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MOTIVOS DA PESQUISA <ul><li>Significativo número de mulheres no  1º segmento do Ensino Fundamental Supletivo  (1ª a 4ª sér...
<ul><ul><li>Existiria diferença entre os motivos que levaram os homens e as mulheres a retomarem os estudos? </li></ul></u...
OBJETIVOS  <ul><li>Objetivo Geral  – Caracterizar a  Educação de Jovens e Adultos nas escolas municipais de Curitiba, sob ...
<ul><ul><li>b)  Identificar quais são os motivos que  levaram homens e mulheres a se matricularem na EJA da Rede Municipal...
<ul><ul><li>d) Destacar, a partir das vozes dos alunos e alunas, a influência da escola na sua vida cotidiana e no trabalh...
METODOLOGIA <ul><ul><li>QUANTITATIVA  E  QUALITATIVA </li></ul></ul><ul><ul><li>- análise interpretativa, priorizando o mé...
BASES  TEÓRICAS <ul><ul><li>A contextualização da EJA dentro do fenômeno  globalização </li></ul></ul><ul><ul><li>transfor...
CONCEITUAÇÃO BÁSICA <ul><li>Gênero e tecnologia estão concebidos como processo social. Estão inseridos na vida cotidiana, ...
BREVE HISTÓRICO <ul><li>História da EJA no Brasil  </li></ul><ul><li>História da EJA em Curitiba </li></ul><ul><li>As Polí...
UNIVERSO PESQUISADO <ul><li>3 Gerentes de EJA </li></ul><ul><li>8 Núcleos Regionais – coleta de dados  e entrevistas com a...
 
REGIONAIS PESQUISADAS <ul><li>Regional Bairro Novo </li></ul>
Regional Pinheirinho
Regional Portão/Fazendinha
Regional Carmo/Boqueirão
Regional Santa Felicidade
Regional Boa Vista
Regional CIC
Regional Cajuru
Regional Matriz
REGIONAIS SELECIONADAS PARA A PESQUISA   <ul><li>Regional Bairro Novo (maior nº alunos/as) </li></ul><ul><li>Regional Boqu...
RESULTADOS QUANTITATIVOS  <ul><li>Público Feminino  67% </li></ul><ul><li>Público Masculino 33%  </li></ul><ul><li>Em cada...
RESULTADOS DAS ENTREVISTAS 1- Motivos para matricular-se na EJA <ul><li>HOMENS:   </li></ul><ul><li>-Incentivados pelas mu...
“ preciso lê melhor pra entendê a tecnologia da construção civil... Se quiser competi, tem que tê istudo... a tecnologia t...
RESULTADOS DAS ENTREVISTAS 1- Motivos para se matricular na EJA <ul><li>MULHERES </li></ul><ul><li>- Tem pouco ou nenhum i...
RESULTADOS DAS ENTREVISTAS 1- Motivos para matricular-se na EJA   <ul><li>“ [...] por eles, eu ficava em casa pra fazê a j...
RESULTADOS DAS ENTREVISTAS  2. Pertinência  da  EJA para a vida de homens e mulheres <ul><li>Domínio da tecnologia da leit...
RESULTADOS DAS ENTREVISTAS  2. Pertinência  da  EJA para a vida de homens e mulheres <ul><li>“ Eu tinha idéia assim que pr...
RESULTADOS DAS ENTREVISTAS 3-  Perspectiva do trabalho <ul><li>“ Eu acho que quando eu terminá a EJA eu consigo um emprego...
RESULTADO DAS ENTREVISTAS  4- Gênero na Escola –  AS MULHERES <ul><li>SE VÊEM COMO: </li></ul><ul><li>Interessadas </li></...
RESULTADO DAS ENTREVISTAS  4- Gênero na Escola –  OS HOMENS <ul><li>SE VÊEM COMO: </li></ul><ul><li>Desorganizados </li></...
4- Gênero  na Escola   COMO OS ALUNOS E ALUNAS VÊEM O/AS PROFESSOR/AS <ul><li>Disseram que:  “trata todo mundo igual, tant...
