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Seminário fanfic

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  • 1. FANFICUniversidade Federal de São CarlosDepartamento de Letras – DLTexto: Leitura e Produção
  • 2. O que é Fanfic?“Por fanfiction aqui, compreende-se o hobby literário,cujo objetivo é (re)escrever histórias baseadas em universos ficcionais [...]”“Comencemos en primer lugar por el concepto de “Fanfiction”(Fanfics es una contracción de este neologismo)[…]”
  • 3. FANARTs:
  • 4. Por que FANFICssão consideradasliteratura margin
  • 5. Literatura marginal: o assalto ao poder daescritaFernando EslavaResumoO artigo procura, principalmente, levantar uma agenda crítica inicial em relação ao caráter e ànatureza de uma literatura que se autodenomina marginal em virtude da origem e/ou da condiçãosocial de seus autores. Aspectos que se traduzem, entre outras coisas, nas diversas temáticas elinguagens das obras e dos textos produzidos, no traço bastante desengonçado de escrituras que,marcadas por uma urgência vivencial e uma intenção documental, estão direcionadas paracomunicar experiências de seres humanos que transitam por determinados espaços periféricos danação brasileira. Enfim, trata-se de expressões que desafiam, com seu espírito heterogêneo eagressivo, os valores estéticos chave da tradição culta e letrada, colocando em xeque os cânonesliterários dominantes e dando à palavra escrita o sentido de compromisso com grupos sociaismarginalizados.Resumo feito a partir do artigo “No fio da Navalha: Literatura e violência no Brasil de hoje”, escrito pela Profa. Dra. Tânia Pellegrini.
  • 6. Alguns tipos de fanfic:Os dois mais conhecidos são: Doujinshi; Mary Sue;E os outros:Darkfic; Deathfic; Slash; Femeslash; Fanon; Lemon; Orange;Yaoi; Yuri; Shonen-ai; Shoujo-ai; Shotacon; Lolicon; Hentai;Citrus; Canon; Oneshot; Songfic; U.A. (Universo Alternativo).
  • 7. Tipos de Classificação:• G (Livre ou K/K+) - Fic liberada para todas as idades.O site Fiction Ratings subdivide esta classificação em duas categorias: K e K+.• K: Conteúdo livre de qualquer linguagem grosseira, violência e temas adultos.• K+: Conteúdo com menor grau de violência, insinuações de linguagem grosseira e ausência de temas adultos,recomendável para crianças maiores de 9 anos.• PG-13 (NC-13 ou T): Não recomendável para menores de treze anos por conter alguma violência,linguagem levemente grosseira e sugestão de temas adultos. Cenas leves.• PG-15 (PG ou NC-15): Não recomendável para menores de quinze anos por conter cenas de violência,linguagem grosseira e temas adultos leves. Cenas estilo médio.• PG-17 (NC-17, M/MA ou R): Não recomendável para menores de dezessete anos por conter cenas de descrição explicita de violência,uso liberado de forte linguagem grosseira e temas adultos tratados de modo detalhado e explícito. Cenas fortes.
  • 8. POSTUMAMENTETiuni ChanEis que estou aqui, e mesmo que hesitando se deveria abrir essas memórias pelos fatos, vou contar-lhe com ainusitada visão de quem já passou para o outro lado...– Epa! – Ralhou uma formosa mulher. Olhos oblíquos de cigana dissimulada. Vinha a passos firmes, elegantes, mesmocom todos os turrões de enxofre lhe obstruindo o caminho. Quase uma miragem em meio a um horror infernal.– Se você se esqueceu, vim lembrá-lo que não é mais o único “autor póstumo” presente aqui.Capitu olhou para o senhor miséria que parou resignado de digitar em sua máquina de escrever.– Tenho que relatar também o que aconteceu com Bentinho e onde ele foi parar com toda aquela esquisitice.– Já temos relatos, cara Capitu.Sem considerar as palavras do falecido Brás Cubas, Capitu aproximou-se, pensou por um breve instante e desatinou afalar de sua vida, pousando seus olhos persuasivos e charme indutor no autor defunto.– Está bem, minha cara. - Deixou-se vencer o ex-nobre. – Vamos contar suas memórias também.– Minhas memórias póstumas não, as memórias que deixei agora que sou “póstuma”. – Ressaltou ela.– Que seja. – E folheando algumas páginas já escritas, Capitu e Brás Cubas mergulharam em uma vida cotidiana muitomais realista do que inferno em que eles se encontravam.
