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  1. 1. 2O AVATARINTRODUÇÃOO caminhoEram 21:11h na Ilha onde vivia o escritor. Na noite anterior, haviachovido muito e as comunicações haviam sido interrompidas. Ele haviarecebido um recado de que os seus amigos iriam visitar a pequena Vilaonde fora criado, um local entre a Grande Cidade e a Serra daCantareira, de nome Tremembé.Esses amigos sabiam que iriam encontrar algo que iria desvendaralguns mistérios acerca da Entidade de quem ele tanto falava, mistériosesses que eles mais ou menos já sabiam, e que a sua Madrinha, quevivia em Tremembé, reconhecera nele quando ainda era muito criança…Para ela nem eram mistérios, afinal ela deixou de ser freira mas traziaconsigo a particularidade do Corpo Astral ou Corpo mais sutil, queatravés da sexualidade aflora, por isso o celibato era mantido pela Igreja.Um dos mistérios que seus amigos conheciam estava relacionadocom O Ermitão da Picinguaba, "um SER que habita o meu SER", dizia oescritor; o outro estava relacionado com o nome do seu personagem AleMohamed, um nome que na data em que ele escrevia o primeiro capítulode O Avatar já se tornara muito falado quando do atentado em Bagdácontra a Mesquita onde estavam os restos mortais de Ali Mohamed,MAOMÉ, profeta dos antigos e atuais Muçulmanos. Tudo isso envolviaalgo de que já se vinha falando através da Entidade citada, há muitotempo.A primeira manifestação da Entidade deu-se em 1979, na VilaPiscatória da Picinguaba, através de mensagens que eram recebidaspelo corpo físico do escritor, o qual deixara de ser vice-presidente deuma empresa multinacional para cumprir um destino de isolamento eintrospecção, o que o levou a se conhecer mais e a se auto-descobrirentre a Natureza e Civilizações muito antigas como os Tupy Guaranis ,toda a união de Nações Indígenas que se intitulavam Tamoios e muitasoutras que foi conhecendo pelo mundo, após o seu eremitério naPicinguaba.Todavia, naquela noite o escritor sabia que algo muito especialiria acontecer; era o dia de São Francisco e no dia anterior fora o dia dosAnjos… Uma notícia iria novamente mudar todo o rumo da suaexistência terrena e quem sabe ele então poderia novamente enviar asmensagens que vinha recebendo desde menino, quando sua Madrinhajá então descobrira o quanto de fato ele absorvera O EON CRÍSTICOdurante a cerimônia do Batismo.
  2. 2. 3Havia quem pensasse que o Eon Crístico era algo que apenasJesus poderia ter recebido e assim, muitos esperavam séculos, milênios,na expectativa da VINDA DO MESSIAS, mas em Verdade, em Verdadenos foi dito que deveríamos ir e pregar, cuidar, zelar porque o momentoestá próximo… por que então esperar tanto?Mal imaginava o nosso escritor que a notícia chegaria muito maiscélere do que ele poderia realmente imaginar; afinal quem se incumbiude ir, ver e vencer, além de ter um conhecimento muito profundo, estavacercado de falanges existenciais e angelicais.Assim, ao entardecer daquele dia a MENSAGEM HAVIA SIDOPASSADA, mas o vento, a chuva e a queda de alguns cabos de energiae da própria rede telefônica não lhe permitiram tomar conhecimento doque aconteceu de fato em Tremembé.Walkyria saíra de Santa Catarina rumo a São Paulo, onde eraesperada pelo seu irmão Mário Moreno, o qual já sabia mais ou menosda sua missão. Cumprimentaram-se e logo se dirigiram à Editora ondeestava sendo programada a edição de outro livro do escritor. Todavia osmotivos maiores estavam relacionados com um imenso SEGREDO queentre colunas se iria discutir.Sê Creta dizia sempre O Ermitão da Picinguaba, e estas palavras,ao entrar no salão do Administrador da Editora, ficaram retumbando emseus ouvidos… Walkyria não sabia se ouvia vozes ou se era uma vagalembrança das conversas que tiveram com aquela figura ancestral…– Boa tarde, Walkyria, fez boa viagem? Era o amigo Luiz que arecebeu na recepção da Editora, acompanhando-os até a sala do editor.Mário os acompanhava , depois de cumprimentar Luiz. Ambos tinhammuitas afinidades, viviam na mesma cidade e eram, de alguma formamuito mais séria do que se possa pensar, irmãos.A porta se abriu quase que eletronicamente, e por detrás delasurgiu a figura de Wagner que, com seu habitual sorriso os recebeuprazerosa e respeitosamente.A reunião decorreu entre intervenções de um e de outro, o Editorapresentando-se e à sua Empresa, afinal a notícia de que poderiam vir aconhecer o Vale do Kiriri, por si só já denotava algo de especial;sentiriam a vibração, a energia, e sem dúvidas era uma conversa paramuitos dias, mas como Walkyria não teria muito tempo em São Paulologo falaram sobre a possibilidade da edição de "O Avatar", que estavasendo escrito na Europa e poderia ser editado em São Paulo.Ficou acertado o encaminhamento de um capítulo para análise doperfil da obra, além da possibilidade de reedição de outros dois livros, "OPlaneta Exterminador" e "O Mestre e os Discípulos", já editados emvárias partes do mundo.Após acertarem os detalhes, despediram-se.
  3. 3. 4Walkyria, no entanto pediu ao Irmão Mário que a acompanhasseaté Tremembé… E lá ficou pesquisando o que de fato ocorrera com omenino de antanho que agora era escritor…Teve várias surpresas...Uma foi chegar à Igreja de Tremembé e a porta estar fechada,mas conversou com a zeladora que gentilmente lhe abriu a porta dolado, e lhe indicou o Altar oferecido em homenagem a Rosa AlmeidaSilva, madrinha do escritor, que doara as terras do convento e daIgreja…"Eu vou para Deus mas não esquecerei aqueles que deixei naTerra!" (Santo Agostinho).Ao adentrarem a Igreja, que estava vazia, foram diretamente aoaltar erigido a Nossa Senhora Aparecida. Lá estava o vitral que o escritorhavia citado várias vezes.Ao se aperceber que aquele era o altar, ajoelhou-se e começourezar, e logo a seguir um grupo de senhoras começou a cantar… Mas sea Igreja estava trancada...? No vitral Nossa Senhora Aparecida sorria ena casa do escritor três velas acesas para Nossa Senhora Aparecida,tremeluziam e amenizavam a falta de luz…Mário tirou algumas fotos, se emocionou com tudo aquilo e choroujunto com Walkyria.Afinal… quais mensagens viriam desse livro, "O Avatar"?Depois, a segunda surpresa foi procurar a casa da Tia do escritore ao chegarem a uma rua sem saída o Mário perguntar:– Mas quem você vem procurar em uma rua sem saída?– A Tia dele, Dona Celina …Uma garagem estava entreaberta, Mário perguntou a um jovemse conhecia a tal senhora.– É minha mãe!!Os dois se entreolharam e sorriram. O jovem, que nem sabiaquem eles eram, manteve-se um pouco em expectativa mas logo tudo secompôs… e então ficaram sabendo do passado do escritor que agoraestava na Ilha da Madeira, esperando notícias deles…Enquanto isso, onde mora o escritor, a comunicação forainterrompida pela chuva e vendavais. Quando a luz elétrica foirestabelecida, o escritor, do outro lado do Atlântico, abriu o sistema epôde ver as fotos, o Altar, o primo Roger, e chorou… chorou pelo imensotempo que passara e pelo sacrifício que teve que fazer para cumprir osditames da LEI, uma LEI que poucos compreendiam e poucosconseguiriam compreender; e para isto seria mesmo muito importanteque se conseguisse publicar a Obra. Não por ele, que escrevia, masporque ele sabia que no interior daquele livro estaria passando umamensagem muito simples para os seres humanos, uma mensagem tãosimples que todos teriam alcance para entendê-la, e assim oecumenismo se faria presente.Não tinha realmente cabimento continuarem a se enganar e aenganar o Povo todo da Terra, era necessário que alguémecumenizasse os humanos e isto não poderia ser uma tentativa. Afinal,
  4. 4. 5quem Tenta e cria a tentação nós já sabemos quem é, ou pelo menosquem levou a culpa. Mas saber mesmo PASSAR A PALAVRA, OVERBO, era muito mais simples do que poderia imaginar a nossa vãFilosofia . não eram necessários os costumes do passado e nem mesmoa força da juventude, era necessário apenas que a Alma que começassea dizer o que tinha para ser dito se afastasse o máximo possível dosmeios Urbanos e Terrenos.Depois, só depois que estivesse realmente PURA é que iria entãocomeçar a transcrever para o papel aquilo que lhe ditava o Senhor doUniverso, ou se quiserem O Grande Arquiteto do Universo, ou entãoAllah, enfim, o nome ou o título nem era importante. Era importante sim,e MUITO IMPORTANTE, que a própria Pureza do que iria ser ditoestivesse em estado de papel em branco, como O PRIMEIRO ÁTOMOVIVO QUE CONSTRUIU TODO O UNIVERSO, e, para isto só mesmo opróprio primeiro átomo vivo para explicar o quanto se arrependeu de terexplodido na Busca de algo que ele nem sabia o que era …E se arrependeu, não pela Beleza Universal mas pelo que fezsofrer a tantos que nem se apercebiam que eram nada mais nadamenos do que a somatória dele mesmo.O escritor acendeu o cachimbo e começou a imaginar como iriapassar agora as imagens, como faria passar para o papel as imagensque recebera virtualmente, vindas de Itapema… que significava algoligado a uma Pedra em Tupy Guarani…A Rádio anunciava que o Papa estava à beira da morte… e omundo católico se preocupava… Sobre a escrivaninha do escritor oCartão de Condolências do falecimento da sua madrinha estava aberto,e ao lado dele o do seu padrinho… Ambos viveram uma vida desantos… tanto um como outro eram pessoas de Fé.Ao fechar o cartão do padrinho o escritor viu a imagem quemostrava a Morte de São José… com Jesus e Maria ao seu lado… "Pai,perdoai-os porque não sabem o que fazem!" pediu Jesus a São José,pensou o escritor.Uma lágrima rolou de seu rosto… quando poderia sair do exílio evoltar para sua Terra Natal?Nem sempre dizer a Verdade não merece castigo, pensou… e apagou aluz do candeeiro.Os cães uivavam...Um suspiro o acompanhou enquanto descia as escadas quedavam do sótão ao salão mais abaixo.Uns sobem outros descem… É verdade… pensou o escritor, masserá lindo o dia em que todos estejamos no mesmo nível…
  5. 5. 6CAPÍTULO 2Diz o Mestre:– Assim como o código de acesso aos computadores é quepermite a interação entre o Homem e os programas contidos na memóriada máquina que armazena dados e por isto tem condições de ampliarsuas atividades no dia a dia da sua existência, assim também o acessoao Avatar deste Milênio só é possível quando acionamos o código deacesso e mesmo assim há que ter as condições mínimas para oencontro entre Ele e os humanos que o buscam…Com esta explanação acredito que vocês já têm materialnecessário e suficiente para durante as férias pesquisarem a respeitodeste tema.Lembrem-se: Buda, Jesus, Apolônio, Maomé, Moisés, vários foram osAvatares que estiveram entre nós, humanos, e através deles os povosdo Oriente e do Ocidente, assim como os do Norte e do Sul, puderamcompreender e aceitar as escrituras ou as leis de cada povo oucivilização.O Terceiro Milênio é regido pela Era de Aquário; a Era de Peixesdeixa um imenso rastro de luz com a vinda de Jesus…A importância ou a relevância que cada um de nós dará aos novostempos está no livre arbítrio que nos foi concedido pelo Criador a todasas criaturas.– Mestre, eu gostaria de perguntar antes de sair de férias se énecessário de fato a cada novo milênio surgir um novo Avatar…Ale Mohamed, filho de uma terra Lusitana, de nome Almeida,tinha 23 anos e estava completando o 3º Ano do curso de AntropologiaTeológica, um curso criado na Universidade que freqüentava e que tinhacomo base o estudo antropológico da Teologia com o intuito de tantofilosófica como cientificamente provar a existência de Deus como Criadore da Energia Vital para as Raças Humanas espalhadas por todo oPlaneta Terra.Ale Mohamed recebeu este nome devido à sua origem luso-mourisco-judaica; sua família, assim como muitas outras, viveu àmargem até que a chegada de um regime democrático permitiu queretornassem à sua Pátria…Dizem que os Judeus são apátridas e assim, tanto os Árabes,Mouros, Judeus e todos os que vieram do Oriente para o Ocidentepermaneceram longos anos, gerações a gerações, a buscar um lugar aoSol em meio às sociedades constituídas.O único País aberto ao mundo dos mundos, sempre fôra OBRASIL, onde nasceu Ale Mohamed.