4- Gênero  na Escola   COMO O/AS PROFESSOR/AS VÊEM OS ALUNOS E ALUNAS DA EJA <ul><li>“ Todos vêm em busca de melhorar suas...
5- O que se aprende na EJA faz diferença no Trabalho? <ul><li>Eu antigamente só pensava em limpeza e agora eu já penso em ...
RESULTADOS DAS ENTREVISTAS 5- O que se aprende na EJA faz diferença no Trabalho? <ul><li>“ ...a gente que nunca eistudo, a...
RESULTADOS DAS ENTREVISTAAS 6- Os protagonistas e a tecnologia <ul><li>“ tão pedindo informática pra tudo... pra caixa de ...
Como o/as professor/as vêem a Tecnologia  <ul><li>[...] aqui entra a dificuldade do/a professor/a [...] eu sou bastante fr...
Como o/as professor/as vêem a Tecnologia <ul><li>Essa turma que eu tô é mais velha e tá aberta pra isso eles querem... Ess...
CONSIDERAÇÕES FINAIS <ul><li>EJA: </li></ul><ul><li>As desigualdades de gênero se manifestam; </li></ul><ul><li>Há indicat...
CONSIDERAÇÕES FINAIS Enquanto homens e mulheres não assumirem novos modelos de relações de gênero, não estiverem conscient...
I NDICAÇÕES PARA FUTURAS PESQUISAS <ul><li>Como estão representados os gêneros no material didático, UT’S (Unidades Temáti...
INDICAÇÕES PARA FUTURAS PESQUISAS <ul><li>As possibilidades do Ensino Fundamental Supletivo atendido pelo município de Cur...
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A educação de Jovens e adultos no município de Curitiba sob a ótica de Gênero e Tecnologia

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL TECNOLÓGICA DO PARANÁ <ul><ul><li>A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO MUNICÍPIO DE CURITIBA </li></ul></ul><ul><ul><li>SOB A ÓTICA DE </li></ul></ul><ul><ul><li>GÊNERO E TECNOLOGIA </li></ul></ul>Sivonei Karpinski Hidalgo Orientação: Profª. Drª. Marília Gomes de Carvalho
  2. 2. MOTIVOS DA PESQUISA <ul><li>Significativo número de mulheres no 1º segmento do Ensino Fundamental Supletivo (1ª a 4ª série) </li></ul><ul><li>Por que essas mulheres não teriam estudado antes? </li></ul><ul><li>Que fato estaria impulsionando esse retorno feminino à escola? </li></ul>
  3. 3. <ul><ul><li>Existiria diferença entre os motivos que levaram os homens e as mulheres a retomarem os estudos? </li></ul></ul><ul><ul><li>As exigências do mercado de trabalho provocariam esse retorno aos bancos escolares? </li></ul></ul><ul><ul><li>Estariam relacionados à falta de conhecimento tecnológico? </li></ul></ul>
  4. 4. OBJETIVOS <ul><li>Objetivo Geral – Caracterizar a Educação de Jovens e Adultos nas escolas municipais de Curitiba, sob a perspectiva dos protagonistas do processo educacional, frente às questões de gênero e tecnologia. </li></ul><ul><li>Objetivos específicos: </li></ul><ul><li>a) Traçar o perfil dos protagonistas da EJA atendidos pela Secretaria Municipal de Curitiba em uma abordagem de gênero; </li></ul>
  5. 5. <ul><ul><li>b) Identificar quais são os motivos que levaram homens e mulheres a se matricularem na EJA da Rede Municipal de Educação de Curitiba; </li></ul></ul><ul><ul><li>c) Conhecer, a partir das vozes dos protagonistas, as formas de relação existentes no espaço escolar quanto às questões de gênero; </li></ul></ul>
  6. 6. <ul><ul><li>d) Destacar, a partir das vozes dos alunos e alunas, a influência da escola na sua vida cotidiana e no trabalho; </li></ul></ul><ul><ul><li>e) Conhecer as percepções que os protagonistas da EJA em Curitiba, têm sobre tecnologia presente em seu cotidiano. </li></ul></ul>