  • 9. ***Úmido, melecado, sujo, áspero... Qualquer outro adjetivo semelhante só contribuiria para deixar a lista derepugnância mentalmente feita por Bentinho ainda mais completa.Andando, curvo, por entre aqueles varais, aquelas lavadeiras e aqueles animais, Bento delirava mergulhado em seusdevaneios. Se lhe perguntassem o que estava fazendo ali, duvidavam que ele saberia responder. Pensava em Capitu, coitada,perdida naquele meio.Coitada? Coitada nada! Aquela mulher... Estaria ali novamente com seu amigo tratando de encomendar um novofilho para logo depois dizer que era dele... Ah, ele a acharia!Capitu... Capitu...Ali estava ela, radiante como sempre. Bentinho aproximou-se da mulher que vinha. Alcançando-a, agarrou-lhe osbraços, dirigindo seus olhos trêmulos para os dela e a sacudidas acusou:– Sabia que você estava aqui, Capitu!– Solte-me seu maluco. Será que neste lugar só tem louco?- Berrava a mulher. – Não sou Capitu!***– Ela não é Capitu, Bentinho! – Gritou a própria Capitu ao acabar de escrever as Últimas palavras. Eu estou morta.– Todos aqui estão mortos, minha cara. – Ressaltou Brás Cubas ao seu lado. – Afinal, é graças a isso que podemos saber comoestão as coisas lá em cima.Capitu ajeitou os cachos e voltou a olhar para Brás concentrando-se em dizer-lhe algo que sabia não o agradar:– Fiquei sabendo que em breve teremos mais um escritor para compor o time.– Esse inferno está virando palhaçada? Esse posto era exclusivamente meu. – Objetivou Brás.– Nos conformemos. Mas... Afinal, quem é aquela mulher mesmo? Se não me engano é de sua história de vida.– Vigília, minha cara. – Disse Brás com certo tom de encantamento. – E licença, pois eis que agora é minha vez de contar-lheo outro lado do natural mundo em que deixamos.
  • 10. ***Vírgilia apressou-se em sair de perto daquele ressentido homem curvo. Como se já não bastasse ter caído em plenadecadência, ainda ter que lhe dar com outros nobres frustrados e arruinados. Bastasse! Tinha que bastar... Mas não era o queparecia, já que uma trouxa de roupa a esperava.– Maldito realismo! Custava mandar algum nobre romântico para me idealizar? – Pensou Virgília em voz alta.Amargurada com sua situação, criou coragem e seguiu sua sina. Senão fosse um homem rude a lhe atrapalhar ocaminho. Este a mirou de cima a baixo com o pior dos olhos famintos.– Ei, formosa. – Cantou-lhe o indivíduo.“Não era este o cavalheiro romântico que pensei que me enviaria, céus... Não poderia ser algo menos natural?”Mesmo resignada, Virgília deixou-se ser conduzida. Quanto as trouxas de roupa a lavar... Sabe-se lá o capeta o que seria feitocom elas.***– Em falar no capeta – Lamentou-se Capitu, olhando desanimada para as duas criaturas que invadiam o ambiente.Uma criatura vermelha e estressada, carregando com si um homem jovem, negro, mas com traços europeus estampados em suaface.– O que eu estou fazendo aqui? - Choramingou Raimundo. – Eu não pequei, não fiz nada. Muito pelo contrário, fui a vítima deminha história.– Ninguém mandou mexer com padre. – Suspirou o capeta. - E pior, não deixou nada para a igreja. Deu no que deu: inferno.– Isso não é real, não é real. – Desesperou-se Raimundo.– Trate de se conformar e ajude esses mortos a terminarem logo esse livro. Quero ainda para hoje.Brás Cubas suspirou; mais um para se intrometer na sua narração. Raimundo aproximou-se e junto aos dois mais, Raimundoolhou as folhas.– Epa, esse é o José Dias. – Comentou Raimundo. – Aquele imundo que roubou Ana Rosa...E com desgosto na cabeça, Raimundo tipografou algumas palavras.