  6. 6. 7A Antropologia havia sido uma opção para que Ale Mohamedpudesse encontrar respostas às imensas perguntas que tanto genéticacomo sensitivamente seu ser buscava.– Há possibilidades de um Avatar permanecer Eternizado entre oshumanos, o que geralmente se imagina no caso de Buda que é invocadoinicialmente através de Sidarta, um jovem de nobreza indiana quebuscou o seu canal de comunicação com o Criador e gerou o que hojechamamos Budismo.Há também o caso de Jesus, o Nazareno, que através da energiaCrística, conseguiu estar entre nós por mais de dois mil anos e acredita-se que esta crença permanecerá pois é assim lançada a semente de Luze da Divindade pelos Avatares.Quanto ao Terceiro Milênio depois de Cristo, há movimentos quese intitulam relacionados com a NOVA ERA e que citam Matreya, cujatradução tem várias vertentes, inclusive Mãe Terra.A verdade da Teologia está assente na Lei e a Lei é a Palavra deDeus, passada de geração a geração através dos tempos. Assim, emque pese o nosso estudo ser humanamente e cientificamentedesenvolvido, cremos que as gerações do futuro irão contatar com oNOVO AVATAR. Aliás há muitas mudanças em todo o Planeta oriundasda energia de Aquário, a qual faz com que as coisas do mundo vãodando lugar às luminescências Cósmicas desta Nova Era.– O Mestre então afirma a existência da NOVA ERA já com aconseqüente vinda do Novo Avatar?– A Nova Era é inquestionável. Basta dizermos que o próprioUniverso já está sendo questionado… Ao iniciar o século XX, nempodíamos imaginar os feitos ocorridos nos últimos cinqüenta anos,alguns inclusive já anunciados no século XVI mas contestados por quemcontrolava religiosa e politicamente o Velho Mundo… A energia e osimbolismo de Peixes mostrou excessos de sacrifícios em busca daLuz…Aquário pressupõe abertura mental, ampliação e doação doconhecimento que antes estava sob o controle de poucos.Já hoje em dia temos acesso pelos meios de comunicação afontes de conhecimentos Templários, Científicos, Religiosos, Segredosde Estado de uma década passada, que agora são do conhecimento dosque acessam estes mesmos novos sistemas, e assim podemos quaseafirmar que este é um dos sinais de que esta nova fase intelectual,tecnológica e humana irá também conseguir gerir ou gerar o NOVOAVATAR… A cada NOVO MILÊNIO há choques interessantíssimos queocorrem desde sempre…Einstein jamais contestou a existência de Deus e a sua Teoria daRelatividade até hoje é base prática para todos os fenômenos científicosonde ele, ao tornar ciente uma experiência, acrescentava aos seusapontamentos a Deidade …como algo superior ao que ficou ciente…Cientificamente inconcebível, mas relativamente participante e integradoao que a experiência gerou.É assim então que Deus faz com que nos atualizemos e nosdesenvolvamos cada dia mais e mais…Boas Férias!!! Até ao ano 2000… da Era Cristã.
  7. 7. 8CAPÍTULO 3O chamamentoEra o ano de 1999. A Universidade vivia um clima de intensaenergia. Os jovens discípulos e seus Mestres haviam superadosituações quase intransponíveis, tanto no que diz respeito às lutas pelosnovos meios de pesquisa quanto à maior adaptação das novasUniversidades, num contexto considerado arcaico de um passado bemrecente. Os dogmas, tabus e tradições impostos pelos antigoscontroladores do sistema como um Todo, estavam dando lugar a umpovo mais aberto, mais descontraído, mais ávido do SABER….Ale Mohamed apanhou seus alfarrábios, juntamente com o seucomputador de bolso, despediu-se do Mestre Jorge Martins e dos seuscolegas mais próximos, indo em seguida apanhar o Metro. Lisboa estavavivendo momentos de imensas mudanças e a Expo 98 chegara ao fim,deixando um imenso vazio na vida da cidade que fora toda preparadapara a Exposição Mundial… Universal… Oceânica…Ao descer as escadarias do Metro, lembrou-se do último dia daExpo. O Benfica ganhara… A superlotação do espaço Expo 98 foi umaloucura quase plena, os jovens desencadearam uma catarse jamais vistaem Portugal… LAVARAM A ALMA.Chegou à Estação do Cais Oriente e as cúpulas iluminadas entreos acrílicos e aço pareciam uma imensaNAVE que ali aportara aguardando o momento exato da partida.Uma cigana descia a escada rolante em sentido contrário ao seu. Olhou-o profundamente… Esse olhar levou Ale Mohamed a uma cidadezinhado litoral brasileiro, construída pelos portugueses no século XVII…A Praça da velha e bela cidadela estava vazia. Na noite anteriorhouvera o Festival de Cinema … Ale Mohamed havia sido convidado porum grupo de amigos para apresentar um monólogo… Eles oacompanhavam com flautas, violão, cavaquinho… Vozes.– Um dia, em minha montanha, lá pelas quatro horas da manhãouvi gritos e pragas que me trouxeram de volta do mundo dos sonhos.Ao abrir a pequena janela do rancho em que vivia, aindasonambulescamente pude ver alguns homens próximos da árvore decanela que ali existe, e eles atiravam paus e pedras contra a ramagemda imensa árvore que crescera à beira do Rio dos Peixes e abaixo daMontanha que ali iniciava o seu Crê…SER em direção aos céus…Eu, sem compreender muito bem o que estava acontecendo fuipermitindo a minha visão clarificar e juntamente com a luz do Luar ouvialguém dizer:– "Ela comeu os três filhotes!" – gritara um dos homens…
  8. 8. 9Só então me apercebi que uma cobra cajarana subira pelo troncoda Canela e foi em direção ao ninho do sabiá preto que toda madrugada,com seu cântico mavioso, amanhecia o dia e a…cor… dava-me….Encantava-me.Saltei pela pequena janela, fui mais próximo da turba ignara ehumana para então perceber a sabiá fêmea atirando-se contra a cobra tal e qual um Kamikase… suicida…O sabiá macho voava desesperado em circunferência e oshomens continuavam a agredir de várias maneiras a cobra que parecianão sentir nada…– "Serpente"…– "Bicho de Satanás"…– "Víbora"…Eram as mais suaves imprecações que ouvira daqueles que sejulgavam os donos da Natureza, da Vila Piscatória, dos Barcos e do Maronde pescavam...Ali bem perto havia uma aldeia de Índios Tupy Guaranis. Nenhumdeles havia participado na guerra contra a serpente…Ao ver que seria quase impossível parar aquela escaramuça, subia Montanha, chorando e perguntei à Minha Mãe Lua, por que ser assim?E Ela me respondeu:– "Vá e pergunte aos homens!"Desci a Montanha e fui lentamente chegando até à Aldeia dosTupy Guaranis… Haviam uns que se preparavam para irem à pesca…pescavam de canoa, e com um arpão feito de madeira da canela, muitorígida e forte… Na ponta havia uma fisga para poder fisgar o peixe.Ao longe avistei Eugênio… um nome dado pelos brancos a umTupy Guarani que fora batizado… Contei-lhe tudo o que vira e ouvira… eele me respondeu:– "Quando o Homem encosta a mão nos ovos, a cobravem e come os filhotes!"Agradeci seus sábios ensinamentos, despedi-me e saí da aldeiamuito mais triste do que entrei… Saí da Taba um tanto atônito, subi aMontanha e fui perguntar ao Sol que amanhecia o Dia, desta feita sem ocantar do Sabiá Preto… Então, entre uma lágrima e outra, salgada tal equal o sabor Mar eu perguntei ao meu Amigo Sol: por que ser assim?E ele ainda amanhecendo… o amanhecer, respondeu com suaLuz nascente:– "Meu Filho, a Mãe Natureza se preparou para receber todos osseres que com ela hoje convivem… até que se aprimorou mais aindapara receber o SER HUMANO, livre, solto, forte e belo… E assim comoela o quer livre, solto, forte e belo, quer a todos os seus filhos… Entãoprefere que a cobra venha e coma os filhotes do que os homens ostenham presos só para ouvi-los cantar!"
  9. 9. 10Neste exato momento nasceu esta canção:"Bom dia meu amigo Sol, eu quero te cumprimentar,Andava pelo mundo a sós, queria simplesmente amar,Agora você está à direita,Mais tarde você está à esquerda,A tudo você enfeita,Não existe nenhuma perda…E quando anoitecer,Se a Lua não aparecer,Não fique triste oh Sol, não!Vá iluminar o Japão,Pois a Lua é dos Poetas, a grande inspiração,No céu ela é uma Festa, que faz bem ao coração."A Igreja de Santa Rita, que havia se transformado no espaço doFestival de Cinema de Paraty, estava repleta depessoas que aplaudiram o Ermitão da Picinguaba, nome queas pessoas deram a Ale Mohamed por ele viver dois anos isoladona Montanha da Picinguaba.Naquela manhã em Paraty, Ale Mohamed encontrou-se com umaCigana… ela também o olhou no mais profundo dos olhos, pediu-lhe umminuto da sua atenção e ele a atendeu…– "Você irá viajar muito, atravessará os Oceanos… e descobrirá umMundo Novo em um Velho e Antigo Mundo… onde quase nada mudou!"A Cúpula mais ao norte da estação do Oriente do Metro deLisboa, agora estava com a tonalidade violeta… Saint Germain…pensou Ale Mohamed…Dez anos se passaram desde a pequena cidade no Mato Grossoonde havia ido para implantar uma emissora de televisão, colaborar namaior FEIRA AGRO PECUÁRIA DA AMÉRICA DO SUL e ainda editarum jornal de nome Presença Popular, com mais de 100.000 exemplaresdistribuídos por todo o Mato Grosso… A Feira Agropecuária atraíragente do mundo e do Brasil inteiro. Com muitas atrações campesinas,pecuárias, cavalos puro sangue, touros, parque de diversões, cantores,culinária típica de várias partes do Brasil, muita gente e muitaanimação… Ali ele conhecera Maria Gabriela, a Madeirense que olevaria através dos Oceanos…1990, Ilha da Madeira……… 1998, Lisboa…… 1999, O Avatar!Seria o Avatar uma Tese ou seria um estudo apenas, ou ainda,seria uma Profecia???Em 1979 acontecera Picinguaba... Abandonara o mundo dasevoluções materialistas… chegara ao cargo mais cobiçado de umaMultinacional Americana… e após abandonar tudo, …a MENSAGEMCHEGOU… O CHAMAMENTO.
