Biocibernética bucal em busca da saude perfeita

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  • 1. © 2002. Madras Kdiloru Lida. Editor: Wagner Venc/.iani Costa Produção c Capa: Equipe Técnica Madras Ilustração da Capa: Equipe Técnica Madras Revisão: Alessandra Miranda de Sá Adriane Gozzo Wilson Ryoji Imoto Prefácio ISBN: 85-7374-520-7 Proibida a reprodução total ou parcial desta obra, de qualquer forma ou por qualquer meio cletrônico, mecânico, inclusive por meio de processos xcro- gráficos, sem a permissão expressa do editor (Lei n" 9.610, de 19.2.98). Todos os direitos desta edição reservados pela MADRAS EDITORA LTDA. Rua Paulo Gonçalves, 88 — Santana f ^- 02403-020 — São Paulo — SP Caixa Postal 12299 — CEP 02013-970 — SP Tel.:CO___11) 6959.1127 —Fax: (0____11) 6959.3090 www.madras.com.br A leitura é uma das melhores formas de ampliar conhecimen- tos, e este livro contém algumas informações que vão fazê-lo parar para pensar, discutir e, em muitos casos, duvidar. A dúvida motivou dois cientistas a buscar novos caminhos, fazer descobertas, inovar em suas pesquisas, tentando chegar até a verdadeira origem dos inú- meros problemas de saúde. Esta obra é resultado de inúmeras pesquisas e de trinta anos de experiência clínica com a técnica chamada Biocibernética Bucal, ou seja, a reprogramação da vida através da boca, e faz um convite ao leitor para viajar e conhecer o real universo contido na arcada dentária, saber como ela se deforma e como atua no restante do cor- po. Vai ajudá-lo a descobrir a influência dos tipos culturais na for- mação bucal e saber por que os orientais têm o rosto achatado, com grande desenvolvimento do queixo, enquanto os europeus e latinos têm, na sua maioria, o queixo pouco desenvolvido, identificando qual a relação disso com as características sociocuiturais de cada povo. O Dr. Ernesto Furlan, juntamente com seus colegas, pesquisou durante vários anos a maneira como os dentes se dispõem na boca e correlacionou cada um deles a um sistema, descrevendo o compor- tamento das pessoas pela avaliação de seus dentes e do formato da
  • 2. boca.
  • 3. Biocibcrnética Bucal Nos últimos seis anos, o Dr. Rogério Pavan dos Santos tem-se empenhado em estudos que mostram a influência cultural e educa- cional no desenvolvimento bucal; como os pais, inconscientemente, são responsáveis pela malformação bucal de seus filhos e de que maneira isso repercute no desenvolvimento e na saúde do indivíduo adulto. A informação mais inovadora obtida nestas pesquisas diz res- peito à principal função dos dentes, que é manter níveis respirató- rios adequados, sendo deles boa parte da responsabilidade pelo equi- líbrio físico, bioquímico, energético e esquelético, e apontando-os, na verdade, como mais uma porta de acesso ao universo do corpo. Assim como outras técnicas, a Biocibernética Bucal tem capacidade de diagnosticar problemas de saúde numa análise simples e pode contar parte da vida de uma pessoa apenas pelo exame de seus den- tes e de sua boca. Infelizmente, porém, tem-se dado pouco valor para a boca, e ainda nos dias de hoje extraem-se dentes por banalidade. Qualquer dorzinha que aparece é motivo para a realização de extrações dentá- rias, até mesmo para colocação de aparelhos corretivos. Isso ocorre por desconhecimento das consequências posteriores a uma interven- ção como esta sem análise adequada. Apesar de ter sido descoberta há mais de três décadas, a Bioci- bernética Bucal ainda está sendo semeada e sabemos que muitos de seus frutos só serão colhidos depois de vários anos, embora já se possam ver lindas flores. Com certeza, o conteúdo deste livro vai ajudar a semear ideias, pois o objetivo dos autores não é mudar o mundo, mas dar sua contribuição para uma nova visão sobre a saúde do homem e as formas de tratamento que estão sendo utilizadas para melhorá-la. índice PRIMEIRO CAPÍTULO A Biocibernética Bucal: do Surgimento aos Dias de Hoje.............11 SEGUNDO CAPÍTULO As Alterações da Saúde e Suas Causas....................................... 19 TERCEIRO CAPÍTULO O que Fazer para Minimizar as Deformações..............................29 QUARTO CAPÍTULO Os Dentes ...................................................................................33 Os Incisivos Centrais.............................................................39 Os Incisivos Laterais..............................................................40 Os Caninos.............................................................................41 Os Primeiros Pré-molares .....................................................42 Os Segundos Pré-molares......................................................43 Os Primeiros Molares............................................................44 Os Segundos Molares............................................................45 Os Terceiros Molares.............................................................46 Tipos de Desenvolvimento....................................................47 7
  • 4. lii(ii'ibri'iii: liai Bucal QUINTO CAPÍTULO Respiração c Bioquímica.............................................................53 I )isfunçóes Respiratórias ......................................................53 I )oivs de Cabeça e outros Distúrbios.....................................57 Disfunções Bioquímicas ou Digestivas..................................60 Disfunções Esqueléticas.........................................................65 SEXTO CAPÍTULO Rouco e Apnéia — uma Nova Proposta......................................69 SÉTIMO CAPÍTULO Próteses.......................................................................................77 OITAVO CAPÍTULO Hidroterapia: um Complemento à Técnica..................................83 NONO CAPÍTULO A Alimentação para o Homem....................................................91 Monodieta..............................................................................98 DÉCIMO CAPÍTULO Relatos Verídicos...................................................................... 101 Apnéia na Gestação.............................................................. 101 Bronquite............................................................................. 103 Disritmia.............................................................................. 105 Epilepsia.............................................................................. 106 Gastrite................................................................................ 108 Leucemia.............................................................................. 109 Linfoma Não-Hodikins........................................................ 113 Púrpura trombocitopênica.................................................... 115 Rinite................................................................................... 116 Bibliografia............................................................................... 119 Introdução Para a Biocibernética Bucal, as alterações da arcada dentária de uma pessoa repercutem em todo o seu organismo, sob a forma de disfunções, que são mais conhecidas como doenças. A arcada dentária de grande parte dos indivíduos está sujeita a sofrer deformações de crescimento, e este fato se intensifica quando se perdem dentes an- tes do tempo, como por exemplo aqueles por cárie na infância e adolescência ou mesmo extraídos para correção dentária. Quando isso ocorre, a arcada deixa de atingir o crescimento adequado, o que indiretamente vai dificultar a entrada de ar nos pulmões. Com isso, todo o processo respiratório fica comprometido, promovendo uma série de disfunções "orgânicas". De acordo com o Dr. Ernesto Furlan, cirurgião-dentista com cinquenta e cinco anos dedicados à profissão, participante de vários congressos internacionais e com mais de trinta anos de estudos c experiência na prática da Biocibernética Bucal, é raro alguém pos- suir uma boca 100% perfeita. Motivos diversos, como o uso de chu- peta ou o hábito de chupar os dedos quando criança, aliados ao tipo cultural e à educação, são os causadores de deformações bucais, al- terando, portanto, o processo respiratório e bioquímico. A deficiência do crescimento bucal e a perda de dentes redu- zem o espaço para a acomodação da língua, que, então, pressiona os tecidos do palato mole (céu da boca) e da epiglote, diminuindo a entrada de ar pelas narinas, produzindo menor oxigenação dos pui-
  • 5. 10 Bioabmictica Bucal mões. Esse processo desencadeia alterações e afeta a circulação san- guínea porque impede o pulmão de realizar corretamente sua função de oxigenar o sangue (hematose), e repercute na saúde da pessoa, podendo ocasionar doenças como infarto e derrames. Pode ainda acontecer de a saliva ficar "ácida", levando ao aparecimento de doen- ças como gastrite, queílites (boqueira), gengivite, hemorróidas, es- pinhas e até diabetes. A saúde do organismo depende de células bem oxigenadas e de saliva alcalina ou neutra, para que o sangue flua cheio de nutrien- tes, alimente os órgãos e recolha as toxinas. Por isso, o realinhamento da dentição, juntamente com a substituição dos dentes perdidos por próteses, atua como uma espécie de reprogramação da vida através da boca. E não apenas o realinhamento dos dentes, mas principal- mente a recuperação do espaçoJjngual e a reestruturação óssga_ser- vem para corrigir as disfunções do quadro bioquímico, respiratório e, algumas vezes^a_téjiisfiin§õe_s visuais. A normalização ocorre porque, com os dentes no lugar, a res- piração se restabelece e regula a bioquímica da boca, tornando a saliva alcalina ou neutra, além de melhorar a postura esquelética. Após seis anos trabalhando em pesquisas como auxiliar do Dr. Ernesto Furlan, o Dr. Rogério Pavan dos Santos deu início à pesqui- sa para tratamento dos distúrbios do sono, em especial o ronco e a apnéja. Segundo os pesquisadores, também o ronco tem origem na deformação bucal, que não deixa espaço para a língua e, em conse- quência, impede a passagem do ar. Por esta razão, foi criado um dispositivo que, usado na boca durante a noite, reverte esse processo (empurra o maxilar inferior para a frente), eliminando ou reduzindo a apnéia (parada respiratória durante o sono) e o ruído do ronco. "Ninguém cura ninguém. O que fazemos é normalizar a condi- ção bucal. O fim das disfunções 'orgânicas' vem por consequência!" Dr. Ernesto Furlan Primeiro Capítulo A Biocibernética Bucal: do Surgimento aos Dias de Hoje A técnica teve início no interior de São Paulo, mais exatamen- te na cidade de Araçatuba, onde dois dentistas brasileiros chamados Denisar Lopes de Figueiredo e Mário Baldani fizeram uma revisão da literatura odontológica, verificando que havia crânios bem de- senvolvidos e outros pouco desenvolvidos, e resolveram buscar um ponto de equilíbrio. Perceberam que, quando mudavam a anatomia bucal de seus pacientes, estes apresentavam respostas positivas em sua biologia. No começo, pensava-se que fossem apenas coincidên- cias, mas, ao longo do tempo, perceberam que ocorria uma resposta biológica a um estímulo, ou seja, à colocação de aparelhos bucais. Partindo desse princípio, desenvolveram uma pesquisa intensiva no sentido de descobrir a causa de tais mudanças e assim surgiu a Bio- cibernética Bucal. Essa técnica proporciona, sozinha, uma melhora percentual em torno de 30 a 80% dos resultados necessários para uma saúde plena. Pode ter resultados variáveis, dependendo do caso, de maneira que serve de complemento nas mais diversas formas de tratamento utili- zadas hoje pela medicina alopata e homeopática, entre outras. Ob- servou-se, por exemplo, que em conjunto com a hidroterapia ou o vegetarianismo, segundo uma visão um pouco diferenciada e algu- mas regras básicas da vida, podem-se atingir valores muito próxi- 11
  • 6. 12 fíiocibmiclwn Bucal A Biocibernética Bucal: do Surgimento aos Dias de Hoje 13 mos de 100% de resultado nos tratamentos. Normalmente, o pacien- te que apresenta condições graves tem uma recuperação quase ime- diata, enquanto os pacientes não-graves levam mais tempo para apre- sentar respostas favoráveis. O Dr. Ernesto Furlan passou a fazer parte do grupo que havia recém-criado a Biocibernética Bucal ainda no início das pesqui- sas, levado principalmente por seu próprio interesse: pelo fato de ter nascido, em 1922, na cidade de Araraquara, prematuro e com peso muito baixo, e não havendo, na época, incubadoras ou qual- quer outro processo de aquecimento, a única solução encontrada foi envolvê-lo com grandes faixas de algodão. Por infelicidade, esse procedimento prejudicou seus pulmões, atrofiando-os, con- forme foi constatado anos depois, deixando-os com menos da me- tade da capacidade respiratória de uma pessoa normal, problema conhecido vulgarmente como "peito de pombo". Além disso, está comprovado que a maioria das crianças prematuras tem tendência a desenvolver problemas respiratórios. Em agosto de 1954, já residindo em São Paulo, ele teve uma crise de tosse quase ininterrupta. Tentou todos os tipos de xaropes e medicamentos, fez diversas simpatias, mas nada solucionava seu pro- blema. Até que então o destino colocou em seu caminho um livro que ensinava a jogar água fria nas costas para curar a tosse. No co- meço achou absurdo, mas, ao pensar nas dezenas de tentativas já feitas, decidiu arriscar. Era mês de agosto, e a temperatura estava baixa, mas mesmo assim o Dr. Furlan se submeteu ao tratamento. No dia seguinte, a tosse havia piorado muito, mas ainda assim deci- diu continuar e, no terceiro dia, não havendo grandes mudanças, já estava quase desistindo. Porém, para sua surpresa, no quarto dia não tossiu sequer uma vez e depois disso nunca mais teve problema de tosse. A partir de então, começou a praticar a hidroterapia. No seu aniversário de trinta e seis anos, em 7 de novembro de 1958, a cunhada presenteou-o com um jantar e foi assada uma linda leitoa, mas, no dia seguinte, ele teve uma grande disenteria, que lhe ocasionou hemorróidas. Na viagem de retorno a São Paulo, encon- trou no ônibus um amigo que o questionou sobre a estranha postura no assento. Dr. Furlan contou-lhe o acontecido e ouviu do amigo como a ingestão de carne poderia prejudicar a saúde. Essas sábias palavras fizeram-no entender algo importante: apesar de ser dentista, nunca havia relacionado o regime alimentar com as caraterísticas dos dentes e, observando melhor, notou que os homens têm apenas quatro dentes caninos, ou seja, dentes de animal carnívoro, para vinte e oito dentes de herbívoros, que se- riam os incisivos, os pré-molares e os molares, concluindo desse modo que não deveriam ser um animal carnívoro. Desde então, tornou-se vegetariano. Em 1962, foi detectado um câncer no intestino de sua mãe e todos ficaram assustados com a gravidade do problema. Certo dia, o Dr. Furlan viu uma reportagem sobre um médico americano chama- do William Frederick Kock, que havia descoberto um reagente con- tra o câncer e outras doenças de origem virótica. Descobriu que ele estava residindo em Petrópolis e decidiu ir até lá para conhecê-lo e saber mais a respeito de seu trabalho. Foi atendido pelo próprio mé- dico, mas a comunicação estava muito difícil, pois ele não falava português. Por meio de gestos, conseguiu um cartão para entrar em contato com o Dr. Jaime Treiger, que era amigo e tradutor do Dr. Kock. Nesse período, foi informado de que os médicos viriam traba- lhar em São Paulo, mais especificamente em Mogi-Mirim, e pediu autorização para levar a mãe para uma consulta. O Dr. Furlan ficou muito impressionado com o trabalho deles e quis participar do gru- po. Antes de os outros membros aceitarem o pedido, perguntaram- lhe se comia carne e se fumava. Dr. Furlan respondeu que era vege- tariano há quatro anos, que não fumava, e sob essas condições pôde participar da equipe. Aprendeu, então, que os tumores tinham ori- gem na alteração dos processos respiratórios, e que a proteína ani- mal, no intestino, poderia transformar-se em veneno para o corpo. Após participar de uma série de congressos nos Estados Unidos e no México, o Dr. Furlan conheceu um dentista que pesquisava a mudança de comportamento dos macacos quando do tratamento ortodontico. Um belo dia, andando pelas ruas de São Paulo, encon- trou um velho amigo protético que lhe falou sobre dois profissionais que estavam desenvolvendo um trabalho semelhante ao do dentista americano. Disposto a conhecê-los, o Dr. Furlan viajou o mais rápido que pôde para Araçatuba, onde começou a participar do grupo. Desse dia em diante, toda a sua vida mudou, e a primeira experiência que fez foi em si mesmo. Sua capacidade respiratória era bem reduzida, e além disso tinha um problema no nariz chamado na época de ozena, caracterizado por mau cheiro nas narinas, equivalente ao de cadáveres em estado de putrefação. Para saná-lo havia passado por várias cirur-
  • 7. M Hl/K iln i in l i m liunil A Biocibernética Bucal: do Surgimento aos Dias de Hoje 15 j-.ias ile coneção de septo, inalações constantes, sendo algumas especiais, com uso de antibiótico. Já no primeiro contato, os dois colegas de Araça- tuba o deixaram chocado, dizendo-lhe que "só es- tava velho e doente porque queria". Propuseram- lhe a colocação de uma prótese que aumentava o volume interno de sua boca em mais de trinta mi- límetros e o resultado foi surpreendente. Na mes- ma hora, uma quantidade fantástica de saliva in- vadiu-lhe a boca, quase afogando-o, e em poucos dias o mau cheiro das suas narinas desapareceu e ele sentiu grande melhora na respiração. Além dis- so, a estética e a harmonia de seu rosto tiveram uma mudança impressionante {Fig. ]). No seu entendimento, sua saúde mudou daí para a frente, e então ele percebeu que não deveria tratar da doença, e sim da saúde. Em vez de fazer dezenas de tratamentos para o problema aparente, deveria procurar a causa dele. Colocando uma quantidade maior de ar nos pulmões e passando a respirar pelo nariz, o que antes lhe parecia impossível, todos os sintomas desapareceram. Dr. Ernesto Furlan faleceu, juntamente com sua esposa, Vita Militello Furlan, no dia 4 de julho de 1999, num acidente automobilístico. Ambos gozavam de muita saúde. Ele aos setenta e seis. e ela aos setenta e cinco anos de idade. Tinham acabado de fazer um check-up médico e nenhuma alteração importante havia sido encontrada. A segunda experiência cibernética feita pelo dentista foi na própria mulher, que tinha problemas graves de inchaço devido à circulação deficiente. Já andava com apoio de uma pequena bengala, pois não tinha condições de locomover-se por conta própria. Vale ressaltar que nesse período D. Vita estava com quarenta e nove anos, idade considerada para a época imprópria para qualquer tipo de tratamento ortopédico ou ortodôntico. Mesmo assim, o Dr. Furlan instalou sobre os dentes dela um aparelho para aumentar o espaço lateral de sua arcada, com a elevação imediata de sua dimensão vertical, ou seja, da altura do espaço interno da boca. A resposta de sua biologia foi muito interessante: em questão de dias o inchaço desapareceu como por encanto, e ela passou a não depender mais da bengala nem de ninguém. Àulcs Depois
  • 8. Após alguns meses, D. Vita começou a perder sangue pela vagina e, como sua mens- truação já havia parado há tempos, ficou muito assustada, imaginando que estivesse com câncer, pois não conseguia ver outra razão. Surpreen- dentemente, após três dias o sangramento parou, retornando exatamente um mês depois. Perceberam, então, que ela voltara a menstruar, e esses períodos menstruais continuaram regularmente ao longo de oito meses. A terceira experiência foi com a filha Vita Catarina, na época com quatro anos de idade, que tinha pés chatos e joelhos valgos. Foi recomendado a ela o uso de sapatos ortopédicos para correção do problema, mas, a título de experiência, o Dr. Furlan colocou um aparelho para corrigir a curva bucal da menina que, por coincidência, não estava cor-reta. Munido dos exames ortopédicos realizados, o Dr. Furlan começou o tratamento de sua filha pela boca. Após um ano, notou uma melhora na curvatura dos pés da menina {Fig. 2). Muito animado, mostrou aos especialistas o resultado, mas estes se recusaram a acreditar, suspeitando que tivesse sido feito algum tratamento paralelo. Mesmo assim, o dentista deu continuidade ao tratamento até que houvesse a correção total, o que demorou cerca de dois anos e meio, sem ao menos tocar nos pés da filha {Fig. 3). Dentre as várias experiências, uma em especial teve grande valor para a conclusão desta obra. Em 1987, seu atual genro, na época ainda o namorado da filha Vita Catarina, ouviu-a comentar a respeito das melhoras que tinha obti- Data: 11/06/77 Data: 14/01/75 Figura 2 Figura 3 Data: 12/10/76
  • 9. 16 Hiocibcmclicn Hncnl A Biocibcrnética Bucal: do Surgimento aos Dias de Hoje 17 do na curvatura dos pés. Muito descrente ou mesmo imaturo, já que estava com dezessete anos de idade, Rogério não deu muita importân- cia. Ainda não se interessava pelos assuntos relacionados à saúde, mas, como tinha um problema na arcada dentária, resolveu colocar um aparelho corretivo. Durante a consulta, o Dr. Furlan questionou-o sobre problemas de saúde que eventualmente pudesse ter. Rogério respondeu que sofria de rinite alérgica, gastando, todas as noites, um rolo de papel higiénico para assoar o nariz. Espirrava muito e tinha coriza também em dias mais frios, além de sentir queimação no estô- mago, que achava ser de fundo nervoso, já que trabalhava na oficina do pai supervisionando alguns funcionários, o que o deixava excessi- vamente tenso. Quando voltou para saber do orçamento, recebeu a notícia que tinha ganho o aparelho de presente da futura sogra e que não teria custo algum. Muito agradecido, Rogério começou a usar o aparelho dedicadamente. Depois de algum tempo, notou que a queimação no estômago havia desaparecido, mas achou que fosse coincidência. Dando continuidade ao tratamento, o dentista frequentemente per- guntava sobre seus problemas de saúde e percebeu também que ele promovia modificações no aparelho que não pareciam ter relação com a correção dentária. Passado um ano sem sentir melhoras signi- ficativas na saúde, apenas na dentição, aconteceu a alteração que transformaria toda a vida do rapaz. No dia seguinte à modificação, Rogério não espirrou sequer uma vez e não teve coriza à noite. Fi- cou totalmente "maluco"; não conseguia entender tal mudança. Meses depois, Rogério passou a trabalhar no consultório do futuro sogro, onde pôde ter contato mais íntimo com a técnica. Mes- mo ouvindo as histórias contadas e sabendo do resultado que ele próprio havia obtido, não conseguia acreditar e questionava os pa- cientes, a fim de obter alguns depoimentos. Entendeu, então, o enor- me valor do trabalho. Nessa época, Rogério preparava-se para pres- tar vestibular na área de Administração de Empresas e ouviu da na- morada Vita Catarina uma pergunta interessante: — Por que você não presta vestibular para Odontologia? De momento achou absurdo, mas depois, pensando em tudo o que tinha passado e visto, percebeu que não podia deixar escapar a grande oportunidade que a vida estava lhe dando, e assim resolveu fazer Odontologia, profissão pela qual é hoje apaixonado, dando en- tão continuidade às pesquisas do sogro e desenvolvendo a técnica da Biocibernética Bucal. Assim, após trinta e um anos de trabalho e pesquisa sobre a técnica, foi constatado que ela atua com muito sucesso no sistema respiratório, tratando disfunções como: • Adenóides • Asma • Bronquites • Cefaléias • Corizas • Disritmias • Enxaquecas • Epilepsias • Espirros • Leucemias • Leucopenias • Rinite, etc. Assim como na área química destacam-se o tratamento de: • Aftas • Azias • Boqueiras • Diabetes • Frieiras • Gastrites • Hemorróidas • Queda de cabelo • Úlceras, etc. Na opinião dos autores, tais manifestações devem sempre sei consideradas como sintomas provenientes de disfunções, não como doenças, conforme será explanado de forma detalhada nos capítu- los seguintes.
