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Editor:
Wagner Venc/.iani Costa
Produção c Capa: Equipe
Técnica Madras
Ilustração da Capa:
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Biocibcrnética Bucal
Nos últimos seis anos, o Dr. Rogério Pavan dos Santos tem-se
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O fator cultural é determinante para a formação de uma crian-
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Para chegar a essa conclusão, milhares de pessoas foram exa-
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Para a frente e para os lados ela está cercada por dentes; para
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Multiplicando as três dimensões bucais — lateral, vertical e
profundidade...
culatura e dentes. Por exemplo, ao falar, deveriam aparecer tanto os
dentes superiores quanto os inferiores, e isso indepe...
Biocibernética bucal em busca da saude perfeita
Biocibernética bucal em busca da saude perfeita
Biocibernética bucal em busca da saude perfeita
Biocibernética bucal em busca da saude perfeita
Biocibernética bucal em busca da saude perfeita
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  1. 1. © 2002. Madras Kdiloru Lida. Editor: Wagner Venc/.iani Costa Produção c Capa: Equipe Técnica Madras Ilustração da Capa: Equipe Técnica Madras Revisão: Alessandra Miranda de Sá Adriane Gozzo Wilson Ryoji Imoto Prefácio ISBN: 85-7374-520-7 Proibida a reprodução total ou parcial desta obra, de qualquer forma ou por qualquer meio cletrônico, mecânico, inclusive por meio de processos xcro- gráficos, sem a permissão expressa do editor (Lei n" 9.610, de 19.2.98). Todos os direitos desta edição reservados pela MADRAS EDITORA LTDA. Rua Paulo Gonçalves, 88 — Santana f ^- 02403-020 — São Paulo — SP Caixa Postal 12299 — CEP 02013-970 — SP Tel.:CO___11) 6959.1127 —Fax: (0____11) 6959.3090 www.madras.com.br A leitura é uma das melhores formas de ampliar conhecimen- tos, e este livro contém algumas informações que vão fazê-lo parar para pensar, discutir e, em muitos casos, duvidar. A dúvida motivou dois cientistas a buscar novos caminhos, fazer descobertas, inovar em suas pesquisas, tentando chegar até a verdadeira origem dos inú- meros problemas de saúde. Esta obra é resultado de inúmeras pesquisas e de trinta anos de experiência clínica com a técnica chamada Biocibernética Bucal, ou seja, a reprogramação da vida através da boca, e faz um convite ao leitor para viajar e conhecer o real universo contido na arcada dentária, saber como ela se deforma e como atua no restante do cor- po. Vai ajudá-lo a descobrir a influência dos tipos culturais na for- mação bucal e saber por que os orientais têm o rosto achatado, com grande desenvolvimento do queixo, enquanto os europeus e latinos têm, na sua maioria, o queixo pouco desenvolvido, identificando qual a relação disso com as características sociocuiturais de cada povo. O Dr. Ernesto Furlan, juntamente com seus colegas, pesquisou durante vários anos a maneira como os dentes se dispõem na boca e correlacionou cada um deles a um sistema, descrevendo o compor- tamento das pessoas pela avaliação de seus dentes e do formato da
  2. 2. boca.
  3. 3. Biocibcrnética Bucal Nos últimos seis anos, o Dr. Rogério Pavan dos Santos tem-se empenhado em estudos que mostram a influência cultural e educa- cional no desenvolvimento bucal; como os pais, inconscientemente, são responsáveis pela malformação bucal de seus filhos e de que maneira isso repercute no desenvolvimento e na saúde do indivíduo adulto. A informação mais inovadora obtida nestas pesquisas diz res- peito à principal função dos dentes, que é manter níveis respirató- rios adequados, sendo deles boa parte da responsabilidade pelo equi- líbrio físico, bioquímico, energético e esquelético, e apontando-os, na verdade, como mais uma porta de acesso ao universo do corpo. Assim como outras técnicas, a Biocibernética Bucal tem capacidade de diagnosticar problemas de saúde numa análise simples e pode contar parte da vida de uma pessoa apenas pelo exame de seus den- tes e de sua boca. Infelizmente, porém, tem-se dado pouco valor para a boca, e ainda nos dias de hoje extraem-se dentes por banalidade. Qualquer dorzinha que aparece é motivo para a realização de extrações dentá- rias, até mesmo para colocação de aparelhos corretivos. Isso ocorre por desconhecimento das consequências posteriores a uma interven- ção como esta sem análise adequada. Apesar de ter sido descoberta há mais de três décadas, a Bioci- bernética Bucal ainda está sendo semeada e sabemos que muitos de seus frutos só serão colhidos depois de vários anos, embora já se possam ver lindas flores. Com certeza, o conteúdo deste livro vai ajudar a semear ideias, pois o objetivo dos autores não é mudar o mundo, mas dar sua contribuição para uma nova visão sobre a saúde do homem e as formas de tratamento que estão sendo utilizadas para melhorá-la. índice PRIMEIRO CAPÍTULO A Biocibernética Bucal: do Surgimento aos Dias de Hoje.............11 SEGUNDO CAPÍTULO As Alterações da Saúde e Suas Causas....................................... 19 TERCEIRO CAPÍTULO O que Fazer para Minimizar as Deformações..............................29 QUARTO CAPÍTULO Os Dentes ...................................................................................33 Os Incisivos Centrais.............................................................39 Os Incisivos Laterais..............................................................40 Os Caninos.............................................................................41 Os Primeiros Pré-molares .....................................................42 Os Segundos Pré-molares......................................................43 Os Primeiros Molares............................................................44 Os Segundos Molares............................................................45 Os Terceiros Molares.............................................................46 Tipos de Desenvolvimento....................................................47 7
  4. 4. lii(ii'ibri'iii: liai Bucal QUINTO CAPÍTULO Respiração c Bioquímica.............................................................53 I )isfunçóes Respiratórias ......................................................53 I )oivs de Cabeça e outros Distúrbios.....................................57 Disfunções Bioquímicas ou Digestivas..................................60 Disfunções Esqueléticas.........................................................65 SEXTO CAPÍTULO Rouco e Apnéia — uma Nova Proposta......................................69 SÉTIMO CAPÍTULO Próteses.......................................................................................77 OITAVO CAPÍTULO Hidroterapia: um Complemento à Técnica..................................83 NONO CAPÍTULO A Alimentação para o Homem....................................................91 Monodieta..............................................................................98 DÉCIMO CAPÍTULO Relatos Verídicos...................................................................... 101 Apnéia na Gestação.............................................................. 101 Bronquite............................................................................. 103 Disritmia.............................................................................. 105 Epilepsia.............................................................................. 106 Gastrite................................................................................ 108 Leucemia.............................................................................. 109 Linfoma Não-Hodikins........................................................ 113 Púrpura trombocitopênica.................................................... 115 Rinite................................................................................... 116 Bibliografia............................................................................... 119 Introdução Para a Biocibernética Bucal, as alterações da arcada dentária de uma pessoa repercutem em todo o seu organismo, sob a forma de disfunções, que são mais conhecidas como doenças. A arcada dentária de grande parte dos indivíduos está sujeita a sofrer deformações de crescimento, e este fato se intensifica quando se perdem dentes an- tes do tempo, como por exemplo aqueles por cárie na infância e adolescência ou mesmo extraídos para correção dentária. Quando isso ocorre, a arcada deixa de atingir o crescimento adequado, o que indiretamente vai dificultar a entrada de ar nos pulmões. Com isso, todo o processo respiratório fica comprometido, promovendo uma série de disfunções "orgânicas". De acordo com o Dr. Ernesto Furlan, cirurgião-dentista com cinquenta e cinco anos dedicados à profissão, participante de vários congressos internacionais e com mais de trinta anos de estudos c experiência na prática da Biocibernética Bucal, é raro alguém pos- suir uma boca 100% perfeita. Motivos diversos, como o uso de chu- peta ou o hábito de chupar os dedos quando criança, aliados ao tipo cultural e à educação, são os causadores de deformações bucais, al- terando, portanto, o processo respiratório e bioquímico. A deficiência do crescimento bucal e a perda de dentes redu- zem o espaço para a acomodação da língua, que, então, pressiona os tecidos do palato mole (céu da boca) e da epiglote, diminuindo a entrada de ar pelas narinas, produzindo menor oxigenação dos pui-
  5. 5. 10 Bioabmictica Bucal mões. Esse processo desencadeia alterações e afeta a circulação san- guínea porque impede o pulmão de realizar corretamente sua função de oxigenar o sangue (hematose), e repercute na saúde da pessoa, podendo ocasionar doenças como infarto e derrames. Pode ainda acontecer de a saliva ficar "ácida", levando ao aparecimento de doen- ças como gastrite, queílites (boqueira), gengivite, hemorróidas, es- pinhas e até diabetes. A saúde do organismo depende de células bem oxigenadas e de saliva alcalina ou neutra, para que o sangue flua cheio de nutrien- tes, alimente os órgãos e recolha as toxinas. Por isso, o realinhamento da dentição, juntamente com a substituição dos dentes perdidos por próteses, atua como uma espécie de reprogramação da vida através da boca. E não apenas o realinhamento dos dentes, mas principal- mente a recuperação do espaçoJjngual e a reestruturação óssga_ser- vem para corrigir as disfunções do quadro bioquímico, respiratório e, algumas vezes^a_téjiisfiin§õe_s visuais. A normalização ocorre porque, com os dentes no lugar, a res- piração se restabelece e regula a bioquímica da boca, tornando a saliva alcalina ou neutra, além de melhorar a postura esquelética. Após seis anos trabalhando em pesquisas como auxiliar do Dr. Ernesto Furlan, o Dr. Rogério Pavan dos Santos deu início à pesqui- sa para tratamento dos distúrbios do sono, em especial o ronco e a apnéja. Segundo os pesquisadores, também o ronco tem origem na deformação bucal, que não deixa espaço para a língua e, em conse- quência, impede a passagem do ar. Por esta razão, foi criado um dispositivo que, usado na boca durante a noite, reverte esse processo (empurra o maxilar inferior para a frente), eliminando ou reduzindo a apnéia (parada respiratória durante o sono) e o ruído do ronco. "Ninguém cura ninguém. O que fazemos é normalizar a condi- ção bucal. O fim das disfunções 'orgânicas' vem por consequência!" Dr. Ernesto Furlan Primeiro Capítulo A Biocibernética Bucal: do Surgimento aos Dias de Hoje A técnica teve início no interior de São Paulo, mais exatamen- te na cidade de Araçatuba, onde dois dentistas brasileiros chamados Denisar Lopes de Figueiredo e Mário Baldani fizeram uma revisão da literatura odontológica, verificando que havia crânios bem de- senvolvidos e outros pouco desenvolvidos, e resolveram buscar um ponto de equilíbrio. Perceberam que, quando mudavam a anatomia bucal de seus pacientes, estes apresentavam respostas positivas em sua biologia. No começo, pensava-se que fossem apenas coincidên- cias, mas, ao longo do tempo, perceberam que ocorria uma resposta biológica a um estímulo, ou seja, à colocação de aparelhos bucais. Partindo desse princípio, desenvolveram uma pesquisa intensiva no sentido de descobrir a causa de tais mudanças e assim surgiu a Bio- cibernética Bucal. Essa técnica proporciona, sozinha, uma melhora percentual em torno de 30 a 80% dos resultados necessários para uma saúde plena. Pode ter resultados variáveis, dependendo do caso, de maneira que serve de complemento nas mais diversas formas de tratamento utili- zadas hoje pela medicina alopata e homeopática, entre outras. Ob- servou-se, por exemplo, que em conjunto com a hidroterapia ou o vegetarianismo, segundo uma visão um pouco diferenciada e algu- mas regras básicas da vida, podem-se atingir valores muito próxi- 11