  10. 10. 11– E por que Eu?Sempre se perguntara isto, até que em um Curso ZEN, ao receberum legado que tinha 2.500 anos, vindo diretamente do Tibet , que lhe foientregue por um descendente direto de Buda – Mestre Hogan Sam – aoperguntar porquê só ele fora merecedor de receber o legado, o Mestresorriu e nada disse…Ale Mohamed compreendera que nunca mais perguntaria.Aceitaria e agradeceria… Este era o caminho (avatar).Dirigiu-se ao aeroporto onde iria apanhar um avião com destinoao Porto… Gabriela o aguardava…Seguiram viagem em um vôo com destino a França, com escalano Porto. A polícia de fronteiras quase nem o deixara embarcar, apesarde estarem em espaço Sheguem, onde todo cidadão residente naEuropa tem livre trânsito… Quantas barreiras os seres humanos criamna sua própria Terra… Em seu íntimo os códigos de acesso à força dacriação também iam se complicando… O que seria necessário se fazerpara que a carga humana ficasse mais suave?Será que a anunciada NOVA ERA iria trazer alguma luz a tudoisto?A viagem a bordo do vôo da Air France foi bem rápida, o Air-buscompletou-a em reduzidos 53 minutos entre Lisboa e Porto.Para variar, Ale Mohamed escreveu durante o vôo e o queescreveu estava relacionado com o trabalho de Margarida Martins,responsável pela Fundação Abraço que cuidava dos pacientes quehaviam contraído o vírus da AIDS.Quando entregou o que escreveu à valente lutadora na luta contraesta praga do século XX percebeu que deveria colaborar com a causa,deveria abraçar esta causa…Gabriela, que o acompanhava, sabia que as férias prometidasseriam sempre com envolvências em situações e responsabilidades queAle não conseguia deixar para amanhã…Houve épocas em que ela teve que ser bastante incisiva com ele,pois a sua estada em Picinguaba e suas "viagens" através dasevoluções, involuções, regressões e ascensões cósmicas haviam dadocabo de todos os tabus, preconceitos, dogmas terrenos e o colocado emum plano acima do plano Terra, e assim, às vezes envolvia-se comalgum excesso de generosidade no problema dos outros. Como sesoubesse a solução… sem se preocupar consigo próprio, doando-se deuma maneira tal que chegou a ficar sem comer e sem dormir para acudirpessoas que nunca vira, pelo período de quase um mês.Gabriela, com a sua formação de Médica Veterinária, origemMadeirense, vivendo trinta anos no Brasil,Compreendia muito bem o coração de Ale Mohamed…comparava-o a Carlos Castanheda… que conhecera Don Juan, um Índio
  11. 11. 12com conhecimentos profundos dos mundos esotéricos e dimensõesparalelas…Ale considerava-se um ser humano comum, como outro qualquere assim era bastante difícil alguém conseguir travá-lo nos seus anseiosde ver o mundo à sua volta mais saudável, mais feliz, mais solidário emais autêntico, integrado ao Cosmo e à energia Vital que emana detodos os seres do Universo sem distinção deste ou daquele. Bastavaolhar para o céu e via-se as estrelas com um brilho semelhante… OPIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER…A Cidade do Porto o encantou e logo que chegou ao Hotel Castor,na Cidade do Porto, foi procurar uma lista telefónica para encontrar onome de algum Ancestral…A busca da sua ancestralidade era latente e constante…Seus traços fisionômicos eram bem vincados ao árabe. Testalarga e alta, moreno, estatura mais para o alto, ombros largos, tórax deremador, fartos bigodes, pernas fortíssimas, olhos negros, muitocintilantes e vivos… Com a idade ia se tornando de cabelos grisalhos e abarba mais ainda… O peso um pouco acima da média para a estaturaque tinha, adorava sorvetes e doces, mas mantinha uma grandeagilidade e força física, mental, emocional e espiritual… Emanava Fé!!!Nadava muito bem e adorava andar a pé em montanhas, vales,florestas, beira-mar…– Ale, você não vai jantar? não tem fome?Acordou de sua busca antropológica e ancestral, olhou para Gabyque o chamava e estava já com trajes mais adequados para o frio quefazia no Porto.Era loura, alta, olhos cor de mel, pele clara, seios firmes e umaelegância descontraída, seus cabelos semi encaracolados caíam sobreos ombros em suaves ondas.Ali à sua frente, na cidade próxima das suas origens Lusitanas,encontrava-se a mesma figura que a sua Montanha lhe havia anunciadomuitos anos atrás…
  12. 12. 13CAPÍTULO 4Caverna SubmersaEra uma tarde em que o mar estava muito calmo na praia doCamburí - entre Picinguaba e Paraty. A Mata Atlântica cobria os doislados do asfalto da BR101 uma estrada litorânea que vai de São Pauloao Rio de Janeiro e depois segue até o Nordeste Brasileiro… O Ermitãonadava e observava as ondas alísias indo e vindo de encontro àcosteira, uma alta costa rochosa, com imensas pedras que tinham aforma de vários animais, não era só ele que via… os turistas e algunspescadores também.Naquele dia ele havia descido a Grande Cachoeira com seusoitenta metros de altura em patamares suaves, pesquisando as imagensque encontrava nas Pedras…UM CAVALO PRETO, uma Tartaruga, um Dragão, e assim aoentardecer estava entre a Ilha das Couves e a Costeira do Camburí emmeio a uma imensa baía. A água estava quase morna… os olhos ardiamum pouco com o sal marinho. Lembrou-se do tempo em que nadava empiscinas e tinha medo do Mar… agora era como se estivesse integradocom o Oceano e todos Oceanos Siderais… parecia um peixe… ou umGolfinho… pois subia apenas para apanhar ar… Adorava nadar… embaixo dágua mais ainda…O seu estudo a respeito de Atlântida começou no Peru, nosAndes… passou pelo Mar dos Xaraés (Pantanal do Mato Grosso),Chapada dos Guimarães, onde encontrara fósseis marítimos a 800metros de altitude… Amazônia… México, Venezuela… e no fundo dosOceanos em túneis que seinterligavam com várias áreas que já conhecera, onde, sem dúvidas,viviam os Intra-Terrenos… seres que tinham um conhecimento bastanteevoluído e se comunicavam com os da superfície e com os Extra-Terrestres…Decidiu que mergulharia na caverna submersa existente naquelacosteira e assim ficou boa parte da tarde preparando-se para o melhormomento…As ondas iam e vinham em correntes submarinas para o interiorda caverna, cuja entrada tinha como defensores e guardiães, ouriçosenormes.O Ermitão não se intimidara, pediu licença a Netuno, foi seaproximando e quando a correnteza o arrastou com mais suavidadesoltou-se e foi como um corpo inerte sendo arrastado suavemente até àentrada… Os ouriços pareciam acariciá-lo… A entrada era longa e teveum pouco de receiode ficar sem fôlego. De repente percebeu que estava em uma imensaCaverna, ampla, iluminada com uma cor entre o rosa e o violeta… (Saint
  13. 13. 14Germain), viu que dava pé e ficou em pé… Caberiam ali umas 10pessoas… o teto era todo cintilante, refletindo as ondas que iam evinham… Algo sublime. Rosáceo… lembrou-se da Rosa Cruz… deitou-se para descansar um pouco… adormeceu, com as ondas amassagearem seus pés… Sonhou.No sonho uma voz dizia-lhe que a partir daquele momento nadamais iria lhe faltar… Acordou com o rugido de um Leão… era o vento, aágua, Eolo… Druza… Percebeu que um tronco de árvore trancava asaída de ar e de água. Foi agachado e tentou tirá-la, parecia um apeloda Caverna… o rugido vinha dali… Ao tirar o tronco ,após um imensoesforço, a água que estava ali retida começou a inundar a22caverna. Em poucos segundos a água chegou-lhe ao peito. Olhou aoredor, ...uma chaminé natural… Foi-se esgueirando por ali, subindo pelagarganta interna daquela imensa Montanha... Fincava as mãos e os péscomo melhor lhe convinha. Foram séculos aparentemente… até chegarao topo da Montanha.Lá em baixo, como se fossem miniaturas, os barcos de pesca, ascabanas dos índios, as casas de alguns Caiçaras… Ao olhar para osseus próprios pés, por instinto e puro instinto, o Ermitão percebeu queestava sobre duas pegadas enormes …seriam suas pegadas dopassado que ficaram ali marcadas?!!!Ao longe, no Oceano, uma visão: uma Caravela… A Cruz deMalta… Uma moça loura… nas nuvens… Um Deus com um imensobigode a sorrir, uma Deusa Oriental a dizer-22lhe: fomos seus Pais… um Amor Proibido… E você criou-se naNatureza, no Mar, nas Montanhas… Viva sempre assim… nósvigiaremos… e você será feliz…No quarto do Hotel Castor, na cidade do Porto , Gabriela o"acordou" do transe…– Ale, então, vamos jantar?Beijou-a com carinho, abriu a porta do armário, apanhou osobretudo, vestiu-o e saíram no frio da noite… em busca de alimento.A emoção de estar muito próximo das suas origens não lhe davafome, nem sede, nem sono, só queria desvendar os mistérios edescobrir a verdadeira história da sua vida…Jantaram em uma casa típica do Norte de Portugal, conversaramsobre as suas esperanças, a nova casa que nunca ficava pronta, comosempre foi… As crianças, os netos, Arthur, Dominique, André Luís…algo muito familiar. Há tempos nem queria ouvir falar em família e agoradescobrira que é o único meio para desvendar as histórias e ir deencontro à Verdade Universal… a partir da Célula Social… e Familiar.Vivera dos 12 aos 53 anos afastado da família, fora como umvisitante na casa dos Pais…
  14. 14. 15O início em vários colégios de padre, depois um internato, quaseseminarista, Salesiano, depois a Academia Militar… os Mares, os Portos,os Povos, seus usos e costumes… A revolução de 1964… acontestação, o revolucionário… o sonho desfeito de um lado por senegar amatar BRASILEIROS, a vida civil com formação rígida a mais, asempresas, os clientes, o mundo da Comunicação. E a família era e aindaé a Célula Social. Uma vez por ano ou no Natal, aniversários… Ossobrinhos e sobrinhos netos o chamavam Tio Indiana Jones…E assim, naquela noite, no Restaurante Típico do Porto, algocomeçava a intrigá-lo… Nunca dependera aparentemente de ninguém…e se calhar era carente de coisas que os outros não eram carentes…Que grande descoberta na caverna do seu coração!Chegaram ao Hotel Castor, verificaram se havia algum recado.Subiram pelo elevador muito antigo com portas pantográficas, estiloséculo… sabe-se lá qual… O apartamento era o 471, dava vistas para oimenso Rio Douro,onde seus ancestrais ainda produziam em suas margens o Vinho doPorto, desde a plantação até à exportação. Chegaram alguns deles aoBrasil em 1575, expulsos de Portugal… Judeus… Os outros que ficaramconverteram-se e eram NOVOS CRISTÃOS…Portugal começara ali no Norte e estendera o seu Reinado até aoSul. O Oceano era e é a grande Porta deste País que se considerava aCabeça da Europa… mesmo a Testa da Europa… pois a Espanha era aCabeça, que se desunira da testa…No outro dia foram visitar os monumentos, a Bolsa, O SalãoÁrabe …parecia ter vivido ali, naquele ambiente… Gabriela percebia asua emoção com cada esquina daquela cidade cortada ao meio pelobelíssimo Rio Douro; a sua arquitetura lembrava muito Salvador, naBahia...Apanharam o Barco e foram subindo o Douro. As Quintas… asplantações… as vindimas, os Casarões Antigos, as Janelas onde osLusitanos avistaram NOVOS RUMOS…NOVOS MUNDOS….ECRIARAM NOVAS CIVILIZAÇÕES…Pois é: Misturaram as raças, e geraram um povo totalmentediferente de todos os povos, os Brasileiros, os Luso-Africanos. Criaram oque o sapateiro de Foz Côa profetizara no Século XVI, O QUINTOIMPÉRIO… O Espírito de Portugal no Mundo e o Mundo que foi feitoa partir de Portugal… todos juntos a falar uma mesma língua, usos ecostumes, novos tipos genéticos, novos ritmos, nova indumentária, ousem indumentária nenhuma… sem lenço e sem documento… Desde omais nú e mais feliz até ao maisrequintado e também feliz, com samba no pé e ginga muito diferente dado Europeu… Que diferença se criou a partir dali de onde ele seencontrava… Diferentes mas iguais… "Crescei e Multiplicai-vos"… eassim foi feito…
  15. 15. 16CAPÍTULO 5A VERDADE...a...ver...dá...dê!Sinto saudades da vida que do outro lado de lá, era apenasentrega e porte pago.Sinto saudades da vida que do outro lado de lá, era o que era,sem tirar nem pôr.Sinto saudades da vida que do outro lado de lá, nunca findavanem começava, vivia-se!Sinto saudades da vida, onde a escrita inexistia, pois o que secombinou se cumpria.Assim, sinto saudades de mim, quando eu era o SER que habita omeu SER.E me pergunto, todos os dias, que fiz, para merecer conviver comeste mundo nojento?Mundo, onde os irmãos estupram as irmãs e o que de maiorgrandeza existeestá jogado na lama dos latifúndios que dia a dia, mais afundam oplaneta todo.Sinto saudades daquela vida, não porque fosse melhor, masporque era o que É.Sei que É, e sinto-a dentro de mim com a mesma energia que senti Lá.Aqui, o que sinto, é que quiseram me testar, e explodiu a bobinacentral.Afinal minha ENERGIA é superior a de todos que me cercam eme olham.Como se olhassem para um reator a transferir toda sua Forçapara uma mísera Luz artificial. "VAI EXPLODIR !"Por isto digo, de todo meu coração, que VENCEREI mais estaetapa, mesmo do lado de cá.Mas com uma certeza maior ainda, muitos irão sucumbir, outrosassistirão meu triunfo humilde, sóbrio e altaneiro, e assistirão de pé aminha vitória.Deus lhes dê vida longa.No entanto, quem irá se regozijar mais serei eu mesmo, comotudo o que pressinto e me estimula a seguir avante.
  16. 16. 17Do que sinto pena?Dos que nem sequer ainda passaram para Lá, nem sequer sabemdar amor a um gato, um pássaro ou a uma flor.Realmente ser Anjo não é fácil, se fosse, esta tarefa não seriaminha.Vem, serei, junto contigo, o que há de Amor mais que antigo.Onde a luz dos que São, é esparsa, bela e intensa e não precisade rea...tor.Pois Thor é um Deus que anda a frente, nunca a ré.Coitados dos que se metem com Deuses, ainda mais quando aGaláxia foi ao encontro de sua própria origem primeira.Onde Duendes, Fadas e Deuses convivem Eternamente o bomlado da Vida.Creia-me, irei vencer, e estarás comigo, pois tudo o que somosAmada Sacerdotisa, é o encontro eterno de quem foi gerado em meio aoluxuriante momento orgasmótico da Geração.Todos os Deuses passaram por isto e todos, meninos e meninas,também passarão.O que mais importa AGORA, É ÁGORA, a...cor...dar...Do sono profundo que aceitou, no momento em que o meninoDeus decidiu pelo mundo de seus Pais perambular, peregrinar, sonhar,agir.Vão retornar em essência, vida e AlmaAo mais eterno dos caminhos, AVATAR,Que reencontra entre os seus os que traem,Os que perjuram, os que impuros ainda são,Para lhe dizerem: "Hei, HOMEM DE DEUS, ainda estás tão tenro!"Ah, menina Eterna, Mãe de Ventre Livre, saibas, os Deuses nosreceberão de braços abertos, pois quem aqui vive, além do SER quehabita o meu SER, é o Divino e mais que perfeito Átomo.O Primeiro Átomo vivo que MATER...ia...lizou os sonhos daamada Eterna e sonhada MADRUGADA...A PRIMEIRA, madrugada, ONDE NADA, ADAN, EXISTIA, volátil,sonhador e unânime na essência de sua busca incontida, dentro doinvólucro Atômico. De um núcleo todo Eterno... e...terno... núcleo...Se hoje a Mater... ía, amanhã ;virá...!!!