  • 10. Segundo Capítulo As Alterações da Saúde e Suas Causas Sabe-se que as crianças apresentam, em determinado momen- to, deformações bucais, mas o que ainda não tinha resposta era: por que isso ocorre? A criança não nasce com dentes, mas, assim que estes surgem na boca, apresentam-se em colocações incorretas. A razão por que isso ocorre é que a deformação está no cérebro, não nos dentes! A posição que o dente ocupa na boca corresponde a uma deformação sofrida no cérebro. Estudos realizados por Van Der Linden, pesquisador das más oclusões bucais, demonstraram que a posição e o tamanho dos dentes sofrem variação ainda na vida intra- uterina. Após examinar natimortos gémeos univitelinos, Van Der Linden concluiu que, mesmo apresentando DNAs idênticos, havia diferenças na posição e na largura dos dentes, portanto, contradizen- do as teorias anteriores de que a formação da arcada seguia ditames genéticos. Os motivos para a ocorrência das deformações são variados, mas vamos partir do que seria o princípio: as crianças de hoje e de sempre são, em boa parte, frutos de acidente sexual, como por exem- plo uma falha no método anticoncepcional. Acredita-se que um filho deve ser planejado, pois, se não o for, pode vir numa hora inconveniente, coincidindo com a compra de um automóvel ou de um novo eletrodoméstico e, dessa forma, 19
  • 11. 20 Biacibcmética Bucal As Alterações da Saúde e Suas Causas 21 ser visto erroneamente como mais um gasto extra dentro do orça- mento, gerando tensão familiar. Esta criança pode então não ser bem-vinda ou mesmo inconscientemente rejeitada. Todas essas sen- sações serão registradas pelo pequeno computador cerebral do bebé, que aos poucos vai sedimentando as informações, ainda que não as consiga interpretar. Outro fator muito comum é o fato de os pais fumarem ou bebe- rem. No caso do pai, não é tão grave para a criança, mas poderia prejudicá-la, ainda que de maneira remota, pois a correta produção das células no organismo depende do oxigénio, e devido à grande quantidade de monóxido de carbono circulante na corrente sanguí- nea de um indivíduo fumante a formação de uma célula-espermato- zóide fica em parte prejudicada, podendo originar um espermatozói- de de baixa qualidade. Na mulher, no que diz respeito à formação do óvulo, as mes- mas implicações seriam consideradas, mas o pior é que uma mãe fumante também lança, via corrente sanguínea, monóxido de carbo- no no sangue fetal, o que, pelo mesmo processo, poderia ocasionar a malformação de algum tecido ou órgão do bebé. Além disso, o pai fumante, na convivência com sua parceira, está dividindo os prejuí- zos provocados pela fumaça não só com ela, mas também com seu futuro filho. A bebida só é prejudicial em excesso, pois quando a mãe bebe a criança está bebendo também! É preciso lembrar que ambas fazem parte de um mesmo corpo, passando praticamente a ser um só. Mui- tas vezes, quando o pai é alcoólatra, a situação é ainda pior, pois as tensões sofridas pela mãe são transferidas e registradas no pequeno computador cerebral da criança, certamente provocando alterações bucais e gerais que poderão ser percebidas no futuro. De acordo com o Dr. Ernesto Furlan, outro fator importante estaria relacionado aos processos filogenéticos provenientes da in- compatibilidade sanguínea dos pais. Esta é uma deformação que ocorre na fecundação devido à falta de orientação desles para fazer um pré-natal que identifique possível consanguinidade e avalie a qualidade do sangue quanto ao grau de oxigenação e purificação. A ocorrência desse fator frequentemente ocasiona grandes defor- mações, como lábios leporinos, fendas palatinas, estrabismo con- vergente, cardiopatias congénitas, disfunções renais e hepáticas, malformações gerais. Os fatores genéticos seriam outro motivo para deformações e têm como origem uma combinação de outros fatores, como exposi- ções a radiação, mães com idade avançada, fumo, álcool, drogas, deficiência respiratória crónica, etc. A gravidez deve ser encarada da mesma maneira tanto pelo pai como pela mãe, pois ambos são responsáveis por uma gestação tran- quila. Quando o casal está totalmente envolvido no processo de ges- tação, eles se completam e raramente necessitam de sexo, embora a vida agitada das grandes cidades pouco contribua, provocando ten- são e fazendo com que o casal acabe utilizando o sexo como forma de relaxar. Para o Dr. Furlan, o sexo deveria ser evitado durante a gravidez em sinal de respeito à nova vida que estaria por vir. A mulher deve preservar-se, evitando, sempre que possível, as situações de tensão emocional, social, alimentar e psicológica, e o lar deve ser um ambiente de amor, não de discórdia. Quando uma futura mamãe fica tensa, descarrega grande quantidade de adrenali- na no sangue, que fará com que o feto fique "excitado", alterando assim seus batimentos cardíacos e suas funções biológicas. Quando a data do nascimento se aproxima, o pequeno compu- tador cerebral do bebé já tem registrado todos os principais eventos e sensações experimentados por ele, os quais serão utilizados como parâmetros, e quando a criança voltar a ter contato com essas sensa- ções, vai manifestar emoções e expressões. Nasce a criança com pequenas ou grandes alterações e, no primei- ro instante de amor com sua mãe, no momento da amamentação, sofre sua primeira deformação na vida extra-uterina, pois a postura na qual é colocada para alimentar-se é totalmente incorreta. Esta é a única fase da vida do homem em que ele se alimenta deitado, mesmo porque não poderia reivindicar que fosse diferente, pois ainda não fala. No momen- to em que o bebé recém-nascido é colocado na posição de amamenta- ção, seu cérebro registra uma postura errónea para a alimentação. Nessa posição, o bebé não tem condições de ensalivar o alimento nem mesmo de pronunciar-se quando estiver satisfeito, gerando, assim, uma disfunção do processo hipotalâmico que regula a fome. O ser humano é bípede, ou seja, fica em pé e tem a fome regu- lada pelo hipotálamo, glândula-mestra do corpo humano localizada no cérebro. Segundo Denisar Lopes de Figueiredo e Mário Baldani, essa glândula deve manter-se de forma perpendicular em relação ao solo para ter sua regulagem feita por uma linha imaginária que passa
  • 12. 22 Biocibernctica Bucal As Alterações da Saúde e Suas Causas 23 pelo bregma, mais conhecido como moleira, e segue em linha reta até o centro da Terra. Na posição ereta, a criança se alimenta de maneira hipotalamicamente correta. Quando é amamentada na posi- ção horizontal, sua mãe só vai interrompê-la quando estiver trans- bordando o leite, como normalmente acontece. Desse momento em diante, o processo hipotalâmico ficou comprometido, e é por isso que alguns adultos só se satisfazem quando estão abarrotados de comida. Essa disfunção é proveniente da sua primeira mamada. O fator de deformação mecânico é também estimulado pelos pais: ao primeiro choro, correm à farmácia e compram uma linda chupetinha colorida, geralmente azul para meninos e rosa para me- ninas. Parece tudo muito bonito, pois a criança pára de chorar e dá tranquilidade aos pais, mas essa é a primeira mentira que lhe é im- posta. A criança chora porque existe uma tensão que não foi decodi- ficada: pode ser uma fralda suja ou mal adaptada que a incomoda, ou mesmo falta de amor, da proximidade dos pais. A chupeta, neste caso, servirá como distração; em contraparti- da, pode causar deformação na boca, estreitando-a de tal forma que ficará muito difícil uma correção posterior. Nem sempre a própria chupeta é a causadora da deformação bucal, mas seu uso leva a criança a habituar-se com certo espaço bucal. Assim, mesmo estando sem ela, a criança permanece com a boca entreaberta, preservando o es- paço que a chupeta utilizava, passando a respirar incorretamente pela boca em vez de utilizar nariz, por onde o ar seria corretamente filtra- do, aquecido e conduzido por vias apropriadas. Além de tudo, o uso da chupeta pode levar a criança ao vício de chupar os dedos, continuando assim o processo de deformação e, dessa forma, por mais que os dentes venham alinhados à boca, não vão encontrar o que deveria ser seu espaço original. O que acontece nesse caso é que a maioria dos dentes-de-leite tem a metade do ta- manho dos permanentes e, para uma oclusão adequada, ou seja, o encaixe dos dentes, seria necessário que houvesse um crescimento correto das arcadas. Ao chupar dedo ou chupeta, a criança faz suc- ção de forma a impedir a expansão do arco bucal, uma vez que os músculos da bochecha exercerão força contrária ao crescimento na- tural, podendo então inibir o desenvolvimento adequado, causando má oclusão (incorreto encaixe dos dentes). Analogicamente, podemos comparar a criança a um computa- dor. No início é apenas uma máquina e por si só não é capaz de fazer absolutamente nada. Com a instalação de softwares, começa a de- sempenhar funções, e quanto melhores e mais requintadas elas fo- rem, maior será a sua capacidade para resolver problemas. Na crian- ça o processo não é muito diferente. Quando ela chega ao mundo, é incapaz de fazer grandes coisas, mas possui enorme capacidade de armazenar softwares e, de acordo com as informações básicas que recebe, vai formar sua estrutura futura, o seu programa. Uma amamentação correta ou incorreta e o uso ou não da chu- peta vão dar origem à programação inicial dessa criança, podendo assim contribuir ou atrapalhar o seu desenvolvimento. Depois disso, a criança vai tentar fazer seus primeiros movi- mentos, vai rolar, sentar-se e engatinhar, e nessa fase os pais não devem superprotegê-la. Em geral, por excesso de zelo, as crianças são inibidas de realizar suas conquistas. Quando, por exemplo, co- meçam a engatinhar, tornam-se perigosas, e para que possam ter sos- sego e controle os pais a colocam num cercadinho, limitando seu espaço e, assim, programando erroneamente o seu pequeno compu- tador. Como se não bastasse, o comércio inventa uma série de artifí- cios para os pais comprarem, como é o caso dos andadores, que pouco contribuem para que a criança ande, tirando dela a possibili- dade de aprender a equilibrar-se, a cair e depois levantar-se, ou mes- mo de arriscar, fatos que serão importantíssimos na vida adulta c deveriam fazer parte da sua programação. Mais tarde, essa criança, que já tem grande independência nos seus atos e movimentos, começa a aprontar peraltices e, para que continue sob controle, é estimulada a passar horas na frente de uma televisão, de um videogame ou de um computador, tudo para que dê sossego, ou, o que é pior, muitas vezes os pais trabalham, deixando os filhos aos cuidados de terceiros, e mal sabem que isso está acontecendo. Figura 4 Antes da Estração do dente Cáries Após a Estração do dente
  • 13. 24 Biocibcrnéticn Bucal As Alterações da Saúde e Suas Causas 25 Outra deformação grave é causada pelos próprios profissio- nais da área odontológica. Como exemplo, podemos citar casos em que os dentes decíduos, mais conhecidos como dentes-de-leite, são extraídos devido a cáries ou mesmo perdidos em acidentes. Quando não forem colocados aparelhos para manter o espaço no local onde estavam, haverá migração dos dentes no intuito de se apoiarem uns nos outros, levando à perda desse espaço. Desta for- ma, os maxilares sofrem um estreitamento, não atingindo o cresci- —Estreitamento Figura 4 mento ideal (Fig. 4). É preciso também que haja conscientização da classe odontológica para que não seja promovida a retirada de dentes perfeitos para a colocação de aparelhos ortodônticos; feliz- mente muitos profissionais estão deixando de fazê-lo, evitando assim o mesmo problema. Somado a tudo isso, o desentendimento familiar, os atritos, as dificuldades de diálogo e os modelos criados pela família e a socie- dade, teremos um quadro completo de deformações bucais, muitas vezes com apinhamentos dentários. O fato pôde ser observado em recente pesquisa realizada pelo Dr. Rogério Pavan dos Santos, que descobriu haver íntima e decisi- va relação entre o desenvolvimento bucal e os padrões culturais e familiares. Os estudos mostraram que o comportamento do pai e da mãe é decisivo para o desenvolvimento das estruturas ósseas bucais. Dr. Furlan já dizia em suas palestras que pesquisas realizadas pelo grupo da Biocibernética Bucal apontavam a maxila, mais conhecida como maxilar superior, como um espelho da relação com a mãe ou tudo que se refere ao universo feminino, e a mandíbula, também conhecida como maxilar inferior, da relação com o pai ou tudo que estivesse voltado ao universo masculino. O Dr. Rogério, observando o desenvolvimento bucal de suas filhas, descobriu que, conforme o padrão familiar escolhido pelos pais, há um tipo de desenvolvimento das arcadas. Quando o pai se dedica a / maior parte do tempo ao trabalho e à vida social, delegando à mãe decidir ** os assuntos pertinentes às crianças, ^ tem-se maior desenvolvimento da maxila em detrimento ao da mandíbula (Fig. 5). O mesmo padrão de cresci- ' ^ mento é observado quando a mãe é do "S * tipo controladora e interfere frequentemente nas decisões do pai, muitas vezes não o deixando decidir por conta própria. No caso de pais de personalidade fraca, tem-se instalado um tipo de má oclusão conhecida na Biociber-nética Bucal como de classe II profunda, na qual se tem pouco desenvolvimento de mandíbula e muito de maxila (Fig. 6). É preciso entender que por mãe e pai, nesse caso, entendem-se as pessoas responsáveis pela criança, do sexo fe- minino e masculino e com os mais di- versos graus de parentesco, bastando que sejam decisivas na vida dela para influenciar no seu crescimento bucal. Por exemplo, uma babá linha dura ou que tenha carta branca para decidir pode fazer com que a criança tenha como desenvolvimento o perfil descri- to anteriormente. O inverso, com grande desenvol- vimento de mandíbula e pequeno de ma- xila, ocorre em algumas situações. Algumas a mães de primeira via- gem, por exemplo, tem medo de tomar decisões sozinha e não faz nada sem Dente Extraíd ^Estreitamento 0 Figura 5
  • 14. antes consultar o pai, delegando a ele o Figura 6
  • 15. 26 Biocibernética Bucal As Alterações da Saúde c Suas Causas 27 Figura 7 '- — / ) Figura 8 poder de decisão, a criança desenvolve, proporcionalmente, mais a mandíbula que a maxila {Fig. 7). Se essa mesma mãe for totalmente incapaz de decidir sozinha, te- remos um desenvolvimento de maxila me- nor do que o adequado, gerando o retrognatismo maxilar (Fig. 8). O mesmo tipo de desenvolvimento acontece quan- do o pai é a pessoa forte ou a mãe é de personalidade fraca. Quando o pai é do tipo que toma as decisões sempre sozinho e dificilmente volta atrás, sendo irredutível, tem-se instalado o mesmo pro- cesso pelo qual simultaneamente ocorre 0 avanço do queixo e a diminuição do ma xilar superior {Fig. 8). Agora, se o pai é um tipo de figura de personalidade forte, mas distante das decisões pertinentes à criança, tem-se de- senvolvimento grande da base mandibu- lar com afundamento na região de im- plantação dos dentes e maxila em classe 1 {Fig. 9). O crescimento lateral da arcada parece ser inibido em padrões educacionais muito repressores ou mesmo excessivamente rígidos, ocasionando api-nhamentos denta-rios. E comum uma inclinação dos dentes para a parte externa da boca quando as cobranças não são bem-fun-damentadas; por exemplo, quando uma criança é CO- Figura 9 V
  • 16. brada sobre a sexuali dade, tendo como justific ativas questõe s reli- giosas com pouco fundam ento, haverá inclina ção dos dentes sem que suas raízes os acompa nhem. Es tes padrões de desenv olvime nto podem ser facilme nte obser- vados nas diferent es culturas . Na japonesa, por exemplo, encontra-se alto índice de prognatismo mandibular, ou seja, queixo para a frente, somado a retrognatismo maxilar (rosto afundado na região do nariz), isso porque é utilizado um esquema patriarcal, no qual o pai é quem deve tomar as decisões. Como se sabe, em cidades pequenas do Japão, assim como acontecia em todo o país no século XIX, as mulheres eram obrigadas a andar atrás de seus maridos, sem poder nem mesmo pisar na sombra deles, em sinal de submissão. Pela análise da boca de uma pessoa é possível saber se ela foi criada num padrão oriental ou ocidental de educação, bastando para isso ver seu padrão de desenvolvimento. Na formação da população brasileira temos grande miscigenação, sendo que a maioria tem origem nos povos português, espanhol, italiano, alemão. Em geral, essas culturas têm como esquema familiar um padrão matriarcal, no qual a mãe é que toma a maior parte das decisões, e por isso cerca de 85% da nossa população está na classe II cibernética, diferente das classes de Angle (classificação comum em Odontologia). Com o passar dos anos e a maravilhosa participação da mulher na sociedade, alguns papéis foram confundidos e os pais têm participado menos nas decisões familiares. Devido a esse fato, como se observa nos álbuns de família, anos atrás a população tinha, em geral, maior desenvolvimento de mandíbula, e nos últimos tempos esse processo está se invertendo. Mas, como se processam e se relacionam os padrões familiares e as deformações bucais? Infelizmente, essa pergunta ainda não tem uma resposta de profundo cunho científico e está baseada em pesquisa realizada com mais de trezentas pessoas, examinando-se o perfil bucal e o padrão cultural e familiar. Acredita-se que até os três anos de idade isso se processe por meio de trocas energéticas, porque a criança, apesar de não entender, parece sentir e reconhecer quem predomina, uma vez que os fatos indicam que o crescimento bucal está diretamente rela- cionado ao poder de decisão da vida dela. Já nas crianças acima de quatro anos, a compreensão parece ser determinante, pois é muito comum encontrar, numa mesma família, os mais diversos padrões
  • 17. 28 Biocibernética Bucal de desenvolvimento, tudo porque Deus nos deu o dom de ter opinião própria e, como as opiniões divergem, assim também se processa o crescimento bucal. Muitas vezes, filhos de pais solteiros ou separados têm o de- senvolvimento inverso. Ainda não se sabe se isso ocorre porque a mãe assume o papel de pai muito efusivamente e vice-versa ou por- que a criança sente muito a falta da parte ausente. Geralmente é possível diagnosticar-se pela boca filhos de pais separados. Resumidamente, esses são os principais fatores que contribuem para a deformação bucal dos indivíduos. Mais adiante estarão sendo abordados os efeitos negativos disso na saúde e, sabendo que uma arcada malformada causa problemas, surge uma pergunta natural: como deveria ser sua formação? Terceiro Capítulo O que Fazer para Minimizar as Deformações Em princípio, as pessoas que pensam em ter um filho não que- rem que ele seja doente ou defeituoso e, na verdade, não deveria ser mesmo, pois a Bíblia diz que o homem é a imagem e semelhança de Deus e sabemos que Ele não é doente. Como podemos ser a Sua imagem e semelhança se somos "doentes"? Como dizia o Dr. Furlan: "É muito simples! Basta respeitar as leis da natureza". Para gerar um filho perfeito, os futuros pais deveriam limpar seus organismos com alimentação adequada e aumentar sua capaci- dade respiratória, deixando de fumar, se for o caso, e também utili- zando aparelhos especiais, tecnicamente elaborados para levar mais quantidade e melhor qualidade de ar aos pulmões. Dessa forma esta- riam em sua plenitude física e seriam capazes de gerar óvulos e es- permatozóides sadios. Seria interessante que o casal planejasse a vinda do filho, para que seja somente motivo de alegria, não de ten- são. É muito importante transformar o ato sexual para conceber a vida num ato de amor, pois bons fluidos e boas energias contribuirão para a formação da nova vida. Após a fecundação, o casal deve evi- tar as relações sexuais, mesmo porque o amor é muito melhor mani- festado em gestos carinhosos e na presença do companheiro do que simplesmente no ato sexual, que algumas vezes se faz necessário 29
  • 18. 30 Biocibernética Bucal O que Fazer para Minimizar as Deformações 31 para quebra das tensões. Como lembra o Dr. Ernesto Furlan, o ho- mem é o único animal que faz sexo após a fecundação. O ideal é que o casal queira muito ter um filho perfeito e tanto a mulher quanto o homem estejam envolvidos com a gravidez, conscien- tes de que o filho é dos dois. Mães solteiras, por exemplo, frequente- mente geram filhos problemáticos, pois não tiveram amor paterno du- rante a gestação. Este fato, porém, não é exclusivo delas, pois muitas vezes o pai não está presente na gestação, ainda que viva no mesmo lar. Tudo neste mundo apresenta polaridades, como a lâmpada, por exemplo, que só funciona quando os dois pólos estão ligados, o po- sitivo e o negativo. Segundo estudiosos da energia, como os radiestesistas, o Sol é a energia positiva e aquece a Terra, energia negativa. O mesmo ocorre numa bateria: o fio negativo representa o feminino, também chamado de fio-terra, e o positivo, o masculino, que seria a corrente. Assim, a mãe que gera uma criança sem pai está gerando-a num útero chamado frio, que não tem o calor no sentido energético da polaridade masculina. Esse é o mesmo princípio pelo qual homens e mulheres se atraem: eles têm polaridades opostas e precisam trocar energias. É por isso também que cabe às mulheres gerar filhos, e não aos homens, porque elas representam o vazio, que seria o útero, e eles, o compacto, sem espaço para o bebé. Outro problema grave ocorre quando uma mulher fica grávida e não deseja ter a criança, começando assim um processo de rejeição, que muitas vezes termina em tentativas de aborto. Se essa criança vier a nascer, certamente terá problemas sérios de '' _ . " saúde. Como hoje existem inúmeros métodos , r - •/ anticoncepcionais, isso pode ser evitado. ■■•*y, . * A mulher, como já foi dito, deve afas- ■■' tar-se, na medida do possível, de tensões, emoções fortes e conflitos familiares, garantindo, assim, uma gestação tranquila; daí , " •. em diante somente os fatores extra-uterinos interfeririam. A posição para amamentar a criança seria o primeiro passo. Durante o ato, a boca da criança deve estar à altura do seio da mãe, em posição horizontal, pois assim, quando estiver hipotalamicamente satisfei-
  • 19. ta, retirará a sua boca, afastando-se do seio (Fig. 10). Neste caso, a mãe não deve insistir em dar novamente o seio, pois foi a ação do hipotálamo que fez a criança retirar a cabeça. Ela está comprovada- mente alimentada e deve ser colocada para dormir, pois nesta posi- ção terá de realizar certo grau de esforço para conseguir seu alimen- to, ficando; portanto, cansada e provavelmente vindo a dormir na sequência. Como a postura está correta, a necessidade de colocar a criança para arrotar não é tão intensa, já que ela não engoliu tanto ar. Os movimentos de ordenha realizados pela boca do bebé estimulam o crescimento de seus maxilares; em contrapartida, na posição hori- zontal, a sucção fortalece os músculos da bochecha, favorecendo o estreitamento dos maxilares. Quando a criança acordar para mamar novamente, a mãe deverá oferecer o outro seio, utilizando sempre a mesma postura. É aconselhada a alternância dos peitos por ser bio- logicamente mais adequada, pois enquanto a criança se amamenta em um, o outro está refazendo seu reservatório de leite. Caso a criança esteja suja ou molhada, deve-se limpá-la antes de mamar, pois geral- mente ela adormece no fim da amamentação. Assim, o uso de chu- petas passaria a ser absolutamente desnecessário. O surgimento dos primeiros dentinhos representa que a crian- ça está pronta para acrescentar novos alimentos à sua dieta, os quais, com a orientação do pediatra, serão adicionados semana a semana. No aspecto de formação psicológica, tanto da mãe quanto da criança, é importante que aquela saiba que, a partir do nascimento, passa a ser apenas a protetora do filho, pois ele não depende mais dela para viver. Na verdade, essa desvinculação ocorre no momento em que se corta o cordão umbilical. A mãe deve esquecer o seu egoísmo e ter consciência de que, se morresse neste momento, seu filho sobreviveria e de que deve criá-lo para o mundo, pois do mun- do ele será. Para uma alimentação correta com os alimentos mais sólidos é necessário que a criança esteja bem posicionada em relação a eles, ou seja, deve estar na posição vertical ou ereta, e o alimento deverá vir da posição horizontal. No caso da mamadeira, o furo deve ser dimensionado de acordo com o tipo de líquido a ser dado, para que o esforço de sucção seja compatível, ou seja, nem muito forte, nem muito fraco, exercitando e desenvolvendo os músculos ligados aos maxilares, muito embora o mais correto seja que a criança comece desde pequena a beber em pequenos copos ou colheres, evitando desse modo o uso de mamadeiras.
