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HOMENAGEM       Da imensurável quantidade de acontecimentos de que a raçahumana vem sendo protagonista desde que surgiu na...
No decorrer dos anos, o tempo pode ter apagado algumaslembranças, mas o orgulho de ter sido marujo continua latente noscom...
HOMENAGEM ESPECIAL        Sem razão especial presto homenagem a algumas pessoasque estão/estiveram comigo seja como for......
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Dizem que na vida o que importa é a caminhada... Elesconheceram as minhas limitações... Mas nem por isso deixaramde reconh...
"A pessoa capaz de sentir prazer com o próprio passado                  vive duas vezes".                  Marcial (40-102...
DEDICATÓRIA       Dedico este livro a todos os homens do mar, qual espumachegando na areia, nas chegadas e nas partidas, u...
O Acadêmico                        Estou aqui.                        Não escolhi.                        E nem pedi.     ...
NOTA DO AUTOR       Ouso dizer que neste livro está a resultante da altivacaminhada de um orgulhoso marujo que, no dia 17 ...
O INCENTIVO       O incentivo para escrever este despretencioso livro surgiuquando da indicação para ocupar a Cadeira nº3 ...
das dúvidas... Depositei a minha confiança e fé em Deus... Tiveao meu lado pessoas para me orientar... Quando agi sob osin...
QUALIDADE DE VIDA...       As minhas origens... O ter sido marujo...O que recebicomo ensinamento no início de minha vida, ...
BURITY ASSUME CADEIRA NA               ACADEMIA DE LETRAS           DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO         Com este título o ...
Sizenando e a cunhada Tereza, Jorge Gomes, Evanyr e a cunhadaMaria Luiza, Canastra, Elmer e a cunhada Rogéria, José Rodrig...
pelo muito que na minha vida representam.... Muitos são oschamados... Poucos são os escolhidos... Hoje é um auspiciosodia ...
editados, quatro encontram-se em digitação e vários artigos empublicações periódicas". Continuou dizendo que: "... ainda s...
será grato a todos aqueles que o ajudarem na nova caminhada deaprendizado e evolução. Assim procedendo, acredita que no fi...
a interrogação: Será que terei forças para garantir a identidadedaqueles homens que fizeram a história? Pouco importa! Oim...
A PRIMEIRA REUNIÃO      A primeira reunião a que compareci na ACLERJ, depoisda posse, ocorreu no dia 15 de julho de 2004. ...
A beleza da vida...               Viva-se vivendo,              E ame-se amando.             Errando e acertando          ...
A PRIMEIRA PARTICIPAÇÃO       O ambiente acadêmico é pródigo em concursos.Concursos de poesias, contos, crônicas etc etc.....
POETA       No Brasil a educação e a cultura, diante de fatos tão evidentese reveladores é uma vergonha para quem quer ver...
POR QUE ESCREVO?             Escrevo aquilo que sinto             Sem escravizar opiniões                Assim escrevendo ...
SENTIMENTOS       Homens e mulheres no passado interagiam fantasias   hoje entre farpas e mentirasno presente tratam-se me...
SONHE...             Chorando...            Implorando...             Querendo...               Sonhe...         Na aventu...
AUTODIDATA        No livro de minha autoria, " Revivendo o Passado...",lançado em 27 de abril de 2002, abordei o início de...
Na contra-mão dos fatos e até se contrapondo, as novasgerações já nasceram em um mundo imerso nas novastecnologias, perten...
para funcionar e despendia o equivalente a 200 quilowatts de calor.Sua manutenção era complicada, pois esquetava rapidamen...
ALGUMAS CONSTATAÇÕES...      Antes de tomar posse na ACLERJ o seguimento culturalreconheceu o meu trabalho através das seg...
Duas condições faço questão de manter acesas na memória:ser um egresso da Baixada Fluminense e ter sido marujo. Nãose trat...
constatação. Não desejo inventar a roda... Ou até identificar osexo dos anjos... Para mim, nunca será demais, exercitar ap...
ADESG       A competente ação da vida colocou-me diante daoportunidade de frequentar a ADESG (Associação dosDiplomados na ...
