes eaceleradas transformações das condições de aprendizagem, com destaquepara o desenvolvimento das TIC, as quais vieram trazer um novo ânimo asala de aula, dinamizando e apoiando novas formas de ensinar e aprender,fácil será perceber que é necessário conferir atenção especial para que oensino da Educação Física escolar se realize com maior sucesso de modo afavorecerem-se aprendizagens ativas, significativas, integradas esocializadoras.Tudo deve ter sentido para os alunos que apreciam as aulas práticas ereclamam muito quando estas dão lugar às teóricas. Este é o propósito de apoderar-se das TIC para tornar as aulas teóricas de Educação Física mais atraentesdespertando suas atenções e gostos. É importante considerarmos que as TIC sãoimportantes artifícios de ensino que podem mudar o contexto de uma aula qualquer,devido seus aspectos de grande fascínio para a maioria de nossos alunos.De acordo com LIMA (2011, p. 4):a educação de hoje exige que a escola torne a aprendizagem dos alunosmais significativa. Os conteúdos precisam ter sentido para os alunos, nãocabe mais à escola o papel de simplesmente repassar conteúdos, mas sim
  • 16ensinar nossos alunos a construírem seu conhecimento, a verem nessesconteúdos alguma utilidade para sua vida social.Um dos objetivos do professor de Educação Física é estimular a prática deatividades físicas de forma segura, inclusiva e ética. A missão é muito maior do quesimplesmente uma recreação ou o ato de “atirar” uma bola e cuidar dos alunos paraque joguem como sabem como queiram e os que quiserem, é preciso difundir osvalores do esporte e motivar para a participação nas aulas de Educação Física.O tsunami dos megaeventos esportivos está nos encontrando e apresentandoalgumas ameaças, desafios e oportunidades. O esporte está em evidência e osprofissionais de Educação Física devem estar dedicados a orientar e educar alunosquanto à saúde do corpo e da mente, através de atividades físicas queproporcionam bem-estar e inúmeros benefícios à nossa vida, aliando teoria e práticana vida escolar.2.7 Tecnologia da Informação e Comunicação X Educação FísicaO uso do Laboratório de Informática nas escolas pelo professor de EducaçãoFísica, poderá proporcionar um ensino interdisciplinar com o uso de jogospedagógicos on-line e materiais diversificados, proporcionados pela tecnologia.Possibilitando ao professor rever sua prática pedagógica, pois o seu repensarimplica novas descobertas nos planejamentos das metodologias e proporciona aoaluno uma aprendizagem enriquecedora e com qualidade, objetivo principal daEducação.Este uso pode intervir de forma positiva na aprendizagem dos alunosconsiderando o conhecimento prévio dos mesmos, na execução das atividadespropostas; possibilitando um autoconhecimento com o uso da tecnologia nodesenvolvimento educacional; redimensionando o ensinar nas aulas dos laboratóriosde informática. Isso iria produzir uma interação social na escola incentivando oprocesso da aprendizagem de acordo com o interesse do aluno, no desenvolvimentodas aulas propostas; fazendo o mesmo questionar o porquê da tecnologia na suaaprendizagem.A partir daí, o jogo passa a ser uma ferramenta ideal para a aprendizagem ealiada a ela está à brincadeira que será a facilitadora deste processo e uma grande
  • 17aliada ao professor. Em síntese, de acordo com Antunes (2005, p. 36): “O jogo é omelhor caminho de iniciação ao prazer estético, à descoberta da individualidade e àmeditação individual”. Além da utilização da atividade como recurso pedagógico, aludicidade apresenta um valor próprio que é o educacional.Recorrer a ela no sentido de utilizá-la como um dos recursos de ensino-aprendizagem, justifica-se por várias razões. De acordo com TEIXEIRA (1995, p.23): “O ser humano apresenta uma tendência lúdica, assim, para satisfazer umanecessidade interior e atender a um impulso natural da criança, que recorre namaioria das vezes às atividades lúdicas para aprender”.Outro motivo para utilização da atividade lúdica como recurso de ensino-aprendizagem, ainda de acordo com TEIXEIRA (1995, p. 23): “Relaciona-se ao fatode apresentar esta atividade, como um elemento integrador dos vários aspectos