  • 20. 32 Biocibcrnctica Bucal O fator cultural é determinante para a formação de uma crian- ça saudável e existe uma série de estudos mostrando qual seria a dieta ideal para ela. O Dr. Kock, já mencionado neste livro, descobriu que para melhor aproveitamento dos alimentos pelo organismo seria necessá- rio que se ingerisse um tipo de alimento de cada vez. A disposição dos alimentos no tubo digestivo é feita em camadas, não numa gran- de mistura. Assim, ingerindo um tipo de alimento de cada vez, a quantidade de enzimas em ação seria menor e de um tipo específico, o que facilitaria a digestão e/ou decomposição desse alimento, me- lhorando seu aproveitamento pelo organismo. Isso não significa que as pessoas devam comer num dia somente arroz, mas sim primeiro o arroz, depois o feijão e assim por diante. Enquanto as aves têm em seu estômago grande quantidade de músculos que vão promover a mistura dos alimentos, ou mesmo os ruminantes, que têm mais de um estômago, no ser humano o alimento é depositado no estômago da mesma forma como é ingerido e, por movimentos ditos peristálticos, caminha pelo tubo digestivo até ser eliminado pelo ânus. Para que isso ocorra de maneira correta, é ne- cessário que se mastigue bem os alimentos, pois dessa forma a sali- va proveniente das seis grandes glândulas e das centenas de peque- nas começará o processo digestivo já na boca, transformando molé- culas de alguns dissacarídeos em glicose, alimento-base no nosso organismo. É importante também que a postura da criança em rela- ção à mesa ou ao alimento seja perpendicular ao solo, pois isso colo- cará o hipotálamo em sua posição correta e, quando o organismo estiver hipotalamicamente satisfeito, a quantidade de saliva dimi- nuirá sensivelmente, e a criança ou o adulto perderá o apetite. No entanto, se essa criança sofreu deformações filogenéticas, genéticas, educacionais, culturais, mecânicas ou por erros profissio- nais, poderá vir a ter problemas sérios nas áreas respiratória e bio- química, processos básicos de funcionamento do organismo. Divi- dimos para simplificar: embora a respiração também faça parte da bioquímica, entenda-se aqui como bioquímico o processo digestivo. Assim, temos uma entrada pela boca, que seria a alimentação junta- mente com a saliva, e outra pelo nariz, que seria o ar. Estas são as únicas entradas que Deus deu ao homem e são suficientes para que todo ser humano seja Sua imagem e semelhança, desde que funcio- nem corretamente. Quarto Capítulo Os Dentes Contrariamente ao que se pensa, a função dos dentes não é meramente de mastigação, fonação e estética. Cada dente representa muito mais que isso. Para o Dr. Fuiian e o Dr. Rogério, cada dente corresponde a um brilhante, mesmo porque, após muitas pesquisas, conseguiu-se relacionar cada quatro dentes a um sistema biológico. As funções dos dentes na verdade são respiração, bioquímica e pos- tura esquelática; daí viriam mastigação, fonética e, por fim, estética, consequência de uma função adequada. Porém, a principal função dos dentes é manter um padrão respiratório ideal, pois eles traba- lham como colunas que sustentam o espaço para a língua e permi- tem uma respiração saudável. Essas colunas correspondem ao tem- po; o vazio corresponde ao espaço; os dois formam o templo; e a língua, o verbo divino. Assim como nas igrejas, que dispõem de grandes colunas para sustentar a abóbada celeste que é o teto, os dentes sustentam a abó- bada palatina, ou seja, o céu da boca. Quanto maior for essa estrutu- ra, maior será a quantidade de ar disponível. No caso das igrejas, o pé-direito é alto para permitir a rápida renovação do ar, fazendo com i|iie comportem quantidade maior de pessoas, e quanto maior for o espaço, maior será o volume de oxigénio nesse ambiente. Assim é a boca: se tivermos uma "metragem" cúbica diminuída, o oxigénio lerá dificuldade de ser renovado nos nossos pulmões. 33
  • 21. 34 Biocibernética Bucal Os Dentes 35 Figura 11 Figura 12 Figura 13 O espaço interno da boca é dividido em quatro dimensões: a lateralidade, a altura ou dimen- são vertical, a profundidade ou dimensão ântero-posterior e o vazio, denominado de quarta di- mensão ou espaço-problema. Para determinar o que seria ideal, os criadores da técnica, pela craniometria, instituíram medi- das-padrão, nas quais a distância entre as fossas centrais dos se- gundos molares superiores deve ser de 5,5 cm, correspondendo à lateralidade (Fig. 11). A distân- cia da mesial dos incisivos supe- riores até as fossas centrais dos segundos molares superiores também deve ser de 5,5 cm, cor- respondendo à profundidade (Fig.]2), e a distância entre os cíngulos dos caninos deve ser de 3,5 cm, correspondendo também à lateralidade (Fig. 13). Estando a mandíbula em perfeita oclusão com o maxilar superior nesse pa- drão de medida, teremos uma ar- cada dentária quase perfeita. Res- ta ainda avaliar a dimensão ver- tical, considerada como a de maior importância, pois pode ser constantemente reavaliada ou re- cuperada, mesmo que o paciente não possua sequer um dente. Essa dimensão é determinada pela dis- tância entre os pontos násio e mentoniano, que deve ser de 12 cm (Fig. 14). A perda dela é bem visualizada nos casos de sobre- " Figura 14 mordida e bruxismo, em que o paciente tem um trespasse vertical maior que dois milímetros ou desgastou seus dentes ao ranger, po- dendo ainda ocorrer de o indivíduo perder essa dimensão pelo do desgaste fisiológico dos dentes ou por extrações. Como última cau- sa de perda dessa dimensão, temos o mau desenvolvimento ósseo da maxila e da mandíbula, que nem sempre atingem o crescimento ver- tical adequado. Em nível comportamental, ainda não se sabe o que ocasiona seu hipo ou hiperdesenvolvimento. A.jdis^nçia_ejitrejnpJ.íU5Ãe..caninp_&i;araçteriza a dimensão la- teral, que está em segundo lugar no grau de importância e é causado- ra da maior incidência de casos de apinhamento dos dentes anterio- res. Segundo estudos, tem seu crescimento diminuído em crianças pouco estimuladas ou reprimidas. A terceira dimensão é a ântero-posterior e tem corno conse- quência comum o desencontro do maxilar superior com a mandí- bula, fato conhecido como prognatismo maxilar ou mandibulai'. Já sobre esse assunto, os padrões familiar e cultural são de suma im- portância e, como relatado anteriormente no Capítulo 2, o desen- volvimento das bases ósseas está diretamente relacionado à postu-i ;i dos pais. Para predominância do pai, maior desenvolvimento da mandíbula, e para predominância da mãe, maior desenvolvimento da maxila. A ocasião é bastante oportuna para abordar-se o tema "extrações", qiu- vem sendo cada vez mais discutido na Odontologia moderna.
  • 22. 36 Biocibemética Bucal Os Dentes 37 A Biocibemética Bucal posiciona-se sempre contra as extra- ções para a colocação de aparelhos corretivos, mesmo porque dis- corda dos argumentos usados pela Ortodontia clássica, que diz que os dentes ficam apinhados porque houve um mau casamento, no qual o paciente herdou dentes grandes do pai e arcada pequena da mãe. Segundo a própria genética, quando não houver fatores dominantes, as chances são de 50% para cada caso; então, teríamos 50% das pessoas com arcada pequena para dentes grandes e os outros 50% de pessoas com arcadas grandes para dentes pequenos. Fica, portanto, muito claro que isso não é verdade, pois a maioria das pessoas tem arcadas pequenas com dentes apinhados, o que para a Biocibeméti- ca Bucal ocorre devido à deficiência de crescimento dos maxilares ocasionada pelos fatores já citados. Além do mais, as extrações de dentes vão diminuir o espaço interno da boca e consequentemente gerar problemas nas áreas res- piratória, digestiva e, muitas vezes, estrutural. Quando se movimen- tam demasiadamente os dentes, podem surgir desde problemas de coluna e postura até visuais, como a miopia. Quando a arcada não atinge seu crescimento ideal ou é reduzi- da por tratamentos com base na retirada dos dentes, o espaço interno da boca é reduzido. Esse espaço é ocupado na sua totalidade pela língua e, quando sofre algum tipo de redução, força-a a ir mais para trás, e assim a ocupar um espaço que não lhe pertence, empurrando a região do palato mole e da epiglote, invadindo a coluna aérea e comprometendo a capacidade respiratória do indivíduo. Em geral, a diminuição varia em torno de 20 a 30%, de acordo com a pessoa. Os dentes funcionam como pontos de acupuntura, estimulando os fluxos energéticos dos meridianos a cada toque uns com os ou- tros. Nas demais localidades do corpo, é preciso encontrar o ponto exato, pois, caso contrário, os efeitos não ocorrem como desejado. Em relação aos dentes, o mesmo princípio deve ser levado em conta, pois para que ocorra um estímulo adequado eles precisam estar na posição correta; assim, cada toque dos dentes funcionará como uma sessão de acupuntura e, como é muito raro um indivíduo com os dentes posicionados corretamente, segundo a Biocibemética Bucal, os desequilíbrios são constantes. Além do mais, o toque do maxilar superior com o inferior pro- move despolarização adequada, já que cada uma das arcadas tem polaridade diferente, de forma que a superior corresponda ao femi- Figura 75 Figura 16 nino, que seria o pólo negativo, e a inferior, ao masculino, que seria o pólo positivo. A correta oclusão possibilita a despolarização com formação de energia. Quando os dentes estiverem seguindo a curva de Spee, que é o segmento de um círculo, tendo seu eixo no centro de rotação de glabela (Fig. 15), assim como a de Wilson, que é ou- tro segmento, atingindo o mesmo ponto (Fig. 16), formar-se-á uma esfera perfeita, e por esse motivo a técnica é conhecida como escola esferoidal. O longo eixo dos den- tes deve direcionar-se para o cen- tro de rotação de glabela, conheci- do entre os hindus e esotéricos como sexto chakra ou chakra ce- rebral, para que a energia flua para ele (Fig. 17). Caso contrário, essa energia se dissipará e, em casos mais acentuados, nos quais se tem a inversão das curvas, observar-se- Figura 17
  • 23. 38 Biocib emética Bucal Os Dentes 39 á o aparecimento de alterações psiquiátricas, como esquizofrenia, delírios persecutórios, podendo culminar com a loucura total. Cada conjunto de quatro dentes corresponde a um sistema do corpo, e alterações realizadas naqueles podem refletir-se nos siste- mas correlacionados. Dessa forma, a deformação bucal serve de in- dício de que alguma coisa está errada no sistema correspondente, podendo ainda a recíproca ser verdadeira. Assim, tanto o aparecimento da cárie como o desalinhamento dos dentes têm sua origem em informações captadas pelo cérebro, e corrigi-las sem ter isso em consideração pode levar à recidiva ou ao insucesso do tratamento. Até agora, as cáries sempre foram consideradas como originá- rias da combinação de três fatores: o hospedeiro, que neste caso são os dentes, as bactérias e o alimento, e toda a Odontologia se baseava nessa colocação, internacionalmente conhecida como Tríade de Keys (Fig. 18). Partindo desse princípio, tentava-se, por meio da escova- ção, eliminar dois dos fatores: o resíduo alimentar e as bactérias, impedindo, assim, com sucesso, a formação do processo cariosos. Por recentes estudos pôde-se perceber que na verdade eram quatro os fatores a serem considerados, pois era possível encontrar pessoas que apresentavam os três fatores combinados, muitas vezes com alto índice de placa bacteriana, e mesmo assim não apresenta- vam cáries. Percebeu-se também que cada cárie tinha uma história em particular, e que a cárie aparecia quando o indivíduo estava pas- sando por situação desfavorável, que lhe proporcionava tensões muito fortes, culminando com a desmineralização do dente. Então, confor- me estudos realizados pelos autores, a cárie só acontece quando exis- tirem os quatro fatores: o dente, as bactérias, os resíduos de alimen- tos e o tensor (Fig. 19). Figura 19 Figura IS Dente u w-M / / Resíduos alimentares -7" Bactéria Dente Bactéria Resíduos í^j^jj alimentares^ Tensor
  • 24. Para chegar a essa conclusão, milhares de pessoas foram exa- minadas e questionadas quanto à sua história de vida, malformação dos dentes e surgimento das cáries. Assim, puderam estabelecer-se as conexões entre uma coisa e outra, muito embora não se saiba ainda como isso acontece intrinsecamente, mas, assim como no caso das deformações de crescimento, acredita-se haver relação com flu- xos energéticos desconhecidos. Foi dessa mesma maneira que se des- cobriu também a relação entre os dentes, os demais órgãos do corpo e o comportamento. Para melhor compreensão do leitor, separamos cada grupo de quatro dentes, de modo que se possa fazer uma interpretação corre- la. Optou-se por colocar apenas as situações mais comuns para um entendimento geral, visto que, para relatar todas as situações possí- veis, seria necessário elaborar um atlas. Os INCISIVOS CENTRAIS Os incisivos centrais superiores e inferiores (Fig. 20) relacio- nam-se com o sistema neural. São os dentes da inteligência e princi- palmente da personalidade. A criança está pronta para a alfabetiza- rão entre seis e sete anos de idade, que é exatamente a fase da erupção ddes; antes disso, ela não assimila o aprendizado com facilidade, apenas brinca com massas de modelar, pinturas, etc. —muito embo- ia venha sendo estimulada cada vez mais cedo, o que sai do padrão iialural de aprendizado. Os grupos de quatro dentes podem ainda ser divididos em qua- di .mies, em que o lado esquerdo do paciente corresponde ao relacio- ii.inu-iilo afetivo, e o direito, ao relacionamento social. Na arcada
  • 25. 40 Biocibcrnética Bucal Os Dentes 41 superior tem-se a correspondência com o feminino, e na inferior, com o masculino. Então, quando por exemplo um incisivo central esquerdo superior está projetado para a frente, a pessoa estaria pro- jetando também sua personalidade e inteligência em relação ao meio afetivo, ao seu parceiro, parceira ou pessoas com quem mantém re- lacionamento muito próximo. É muito provável que seja o líder em casa, tornando-se um indivíduo que dificilmente volta atrás nas suas opiniões ou decisões, mesmo que não esteja completamente seguro. O mesmo acontece em relação ao convívio social. Quando o incisi- vo central superior direito está voltado para dentro da boca, signifi- ca o contrário, ou seja, a pessoa não vai projetar-se e muito prova- velmente não será o líder do seu meio de convívio. Nessa situação, ela tende a ser flexível e, conforme a combinação com seu dente vizinho (incisivo lateral), pode doar-se demais nos relacionamentos. Lembrando que os dentes superiores demonstram o relacionamento com o feminino e os inferiores com o masculino, deve-se ter uma consideração especial com os incisivos centrais superiores, pois demonstram a personalidade de maneira geral. Casos em que o inci- sivo central superior esquerdo sofre um giro de 45", juntamente com a inversão do encaixe do segundo molar superior esquerdo com seu antagonista, têm sido relacionados à homossexualidade. O apareci- mento de diastemas (separação entre os dentes) nos incisivos cen- trais acusa uma divisão de personalidade ou da segurança; portanto, essas pessoas apresentam certo grau de dificuldade em tomar deci- sões e sofrem muita influência de outras pessoas, sempre com base no relacionamento masculino ou feminino. Os INCISIVOS LATERAIS Os incisivos laterais (Fig. 21) são os dentes referentes ao rela- cionamento, e, da mesma forma, o lado esquerdo corresponde ao afetivo, e o direito, ao social. Projeções desses dentes mostram que a pessoa se doa muito em seus relacionamentos, sejam eles sociais ou afetivos, o que muitas vezes a levam a ter decepções, pois, ao doar-se muito, espera o mesmo dos outros e nem sempre é corres- pondida. É também extrovertida, de fácil relacionamento e faz ami- zades facilmente. Muitas vezes ocorre projeção do afetivo, e não do social, o que significa que ela se doa apenas afetivamente e tem o Figura 21 "pé atrás" no contexto social. Quando o dente está voltado para den- tro da boca, o indivíduo passa a ser desconfiado de tudo e tende a achar que está sendo enganado. Isso se acentua quando o dente em questão está do lado direito, mesmo porque não se conhecem bem as pessoas do convívio social. Os incisivos laterais também se relacio- nam com o sistema neural, porém em menor intensidade, com mani- festações semelhantes às dos incisivos centrais. Os CANINOS Os caninos (Fig. 22) são os dentes correspondentes ao sistema circulatório; são os dentes do inconsciente, do lado animal, que todos temos. Alterações neles denotam modificações quanto às reações de ataque e defesa, amor e ódio. Quando o superior esquerdo está proje- tado, denota agressividade para com as pessoas de seu relacionamen- lo afetivo, com ênfase nas do sexo feminino, apresentando reações às vezes fora do normal, mesmo sem motivo aparente. A ênfase se dá paia o sexo masculino quando o dente envolvido for localizado no
  • 26. 42 Biocibernética Bucal Os Dentes 43 maxilar inferior. No caso de projeções no lado direito, o mesmo vai acontecer no relacionamento social, principalmente às pessoas do con- vívio diário. Caso contrário, quando o dente está voltado para a região interior da boca, o indivíduo se auto-agride e é, em geral, deprimido ou mesmo insatisfeito, quase sempre se cobrando pelos erros ocorri- dos, mesmo que não seja culpado. No caso de dentes projetados, ele culpa os outros antes de saber de quem é a culpa na verdade. Quando se fala de reações agressivas, estas podem ser manifestadas de dife- rentes maneiras, da agressão verbal à física. Nas relações amorosas, as pessoas de caninos proeminentes são normalmente muito intensas. Os PRIMEIROS PRÉ-MOLARES Figura 24 A Figura 24B Figura 23 Os pré-molares (Fig. 23) são os dentes que estabelecem a liga- ção do homem moderno ao seu ancestral e já foram chamados por alguns autores de dentes primatas. Acompanham o homem desde os primórdios até hoje em dia. Os primeiros pré-molares correspondem ao sistema excretor e infelizmente são os dentes mais visados pela Ortodontia. Inúmeras pessoas sofrem extrações desses dentes, mes- mo sem cárie, sob a justificativa de falta de espaço na boca, mas se nesta arcada cabiam, bem ou mal, trinta e dois dentes e agora cabem apenas vinte e oito significa que o espaço foi reduzido, comprome- tendo assim a chamada 4a dimensão e, portanto, a função respirató- ria. O maior comprometimento acontece quando se tracionam os in- cisivos e caninos para trás, a fim de fechar o espaço deixado pelos dentes extraídos, pois com isso se reduz a profundidade bucal e o espaço para a língua, que invade a coluna aérea, diminuindo o fluxo respiratório. Muitas vezes, com essa linha de tratamento, provocam- se alterações de perfil insatisfatórias, prejudicando a estética do pa- ciente, projetando o nariz ou reduzindo o volume dos lábios. Como já foi dito, os pré-molares correspondem ao sistema ex- cretor, ou seja, aos rins e ao intestino, e relacionam-se ao contexto emocional, à segurança. Na pessoa que se mostra insegura, o dente correspondente posiciona-se para dentro da boca, enquanto as mais seguras de seus atos têm os dentes para fora do arco (Fig. 24A, B). Quando o indivíduo tenta demonstrar segurança aparente, mas no íntimo sente-se realmente inseguro, este tem uma base frágil de sus- tentação para essa forte aparência. A partir daí o indivíduo começa a apresentar problemas de retração gengival e de perda do osso de sustentação, pois o osso e a gengiva são a base dos dentes que, sob pressão emocional muito forte, cedem, levando, nos casos mais gra- ves, à perda de todos eles. Quando sua segurança é posta em xeque e o indivíduo não consegue suportar a pressão, o dente fica cariado, conforme a relação dos quatro fatores. A mesma regra é utilizada para os demais dentes. Neste caso foi utilizado o exemplo da segurança, que é pertinente ao primeiro pré-molar, mas, se o assunto em questão fosse personalidade, os den- tes envolvidos seriam os incisivos centrais. Os SEGUNDOS PRÉ-MOLARES
  • 27. Os segundos pré-molares (Fig. 24) correspondem ao sistema respiratório, no qual se incluem desde os pulmões até as vias aéreas
  • 28. 44 Biocibernética Bucal ■ Os Dentes 45 Figura 24 inferiores e superiores. Existem algumas controvérsias, pois os sin- tomas relacionados aos primeiros pré-molares confundem-se com os dos segundos, porque a representação destes no contexto psicoló- gico está voltada para a liberdade, que se confunde com segurança, pois ninguém tem segurança quando perde a liberdade. Quando fa- lamos em liberdade, referimo-nos ao seu mais amplo aspecto, inclu- sive a de expressar-se, de colocar as próprias opiniões e vê-las res- peitadas. Os PRIMEIROS MOLARES Figura 25 Os primeiros molares (Fig. 25) correspondem ao sistema di- gestivo e vêm à boca aos seis anos de idade, quando o conhecimento do mundo em que vive amplia-se na criança, passando ela, a partir daí, a entender suas necessidades e obrigações. Este dente, portanto, corresponde à auto-suficiência: cobranças ou estímulos fazem com que se posicione na parte externa do arco; repressões ou falta de estímulo provocam o inverso, trazendo-o para dentro do arco. Neste ponto, vale a pena lembrar que o caminho correto é sempre o meio- termo, ou seja, o equilíbrio entre as duas coisas, evitando os extre- mos. Este dente é o que mais costuma ter cáries e o que mais as pessoas perdem durante a vida, pois ser auto-suficiente é, sem dúvi- da alguma, um dos principais motivos de tensão do ser humano. Os SEGUNDOS MOLARES Figura 26 Os segundos molares {Fig. 26) são dentes muito importantes, pois correspondem ao processo hormonal e surgem na boca quando os meninos passam a ser homens e as meninas, mulheres. Juntamen- te com o processo de formação desses dentes começa a produção dos hormônios masculino e feminino, responsáveis pelas caracterís- ticas secundárias. Nos homens vai ocorrer a modificação da voz; nascimento de pêlos por todo o corpo, assim como os primeiros fios de barba e bigode; desenvolvimento de musculatura dando forma a seu corpo masculino; seu órgão sexual se desenvolverá e ele sentirá necessidade de masturbar-se, pois já terá espermatozóides, ou seja, biologicamente poderá ser pai. O mesmo processo ocorre com as meninas: aparecerão pêlos na região pubiana e, indesejavelmente, embaixo dos braços, nas per- nas, etc; os seios começarão a crescer e tomar forma; seu corpo tomará formas femininas; terá início o processo menstrual, passan- do a menina a ovular, sendo assim, também, biologicamente capaz de ser mãe. A diminuição do espaço bucal quando relacionada a proble- mas no nascimento dos segundos molares gera desordens nos cen- tros de regulação, podendo levar à obesidade. Pode acarretar proble-
  • 29. 46 Biocibcrnética Bucal Os Dentes 47 mas de fertilidade nas meninas e também nos meninos, causando problemas no desenvolvimento do pênis, com crescimento menor que o desejado. Os TERCEIROS MOLARES Figura 27 Não é por acaso que o terceiro molar é conhecido internacio- nalmente como o dente do "juízo". Ele só nasce quando o indivíduo está certo de que encontrou seu caminho, profissional ou afetiva- mente, ou seja, sabe o que quer da vida, já tem seu próprio juízo. Quando a pessoa for muito tranquila ou sentir-se muito segura de que os pais lhe proverão o futuro, o terceiro molar pode vir até mes- mo antes do seu tempo normal, que é por volta dos 20 ou 21 anos. Este dente corresponde às pernas, ou seja, à direção e principalmen- te ao sistema linfático, e quando uma pessoa o perde ou o tem impactado passa a ter problemas circulatórios devido a um déficit do sistema linfático, que em geral apresenta como primeiros sinto- mas pequenos vasos nas pernas e depois varizes e inchaço. O terceiro molar começa a formar-se por volta dos nove anos de idade e se nesta fase a criança sentir que no futuro estará amparada emocional e financeiramente pelos pais, seu nascimento está garanti- do. Se houver dúvidas sobre isso, o dente virá mal posicionado, po- dendo ficar impactado; e se a pessoa sentir que precisará lutar desde cedo para encontrar seu caminho, o dente nem chegará a formar-se e, portanto, ele não nascerá, caracterizando-se uma anadontia. Certamente por falta de conhecimento disso, os profissionais da Odontologia indicam a extração desse dente com muita facilida- de, mesmo porque é bastante rentável para eles. Alguns autores che- gam a dizer que esse dente não tem importância alguma. Na pior das hipóteses, indica-se acompanhamento radiográfi- co do dente, mas nunca sua extração, a não ser que haja algum com- prometimento sério. Incisivos centrais Ncurnl - Personalidade Social feminino Caninos xrxí Feminino afctivo