  7. 7. METODOLOGIA <ul><ul><li>QUANTITATIVA E QUALITATIVA </li></ul></ul><ul><ul><li>- análise interpretativa, priorizando o método qualitativo. </li></ul></ul><ul><ul><li>TÉCNICAS DE PESQUISA </li></ul></ul><ul><ul><li>coleta de dados quantitativos </li></ul></ul><ul><ul><li>análise documental </li></ul></ul><ul><ul><li>entrevistas semi-estruturadas </li></ul></ul>
  8. 8. BASES TEÓRICAS <ul><ul><li>A contextualização da EJA dentro do fenômeno globalização </li></ul></ul><ul><ul><li>transformações no mundo do trabalho </li></ul></ul><ul><ul><li>transformações que sofreram as questões de gênero e tecnologia no mercado de trabalho e no âmbito da educação; </li></ul></ul><ul><ul><li>Autores/as: LIMA FILHO, HARVEY, ANTUNES, CANCLINI, BASTOS, HIRATA, BLAY, LOURO, SCOTT e CARVALHO. </li></ul></ul>
  9. 9. CONCEITUAÇÃO BÁSICA <ul><li>Gênero e tecnologia estão concebidos como processo social. Estão inseridos na vida cotidiana, interagindo com: dimensões culturais, políticas, econômicas, ideológicas, dentre outras. Portanto, perpassam toda a vida social. </li></ul><ul><li>BASTOS, CARVALHO, GAMA, SCOTT, LOURO. </li></ul>
  10. 10. BREVE HISTÓRICO <ul><li>História da EJA no Brasil </li></ul><ul><li>História da EJA em Curitiba </li></ul><ul><li>As Políticas Públicas de EJA e uma análise da presença das questões de gênero </li></ul><ul><li>BEISIEGEL, PAIVA, TORRES, DI PIERRO, SAVIANI, LIMA FILHO, HARACEMIV, SOARES, HADDAD, MURARO, ROSEMBERG. </li></ul>
  11. 11. UNIVERSO PESQUISADO <ul><li>3 Gerentes de EJA </li></ul><ul><li>8 Núcleos Regionais – coleta de dados e entrevistas com as coordenadoras de EJA; </li></ul><ul><li>118 escolas (dados quantitativos) </li></ul><ul><li>6 Escolas em diferentes regionais </li></ul><ul><li>1 Professor e 5 professoras; </li></ul><ul><li>24 alunos/as (no total) </li></ul><ul><li>08 homens (19 a 57 anos) </li></ul><ul><li>16 mulheres (28 a 68 anos) </li></ul><ul><li>Total 41 entrevistas semi-estruturadas </li></ul>
  12. 13. REGIONAIS PESQUISADAS <ul><li>Regional Bairro Novo </li></ul>
  13. 14. Regional Pinheirinho
  14. 15. Regional Portão/Fazendinha
  15. 16. Regional Carmo/Boqueirão
  16. 17. Regional Santa Felicidade
  17. 18. Regional Boa Vista
  18. 19. Regional CIC
  19. 20. Regional Cajuru
  20. 21. Regional Matriz
  21. 22. REGIONAIS SELECIONADAS PARA A PESQUISA <ul><li>Regional Bairro Novo (maior nº alunos/as) </li></ul><ul><li>Regional Boqueirão (nº de escolas com EJA) </li></ul><ul><li>Regional CIC (considerada região de subúrbio com maior índice de violência) </li></ul><ul><li>Regional Santa Felicidade (menor nº de alunos/as, considerada região nobre) </li></ul><ul><li>Regional Cajuru (região que mais cresceu em nº de escolas nos últimos anos) </li></ul><ul><li>Regional Pinheirinho (maior nº de mulheres) </li></ul>
  22. 23. RESULTADOS QUANTITATIVOS <ul><li>Público Feminino 67% </li></ul><ul><li>Público Masculino 33% </li></ul><ul><li>Em cada 10 matrículas na Fase I </li></ul><ul><li>7 é de mulheres </li></ul><ul><li>3 é de homens </li></ul>
  23. 24. RESULTADOS DAS ENTREVISTAS 1- Motivos para matricular-se na EJA <ul><li>HOMENS: </li></ul><ul><li>-Incentivados pelas mulheres; </li></ul><ul><li>-Exigência do trabalho; </li></ul><ul><li>-Necessidade de leitura para entender a tecnologia; </li></ul><ul><li>“ a minha mulher inventô de estudá... e daí eu tinha que vim trazê e vim buscá então resolvi ficá. É essa mulherada tá tomando conta” (Varcir, 32 anos) </li></ul>