Ousadia para mim significa manter a coerência,   a honestidade de propósito e a lealdade até quando estouexercendo o legít...
OS CONVITES SUCESSIVOS...      Olho para o final da estrada... Não há poeira... Vislumbrocaminhos abertos... Mas tenho que...
Continuo ouvindo os outros... Principalmente, se pensaremdiferente de mim...      Aprendi que as idéias não saem do nada.....
Sem sombra de dúvidas "dar tempo ao tempo"; sabercalar, ouvir e ter o discernimento de se afastar: é um bomposicionamento....
VIVA A MATURIDADE!       A terceira idade ou a "melhor idade" ou a "felizidade" teminício entre os 60 e 65anos. Nesta fase...
poder é poder aqui e na China... Não sou um alienado e não metransverto em empavonado arauto no exercício da bajulação...M...
A PRIMEIRA PALESTRA       A primeira palestra, muito embora a idéia tenha surgido nareunião de julho de 2004, somente acon...
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e aos demais participantes do movimento que teve comoconseqüência a abolição dos castigos físicos na Marinha Brasileira.O ...
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para conduzir os revoltosos à rendição. Dois dias depois depublicada a lei, o Governo traiu o acordo que lhe dera origem,p...
recebe o “golpe da misericórdia” durante o regime militarquando sua insignificante pensão foi extinta, num ato dearbítrio....
HOMENS DO MAR                 Avante marujo!               Com orgulho e altivez              A Esquadra vos espera       ...
Todos são iguais perante a lei. Que grandiosa conquista dahumanidade... Mas diferenças existem... E nesses casos,desiguais...
Projeto de Lei 736/84DÁ O NOME DE MARINHEIRO JOÃO CÂNDIDO A UMLOGRADOURO PÚBLICO NO MUNICÍPIO DO RIO DEJANEIRO.Projeto de ...
envidando, hoje e sempre, esforços à causa da cultura, daeducação, do trabalho e da preservação e conservação dosvalores é...
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O tema "marinheiro" sempre ou melhor vez por outra écantado em verso e prosa... A Federação das Academias de Letrasdo Bras...
O PRIMEIRO CONCURSO       Na primeira reunião ordinária da ACLERJ, realizada logoapós a minha posse, isto é, em 15 de julh...
No ano de 2003 ou melhor no dia 19 de julho, um ex-colega de trabalho e esposa, após serem espancados, foramassassinados. ...
para que as pessoas se envolvam com a criminalidade.        Sem atingir quem manda no crime, não se conseguecontrolá-lo. E...
alguns acadêmicos... Sondando sobre o resultado... Todosmantiveram-se mudos, isto é, não falaram sobre a minhacolocação......
TREZE DE DEZEMBRO DE 2004        No DIA DO MARINHEIRO externando o meu orgulhode ter sido marujo, divulguei na internet a ...
Marujo? Sim. Com muito orgulho!
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No livro fica claro que o tempo pode ter apagado, da memória do autor, algumas lembranças, mas o orgulho de ter sido marujo permanece no seu espírito. Declara que singrou em mares tranquilos, sem o risco de tormentas, Sempre entendeu que o tempo é o senhor de tudo. Afirma estar mais jovem do que nunca, mais moderno e em equilíbrio consigo mesmo. Destaca que a semeadura é livre e nos sujeita a uma obrigatória colheita. Sem perder o foco não esquece das palavras de Abraham Lincoln: "Reputação é a sombra. O caráter é a árvore . Nosso caráter é muito mais do que apenas o que tentamos mostrar para os outros verem, é o que somos, mesmo quando ninguém está olhando. O bom caráter é fazer a coisa certa,. porque é o direito de fazer o que é certo." Assevera que quando na ativa teve o posicionamento entre o "certo" e o "errado", sem meio termo, sem dúvidas ou postergações. Cita palavras de Machado de Assis: "Escrever é uma questão de colocar acentos" e, como quem provoca o leitor, encerra o livro com a interrogação: Cá para nós: Será?

