Projeto Político Pedagógico da EMEB Graciliano Ramos 2012
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Projeto Político Pedagógico da EMEB Graciliano Ramos 2012

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Versão para internet do Projeto Político Pedagógico da EMEB Graciliano Ramos para o ano letivo de 2012.

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Projeto Político Pedagógico da EMEB Graciliano Ramos 2012 Projeto Político Pedagógico da EMEB Graciliano Ramos 2012 Document Transcript

  • PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO DE AÇÕES EDUCACIONAIS SEÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB “GRACILIANO RAMOS” “A construção de uma pedagogia especialmente voltada para a primeira etapa da educação básica, aponta para alguns momentos nos quais muitas lacunas são percebidas entre o velho e o novo, o que semprefizemos e o que estamos aprendendo ou temos que aprender a fazer para produzir diferente.” (Maria Aparecida Gobbi)_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS
  • SUMÁRIOI. IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE ESCOLAR .......................................... 51. QUADRO DE IDENTIFICAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS ............................ 62. QUADRO DE ORGANIZAÇÃO DE MODALIDADES ............................... 8II. CARACTERIZAÇÃO E PLANO DE AÇÃO PARA OS SEGMENTOS DEATUAÇÃO DA ESCOLA .......................................................................... 91. CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA ............................................................... 9 1.1. ESCOLA – TERRITÓRIO DA INFÂNCIA .................................... 12 1.2. ALUNO – CRIANÇA/INFÂNCIA ............................................... 13 1.3. COMUNIDADE – COMO ENTENDEMOS O TRABALHO COM ASFAMÍLIAS .......................................................................................... 16 1.4. PROFESSORES – EDUCADORES E SEUS PAPÉISDIFERENCIADOS................................................................................ 18 1.5. EQUIPE GESTORA – A GESTÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL ....... 20 1.6. O CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL ................................ 22 1.7. PERÍODO INTEGRAL – POSSIBILIDADES E DESAFIOS ........... 26 1.7.1. INFANTIL II – CRIANÇAS ENTRE 2 E 3 ANOS................... 26 1.8. SEMI – MANHÃ E TARDE ........................................................ 30 1.8.1. A CRIANÇA ENTRE 3 E 6 ANOS ......................................... 302. INTRODUÇÃO AOS PRINCÍPIOS EDUCATIVOS ............................... 33 2.1. PRINCÍPIO – DIVERSIDADE E SINGULARIDADE .................... 35 2.2. PRINCÍPIO – SUSTENTABILIDADE, DEMOCRACIA EPARTICIPAÇÃO .................................................................................. 37 2.3. INDISSOCIABILIDADE ENTRE EDUCAR E CUIDAR .................. 39 2.4. PRINCÍPIO – LUDICIDADE E BRINCADEIRA .......................... 40 2.5. PRINCÍPIO – ESTÉTICO COMO EXPERIÊNCIA INDIVIDUALE COLETIVA ....................................................................................... 433. CARACTERIZAÇÃO DA COMUNIDADE ............................................. 46 3.1. RECURSOS DA COMUNIDADE ................................................. 484. COMUNIDADE ESCOLAR ................................................................. 50 4.1. CARACTERIZAÇÃO ................................................................. 50_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS
  • 5. CONSELHO DE ESCOLA................................................................... 53 5.1. CARACTERIZAÇÃO ................................................................. 53 5.2. OBJETIVOS E ATRIBUIÇÕES DO CONSELHO DE ESCOLA ......... 54 5.3. QUADRO DO CONSELHO DE ESCOLA ...................................... 556. ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES ................................................. 55 6.1. CARACTERIZAÇÃO DA APM .................................................... 55 6.2. OBJETIVOS GERAIS DA APM .................................................. 56 6.3. COMPOSIÇÃO DO QUADRO DA APM ....................................... 57 6.4. AVALIAÇÃO............................................................................ 577. PLANO DE AÇÃO COM AS FAMÍLIAS ............................................... 58 7.1. ORGANIZAÇÃO DOS EVENTOS COM A COMUNIDADE .............. 618. EQUIPE ESCOLAR ........................................................................... 64 8.1. PROFESSORES ....................................................................... 64 8.1.1. CARACTERIZAÇÃO ........................................................... 64 8.2. FUNCIONÁRIOS ..................................................................... 65 8.2.1. CARACTERIZAÇÃO ........................................................... 659. PLANO DE FORMAÇÃO DOS EDUCADORES, QUALIDADE NAEDUCAÇÃO INFANTIL ........................................................................ 6710. PLANO DE FORMAÇÃO DOS EDUCADORES .................................... 74 10.1. PROJETO “APRENDIZES DA NOSSA BRASILIDADE” ............. 7411. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO ............................... 8112. LEVANTAMENTO DOS OBJETIVOS E CONTEÚDOS POR ÁREA DECONHECIMENTO ................................................................................ 84 12.1. ÁREA: LINGUA PORTUGUESA ............................................... 84 12.1.1. CONTEÚDO: ESCRITA ..................................................... 84 12.1.2. CONTEÚDO: ORALIDADE ................................................ 87 12.2. ÁREA: MATEMÁTICA ............................................................. 90 12.3. ÁREA: CORPO E MOVIMENTO ............................................... 95 12.3. ÁREA: CORPO E MOVIMENTO ............................................... 95 12.3.1. O BRINCAR .................................................................... 99 12.4. ÁREA: CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO AMBIENTAL ........................ 104 12.5. ÁREA: ARTES ..................................................................... 109_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS
  • 12.5.1. CONTEÚDO: ARTES VISUAIS ........................................ 109 12.5.2. ÁREA: MÚSICA ............................................................. 11213. ROTINA ..................................................................................... 114 13.1. PERÍODO DE ADAPTAÇÃO .................................................. 114 13.2. ENTRADA E SAÍDA DOS ALUNOS ........................................ 116 13.3. ROTINA DA EQUIPE GESTORA ............................................ 117 13.3.1. DIRETORA ................................................................... 117 13.3.2. PROFESSORA DE APOIO À DIREÇÃO ............................ 118 13.3.2. COORDENADOR PEDAGÓGICO ..................................... 119 13.4. ROTINA DOS PROFESSORES .............................................. 121 13.4.1. ORGANIZAÇÃO DOS MOMENTOS DE HTPC ................... 121 13.4.2. TEMPOS E ESPAÇOS DE APRENDIZAGEM ..................... 123 13.4.2.1. BIBLIOTECA .......................................................... 123 13.4.1.2. PARQUE E PRAÇA .................................................. 125 13.4.1.3. ATELIÊ .................................................................. 127 13.4.1.4. QUADRA ................................................................ 129 13.4.1.5. REFEITÓRIO – SELF-SERVICE ................................ 131 13.4.1.6. ATIVIDADE DIVERSIFICADA ................................. 134 13.4.1.7. RODA DE CONVERSA ............................................. 137 13.4.1.8. HORA DA HISTÓRIA .............................................. 13914. ATIVIDADE EXTRACLASSE E ESTUDO DO MEIO .......................... 14115. AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS DOS ALUNOS ....................... 142 15.1. AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL ................................ 14416. ACOMPANHAMENTO DOS INSTRUMENTOS METODOLÓGICOS .... 145V. ANEXOS ....................................................................................... 1471. HISTÓRICO DA ESCOLA ............................................................... 147 1.1. NOSSO PATRONO ................................................................. 148 1.2. DESCRIÇÃO DA ESTRUTURA FÍSICA DA ESCOLA .................. 150 1.3. MATERIAIS PEDAGÓGICOS E EQUIPAMENTOS ..................... 151IV. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................ 152CALENDÁRIO ESCOLAR – EDUCAÇÃO BÁSICA - 2012 ....................... 154_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS
  • I. IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE ESCOLAR EMEB Graciliano Ramos Rua João D’Ângelo, 71 – Riacho Grande São Bernardo do Campo – SP – CEP 09830-350 Telefones: 4354-9917/ 4101-6090/ 4354-0804 Email: graciliano.ramos@saobernardo.sp.gov.br Blog: blogdogracilianoramos.blogspot.com Código CIE: 050805 Equipe Gestora Diretora: Elenir Fagundes Santos Freitas PRD: Filomena Cabral Pais Jasiulonis PAD: Tatiana Moreira Barbosa Coordenador Pedagógico: Francisco de Assis Fagundes de Oliveira Orientadora Pedagógica: Sandra Regina Brito de Macedo Modalidades de ensino Infantil II – 01 Turma Infantil III – 03 Turmas Infantil IV – 04 Turmas Infantil V – 05 Turmas SEMI – 02 Turmas Horário de funcionamento da escola Manhã: das 07h30m às 11h30m Tarde: das 13h00m às 17h00m Obs.: são observados 10 minutos de tolerância para os atrasos naentrada e na saída das crianças._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 5
  • Período Integral Temos duas turmas de período integral divididas em dois horários. Semi A – das 07h00m às 17h00m Semi B – das 07h30m às 17h30m Infantil II Nossa turma do infantil II possui o seguinte horário: Entrada: a partir das 07h00m até as 08h00m Saída: a partir das 17h00m até as 18h00m Horário de atendimento da secretaria 07h00m às 18h00m 1. QUADRO DE IDENTIFICAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS Cargo/ Horário de Período de Nome Matrícula Função trabalho fériasAldinete Nogueira Matos 19.840-4 Aux. Limpeza 08h15m – 18h00m Março Prof. Ed. BásicaAndrea Gois Koslosky 34.850-0 13h00m – 17h00m Janeiro InfantilAlexandre Barasino 37.590-9 Aux. Educação 08h00m – 17h00m Janeiro Prof. Ed. BásicaCleide Lima Rosa 36.039-6 07h00m – 15h00m Janeiro Infantil Prof. Ed. BásicaCristiane Moro 35.549-0 13h00m – 17h00m Janeiro InfantilDébora Renata Nunes Prof. Ed. Básica 32.858-8 07h30m – 11h30m JaneiroLourenção InfantilDina Aparecida Pereira 60.777-8 Aux. Limpeza 09h00m – 18h00m NovembroPerone Prof. Ed.Ederli Soares Ferreira 35.158-5 07h30m – 11h30m Janeiro Básica Infantil Prof. Ed. BásicaElena Marson Favero 20.210-2 07h30m – 11h30m Janeiro Infantil 2ª, 4ª e 6ª Prof. Ed. 11h30m – 17h30mEliane Correia da Silva 37.798-5 Janeiro Básica Infantil 3ª e 6ª 08h00m – 17h30m Prof. Ed. BásicaEliane Pereira Mendes 35.472-9 13h00m – 17h00m Janeiro Infantil _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 6
  • Prof. Ed.Fernanda Soares Gonçalves 38.196-6 10h00m – 18h00m Janeiro Básica infantil Prof. Ed. BásicaFernanda Feliciano Andrade 32.533-6 07h30m – 11h30m Janeiro InfantilFilomena Cabral Pais 9.499-5 PRD 07h00m – 16h30m JaneiroJasiulonis Prof. Ed. BásicaFrancisca Maria Oliveira Felix 33.633-5 07h30m – 11h30m Janeiro Infantil CoordenadorFrancisco de Assis Fagundes 35.112-9 07h00m – 17h00m Janeiro pedagógico 2ª, 4ª e 6ª Prof. Ed. Básica 07h00m – 13h00mIsabel Cristina de Souza 35.190-9 Janeiro Infantil 3ª e 5ª 07h00m – 16h30mLeia Chaves Alves - Cozinheira 07h00m – 16h48m Janeiro Prof. Subst. Ed.Ligia Melo Morita 35.568-6 13h00m – 17h00m Janeiro Básica InfantilMárcia Lima Santos - Aux. Cozinha 07h00m – 16h48m Janeiro Prof. Ed. BásicaMaria Isabel de Farias Leal 27.689-8 13h00m – 17h00m Janeiro Infantil Prof. Ed.Maria Iraneide Silva 35.555-5 13h00m – 17h00m Janeiro Básica InfantilNeli Marques da Silva 34.580-3 Aux. Educação 08h00m – 17h00m Janeiro Prof. Subst. Ed.Patrícia Fusari Stella 61.439-1 13h00m – 17h00m Janeiro Básica Infantil Prof. Ed. BásicaPaula Ishikawa 35.554-7 13h00m – 17h00m Janeiro Infantil Prof. Ed. BásicaRafaella Simões Demai 38.397-6 07h30m – 17h00m Janeiro InfantilRosemary Amador - Aux. Cozinha 06h30m – 15h00m JaneiroRosilene de Andrade - Aux. Cozinha 07h00m – 16h48m JaneiroSandra de Jesus Alves 60.016-6 Aux. Limpeza 08h15m – 18h00m JaneiroSilvia Helena Morais Dias 19.661-4 Aux. Limpeza 06h30m – 16h15m JaneiroTatiana Moreira Barbosa 28.824-1 PAD 09h00m – 18h00m JaneiroTerezinha de Sousa Martins 60.146-3 Aux. Limpeza 06h10m – 15h42m JaneiroWellington Oliveira Buosi 35.898-5 Aux. Educação 07h30m – 17h00m JaneiroWilton Fujinaga Takeda 32.938-0 Oficial de escola 08h30m – 17h30m A combinar _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 7
  • 2. QUADRO DE ORGANIZAÇÃO DE MODALIDADES Total de Total de Agrupamento/ alunos alunos Período Turma Professora(s) Ano por por turma período Cleide/ Integral Infantil II A 19 19 Fernanda Semi A Isabel 25 Infantil III A Francisca 23 Infantil IV A Debora 24 Manhã Infantil IV B Ederli 24 146 Infantil V A Maria Isabel 17 Infantil V B Elena 17 Infantil V C Fernanda 16 Semi B Eliane 26 Infantil III B Andrea 27 Infantil III C Maria Iraneide 25 Tarde Infantil IV C Paula 30 185 Infantil IV D Ligia 28 Infantil V D Cristiane 26 Infantil V E Eliane 23_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 8
  • II. CARACTERIZAÇÃO E PLANO DE AÇÃO PARA OS SEGMENTOS DE ATUAÇÃO DA ESCOLA 1. CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA Nossa concepção de Desenvolvimento e de Aprendizagem estábaseada nos teóricos que defenderam a concepção dialética, na qual osujeito modifica o mundo e é modificado por este. Concordamos com elesquando afirmam: “Conhecer um objeto é agir sobre ele e transformá-lo, apreendendo os mecanismos dessa transformação vinculados com as ações transformadoras. Conhecer é, pois, assimilar o real às estruturas de transformações, e são as estruturas elaboradas pela inteligência enquanto prolongamento direto da ação.” (Piaget) “Ao conseguir conhecer alguma coisa, o aprendiz transforma o real, o mundo, e a si mesmo.” (Piaget) “O aprendizado é o que possibilita o despertar de processos internos de desenvolvimento que, não fosse o contato do indivíduo com certo ambiente cultural, não ocorreriam.” (Vygotsky) “A estrutura fisiológica humana, aquilo que é inato, não é suficiente para produzir o indivíduo humano, na ausência do ambiente social. As características individuais (modo de agir, de pensar, de sentir, valores, conhecimentos, visão de mundo, etc.) depende da interação do ser humano com o meio físico e social.” (Vygotsky) Um ponto de reflexão “A escola dos pequeninos em de ser um ambiente livre, onde o princípio pedagógico deve ser o respeito à liberdade e à criatividade das crianças. Nela, os_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 9
  • pequeninos devem poder se locomover, ter atividades criativas que permitam sua auto suficiência, e a desobediência e a agressividade não devem ser coibidas e, sim, orientadas, por serem condições necessárias ao sucesso das pessoas.” (Antônio Márcio Junqueira) Nosso objetivo é apresentar um panorama geral quanto a variasconcepções, e configurar as tendências que tem prevalecidopedagogicamente, assim conceituaremos: escola; infância; comunidade;professores, equipe gestora e currículo, entendendo que todas essasconcepções relacionam-se, porém trataremos dividindo por assuntos. Entendemos que a organização do trabalho pedagógico na EducaçãoInfantil deve ser orientada pelo princípio básico de procurar proporcionar,à criança, o desenvolvimento da autonomia, isto é, a capacidade deapropriarem-se das regras construídas historicamente pela sociedade,construir as suas próprias regras e ações, que sejam flexíveis e possamser negociadas com outras pessoas, sejam eles adultos ou crianças.Obviamente, esta construção não se esgota no período do 0 aos 5 anos deidade, devido às próprias características do desenvolvimento infantil. Mastal construção necessita ser iniciada na Educação Infantil. Pensamos a educação das crianças pequenas, como um processorelevante em uma sociedade contemporânea, pois de um lado vivemosuma confusa identidade da escola e, de outro, uma busca pelacompreensão e pela proposição de formas, espaços e processoseducacionais que procuram uma educação sem escolarização. Salientamos que a ênfase na Educação não deve estar colocada emcomo se ensina, na transmissão de conhecimentos culturalmenteproduzidos, concordamos com Freire quando disse “Desta maneira, aeducação se torna um ato de depositar, em que os educandos são osdepositários e o educador o depositante” (1987. pg. 58). A aprendizagem e o desenvolvimento das crianças e jovens já nãose dão como outrora, o conhecimento está por toda parte, em lugaresdiferentes e espaços distintos, há tempos o livro didático já não é mais o_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 10
  • único recurso pedagógico de trabalho do professor. Acreditamos naconcepção de desenvolvimento interacionista, que considera os aspectosbiológicos e sociais importantes, ambos interferindo e contribuindo para odesenvolvimento do sujeito. Nesta perspectiva, o sujeito interfere, atua,modifica o ambiente e é por ele modificado. Esta concepçãodesenvolvimentista entende a aquisição de conhecimento como umaconstrução permanente, isto é, o sujeito nem nasce pronto, comoacreditava a concepção inatista, nem é passivo diante do meio, comoacreditava a concepção ambientalista. Portanto, nossa concepção de aprendizagem é a construtivista,definida por Solé e Coll 2003 “o construtivismo é um conjunto articuladode princípios em que é possível diagnosticar, julgar e tomar decisõesfundamentais sobre o ensino” (2003 p.35). Concluímos que, o conhecimento não é concebido como uma cópiado real, incorporado diretamente pelo sujeito, não é uma impressão que omundo externo realiza na mente, um processo de fora para dentro. Aconstrução do conhecimento pressupõe uma atividade, por parte dosujeito, que organiza e integra os novos conhecimentos aos já existentes,sendo, portanto, o protagonista do seu próprio processo de aprendizagem,é alguém que vai produzir a transformação que converte informação emconhecimento próprio. Construção que se dá a partir de situações nasquais o sujeito possa agir sobre o que é objeto de estudo, pensar sobreele, recebendo ajuda, sendo desafiado a refletir, interagindo com outraspessoas. Baseado nisso, adotamos o modelo de ensino relacionado aoconstrutivismo que segundo Wilson (1992), definiu como “Planejar,proporcionar e avaliar o currículo, ótimo para cada aluno, no contexto deuma diversidade de indivíduos que aprendem” (2001 p. 54). Nossaaprendizagem é estabelecida através da resolução de problemas, epressupõe uma intervenção pedagógica de natureza própria. Um modelode ensino que reconhecendo o papel da ação do aprendiz e aespecificidade da aprendizagem de cada conteúdo, propõe que a didática_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 11
  • construa situações em que o aluno precise pôr em jogo o que sabe noesforço de realizar a tarefa proposta, mobilizando conhecimentos que jápossui, usando-os para construir novos conhecimentos. 1.1. ESCOLA – TERRITÓRIO DA INFÂNCIA Primeiramente trataremos da escola como fator essencial, como umvalioso espaço que contribui nas práticas do ensino-aprendizagem, nodesenvolvimento de valores essências para o convívio humano. Nessesentido, cabe a escola proporcionar oportunidades que ofereça igualdadede condições para o acesso e permanência na escola, inspirada noprincipio de liberdade de aprender, no pluralismo de ideias e deconcepções pedagógicas e nos ideais de solidariedade humana, garantindoas crianças num processo de aprendizagens interativo, acesso a cultura,ao conhecimento cientifico, artístico e tecnológico. Acreditamos em uma escola constituída num ambiente aberto, detransformações, pautada nos princípios de igualdade e liberdade paraaprender; no pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas epermanência. Todavia, promover ideais de solidariedade humana naescola é um dever a comunidade escolar nos dias de hoje,_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 12
  • Cabe à escola, zelar pela inclusão social de nossas crianças,mantendo-se atenta as necessidades e formas de aprendizagens quepermeiam uma educação contemporânea, com suas especificidades decomo aprende e desenvolve. Nesse sentido Carvalho explicita que: “Essas concepções não nos autorizam a pensar numa escola centrada em si mesma, como uma ilha e distante dos interesses dos alunos. A escola deve ser também, o espaço da alegria onde os alunos possam conviver desenvolvendo sentimentos sadios em relação ao “outro”, a si mesmos e em relação ao conhecimento. Para tanto a pratica pedagógica deve ser inclusiva, no sentido de envolver a todos e a cada um, graças ao interesse a motivação para a aprendizagem.” (2010, p.32) Numa perspectiva dialógica salientamos que a escola se coloca comoespaço privilegiado para o domínio dos conhecimentos básicos eavançados e, sobretudo com fins de complementaridade à educação dafamília. Enfim, nossa escola tem como princípio fundamental a construçãoda aprendizagem e do desenvolvimento levando em conta e valorizandoas diferenças, a singularidade, heterogeneidade e subjetividade dacriança, fator fundamental para potencializar o desenvolvimento de umprocesso coletivo de aprendizagem. 1.2 ALUNO – CRIANÇA/INFÂNCIA Num processo de construção de conceitos teóricos nosembasaremos na concepção de criança, como protagonista no processo daeducação infantil. Orientamo-nos pelos princípios básicos dodesenvolvimento, da autonomia da interação e inclusão social, assimobjetivamos o pleno desenvolvimento integral da criança e a construçãoda autonomia infantil. Em um breve histórico, verificamos que foi no início do século XVque surge às primeiras as primeiras preocupações com a educação das_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 13
  • crianças pequenas. Nesta época, a criança era considerada um pequenoadulto, que executava as mesmas atividades dos mais velhos. Oimportante era a criança crescer rápido para entrar na vida adulta. Noséculo XVI e XVII os colégios existentes eram dirigidos pela igreja eestavam reservados para um pequeno grupo de cléricos (principalmentedo sexo masculino), de todas as idades. Enfim, a educação entra no século XVIII um pouco mais pedagógica,porem, é nessa época que surge o castigo corporal como forma deeducação disciplinar, por considerar a criança frágil, incompleta queprecisa a prender obedecer a determinadas regras impostas pelasociedade da época. Também surgem nos países mais desenvolvidos, ouseja, no velho continente, as primeiras creches para abrigar filhos demães trabalhadoras da indústria. No Brasil, a educação infantil é muito nova, sendo aplicadarealmente a partir dos anos 30 com os mesmos propósitos que nosdemais países e principalmente, como um fator necessário para apoiar aformação de mão de obra qualificada para a industrialização do país, poiso intuito da escola de educação infantil era único e exclusivamente tomarconta dos filhos das mães trabalhadoras. Por volta de 1970 ocorreu umacrescente evasão escolar e repetência das crianças das classes pobres noprimeiro grau. Por causa disso, foi intitulada a educação pré-escolar(chamada de educação compensatória) para crianças de 4 a 6 anos. Nos anos 80, a perspectiva pedagógica vê a criança como um sersocial, histórico, pertencente a uma determinada classe social e cultural.Ela desmascara a educação compensatória, que delegava à escola aresponsabilidade de resolver os problemas da miséria entre outros. Aeducação compensatória começou no século XIX com Pestalozzi, Froebel,Montessori e McMillan. A pré-escola era encarada por esses pensadorescomo uma forma de superar a miséria, a pobreza, a negligência dasfamílias. As primeiras iniciativas á criança tiveram um caráter higienista,cujo trabalho era realizado por médicos e demais profissionais da saúde._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 14
  • Diante disso, é fato e notório que a educação infantil estácontaminada de concepções, princípios e ideias que ao longo dos temposforam sendo criadas e se aprimorando, levando em consideração osposicionamentos dos adultos, seus interesses pessoais, das instanciasreligiosas e mercadologia. Contrapomo-nos a esse modelo educacional,entendendo que infância e criança estão imbricadas, associam-sehistoricamente e culturalmente. Discordamos da ideia de criança culturalmente defendida pelosadultos de outrora, onde defendiam que criança é o ser da falta de razão,de juízo, de controle do corpo. Para essa sociedade “adultocêntrica”,crianças boas são crianças que permanecem sentadas, são“comportadinhas”, andam em filas; não se sujam, voltam das escolaslimpinhas e são reconhecidas como um ser imaturo, dependente, quenada sabe e que precisa, portanto, ser “moldado” para se tornar um“futuro” cidadão. Uma imagem quase sempre marcada pelo caráter pueril,ingênuo, simples e prematuro, como afirma Kohan (2005, p. 233). Assim sendo, vemos as crianças não como falta, mas como sujeitossociais e históricos, que produzem cultura e também são produtos desta.Compreendemos que a ausência não é falta. Neste sentido, nãoposicionamos a criança como aquele que não tem voz, mas sim aquele/aque está aprendendo a falar, que está se constituindo como sujeito na epela linguagem. Recorremo-nos então ao conceito de infância defendidopor Agamben (2005), infância como condição da existência humana, enão apenas como uma etapa passageira do desenvolvimento. Nessa linha de pensamento entendemos que a escola deveproporcionar situações nas quais as crianças em seus momentos,vivenciem diversas experiências, façam escolhas, tomem decisões,socializem-se e se descubram. Vale ressaltar que não se trata apenas deuma abordagem sociológica da infância precisamos ir além das relaçõesdas famílias, pensando numa sociedade mais ampla de forma a construir-se interativamente, criando vínculos afetivos em coletividades. Assim ainfância é uma construção social, histórica e cultural, onde a criança deve_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 15
  • ser vista como sendo um ser ativo, face ao seu mundo próprio e àsociedade; construtores e modificadores de novos paradigmas, sendo elasprotagonistas da história. Entendemos a criança como ser de linguagem, verbal e não verbal,em constante construção e interação, período em que se começa a ler omundo e em diferentes formas, na brincadeira, no faz de conta, naludicidade, no simbolismo de forma aberta, inocente, ampla e critica.Concluímos que no tempo de criança temos o tempo da infância que deveser visto como único e prazeroso, tempo de aprender, e de aprender comocrianças. 1.3 COMUNIDADE – COMO ENTENDEMOS O TRABALHO COM AS FAMÍLIAS “As famílias são elementos constituintes das relações que acontecem na instituição educativa, afinal as crianças são pequenas e para se sentirem acolhidas na creche dependem da sintonia entre a família e os profissionais da escola. Essa é mais uma das especificidades dos estabelecimentos de educação infantil. Nesse sentido, complementariedade e partilha são palavras decisivas na relação, escola criança e família.” (BARBOSA, p. 33, 2009) Que relação é essa entre escola, criança e família? O que cabe a cada um dos participantes dessa relação? Essas perguntas nos fazem refletir que a criança, peça chave docontexto educacional onde essa relação acontece, cabe ser cuidada,protegida e provocada. Já as duas instituições escola e família precisaminteragir estabelecendo conversas e trocas que possibilitem que ambas seconheçam dentro de uma perspectiva de respeito e escuta do ponto devista do outro. Concebemos que a base de uma relação cordial e de respeito éfundamental e se estabelece no cotidiano da escola. Pode ser dentro de_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 16