  24. 25. “ preciso lê melhor pra entendê a tecnologia da construção civil... Se quiser competi, tem que tê istudo... a tecnologia tem facilitado muita coisa, então pra quem qué continuá trabalhando e ganhando um poco melhor... e a gente que é home precisa trabalhá, porque a família precisa comê, ... No mínino..., no mínimo você tem que tê aí o 1º grau completo. Isso pra sê chamado de burro pelos outros. As coisas só tendem a evolui cada vez mais e, a gente sabe que tá aí num mundo tomado pela tecnologia” (Valcir, 32).
  25. 26. RESULTADOS DAS ENTREVISTAS 1- Motivos para se matricular na EJA <ul><li>MULHERES </li></ul><ul><li>- Tem pouco ou nenhum incentivo dos homens para estudar; </li></ul><ul><li>-Necessidade de leitura para entender a tecnologia do espaço privado; </li></ul><ul><li>-Fazer cursos técnicos; </li></ul><ul><li>-Ter ou mudar de profissão; </li></ul><ul><li>“ tô cansada de trabalhá que nem uma loca e num tê ganho com isso...Quero continuá estudando e fazê o curso de radiologista, e pra isso tem que ter o 1º grau, porque é um curso técnico”. (Aparecida, 34 anos) </li></ul><ul><li>A minha família é contra o estudo. Ele, diz que quem é burro tem que morrê burro.” (Iza, 58 anos) </li></ul>
  26. 27. RESULTADOS DAS ENTREVISTAS 1- Motivos para matricular-se na EJA <ul><li>“ [...] por eles, eu ficava em casa pra fazê a janta. Tem dia que ele num qué dexá eu vim. Má daí ... Eu me imburro... e pego, e venho e pronto.” (Érica, 35 anos) </li></ul><ul><li>“ tem que aprendê, né... pra gente saber das coisas. Eu já perdi trabalho porque não sei lidar com o computador” (Zeigela, 29 anos). </li></ul><ul><li>“ [...] a tecnologia também faz a gente voltar a estudar porque hoje em dia tá tudo mudado, né? Você tem computador... vai no banco tem as máquinas, tudo elétrica... tudo coisa... (Silêncio). Então tem que aprende um poco mais pra acompanhar senão você fica muito lá atrás. Por que veja... antes você chegava no banco ia no caixa e recebia lá. Hoje... você tem que ir no caixa eletrônico que é tudo mais complicado” (Anadir, 60 anos). </li></ul>
  27. 28. RESULTADOS DAS ENTREVISTAS 2. Pertinência da EJA para a vida de homens e mulheres <ul><li>Domínio da tecnologia da leitura e da escrita. </li></ul><ul><li>“ Eu tô muito feliz porque eu já posso descobrir as coisas com a leitura e é muito legal. Quando eu não sabia lê, você não faiz idéia do desespero que era quando a minha filha precisava tomá um remédio. Eu chegava a ficá com dor de cabeça. Às vezes o meu marido tava trabalhando e não tinha quem lesse o remédio, ou a receita. Então, eu sempre corria na casa da vizinha. O pior é que, às vezes, ela num tava. Então... Que a primeira coisa importante mesmo é a gente sabê lê. (Rita, 32 anos) </li></ul>
  28. 29. RESULTADOS DAS ENTREVISTAS 2. Pertinência da EJA para a vida de homens e mulheres <ul><li>“ Eu tinha idéia assim que precisava istudá. [...] Má daí quando eu cheguei em Curitiba foi pior num pudia nem saí pra cidade...sofria que tá loco... agora eu já leio um poco, já me viro sozinho, pra lê já dá”. (Ailton, 51 anos) </li></ul><ul><li>“ Agora que eu sei lê é bem melhor, mais quando eu comecei lá no meu serviço a patroa explico né... a máquina é assim que mexe, o microondas é assim.... As cortinas você abre no controle remoto e eu... sofria pra decorá tudo... eu olhava as cor ou contava primero, segundo botão.... que tinha que apertá... Agora a gente sabendo lê é otra coisa. Eu tive que me virá na marra pra não perdê o emprego”. (Marilda, 30 anos) </li></ul>