  • 11. ***A batida era envolvente. Dançante... E aquela que um dia roubou o primeiro beijo de Brás, mostrava a perna já bemtreinada que conquistava os homens de todos os tipos.Serviço terminado, Marcela pegou sua bolsa. Baton provocante e saia curtíssima, atraia atenções.Dessa vez não foi diferente, alguém, vinha falar com ela. Uma mulher ? Não era essa a atenção que queria receber,ainda mais acompanhada com berros e provocações.– Você seduziu meu José Dias. – Berrou Ana Rosa. – Você fez meu marido me trocar.– Não tenho culpa se você não sabe segurar seu marido. – Urrou Marcela.E as suas, em meio a enxurrada de ofensas se envolveram em agressões físicas, sendo interrompidas apenas pelaopinião afiada de Bentinho que sorrateiramente havia chegado.– São todos iguais, todos adúlteros... – Fez questão de frisar o Dom Casmurro, refletindo consigo. – O Adultério vai dominar omundo.E saiu em sua andança, sem rumo e sem emoção, deixando duas mulheres, outrora revoltadas, agora perplexas.
  • 12. ***– Devo dizer, Sr. Brás Cubas. Que este quando morrer, roubará sem dificuldades seu cargo nobre de autor difunto. – DesdenhouCapitu. – Digno de fracassados.– Como ousa? – Sobressaltou-se Brás.A julgar a continuidade daquela briga sem sentido, Raimundo tomou o lugar de escritor e digitou mais algumaspalavras. Considerou a obra por um instante e atrapalhando a discussão, perguntou:– E então, temos mais alguma novidade do que sobrou de lá de cima a acrescentar?– Além do fracasso total? - Perguntou Capitu, concertando-se.– No fim, todos acabaram como eu. – Admitiu Brás. – Falidos, amargurados... Não importa se vivos ou mortos.Todos assentiram e juntaram as páginas escritas. Já poderiam entregar os relatos para o coisa ruim. Se é que tinha algopior que ser a decadência da elite brasileira.Após a entrega do material, os três finados autores, olhando para o ambiente de fogo e enxofre, lamentaram em coro:– Quem sabe com a modernidade, essa realidade não muda?
  • 13. Sites maisconhecidos:www.animespirit.com.br/www.floreioseborroes.net/www.nyahfanfiction.com.br
  • 14. Referência bibliográfica:DE JESUS NEVES, André. A Literatura Marginal na internet: O fenômeno Fanfiction como instrumento dedisseminação e divulgação das/nas margens. Disponível emhttp://www.poscritica.uneb.br/revistaponti/arquivos/v1n1/v1n1-153-166.pdf, acessado em 07 de Maio de 2013.MATOS NÚÑEZ, Eloy. “Tunear” los libros: series, fanfiction, blogs y otras prácticas emergentes de lectura.Disponível em https://cesco.revista.uclm.es/index.php/ocnos/article/view/221/200, acessado em 07 de Maio de2013.CHAN, Tiuni (Pseudônimo). Postumamente. Disponível emhttp://fanfiction.com.br/historia/169707/Postumamente/capitulo/1, acessado em 07 de Maio de 2013.ESLAVA, Fernando. Literatura Marginal: o assalto ao poder da escrita. Disponível emhttp://seer.bce.unb.br/index.php/estudos/article/viewArticle/2151#.UZovErWfh2E, acessado em 20 de Maio de2013.

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