  • situações conflitantes ou harmoniosas, mas sempre pautadas ereconhecidas através do diálogo. “A família é o lugar onde se ouvem as primeiras falas, com as quais se constrói a autoimagem e a imagem do mundo exterior. Assim, é fundamental como lugar de aquisição de linguagem, que a família define seu caráter social. Nela, aprende- se a falar e por meio da linguagem a ordenar e dar sentido as experiências vividas. A família, seja como for composta, vivida e organizada, é o filtro através do qual se começa a ver e a significar o mundo.” (SARTI, p. 14, 2004) Conhecer as necessidades, potencialidades e individualidades dasfamílias, permite que o significado de mundo de cada uma delas, ou seja,a linguagem construída se torne a base do nosso trabalho na escola. Épreciso que a escola junto com a família defina o âmbito de atuação decada uma tendo sempre em vista o contexto sociocultural em que estãoinseridas. Assim juntas poderão propor formas de participaçãocondizentes com a realidade. Para a autora Heloiza Szymanski (2007) a aproximação como formade participação entre escola e família é sempre enriquecedora, poisgarante a família o direito de conhecer o que é feito na escola, como éfeito e para que. Entendemos que quando a escola abre com acolhimentoe clareza as portas e com objetividade nas ações, a tendência das famíliasé sempre colaborar a manter um diálogo que ajuda a conhecer asparticularidades das crianças. Acreditamos que considerar as expectativas das famílias em relaçãoao desenvolvimento das crianças durante o ano letivo, dividindo asconquistas, os anseios, os passeios enfim as aprendizagens é umamaneira de compartilhar o acompanhamento do desenvolvimento infantil.Outra maneira que possibilita às famílias uma participação efetiva nodesenvolvimento nas ações e decisões da escola em geral é o Conselho deEscola e a Associação de Pais e Mestres, que se reúnem toda primeiraterça-feira de cada mês._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 17
  • Investimos nesses encontros, pois nessa relação de parceria e trocade conhecimentos com as famílias, somos formadores e somos formados,informamos e somos informados. E essa troca nos dá subsídios comapontamentos preciosos na tentativa de melhorar nossa qualidade deensino junto às crianças e fortalecer a relação com as famílias. “[...] Assumir um trabalho de acolhimento as diferentes expressões e manifestações das crianças e suas famílias significa valorizar e respeitar a diversidade, não implicando a adesão incondicional aos valores do outro. Cada família e suas crianças são portadoras de um vasto repertório que se constitui em material rico e farto para o exercício do diálogo, da aprendizagem com a diferença, a não discriminação e as atitudes não preconceituosas.” (MEC/ SEF, Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, V. 1, p.77, 1998) 1.4. PROFESSORES – EDUCADORES E SEUS PAPÉIS DIFERENCIADOS A educação infantil, que há tempos foi caracterizada pelo cuidarcomo função assistencialista, atualmente traz como demanda anecessidade dos profissionais da educação que trabalham com criançaspequenas de terem uma formação especifica e contínua, pois não se trataapenas de uma tarefa de guarda, mas de responsabilidade educacional, oque torna a necessidade de cuidar e de educar indissociáveis.Concordamos com Barbosa quando afirma que: “Trabalhar com crianças pequenas exige formação, pois não é apenas uma tarefa de guarda ou proteção, mas uma responsabilidade educacional na qual são necessárias proposições teóricas claras, planejamento e registros.” (BARBOSA, 2009, p.35). Atendendo a essa necessidade, a formação continuada dosprofessores deve ser um dos principais focos da gestão, levando em conta_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 18
  • as atribuições que ocupam e o constante processo de construção de suaidentidade profissional. Neste aspecto, a formação pautada na “Qualidadena Educação Infantil”, visa refletir sobre práticas e posturas associadas afundamentações teóricas que tratam desta modalidade de ensino. Contudo, refletir sobre as posturas que educam, o papel do adulto aconcepção de infância entre outras especificidades do trabalho naeducação infantil, requer momentos de formação não apenas para osprofessores, mas também com todos os adultos que atuam no ambienteescolar. Afinal, todos têm papel importante na formação das criançasatravés das relações que se estabelecem desde o portão até a sala deaula. Priorizamos assim momentos de formação em que todos da equipeescolar participem, refletindo através de leituras, dinâmicas desensibilizações que tragam o universo da infância para ser compartilhadocom o grupo. Reconhecendo-se parte do grupo de educadores da escola, todo ofuncionário quer sejam auxiliares em educação, da equipe de apoio, daequipe da cozinha, da secretaria, são convidados a compreenderem-secomo profissionais que cuidam e educam as crianças na escola, gerando anecessidade de formação do coletivo da escola “[...] objetivando aconstrução de consensos pedagógicos, ainda que provisórios, queexplicitem a proposta pedagógica, pensando e amadurecendo as decisõessobre a vida coletiva na escola” (BARBOSA, 2009, p. 39). Ainda comoafirma Barbosa: “Todos os adultos que participam da escola são educadores. Pois, mesmo quando executando suas funções específicas, ensinam as crianças o respeito às suas tarefas profissionais e o cuidado com os outros.” (BARBOSA, 2009, p.40).Os momentos de reflexão e discussão do grupo acerca da formação foramregistrados através da produção de cartazes, com escritas e imagensrepresentativas de um percurso de construção de saberes acerca dainfância e suas especificidades. Neste movimento, que ocorreu com o_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 19
  • coletivo da escola em momentos de Reunião Pedagógica e em HTPCs,destacamos a fala de Léia, cozinheira da escola, registrada em cartazproduzido por seu grupo e que sintetiza as discussões, em que os adultosse colocam no papel de aprendizes frente às descobertas da criança. Léiaafirma que: “Somos educadores e somos educados através das experiências vividas com eles.” (Léia, cozinheira) 1.5. EQUIPE GESTORA – A GESTÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Advindo de um processo continuo de construção, de reflexão,discutindo e conceituando: escola, criança e infância, comunidade eprofessores, trataremos em especial da equipe gestora, cuja função sefocaliza em direcionar a escola em seus aspectos práticos, pedagógicos,de ordem funcional e administrativa. Entendemos o trabalho da equipegestora como de inovação, de sempre estar com propostas de mudança,pois o hoje é diferente do ontem e o amanhã diferente dos dois. Qual o papel de um gestor num processo de mudança ou deinovação escolar? Podemos dizer que como os processos de inovação não_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 20
  • se desenvolvem sozinhos a liderança é essencial na construção do sentidode mudança. Nesse sentido, podemos afirmar que o sucesso é maisgarantido quando a liderança é cooperativa, quando o poder écompartilhado, quando a cultura do individualismo dá lugar á cooperação,as relações hierárquicas são substituídas pelo trabalho em equipe, a supervisão evolui para animação das práticas e a abordagem contratualnegociada entre parceiros substitui as decisões autoritárias. Assim, uma equipe de gestão escolar deve ter em seu quadro,profissionais com conhecimentos e habilidades para exercer uma liderançacompartilhada e responsável, capacidade de trabalhar em equipe e decomunicação para saber lidar com conflitos, iniciativa, deve saber sedistanciar da lógica burocrática que padroniza as escolas, com açõesdemocráticas e projetos desenvolvidos em comum acordo, este deve teruma visão de conjunto e uma atuação que apreenda a escola nos seusaspectos pedagógicos, culturais, administrativos, financeiros. Conceituamos gestão pedagógica segundo Luck “comoentendimento do conceito, de gestão pedagógica, portanto, por assentar-se sobre a maximização dos processos de mudanças, já pressupõe, em si,a ideia de participação, isto é, do trabalho associado e cooperativo depessoas na analise de situações, na tomada de decisões sobre seuencaminhamento e na ação sobre elas, em conjunto, a partir de objetosorganizacionais entendidos e abraçados por todos” Luck (2010, p. 17). Ressalta-se que a gestão educacional, em caráter amplo e abrangente, do sistema de ensino, e a gestão escolar, referente à escola, constituem-se em áreas estrutural de ação na determinação da dinâmica e da qualidade do ensino. Isso porque é pela gestão que se estabelece unidade, direcionamento, ímpeto, consistência e coerência à ação educacional, a partir do paradigma. Ideário e estratégias adotadas para tanto, a gestão deve visar por meio de suas ações e processos educacionais, melhoria da aprendizagem dos alunos, ressaltando a formação, garantindo equidade e maximizando as oportunidades e aprendizagem dos educandos._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 21
  • Em se tratando de uma gestão pedagógica da aprendizagem e dodesenvolvimento, é necessário que a gestão pedagógica estabeleçaformas de participação em processo de gestão, de forma a alcançar aparticipação de todos, assim entendemos como necessário: participaçãode toda comunidade escolar na discussão de ideias com contribuiçõesvisando uma aprendizagem melhor, promover reuniões pedagógicas naescola com professores, pais e alunos; proporcionar estudos doconhecimento sobre a realidade escolar; visão global do processo social;dimensão pedagógica entre outros itens que se faz necessário na gestãoescolar. 1.6. O CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Quanto ao currículo, a discussão visará trata-lo na escola e suarelação com o sujeito da aprendizagem, as crianças, assim, todo o foco dotrabalho estará nas habilidades e competências a serem desenvolvidosatravés dos conteúdos a serem trabalhados com as crianças, respeitandoo tempo, o espaço e o jeito de como cada um aprende. Para tanto, ao pensar em currículo, cabe pensar em planejamento,em ações coordenadas, em atividades significativas e desafiadoras cujafinalidade seja impulsionar o desenvolvimento das crianças, ampliandoseu conhecimento para que produzam experiência nas práticas sociais. Dessa forma, conceituaremos currículo segundo Moreira e Candau(2008, p. 18): "[...] currículo como as experiências escolares que sedesdobram em torno do conhecimento, em meio a relações sociais, e quecontribuem para a construção de identidades de nossos estudantes”.Dessa forma, ao currículo se relacionam todas as atividades pedagógicasintencionais que contribuem para a construção de saberes dos alunos nainstituição escolar. È interessante ressaltar que o professor deve se posicionar como ummediador entre a proposta curricular e as crianças, numa interação_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 22
  • constate com o conhecimento, num movimento de equilíbrio, desequilíbrioe reequilíbrio do que se aprende. Essa mediação deve ocorrer através deatividades significativas para criança. Enfim, por intermédio do currículo, devemos potencializar umaaprendizagem contextualizando seu conteúdo, através de práticaspedagógicas que garantam o desenvolvimento e aprendizagem. Nessesentido, um professor que acredita no potencial das crianças e vê ocurrículo como uma ferramenta do seu trabalho, deve se atentar aalgumas providências tais como:  Disponibilizar materiais que possibilitem a interação de todas as crianças;  Promover situações compatíveis para a idade;  Criar contextos inteligentes para as diversas formas de comunicação e expressão infantil;  Promover trocas e descobertas entre as crianças;  Ressaltar os cuidados, carinhos e afetos entre adulto e criança;  Estabelecer um clima de confiança para que as crianças se sintam seguras e construam uma auto-imagem positiva;  Partir dos conhecimentos que os pequenos já possuem e propor desafios que os façam avançar;  Planejar atividades nas quais as crianças possam confrontar suas hipóteses espontâneas com hipóteses e conceitos convencionais;  Preparar diariamente o ambiente para recebê-las;  Coordenar rodas de conversa, nas quais se privilegia a voz da criança;  Analisar as produções infantis sistematicamente e selecionar com as crianças, aqueles que serão expostos;  Manter comunicação aberta com os familiares a fim de conhecer melhor as crianças;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 23
  •  Articula diferentes áreas do conhecimento com projetos interdisciplinares e transdisciplinar;  Favorecer a expressão por meio da linguagem interagindo com as crianças e proporcionando a conversação entre elas;  Fundamentar-se nos princípios pré-estabelecidos pela escola e conforma estabelece as diretrizes curriculares nacionais. Concluímos, explicitando a importância de se trabalhar o currículono contexto escolar, possibilitando a construção de saberes de formaconstrutiva e interativa. Contudo cabe ressaltar a criança como sujeitoativo, capaz de pensar, simbolizar, agir e transformar suas ações emconhecimento, em linguagem e pela linguagem, construindo e interagindocoletivamente e individualmente. O currículo como instrumento que define o que se considera oconhecimento válido, deverá se organizar de forma que os alunosconstruam as seguintes capacidades de:  Brincar, ampliando suas capacidades expressivas e simbólicas,reelaborando significados sobre o mundo, sobre os contextos e as relaçõesentre os seres humanos;  Ampliar o conhecimento sobre seu corpo, suas possibilidades deatuação no espaço, bem como desenvolver e valorizar hábitos de cuidadocom a saúde e bem estar;  Construir uma imagem positiva de si, com confiança em suascapacidades, atuando cada vez mais de forma autônoma nas situaçõescotidianas;  Conhecer diferentes manifestações culturais como constitutivas devalores e princípios, demonstrando respeito e valorização a diversidade;  Construir e ampliar as relações sociais, aprendendo a articularseus interesses e pontos de vista com os demais, respeitando asdiferenças e desenvolvendo atitudes cooperativas;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 24
  •  Valorizar e desenvolver atitudes de preservação do meioambiente, reconhecendo-se como integrante dependente e agentetransformador do mesmo;  Construir e apropriar-se do conhecimento organizado nasdiferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita),utilizando-as para expressar suas ideias, sentimentos, necessidades edesejos, ampliando sua rede de significações;  Aprender a buscar informações de forma autônoma, exercitandosua curiosidade frente ao objeto de conhecimento. Neste ano de 2012 prosseguiremos com o trabalho de formação dogrupo iniciada em 2011 e voltada para “Qualidade na Educação Infantil”,destacando a função social (acolher, para educar e cuidar), funçãopolítica ( respeitando os direitos sociais e políticos, de participação,visando a formação para a cidadania) e função pedagógica da escola(lugar privilegiado de convivência, ampliação de saberes e conhecimentosde diferentes naturezas entre crianças e adultos). (BARBOSA, 2009) Para isso, utilizaremos como referência para a formação e o debatesobre a concepção do trabalho com criança pequena na educação infantilo Referencial “Práticas cotidianas na educação Infantil – bases para areflexão sobre as orientações curriculares” de Maria Carmen SilveiraBarbosa, publicado pelo Ministério da Educação (2009). Embasados nestafonte, nosso trabalho buscará compreender que... “A educação infantil, em sua especificidade de primeira etapa da educação básica, exige ser pensada na perspectiva da complementaridade e da continuidade. Os primeiros anos de escolarização são momentos de intensas e rápidas aprendizagens para as crianças. Elas estão chegando ao mundo aprendendo a compreender seu corpo e suas ações, a interagir com diferentes parceiros e gradualmente se integrando com e na complexidade de sua(s) cultura(s) ao corporalizá-la(s)”. (BARBOSA, 2009, p.20.)_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 25
  • 1.7. PERÍODO INTEGRAL – POSSIBILIDADES E DESAFIOS 1.7.1. INFANTIL II – CRIANÇAS ENTRE 2 E 3 ANOS Uma história recente... Era uma vez, em 2010 o início desta história... “[...] nossa preocupação era atender com qualidade crianças de uma faixa etária inferior a que atendemos em nossa unidade há 42 anos (4 a 6 anos), respeitando suas especificidades, necessidades, diante de um espaço que em nada se assemelhava a estrutura da creche.” (PPP 2011) Para o ano de 2011:_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 26
  • “[...] a preocupação com a formação das professoras e do auxiliar também fazem parte das ações permanentes que objetivam um olhar voltado para a infância e principalmente para as especificidades desta faixa etária mediante a intencionalidade educativa do fazer pedagógico.” (PPP 2011) Essa formação esteve voltada o tempo todo para a adequação dosespaços e para a rotina “[...]A organização do ambiente é uma parteconstrutiva e irrenunciável do projeto educacional, já que ela traduz umamaneira de compreender a infância do papel da educação e do professor”(BARBOSA, 2009, p.94). Assim, com algumas adequações no espaçodesenvolvemos temáticas voltadas para ações de educar e cuidar como:conquista da autonomia, construção da identidade, das manifestaçõescorporais e expressivas da criança e da ludicidade. Mas por que discutirsobre educar e cuidar na creche? Segundo Carvalho (2006), a palavra “cuidar” pode ser definida porinúmeros significados, “ reparar, prestar atenção em, preocupar-se com,interessar-se por, tratar da saúde e do bem estar de alguém, ter muitaatenção consigo mesmo, zelar diligentemente pelo outro, e aindaponderar, pensar, projetar”. Só reparar, prestar atenção não é osuficiente, com crianças pequenas é preciso ter uma intencionalidadepedagógica nestas ações, nessa linha de pensamento que incorporamos oeducar, ou seja, unimos as ações do cotidiano como tratar do bem estardas crianças com o que chamamos de um contexto pedagógico. Com esses estudos realizados durante o ano de 2011 com asprofessoras e com o educador foi possível descobrir que em relação asnossas crianças o contexto pedagógico precisava estar repleto deexpressividade e ludicidade. O convívio com os adultos não se reduzia acuidar, proteger e esperar. Era muito mais precioso. Cuidar sim, sempre,pois as crianças precisavam de alimentação, higiene e conforto. Mas nãoera só isso, cuidar e educar é indissociável e uma ação complexa. De acordo com Barbosa:_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 27
  • “[...] cuidar e educar significa afirmar na educação infantil a dimensão de defesa dos direitos das crianças, não somente aqueles vinculados a proteção da vida, a participação social, cultural e política, mas também aos direitos universais de aprender a sonhar, a duvidar, a pensar, a fingir, a não saber.” (2009, p. 69) Nessa perspectiva, as reflexões que ocorreram durante o anoficaram voltadas para as práticas cotidianas como os momentos dasconversas, histórias, brincadeiras, experimentações, repouso,investigações, leituras e cantorias de modo que essas ações provocassemo desejo de explorar e descobrir das crianças. Os educadores ficaram maisatentos para as falas das crianças, colhendo suas opiniões sobre osmomentos das rotinas sobre suas preferências e seus descontentamentose choros. Mas o trabalho não parou por aí! Tem mais! Para o ano de 2012 coma dupla de professoras novas alguns conhecimentos foram explorados esocializados. Pensamos para este ano descortinar alguns conceitos tãoimportantes e atuais para a educação das crianças pequenas. São eles: afala ou melhor dizendo o desenvolvimento da linguagem, o desenho, e abrincadeira. Na faixa etária de 2 a 3 anos a aquisição da linguagem é a maiorconquista da primeira infância. Podemos afirmar que segundo Mello (p.9)“as crianças viram perguntadeiras e conversadeiras”. Mais do que umanecessidade individual a apropriação da linguagem é uma necessidade nocoletivo, no convívio com o outro. Assumindo uma postura de provocar e manter essa conversaçãodurante este ano refletiremos sobre as possibilidades das crianças emconstruir linguagens, termo este muito utilizado na literatura acadêmicano que se refere a expressão cultural, a diferentes manifestaçõesartísticas e científicas da vida. Conforme afirma Barbosa:_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 28
  • “Nas crianças pequenas as linguagens são aprendidas nas ações, corporais, gestuais e verbais que acontecem no encontro entre crianças e crianças, entre crianças e adultos e entre adultos e adultos, propiciadas através de ações como correr, falar, chorar, cantar ou ainda atividades mais integradas com a presença de fantoches, do teatro de sombras, de diálogos, de maquiagens e de outros materiais que favoreçam o encontro entre o movimento do corpo e as linguagens para a produção de significados.” (2009, p. 85) Nessa linha de pensamento elaboramos já no início deste ano a ideiade que quando as crianças desenham, brincam de roda, com palavras, ouapenas brincam livremente pelo pátio, significa que estão elaborando suascapacidades linguísticas e cognitivas e suas capacidades de argumentaçãoe explicação, ampliando assim o seu conhecimento de mundo. Investir na brincadeira e ampliar as possibilidades de expressão,considerando que as crianças pensam e investigam, pois “[...] passam osdias brincando, transformando e inventando coisas com prazer”(CARVALHO, 2006, p. 31), será uma de nossas tarefas da educação. Resgatando os escritos da autora Sueli Amaral Mello (p.9) nosapropriamos de algumas tarefas da educação que acreditamos seremfundamentais para o professor nesta faixa etária, são elas:  “Aprofundar as experiências das crianças com movimentos (andar, subir e descer escadas, correr, pular, mover o corpo com mais desenvoltura) por meio de passeios, pular de pequena altura, subir e descer de pneus e caixas, engatinhar por baixo e por meio de coisas.  Ensinar a independência em relação atos simples (reconhecer suas coisas na creche, guardar seus pertences na mochila, guardar o chinelo/ sapato, encontrar seus sapatos no final das atividades, lavar as mãos... mais tarde, cuidar da sua própria higiene: vestir-se e desvestir-se, escovar os dentes, pentear-se.  Ensinar (quem ainda não sabe) a usar sozinho objetos de uso diário._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 29
  •  Ensinar a explorar e usar brinquedos e guardar no final das atividades.  Estimular a linguagem oral (falando com as crianças e ouvindo-as).  Aperfeiçoar a percepção visual, auditiva e tátil no manuseio de livros de história e revistas, a atenção por meio de histórias, passeios e materiais diversificados.  Aproveitar as situações para exercitar a fala, a memória e o pensamento das crianças.  Ensinar a conviver com os amigos, dividindo, compartilhando, esperando e brincando muito.” 1.8. SEMI – MANHÃ E TARDE 1.8.1. A CRIANÇA ENTRE 3 A 6 ANOS Estes dois agrupamentos possuem a característica de atendercrianças com diferentes idades no contra turno do período regular, ouseja, as duas turmas são compostas por crianças de diferentesagrupamentos. Acreditamos que essas características contribuem para aampliação de vivências entre as crianças, para a construção de saberes esuperação de dificuldades. Um dos objetivos das professoras para o trabalho com as criançasdestas faixas etárias é o de desenvolver um trabalho de valorização dasdiversidades e respeito às necessidades individuais, considerando asdiferentes idades que compõem estas turmas, a fim de que as_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 30
  • experiências e saberes dos grupos possam ser compartilhados eampliados. Um dia em uma escola de educação infantil é recheado deconhecimentos muito importantes. Podemos dizer que o cotidiano é cheiode coisas de criança. “O que existe dentro da Pirâmide – Muitas pedras. – Diversos monstros – Mas Lá não tem janela, será que ele não morre, sem respirar? – É mesmo, Divani, ele vira múmia e vai dormir lá. – E como eram feitas as múmias? – Ah!!! Eles pegavam um morto e colocavam panos até a pessoa ficar bem dura. – Mas, se você apenas enfaixar essa pessoa, será que não fica cheirando mal? – Eles usavam álcool para que o morto não morresse.” (CARVALHO, 2006, p. 28) Coisas de criança são histórias, conversas, brincadeiras,imaginações, investigações, amizades, contemplações e muito mais. É oacesso a um mundo grande, interessante e ao alcance das crianças. Estemundo que nos referimos tem relação com alguns conceitos que serãofocos de estudo no acompanhamento da formação das professoras e doseducadores durante este ano de 2012. São eles: tempos e espaços,imaginação, identidade e brincadeiras. Estes temas serão estudados erefletidos através de práticas pedagógicas que envolvam as crianças e osadultos. Com relação às práticas pedagógicas, tomamos como referênciaacadêmica a autora Sueli Amaral Mello (p.18) quando afirma que para afaixa etária de 3 a 6 anos as tarefas da educação são:  Relacionar- se com os outros.  Aprender os hábitos e costumes culturais_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 31
  •  Interpretar o que vão conhecendo, buscando explicações para as situações e fenômenos que vivenciam, expressando- se através das diferentes linguagens (desenho, modelagem, fala, dança, dramatização e pintura)  Desenvolver uma atitude de cuidado em relação a natureza, as outras pessoas, a si mesmas. A partir destas tarefas serão pensadas atividades para que ascrianças eduquem os sentidos, o pensamento, a estética e tambématividades que favoreçam uma educação científica. Essas atividadesestarão sustentadas nos conteúdos que farão sentido para as crianças. “[...] tudo o que elas queiram conhecer, com tudo o que trouxermos para a sala e para a escola (livros, vídeos, objetos da natureza, brinquedos, material reciclável, música) e situações (leitura de histórias, brincadeiras modernas e brincadeiras dos tempos dos avós, contato com a natureza, passeios pelos arredores da escola, picnics, idas a biblioteca...).” (p. 19) Enfim é um consenso entre os educadores que estarão envolvidosnestes estudos durante este ano, que as crianças passam a maior partede seu tempo na escola, então será nossa tarefa descobrir que tempo éeste? Que coisas de criança são criadas e transformadas neste espaço?Esse será o nosso desafio: perseguir os caminhos das crianças, na buscapelo conhecimento._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 32
  • 2. INTRODUÇÃO AOS PRINCÍPIOS EDUCATIVOS Objetivando discutir a qualidade na educação infantil, elaboramosconjuntamente, nós, equipe gestora, professores, funcionários,orientadora pedagógica, princípios educacionais que promovam aigualdade de condições para o acesso e permanência na escola, bem comomelhor qualidade de aprendizagem e desenvolvimento da criança.Contudo, ressaltamos a diversidade presente em nossa comunidade emaspectos, sociais, econômicos e culturais, aspectos esses que de certaforma, potencializam nosso trabalho. Primeiramente, entendemos ser relevante conhecer o conceito dotermo principio, que segundo o Dicionário Aurélio define como “preceitos,regras” (2000, p. 557), assim, ressaltamos que, ao tratar de princípiosenfatizaremos uma coadunação entre educação e os princípios aquiexplorados, pois entendemos que ambos estão relacionados. SegundoLuckesi (1990, p. 21): “A educação é uma prática humana direcionada por uma determinada concepção teórica. A pratica pedagógica está articulada com uma pedagogia, que_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 33
  • nada mais é que uma concepção filosófica da educação, tal concepção ordena os elementos que direcionam a prática educacional.” Considerando ser esse momento um fato histórico e relevante, nãoapenas pelo assunto apresentado, mas pela significação do contexto nacontemporaneidade e das conquistas nessa primeira etapa na EducaçãoBásica, trataremos de alguns princípios relacionados à educação infantil. Diante do exposto, apresentaremos os princípios que regem aeducação infantil em nossa escola, observando que os mesmos foramorganizados em cinco tópicos, cujo objetivo foi o de facilitar o manuseio,leitura e compreensão, realizável pelos leitores. Explicitamos que segundoBarbosa (2009, p. 59) os princípios que trataremos são:  Diversidade e singularidade;  Sustentabilidade e participação;  Indissociabilidade entre educar e cuidar;  Ludicidade e brincadeira;  Estética como experiência individual e coletiva. Assim, esperamos que, esses princípios se constituam como maisum passo na direção transformadora, entre práticas reais do cotidianoeducacional, bem como sendo parâmetros de qualidade, garantindo osdireitos das crianças de dois a seis anos na educação infantil. Para tantose faz necessário, refletir a cerca de como se constrói a aprendizagem,rever práticas cotidianas, bem como consensos entre pares buscandosempre melhorias no processo de aprendizagem, que ao nosso ver devemser sempre revistos e renovados, de forma democrática, contemplando asnecessidades sócio-educacionais, culturais em constantes mudanças,incorporando novos conhecimentos relacionados às crianças pequenas.Importa salientar o desenvolvimento em instituições educacionais, bemcomo os diversos ambientes familiares e sociais que interagem e sedesenvolvem bem como suas variadas formas de expressão._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 34