  29. 30. RESULTADOS DAS ENTREVISTAS 3- Perspectiva do trabalho <ul><li>“ Eu acho que quando eu terminá a EJA eu consigo um emprego melhor... Eu tava entrando numa firma aí, mais eles pediram estudo e eu não tinha. Perdi a vaga! (Elias, 31 anos) </li></ul><ul><li>“ ... Antigamente, quando a gente era novo num pegava porque num tinha experiência, depois, a gente fica véio eles também num pega porque é véio i agora inventaro otra: num pega quem num istudô”. (Noel, 41 anos) </li></ul><ul><li>“ Tudo o serviço que a gente vai eles pedem: Qual é a sua escolaridade? Até aqui nos restaurantes... que antes pra fazê salada eles não pediam isso .” (Rita, 32) </li></ul>
  30. 31. RESULTADO DAS ENTREVISTAS 4- Gênero na Escola – AS MULHERES <ul><li>SE VÊEM COMO: </li></ul><ul><li>Interessadas </li></ul><ul><li>Persistentes </li></ul><ul><li>Com vontade de evoluir </li></ul><ul><li>Melhor desempenho </li></ul><ul><li>Pequena revolução </li></ul><ul><li>Mudanças nos papéis sociais </li></ul><ul><li>Divisão sexual das tarefas domésticas </li></ul><ul><li>VÊEM OS HOMENS COMO: </li></ul><ul><li>Desorganizados </li></ul><ul><li>Tímidos </li></ul><ul><li>Tiveram mais chances de estudar </li></ul><ul><li>Tem desempenho menor </li></ul><ul><li>Preferidos pelo mercado de trabalho </li></ul><ul><li>Melhores trabalhos e com registro </li></ul>
  31. 32. RESULTADO DAS ENTREVISTAS 4- Gênero na Escola – OS HOMENS <ul><li>SE VÊEM COMO: </li></ul><ul><li>Desorganizados </li></ul><ul><li>Tímidos </li></ul><ul><li>Raramente fazem tarefas de casa </li></ul><ul><li>Não há diferença entre os gêneros </li></ul><ul><li>VÊEM AS MULHERES: </li></ul><ul><li>Dedicadas </li></ul><ul><li>Empenhadas </li></ul><ul><li>Caprichosas </li></ul><ul><li>Atribuem a elas o melhor desempenho </li></ul><ul><li>Atribuem a elas melhores salários </li></ul>
  32. 33. 4- Gênero na Escola COMO OS ALUNOS E ALUNAS VÊEM O/AS PROFESSOR/AS <ul><li>Disseram que: “trata todo mundo igual, tanto faiz homem ou mulher” e que “ela sempre acha alguma coisa pra elogiá” e que “ a maioria é mulher na escola toda”. </li></ul><ul><li>“ No geral mesmo ela elogia mais as mulheres, porque são elas que mais vêm pra a aula e acompanham melhor” (Luiza, 28) </li></ul><ul><li>“ A professora trata todo mundo igual. Má tem um menino ali que ela reclama muito da letra dele” (Zelita, 50 anos). </li></ul><ul><li>Ele é um cara muito bão de lidá. Ele passa lá, se num subé ele até dá uma mão”. (Ailton,51 anos) </li></ul>
  33. 34. 4- Gênero na Escola COMO O/AS PROFESSOR/AS VÊEM OS ALUNOS E ALUNAS DA EJA <ul><li>“ Todos vêm em busca de melhorar suas condições de vida, mas o homem busca o imediato, melhorá onde já está e a mulher busca algo mais lá pra frente. Mudar de emprego, fazer cursos.” </li></ul><ul><li>“ De 2000 pra cá eu tô percebendo muita mulher... E o que eu percebi, também é que o perfil tá mudando tão vindo mais senhoras, né... a grande maioria auxiliar de serviços gerais, empregadas domésticas, diaristas e quase todas separadas, né”. </li></ul>