dapersonalidade, através da mobilização das funções e operações, pelas quais acionaas esferas motora e cognitiva”.Conforme Antunes (2005), a orientação proposta nos PCNs está situada nosprincípios construtivistas e apoia-se em um modelo de aprendizagem que reconhecea participação construtiva do aluno, a intervenção do professor nesse processo e aescola como um espaço de formação e informação em que a aprendizagem deconteúdos e o desenvolvimento de habilidades operatórias favoreçam a inserção doaluno na sociedade que o cerca e, progressivamente, em um universo cultural maisamplo. Para que essa orientação se transforme em uma realidade concreta éessencial a interação do sujeito com o objetivo a ser conhecido e, assim, amultiplicidade na proposta de jogos concretiza e materializa essas interações.Ao lado dessa função, os jogos também se prestam à multidisciplinaridade e,dessa forma, viabilizam a atuação do próprio aluno na tarefa de construirsignificados sobre os conteúdos de sua aprendizagem e explorar de formasignificativa os temas transversais (meio ambiente, pluralidade cultural) queestruturam a formação do aluno-cidadão.O jogo pode ser considerado como um importante meio educacional, poispropicia um desenvolvimento integral e dinâmico nas áreas cognitiva, afetiva,linguística, social, moral e motora, além de contribuir para a construção daautonomia, criatividade, responsabilidade e cooperação das crianças eadolescentes.
  • 18Para que seja considerado útil ao processo educacional, um jogo deveapresentar situações desafiadoras para sua resolução, de tal forma que permita aosaprendizes uma auto-avaliação quanto aos seus desempenhos, além de incentivar aparticipação ativa de todos os jogadores em todas as etapas.O educador deve traçar de forma clara, o objetivo a que se propõe ao optarpor uma atividade lúdica, quer seja no sentido de conhecer o grupo com o qual setrabalha, no sentido de estimular o desenvolvimento de determinada área oupromover aprendizagens específicas. Eis algumas das capacidades, dosconhecimentos, das atitudes e das habilidades que poderão ser desenvolvidas comos jogos: estimulação da comunicação, desenvolvimento da imaginação, aquisiçãode novos conhecimentos, diversão em grupo, observação de novos procedimentos,novas experiências, incentivo ao respeito às demais pessoas e suas culturas e aaceitação de normas.Tudo isso pode e deve ser proporcionado pelos professores sejam eles deáreas a fins como o de Educação Física, como também aos professores dos AnosIniciais; até porque os dois profissionais podem trabalhar de forma interdisciplinar nodesenvolvimento do Plano aqui proposto.Conforme Kenski (2010) a tecnologia é essencial para a educação, pois aeducação e a tecnologia são indissociáveis, e a maioria das tecnologias sãoutilizadas como auxiliar no processo educativo, estando presentes em todos osmomentos do processo pedagógico, desde o planejamento das disciplinas, aelaboração da proposta curricular e até a certificação dos estudantes que concluíramo curso.2.8 Reflexões no Processo de Ensino-Aprendizagem em Educação Físicamediados por TecnologiaA inserção de tecnologias no processo de ensino-aprendizagem exige muitomais do que a simples adaptação das formas tradicionais de ensino aos novosequipamentos, sobretudo requer uma nova pedagogia que favoreça tanto oaprendizado personalizado quanto o cooperativo em rede. Entretanto, para que apotencialidade informativa e comunicativa das redes possa ser explorada énecessário que os professores estejam minimamente familiarizados com essas