  • 30. Sistema Circulatório (Ataque c defesa) 2" Prc-molarcs Sistema respiratório (Liberdade e Estabilidade) 2U Molar Sistema Glândula) (Hormonal e Sexualidade) 3" Molar Sistema Linfático c — Directonal Social masculino Masculino afetivo TIPOS DE DESENVOLVIMENTO A Biocibernética Bucal classificou os tipos de desenvolvimen- to bucal por volume e de acordo com o tipo de personalidade em classes I, II e III (Fig. 29). Dois casos de deformação bucal são muito comuns na Odonto- logia. Num deles o paciente apresenta maior desenvolvimento das bases ósseas, podendo ser da mandíbula ou da maxila. Tem-se então a protrusão, com aumento de volume do osso correspondente, co- nhecida como prognatismo {Fig. 30). O segundo caso seria o re- Imgnatismo, no qual se tem o hipodesenvolvimento dos maxilares, causando desarmonia estética e funcional {Fig. 31). Incisivos Laterais Rcalciouamcnto 1-Prc-molarcs Sistema excretar (Rins, Intestinos, Segurança, ctc.) P Molar Aparelho Digestivo (Auto- sufieiência)
  • 31. 48 Biocibernética Bucal Os Dentes 49 ^*_ H Figura 29 De acordo com a Cibernética, por muito tempo os casos de prognatismo mandibular foram tratados de forma inconeta, já que na maioria deles ocorria desenvolvimento inadequado da maxila, caracterizando assim um caso de retrognatismo maxilar, e não de prognatismo mandibular. Um diagnóstico inexato fará com que o paciente seja tratado de maneira errada, promovendo- se redução da mandíbula por meio de cirurgias ou, nos mais jovens, com aparelhos extra-orais, na tentativa de limitar o seu crescimento. O fato é que a falta de espaço bucal leva a língua a assumir posicionamento inadequado na boca, ou seja, apoiando-se na região inferior e promoven- do apenas o crescim ento da mandíb ula, e não da maxila. Diminui ndo o espaço man- dibular, o Figura 31Figura 30
  • 32. espaço para a língua vai reduzir ainda mais, o que levará o paciente a ter problemas respiratórios. O prognatismo mandibular está também relacionado ao desenvolvimento anormal da maxila no sentido vertical, e portanto, produz falso prognatismo. Quando se coloca o dedo indicador rente aos lábios e depois se realiza o movimento de abertura de boca, percebe-se que, à medida que a boca se abre, a mandíbula fica mais distante do dedo (Fig. 32); portanto, em algumas situações, o prognatismo mandibular é resultado de perda de dimensão vertical, o que acarreta problemas gástricos. A maioria dos casos de prognatismo maxilar é, na verdade, um retrognatismo mandibular de pequenas proporções aliado a um verdadeiro prognatismo maxilar. Neste caso, o tratamento deve ser feito de maneira a preservar o espaço bucal. É muito comum haver grande distância entre a maxila e a mandíbula, chamada de tres- passe horizontal ou overjet. Em geral, o tratamento feito pela Ortodontia clássica é com extrações de pré-molares, gerando as consequências já descritas. O retrognatismo também é verdadeiro e ocorre com mais frequência na mandíbula, com desenvolvimento inadequado deste osso. Os pacientes apresentam "perfil de passarinho", como é dito na literatura, e são, em geral, grandes candidatos a problemas de ronco e apnéia, pois, com o espaço mandibular reduzido, há maior probabilidade da obstrução na região da glote (garganta). Figura 32
  • 33. 50 Biocibernética Bucal Os Dentes 51 Como já foi mais profundamente ex- plicado no Capítulo 2, o desenvolvimento das arcadas acontece de acordo com fatores culturais e padrões familiares. Mas, quan- do a mandíbula está mais pronunciada em relação à maxila (Fig. 33), a área mais pro- eminente é conhecida como mento, e nota- se que pacientes com esse perfil têm grande projeção de sua mente, colocando para fora suas ideias, por mais absurdas que sejam. Os indivíduos com esse tipo de característica bucal foram classificados pela Biocibernética Bucal como de classe III, ou seja, possuem grande volume de mandíbula e são normalmente revolucionários. Como exemplo temos Lênin, Karl Marx, Buda e até mesmo Jesus Cristo. Outros revolucionários da História se enquadram nessa qualificação; mas desta vez sem mérito algum: é o caso de Adolf Hitler, responsável pela maior tragédia vivida pela humanidade. Somente pessoas da classe III possuem essa capacidade de liderança radical. São também capazes de realizar grandes mudanças em suas vidas em curto espaço de tempo; quando crianças, são as que mais dão trabalho para os pais, já que têm muita dificuldade de acatar ordens; quando adolescentes, costumam ser rebeldes e, na sua maioria, não se importam com a aparência estética. Na fase adulta, tendem a tornar-se muito vaidosos. São normalmente extremadas, não conseguindo ficar no meio-termo. Têm a vida regida pela emoção e tendem a primeiro tomar as decisões e depois pensar no que fizeram; são idealistas e normalmente não ligam para dinheiro e, portanto, têm menores chances de ficar ricos. Já os pertencentes à classe II, pela classificação da Biocibernética, são retrognatas mandibulares, ou seja, aqueles que têm o queixo para trás. São normalmente pessoas muito vaidosas, ligadas a bens materiais, que gostam de chamar a atenção desfilando com carros e roupas. São preocupadas com a opinião dos outros; não gostam de mudanças, preferindo não se arriscar; são movidas pela razão e ligadas ao dinheiro, tendo, portanto, mais chances de ficar ricas. Atingem altos postos não por arriscar-se, mas sim por muita dedicação. Um grande exemplo de sucesso entre os indivíduos da classe II é Bill Gates. Resta ainda, pela classificação feita pela Biocibernética, a classe I, que seria a perfeição, o equilíbrio, no qual o crescimento dos ma- xilares atinge seu ideal, ficando maxila e mandíbula praticamente paralelas, com excelente espaço bucal e harmonia facial invejável. Infelizmente, em toda a sua vida profissional, o Dr. Furlan exami- nou apenas um caso desses, e o Dr. Rogério Pavan ainda espera por essa oportunidade. Pessoas com essas características são muito equi- libradas e reúnem as melhores qualidades dos casos anteriores. Como as classificações citadas sofrem variações relacionadas às deformações de posicionamento individual de cada dente, para fazer uma correta avaliação é preciso levar em consideração todas as variantes num só conjunto. Figura 33
  • 34. Quinto Capítulo Respiração e Bioquímica Para os autores, tudo aquilo que é conhecido como doença é, na verdade, disfunção do organismo. Essas disfunções acarretarão sobrecargas nos sistemas, provocando os sintomas. Estes foram di- vididos em três grandes grupos que, para facilitar a compreensão, serão explicados um a um. DISFUNÇÕES RESPIRATÓRIAS Algumas disfunções respiratórias vêm sendo tratadas por meio da correção bucal, mesmo sem querer. Relacionamos a seguir algu- mas das mais comuns: • Amigdalite • Apnéia • Asma • Bronquite • Cefaléia • Disritmia cerebral • Enxaqueca • Epilepsia • Hipertrofia das tonsilas • Hipertrofia dos cornetos faringeanas (adenóide) • Leucemia • Rinite • Ronco • Sinusite, etc. 53
  • 35. 54 Biocibernéticci Bucal Respiração e Bioquímica 55 A grande descoberta foi perceber que existia na boca uma região anatómica esque- cida: a orofaringe. Quando os dentistas a examinam, vão, no máximo, até a região de trigo- noretromolar, situada logo após o terceiro molar, porque têm em mente que daí em dian- te é área do otorrinolaringolo- gista (Fig. 34). Já o otorrino manda o paciente abrir a boca e vê desta mesma região para trás (F/.if. 35). O surgimento da Biocibcrnélica Bucal relacio- na-se com o entendimento do processo respiratório e a interaçáo entre as duas áreas: Odontologia e Medicina. Revisando a anatomia, percebeu-se que a língua ocu- pa todo o espaço bucal, com folga milimétrica entre ela e o céu da boca. Tendo como base que a boca sofre deloi mações de crescimento, pi inci pai mente por falta de desenvolvimento de suas dimensões com a redução do seu volume interno, enquanto a língua cresce naturalmente, segundo sua programação genética, ja que é um músculo e se adapta muito bem aos espaços, percebeu-se que, toda vez que houver deficiência no crescimento bucal, o espaço lingual se reduz e a língua fica obrigada a buscar novo espaço, uma vez que não consegue diminuir de volume. Figura 34 Figura 35
  • 36. Para a frente e para os lados ela está cercada por dentes; para baixo há o assoalho bucal; e para cima, o céu da boca. Sobra-lhe, portanto, uma saída: ir para trás. Ao fazer isso, invade a via respira- tória, diminuindo o espaço da coluna aérea e, portanto, reduzindo o volume de entrada de ar. A partir daí tem-se instalada uma disfunção respiratória, que obrigará o organismo a fazer compensações nem sempre bem-sucedidas. Numa primeira tentativa, abre-se ligeiramente a boca para dar mais espaço à língua e, uma vez feito isso, consegue-se efetivamen- te aumento de espaço, mas, ao mesmo tempo, abre-se uma via de passagem para o ar muito mais simples e curta, ou seja, a via bucal. Quando entra pelas vias normais, o ar passa por toda a mucosa nasal, estimulando-a, adentra os seios faciais, é filtrado, aquecido e ligeiramente umidificado, e só então caminha para a faringe, laringe e chega aos pulmões. Por ser mais simples, curta e oferecer um pe- queno conforto respiratório, o indivíduo rapidamente passa a usar a via bucal como de preferência para respirar. Ao usá-la de maneira parcial ou total, deixa de utilizar as vias aéreas superiores (nariz) como deveria, transformando-as em alvo de agentes agressores e de acúmulo de resíduos, como poeiras, etc. Não havendo a passagem do ar pela região, os movimentos ciliares responsáveis pela limpeza da cavidade nasal são dificultados. Vírus e bactérias oportunistas tentarão instalar-se, provocando de pronto uma resposta do organis- mo, que reconhece os agentes agressores e envia sua defesa. O sangue, via pela qual o organismo transporta as células para defender a região, provoca um processo inflamatório. A inflamação das mucosas nasais é conhecida como rinite; nos seios da face, como sinusite; nas tonsilas faringeanas é chamada de adenóide; e o au- mento das conchas nasais é chamado de hipertrofia dos cornetos, podendo ocorrer também a formação de pólipos nasais. No seio maxilar pode-se ter um processo infeccioso causado por problemas dentários. Com esta breve história, mostrou-se como a disfunção do pro- cesso respiratório gera os sintomas, que são mais conhecidos como doenças. Como se não bastasse, o emprego da via bucal para a respiração vai usar as amígdalas como filtro natural, fazendo-as aumentar de vo- lume e obstruir ainda mais a via respiratória. Devido a sua grande exposição, passam a sofrer infecções sucessivas, conhecidas comr
  • 37. 56 Biocibernética Bucal Respiração e Bioquímica 57 amigdalites. O ar chega aos pulmões sem o aquecimento adequado e também não foi filtrado e umidificado, agredindo assim os brônquios e suas ramificações terminais, os bronquíolos, que aumentam a pro- dução de muco para proteger suas paredes. Ao que se percebe, esse excesso de muco funciona como agente irritativo, provocando uma resposta inflamatória caracterizada como bronquite. Para defender- se, o organismo lança mão da broncoconstrição, que diminui o perí- metro dos bronquíolos pela contração da musculatura lisa, caracteri- zando assim a asma, provocando tosse, a fim de eliminar o excesso de muco, que pode ser entendido como catarro. Essas crises são conheci- das como bronquite asmática e têm como intuito provocar a expectoração. Médicos mais tradicionais usam broncodilatadores para contê-las, o que realmente acontece com sucesso, mas, por outro lado, não elimina o fator causal. Já médicos naturalistas ou homeopatas, que conhecem a Biocibernética Bucal e os mecanismos pelos quais o problema se origina, tratam de maneira mais conservadora, auxilian- do na expectoração efetiva. O desequilíbrio favorece a instalação de bactérias oportunistas, como o caso das causadoras da pneumonia e, em casos específicos, até mesmo da tuberculose. Mesmo que a deficiência respiratória provocada pela diminui- ção do espaço bucal não provoque qualquer desses problemas, pode ainda desencadear alterações neurológicas, devido à menor taxa de oxigenação sanguínea. Mais uma vez, para defender-se da baixa quan- tidade de oxigénio, que seria prejudicial para os neurônios, o cére- bro manda a mensagem de que está faltando oxigénio por meio de dores de cabeça ou provocando pequenas ausências, conhecidas como disritmias cerebrais, que, na verdade, é uma forma de economizar energia. Os casos mais graves levam a pessoa a ter crises convulsivas, que se iniciam com um desmaio, visando facilitar o fluxo respirató- rio, pois na posição horizontal o sangue chegaria mais facilmente ao cérebro. Caso esta primeira tentativa não supra a necessidade, o cé- rebro provoca então contrações musculares, palidez, direcionando o sangue periférico para os grandes vasos e aumentando os batimentos cardíacos, com a finalidade de aumentar a oferta de sangue e, por- tanto, oxigénio para ele. À noite, durante o sono, existe a necessidade de aumentar o fluxo respiratório para "recarregar" as baterias do corpo, oxigenar as células e deixá-las prontas e abastecidas para o dia seguinte. Quan- do isso acontecer e o indivíduo for portador de algum tipo de disfun- ção de crescimento bucal, haverá dificuldade na passagem do ar; portanto, cada inspiração será forçada e fará vibrar os tecidos da região posterior da boca (orofaringe), produzindo um som: o ronco. Com o relaxamento da musculatura bucal, o queixo vai mais para trás, juntamente com a língua, obstruindo a coluna aérea e causando parada respiratória, conhecida como apnéia do sono. DORES DE CABEÇA E OUTROS DISTÚRBIOS A dor de cabeça, um dos mais frequentes motivos de reclama- ção, tem, basicamente, quatro tipos de origem. Em primeiro lugar, é preciso entender o que significa a dor: na verdade, é um aviso de que algo está errado. Os neurônios em geral são muito sensíveis, e qualquer altera- ção na sua nutrição pode ser interpretada como dor. Um caso bastan- te comum e fácil de entender é quando o indivíduo tem dores de cabeça por carência de glicose, o combustível do corpo. A situação mais comum acontece quando a pessoa teve um dia muito agitado e muitas vezes mal conseguiu almoçar; quando chega ao fim do dia, começa a sentir um dorzinha chata. Como queimou muita energia e esta não foi corretamente reposta, surge um aviso de que está faltan- do combustível, neste caso representado pela dor. Para saber se a dor é causada por falta de "combustível", basta recolocá-lo logo após o início dela. Se passar dentro de quarenta minutos, aí está a causa. A maneira mais simples de fazer essa repo- sição é usar açúcares que se transformam rapidamente em glicose, como por exemplo uvas-passas, suco de uva e balas de coco, que devem ser bem mastigadas. Um segundo caso é caracterizado por dores de cabeça que não têm horário para aparecer nem para desaparecer; em geral, respondem bem a analgésicos e, com o passar do tempo, diminuem seus intervalos, passando a ser diárias. Esse tipo de dor vem sendo tratada como originária da deficiência crónica da oxigenação san- guínea, pois responde muito bem à compensação do espaço bucal por aparelhos. O terceiro tipo é muito característico e está diretamente rela cionado aos distúrbios do sono, em especial as hipoapnéias e apnéias. Esse tipo de dor de cabeça só acontece de madrugada ou, segundo
  • 38. 58 Biocibcrnética Bucal Respiração e Bioquímica 59 relatos dos próprios pacientes, logo pela manhã, quando já se acorda com dor de cabeça. Nesses casos, para obter resultados efetivos, é preciso tratar do problema original, o que vem sendo feito por apa- relhos reprogramadores da postura bucal. Por último, existem as dores causadas por distúrbios muscula- res, originadas do mal-engrenamento dos dentes, que serão tratadas na parte de distúrbios esqueléticos. Além disso tudo, ocorre um fato muito importante, pouco va- lorizado: em geral, as crianças ficam obesas não somente por exces- so de alimento, mas por uma disfunção do processo regulador da fome efetuado pelas glândulas pituitária, hipotálamo e hipófise, que formam o centro vegetativo ou automático, conhecido também como sistema límbico do corpo humano. O hipotálamo regula a fome; a hipófise, o sono; e a pituitária, o sexo. Quando essas glândulas en- tram em disfunção, a criança tende a engordar muito. Nos meninos altera-se a função hormonal, atrasando o nascimento dos pêlos, as formas ficam arredondadas, aproximando-se mais do feminino, a pele fica gordurosa e lisa, o pênis não se desenvolve e os testículos muitas vezes não entram no saco escrotal. O mesmo parece ocorrer com as meninas que, quando obesas na infância, mostram maior dificuldade para ter filhos na fase adul- ta. Acredita-se que seus órgãos reprodutores também tenham sido afetados devido à disfunção hormonal da pituitária. A desarmonia de todo esse sistema vem sendo igualmente atribuída a um processo respiratório deficiente, pois pacientes submetidos ao tratamento de correção das arcadas pelo método da Biocibernética Bucal, em fase precoce, têm o quadro revertido com certa rapidez. Indo mais longe e com base nas afirmações do Dr. William Frederick Kock que dizia categoricamente que todas as formas de câncer tinham origem na lesão do processo respiratório, a qual con- siderava irreversível, pode-se sonhar hoje com um grande auxílio na prevenção e no tratamento dos tumores, sejam eles benignos ou ma- lignos, pois, com base em pesquisas e exames laboratoriais realiza- dos com pacientes, acredita-se ter encontrado o caminho da rever- são do processo respiratório, mudando assim todo o prisma de visão da moderna medicina. Alguns casos surpreenderam toda a equipe cibernética no iní- cio das pesquisas da técnica, em especial casos de leucemia que con- seguiram ser revertidos por meio da compensação do espaço bucal. Depois destes, outros surgiram, com resultados fantásticos, devol- vendo aos pacientes a vida que mereciam. Para que se possa entender como a deficiência respiratória pode prejudicar a saúde como um todo, é preciso saber como o organismo produz energia. Em geral, toda a energia é gerada a partir da queima da glicose; mas quando uma molécula de glicose é queimada pelo corpo para produzir energia na ausência do oxigénio tem-se a pro- porção de duas moléculas de energia conhecidas como ATP (Ade- nosina trifosfato) para cada uma de glicose queimada, enquanto com o oxigénio presente uma mesma molécula de glicose forma trinta e oito ATPs. Portanto, a função do organismo pode ficar até dezenove vezes mais eficiente quando se respira bem. Há quatro anos vem sendo realizada uma pesquisa para comprovar cientificamente as melhoras ocorridas no processo respiratório por meio dos tratamentos realizados pela técnica. Essa pesquisa faz hoje o acompanhamento de mais de duzentos pacientes e mostrou inicial- mente que eles, antes do tratamento, mesmo não sendo portadores de deficiência respiratória cró- nica, apresentavam índices de oximetria muito abaixo dos valores desejados. Comprovou- se que 75% não atingiam sequer os valores mínimos ne- cessários e que apenas uma minoria estava dentro dos padrões de normalidade {Fig. 37). Após um ano de tratamento, eles foram submetidos a novos exa- mes e, surpreendente- mente, os valores do grá- fico se inverteram, pas- sando a ser minoria os pa- cientes abaixo dos valo- res desejados (Fig. 38). i'gura 37 Abaixo da Media Dentro da Média DAcima da Média Figura 38
  • 39. 60 Biocibemética Bucal Respimção e Bioquímica 61 Multiplicando as três dimensões bucais — lateral, vertical e profundidade — tem-se a metragem cúbica de dentro da boca, que corresponde ao seu volume. Qualquer alteração nesse espaço au- menta ou diminui o volume, que é, na verdade, o espaço para a lín- gua, como já foi explicado. Mas, ao mesmo tempo que se altera o espaço interno da boca, também o espaço externo é alterado, ou seja, a região onde ficam localizadas as glândulas salivares aumenta quan- do o espaço interno diminui e vice-versa, modificado a função di- gestiva, que será chamada aqui, genericamente, de bioquímica. DISFUNÇÕES BIOQUÍMICAS OU DIGESTIVAS Quando se iniciaram os trabalhos da Biocibernética Bucal, não se tinha ideia de que fosse possível ajudar ou tratar de tantos proble- mas de saúde. Na verdade, ao fazer um tratamento, verificava-se que os sintomas do paciente desapareciam, depois é que se tentava en- tender que "mágica" havia ocorrido. Somente após muitas pesquisas e indagações chegaram-se às conclusões aqui explicadas. A partir de então, na parte bioquímica, alguns sintomas vêm sendo tratados rotineiramente, como: Artrite Cárie Esofagite Gengivite Queda de cabelo Na verdade, toda reação química que ocorre no organismo é chamada bioquímica, inclusive o processo respiratório, mas para facilitar o entendimento, resolvemos classificar como bioquímica a parte resultante da digestão. O aumento do espaço externo da boca descrito anteriormente vai acarretar um desarranjo no equilíbrio mus- cular de toda a região facial. A musculatura da boca ficará flácida, e a estética, comprometida, dando à pessoa aspecto de mais velha do que ela realmente é. Pode-se perceber que os lábios desses indiví- duos não são bem evidentes e em alguns casos nem podem ser vis- tos. Quando as pessoas falam, pode-se avaliá-las em relação à mus- • Azia • Colite • Gastrite • Periodontite • Queílite, etc.
  • 40. culatura e dentes. Por exemplo, ao falar, deveriam aparecer tanto os dentes superiores quanto os inferiores, e isso independentemente da idade. Mas o que se vê em geral é apenas uma pequena porção dos dentes ou mesmo nenhum deles. Em alguns casos é como se não tivessem dentes. Como esse tipo de disfunção muscular é, na verdade, causa- do pela malformação ou mau desenvolvimento das arcadas dentá- rias, a musculatura, agora flácida, não mais exerce sua função de sustentar e limitar o espaço físico para as glândulas salivares gran- des, que são seis: duas parótidas, localizadas próximas às orelhas, duas submandibulares e duas sublinguais, localizadas no assoalho bucal. Com o aumento do espaço para essas glândulas, elas pas- sam não só a produzir saliva, mas também a armazená-la. Essa saliva, por intermédio do ar atmosférico, sofre oxidação e perde parte de sua capacidade-tampão, neutralizar meios ácidos. Como analogia, podem-se citar algumas frutas, como maçãs, pêras e ba- nanas, que algumas horas depois de cortadas ficam pretas, pois sofreram oxidação. Se forem provadas, perceber-se-á que estão ruins, pois ficaram ácidas. A saliva acumulada está sujeita ao mes- mo processo, ficando ligeiramente ácida, daí é lançada para a boca, provocando o início da disfunção digestiva. Além das grandes glândulas salivares, existem mais de mil pe- quenas espalhadas por toda a boca e, pelo mesmo processo, podem também produzir saliva incorretamente. Quando o meio bucal fica ligeiramente ácido, prevalece a instalação de microorganismos, em especial as bactérias, que na sua maioria gostam de ambientes ácidos, ou seja, são acidófilas, e, o que é pior, a grande maioria destas produz ácido, pois são também acidogênicas. Essa combinação vai levar ao aparecimento dos primeiros sintomas no aparelho digestivo, às cáries e às doenças periodontais, o que leva a concluir que indivíduos resistentes ou suscetíveis à cárie e à doença periodontal são aqueles com saliva alcalina ou ácida, respectivamente. Ainda na boca, essa saliva ácida pode levar a uma incidência maior de aftas, que, embora não tenham suas causas totalmente co- nhecidas, respondem muito bem a estímulos às glândulas salivares por aparelhos bucais, cujo intuito é aumentar o fluxo salivar e, por- tanto, neutralizar o meio. O mesmo ocorre com as queílites (boquei-ras), que em geral são atribuídas à contaminação, mas que na verdade não ocorrem quando a saliva está normal.