  • Clarificamos que todas essas informações devem estar emcongruência com o que abordaremos a seguir, assim sendo,explicitaremos os princípios, detalhadamente. 2.1. PRINCÍPIO – DIVERSIDADE E SINGULARIDADE Entendendo ser diversidades, diferenças, semelhanças, variedadesem aspectos sociais, culturais, linguísticas, entre outros, buscamosabordar a diversidade em todos os seus aspectos. Quanto à singularidade,ressaltamos a mesma como individual, contudo, trataremos dadiversidade humana enfatizaremos a diversidade de características:Físicas, psíquicas, sociais, culturais e biológicas do ser humano presentesna escola. Logo se faz importante estudarmos esse princípio na escola,esclarecemos haver dois lados, o positivo e o negativo. O lado negativo dadiversidade na escola, não se dá pelo fato da existência da diversidade, esim, pela não aceitação do diverso, pelo não entendimento de que somosdiferentes, pela falta de formação para compreendermos como cadacriança aprendi, seus tempos, seus ritmos e suas necessidadesindividuais. Reiteramos que trataremos o lado positivo da diversidade,cujas diferenças possam vir acrescentar conhecimentos e não gerarexclusão. Assim, nos apoiamos numa educação sócio-construtivista, cujoobjetivo está focado no estudo do passado para entender o presente etransformar o futuro. Distanciando-nos de um passado recente, onde oobjetivo da escola era apenas o de preparar a criança para o ensinofundamental, ou um preparo para o seguimento seguinte, propomos umaeducação infantil voltado para o desenvolvimento das aprendizagens paracriança pequena, como um ser em desenvolvimento integral, em seutempo, espaço e possibilidades específicas. Após a constituição federal de 1988,o Estatuto da Criança eAdolescente e lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional LDB de_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 35
  • 1996 entre outros documentos de nível nacional e mundial, surge àpreocupação no sentido de compreender que todas as crianças brasileirassão diversas e tem direito a uma escolarização que valorize essadiversidade. Quanto à singularidade, a qualidade do que é singular, aunicidade, ressaltamos práticas que respeitem as particularidades dascrianças em todos os seus aspectos, pois na diversidade produzemmediante sua individualidade. Assim, entendemos que, toda criança merece ser respeitada,preservada e compreendida em sua singularidade, nas práticaseducativas. Contudo, consideramos que devem ser ouvidas, devem seexpressar, interagir, devem ser respeitadas em sua singularidade esentimentos, pois de acordo com o exposto, cada criança tem sua formade ser e se manifestar diversificadamente, socialmente e culturalmente. Dessa forma, é importante garantir o respeito à singularidade numadiversidade, tanto familiar, quanto na comunidade ou em ambientesescolares, preservando o convívio social, entretanto a escola deve ensinara viver conjuntamente, se desenvolver solidariamente. Torna-seimportante, reflexões a esse respeito, discussões e metodologias quetratem desse principio fundamental a humanidade._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 36
  • 2.2. PRINCÍPIO – SUSTENTABILIDADE, DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO Na qualidade de definir, de investir na concepção sustentável,democrática e participativa de gestão, envolvemos todos os segmentospresentes no processo educacional: crianças, pais, professores, gestores efuncionários. Afinal, a educação das crianças pequenas é umaresponsabilidade a ser compartilhada. Primeiramente trataremos da gestão relacionada ao princípiodemocrático, pois entendemos que surge como condição, segundoBarbosa (2009, p.65). “Na gestão, o principio democrático surge como condição para o encontro das combinações e dos conflitos entre equipe diretiva e demais membros das escolas. Trata-se de garantir para o estabelecimento educacional de crianças pequenas um lugar de formação de projetos e de experiências de vida integradas a partir da promoção de condições de existência e de iniciativa para cada um dos participantes que são, ao mesmo tempo, diferentes de todos, mas, como sujeitos, iguais a todos.”_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 37
  • Assim, é fundamental observar as práticas pedagógicas, observarque cabe a gestão organizar e gerir as escolas, dar ênfase a democracia ea participação. É importante ressaltar que as crianças devem serprotagonistas em suas interações no coletivo, portanto, também comdireito a participarem de algumas definições políticas e pedagógicas davida escolar. Segundo convenção Internacional sobre os Direitos da Criança da(ONU, 1989) a criança passa a ter o direito à participação em diversassituações sociais, elas podem “falar” em seu próprio interesse. Isto é, ascrianças podem participar de decisões, desenvolver suas opiniões,participar das escolhas no ambiente escolar, ou seja, participar comoprotagonista da sua aprendizagem,e do seu processo de desenvolvimento. Assim, afirmamos os direitos das crianças, e reconhecemos essesdireitos como direitos absolutos, porem, não devem ser impostos nem tãopouco estáticos. É imprescindível numa sociedade contemporânea, a mobilização detoda a sociedade civil organizada para a construção de novos direitos e areflexão e manutenção dos já existentes, condicionando-os asexperiências, aos processos de aprendizagens e desenvolvimento dacriança, condicionados aos direitos e deveres dos pais ou responsáveis, asresponsabilidades de toda a equipe escolar, bem como por leis. Segundo Barbosa (2009, p.67), a participação das crianças naescola não se reduz à atenção, aos desejos individuais e interessesmomentâneos de um grupo, muito menos à espera dos adultos pela“clareza” das “palavras” que comunica interesses ou opiniões naquilo queas afeta no coletivo”. Logo a seguir, trataremos de sustentabilidade como principio,explicitaremos o imbrincamento da sustentabilidade com a democracia nagestão educacional. Clarificamos que uma instituição escolar necessita ser_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 38
  • sustentável economicamente, socialmente e culturalmente. Enfim,concluímos que, sustentabilidade, democracia e participação comoprincípios políticos se encarregam de direcionar e organizar a gestãoescolar, devendo estar comprometidas com os princípios éticos e estéticosno cotidiano, com os que compõem a escola, crianças, professores,famílias, gestores, entre outros. Concluímos que, esse princípio deve ser articulado na vida escolar,não devendo estar e permanecer estático, no currículo, mas inseridos navida, na interação. 2.3. INDISSOCIABILIDADE ENTRE EDUCAR E CUIDAR Sabendo que o termo dissociar vem especificamente para significar“separar o que estava associado; desunir; desagregar. v. t.” assimpartimos para entender que com a junção do prefixo “in” na palavradissociar caracteriza uma outra base de significação, alterando osignificado,então (in+dissociabilidade) conceituaremos como qualidadeindissociável, ou seja, de não separar, contudo, cabe ressaltar que educare cuidar são indissociáveis, não se separam. No inicio da educação infantila função da escola era apenas cuidar, para que mães trabalhassem. Essavisão arcaica propunha um trabalho com foco no atendimento àsnecessidades físicas, como alimentação, higiene, conforto. Conforme opassar do tempo, a educação infantil passou a ser considerada a 1ª etapada educação básica, ou seja, a ter caráter educativo e com isso, foinecessário interrogar e pensar suas especificidades. Assim, se faz necessário primeiramente, o que nos traz WINNICOT(1982, p. 214) A função da escola maternal não é ser um substituto para uma mãe ausente, mas suplementar e ampliar o papel que, nos primeiros anos da criança, só a mãe desempenha. Uma escola maternal, ou jardim de infância, será possivelmente considerado, de modo_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 39
  • mais correto, uma ampliação da família „para cima‟, em vez de uma extensão „para baixo‟ da escola primária. Entendemos que o cuidar ultrapassa processos ligados a proteção eao atendimento das necessidades físicas. Cuidar inclui acolher, garantirsegurança, alimentação, incentiva a curiosidade e a expressividade infantilem um movimento de educação através do cuidado. Nesse sentido, cuidaré educar, é dar condições para o pleno desenvolvimento das criançasexplorarem ambientes e se desenvolverem, portanto cuidar e educar sãodimensões indissociáveis de todas as ações dos educadores, implica entreoutros:  Acolher nos momentos difíceis, fazê-la se sentir confortável e segura.  Garantir experiência bem sucedida de aprendizagem, sem discriminação.  Cuidados mútuos, autonomia, trabalhar na perspectiva de que as crianças aprendam a se cuidar mutuamente, respeitando as diferenças, provendo autonomia. Concluímos que, cuidar e educar parte das relações da escuta, doafeto, dos desejos, inquietações e da necessidade de aprender a sedesenvolver. Educar e cuidar sempre devem estar juntos, imbricados,misturados. 2.4. PRINCÍPIO - LUDICIDADE E BRINCADEIRA “Quanto tempo leva uma passagem de afetos, o tempo para encontrar uma alegria da vida?” (Pablo Neruda) O quarto princípio, ludicidade e brincadeira pressupõe queentendamos o que seja e como acontece, por conseguinte entendemosque o brincar pressupõe regras, possibilidades, tempo, espaço e inovação,_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 40
  • é um campo de ação, de experimentação, rumo a uma construçãosignificativa, prazerosa no processo de aprendizagem e desenvolvimento.Segundo Baron, “a brincadeira é um campo de ação, tensão, deconstrução e de abertura para a aprendizagem carreie o desenvolvimento;é uma zona de experimentação é criação” (2002, p.53). Contudo, o respeito é incondicional ao brincar, sendo esse principioessencial a criança, e uma das atividades mais importante para aconstrução das funções psicossuperiores na educação infantil. Portanto,compreendemos que as funções psicossuperiores, exemplificando comofala, a imaginação, a memória, o autocontrole da conduta; desenvolvem-se através das relações interpessoais onde o brincar se faz defundamental importância. Dessa forma a criança se relaciona consigomesma e interage socialmente com outras crianças, ou melhor, com omeio que se dispõe na brincadeira. Assim, ao brincar, a criança necessita de: cuidados corporais,atenção, diálogo cooperação e de estabelecimento de regras, pois abrincadeira perpassa pelo campo da confiança, cuidados, atenção esegurança, num ambiente que favoreça o êxito das ações desenvolvidaspela criança. É interessante ressaltar a autonomia, como direito pessoal, pois sãosuas primeiras experiências, brincar requer gostar de brincar, requerexperiências sensoriais e motoras, é uma experiência criativa. Como pratica cultural, percebemos o brincar como uma atividadelúdica e universal, que supõe aprendizagens e o desenvolvimento derepertórios, pois é por meio da brincadeira que a criança adquire asprimeiras representações do mundo, artefatos, se expandelinguisticamente, observa e se desenvolve com o auxílio dos adultos. Consideramos que num contexto lúdico, a brincadeira e a ludicidadese mostram correlacionadas por meio de muitas ações sendo as criançasprotagonistas, realizando ações não apenas para comunicar ideias e simpara brincar sem compromisso, contudo, o planejamento das situaçõeslúdicas e demais atividades, requer o preparo de materiais (recurso),_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 41
  • organização de espaços, tempo, estratégias e ação, com o intuito degarantir um contexto que ofereçam oportunidades para as crianças. Quanto à ludicidade, Zaporozhets ressalta que “É indispensável odesenvolvimento amplo e o enriquecimento máximo das formasespecificamente infantis de atividade lúdica, pratica e também dacomunicação das crianças entre si e com os adultos “(1987, p.247). Tendo em vista os aspectos observados, ressaltamos o ambiente,como fundamental, dessa forma enfatizamos a importância do ambienteser seguro, limpo e confortável propiciando atitude e o descanso,movimento a atividade exploratória, minuciosa, num pertencimento socialna tentativa de representando o papel do adulto. Brincar e brincadeira são uma experiência inaugural de sentir-se,aprender a criar e aprender linguagens, nesse sentido enfatizamos aimportância do Planejamento, organização de espaços, tempos emateriais, preparação do ambiente físico que converta ao lúdico, ásdescobertas e á diversidade. No entanto devemos nos preocupar que esseambiente deva ser seguro, limpo, confortável, propiciando atividades edescanso, movimento e exploração, bem como lugares desafiadores parao desenvolvimento das brincadeiras. Concluímos que, ao brincar a criança constrói, desenvolverepertório, vocabulário, artefatos, experiências, sentimentos, expressões,fantasias, sonhos e ideia; Assim, entendemos a Brincadeira comoexperiência vivida, interpretada, construídas por cada criança e cadagrupo de crianças em seu contexto cultural dado por tradições. Cabedestacar que o ato de brincar não é preparação para nada, é fazer o quese faz em total aceitação da brincadeira não mantendo apenas relaçãocom o futuro, mas um bem viver no presente. Dado o exposto, é imprescindível que professores reflitam,reaprendam, maravilhe-se, sensibilize-se, atente-se para transformar oambiente escolar em local onde predomina o lúdico, cabendo esse desafioaos educadores._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 42
  • 2.5. PRINCÍPIO – ESTÉTICO COMO EXPERIÊNCIA INDIVIDUAL E COLETIVA Ao abordar o principio estético, nos apoiaremos em Mattos eFerreira (2004, p. 50) que afirma. “Ora, se morar em uma residência fixa, trabalhar formalmente e constituir família são padrões sociais que caracterizam os indivíduos normais, logo, sem residência fixa, sem família e trabalho formal, as pessoas em situação de rua são alvos de investidas ideológicas que acentuam suas anormalidades.” O texto nos faz refletir sobre os perigos da estética que nemsempre tem um sentido positivo, falamos aqui da estética do igual, dapadronização, do normal quê se vincula erroneamente a aceitação dooutro como ser humano, essa estética quando vinculada a padrões sociais,estabelece regras para viver numa determinada classe social, e quem nãoestá dentro dessa estética imposta por essa classe esta dentro de umaanormalidade, pois, para essa sociedade o normal é ter família com pai,mãe, irmãos e etc, enfim, podemos concluir que a estética familiar comoaponta o texto, é determinante para dividir a sociedade em classes,valorizando e potencializando a exclusão social. Mas vamos avançar e entender mais sobre esse princípio que é tão rico? Filosoficamente, o termo “estética”, designa uma dimensãohumana, caracterizando algo como belo, agradável, sublime, grandioso,alegre, gracioso, poético ou então como feio, desagradável, inferior,desgracioso, trágico. O termo “estética” pode ser utilizado em diferentessentidos, nomeadamente enfatizaremos o sentido positivo, rumo ao belo,ao gracioso, estética do fazer bem feito, perfeito, com qualidade, assimentendemos que parte do estimulo, da criatividade, do espírito inventivo,da curiosidade pelo inusitado. É importante salientar que grandes aliados da estética como osfatores físicos e mecânicos,são determinantes nos modos de produzir,_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 43
  • desenvolver, aprender e conviver, pois desenvolvidos e usados de formaerrada, desestimulam a criatividade, bem como a compreensão,desvalorizam a delicadeza e sutileza, assim sendo, entendemos que abusca da beleza do fazer bem feito, da alegria pelo que se faz,deve estavinculado a fatores físicos e mecânicos do desenvolvimento dasatividades. Conquanto, em se tratando de estética, um termo nos chamaa atenção por significar o “sentimento do belo”, é a estesia. A estesiainternalizada de forma correta pode potencializar nossos sentidos, e pormeio desse podemos ser capazes de uma percepção mais intima, intensa,detalhada, nos aproximando do figurativo, do que aparece nasentrelinhas, ver por traz do texto, da foto... Entendemos que a estéticaestá na relação entre os saberes, que emergem das situações corporais,dos sons, das cores, dos sabores, das texturas, dos odores, dos toques,dos olhares, entre outros aspectos sentidos. Diante do exposto, é fundamental ressaltar que, o principio estéticorequer experienciação com as coisas do mundo, visando prazerintelectual, porém cabe enfatizar que: “Compreender o ato de educar crianças pequenas como ação simultaneamente ética e estética significa afirmá- lo como promoção criativa dos seres humanos. Criatividade expressa na interação de prosseguir cotidianamente uma vida mais bonita, mais inventiva, mais apaixonada, alegre, poética, inteligentes, fundada em valores coletivos mais sensíveis, menos excludentes e sectários, menos indiferentes e violentos.” (BARBOSA, 2009, p. 76). Nessa perspectiva, entendemos que se faz necessário um trabalharcom projetos pedagógicos, cujo objetivo centraliza-se no reconhecimentoda beleza e dos detalhes, na valorização do útil funcionalmente.Ressaltamos educacionalmente quanto a esse principio o olhar da criança,reflexo transformador, pois parte dele “a possibilidade de bem viverintelectualmente e socialmente”._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 44
  • Assim, consideramos fatores importantes como compreender,valorizar humanamente, culturalmente, sentimentalmente ereflexivamente a natureza, o universo e o ambiente. Esses são fatoresprimordiais para uma relação com o mundo e com a humanidade e paraque possamos entender nossa relação com o mundo. Clarificamos que esse princípio, segundo Barbosa (2009, p. 78)define que: “Trata-se, portanto de favorecer experiências estéticas que promovam a complexificação do sentir e do pensar, da imaginação e da percepção, de todos os envolvidos com um projeto de educação infantil comprometido com a valorização das produções culturais que significam a existência em sociedade.” Finalizamos salientando que, pedagogicamente a estética estáintegrada na ludicidade, na diversão, na alegria e no senso de humor,numa dimensão de vida, muitas vezes consideradas afetivamente. Assimcabe entender a estética como sensibilidade para saber fazer bem feito,pois um país portador da riqueza de cores, sons e sabores, com umafauna e flora diversa, necessita de uma sensibilidade estética que valorizee explore essa riqueza. Acreditamos num princípio estético com foco na sensibilização notrato com o outro, na investigação de conteúdos ou atividades queexpressem esse posicionamento estético, estando presente nodesenvolvimento do currículo e na gestão escolar, haja visto que essesfatores, não se dissociam das dimensões éticas Enfim, defendemos que esse principio, potencialize a transformaçãodo espaço como de ambiente transformador e do tempo como um tempopara o conhecimento de todos,de modo que esses dois fatores devam serplanejados para acolher e expressar a diversidade dos alunos,potencializando um posicionamento estético, oportunizando trocas designificados, estimulação pelas palavras, imagens, sons, gestos eexpressões de pessoas que buscam incansavelmente superar a_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 45
  • fragmentação das aprendizagens e o isolamento que essa fragmentaçãoescolar provoca. Deixando de lado uma concepção adultocêntrica dosplanejamentos. 3. CARACTERIZAÇÃO DA COMUNIDADE (Arvore da família Atlântica – Romero Brito) Ancorada na perspectiva da educação inclusiva, a inclusão social e aorganização de práticas não excludentes tornam-se imprescindíveis paraque a escola tenha pleno conhecimento do seu entorno, utilizando seusequipamentos e espaços como fonte de aprendizagem e aproximação dacomunidade. Essa ação propicia a elaboração de uma proposta pedagógicapautada em projetos interdisciplinares e transversais, que incorporemações, pessoas que convivem nesse entorno (como familiares,profissionais, equipamentos públicos, comerciantes, trabalhadores locais,etc.), e que conheça com maior abrangência, o modo de vida das pessoasda comunidade buscando referencias no seu cotidiano e estabelecendouma relação dialógica comunidade/escola. Nesse sentido, buscamosaproximar a equipe escolar dos familiares e crianças e proporcionamos noano de 2011, com a maioria dos funcionários que ainda permanecem em2012, um passeio pelos bairros: Estoril, Capelinha, Cocaia, Parque das_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 46
  • Garças, Parque rio Grande Vila Pele e Parque do lago de onde provémnossa comunidade. Naquela ocasião, durante o passeio, alguns questionamentos foramfeitos aos nossos educadores, como proposta de reflexão, os mesmosdemonstraram estarem impressionados com alguns aspectos comomoradia, carências locais referentes à infraestrutura e principalmente asdistâncias até a escola. Com a proposta de reflexão solicitamos aoseducadores um registro do que observaram durante o passeio, através daresposta de três questionamentos: Quem é essa comunidade? O que lhechama a atenção neste lugar? E o que mais você observa? “Poucas mudanças ocorreram.” (Elena e Mª Isabel); “A situação neste Bairro (Capelinha) é bem precária.” (Naomy); “Há casas sem rede de esgoto e falta água.” (Patrícia); “Não tem espaços para as crianças brincarem.” (Isabel); “A população é bastante grande.” (Isabel); “Um bairro muito pacato só tem chácaras e pesqueiros comércio nenhum...” (Talita) “É difícil, só mato, terra, bichos e pássaros fiquei com o coração doendo de ver onde as crianças moram.” (Welington); “Precisam de muita ajuda.” (Cleide); “Devemos dar assistência.” (Cristiane) (Principais relatos dos educadores após o passeio) Poucas crianças moram próximo à escola e a grande maioria éatendida pelo transporte escolar, serviço oferecido pela Prefeitura pelofato de a mesma não poder construir escolas nos bairros supracitados,que ficam em áreas de mananciais. Verificamos a precária oferta deespaços de lazer e cultura oferecido pelo município nos locais maisdistantes, não existindo praças, posto de saúde próximo ou até mesmoum pronto socorro. Fazendo uma analise conjuntural, fica a responsabilidade para aescola (através de toda a equipe) de proporcionarmos além de_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 47
  • aprendizagem nas diversas áreas de conhecimentos, aspectos queenvolvem a relação entre crianças e adultos que habitam este espaço, dealegria, diversão e de inserção na cultura infantil. Como pensar a comunidade e suas muitas imagens ou faces? Natentativa de buscar alguns caminhos, lembramos Cunha (1998, p.80),afirmando que “... ainda são as diferenças o que move as sociedadesdesse planeta”. A diversidade não está apenas em rostos e olhos, e sim na buscade uma identidade própria, em um fazer histórico, onde o reconhecimentose traduz no direito a igualdade e ao respeito às diferenças. Neste aspectoas diferenças promovem uma convivência verdadeira e gratuita entre aspessoas na expressão de suas formas de ser, pensar e agir compondoassim uma realidade democrática. 3.1. RECURSOS DA COMUNIDADE  Biblioteca Municipal Machado de Assis, com a qual mantemosparceria nas atividades desenvolvidas voltadas para a participação denossas crianças no momento da hora de conto;  Unidade de Pronto Atendimento (UPA), ao qual encaminhamos oscasos de crianças acidentadas na escola;  Unidade Básica de Saúde;  Escolas Municipais de Educação Básica: Suzete Aparecida deCampos (Fundamental); Cecília de Oliveira Turbay (Creche) e GracilianoRamos (infantil de 2 a 5 anos);  Escola Estadual Antonio Caputo (ensino fundamental II e ensinomédio);  Poliesportivo Municipal, que oferece alguns cursos gratuitos para acomunidade em geral relacionados a práticas esportivas, coordenadospela secretaria de Esportes da Prefeitura.  Quadra de esportes do bairro, que oferece cursos de judô, balet,artesanato mediante taxas cobradas de seus participantes. Conta_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 48
  • também com a sede da Associação Riacho Grande que faz atendimento naárea assistencial;  Sede dos Escoteiros do Riacho;  Lazer: o Bairro é procurado aos finais de semana por conta darepresa, tornando-se um bairro turístico. Os turistas vêm em busca dapesca e de banhar-se nas águas da represa, em torna da qual estãoinstalados quiosques e vendedores ambulantes que fazem deste comércioum meio de sobrevivência. A represa também é utilizada por nossa escolacomo recurso para os estudos sobre a água e questões ambientais;  Outro ponto de atração turística, que está situado relativamentepróximo à escola, é o Parque Estoril, alguns de nossos alunos residem nasproximidades deste parque e vem até a escola a pé ou de transporteescolar particular;  O comércio local está muito voltado para a venda de artigos parapesca, visando atender a procura dos turistas, que utilizam a represa paraeste fim, não só aos finais de semana;  A orla da represa também oferece aos turistas, principalmente ànoite, restaurantes, que são procurados por pessoas de várias regiões;  Outro atrativo é a Feira de Artesanato chamada pelos moradoresdesta região de “Feirinha do Verde”. Ela ocorre na praça em frente àBiblioteca Machado de Assis aos domingos e é organizada pelo RotaryClube e Sub Prefeitura do Riacho; Dados observados a partir da avaliação da comunidade do ano de2011 apontam para a existência de um bom relacionamento entre aequipe escolar e os familiares, e também para a satisfação da maioria dasfamílias em relação à aprendizagem das crianças e ao trabalho realizadopela escola e pela equipe que a compõe. Um dado importante apontadopela comunidade durante a pesquisa, e que se assemelha ao apontado em2010, refere-se às condições do prédio da escola, consideradas boas, mascom ressalvas em relação à necessidade de reformas e adaptações. Sobreesta situação, a APM da escola empenhará a verba de manutenção deste_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 49
  • ano para sanar alguns dos problemas mais urgentes como conserto dopiso que rodeia o prédio, vazamentos no telhado, adequação do tamanhodos brinquedos do parque (rebaixamento) a fim de garantir a segurançadas crianças. Porém, é consenso também entre os membros destecolegiado, a necessidade de uma reforma mais incisiva do prédio, a fim deque os problemas possam ser sanados em definitivo. A comunicação entre a escola e a família também foi avaliadasatisfatoriamente. Essas informações são importantes para nossa equipe,uma vez que validam ações e apontam para um investimento constantenas ações da equipe em relação ao constante aprimoramento do serviçoprestado à comunidade. 4. COMUNIDADE ESCOLAR 4.1. CARACTERIZAÇÃO Nossa escola está localizada no centro do Riacho Grande, distritoque abrange diferentes bairros como: Centro, Parque Rio Grande, VilaPelé, Vila Tozzi, Jardim Jussara, Balneária, Capelinha, Areião, Yara Praia,Estoril, Banespa, Canal Schimdt, Km 40 da Anchieta, Jardim Borda doCampo, Varginha, Xiboca, Cocaia, Parque das Garças, Zanzala, Boa Vista,Fincos, Sabesp, Alto da Serra. Todos estes bairros possuem característicaspeculiares, mas todos com um aspecto em comum, todos em área demanancial. O distrito do Riacho Grande está distante do centro do município deSão Bernardo do Campo, por isso o mesmo possui uma subprefeituraonde faz atendimento aos munícipes de segunda à sexta–feira das8h30min às 17h30m. Este atendimento refere-se a qualquer solicitação,reclamação ou sugestão referente a ações do poder público, que sãoencaminhadas às respectivas Secretarias de competência. O centro do Riacho Grande também possui Posto de Saúde, Unidadede Pronto Atendimento (UPA), Centro de Referência e Assistência Social_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 50