  • 19tecnologias e suas possibilidades pedagógicas, neste sentido, é fundamental àredefinição do papel do professor. (Kenski, 2010).O professor deve deixar de simplesmente transmitir conhecimento paraassumir o papel de criador de situações estimulantes. É através da conduta lúdicaque os alunos expressam as experiências vividas. Segundo PIAGET (2008, p.23) “Aatividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança sendopor isso, indispensável à prática educativa”.No entanto, a tecnologia apesar de ser essencial à educação, muitas vezespode levar a projetos chatos e pouco eficazes, nem sempre é por incompetência oumá vontade dos profissionais envolvidos, sobretudo professores.Pode estar ligada a falta de conhecimentos dos professores para o melhoruso pedagógico da tecnologia, pois os professores não são formados para o usopedagógico das tecnologias, sobretudo TIC, nesse caso, igualam-se àqueleprofessor que fica lendo para a turma sonolenta o assunto da aula, o que exibe umasérie interminável de slides, o que coloca o vídeo que ocupa todo o tempo da aula.“Para utilizar a tecnologia na educação é importante um bom planejamentopara obter ganhos no trabalho educativo com os conteúdos escolares” (BARROS,2009).KENSKI, (2010) ressalta que educar para a inovação e a mudança significaplanejar e implantar propostas dinâmicas de aprendizagem, em que se possamexercer e desenvolver concepções sócio-históricas da educação nos aspectoscognitivo, ético, político, cientifico, cultural, lúdico e estético em toda a sua plenitude,e assim, garantir a formação de pessoas para o exercício da cidadania e do trabalhocom liberdade e criatividade. A escola precisa garantir a estudantes-cidadãos aformação e a aquisição de novas habilidades, atitudes e valores para que possamviver e conviver em uma sociedade em permanente processo de transformação,cidadãos flexíveis o suficiente para incorporar novos e diferenciados perfisprofissionais, que tenham consciência da velocidade das mudanças (KENSKI,2010).A real finalidade da educação é de oferecer as melhores condições paraque ocorra aprendizagem de todos os estudantes, na maioria das vezes,esses profissionais de ensino estão mais preocupados em usar astecnologias que têm a sua disposição para passar o conteúdo sem sepreocupar com o aluno, aquele que precisa aprender. (KENSKI, 2010).
  • 20Teixeira e Vaz (2001, p. 6) afirmam que:Uma das situações mais eficazes para se conseguir o envolvimento dascrianças e poder apreciá-las, é deixá-las mentalmente ligadas e acesas;completamente envolvidas na atividade que realizam e isso ocorre quandoesta atividade, normalmente é um jogo”. Os jogos pedagógicos, napromoção da imaginação da criança, poderão ajudar a desenvolver a suacapacidade de aprender, além de resolver problemas, também encontrardiversas maneiras de resolvê-los. O jogo determinado por suas regrasestabelece um caminho que vai da imaginação à ampliação das habilidadesconceituais.Mas para que isso ocorra é necessário ao professor estabelecer antes osobjetivos propostos, deixando os mesmos claros em sua metodologia de ensino;pois é preciso focar bem o que se pretende ensinar e a partir daí qual será ahabilidade desenvolvida e quais são os alunos que irão desenvolvê-la.Conforme Teixeira e Vaz (2001, p.7):O jogo é uma real oportunidade para despertar no aluno o gosto pelaaprendizagem, pois os mesmos são motivadores no interesse e na atenção.Mas é necessário que o educador tenha em mente os objetivos do jogoantes de aplicá-los.Segundo os PCN, (1998, p.46):Os jogos constituem uma forma interessante de propor problemas, poispermitem que estes sejam apresentados de modo atrativo e favorecem acriatividade na elaboração de estratégias de resolução e busca de soluções,além de possibilitar a construção de uma atitude positiva perante os erros,uma vez que as situações sucedem-se rapidamente e podem ser corrigidasde forma natural, no decorrer da ação, sem deixar marcas negativas”. Odesenvolvimento do lúdico é de suma importância, desperta a criatividade, avivência em equipes, enfim, aspectos tão significativos que devem servalorizados e aplicados em salas de aula.Piaget (1971) coloca que: O jogo de regras é necessário para que asconvenções sociais e os valores morais de uma cultura sejam transmitidos. Asestratégias de ação, a tomada de decisão, a análise dos erros, lidar com perdas eganhos, replanejar jogadas em função dos movimentos dos adversários, tudo isso éimportante para o desenvolvimento das estruturas cognitivas de cada pessoa. “Ojogo provoca conflitos internos, a necessidade de buscar uma saída, e é dessesconflitos que o pensamento sai enriquecido, reestruturado e apto para lidar comnovas transformações” (PIAGET, 1971, p.175).Depois das colocações feitas acima é visto que a escola não pode prescindirdeste recurso e nem tão pouco os professores. Na escola a construção do
