Aula endo prótese (blog)

5,670 views

Published on

Published in: Technology, Sports
0 Comments
5 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
5,670
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
6
Actions
Shares
0
Downloads
154
Comments
0
Likes
5
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Aula endo prótese (blog)

  1. 1. ENDODONTIA & PRÓTESE - Princípios Técnicos e Biológicos - Prof. Charles da Cunha Pereira
  2. 2. TRÍADE ENDODÔNTICA (Estrela, 2004) ABERTURA CORONÁRIA <ul><ul><li>SANIFICAÇÃO – MODELAGEM </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>SELAMENTO ENDODÔNTICO </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>- capacidade de preenchimento </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>- controle microbiano </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>- compatibilidade biológica </li></ul></ul></ul>
  3. 3. Meios Químicos HIPOCLORITO DE SÓDIO Soluções mais concentradas apresentam maior atividade antibacteriana, desde que pH, temperatura, tempo de atuação sejam mantidos constantes. DESNATURAÇÃO DO COLÁGENO!!!
  4. 4. Necrose Pulpar “ A comparison of one vs. two appointment endodontic therapy in dog’s teeth with apical periodontitis” HOLLAND et al. 2003 J Endod Acompanhamento histológico após 6 meses <ul><li>Melhor reparo: grupo Ca(OH)2 por 14 dias, seguido pelo grupo Ca(OH)2 por 7 dias </li></ul><ul><li>Pior reparo: grupo sessão única </li></ul>
  5. 5. LIMITAÇÃO DA AÇÃO ANTIBACTERIANA ORSTAVIK e HAAPASALO, 1990 10 dias – desinfecção túbulos dentinários SIQUEIRA e UZEDA, 1996 Ca(OH)2 + Solução salina E. Faecalis ; Fusobacterium nucleatum HAAPASALO, 2000 E. Faecalis – Ação tampão da dentina Tronstad et al., 1981
  6. 6. ESTUDO DE WASHINGTON Controle de 2 anos de 1229 Casos: 104 Casos de Insucessos INGLE, J. I. Exitos y fracasos en Endodoncia. Rev. Asoc. Odontol. Argent. v.50, n.2, p. 67-74, Feb. 1962. Obturação Incompleta (61) 58,66% Perfurações (10) 09,61% Reabsorção Externa (08) 07,70% Endo-Perio (06) 05,78% Extravazamento (04) 03,85%
  7. 7. <ul><li>O sucesso do tratamento endodôntico está intimamente ligado à qualidade da obturação do canal radicular </li></ul><ul><li>HOLLAND, HIZATUGU E SCARPARO (1971): 54,35% de canais parcialmente obturados </li></ul><ul><li>66,25% insucessos </li></ul><ul><li>TAVANO (1971): 72,81% de canais parcialmente obturados </li></ul><ul><li>51,40% com lesão periapical. </li></ul>
  8. 8. AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA DA QUALIDADE DE OBTURAÇÕES ENDODÔNTICAS Tartarotti E, Dolvitch DJ, Comassetto SLN, Oliveira EPM , Pereira CC, Kopper PMP, Filippini HF. Revista de Endodontia Pesquisa e Ensino On Line - Ano 1, Número 1, Janeiro/Junho, 2005.
  9. 9. Zmener (1980), utilizando azul de metileno a 1% como marcador, avaliou, in vitro , o selamento apical em canais radiculares preparados para pino. A remoção parcial do material obturador foi feita com brocas imediatamente depois da obturação e 48 horas após. A seguir, os espécimes foram imersos no corante onde permaneceram por 72 horas. Cortes longitudinais foram realizados propiciando a medida da infiltração. Os resultados não mostraram diferenças estatisticamente significativas no grau de infiltração quando os dois grupos experimentais foram comparados. Bourgeois e Lemon (1981) compararam a infiltração apical de um radioisótopo em canais radiculares preparados para pino imediatamente ou uma semana após a obturação. Cabe ressaltar que a remoção parcial do material obturador foi feita com condensadores endodônticos aquecidos até 4 mm do comprimento de trabalho. Ao comparar o grau de infiltração apical que ocorreu nos canais radiculares preparados em diferentes momentos, os autores não encontraram diferenças estatisticamente significativas. Portell et al. (1982) também analisaram comparativamente a infiltração apical em canais preparados para retentor intra-radicular, restando 3 mm de material obturador na região apical, imediatamente e duas semanas após a obturação. Os resultados mostraram que a infiltração apical foi significativamente menor quando o preparo foi realizado logo após a obturação do canal radicular. PREPARO DO CANAL PROTÉTICO