  • 41. 62 Biocibernética Bucal Rcspiração c Bioquímica 63 Seguindo seu trajeto, a saliva vai chegar ao estômago, com ou sem o bolo alimentar, e estando ácida entrará em conflito com o suco gástrico, aumentando a acidez e causando queimações, co- nhecidas como gastrites, ou ainda acarretando refluxo do suco gás- trico, que seria a azia. Nos casos mais graves, pode ocorrer erosão nas paredes do estômago, causando úlceras, que também podem ter origem em uma bactéria. O tratamento em ambos os casos deve corrigir as causas, equilibrando a produção da saliva ou usando antibióticos específicos prescritos por especialistas. Em geral, as cirurgias estão contra-indicadas, e, com os recursos de hoje, tem- se evitado muitas delas. O conceito de acidez e alcalinidade é medido por uma escala que vai de 0, que seria muito ácido, a 14, o extremo da alcalinidade (Fig. 39), passando por 7, o neutro. 10 11 ' 12 13 14 Na passagem do bolo alimentar do estômago para o intestino delgado, ocorre reação química muito importante: a transformação do bolo alimentar ácido, que vem do estômago com o Ph em torno de 2, para um produto alcalino, com o Ph ao redor de 8. Essa mudança só é possível com a participação do fígado, biles e pâncreas, que irão pro- duzir o suco entérico, o mediador químico dessa alteração. Entende- se que, quando o Ph do bolo alimentar estiver alterado pela saliva ácida, o seu produto tende a ser também mais ácido, sobrecarregando assim o pâncreas, que terá de trabalhar demasiadamente e poderá en- trar em sobrecarga, perdendo parte de sua função. Ele produzirá então menos insulina, que não faz parte do suco pancreático, mas é um hor- mônio responsável pela entrada de glicose nas células, levando assim o paciente a ter mais uma disfunção, conhecida como diabetes. Nesses casos não são suficientes os tratamentos de correções dos processos de respiração e bioquímica; é necessário também que o paciente colabore com dieta alimentar isenta de proteínas animais, gorduras e frituras, evitando produtos ácidos para complementar a terapêutica. Acredita-se ainda que a mesma sobrecarga sofrida pelo pân- creas ocorre com o fígado, que, entrando em disfunção, pode acarre- tar os acúmulos de colesterol e triglicerídeos. Seria como fazer com- pra de supermercado com a metade do dinheiro necessário: leva-se o que é possível e deixam-se algumas coisas de lado. O trato intestinal está sujeito a diversos tipos de bactérias, e seu Ph deve estar em torno de 8, como já dito. Quando este fica ligeiramente ácido, as bactérias do meio vão proliferar-se e trans- formar os aminoácidos: em venenos para a biologia e que, se al- cançarem a corrente sanguínea, criarão um processo semelhante à septicemia, que será irreversível. Diante desses fatos, considera-se esse processo como provável origem da síndrome da imunodefi- ciência adquirida, ou seja, a AIDS. Na verdade, o que ocorre é uma alteração intestinal provocada pela acidez local, juntamente com o excesso de aminoácidos e bactérias que provocarão todo um pro- cesso de intoxicação, e quando estas bactérias patogênicas inva- dem o meio sanguíneo trazem consequências drásticas como a AIDS. Em menor intensidade, levam a processos mais simples, como colites e hemorróidas. Do intestino, a acidez passará para o sangue, causando peque- nas alterações do seu Ph. Sabe-se que essas pequenas alterações po- dem trazer consequências graves. Para efeito didático, toda vez que se falar em sangue ácido quer-se dizer daquele que sofreu alterações e pode acidificar os tecidos, permitindo o acúmulo de gorduras nas paredes dos vasos, uma vez que as gorduras são também ácidas. Antigamente, para fazer sabão, as donas de casa colocavam soda cáustica, extremamente alcalina, em contato com a gordura, ácida, levavam ao fogo e produziam um sal, que era o sabão. O mes- mo ocorre nas artérias e veias: quando se tem sangue "alcalino", toda a gordura presente nos vasos será transformada em "sabão" e lentamente eliminada pelo corpo, não havendo deposição nas pare- des dos vasos. Caso contrário, a deposição vai causar aumento da pressão arterial, independentemente de problemas renais, predispon- do a AVCs (acidente vasculocerebral), também conhecido como der- rame. Pode ainda levar ao entupimento de vasos importantes, como as coronárias, causando infartos, ou de vasos secundários, originan- do varizes e impotência sexual, que em alguns casos ocorre devido à obstrução da artéria do pênis. A deposição do ácido nas juntas vai levar aos quadros de gota, que tem início com coceiras e depois evo- lui para uma sintomatologia dolorida. São também decorrentes des- se processo o reumatismo, a artrose, a artrite e outros mais. São co- 6 7 Figura 39 0 1
  • 42. 64 Biocib emética Bucal Respiração c Bioquímica 65 mumente evidenciados quadros de cistite em mulheres com altera- ções desse tipo, devido à urina ácida, uma vez que esta nada mais é do que um filtrado do sangue. Com a acidificação do corpo da mulher, a vagina também fica ácida, dificultando a migração dos espermatozóides para o útero, já que o meio fica hostil, e em consequência diminuindo as chances de engravidar. Em alguns casos, ela passa a ter corrimentos e odor va- ginal desagradável, pois, em geral, as afecções que acometem a genitália feminina são de fundo bacteriano ou fúngico, que se desen- volvem muito bem em meios ácidos, desencadeando assim outros processos que atingem a região. Nos homens, a alteração da acidez mais comum pode ser vista pela queda de cabelo, que vem sendo considerada como disfunção, e não mais como originária da hereditariedade. Consideram-se fatores hereditários apenas os caracteres secundários, como cor dos olhos, dos cabelos, aparência física, estatura, etc. Por que os homens não perdem cabelo nas laterais? Ou, se o perdem, isso acontece em último lugar? Seria genético? Não! Ocorre que, ao dormir aproximadamente oito horas por noite, o indivíduo limpa, no travesseiro, a lateral da sua cabeça, eliminando o excesso de "ácido graxo", que leva à morte ou à hipofunção do bulbo capilar e causa a calvície. Pessoas que têm costume de dormir de barriga para cima perderão por último o cabelo da parte posterior da cabeça, e os que dormem de lado, da parte lateral da cabeça. A ciência em geral sabe que pessoas calvas têm três vezes mais chances de ter infarto. O que não conseguiram entender é que o fator causador das duas doenças é o mesmo, ou seja, uma disfunção bio- química. Ainda falando de alterações bioquímicas, deve-se levarem consideração que a troca de gases nos pulmões é também grande responsável pela estabilidade do Ph sanguíneo, visto que em casos de hiperventilação, ou seja, de estar respirando acima do normal, produz-se um processo de alcalose, que é a elevação do Ph do san- gue, e quando há hipoventilação, com a respiração diminuta, tem-se uma acidose, a queda do Ph. Por meio desses estudos pode-se concluir que os processos res- piratórios são também responsáveis pela qualidade dos processos bioquímicos. A respiração é, portanto, a atividade mais importante que o corpo humano realiza, e por isso se faz imprescindível a corre- ção de qualquer processo que possa interferir nessa função. DISFUNÇÕES ESQUELÉTICAS Disfunções temporomandibulares Lombalgia Prognatismo Sifose O corpo humano está constantemente em busca de equilíbrio, pois precisa realizar atividades como andar, correr e exercer suas funções do dia-a-dia. Muitas vezes, acontecem disfunções de cresci- mento ou falhas na programação desse organismo, causando dese- quilíbrios que terão de ser compensados para que ele possa exercer suas funções e seguir seu caminho. Ao longo de trinta anos de pesquisa, os autores observaram que não é dada à boca sua devida importância, uma vez que o dente é a estrutura mais dura e inflexível do corpo; os ossos, ao contrário, modificam-se de acordo com a função exigida. Em incêndios, por exemplo, tudo o que sobra são os dentes. Por serem rígidos e inflexí- veis, são em grande parte responsáveis por desequilíbrios causados no corpo, pois uma vez malposicionados geram tensões musculares. O ideal para a musculatura seria que as fibras se contraíssem com igual intensidade dos dois lados da boca, mas se um dente sair um milímetro da posição, os músculos serão obrigados a contrair-se de maneira diferente para poder fechar a boca, muitas vezes levando a mandíbula um pouco para os lados, para a frente ou para trás, alte- rando a distribuição do peso da cabeça, que necessitará de uma con- tracompensação. As disfunções de crescimento dos ossos da boca, aliadas às frequentes mutilações sofridas por extrações dentárias, dão início ao processo de desequilíbrio que se conhece. Na verdade, acredita-se que tudo o que ocorre no dedão do pé é registrado em todo o organismo, sendo a recíproca verdadeira. Como se pode ver, os dentes registram muitas informações, senão todas, pois pouco se sabe a respeito. Hoje, os resultados obti- dos e a aprovação de técnicas como leitura da íris, reflexologia, acupuntura, etc. têm demonstrado que o corpo não é divisível e deve ser tratado como um todo. Retomando a questão dos desequilíbrios originados pelo de- Atresia das arcadas Escoliose Lordose Retrognatismo
  • 43. senvolvimento das arcadas, quando se tem crescimento menor do
  • 44. 66 Biocibemética Bucal Respiração c Bioquímica 67 que deveria na região da mandíbula, cria-se automaticamente uma compensação, pois a cabeça ficou leve no seu terço ântero-inferior. O organismo reconhece, na verdade, como se estivesse com excesso de peso na região pôstero-superior, causando desequilíbrio e, para compensar, leva a cabeça para a frente, a fim de normalizar a distri- buição do peso em relação ao corpo. Para tornar isso possível, uma série de músculos tem de modificar sua forma de contração e buscar novas bases de apoio, levando a coluna toda para a frente. Cria-se, então, inicialmente, o processo de sifose e depois, mais uma vez para contracompensar, a lordose (Fig. 40). Quando se tem o desenvolvimento correto das arcadas, a dis- tribuição de peso fica equilibrada e assim, constantemente, o resto. Em casos em que o indivíduo tem excesso de crescimento da mandí- bula, inverte-se a situação e, portanto, tem-se um padrão de coluna extremamente reto (Fig. 41). u Figura 40 Uma situação pouco valorizada pelo dentista é a mordida cru- zada posterior (Fig. 42), que está sempre relacionada a desvios late- rais da coluna, conhecidos como escoliose. Na verdade, este proble- ma é gerado por processos de adaptação semelhantes aos descritos anteriormente. Toda vez que se tem uma das alterações citadas, acon- tece uma compensação, que gera tensores musculares, desequilíbrios e, conseqiientemente, as dores. A articulação bucal conhecida como temporomandibular é causa constante de visitas ao dentista e a otorrinolaringologistas. Em ge- ral, manifesta-se na forma de dores na região do ouvido e muitas vezes com estalos ou ruídos. Também conhecida como ATM, a arti- culação da boca vem sendo submetida a cirurgias sem muito resulta- do. Na maioria das vezes, sua disfunção é causada pelo mau casa- mento entre os dentes ou deficiência de crescimento das arcadas no sentido vertical, ocasionando o deslocamento da mandíbula e geran- do tensores musculares, dores, etc. Normalmente, o problema na ATM é a ponta do iceberg, pois a quebra do equilíbrio está gerando alterações em todo o corpo. Nos casos mais antigos, se encontram também problemas na coluna, joe- lhos e até mesmo alterações na articulação dos dedos dos pés. Figura 41 Figura 42
  • 45. 70 Biocibernética Bucal Rotico e Apnéia — uma Nova Proposta 71 Figura 43 elevando o volume de entrada de ar. Ao mesmo tempo, aumenta-se tam- bém a resistência à passagem do ar, que vai forçar sua entrada, vibrando os tecidos da região posterior da boca e produzindo um som. Este som é o ronco, e quanto maior for a dificul- dade da passagem do ar, maior será sua intensidade. Antigamente, o ronco não era considerado problema de saúde, mas, de acordo com recentes pesquisas realizadas pelos autores, o indivíduo que ronca tem déficit respiratório em torno de 30%, constatado em exames laboratoriais. A apnéia é definida como para- da respiratória com duração igual ou superior a dez segundos e pode-se classificá-la em três tipos: a central, em que se tem a via aérea aberta, mas o organismo não realiza a inspiração; a obstrutiva, mais comum, causada pelo fechamento da passagem do ar na orofaringe devido ao relaxamento da mandíbula e à falta de espaço bu- cal (Fig. 43); e a mista, em que ocor- rem, simultaneamente, os dois casos anteriores. Além disso, existem tam- bém as chamadas hipoapnéias, defi- nidas como diminuição no volume respiratório em 50% ou mais, ocor- rendo por um período também igual ou superior a dez segundos. A soma dos eventos de apnéia e hipoapnéia dividida pelas horas de sono gera um índice que classifica a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SÃOS). Em geral, o paciente
  • 46. portado r da apnéia obstruti va tem sucessi vas crises durante seu pe- ríodo de sono, atingin do muitas vezes número s absurdo s, com mais de cinque nta eventos em uma hora. A ocorrên cia da apnéia e da hipoapn éia induz à grande variaçã o dos batimen tos cardíac os. Quando ocorre evento diminuindo ou privando a respiração, tem-se queda brusca dos batimentos cardíacos, atingindo valores em torno de 40 batimentos por minuto (bpm), quando o normal seria 70 bpm, em média. Ao retornar aos níveis normais de oxigénio, tem-se aumento brusco nos batimentos cardíacos, atingindo valores próximos a 120 bpm. A consequência disso é sobrecarga do aparelho cardiovascular, aumentando a possibilidade de acidente vasculare cerebral (AVC), popularmente conhecidos como derrames, além de causar inúmeros casos de infarto do miocárdio. O problema é acentuado em pacientes retrognatas (com o queixo para trás), que têm o costume de dormir em decúbito dorsal, ou seja, de barriga para cima. Os pacientes obesos normalmente sofrem mais, pois a gordura vai acumular-se em pontos desfavoráveis, dificultando sua respiração. Segundo pesquisas e estatísticas, o acúmulo de gordura é diferente para homens e mulheres. Nestas, acomete primeiramente as nádegas, os quadris, etc, distribuindo-se depois por todo o corpo. No homem, o acúmulo ocorre principalmente no abdome, dificultando a ação do músculo diafragma, o mais potente do processo respiratório. Provavelmente por este motivo o índice de homens roncadores ser maior quando comparado ao de mulheres. Além disso, ocorre também a deposição de tecido adiposo (gordura) sobre o tórax, dificultando sua distensão e, portanto, os movimentos respi- ratórios. Essa deposição de gordura vai ainda acometer a região do pescoço, facilitando o queixo ir para baixo e para trás, obstruindo a via respiratória, que também pode estar com seu volume reduzido por acumulo de gordura. O ronco é, na verdade, um sinal, um aviso da biologia de que algo está errado. Muitas vezes os pacientes pensairLacfirdar_com o barulho do próprio ronco,_ mas^estão tendo_uma crise^de apnéia e nem perceberam. O diagnóstico de eleição é um exame de polisso- nografia realizado em clínicas especializadas. Os sintomas da SÃOS são geralmente confundidos com os do estresse, pois são muito se- melhantes. Para diferenciá-los, é preciso saber que o indivíduo que está estressado é aquele que está sobrecarregado, dormindo pouco e trabalhando muito. Portanto, uma pessoa que dorme cerca de sete
  • 47. 72 Biocibernctica Bucal Ronco c Apnéia — uma Nova Proposta horas por noite não deve estar estressada, sendo aconselhável pen- sar-se num processo de apnéia. Os sintomas da SÃOS são normal- mente bem característicos: Aumento da pressão arterial Pesadelos com sufocação ou falta de ar Dificuldades de ereção Indisposição ao levantar-se Cansaço Queda na memória Sonolência Urinese noturna, etc. O problema se processa da seguinte maneira: com inúmeras paradas respiratórias durante o sono, tem-se queda importante nas taxas de oximetria, e, portanto, a produção da energia fica dificul- tada, acredita-se que o organismo lance mão de um atalho para produzir energia mais rapidamente, uma vez que o oxigénio em baixa quantidade prejudica a produção da energia da maneira con- vencional, através do Ciclo de Krebs, o processo pelo qual a glicose é quebrada em partículas menores e transformada em energia, a produção dessa energia libera resíduos, dentre eles H,0 e CO,. Aumentando a velocidade do ciclo por atalhos, produz-se mais água (H ,O) e, portanto, o paciente tem maior necessidade de levantar-se para urinar, caracterizando assim a urinese. Outro resíduo liberado no processo de produção de energia na falta do oxigénio é o ácido láctico, que se deposita nos músculos causando dores, justificando assim as dores lombares e nos membros, sintomas comumente re- latados por pacientes. Como já foi explicado no Capítulo 5, as dores de cabeça ou cefaléias podem ser causadas por diversas razões, em especial pela deficiência do processo respiratório; portanto, se o indivíduo respi- rar mal durante a noite, pode sentir dores de cabeça devido à dimi- nuição da oferta de oxigénio ao cérebro. Após uma noite de sono maldormida, com a ocorrência de even- tos obstrutivos, o sujeito não consegue "recarregar" as baterias do Baixa produtividade Cefaléias na madrugada ou logo pela manhã Irritação Pernas e braços pesados, dormentes e doloridos ao levantar-se Queda na concentração Queda na libido Taquicardia noturna
  • 48. organismo, acordando despreparado para exercer sua função diária, indisposto, querendo permanecer mais tempo na cama, porque sente que não está recuperado. Algumas vezes, tem a impressão de que acordou mais cansado do que quando foi deitar-se. Seus braços e pernas estão pesados e, às vezes, dormentes, pois não receberam oxigénio como deveriam. Pelo mesmo motivo, esse indivíduo relata estar tendo sonolên- cia e cansaço durante o dia. Isso faz com que seu dia não seja produ- tivo e ele muitas vezes adormece durante o trabalho, podendo causar acidentes. Quando viaja muito ou tem a profissão de motorista, está sujeito a provocar acidentes de trânsito, pois pode adormecer ao volante. Segundo dados, nos Estados Unidos um grande numero dos acidentes são causados pela apnéia do sono, e em alguns Estados têm-se exigido exames de polissonografia ou semelhantes para de- tectar quem tem ou não essa disfunção. Percebe-se que existe uma diferença básica entre acidentes causados por motoristas alcoolizados e apnéicos: enquanto o alcoolizado freia o veículo atrasado, o que adormeceu não o faz, tornando o acidente mais violento, e sendo o Brasil o recordista mundial em acidentes de tráfego, seria boa ideia que motoristas com sintomas característicos procurassem orienta- ção profissional. Ao sentir-se improdutivo, cansado e indisposto, o indivíduo fica irritado e muitas vezes deprimido, pois lembra-se de como dava conta das tarefas antes e começa a achar erroneamente que está fi- cando velho. O sono passa a ser interrompido várias vezes durante a noite por microdespertares que alteram a arquitetura dos estágios do sono, não permitindo que este seja reparador. Certos estágios de sono, em especial os mais profundos, aqueles nos quais o cérebro organiza as informações do dia-a-dia, não são alcançados e, então, processa-se uma confusão mental, alterando a concentração c a memória. Tanto para homens como para mulheres ocorre grande mudan- ça na vida sexual, pois o indivíduo portador da SÃOS sente-se mui- to cansado e vê a cama para dormir, não para fazer sexo. Além disso, o problema do ronco muitas vezes leva à separação de corpos, na qual um dos cônjuges dorme no sofá ou em outro quarto. Quando associado ao desinteresse sexual, pode ser a causa da separação de- finitiva do casal.
  • 49. 74 Biocibernética Bucal Ronco c Apnéia — uma Nova Proposta Qualquer tipo de problema de saúde pode estar direta ou indi- retamente associado à apnéia. Pacientes epilépticos, por exemplo, muitas vezes têm suas crises no período noturno, o que pode ser decorrente desse processo. Tem sido relatado na literatura que os distúrbios do ronco e da apnéia são alguns dos primeiros sintomas do mal de Parkinson e da doença de Alzheimer, além de mostrar relação com miasteiúa gravis e asma. Durante o período em que foi realizada a pesquisa, houve também relatos expressivos sobre dimi- nuição do interesse sexual e aumento da pressão arterial. Para tratar esse tipo de problema, sem intervir no corpo huma- no, foi projetado um aparelho que mantivesse a mandíbula (queixo) estável, não permitindo que ela vá para trás, ou mesmo, em alguns casos, projetando-a para a frente. É possível corrigir todo o proble- ma da apnéia. Estatísticas realizadas com mais de trezentos pacien- tes mostram que o resultado é de até 90% em quinze dias de trata- mento, e, em certos pacientes, ela desaparece no primeiro dia de uso do dispositivo. No que diz respeito ao ronco, o processo é progressi- vo e inicialmente tem-se resultado pequeno, em torno de 40%. Com os ajustes adequados, vai progredindo periodicamente, atingindo li- miares em torno de 75%, em média. Cerca de 10% dos casos atin- gem 100% de resultado. A grande vantagem é que esse tipo de tratamento não é, em hipótese alguma, incómodo para o paciente nem provoca dor. É um processo simples e vem sendo excelente alternativa para as atuais cirurgias, que, além de oferecer sempre um pequeno risco, nos casos de ronco, têm apresentado estatísticas desfavoráveis, muitas vezes sem resultado algum. A grande desvantagem da cirurgia é que ela pode, eventualmente, ocasionar lesões, embora a probabilidade seja pequena. Além disso, os resultados apresentados por alguns autores demonstram que a efi- ciência dos tratamentos cirúrgicos para a apnéia é de 45%, e para outros é ainda menor, em torno de 40%. Outra opção é um dispositivo que bombeia ar sob pressão para os pulmões (Fig. 45). Segundo dados, a adaptação ao uso desse dis- positivo não é das melhores, pois ele tem grande volume, dificultan- do o uso e o transporte. O tratamento com aparelho bucal não causa nenhum problema ao paciente; quando retirado, toda a condição bucal volta ao normal, ou seja, esse tipo de tratamento não intervém no corpo, não é invasivo. O aparelho bucal tem tamanho bem reduzido, facilitando o transporte, e pode ser utilizado em via- gens de avião ou ônibus, pois é colocado dentro da boca durante o uso, não necessi- tando de acessório externo (Fig. 46). Dando continuidade aos trabalhos e estudos so- bre os distúrbios do sono, os autores voltaram seu enfoque para outro problema grave que acomete gestantes: a hipertensão na gravidez. Pode-se fazer uma analogia para melhor compreender o problema. No obeso, tem-se o aumento da gordura no pescoço e nos tecidos da garganta, fato que não ocorre na gestação, a não ser que ocorra ganho de peso fora do padrão. Mas dois fatores são comuns: em primeiro lugar, quando a mulher fica grávida, há modificação de suas glândulas mamarias e com isso aumento de peso sobre seu tórax, dificultando a distensão dos pulmões da mesma forma que no obeso, e isso juntamente com o aumento de volume do abdome, ocasionado pelo crescimento uterino, dificulta a distensão do diafragma, o mais potente músculo da respiração. Com isso, o processo respiratório da gestante fica comprometido, principalmente a partir do segundo trimestre. Frequentemente, mulheres grávidas passam a roncar e ter apnéia; por isso, após esse período, têm dificuldades de dormir de barriga para cima. Coincidentemente ou não, o aumento da pressão arterial é evidenciado também a partir do segundo trimestre, o que leva à conclusão de que há íntima relação entre os dois problemas, já que também são Figura 45 Figura 46
  • 50. 76 Biocibcrnética Bucal constantes os relatos de aumento da pressão arterial em pacientes com grau moderado ou severo de apnéia. Baseado nisso, foi realizado um trabalho especialmente dire- cionado para gestantes e, nos casos em que houve acompanhamen- to, notou-se sensível melhora quando a paciente usava o dispositivo confeccionado pela técnica, ainda que o quadro se agravasse com o avanço da gestação. Acompanhando periodicamente a evolução, efetuam-se mo- dificações nos dispositivos, o que, em alguns casos, traz ótimos resultados. Todos os casos tiveram também acompanhamento mé- dico e, em muitos deles, devido à gravidade do problema, foi ne- cessário inclusive o uso de drogas para minimizar a pressão arte- rial das pacientes. Notou-se ainda que pacientes obesas têm maior probabilidade de desenvolver o problema, assim como as com grande grau de deformação bucal e aquelas que já eram hipertensas antes de ficar grávidas. Embora em algumas delas não se tenha conseguido o con- trole desejado sobre a pressão arterial, pôde-se verificar um período de sono mais regular, sem despertares frequentes, como acontece normalmente após o sexto mês de gestação e, em consequência, maior disposição para o dia-a-dia e seus afazeres. Esse fato tem ainda maior importância para as gestantes que trabalham ou cuidam sozinhas de suas casas. Além de maior disposição, obteve-se também maior re- sistência, possibilitando-lhes finalizar o dia sem desgaste excessivo. Na maioria dos casos, houve estabilidade quanto ao apetite, que pas- sou a ter intervalos mais regulares e até a azia diminuiu. O relato mais importante veio por parte dos médicos dos centros de diagnós- tico, que perceberam aumento dos movimentos fetais atribuído à melhora da respiração. Sétimo Capítulo Próteses Para a Biocibernética Bucal, as próteses são muito mais do que apenas a reposição dos dentes. Na simbologia psicológica, o dente significa potência, tanto que as crianças, quando começam a ter seus primeiros dentinhos, sentem necessidade de morder tudo o que vêem pela frente. O ato de morder é extremamente prazeroso para ela, já que a faz perceber que pode "destruir" com seus dentes e tem muita força neles. Nesta fase, a criança se sente igualada às outras em po- der; antes, sentia-se fraca, mas agora sabe que, numa situação em que estiver perdendo, poderá usar sua poderosa dentada para igualar as coisas. Portanto, para muitas pessoas, perder os dentes significa perder a potência, já que esse fato está relacionado com o psíquico. É comum que muitos dos pacientes, ao procurar o dentista, não este- jam apenas buscando a recuperação dos dentes, e sim a de sua "po- tência". A técnica visa fazer justamente isso: restabelecer, pela prótese, a estética e a função, com o aumento do volume interno e também externo da boca. Os usuários de próteses totais, ou seja, de dentadu- ras, normalmente aparentam ser mais velhos do que realmente são. Apresentam rostos murchos ou deformados, devido a uma prótese mal adaptada. O grande problema é que muitos profissionais não acreditam que ocorram deformações quanto à altura, ou seja, o com- primento do rosto. Vê-se que essa perda ocorre em algum lugar na infância e é progressiva. 77
  • 51. 78 Biocibernética Bucal Próteses 79 Assim sendo, quanto antes se fizer o devido diagnóstico e as correções, melhor será para restabelecer não só a estética do pacien- te, mas principalmente as funções respiratórias, bioquímicas e posturais responsáveis pelo seu estado de saúde. Por exigência da técnica, foram criadas várias modalidades de próteses, inclusive algumas nunca antes utilizadas em toda a Odon- tologia, como, por exemplo, as placas oclusivas anatómicas ou den- tadas. As mais conhecidas são as próteses totais, utilizadas em gran- de escala na Odontologia, sendo conhecidas popularmente como dentaduras ou chapas. A função básica dessas próteses é substituir os dentes, possibilitando ao paciente executar o ato da mastigação, além de melhorar a estética e a fonética. Hoje, sabe-se, no entanto, que a principal função dos dentes é manter a funcionalidade dos processos respiratórios, bioquímicos e posturais. Uma prótese deve ter algumas características básicas para que possa restabelecer as funções da boca. Em princípio, qualquer uma delas deve ocupar o menor espaço interno possível, ou seja, ........,.. _, aquele ocupado pela língua, ,*'""" '■ • ''/ e o maior espaço "externo" "N V —■__ > ,>~/'v ^---' possível. Deve-se atentar para ' • "" o fato de que "externo", nes- te caso, não se refere ao lado de fora da boca. Ao morder e mostrar os dentes estaremos vendo o espaço "externo" (Fig. 47), enquanto o interno somente poderá ser visto quando a boca estiver aberta (Fig. 48). O aumento deste vai dar maior liberdade à língua, que, por sua vez, voltará a ocupar sua posição adequada, desocupando a região da gar- ganta e permitindo maior flu- xo de ar. Pode-se recuperar o es- paço interno mexendo na al- tura "da prótese, ou seja, na dimensão vertical, na lateralidade e na profundi- dade, mas com certas limitações. Já o externo pode ser trabalhado à vontade, a fim de trazer nova estética, uma plástica sem bisturi. Além disso, a prótese dará correto suporte para a musculatura e pele do rosto, não permitindo que as glândulas salivares acumulem saliva desnecessariamente e evitando maior complexidade dos distúrbios bioquímicos. O leitor pode fazer uma análise de si mesmo ou de seus familiares para verificar se sofreram algum tipo de disfunção de crescimento. Em princípio, rugas e sulcos profundos não são apenas sinais da idade (Fig. 49) e muito menos significam que o paciente necessite fazer uma plástica, mas sim que sofreu perdas de espaço. Quando uma pessoa fala, deve mostrar ao menos metade dos dentes superiores e inferiores (Fig. 50). Ao abrir a boca suave e relaxadamente, deve aparecer aproximadamente Vá dos dentes, tanto superiores quanto inferiores, e, principalmente, trazer uma harmonia ao rosto. Ao sorrir, devem-se mostrar os dentes superiores por completo e uma pequena porção da gengiva, além de Vi dos dentes inferiores (Fig. 51). Proporcionalmente, qualquer al teração nesse nível simboliza também instalações de disfunções, desencade ando todo o processo de sintomas co nhecido como doenças. -■. .______..- • Das várias modalidades de próteses utilizadas, a mais inovadora é Figura 51 a placa oclusiva anatómica ou dentada, que vem sendo utilizada há vinte anos e funciona como um prolongamento dos dentes naturais do paciente por meio de dentes artificiais. Tem como finalidade cor- rigir ou compensar as deficiências de crescimento já citadas, pro- porcionando também grande melhora estética. Normalmente é indi- cada para pacientes que tiveram crescimento em altura menor do que o desejado, ficando, consequentemente, com o queixo mais para Figura 47 Figura 48 Figura 49 Figura 50