  34. 35. 5- O que se aprende na EJA faz diferença no Trabalho? <ul><li>Eu antigamente só pensava em limpeza e agora eu já penso em fazê cursos, né? Essa diferença apareceu primeiro no meu pensamento que começou a mudá. Depois nas coisa do dia-a-dia porque a gente fica mais segura quando vai fazer alguma coisa como preencher uma ficha... já penso em fazê um curso técnico ... a gente não pode fica só nesse mundinho de faxina, faxina. ”(Maria Ap. 38 anos) </li></ul><ul><li>“ já deu uma enorme diferença ... não preciso decorá as coisa pela cor, nem fica inventando jeitos de sabê como que liga ou desliga as coisa... Agora eu intendo aquele ditado que diz que saber é poder” (Marilda, 30 anos). </li></ul>
  35. 36. RESULTADOS DAS ENTREVISTAS 5- O que se aprende na EJA faz diferença no Trabalho? <ul><li>“ ...a gente que nunca eistudo, a gente parece que fica um tipo tímido num tem assim saída pra muita conversa e agora eu já tenho até mais amigo lá no serviço, já converso mais”(Elias, 31 anos). </li></ul><ul><li>“ Lá no meu serviço é cheio de alarme essas coisa... que a dona de lá fala que é de alta tecnologia. Daí a professora começo fazê umas atividade com calculadora.... ela começo a leva a gente também lá na informática... ela sempre falava que era prestá atenção nos teclado das coisa... tipo do celular, da calculadora, do computador que eles eram tudo meio parecido... eu comecei a prestá mais atenção lá no alarme do serviço e vi que a professora tinha razão num é difícil, só que tem que tê atenção que daí agente vai acostumando e perdendo o medo, né”. (Aliete, 45 anos) </li></ul>
  36. 37. RESULTADOS DAS ENTREVISTAAS 6- Os protagonistas e a tecnologia <ul><li>“ tão pedindo informática pra tudo... pra caixa de tudo que é coisa... você num trabalha numa lotérica, nem num mercadinho se não conhece pelo menos um poco disso”.(Maria, 34 anos) </li></ul><ul><li>“ Dessa tecnologia de hoje eu não sei... (Longo Silêncio). Eu sempre lidei com as tecnologia da terra, né... da arte de prantá e mudá as coisa, regá e cuidá da colheta... Hoje, se ocê não subé lê... ocê num faiz tecnologia nenhuma i nem consegue fazê essas coisa de tecnologia nova (Ailton, 51 anos) </li></ul><ul><li>...eu penso que uma unha decorada como tem hoje né? Deve ser uma tecnologia. Porque não é qualquer um que sabe fazê. Tem toda uma arte nisso também.(Zelita, 50 anos) </li></ul>
  37. 38. Como o/as professor/as vêem a Tecnologia <ul><li>[...] aqui entra a dificuldade do/a professor/a [...] eu sou bastante franco/a com eles eu não levo pro laboratório de informática porque eu não vou poder dar uma boa aula, porque o primeiro probleminha que der lá eu não vou saber resolver. [...] já fiz 4 cursos, de não sei quantas horas, e não consigo entender direito esse negócio (P1). </li></ul><ul><li>[...] eu gostaria de ter uma boa base pra passar pra eles, assim... bem legal. Mas, eu não tenho formação, nem essa habilidade o que eu sei é o que eu uso, sabe? É uso meu mesmo” (P4). </li></ul><ul><li>“ pra mim tinha... que ter assim... um curso que desse uma boa base, mas que indicasse ao mesmo tempo como trabalhar os conteúdos pertinentes à EJA, porque não adianta um curso de informática básica, isso até a gente sabe um pouco. O que seria legal de saber é como usar de forma pertinente pra EJA, e que pudesse ser útil no dia-a-dia do meu aluno... acho que... o que eu preciso é de idéias de como trabalhar com o computador” (P6) </li></ul>