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Marujo? Sim. Com muito orgulho!

  1. 1. Qual gaivota coroando o espaço... Entre encontros e desencontros, alegrias e tristezas... Prossigo singrando o meu caminho... O autor SEGUNDA EDIÇÃO-VIRTUAL E REVISADA-
  2. 2. Capa Do autor com recursos disponibilizados no Corel Draw Certificado de Registro FBNNº 377.251 Livro 699 Folha 411 1a. Edição foi impressa na RosaNorte Artes Gráficas Tel. 0 xx 21 3105-5471
  3. 3. Elvandro de Azevedo Burity MARUJO? SIM.COM MUITO ORGULHO! SEGUNDA EDIÇÃO -VIRTUAL E REVISADA- Rio de Janeiro 2007
  4. 4. Livro compilado sem fins lucrativos. Os conceitos emitidos não representam, necessariamente, o pensamento da Loja Cayrú. Esta edição será disponibilizada no site da Loja Cayrú em http://www.cayru.com.br em arquivo com extensão pdf (Portable Document Format). Caberá ao leitor, por sua própria conta e risco, adquirir/baixar o programa Adobe Acrobat Reader.Os que puderem ajudar anotando e informando as incorreções que encontrarem, desde já os nossos agradecimentos.
  5. 5. A rtwork by Elvandro Burity INTERPRETAÇÃO DO EX-LIBRIS[Do lat. ex libris, ‘dos livros de’.] S. m. 2 n.1. Fórmula que se inscreve nos livros, acompanhada do nome, das iniciaisou de outro sinal pessoal, para marcar possessão.2. Pequena estampa, ger. alegórica, que contém ou não divisa, e vem sempreacompanhada do próprio termo ex libris e do nome do possuidor, a qual secola na contracapa ou em folha preliminar do livro.INTERPRETAÇÃO:Âncora - emblema de uma esperança bem fundamentada e de uma vida bemempregada.Ampulheta - o tempo que voa e vida humana que se escoa, semelhante, aocair da areia.Pensador - cada ser humano com sua individualidade física ou espiritual,portador de qualidades que se atribuem exclusivamente à espécie humana,quais sejam, a racionalidade, a consciência de si, a capacidade de agirconforme fins determinados e o discernimento de valores.Livro com os óculos - no passado, no presente ou no futuro nunca estevesó quem teve um bom livro para ler e boas idéias sobre as quais meditar.A expressão latina “PRIMUM VIVERE, DEINDE PHILOSOPHARI” -Primeiro viver, depois filosofar. Na certeza de que a vida é expansão... sequiser triunfar aplique-se à sua vocação... na grande escola da vida trabalhecom firmeza para ousar ter uma velhice cor de rosa...
  6. 6. Do mesmo autor:¨ A Dinâmica dos Trabalhos -1987 (Reg. FBN 41.637)¨ Loja Cayrú 100 anos de Glórias - 2001¨ Revivendo o Passado... - 2002 (Reg. FBN 277.471)¨ Ecos do Centenário - 2003¨ Caminhos do Ontem - 2003¨ Fatos e Reflexões... - 2003¨ Contos e Fatos - 2004¨ 30 Anos de Trabalhos à Perfeição - 2004 (versão virtual)¨ Em Loja! - 2005 (edição virtual)¨ Loja Cayrú 100 anos de Glórias (2a. ed. versão virtual) - 2005¨ Ecos do Centenário (2a. ed. versão virtual) - 2005¨ Ao Orador de uma Loja - 2005 - Edição virtual¨ Dito e Feito - 2005 (Reg. FBN 354.520)¨ Coletânea para um Mestre Maçom - 2006 - Edição virtual¨ Companheiro Maçom - 2006 - Edição Virtual¨ O Desafio de Versejar... Viajando pela Imaginação - 2006 (Reg. FBN 359.618)¨ Ao Secretário de uma Loja... Alguns Procedimentos - 2006 - Edição virtual¨ É Preciso Saber Viver... - 2006 - Edição virtual¨ Glossário Maçônico - 2006 - Edição virtual¨ Além do Tempo e das Paixões... - 2007 - Edição virtual¨ Cronologia Maçônica - 2007 - Edição virtual¨ Gotas Poéticas - 2007 - (Reg. FBN 374.355)¨ Mestre Instalado - Um Pequeno Ensaio - 2007 - Edição virtual¨ O Príncipe dos Jornalistas - Pequena Antologia de Carlos de Laet - Edição virtual¨ Marujo? Sim. Com muito orgulho! - 1a. edição - 2007 - (Reg. FBN 377.251)¨ Na Trilha do Social - 2008 - antecipado - Edição vitual¨ Achegas de Algumas Lojas - 2007 - Edição virutal¨ Uma Conversa Diferente - 2008 - antecipado - Edição virutal