  • 52. 80 Biocibernctica Bucal Próteses 81 a frente. Em alguns casos pode ser feita a correção ortodôntica, mas em outros a única solução é mesmo a placa. Às vezes, a mudança apresentada é tão grande que não se acon- selha uma avaliação estética nos primeiros sessenta dias, pois neste período haverá readaptação dos músculos da face, que inicialmente fazem força para fechar a boca e depois, com o passar dos dias, se harmonizam, corrigindo a estética facial e, principalmente, restabe- lecendo as funções. Próteses fixas têm sua indicação específica: em primeiro lugar deve haver dentes suficientes. Em geral, para cada dente que se pre- cisa repor é necessário ter outro que sirva de suporte. Essa prótese não funciona bem quando foram perdidos mais que dois dentes ao fundo, deixando uma extremidade livre, pois não há pilar posterior e será necessário recorrer às próteses removíveis ou aos implantes. O ponto de maior polémica é quanto ao desgaste de dentes sadios para colocação de novos. Como se pôde notar nas páginas deste livro, sabe-se muito pouco sobre os dentes e o que se conhe- ce mostra íntima relação desses complexos órgãos com o restante do corpo. O esmalte do dente, por exemplo, está diretamente liga- do ao sistema nervoso central e desgastá-lo pode trazer algum pre- juízo ainda desconhecido. Portanto, na dúvida, a recomendação é somente utilizar próteses fixas quando os dentes a serem prepara- dos ou desgastados já estiverem com grande parte de sua estrutura comprometida. A segunda indicação é quando o indivíduo apresentar sérios problemas de saúde e precisar de um trabalho de compensação do espaço bucal de maneira definitiva; daí vale a pena correr eventual risco para lhe trazer benefício maior. Na verdade, cada caso deve ser estudado minuciosamente, a fim de ser encontrada a melhor solução. Apesar de realizarem alguns trabalhos de próteses sobre im- plantes, os autores têm se mostrado receosos quanto à sua utilização em grande escala, tendo em vista percentual considerável de insucessos. O grande problema é a perda óssea, cujas soluções são bastante duvidosas, como o auto-enxerto, etc, que em grande parte das vezes não consegue restabelecer a situação original. Sabe-se que as técnicas têm melhorado a cada dia e que seu risco vem diminuin- do paulatinamente, em especial nos implantes unitários, ou seja, em locais onde se perdeu apenas um dente. A posição dos autores neste ponto é um tanto conservadora, pois eles consideram que não se devem correr riscos desnecessários. Assim, a decisão quanto à reali- zação do implante deve ser muito bem avaliadas com o profissional implantodontista. Em geral, a escolha entre os diversos tipos de próteses é uma soma das necessidades e possibilidades técnicas com a aceitação e adaptação do paciente; só assim se pode definir qual a melhor a ser utilizada. O importante é que a recolocação de um dente perdido seja feita em seguida à sua extração, para que os desequilíbrios bu- cais sejam minimizados e também, portanto, as disfunções decor- rentes deles. Muitas vezes o paciente portador de prótese total acha que está no "fim da linha", mas na verdade ela é a melhor opção, pois per- mitirá a maior compensação possível, possibilitando trabalhar todas as dimensões, diferentemente das demais próteses, que têm necessa- riamente de seguir a orientação dos dentes já existentes. A retirada de todos os dentes para colocação de próteses é um grande erro, ainda mais quando isso é feito em pleno período de desenvolvimento do maxilar, o que vai acarretar o impedimento do seu crescimento, podendo trazer consequências irreversíveis. Os trabalhos têm aprimorado a cada dia, conseguindo-se me- lhora geral e em especial na estética. Atualmente, o Dr. Rogério uti- liza uma técnica que ele próprio criou e chama de ceroplastia, reconstituindo os defeitos do rosto do paciente em cera antes do término da prótese, proporcionando uma plástica sem utilização de bisturi, somente com a troca das próteses. Este fato está levando alguns pacientes a chamá-lo carinhosamente de "Pitangui da boca". Depois Antes
  • 53. 82 Biocibcrnética Bucal Oitavo Capítulo Hidroterapia: um Complemento à Técnica Antes Depois
  • 54. Depois Depois Depois A hidroter apia é, como o próprio nome diz, uma forma de tra- tamento por meio da água. Teve início na Aleman ha, por um médico de nome desconh ecido, e foi depois pesquis ada e aperfeiç oada pelo Monsen hor Sebasti ão Kneipp, por volta de 1850. Segund o Kneipp, os método s sugeridos pelo tal médico eram muito severos e não traziam tantos resultados positivos, porém, ao mesmo tempo, também não permitiam que a doença avançasse. O tratamento baseia-se, em sua maioria, no uso racional da água Iria. Um conceito usado por este sábio senhor Kneipp é também adotado como complemento na terapêutica de diversas disfunções. Segundo ele, todas as enfermidades, sejam elas quais forem, têm sua razão, fundamento e raiz no sangue, ou porque ele não possa circular regularmente, ou porque esteja corrompido pela presença de ele- mentos estranhos. A "cura" é simples, fácil e isenta de qualquer erro, pois só existem duas formas para atingi-la: restabelecer a circulação normal do sangue que se havia alterado ou purificá-lo das substân- cias e elementos mórbidos que o alteram e corrompem. Basta que o sangue esteja bem nutrido e oxigenado para que nenhuma enfermidade se manifeste. Dentre as várias formas de tra- tamento propostas por Kneipp, algumas foram adaptadas e melhora- das por estudos realizados na prática deste trabalho. 83
  • 55. 84 Biocibernética Bucal Hidroterapia: um Complemento à Técnica Um dos métodos mais utilizados é o banho de assento, pelo qual o paciente se sentará numa espécie de assento especial, em que apenas a região que vai das coxas até mais ou menos a altura dos rins fica submersa, permanecendo as pernas e o resto do corpo para fora. Deve-se permanecer submerso por um período máximo de 3 minutos. Esse procedimento tem indicações para ■ , prisões de ventre, gases, hemorróidas -A '"■■■ e enfermidades em geral que acome tam a região do intestino. } Caso se queira fazer isso em casa, pode-se utilizar um bidé ou bacia, enchendo-os de água fria corrente, ou seja, aquela natural, que vem da torneira, e com uma pequena toalha repetir os processos de ume- decê-la na água e comprimi-la no baixo ventre, deixando a água escorrer até atingir novamente o recipiente. O tempo de aplica- ção deve ser ligeiramente aumentado para cin- co minutos, devido às pequenas interrupções em decorrência do processo (Fig. 53). Esse tipo de trabalho pode ser realizado com água fria ou quente, sendo que esta tem indica- ções especiais. Já para a água fria não há contra-indicações. Outro processo consiste na colocação de água fria nos locais que demonstrarem problema. Por exemplo: para pacientes as- máticos, portadores de bronquites e tosse crónica, é indicada a aplicação de água fria, que pode ser obtida de mangueiras, regadores ou mesmo do próprio chuveiro, por um ■ período aproximado de um minuto. Deve-se procurar realizar o processo de forma que a i< água seja bem distribuída por todo o pulmão, / evitando que caia em locais que não sejam de interesse (Fig. 54). O procedimento deve ser repetido duas a três vezes por dia, durante um período de cinco dias, e os sintomas ten- dem a desaparecer por completo. Muitas vezes, neste período, faz- se necessário o acompanhamento profissional, pois normalmente de- sencadeiam-se processos de expectoração com tosse e até mesmo asma. Mas é preciso lembrar que esta é uma fase curativa e que não se deve promover qualquer tipo de inalação com medicamentos, pois estes reverteriam a expectoração, evitando a saída do catarro, que seria a limpeza dos pulmões. As aplicações podem ser utilizadas da mesma maneira para dores localizadas e estão totalmente indicadas no caso de varizes. Atualmente, cogita-se muito um tipo de microcirurgia estética que consiste no secamento desses vasos, que, na verdade, vai além de secar, obstruindo, de forma permanente, o vaso em questão. Não se questiona, porém, por onde o sangue voltará após o secamento, já que as veias são o caminho do seu retomo, e nem sequer se cogita o porquê de os vasos estarem neste estado. É importante saber que o que leva à obstrução dos vasos é o acúmulo de gordura nas suas paredes. As varizes são, então, apenas mais um sintoma, e, com certeza, o sistema vascular inteiro está com- prometido, já que o mesmo sangue passa por todos os vasos. O trata- mento ideal seria reverter os processos de acidez da glândula salivar para evitar que isso ocorra, mas a aplicação tópica de água fria na região afetada pode ajudar, e muito. Se o problema for apenas nas pernas, deve-se fazer a aplicação do joelho para baixo; se ocorrer também nas coxas, começar da cintura para baixo. Aplicar por apro- ximadamente um minuto em cada perna, de preferência tendo o cui- dado de não secar, pois a fricção de forma irregular pode produzir calor em algumas áreas e em outras não; então, para todos os efeitos, é aconselhável deixar secar ao natural. Pode-se ajudar fazendo exer- cícios para que a temperatura adequada seja restabelecida no local. O processo é muito simples: quando a água fria entra em con- tato com o corpo, ocorre vasoconstrição, diminuição do tamanho da veia ou artéria. Consequentemente, forma-se uma espécie de isquemia, pois o sangue, que estava na periferia do corpo, passa para os grandes vasos, deixando a pele pálida. Ao término da aplicação, o organismo vai reconhecer que aquela parte do corpo tem temperatu- ra menor do que o restante e promoverá uma vasodilatação, aumen- tando o fluxo de sangue para aquecer a região, exercitando, assim, a Figura 53 Figura 54 r
  • 56. 86 Biocibernética Bucal Hidroterapia: uni Complemento à Técnica 87 parede dos vasos e melhorando o processo cir- culatório. Tem-se, dessa forma, melhoria em todo o quadro, seja ele bronquite, varizes ou, apenas dor localizada. A hidroterapia permite também o uso de faixas e mantas. Uma dessas especiali-j dades é o xale, um quadrado de pano do-, brado de forma triangular (Fig. 55), de maneira a obterem-se três pontas, duas/ das quais são colocadas para a frente,y envolvendo o pescoço. A ponta que so- brou, a mais longa, fica para trás, pas- sando sobre os ombros e envolvendo, des- sa forma, todo o pulmão. O xale deve ser embebido em água fria, depois bem torcido e colocado em posição, colocando-se por cima uma manta ou lençol seco para evitar as correntes de vento. O procedimento deve ser feito por um período mínimo de trinta minutos e máximo de uma hora e meia, proporcionando aumento do fluxo sanguíneo para a região, o que promoverá melhoras em todo o sistema respiratório. No caso de faixas, o procedimento deve ser feito sobre cama forrada, para não molhar o colchão, já que elas estarão úmidas. O paciente fica deitado na cama e sobre ele são colocadas faixas embe- bidas em água e bem torcidas, desde as axilas até dedos dos pés, dei- xando de fora os braços, ombros e cabeça. Em uma sequência lógica, coloca-se primeiro um plástico para proteger o colchão, sobre este um lençol, que permita a transpiração, já que o plástico não a permite e, sobre o lençol, um cobertor que seja grande o suficiente para enrolar o paciente depois da colocação das faixas, de modo que fique tudo bem vedado, impedindo a entrada de ar. Deve-se permanecer assim por no mínimo uma hora e no máximo duas. Os pés devem estar também envolvidos, tanto pelo cobertor quanto pela faixa. Para pacientes que não gostam de água fria, ou mesmo que estejam muito debilitados, pode-se usar água morna, embora este procedimento não seja recomendado, a não ser em casos especiais. As faixas e mantas podem ser aplicadas de forma parcial, colo- cando st- o segmento de tecido apenas na região em que se desejar e envolvendo depois o paciente num cobertor, para não haver entrada indesejada de ar. Podem ser feitas faixas para os pés, faixas de meio corpo, etc. A grande vantagem desse processo é que ele não apresenta contra-indicação, desde que seja seguido rigorosamente o recomen- dado. O único risco que se deve evitar é a friagem; por isso ressalta- mos, mais uma vez, a importância de vedar-se o local, pois o mecanis- mo que aumenta a chegada do sangue gera um calor natural, que vai aquecer o lençol embebido em água e se, porventura, uma corrente de ar frio atingi-lo, vai resfriá-lo, prejudicando o tratamento. Na Alemanha, onde a hidroterapia evoluiu muito, além dos processos convencionais já citados, adotam-se também métodos como a cólon-hidroterapia, que nada mais é do que um processo de lava- gem intestinal melhorado. Paralelamente, lança-se mão de outros métodos para promover a desintoxicação, dentre eles aquele em que o paciente vai "dormir" para limpar seus poros. De acordo com esse método, o paciente deve ter o corpo inteiro envolvido por um lençol úmido, depois recoberto em um grosso cobertor. Dessa forma, todo o calor produzido será retido e ele começará a transpirar, limpando, assim, seus poros. Pela transpiração acontece um dos processos de respiração, a cutânea, sendo ela importante também como forma de eliminação das toxi- nas do corpo, promovendo a limpeza da pele. Como já foi relatado, neste livro procura-se ter sempre uma visão somática. A lavagem estomacal, a fim de renovar os ácidos e enzimas ali presentes, seria outro processo de soma. Complementado-se depois com sucessivas lavagens intestinais e correia alimentação, que será tratada no capítulo seguinte, o paciente ficará novo. O que acontece com o organismo é o seguinte: o processo diges- tivo sofre alteração de qualidade, ocasionada pela mudança sofrida inicialmente pela saliva, que oxidou devido à sobra de espaço entre os dentes e os músculos, e assim ocorre o primeiro desajuste. A saliva acidificada vai entrarem conflito com o meio estomacal, desorganizar todo o processo digestivo e, conseqiientemente, o intestino. Um meio intestinal ligeiramente ácido vai quebrar o equilíbrio da microflora intestinal, promovendo o aparecimento de microorganismos patogênicos, que serão somados a alimentação incorrela, lendo no seu conteúdo poucas fibras e muita gordura. Para piorar, as pessoas co- mem mais do que o necessário e sempre em horário impróprio. Algu- mas dificilmente estabelecem um horário-padráo, têm vida muito se Figura 55
  • 57. 88 Biocibernética Bucal Hidroterapia: um Complemento a Técnica 89 dentária, quase sem movimento, porque geralmente não há tempo para a prática de exercícios. O uso de drogas e medicamentos como antibi- óticos, corticóides e anticoncepcionais também colabora para mudar a flora intestinal, e o mesmo pode ocorrer com o uso inadequado de laxantes, que conduzem ao enfraquecimento da função motora do in- testino. Dessa forma, tem-se perturbação nos processos de fermenta- ção e putrefação que forçosamente muda o metabolismo, levando-o a produzir toxinas, que sobrecarregam fortemente o sistema, conduzin- do à auto-intoxicação do corpo. Os sintomas mais comuns são: cansaço, depressão, falta de concentração, perda da vitalidade, angústia, aumento de tendência à infecção, queda da imunodeficiência. A cólon-hidroterapia é um dos tratamentos-chave para o fe- chamento de um ciclo de desintoxicação. É como já diziam os sá- bios da milenar medicina oriental: "Não existem doenças quando o intestino está limpo". A lavagem intestinal foi mencionada pela pri- meira vez em 1500 a.C. Durante muitos anos houve grande contra- dição a respeito do seu uso, mesmo porque era feita por pessoas sem o devido conhecimento, mas, graças à tecnologia, foram criadas máquinas especialmente para a sua realização. Hoje em dia, dispõe- se de unidades cujos materiais são inteiramente descartáveis, não oferecendo nenhum risco, e, em conjunto com correta alimentação e correção dos processos respiratórios e bioquímicos, a lavagem vai trazer ao paciente a obtenção e manutenção da flora vital à saúde. Ao realizar esse tipo de tratamento não se pode deixar de notar as melhoras que os pacientes obtêm no seu quadro geral. Boa parte dos problemas tem início naquilo que se engole, manifestando-se posteriormente na forma de endurecimento dos tecidos. Por meio da lavagem, dissolvem-se e soltam-se os endurecimentos, e logo o pro- blema desaparece. De acordo com o Dr. Haver W. Kellogg, médico alemão, cerca de 80% da imunidade está localizada na região do intestino, e a lim- peza dos vasos linfáticos no ventre e na pelve regula novamente a imunidade, deixando o organismo em harmonia. Pela sua facilidade de aplicação, rapidez e segurança, a lavagem intestinal pelo método cólon-hidroterapia tem diversas indicações, dentre elas: alergias, micoses, reumatismo, enxaqueca, alguns tipos de hipertensão, imu- nodeficiência, etc. A única contra-indicação está nos casos de infla- mações agudas do intestino. A forma de execução do processo é totalmente cómoda: o pa- ciente permanece o tempo todo deitado de barriga para cima e é introduzido o aplicador, no qual serão conectadas as cânulas de che- gada da água e oxigénio e a cânula de saída, que seria o esgoto. Todo o processo é inodoro e indolor; as cânulas são sempre descartáveis, não havendo risco de contaminação; a água pode ser alternada em fria ou quente, só quente ou só fria, dependendo da recomendação específica, e no final do processo é adicionado à água oxigénio tera- pêutico, para melhorar a eficácia da lavagem. Segundo o Dr. Kellogg, grande parte das pessoas tem o intesti- no totalmente deformado (Fig. 56). Dados estatísticos obtidos a par- tir de autópsias hospitalares revelam que quase todo indivíduo car- rega em seu intestino dois a quatro quilos de incrustamentos apodre- cidos, sem que tenha conhecimento disso. Essas partículas apodrecidas, que se acumulam, podem intoxicar todo o organismo, pois produzem gases e flatulência, chegando a dilatar a circunferên- cia do colo do intestino em até 38 cm, o que indubitavelmente levará ao enfraquecimento da função de outros sistemas orgânicos. O médico observou que nas vinte e duas mil operações que realizou pessoalmente não havia sequer um único intestino normal, e em cem mil realizadas sob sua supervisão encontrou apenas 6% de colos normais, por isso recomenda a medida profilática de lavagens intestinais.
  • 58. 90 Biocibernética Bucal Instestino grosso normal (-1 -' l, y—-A', 1. Excreslências e formas de saco '<..(, "'J ■■',.-' 2. Inflamação no cólon deslendente "■■J 3, 4. Espasmos 5. Afundamento c/ pressão sobre o órgão de baixo 6. Forte afundamento Nono Capítulo Figura 56 3. Ai- A Alimentação para o Homem Como os autores são cirurgiões-dentistas, o primeiro aspecto observado por eles foram os dentes e, a partir disso, o que se pôde notar, em prirneira instância, foi a anatomia deles, ou seja, o seu formato. Comparando a dentição do homem com a dos animais em geral, percebe-se que todo animal carnívoro tem seus dentes extremamente afilados, pontudos, pois estes teriam a função de rasgar o alimento. O animal mais conhecido pelo homem é o cachorro, mas podem-se encontrar as mesmas características observando-se a boca de um leão, de um tigre, etc. Os dentes estão simbolizando que eles têm sua biologia apropriada para digerir esses tipos de alimento. Além disso, sua forma de mastigação é feita por movimentos verticais, de abre e fecha apenas, não apresentando movimentos de lateralidade. Por outro lado, pesquisando a boca de animais herbívoros, percebe-se que a anatomia de seus dentes é bem diferente, não havendo mais aqueles pontudos e afilados, e sim, achatados. Os dentes com função de corte, conhecidos como incisivos, são em menor número, enquanto os posteriores, chamados pré-molares c molares, teriam basicamente a função de triturar o alimento. Esse tipo de animal não possui dentes apropriados para a carne, e isso obviamente simboliza que o organismo também não é apropriado para esse tipo de digestão; por esse motivo são herbívoros. Alguns deles apresentam grandes presas em forma de caninos, mas sua função é específica para
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  • 60. 92 Biocibernética Bucal A Alimentação para o Homem 93 defesa, e possuem ainda uma forma de mastigação característica, feita por movimentos circulatórios. Para os animais herbívoros, a digestão tem início fundamentalmente na boca, onde o processo da salivação tem extrema importância. O homem é uma espécie privilegiada, pois possui, ao mesmo tempo, na boca, os dois tipos de dentes, de carnívoros e de herbívo- ros. Pode-se perceber que na natureza as coisas estão sempre perfei- tas, e não se pode tentar mudá-las. Devido a isso, deve-se seguir aquilo que ela está indicando: se o homem tem ou deveria ter um total de trinta e dois dentes, e se quatro destes são anatomicamente de carnívoros, então a natureza sabiamente está dizendo que, num período de trinta e dois dias, poder-se-ia comer carne no máximo quatro vezes, o que, analogicamente, transferindo-se para a realida- de diária, dá oportunidade ao homem de comer carne uma vez por semana. Apesar de tudo, não se acredita que Deus ou a evolução natural tenham colocado esse tipo de dente na boca do homem para que ele pudesse comer carne, e sim para que, em períodos de estia- gem, não morresse de fome. Essa conclusão foi tirada de algumas pesquisas realizadas. O intestino do ser humano é extremamente longo; o delgado pode variar de três a cinco metros de comprimento e é aí que ocorre quase toda a digestão. Como já foi dito, a digestão deve começar na boca, por inter- médio dos processos de mastigação que vão transformar grandes partes de alimentos em partes menores e, juntamente com o proces- so de ensalivar, prepará-los para que possam ser digeridos no estô- mago. A saliva que dará início à digestão tem na sua composição 90% de água, 5% de sais de sódio, sendo o bicarbonato de sódio o grande responsável pelo "efeito tampão", juntamente com o carbo- nato e o fosfato. "Efeito tampão" é a capacidade da saliva de recupe- rar um Ph neutro, após aproximadamente uma hora. Os outros 5% são os compostos orgânicos, ou seja, enzimas e proteínas. A saliva apresenta grande variação em sua composição geral, determinada pela quantidade e intensidade variável dos estímulos. Portanto, à medida que se aumenta a intensidade deles, eleva-se também a quan- tidade de saliva. Os alimentos proporcionam à saliva um estímulo tal que leva a um elevado teor enzimático. Substâncias ditas inócu- as, ou seja, aquelas que não têm gosto, proporcionam aumento da taxa de mucina, composto salivar que dá a ela alto grau de viscosi- dade. Dessa forma, devemos observar que para cada tipo de alimen- to será produzido qualidade se saliva diferente, com mais ou menos enzimas, mais ou menos viscosa, dependendo do estímulo que está sendo proporcionado pelo alimento. A saliva é produzida em geral por seis grandes glândulas pre- sentes na boca, que são: as parótidas, as submandibulares e as sublin- guais. Mas existem em torno de mil glândulas distribuídas por todo o tecido bucal, já que estas, além da função enzimática, vão exercer também a de proteção e lubrificação dos tecidos bucais. Fazendo agora uma pequena analogia, deve-se imaginar um pequeno lanchinho, no qual estão presentes um sanduíche, algumas batatas fritas e um milk-shake. No momento em que se coloca na boca a batata, por exemplo, vai ocorrer um estímulo no centro que comanda a salivação, que vai produzir uma saliva específica para aquela batata, com determinado índice de enzimas, mucina, etc. Mas, antes mesmo de esta saliva chegar à boca, o indivíduo dá uma denta- da no sanduíche, e a saliva que foi produzida para a batata vai tentar fazer a digestão bucal do sanduíche e certamente não terá o mesmo êxito. Novamente o sanduíche vai estimular o centro que comanda a salivação, induzindo-o a produzir uma saliva específica, mas em se- guida dá-se um "golinho" no milk-shake e mais uma vez o processo ocorrerá de forma inadequada; assim, a digestão bucal vai ter muito pouco sucesso, pois não foi dado o tempo necessário para a saliva interagir ou mesmo digerir os alimentos. Na saliva são encontradas algumas enzimas, mas a única que tem propriedades digestivas é a chamada amilase salivar, também conhecida como ptialina. Essa enzima tem a capacidade de transfor- mar polissacarídeos em dissacarídeos (por exemplo: amido em maltose). Essa transformação é feita lentamente e leva cerca de trin- ta a quarenta segundos para ocorrer; por isso se preconiza um míni- mo de trinta e cinco segundos na mastigação, pois quando o alimen- to chegar ao estômago, o Ph ácido vai inibir a ação dessa enzima. Adeptos da macrobiótica dizem que o ideal é mastigar qual- quer alimento determinado número de vezes, algo em torno de trin- ta. As enzimas apropriadas para a digestão da proteína da carne es- tão localizadas no estômago e no intestino delgado. Estatísticas feitas por especialistas americanos relatam que um indivíduo que ingeriu diariamente em sua dieta 300 g de carne (dois bifes pequenos) chega aos quarenta anos de idade com 2 kg de carne
  • 61. 94 Biocibernctica Bucal A Alimentação para o Homem 95 endurecida e apodrecida em seu intestino. Esta, por sua vez, lança diariamente incontáveis quantidades de toxinas para o meio intesti- nal e, conseqiientemente, para o sangue. E inegável que a carne te- nha elevados níveis de proteínas e que as proteínas sejam funda- mentais para o ideal funcionamento do corpo humano, mas isso não significa que seja um bom alimento. Alguns tipos de sola de sapato são proteína pura, mas não é um bom alimento; além disso, os vege- tais podem substituir perfeitamente as proteínas da carne, bem como as demais substâncias contidas nela. De modo geral, a carne oferece algo em torno de 16% de pro- teína em relação a seu peso, já retirado o osso, o que seria, em valo- res, 80g de proteínas para cada 500 g de carne sem osso. Os feijões têm, em média, 21 % de proteína; as ervilhas, cerca de 23%; as lenti- lhas, 25%, além do brócolis, 4%, batatas, 2,4%, etc. O leite de vaca também pode ser substituído por leite de soja ou outros alimentos; o leite do dia-a-dia tem apenas 3,5% de proteínas, enquanto as nozes têm algo em torno de 10%» de seu peso total. Mas, em contrapartida, a quantidade de proteínas necessárias para um homem pesando em média 80 kg e que executa um trabalho que exige esforço médio é de 0,3 g por quilo de peso por dia, e portanto 24 g de proteínas, o que pode ser encontrado facilmente em um simples prato de sopa de ervilha, de feijão ou em uma salada. Existe um mito popular que diz que pessoas que não comem carne podem entrar em processos de anemia ou de fraqueza. Isso não é verdade, pois, segundo dados colhidos na obra literária do Dr. William Kock: "o significado prático da dieta vegetariana é visto nos casos de leucemia, com a repleção sanguínea, na qual meia cen- tena de transfusões não é suficiente para normalizar o sangue, ou mesmo fazê-lo pelo meio, e em que, mesmo sem ter feito uma trans- fusão, cada um dos casos ganhou uma contagem sanguínea normal à custa apenas de vegetais, frutas e cereais, sem nenhum remédio". O médico dizia ainda mais que, para haver doença, qualquer uma de- las, três fatores se mostram necessários: as bactérias devem estar presentes, os aminoácidos devem estar em excesso e a reação do meio ambiente deve ser ácida. Decodificando o processo, temos que as bactérias estão sempre presentes e até fazem parte de uma microflora natural do organismo; o excesso de aminoácidos é obtido a partir do desdobramento da proteína, tanto vegetal quanto animal, mas, em contrapartida, a proteína vegetal não dá suporte aos germes descarboxilantes, que vão transformar as aminas (compostos dos aminoácidos) em venenos; e a reação do meio ambiente, que deve ser ácida, acidez esta produzida pelas glândulas salivares e uma oxigenação deficiente do sangue pelos pulmões. Quando existirem bactérias e o Ph estiver ácido, na presença de aminoácidos em ex- cesso aquelas vão promover a transformação destes; portanto, a lisina se transforma em cadaverina, a onzithina, em putrecina, a tirocina, em tirania, dentre outras, que são os tais venenos citados há pouco. Existem alguns tipos de aminoácidos que, para serem transfor- mados (descarboxilados) pelas bactérias, necessitam de vitamina de fonte exógena, ou seja, proveniente da dieta. A vitamina, no caso, é a B6. Assim, existem quatro formas de tentar controlar a produção de aminas tóxicas no intestino: a primeira é manter a correta função intestinal, estabelecendo dieta mais rica em fibras, etc; a segunda é não comer proteínas em excesso, o que consiste em evitar a alimen- tação animal; e a última é evitar a vitamina B6, para não fornecer meios à ação bacteriana e manter o colo em reação alcalina. Por volta de 1995, na Inglaterra, o homem tentou mudar a na- tureza, dando como alimento para as vacas carcaças de carneiro moídas junto à ração e pagou um preço muito alto por isso, já que o material orgânico animal está muito sujeito à contaminação e tem rápida decomposição, além de não ser alimento adequado para os bovinos. A consequência não poderia ser outra: mais de dez milhões de vacas contaminadas com o "mal da vaca louca" e, o que é pior, também os seres humanos que se alimentaram dos produtos oriun- dos delas. O "mal da vaca louca" ainda assombra os pecuaristas que têm medo de perder seus rebanhos. E, como se não bastasse, existe um combate contínuo à febre aftosa e outros males que podem aco- meter a carne animal. O ato de alimentar-se é coisa sagrada. Daí surgiu o costume de almoçar e principalmente de jantar em família; este talvez seja o ato mais importante do dia, pois é nessa hora que se recarrega a energia e por isso ele deve ser feito com muita tranquilidade. Em primeiro lugar, deve-se sentar à mesa numa posição total- mente ereta, para, com isso, regular o centro da fome, que está liga- do ao hipotálamo, que funciona como pêndulo, pois quando se está em posições contrárias essa glândula fica desregulada. O Dr. Furlan costumava dizer que "quem come deitado é por- co, para poder engordar". Todo processo deveria ser feito com muita
