Angelita scalamato
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Angelita scalamato Angelita scalamato Document Transcript

  • 1Polo: Agudo – RSDisciplina: Elaboração de Artigo CientíficoProfessor Orientador: Profª. Drª. Juliana VizzottoData da defesa: 01 de dezembro de 2012WebQuest – recurso pedagógico no ensino de geografiaWebQuest – educational resources in teaching of geographySCALAMATO, Angelita Tomazetti.Graduada em Licenciatura em Geografia pela Faculdade Imaculada Conceição/FIC eEspecialista em Interpretação de Imagens Orbitais e Sub Orbitais pela UniversidadeFederal de Santa Maria, RS.RESUMOO presente trabalho reflete sobre as possibilidades de interação social ao usaras tecnologias na escola, utilizando a internet como recurso pedagógico. O artigoproduzido visa a analisar a aplicabilidade da WebQuest nas aulas de geografia, emuma turma de 2º Ano do Ensino Médio, no Colégio Tiradentes da Brigada Militar deSanta Maria. A metodologia adotada abarca uma revisão bibliográfica sobreWebQuest, bem como o seu processo de construção. A principal conclusão obtidademonstra a importância do professor na construção da WebQuest, especialmentena seleção de fontes seguras na internet e na elaboração de tarefas que instiguem oaluno a construir seu próprio conhecimento, mediado pelo trabalho docente.Palavras-chave: Aprendizagem. Geografia, Internet. WebQuest.
  • 2ABSTRACTThis work reflects upon the possibilities of social interaction when employingtechnologies at school, by using the internet as a pedagogical resource. Theproduced article aims to analyze WebQuests aplicability in geography classes, ina second year class from High School Education, at Tiradentes High School ofMilitary Brigade from Santa Maria. The adopted methodology covers a literaturereview about WebQuest, as well as its construction process. The main obtainedconclusion demonstrates the importance of teachers in WebQuests constitution,specially in the selection of safe sources on the internet and the elaboration of taskswhich instigate the student to build his own knowledge, mediated by teachers job.Key words: Learning. Geography. Internet. WebQuest.
  • 21. INTRODUÇÃOO presente trabalho visa à aplicação das tecnologias de informação ecomunicação em contexto escolar nas aulas de geografia do ensino médio,enfatizando a construção de uma Webquest pelo professor. Objetiva-se tambémanalisar como o aluno interage com as ferramentas tecnológicas e como ele constróiseu conhecimento a partir das orientações fornecidas na tarefa, além de observar aforma como o professor auxilia nesse processo de aprendizagem.O tema escolhido foi pautado na necessidade do atual sistema educacionalrever sua prática de ensino. Nesse contexto, o educador necessita estar emconstante aperfeiçoamento, buscar novas metodologias, entre elas o uso dastecnologias, para que saiba dominar e utilizar os recursos tecnológicos nas suaspráticas pedagógicas. Desta forma, a Internet torna-se uma fonte inesgotável dematerial didático e de recursos, de modo que o professor deva fazer as escolhascertas e orientar o aluno na busca de fontes confiáveis para a construção de seuconhecimento de forma segura. Segundo Moran,Os professores podem ajudar os alunos, incentivando-os a aprender aperguntar, a enfocar questões importantes, a definir critérios na escolha desites, na avaliação de páginas, a comparar textos com visões diferentes. Osprofessores podem focar mais a pesquisa do que dar respostas prontas, ouaulas todas acabadas. (MORAN, 2007, p.103).Dentro dessa visão, o presente trabalho vem colaborar para o ensino dageografia, tendo como principal objetivo tornar o aluno um ser reflexivo e autônomono seu processo de aprendizagem. Ressaltando que para esse processo alcançarresultados satisfatórios, deve-se propor temas relevantes e atuais ‘que exijamreflexões direcionadas para práticas, tanto na escala local quanto global’, de acordocom Castrogiovanni( 2007, p.44).A pesquisa será aplicada em uma turma do 2º Ano - Ensino Médio – noColégio Tiradentes da Brigada Militar de Santa Maria. Destaca-se que ela serádesenvolvida com alunos que dominam as tecnologias, sendo que a maioria possuicomputador, participa das redes sociais e utiliza os recursos tecnológicos comopesquisa para a elaboração e apresentação dos trabalhos escolares. Diante dessequadro, o professor sente-se motivado a buscar o aperfeiçoamento e, ainda segundo View slide