  • (CRAS), Biblioteca Municipal Machado de Assis, Associações de Bairro ecomo todo bairro grande e populoso oferece a comunidade supermercado,farmácia, escolas e lojas. A nossa unidade escolar atualmente atende um total de 306 alunosvindos destes diferentes bairros citados acima. Alguns destes bairros apresentam uma considerável distancia até aescola impossibilitando que os familiares tragam seus filhos até o portãotodos os dias. Este aspecto é um dos pontos que enfatizam acaracterização da nossa comunidade, pois temos uma pequenaporcentagem de familiares que se mostram presentes fisicamente nasações da escola e uma grande porcentagem que se mostra presente nasações da escola através de outros veículos de comunicação como: cadernode comunicados, telefonemas, e-mails, blog, bilhetes, etc. Em nossa visita aos bairros, realizada principalmente com oobjetivo de apresentá-la aos novos educadores que iniciam na escola apóso último processo de remoção, foi observado que em nossa comunidadeainda há falta de infraestrutura básica para as famílias, ou seja, apenas osBairros mais próximos da escola como Centro do Riacho, Parque Estoril,Parque Rio Grande, Vila Pelé e Jardim Boa Vista possuem água encanada,rede de esgoto e ruas pavimentadas. Outra surpresa para o grupo novo éprocedência das crianças, que vêm de bairros muito distantes, diferenteda idéia que muitos tinham de uma escola de atendimento central doRiacho Grande. No Bairro Capelinha, de onde vem grande parte de nossas crianças,ainda nos deparamos com a falta de água encanada e com o esgotocorrendo a “céu aberto”, em meio a ruas não pavimentadas. A água élevada por caminhões pipa no Bairro Capelinha e retirada de poços embairro como Parque das Garças, Cocaia, Alto da Serra. Outro fato que noschamou a atenção foi a falta de opção de lazer e as condições precáriasdas ruas, que impossibilitam às crianças de brincarem com segurança,sem se expor a riscos._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 51
  • Esses observáveis continuam apontando para a necessidade deinvestimento da escola no trabalho voltado para a importância do brincar,bem como nas questões da área de corpo e movimento. Em nossosencontros de formação teremos a oportunidade de refletir sobre estanecessidade, além de abordarmos outras questões elencadas a partirdesta experiência com o grupo. Esses dados reforçam também a necessidade de investimento empolíticas publicas em alguns dos bairros do distrito do Riacho Grande. É importante também que a escola invista em conjunto com o Postode Saúde em ações que visem à melhoria da qualidade de vida destasfamílias e consequentemente a qualidade de vida de nossas crianças. Emcontatos mantidos após a visita e observações, estabelecemos com a UBSdo Riacho a parceria na divulgação de ações no combate à dengue,tuberculose e saúde bucal. Divulgaremos entre as famílias os dias e ostemas de palestras que ocorrerão nos bairros de nossa comunidadeescolar, bem como disponibilizaremos o espaço para a realização destaspalestras em nossa escola, durante encontro com os pais nas reuniões defamiliares e de Conselho de Escola e APM. Atendemos algumas crianças dos bairros: Areião, Jardim Jussara eVila Balneária que embora tenham escola em seus bairros não há vagassuficientes para atendê-las, principalmente aquelas que precisam doperíodo integral, ou ainda procuram a escola por preferência da família. As comunidades dos bairros Borda do Campo, Cocaia, CanalSchmidt, Parque das Garças e Alto da Serra tem muitas características emcomum, temos casas em um mesmo local formando pequenos vilarejos eoutras isoladas, distantes umas das outras com características rurais.Muitos dos familiares trabalham como caseiros em chácaras e sítios. “Cada bairro/ comunidade na sua organização e sobrevivência construiu respostas particulares para as suas necessidades na superação, ou não, das desigualdades.” (Conversando sobre projetos Políticos Pegagógicos – SE)_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 52
  • Chama-nos a atenção a distância destes bairros até a escola, poistemos vilarejos que ficam aproximadamente a 18 km de distância. No anode 2009, através das ações do Conselho de escola, conseguimos que maisbairros tivessem acesso ao transporte escolar da Prefeitura. Neste ano,cerca de 64% de nossas crianças utilizam o transporte escolar domunicípio. Apenas 10% das crianças vêm até a escola acompanhadaspelos familiares e 26% utilizam o transporte particular. Diante destes dados, nosso grande desafio continua sendo o deampliar e efetivar a participação destas comunidades nas ações da escola,reconhecendo nelas um instrumento que possibilita a ampliação dosconhecimentos acumulados na sociedade. Por fim, temos como direcionamento de trabalho, levar para asreuniões de Conselho de Escola e APM os observáveis em relação aosBairros visitados, buscando encaminhamentos e reflexões sobre asrealidades vivenciadas pelas nossas crianças e familiares e como a escolapode contribuir para as mudanças e melhorias. “Cada comunidade é de um jeito. É necessário respeitar o contexto histórico e social onde a escola está inserida”. (Conversando sobre projetos Políticos Pedagógicos – SEC) 5. CONSELHO DE ESCOLA 5.1 CARACTERIZAÇÃO Acreditamos no velho princípio latino “as palavras comovem, mas osexemplos se arrastam”. Transferindo esse princípio para o cotidiano daescola podemos dizer que, construímos mais cidadania nas crianças pelasatitudes que cultivamos do que pelas palavras que dizemos. Este princípioreforça o laço da efetivação da cidadania no coletivo da unidade escolar,através da participação das comunidades escolar e local._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 53
  • Pensando nisso, podemos nos perguntar: Como essa participação serevigora nas decisões das ações do coletivo da unidade escolar? Comoredefinir a participação dos diferentes segmentos da escola? A efetiva defesa da participação popular no interior da unidadeescolar está pautada na implementação do Conselho de Escola. OsConselhos de Escola na educação, concebidos pela LDB como uma dasestratégias de gestão democrática da escola pública, tem comopressuposto o exercício de poder pela participação, das comunidadesescolares e locais (LDB, art. 14). Para nós a democratização da gestão daescola, está na partilha de sentimentos, compartilhamento de decisõescom a comunidade, na idéia de melhores trajetórias para o gerenciamentoda unidade escolar. O Conselho de escola tem por finalidade deliberardecisões coletivas e traduzir os anseios e os votos dos diferentes atoresinternos e externos da escola. “Os conselhos escolares são acima de tudo um espaço de participação e, portanto de exercício de liberdade.” (Programa Nacional de fortalecimento dos Conselhos Escolares) 5.2. OBJETIVOS E ATRIBUIÇÕES DO CONSELHO DE ESCOLA  Elaborar o regimento interno do Conselho de Escola;  Acompanhar a efetivação do calendário escolar;  Discutir e avaliar o Projeto Político Pedagógico da escola;  Garantir a participação das comunidades escolar e local na definição do projeto político pedagógico da unidade escolar;  Promover relações pedagógicas que favoreçam o respeito ao saber das crianças e que valorizem a cultura da comunidade local;  Propor e coordenar alterações em relação ao aproveitamento significativo do tempo e dos espaços pedagógicos na escola;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 54
  •  Elaborar o plano de formação continuada dos conselheiros escolares, visando ampliar a qualificação de sua atuação;  Aprovar o plano financeiro anual, elaborado pela gestão da escola e APM sobre a programação e a aplicação de recursos financeiros;  Acompanhar a gestão administrativa e pedagógica da unidade escolar. 5.3. QUADRO DO CONSELHO DE ESCOLA MEMBRO NATO – Filomena Cabral Pais Jasiulonis COORDENADORA – Andrea Esteves Gomes Silvério SECRETÁRIA – Maria Aparecida Tenório MEMBRO – Francisco de Assis de Oliveira Fagundes SUPLENTE – Silvia Helena Morais Dias MEMBRO – Zuleide Cassiano Silva Santos SUPLENTE – Sandra de Jesus Alves MEMBRO – Pamela Fabíola Bernine Calunga SUPLENTE - Isabel Cristina de Souza 6. ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES 6.1. CARACTERIZAÇÃO DA APM Acreditamos que democratizar a gestão é partilhar decisões com acomunidade, possibilitando encontrar melhores caminhos para ogerenciamento da Unidade Escolar. Ampliando o número de pessoas queparticipam da rotina escolar é possível estabelecer relações mais flexíveise menos patrimonialista entre os atores que atuam no interior e noexterior da escola._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 55
  • Em nossa unidade escolar temos dois órgãos colegiados, ou seja,duas formas legais de participação e envolvimento de todos ossegmentos, que nos auxiliam a gerir as ações da escola, são elas:Conselho de Escola APM. A associação de pais e mestres tem porfinalidade aprimorar as ações e planejar as aplicações de recursosfinanceiros destinados a escola. Esse objetivo só poderá ser contemplado se pautado em discussõese levantamentos de prioridades em parceria com o Conselho de Escola.Para que esse diálogo aconteça ficou acordado que as reuniões dos doisórgãos colegiados durante este ano acontecerão na primeira quinta-feirado mês no horário das 15: 00h. 6.2. OBJETIVOS GERAIS DA APM  Propiciar o interjogo entre as pessoas, facilitando a troca de idéias, revisão de matrizes, concepções e crenças, incorporando novos dados, elementos e conhecimentos;  Favorecer que a escola cumpra seus objetivos e princípios co qualidade e responsabilidade, tendo na parceria com o Conselho de Escola o objetivo de conhecer melhor o conjunto das necessidades de opiniões e melhorar o bem-estar das crianças;  Efetivar o plano financeiro anual elaborado em parceria com a gestão sobre a programação e aplicação de recursos financeiros;  Socializar com a comunidade local o direcionamento dos recursos financeiros através de planilhas, tabelas e prestação de contas. Acreditamos que, democratizar a gestão da escola é partilhardecisões com a comunidade, possibilitando encontrar melhores caminhospara o gerenciamento da unidade escolar. Após uma primeira conversa com este novo grupo do Conselho deEscola, foi realizado um levantamento das expectativas e ideias perante otrabalho a ser realizado. Estabelecemos então que a participação na rotina_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 56
  • escolar, principalmente no planejamento de algumas ações pedagógicasgarante uma relação mais flexível entre educadores e comunidade. 6.3 COMPOSIÇÃO DO QUADRO DA APM NOME CARGO CATEGORIA Cleide Lima Rosa Presidente Professor Alexandra Francisca das CONSELHO Primeiro Secretário Mãe de aluno Neves DELIBERATIVO Talita Leão Mantovani Segundo Secretário Mãe de aluno Renata Carla Nascimento Membro Mãe de aluno Isabel Cristina de Sousa Membro Professora NOME CARGO CATEGORIA Adriana Soares Strole Diretor Executivo Pai de aluno Francisca Sonia Vieira Vice Diretor Mãe de aluno Ricardo Executivo Andrea de Vasconcelos DIRETORIA Primeiro Tesoureiro Mãe de aluno Correa EXECUTIVA Segundo Adriana Alves Gomes Mãe de aluno Tesoureiro Ligia Mello Morita Primeiro Secretário Professor Fernanda Feliciano Segundo Secretário Professor Andrade NOME CARGO CATEGORIA CONSELHO Antonio Valdi da Silva presidente Mãe de aluno FISCAL Rosana Rosa Pereira Membro Mãe de aluno Maria Isabel de Farias Leal Membro Professor 6.4 AVALIAÇÃO Refletiremos com os membros da APM acerca das estratégias,periodicidade e possíveis instrumentos a serem utilizados durante oprocesso de avaliação do plano de formação da APM e Conselho, queserão incorporados a este documento durante o ano._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 57
  • 7. PLANO DE AÇÃO COM AS FAMÍLIAS Justificativa A necessidade de trabalho dos familiares que na maioria das vezesocorre concomitantemente ao período escolar, a distância física presenteentre a escola e os bairros dos quais provem nossas crianças, são fatoresque dificultam a vinda das famílias até a escola, e, consequentemente umcontato direto sem intermediação com a equipe escolar. Diante destaconstatação, faz-se necessário investir em canais de comunicação quegarantam o acesso das famílias ao que ocorre em nosso cotidiano, a fimde que participem, compreendam e acompanhem o processo deaprendizagem e desenvolvimento proporcionado por nossa escola. Nessesentido, a comunicação entre família e escola pode se dar através debilhetes colados ou recados escritos pela professora nas agendas, cartazescolados no portão da escola, blog da escola, por telefone entre outros. Outra ação que envolverá nossa comunidade, estará voltada para oconhecimento e reconhecimento da criança enquanto sujeito produtor decultura, identificando os saberes por ela produzidos, frutos de suas_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 58
  • experiências no meio cultural onde habita e estuda. Essa ação darámargem à transformação do olhar das famílias sobre a infância e suasespecificidades. Objetivos gerais No trabalho com as famílias, um dos pontos primordiais será semearos desejos e objetivos traçados por toda a equipe escola, bem como seusprojetos, atividades sequenciadas e tudo o que envolver a aprendizagem eo desenvolvimento das crianças, no intuito de poder contar com aparticipação e empenho de todos, família e escola em um só proposito.Nesse sentido, clarificar para as famílias nossos princípios educativos, bemcomo nossas concepções de criança/infância, espaço/tempo,diversidade/singularidade, ludicidade entre outros, é um pontofundamental para o êxito do nosso trabalho e da formação familiar. Enfim, a equipe escolar através de reuniões com familiares em sala,com a equipe gestora ou em conversas pontuais, terá além dos objetivossupracitados os que se seguem:  Envolver a comunidade nas ações e projetos;  Garantir a comunicação entre a escola e a família acerca das ações que ocorrem na escola;  Investir em meios de comunicação que garantam a comunicação entre a escola e as famílias;  Viabilizar a participação das famílias em encontros que abordem temas de interesse da comunidade escolar;  Envolver as famílias nos projetos que ocorrem na escola a fim de que acompanhem o processo educativo vivenciado pelas crianças;  Valorizar os saberes da comunidade identificando e valorizando as experiências culturais, socializando-as com toda a comunidade escolar;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 59
  • Ações propostas  Encontros com familiares: Nosso objetivo é que os encontrospossam ser planejados com mais cuidado e com um tempo maior para ocontato entre as famílias e a escola. As famílias serão convidadas aparticiparem através de bilhete em forma de convite na agenda, cujoconteúdo será elaborado pela professora e com as crianças, que informarásobre os assuntos a serem abordados através de uma pauta. Os temasserão definidos de acordo com os interesses e necessidades da escola e dafamília, que durante os encontros poderão indicar os assuntos quegostariam fossem abordados nas próximas reuniões.  Socialização do trabalho realizado em sala: para que asfamílias possam acompanhar o processo de ensino aprendizagem queocorre na escola, as professoras organizarão os materiais produzidos nosprojetos e sequenciadas enviando-os para casa ao término dos mesmos.Dessa forma, pretendemos que as famílias conheçam o trabalho ocorridona escola, acompanhando o desenvolvimento global de suas criançasatravés de suas produções. Os sábados letivos serão momentos desocialização e participação das famílias, divulgando as ações sobre oProjeto de 2012, “As crianças percorrendo os caminhos da CulturaBrasileira”.  Melhoria dos canais de comunicação entre a escola e afamília: Realizaremos a catalogação dos e-mails dos familiares e asocialização do e-mail da escola, estabelecendo assim outro canal decomunicação possível entre as famílias que possuem este recursotecnológico. Criado no ano de 2009, o “Blog” da nossa escola será um dosveículos de informação para socializar as ações que aqui acontecem. A verificação diária da agenda das crianças, principal veículo deinformação entre as famílias e a escola, por parte das professoras é umaação importante para que a comunicação seja efetivada, principalmenteentre as famílias que não dispõe de recursos tecnológicos necessários aoacompanhamento via internet._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 60
  • A divulgação das ações que ocorrem na escola, como concebemos aeducação, as rotinas que aqui acontecem e temas voltados à educação,concepção de infância e divulgação da cultura são expostas nos murais deentrada da escola e em biombos, para que a comunidade que até aquivem possa apreciar. Na entrada da secretaria há um espaço de“instalação”, através de diversas de diversas linguagens, fotos, poesias,imagens que retratam o cotidiano de nossa escola 7.1. ORGANIZAÇÃO DOS EVENTOS COM A COMUNIDADE Eventos  04 de fevereiro– 1ª reunião com as famílias na escola.  12 de junho – 44º Aniversário da EMEB ”Graciliano Ramos” –Exposição do Histórico para a Comunidade  23 de junho – Encontro com os familiares para o início doprojeto “As Crianças Percorrendo os Caminhos da Cultura Brasileira”  15 a 19 de outubro- Semana da Educação:Exposição detrabalhos das turmas e homenageado: Compositor e Maestro Heitor VillaLobos_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 61
  •  19 a 23 de novembro - Semana da consciência Negra:exposição de atividades produzidas com as crianças sobre o tema  08 de dezembro- Finalização do Projeto “As CriançasPercorrendo a Cultura Brasileira” Reunião com familiares  As nossas reuniões têm como objetivo construir parcerias com osfamiliares nas questões referentes às crianças, bem como a formação dosmesmos;  Entendemos que o diálogo com os familiares nos ajuda a conheceras particularidades de cada criança, o que fazem, com quem convivemfora da escola, como é sua rotina e outros dados para melhor direcionar oolhar em relação a cada uma, contemplando a diversidade;  Temos também conversas individualizadas com os familiaresagendadas a partir da necessidade sugerida pelo professor, trio gestor,famílias, ou EOT. Neste caso, um responsável pela criança é chamado emhorário a combinar entre professor, familiar e um representante do triogestor, costumeiramente o diretor ou coordenadora pedagógica;  Quando a família não pode comparecer no horário de aula,marcamos as quintas-feiras no horário dos HTPC’s para que possaencontrar-se com a professora;  O encontro será planejado no HTPC, quando definiremos um temaa ser trabalhado com os pais, referente às ações que ocorrem na escola. Apauta do encontro será socializada com a família através de um convite,que será colocado na agenda;  Para as famílias dos alunos novos, organizamos uma reunião queacontece no mês de dezembro, com o objetivo de acolher melhor os queaqui chegam, apresentando a escola, seus espaços, alguns membros daequipe, bem como próprio o Projeto Político Pedagógico que nosfundamenta._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 62
  • Responsáveis A responsabilidade pelas ações que ocorrerão no Plano de Ação coma Comunidade Escolar estará a cargo da Equipe Gestora, que contará coma participação direta de toda a equipe escolar, que se co-responsabilizarápela efetivação das tomadas de decisões coletivas, viabilizando o sucessodas ações planejadas. Prazo/ periodicidade As ações planejadas ocorrerão ao longo do ano de 2012, duranteencontros entre as famílias e a escola: reuniões de pais, eventos com aparticipação da família, envio de calendários mensais através dasagendas, verificação diária das agendas, Jornal da Escola... Avaliação A avaliação se dará de forma contínua, partindo da observação dasmudanças no cotidiano escolar que ocorrerão a partir da efetivação dasações, através da avaliação da participação da comunidade nos eventos ereuniões organizados pela escola e ao longo do processo, quando a equipeescolar poderá em encontros de formação individual e coletiva, refletirsobre o andamento dos projetos e sobre a participação da comunidadenas ações da escola._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 63
  • 8. EQUIPE ESCOLAR 8.1. PROFESSORES 8.1.1. CARACTERIZAÇÃO ESCOLARIDADE TEMPO TEMPO SITUAÇÃO NOME GRADUAÇÃO/ PÓS- NA NA OBSERVAÇÃO FUNCIONAL FORMAÇÃO GRADUAÇÃO PMSBC ESCOLA Cursando 3 anos e Isabel Professora - 1 ano - jornalismo 3 meses Educação Cleide Professora Letras 2 anos 2 anos - Infantil Débora Pedagogia Professora - 5 anos 2 anos - Renata Incompleta Elena Professora Magistério - 22 anos 4 anos - Educação Profª JornadaFrancisca Professora Pedagogia 4 anos 1 ano Infantil suplementar Maria Educação Professora Pedagogia 4 anos 4 meses -Iraneide InfantilFernanda Educação Professora Pedagogia 5 anos 4 anos -Feliciano Tecnológica Professora Pedagogia/Filomena Respondendo Gestão Escolar 26 anos 24 anos - Letras pela Direção _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 64
  • Fernanda Professora Pedagogia Psicopedagogia 1º ano 2 meses - SoaresCristiane Professora Pedagogia - 10 anos 1 ano - Maria Pedagogia/ Educação Professora 11 anos 7 anos - Isabel Biblioteconomia Infantil Professora MagistérioPatrícia - 5 anos 5 anos - substituta Direito Fisioterapia/ Início Magistério Início emRafaella Professora - em - maio Pedagogia maio Gestão de pessoas/ A arte de contar Ligia Professora Pedagogia 2 ano 1 ano - história/ Educação Infantil Professora de Psicopedagogia/Tatiana Apoio à Pedagogia Educação 8 anos 7 anos - Direção Infantil Educação Eliane Professora Pedagogia 7 anos 1 ano - InfantilAndrea Professora Magistério - 8 anos 1 ano - ESCOLARIDADE TEMPO TEMPO SITUAÇÃO NOME PÓS- NA NA OBSERVAÇÃO FUNCIONAL GRADUAÇÃO GRADUAÇÃO PMSBC ESCOLA Auxiliar em EducaçãoAlexandre - 4 meses 4 meses - Educação Artística Auxiliar em Administração Neli - 3 anos 1 ano - Educação de Empresa Auxiliar em CursandoWellington - 2 anos 1 ano - Educação Psicologia 8.2. FUNCIONÁRIOS 8.2.1. CARACTERIZAÇÃO TEMPO TEMPO SITUAÇÃO NOME ESCOLARIDADE NA NA OBSERVAÇÃO FUNCIONAL PMSBC ESCOLA 6 anos e 8 2 anos e Aldinete Aux. Limpeza Ensino Médio - meses dois meses Início em Dina Aux. Limpeza Cursando Matemática 6 anos maio na - unidade _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 65
  • 6 anos e 5 Sandra Aux. Limpeza Ensino Médio 6 anos - meses 7 anos e 8 7 anos e 8 Silvia Aux. Limpeza Pedagogia - meses mesesTerezinha Aux. Limpeza Magistério 6 anos 4 anos - Wilton Oficial de escola Ciências Contábeis 5 anos 5 anos - Funcionária da Léia Cozinheira Ensino Médio - 5 anos Coan Funcionária da Márcia Aux. Cozinha Ensino Médio - 4 anos Coan Funcionária daRosemary Aux. Cozinha - - Coan Funcionária daRosilene Aux. Cozinha Ensino Médio - 7 anos Coan _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 66
  • 9. PLANO DE FORMAÇÃO DOS EDUCADORES, QUALIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL Público alvo: professores, auxiliares e funcionários da escola Duração: 2 anos Periodicidade: encontros de htpc e reuniões pedagógicas Justificativa Com o propósito de romper com a visão da Educação Infantil comoetapa preparatória para o Ensino Fundamental e considerando a Infânciacomo uma etapa da vida, há que se seguir uma diretriz baseada em umconceito da infância voltado para a contemporaneidade, pois conformeafirma Barbosa( 2009): “A função da educação infantil nas sociedades contemporâneas é a de possibilitar a vivência em comunidade, aprendendo a respeitar, a acolher e a celebrar a diversidade dos demais, a sair da percepção exclusiva do seu universo pessoal, assim como a ver o_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 67
  • mundo a partir do olhar do outro e da compreensão de outros mundos sociais.” (p.12) Desse modo, diante das peculiaridades e características da infância,é evidente a necessidade de refletir sobre os conceitos teóricos e práticaspedagógicas [...] que pensem em projetos educacionais que possam, emsua complexidade, dar conta tanto das necessidades de segurança,proteção e pertencimento, quanto das de liberdade e autonomia.(BARBOSA, p. 12) Segundo Karl Marx, assim como para Vygotsky, [...] o homem nãonasce humano. Sua humanidade é externa a ele, desenvolvida ao longodo processo de apropriação da cultura, que as novas gerações encontramao nascer, acumulada pelas gerações precedentes. Barbosa (2009)acrescenta ainda que: “Não nascemos sabendo nos relacionar com os demais. Embora sejamos biologicamente sociais, precisamos, no convívio, aprender as formas de relacionamento. Essa é a grande tarefa da educação da primeira infância e é realizada nas suas práticas cotidianas embasadas naquilo que a cultura universal oferece de melhor para as crianças.“ (p. 13) Partindo desta colocação, temos que a escola é tida como o lugar dacultura elaborada, ou seja, a “[...] cultura histórica e socialmenteacumulada constitui a fonte do desenvolvimento humano, uma vez queguarda o conjunto das qualidades humanas criadas ao longo da história(MELLO). Neste sentido, a função do professor é , como parceiro maisexperiente no processo de aprendizagem, conhecer a cultura “ [...] paramediatizar seu acesso às crianças.” (MELLO), mediando os saberesconstruídos pela humanidade, considerando a capacidade das crianças emaprender, ampliando-os de modo a apropriar-se da própria cultura, agindoassim como sujeitos que criam e podem também provocar intervençõesno mundo, se constituindo como produtores de cultura._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 68
  • Apoiados na afirmação de Leontiev (in MELLO, 2003), temos que aapropriação da cultura por parte da criança ocorre através das relaçõesestabelecidas com outras pessoas, no convívio social que lhe permitedesenvolver aptidões, capacidades e habilidades humanas na medida emque se relaciona com os objetos e materiais da cultura: linguagem,ciência, costumes e instrumentos (objetos). Temos então que a criançanão é um “ser de aptidões” e sim “um ser criador de aptidões”, pois [...]criam a partir das condições concretas de vida e educação, do acesso quea sociedade lhe permite à cultura acumulada que possibilita ao serhumano ser “uno” e “diverso” (MELLO). Tendo em vista ser a educação infantil um espaço pautado peloencontro entre diferentes saberes, vivências e pessoas e que [...] ofereceà criança o contato com o contexto cultural ao qual pertence. (BARBOSA,2009, p.58), defendemos que temas como educar para a igualdade(racial, de gênero, de crença e valores) de modo que a criança possavivenciar diferentes culturas também será foco das reflexões durante aformação com o grupo. Objetivos  Repensar as práticas pedagógicas presentes no cotidiano da escola, identificando e problematizando as práticas tradicionais;  Estudar os instrumentos legais que orientam e embasam a prática pedagógica na Educação Infantil pensando na adequação de um currículo efetivamente voltado para a educação infantil;  Resgatar as concepções de infância, criança, de adulto (frente ao conceito de infância) e escola, dentro da abordagem histórica, refazendo sua relação no cotidiano escolar;  Resgatar os fundamentos teóricos que embasam a pedagogia da infância identificando elementos que mostram a voz da criança e sua ação no projeto educativo;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 69
  •  Reconhecer as crianças como agentes ativos da cultura infantil, que constroem as próprias culturas e contribuem para a produção do mundo adulto;  Refletir sobre o perfil do educador da criança pequena e da escola dentro de uma visão humanizadora. Conteúdos  Correntes pedagógicas: Tradicional, crítica e pós-crítica (2011);  Concepção de infância à luz dos teóricos: Vygotsky, Piaget, Freinet;  A educação infantil no Brasil – uma abordagem histórica (2011);  Culturas infantis;  Práticas pedagógicas: organização da vida cotidiana (rotina, tempo, espaço, materiais, projetos, sequências didáticas, atividades permanentes) (2012);  Perfil do educador da criança pequena (2011/12);  Pedagogia da Infância: Princípios educativos, gestão compartilhada, os adultos responsáveis: papéis diferenciados, currículo da educação infantil (2011/12). Ações Previstas Socialização do plano de formação “Qualidade na Educação Infantil”com o grupo de trabalho (Reunião pedagógica/2011);  Leitura e reflexões de textos que embasarão teoricamente o desenvolvimento do plano de formação (HTPC);  Organização de uma “caixa de textos” que subsidiará as possíveis reflexões no grupo, através de textos voltados para os temas discutidos (Reunião pedagógica/2011);  Abordagem histórica da infância e da Educação Infantil – linha do tempo (HTPC);_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 70