  • 62. 96 Biocibernétka Bucal A Alimentação para o Homem 97 tranquilidade, afinal, trata-se de cuidar de si mesmo, ou melhor, da própria saúde; então, leva-se à boca a primeira porção do alimento e põe-se a mastigar. O mais correto é "beber os sólidos e mastigar os líquidos", ou seja, transformar os sólidos e os líquidos em pastosos. É muito im- portante que se mastiguem os líquidos, pois só assim é possível que a amilase salivar atue (enzima da saliva); além do mais, todo o pro- cesso de salivação nada mais é que um preparo do alimento para que este possa ser mais bem digerido no estômago e no intestino delga- do. Depois de transformar totalmente o alimento na boca, pode-se agora partir para a próxima porção de alimento sólido ou líquido. Somente por meio de um bom processo de mastigação é possí- vel sentir o verdadeiro gosto dos alimentos. Saberá disso o leitor que colocar em prática esses ensinamentos; com o tempo, vai perceber que muitos dos alimentos que antes considerava ruins são muito sabo- rosos, como é o caso de alguns tipos de folhas, e que muitos dos pro- dutos artificiais parecem feitos somente para ser engolidos, pois, quan- do mastigados, percebe-se um fundo extremamente amargo ou mes- mo sem gosto, e nosso corpo não merece esse tipo de tratamento. É recomendável evitar o consumo de líquidos durante as refei- ções, para que estes não intervenham no processo de digestão, pois a maioria deles passa mais rapidamente pelo tubo digestivo. Pode-se perceber que, geralmente, logo após a ingestão de líquidos, tem-se necessidade de urinar. O líquido pode "lavar o tubo digestivo", com- prometendo a digestão c, consequentemente, aumentando o volume do bolo fecal. O estômago do homem não é igual ao da galinha, que executa um processo de maceração do alimento, e também não é como uma betoneira de preparar cimento. O seu modo de alimentar-se deve ser determinado pela natureza do processo digestivo: o alimento chega ao estômago e se dispõe em camadas, e, como enzimas responsáveis pela digestão das proteínas (pepsinas) são produzidas na região mais profunda do estômago, o processo alimentar deveria ter início com as proteínas e só depois viriam os carboidratos. A melhor maneira é comer um tipo de alimento de cada vez, para que cada complexo enzimático atue de forma plena, sem sofrer interferência de outras enzimas. Sabe-se que a dieta é geralmente mista, então se preconiza a ingestão de um alimento após o outro, o que facilitaria o processo de digestão. Para casos de desintoxicação ou mesmo de emagrecimento, o Dr. Furlan criou a monodieta cósmica, que segue os preceitos cita- dos anteriormente. A monodieta cósmica segue, na verdade, a or- dem em que Deus criou o mundo. Após este estudo, foi percebido que é necessário ter mais aten- ção no que diz respeito ao funcionamento da natureza, observando- se como é o desenvolvimento da vida no planeta e como Deus fez a Terra. Assim, pensou-se em fazer uma dieta holística, seguindo os princípios naturais. Em primeiro lugar, estariam os minerais, que seriam as raízes, o princípio de qualquer vegetal na terra, o primeiro passo da evolu- ção da vida. Nesta primeira fase da monodieta entrariam alimentos como a mandioca, o inhame, o cará, a cenoura, a batata, o rabanete, o nabo, a batata-doce, o gengibre, a mandioquinha, a beterraba e muitos outros, que representariam a vitamina A. Na sequência da vida desses mesmos vegetais, ou seja, da cria- ção divina, viriam os caules, que são a parte de sustentação deles, compostos pelos vegetais amarelo-claros ou tronchudos como o re- polho, a couve-flor, o brócolis, o salsão, a acelga, o palmito, ete, que seriam a vitamina B ou complexo de betacaroteno. Após os caules e seguindo a sequência natural, viriam as fo- lhas, sendo a maioria de cor verde, como o almeirão, a rúcula, a alface, o agrião, o espinafre, a couve, ete, que seriam a fotossíntese, fonte de oxigénio. No momento em que o vegetal está adulto, vai produzir as se- mentes, sendo as mais conhecidas o feijão, o arroz, o grão-de-bico, frutas em geral, que seriam fontes de vitamina C. Já no quinto dia da criação, a imensa sabedoria divina criou os peixes, os frutos do mar, que seriam as vitaminas D, e como comple- mento a eles podem-se usar também amêndoas e nozes. Além disso, os peixes em geral são proteínas lipossolúveis. No sexto e último dia de trabalho, Deus criou os animais, que seriam as carnes brancas ou vermelhas, fontes de aminoácidos. E finalmente no sétimo e último dia Deus descansou, e assim foi criada a monodieta.
  • 63. 98 Biocibernética Bucal A Alimentação para o Homem 99 MONODIETA Pode-se tomar água em abundância, mas não é permitido to- mar café pela manhã nem durante o dia, a não ser quando este fizer parte da dieta, como acontece no dia dos grãos. Devem-se utilizar os temperos básicos como azeite, sal, vina- gre ou limão para temperar as saladas. Preferencialmente, o limão só deve ser cortado ao ser consumido, não devendo ser guardado para consumo posterior. Pode-se comer a quantidade que desejar, desde que dos ali- mentos permitidos no dia. É muito importante que se mastiguem muito bem os alimentos. Em hipótese alguma deve-se fritar os alimentos. PRIMEIRO DIA Podem ser consumidos os alimentos minerais, ou seja, tudo aquilo que provém debaixo da terra. Ex.: inhame, cará, mandioqui- nha, mandioca, batata, cenoura, nabo, rabanete, beterraba, gengibre, enfim, todos os tipos de raízes. Sugestões: Sucos: cenoura e beterraba. Chá: gengibre e outras raízes. Purés: batata, mandioquinha, cenoura, inhame, cará. Saladas: batata, beterraba, cenoura, nabo, rabanete. Sopas: inhame, cará, mandioquinha, mandioca, batata, cenoura. Cozidos ou ao forno: batata, cenoura, mandioca. SEGUNDO DIA Podem ser consumidos caules e tronchudos, vegetais com ten- dência ao amarelo-claro. Ex.: brócolis, couve-flor, repolho, repolhinho, couve-de-bruxelas, aspargo, palmito, acelga, talo de agrião, erva-cidreira, etc. Sugestões: Suco: brócolis. Chá: erva-cidreira. Saladas: brócolis, couve-flor, repolho, repolhinho, cou- ve-de-bruxelas, aspargo, palmito. Sopas: repolho, brócolis, repolhinho, couve-de- Bruxelas. Cozidos ou refogados: brócolis, couve-flor, repolho, repolhinho, cou- ve-de-Bruxelas, aspargo, palmito. TERCEIRO DIA Todos os tipos de folhas, seguindo a evolução da vida. Ex.: alface lisa, espinafre, alface crespa, almeirão, agrião, couve, rúcula, hortelã, erva-mate, boldo-do-chile, etc. Sugestões: Sucos: couve, almeirão, agrião, hortelã. Cliás: hortelã, erva-mate, boldo-do-chile e todos os tipos de folhas. Saladas: alfaces lisa e crespa, espinafre, almeirão, agrião, couve, rúcula. Cozidos ou refogados: couve, espinafre, alface, almeirão, agrião. QUARTO DIA Podem ser consumidas as sementes, os grãos e as frutas. Ex.: arroz branco, arroz integral, trigo, feijão carioquinha, feijão preto, feijão branco, grão-de-bico, lentilha, ervilha, milho, laranja, limão, mexerica, maçã, pêra, banana, mamão, melão, erva-doce, etc. Sugestões: Sucos: todas as frutas. Chás: erva-doce e todos os tipos de sementes e frutas. Saladas: feijões, grão-de-bico, lentilha, ervilha, milho. Sopas e cozidos: arroz, feijões, grão-de-bico, lentilha, ervilha. Macarrões: ao molho sugo, alho e óleo. QUINTO DIA Podem ser consumidos todos os tipos de peixe, frutos do mar, amêndoas e nozes. Ex.: filé de pescada, camarão, lagostinha, polvo, badejo, pintado, mexilhões, lulas, mariscos, ostras, cação, nozes, amêndoas, avelãs, castanhas, etc. Sugestões (obs.: não fazer nada frito): Caldeirada: peixes e frutos do mar, respeitando as regras dos temperos.
  • 64. 100 Biocibcrnóticct Bucal Refogados: camarões, lagostinhas, lulas, polvo, cação. Ao forno: badejo, pintado, filé de pescada, camarão, etc. Na chapa: filé de pescada, filé de badejo, pintado. Crus: na forma de sashimi, ou seja, peixe cru; ostras. Cozidos: mariscos, mexilhões, lulas, polvo. Sobremesa: nozes, amêndoas, avelãs, castanhas. SEXTO DIA Podem ser consumidas carnes vermelhas e brancas, fonte de aminoácidos animais. Ex.: carnes de vaca, de porco, de galinha, de cabrito, de carneiro, etc. Sugestões: Grelhados: todas. Cozidos: todas. Assados: todas. Cruas: à moda árabe (kibe cru sem trigo). Refogadas: todas. SÉTIMO DIA Deve-se fazer jejum apenas com água, pois para a criação o sétimo dia é o do descanso; portanto, deve-se descansar o organis- mo. Em caso de fome, alimentar-se com sucos ou chás. Décimo Capítulo Relatos Verídicos Trazemos agora alguns dos casos tratados, bem como depoi- mentos de pacientes que foram coletados por um período de vinte e seis anos. Logicamente, além desses, existem centenas de outros casos que poderiam ser aqui relatados. Caso haja dúvidas sobre a veraci- dade dos fatos transcritos a seguir, pode-se procurar a qualquer mo- mento a equipe responsável por esta obra e averiguar pessoalmente a fidelidade dos depoimentos. Para tanto, os autores e responsáveis pelo tratamento dos pacientes estão à inteira disposição. APNÉIA NA GESTAÇÃO Meu nome é Vita Catarina Furlan dos Santos. Vou tentar rela- tar aqui, para vocês, o que ocorreu comigo durante minha gravidez. No ano de 1996, fiquei grávida e, como todas as futuras ma- mães, muito feliz com a notícia, pois o maior sonho da minha vida era ter um bebé. Então, procurei urna médica para fazer meu pré- natal e fiz todos os exames solicitados. Passei a fazer visitas mensais e tudo corria bem. Nessas consultas, sempre era medida minha pres- são, que aparentemente estava normal. Por volta dos sete meses e meio, comecei a ter alguns problemas com diarreia e vómito. Sentia- me fraca e não tinha ânimo para mais nada. Procurei, então, um hos- pital para saber o que estava acontecendo, até aí achando que pode- 101
  • 65. 102 Biocibcrnética Bucal Relatos Síndicos 103 ria ser uma intoxicação alimentar. Durante a consulta, foi medida a minha pressão, que já estava 21 X 13, mas até então não percebi nada de incomum. Achava que a ansiedade a havia elevado. Conti- nuando a consulta, foi tentado ouvir o coração da criança, mas isso não foi possível. Comecei a chorar, sentindo que algo estava aconte- cendo. Nestas horas, coração de mãe bate mais forte e sentimos as coisas melhor do que ninguém. Os médicos diziam para não me preo- cupar, pois não havia nada de errado e que a criança devia estar de costas, por isso não se podia ouvir seus batimentos cardíacos, mas eu sabia que era mentira. Fui internada com a alegação de que minha pressão estava muito alta e que no dia seguinte faria um ultra-som. Feito o exame, infelizmente minhas suspeitas estavam certas: a crian- ça estava morta há aproximadamente uma semana na minha barriga. Fizemos o possível para entender o que havia acontecido, pois tudo parecia estar correndo bem na gravidez e, sem uma resposta concre- ta, chegamos à conclusão de que tinha de ser assim. Passado um mês, consegui engravidar de novo e foi uma alegria imensa, mas também motivo de muito medo, pois temia ter de passar por tudo aquilo novamente. Troquei de médica e recomeçamos a rotina. Em vista do ocorrido anteriormente, passei a usar um aparelho chamado "top", feito pela Biocibernética Bucal, para poder respirar melhor e ter mais energia. Scntia-me ótima, fazendo exames com frequência, medindo a pressão, e tudo estava indo maravilhosamente bem. Descobrimos que era uma menina e ficamos felizes, pois a outra também era. Por volta do sexto mês, comecei a sentir-me can- sada, fui até a médica numa das consultas de rotina e soube que minha pressão havia se alterado um pouco, mas não nos preocupa- mos muito, pois poderia ter sido pelo esforço físico, já que acabara de subir a escada do consultório. Mesmo assim, a médica, muito precavida, pediu que eu voltasse em dois dias para fazer nova verifi- cação, e então constatou-se que a pressão estava mais alta. Comecei a ficar preocupada e com muito medo. Fui para o consultório de Biocibernética Bucal, coloquei meu pai e meu marido a par do que estava acontecendo e eles resolveram criar um aparelho especial para eu usar durante os últimos meses de gravidez. Passei a usar o tal aparelho especialmente para dormir e, por incrível que pareça, comecei a sentir-me outra, com mais energia, tranquilidade, e a pressão também começou a normalizar-se. Na iiu-sina semana, voltei à medica e contei o que estava acontecendo. Como ela já conhecia o trabalho de Biocibernética Bucal, incenti- vou o uso. Com o passar das semanas, estava me sentindo nova, e a pressão vinha mantendo-se em 13 x 8, o que foi considerado como vitória, uma vez que somente a medicação não estava conseguindo manter níveis adequados. Com a evolução da gravidez, minha pres- são ia aumentando. A justificativa era que o volume do útero pode- ria estar pressionando alguma veia. Conforme a necessidade, eram inseridas novas medicações e paralelamente eram feitos ajustes nos aparelhos que eu usava, uma vez que nesta época estava usando um para o dia e outro para a noite. Assim caminhamos até o final do oitavo mês, quando, por cautela, minha médica decidiu intervir. As- sim nasceu minha bebezinha que, em virtude das dificuldades, rece- beu o nome de Victória Catarina. Agradeci muito à minha médica e em especial à Biocibernética Bucal, que pela segunda vez entrou na minha vida para ajudar a resolver meus problemas: a primeira, aos cinco anos de idade, corri- gindo meu pé chato, e agora ajudando a proporcionar-me a dádiva da maternidade. Mais uma vez, muito obrigada a todos!!! Vita Catarina Furlan dos Santos BRONQUITE CASO 1 Por uma assistente de consultório, tomou-se conhecimento de que uma moça de dezessete anos de idade, chamada L., estava inter- nada no hospital há vinte e três dias, com crise de bronquite aguda. O médico disse-lhe que seu problema era espiritual e sugeriu que procurasse um centro ou uma igreja para pedir ajuda, pois já havia usado todos os recursos da medicina, sem conseguir resultado. Pe- diu-lhe ainda que saísse do hospital, pois estava ocupando o leito de alguém que precisava. A moça foi, então, ao consultório de Biocibernética, acompa- nhada da mãe e da assistente que a havia indicado. A crise estava em andamento e, devido à gravidade do problema, foi pedido ao protético que fizesse o aparelho imediatamente, enquanto L. aguardava na sala de espera.
  • 66. 104 Biocibernética Bucal Relatos Verídicos 105 Horas depois foi instalado o aparelho e, após algum tempo, a moça começou a passar mal. O Dr. Furlan examinou-a e verificou que ela estava engasgando com o aumento da entrada de oxigénio e o ex- cesso de salivação. Minutos depois, a crise foi diminuindo, até passar totalmente, e ela então foi para casa. Um belo dia, a mãe de L. passou mal e L. teve de levá-la ao hospital onde ficara internada. Ao entrar, defrontou-se com o médico que a havia tratado e este lhe disse: — Eu já não disse que não queria mais você aqui?! L. explicou que estava apenas acompanhando sua mãe e con- tou ao médico como havia se livrado do problema. Durante muitos anos foi feito acompanhamento, e L. não teve sequer uma recaída. Prosseguiu em tratamento por dois anos, pois tinha estreitamento muito grande dos maxilares. Passados mais de dez anos, L. pode andar de motocicleta, to- mar sorvete e fazer tudo o que uma pessoa normal faz, sem se preo- cupar com a bronquite, que para L. hoje é inexistente. CASO 2 Numa manhã de sábado passou em consulta um jovem de vinte e seis anos, de nome V. V., queixando-se de problemas sérios de bronquite que o acompanhavam desde os dois anos de idade. O jo- vem era funcionário da Antárctica, companhia de refrigerantes e cer- veja, proprietária do Hospital Santa Helena, tendo, portanto, acesso irrestrito a todos os tratamentos existentes no hospital. Tratou-se durante anos, obtendo êxito muito pequeno. Fazia uso de três tipos de "bombinhas" diferentes, uma para cada tipo de crise ou situação, e já havia inclusive saído do país, procurando curandeiros para re- solver o problema. Como não havia outra alternativa, resolveu dar início ao trata- mento com o aparelho da Biocibernética. Nas primeiras semanas, piorou bastante, mas a partir da terceira semana começou a expectorar e, no término da quarta, já não sentia mais nada. V. V. tinha o hábito de jogar futebol nos finais de tarde, mas ficava sempre no banco de reservas, pois quase não conseguia correr em campo. Um mês de- pois, já estava participando mais do jogo e ficou livre de suas bombinhas. Passado algum tempo, V. V. retornou ao consultório di- zendo que havia perdido o aparelho e que estava muito mal. Foi feito um novo aparelho e depois disso não tivemos mais contato com ele. CASO 3 Acompanhada da mãe, esteve no consultório uma jovem cha- mada D., casada e mãe de um menino. Ao relatar em anamnese a situação da filha, a mãe caiu em prantos, dizendo já ter vendido uma casa para pagar o tratamento dela, que já estivera internada cinco vezes na U.T.I. devido a problemas de bronquite que a levavam a paradas respiratórias e, infelizmente, já lhe havia ocasionado um aborto. Experimentara todos os tipos de medicamentos, inclusive doses maciças de corticosteróides (cortisona) que a fizeram inchar. Combinado o tratamento, foram confeccionados dois aparelhos de ortopedia e instalados na sua boca, restabelecendo a altura adequa- da. No mesmo dia, passadas algumas horas, a paciente começou a expectorar e era tão intensa a expectoração que teve de sentar-se no vaso sanitário, pois ao mesmo tempo que tossia e jogava para fora todo o catarro ela urinava. Normalmente, o que se observa é uma expectoração, em média, dois meses após o início do tratamento. Neste caso, porém, como o pulmão estava completamente tomado pelo catarro, a expectoração foi quase imediata. D. ficou em tratamento por aproximadamente seis meses e já não apresentava mais crises ou qualquer outro sintoma. Resolveu, então, mudar-se para o interior, para a cidade de Águas de São Pedro, e de lá telefonou algumas vezes, dizendo estar perfeitamente bem. DlSRITMIA Meu nome é A. A. J. B. Sou comerciante, residente em Piraci- caba há trinta anos. Sou casada e tenho dois filhos. Estes são os meus dados e os coloquei aqui na intenção de poder mostrar os be- nefícios que tive após a colocação do aparelho dentário da Biociber- nética Bucal pelo Dr. Ernesto Furlan. Este aparelho foi a resolução de um problema que me acompa- nhava por mais de vinte e cinco anos. Tratei-me com especialistas em neurologia, neurocirurgia e psiquiatras, fiz vários exames como eletroencefalograma e até mesmo tomografia, sem chegar a um diag- nóstico definitivo, até que tive uma crise no ato do exame e foi as- sim constatada a disritmia cerebral. Cheguei a ter aproximadamente
  • 67. 106 Biocibemética Bucal Relatos Verídicos 107 trinta crises diárias, sem a perda da consciência, e isso me tolhia muito, pois tinha medo de dirigir ou carregar meus filhos no colo. Com o resultado em mãos, fui ao neurologista, e ele me deu as seguintes explicações: "Seu cérebro ficou mais ou menos assim: co- loque fogo em uma folha de papel e deixe queimar. Quando o fogo se apagar, isso não voltará a ser papel novamente". Meus filhos faziam tratamento com o Dr. Furlan e um dia tive uma crise no consultório dele. Como numa brincadeira, o dentista perguntou-me se eu gostaria de colocar um aparelho e acrescentou: "Não quero que você acredite que as crises vão passar; quero apenas que use e, se o aparelho não der resultado, não precisa pagar nada. Se for o caso, devolvo-lhe o dinheiro. Certo?". Feito este acordo, coloquei o aparelho e usei com determina- ção durante aproximadamente sete meses. Já nos dois primeiros meses as crises diminuíram consideravelmente; depois disso, sumiram por completo e fiquei livre dos psicotrópicos que havia usado regular- mente durante anos. Minha última receita de remédios está em mi- nhas mãos sem que eu tenha precisado tomar um comprimido se- quer. Isto foi em julho de 1990. Dou este depoimento em virtude dos benefícios que recebi do Dr. Ernesto Furlan, e estou à disposição para confirmar a veracidade destas linhas. Atenciosamente, A. A. J. B. EPILEPSIA Meu nome é S. E. M. S. M., tenho dezeseis anos e, com a auto- rização da minha mãe, estou contando minha história. Por volta do ano de 1993, início de 1994, quando tinha onze anos de idade, tive minha primeira crise convulsiva. Fui pegar mi- nha mochila para estudar e, de repente, senti como que uma "ener- gia" no meu braço direito. Caí e comecei a debater-me muito. Meu irmão me viu desmaiada e chamou meu pai. Quando voltei a mim, não me lembrava de nada, estava com muita dor de cabeça e só de- pois comecei a lembrar-me das coisas. Orientada pelo médico, pas- sei a tratar-me com Gardenal 100. Em 1995, tive outra crise, que aconteceu quando estava lavan- do louça: senti novamente minha mão e meu braço energizados e pedi para minha mãe abrir minha mão, mas não deu tempo. Ela ficou assustada, olhando; então caí, me debatendo. Lembro-me apenas de ela falar para eu abrir os olhos. Acho que haviam me virado, pois não os enxergava mais. Fui ao médico, que me mandou continuar tomando o mesmo remédio todas as noites e receitou outro para as dores de cabeça. Mesmo medicada, no finalzinho de 1996 tive outra crise, na escola. Só me lembro de pedir para a minha amiga abrir minha mão e, de repente, caí, debatendo-me muito e deixando meus colegas as- sustados. Desse dia em diante eu não queria mais tomar o remédio, pois achava que não estava fazendo efeito algum. Acabei tomando-o até junho de 1997, mas já não aguentava, pois havia engordado demais, e as dores de cabeça estavam aumen- tando. Então, conversei com minha mãe e expliquei que não queria mais tomar o remédio. Um dia, ela ouviu no rádio uma entrevista com o Dr. Ernesto Furlan e não demorou muito para conseguir uma consulta. Coloquei o aparelho em agosto de 1997 e desde fevereiro de 1998 não tive mais crise convulsiva nem cefaléia, além de ter emagrecido bastan- te. Por mim, uso o aparelho até o fim da minha vida, pois só o fato de não ter mais crises nem dor de cabeça já é um alívio, que não tenho nem palavras para definir. Agradeço muito pelo esforço que vocês estão fazendo e acho que o tratamento da minha epilepsia não tem preço. Acredito que o aparelho me ajudou e continua me ajudando a não ter mais convul- sões e a acabar com a cefaléia. Agradeço-lhes por existir essa maravilhosa clínica de Bioci- bernética Bucal, para acabar definitivamente com muitos problemas de saúde das pessoas, pois todos sabem que grande parte desses pro- blemas acontece por causa dos dentes. Obrigada a todos vocês. Atenciosamente, Suzom
  • 68. 108 Biocibcmética Bucal Relatos Verídicos 109 GASTRITE CASO 1 Compareceu ao consultório um senhor de meia-idade, de nome A. M., relatando na anamnese que há onze anos sofria de uma gastrite crónica, que o molestava muito, impedindo-o de ingerir determina- dos alimentos como feijoadas, frituras, álcool, etc. Na ocasião, A. M. era chefe dos investigadores de uma delegacia da cidade de São Paulo e disse ao Dr. Furlan que, se não ficasse bom, voltaria para prendê-lo. Um dia depois de haver colocado o aparelho, o paciente voltou ao consultório e disse: — Dr. Furlan, o senhor está preso! Dr. Furlan, muito assustado, disse: — Não brinca, A. M. A. M. respondeu: — É brincadeira, estou totalmente bem. — E perguntou: — Posso comer uma feijoada e beber uma caipirinha hoje? Ao que o Dr. Furlan respondeu: — Sim, pode. Nos onze dias subsequentes, o paciente telefonou todas as ma- nhãs para confirmar se podia continuar comendo feijoada e toman- do suas caipirinhas, pois há anos não podia comer nada parecido. Este fato acorreu há aproximadamente dez anos. Em dezembro de 1997, o paciente foi ao consultório para fazer uma visita de corte- sia, informou que estava perfeitamente bem e disse que nunca mais havia tido uma crise de gastrite sequer. CASO 2 Há aproximadamente quinze anos, numa manhã de sábado, o Dr. Furlan, a esposa e a filha foram a um encontro de jovens, no qual a filha ia fazer parte de um acampamento em Cosmópolis, e conhe- ceram os pais de uma amiga dela. Num bate-papo informal, os pais da amiga do Dr. Furlan tomaram conhecimento do trabalho dele e descobriram que a correção dos dentes poderia ser feita sem ter de extraí-los. No mesmo instante, o sr. A. B., chefe da família, chamou o filho, M. B., e disse-lhe que tinha encontrado um dentista que cor- rigia os dentes sem arrancá-los. M. B. ficou muito entusiasmado, pulando de alegria e dizendo que queria ser tratado pelo Dr. Furlan. Deu-se então início ao tratamento. Levando frequentemente o filho até o consultório para os ajustes no aparelho, o sr. A. B. ficou conhe- cendo mais sobre a técnica e decidiu passar também por uma con- sulta, na qual foi detectado que um de seus dentes inferiores estava inclinado para dentro da boca. A. B. era, na ocasião, major da força pública e já havia passado por uma junta de sessenta e um dentistas da corporação que foram unânimes em dizer que a única solução era a extração deste dente, e que, se alguém conseguisse corrigi-lo, eles rasgariam seus diplomas. Desafiou, então, o Dr. Furlan, que afirma- va que conseguiria colocar o dente no lugar. Além disso, A. B. tinha dores horríveis de estômago, causadas por úlceras e gastrite, soma- das a dores de cabeça. O Dr. Furlan aceitou o desafio. A. B. colocou um aparelho para corrigir o problema e deveria retornar uma semana depois, mas, por motivos de força maior, ligou para o consultório dizendo que não poderia comparecer. O Dr. Furlan questionou-o so- bre os sintomas relatados em anamnese, e A. B. disse que durante a semana não havia tido dores no estômago nem de cabeça. Passados alguns meses, o dente voltou ao seu lugar original e A. B. foi até a corporação para mostrar aos colegas e pedir que rasgassem seus di- plomas. Logicamente eles não o fizeram. Hoje, passados mais de quinze anos, A. B. é coronel aposentado e nunca mais se queixou de problemas de estômago ou dores de cabeça, mas acabou perdendo seu dente por motivo de cárie. Seu filho, M. B., terminou o trata- mento aproximadamente dois anos depois de começado, corrigindo seus preciosos dentes sem ter de extraí-los. LEUCEMIA CASO 1 Uma senhora de aproximadamente trinta anos, de nome F.L.P., foi ao consultório acompanhada de um dentista chamado Dr. Gilber- to, dizendo que tinha leucemia e que viveria no máximo mais trinta dias. Assustada e em prantos, disse que não podia morrer, pois, além de ser muito jovem, tinha três filhos pequenos para criar. Trouxe consigo vários exames laboratoriais que constatavam a gravidade de seu caso. De um mês para o outro os leucócitos aumentaram de du- zentos e quarenta mil para duzentos e sessenta mil, quando o normal é em torno de cinco a dez mil (Fig. 57).