  6. 6. 12 fíiocibmiclwn Bucal A Biocibernética Bucal: do Surgimento aos Dias de Hoje 13 mos de 100% de resultado nos tratamentos. Normalmente, o pacien- te que apresenta condições graves tem uma recuperação quase ime- diata, enquanto os pacientes não-graves levam mais tempo para apre- sentar respostas favoráveis. O Dr. Ernesto Furlan passou a fazer parte do grupo que havia recém-criado a Biocibernética Bucal ainda no início das pesqui- sas, levado principalmente por seu próprio interesse: pelo fato de ter nascido, em 1922, na cidade de Araraquara, prematuro e com peso muito baixo, e não havendo, na época, incubadoras ou qual- quer outro processo de aquecimento, a única solução encontrada foi envolvê-lo com grandes faixas de algodão. Por infelicidade, esse procedimento prejudicou seus pulmões, atrofiando-os, con- forme foi constatado anos depois, deixando-os com menos da me- tade da capacidade respiratória de uma pessoa normal, problema conhecido vulgarmente como "peito de pombo". Além disso, está comprovado que a maioria das crianças prematuras tem tendência a desenvolver problemas respiratórios. Em agosto de 1954, já residindo em São Paulo, ele teve uma crise de tosse quase ininterrupta. Tentou todos os tipos de xaropes e medicamentos, fez diversas simpatias, mas nada solucionava seu pro- blema. Até que então o destino colocou em seu caminho um livro que ensinava a jogar água fria nas costas para curar a tosse. No co- meço achou absurdo, mas, ao pensar nas dezenas de tentativas já feitas, decidiu arriscar. Era mês de agosto, e a temperatura estava baixa, mas mesmo assim o Dr. Furlan se submeteu ao tratamento. No dia seguinte, a tosse havia piorado muito, mas ainda assim deci- diu continuar e, no terceiro dia, não havendo grandes mudanças, já estava quase desistindo. Porém, para sua surpresa, no quarto dia não tossiu sequer uma vez e depois disso nunca mais teve problema de tosse. A partir de então, começou a praticar a hidroterapia. No seu aniversário de trinta e seis anos, em 7 de novembro de 1958, a cunhada presenteou-o com um jantar e foi assada uma linda leitoa, mas, no dia seguinte, ele teve uma grande disenteria, que lhe ocasionou hemorróidas. Na viagem de retorno a São Paulo, encon- trou no ônibus um amigo que o questionou sobre a estranha postura no assento. Dr. Furlan contou-lhe o acontecido e ouviu do amigo como a ingestão de carne poderia prejudicar a saúde. Essas sábias palavras fizeram-no entender algo importante: apesar de ser dentista, nunca havia relacionado o regime alimentar com as caraterísticas dos dentes e, observando melhor, notou que os homens têm apenas quatro dentes caninos, ou seja, dentes de animal carnívoro, para vinte e oito dentes de herbívoros, que se- riam os incisivos, os pré-molares e os molares, concluindo desse modo que não deveriam ser um animal carnívoro. Desde então, tornou-se vegetariano. Em 1962, foi detectado um câncer no intestino de sua mãe e todos ficaram assustados com a gravidade do problema. Certo dia, o Dr. Furlan viu uma reportagem sobre um médico americano chama- do William Frederick Kock, que havia descoberto um reagente con- tra o câncer e outras doenças de origem virótica. Descobriu que ele estava residindo em Petrópolis e decidiu ir até lá para conhecê-lo e saber mais a respeito de seu trabalho. Foi atendido pelo próprio mé- dico, mas a comunicação estava muito difícil, pois ele não falava português. Por meio de gestos, conseguiu um cartão para entrar em contato com o Dr. Jaime Treiger, que era amigo e tradutor do Dr. Kock. Nesse período, foi informado de que os médicos viriam traba- lhar em São Paulo, mais especificamente em Mogi-Mirim, e pediu autorização para levar a mãe para uma consulta. O Dr. Furlan ficou muito impressionado com o trabalho deles e quis participar do gru- po. Antes de os outros membros aceitarem o pedido, perguntaram- lhe se comia carne e se fumava. Dr. Furlan respondeu que era vege- tariano há quatro anos, que não fumava, e sob essas condições pôde participar da equipe. Aprendeu, então, que os tumores tinham ori- gem na alteração dos processos respiratórios, e que a proteína ani- mal, no intestino, poderia transformar-se em veneno para o corpo. Após participar de uma série de congressos nos Estados Unidos e no México, o Dr. Furlan conheceu um dentista que pesquisava a mudança de comportamento dos macacos quando do tratamento ortodontico. Um belo dia, andando pelas ruas de São Paulo, encon- trou um velho amigo protético que lhe falou sobre dois profissionais que estavam desenvolvendo um trabalho semelhante ao do dentista americano. Disposto a conhecê-los, o Dr. Furlan viajou o mais rápido que pôde para Araçatuba, onde começou a participar do grupo. Desse dia em diante, toda a sua vida mudou, e a primeira experiência que fez foi em si mesmo. Sua capacidade respiratória era bem reduzida, e além disso tinha um problema no nariz chamado na época de ozena, caracterizado por mau cheiro nas narinas, equivalente ao de cadáveres em estado de putrefação. Para saná-lo havia passado por várias cirur-
  7. 7. M Hl/K iln i in l i m liunil A Biocibernética Bucal: do Surgimento aos Dias de Hoje 15 j-.ias ile coneção de septo, inalações constantes, sendo algumas especiais, com uso de antibiótico. Já no primeiro contato, os dois colegas de Araça- tuba o deixaram chocado, dizendo-lhe que "só es- tava velho e doente porque queria". Propuseram- lhe a colocação de uma prótese que aumentava o volume interno de sua boca em mais de trinta mi- límetros e o resultado foi surpreendente. Na mes- ma hora, uma quantidade fantástica de saliva in- vadiu-lhe a boca, quase afogando-o, e em poucos dias o mau cheiro das suas narinas desapareceu e ele sentiu grande melhora na respiração. Além dis- so, a estética e a harmonia de seu rosto tiveram uma mudança impressionante {Fig. ]). No seu entendimento, sua saúde mudou daí para a frente, e então ele percebeu que não deveria tratar da doença, e sim da saúde. Em vez de fazer dezenas de tratamentos para o problema aparente, deveria procurar a causa dele. Colocando uma quantidade maior de ar nos pulmões e passando a respirar pelo nariz, o que antes lhe parecia impossível, todos os sintomas desapareceram. Dr. Ernesto Furlan faleceu, juntamente com sua esposa, Vita Militello Furlan, no dia 4 de julho de 1999, num acidente automobilístico. Ambos gozavam de muita saúde. Ele aos setenta e seis. e ela aos setenta e cinco anos de idade. Tinham acabado de fazer um check-up médico e nenhuma alteração importante havia sido encontrada. A segunda experiência cibernética feita pelo dentista foi na própria mulher, que tinha problemas graves de inchaço devido à circulação deficiente. Já andava com apoio de uma pequena bengala, pois não tinha condições de locomover-se por conta própria. Vale ressaltar que nesse período D. Vita estava com quarenta e nove anos, idade considerada para a época imprópria para qualquer tipo de tratamento ortopédico ou ortodôntico. Mesmo assim, o Dr. Furlan instalou sobre os dentes dela um aparelho para aumentar o espaço lateral de sua arcada, com a elevação imediata de sua dimensão vertical, ou seja, da altura do espaço interno da boca. A resposta de sua biologia foi muito interessante: em questão de dias o inchaço desapareceu como por encanto, e ela passou a não depender mais da bengala nem de ninguém. Àulcs Depois
  8. 8. Após alguns meses, D. Vita começou a perder sangue pela vagina e, como sua mens- truação já havia parado há tempos, ficou muito assustada, imaginando que estivesse com câncer, pois não conseguia ver outra razão. Surpreen- dentemente, após três dias o sangramento parou, retornando exatamente um mês depois. Perceberam, então, que ela voltara a menstruar, e esses períodos menstruais continuaram regularmente ao longo de oito meses. A terceira experiência foi com a filha Vita Catarina, na época com quatro anos de idade, que tinha pés chatos e joelhos valgos. Foi recomendado a ela o uso de sapatos ortopédicos para correção do problema, mas, a título de experiência, o Dr. Furlan colocou um aparelho para corrigir a curva bucal da menina que, por coincidência, não estava cor-reta. Munido dos exames ortopédicos realizados, o Dr. Furlan começou o tratamento de sua filha pela boca. Após um ano, notou uma melhora na curvatura dos pés da menina {Fig. 2). Muito animado, mostrou aos especialistas o resultado, mas estes se recusaram a acreditar, suspeitando que tivesse sido feito algum tratamento paralelo. Mesmo assim, o dentista deu continuidade ao tratamento até que houvesse a correção total, o que demorou cerca de dois anos e meio, sem ao menos tocar nos pés da filha {Fig. 3). Dentre as várias experiências, uma em especial teve grande valor para a conclusão desta obra. Em 1987, seu atual genro, na época ainda o namorado da filha Vita Catarina, ouviu-a comentar a respeito das melhoras que tinha obti- Data: 11/06/77 Data: 14/01/75 Figura 2 Figura 3 Data: 12/10/76
  9. 9. 16 Hiocibcmclicn Hncnl A Biocibcrnética Bucal: do Surgimento aos Dias de Hoje 17 do na curvatura dos pés. Muito descrente ou mesmo imaturo, já que estava com dezessete anos de idade, Rogério não deu muita importân- cia. Ainda não se interessava pelos assuntos relacionados à saúde, mas, como tinha um problema na arcada dentária, resolveu colocar um aparelho corretivo. Durante a consulta, o Dr. Furlan questionou-o sobre problemas de saúde que eventualmente pudesse ter. Rogério respondeu que sofria de rinite alérgica, gastando, todas as noites, um rolo de papel higiénico para assoar o nariz. Espirrava muito e tinha coriza também em dias mais frios, além de sentir queimação no estô- mago, que achava ser de fundo nervoso, já que trabalhava na oficina do pai supervisionando alguns funcionários, o que o deixava excessi- vamente tenso. Quando voltou para saber do orçamento, recebeu a notícia que tinha ganho o aparelho de presente da futura sogra e que não teria custo algum. Muito agradecido, Rogério começou a usar o aparelho dedicadamente. Depois de algum tempo, notou que a queimação no estômago havia desaparecido, mas achou que fosse coincidência. Dando continuidade ao tratamento, o dentista frequentemente per- guntava sobre seus problemas de saúde e percebeu também que ele promovia modificações no aparelho que não pareciam ter relação com a correção dentária. Passado um ano sem sentir melhoras signi- ficativas na saúde, apenas na dentição, aconteceu a alteração que transformaria toda a vida do rapaz. No dia seguinte à modificação, Rogério não espirrou sequer uma vez e não teve coriza à noite. Fi- cou totalmente "maluco"; não conseguia entender tal mudança. Meses depois, Rogério passou a trabalhar no consultório do futuro sogro, onde pôde ter contato mais íntimo com a técnica. Mes- mo ouvindo as histórias contadas e sabendo do resultado que ele próprio havia obtido, não conseguia acreditar e questionava os pa- cientes, a fim de obter alguns depoimentos. Entendeu, então, o enor- me valor do trabalho. Nessa época, Rogério preparava-se para pres- tar vestibular na área de Administração de Empresas e ouviu da na- morada Vita Catarina uma pergunta interessante: — Por que você não presta vestibular para Odontologia? De momento achou absurdo, mas depois, pensando em tudo o que tinha passado e visto, percebeu que não podia deixar escapar a grande oportunidade que a vida estava lhe dando, e assim resolveu fazer Odontologia, profissão pela qual é hoje apaixonado, dando en- tão continuidade às pesquisas do sogro e desenvolvendo a técnica da Biocibernética Bucal. Assim, após trinta e um anos de trabalho e pesquisa sobre a técnica, foi constatado que ela atua com muito sucesso no sistema respiratório, tratando disfunções como: • Adenóides • Asma • Bronquites • Cefaléias • Corizas • Disritmias • Enxaquecas • Epilepsias • Espirros • Leucemias • Leucopenias • Rinite, etc. Assim como na área química destacam-se o tratamento de: • Aftas • Azias • Boqueiras • Diabetes • Frieiras • Gastrites • Hemorróidas • Queda de cabelo • Úlceras, etc. Na opinião dos autores, tais manifestações devem sempre sei consideradas como sintomas provenientes de disfunções, não como doenças, conforme será explanado de forma detalhada nos capítu- los seguintes.