  • 3Moran (2007, p. 29), os alunos “tornam-se interlocutores lúcidos e parceiros decaminhada”.A escola possui uma sala de informática com 16 computadores, no entantonão há acesso à Internet e os alunos argumentam que o sistema Linux, instaladonos computadores, não fornece praticidade no uso. Para compensar essasdificuldades, a escola disponibiliza uma rede Wi Fi, de modo que os alunos possamlevar os seus notebooks à sala de aula, além de que todas elas possuem projetoresmultimídia, sendo necessário, então, professores e alunos levarem seus notebooks.Este trabalho conta com as seguintes partes: a introdução inicial; o referencialteórico no qual se embasou a pesquisa; a metodologia, em que se descreve aexperiência realizada em sala de aula e, por fim, a análise dos resultados obtidos.2. SEÇÃO DE REVISÃO BIBLIOGRÁFICAVerifica-se, nos dias atuais, o aumento no emprego das tecnologias nosespaços escolares. Nesse sentido, o Governo Federal implantou, nas escolaspúblicas, ambientes tecnológicos (laboratórios de informática com computadores,impressoras e outros equipamentos e acesso à Internet banda larga), através doPrograma Nacional de Informática na Educação - Proinfo, com o Decreto nº 6.300,de 12 de dezembro de 2007. Destaca-se que esses recursos devem auxiliar aprática pedagógica do professor em sala de aula.Conforme Ministério de Educação e Cultura/ Secretária de Educação Básica(2006), o ensino da geografia compõe o currículo do ensino fundamental e médio,não fazendo parte deste componente curricular somente a descrição. Deve-se,sobretudo, preparar o aluno para conhecer sua realidade, pensar, tomar decisões ebuscar transformações no meio no qual está inserido. Nos dias atuais, com astecnologias da informação e comunicação, com os avanços nas pesquisascientíficas e com as transformações espaciais, o ensino de geografia torna-seimportante na compreensão do mundo atual.Os conteúdos abordados em sala de aula devem abarcar temas significativospara o aluno, ou seja, assuntos que levem em conta o material produzido pelacomunidade científica e a sua realidade, a fim de que ele possa se apropriar doconhecimento de maneira prazerosa. Dessa forma, os educadores do ensino de View slide
  • 4geografia devem articular saberes do cotidiano e o conhecimento historicamenteacumulado.O MEC (2006, p. 56) propõe o ensino de geografia através de eixostemáticos, ondeA Geografia que se quer ensinar para o ensino médio deve serpensada no sentido de formar um cidadão que conheça osdiferentes fenômenos geográficos da atualidade tendo em vista oprocesso de globalização e suas rupturas, dadas pela resistênciados movimentos sociais e as contradições inerentes ao sistemacapitalista, além de privilegiar os diferentes cenários e atoressociais, políticos e econômicos em diferentes momentos históricos.As novas tecnologias de informação e a cartografia passam a tertambém um papel importante na compreensão do mundo. (MEC,2006, p.56)Com isso, irei abordar aqui o uso da WebQuest como uma ferramenta quepoderá auxiliar o processo de aprendizagem nas aulas de geografia, tornando asaulas dinâmicas, reflexivas e possibilitando que o aluno, através da pesquisaorientada, busque construir seu saber.A Webquest foi desenvolvida pelo professor Bernard Dodge, professor deTecnologia Educativa da Universidade Estadual de San Diego na Califórnia, EUA,em 1995, e é definida, segundo Dodge (2005), como uma metodologia, cujo objetivoé desenvolver no aluno a capacidade de entender o mundo a partir de informaçõesdisponíveis na Internet. Consiste em um modelo simples, mas que ofereça asinformações necessárias aos alunos para que realizem sua pesquisa em sites pré-determinados e confiáveis. Isso porque observamos o grande número de sitesdisponíveis, de forma que o aluno, sem o direcionamento do professor, poderá seperder com tantas informações.A Webquest é considerada uma metodologia de pesquisa que deve incentivaralunos e professores a usarem a internet como recurso educacional, aprimorando apesquisa em suas aulas. A parte inicial dessa metodologia corresponde à seleção deum tema, um conteúdo escolhido pelo professor que deve ser organizado demaneira criativa e instigante, a fim de que o aluno tenha um roteiro programado dasatividades a serem desenvolvidas. Silva (2008, p.47), em seu conceito sobreWebQuest, destaca o papel do professor e do aluno:
  • 5A WebQuest irá orientar a “navegação” do estudante nagrande rede de computadores a fim de se obter a construção ereconstrução de conhecimentos ali encontrados. Ele estará maisconcentrado em seu tema de pesquisa, com um processo definidopara executá-la, com tarefas e recursos predefinidos. O ensino nãoconsistirá apenas em dizer o que o estudante deve fazer, aocontrário, o professor irá tornar-se um questionador, umorganizador, ira estruturar problematizações desafiadoras efornecer apoio para a execução do estudo. Portanto, sãoestratégias que aumentam a motivação do aluno que, estandomotivado não somente faz mais esforços, como está mais alerta arealizar mais conexões, o que resulta em uma aquisição deconhecimentos significativos.(SILVA, 2008, p.47)Bernie Dodge organizou a WebQuest de modo que ela deva conter:Introdução, Tarefa, Processo- no qual o professor deverá disponibilizar os links queabordarão o assunto/tema da pesquisa-, Recursos, Avaliação e Conclusão. Hoje, jáencontramos WebQuest onde a Tarefa foi substituída por Desafio e o Processo podeestar junto com os Recursos. Para que as tarefas sejam desafiadoras, o professordeve propor atividades como: relacionar, analisar, comparar, descrever,compreender, sintetizar, opinar, discutir, consultar, representando os conhecimentosadquiridos através de mídias diversas, sendo o autor de seu processo deaprendizagem.Uma das etapas mais importantes na produção da Webquest é a elaboraçãoda tarefa que deverá ser atraente, incentivando o aluno a construir seu próprioconhecimento, além de procurar elaborar um produto criativo que possa serapresentado aos colegas. O trabalho deverá ser orientado para que se desenvolvaem grupos, onde ocorra uma interação entre os colegas e com a tecnologia. Todo oprocesso, desde a criação da Webquest até o material produzido pelos alunos, deveser publicado na web e estar online.A WebQuest, conforme sua metodologia de orientar todo o processo deaprendizagem, não deve ser vista como uma forma de restringir o acesso a outrossites, mas simplesmente evitar que os alunos pesquisem em sites não confiáveis ouque abordem o assunto de maneira trivial ou com conhecimento raso. Ao elaborar aWebQuest, o professor torna-se autor de seu Material Didático, publicando-o em umsite na Internet. Desse modo, o educador passa credibilidade, confiança para oaluno, além de possibilitar que ele acesse o material em outro espaço, não sendosomente na sala de aula.
  • 6Uma WebQuest, conforme Dodge (1995) pode ser de curta ou longa duração.A de curta duração pode levar até três aulas e serve para aquisição doconhecimento, enquanto a longa leva de uma semana a um mês de trabalho escolar,compreendendo a ampliação e a aquisição do conhecimento. A Webquestdesenvolvida nesse trabalho foi longa e espera-se que o aluno, após a resolução,enriqueça seus conhecimentos e desenvolva algo que outros possam utilizar,através da Internet ou fora do ambiente virtual.3. METODOLOGIANo intuito de atingir os objetivos aqui propostos, desenvolveu-se a Webquestpara ser aplicada nas aulas de geografia, no Ensino Médio do Colégio Tiradentes daBrigada Militar de Santa Maria/RS, localizado na área central da cidade. AWebQuest transcorreu durante o segundo semestre de dois mil e doze, sendo queos resultados foram obtidos através de observações e conversas em sala de aulacom os alunos.O percurso metodológico da presente pesquisa deu-se primeiramente pormeio da pesquisa bibliográfica sobre WebQuest - tema a ser desenvolvido e a suaconstrução.A escolha do assunto baseou-se na grade curricular exposta no Plano deEstudo da Escola. O conteúdo selecionado deveria ter relação com o conhecimentoassociado a uma realidade em constante mudança e de relevância social. Nessesentido, optou-se pelas migrações, uma vez que esse assunto passa por constantesmudanças, influencia a sociedade e consiste num tema que constantemente éabordado nas provas de seleção para ingresso nos cursos de graduação.A WebQuest desenvolvida possui o título: “As Migrações na Era Global” eestá disponível na Internet em:http://www.webquestbrasil.org/criador2/webquest/soporte_tabbed_w.php?id_actividad=16568&idEste recurso pedagógico foi editado no site escolaBR.org, onde possui oservidor PhpWebQuest, disponível na Internet, de fácil manuseio, sendo necessárioo cadastro para incluir a atividade planejada no site. A atividade fica disponível aosalunos e docentes, favorecendo o compartilhar do saber pedagógico.