  17. 17. 18E assim, sempre será...Sem dúvidas, uns querendo a Deidade,outros apenas e tão somente a verdade...a...ver...dá, Dê!Havia um caminho...Ale Mohamed tinha certeza, havia um caminho entre o Amor e aAspereza, entre a emoção e o espiritual...Havia um Caminho Invisível, aparentemente estranho... OndeNELE, encontraria Irmãos, Veneráveis e Mestres.Havia, ah se havia este Caminho...Nada a ver com os citados...UM Caminho especial, ou seria Espacial.Mas se nem há espaço e nem há Tempo???!!!Ah!... O AVATAR, sempre iria sofrer muito mais em seu interiorque busca do que no flagelo da tortura que rebusca e lhe traz a luz."Pai afasta de mim este... Cale-se!!!”Tinha que gritar a viva voz, afinal o MUNDO QUERIA OUVIR.O MUNDO INTERIOR ouvia, no silêncio das meditações...PAI... ME...DITA... Seja em meu interior, ou seja, onde for...Me Dita Pai!!!!O tempo se escoa, meu coração de menino está preste aexplodir... E assim como ele Pai, O Planeta Todo nova...MENTE irásurgir...Onde será que começa, eu preciso saber!!!...O pior é que ele sabia, apenas não se lembrava... E isto sim oangustiava...Uma luz violeta separava as Ilhas naquela hora do crepúsculo.Uma onda imensa veio se estatelar nas rochas, mesmo aos pésde Ale Mohamed que parecia olhar o infinito esperando uma resposta...No Mar da Travessa a Ilha de Arduin naquele dia não aparecia...Como diziam os antigos, ali a Ilha de Arduin aparecia aos queprocuravam o Mundo esquecido...Ale não se esquecera, deu branco, era isto...Um olho azul se refletia na onda, do Mar... O Olho da Sorte dosAtlantes...Lembrou-se daquele patuá que lhe deram quando esteve naAmazônia: tinha um olho azul...Lembrou-se, foi se lembrando...
  18. 18. 19CAPÍTULO 6A IniciaçãoHá muitos e muitos anos, no mais antigo do antigo, umacomunidade se reuniu e decidiu que alguns de seus elementos iriampercorrer terras longínquas, para então, quando voltassem expusessemaos que ficaram o que poderia lhes faltar em um futuro próximo oudistante.Os escolhidos partiram e singraram mares nunca dantesnavegados, enfrentando tormentas e recrudescendo a sua força de vidainterior, na simbiose entre as agruras dos Oceanos Terrenos e Siderais.Após chegarem a terra firme, decidiram, em primeiro lugar,perceber o que os envolvia naquele novo útero terreno e só depois, apósterem absorvido toda a química e física que lhes era necessárioabsorver, resolveram começar uma caminhada por entre as veredas queeles mesmos abriam diante da mata imensa que não mata.Assim, percorreram montes, colinas e cordilheiras, desceramvales e se redescobriram em cada uma das pedras do caminho.Vivenciaram as vidas dos vários Reinos e compreenderam quenada eram nem seriam sem aquelas plagas de antanho, que, se calhar,os levou para outras plagas, de uma forma invisível ou invencível.A tudo que absorviam, procuravam anotar com seus mecanismosde memorização, usando a visão, o tato, o paladar, o olfato e, claro, oespírito.Nos momentos em que a Luz se esvaecia tinham que ser unspelos outros na escuridão do CAMINHO (AVATAR) e, assim, uniram-secada dia mais e mais, compreendendo que a solidariedade era algo quedeveria ser muito bem apontado em seus registros eletro-magnéticos. Aliberdade em cada um poder respirar e atingir o seu ponto de equilíbriofísico também era muito importante para que todos seguissem avante nalonga pesquisa que iriam fazer em prol do todo de sua comunidade, e osentimento de fraternidade superou todas as quizilas e dissabores quepor ventura houvera antes, quando estavam no bem bom do Reinodaquela Comunidade. Afinal agora enfrentavam Reinos desconhecidos,onde o SER humano ainda nem tinha chegado e somente osverdadeiros Reis da Natureza ali prevaleciam, como duendes, fadas,gnomos, os minerais, vegetais e animais, em forma elementares queprovavam a que vinham e porque vinham.Ora, nem é preciso explicar muito para dizer que, ao retornaremao outro lado dos Oceanos Terrenos e Siderais, os DESBRAVADORESlevavam consigo UMA NOVA ALMA, um NOVO ALENTO, uma NOVAMANEIRA em ver o Mundo que os rodeava e os que nele habitavam.Dentro deles as células haviam se transmutado e seus corpos sevolatilizaram conseguindo SENTIR PORTAIS INVISÍVEIS EINVENCÍVEIS, por onde só passam os que deixam de ser apenas Ego
  19. 19. 20para se entregarem a um SER SUPERIOR E MUITO PRÓXIMO, que é,nada mais nada menos, do que o nosso Pai Interno, o qual nos direcionae nos alimenta, nos estimula a continuar, mesmo diante das maioresagruras.Assim, ao se reunirem todos da Comunidade, o que maisembeveceu aos que esperavam TESOUROS E RIQUEZAS MATERIAISfoi perceber que os desbravadores estavam de mãos vazias, com ocorpo aparentemente todo machucado e doído, mas com algo que nuncamais eles esqueceriam.Estavam, o que ERAM, na origem do SER.E só isto já era o seu maior Tesouro, pois só assim poderiamviajar por todo o sempre, sem nenhuma preocupação maior do queterem a Água da Vida e o Calor Humano do verdadeiro Amor e Fé.Os que ainda não tinham subido os vales e montanhas, nemcruzado rios e oceanos, ficaram ouvindo seus relatos, embevecidos pelaforça de vontade e pelo altruísmo que cada um deles trouxe e levouconsigo, deixando muito claramente impresso na Alma da Comunidadeque o maior TESOURO DO MUNDO se chama LIBERDADE,IGUALDADE E FRATERNIDADE, unidas à NATUREZA , ao Amor e àLuz do Cristo Cósmico.
  20. 20. 21CAPÍTULO 7A Maneira do UniversoEram 11:22 horas, e Ale Mohamed ao olhar para o painel do BlackHorse, seu Jeep que rodara vários locais do mundo com ele, ficoupensando como eram engraçados estes momentos em que um númerodigital se mostre, seja em duplicado ou, no caso, em multiplicado...Lembrou-se do Livro que o editor havia lhe entregue em SãoPaulo, Portal 11:11 e lembrou-se que a autora do livro citava locais ondeeram determinantes as conexões com o Universo, conexões estas que,na opinião do Peregrino dos Espaços, eram tão naturais que não havianecessidade de se determinar nada numerológica ou geográficamente enem mesmo espiritualmente. Afinal, o Universo, assim como o Vento,que é seu filho, sabe muito bem para onde vai...Sendo nós filhos do Universo, por qual motivo ficaríamos alijadosdos momentos que estavam para nós preparados?Será que a autora havia feito todas as suas descobertascaminhando pelo mundo e lendo registros que estavam nas Pirâmidesdo Egito, nos Templos dos Maias no México, ou mesmo no Perú, ondemuitos segredos dos Incas estavam ainda por serem desvendados? NoBrasil então, nem se fala. Por mais que as pessoas não comentassem,claro que no Brasil haviam vários tesouros arqueológicos para seremdesvendados.... A religião naquele País havia cerceado em muito aabertura para o que realmente o Universo espera de nós. O curioso éque Khapitolykus em Grego simbolizava Universal...Onde se havia perdido o Elo Eterno???Ao chegar em seu sótão, a primeira coisa que fez foi pesquisarem seus arquivos muito antigos. Em meio a papéis amarelados eabandonados no tempo, ele encontrou algo que há muito lhe chamara aatenção...Era uma peça em cristal, com uma simbologia do Universo,contendo muitos Astros e Estrelas.Havia um pormenor muito importante naquela peça: ela sófuncionava com água...A água movia todo o mecanismo de cristal ali inserido, de forma anos dar uma idéia de como funcionava a força Cósmica que fazia comque o Universo se movesse.Houve uma época em que ele pensava que o vento tambémpoderia fazer funcionar aquele símbolo do que afinal é a Vida e como elase movimenta universalmente...
  21. 21. 22laro que tudo de uma forma apenas simplória aos olhos de muitos,mas ele sabia, claro que sabia, que quem criou aquela peça era alguémmuito iluminado e a fez com a integração não apenas dos elementosterrenos, mas com a luminescência Eterna, aquela luminescência queafinal tem a ver com a energia eterna que a tudo e a todos envolve e fazCrê SER.Desceu as escadas entre o sótão e o grande salão, atravessou ospórticos, dirigiu-se a uma fonte e com um cuidado imenso, começou amontar as peças que compunham aquele exemplo de energiaUniversal...Os Cristais que iam se juntando davam uma idéia de algo muitosublime, e o lusco-fusco de seus raios logo davam a ele uma idéia doque realmente estava ali inserido no Todo...A peça completa tinha seus 3 metros de diâmetro e 3 metros dealtura...Quando estava toda montada, por si só já era um imenso exemplode obra de arte criada por uma ENTIDADEDE LUZ, pois realmente era um grande espetáculo à vista, emocionava aquem ali parasse para observar. Uma emoção que vinha das estrelas,passava pelos planetas, energizava-se com os cometas e vagava novácuo universal....Algo que Ale Mohamed de vez em quando sentia quando entravaem transe.O CAMINHO - pensou – O AVATAR...Foi interligando então a Água que vinha da fonte até ao pontoonde ela deveria começar a acionar a RÉPLICA CRISTALIZADA DOUNIVERSO...E assim, quando tudo estava preparado, ele deixou o Mundo girarnas órbitas de todos os outros Astros e Estrelas... e ficou ali,admirando... O cintilar de cada gota de água causava um reflexodiferente na integração com os sóis da própria peça, afinal eram muitossóis e muitas luas. E o mais curioso é que ainda era de dia... Algo quenão se podia ver realmente à luz do dia...Ale então, sem querer, olhou para o relógio digital que estavaassentado em uma pedra de mármore ...3.33...Sorriu para si mesmo. Mais uma vez o Cosmo conspirou para lhechamar a atenção... 11.22... 33...Deixou a peça a se movimentar, subiu à varanda e lá de cimaficou observando aquele movimento todo.
  22. 22. 23O fundo esverdeado do jardim lhe permitia ver um Universoesperançoso... livre e solto... como deveriam serTodos os seres humanos e todos os seres da Natureza, fossemeles Terrenos, Uranianos, Arcturianos, Marcianos, Venuselanos, filhosde Andrômeda ou de que outros mundos visíveis e invisíveisexistissem...O caminho entre cada corpo celeste, além de ser imensamenteiluminado, ainda contava com a luz de outros, luzes que se intervinhamcósmicamente sem gerar nada além da energia que movimentava oTodo Universal, onde a Água era o símbolo da Vida que se unindo àTerra gerou o todo, que gerou este poema:Amar: É Água passando por Pedra... e Ale apontou o que lhevinha a mente, nascendo então o poema:AMAR, AMANDO...Amar: É Água passando por PEDRA,sem a PEDRA se aperceber,que a Água de tanto passar,transforma a PEDRA em grão.E o grão, assustado, intrigado,pergunta à Água: “Oh Água,por que ser assim?”A Água, NADA respondee leva o grão para o MAR….Amando: É grão se juntando a grão,até uma NOVA PEDRA se formar,para que venha a Água,mesmo salgada do mar,para tudo recomeçar.Lá embaixo, no jardim, o Universo em miniatura emitia suas luzes,em consonância com as luzes das Estrelas... Já era noite... .22:22Ale Mohamed sonhava, voava, vivenciava a energia cósmica queo impelia para os vários PORTAIS UNIVERSAIS, e comprovava querealmente nada, nem ninguém, precisava se preocupar com nada, pois ouniverso, até em sonhos era Real... Mono, Uno, e ao mesmo tempoTODO...Uma Estrela cadente cruzou os espaços siderais e atrás delavinham as Perseidas, chuva de estrelas...