  10. 10. Segundo Capítulo As Alterações da Saúde e Suas Causas Sabe-se que as crianças apresentam, em determinado momen- to, deformações bucais, mas o que ainda não tinha resposta era: por que isso ocorre? A criança não nasce com dentes, mas, assim que estes surgem na boca, apresentam-se em colocações incorretas. A razão por que isso ocorre é que a deformação está no cérebro, não nos dentes! A posição que o dente ocupa na boca corresponde a uma deformação sofrida no cérebro. Estudos realizados por Van Der Linden, pesquisador das más oclusões bucais, demonstraram que a posição e o tamanho dos dentes sofrem variação ainda na vida intra- uterina. Após examinar natimortos gémeos univitelinos, Van Der Linden concluiu que, mesmo apresentando DNAs idênticos, havia diferenças na posição e na largura dos dentes, portanto, contradizen- do as teorias anteriores de que a formação da arcada seguia ditames genéticos. Os motivos para a ocorrência das deformações são variados, mas vamos partir do que seria o princípio: as crianças de hoje e de sempre são, em boa parte, frutos de acidente sexual, como por exem- plo uma falha no método anticoncepcional. Acredita-se que um filho deve ser planejado, pois, se não o for, pode vir numa hora inconveniente, coincidindo com a compra de um automóvel ou de um novo eletrodoméstico e, dessa forma, 19
  11. 11. 20 Biacibcmética Bucal As Alterações da Saúde e Suas Causas 21 ser visto erroneamente como mais um gasto extra dentro do orça- mento, gerando tensão familiar. Esta criança pode então não ser bem-vinda ou mesmo inconscientemente rejeitada. Todas essas sen- sações serão registradas pelo pequeno computador cerebral do bebé, que aos poucos vai sedimentando as informações, ainda que não as consiga interpretar. Outro fator muito comum é o fato de os pais fumarem ou bebe- rem. No caso do pai, não é tão grave para a criança, mas poderia prejudicá-la, ainda que de maneira remota, pois a correta produção das células no organismo depende do oxigénio, e devido à grande quantidade de monóxido de carbono circulante na corrente sanguí- nea de um indivíduo fumante a formação de uma célula-espermato- zóide fica em parte prejudicada, podendo originar um espermatozói- de de baixa qualidade. Na mulher, no que diz respeito à formação do óvulo, as mes- mas implicações seriam consideradas, mas o pior é que uma mãe fumante também lança, via corrente sanguínea, monóxido de carbo- no no sangue fetal, o que, pelo mesmo processo, poderia ocasionar a malformação de algum tecido ou órgão do bebé. Além disso, o pai fumante, na convivência com sua parceira, está dividindo os prejuí- zos provocados pela fumaça não só com ela, mas também com seu futuro filho. A bebida só é prejudicial em excesso, pois quando a mãe bebe a criança está bebendo também! É preciso lembrar que ambas fazem parte de um mesmo corpo, passando praticamente a ser um só. Mui- tas vezes, quando o pai é alcoólatra, a situação é ainda pior, pois as tensões sofridas pela mãe são transferidas e registradas no pequeno computador cerebral da criança, certamente provocando alterações bucais e gerais que poderão ser percebidas no futuro. De acordo com o Dr. Ernesto Furlan, outro fator importante estaria relacionado aos processos filogenéticos provenientes da in- compatibilidade sanguínea dos pais. Esta é uma deformação que ocorre na fecundação devido à falta de orientação desles para fazer um pré-natal que identifique possível consanguinidade e avalie a qualidade do sangue quanto ao grau de oxigenação e purificação. A ocorrência desse fator frequentemente ocasiona grandes defor- mações, como lábios leporinos, fendas palatinas, estrabismo con- vergente, cardiopatias congénitas, disfunções renais e hepáticas, malformações gerais. Os fatores genéticos seriam outro motivo para deformações e têm como origem uma combinação de outros fatores, como exposi- ções a radiação, mães com idade avançada, fumo, álcool, drogas, deficiência respiratória crónica, etc. A gravidez deve ser encarada da mesma maneira tanto pelo pai como pela mãe, pois ambos são responsáveis por uma gestação tran- quila. Quando o casal está totalmente envolvido no processo de ges- tação, eles se completam e raramente necessitam de sexo, embora a vida agitada das grandes cidades pouco contribua, provocando ten- são e fazendo com que o casal acabe utilizando o sexo como forma de relaxar. Para o Dr. Furlan, o sexo deveria ser evitado durante a gravidez em sinal de respeito à nova vida que estaria por vir. A mulher deve preservar-se, evitando, sempre que possível, as situações de tensão emocional, social, alimentar e psicológica, e o lar deve ser um ambiente de amor, não de discórdia. Quando uma futura mamãe fica tensa, descarrega grande quantidade de adrenali- na no sangue, que fará com que o feto fique "excitado", alterando assim seus batimentos cardíacos e suas funções biológicas. Quando a data do nascimento se aproxima, o pequeno compu- tador cerebral do bebé já tem registrado todos os principais eventos e sensações experimentados por ele, os quais serão utilizados como parâmetros, e quando a criança voltar a ter contato com essas sensa- ções, vai manifestar emoções e expressões. Nasce a criança com pequenas ou grandes alterações e, no primei- ro instante de amor com sua mãe, no momento da amamentação, sofre sua primeira deformação na vida extra-uterina, pois a postura na qual é colocada para alimentar-se é totalmente incorreta. Esta é a única fase da vida do homem em que ele se alimenta deitado, mesmo porque não poderia reivindicar que fosse diferente, pois ainda não fala. No momen- to em que o bebé recém-nascido é colocado na posição de amamenta- ção, seu cérebro registra uma postura errónea para a alimentação. Nessa posição, o bebé não tem condições de ensalivar o alimento nem mesmo de pronunciar-se quando estiver satisfeito, gerando, assim, uma disfunção do processo hipotalâmico que regula a fome. O ser humano é bípede, ou seja, fica em pé e tem a fome regu- lada pelo hipotálamo, glândula-mestra do corpo humano localizada no cérebro. Segundo Denisar Lopes de Figueiredo e Mário Baldani, essa glândula deve manter-se de forma perpendicular em relação ao solo para ter sua regulagem feita por uma linha imaginária que passa
  12. 12. 22 Biocibernctica Bucal As Alterações da Saúde e Suas Causas 23 pelo bregma, mais conhecido como moleira, e segue em linha reta até o centro da Terra. Na posição ereta, a criança se alimenta de maneira hipotalamicamente correta. Quando é amamentada na posi- ção horizontal, sua mãe só vai interrompê-la quando estiver trans- bordando o leite, como normalmente acontece. Desse momento em diante, o processo hipotalâmico ficou comprometido, e é por isso que alguns adultos só se satisfazem quando estão abarrotados de comida. Essa disfunção é proveniente da sua primeira mamada. O fator de deformação mecânico é também estimulado pelos pais: ao primeiro choro, correm à farmácia e compram uma linda chupetinha colorida, geralmente azul para meninos e rosa para me- ninas. Parece tudo muito bonito, pois a criança pára de chorar e dá tranquilidade aos pais, mas essa é a primeira mentira que lhe é im- posta. A criança chora porque existe uma tensão que não foi decodi- ficada: pode ser uma fralda suja ou mal adaptada que a incomoda, ou mesmo falta de amor, da proximidade dos pais. A chupeta, neste caso, servirá como distração; em contraparti- da, pode causar deformação na boca, estreitando-a de tal forma que ficará muito difícil uma correção posterior. Nem sempre a própria chupeta é a causadora da deformação bucal, mas seu uso leva a criança a habituar-se com certo espaço bucal. Assim, mesmo estando sem ela, a criança permanece com a boca entreaberta, preservando o es- paço que a chupeta utilizava, passando a respirar incorretamente pela boca em vez de utilizar nariz, por onde o ar seria corretamente filtra- do, aquecido e conduzido por vias apropriadas. Além de tudo, o uso da chupeta pode levar a criança ao vício de chupar os dedos, continuando assim o processo de deformação e, dessa forma, por mais que os dentes venham alinhados à boca, não vão encontrar o que deveria ser seu espaço original. O que acontece nesse caso é que a maioria dos dentes-de-leite tem a metade do ta- manho dos permanentes e, para uma oclusão adequada, ou seja, o encaixe dos dentes, seria necessário que houvesse um crescimento correto das arcadas. Ao chupar dedo ou chupeta, a criança faz suc- ção de forma a impedir a expansão do arco bucal, uma vez que os músculos da bochecha exercerão força contrária ao crescimento na- tural, podendo então inibir o desenvolvimento adequado, causando má oclusão (incorreto encaixe dos dentes). Analogicamente, podemos comparar a criança a um computa- dor. No início é apenas uma máquina e por si só não é capaz de fazer absolutamente nada. Com a instalação de softwares, começa a de- sempenhar funções, e quanto melhores e mais requintadas elas fo- rem, maior será a sua capacidade para resolver problemas. Na crian- ça o processo não é muito diferente. Quando ela chega ao mundo, é incapaz de fazer grandes coisas, mas possui enorme capacidade de armazenar softwares e, de acordo com as informações básicas que recebe, vai formar sua estrutura futura, o seu programa. Uma amamentação correta ou incorreta e o uso ou não da chu- peta vão dar origem à programação inicial dessa criança, podendo assim contribuir ou atrapalhar o seu desenvolvimento. Depois disso, a criança vai tentar fazer seus primeiros movi- mentos, vai rolar, sentar-se e engatinhar, e nessa fase os pais não devem superprotegê-la. Em geral, por excesso de zelo, as crianças são inibidas de realizar suas conquistas. Quando, por exemplo, co- meçam a engatinhar, tornam-se perigosas, e para que possam ter sos- sego e controle os pais a colocam num cercadinho, limitando seu espaço e, assim, programando erroneamente o seu pequeno compu- tador. Como se não bastasse, o comércio inventa uma série de artifí- cios para os pais comprarem, como é o caso dos andadores, que pouco contribuem para que a criança ande, tirando dela a possibili- dade de aprender a equilibrar-se, a cair e depois levantar-se, ou mes- mo de arriscar, fatos que serão importantíssimos na vida adulta c deveriam fazer parte da sua programação. Mais tarde, essa criança, que já tem grande independência nos seus atos e movimentos, começa a aprontar peraltices e, para que continue sob controle, é estimulada a passar horas na frente de uma televisão, de um videogame ou de um computador, tudo para que dê sossego, ou, o que é pior, muitas vezes os pais trabalham, deixando os filhos aos cuidados de terceiros, e mal sabem que isso está acontecendo. Figura 4 Antes da Estração do dente Cáries Após a Estração do dente
  13. 13. 24 Biocibcrnéticn Bucal As Alterações da Saúde e Suas Causas 25 Outra deformação grave é causada pelos próprios profissio- nais da área odontológica. Como exemplo, podemos citar casos em que os dentes decíduos, mais conhecidos como dentes-de-leite, são extraídos devido a cáries ou mesmo perdidos em acidentes. Quando não forem colocados aparelhos para manter o espaço no local onde estavam, haverá migração dos dentes no intuito de se apoiarem uns nos outros, levando à perda desse espaço. Desta for- ma, os maxilares sofrem um estreitamento, não atingindo o cresci- —Estreitamento Figura 4 mento ideal (Fig. 4). É preciso também que haja conscientização da classe odontológica para que não seja promovida a retirada de dentes perfeitos para a colocação de aparelhos ortodônticos; feliz- mente muitos profissionais estão deixando de fazê-lo, evitando assim o mesmo problema. Somado a tudo isso, o desentendimento familiar, os atritos, as dificuldades de diálogo e os modelos criados pela família e a socie- dade, teremos um quadro completo de deformações bucais, muitas vezes com apinhamentos dentários. O fato pôde ser observado em recente pesquisa realizada pelo Dr. Rogério Pavan dos Santos, que descobriu haver íntima e decisi- va relação entre o desenvolvimento bucal e os padrões culturais e familiares. Os estudos mostraram que o comportamento do pai e da mãe é decisivo para o desenvolvimento das estruturas ósseas bucais. Dr. Furlan já dizia em suas palestras que pesquisas realizadas pelo grupo da Biocibernética Bucal apontavam a maxila, mais conhecida como maxilar superior, como um espelho da relação com a mãe ou tudo que se refere ao universo feminino, e a mandíbula, também conhecida como maxilar inferior, da relação com o pai ou tudo que estivesse voltado ao universo masculino. O Dr. Rogério, observando o desenvolvimento bucal de suas filhas, descobriu que, conforme o padrão familiar escolhido pelos pais, há um tipo de desenvolvimento das arcadas. Quando o pai se dedica a / maior parte do tempo ao trabalho e à vida social, delegando à mãe decidir ** os assuntos pertinentes às crianças, ^ tem-se maior desenvolvimento da maxila em detrimento ao da mandíbula (Fig. 5). O mesmo padrão de cresci- ' ^ mento é observado quando a mãe é do "S * tipo controladora e interfere frequentemente nas decisões do pai, muitas vezes não o deixando decidir por conta própria. No caso de pais de personalidade fraca, tem-se instalado um tipo de má oclusão conhecida na Biociber-nética Bucal como de classe II profunda, na qual se tem pouco desenvolvimento de mandíbula e muito de maxila (Fig. 6). É preciso entender que por mãe e pai, nesse caso, entendem-se as pessoas responsáveis pela criança, do sexo fe- minino e masculino e com os mais di- versos graus de parentesco, bastando que sejam decisivas na vida dela para influenciar no seu crescimento bucal. Por exemplo, uma babá linha dura ou que tenha carta branca para decidir pode fazer com que a criança tenha como desenvolvimento o perfil descri- to anteriormente. O inverso, com grande desenvol- vimento de mandíbula e pequeno de ma- xila, ocorre em algumas situações. Algumas a mães de primeira via- gem, por exemplo, tem medo de tomar decisões sozinha e não faz nada sem Dente Extraíd ^Estreitamento 0 Figura 5