  • 69. 110 Biocibemética Bucal Relatos Verídicos 111 LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLINICAS C. 0. C. 51.71-1.7 4 4/0001-O Rui Mtrcont, 87 - 3.* Andit, - Canjunlo 52 - Fon»: 255-K50 JFLEURY BICIOUIMICA VíllíLA . CKEMtb NOME-. ^inii^a ce LUj.y/1 ______________________________ Oft. (A):________________............................. r MO M Ri l ) F MT%rFS >JOL0GIA ATUMIA PAIULOÍ, H E M O G R A M A StfttL VCRf.TLHA: V. NORMAIS 1 SÉRIE BR/,NCA: V. NORMAIS RESULTADO 1 H W LEUCÓCITOS / i.000 ■ 10 OCO Ê F í l T R G C t T C S ( r - i i l h 3 t 4.JEO.ClC 4,7 - 6.1 4.2 . f,4 M I L L Ô C I T C G 0 H L M O C L C U I N A 11,'1 i;r.ó 14 - 113 B'% H.6 ■ 10 M Í I T A M I E L Ó C l T O S _ C■ 1 H f ^ A T C C f i i r o U A 3 T O r J t T f . 3 3 • 0 VCl 1 : n . e f i HCM Jiipçj------ E l A S O F l L O S i . * 0 ■ 1 CMCM 3 3 - 3 0 L I N F t a T C S ^ L 30 - 30 fLAQULTAB J SOO . 400 OOQ M O j r C I T 0 4 a -•i "^J "...^ í 1 u P A I U G I Í C L Í 0 ! C 0 - ( ' p . T 3 ) ™ ----------- RI'JA ura i. (MO HM AL) VOL U M E ItfLWil.T-" ; |ASPECTO LiNflDO CO» A CITRINO BEAÇAO ACIDA OtNSIDAOE IOIO - io:.o PWO11 INAS 0 ■ 50 ".-% PROTOZOÁRIOS; OUCQ5E AUtCHTt C. CCTÔNlCOS AUS«Nlt PIO. UiLIA>ít5 AUSCNfC UFÍOBILIUOOENIO i/i > i/aa HFMOCH.OHINA AUSENTE o u i n o s L X A M C S LEUCÔCI1O3 ATÉ 10.0CO,'rn1 CILINDROS V . D . f f . L . R c t n M o 08S.: O , t . ^ l . j 70. HO *..,•« T - o - 5 " " 8 * " S U n . . >U( u n t e : SRA FINUZZA DE LUCfl PERASSOLI it-Juo Dl) JOfar PEDRO Zf.KPlERI FILHO SER XE VERMELHA KLUUL1ADO LKriROCl lOli = 1,1 li, i ll-,<)f:./liin,::: lirMOCI.OlllNA s 18 ,7 3/ dl (67Y.Í lIFt-l.-MOCR 1 10 - 33 ml cr ilri.it.AII III'M(»ÍI.0II1NI1 CORPUSCULAR Mi:i)l.-| : 26 p Kinr j»..s UOLIIHK COUPUÍJCULMR MLOIO : t(8 nutra <:uL, i -:: os CONCtjJIRACAO DE HMIOftl OU LHA COiíiHISCUL AR MLDIA: 32 íl/'J i r oi oii i:coi;." SERIE BRANCA ÍEBULTftOO " '■ ■ /i, li 3 ..FUCOCtl 05 348 .08 NEUTROFll.OG 83, 5 20» FROMIELOCITOS 1 , ã 3 . i88 K.IELOCITOS 16, 8 3B. - tatilFi AMi ELOC ! Oíi 1B, 8 ■13. 280 BAST0NE1EG . 28, 8 10. 888 EiF.líMFNTADO;; 2a, 8 47. 288 EOSiNOF 1 L0!:> - 3, 0 7. 280 BASOFILOS - 5, 13. 280 LINFOCIroa 2 5, 8 12. 000 M0N0C1T03 = 8, 8 8 PLfiSMOClTOli : 0, 8 0 HEHOUITOULAínOS : 2, 5 ò. 880 MILLOOLASTOG : 8, 5 1 280 i..iiRACTr:nr:s HORFOI.oG 6A0 PAULO. * ' /_1.;_______/ ._!.____ Figura 57 )i 1 OHE:J RE.FERP.Ni UÍA ', f o 13 A MO b" ) '■'■ / li, 3 '. i. 880 a 13 . 803/ti 3. 80» a 7 . 9000 9 9 e t. 1 » lotí 3 l, ise ÓOO . : a 1/3 2 . 980 A - 3081 'a '1 *>0 •',08 0 0.5 0 :i« < a 30 1 . 0O 000 Data : 23/M;Í/B9 VALOR Kf.FIKKNClA (LM: AI>0S 13 ANOU 'l ,.' a a , ■) 11 .i 1 í:l Í;I",RAC i [:K'c.i
  • 70. Figura 58
  • 71. 112 Biocibernética Bucal Relatos Verídicos 113 Foram colocados dois aparelhos de ortopedia em sua boca, com a finalidade de abrir as parábolas e aumentar o espaço interno e a altura delas, e solicitado que retornasse após uma semana para fazer a modificação dos aparelhos, que seriam semanais. Passado um mês da colocação dos aparelhos, ela foi ao seu médico, que, assustado, lhe disse: — Você não morreu ainda? Não se iluda, não! O médico pediu novos exames, e F.L.P. continuou a fazer suas visitas semanais ao consultório, relatando que estava se sentindo cada vez melhor. O resultado do exame solicitado constatou uma diminuição do número de leucócitos. Deu-se continuidade ao tratamento por aproximadamente dois anos e então foram pedidos novos exames, mesmo porque F.L.P. já não sentia mais nada. O resultado do exame foi fantástico e talvez assustador, pois F.L.P. estava com seus leucócitos em sete mil (Fig. 58), o que está dentro do padrão de normalidade. Este caso teve início em 1988 e a paciente recebeu alta em 1990. CASO 2 Um paciente do Dr. Furlan chamado Lázaro mandou ao con- sultório uma sobrinha que estava com leucemia terminal e pediu que não fosse cobrada a consulta, pois ele acertaria os honorários profis- sionais posteriormente. Alguns dias depois, apareceu no consultó- rio, acompanhada da mãe, uma criança esquelética, magérrima, so- mente pele e osso, totalmente careca, sem conseguir falar nem an- dar. Chamava-se Patrícia e tinha quatro anos. Dr. Ernesto assustou- se ao ver a menina e disse à mãe que o caso era muito difícil. — Mas vamos tentar, porque para Deus nada é impossível. Após instalado o aparelho, com muita dificuldade, a paciente, juntamente com sua mãe, desaparecera do consultório durante al- guns meses, o que levava a crer que a criança tinha falecido. Passa- do todo este tempo, a mãe da menina telefonou, dizendo estar na cidade de Cascavel, no Estado do Paraná, e que tinha em mãos os exames que fizera na filha e que apresentavam um quadro de norma- lidade, fato que surpreendeu e deixou todos muito felizes. A mãe prometeu vir ao consultório assim que chegasse de viagem, o que aconteceu alguns dias depois. Ao trazer Patrícia para a consulta, notou-se que seus cabelos estavam crescidos e ela já andava e corria por conta própria por todo o consultório. Falava bastante, apresentando um quadro de normali- dade total. Foi dado alta à paciente e, um belo dia, o sr. Lázaro apa- receu no consultório querendo acertar a conta do trabalho realizado, mas todos estavam tão eufóricos com o resultado que disseram já haver sido pago, pois o preço da vida de uma criança não há dinheiro que resgate. Mesmo assim, o sr. Lázaro ofereceu serviços da sua empresa na obra que estava sendo realizada na clínica do Dr. Ernesto Furlan. Esta paciente residia na cidade de Santos, Estado de São Paulo. O fato relatado ocorreu em 1988 e foi concluído no ano de 1991. Passados dez anos, o Sr. Lázaro encontrou o Dr. Furlan e in- formou-lhe que a menina estava muito bem de saúde. CASO 3 A paciente S. N., de oito anos de idade, do sexo feminino, veio ao consultório com a pele cheia de equimoses (manchas arroxeadas), com o diagnóstico de leucemia e prognóstico péssimo. Havia rece- bido um prazo de seis meses de vida, e os médicos disseram à famí- lia que se conformasse, pois o quadro era muito ruim. Utilizando o aparelho de ortopedia bucal, a menina começou a responder ao tratamento. Foram pedidos novos exames. Constatou- se uma melhora nas plaquetas e leucócitos, e o médico perguntou se ela havia feito transfusão. A mãe da menina disse que não e infor- mou que ela estava usando um aparelho na boca. O médico riu e não disse nada. Passados alguns meses, as equimoses foram desapare- cendo, e a pele da menina começou a ficar mais limpa. Voltando ao seu médico, este ficou impressionado com o resultado e disse: — Não tire mais este aparelho da boca, viu, menina! Hoje, passados mais de doze anos, S. N. tornou-se S. N. S., pois está casada, tem vinte anos e teve uma filha, a qual levou ao consultório, orgulhosa, para que todos pudessem conhecer. Foram feitos exames de sangue em sua filha e nada foi constatado. O caso teve início em 1986 e a paciente recebeu alta em 1992. LlNFOMA NÃO-HODIKINS Meu nome é C. S., tenho vinte e seis anos, sexo masculino, solteiro, e moro no bairro de Sapopemba, na cidade de São Paulo.
  • 72. 114 Biocibernética Bucal Relatos Verídicos 115 Por volta de novembro de 1996, comecei a ter febres constan- tes de 39°, que não passavam nem diminuíam com remédio algum, e a perder peso. Então, procurei o posto de saúde perto de minha casa (PAS), fiz os exames solicitados, e o médico diagnosticou grande alteração na chapa do pulmão e várias alterações no exame de san- gue. Fui encaminhado para o Hospital da Santa Casa de Misericór- dia e depois para o prédio Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho, onde marcaram uma biópsia para ter certeza do diagnóstico. Ficou assim constatado ser um doença denominada Linfoma não-Hodikins. Fiz tratamento com quimioterapia de março a junho de 1997, uma sessão por dia, juntamente com um remédio potente (Meticorten) e, devido à quimioterapia, fiquei muito fraco, peguei uma grave pneu- monia, estive internado, perdendo peso, tendo tosses muito fortes, falta de apetite, dificuldade para respirar e perda total dos cabelos. No mês de julho, abandonei a quimioterapia, passando a tratar-me com homeopatia, tomando remédio de ervas naturais. Nessa época, co- nhecidos me indicaram o Dr. Ernesto Furlan e o aparelho da Biociber- nética Bucal, e resolvi conhecer uma nova alternativa de tratamento. C. S. foi ao consultório praticamente carregado pelos vizinhos, que estavam solidários com o seu sofrimento, tinha grande dificul- dade respiratória e de locomoção, estava muito magro, pálido, encurvado devido à fraqueza. Na anamnese disse que vinha perden- do sangue pelas vias urinárias, pelas fezes e estava pesando 50 kg, quando seu peso normal era de 85 kg. O Dr. Ernesto Furlan assus- tou-se com o aspecto do paciente e comentou com seu assistente Rogério Pavan dos Santos que o caso era de dificílima solução, pois o aspecto físico e clínico do rapaz era terminal. Uma semana após a instalação do aparelho para fins de ortope- dia, o paciente C. S. retornou, falando o seguinte: — Parei de ter hemorragia e meu apetite está melhorando. Es- tou me sentindo melhor, mas tenho tido fortes dores no estômago. Durante quatro meses seu aparelho foi periodicamente movi- mentado, com intervalos de quinze dias e, na última visita, em outu- bro de 1997, C. S. relatou: "Sinto-me muito bem! Ganhei dez quilos, estando agora com 60 kg. Como podem ver, meus cabelos já estão bem crescidos, mi- nhas dores de estômago desapareceram totalmente, tenho tido muito mais disposição, já não tenho grandes dificuldades respiratórias, estou jogando bola e empinando pipa. Minha boa notícia mais re- cente é que fui readmitido no meu antigo serviço. Sinto-me novo outra vez". CS. PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA Paciente E. R. L. S. V., 28 anos, sexo feminino, casada, resi- dente na cidade de São Paulo. Tudo começou com dores nas costas e fraqueza. Por conta pró- pria, tomei Voltaren e fui dormir. Ao acordar, estava com hemorra- gia vaginal e em consulta à ginecologista esta me alertou de que o problema não era ginecológico. Encaminhou-me para um clínico- geral, que pediu um exame de contagem de plaquetas. Neste perío- do, começaram a aparecer manchas roxas pelo meu corpo, além de pontinhos avermelhados. Ao receber os resultados do exame, as plaquetas estavam em cinquenta mil por milímetro cúbico de san- gue. Mesmo sendo o normal entre cento e cinquenta e quatrocentos mil, minhas plaquetas diminuíam a cada doze horas. O médico receitou Meticortem para eu tomar e tive de ficar em observação em casa, pois não havia vaga no hospital. No en- tanto, a hemorragia agravou-se, e como as plaquetas já estavam em dez mil fui internada, fiz vários exames e constatou-se que eu era portadora de uma doença chamada púrpura trombocitopênica, de origem idiopática. Passei a tomar 80.000 ml de Meticortem e então teve início meu calvário, pois o remédio acabou comigo: comecei a inchar e engordei trinta quilos. Ficava mais no hospital que em casa e comecei a sofrer dos rins e a ter hipertensão. Tive necrose asséptica na cabeça do fémur das duas pernas e infecção na urina por cinco anos. Foi aí que comecei a usar o aparelho da Biocibernética Bucal e fiquei 90% melhor. Já faz quatro meses que estou usando o aparelho e não tomo mais remédio algum. E. R. L. S. V.
  • 73. 116 Biocibernétka Bucal Relatos Verídicos 117 RlNITE CASO 1 Em 1989, a filha do Dr. Furlan, Vita Catarina, foi passar as férias escolares no Estados Unidos, na casa de sua madrinha, na cidade de Nova York. No começo da noite, estando sozinha, sentiu medo, pois o bairro não era dos melhores, e ligou para o seu pai, no Brasil, que, sem poder fazer muito, ligou para uma amiga, de nome Odete, residente em Newark, Nova Jersey, Estado vizinho de Nova York. Odete então pediu ao noivo da filha, E. R., que buscasse Vita no Bronx, levando-a para Newark. Quando E. R. esteve no Brasil, foi conhecer o Dr. Furlan e, neste contato pessoal, verificou que ele estava com o nariz muito vermelho, pois há muitos anos sofria de rinite alérgica. O Dr. Furlan, como gratidão, ofereceu-lhe um trata- mento gratuito, mas o rapaz julgou desnecessário, dizendo que o , irmão dele, que era médico, alegava que esse tipo de problema não tinha cura. Depois de algum tempo, arrependido por ter recusado a gentil oferta, resolveu dar início ao tratamento, mas sem muita con- vicção. Instalados os aparelhos, E. R. foi dormir no Colégio Adventista de Itapecerica da Serra, pois era pastor adventista. No dia seguinte, pela manhã, ligou para o consultório, emocionado: ___Que aparelho é este? Já não tenho mais nada! Não espirrei nenhuma vez, a coriza secou e não precisei usar nenhum lenço. Mi- nhas narinas ficaram desobstruídas e eu respirei muito bem durante a noite. E. R. quis, então, conhecer melhor a filosofia do trabalho e depois convidou o Dr. Furlan para fazer uma conferência no Colégio Adventista de Hortolândia. Hoje, E. R. está casado com a filha da dona Odete, H. C. R., que também tinha problemas de rinite alérgica e se tratou com o Dr. Furlan. Ambos permaneceram no Brasil por muitos anos e depois retornaram ao seu país de origem. CASO 2 Ao passar em consulta, C. P. F. relatou ter problemas de rinite alérgica que se manifestavam com coriza e espirros matinais. Pare- cia estar constantemente gripado. Foi, então, solicitado ao paciente que desse nota aos seus problemas, segundo a gravidade de cada um, e ele atribuiu a todos a nota "R", de ruim, que era a mínima. Além disso, queixava-se de dores na articulação dos dedos, conheci- da como tendosinovite, pois era analista de sistemas e digitava o dia todo. C. P. F. retornava semanalmente ao consultório e, já na primei- ra semana, a nota dada aos problemas era "M", o que significava uma melhora, enquanto a nota da tenossinovite se manteve. O rapaz questionava sobre a maneira como tudo acontecia e ficava abismado a cada informação nova que obtinha. Na segunda semana, a nota foi "O", de ótimo, e "M" para a tenossinovite. Como C. P. F. fazia mus- culação e tomava suprimento de proteína animal, foi orientado tam- bém a usar proteína vegetal. Em princípio achou que não consegui- ria o mesmo resultado, mas passados seis meses percebeu que obte- ve e sem correr o risco de intoxicar-se com aminoácidos animais. Passados dois anos e meio de tratamento, recebeu alta e mante- ve todos os resultados obtidos. Voltou para consulta semestral e reconfirmou-os, dizendo que em todo este período teve apenas um resfriado, que durou apenas um dia. Agradecimento Às vezes o que recebemos é tão surpreendente e tão va- lioso que poucas palavras não seriam capazes de agradecer. Esta é a sensação que tenho ao pensar no ilustre casal: Ernesto Furlan e Vita Militello Furlan que com toda certeza, foram responsáveis direta e indiretamente por esta modesta obra. Dona Vita por ser a pessoa que me introduziu na Bioci- bernética Bucal e o Dr. Furlan que generosamente me cedeu conhecimentos que adquiriu em 50 anos de profissão. Quero então registrar o meu muito obrigado aos dois, que, embora não mais possam receber este agradecimento, sabem, onde quer que estejam, o quanto sou grato por tudo que fizeram. Tenho certeza de que estas poucas palavras vão ecoar nos corações denossos amigos e familiares, assim como no meu, transcendendo o plano terrestre até atingir o seu verda- deiro alvo. Dr. Rogério Pavan dos Santos
  • 74. Em Exisca da Saúde Perfeita A leitura é uma das melhores formas de ampliar conhecimentos, e este livro contém algumas informações que vão fazê-lo parar para pensar, discutir e, em muitos casos, até duvidar. A dúvida motivou dois cientistas a buscar novos caminhos, fazer descobertas, inovar em suas pesquisas, tentando chegar à verdadeira origem dos inúmeros problemas de saúde. Esta obra é o resultado de inúmeras pesquisas e de trinta anos de experiência clínica com a técnica chamada Biocibernetica Bucal, ou seja, a reprogramação da vida por intermédio da boca, e faz um convite ao leitor para viajar e conhecer o real universo contido na arcada dentária, saber como ela se deforma e de que maneira atua no restante do corpo. Vai ajudá-lo a descobrir a influência dos tipos culturais na formação bucal e o porquê de os orientais possuírem o rosto achatado, com grande desenvolvimento do queixo, enquanto os europeus e latinos têm, em sua maioria, o queixo pouco desenvolvido, identificando qual a relação disso com as características socioculturais de cada povo. A Biocibernetica Bucal tem capacidade de diagnosticar problemas de saúde numa análise simples e pode contar parte da vida de uma pessoa apenas pelo exame de seus dentes e de sua boca. Certamente, o conteúdo deste livro vai ajudá-lo a semear ideias, pois o objetivo do autor não é mudar o mundo, mas dar sua contribuição para uma nova visão sobre a saúde do homem e as formas de tratamento que estão sendo utilizadas para melhorá-la. Biocibernetica Jílim _BlL3&£l MADRAS Dn Ernesto Furlan Dr.RogérioPavandosSantos MADRAS Saúde/Odontologia Bioeihernetiea