  23. 23. 24CAPÍTULO 8Eolo, Druza e A EternidadePortal 11:11– Então quer dizer que Druza e Eolo eram apaixonados um pelooutro? Perguntou Ale Mohamed, enquanto Ila estava lhe explicando astarefas que o NOMO havia sugerido na última aula, a qual desta feitaocorrera na maravilhosa floresta de Urânia.Ale sabia que em Urânia a vida era muito diferente do que aquelaque vivia na Terra e os seus contatos paranormais com Ila deFuztemberg em muito o ajudavam a compreender afinal o que era a talmemória genética, sensitiva, cósmica e espiritual.Vivendo na Ilha da Madeira, ele compreendia também que osensinamentos tinham mesmo que vir do Éter, pois sempre fora assim.Sendo um Ser do Deserto não tinha dúvidas que é no Éter que está oconhecimento e não na humanidade, a qual era nada mais nada menosdo que a conseqüência de atos e fatos de um passado recente ou muitoantigo, e para isto era necessário ACREDITAR que realmente havia umaascensão e descendência da essência cósmica, telúrica, Divina eAncestral.– Muito bem, Ila, então me explica como é possível Eolo, sendoum Planeta, gerar o vento e também como é possível Druza, sendo umaEstrela, chorar para gerar Caciopéia, a Constelação que a gente só vêno hemisfério norte do planeta Terra.– Olha Ale, fica tão simples você compreender se inverter amarcha dos acontecimentos; em primeiro lugar, paixão é coisa aqui daTerra e não do Universo, principalmente de Urânia, o PLANETAHORTO. Imagina você, todo apaixonado, conduzir sua NAVE lá emUrânia pelo pensamento, os riscos que estaria correndo. Poderia atéusar o tato, e ela lhe obedeceria bem, aliás, ela tem sensores quesublimariam qualquer atitude mais apaixonante tua, para evitar queoutros saíssem prejudicados; o que lá acontece tem freqüênciasvibracionais que aqui na Terra existem mas não foram captadas,principalmente pelos povos LATINOS, muito mais sensíveis na opiniãode todos que lá vivem.De que adianta, por exemplo, alguém dizer que fulano fez isto,sicrano fez aquilo, se no fundo no fundo dói para todos os envolvidos,não é mesmo, Ale???Então, Druza era uma Estrela responsável pela Ordenação deuma parte do Universo, e isto era um Contrato Sagrado que ela fizera,tinha que cumpri-lo..Eolo, ainda o Planeta, emitia o que chamam de Vento aí na Terra.Comparados um com o outro, ela tinha brilho próprio e ele necessitava
  24. 24. 25da Luz das Estrelas, assim, cada qual com sua energia cuidava das suasresponsabilidades... até que um dia Eolo, sem querer, afastou uma parteda Obra de Druza para muito, mas muitooooooooooooo longe, e ali elatinha realizado vários sonhos de Estrela. Imagina a dor que ela sentiusendo uma simples brisazinha em relação a Eolo que, comparado a ela,era um Tufão... emitia velocidades impensáveis ao que entrava em suaórbita, consegue compreender? Agora imagina a ANARQUIA que Eologerou no Espaço, que era responsabilidade de Druza… claro, elachorou… Como tudo, sente, ressente, não são apenas os humanos quesentem, tudo tem um sentido e uma direção vetorial. Infelizmente osditos humanos imaginam-se só eles com este dom… e as lágrimas deDruza viraram Caciopéia, o que em nada substituiu o Sonho de Druza,ou os Sonhos de Druza, mas, a LEI foi esta e a LEI SE CUMPRIU.– Ah... então quer dizer que primeiro somos Estrelas, Planetas,para depois nascerem os Deuses, como no caso dos Deuses Gregos... éisto???– Ale, não há necessidade nenhuma de você ficar voltando noespaço-tempo nestas aulas do Nomo; se conscientize apenas doseguinte, pois senão iremos e voltaremos, de lá para cá, de cápara lá e nunca iremos conseguir concluir um raciocínio correto.Aliás, quem o conhece sabe o quanto você se perde nas palavras,pois vai por aí afora com O VERBO, que é realmente o seuMELHOR AMIGO e pronto. Ambos fazem com que muitos queainda nem conseguiram se auto compreender fiquem maisembaralhados ainda. Estas aulas e tarefas do NOMO, Ale, sãopara que você, que hoje vive na Terra, possa compreendermelhor a sua missão…Realmente está correta a sua colocação, houve Estrelas,Planetas, Asteróides, enfim… Universo em decomposição e emcomposição; lembre-se, há os chamados planetas que são gazeificados,ou seja, formados por gazes, outros por minerais, outros por vegetais, epor aí vamos… Então, recapitulando, um Anjo foi sem dúvida umaEstrela e se transmutou em Anjo, pois tinha que passar mensagens emoutras Dimensões. Podendo se deslocar com maior rapidez, levandoadiante o que está escrito no LIVRO DA SUA PRÓPRIA EXISTÊNCIA,este Anjo na Terra, um dia encarnado, também com uma imensaMissão, transformou-se no que chamam um DEUS, pois ele trazia aLEMBRANÇA Cósmica que havia lá em cima. Por exemplo, Eolo, oPlaneta, claro, era então o Deus do Vento.E assim, veja, houve Diana, Minerva, Zeus, o Deus dos Deuses,Apolo, Plutão, Marte o Deus da Guerra, e um mundo de figuras que atéhoje vocês na Terra estudam através da Mitologia Grega. Lembre-se AleMohamed, a HISTÓRIA SEMPRE SE REPETE, e é muito bom cada qualrever o seu LIVRO DA VIDA.– Ah... então foi por isto que ao pintar a Capela Cistina, MiguelÂngelo tinha uma noção exata do Universo, com Anjos, Deuses,Planetas, Estrelas, e ali retratou o que sentia em seu SER, é isto???- Parabéns meu amiguinho terreno, é isto mesmo; então, agoraraciocine comigo como foi possível Miguel Ângelo se lembrar de tudoaquilo... não havia tecnologia nem nada para ele lá chegar, e conseguiu,
  25. 25. 26tanto é que o PAPA o considerava um Protegido da Igreja, apesar deque, como todo artista ele era muito irreverente... Ar…em Ti…está…artista, certo Ale???Continuando, para eu não perder o fio da meada, e assim, seráque Ale faz uma pequena idéia de quem foi Miguel Ângelo?Miguel, o Anjo, era este o seu nome, abençoado por Deus ebonito por Natureza, será que preciso falar mais? GeneticamenteItaliano, berço da civilização que Pedro levou até Roma... a civilizaçãodo POVO DE DEUS, como se diz na Terra.Abençoada a pessoa que guardou este livro imenso, que vocêschamam Bíblia. Muito bem, Ale, eu sei que você vai falar do Alcorão, doTorah, do I Ching, do Tarot e tudo o que há de chamados LIVROSSAGRADOS, mas estou contando uma história que eu vejo aí na Terra,se eu ficar aqui contando todas, nossa Mãe do Céu, nunca chegarei alado nenhum e irei chorar como Druza pois você me fará ficar perdida...e isto é algo que você precisa mudar, pois tem por hábito desviar tudo etodos de seus rumos, haja leme para controlar os seus impulsos, aliásmuito semelhantes aos de Eolo... Esta é para você meditar, Ale.Então meu amiguinho, eu acho que você já compreendeu metadeda História que a aula de hoje nos passou aqui em Urânia, e a tarefa queo Nomo nos deu foi escrever o máximo possível tudo isto porque, semisto estaremos nos afastando e muito do que está pré estabelecido noCosmo, via Energias que são voláteis ou condensadas. Lembre-se,muito pouco há mais que isto... As terminologias Ale, não importammuito. Se puder escrever e se quiser até ser O ESCRIBA aceito peloNomo como um ESCRIBA DE FÉ CÓSMICA e, se isto te estimula, euposso dar um jeito de ver se o Nomo aceita, apesar de que ele está emoutras ondas… Lembre-se Ale, a Fé é a Chave que abre os Portais.Ale, você se lembra que, quando nos conhecemos, ou nosreencontramos, eu sempre lhe pedi para ensinar o máximo possível aoPoeta, aquele teu amigo que anda contigo e diz que é O VERBO?Observe-o bem, oh Ale Mohamed, afinal você já foi um Grande Homeme várias pessoas já lhe disseram isto, agora você anda pelo mundo deseus ancestrais, a LUSITÂNIA, vive por uns tempos em busca deAtlântida, em uma Ilha que você mesmo diz ser o Epicentro de Atlântida.Os grandes Maremotos, causados pelo Fogo e pelo Vento... fogovulcânico do interior da TERRA... PAI... CHÃO... paixão... e Ventosfustigantes que a tudo destroem por onde passam, ou será que apenasMUDAM DE LUGAR?Pense se quiser, ou nem pense, deixe fluir Ale Mohamed, vá lápara o seu sótão como todos chamam e deixe fluir, irei estar ao seu ladosempre... mas, passe ao POETA o VERBO todo, não o deixe maisperdido do que ele já se encontra. Com tantas diabruras que andamacontecendo na Terra, ele sozinho não pode mudar o mundo, mas todossabemos, Ale, que ele tem algo que Miguel Ângelo também tinha e,todos aí na Terra, de alguma forma escutam suas freqüências vibratóriase nem precisam de livros ou computadores ou seja lá o que for, masprecisam, sim, de terem mais calma ao iniciarem o seu dia, que não adia
  26. 26. 27o dia seguinte ,nem apressa o dia anterior... Tudo, Ale, mas tudomesmo, está escrito nas Estrelas e por isto você gostou muitode conhecer aquela cantora no Pantanal, Tetê Spinola...Espinha dos Ts... Espinha dos Ets... tantas interpretações, não émesmo, Ale Mohamed?Em ter pretas ações!!! Caos e Luz, meu menino...Na próxima aula, iremos falar a respeito das moças e moços queprecisam cumprir o seu CONTRATO SAGRADO e você, Ale, lhes levaráos ensinamentos, está bem assim?Ale dirigiu-se ao sótão depois de rapidamente passar uma águano rosto, pois não podia perder nada daqueles ensinamentos; ao ladodele havia um altarzinho onde sua Madrinha, Tia Rosinha, sorria... oJardim ia ficar cada dia mais florido, dizia ela ao seu afilhado debatismo...Uma lágrima salgada foi caindo em slow motion, até chegar às mãosenrugadas do Velho e Eterno Escriba... Suas rugas eram rugas dePERSONAL..IDADE... Éter...na... idade... Andava adormecido...a...dor...me...sendo...Os cães uivaram e as 5 Águias levantaram vôo...no Sítio daRelva, pousada de Ale Mohamed.
  27. 27. 28CAPÍTULO 9A PeregrinaçãoAssim como chegou ele partiu, sabendo que em todos os desertoshavia sempre uma enorme força que vinha do interior da terra. Estamesma força tanto alimentava como simplesmente neutralizava todas asoutras forças chamadas de vida, criando então algo que ficava entre oantes e o depois, chamado NADA.Ale Mohamed seguiu sua caminhada noite a dentro, e durante odia descansava, pois no Deserto a vida era intensa à noite; durante o diaela chegava a cegar ou a iludir os viajantes, mas a noite, esta sim, era acompanheira ideal para quem vivesse em função das grandes travessiasque o Deserto permitia.Ele nunca entendeu por qual motivo as pessoas tinham pressa ematravessar aquela imensidão de areia, cactos, sol, estrelas, vento,cobras e lagartos, fora algo que estava no ar e que poucos seapercebiam, algo que Ele vivenciara e o fez compreender que nada, masnada mesmo é necessário se fazer, nem mesmo atravessar o Deserto,porque o que tiver que ser já É, seja no início da caminhada, no meio ouno final – ou no aparente final – porque depois do Deserto a Caminhadacontinua, muitas vezes muito mais difícil do que quando se tem apenassol, areia e estrelas a nos dirigir.Em um momento da travessia ele se apercebeu que umaESTRELA dava-lhe um sinal.Parou, sentou-se sobre uma duna, observou a estrela a cintilarcom uma variação de cores quase indefinidas, até que se apercebeu queeram cores entre o AMAR...ELO, LAR...ANJA, VER...MELHOR... E foientão compreendendo que tinha que ativar estes chacras, que estavamde alguma forma sem energia, pela imensa travessia ou porquerealmente descuidou-se, mas a tradução das cores é que tinha tudo aver com a MENSAGEM DA ESTRELA.O VERBO, sempre O VERBO a mostrar a ele, Ale Mohamed, quealgo estava mais do que certo no universo e os humanos por mais quecaminhassem de aviões, a pé, navios ou naves com tecnologias dasmais avançadas, mais se afastavam desta imensa e saudável verdade:O QUANTO O UNIVERSO ERA TODO CERTINHO.Senão vejamos, como seria possível tantos e tantos planetas,galáxias e estrelas conviverem sem grandes choques, e na Terra, porqualquer coisinha explodirem guerras pessoais, sociais, religiosas eplanetárias???Que lógica mais besta esta dos humanos, pensava Ale Mohamedenquanto fazia os exercícios de respiração, mentalizando as cores quenecessitava para continuar a grande travessia. Sabia que um dia aindateria um canto sossegado, no DESERTO ou em qualquer outro lugar doPLANETA, apenas para colocar no papel aquelas mensagens todas.