  14. 14. antes consultar o pai, delegando a ele o Figura 6
  15. 15. 26 Biocibernética Bucal As Alterações da Saúde c Suas Causas 27 Figura 7 '- — / ) Figura 8 poder de decisão, a criança desenvolve, proporcionalmente, mais a mandíbula que a maxila {Fig. 7). Se essa mesma mãe for totalmente incapaz de decidir sozinha, te- remos um desenvolvimento de maxila me- nor do que o adequado, gerando o retrognatismo maxilar (Fig. 8). O mesmo tipo de desenvolvimento acontece quan- do o pai é a pessoa forte ou a mãe é de personalidade fraca. Quando o pai é do tipo que toma as decisões sempre sozinho e dificilmente volta atrás, sendo irredutível, tem-se instalado o mesmo pro- cesso pelo qual simultaneamente ocorre 0 avanço do queixo e a diminuição do ma xilar superior {Fig. 8). Agora, se o pai é um tipo de figura de personalidade forte, mas distante das decisões pertinentes à criança, tem-se de- senvolvimento grande da base mandibu- lar com afundamento na região de im- plantação dos dentes e maxila em classe 1 {Fig. 9). O crescimento lateral da arcada parece ser inibido em padrões educacionais muito repressores ou mesmo excessivamente rígidos, ocasionando api-nhamentos denta-rios. E comum uma inclinação dos dentes para a parte externa da boca quando as cobranças não são bem-fun-damentadas; por exemplo, quando uma criança é CO- Figura 9 V
  16. 16. brada sobre a sexuali dade, tendo como justific ativas questõe s reli- giosas com pouco fundam ento, haverá inclina ção dos dentes sem que suas raízes os acompa nhem. Es tes padrões de desenv olvime nto podem ser facilme nte obser- vados nas diferent es culturas . Na japonesa, por exemplo, encontra-se alto índice de prognatismo mandibular, ou seja, queixo para a frente, somado a retrognatismo maxilar (rosto afundado na região do nariz), isso porque é utilizado um esquema patriarcal, no qual o pai é quem deve tomar as decisões. Como se sabe, em cidades pequenas do Japão, assim como acontecia em todo o país no século XIX, as mulheres eram obrigadas a andar atrás de seus maridos, sem poder nem mesmo pisar na sombra deles, em sinal de submissão. Pela análise da boca de uma pessoa é possível saber se ela foi criada num padrão oriental ou ocidental de educação, bastando para isso ver seu padrão de desenvolvimento. Na formação da população brasileira temos grande miscigenação, sendo que a maioria tem origem nos povos português, espanhol, italiano, alemão. Em geral, essas culturas têm como esquema familiar um padrão matriarcal, no qual a mãe é que toma a maior parte das decisões, e por isso cerca de 85% da nossa população está na classe II cibernética, diferente das classes de Angle (classificação comum em Odontologia). Com o passar dos anos e a maravilhosa participação da mulher na sociedade, alguns papéis foram confundidos e os pais têm participado menos nas decisões familiares. Devido a esse fato, como se observa nos álbuns de família, anos atrás a população tinha, em geral, maior desenvolvimento de mandíbula, e nos últimos tempos esse processo está se invertendo. Mas, como se processam e se relacionam os padrões familiares e as deformações bucais? Infelizmente, essa pergunta ainda não tem uma resposta de profundo cunho científico e está baseada em pesquisa realizada com mais de trezentas pessoas, examinando-se o perfil bucal e o padrão cultural e familiar. Acredita-se que até os três anos de idade isso se processe por meio de trocas energéticas, porque a criança, apesar de não entender, parece sentir e reconhecer quem predomina, uma vez que os fatos indicam que o crescimento bucal está diretamente rela- cionado ao poder de decisão da vida dela. Já nas crianças acima de quatro anos, a compreensão parece ser determinante, pois é muito comum encontrar, numa mesma família, os mais diversos padrões
  17. 17. 28 Biocibernética Bucal de desenvolvimento, tudo porque Deus nos deu o dom de ter opinião própria e, como as opiniões divergem, assim também se processa o crescimento bucal. Muitas vezes, filhos de pais solteiros ou separados têm o de- senvolvimento inverso. Ainda não se sabe se isso ocorre porque a mãe assume o papel de pai muito efusivamente e vice-versa ou por- que a criança sente muito a falta da parte ausente. Geralmente é possível diagnosticar-se pela boca filhos de pais separados. Resumidamente, esses são os principais fatores que contribuem para a deformação bucal dos indivíduos. Mais adiante estarão sendo abordados os efeitos negativos disso na saúde e, sabendo que uma arcada malformada causa problemas, surge uma pergunta natural: como deveria ser sua formação? Terceiro Capítulo O que Fazer para Minimizar as Deformações Em princípio, as pessoas que pensam em ter um filho não que- rem que ele seja doente ou defeituoso e, na verdade, não deveria ser mesmo, pois a Bíblia diz que o homem é a imagem e semelhança de Deus e sabemos que Ele não é doente. Como podemos ser a Sua imagem e semelhança se somos "doentes"? Como dizia o Dr. Furlan: "É muito simples! Basta respeitar as leis da natureza". Para gerar um filho perfeito, os futuros pais deveriam limpar seus organismos com alimentação adequada e aumentar sua capaci- dade respiratória, deixando de fumar, se for o caso, e também utili- zando aparelhos especiais, tecnicamente elaborados para levar mais quantidade e melhor qualidade de ar aos pulmões. Dessa forma esta- riam em sua plenitude física e seriam capazes de gerar óvulos e es- permatozóides sadios. Seria interessante que o casal planejasse a vinda do filho, para que seja somente motivo de alegria, não de ten- são. É muito importante transformar o ato sexual para conceber a vida num ato de amor, pois bons fluidos e boas energias contribuirão para a formação da nova vida. Após a fecundação, o casal deve evi- tar as relações sexuais, mesmo porque o amor é muito melhor mani- festado em gestos carinhosos e na presença do companheiro do que simplesmente no ato sexual, que algumas vezes se faz necessário 29
  18. 18. 30 Biocibernética Bucal O que Fazer para Minimizar as Deformações 31 para quebra das tensões. Como lembra o Dr. Ernesto Furlan, o ho- mem é o único animal que faz sexo após a fecundação. O ideal é que o casal queira muito ter um filho perfeito e tanto a mulher quanto o homem estejam envolvidos com a gravidez, conscien- tes de que o filho é dos dois. Mães solteiras, por exemplo, frequente- mente geram filhos problemáticos, pois não tiveram amor paterno du- rante a gestação. Este fato, porém, não é exclusivo delas, pois muitas vezes o pai não está presente na gestação, ainda que viva no mesmo lar. Tudo neste mundo apresenta polaridades, como a lâmpada, por exemplo, que só funciona quando os dois pólos estão ligados, o po- sitivo e o negativo. Segundo estudiosos da energia, como os radiestesistas, o Sol é a energia positiva e aquece a Terra, energia negativa. O mesmo ocorre numa bateria: o fio negativo representa o feminino, também chamado de fio-terra, e o positivo, o masculino, que seria a corrente. Assim, a mãe que gera uma criança sem pai está gerando-a num útero chamado frio, que não tem o calor no sentido energético da polaridade masculina. Esse é o mesmo princípio pelo qual homens e mulheres se atraem: eles têm polaridades opostas e precisam trocar energias. É por isso também que cabe às mulheres gerar filhos, e não aos homens, porque elas representam o vazio, que seria o útero, e eles, o compacto, sem espaço para o bebé. Outro problema grave ocorre quando uma mulher fica grávida e não deseja ter a criança, começando assim um processo de rejeição, que muitas vezes termina em tentativas de aborto. Se essa criança vier a nascer, certamente terá problemas sérios de '' _ . " saúde. Como hoje existem inúmeros métodos , r - •/ anticoncepcionais, isso pode ser evitado. ■■•*y, . * A mulher, como já foi dito, deve afas- ■■' tar-se, na medida do possível, de tensões, emoções fortes e conflitos familiares, garantindo, assim, uma gestação tranquila; daí , " •. em diante somente os fatores extra-uterinos interfeririam. A posição para amamentar a criança seria o primeiro passo. Durante o ato, a boca da criança deve estar à altura do seio da mãe, em posição horizontal, pois assim, quando estiver hipotalamicamente satisfei-
  19. 19. ta, retirará a sua boca, afastando-se do seio (Fig. 10). Neste caso, a mãe não deve insistir em dar novamente o seio, pois foi a ação do hipotálamo que fez a criança retirar a cabeça. Ela está comprovada- mente alimentada e deve ser colocada para dormir, pois nesta posi- ção terá de realizar certo grau de esforço para conseguir seu alimen- to, ficando; portanto, cansada e provavelmente vindo a dormir na sequência. Como a postura está correta, a necessidade de colocar a criança para arrotar não é tão intensa, já que ela não engoliu tanto ar. Os movimentos de ordenha realizados pela boca do bebé estimulam o crescimento de seus maxilares; em contrapartida, na posição hori- zontal, a sucção fortalece os músculos da bochecha, favorecendo o estreitamento dos maxilares. Quando a criança acordar para mamar novamente, a mãe deverá oferecer o outro seio, utilizando sempre a mesma postura. É aconselhada a alternância dos peitos por ser bio- logicamente mais adequada, pois enquanto a criança se amamenta em um, o outro está refazendo seu reservatório de leite. Caso a criança esteja suja ou molhada, deve-se limpá-la antes de mamar, pois geral- mente ela adormece no fim da amamentação. Assim, o uso de chu- petas passaria a ser absolutamente desnecessário. O surgimento dos primeiros dentinhos representa que a crian- ça está pronta para acrescentar novos alimentos à sua dieta, os quais, com a orientação do pediatra, serão adicionados semana a semana. No aspecto de formação psicológica, tanto da mãe quanto da criança, é importante que aquela saiba que, a partir do nascimento, passa a ser apenas a protetora do filho, pois ele não depende mais dela para viver. Na verdade, essa desvinculação ocorre no momento em que se corta o cordão umbilical. A mãe deve esquecer o seu egoísmo e ter consciência de que, se morresse neste momento, seu filho sobreviveria e de que deve criá-lo para o mundo, pois do mun- do ele será. Para uma alimentação correta com os alimentos mais sólidos é necessário que a criança esteja bem posicionada em relação a eles, ou seja, deve estar na posição vertical ou ereta, e o alimento deverá vir da posição horizontal. No caso da mamadeira, o furo deve ser dimensionado de acordo com o tipo de líquido a ser dado, para que o esforço de sucção seja compatível, ou seja, nem muito forte, nem muito fraco, exercitando e desenvolvendo os músculos ligados aos maxilares, muito embora o mais correto seja que a criança comece desde pequena a beber em pequenos copos ou colheres, evitando desse modo o uso de mamadeiras.
