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  • 1. Controle Estatístico de Processo (CEP) Debora C. Horvat Ederson Civiero Guilherme Rodrigues Otávio Marchetto
  • 2. “Se eu tivesse de resumir toda a minha mensagem em poucas palavras, eu diria: Reduza a variação”. W. Eduards Deming.
  • 3. Histórico• Controle de qualidade realizado sob a forma tradicional – “inspeção” (produto acabado);• Desenvolvimento do controle estatístico de qualidade a partir de 1920;• Em 1924, Shewhart começa a esboçar o primeiro gráfico de controle de fabricação;• Nos laboratórios da Bell Telephone, Shewhart em pesquisas pioneiras na aplicação da estatística aos problemas industriais, propõe:- Controle de fabricação- Inspeção por Amostragem.
  • 4. O Controle Total da Qualidade• A percepção de que era necessário (e urgente) tratar a qualidade sob um ponto de vista mais abrangente data do início dos anos 40;• Segundo Deming, a visão de qualidade centrada no desempenho dos processos de produção não era suficiente. Era necessário incluir consumidores e fornecedores no sistema produtivo.
  • 5. O Controle Estatístico de Processo• Disciplina de gestão de processos em que a estatística é utilizada para avaliar o seu desempenho e dar suporte à ações corretivas e de aprimoramento. O CEP tem como objetivos a prevenção contra a perda de qualidade e a busca permanente da melhoria;• Costuma-se dizer que o CEP é 30% estatística, 10% bom senso e 60% engenharia. De fato, a “estatística” apenas nos ajuda a enxergar o que não está visível nos dados e informações disponíveis e a raciocinar e agir com bom senso no desenvolvimento de melhores produtos, processos e estratégias (utilizando, evidentemente, o conhecimento que o seu uso tornou visível ).
  • 6. Definições• Controle de Qualidade: visa estabelecer, melhorar e assegurar a qualidade da produção em níveis econômicos para satisfazer o desejo dos clientes;• Controle de Processo: exercido pelo produtor durante o processo com o objetivo de manter a qualidade do futuro produto dentro das especificações. O principal dispositivo usado é o gráfico de controle;• Inspeção de Qualidade: feito no produto já existente para verificar se a qualidade atende às especificações de aceitação (ou de recebimento). especificação – fabricação – inspeção
  • 7. Princípios Básicos
  • 8. As sete ferramentas do CEP• Diagrama de causa-efeito: permite a visualização da relação entre as causas e os efeitos dela decorrentes;• Histogramas: estrutura utilizada na estatística para representação de dados que identifica a população de onde eles foram extraídos;• Folhas de verificação: utilizada para registro de dados, estruturada de acordo com as necessidades específicas de seus usuários;• Fluxogramas: representações gráficas das etapas pelas quais passa um processo;
  • 9. As sete ferramentas do CEP• Gráficos de Pareto: utilizados para classificar causas que atuam em um dado processo de acordo com seu grau de importância;• Diagramas de Dispersão: técnicas gráficas para analisar as relações entre duas variáveis;• Gráficos de Controle: desenvolvidos por Shewhart, especificam limites superiores e inferiores dentro dos quais medidas estatísticas associadas a uma dada população são plotadas.
  • 10. Gráficos de Controle• O gráfico de controle mostra a tendência central e a dispersão da característica da medida. É utilizado para implementação efetiva do controle de processo, determinando se a variação na qualidade é relevante para uma mudança nas condições do processo ou trata-se de causas aleatórias.• O gráfico é composto por uma linha central (LM) e limites de controle superior e inferior (LSC e LIC), os quais são determinados com base no desempenho no processo de fabricação. Se os valores da característica impressos no gráfico estiverem entre os limites de controle superior e inferior, e livres das tendências anormais, o processo será considerado como sob controle.
  • 11. Gráficos de Controle• População: o grupo todo de dados aos quais a análise estatística é aplicada;• Amostra: um conjunto de dados retirados de uma população para investigar as características específicas;• Subgrupos: amostras retiradas do conjunto de medições, classificadas de acordo com o tempo, matéria-prima e outros fatores. Cada conjunto de amostras é um subgrupo;• Tendência: é a diferença entre a média das medições e o valor esperado;• Dispersão: medida da variação de medições (quantificado pelo desvio-padrão).
  • 12. Estabilidade do Processo
  • 13. Capabilidade• Capacidade de um dado processo fabricar produtos dentro da faixa de especificação (processo sob controle);• Os índices de capabilidade podem ser obtidos diretamente dos dados registrados nas cartas de controle e medem, para um processo sob controle estatístico, a relação entre a faixa de tolerância especificada para uma dada característica de projeto do produto e a variabilidade natural do processo produtivo destinado a obtenção daquela característica.