  38. 39. Como o/as professor/as vêem a Tecnologia <ul><li>Essa turma que eu tô é mais velha e tá aberta pra isso eles querem... Esse ano eles já me cobraram, essa aula de informática, quando que vai ter? E como que se méxe? Como é que faz pra usá a internet. Então, são conceitos que eles observam né na mídia, entre os filhos, nos Faróis , essas coisas. E quando chegam na escola eles querem saber, eles querem ter esse contato com a máquina (P4). </li></ul><ul><li>Mas, eu acho. Eu acho não, eu tenho certeza que isso é porque a visão dos anos que a gente vem passando, que não é de agora que as escolas tem informática. [...] A visão está diferente em função de que se tem o Farol que você pode acessar, que se tem Lan House e tudo isso eles ouvem. Têm filhos, têm netos, têm eles próprios que agora não vão no Farol só pra pegá livro e sim pra pesquisar na internet, né? Então, isso e mais as outras coisas ligadas ao computador que tem no dia-a-dia deles só faz aguçar a vontade de conhecer esta máquina. Então, eles tão pe-din-do (falou pausando as sílabas) , pra ir conhecer e é uma turma que eu não tenho nenhum com menos de 30 anos (P4). </li></ul>
  39. 40. CONSIDERAÇÕES FINAIS <ul><li>EJA: </li></ul><ul><li>As desigualdades de gênero se manifestam; </li></ul><ul><li>Há indicativos de pré-disposição à mudanças; </li></ul><ul><li>Cumpre algumas das exigências sociais; fundamentais ao empoderar alunos e alunas com a tecnologia da leitura e da escrita para decifrar os códigos da tecnologia moderna; </li></ul><ul><li>Para os homens é a busca do imediato; </li></ul><ul><li>Para as mulheres é o futuro, a mudança de profissão; </li></ul>
  40. 41. CONSIDERAÇÕES FINAIS Enquanto homens e mulheres não assumirem novos modelos de relações de gênero, não estiverem conscientes da importância de não terem previamente definido o papel que cada um deve desempenhar, seja no âmbito da esfera pública ou da esfera privada, dificilmente haverá consenso para enfrentar as mudanças que estão acontecendo nas relações sociais do mundo. Para que esse enfrentamento seja mais fácil o papel de cada um deve ser definido de acordo com as possibilidades e disponibilidades do momento (CARVALHO, 2002).
  41. 42. I NDICAÇÕES PARA FUTURAS PESQUISAS <ul><li>Como estão representados os gêneros no material didático, UT’S (Unidades Temáticas), utilizados para a EJA, no município de Curitiba; </li></ul><ul><li>Uma análise de questões de gênero presentes nas Políticas Públicas de Educação do Estado do Paraná poderia contribuir para implementação do debate no interior das escolas; </li></ul><ul><li>Acompanhar os egressos da EJA e verificar se suas expectativas com a escolarização em relação ao trabalho foram atendidas; </li></ul>
  42. 43. INDICAÇÕES PARA FUTURAS PESQUISAS <ul><li>As possibilidades do Ensino Fundamental Supletivo atendido pelo município de Curitiba ser também profissionalizante; </li></ul><ul><li>A possibilidade de incorporar um projeto de geração de renda para aquelas pessoas que estão na EJA </li></ul><ul><li>Quais as políticas que o município tem direcionado à EJA no sentido de incorporar as relações de gênero; </li></ul>

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