  20. 20. 32 Biocibcrnctica Bucal O fator cultural é determinante para a formação de uma crian- ça saudável e existe uma série de estudos mostrando qual seria a dieta ideal para ela. O Dr. Kock, já mencionado neste livro, descobriu que para melhor aproveitamento dos alimentos pelo organismo seria necessá- rio que se ingerisse um tipo de alimento de cada vez. A disposição dos alimentos no tubo digestivo é feita em camadas, não numa gran- de mistura. Assim, ingerindo um tipo de alimento de cada vez, a quantidade de enzimas em ação seria menor e de um tipo específico, o que facilitaria a digestão e/ou decomposição desse alimento, me- lhorando seu aproveitamento pelo organismo. Isso não significa que as pessoas devam comer num dia somente arroz, mas sim primeiro o arroz, depois o feijão e assim por diante. Enquanto as aves têm em seu estômago grande quantidade de músculos que vão promover a mistura dos alimentos, ou mesmo os ruminantes, que têm mais de um estômago, no ser humano o alimento é depositado no estômago da mesma forma como é ingerido e, por movimentos ditos peristálticos, caminha pelo tubo digestivo até ser eliminado pelo ânus. Para que isso ocorra de maneira correta, é ne- cessário que se mastigue bem os alimentos, pois dessa forma a sali- va proveniente das seis grandes glândulas e das centenas de peque- nas começará o processo digestivo já na boca, transformando molé- culas de alguns dissacarídeos em glicose, alimento-base no nosso organismo. É importante também que a postura da criança em rela- ção à mesa ou ao alimento seja perpendicular ao solo, pois isso colo- cará o hipotálamo em sua posição correta e, quando o organismo estiver hipotalamicamente satisfeito, a quantidade de saliva dimi- nuirá sensivelmente, e a criança ou o adulto perderá o apetite. No entanto, se essa criança sofreu deformações filogenéticas, genéticas, educacionais, culturais, mecânicas ou por erros profissio- nais, poderá vir a ter problemas sérios nas áreas respiratória e bio- química, processos básicos de funcionamento do organismo. Divi- dimos para simplificar: embora a respiração também faça parte da bioquímica, entenda-se aqui como bioquímico o processo digestivo. Assim, temos uma entrada pela boca, que seria a alimentação junta- mente com a saliva, e outra pelo nariz, que seria o ar. Estas são as únicas entradas que Deus deu ao homem e são suficientes para que todo ser humano seja Sua imagem e semelhança, desde que funcio- nem corretamente. Quarto Capítulo Os Dentes Contrariamente ao que se pensa, a função dos dentes não é meramente de mastigação, fonação e estética. Cada dente representa muito mais que isso. Para o Dr. Fuiian e o Dr. Rogério, cada dente corresponde a um brilhante, mesmo porque, após muitas pesquisas, conseguiu-se relacionar cada quatro dentes a um sistema biológico. As funções dos dentes na verdade são respiração, bioquímica e pos- tura esquelática; daí viriam mastigação, fonética e, por fim, estética, consequência de uma função adequada. Porém, a principal função dos dentes é manter um padrão respiratório ideal, pois eles traba- lham como colunas que sustentam o espaço para a língua e permi- tem uma respiração saudável. Essas colunas correspondem ao tem- po; o vazio corresponde ao espaço; os dois formam o templo; e a língua, o verbo divino. Assim como nas igrejas, que dispõem de grandes colunas para sustentar a abóbada celeste que é o teto, os dentes sustentam a abó- bada palatina, ou seja, o céu da boca. Quanto maior for essa estrutu- ra, maior será a quantidade de ar disponível. No caso das igrejas, o pé-direito é alto para permitir a rápida renovação do ar, fazendo com i|iie comportem quantidade maior de pessoas, e quanto maior for o espaço, maior será o volume de oxigénio nesse ambiente. Assim é a boca: se tivermos uma "metragem" cúbica diminuída, o oxigénio lerá dificuldade de ser renovado nos nossos pulmões. 33
  21. 21. 34 Biocibernética Bucal Os Dentes 35 Figura 11 Figura 12 Figura 13 O espaço interno da boca é dividido em quatro dimensões: a lateralidade, a altura ou dimen- são vertical, a profundidade ou dimensão ântero-posterior e o vazio, denominado de quarta di- mensão ou espaço-problema. Para determinar o que seria ideal, os criadores da técnica, pela craniometria, instituíram medi- das-padrão, nas quais a distância entre as fossas centrais dos se- gundos molares superiores deve ser de 5,5 cm, correspondendo à lateralidade (Fig. 11). A distân- cia da mesial dos incisivos supe- riores até as fossas centrais dos segundos molares superiores também deve ser de 5,5 cm, cor- respondendo à profundidade (Fig.]2), e a distância entre os cíngulos dos caninos deve ser de 3,5 cm, correspondendo também à lateralidade (Fig. 13). Estando a mandíbula em perfeita oclusão com o maxilar superior nesse pa- drão de medida, teremos uma ar- cada dentária quase perfeita. Res- ta ainda avaliar a dimensão ver- tical, considerada como a de maior importância, pois pode ser constantemente reavaliada ou re- cuperada, mesmo que o paciente não possua sequer um dente. Essa dimensão é determinada pela dis- tância entre os pontos násio e mentoniano, que deve ser de 12 cm (Fig. 14). A perda dela é bem visualizada nos casos de sobre- " Figura 14 mordida e bruxismo, em que o paciente tem um trespasse vertical maior que dois milímetros ou desgastou seus dentes ao ranger, po- dendo ainda ocorrer de o indivíduo perder essa dimensão pelo do desgaste fisiológico dos dentes ou por extrações. Como última cau- sa de perda dessa dimensão, temos o mau desenvolvimento ósseo da maxila e da mandíbula, que nem sempre atingem o crescimento ver- tical adequado. Em nível comportamental, ainda não se sabe o que ocasiona seu hipo ou hiperdesenvolvimento. A.jdis^nçia_ejitrejnpJ.íU5Ãe..caninp_&i;araçteriza a dimensão la- teral, que está em segundo lugar no grau de importância e é causado- ra da maior incidência de casos de apinhamento dos dentes anterio- res. Segundo estudos, tem seu crescimento diminuído em crianças pouco estimuladas ou reprimidas. A terceira dimensão é a ântero-posterior e tem corno conse- quência comum o desencontro do maxilar superior com a mandí- bula, fato conhecido como prognatismo maxilar ou mandibulai'. Já sobre esse assunto, os padrões familiar e cultural são de suma im- portância e, como relatado anteriormente no Capítulo 2, o desen- volvimento das bases ósseas está diretamente relacionado à postu-i ;i dos pais. Para predominância do pai, maior desenvolvimento da mandíbula, e para predominância da mãe, maior desenvolvimento da maxila. A ocasião é bastante oportuna para abordar-se o tema "extrações", qiu- vem sendo cada vez mais discutido na Odontologia moderna.
  22. 22. 36 Biocibemética Bucal Os Dentes 37 A Biocibemética Bucal posiciona-se sempre contra as extra- ções para a colocação de aparelhos corretivos, mesmo porque dis- corda dos argumentos usados pela Ortodontia clássica, que diz que os dentes ficam apinhados porque houve um mau casamento, no qual o paciente herdou dentes grandes do pai e arcada pequena da mãe. Segundo a própria genética, quando não houver fatores dominantes, as chances são de 50% para cada caso; então, teríamos 50% das pessoas com arcada pequena para dentes grandes e os outros 50% de pessoas com arcadas grandes para dentes pequenos. Fica, portanto, muito claro que isso não é verdade, pois a maioria das pessoas tem arcadas pequenas com dentes apinhados, o que para a Biocibeméti- ca Bucal ocorre devido à deficiência de crescimento dos maxilares ocasionada pelos fatores já citados. Além do mais, as extrações de dentes vão diminuir o espaço interno da boca e consequentemente gerar problemas nas áreas res- piratória, digestiva e, muitas vezes, estrutural. Quando se movimen- tam demasiadamente os dentes, podem surgir desde problemas de coluna e postura até visuais, como a miopia. Quando a arcada não atinge seu crescimento ideal ou é reduzi- da por tratamentos com base na retirada dos dentes, o espaço interno da boca é reduzido. Esse espaço é ocupado na sua totalidade pela língua e, quando sofre algum tipo de redução, força-a a ir mais para trás, e assim a ocupar um espaço que não lhe pertence, empurrando a região do palato mole e da epiglote, invadindo a coluna aérea e comprometendo a capacidade respiratória do indivíduo. Em geral, a diminuição varia em torno de 20 a 30%, de acordo com a pessoa. Os dentes funcionam como pontos de acupuntura, estimulando os fluxos energéticos dos meridianos a cada toque uns com os ou- tros. Nas demais localidades do corpo, é preciso encontrar o ponto exato, pois, caso contrário, os efeitos não ocorrem como desejado. Em relação aos dentes, o mesmo princípio deve ser levado em conta, pois para que ocorra um estímulo adequado eles precisam estar na posição correta; assim, cada toque dos dentes funcionará como uma sessão de acupuntura e, como é muito raro um indivíduo com os dentes posicionados corretamente, segundo a Biocibemética Bucal, os desequilíbrios são constantes. Além do mais, o toque do maxilar superior com o inferior pro- move despolarização adequada, já que cada uma das arcadas tem polaridade diferente, de forma que a superior corresponda ao femi- Figura 75 Figura 16 nino, que seria o pólo negativo, e a inferior, ao masculino, que seria o pólo positivo. A correta oclusão possibilita a despolarização com formação de energia. Quando os dentes estiverem seguindo a curva de Spee, que é o segmento de um círculo, tendo seu eixo no centro de rotação de glabela (Fig. 15), assim como a de Wilson, que é ou- tro segmento, atingindo o mesmo ponto (Fig. 16), formar-se-á uma esfera perfeita, e por esse motivo a técnica é conhecida como escola esferoidal. O longo eixo dos den- tes deve direcionar-se para o cen- tro de rotação de glabela, conheci- do entre os hindus e esotéricos como sexto chakra ou chakra ce- rebral, para que a energia flua para ele (Fig. 17). Caso contrário, essa energia se dissipará e, em casos mais acentuados, nos quais se tem a inversão das curvas, observar-se- Figura 17
  23. 23. 38 Biocib emética Bucal Os Dentes 39 á o aparecimento de alterações psiquiátricas, como esquizofrenia, delírios persecutórios, podendo culminar com a loucura total. Cada conjunto de quatro dentes corresponde a um sistema do corpo, e alterações realizadas naqueles podem refletir-se nos siste- mas correlacionados. Dessa forma, a deformação bucal serve de in- dício de que alguma coisa está errada no sistema correspondente, podendo ainda a recíproca ser verdadeira. Assim, tanto o aparecimento da cárie como o desalinhamento dos dentes têm sua origem em informações captadas pelo cérebro, e corrigi-las sem ter isso em consideração pode levar à recidiva ou ao insucesso do tratamento. Até agora, as cáries sempre foram consideradas como originá- rias da combinação de três fatores: o hospedeiro, que neste caso são os dentes, as bactérias e o alimento, e toda a Odontologia se baseava nessa colocação, internacionalmente conhecida como Tríade de Keys (Fig. 18). Partindo desse princípio, tentava-se, por meio da escova- ção, eliminar dois dos fatores: o resíduo alimentar e as bactérias, impedindo, assim, com sucesso, a formação do processo cariosos. Por recentes estudos pôde-se perceber que na verdade eram quatro os fatores a serem considerados, pois era possível encontrar pessoas que apresentavam os três fatores combinados, muitas vezes com alto índice de placa bacteriana, e mesmo assim não apresenta- vam cáries. Percebeu-se também que cada cárie tinha uma história em particular, e que a cárie aparecia quando o indivíduo estava pas- sando por situação desfavorável, que lhe proporcionava tensões muito fortes, culminando com a desmineralização do dente. Então, confor- me estudos realizados pelos autores, a cárie só acontece quando exis- tirem os quatro fatores: o dente, as bactérias, os resíduos de alimen- tos e o tensor (Fig. 19). Figura 19 Figura IS Dente u w-M / / Resíduos alimentares -7" Bactéria Dente Bactéria Resíduos í^j^jj alimentares^ Tensor