  • 14. Capabilidade – Índices Índice de Capacidade Potencial• Capabilidade Cp (conhecido como Capabilidade de Máquina): mede a capacidade de produzir dados agrupados. É estimado considerando ausência de causas especiais no processo.
  • 15. Capabilidade – Índices Índice de Desempenho• Capabilidade Cpk: mede a capacidade de produzir dados aceitáveis e é definido como o mínimo entre CPU (variação superior da tolerância) e CPL (variação inferior da tolerância). Cp > Cpk
  • 16. Capabilidade• O processo será capaz quando:- Exista somente causas comuns atuando no processo;- Não identifique visualmente padrões não-aleatórios e, Cp e Cpk > 1• Obs: quando Cp=Cpk, dizemos que o processo está centrado, ou seja, variando em torno da média.
  • 17. Etapas básicas para medição de Capabilidade de Processo1. Verificação do Controle Estatístico do Processo: nesta etapa são preparados os gráficos de controle para a coleta de dados (sem os limites) e estes são entregues para a produção. Estes dados são então levantados e a partir de uma análise gráfica (ou mesmo utilizando testes estatísticos) verifica-se a existência de causas especiais atuando no processo. Se existirem causas especiais atuando deve-se identificá-las e eliminá-las até que o processo esteja sobre controle estatístico;2. Avaliação dos Índices: uma vez garantido o controle estatístico do processo identifica-se todos os dados que compõem o período sobre controle do processo. Estes dados são então utilizados para a geração dos índices.
  • 18. Gráficos de Controle * O Processo sob controle *• Supõe que o característico de qualidade do conjunto dos itens produzidos possua distribuição normal e que essa distribuição permaneça estável (média e desvio-padrão constantes).• Em um processo sob controle, a variabilidade é devida tão somente a causas aleatórias. Sua eliminação é impossível e antieconômica, logo, as causas aleatórias são consideradas como parte natural do processo de fabricação.
  • 19. Gráficos de Controle * O Processo sob controle *• Na condição de processo sob controle, existe a probabilidade de que ocorram apenas 3 pontos em 1000 (0,003) na zona II, devido a essas causas aleatórias, logo a probabilidade de que os pontos caiam na zona I é 0,997. Sendo essa probabilidade muito baixa, a ocorrência de um ou mais pontos na zona II indica a presença de uma causa identificável, que deverá ser investigada e eliminada.
  • 20. Gráficos de Controle * O Processo fora do controle *• A variabilidade se torna anormal quando os característicos da qualidade se tornam sensíveis. As amostras indicarão que o processo de fabricação (isto é, a população) se modificou e ficou fora do controle. Nesse caso as causas podem ser descobertas, e por isso são denominadas causas identificáveis. Sua influência é rápida e crescente e por isso exige rápida ação corretiva. Sua presença é indicada pelos valores amostrais fora da faixa de controle (zona I) no gráfico de controle.
  • 21. Cálculo dos Limitesn A A2 A3 d2 d3 D1 D2 D3 D42 2,121 1,881 2,659 1,128 0,853 0 3,687 0 3,2693 1,732 1,023 1,954 1,693 0,888 0 4,357 0 2,5744 1,500 0,729 1,628 2,059 0,880 0 4,699 0 2,2825 1,342 0,577 1,427 2,326 0,864 0 4,918 0 2,114
  • 22. Exemplo de Carta de Controle
  • 23. Conclusões• O CEP (Controle Estatístico do Processo) é uma ferramenta estatística que trabalha tanto para garantir a Qualidade do produto final, quanto para reduzir custos com inspeções em produtos e análises. A grande vantagem do uso do CEP é que esse método estatístico induz à utilização de outros métodos de gestão da qualidade, tais como discussão em equipe sobre as possíveis causas de instabilidade do processo, rastreamento das etapas do processo até a localização de uma causa especial, entre outros. Em outras palavras, a utilização sistemática do CEP produzirá um conhecimento profundo do processo, um dos pilares da gestão da qualidade preconizado pelo Dr. William Deming.
  • 24. Referências Bibliográficas• Lourenço Filho, Ruy de. “Controle Estatístico de Qualidade”. Rio de Janeiro: LTC, 1976.• Paladini, Edson Pacheco. “Qualidade Total na Prática”. São Paulo: Atlas, 1994.• Wheeler, Donald J. e Chambers, David S. “Understanding Statistical Process Control”. Tenessee: SPC Press, 1992.• http://www.numa.org.br/conhecimentos/conhecimentos_port/pag_Acesso em 16/07/05.• http://www.ime.usp.br/~wborges/Introduction.PDFAcesso em 16/07/05.• http://www.editora.ufla.br/revista/suple_2003/art20.pdfAcesso em 16/07/05.