  •  Abordagem dos princípios educativos que embasam o documento “Diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil” (Reunião pedagógica/ HTPC);  Estudo e reflexão sobre propostas pedagógicas a partir dos instrumentos legais voltados para a Educação Infantil (HTPC);  Utilização de elementos da Arte para sensibilizar olhares, percepções, sentimentos e linguagens em relação à infância através dos tempos (Reunião pedagógica);  Reflexões acerca da cultura e da linguagem da infância através da abordagem do movimento Modernista da Arte, onde a visão da criança é concebida como “Inspiradora dos mais velhos no processo de criação e concepção do mundo” (GOBBI) (Reunião pedagógica);  Estudo acerca das ideais de alguns autores contemporâneos que abordaram a infância à luz dos teóricos: Vygotsky, Piaget, Freinet (Reunião pedagógica e HTPC);  Tematizar conceitos de infâncias, culturas infantis através de filmes, imagens, músicas, passeios compartilhados com o grupo (Reunião pedagógica e HTPC);  Reflexões a partir de cenas do cotidiano relacionadas ao espaço escolar e sua disponibilização e adequação para as crianças que nele habitam, através de filmagens, fotos e relatos orais e escritos de observações por parte dos membros do grupo (Reunião pedagógica e HTPC);  Observação e reflexão através de relatos e filmagens dos momentos que ocorrem na escola onde oportunizamos a escuta da “fala” das crianças referentes a diferentes temas através de roda de conversa, plenárias, etc. (HTPC);  “Papéis que educam”: levantamento e tematização das práticas pedagógicas que já ocorrem na escola e envolvem a relação entre educadores e crianças, refletindo acerca do perfil do educador de criança pequena (Reunião pedagógica e HTPC);_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 71
  •  Leitura dos teóricos que abordam o perfil da escola como espaço de infância e do educador de criança pequena (HTPC);  Observação de outros espaços que atendem a educação infantil (creche) através de registros fotográficos, escritos, orais, socializando práticas e ampliando referencias (HTPC);  Organização de uma “mala literária”, constituída por textos, livros, que serão socializadas (HTPC);  Sistematização das discussões através de sínteses realizadas pelos participantes da formação (Reunião pedagógica e HTPC). Avaliação do plano de formação A avaliação das ações do plano se dará durante o processo deformação, nos encontros de reuniões pedagógicas e htpc, e será feita portodos os envolvidos. A equipe gestora terá um olhar focado para práticas que revelemmudanças de posturas dos adultos em relação às crianças relacionadas afalas, atitudes que demonstrem o quanto a questão da infância vai sendocompreendida como uma etapa de aprendizados importantes e como opapel do adulto é fundamental para que a infância seja acolhida erespeitada em suas especificidades. O grupo avaliou ao final de 2011 que a formação trouxe importantesreflexões acerca da infância,o contato com teóricos que, para alguns,ainda não eram conhecidos, permitindo estabelecer uma relação maissignificativa entre teoria e a prática. Avaliou ainda como sendoimportante a participação de todos os segmentos da escola no momentoda formação em reunião pedagógica, aproximando todos dosconhecimentos, reflexões e saberes construídos durante a formação. Foiunânime a idéia de que esta formação devesse continuar no ano de 2012,aprofundando as discussões e ampliando os saberes que favorecerão aqualidade do ensino em nossa unidade._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 72
  • Referências bibliográficas BARBOSA, Maria Carmen Silveira, “Práticas cotidianas na educaçãoInfantil – bases para a reflexão sobre as orientações curriculares”Ministério da Educação (2009). GOBBI, Marcia Aparecida, Ver com olhos livres: Arte e educação naprimeira infância, in FARIA, A.L. O coletivo infantil em creches e pré-escolas. São Paulo, Ed.Cortez, 2007 _______O fascínio indiscreto: crianças pequenininhas e a criação dedesenhos, in MELO S e FARIA, A.L. – Territórios da infância:linguagens,tempos, relações para uma pedagogia para crianças pequenas.Araraquara, Junqueira e Marins Editora. 2007 Indicadores de Qualidade para a Educação Infantil e DiretrizesCurriculares para Educação Infantil/ Ministério da Educação/Secretaria daEducação Básica – Brasília: MEC/SEB, 2009 Parâmetros de qualidade para a Educação para a Educação Infantil(vol. 1 e 2), Ministério da Educação, Brasília, 2008._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 73
  • 10. PLANO DE FORMAÇÃO DOS EDUCADORES 10.1. PROJETO “APRENDIZES DA NOSSA BRASILIDADE” Justificativa Em algumas comunidades africanas, não se começa um encontrosem cantar. E como um momento de leitura é, para nós, um momento deencontro vamos tentar com algumas canções entender o significado doprojeto: Aprendizes da nossa brasilidade. Milagres do Povo (Caetano Veloso) “O povo negro entendeu que o grande vencedor Se ergue além da dor_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 74
  • Tudo chegou sobrevivente num navio Quem descobriu o Brasil? Foi o negro que viu a crueldade bem de frente E ainda produziu milagres de fé no Extremo Oriente.” É a partir do vínculo com essa dimensão do povo negro, um povo deforça, luta, superação e criatividade, cujo coração não coube naescravidão, e que disse sim a vida que o projeto: Aprendizes da nossabrasilidade, convida você a mergulhar no universo da História e da Culturaafricana e afro-brasileira. Com um olhar curioso, com um olhar deaprendiz de corpo inteiro. Aprendizes de corpo inteiro, porque seremos convidados, desafiadosa aguçar todos os nossos sentidos para perceber a presença negraafricana em nossa vida, em nosso entorno, em nosso próprio corpo.Precisamos enxergá-la desprovidos de estereótipos, preconceitos eracismos. É preciso uma mudança de atitude, de visão e de percepção demundo. Necessitamos nos colocar no lugar do outro para compreender, porexemplo, a vontade de viver de um povo que imigra involuntariamentepara o Brasil, sob a marca de maior crueldade da história da humanidade:a escravidão. Um povo que atravessa o atlântico e produz milagres de fé,de vida, de civilização em terras brasileiras. E, nessa perspectiva,devemos olhar nossa brasilidade e nossa africanidade com encantamento. Sim, sermos capazes de olhar no espelho e ter orgulho da nossaascendência negra/africana, de olhar nossos alunos brancos e negros erefletir sobre que memórias africanas seus corpos carregam. O mesmopode ocorrer para nós que precisamos convocar nossas histórias de vida edeixar emergir delas nossa dimensão africana de uma maneira positiva,com toda a sua riqueza cultural, existencial. A dimensão de educação que queremos enfatizar com o projeto:Aprendizes da nossa brasilidade envolve o corpo inteiro na suacomplexidade e não na sua compartimentalização (intelectual de um lado,_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 75
  • afetiva de outro, cognitiva de outro). Nosso corpo, nossa memória, nossahistória e nossos sentidos serão convidados pelo projeto para quecoletivamente, seja possível aprender/ensinar sobre a nossa africanidadebrasileira e sobre a nossa brasilidade africana. Considerando o curto espaço de tempo das reflexões sobre estatemática, optamos por usar a leitura de histórias, a arte, apreciação demúsicas e imagens como instrumentos de sensibilização. Organizaremosdiferentes elementos da arte que auxiliarão a construção de um olhar queconsidera se valoriza a diversidade étnico-racial. Por meio de apreciação e diferentes objetos artísticos brasileiros ede uso cotidiano na África, será proposto à discussão, de como nossoolhar é formado socialmente e padronizado por informações quedesconsideram a diversidade cultural e racial. Assim sendo, as escolhasestéticas que fazemos são impregnadas pelo preconceito e pela falta decontato com o repertório cultural de diferentes povos. Nesta situação aapreciação da cultura africana trará um novo olhar sobre a capacidade deprodução estética dos povos africanos e ampliará o conhecimento e orepertório dos educadores da escola. Objetivos  Valorizar a história e cultura afro-brasileira e africana com repercussões pedagógicas na formação dos educadores da escola;  Compreender que a sociedade é formada por pessoas que pertencem a grupos étnico-raciais distintos, que possuem cultura e histórias próprias, igualmente valiosas que em conjunto constroem a história da nação brasileira;  Ampliar o acesso a história e informações sobre a diversidade da nação brasileira enfatizando a recriação das identidades, provocada por relações étnico-raciais;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 76
  •  Valorizar a oralidade, a corporeidade e a arte, a dança, marcas da cultura de matriz africana;  Colaborar para que a temática das relações étnico-raciais na educação infantil apareça nas pautas de reflexões dos educadores da escola e nas ações do cotidiano de forma transversal. Conteúdos  História e cultura africana e afro-brasileira;  Relações étnico-raciais na sociedade;  Diversidade identitária da nação brasileira. Orientações didáticas O ensino de história e cultura afro-brasileira e africana se fará pordiferentes meios em que: se explicite, busque compreender e interpretar,na perspectiva de quem o formule diferentes formas de expressão e deorganização de raciocínios e pensamentos da cultura africana; promovam-se oportunidades de diálogo em que se conheça, se ponham emcomunicação diferentes sistemas simbólicos e estruturas conceituais, bemcomo se busquem formas de convivência respeitosa, além da construçãode projetos de sociedade em que todos se sintam encorajados a expor,defender sua especificidade étnico-racial e a buscar garantias para quetodos o façam, sejam incentivadas atividades em que as pessoasintegrantes da comunidade escolar de diferentes culturas interatuem e seinterpretem reciprocamente, respeitando os valores, visões de mundo,raciocínios e pensamentos de cada um. Etapas previstas As etapas previstas deste projeto serão divididas mensalmente portemáticas realizadas em HTPCS (encontros de prática pedagógica_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 77
  • realizada por professores, auxiliares em educação e gestores) e reuniõespedagógicas (encontros de reflexões pedagógicas realizado por todos oseducadores da escola). Nesses encontros de HTPCS as temáticas serãodiscutidas, utilizando a “roda de ideias” como estratégia de inclusão detodas as opiniões e apontamentos de todos. Já nas reuniões pedagógicasutilizaremos a leitura de histórias como estratégia de sensibilização para atemática da cultura africana. As temáticas realizadas em HTPCS estarão separadas da seguinteforma: ABRIL Apresentação do projetoInício do passeio pela cultura africana através do livro: Batuque de Cores. MAIO Introdução e esclarecimentos em torno da lei 10639/03 e 11645/08. JUNHO TEMA: A educação infantil e a formação identitária JULHO Tema: Corpo e Memória AGOSTO Tema: Afeto SETEMBRO Tema: Circularidade OUTUBRO Tema: Raízes e Estética_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 78
  • NOVEMBRO Tema: Heróis de Todo Mundo DEZEMBRO Tema: Músicas e Brincadeiras - Encerramento do Projeto. Avaliação A cada encontro será proposto, sobre os conceitos e a temáticatrabalhada uma reflexão em volta de três questões, são elas: Que ideiasforam trabalhadas no encontro de hoje, Como essas ideias mexem com asminhas ideias, Como essas ideias mexem com a minha prática. Ao final doprojeto essas reflexões serão expostas em um grande mural junto com ostrabalhos desenvolvidos nos encontros incluindo desenhos, fotos,imagens, livros, painéis, letras de músicas e vídeos. Produto final No final do projeto os educadores da escola receberão um CDcontendo todas as histórias e as imagens utilizadas nos encontros,compondo assim um acervo estético e literário sobre a cultura africana eafro-brasileira. Também será proposta para toda a comunidade escolar avisita a primeira mostra de vídeos infantis sobre a temática da culturaafricana. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA Caderno de textos – saberes e fazeres números 1, 2, 3 do projeto ACOR DA CULTURA. MEC – Brasília, 2006. Jogando com as diferenças: educando o olhar para a igualdade naeducação da criança pequena brasileira. Eliana de Oliveira._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 79
  • Orientações e Ações para a educação das relações étnico- raciaisMEC- Brasília, 2006. Orientações Curriculares – expectativas de aprendizagem para aeducação étnico-racial, Prefeitura de São Paulo. Relações etnicorraciais em espaço de Educação Infantil, CristinaTeodoro Trinidad, Revista Avisá-la nº 42, maio/2010. Diferença que faz diferença – Paulo Alberto dos Santos VieiraPresença Pedagógica v.16 n.93 mai/jun, 2010. Por que os brasis não conhecem os brasis – Moisés de Melo Santana– Presença Pedagógica v.16 n.94 jul/ago, 2010. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das RelaçõesÉtnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro – Brasileira eAfricana. MEC – Brasília jun/2005. A valorização da pluralidade étnica na educação. Cisele Ortiz,Revista Avisa-lá nº 23 – julho, 2005._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 80
  • 11. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO Objetivos Objetivo da Educação Básica LDB 9.394 de 20/12/1996: Título V – Dos níveis e das Modalidades da Educação e Ensino Capitulo II – Seção I – Das disposições Gerais “Art. 22º. A Educação Básica tem por finalidade desenvolver oeducando, assegurando-lhe a formação comum indispensável para oexercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho enos estudos posteriores.” Objetivo da Educação Infantil, definidos na PropostaCurricular do Município de São Bernardo do Campo A educação infantil deverá se organizar de forma que os alunosconstruam as seguintes capacidades:_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 81
  •  Brincar, ampliando suas capacidades expressivas e simbólicas,reelaborando significados sobre o mundo, sobre os contextos e as relaçõesentre os seres humanos;  Ampliar o conhecimento sobre seu corpo, suas possibilidades deatuação no espaço, bem como desenvolver e valorizar hábitos de cuidadocom a saúde e bem estar;  Construir uma imagem positiva de si, com confiança em suascapacidades, atuando cada vez mais de forma autônoma nas situaçõescotidianas;  Conhecer diferentes manifestações culturais como constitutivas devalores e princípios, demonstrando respeito e valorização a diversidade;  Construir e ampliar as relações sociais, aprendendo a articularseus interesses e pontos de vista com os demais, respeitando asdiferenças e desenvolvendo atitudes cooperativas;  Valorizar e desenvolver atitudes de preservação do meioambiente, reconhecendo-se como integrante, dependente e agentetransformador do mesmo;  Construir e apropriar-se do conhecimento organizado nasdiferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita),utilizando-as para expressar suas idéias, sentimentos, necessidades edesejos, ampliando sua rede de significações;  Aprender a buscar informações de forma autônoma, exercitandosua curiosidade frente ao objeto de conhecimento. Levantamento de objetivos gerais e específicos Objetivos gerais da escola Tendo em vista que a educação é um dos direitos garantidos pelaConstituição Federal, pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB 9.394/96), peloEstatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e indo ao encontro daProposta Curricular da Rede Municipal de Educação de São Bernardo do_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 82
  • Campo, nossa escola tem a função de possibilitar o desenvolvimento dacriança em todos os seus aspectos (físico, psicológico, social, cultural,emocional), reconhecendo-a como pessoa em condição peculiar dedesenvolvimento, procurando desenvolver a autonomia, o espírito críticoconstrutivo para o efetivo exercício da cidadania, pautado nos princípiosde democracia e solidariedade. A fim de cumprir as finalidades de que nospropomos deveremos:  Oportunizar a aprendizagem em todos os momentos em que acriança estiver na escola, respeitando e interagindo com todos os seussaberes e conhecimentos;  Favorecer a construção de conhecimentos, procedimentos,atitudes e valores que se fazem necessários para o pleno exercício dacidadania;  Socializar e equalizar, os conhecimentos culturalmenteconstruídos, adequando-o aos interesses e necessidades de nossosalunos;  Instrumentalizar o aluno com saberes que o possibilite ser umagente transformador da realidade em que está inserido, permitindo-lhe oexercício reflexivo de atitudes, conceitos e valores;  Respeitar cada uma das pessoas envolvidas no ato educativoconsiderando suas competências, habilidades e diferenças._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 83
  • 12. LEVANTAMENTO DOS OBJETIVOS E CONTEÚDOS POR ÁREA DE CONHECIMENTO 12.1. ÁREA: LINGUA PORTUGUESA 12.1.1. CONTEÚDO: ESCRITA Objetivos  Conhecer a função social da escrita e o que ela representa, sendocapazes de comunicar-se através de seu uso;  Conhecer as características textuais dos diversos portadores;  Produzir e revisar textos, respeitando a estrutura do gêneroescolhido;  Escrever segundo as hipóteses de escrita que possui e avançar naconstrução de novas hipóteses;  Escrever o próprio nome, dos colegas e outros que lhe sejamsignificativos;  Considerar e respeitar as variações lingüísticas que fazem partedo Português falado._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 84
  • Conteúdo  Valorização da leitura e da escrita como fonte de entretenimento,de informação, de comunicação, etc.;  Prática de escrita de próprio punho utilizando o conhecimento deque dispõe no momento, sobre o sistema de escrita;  Participação de leitura e escrita de diferentes tipos de textos apartir de sua intencionalidade comunicativa como fonte de informação epesquisa;  Reconhecimento e escrita do próprio nome e de outros que lhesejam significativos;  Participação em situações em que as crianças leiam;  Reconto de histórias com aproximação das características dogênero, inseridos no próprio portador;  Produção de textos individuais e ou coletivos, a partir de suaintencionalidade comunicativa, considerando o destinatário, a finalidadedo texto e as características do gênero;  Busca de informações e consultas a diferentes portadores. Orientações didáticas  Utilizar o conhecimento a respeito da psicogênese da línguaescrita, possibilitando a compreensão deste processo;  Reconhecimento da capacidade de escrita da criança, dandolegitimidade às escritas iniciais;  Oferecer situações em que seja trabalhado o nome próprioatravés da marcação de pertences e produções da criança, identificandonesta ação uma das funções da escrita: representação de algo ou alguém;  Trabalhar com as crianças suas hipóteses de leitura e escrita,intervindo em sua produção para que haja o avanço nos níveis conceituaisda escrita;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 85
  •  Propor a revisão de textos, ampliando os conhecimentos,permitindo-lhes a articulação da leitura e da escrita;  Garantir o trabalho com a leitura e escrita de diversos portadoresde textos pelo aluno, levando-o à compreensão da escrita, não somentecomo código que representa a fala, mas como fonte de entretenimento,comunicação e expressão de sentimentos;  Considerar os alunos como leitores desde sempre, promovendosituações que favoreçam o gosto pela leitura possibilitando,possibilitandoque observem o comportamento leitor e aprendam algo sobre ele;  Apresentar diferentes tipos de textos (jornal, textos científicos,histórias, calendários, agenda carta, bilhetes, avisos, receitas, músicas,parlendas, etc.) lendo-os em voz alta e colocando-os a disposição dosalunos;  Realizar agrupamentos para a construção de textos, segundo ashipóteses de escrita das crianças, visando promover avanços a partir dasintervenções que surgirão por parte da professora ou dos parceiros;  Propor atividades de escritas significativas para que as criançassaibam para que e para quem estão escrevendo;  Propor situações de escrita coletiva, nas quais o professor faz opapel de escriba, levando a criança a recuperar palavras e expressõesliterais do texto ditado; controlar o ritmo do ditado, percebendo adiferença da fluência da fala em relação à escrita, atentando para otamanho da emissão ditada;  Propor situações de reescrita de textos, onde as crianças podemcriar novas cenas, novos personagens ou até alterar o final da história. Critérios de avaliação  Observar se a criança escreve seu nome e dos colegas;  Se utiliza seu nome para identificar suas produções;  Se ajusta sua produção a algumas características dos diferentesgêneros;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 86
  •  Se utiliza as hipóteses de escrita que dispõe no momento;  Se, ao ditar para o professor ou para outra criança, acomoda ossegmentos da língua falada ao que está sendo escrito;  Observar se há uma sistematização de ações que promovam aprática de escrita pela criança, segundo suas hipóteses. 12.1.2. CONTEÚDO: ORALIDADE Objetivos  Utilizar a linguagem oral como recurso de comunicação de idéias eexpressão de sentimentos, a fim de melhorar suas relações pessoais;  Utilizar a linguagem como instrumento para ter acesso àsinformações, perguntando e respondendo, comunicando e ampliando seuvocabulário;  Recontar textos narrativos com fluência, aproximando-os dascaracterísticas do texto original;  Recitar textos memorizados, observando as característicassonoras de cada um._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 87
  • Conteúdos  Adequação do discurso oral de acordo com as várias situaçõescomunicativas;  Relato de experiências vividas, participação em diálogos econversas;  Reconto de histórias;  Ampliação do vocabulário;  Situações de utilização e adequação da linguagem oral aosdiversos gêneros discursivos e literários;  Textos memorizados. Orientações didáticas  Não falar de forma infantilizada com a criança;  Criar momentos em que as crianças possam expressar seussentimentos e idéias, comunicando-se com outras pessoas em situaçõesde diálogos;  Garantir a participação em momentos onde as crianças narremfatos e experiências do seu cotidiano;  Organizar situações em que as crianças formulem perguntas quegostariam de fazer, buscando expressar sua curiosidade sobre algumtema ou objeto de estudo;  Propiciar atividades simbólicas em que necessitem de recursosorais específicos a cada vivência. Ex: Falar ao telefone; diálogos emconsultório médico; etc.;  Trabalhar a leitura pela criança e pelo adulto de histórias, poesias,bilhetes e outros gêneros que possibilitem a comparação entre a maneirade falar e escrever;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 88
  •  Organizar momentos de reconto de histórias, recitação depoesias, instruções orais sobre jogos e brincadeiras, em que a criança sejadesafiada a observar as características orais de cada portador textual;  Recitar poesias, trava-línguas, parlendas, músicas, sons deanimais e objetos para ter contato com a forma como são verbalizadosesses textos. Critérios de avaliação  Observar a participação em situações de diálogos e atividadesorais;  Se expõem suas ideias, sentimentos, desejos e necessidadesoralmente;  Se constroem um vocabulário variado, incorporando novasexpressões;  Se identificam as características e funções da linguagem escrita eda falada;  Observar se as ações que envolvem a oralidade garantem que ascrianças tenham oportunidade de verbalizar, efetivamente, suas idéias._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 89
  • 12.2. ÁREA: MATEMÁTICA Objetivos  Construir o significado do número, atribuindo à função social quepossui;  Interpretar e produzir escritas numéricas, segundo suashipóteses, utilizando-as em registros convencionais ou não;  Utilizar a linguagem oral para explicitar hipóteses, processos eresultados desenvolvidos em contextos matemáticos;  Utilizar elementos da linguagem matemática ou próximo dela(símbolos numéricos, marcas ou signos alternativos) para registro dequantidades, sinais de operações, representação de figuras e formas;  Utilizar a contagem oral para estabelecer o valor posicional donúmero (ordinal e cardinal);  Utilizar instrumentos de medida, usuais ou não, expressando-osde maneira convencional ou não;  Resolver situações-problema, construindo a partir delassignificados para as operações matemáticas, desenvolvendo estratégias_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 90
  • de raciocínio lógico, para resolver situações do cotidiano, de seu interessee do grupo;  Explorar e identificar propriedades geométricas de objetos efiguras;  Perceber semelhanças e diferenças entre objetos no espaço,identificando formas bi e tridimensionais, em situações que envolvamdescrições orais, construções e representações;  Descrever e representar pequenos percursos e trajetos,observando pontos de referência;  Construir procedimentos para coletar, organizar, comunicar einterpretar dados utilizando-se de tabelas, gráficos e representações queapareçam freqüentemente em seu dia a dia. Conteúdos  Sistema de numeração (contagem oral, noções de cálculo mentale estimativa);  Notação numérica, registro convencional ou não;  Identificação de números em uma série, compreendendo a noçãode ordinalidade;  Operações matemáticas (adição e subtração);  Sistema de medida (peso, tamanho, cumprimento, distância,largura), estabelecendo comparações;  Espaço e forma: pontos de referência, percursos e trajetos;  Identificação de propriedades geométricas como formas,contornos, mapas, etc.;  Utilização de diferentes fontes de informações, como calendáriospara contagem do tempo, marcação de datas de aniversários, eventos,etc.;  Representação, leitura e interpretação de dados apresentados demaneira organizada por meio de listas, tabelas, diagramas, gráficos,_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 91
  • mapas, caminhos e itinerários, código de barras, código deendereçamento postal (CEP), etc. Orientações didáticas  Propor atividades onde o jogo possa levar a criança a pensar onúmero e as estratégias para chegar aos resultados;  Propor atividades que levem em conta ações do cotidiano dacriança. O professor deve dar condições para que as crianças busqueminformações sobre números (calendário, régua, materiais que tenhamnúmeros escritos em seqüência), organizando o espaço de maneira afacilitar a consulta e utilização dos recursos necessários. Deve tambémobservar e promover a troca de informações entre as crianças;  Dar ao calendário o uso social, ou seja, recorrer a ele para situar-se quanto ao dia e se há algum evento que o destaque, se há algumacomemoração ou passeio, quantos dias faltam para o evento, em qual diada semana estamos e em qual dia da semana ocorrerá algum evento emespecial, etc.;  Montagem de uma tabela oferecendo informações numéricasreferentes a peso, altura, idade, numeração de roupas e sapatos,promovendo a partir daí questões que permitam comparar, fazerestimativas, construir gráficos, etc.;  Trabalhar com jogos, ressaltando o registro de pontuação, mesmoque de forma não convencional por parte do aluno (boliche, varetas,dados, etc.);  Trabalhar com coleções que permitam buscar informações sobrequantidades conseguidas do objeto de estudo (folhas de plantas, pedras,cartões telefônicos, etc.);  Confecção de álbuns de figurinha, possibilitando o contato com osnúmeros na tabela de controle e na própria figura, marcando os númerosque já foram conseguidos e os que ainda faltam;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 92
  •  Representação de quantidades: aceitar as representações dascrianças (desenhos, símbolos ou números);  Confecção de livros, pesquisando sua organização: índice,numeração de páginas, mostrando para as crianças a função social destesnúmeros: facilitar a localização;  Comparação de quantidades: utilizar como apoio materiais comopalito, botões, etc., para ajudar na contagem, auxiliando asrepresentações de cálculos mentais. Poderão comparar com os amigos,contribuindo para que descubram o melhor procedimento para cada casoe que existem várias formas de solucioná-los. Este trabalho se evidenciadurante a resolução das situações-problema;  Propor brincadeiras simbólicas que envolvam números: escritório(telefone, lista telefônica, agenda, calculadora) mercado: pesquisando ospreços em folhetos, colocando preços nas mercadorias, brincar decomprar e vender com “dinheirinho”, pesquisar placas de carro, númerosde casas onde moram, organizar estes números como se morassem namesma rua, brincar com relógios, etc.;  Nas atividades de culinária, as crianças terão oportunidade docontato com diferentes unidades de medida como: tempo de cozimento,quantidade de ingredientes (litro, colher, xícara);  Explorar diferentes instrumentos de medição: balanças, réguas,fitas métricas, metro, etc.;  Explorar a utilização de unidades de medida não convencional:barbante, palitos, palmos, para que percebam a necessidade de umamedida comum;  Percepção do espaço: propor que observem e realizem desenhosde objetos de vários ângulos;  Observação de formas geométricas na natureza, obras de arte,arquitetura, etc.;  Trabalhar mapas, fotos, imagens, etc._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 93