  • 21conhecimento pode ser feita de forma prazerosa e o professor pode fazer esseprazer se tornar uma motivação para aprendizagem de seus alunos e nada melhordo que poder dizer que isto pode ser feito nas aulas de Educação Física; poisdevemos entender que não é só o corpo que deve se exercitar, a mente tambémpode e deve ser estimulada ao máximo por quem pode contribuir e muito para estedesenvolvimento.Nesse sentido, a Educação Física deve apresentar uma relação coerenteentre educação e sociedade, caracterizando o papel do professor e servindo dejustificativa para sua prática pedagógica. Para estabelecer esse elo, o presenteestudo proporcionou uma ação do uso das TIC na prática da Educação Física eobservou suas implicações na prática do Ensino Fundamental.3 CONSIDERAÇÕES FINAISFica demonstrado que o jogo propicia a relação entre parceiros e gruposrevertendo numa interação entre os mesmos, através do prazer e da troca deconhecimento.Os jogos em grupos, em equipes, geram direitos e deveres, exigemidentificação com os participantes, ao mesmo tempo em que preservam aindividualidade de quem participa, formando situações compartilhadas e atividadesque valorizam o respeito, a cumplicidade, a amizade, a honestidade e a confiança deuns com os outros, em ambiente prazeroso, educativo e positivo.Diante disso, a teoria e a prática unem-se de forma harmoniosa, oconhecimento torna-se um instrumento de transformação da realidade,desenvolvendo interesses e atenção em relação às aulas aplicadas no contexto daEducação Física. Percebe-se assim, que os resultados obtidos são positivos,principalmente no que tange a motivação dos alunos e o interesse por metodologiasmodernas e conceituadas por parte do professor. A cada dia, o professor está diantede um momento diferente, acontecimentos, que devem envolver os alunos,chamando a atenção deles na realização das tarefas.Cabe ao educador saber aonde quer chegar, estabelecendo um objetivo eincentivando os alunos para que as metas sejam atingidas; pois se não for
  • 22despertada a curiosidade por novos conhecimentos, a prática pedagógica não sedesenvolve.Portanto é necessário levantar dúvidas e definições dentro do que sepretende ensinar, onde os erros e os acertos alicerçarão os conteúdos predefinidosenriquecendo o trabalho pedagógico. É importante ainda frisar que há muitasmaneiras de garantir a aprendizagem. É bom e é necessário que os educadorestenham em mente que buscar informações é necessário e urgente, que continuar seaperfeiçoando e ampliando a formação, contribui e muito para o sucesso das aulas.Diante de todas estas situações apresentadas ao longo deste artigo, o intuitomaior é que o professor busque, inove, explane diferentes situações, use váriosrecursos metodológicos, principalmente os recursos que envolvam a Tecnologia,garantindo a Comunicação e a Interação; para que o resultado final de sua práticapedagógica se manifeste de forma diversificada, caracterizando um conjunto deprocessos organizados e integrados no sistema escolar.Isso significa considerar os resultados positivos e negativos; redimensionandoobjetivos e metas de trabalho pedagógico que será desenvolvido por cada um emsua carreira profissional como educador. Sendo assim, vale dizer que osprofissionais da educação, precisam estar comprometidos com a análise do trabalhodocente, procurando investigar e compreender a natureza de seus erros e acertos.Dessa forma a discussão desses resultados levará à tomada de decisões quanto aotrabalho a ser desenvolvido.“O mestre provoca conhecimento ao fazer operar a razão natural doDiscípulo”. (Thomaz de Aquino).REFERÊNCIASALMEIDA, M.E.B. Pedagogia de projetos e integração de mídia. 2005. Disponívelem: <http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2003/ppm/tetxt5.htm>. Acesso em:out. 2012.ALMEIDA, M.E.B; PRADO, M.E.B.B. Integração tecnológica, linguagem erepresentação. 2009. Disponível em: <http://midiasnaeducacao-joanirse.blogspot.com/2009/02/integracao-tecnologica-linguagem-e.html>. Acesso em: nov. 2012.
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