  • 7A aplicação da Webquest ocorreu em sala de aula, não sendo necessário odeslocamento dos alunos até o laboratório de informática. As salas de aula daescola contam com uma infraestrutura suficiente para o desenvolvimento dotrabalho- uma Rede Wi Fi e projetores multimídias. O uso do computador em sala deaula é permitido, quando solicitado pelo professor.Para a realização deste trabalho, foi necessária a pesquisa de como elaboraruma Webquest, quais recursos tecnológicos seriam utilizados para desenvolver atarefa e como adicioná-la na Web. Procurou-se privilegiar a pesquisa, a criação, aanálise e a organização por meio de atividades inovadoras, motivadoras e queviessem a contribuir com a aprendizagem do aluno.Para a aplicação da Webquest, procurou-se expor aos alunos o que é umaWebquest, fornecendo a sua página na internet, onde os alunos puderam visualizare acessá-la. Posteriormente, foi realizada uma leitura de cada página com asorientações que cada aluno deveria seguir e, em seguida, foi realizada ainterpretação das obras de arte expostas no roteiro.3.1 Desenvolvimento da WebquestA Webquest proposta foi identificada como “As Migrações na Era Global” eteve como objetivo fazer com que os alunos aprendessem o conteúdo de maneiradiferente, a partir da pesquisa, além de possibilitar que construíssem coletivamenteseu aprendizado.Para o desenvolvimento da WebQuest, procurou-se seguir o modelo,existente no site: escolabr.org, constituído de: Introdução, Tarefa, Processo,Avaliação e Conclusão. A seguir, cada página é descrita.3.1.1. IntroduçãoNa linguagem da introdução, procurou-se instigar o aluno para os desafiosque teriam de realizar.Desse modo, a figura 1 apresenta a primeira interface da Webquest, aIntrodução, que aborda os fluxos migratórios e a relação com a globalização e os
  • 8avanços técnico-científicos, instigando o aluno a descobrir a relação entre essesprocessos.Figura 1 – Interface de identificação da Webquest3.1.2 TarefaA figura 2 traz a tarefa, considerada, segundo Dodge, a parte mais importanteda WebQuest, uma vez que deve incentivar a criatividade.As atividades propostas para os alunos contaram com a elaboração de umMapa Mental, a elaboração de um vídeo e uma produção textual. Procurou-se inserirtarefas dinâmicas, em que os alunos interagissem realmente com a tecnologia.A primeira atividade a ser apresentada foi o Mapa Mental que é consideradocomo estratégico e foi desenvolvido pelo psicólogo Tony Buzan no início da décadade 70. Nele, é possível registrar o pensamento de uma maneira criativa e flexível,utilizando diagramas para memorizar e visualizar o que o aluno está estudando(BUZAN, 2005). A escolha do Mapa Mental deu-se devido à forma mais simples erápida de reunir informações, entender conceitos, realizar a atividade em conjunto ede representar os vários tipos de movimentos migratórios. O Software utilizado paraa elaboração do Mapa Mental foi o XMind, sendo que os alunos poderiam usarimagens.