  • Critérios de avaliação  Observar a regularidade na contagem: omissão de números, se acriança pára na dezena e continua na dezena seguinte; percepção daregularidade do sistema (dez um, dez dois);  Observar se estabelece correspondência um a um;  Observar se as crianças utilizam de forma espontânea a contagempara resolver problemas como: entregar objetos aos amigos e comorealizar esta tarefa; contam os amigos e pegam quantidade necessária deobjetos, pega qualquer quantidade e distribui;  Observar se, ao contar, sincroniza a fala aos gestos; deixa decontar objetos; conta duas vezes o mesmo objeto; ao terminar acontagem conclui com um número e volta a contar novamente;  Observar se a criança se a criança possui a noção de sucessor aoincluir um objeto na coleção, conta tudo novamente ou anuncia a próximaquantidade;  Fazem-se a leitura de números em diferentes contextos, nosnúmeros de dois dígitos lêem separadamente (21-dois um), falambaixinho toda a série para depois identificar o número em questão,confundem números;  Observar se ao registrar quantidades faz o desenho do objeto,desenham marcas, um número para cada objeto ou se utilizam um úniconúmero para registrar o total;  Verificar se as crianças, frente a um problema, utilizam comorecurso instrumentos mais indicados de medida;  Se fazem estimativas de tamanho, altura e peso em objetos àdistância;  Se percebem a posição de um objeto em relação a si mesma e aoutros pontos de referência (embaixo, ao lado de, mais perto de)descrevendo._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 94
  • 12.3. ÁREA: CORPO E MOVIMENTO Objetivos Que as crianças possam desenvolver progressivamente as seguintescapacidades:  Conhecer diferentes culturas corporais, por meio do contato comjogos e brincadeiras;  Expressar-se nas brincadeiras e nas demais situações deinteração, por meio da exploração de gestos, sentimentos e ritmoscorporais;  Perceber suas possibilidades e limites de ação através daexploração de diferentes qualidades e dinâmicas do movimento, comoforça, velocidade, trajetória, resistência e flexibilidade;  Conhecer e aperfeiçoar diferentes possibilidades de movimento(preensão, encaixe, lançamento, etc.), aprendendo a controlá-lo para autilização em jogos, brincadeiras, danças e demais situações,compreendendo os movimentos como forma de expressão;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 95
  •  Explorar os movimentos individuais e em grupos para percebersuas diferentes possibilidades em cada situação;  Valorizar suas conquistas corporais e as do outro;  Desenvolver a capacidade de construção e o respeito às regrasque organizam as diferentes atividades. Conteúdos  Ampliação do conhecimento e respeito pelas culturas corporais,considerando a cultura local, nas diversas épocas da história e pordiferentes grupos sociais, por meio do resgate de jogos, brincadeiras edanças;  Compreensão dos movimentos corporais – gestos e ritmos;  Reconhecimento das suas possibilidades e limites de ação pormeio da exploração de diferentes qualidades e dinâmicas do movimento-força, velocidade, trajetória, flexibilidade e resistência;  Ampliação da capacidade de manuseio dos diferentes materiais eobjetos, utilizando movimentos de preensão, encaixe, lançamento nassituações de jogos;  Conhecimento e aperfeiçoamento das diferentes possibilidades demovimento, aprendendo a controlá-lo para utilização em jogos,brincadeiras, danças e demais situações;  Valorização das conquistas corporais e do outro;  Valorização das regras de organização das atividades de jogos. Orientação didática  Proporcionar atividades com jogos e brincadeiras de diferentesgrupos culturais, socializando e ampliando o repertório das crianças;  Propor jogos e brincadeiras envolvendo a interação, imitação econhecimento do próprio corpo e do ritmo e cada um;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 96
  •  Introduzir diferentes materiais para estimular movimentosvariados em consonância com o ritmo;  Construir coreografias com as crianças, aproveitando adiversidade da sua expressão corporal no contato com a música;  Proporcionar atividades com danças e brincadeiras cantadas, comrepertório das próprias crianças, ampliado pelas pesquisas dosprofessores;  Possibilitar exercícios de imaginação e criatividade, reiterando aimportância do movimento para expressar idéias e emoções (derretercomo sorvete, cair como um raio, balançar como folhas, vivenciarsituações de histórias contadas, imitar imagens observadas em obras dearte, etc.);  Propor brincadeiras simbólicas que envolvam a expressividade demovimentos observados em situações do cotidiano com adultos e outrascrianças;  Propor atividades nas quais as crianças tenham maior autonomiapara circular, criar e escolher as que mais lhe interessem, possibilitandoao professor acompanhá-las mais de perto, intervir nas atividades ou ficarjunto das crianças que solicitarem ajuda em propostas que ofereçamdesafios mais arriscados;  Ao propor atividades de circuito, evitar movimentos de espera,possibilitando que todas as crianças participem ao mesmo tempo;  Possibilitar a realização de movimentos de diferentes qualidadesexpressivas e rítmicas (dançar, brincadeiras de roda, etc.). A brincadeirade roda aperfeiçoa a percepção de um ritmo comum, a noção de conjuntoe sentido estético;  Possibilitar a participação em brincadeiras e jogos que envolvam ocorrer, subir descer, escorregar, pendurar-se, movimentar-se, dançar,etc., ampliando o conhecimento e o controle sobre o corpo;  Propor brincadeiras que envolvam movimentos de preensão,encaixe, lançamento, etc., ampliando as possibilidades de manuseio dosdiferentes materiais e objetos;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 97
  •  Elaborar atividades nas quais sejam privilegiadas a cooperação, asuperação de desafios sem estimular a comparação e a competiçãoacirrada entre os participantes;  Considerar a expressividade de cada um no momento dasbrincadeiras e orientar os alunos nos momentos de conflito, para que elesdesenvolvam atitudes de respeito com o próximo, não permitindoqualquer situação que cause constrangimento e humilhação a qualquermembro do grupo;  Orientar as crianças quanto ao uso dos materiais, para obter delasmelhores resultados;  Organizar o ambiente com recursos e materiais que serãoutilizados nas atividades que envolvam movimento, garantindo aintegridade física dos alunos;  Adequar as regras, os espaços, os materiais e as formas deatuação de acordo com o seu grupo e suas especificidades (faixa etária,interesse, capacidades individuais);  Considerar que em todas as atividades, as regras podem sersocializadas e/ ou construídas com antecedência (e, algumas, até nodecorrer do jogo) e, que as próprias crianças podem criar novas regras;  Acompanhar as atividades, observando e intervindo quando julgarnecessário para propor novas questões, situações e desafios, pois é pormeio dessa ação que as crianças estruturam novos conhecimentos,estratégias e habilidades;  Valorizar o esforço pessoal e as conquistas corporais dos alunos,incentivando-os a participarem das atividades propostas;  Garantir a constância do trabalho com corpo e movimento dentroda rotina, refletindo sobre os tempos de espera e as filas desnecessárias,bem como sobre o envolvimento e a participação das crianças em todasas propostas._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 98
  • Critérios de avaliação  Observar se as crianças reconhecem e utilizam o movimentocomo linguagem expressiva;  Observar a participação em jogos e brincadeiras envolvendohabilidades motoras diversas;  Através da observação constante ao registro, a professora poderápropor intervenções no espaço e nas propostas que ali ocorrem tanto desua parte quanto das próprias crianças. Assim, terá condições dealimentar e enriquecer este ambiente, acrescentando elementos que ocomponham enquanto espaço de aprendizagem. 12.3.1. BRINCAR “A brincadeira é uma situação privilegiada de aprendizagem infantil onde o desenvolvimento pode alcançar níveis mais complexos, exatamente pela possibilidade de interação entre os pares em uma situação imaginária e pela negociação de regras de_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 99
  • convivência e de conteúdos temáticos.” (Gisela Wajskop) Esta concepção de brincadeira vem sendo trabalhada junto a nossogrupo de educadores desde 2006. A partir da formação com GiselaWajskop, da leitura da Proposta Curricular, passamos a refletir sobre opapel da brincadeira que, mesmo sendo uma atividade relacionada àinfância, é uma situação privilegiada de aprendizagem, pois possibilita ainteração entre os pares, a imaginação, a imitação e a construção deregras. Nesse movimento, o brincar proporciona ainda que a criança possatomar decisões, elabore e coloque em prática suas fantasias econhecimentos acerca de experiências anteriores vividas no convívio sociale que socializa com os demais parceiros. Assim como a criança aprende ase comunicar expressando seus desejos e vontades, aprende também abrincar, interiorizando modelos pertencentes ao grupo sócio cultural emque está inserida. Segundo Gilles Brougere, na educação infantil, as criançasmodificam, transformam e renegociam as regras da brincadeira com seusparceiros, construindo um universo de faz de conta que gira em torno dasdecisões das próprias crianças. O papel do educador nesta atividade, ainda segundo Gilles Brougere“é a observação, porque é preciso respeitá-la bastante para poderintervir: conhecer bem o jogo da criança, sua cultura, como brinca, de quemaneira, do que, de que jeito e ver quando o jogo pode se desenvolverdentro de sua própria lógica, quando é interessante intervir.” A própriaorganização das propostas, observando os desafios, os materiaisoferecidos e a interação que podem ocorrer entre crianças de idadesdiferentes também é uma intervenção possível. Esta interação entre asdiferentes idades no momento da brincadeira permite que as criançasmaiores compartilhem seus conhecimentos com os menores,desenvolvendo a cooperação e o repertório lingüístico. Vale dizer que os_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 100
  • mais novos também contribuem com suas experiências, socializando-ascom os mais velhos. A partir do estudo sobre o brincar, passamos a refletir sobre osespaços dedicados a esta atividade na rotina e nas propostas debrinquedos e brincadeiras planejadas para nossas crianças em nossocotidiano escolar. Levamos em conta então algumas orientações para odesenvolvimento deste trabalho junto às crianças:  Organizar propostas que despertem o interesse e desejos nascrianças, voltadas para as diferentes modalidades do brincar;  Realizar intervenções a partir das observações do brincar dacriança nos diferentes espaços, intervindo sem “destruir” a brincadeira esim favorecendo o enredo e o desenrolar das tramas que ocorrerão;  Proporcionar às crianças, através do espaço da brincadeira, apossibilidade de criação de novas relações com o meio, criando novasinterpretações sobre o mesmo e sobre sua realidade;  Promover a participação das crianças na construção, organizaçãoe reorganização dos espaços das brincadeiras;  Expressar-se através do brincar, estruturando seu pensamentofrente às situações do cotidiano;  Ao propor a brincadeira, considerar que a criança utiliza desteespaço para fazer a articulação entre a imaginação e a realidade, ou seja,ela enfrenta a realidade por meio da brincadeira, construindo ai umuniverso particular, que permita a compreensão e tomada de consciênciado mundo real. É este o olhar que devemos ter ao observarmos nossascrianças enquanto interagem com o espaço da brincadeira;  O ambiente precisa ser atraente, convidativo, organizado, flexível,que instigue a criar e recriar, que possibilite também a mobilidade dascrianças;  É importante estar atentos para a coerência na organização dosmateriais oferecidos, garantindo que o que pertence aos “cantostemáticos” esteja próximo a eles, compondo-os em sua utilidade. Temos_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 101
  • que ter claro que a criança nem sempre atribui aos objetos a função queos mesmos têm na brincadeira proposta. Um secador de cabelo pode viraruma arma na mão de um policial, por exemplo. Estes diferentessignificados que a criança atribui aos objetos, fazem parte do caráterimprevisível que a mesma atribui do brincar, devendo, portanto sercompreendido e respeitado pela professora, que utilizará este momentocomo subsídio para o enriquecimento das propostas;  Propor a participação das crianças na organização e reorganizaçãodos espaços da brincadeira, a partir dos temas que surgirão, alimentandoo imaginário sem direcioná-lo, enriquecendo a brincadeira;  Inserir objetos que possam compor as variações de cenários etemas propostos pelas crianças, avaliando constantemente sua utilizaçãoe funcionalidade dentro dos temas propostos pelas professoras e pelascrianças;  Temos que estar atentas às condições dos objetos, substituindo-os sempre que necessário;  Garantir a diversidade dos materiais, acrescentando bonecos dediferentes etnias, super heróis, monstros, objetos que representemelementos de guerra, de ficção científica, entre outros;  Possibilitar exercícios de imaginação e criatividade, reiterando aimportância do movimento para expressar idéias e emoções (derretercomo sorvete, cair como um raio, balançar como folhas, vivenciarsituações de histórias contadas, imitar imagens observadas em obras dearte, etc.);  Para efetivarmos nossa proposta de brincar, organizamos aatividade chamada de intersala, que ocorre quinzenalmente às sextasfeiras com a participação de todas as turmas, buscando a interação entreas diferentes idades. Esta proposta ocorreu após uma formação com ogrupo de educadores da escola, incluindo aí a equipe de apoio, ondetematizamos uma filmagem feita durante a intersala da EMEB “DomJorge”, cuja proposta já ocorria há mais tempo. Realizamos então aanálise desta filmagem, observando os objetivos e a proposta em seus_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 102
  • aspectos estruturais e pedagógicos, adequando-a à formação trabalhadadurante o curso em parceria com Gisela Wajskop, a qual apontou algunsaspectos a serem considerados na organização das propostas por temasque permitam às crianças vivenciarem situações da realidade, materiais aserem utilizados, a importância da participação na organização ereorganização do espaço, o olhar para a interação das crianças, aintervenção da professora neste momento, etc.. Levantamos junto anossa equipe escolar, combinados para este momento em nossa rotina.Assim, após esta formação, as professoras elencaram o material quecomporia os temas, formando os kits que se destinariam somente a estefim. As propostas que surgiram foram: escritório, fantasia, casinha, meiosde transporte, médico, cabeleireiro e animais. As crianças decidem qualsala participarão e recebem uma ficha que é entregue na entrada para aprofessora responsável. Após a brincadeira, as crianças ajudam areorganizar o material e o espaço e se dirigem para sua sala de origem. Aproposta dura cerca de uma hora desde a organização inicial até o retornodas crianças para suas respectivas salas. Todos os funcionários da escolaparticipam deste momento agilizando a organização para que o mesmoaconteça e auxiliando as crianças quando necessário. Ainda estamosavaliando este momento e buscando, através das observações dasprofessoras e da equipe de apoio durante a participação das crianças naspropostas, formas de ampliar as possibilidades utilização dos materiais edo espaço._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 103
  • 12.4. ÁREA: CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO AMBIENTAL Pesquisa sobre focos da dengue feitos pelo infantil V Objetivos Observar se os alunos adquiriram as seguintes capacidades:  Mostrar interesse e curiosidade em compreender o meio físico esocial, formulando perguntas, fazendo interpretações e manifestandoopiniões próprias sobre os acontecimentos relevantes e significativos queocorrem, desenvolvendo sua espontaneidade e originalidade;  Observar e explorar seu entorno físico e social, ordenando suaação em função das informações que recebe e que observa, estabelecendorelação entre sua própria ação e as conseqüências que delas derivam;  Desenvolver, gradualmente, postura de aprendizagem através daformulação de hipótese, da busca de informações através de pesquisa, daseleção de materiais, da observação intencional, do registro sistematizadoe da comunicação de conclusões;  Conhecer e valorizar as manifestações culturais de suacomunidade como parte do patrimônio cultural da humanidade;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 104
  •  Compreender cada vez mais que os objetos e as relações sociaissão resultados da interação e do trabalho humano acumulado e coletivo,reconhecendo gradativamente a capacidade humana de utilizar etransformar a natureza;  Estabelecer algumas relações entre o meio físico e as formas devida que aí se estabelecem, valorizando sua importância para apreservação das espécies e a qualidade da vida humana;  Conhecer os modos de vida de alguns grupos sociais e povos,valorizando as manifestações observadas como elementos enriquecedoresdas vivências e conhecimentos individuais e coletivos;  Ampliar gradativamente seu conhecimento sobre o meio físico esocial, compreendendo-o cada vez mais como um todo onde se inter-relacionam fatores sociais, físicos e culturais;  Estabelecer, gradativamente, relações de cooperação,participação e compartilhamento em diferentes situações de interação;  Observar as várias tecnologias existentes que o homem criou paraauxiliá-lo a identificar e solucionar. Conteúdo  Participação em atividades que envolvam histórias, brincadeiras,jogos e canções que digam respeito às tradições culturais de suacomunidade e de outras;  Valorização do patrimônio cultural e de seu meio e interesse porconhecer diferentes formas de expressão cultural;  Identificação de algumas contribuições de diferentes culturas emsua própria cultura;  Participação em atividades sociais que lhe sejam significativas;  Respeito e valorização de atitudes de manutenção e preservaçãodos espaços coletivos;  Identificação de algumas características das diversas paisagens,com ênfase nas paisagens brasileiras;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 105
  •  Investigação e uso de diferentes meios de comunicação, de suasfunções e características;  Investigação de diferentes meios de transporte e sua utilizaçãonos diferentes tempos e espaços;  Representação em diferentes linguagens, das experiências diretasrealizadas através da confecção de textos, mapas, registros concretos,desenhos, maquetes, etc.;  Observação atenta e intencional sobre o meu físico como fonte depesquisa e coleta de dados;  Conhecimento sobre diferentes espaços físicos utilizados pelogrupo de crianças;  Atuação sobre o meio ambiente de forma a preservá-lo,enfatizando a questão da coleta seletiva;  Identificação de algumas transformações processadas no meioatravés da ação de agentes físicos e sociais;  Identificação de diferentes propriedades e características deobjetos de materiais;  Identificação da ação humana na transformação da naturezaatravés de recursos tecnológicos;  Origem de diversos materiais: areia, madeira, papel. Vidro,plástico, ferro, água, etc., e sua utilização. Materiais disponíveis nanatureza e materiais que necessitam de alguma intervenção humana paraque sejam produzidos;  Identificações de algumas características especificam dos seresvivos e seus ciclos vitais;  Percepção dos cuidados necessários à preservação da vida e domeio ambiente;  Relação entre a presença da água e as características do meiocom a preservação das espécies;  Identificação de alguns animais brasileiros;  Estabelecimento de algumas relações entre diferentes espécies deseres vivos, suas características e suas necessidades vitais;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 106
  •  Valorização da vida através de situações que impliquem emcuidados prestados a animais e plantas;  Respeito e valorização de atitudes de cooperação e participação;  Investigação sobre situações de plantio e de criação de animais,considerando os cuidados que devem ser praticados;  Mudanças que as plantas acarretam para o meio: sua importânciapara a vida;  Cuidados que todas as espécies necessitam para sedesenvolverem e sobreviverem: tipo de alimentação, habitat, etc., relaçãoentre suas necessidades e o meio em que vivem;  Conhecimento das influencias dos fenômenos da natureza sobre omeio ambiente e a sua importância para o desenvolvimento dassociedades humanas;  Participação em diferentes atividades envolvendo a observação epesquisa sobre os recursos tecnológicos: força, equilíbrio, peso,resistência, velocidade e movimento. Orientações didáticas Partir de boas perguntas:  Questionamentos interessantes, dúvidas que mobilizam oprocesso de indagação acerca dos elementos, objetos e fatos;  Considerar os conhecimentos prévios, os quais oferecemexplicações provisórias e incompletas para as questões que as preocupam,desencadeando o planejamento de seqüência de atividades pelo educador,possibilitando a aprendizagem significativa;  Utilizar diferentes estratégias de busca de informações: coleta dedados (pesquisas, entrevistas, etc.), e leitura de imagens e objetos (éimportante que a criança aprenda a ler objetos e imagens através dedesenhos, fotos, pinturas, filmagens, etc.), vídeo sobre o mundo animal,expedições em lugares distantes, sobre fenômenos da natureza, também_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 107
  • são fontes para a obtenção de informações e experiência direta: passeiosque possibilitem a exploração do meio físico e social, observação deanimais plantas acompanhadas de informações adicionais, permitemconstruir uma serie de conhecimentos;  Participar de ações de atuação sobre o meio ambiente (coletaseletiva, preservação da fauna, uso consciente dos recursos naturais);  Participação em projetos relacionados a meio ambiente epreservação da natureza;  Possibilitar as crianças o conhecimento de hábitos e costumessócio-culturais diversos (tipo de alimentação, vestimenta, música, jogos,brincadeiras, etc.);  Trabalhar com material da educação tecnológica para explorarconceitos de força, equilíbrio, movimento, etc., visando à resolução deproblemas. Critérios de avaliação  Observar se as crianças reconhecem e valorizam algumasmanifestações culturais de sua comunidade;  Observar se as crianças manifestam opiniões, hipóteses e idéiassobre os diversos assuntos trabalhados na Área;  Observar se as crianças reconhecem a importância dos cuidadoscom a natureza e consigo mesmo enquanto seres vivos que necessitam decuidados._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 108
  • 12.5. ÁREA: ARTES 12.5.1. CONTEÚDO: ARTES VISUAIS Trabalho em argila SEMI período da tarde Objetivos  Expressar e comunicar-se em artes, utilizando as diferenteslinguagens de expressão e comunicação;  Conhecer e comparar diferentes modalidades artísticas- desenho,pintura, escultura, colagem, entre outras;  Apreciar a produção artística de diferentes grupos sociais emovimentos artísticos, além de imagens de objetos presentes nocotidiano, suas próprias produções e as dos colegas;  Utilizar, conhecer e diferenciar diversos meios, suportes osinstrumentos e recursos próprios da linguagem artística, para utilizá-losem suas produções;  Ampliar o repertório imagético, acrescentando-o em seu fazerartístico;  Desenvolver o prazer na realização do trabalho em artes visuais;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 109
  •  Realizar apreciações dos trabalhos em artes visuais, valorizando aprópria produção e dos colegas;  Descobrir diferentes possibilidades e experimentar combinaçõesna utilização dos materiais plásticos nos planos bi e tri dimensionais;  Conhecer lugares que expõem trabalhos em arte – museus,galerias, arte pública, a fim de reconhecer conteúdos trabalhados em salade aula. Conteúdos  Manipulação e exploração de diferentes materiais;  Cuidados com os materiais usados, bem como, trabalhosindividuais e coletivos;  Exploração dos elementos da linguagem visual, como composição,forma, luz cor, textura, volume, linha, ponto;  Apreciação e valorização das produções artísticas de diferentesgrupos sociais (arte infantil, indígena, popular, de diferentes épocas eimagens do cotidiano);  Representação imagética de sensações, emoções e expressões;  Observação do próprio percurso de criação e dos colegas;  Observação, narração, descrição e interpretação, por meio deleituras de obras de arte; Orientações didáticas  Adequar o conteúdo a ser trabalhado em artes à faixa etária dosalunos;  Organizar e expor o material produzido em artes, em exposiçõespela escola e organizando-os em pasta com todas as produções, para quepossam acompanhar suas produções e seu percurso criador, bem como odos colegas;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 110
  •  Considerar os objetivos e conteúdos para melhor direcionar seutrabalho junto aos alunos, buscando a intencionalidade nas ações;  Organizar e expor os materiais que serão utilizados, levando emconta a acessibilidade dos alunos no momento de escolha;  Organizar e reorganizar após o uso os espaços de criação juntocom os alunos;  Promover momentos de apreciação das produções artísticaspróprias e do grupo;  Considerar a aprendizagem de procedimentos para a realização deatividades, também no ateliê;  Fazer um estudo da história da arte, elencando alguns artistas aserem trabalhados, através de projetos;  Criar no ateliê um espaço de apreciação de obras de arte dediferentes artistas e linguagens;  Expor os trabalhos das crianças no ateliê e no mural da escola,proporcionando momentos de apreciação do fazer artístico dos mesmos;  Variar as possibilidades de uso dos materiais, oferecendo suportesde vários tamanhos e formas, tintas de várias cores e texturas, sucataspara o trabalho com bi e tridimensionais, etc. Critérios de avaliação Observar se a criança é capaz de:  Expressarem-se com diferentes materiais, recursos, suportes,movimentos gráficos em seu fazer artístico;  Ampliar a representação de figuras ou objetos;  Demonstrar interesse frente a objetos de artes visuais;  Conhecer alguns artistas e suas produções._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 111
  • 12.5.2. ÁREA: MÚSICA Objetivos  Explorar e identificar elementos da música para se expressar,interagir com os outros e ampliar seu conhecimento de mundo;  Perceber e expressar sensações, sentimentos e pensamentos, pormeio de improvisações, composições e interpretações musicais;  Explorar os sons produzidos pelo corpo;  Ampliar e diversificar o repertório musical. Conteúdos  Exploração de materiais e escuta de obras musicais a fim depropiciar o contato e experiências com a matéria-prima da linguagemmusical: o som (e suas qualidades) e o silêncio;  A vivência da organização dos sons e silêncios em linguagemmusical pelo fazer e pelo contato com obras diversas;  Exploração de sons com o corpo e com objetos diferenciados;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 112