  24. 24. Para chegar a essa conclusão, milhares de pessoas foram exa- minadas e questionadas quanto à sua história de vida, malformação dos dentes e surgimento das cáries. Assim, puderam estabelecer-se as conexões entre uma coisa e outra, muito embora não se saiba ainda como isso acontece intrinsecamente, mas, assim como no caso das deformações de crescimento, acredita-se haver relação com flu- xos energéticos desconhecidos. Foi dessa mesma maneira que se des- cobriu também a relação entre os dentes, os demais órgãos do corpo e o comportamento. Para melhor compreensão do leitor, separamos cada grupo de quatro dentes, de modo que se possa fazer uma interpretação corre- la. Optou-se por colocar apenas as situações mais comuns para um entendimento geral, visto que, para relatar todas as situações possí- veis, seria necessário elaborar um atlas. Os INCISIVOS CENTRAIS Os incisivos centrais superiores e inferiores (Fig. 20) relacio- nam-se com o sistema neural. São os dentes da inteligência e princi- palmente da personalidade. A criança está pronta para a alfabetiza- rão entre seis e sete anos de idade, que é exatamente a fase da erupção ddes; antes disso, ela não assimila o aprendizado com facilidade, apenas brinca com massas de modelar, pinturas, etc. —muito embo- ia venha sendo estimulada cada vez mais cedo, o que sai do padrão iialural de aprendizado. Os grupos de quatro dentes podem ainda ser divididos em qua- di .mies, em que o lado esquerdo do paciente corresponde ao relacio- ii.inu-iilo afetivo, e o direito, ao relacionamento social. Na arcada
  25. 25. 40 Biocibcrnética Bucal Os Dentes 41 superior tem-se a correspondência com o feminino, e na inferior, com o masculino. Então, quando por exemplo um incisivo central esquerdo superior está projetado para a frente, a pessoa estaria pro- jetando também sua personalidade e inteligência em relação ao meio afetivo, ao seu parceiro, parceira ou pessoas com quem mantém re- lacionamento muito próximo. É muito provável que seja o líder em casa, tornando-se um indivíduo que dificilmente volta atrás nas suas opiniões ou decisões, mesmo que não esteja completamente seguro. O mesmo acontece em relação ao convívio social. Quando o incisi- vo central superior direito está voltado para dentro da boca, signifi- ca o contrário, ou seja, a pessoa não vai projetar-se e muito prova- velmente não será o líder do seu meio de convívio. Nessa situação, ela tende a ser flexível e, conforme a combinação com seu dente vizinho (incisivo lateral), pode doar-se demais nos relacionamentos. Lembrando que os dentes superiores demonstram o relacionamento com o feminino e os inferiores com o masculino, deve-se ter uma consideração especial com os incisivos centrais superiores, pois demonstram a personalidade de maneira geral. Casos em que o inci- sivo central superior esquerdo sofre um giro de 45", juntamente com a inversão do encaixe do segundo molar superior esquerdo com seu antagonista, têm sido relacionados à homossexualidade. O apareci- mento de diastemas (separação entre os dentes) nos incisivos cen- trais acusa uma divisão de personalidade ou da segurança; portanto, essas pessoas apresentam certo grau de dificuldade em tomar deci- sões e sofrem muita influência de outras pessoas, sempre com base no relacionamento masculino ou feminino. Os INCISIVOS LATERAIS Os incisivos laterais (Fig. 21) são os dentes referentes ao rela- cionamento, e, da mesma forma, o lado esquerdo corresponde ao afetivo, e o direito, ao social. Projeções desses dentes mostram que a pessoa se doa muito em seus relacionamentos, sejam eles sociais ou afetivos, o que muitas vezes a levam a ter decepções, pois, ao doar-se muito, espera o mesmo dos outros e nem sempre é corres- pondida. É também extrovertida, de fácil relacionamento e faz ami- zades facilmente. Muitas vezes ocorre projeção do afetivo, e não do social, o que significa que ela se doa apenas afetivamente e tem o Figura 21 "pé atrás" no contexto social. Quando o dente está voltado para den- tro da boca, o indivíduo passa a ser desconfiado de tudo e tende a achar que está sendo enganado. Isso se acentua quando o dente em questão está do lado direito, mesmo porque não se conhecem bem as pessoas do convívio social. Os incisivos laterais também se relacio- nam com o sistema neural, porém em menor intensidade, com mani- festações semelhantes às dos incisivos centrais. Os CANINOS Os caninos (Fig. 22) são os dentes correspondentes ao sistema circulatório; são os dentes do inconsciente, do lado animal, que todos temos. Alterações neles denotam modificações quanto às reações de ataque e defesa, amor e ódio. Quando o superior esquerdo está proje- tado, denota agressividade para com as pessoas de seu relacionamen- lo afetivo, com ênfase nas do sexo feminino, apresentando reações às vezes fora do normal, mesmo sem motivo aparente. A ênfase se dá paia o sexo masculino quando o dente envolvido for localizado no
  26. 26. 42 Biocibernética Bucal Os Dentes 43 maxilar inferior. No caso de projeções no lado direito, o mesmo vai acontecer no relacionamento social, principalmente às pessoas do con- vívio diário. Caso contrário, quando o dente está voltado para a região interior da boca, o indivíduo se auto-agride e é, em geral, deprimido ou mesmo insatisfeito, quase sempre se cobrando pelos erros ocorri- dos, mesmo que não seja culpado. No caso de dentes projetados, ele culpa os outros antes de saber de quem é a culpa na verdade. Quando se fala de reações agressivas, estas podem ser manifestadas de dife- rentes maneiras, da agressão verbal à física. Nas relações amorosas, as pessoas de caninos proeminentes são normalmente muito intensas. Os PRIMEIROS PRÉ-MOLARES Figura 24 A Figura 24B Figura 23 Os pré-molares (Fig. 23) são os dentes que estabelecem a liga- ção do homem moderno ao seu ancestral e já foram chamados por alguns autores de dentes primatas. Acompanham o homem desde os primórdios até hoje em dia. Os primeiros pré-molares correspondem ao sistema excretor e infelizmente são os dentes mais visados pela Ortodontia. Inúmeras pessoas sofrem extrações desses dentes, mes- mo sem cárie, sob a justificativa de falta de espaço na boca, mas se nesta arcada cabiam, bem ou mal, trinta e dois dentes e agora cabem apenas vinte e oito significa que o espaço foi reduzido, comprome- tendo assim a chamada 4a dimensão e, portanto, a função respirató- ria. O maior comprometimento acontece quando se tracionam os in- cisivos e caninos para trás, a fim de fechar o espaço deixado pelos dentes extraídos, pois com isso se reduz a profundidade bucal e o espaço para a língua, que invade a coluna aérea, diminuindo o fluxo respiratório. Muitas vezes, com essa linha de tratamento, provocam- se alterações de perfil insatisfatórias, prejudicando a estética do pa- ciente, projetando o nariz ou reduzindo o volume dos lábios. Como já foi dito, os pré-molares correspondem ao sistema ex- cretor, ou seja, aos rins e ao intestino, e relacionam-se ao contexto emocional, à segurança. Na pessoa que se mostra insegura, o dente correspondente posiciona-se para dentro da boca, enquanto as mais seguras de seus atos têm os dentes para fora do arco (Fig. 24A, B). Quando o indivíduo tenta demonstrar segurança aparente, mas no íntimo sente-se realmente inseguro, este tem uma base frágil de sus- tentação para essa forte aparência. A partir daí o indivíduo começa a apresentar problemas de retração gengival e de perda do osso de sustentação, pois o osso e a gengiva são a base dos dentes que, sob pressão emocional muito forte, cedem, levando, nos casos mais gra- ves, à perda de todos eles. Quando sua segurança é posta em xeque e o indivíduo não consegue suportar a pressão, o dente fica cariado, conforme a relação dos quatro fatores. A mesma regra é utilizada para os demais dentes. Neste caso foi utilizado o exemplo da segurança, que é pertinente ao primeiro pré-molar, mas, se o assunto em questão fosse personalidade, os den- tes envolvidos seriam os incisivos centrais. Os SEGUNDOS PRÉ-MOLARES
  27. 27. Os segundos pré-molares (Fig. 24) correspondem ao sistema respiratório, no qual se incluem desde os pulmões até as vias aéreas
  28. 28. 44 Biocibernética Bucal ■ Os Dentes 45 Figura 24 inferiores e superiores. Existem algumas controvérsias, pois os sin- tomas relacionados aos primeiros pré-molares confundem-se com os dos segundos, porque a representação destes no contexto psicoló- gico está voltada para a liberdade, que se confunde com segurança, pois ninguém tem segurança quando perde a liberdade. Quando fa- lamos em liberdade, referimo-nos ao seu mais amplo aspecto, inclu- sive a de expressar-se, de colocar as próprias opiniões e vê-las res- peitadas. Os PRIMEIROS MOLARES Figura 25 Os primeiros molares (Fig. 25) correspondem ao sistema di- gestivo e vêm à boca aos seis anos de idade, quando o conhecimento do mundo em que vive amplia-se na criança, passando ela, a partir daí, a entender suas necessidades e obrigações. Este dente, portanto, corresponde à auto-suficiência: cobranças ou estímulos fazem com que se posicione na parte externa do arco; repressões ou falta de estímulo provocam o inverso, trazendo-o para dentro do arco. Neste ponto, vale a pena lembrar que o caminho correto é sempre o meio- termo, ou seja, o equilíbrio entre as duas coisas, evitando os extre- mos. Este dente é o que mais costuma ter cáries e o que mais as pessoas perdem durante a vida, pois ser auto-suficiente é, sem dúvi- da alguma, um dos principais motivos de tensão do ser humano. Os SEGUNDOS MOLARES Figura 26 Os segundos molares {Fig. 26) são dentes muito importantes, pois correspondem ao processo hormonal e surgem na boca quando os meninos passam a ser homens e as meninas, mulheres. Juntamen- te com o processo de formação desses dentes começa a produção dos hormônios masculino e feminino, responsáveis pelas caracterís- ticas secundárias. Nos homens vai ocorrer a modificação da voz; nascimento de pêlos por todo o corpo, assim como os primeiros fios de barba e bigode; desenvolvimento de musculatura dando forma a seu corpo masculino; seu órgão sexual se desenvolverá e ele sentirá necessidade de masturbar-se, pois já terá espermatozóides, ou seja, biologicamente poderá ser pai. O mesmo processo ocorre com as meninas: aparecerão pêlos na região pubiana e, indesejavelmente, embaixo dos braços, nas per- nas, etc; os seios começarão a crescer e tomar forma; seu corpo tomará formas femininas; terá início o processo menstrual, passan- do a menina a ovular, sendo assim, também, biologicamente capaz de ser mãe. A diminuição do espaço bucal quando relacionada a proble- mas no nascimento dos segundos molares gera desordens nos cen- tros de regulação, podendo levar à obesidade. Pode acarretar proble-
  29. 29. 46 Biocibcrnética Bucal Os Dentes 47 mas de fertilidade nas meninas e também nos meninos, causando problemas no desenvolvimento do pênis, com crescimento menor que o desejado. Os TERCEIROS MOLARES Figura 27 Não é por acaso que o terceiro molar é conhecido internacio- nalmente como o dente do "juízo". Ele só nasce quando o indivíduo está certo de que encontrou seu caminho, profissional ou afetiva- mente, ou seja, sabe o que quer da vida, já tem seu próprio juízo. Quando a pessoa for muito tranquila ou sentir-se muito segura de que os pais lhe proverão o futuro, o terceiro molar pode vir até mes- mo antes do seu tempo normal, que é por volta dos 20 ou 21 anos. Este dente corresponde às pernas, ou seja, à direção e principalmen- te ao sistema linfático, e quando uma pessoa o perde ou o tem impactado passa a ter problemas circulatórios devido a um déficit do sistema linfático, que em geral apresenta como primeiros sinto- mas pequenos vasos nas pernas e depois varizes e inchaço. O terceiro molar começa a formar-se por volta dos nove anos de idade e se nesta fase a criança sentir que no futuro estará amparada emocional e financeiramente pelos pais, seu nascimento está garanti- do. Se houver dúvidas sobre isso, o dente virá mal posicionado, po- dendo ficar impactado; e se a pessoa sentir que precisará lutar desde cedo para encontrar seu caminho, o dente nem chegará a formar-se e, portanto, ele não nascerá, caracterizando-se uma anadontia. Certamente por falta de conhecimento disso, os profissionais da Odontologia indicam a extração desse dente com muita facilida- de, mesmo porque é bastante rentável para eles. Alguns autores che- gam a dizer que esse dente não tem importância alguma. Na pior das hipóteses, indica-se acompanhamento radiográfi- co do dente, mas nunca sua extração, a não ser que haja algum com- prometimento sério. Incisivos centrais Ncurnl - Personalidade Social feminino Caninos xrxí Feminino afctivo
