Moda, Opinião e Estetização do Mundo

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    Moda, Opinião e Estetização do Mundo - Presentation Transcript

    1. Moda, Opinião e Estetização do Mundo Andressa Ferolla Cardoso Emiliana Pomarico Ribeiro Gabriela Cassaniga Busato Kelly Helen Bastos Renata Scarellis
    2. Michel Maffesoli
    3. Michel Maffesoli
      • Nasceu na Alsace, França fronteira com a Alemanha, 1944
        • Descendente da imigração italiana vinda para a França no entre - guerras
      • Herdeiro intelectual de Gilbert Durand (orientador), recuperando a importância do imaginário na construção da realidade
        • Sociologia do quotidiano e análises sobre a pós-modernidade
      • Secretário geral do Centre de recherche sur l'imaginaire e membro do comitê científico de revistas internacionais (Social Movement Studies e Sociologia Internationalis), além de editar a Sociétés
        • É vice-presidente do Institut International de Sociologie (I.I.S.), e membro do Institut Universitaire de France (I.U.F.)
      • Recebeu Grand Prix des Sciences Humaines da Academia Francesa em 1992 por seu trabalho La transfiguration du politique.
        • Professor na Universidade René Descartes, Paris V, Sorbonne, e diretor do Centro de Estudos do Atual e do Quotidiano (CEAQ)
      Vida
      • Contexto
      • Proposta de mudanças de valores ocorridas na passagem da modernidade para a pós-modernidade.
      Moderno Pós-moderno
      • Mito como base (Mito do Progresso)
      • Voltada para o futuro
      • Sociedade racionalista (racionalidade instrumental)
      • Dominação sobre si e sobre o mundo
      • Individualismo
      • Autonomia
      • Homo politicus e economicus
      • Saturação do mito
      • Sociedade mais sensualista
      • Porosidade das instituições
      • “ Babelização do pensamento”
      • Passagem da identidade para as identificações múltiplas (renascimento de formas tribais)
      • Heterenomia
      • Homo estheticus
      • Michel Foucault : noção de epísteme - formas de representação e de organização social têm um duplo aspecto:
        • modelação do indivíduo e suas relações sociais pela sociedade
        • conseqüências das relações sociais sobre a organização social
      • Thomas Kuhn : noção de paradigma e os cruzamentos das maneiras de representar o mundo
      • Gilbert Durand : bacia semântica - as pequenas coisas vão gerar as coisas mais importantes
      Contexto
      • Privilegia tudo o que não é produzido pela racionalidade: sociologia da vida quotidiana
      • Nega o dualismo esquemático que opõe a razão à imaginação
      • O pesquisador é parte constituinte daquilo que é por ele estudado
      • Temas presentes em suas obras:
        • Espírito comunitário
        • Tribalização e recomposição do tecido social
        • Pós-modernidade
        • Estética social
        • Noção de coletividade
        • Formas do compósito social
      Obra “ A profundidade está na superfície das coisas” “ A chave para compreender essa pós-modernidade nascente é o aspecto pré-individual.” “ Cada um de nós é o que é porque conta uma história, verdadeira ou falsa. Qualquer relação, seja de amizade, seja amorosa, só terá sentido quando qualquer um dos protagonistas contar tal história”
    4. Cultura e comunicação juvenis
      • bandos com leis e regras próprias (crise das instituições)
      • queda da sociedade patriarcal
      • ascensão da “sociedade de irmãos” (tribos)
      • afinidades eletivas
      • recusa de um mundo unicamente mercantil
      • sentimento de pertencimento (uso de emblemas)
      • cultura agora particular e não tem mais a pretensão universal da civilização
    5. Vestimenta – hieróglifo: transcendência imanente
    6. Livros
    7.  
    8. deslocamento do social para a socialidade
    9. A comunidade emocional 1. Aura estética (o sentir comum) 2. A experiência ética (o laço ético) 3. O costume (vida quotidiana)  
      •   1. A aura estética
      • Multiplicidade do indivíduo - persona
      • Substituição de um social racionalizado por socialidade com dominante empática
      • Comunidades emocionais: aspecto efêmero 
      • 2. Experiência ética
      • "Lei do meio"
      • Interesse grupal
      • Mídia e "aldeia global"
      • 3. O costume
      • Conjunto de usos comuns
      • Concretização da dimensão ética da sociedade
      • Papel dos meios de comunicação
      • O “divino social”: é tudo o que nos une à sociedade
      • A religião é uma forma de manifestação do “divino social”
      • Portanto o “divino social” constrói as instituições humanas
      • As instituições humanas nunca são baseadas em mentiras, em ilusões, em erros
      • O que permite a permanência da sociedade ao longo da história é o sentimento religioso
      • O autor acredita no Fatalismo , o qual reforça o espírito coletivo .
      • Tribos são grupos de redes existenciais, se baseiam num espírito religioso , e em uma proximidade geográfica
      • Há uma tendência à multiplicação de Tribos
      • Só temos valor pelo fato de pertencermos a um grupo
    10. A massa desgasta a idéia de indivíduo. Ela generaliza tudo. “ As massas geram: conformismo das gerações mais jovens, paixão pela semelhança ao outro, a busca pelo pertencimento a grupos ou tribos, e a procura pela adequação aos fenômenos da moda e aos padrões culturais vigentes. Neste contexto surge até mesmo a tendência à unissexualização da aparência.” (Página 92)
      • Portanto, a massa desfavorece a construção de identidades particulares e individuais