  • 9Outra atividade solicitada foi produção de um vídeo, por ser uma prática queos alunos realizam com facilidade, dominando programas de edição de imagens.Como diz Moran (2009), eles leem o que podem visualizar, assim, o propósito daescolha dessa atividade foi produzir um vídeo que contasse a história de ummigrante, descobrir suas dificuldades, seus interesses em migrar e em que contextoesta partida estaria inserida, observando os sentimentos que envolvem a partida e achegada. Além disso, buscou-se fazer com que o aluno aprendesse um conteúdoque muitas vezes parece tão distante de sua realidade, mas que acabassemdescobrindo pessoas a sua volta que estariam na situação estudada.A terceira tarefa consistiu numa produção textual, onde os alunos tiveram querealizar um texto em conjunto.Dodge (1995) classificou as tarefas em 12 categorias: Tarefas de repetição;de compilação; de mistério; jornalísticas; de design; criativas; de consenso; depersuasão; de autoconhecimento; analíticas; de julgamento e Tarefas científicas.Na elaboração do Mapa Mental, usaram-se as seguintes classificações deDodge:Repetição - o aluno irá, através de esquema, sintetizar os conceitosmigratórios que aprendeu e apresentar o conteúdo de maneira diferente do original.Compilação – terá que selecionar organizar e sintetizar as informações,disponíveis em diferentes formatos, transformando-as.Julgamento – o grupo deverá definir o que é importante e tomar decisões emconjunto.Enquanto para a elaboração da tarefa textual sobre as migrações, aclassificação abordada, conforme Dodge (1995) foi a jornalística, de modo que osalunos reunissem dados e organizassem textos, neste caso, para serem publicadosno blog da turma.A elaboração do vídeo exigiu criatividade – Produtos Criativos - em que osalunos pudessem desenvolver um produto considerando a realidade vivida.Desse modo, as três tarefas em conjunto utilizam as classificações: deConsenso, onde os alunos teriam que definir o que é importante, resolver conflitosdevido às diferenças de opiniões; Criatividade, onde teriam que usar a imaginaçãopara elaborar um produto, organizar as ideias e produzir um material diferenciado e,
  • 10por fim, a de Autoconhecimento, tarefa que poderia auxiliar o aluno a adquirir umconhecimento maior sobre si mesmo.Figura 2 – Tarefa3.1.3 ProcessoNesta etapa, há o roteiro que o aluno deverá percorrer para desenvolver aTarefa, sendo que nela encontram-se os sites selecionados para a pesquisa.Ressalta-se que a finalidade da escolha dos sites é fazer com que os alunos não sepercam com a grande quantidade de informações disponíveis na Internet. Assim,foram selecionadas diferentes fontes de pesquisa, textual e exibição de vídeo,oferecendo subsídios para o aluno produzir suas tarefas, tornado-se protagonista deseu conhecimento e não um agente passivo do processo de aprender. As fontes Off-line devem-se ao material didático, que é adotado pela escola, disponível aosalunos.As WebQuest devem propor o trabalho em grupo, incentivar a troca,compartilhar diferentes ideias e fontes de conhecimento, por esse motivo foisolicitado que as atividades propostas fossem realizadas em grupo.
  • 11Figura 3 – Processo3.1.4 AvaliaçãoA Figura 4 indica a avaliação, o modo como o aluno será avaliado e oscritérios para a tarefa a ser desenvolvida.Para Abar & Barbosa (2008,46)Tal forma de avaliação permite que os alunos conheçam os critériosque serão considerados na avaliação da tarefa e que indicam se ela foiconcluída com sucesso. Tais critérios devem estar claramenteestabelecidos e de acordo com os objetivos. (ABAR&BARBOSA, 2008,p.46)
  • 12Figura 4 – Avaliação3.1.5 ConclusãoNa última interface, a Figura 5 é representativa da conclusão,realçando a importância do trabalho desenvolvido pelos alunos e onde oprofessor reforça o que espera do trabalho.De acordo com Dodge (1995), durante o processo de desenvolvimentodesta WebQuest, o aluno estará em contato com diferentes informações,refinando seu conhecimento e transformando-o.
  • 13Figura 5 – Conclusão4 RESULTADOSA tecnologia em uso nesta proposta é destinada à educação presenciale, parte dela, à distância, baseada em recursos oferecidos pela internet. E ummaterial didático em que a tecnologia da informação e comunicação é usada comosuporte para a prática pedagógica. A Webquest tem a proposta de orientar apesquisa na internet, oferecendo ao aluno a construção do conhecimento de formacolaborativa, dinâmica e criativa, com a orientação do professor.A aplicação da Webquest em sala de aula transcorreu de maneiratranquila. Os alunos a viram como algo novo, que auxiliou na aprendizagem doconteúdo, mostrando os caminhos que deveriam ser seguidos com orientações dotrabalho de forma organizada e confiável, pois com as indicações dos sites elesteriam mais tempo para se dedicar à leitura, não perdendo tempo na busca de sitespara as respostas.Das fontes sugeridas no recurso, apenas o livro didático foi utilizado em salade aula, já que se solicitou aos alunos que acessassem em casa as outras fontes.Os alunos salientaram a importância da disponibilidade das fontes para estudoextraclasse.