  30. 30. Sistema Circulatório (Ataque c defesa) 2" Prc-molarcs Sistema respiratório (Liberdade e Estabilidade) 2U Molar Sistema Glândula) (Hormonal e Sexualidade) 3" Molar Sistema Linfático c — Directonal Social masculino Masculino afetivo TIPOS DE DESENVOLVIMENTO A Biocibernética Bucal classificou os tipos de desenvolvimen- to bucal por volume e de acordo com o tipo de personalidade em classes I, II e III (Fig. 29). Dois casos de deformação bucal são muito comuns na Odonto- logia. Num deles o paciente apresenta maior desenvolvimento das bases ósseas, podendo ser da mandíbula ou da maxila. Tem-se então a protrusão, com aumento de volume do osso correspondente, co- nhecida como prognatismo {Fig. 30). O segundo caso seria o re- Imgnatismo, no qual se tem o hipodesenvolvimento dos maxilares, causando desarmonia estética e funcional {Fig. 31). Incisivos Laterais Rcalciouamcnto 1-Prc-molarcs Sistema excretar (Rins, Intestinos, Segurança, ctc.) P Molar Aparelho Digestivo (Auto- sufieiência)
  31. 31. 48 Biocibernética Bucal Os Dentes 49 ^*_ H Figura 29 De acordo com a Cibernética, por muito tempo os casos de prognatismo mandibular foram tratados de forma inconeta, já que na maioria deles ocorria desenvolvimento inadequado da maxila, caracterizando assim um caso de retrognatismo maxilar, e não de prognatismo mandibular. Um diagnóstico inexato fará com que o paciente seja tratado de maneira errada, promovendo- se redução da mandíbula por meio de cirurgias ou, nos mais jovens, com aparelhos extra-orais, na tentativa de limitar o seu crescimento. O fato é que a falta de espaço bucal leva a língua a assumir posicionamento inadequado na boca, ou seja, apoiando-se na região inferior e promoven- do apenas o crescim ento da mandíb ula, e não da maxila. Diminui ndo o espaço man- dibular, o Figura 31Figura 30
  32. 32. espaço para a língua vai reduzir ainda mais, o que levará o paciente a ter problemas respiratórios. O prognatismo mandibular está também relacionado ao desenvolvimento anormal da maxila no sentido vertical, e portanto, produz falso prognatismo. Quando se coloca o dedo indicador rente aos lábios e depois se realiza o movimento de abertura de boca, percebe-se que, à medida que a boca se abre, a mandíbula fica mais distante do dedo (Fig. 32); portanto, em algumas situações, o prognatismo mandibular é resultado de perda de dimensão vertical, o que acarreta problemas gástricos. A maioria dos casos de prognatismo maxilar é, na verdade, um retrognatismo mandibular de pequenas proporções aliado a um verdadeiro prognatismo maxilar. Neste caso, o tratamento deve ser feito de maneira a preservar o espaço bucal. É muito comum haver grande distância entre a maxila e a mandíbula, chamada de tres- passe horizontal ou overjet. Em geral, o tratamento feito pela Ortodontia clássica é com extrações de pré-molares, gerando as consequências já descritas. O retrognatismo também é verdadeiro e ocorre com mais frequência na mandíbula, com desenvolvimento inadequado deste osso. Os pacientes apresentam "perfil de passarinho", como é dito na literatura, e são, em geral, grandes candidatos a problemas de ronco e apnéia, pois, com o espaço mandibular reduzido, há maior probabilidade da obstrução na região da glote (garganta). Figura 32
  33. 33. 50 Biocibernética Bucal Os Dentes 51 Como já foi mais profundamente ex- plicado no Capítulo 2, o desenvolvimento das arcadas acontece de acordo com fatores culturais e padrões familiares. Mas, quan- do a mandíbula está mais pronunciada em relação à maxila (Fig. 33), a área mais pro- eminente é conhecida como mento, e nota- se que pacientes com esse perfil têm grande projeção de sua mente, colocando para fora suas ideias, por mais absurdas que sejam. Os indivíduos com esse tipo de característica bucal foram classificados pela Biocibernética Bucal como de classe III, ou seja, possuem grande volume de mandíbula e são normalmente revolucionários. Como exemplo temos Lênin, Karl Marx, Buda e até mesmo Jesus Cristo. Outros revolucionários da História se enquadram nessa qualificação; mas desta vez sem mérito algum: é o caso de Adolf Hitler, responsável pela maior tragédia vivida pela humanidade. Somente pessoas da classe III possuem essa capacidade de liderança radical. São também capazes de realizar grandes mudanças em suas vidas em curto espaço de tempo; quando crianças, são as que mais dão trabalho para os pais, já que têm muita dificuldade de acatar ordens; quando adolescentes, costumam ser rebeldes e, na sua maioria, não se importam com a aparência estética. Na fase adulta, tendem a tornar-se muito vaidosos. São normalmente extremadas, não conseguindo ficar no meio-termo. Têm a vida regida pela emoção e tendem a primeiro tomar as decisões e depois pensar no que fizeram; são idealistas e normalmente não ligam para dinheiro e, portanto, têm menores chances de ficar ricos. Já os pertencentes à classe II, pela classificação da Biocibernética, são retrognatas mandibulares, ou seja, aqueles que têm o queixo para trás. São normalmente pessoas muito vaidosas, ligadas a bens materiais, que gostam de chamar a atenção desfilando com carros e roupas. São preocupadas com a opinião dos outros; não gostam de mudanças, preferindo não se arriscar; são movidas pela razão e ligadas ao dinheiro, tendo, portanto, mais chances de ficar ricas. Atingem altos postos não por arriscar-se, mas sim por muita dedicação. Um grande exemplo de sucesso entre os indivíduos da classe II é Bill Gates. Resta ainda, pela classificação feita pela Biocibernética, a classe I, que seria a perfeição, o equilíbrio, no qual o crescimento dos ma- xilares atinge seu ideal, ficando maxila e mandíbula praticamente paralelas, com excelente espaço bucal e harmonia facial invejável. Infelizmente, em toda a sua vida profissional, o Dr. Furlan exami- nou apenas um caso desses, e o Dr. Rogério Pavan ainda espera por essa oportunidade. Pessoas com essas características são muito equi- libradas e reúnem as melhores qualidades dos casos anteriores. Como as classificações citadas sofrem variações relacionadas às deformações de posicionamento individual de cada dente, para fazer uma correta avaliação é preciso levar em consideração todas as variantes num só conjunto. Figura 33
  34. 34. Quinto Capítulo Respiração e Bioquímica Para os autores, tudo aquilo que é conhecido como doença é, na verdade, disfunção do organismo. Essas disfunções acarretarão sobrecargas nos sistemas, provocando os sintomas. Estes foram di- vididos em três grandes grupos que, para facilitar a compreensão, serão explicados um a um. DISFUNÇÕES RESPIRATÓRIAS Algumas disfunções respiratórias vêm sendo tratadas por meio da correção bucal, mesmo sem querer. Relacionamos a seguir algu- mas das mais comuns: • Amigdalite • Apnéia • Asma • Bronquite • Cefaléia • Disritmia cerebral • Enxaqueca • Epilepsia • Hipertrofia das tonsilas • Hipertrofia dos cornetos faringeanas (adenóide) • Leucemia • Rinite • Ronco • Sinusite, etc. 53
  35. 35. 54 Biocibernéticci Bucal Respiração e Bioquímica 55 A grande descoberta foi perceber que existia na boca uma região anatómica esque- cida: a orofaringe. Quando os dentistas a examinam, vão, no máximo, até a região de trigo- noretromolar, situada logo após o terceiro molar, porque têm em mente que daí em dian- te é área do otorrinolaringolo- gista (Fig. 34). Já o otorrino manda o paciente abrir a boca e vê desta mesma região para trás (F/.if. 35). O surgimento da Biocibcrnélica Bucal relacio- na-se com o entendimento do processo respiratório e a interaçáo entre as duas áreas: Odontologia e Medicina. Revisando a anatomia, percebeu-se que a língua ocu- pa todo o espaço bucal, com folga milimétrica entre ela e o céu da boca. Tendo como base que a boca sofre deloi mações de crescimento, pi inci pai mente por falta de desenvolvimento de suas dimensões com a redução do seu volume interno, enquanto a língua cresce naturalmente, segundo sua programação genética, ja que é um músculo e se adapta muito bem aos espaços, percebeu-se que, toda vez que houver deficiência no crescimento bucal, o espaço lingual se reduz e a língua fica obrigada a buscar novo espaço, uma vez que não consegue diminuir de volume. Figura 34 Figura 35
  36. 36. Para a frente e para os lados ela está cercada por dentes; para baixo há o assoalho bucal; e para cima, o céu da boca. Sobra-lhe, portanto, uma saída: ir para trás. Ao fazer isso, invade a via respira- tória, diminuindo o espaço da coluna aérea e, portanto, reduzindo o volume de entrada de ar. A partir daí tem-se instalada uma disfunção respiratória, que obrigará o organismo a fazer compensações nem sempre bem-sucedidas. Numa primeira tentativa, abre-se ligeiramente a boca para dar mais espaço à língua e, uma vez feito isso, consegue-se efetivamen- te aumento de espaço, mas, ao mesmo tempo, abre-se uma via de passagem para o ar muito mais simples e curta, ou seja, a via bucal. Quando entra pelas vias normais, o ar passa por toda a mucosa nasal, estimulando-a, adentra os seios faciais, é filtrado, aquecido e ligeiramente umidificado, e só então caminha para a faringe, laringe e chega aos pulmões. Por ser mais simples, curta e oferecer um pe- queno conforto respiratório, o indivíduo rapidamente passa a usar a via bucal como de preferência para respirar. Ao usá-la de maneira parcial ou total, deixa de utilizar as vias aéreas superiores (nariz) como deveria, transformando-as em alvo de agentes agressores e de acúmulo de resíduos, como poeiras, etc. Não havendo a passagem do ar pela região, os movimentos ciliares responsáveis pela limpeza da cavidade nasal são dificultados. Vírus e bactérias oportunistas tentarão instalar-se, provocando de pronto uma resposta do organis- mo, que reconhece os agentes agressores e envia sua defesa. O sangue, via pela qual o organismo transporta as células para defender a região, provoca um processo inflamatório. A inflamação das mucosas nasais é conhecida como rinite; nos seios da face, como sinusite; nas tonsilas faringeanas é chamada de adenóide; e o au- mento das conchas nasais é chamado de hipertrofia dos cornetos, podendo ocorrer também a formação de pólipos nasais. No seio maxilar pode-se ter um processo infeccioso causado por problemas dentários. Com esta breve história, mostrou-se como a disfunção do pro- cesso respiratório gera os sintomas, que são mais conhecidos como doenças. Como se não bastasse, o emprego da via bucal para a respiração vai usar as amígdalas como filtro natural, fazendo-as aumentar de vo- lume e obstruir ainda mais a via respiratória. Devido a sua grande exposição, passam a sofrer infecções sucessivas, conhecidas comr