  28. 28. 29Lembrou-se de uma amiga que trabalhava numa linha aérea efazia o CAMINHO DE SANTIAGO DE COMPOSTELA, Monica Pursini. Aimagem dela veio ter a sua frente, sorrindo e dizendo com seu olharesverdeado o quanto a peregrinação lhe havia ensinado que é NOCAMINHO que purificamos todo nosso SER.Poucas pessoas conseguiam compreender isto.Muitas iam e vinham até em encarnações seguidas mascontinuavam sem conseguir a purificação tão falada e comentada...Afinal, o que faltava?Nada, disse uma voz dentro dele, nada faltava, tudo estava certíssimo,como certíssimo estava todo o Universo, apenas havia quem ainda estava emestado x, y,ou z... Nada estava fora do lugar, apenas uns não entendiam asatitudes dos outros, mas também, viverem milhões de pessoasamontoadas nas cidades, e os Desertos desertos é que não estavamesmo certo.Conforto... todos queriam conforto, mas ao fim e ao cabo davamcabo de qualquer sossego que poderiam ter onde não vivesse viva alma.Ale foi adormecendo, adormecendo... e sonhou que vivia em umsótão, distante das cidades, cercado por um bosque de pinheiros, comseus cavalos, cães, águias, gatos, pássaros em profusão e lá distante,bem distante, o Deserto do Saara a contemplar e a ser contemplado pelaESTRELA que lhe ensinou a se reenergizar através das cores doschacras.Amem, dizia o Anjo que velava pelo seu sono...Quibyr era seunome... Do outro lado do sono Epaminondas, o seu outro Anjo,aguardava que Ale Mohamed acordasse para continuarem a caminhada,dois Anjos e uma Estrela.Para que mais???
  29. 29. 30CAPÍTULO 10Energia AngelicalDois Anjos e uma Estrela, realmente era tudo que qualquerpessoa poderia querer a fim de cumprir sua caminhada ou peregrinaçãoterrena.Ale Mohamed sabia que muitas vezes praticara atos queafastaram de alguma forma os Dois Anjos e nem via mais as luzes dasestrelas, e, justamente por ter conseguido superar estas fases em suavida é que tinha a missão de passar a outros que ainda estavamcomeçando a peregrinação, o quanto aprendera CONSIGO MESMO.É verdade, quem mais nos ensina somos nós próprios.Por mais que os outros tentem nos passar seus ensinamentos, oque mais fica gravado em nossa alma são as nossas experiências, nestae noutras vidas.Por este motivo, e tão somente por este motivo, ele sonhou econquistou o SÓTÃO, local que para muitos era apenas um canto de seguardar antiguidades ou coisas sem mais utilidade, enquanto para AleMohamed era o local de recolhimento, o seu Altar, sua conexão com seuDeus interior, com o Planeta e todo o Cosmo.E assim, após ter conquistado o que mais sonhara em sua vida,qual seja, o seu cantinho de reflexão, colocou mãos a obra e dia a diaescrevia parte do livro que, sem dúvidas, iria colaborar com ele mesmo ecom muitas outras pessoas que um dia viessem a ler O AVATAR.Ale também tinha certeza que nada mais poderia atrapalhar estasua peregrinação pelo mundo do VERBO, e com tal convicção dedicou-se a este LABOR que nem sentia o tempo passar, nem sequerconseguia sentir fome ou sede. E se alguém de vez em quando não lhelevasse algo para se alimentar ficaria ali apenas escrevendo, como se osseus dedos respondessem a impulsos que não tinham conexão com aTerra mas com algo muito superior ao próprio universo.Lembrou-se de quando Ila lhe explicou que ele não tinha quevoltar à Terra antes de cumprir todas as tarefas que lhe eram delegadasno ALINHAMENTO DAS GALÁXIAS.Realmente algo havia entre o Cosmo, a Terra e os Sereshumanos que foi descodificado pelo sistema constituído fazendo comque os humanos, que se diziam tão inteligentes, perdessem o seupróprio instinto de sobrevivência, nem se apercebendo que a cada diaque passasse mais se enterravam no consumismo e no materialismo.Um vício, era exatamente assim que Ale Mohamed sentia que ahumanidade ia se tornando cada dia mais. Um vício terrível! Por essemotivo achou por bem abandonar tudo e dedicar os dias que lherestassem para concluir O AVATAR.
  30. 30. 31O mais importante era a forma como ele pretendia divulgar aquelelivro. Em primeiro lugar ele sabia que a mensagem lhe estava sendoenviada via Éter, e logicamente também seria reenviada via Éter paratodos os que captassem essas freqüências. E assim ia dedilhando teclapor tecla, até que sentia estar novamente na Terra. Então parava umpouco para refletir, sintonizar-se com o mundo que o rodeava, o mundodo seu sótão, um sonho que se tornou realidade, graças a suaperseverança durante toda a vida em seguir O CAMINHO… AVATAR.Curiosamente havia recebido centenas de propostas durante todaa sua vida, algumas irrecusáveis, outras muito tentadoras, mas, por maisque lhe quisessem dar certas mordomias, até em sua terra natal, qualseja, Brasil, ele compreendera que O AVATAR seria escrito no seusótão, e o seu sótão seria o local onde, se calhar, viveriaETERNAMENTE.Como poderia alguém compreender uma pessoa que vive no 3ºMilênio da Era Cristã convivendo anteriormente com o mundo dosmundos, atuando em grandes empresas e projetos, tendo passado pelaVila Piscatória da Picinguaba, Amazônia, Vale do Kiriri, Peru e outroslocais que ele considerava Sagrados e, de uma hora para outra,vivenciar apenas o espaço do seu sótão?Uma mensagem vinha toda hora a lhe dizer que estavacorretíssimo: Só…Tao.Ah... se Ale Mohamed pudesse dizer com todas as letras, para OMUNDO inteiro o quanto estarmos com nós próprios é a maior detodas as dádivas, sem dúvidas ele iria conseguir colaborar para que aPAZ viesse ao encontro de muitos, afinal a PAZ é um sentido deEcologia Pessoal, Social e Planetária.Ila, sua amada e companheira eterna, sabia que agora eleencontraria o que mais realmente procurara durante toda a sua vida,pois só mesmo se afastando dos ruídos das cidades e dos espaçoslaborais é que ele iria voltar para dentro de si mesmo e de lá, para a suaorigem Ancestral, a qual se conectava com as indivisíveis ligações comos mundos dos mundos, invisíveis para uns e sensíveis para outros.O mundo que fizera vir à Terra o Primeiro Avatar e tantos outros aseguirem suas pegadas.Seria realmente muito interessante o dia em que as pessoascompreendessem que tudo é interligado e nada é separado, por isto nãohavia necessidade alguma das pessoas correrem de um lado para ooutro em busca do sabe-se lá o quê!!!Quando nos deslocamos, deslocamos energias; agora imaginemquantas energias se deslocam e logicamente movimentam outrasenergias desnecessariamente por causa dos tais PROGRESSOSimpostos por um sistema que ao fim e ao cabo, está mais do queprovado, deixa as pessoas cada vez mais afastadas de si mesmas.A Mãe Terra já fora muito magoada e realmente algo havia queser feito, e, se cada qual acordasse para esta verdade, tudo iria aospoucos se equilibrando, natural e cosmicamente.
  31. 31. 32CAPÍTULO 11Valores Relativos e Valores AbsolutosEram 5:13h de uma madrugada fria. Lá fora, as estrelas no céuanunciavam o quanto de luminescência transmitiam umas às outras emsuas andanças pelo que na Terra chamavam órbita. Todavia, a olhosnus Ale Mohamed apenas observava o brilho e a intensidade que cadaqual lhe transmitia, como uma criança que olha para um móbilependurado sobre o seu berço e vê apenas as cores de cada uma daspeças do móbile, sem se preocupar com o que prende cada uma daspeças e o que afinal gera o movimento que a distrai.E esta simples colocação deixou Ale Mohamed com uma vontadeimensa de transmitir, em seu percurso de vida, o quanto algo é relativo eo quanto algo é absoluto, ou seja, havia valores relativos e valoresabsolutos que infelizmente o sistema não permitia às pessoas delestomarem consciência, e, quando menos esperassem estariam fadadas aterem que redescobrir seus verdadeiros valores ou então viverem semnem se aperceberem o quanto poderiam ter mais bem aproveitadoaquilo que Ale Mohamed considerava a verdadeira Vivência Eterna.Era realmente muito interessante a mensagem que as Estrelashaviam acabado de lhe passar. Fechou a vidraça da varanda suspensaonde sempre que podia observava a MADRUGADA e entrou em seusótão aquecido pela lareira situada no piso inferior da casa que oabrigava no Santo da Serra, Ilha da Madeira, Portugal.Sentou-se em sua antiga escrivaninha, e apanhando um lápiscomeçou apontá-lo para poder escrever o que sentia em seu íntimo eentão passar aos outros que viviam, como ele, no Planeta Terra,sabendo quase com certeza absoluta, que os seres dos OUTROSPLANETAS queriam mesmo que ele passasse para o papel aqueleensinamento, aparentemente simples mas de uma profundidade quepoderia resolver imensos problemas existenciais, inclusive com elemesmo.Ora, se a vivência de uma pessoa lhe demarcara pontoscabalísticos elevados a determinada freqüência vibratória que lhepermitia interagir com todo o Universo, como seria possível esta pessoaconviver com um sistema carcomido pelo tempo onde as formas de sepassar as 24 horas do dia por si só estavam comprometidas com algoque em NADA, mas em NADA, colaborava para que cada um dos sereshumanos conseguisse entrar em órbita com o próprio PLANETA e sentira vibração que ele captava em cada micro milésimo de espaço-tempopor onde circulava ?Assim sendo, na opinião de Ale Mohamed, a maioria dahumanidade andava alienada da VERDADE SUPREMA, ou seja, do queera realmente viver no céu, em um planeta que fazia parte de umsistema solar que vagava dentro de uma galáxia e esta por sua vez
  32. 32. 33vagava no Universo, procurando de alguma forma a sua melhor posiçãoem relação a outras galáxias que também tinham vida própria eprecisavam se equilibrar na imensa simbiose cósmica e universal.Este equilíbrio era tão semelhante ao equilíbrio dos átomos quecompunham cada ser vivo e tinham uma componente universal tãocomum a todos estes seres, que na opinião de Ale Mohamed a própriaCiência tinha que se capacitar, tinha que ser revista para então poderhaver algo na Terra que corroborasse a existência de todos os reinos emmaior equilíbrio do que até então.Neste exato momento o escritor, ensaísta, poeta, peregrino dasestrelas, homem do deserto e de todos recantos do mundo, começou seaperceber o quanto de repente tudo aquilo que as estrelas lhe haviamtransmitido era algo tão relativo, mas tão relativo que em nada poderiacolaborar com o que de absoluto seria o amanhecer, onde apenas UMAESTRELA CINTILAVA NO CÉU e apagava a maravilha da própriamadrugada.O silêncio em seu sótão e em toda volta do Sítio da Relva, ondevivia, era naquele exato momento um dos maiores exemplos de valoresrelativos e valores absolutos; tão logo o dia começasse a clarear, naestradinha próxima os ruídos iriam começar com os veículos indo evindo, com as pessoas acordando e seguindo o seu rumo de vida, e,antes disso os próprios pássaros acordariam o dia pois, por instinto,sabiam que o seu cantar trazia a luz do sol e a natureza toda despertavapara o que chamavam o novo dia.Como ele poderia passar o que lhe ia nalma? Como poderia dizeràs pessoas daquele mundo, cercado de água por todos os lados, comuma área terrena de no máximo 1.200 quilômetros quadrados, o quantohavia uma CONTINUIDADE das suas vidas no próprio Oceano, que emsuas tangências unia-se ao cosmo via galáxia que o continha,juntamente com outros OCEANOS SIDERAIS?Próximo havia o Santo da Serra, uma vila com no máximo 6.000habitantes, os quais viviam em quintas antigas, onde a fauna rural erauma constante, e no centro da vila uma igreja demonstrava um povocatólico, que reunia-se aos finais de semana para a missa, quando entãoo responsável pelo RELIGAMENTO de toda aquela população procuravapassar os ensinamentos que um Avatar deixara quando de suapassagem pela Terra.Este Avatar, chamado Jesus, vivera como filho de um carpinteirode nome José e de sua mulher Maria, que, na história daquele povomuito antigo, fora Mãe de Jesus, pelo poder do Espírito Santo.Ali estava algo que uns poderiam considerar relativo e outrosabsolutos. O que Ale Mohamed não conseguia compreender erajustamente isto: por que tanta separatividade?Não seria muito mais interessante as pessoas tomaremconsciência de que o RELIGARE era desnecessário se todas elas
  33. 33. 34estivessem conscientes da mesma freqüência vibratória que as estrelaslhe passavam naquela madrugada?Será que ainda se passariam mais 2.005 anos e as pessoasdaquele pedaço de Terra continuariam esperando a vinda do AVATARque tinha sucumbido justamente porque desafiou o sistema constituído àépoca em que vivera? Um sistema que tinha sido criado por um POVOINVASOR, cujo Imperador exigia que se cumprissem as SUAS LEIS, asSUAS ORDENS, sem nem querer saber se diante dele tinha um Deus ouum mendigo.Ale na hora parou de escrever e meditou... O café que elecolocara sobre a escrivaninha, escorria, ele nem se apercebia o quantoaquele néctar tão Afro-Brasileiro poderia estragar tudo o que escrevera...UM DEUS OU UM MENDIGO... mas que disparate!!! ...Cá...Fé... !!!Ficou meditando em suas próprias palavras ESCRITAS, e logo,mas logo mesmo, várias interlocuções bateram em seu hemisfériosensitivo... Afinal, quem era o MENDIGO E QUEM ERA DEUS, qual eramais feliz, qual tinha mais oportunidade nesta vida de vivenciar cada umdos seus átomos e do seu próprio conhecimento eterno?Nada respondeu, apenas ficou meditando...Lá longe um cão latia, defendendo o espaço que, em seuuniverso, ele considerava seu... A madrugada seguia adiante, o planetagirava, o café escorria de uma xícara a moda antiga...Realmente, haviam valores relativos e valores absolutos...Extremos que se atraíam...Magnética, humana, terrena, cósmica euniversalmente...Ale apagou a luz e foi se deitar. No outro dia iria caminhar, sentir avida, ver se conseguia compreender melhor o que acabara de escrever...