      • O pensamento não é particular; é um fenômeno grupal
      • Assiste-se à construção de um mundo de costumes, de rituais, de práticas aceitas como “óbvias”
      • Há a tendência natural à mundialização, à uniformização de modos de vida
      • No entanto, há um processo simultâneo ao da mundialização, que é o da individualização
      • Os avanços tecnológicos dão forças também a estes processos de individualização, e não somente a massificação da cultura
      • O rápido desenvolvimento das metrópoles favoreceu em muito a criação de “aldeias na cidade”
      • É nestes agrupamentos humanos específicos, as aldeias, que podemos nos “aquecer” socialmente
      • O autor acredita no politeísmo: cada um dos pequenos grupos relativiza o poder superior
      • Os grupos, unidos, e através de instrumentos por ele produzidos, podem contestar decisões do poder superior
    11. No Renascimento
      • Homem é considerado isoladamente
      • Ele fazia sua visão de mundo pela leitura
      • O homem era movido por sua racionalidade
    12. Passemos para a sociedade de massas
    13. *Homem na massa é homem livre *No interior do anonimato sente-se forte *O que um faz todos fazem, imitação *Gera desaparecimento da personalidade
    14. O que Maffesoli fala sobre as massas?
    15. *Há necessidade táctil e afetiva *Sensações e experimentações *Sensibilidade para reconhecer o outro *Necessidade do estar-junto *Sem associações contractuais e racionais
    16. Na massa a gente se cruza, se roça, se toca, interações se estabelecem, cristalizações se operam e grupos se formam
      • Social: indivíduo tem uma função na sociedade, faz parte de um grupo estável
      • Socialidade: a pessoa representa papéis, tanto profissional, sexual, cultural, musical, esportivo, religioso.
      • O que ocorre na socialidade são “interferências coletivas” porque o que nos parecia uma opinião individual é, de fato, a opinião de tal ou qual grupo ao qual pertencemos.
      • A socialidade é constituída por um vaivém das tribos-massas.
      Social X Socialidade
    17.  
    18. A importância das simbologias
    19. * Daí a importância da aparência, vetor de agregação, a estética é o meio de experimentar e sentir em comum e é um meio de se reconhecer *A vestimenta seria um tipo de comunicação não-verbal que liga os indivíduos entre si *A moda é a possibilidade de transformação, de escolha, decisões sobre os gostos, crenças, identidade
    20. Vídeo “Eu me visto assim” http://www.youtube.com/watch?v=ag0ii0ACnPU
      • Maffesoli fala da estetização do mundo
      • A estetização do mundo está ligada a uma ideia de que a vida pode ser considerada uma obra de arte coletiva, uma forma lúdica da socialização
      • O que torna o estar-junto como forma que traz a espontaneidade que pode artificializar, civilizando-se em produções de obras artísticas, políticas, econômicas que revelam novos modos de vida
      • A estética não é uma questão de gosto (bom ou mal gosto), nem de conteúdo, mas é a forma estética pura que o interessa, ou seja, como se vive e como se experimenta a sensação coletiva
      • O indivíduo não pode existir isolado, pois está ligado pela cultura, pela comunicação, pelo lazer e pela moda de uma comunidade
    21. A socialidade eletiva na lógica da rede
    22.  
    23. A lei do segredo
      • O segredo é o modo de fortalecer o grupo contra os poderes estabelecidos, uma conspiração que faz um se unir ao outro
      Máscaras Movimentos
      • A lei do segredo
      • O segredo é uma espécie de lei não escrita, de um código de honra, de uma moral clânica que de maneira quase intencional se protege contra o que é exterior e superimposto, para garantir o única coisa que a massa se sente responsável: a perdurância dos grupos que a constituem
      • Tribos diferentes partilham este mesmo ideal
    24. A ordem da massa
      • A tribo tem o indivíduo indiferente e ilimitado, diluído no conjunto de seus iguais
      • Eles vivem em um inconsciente coletivo, em que estão superadas suas identidades individuais, destilando simbolismos, com a impressão de pertencer a uma espécie comum
    25. A ordem das massas
      • Por outro lado, tal amontoado apresenta sutis diferenciações, e as preferências quanto as roupas, aos hábitos sexuais, aos esportes, aos bandos e aos próprios lugares dividem o território, recriando um conjunto comunitário com funções diversificadas e complementares
      • Qual a sua opinião sobre as tribos na sociedade
      • http://www.youtube.com/watch?v=scdU51ADWnI
      • MAFFESOLI, M . Perspectivas tribais ou a mudança do paradigma social. In: Revista FAMECOS,  nº 23, abril 2004: Porto Alegre   
      • Disponível em: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/viewFile/3247/2507
      •  
      • MAFFESOLI, M. A terra fértil do cotidiano. In: Revista FAMECOS, nº 36, agosto de 2008: Porto Alegre
      • Disponível em: http://revcom2.portcom.intercom.org.br/index.php/famecos/article/viewFile/5465/4963
      • MAFFESOLI, M. O imaginário é uma realidade. In: Revista FAMECOS, nº 15, agosto de 2001: Porto Alegre
      • Disponível em: http://revcom2.portcom.intercom.org.br/index.php/famecos/article/view/285/217
      • MAFFESOLI, M. Cultura e comunicação juvenis. In: Comunicação, mídia e consumo, vol. 2n. 4 p. 11 - 27 jul. 2005: São Paulo.
      • Disponível em: http://ojs.portcom.intercom.org.br/index.php/comunicacaomidiaeconsumo/article/viewFile/5165/4793

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