  37. 37. 56 Biocibernética Bucal Respiração e Bioquímica 57 amigdalites. O ar chega aos pulmões sem o aquecimento adequado e também não foi filtrado e umidificado, agredindo assim os brônquios e suas ramificações terminais, os bronquíolos, que aumentam a pro- dução de muco para proteger suas paredes. Ao que se percebe, esse excesso de muco funciona como agente irritativo, provocando uma resposta inflamatória caracterizada como bronquite. Para defender- se, o organismo lança mão da broncoconstrição, que diminui o perí- metro dos bronquíolos pela contração da musculatura lisa, caracteri- zando assim a asma, provocando tosse, a fim de eliminar o excesso de muco, que pode ser entendido como catarro. Essas crises são conheci- das como bronquite asmática e têm como intuito provocar a expectoração. Médicos mais tradicionais usam broncodilatadores para contê-las, o que realmente acontece com sucesso, mas, por outro lado, não elimina o fator causal. Já médicos naturalistas ou homeopatas, que conhecem a Biocibernética Bucal e os mecanismos pelos quais o problema se origina, tratam de maneira mais conservadora, auxilian- do na expectoração efetiva. O desequilíbrio favorece a instalação de bactérias oportunistas, como o caso das causadoras da pneumonia e, em casos específicos, até mesmo da tuberculose. Mesmo que a deficiência respiratória provocada pela diminui- ção do espaço bucal não provoque qualquer desses problemas, pode ainda desencadear alterações neurológicas, devido à menor taxa de oxigenação sanguínea. Mais uma vez, para defender-se da baixa quan- tidade de oxigénio, que seria prejudicial para os neurônios, o cére- bro manda a mensagem de que está faltando oxigénio por meio de dores de cabeça ou provocando pequenas ausências, conhecidas como disritmias cerebrais, que, na verdade, é uma forma de economizar energia. Os casos mais graves levam a pessoa a ter crises convulsivas, que se iniciam com um desmaio, visando facilitar o fluxo respirató- rio, pois na posição horizontal o sangue chegaria mais facilmente ao cérebro. Caso esta primeira tentativa não supra a necessidade, o cé- rebro provoca então contrações musculares, palidez, direcionando o sangue periférico para os grandes vasos e aumentando os batimentos cardíacos, com a finalidade de aumentar a oferta de sangue e, por- tanto, oxigénio para ele. À noite, durante o sono, existe a necessidade de aumentar o fluxo respiratório para "recarregar" as baterias do corpo, oxigenar as células e deixá-las prontas e abastecidas para o dia seguinte. Quan- do isso acontecer e o indivíduo for portador de algum tipo de disfun- ção de crescimento bucal, haverá dificuldade na passagem do ar; portanto, cada inspiração será forçada e fará vibrar os tecidos da região posterior da boca (orofaringe), produzindo um som: o ronco. Com o relaxamento da musculatura bucal, o queixo vai mais para trás, juntamente com a língua, obstruindo a coluna aérea e causando parada respiratória, conhecida como apnéia do sono. DORES DE CABEÇA E OUTROS DISTÚRBIOS A dor de cabeça, um dos mais frequentes motivos de reclama- ção, tem, basicamente, quatro tipos de origem. Em primeiro lugar, é preciso entender o que significa a dor: na verdade, é um aviso de que algo está errado. Os neurônios em geral são muito sensíveis, e qualquer altera- ção na sua nutrição pode ser interpretada como dor. Um caso bastan- te comum e fácil de entender é quando o indivíduo tem dores de cabeça por carência de glicose, o combustível do corpo. A situação mais comum acontece quando a pessoa teve um dia muito agitado e muitas vezes mal conseguiu almoçar; quando chega ao fim do dia, começa a sentir um dorzinha chata. Como queimou muita energia e esta não foi corretamente reposta, surge um aviso de que está faltan- do combustível, neste caso representado pela dor. Para saber se a dor é causada por falta de "combustível", basta recolocá-lo logo após o início dela. Se passar dentro de quarenta minutos, aí está a causa. A maneira mais simples de fazer essa repo- sição é usar açúcares que se transformam rapidamente em glicose, como por exemplo uvas-passas, suco de uva e balas de coco, que devem ser bem mastigadas. Um segundo caso é caracterizado por dores de cabeça que não têm horário para aparecer nem para desaparecer; em geral, respondem bem a analgésicos e, com o passar do tempo, diminuem seus intervalos, passando a ser diárias. Esse tipo de dor vem sendo tratada como originária da deficiência crónica da oxigenação san- guínea, pois responde muito bem à compensação do espaço bucal por aparelhos. O terceiro tipo é muito característico e está diretamente rela cionado aos distúrbios do sono, em especial as hipoapnéias e apnéias. Esse tipo de dor de cabeça só acontece de madrugada ou, segundo
  38. 38. 58 Biocibcrnética Bucal Respiração e Bioquímica 59 relatos dos próprios pacientes, logo pela manhã, quando já se acorda com dor de cabeça. Nesses casos, para obter resultados efetivos, é preciso tratar do problema original, o que vem sendo feito por apa- relhos reprogramadores da postura bucal. Por último, existem as dores causadas por distúrbios muscula- res, originadas do mal-engrenamento dos dentes, que serão tratadas na parte de distúrbios esqueléticos. Além disso tudo, ocorre um fato muito importante, pouco va- lorizado: em geral, as crianças ficam obesas não somente por exces- so de alimento, mas por uma disfunção do processo regulador da fome efetuado pelas glândulas pituitária, hipotálamo e hipófise, que formam o centro vegetativo ou automático, conhecido também como sistema límbico do corpo humano. O hipotálamo regula a fome; a hipófise, o sono; e a pituitária, o sexo. Quando essas glândulas en- tram em disfunção, a criança tende a engordar muito. Nos meninos altera-se a função hormonal, atrasando o nascimento dos pêlos, as formas ficam arredondadas, aproximando-se mais do feminino, a pele fica gordurosa e lisa, o pênis não se desenvolve e os testículos muitas vezes não entram no saco escrotal. O mesmo parece ocorrer com as meninas que, quando obesas na infância, mostram maior dificuldade para ter filhos na fase adul- ta. Acredita-se que seus órgãos reprodutores também tenham sido afetados devido à disfunção hormonal da pituitária. A desarmonia de todo esse sistema vem sendo igualmente atribuída a um processo respiratório deficiente, pois pacientes submetidos ao tratamento de correção das arcadas pelo método da Biocibernética Bucal, em fase precoce, têm o quadro revertido com certa rapidez. Indo mais longe e com base nas afirmações do Dr. William Frederick Kock que dizia categoricamente que todas as formas de câncer tinham origem na lesão do processo respiratório, a qual con- siderava irreversível, pode-se sonhar hoje com um grande auxílio na prevenção e no tratamento dos tumores, sejam eles benignos ou ma- lignos, pois, com base em pesquisas e exames laboratoriais realiza- dos com pacientes, acredita-se ter encontrado o caminho da rever- são do processo respiratório, mudando assim todo o prisma de visão da moderna medicina. Alguns casos surpreenderam toda a equipe cibernética no iní- cio das pesquisas da técnica, em especial casos de leucemia que con- seguiram ser revertidos por meio da compensação do espaço bucal. Depois destes, outros surgiram, com resultados fantásticos, devol- vendo aos pacientes a vida que mereciam. Para que se possa entender como a deficiência respiratória pode prejudicar a saúde como um todo, é preciso saber como o organismo produz energia. Em geral, toda a energia é gerada a partir da queima da glicose; mas quando uma molécula de glicose é queimada pelo corpo para produzir energia na ausência do oxigénio tem-se a pro- porção de duas moléculas de energia conhecidas como ATP (Ade- nosina trifosfato) para cada uma de glicose queimada, enquanto com o oxigénio presente uma mesma molécula de glicose forma trinta e oito ATPs. Portanto, a função do organismo pode ficar até dezenove vezes mais eficiente quando se respira bem. Há quatro anos vem sendo realizada uma pesquisa para comprovar cientificamente as melhoras ocorridas no processo respiratório por meio dos tratamentos realizados pela técnica. Essa pesquisa faz hoje o acompanhamento de mais de duzentos pacientes e mostrou inicial- mente que eles, antes do tratamento, mesmo não sendo portadores de deficiência respiratória cró- nica, apresentavam índices de oximetria muito abaixo dos valores desejados. Comprovou- se que 75% não atingiam sequer os valores mínimos ne- cessários e que apenas uma minoria estava dentro dos padrões de normalidade {Fig. 37). Após um ano de tratamento, eles foram submetidos a novos exa- mes e, surpreendente- mente, os valores do grá- fico se inverteram, pas- sando a ser minoria os pa- cientes abaixo dos valo- res desejados (Fig. 38). i'gura 37 Abaixo da Media Dentro da Média DAcima da Média Figura 38
  39. 39. 60 Biocibemética Bucal Respimção e Bioquímica 61 Multiplicando as três dimensões bucais — lateral, vertical e profundidade — tem-se a metragem cúbica de dentro da boca, que corresponde ao seu volume. Qualquer alteração nesse espaço au- menta ou diminui o volume, que é, na verdade, o espaço para a lín- gua, como já foi explicado. Mas, ao mesmo tempo que se altera o espaço interno da boca, também o espaço externo é alterado, ou seja, a região onde ficam localizadas as glândulas salivares aumenta quan- do o espaço interno diminui e vice-versa, modificado a função di- gestiva, que será chamada aqui, genericamente, de bioquímica. DISFUNÇÕES BIOQUÍMICAS OU DIGESTIVAS Quando se iniciaram os trabalhos da Biocibernética Bucal, não se tinha ideia de que fosse possível ajudar ou tratar de tantos proble- mas de saúde. Na verdade, ao fazer um tratamento, verificava-se que os sintomas do paciente desapareciam, depois é que se tentava en- tender que "mágica" havia ocorrido. Somente após muitas pesquisas e indagações chegaram-se às conclusões aqui explicadas. A partir de então, na parte bioquímica, alguns sintomas vêm sendo tratados rotineiramente, como: Artrite Cárie Esofagite Gengivite Queda de cabelo Na verdade, toda reação química que ocorre no organismo é chamada bioquímica, inclusive o processo respiratório, mas para facilitar o entendimento, resolvemos classificar como bioquímica a parte resultante da digestão. O aumento do espaço externo da boca descrito anteriormente vai acarretar um desarranjo no equilíbrio mus- cular de toda a região facial. A musculatura da boca ficará flácida, e a estética, comprometida, dando à pessoa aspecto de mais velha do que ela realmente é. Pode-se perceber que os lábios desses indiví- duos não são bem evidentes e em alguns casos nem podem ser vis- tos. Quando as pessoas falam, pode-se avaliá-las em relação à mus- • Azia • Colite • Gastrite • Periodontite • Queílite, etc.
  40. 40. culatura e dentes. Por exemplo, ao falar, deveriam aparecer tanto os dentes superiores quanto os inferiores, e isso independentemente da idade. Mas o que se vê em geral é apenas uma pequena porção dos dentes ou mesmo nenhum deles. Em alguns casos é como se não tivessem dentes. Como esse tipo de disfunção muscular é, na verdade, causa- do pela malformação ou mau desenvolvimento das arcadas dentá- rias, a musculatura, agora flácida, não mais exerce sua função de sustentar e limitar o espaço físico para as glândulas salivares gran- des, que são seis: duas parótidas, localizadas próximas às orelhas, duas submandibulares e duas sublinguais, localizadas no assoalho bucal. Com o aumento do espaço para essas glândulas, elas pas- sam não só a produzir saliva, mas também a armazená-la. Essa saliva, por intermédio do ar atmosférico, sofre oxidação e perde parte de sua capacidade-tampão, neutralizar meios ácidos. Como analogia, podem-se citar algumas frutas, como maçãs, pêras e ba- nanas, que algumas horas depois de cortadas ficam pretas, pois sofreram oxidação. Se forem provadas, perceber-se-á que estão ruins, pois ficaram ácidas. A saliva acumulada está sujeita ao mes- mo processo, ficando ligeiramente ácida, daí é lançada para a boca, provocando o início da disfunção digestiva. Além das grandes glândulas salivares, existem mais de mil pe- quenas espalhadas por toda a boca e, pelo mesmo processo, podem também produzir saliva incorretamente. Quando o meio bucal fica ligeiramente ácido, prevalece a instalação de microorganismos, em especial as bactérias, que na sua maioria gostam de ambientes ácidos, ou seja, são acidófilas, e, o que é pior, a grande maioria destas produz ácido, pois são também acidogênicas. Essa combinação vai levar ao aparecimento dos primeiros sintomas no aparelho digestivo, às cáries e às doenças periodontais, o que leva a concluir que indivíduos resistentes ou suscetíveis à cárie e à doença periodontal são aqueles com saliva alcalina ou ácida, respectivamente. Ainda na boca, essa saliva ácida pode levar a uma incidência maior de aftas, que, embora não tenham suas causas totalmente co- nhecidas, respondem muito bem a estímulos às glândulas salivares por aparelhos bucais, cujo intuito é aumentar o fluxo salivar e, por- tanto, neutralizar o meio. O mesmo ocorre com as queílites (boquei-ras), que em geral são atribuídas à contaminação, mas que na verdade não ocorrem quando a saliva está normal.
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