  •  A reflexão sobre a música como produto cultural do ser humano éimportante forma de conhecer e representar o mundo. Orientações didáticas  Reconhecer e utilizar expressivamente, em contextos musicaisdas diferentes características geradas pelo silêncio e pelos sons: Altura(graves ou agudos), duração (curtos e longos), intensidade (fracos oufortes) e timbre (característica que distingue e “personaliza” cada som);  Promover o reconhecimento e utilizar as variações de velocidade edensidade na organização e realização de algumas produções musicais;  Propiciar a participação das crianças em jogos e brincadeiras queenvolvam a dança, a improvisação musical e a sonorização de histórias;  Promover situações onde a criança tenha contato com repertóriode canções para desenvolver memória musical;  Propiciar a escuta de obras musicais de diversos gêneros, estilos,épocas e culturas, da produção musical brasileira e de outros povos epaíses;  Propiciar situações em que as crianças possam explorar sons como corpo e com objetos. Critérios de avaliação Observar e avaliar se a criança é capaz de:  Reconhecer e utilizar a música como linguagem expressiva,conscientes de seu valor como meio de comunicação e expressão;  Através de gravações de suas produções, se elencam músicas desuas preferências, se conseguem distinguir os sons dos materiaisutilizados para produção musical, etc.;  Ter atenção para ouvir, responder ou imitar;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 113
  •  Ter capacidade de expressar-se musicalmente por meio da voz,do corpo e com diversos materiais sonoros. 13. ROTINA 13.1. PERÍODO DE ADAPTAÇÃO “Em geral, a criança convive com poucas pessoas em casa. Está habituada com o ambiente, com os objetos que possui os cômodos da casa e as pessoas que ali vivem. Ao entrar na escola terá que conviver com um número grande de pessoas, materiais, rotina e espaços novos e ainda ficar separada de seus pais e conhecidos. Esta mudança pode gerar em algumas crianças sentimentos de insegurança e até medo. São sentimentos que precisam ser acolhidos pela escola, a fim de que a criança se sinta segura em relação ao enfrentamento do novo. Para as famílias este é, igualmente, um período de inquietações. Além de alterar sua rotina, precisa lidar com o questionamento: “será que estou fazendo uma boa coisa para meu filho?”, e sentimentos contraditórios passam a fazer parte da cena familiar: de um lado a alegria de ter conseguido a vaga (...) e de outro a dúvida se este é o melhor a fazer. (...)_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 114
  • As educadoras, da mesma forma, precisam se adaptar precisam conhecer cada criança e suas famílias, acolher cada uma delas, investigar o que sabem, seus interesses, descobrindo pouco a pouco estas novas pessoas que estão chegando.” (Validação – Caderno de Educação Municipal) Durante o período de adaptação, nosso olhar está voltado para aacolhida de nossas crianças e de seus familiares, levando em conta asdiferentes formas e tempo como cada um se adapta ao novo. Este período é indicado pela Secretaria da Educação, que determinano calendário escolar a duração do mesmo, bem como a quantidade dehoras que as crianças devem permanecer na escola (duas horas).nesteano, a Secretaria abriu a possibilidade de que este período reduzido deaula fosse dedicado apenas aos alunos com dificuldade de adaptação.Porém, por conta da realidade de nossas crianças que utilizam otransporte escolar por morarem distante da escola e que tiveramdisponibilizado este serviço desde o início das aulas, o qual atenderia emhorário reduzido de duas horas. Assim, optamos por manter a reduçãopara todos, o que foi bem avaliado pela maioria dos familiares, comexceção de alguns que, por motivo de trabalho, sentiram dificuldadesnesta organização. Este tema será retomado pela equipe para avaliaçãodas ações para o próximo ano. Em nossa escola, no primeiro dia da adaptação, planejamosatividades para as crianças e para seus familiares. Organizamos as salascom algumas atividades da rotina, realizada pelos alunos no decorrer doano, para que os pais possam vivenciar nossas ações e dar segurança àscrianças. Para as crianças que necessitam de um tempo maior de adaptação,seus familiares são solicitados a ficarem na escola acompanhando-as, atéque se sintam seguras no ambiente escolar. O mesmo critério deadaptação é seguido para as crianças que são matriculadas durante o anoletivo._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 115
  • Em 2012, a Secretaria de Educação solicitou um instrumentoavaliativo voltado para o período de Adaptação nas escolas. Apósformação junto aos gestores no início do ano, várias reflexões e açõesocorreram no grupo a partir de textos e imagens trabalhadas na formaçãoe que subsidiaram as discussões feitas neste período, refletindo notrabalho de acolhimento das famílias, funcionários e crianças. Optamos por deixar registrada a avaliação enviada para a Chefia,que remetem às reflexões e alterações na proposta para o próximo ano.Os dados pesquisados junto à comunidade também compõem odocumento e estão arquivados na escola para serem melhor analisados etematizados nos encontros de formação. 13.2. ENTRADA E SAÍDA DOS ALUNOS O momento da entrada é sempre muito aguardado pelas crianças.Podemos observar em seus sorrisos e movimento agitado de seus corposo quanto a espera torna ainda mais aguardado. Nestes momentos, ummembro da equipe de gestão está sempre presente, acolhendo as criançase as famílias tornando esta transição da casa para a escola, e vice versa,mais segura e acolhedora possível. Receber as crianças com um “Bom dia” ou “Boa tarde” e tendo omesmo desejo devolvido por ela, traz sempre muita satisfação àquelesque participam pessoalmente deste momento._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 116
  • 13.3. ROTINA DA EQUIPE GESTORA A rotina da equipe de gestão está assim organizada: 13.3.1. DIRETORA Rotina diária Rotina semanal Entre as atividades da rotina A rotina semanal está assim diária da diretora podemos organizada: elencar:  Leitura dos registros dos  Acompanhamento da entrada professores, em parceria com o e saída do período da manhã; coordenador;  Observação do espaço  Organização dos momentos escolar, sua organização, de formação da equipe escolar; condições e necessidades de  Reuniões com chefias manutenção;  Encontros de formação dos  Ler os informativos e redes profissionais da escola individuais vindos da Secretaria de Educação e coletivos e socializá-los com a equipe da  Encontros com a equipe escola; técnica na escola ou setorizada;  Atendimento a famílias  Encontro com a Orientadora pessoalmente ou por telefone; Pedagógica;  Atendimento às demandas  Acompanhamento do trabalho administrativas em parceria com referente à inclusão a PAD e Oficial de Escola  Agendamento com familiares  Estabelecimentos de para tratar de assuntos referentes contatos telefônicos com a às crianças Secretaria de Educação, Equipe Técnica, outras Unidades  Envio de solicitações de escolares, Conselho Tutelar,etc. reparos e manutenção  Escrita no livro de  Controle de folha de comunicado sobre os assuntos de freqüência e presença dos interesse da equipe escolar; funcionários  Realização de encontros  Compra de materiais individuais com professores e pedagógicos e de manutenção demais funcionários  Organização do trabalho da sistematizados ou sempre que APM em parceria com a PAD houver necessidade de  Idas ao Banco para questões intervenção formativa; relacionadas à APM;  Acompanhamento da  Leitura do jornal Notícias do utilização dos espaços da escola Município, disponibilizando suas_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 117
  • por parte das turmas, avaliando informações para a equipe escolar; suas necessidades.  Registro das ocorrências  Registros escritos ou referentes a crianças e famílias em fotográficos sobre o cotidiano livro próprio escolar, que proporcionarão  Verificação da caderneta de encaminhamentos para ações chamada tomadas a partir do observado.  Efetivação das parcerias com os serviços públicos do Município existente no Bairro: Biblioteca Machado de Assis e UBS  Ida à Biblioteca Machado de Assis com as crianças, acompanhando-as no trajeto e durante as atividades desenvolvidas. 13.3.2. PROFESSORA DE APOIO À DIREÇÃO Rotina diária Rotina semanal  Acompanhamento do  Organização e documentação momento da entrada e saída do das ações da APM e Conselho de período da tarde; escola;  Observação do espaço escolar,  Atendimento às necessidades sua organização, condições e das crianças e das professoras; necessidades de manutenção;  Participação de reuniões com  Encaminhamento da demanda chefia; administrativa em parceria com o  Atendimento às famílias oficial e diretora;  Elaboração de bilhetes para  Organização do material de as famílias; uso das professoras (listagens,  Escrita no livro de cadernetas de chamada, bilhetes, comunicados etc.);  Participação nos encontros de  Organização e distribuição do formação; material pedagógico às professoras  Realização de orçamentos  Estabelecimentos de contatos para compra de materiais telefônicos com a Secretaria de pedagógicos e de manutenção, Educação, Equipe Técnica, outras passeios, compra de Unidades escolares, Conselho equipamentos; Tutelar, etc.  Organização dos encontros de Conselho de escola e APM, em parceria com a diretora;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 118
  •  Organização do mural da escola, com atividades das crianças, imagens ou fotos para apreciação da comunidade.  Registro das ocorrências referentes a crianças e famílias em livro próprio  Ida à Biblioteca Machado de Assis com as crianças, acompanhando-as no trajeto e durante as atividades desenvolvidas. 13.3.3. COORDENADOR PEDAGÓGICO Rotina diária Rotina semanal Entre as atividades da rotina Envolver a equipe docente na diária do coordenador, podemos elaboração do projeto político elencar: pedagógico, bem como no  Acompanhamento da entrada planejamento e execução de suas e saída do período da manhã e ações, articulados a Proposta entrada do período da tarde; Curricular e Metas da Secretaria.  Registros dos observáveis em Elaborar estratégias formativas sala diariamente; destinadas às professoras de acordo com as necessidades  Participação dos encontros observadas: com as equipes de educação especial, orientadora pedagógica,  Acompanhar os registros das professores e de gestão da professoras, fazendo a leitura e escola; devolutivas por escrito, que remetam à reflexão sobre a  Leitura dos cadernos de prática pedagógica; registros das professoras com foco na aprendizagem dos alunos  Realizar encontros a cada a cada quinze dias; individuais, a partir do acompanhamento das leituras de  Conversas com as registro, observações de práticas professoras com horários em sala de aula e necessidades previamente marcados; formativas observadas;  Acompanhar a execução de  Refletir junto à equipe atividades de aprendizagem em docente sobre os objetivos sala; específicos para cada faixa  Acompanhar os alunos em etária, embasados nos conteúdos momentos da rotina como parque, do PPP; escovação e brincadeiras;  Coordenar e organizar as_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 119
  •  Escrita de devolutivas após ações pedagógicas junto à equipe leitura dos registros; escolar nos momentos de HTPC e  Escrita das conversas com as Reuniões Pedagógicas, professoras; considerando o plano de formação da unidade;  Conversas com pais ou responsáveis para orientação e  Acompanhar e orientar os esclarecimentos de fatos que Projetos Didáticos das envolvem seus filhos; professoras, refletindo e avaliando suas etapas e objetivos  Participação nas reuniões de durante sua realização; conselho e APM todas primeiras quintas-feiras do mês;  Subsidiar a equipe docente quanto à seleção e organização  Elaboração e execução do dos estudos do meio; plano de formação dos professores e demais membros da  Acompanhar e subsidiar as comunidade escolar juntamente ações referentes à aprendizagem com a equipe gestora; das crianças, bem como daquelas com NEE realizando caminhamentos no âmbito da  Elaboração e coordenar as escola e junto ao EOT e HTPCs juntamente com a equipe Orientadora pedagógica; gestora; Apropria-se do PPP da escola  Subsidiar as professoras com na medida em que se torna materiais didáticos pedagógicos parceira nas ações pedagógicas que venham a contribuir na que envolvem o uso dos espaços; formação dos alunos; Participação em curso de  Verificar diariamente as formação para coordenadores às condições de trabalho das 3ª feiras. professoras, oferecendo apoio;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 120
  • 13.4. ROTINA DOS PROFESSORES Diariamente a rotina dos professores está voltada para odesenvolvimento com as crianças de atividades que envolvam diferentesmomentos da Educação Infantil, nos diferentes espaços da escola. Outraatividade diária para algumas é a escrita dos registros. Algumas optampela escrita semanal do registro das observações e reflexões sobre ocotidiano da sala de aula e das aprendizagens nela contidas. Na rotina semanal duas vezes na semana há os momentos deencontro com a equipe gestora para devolutivas de registros e demaisintervenções necessárias em relação à prática e acompanhamento dascrianças. Os momentos de formação também são garantidos semanalmentedurante os HTPC’s. 13.4.1. ORGANIZAÇÃO DOS MOMENTOS DE HTPC Os encontros de HTPC ocorrem às 5ª feiras no horário das18h40min às 20h40min para as professoras de 24 horas e até às21h40min para as professoras de 40 horas (período integral e infantil II)_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 121
  • As ações do plano de formação para a equipe docente ocorrerão nosespaços de HTPC, que estão assim divididos para contemplar asnecessidades formativas do grupo:  02 encontros dedicados ao Plano de Formação. Nestes encontros, o plano de formação da unidade será posto emprática, junto ao grupo e avaliado durante as ações do mesmo através dosplanejamentos, registros e observações da prática.  01 encontro para tematizarmos outras demandas de formação nasdemais áreas ou temas, de acordo com as observações através da leiturados registros e encontros individuais e coletivos.  01 encontro a cada quinze dias para planejamento por turmas dosconteúdos, atividades e projetos que serão desenvolvidos no mês. Trata-se de um momento reivindicado pelo grupo, que terá como objetivogarantir a troca de saberes, socializar projetos e atividades que serãotrabalhadas pelas turmas, mediante as possibilidades de cada uma. Nestemomento, haverá a presença do trio gestor junto aos grupos, que serãodivididos pela faixa etária das turmas, acompanhando o processo eintervindo sempre que houver necessidade junto às práticas dasprofessoras. É um momento muito rico para a construção do grupo, ondetodas têm a oportunidade, ainda que enquanto parceiras de turmas, deintervir nos conhecimentos, trocando e aprimorando o fazer pedagógicoentre as educadoras desta unidade._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 122
  • 13.4.2. TEMPOS E ESPAÇOS DE APRENDIZAGEM 13.4.2.1. BIBLIOTECA Nosso espaço de biblioteca é uma adaptação da Biblioteca escolarInterativa (BEI), que conta com um acervo de livros e vídeos pertencentesà REBI. Desenvolvemos um plano para o uso do espaço, definindo neleobjetivos, conteúdos e orientações didáticas para o trabalho com ascrianças. Objetivos  Conhecer o espaço da biblioteca, para dele fazer uso, conhecendoo acervo e localizando os livros de sua escolha de forma autônoma,desenvolvendo procedimentos de pesquisa;  Promover a participação e envolvimento das crianças,demonstrando seus próprios interesses e gosto pela leitura, colocando-asna postura de leitores;  Incentivar as crianças a terem uma relação prazerosa e criativacom o texto escrito, desenvolvendo o gosto pelo ato de ler;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 123
  •  Propiciar o trabalho com a diversidade textual, com a linguagemliterária e expressiva;  Incentivar a busca de novos referenciais, incentivando a pesquisae a ampliação da sua leitura de mundo. Conteúdos  Contato com o espaço da biblioteca com orientações para suautilização;  Leitura de livros de diferentes gêneros;  Pesquisa em diversas fontes literárias. Orientações didáticas  Conhecer o espaço da biblioteca e os materiais que estãodisponíveis para a professora e para os alunos;  Fazer um planejamento para o uso da biblioteca, facilitando suautilização;  O espaço da biblioteca poderá ser usado para roda de leitura,conversa, vídeo, história com fantoche, CD, roda de música, apreciação delivros pela criança e para pesquisas;  Alguns procedimentos são essenciais para o uso adequado dabiblioteca;  Na roda de conversa, orientar para a organização, cuidados eimportância da preservação dos materiais disponíveis;  Ao utilizar a biblioteca para roda de leitura, tendo o cuidado deselecionar e fazer a leitura antecipada do livro ou material escolhido;  Os fantoches disponíveis no espaço da biblioteca são recursospara que crianças e adultos utilizem ao contar histórias, desenvolvendooutras linguagens expressivas como dramatizações, mímicas, gestos, etc.;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 124
  •  Para roda de música, verificar com antecedência se o aparelhoencontra-se no armário, assim como o CD (em caso de músicaespecífica);  Para utilizar o vídeo, é importante verificar a manutenção domesmo ou do DVD e se o filme escolhido está disponível (no caso de fitaVHS é preciso verificar se a mesma foi rebobinada, devendo fazê-lotambém após a apresentação). Essas medidas impedem que ocorramomentos de espera com as crianças até que os problemas técnicossejam solucionados;  Empréstimos de material da biblioteca serão anotados em cadernoespecífico de empréstimos;  Os horários de uso da biblioteca estão contemplados na rotina dasturmas e ocorrem duas vezes por semana. 13.4.2.2. PARQUE E PRAÇA Parque e praça são dois espaços onde o olhar para o “brincar” deveestar presente enquanto momento de aprendizagem. Através daobservação destes momentos da rotina das crianças e como elas osutilizam, a professora terá condições de enriquecê-los com outros_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 125
  • materiais que auxiliarão na composição de temas durante as brincadeiras.Objetos como pneus, caixas, tecidos, cordas entre outros, permitirão oestabelecimento de relações no imaginário das crianças, alimentando-o,ampliando a possibilidade de interação e envolvimento com as propostasque ali surgirão, para além a exploração dos brinquedos que o compõem,atribuindo-lhe novos sentidos. É fundamental que estes espaços, bem como os demais espaços daescola destinados ao brincar, possam ser avaliados constantemente demodo a torná-los instigantes e provocativos para as crianças, podendo alipromover momentos de imaginação, afetividade, gestualidade,autonomia, criação e enfrentamento da realidade através da brincadeira,contribuindo para a construção efetiva de um olhar sensível, crítico ebrincante em todos da comunidade escolar._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 126
  • 13.4.2.3. ATELIÊ Objetivos  Explorar os recursos que o espaço oferece, ampliando aspossibilidades do fazer artístico;  Estar inserido em uma rotina de trabalho em artes, vivenciandoexperiências significativas de aprendizagem em artes;  Ter contato com a linguagem artística, apropriando-se deladurante os momentos de criação;  Participar de atividades de percurso criador em artes, construindoseu próprio percurso criador;  Ter oportunidade de apreciar diversas obras de arte, ampliandoseu repertório de imagem enriquecendo seu fazer artístico. Conteúdos  Exploração do espaço e dos recursos que o ateliê oferece;  Rotina do trabalho em artes;  Linguagem artística;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 127
  •  Percurso criador;  Apreciação de trabalhos artísticos. Orientações didáticas  Utilização de instrumentos, meios e suportes diversos como lápis,pincéis, tintas, papéis, cola, etc., para o fazer artístico, através daaprendizagem de procedimentos e exploração destes recursos;  Manusear diferentes materiais, perceber marcas, gestos etexturas;  Explorar o espaço físico;  Trabalhar com estruturas tridimensionais através da colagem,montagem, justaposição de sucatas previamente selecionadas, limpas eorganizadas, provenientes de embalagens diversas, elementos danatureza, tecidos, entre outros;  Oferecer suportes variados de diferentes tamanhos, formas etexturas nas atividades de desenho e pintura;  Apresentar atividades variadas em que trabalhem uma mesmainformação de diferentes formas;  Trabalhar com as crianças os cuidados necessários com o própriocorpo e com o corpo dos outros, principalmente com os olhos, boca, narize pele, durante o manuseio de diferentes materiais e recursos;  Evitar a utilização de materiais tóxicos, cortantes ou aqueles queapresentem a possibilidade de machucar ou provocar algum dano à saúdedas crianças;  Organizar os diversos materiais para uso da criança em suasproduções de modo que estejam de fácil acesso;  Possibilitar o contato, uso e exploração de materiais como caixas,latinhas, diferentes pincéis, papelões, copos plásticos, embalagens deprodutos, pedaços de pano, etc.;  Propor às crianças que façam desenhos a partir da observaçãodas mais diversas situações, cenas, pessoas, objetos, obras de arte, etc.;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 128
  •  As criações tridimensionais devem ser feitas em etapas, poisexigem diversas ações como Guardar e reorganizar o espaço,documentando as produções são ações que podem colagem, pintura,montagem e apreciação;  Ajudar cada criança na percepção de seu processo evolutivo e dodesenrolar das etapas de trabalho. Essa é uma tarefa que a professorapoderá realizar junto ao grupo;  A exposição dos trabalhos realizados é uma forma de propiciar aapreciação e valorização destes, e ficarão em varais colocados no ateliê;  Enriquecer o espaço com a exposição de obras de arte dediferentes artistas ou daqueles que fazem parte dos projetos estudadospelas turmas;  Disponibilizar quebra cabeças de reproduções de obras paramanuseio das crianças neste espaço;  Os horários de utilização do ateliê constam da rotina e ocorrerãouma vez por semana. 13.4.2.4. QUADRA Neste ano estamos vivenciando a reforma do espaço da quadra,com a cobertura do mesmo, o que otimizará sua utilização em dias de_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 129
  • chuva e garoa, tão freqüentes nesta região, garantindo assim o trabalhocom corpo em mais momentos da rotina. Objetivos  Participar de atividades que trabalhem o corpo e o movimento;  Explorar diversos materiais, conhecendo as possibilidades queoferecem;  Participar de ações que envolvam a exploração de movimentos dediferentes qualidades expressivas e rítmicas. Conteúdos  Exploração de jogos e brincadeiras;  Conhecimento do corpo, identificando limites e habilidades;  Exploração dos movimentos. Orientações didáticas  Ao propor a atividade na quadra, a professora deve ter umplanejamento do que será trabalhado, organizando os materiais erecursos que serão utilizados;  Propor jogos, brincadeiras envolvendo a interação, a imitação e oreconhecimento do corpo;  Participação em brincadeiras e jogos que envolvam correr, subir,descer, escorregar, pendurar-se movimentar-se, dançar, etc., paraampliar gradualmente o conhecimento e controle sobre o corpo e omovimento durante a exploração do espaço e dos materiais utilizados;  Organizar e explorar circuitos com materiais de uso da quadra,seguindo uma proposta de seqüência de desafios a serem vencidosdurante a atividade. Esta atividade também pode ser estendida, em sua_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 130
  • organização, para o espaço do gramado, utilizando cordas presas àsárvores como desafio;  Utilizar bolas, cordas, bambolês, etc. propondo atividades dejogos e brincadeiras que envolvam a exploração destes materiais;  Propor atividades de brincadeira de roda, ampliando aspossibilidades estéticas do movimento;  Propor a participação em jogos de regras, oportunizando asprimeiras situações competitivas e cooperativas;  Incluir a atividade na quadra na rotina da classe, sistematizandoseu uso, frente a objetivos propostos. 13.4.2.5. REFEITÓRIO – SELF-SERVICE Objetivos  Oferecer oportunidades para que a criança possa servir-se;  Trabalhar as competências de “pinçar” os alimentos, manipularobjetos, quantificar quantidades, estabelecer peso, usar talheres, mastigare saborear os alimentos;  Aprender a evitar desperdício;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 131
  •  Estabelecer vínculos com os colegas;  Desenvolver hábitos de higiene pessoal e cuidados com a saúde;  Reconhecer a importância dos alimentos para a saúde;  Ter contato e conhecer o uso adequado dos talheres. Conteúdos  Desenvolvimento de hábitos de higiene pessoal e alimentar;  Importância do ato de comer para a saúde;  Exploração dos nutrientes de cada alimento oferecido namerenda;  Importância de dosar os alimentos e líquidos, evitando odesperdício;  Desenvolvimento da autonomia no momento de servir-se;  Noções de bom relacionamento com os colegas. Orientação didática  Trabalhar com as crianças os diferentes combinados para omomento da refeição;  Assegurar a beleza, o aconchego e a harmonia na mesa;  Confeccionar com as crianças jogos americanos a partir de umtrabalho em artes;  Propor atividades que fortaleçam a musculatura e no ganho domovimento do pinçar;  O professor precisa encarar o momento do self-service na rotinada escola como sendo de extrema importância no processo de ensinoaprendizagem e que contribui para o processo de construção da cidadaniados alunos, pois, ao ter a oportunidade de escolher seus própriosalimentos, a criança é estimulada a pensar, agir e refletir. Terá também aoportunidade de troca de experiências com os colegas, ampliando as_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 132
  • relações com o outro e estabelecendo novas amizades à medida queinteragem com crianças de outras turmas;  Construir gradativamente com as crianças o significado do ato decomer, ressaltando sempre a importância da qualidade dos alimentos e anecessidade de ingerir apenas o necessário;  Pesquisar com as crianças sobre a necessidade de ingerir todos ostipos de alimentos, evitando que deixem de comer legumes e verduras,para que, ao escolher, ela saiba qual a importância dos alimentos quecoloca em seu prato;  Observar diariamente se a criança controla a quantidade dealimento e líquido a ser ingerido, intervindo diretamente quando houverdesperdício, orientando o aluno sobre a quantidade a ser colocada por ele;  Evitar que elas comam em mesas fórmicas, sem toalhas, frias,impessoais, empobrecidas, típicas de ambientes coletivos. Procurandosempre manter o refeitório num ambiente limpo, decorado afim de que asrefeições fiquem mais divertidas e prazerosas;  O trabalho pedagógico tem que ser realizado constantemente peloprofessor em sala de aula, bem como capacitações de merendeiras eequipe de apoio em reuniões pedagógicas, afim de que tambémcontribuam de forma consciente neste momento junto aos alunos._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 133
  • 13.4.2.6. ATIVIDADE DIVERSIFICADA Orientações para a realização da proposta Ao apresentarmos a proposta pela primeira vez, explicamos adinâmica de desenvolvimento dos trabalhos e a possibilidade de escolhade cada um. Pode acontecer que muitas crianças prefiram umadeterminada atividade e assim, falte cadeira na mesa para todos. Nessecaso, intervimos propondo um acerto entre as crianças e a possibilidadede trocarem de mesa num outro momento ou num outro dia, até mesmorealizando inscrição antecipada para os cantos “disputados” pelascrianças. Para que a proposta tenha sucesso, ficamos atentas para que todosos cantos apresentem atividades significativas para as crianças,selecionando previamente os materiais para a atividade, deixando-osacessíveis para a organização. Ao organizarmos os cantos com diferentespropostas, buscamos ter claros os objetivos que desejamos atingir e osconteúdos/ aprendizagens que estão envolvidos em cada atividade. Buscamos sempre privilegiar a oportunidade de escolha pelacriança, evitando direcionar as decisões. Se isto acontecer, que seja_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 134