  34. 34. 35CAPÍTULO 12O Portal CósmicoFicou meditando em suas próprias palavras ESCRITAS, e logo,mas logo mesmo, várias interlocuções bateram em seu hemisfériosensitivo... Afinal, quem era o MENDIGO E QUEM ERA DEUS, qual eramais feliz, qual tinha mais oportunidade nesta vida de vivenciar cada umdos seus átomos e do seu próprio conhecimento eterno?Enquanto caminhava entre a Serra e Mar, Ale Mohamed lembrou-se que, quando chegou ao Arquipélago da Madeira, disse ao motoristade táxi que tinha vindo em busca de Atlântida… e que um dia iriam andarnaquela Ilha novamente por dentro da Terra…Caminhava e observava as cinco águias que o acompanhavamsempre… girando nas camadas térmicas e emitindo o seu silvar.A maneira como havia se recolhido no outro dia o deixaraencafifado. Então, como era possível uma pessoa comum vivenciar cadaum dos seus átomos?Ele seguia enquanto Coringa e Xandy, seus cães e amigos,também o seguiam, fazendo incursões pela mata adentro e depoisvoltando na mesma trilha que ele abria com seus pés de peregrinoeterno.Lá embaixo o imenso Oceano cintilava, emprestando à planície deágua, estrelas vivas e iluminadas pela luz solar…Engraçado, será que Deus sentia seus próprios Átomos?Uma pergunta que ficara dentro de seus sonhos, em seudespertar e em tudo o que ia fazendo… Sorria ao ver uma borboleta apolarizar uma flor, cumprindo a sua missão de levar o lado dafecundação à maravilha do reino vegetal. E os reinos... ah... os reinos...que vieram se preparando para receber os seres humanos, cada qual asua maneira, cumprindo ATOMICAMENTE a sua parte...Caramba!!!Quantos anos seus Átomos o ajudaram a ir, vir, sonhar, brincar,escrever, sair de si e compreender o que de mais belo e mais singelo ouniverso lhe preparara... a ele e aos que com ele vivenciaram todo umviver...Ele tinha por hábito BEBER A SABEDORIA dos mais velhos...Jorge Martins, seu MESTRE na juventude, surgiu de repente àsua frente, com aqueles olhos risonhos, esverdeados e sábios. Apenassorria...No coração do peregrino cósmico algo explodiu. Seriam Átomos?
  35. 35. 36Seria a mesma explosão que o PRIMEIRO ÁTOMO VIVOsentiu???Ali, à sua frente, o professor de Mecânica Celeste e amigo eterno,agora vivendo em Arcturo apenas sorria...“Por um ponto passam infinitas retas!”A frase que Ale Mohamed nunca esquecera e que seu amigo lhedissera quando ainda habitava a Terra...E, por um corpo físico passam infinitos Átomos!Mas se nós não conseguimos ver os Átomos a olho nu, tambémnão vemos as outras dimensões...!!!???Uma luz imensa explodiu à sua frente e Jorge Martins sumiunela...Ele era a própria Luz! Claro, estava mais do que claro...Lembrou-se que seu amigo Pedro Abreu por diversas vezestentara acertar as correntes de luz e as instalações elétricas na pousadaonde vivia e começou a unir as pontas, interpretando melhor amensagem do dia anterior...Gente do céu! Se todo Planeta está no céu, claro, evidente!A maior de todas as ilusões é que somos apenas esta dimensão.Claro, tão claro quanto a água cristalina que agora ele usava paraesfriar sua cabeça, tanto pela caminhada como pelo sol que já ia alto.Coringa e Xandy mergulharam na pequena fonte de água pura queformava um belíssimo recanto entre a vegetação e a LEVADA, um canalde irrigação que seguia pela Ilha afora, desde o norte até ao sul...Um arco-íris se formou entre as gotículas de água e o FOGOSOLAR...É ISTO!!!Nossa visão foi CONDICIONADA a ver apenas o que queremosver... Ou, nos doutrinaram a ver. “O pior cego é aquele que não querver!”Ale lembrou-se do quanto já havia peregrinado em busca de umaresposta, e ela estava justamente ali, na simplicidade em descer amontanha em direção ao mar, sem se preocupar com nada, mas comnada mesmo, esvaziando o seu SER terreno para conseguir se unir aoCosmo... pois a verdadeira energia é o TODO, integrado.Ora, se seu corpo físico era feito da união de Átomos, todo oUniverso era exatamente isto e nada mais do que isto.
  36. 36. 37O essencial é invisível aos olhos... Saint-Exupéry em “O PequenoPríncipe”.Caramba!!!“Você lembra muito Exupéry!” disse-lhe Paulo Urban, seu amigo emédico psiquiatra, em um aeroporto... juntamente com Patrícia, aPsicóloga, e Carlos Estudante...Gente do céu...Quanta gente o estaria ouvindo agora, pois se justamente agoraele abrira O PORTAL CÓSMICO, com um intensidade tal que, claro, oUniverso todo o estava escutando!Ora se conseguimos compreender isto, temos o MOTOCONTÍNUO e temos A PEDRA FILOSOFAL, tão simples quanto isto...ficou matutando Ale Mohamed.Então, tudo o mais é apenas retórica...Gente, que LOUCURA!!!Coringa e Xandy, deitados ao lado de uma figueira imensa, quaseadormeciam, nem estavam aí para a HORA DO BRASIL...A cabeça de Ale Mohamed parecia que ia pegar fogo. Mas ele eraassim mesmo, quando encasquetava com uma coisa, ainda maisdaquela magnitude, entre Deus e um Mendigo...Seria por isto que Jesus entrou em Jerusalém montando umjegue???Seria por isto que escolheu os pescadores? Homens simples, mascom uma força física imensa, uma fonte de renda inesgotável que era omar???Mas, Jesus aprendera muito em seu viver...Ale Mohamed era apenas um peregrino... um ser que buscavarespostas entre a Natureza, terrena, humana e cósmica.Jesus era um AVATAR, e até João Baptista o reconheceu tão logose aproximou Dele.Mas afinal, o que interessava voltar aos tempos de Jesus, se alionde ele se encontrava é que SURGIU A RESPOSTA QUEBUSCAVA???Olhou para as suas mãos. Bem no centro da mão esquerda haviauma Estrela de David.
  37. 37. 38Ale Mohamed chorou... Suas lágrimas, salgadas, tal e qual omovimento MAR, caíam como a fonte d’água que alimentava a vida, egerava as LEVADAS, que irrigavam toda a Ilha da Madeira.Um pássaro começou cantar, anunciando aos outros que afloresta iria receber um AMIGO... Um amigo eterno e que compreendeu,ali mesmo, o quanto era feito de átomos, apenas de átomos e nadamais. Tudo o mais era complemento, tudo o mais era estrutura físicapara ele poder ir e vir, mostrar a que veio, com que veio, como veio, deonde veio, para quem veio, porque veio...Entre Ale Mohamed e a Floresta, a Montanha, o Oceano, e tudo oque já andara e percorrera, haviam apenas Átomos. Invisíveis paraalguns, mas tremendamente visíveis para outros, fosse com auxílio delentes, que aos cientistas eram dadas, e até muito mais, mas AO POVOHUMILDE era negado, ao POVO HUMILDE nem era dito... pois alguémtinha que se alimentar com o pseudoconhecimento.Engraçado, em outras andanças Ale Mohamed citara ospseudopoderosos, agora o pseudoconhecimento.Mas que injustiça... Pensava consigo mesmo.As lágrimas cessaram, foi novamente até a fonte, lavou o rosto ecomentou com o seu coração:“Quanta gente poderia ver tudo isto e não vê; além de não ver ficasubjugada pelos idiotas deste sistema fálico…!”Deitou-se à sombra da imensa figueira e aos poucos foiadormecendo...A DOR... ME SENDO...Além dos Átomos, havia o que transcodificava dentro dele, nalinguagem que determinaram chamar PORTUGUÊS. Muito bem...pensou.ME... DITAR...E entrou em Alpha, Beta, Gama... até Omega...Em sua viagem via o seu pai lhe entregando um relógio VacheronConstantin, comparando-o a um Omega. “É muito melhor...” disse-lhe opai, que já falecera e estava ali em sua viagem...ALIPIO... Ali...pio... era seu nome... Ali, piedoso... E ele era Ale...vixi !!!Marianna era sua Mãe… Mãe e Avó de Jesus...Duas vezes ;vixi!!!Átomos, tudo átomo...Mas que diabo, por qual motivo vivenciaram suas vidas de umaforma tão TERRA A TERRA... Na viagem eles não souberam lheresponder. E também nem interessava mais...
  38. 38. 39Sua missão era além de si mesmo, e podia até ser diminutiva,missãozinha...Mas que ele iria fazer muita gente, a...cor...dar, ia. Ah! se iria!Não iria atacar ninguém, nem era esta a sua índole.Lembrou-se de tantos Avatares que já haviam passado pela Terrae não conseguiu ver ou lembrar de nenhum deles explicando aquilo.Todos Átomos... E claro, iria a partir daquele momento estudarmelhor os Átomos, não em um laboratório, senão ficaria hermeticamenteencerrado na mesma prisão que os outros ficaram, pois custa imensoum labor...ator...io...É, LABOR...ATOR...IO... O TRABALHO DO ATOR QUE EU SOU,pensou.Ila surgiu em sua viagem, a grande companheira cósmica, amigaeterna e LUZ.“Então Ale, conseguiu encontrar a Violeta?”A ovelha, que andava por Urânia, brincando com as borboletas eque recebera seu amigo Rui Relvas tão logo ele lá chegou; aliás, todosos que chegavam a Urânia eram recebidos por Violeta.Ali eles recebiam um tratamento ATÔMICO e em poucos diasestavam novinhos em folha...Ale sorriu para Ila e nada disse.Sorriu...Coringa latiu para uma lagartixa que apanhava sol sobre umapedra.E acordou Ale de seus sonhos.Apanhou seu cajado, recomeçou a peregrinar, desta feita emdireção a Camacha, um local, que também ficava nas montanhas e quemantinha grande tradição do folclore, gastronomia, músicas...Entre a Camacha e o Santo da Serra, onde vivia, haviam muitospoios, que lembravam o PERU, MATCHU PITCHU...Ale Mohamed sorria... tudo átomos... a forma, o conteúdo e osátomos. Visíveis para uns, invisíveis para a maioria....1945... Bomba Atômica... nascia Ale Mohamed... Engraçado…pensou ele, muito engraçado.Tão engraçado que só mesmo quem teve seus átomos acrescidosdesta forma para compreender o que acabara de compreender...Coringa escorregava pelos poios, brincando com Xandy. Pareciaestarem em um tobogan.O cajado ajudava Ale a descer sem escorregar, senão iria parar láno fundo do imenso vale que unia o Santo da Serra à Camacha.Uns turistas passaram caminhando pela levada....tudo Átomo...!!!