  10. 10. A importância do selamento Coronário.... <ul><li>Khayat et al. , 1993 – in vitro </li></ul><ul><li>- técnica cond. lateral - 28,8 dias (de 8 a 48 dias) </li></ul><ul><li>- técnica cond vertical - 25,4 dias (4 a 46 dias) </li></ul><ul><li>Torabinejad et al. , 1991 </li></ul><ul><li>- 24,1 dias ( Staphylococcus epidermis ) ou </li></ul><ul><li>- 48,6 dias ( Proteus vulgaris ) </li></ul><ul><li>Chailertvanitkul et al. , 1996 – guta + 2 cimentos com Fusobacterium nucleatum </li></ul><ul><li>- 8,4 semanas com AH26 (contaminação completa) </li></ul><ul><li>- 8,2 semanas com Tubliseal (contaminação completa) </li></ul>
  11. 11. A importância do selamento Coronário.... <ul><li>Exposição do canal a saliva..... </li></ul><ul><li>Perda do material selador provisório ou da rest. definitiva </li></ul><ul><li>Microinfiltração pelo selador temporário ou rest. definitiva </li></ul><ul><li>Desenvolvimento de cárie secundária ou recidivante </li></ul><ul><li>Fratura do material restaurador e/ou da estrutura dentária </li></ul><ul><li>Siqueira Jr., 1997 </li></ul>
  12. 12. COMPARATIVE IN VIVO ANALYSIS OF THE SEALING ABILITY OF THREE ENDODONTIC SEALER IN POST-PREPARED ROOT CANALS KOPPER, P. M. P., FIGUEIREDO, J. A. P., DELLA-BONA, A., VANNI J. R., BIER, C. A., BOPP, S., International Endodontic Journal, Oxford, v 36, n 12, p. 857-863, Dec 2003. OBJETIVO: Avaliar a capacidade de selamento do cimentos AH Plus, Endofill e Sealer 26, em canais radiculares de dentes de cães tratados endodonticamente e preparados para pinos, expostos ao meio bucal por 45 dias, pela infiltração de corante. <ul><li>8 cães = 80 canais  divididos nos 3 grupos experimentais </li></ul><ul><li>abertura + PQM + obturação + preparo para pino (desobt. de 2/3 do CR) </li></ul><ul><li>selamento por 72hs (presa do cimento) </li></ul><ul><li>rem. selamento + exposição dos CR ao meio bucal por 45 dias </li></ul><ul><li>morte dos cães + corante por 72 hs + extração dos dentes </li></ul><ul><li>diafanização + aval. em lupa esteriosc. com retícula milimentrada </li></ul>
  13. 13. <ul><li>CONCLUSÕES: </li></ul><ul><li>Após 45 dias de exposição ao meio bucal, nenhum dos cimentos endodônticos testados foi capaz de impermeabilizar o canal radicular e impedir a infiltração coronária de corante. </li></ul><ul><li>Os cimentos endodônticos apresentaram diferenças estatísticas entre si, obedecendo à seguinte ordem crescente de medida e proporção de infiltração: AH Plus, Endofill e Sealer 26. </li></ul>COMPARATIVE IN VIVO ANALYSIS OF THE SEALING ABILITY OF THREE ENDODONTIC SEALER IN POST-PREPARED ROOT CANALS KOPPER, P. M. P., FIGUEIREDO, J. A. P., DELLA-BONA, A., VANNI J. R., BIER, C. A., BOPP, S., International Endodontic Journal, Oxford, v 36, n 12, p. 857-863, Dec 2003.
  14. 14. MICROBIAL LEAKAGE AND APICAL INFLAMMATORY RESPONSE IN DOG’S TEETH AFTER ROOT CANAL FILLING WITH DIFFERENT SEALERS, POST SPACE PREPARATION AND EXPOSURE TO THE ORAL ENVIRONMENT GOMES MS, BARLETTA FB, DELLA BONNA A, VANNI JR, PEREIRA CC, FIGUEIREDO JAP J Appl 2007;15 (5):429-36 Metodologia: 64 canais radiculares de pré-molares de 8 cães foram utilizados neste estudo. Após anestesia geral dos animais, os canais foram preparados e obturados pela técnica de condensação lateral, com três diferentes cimentos endodônticos: Sealer 26 (n=18), AH Plus (n=18) e RoekoSeal (n=19). Um grupo Controle Positivo (n=9) também foi utilizado. O preparo para retentor intra-radicular foi realizado deixando-se um remanescente de 4 mm de obturação apical. A seguir, os canais permaneceram expostos ao meio bucal por 90 dias. Os cães foram mortos e o processamento histológico dos espécimes foi realizado, utilizando as colorações de Brown e Brenn e H. E.. Escores de 1 a 4, quanto à infiltração e à inflamação, foram atribuídos durante a análise histológica em microscopia óptica.