  • realizado em forma de sugestão pela professora, com base na observaçãodas características individuais dos seus alunos. Nossas sugestões se dão de forma a privilegiar a “constância” e a“diversidade” ao observarmos as preferências das crianças. Por exemplo,algumas crianças precisam ser incentivadas a diversificarem suasescolhas, para que ampliem suas potencialidades em relação adeterminados conteúdos e até mesmo para que se autorizem a enfrentaroutros desafios. Outras crianças precisam ser incentivadas a repetiremdeterminadas propostas, porque são por demais ansiosas, abandonandoos desafios na metade do caminho, o que dificulta seu processo deaprendizagem. Algumas observações importantes sobre a classe podem ser feitasnesse momento: envolvimento na atividade, preferências individuais,lideranças, interações, escolha dos parceiros, atitudes de cooperação/competição, estratégias de registros, hipóteses das crianças em relação adiversos conteúdos, exploração e uso dos materiais, tomadas de decisão,resolução de problemas. Aproveitamos este rico momento, no qual as crianças estãoorganizadas de acordo com suas preferências e interesses, pararealizarmos intervenções mais personalizadas e pontuais junto aosdiferentes grupos e crianças individualmente, de acordo com os desafiosespecíficos propostos em cada canto, o que não significa privilegiar umgrupo ou criança, mas proceder de forma a contemplar intervençõesespecíficas para cada situação proposta, de acordo com os objetivos quese pretende alcançar. Observarmos os cantos que provocam maior interesse das criançaspara apresentá-los com mais freqüência ou para incrementar os desafios.Por exemplo, se o canto da leitura é muito procurado, diversificar cadavez mais os portadores e os gêneros. Se as crianças gostam muito dejogos de percurso, trazemos jogos com desafios gradativamente maisdifíceis._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 135
  • Planejamos um canto para intervenções específicas comdeterminado grupo ou aluno, de acordo com a necessidade observada. Noentanto, esta prática não deve ser uma constante, por que descaracterizaum aspecto muito importante das atividades diversificadas que é a opçãode escolha pela criança. Quando optamos por ensinar um jogo novo num dos cantos, damosatenção especial para essa mesa, garantindo para as demais mesasatividades já conhecida pelas crianças. Este tipo de proposta tambémaparece como uma possibilidade de adequação da atividade diversificada,mas que ao ser usada, observamos alguns cuidados: não dá para garantirque todos passem pela mesa do jogo, pois se perde a característica deescolha da atividade pela criança, não devemos utilizá-la com freqüência,exatamente pelo fato de se perder as outras tantas possibilidades deobservação e de intervenção mais específicas deste momento da rotina. Ao organizarmos “kits” com objetos para a brincadeira simbólica,por exemplo, médico, cabeleireiro, banco, restaurante, casinha, etc.,evitamos que sejam guardados em caixas erradas, porque na práticasocial real, os objetos do médico não ficam na cozinha do restaurante e osecador não aparece no caixa do banco. Esse cuidado se refere àmanutenção e organização dos brinquedos nas caixas. Porém no momentoda brincadeira, esses materiais podem se misturar e compor o enredo dasdemais propostas, assumindo outras representações na brincadeira. Organizamos ainda, um canto que seja alvo de uma observaçãoavaliativa do trabalho realizado em outros momentos da rotina, porexemplo, no canto de leitura podemos introduzir os livros já lidos na horada história e observarmos como as crianças se utilizam os mesmos: sereconhece a história, se contam para o colega, se fazem a leitura deimagens (texto-contexto), se acompanham a escrita buscando indíciospara leitura do código, se procedem como narrador e personagem (tom devoz utilizado e interpretações realizadas), etc._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 136
  • 13.4.2.7. RODA DE CONVERSA As rodas de conversa ocorrem na rotina diariamente e buscamossempre ter claro o objetivo da roda de conversa daquele dia. Organizamos o espaço, adequando-o para a realização da atividade(crianças dispostas em círculo). Temos um olhar atento para as crianças caladas, aparentementedesatentas, já que as mesmas podem estar atentas, interagindo naconversa através da escuta ativa. Assim, devemos observar alunos quepouco se expressam , procurando valorizar suas falas através deintervenções que os insiram na conversa, retomando sua fala de outrosmomentos, atribuindo-lhe alguma responsabilidade (ex: trazer umanotícia, fazer um reconto, etc.). Ao coordenar a roda, temos o cuidado para não produzir monólogos,principalmente de nossa parte. Falas em coro ou revezamento seqüencialna roda não são boas para que as crianças falem, pois estes movimentosartificializam o conversar em grupo e centralizarmos a conversa. Devemosdeixar que as falas surjam da criança nos momentos em que fazemsentido para as mesmas.Temos que fazer deste, um momento prazerosoe significativo para todo o grupo. Sabemos que nossa postura, nosso_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 137
  • “olhar” para a criança, diz muito mais do que sua fala, ou seja, as criançascaptam quando dizemos uma coisa e o seu olhar, seu corpo diz outra.Portanto, procuramos estar inteiros neste momento, pois o prazer ésentido, e não dito. Não devemos fazer deste espaço de conversa um momento de setrabalhar com “lições de moral”. Isto desmotiva a conversar, além de nãoser produtivo em termos de construção de valores pela criança. Buscamos realizar intervenções cuidadosas, de forma a não tolher aliberdade expressiva das crianças, ou seja, não ignoramos algumas falas,procurando compreender os “regionalismos” e mesmo algumasexpressões tidas como “pouco adequadas”, entendendo que estas fazemparte do repertório da criança. Quando nos deparamos com chamado“palavrão”, procuramos não nos espantarmos diante dele, não oreforçando através de risadas, pois isto estimula a continuidade de seuuso. Solicitamos à criança diga a mesma coisa de um jeito diferente, oucomplementamos a idéia trazendo outro modelo de fala para aquelaexpressão, sem, contudo dar muito destaque ao que foi dito. Estamos atentos para o fato de que as falas das crianças não devemser somente dirigidas a nós e sim ao grupo e que, em alguns momentos,podem existir comentários entre as crianças, vinculados direta ouindiretamente ao assunto tratado. Cada professora recebeu um rol de sugestões de temas paratrabalharem na roda como, por exemplo: entrevistas, notícias, caixasurpresa, advinhas, apreciações de imagens, etc._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 138
  • 13.4.2.8. HORA DA HISTÓRIA Através deste momento, buscamos promover a participação eenvolvimento das crianças, demonstrado através do interesse e gosto pelaleitura, colocando- as crianças na postura de leitores, pois, embora nãosaibam ler formalmente, eles são leitores na medida em que interpretama história que o adulto lhes contam. Quando as crianças descobrem omundo encantador do livro, vão construindo essa atitude atenta. Procuramos favorecer o silencio durante a roda de história e a nãointerrupção da mesma Para que isto ocorra temos como sugestão colocaruma placa na porta: “HORA DA HISTÓRIA”, “MOMENTO DA LEITURA”,“NÃO INTERROMPA: ESTAMOS OUVINDO HISTÓRIA”, que é construída eelaborada com a participação dos alunos, além do combinado com todosos funcionários da escola no sentido de respeitar este momento nãosolicitando a professora ou as crianças da classe. Uma vez que o clima propício para a leitura da história foi criado eque as crianças estejam dispostas a ouvi-la, começamos a ler.Procuramos conhecer a história e realizar uma leitura adequada ao tipo detexto e ao grupo de crianças que está ouvindo. Podemos ler uma históriacompleta (para isso selecionamos uma que possa ler no tempo que_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 139
  • dispomos), lê-la em duas partes ou em capítulos. Caso seja longa,interrompemos a leitura no momento de maior suspense, usando ainterrupção como estratégia para criar nos alunos o desejo de continuar. Informarmos as crianças do por que da escolha do livro emostramos outros dados que consideramos pertinentes paracontextualizar a leitura, não necessariamente antes do início da mesma,mas no momento que for oportuno, se houver interesse da criança e lhesfor assimilável. Procuramos falar com as crianças sobre o autor eilustrador do livro, para que saibam que quem escreve ou ilustra é alguémtão comum quanto eles. Após a leitura, colocamos o livro à disposição das crianças para quepossam folheá-lo e deter-se naquilo que lhes chame mais atenção. Há várias opções para a maneira de lermos o texto: ler o texto todoe mostrar as gravuras no final, ler somente o texto, sem ilustração ou, lere mostrar as figuras simultaneamente. Achamos importante diversificarmos os recursos para contarhistórias: usar fantoches, slides, gravuras, etc. Contar e ler histórias sãodois momentos diferentes e fundamentais. Contar historias lhe permitecriar e escolher as palavras; ao lermos, somos fiéis ao texto, o quepermite a diferenciação por parte das crianças destas duas modalidadesde apresentar as histórias. Contando ou lendo é necessário que hajaexpressividade, enriquecendo através da entonação, criando um climapara a história, fazendo sonorizações, destacando as falas dospersonagens, e a história. A leitura, ao mesmo tempo em que perde nacriatividade de quem conta ganha ao desvelar o texto literário. Já ocontar, permite-lhe maior expressividade. Procuramos recontar as histórias preferidas das crianças, solicitandoàs mesmas que o façam em alguns momentos, utilizando o próprio livroou recursos como fantoches, por exemplo. Podemos nos deter em algummomento, em algum trecho lido, para fazermos com que as criançasnotem a beleza de uma expressão; imaginem-se num outro lugar ousituação, partindo do que o autor descreve._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 140
  • Terminada a leitura, proporcionamos momentos de troca decomentários com as crianças para que possam mostrar seu entendimentoou gosto pela mesma, da mesma forma que o leitor adulto comenta suasleituras, por exemplo: quem gostou? De que parte? De que personagensmais gostaram? O que acharam do final da história? Quem daria outrofinal para a história? Ao lermos, procuramos garantir uma entonação de voz diferenciadapara cada personagem, para que as crianças atentem às mudanças deinterlocutores da história, dando-lhes vida e proporcionando-lhes ummelhor entendimento do conteúdo. Na sala de aula, temos livros à disposição das crianças em lugaresacessíveis. Podemos ainda convidar outras pessoas para contarem históriaspara as crianças. Caso tenhamos conhecimento de algum familiar de alunoou alguém da comunidade que goste de contar histórias, poderemosconvidá-lo. Pode acontecer, por vezes, um intercâmbio com os própriosprofessores de nossa escola (um conta história na sala de aula do outro). Propomos às crianças criarem personagens da história com sucatasou fantoches, estimulando a imaginação. Para isso, utilizamos objetosdisponíveis na classe. Temos claro que, ao lermos histórias para os alunos, devemos ter oobjetivo não só de informar as crianças sobre a linguagem que se escreve,mas também de incentivá-las a ter uma relação prazerosa e criativa como texto escrito. 14. ATIVIDADE EXTRACLASSE E ESTUDO DO MEIO A atividade extraclasse e estudo do meio em nossa escola têm comoobjetivo o cumprimento de mais uma etapa do projeto pedagógico daescola. Entendemos que a escola é um dos espaços que socializa oconhecimento sistematizado na sociedade e que há uma infinidade de_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 141
  • outros locais onde o conhecimento também é socializado. Para tantoentendemos os passeios como possibilidade de ampliar o horizontecultural de nossos alunos e nossas alunas. A impossibilidade de a criança participar das atividades extraclassessomente ocorrerá na falta de autorização dos pais. Cumprimosrigorosamente a orientação da SE, quanto à gratuidade dos passeios,preservando o direito de participação de todos. Para que isso não aconteça, a autorização é colada na agenda decada criança com vários dias de antecedência que deverá ser assinadapelos familiares. Será permitida a participação nos passeios apenas de funcionáriosde apoio e mães previamente convidadas. Neste ano a Secretaria de Educação enviou verba apenas para trêspasseios com todas as crianças orientando que não poderemos solicitardos pais pagamento para o transporte e realização dos passeios. São eles:  01 passeio específico de um projeto desenvolvido por cada turma;  01 passeio cultural ou de lazer Para os alunos e alunas do período Integral temos a compreensãode que a sua especificidade na questão do tempo destinado para ficaremna escola possibilita um número maior de saídas. Portanto, elencamoscomo possibilidade de que hajam passeios pelo bairro, com idas àsmargens da Represa e à Biblioteca Machado de Assis para participarem dacontação de histórias oferecida pela bibliotecária . 15. AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS DOS ALUNOS Entendemos que o ato de avaliar é uma ação contínua que abrangetodos os segmentos envolvidos em nossa escola (aluno, professoras,equipe gestora, quadro de apoio e comunidade)._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 142
  • Com relação à aprendizagem dos alunos, cabe à professora revestir-se do papel de investigadora dos saberes dos mesmos, a partir do quepromoverá intervenções adequadas a cada necessidade. Em nossaunidade escolar, recorremos aos instrumentos da professora para avaliaro processo de aprendizagem vivenciado pelos alunos, bem como oacompanhamento do trabalho desenvolvido. Um dos autores que nos subsidiam quanto à questão da avaliação éJussara Hoffmann que diz que “O desenvolvimento global da criança se dánum espaço pedagógico onde se articulam objetivos, áreas deconhecimento e temas de estudo desenvolvidos sob a forma de atividadesadequadas às diferentes faixas de interesse das crianças. Dessa forma, aavaliação da criança se dá num contexto rico de oportunidades,espontâneo e diversificado, onde, observá-la e acompanhá-la em suasdescobertas, exige, sobretudo, um olhar atento e abrangente doprofessor. Um dia de atividades em Educação Infantil é suficiente pararevelar uns cem números de descobertas de um grupo de crianças, masessas observações se dão num contexto próprio que dão sentido aosfatos, às vivencias das crianças.” Outro momento avaliativo do Projeto Pedagógico será realizadodurante o ano letivo com a comunidade escolar, mediante oacompanhamento das ações nele contidas. Temos ainda um momentoespecífico junto à equipe escolar, realizado ao final do ano, que nospermite avaliar as ações ocorridas durante o ano letivo, visando ampliar eadequar os encaminhamentos futuros. A avaliação realizada junto à comunidade acontece ao final de cadaano, quando encaminhamos aos pais uma pesquisa com questõesreferentes ao andamento da escola. Os resultados são tabulados e servempara planejar ações para o ano seguinte. O ato de avaliar ocorre também nas reuniões do Conselho e APM, aoverificarmos se as ações decididas durante os encontros atingiram osobjetivos planejados._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 143
  • 15.1. AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Na Educação Infantil a avaliação do processo de aprendizagem dosalunos se dá através de observações individuais, de observações nosregistros dos professores e da elaboração de relatórios individuaissemestrais, que relatam o processo pelo qual passam os alunos em suaaprendizagem, planejando ações a serem seguidas. Esses relatórios são entregues aos familiares na última reunião dosemestre e fazem parte da história da criança na escola, contando sobre otrabalho desenvolvido pelas turmas, o processo de construção deaprendizagem das crianças, seus avanços e desafios que demandaminvestimentos por parte dos professores. Outro instrumento organizado para o acompanhamento do processode construção de saberes pela criança é o portfólio. Este instrumentoavaliativo é composto por atividades, retratando os avanços e dificuldadesobservadas durante o processo, apontando para intervenções eencaminhamentos prováveis para o avanço das crianças. Através dele,professora, equipe de gestão, alunos e familiares podem acompanhar esteprocesso desde o início do ano, compartilhando os avanços observados, osencaminhamentos propostos e as estratégias elaboradas pelo professor afim de conseguir que os avanços ocorram. Ao final do ano, relatórios e portfólios são entregues à equipe degestão, os quais são encaminhados às escolas de ensino fundamental (nocaso das turmas de seis anos) e para as professoras do ano seguintedaqueles que aqui permanecerem e para outras unidades e para aquelesque daqui se transferirem._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 144
  • 16. ACOMPANHAMENTO DOS INSTRUMENTOS METODOLÓGICOS Planejamento Este é um momento reivindicado pelo grupo, garantindo a troca desaberes, socialização de projetos e atividades que serão trabalhadas pelasturmas, mediante as possibilidades de cada uma. Ocorre duas vezes pormês, distribuído em uma hora no primeiro HTPC e uma hora no terceiroHTPC. Nestes momentos, há sempre a presença do trio gestor junto aosgrupos, que serão divididos pela faixa etária das turmas, acompanhando oprocesso e intervindo sempre que houver necessidade junto às práticasdas professoras. É um momento muito rico para a construção do grupo,onde todas têm a oportunidade, ainda que enquanto parceiras de turmas,de intervir nos conhecimentos, trocando e aprimorando o fazerpedagógico entre as educadoras desta unidade. Registro Documento que conta a história do grupo, que fala dasintervenções, dos saberes construídos, das expectativas de aprendizagem,das posturas desejos e anseios que cercam o fazer pedagógico na sala deaula, das conquistas e desafios dos envolvidos no processo de ensinar eaprender. Para tal, necessita que o educador sistematize sua elaboração afim de que este instrumento metodológico possa contribuir com a reflexãosobre a prática em sala de aula, subsidiando as ações a serem planejadasa partir desta reflexão. Através de sua leitura e acompanhamento, o formador tem apossibilidade identificar o processo de aprendizagem pelo qual alunos eprofessores constroem seus saberes, identificando concepções, posturas,interesses e dificuldades, que serão seu objeto de estudo e intervençãojunto à prática educativa._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 145
  • São focos de observação ainda os conteúdos trabalhados, aorganização estrutural da aula, a intencionalidade nas atividadesplanejadas e o planejamento das ações pensadas para o desenvolvimentodo trabalho em sala. O acompanhamento será realizado através da leitura semanal daequipe gestora, com devolutiva por escrito ou nos encontros individuais e/ou coletivos de formação. Para tanto, as professoras disponibilizarão seuregistro para que sejam lidos e devolvidos pela equipe de gestão. Organização dos registros da ação formativa da equipegestora: os registros por parte da equipe gestora serão organizados empasta com pautas de observação para a leitura dos registros dasprofessoras; através da escrita em cadernos identificados para oacompanhamento de ocorrências com os alunos e equipe escolar, reuniõesde conselho de escola e APM; em cadernos de sínteses para os momentosde HTPC e Reunião Pedagógica (sínteses estas elaboradas pelasprofessoras) e em cadernos de registros da própria equipe gestora, queserá compartilhado entre seus membros e com a Orientadora Pedagógica,parceira que é das ações formativas da escola._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 146
  • IV. ANEXOS 1. HISTÓRICO DA ESCOLA A EMEB “GRACILIANO RAMOS” iniciou suas atividades em 12 dejunho de 1968, nomeada na época Parque Infantil Riacho Grande. Suadiretora era a sra. Marilda Ferreira Machado que recebeu as chaves daescola das mãos do Vereador Omar Bassani e do então sub prefeito doRiacho Grande Álvaro Landi. Antes da construção do prédio da escola, havia no local um sobradopertencente à missionária americana dona Margareth, que ligada aoSeminário Prebiteriano,que ainda existe próximo à escola. Com a ajuda dasenhora Isabel Mizuoti, moradora do bairro, cuidava de algumas criançascarentes que estudavam na EEPG Antonio Caputo e vinham para este localapós as aulas para se alimentarem e aprenderem a lidar com a terra. Issoocorreu por volta de 1965 e, com o retorno da missionária para osEstados Unidos, a idéia foi suspensa e o terreno loteado. Inaugurada, a escola passou a funcionar com quatro turmas pelamanhã e quatro turmas à tarde com aproximadamente quarenta alunospor turma, além de atender a 95 crianças que estudavam na EE AntonioCaputo, que vinham para cá no período contrário às aulas, chamados desemi internos. A proposta para os alunos “semi-internos” era o de fazer aslições de casa, alimentar-se, em alguns casos, banharem-se, tudo com oacompanhamento de professoras, chamadas de “tias”. Em 01 de junho de 1974 a escola passou a se chamar Núcleo deEducação Infantil Riacho Grande. Seu prédio passou por ampliações paraatender a demanda de crianças, inicialmente dos Bairros próximos àescola, que iniciavam seu processo de crescimento, Em 23/01/1979 passou a se chamar Escola Municipal de EducaçãoInfantil Riacho Grande e no mesmo ano em 23 de agosto foi denominadaatravés do decreto nº 6260, pelo então Prefeito Tito Costa, EscolaMunicipal de Educação Infantil “Graciliano Ramos”, e atualmente, dentro_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 147
  • das novas normatizações da educação chama-se Escola municipal deEducação Básica “Graciliano Ramos”. 1.1. NOSSO PATRONO A escolha do nome dado à nossa escola foi uma homenagem aoescritor e jornalista Graciliano Ramos, nascido em Quebrangulo, Alagoasem 27 de outubro de 1892 e falecido em 20 de março de 1953, no Rio deJaneiro. É considerado um dos maiores escritores brasileiros do século XXe proeminente representante do romance da década de 30. Primogênito de dezesseis filhos do casal Sebastião Ramos deOliveira e Maria Amélia Ramos, viveu os primeiros anos em diversascidades do nordeste brasileiro. Terminando o segundo grau em Maceió,seguiu para o Rio de Janeiro, onde passou um tempo trabalhando comojornalista. Volta para o nordeste em setembro de 1915, fixando-se juntoao pai, que era comerciante em Palmeira dos Índios, Alagoas. Nestemesmo ano casa-se com Maria Augusta Barros. Foi eleito prefeito de Palmeiras dos Índios em 1927, tomando posseno ano seguinte. Manteve-se no cargo por dois anos, renunciando a 10 deabril de 1930. Segundo uma de suas auto-descrições, “(...) Quando_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 148
  • prefeito de uma cidade do interior, soltava os presos para construíremestradas. Os relatórios da Prefeitura que escreveu nesse períodochamaram a atenção de Augusto Schimidt, editor carioca que o animou apublicar Caetes (1933). Entre 1933 e 1936 viveu em Maceió, trabalhandocomo diretor da Imprensa Oficial e diretor da Instituição Pública doestado. Em 1934 havia publicado São Bernardo e quando se preparavapara publicar o próximo livro, foi preso em decorrência do pânico insufladopor Getúlio Vargas, após a Intentona Comunista de 1935. Com a ajuda deamigos, entre os quais José Lins do Rego, consegue publicar Angústia(1936), talvez sua melhor obra. É libertado em janeiro de 1937. As experiências da cadeia,entretanto, ficaram gravadas em uma obra publicada postumamente,Memórias do Cárcere (1953), relato franco dos desmandos e incoerênciasda ditadura a que estava submetido o Brasil. Em 1938 publicou Vidas Secas. Em seguida estabeleceu-se no Riode Janeiro, como inspetor federal de ensino. Em 1945 ingressou noPartido Comunista Brasileiro (PCB), de orientação soviética e sob ocomando de Luís Carlos Prestes; nos anos seguintes, realizaria algumasviagens a países europeus, retratadas no livro Viagem (1954). Ainda em1945 publicou Infância, relato autobiográfico. Adoeceu gravemente em 1952. No começo de 1953 foi internado,mas acabaria falecendo em 20 de março de 1953, aos 60 anos, vítima decâncer no pulmão. O estilo formal de escrita e a caracterização do eu constante conflito(até mesmo violento) com o mundo, a opressão e a dor seria marcas desua literatura._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 149
  • 1.2. DESCRIÇÃO DA ESTRUTURA FÍSICA DA ESCOLA A EMEB” GRACILIANO RAMOS” possui: 09 salas de aula; 01 quadra;01 refeitório; 01 horta; 01 parque; 01 biblioteca; 01 diretoria/01secretaria; 04 banheiros para alunos; 02 banheiros para funcionários; 01cozinha escolar; 01 sala de aula adaptada para ateliê e 01 sala deprofessores. Por ser uma escola com 44 anos de existência, é visível anecessidade de vários reparos por falta de uma reforma mais adequada eque atenda a comunidade nos padrões de qualidade desejáveis. Contatoscom a Secretaria de Obras e solicitações tem sido feitas a fim de supriralgumas das necessidades mais urgentes de manutenção. Neste anotivemos a presença da consultora de obras Sra. Patricia, que observou eregistrou as demandas de reforma e reparos necessários e nos informouque a demanda seria avaliada pela Secretaria de Educação. Estasquestões continuam sendo acompanhadas pelo Conselho de Escola e APM._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 150
  • No ano de 2011, no mês de setembro, conseguimos ver realizada aconstrução da cobertura da quadra para enfim podermos oferecer espaçosmais adequados à realização de atividades físicas com as crianças. Oacesso à ela nos dias de chuva e mau tempo ainda fica impedido porconta da não existência de uma cobertura. 1.3. MATERIAIS PEDAGÓGICOS E EQUIPAMENTOS  Materiais pedagógicos: brinquedos de encaixe, jogos, brinquedos de montar, materiais para brincadeira simbólica, materiais para exploração em quadra, brinquedos de areia e parque, etc.  02 Data shows para uso em reuniões e exibições de filmes para a comunidade escolar;  Retroprojetor;  Mobiliário;  03 Televisores e 03 DVDs;  01 aparelho de som de grande potência;  07 aparelhos de som portáteis;  02 computadores;  01 notebook;  03 linhas telefônicas;  01 aparelho de fax;  01 máquina de Xerox  01 impressora multifuncional;  01 impressora matricial  03 máquinas fotográficas digitais;  01 filmadora VHS;  01 filmadora digital;  02 Pen drives;  01 MP4;  Livros e materiais didáticos._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 151
  • IV. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL, Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil,Ministério da Educação, Brasília, 2010. BRASIL, Parâmetros de qualidade para a Educação para a EducaçãoInfantil (vol. 1 e 2), Ministério da Educação, Brasília, 2008. BRASIL. Referencial curricular nacional para a educaçãoinfantil. Brasília: MEC/SEF, 1998. CARVALHO, Silvia Pereira de, KLISYS, Adriana, AUGUSTO, Silvana.Bem vindo mundo! Criança, cultura e formação de educadores.Editora Petrópolis, 2006. COLL, Cesar. Psicologia e Currículo, São Paulo: Ática, 1996. FORMOSINHO, Oliveira Julia; KISHIMOTO, Morchida Tisuko;PINAZZA, Appezzato Mônica. Pedagogia(s) da Infância dialogandocom o passado construindo o futuro. Porto Alegre: Artmed, 2007. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Cortez,1997. GOBBI, Marcia Aparecida, Ver com olhos livres: Arte e educaçãona primeira infância, in FARIA, A.L. O coletivo infantil em creches e pré-escolas. São Paulo, Ed.Cortez, 2007 Indicadores de Qualidade para a Educação Infantil e DiretrizesCurriculares para Educação Infantil/ Ministério da Educação/Secretaria daEducação Básica – Brasília: MEC/SEB, 2009 KRAMER, Sônia (org.). Com a pré-escola nas mãos: umaalternativa curricular para a educação infantil. São Paulo: Ática,1999, 13 ed. KRAMER, Sônia. A política do pré-escolar no Brasil: a arte dodisfarce. São Paulo: Cortez, 1995, Volume 5. KRAMER, Sônia; SOUZA, Solange Jobim e (org.). Educação oututela? A criança de 0 a 6 anos. LISBOA, Antônio Márcio Junqueira. O seu filho no dia-a-dia: dicasde um pediatra experiente. Vol. 3._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 152
  • LUCKESI, CARLOS CIPRIANO. Filosofia da Educação. São Paulo:Cortez, 1990. MELLO, Suely Amaral. A Educação das Crianças de 0 a 6 anos:regularidades do desenvolvimento. PALANGANA, Isilda Campaner. Desenvolvimento eAprendizagem em Piaget e Vigotsky. São Paulo: Summus. 2001 SÃO BERNARDO DO CAMPO, Proposta Curricular do Município deSão Bernardo do Campo, Volume II , Cadernos 1 e 2; Secretaria deeducação e cultura. Departamento de Ações Educacionais. PropostaCurricular:/SEC, 2007. TYLER, Ralph. Princípios Básicos de Currículo e Ensino. PortoAlegre: Globo, 19 LISBOA, Antônio Márcio Junqueira. Correio Braziliense,20/04/2001. VIGOTSKY. L.S. Formação Social Da Mente. São Paulo: MartinsFontes, 2010. WAJSKOP, Gisela. Brincar Na Pré-escola. São Paulo: ABDR, 1997._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 153
  • _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 154