  • 14Após a apresentação dos trabalhos, realizou-se uma conversa com osalunos, nela, eles salientaram, de maneira geral, que as tecnologias contribuem paraa aprendizagem, pois elas fazem parte da realidade deles. A seguir, transcrevoalguns comentários dos alunos a este respeito:“A tecnologia faz parte de nossas vidas e ver a possibilidade de aprenderatravés dela torna esta ferramenta ainda mais atraente e utilitária.” Grupo1.“A tecnologia é um instrumento que nos instiga a aprender, foge dosparâmetros impostos pela escola tradicional”. Grupo3.Dessa forma, as tarefas propostas para a aquisição de conhecimento foram oMapa Mental, o Vídeo e o texto. Dentre as três atividades, aquela que osparticipantes mais gostaram de realizar foi o Mapa Mental. Os alunos salientaramque aprenderam os conceitos de forma diferente, organizando as ideias sobre otema migrações e não tiveram dificuldades em manusear o programa, pois aprofessora passou todas as informações necessárias.Já com relação à produção do vídeo, alguns grupos acharam a atividademuito boa, puderam sentir o quanto é dolorido a separação, a vida deixada para trásnuma migração e as expectativas de viver em um país com uma cultura diferente.Um dos grupos teve dificuldade em encontrar um imigrante, alguém disposto agravar, relatar sua experiência, enquanto outro grupo, que teve a mesma dificuldade,possuindo um parente na Europa, mandou as questões via email e digitou asrespostas no Blog. Dois grupos tiveram dificuldades com a tecnologia, pois gravaramcom um aparelho celular que não captou muito bem o som, acarretando problemasno momento da edição. Diante dessas dificuldades com o uso dos equipamentostecnológicos, vejo a importância de realizar a entrevista, pois é um momento deconhecer a realidade do “outro” e permitir que a atividade possa ser apresentada deforma diferenciada.No que se refere à produção textual, ela foi realizada em conjunto e os alunosexpuseram a opinião de que todas as atividades se complementam e ajudam nacompreensão do conteúdo abordado.Com toda a preocupação da professora em orientar o trabalho, em estarsempre por perto, motivando e auxiliando nas atividades mais difíceis, algunsalunos salientaram que foram muitas as atividades propostas e que ocuparam muitotempo. Como o vídeo, por exemplo, que exigiu produção, edição, e encontraralguém disposto a conceder uma entrevista.
  • 15As atividades propostas foram postadas no Blog da turma. Esse recursoauxiliou o desenvolvimento do trabalho, pois, na medida em que as tarefas eramrealizadas, elas eram postadas no ambiente virtual. Coube ao professor, nestemomento, ficar atento e observar se os grupos estavam realizando as atividades ese não estavam, o grupo era chamado para relatar o que estava acontecendo, demodo que o professor pudesse tomar as medidas necessárias para encontrar asolução. O Blog também contribuiu como ressaltou um grupo, para a defesa de ummundo mais sustentável, pois os trabalhos deixam de ser impressos, economizandoassim folhas e tinta e ainda faz com que as atividades fiquem organizadascronologicamente, além de possuir espaço para comentários.No entanto, apesar de algumas dificuldades relatadas pelos alunos, notou-seo empenho em realizar as tarefas, a criatividade em elaborar os mapas mentais, asensibilidade em realizar as entrevistas e a integração do grupo para realizar aprodução textual.As postagens dos alunos, referentes aos trabalhos realizados, mapa mental,vídeo e texto, estão no Blog da turma: 2B em Rede5 CONSIDERAÇÕES FINAISUma Webquest compreende uma metodologia que procura desenvolver aconstrução do conhecimento do aluno a partir de informações provenientes dainternet. Além de incentivar o professor a ser autor de seu próprio materialpedagógico, favorece também o uso correto e adequado dos recursos tecnológicosnas escolas.Para isso, precisa-se de uma escola que possa prover mecanismos quepossibilitem a aprendizagem com o uso de recursos interativos e de colaboração.O papel do professor ao trabalhar a WebQuest é de muita responsabilidade,pois devem estar bem claros os seus objetivos, além de realizar uma buscacriteriosa em sites confiáveis, adequados para a idade, série do aluno. Também sedeve selecionar sites que possibilitem a realização da tarefa. O professor necessitapara isso estar em permanente processo de aprendizagem, para conhecer e lidarcom as novas tecnologias e elaborar atividades adequadas aos objetivospedagógicos.