  15. 15. <ul><li>Considerando a metodologia empregada e os resultados obtidos neste estudo, é possível concluir que: </li></ul><ul><li>Nenhum dos cimentos endodônticos testados foi capaz de impedir a infiltração de microrganismos após 90 dias de exposição ao meio bucal; </li></ul><ul><li>O cimento RoekoSeal apresentou os menores escores de infiltração microbiana, sem diferir estatisticamente dos demais grupos; </li></ul><ul><li>O cimento AH Plus apresentou os escores mais favoráveis de reação inflamatória periapical, diferindo estatisticamente do grupo controle positivo; </li></ul><ul><li>Não houve correlação entre os índices de infiltração microbiana e de inflamação periapical, quando considerada a totalidade dos espécimes observados. </li></ul>CONCLUSÕES:
  16. 16. PINOS INTRA-RADICULARES
  17. 17. CRITÉRIOS A OBSERVAR QUANDO DA REMOÇÃO DE UM PINO INTRA-RADICULAR <ul><li>Volume do pino </li></ul><ul><li>Quantidade de tecido dentário sadio circundante </li></ul><ul><li>Valor estratégico do dente (estética, carga mastigatória) </li></ul><ul><li>Quantidade e qualidade (tipo) de agente circundando o pino. </li></ul>
  18. 18. DUAS REGRAS BÁSICAS PARA REMOÇÃO DE PINOS INTRA-RADICULARES <ul><li>NUNCA tentar remover um pino com movimentos pendulares ou aplicar forças fora do longo eixo do dente </li></ul><ul><li>SEMPRE fazer a remoção do agente cimentante circundante ao pino – no terço cervical – independente da técnica utilizada </li></ul>
  19. 19. INSTRUMENTAL <ul><li>Ultra-som com pontas de periodontia </li></ul><ul><li>Brocas 556 ou 557 </li></ul><ul><li>Broca LN </li></ul><ul><li>Ponta diamantada 1012 HL </li></ul><ul><li>Saca-pino </li></ul><ul><li>Saca-prótese </li></ul>
  20. 20. ULTRA-SOM COMO AUXILIAR NA REMOÇÃO DE PINOS <ul><li>A aplicação de uma ponteira de ultra-som acelera a fratura do agente cimentante </li></ul><ul><li>Aplicação intermitente </li></ul><ul><li>Tempo máximo: 3 min </li></ul><ul><li>EVITAR: o uso prolongado provoca excesso de calor, lesando o periodonto e induzindo a trincas e fratura da raiz </li></ul>
  21. 21. Técnica <ul><li>Devemos expor a linha de cimentação com uma broca 556 ou 557; </li></ul>
  22. 22. Técnica <ul><li>Devemos expor a linha de cimentação; </li></ul><ul><li>Com uma broca LN devemos remover o máximo possível de cimento envolta do núcleo; </li></ul><ul><li>Realizar uma perfuração no núcleo para que a ponta do ultra-som transpasse este. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Realizar uma perfuração no núcleo para que a ponta do ultra-som transpasse este. </li></ul><ul><li>Com a ponta do ultra-som transpassada pelo núcleo devemos acionar o aparelho na potencia 80% até que o núcleo saia. </li></ul>Técnica
  24. 24. ESTUDO COMPARATIVO ENTRE AS TOMOGRAFIAS COMPUTADORIZADAS 3D, ORTOPANTOMOGRÁFICAS E RADIOGRAFIAS PERIAPICAIS NO DIAGNÓSTICO DE LESÕES PERIAPICAIS, FRATURAS RADICULARES E REABSORÇÕES DENTAIS Bernardes, 2007 “ Os resultados permitiram afirmar que a técnica da tomografia apresentou diferença estatisticamente significante em relação às demais técnicas, no diagnóstico da extensão e localização de lesões periapicais, fraturas radiculares e reabsorções dentais”.
  25. 25. “ A REMOÇÃO DE PINOS INTRA-RADICULARES PODE SER UM PASSEIO PELO PARAÍSO OU UMA CALOROSA VISITA AO INFERNO” Coelho-de-Souza ; Pereira
  26. 26. PERFURAÇÕES RADICULARES

×