  39. 39. 40CAPÍTULO 13Tudo ÁtomosNaquela noite Ale Mohamed nem conseguia se concentrar nosseus afazeres, nem queria jantar, nem nada, havia ficado com a fraseem sua cabeça:TUDO ÁTOMOS...Ele sabia que realmente um Átomo ninguém vê. Um Átomosozinho representa aparentemente NADA, mas, unido ao que ele aindanão compreendera dava início a TODO UNIVERSO! E, se assim foi,assim era e assim sempre será.Deixou de se preocupar apenas com seu corpo físico, aliás,sempre procurava analisar vários assuntos sem se preocupar apenascom ele mas com o universo que o cercava e que estava inserido emtodo universo, o que a maioria das pessoas nem se davam conta.Lá fora os cães uivaram mais uma vez e ele então usou esteexemplo para clarear suas idéias, que estavam alicerçadas no quevemos ou não vemos, mas existem e estão a nossa volta: os mundosparalelos.Se os cães uivavam tinham algum motivo, viam alguma coisa e,por que eles conseguiam ver, sentir, e nós não?Várias vezes os cães uivavam ali onde ele vivia, em um bosquede pinheiros a 660 metros de altitude. O que poderia ser que os faziauivar tanto?Alguns diziam que os cães uivam quando seus donos morrem...mas não havia morrido ninguém e durante vários meses eles uivaram, emuito.Outro exemplo eram os golfinhos que previam as catástrofesantes delas acontecerem e socorriam náufragos, ajudavam outros peixesem dificuldades, mudavam de zonas onde estavam vivendo e assimpreservavam a sua espécie e a dos outros.Foi assim que se começou a estudar também as CRIANÇASINDIGO E CRISTAIS, que dizem têm contatos com os golfinhos...Seriam estas crianças especiais porque tinham poderes queoutras crianças não tinham ou porque VIAM ALÉM DO QUE VEMOSNÓS???Sentir, já era algo muito mais importante do que ver.
  40. 40. 41É verdade, os sensitivos tinham qualidades que poucos tinham.Lembrou-se de sua avó, que era cega de um olho mas enxergava muitomais que a maioria das pessoas...“Eu sou católica, vou a missa, mas creio que o Espiritismo é umaCiência muito bem desenvolvida!”Era verdade... haviam então espíritos a nossa volta e nós nemnos apercebíamos, eram outros seres de luz que vinham até nossoORBE.E por quê não conseguíamos vê-los?Quando Miguel Ângelo pintou a Capela Cistina, imaginou tudoaquilo... Os Anjos, Arcanjos, Querubins, a figura mesmo de um SERSUPERIOR ILUMINADO chamado Deus, enfim, de onde ele tirou tudoaquilo? E mesmo que tenha sido orientado pelos que tomam conta doVaticano, de onde tiraram aquela visão???E por quê apenas eles poderiam tê-la???Ale estava entrando em um terreno extremamente minado, mastinha que entrar, tinha que desvendar, afinal não queria mais saber queno Planeta Terra algumas pessoas podiam isto e outras pessoas nãopodiam.Lembrou-se de um tio-avô, maçom, que lhe explicou o quantoalgumas pessoas realmente não podiam ter acesso a certos PODERES.Mas afinal, por que esta separatividade toda?Estávamos ainda muito involuídos para dizermos uma coisadestas.Ou será que Ale Mohamed realmente vivenciava outra dimensãoe nem se apercebia?Em sua dimensão nada era proibido a ninguém, tudo eracompartilhado com todos, e nada havia de diferenciação como na Terra.De onde então viera Ale Mohamed, ou, em que dimensão viviaAle Mohamed?Um dia, uma pessoa que lera seu livro “O Planeta Exterminador”,escrito lá pelos anos 80, e que citava um Planeta que se aproximava dosistema solar, disse a ele:“Ali Mohamed foi um profeta Persa que deu origem ao Islão!”Ale tinha a letra E em seu nome, mas ficou matutando sobreaquelas palavras.Islão significava “Deus em você!”Nossa Mãe do Céu... comentou consigo mesmo o nossoperegrino... ”Arrepiei-me todo!”NAMASTÊ significa : Eu reverencio o Deus que habita em você!Sempre que encontrava algo que era muito forte arrepiava, enaquele exato momento ocorrera isto.Fez seus apontamentos, fechou sua escrivaninha antiga e serecolheu. Se calhar um sonho lhe traria as respostas que buscava.
  41. 41. 42CAPÍTULO 14SintoniaMas afinal, o fato de Islão significar “Deus em você” o quemudaria?Se somos filhos do Universo, descendendo do primeiro átomovivo que construiu todo o universo, tendo sido iniciados em uma religiãox, y, ou z, que fala de um Deus e de nossa imagem e semelhança, o quepoderia ter feito Ale Mohamed se arrepiar?O que afinal seria este sintoma de arrepiarmo-nos?Um calafrio voltou à espinha de Ale, que se lembrou dosensinamentos do Mestre Hoguen Sam a respeito do ZEN, a posturasentado, olhar em todas as direções, manter a mão direita sobre a mãoesquerda bem direcionada para o nosso umbigo, uma expiração,ativando assim o acundaline e procurando o NADA ABSOLUTO.Ora, NADA ABSOLUTO significava também a ausência de tudoem nós, porque a função da expiração era justamente eliminar tudo oque havia em nossos hemisférios cerebrais, incluindo-se a idéia de umDeus.E agora???Ale lembrou-se de quando fez o processo Fisher e Hoffman, noRio de Janeiro, e aos poucos foi novamente entrando na mesma sintoniaem que estivera na Picinguaba, sentindo os corpos a se decomporem, e,um dia, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, sentou-se para meditar eviajou durante 12 horas, sentado em uma pedra. Lá pelas tantas danoite, apareceu um guarda e pediu para ele voltar do transe. Ao lado doguarda um senhor acompanhou a “volta” de Ale para a Terra e logo decara lhe perguntou se era maçom, ao que obteve resposta negativa.Conversaram pela noite adentro na Casa da Administração, pois osenhor era o Diretor do Jardim Botânico e ficara impressionado com acapacidade que Ale tinha em se concentrar...- Em que você meditava?Perguntou o gentil senhor, enquanto lhe servia um chá.- Em NADA, absolutamente NADA!Muitos anos se passaram até aquele momento em que ele searrepiara, lembrando a frase que citava o Profeta do Islão.Lembrou-se também de um amigo persa, de nomeAbbi, que o chamava de Darwish, o que na Pérsia antigasimbolizava um sábio, um ser iluminado, alguém que vivia entre doismundos, passando informações aos do mundo terreno, como umORÁCULO.
  42. 42. 43Ver ou sentir???Sentir, logicamente era a resposta de Ale, pois quem sente temtudo, percebe melhor, intuitiva e sensitivamente capta melhor o que é amensagem ou a situação.O coração tem razões que a própria razão desconhece, já diziaBlaise Pascal. (não Vinícius de Morais – este apenas repetiu a frase ).No entanto Ale estava querendo interpretar o arrepio. A presençade Deus é que o teria causado?Deus nunca estaria em um local desagradável ou na companhiade uma pessoa desagradável.Nem mesmo um Anjo da Guarda ficaria em uma situação assim,quanto mais Deus.Os pensamentos ferviam em sua cabeça, estava mesmoencucado com tudo aquilo.E costumava dizer que não pensava, mas é que tinha umraciocínio tão rápido, esclarecia as coisas de uma maneira tão simplesque dava a impressão que realmente não pensava.O ar que nos cerca pesa tanto ou mais que toda a água do mar...Que mensagem, mas isto , tudo quanto é cientista sabe...Então, se pesa tanto, é porque tem elementos ou dimensões queo fazem ser tão pesado, e por qual motivo não o sentimos?Ora os peixes também não sentem o peso da água dosOceanos... é verdade!!!A cada questionamento, logo vinha uma resposta, como sehouvesse um diálogo íntimo entre o peregrino e um outro ser dentro delemesmo.E quantas pessoas conseguiriam estas respostas com tantarapidez como as obtinha Ale Mohamed? Mas também o que interessariaisto?Se calhar, quem não obtinha as respostas também não tinhanenhuma pergunta a fazer e aceitava a vida com muito maissimplicidade.Caramba!!!É isto mesmo!!!Quanto mais simples somos, mais leve será para nós a vida.
  43. 43. 44Então, quer dizer que, quanto mais tomamos conhecimento dascoisas mais ficamos entalados?Era mais ou menos isto mesmo.A nossa responsabilidade logicamente aumentava em funçãodaquilo que íamos, durante nossa estada na terra, conhecendo mais ,mais e mais...E o que significava esta responsabilidade?Tinha a ver com O POVO DA TERRA ou apenas com nóspróprios?Além do POVO DA TERRA havia ainda todo O PLANETA, oambiente, os reinos que o faziam, vegetal, mineral, animal, reinos que seprepararam para a nossa chegada e nem todos nós soubemos convivercom eles.Ale ficou matutando em tudo aquilo, enquanto seu fiel cão Coringacochilava debaixo da escrivaninha antiga, onde ele se punha a estudartodos estes temas, os quais em geral nasciam em sua cabeça ou vinhampelo Éter, que é a fonte do nosso conhecimento...Ora, se a fonte do conhecimento era o Éter, e todo oconhecimento encontrava-se no cosmo e através dele nos era enviado,não para todos ,mas para os que melhor conseguissem sintonizar-secom as esferas celestiais, por qual motivo a responsabilidade dotomarmos conhecimento aumentava algo em nós???Sem querer fugir à pergunta que agora martelava sua cabeça, AleMohamed decidiu sair com seu cão a dar umas voltas para desanuviarum pouco e também fazer exercícios, porque sabia que o exercício físicoajudava-o muito a fazer uma catarse sanguínea, ou seja, aquilo que oincomodava por dentro era expelido pela própria transpiração...Há muitos ele fora um excelente atleta, praticara quase tudo o quese vê numa Olimpíada.É claro que a idade chegando ele não poderia mais praticar todosos esportes que em sua juventude praticara, mas dentro dele haviaainda muito do que aprendera até então.E quando menos esperava, andando entre os pinheiros nasmontanhas do Santo da Serra, na paradisíaca Ilha da Madeira, toda deorigem vulcânica, lembrando mesmo Atlântida, Ale Mohamed recebeu amensagem que esperava a respeito da responsabilidade daquilo queaprendera, e que deveria de alguma forma passar a quem de direito,fosse o POVO DO MUNDO ou seu filho, ou seus familiares, nãointeressava... A responsabilidade, esta sim, o estava incomodando, masa resposta veio, ali, de uma hora para outra.A...prender... aprender... inverta Ale, inverta!Ouviu uma voz a lhe dizer isto. Ora, inverter a…prender é soltá-la... ou no caso do conhecimento, soltá-lo...
  44. 44. 45E soltar onde? Como?No ar Ale Mohamed, apenas no ar, através dos átomos...Lembrou-se então dos diálogos gregos, tudo era ouvido, sentido ecomentado na hora...Ia também para o Éter.Os Átomos os transmitiam... e naquele tempo então, que Aleestava vivendo com tantas antenas, satélites, feixes hertezianos, nadamais fácil para nós passarmos uma mensagem ou transferirconhecimentos...Então, por qual motivo nasceram as escolas, as universidades, oscursos de doutoramento?Tudo aquilo realmente confundia a cabeça do nosso peregrino...E lá ia ele com seu fiel Coringa andando pelas montanhas queforam purificadas vulcânicamente, pelo FOGO...LUZ.O FOGO PURIFICA... ORA O SOL É FOGO... RÁ!!!!!!!!!!!!!!!Gritou bem forte: RÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!MA…………………..LUA.DEI…………………..DEUSRÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!SOLMADEIRA... Ilha da Madeira... e lá estava Ale Mohamed, omenino homem, peregrino, que nem sabia o que a vida lhe reservara emsuas várias reencarnações...Em um outro local da Ilha, alguém se perguntava por onde andavaAle, onde ele havia se enfiado?Tinha sempre esta mania de fugir ao convívio com a sociedade, edeixava algum vazio nas pessoas que gostavam dele...Por qual motivo ele era tão Ermitão? Perguntava-se uma pessoado outro lado da Ilha, em meio a uma escrivaninha cheia de papéis, maspapéis que estavam relacionados com o planejamento dos mundosconstituídos pela União Européia.Um amigo é sempre um Amigo e aceita o Amigo como é!!!Ale olhava para Coringa e ficava ali brincando de jogar um pedaçode pau enquanto o seu fiel amigo ia apanhá-lo tantas vezes quantas Aleo atirasse .O que as pessoas não entendiam em um ser como Ale Mohamed,era justamente a capacidade que ele tinha em ir buscar no Éter

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