  • 16Em relação aos alunos, observou-se o envolvimento e a participação nasatividades propostas, onde o uso da WebQuest contribuiu para o seu processo deaprendizagem e autonomia, demonstrado na realização de suas atividades.A partir da pesquisa sobre WebQuest, salienta-se que ela consiste numametodologia instigante e que incentiva e orienta a pesquisa do aluno em sitesseguros e variados.Espera-se que essa pesquisa sirva de ponto de partida para novaspossibilidades de trabalho em sala de aula, já que as previsões se confirmaram, poisa execução do projeto permitiu vislumbrar resultados positivos na aprendizagem dageografia com o uso da WebQuest.REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICASABAR, C. A. A. P.; BARBOSA, L. M. WebQuest: um desafio para o professor!. SãoPaulo: Avercamp, 2008.BRASIL. SENAC. Webquest. São Paulo. Disponível em:http://Webquest.sp.senac.br/textos/oque/#introdu-o Acesso em: 10 de set. 2012.BUZAN, T. Mapas mentais e sua elaboração. São Paulo: Cultrix, 2005.CASTROGIOVANNI, A.C. Para entender a necessidade de práticas prazerosas noensino de geografia na pós-modernidade. In: REGO,N; CASTROGIOVANNI, A.C;KAERCHER,N.A (Orgs.) Geografia: práticas pedagógicas para o Ensino Médio.Porto Alegre: Armed, 2007, p. 35-47.Ciências Humanas e suas tecnologias/ Secretária de Educação Básica – Brasília:Ministério da Educação, Secretária de Educação Básica, 2006. Volume 3.Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/cienciah.pdf. Acesso em: 16de set. 2012.DODGE, B. Novo método orienta pesquisa na Internet. Revista Educa Rede.Disponível: < http://www.educarede.org.br/educa/img_conteudo/tecnologia4.html.Acesso em: 15 de Out. 2012._________. WebQuests: A Technique for Internet – Based Learning. The DistanceEducator, V.1, nº 2, 1995. Tradução de Jarbas Novelino Barato. Disponível em:http://www.miniweb.com.br/top/Jornal/artigos/Artigos/webquest.html.Acesso em 15 de out. 2012.
  • 17_________. WebQuest Taxonomy: A Taxonomy of Tasks .2002. (Versãotraduzida em Português). Disponível em: http://webquest.sdsu.edu/taskonomyAcesso em 30 de out. 2012.GONÇALVES, Rafael Souza. Informática na Educação: O Uso de Blogs. PortoAlegre, RS. Cidadela, 2010.HERMANN, W. BOVO, V. Mapas Mentais – Enriquecendo Inteligências. 2005.Disponível em http://www.idph.net/download/mmapresent.pdf Acesso em: 04 de Nov.2012.MORAN, J. M. A educação que desejamos: Novos desafios e como chegar lá.Campinas, SP: Papirus, 2007. ________. Mudar a forma de ensinar e de aprendercom tecnologias. Disponível em http://www.eca.usp.br/prof/moran/uber.htm Acessoem 16 de set. 2012.________. Vídeos são instrumentos de comunicação e de produção. Disponível site:http://www.eca.usp.br/prof/moran/videos.htm Acesso em 25 de set. 2012.SILVA, K. X. S. WebQuest: uma metodologia para a pesquisa escolar por meio dainternet. São Paulo: Blucher Acadêmico, 2008.WEBQUEST aprendendo na internet. Disponível em:http://www.Webquest.futuro.usp.br/ Acesso em 12 de set. 2012.Nome do autor: Angelita Tomazetti Scalamato –angelita.scalamato@gmail.comNome do orientador: Profª Drª Juliana Vizzotto - juvizzotto@inf.ufsm.br