  7. 7. Aqui tudo começou.... Escola de Aprendizes-Marinheiros de Santa Catarina (EAMSC)Formação profissional numambiente de estudo,rotina,harmonia,disciplinae trabalho. Brasão da EAMSC "Formar bem para servir sempre." Fotografia e figura obtid as no s ite http://www..mar.mil.br
  8. 8. O primeiro embarque...CL BarrosoA mais longa Comissão...Depósito de Sobressalentes para NaviosA viagem ao exterior...S. Humaitá
  9. 9. A última singradura...CT Mariz e Barros Fo tog ra fia s obtidas no site www.mar..mil.br ] "Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida". Zina Bellodi (Global Editora)
  10. 10. Uma carreira é para sempre! Um emprego é passageiro!Servir à Marinha: Uma visão! Um sonho! Uma vida!
  11. 11. O marujo Como se fossem pipas coloridas... dou asas às lembranças... Não esqueci os tempos dos meus ontens... Ao ouvir os solfejos da maré: minha face se acriançola... Recordar é dar vida ao silêncio... é viajar pelo pretérito... Há pedaços de ontem na lembrança... Me sinto livre como um vento sem pressa...Descubro que o longe fica a uma curva além do quase perto... Ainda bebo na garrafa da esperança... Fotografia do acerv o do autor. (1 961)
  12. 12. HOMENAGEM Da imensurável quantidade de acontecimentos de que a raçahumana vem sendo protagonista desde que surgiu na face da Terra,pode-se dizer que nossa memória costuma guardar e destacarapenas as passagens mais marcantes. É forçoso reconhecer queelas jamais teriam lugar não fossem as inúmeras ações precedentesque, conquanto possam nos passar despercebidas, propiciaram omovimento das engrenagens do destino, facultando a ocorrênciade alguns fatos. Nesta linha de raciocínio cabe-me mencionarque no ano de 2007 a Turma IRIS - 1957 - Escola de Aprendizes-Marinheiros de Santa Catarina completa 50 anos de Juramento àBandeira, J UBILEU DE OURO e a Escola 150 anos,SESQUICENTENÁRIO. Nada mais justo do que içarmos emnossas mentes o sinal marinheiro "BRAZO-ZULU" e externarmosum gesto de gratidão aos Dirigentes, Instrutores, Professores ededicados Funcionários Civis daquela organização de ensinonaval. Parabéns aos Componentes da Turma IRIS - 1957. Até parece que foi ontem... Como os anos passaramrápido! Depois da Solenidade de Juramento à Bandeira...Seguiram-se as movimentações (nomeações)... Uns foram para aesquadra, bem poucos foram para uma organização em terra oupara algum órgão naval em Estado da Federação (os chamadosfora de sede). Foi só transpor o portão principal e embarcar devolta, ao Rio de Janeiro, a bordo do NTr. Ary Parreiras e muitosnunca mais se encontraram... Apesar dos mais variados caminhosque cada um trilhou, faço questão de insculpir na brancura destapágina a elevada estima e amizade pelos colegas de tão longajornada. Pelos caminhos da vida na inatividade o Felinto José deSouza Bandeira V, durante muito tempo, manteve uma listagemcom: endereço, telefone, e-mail, data de aniversário do pessoalda turma. Entretanto, com poucos usuários de tal meio decomunicação a troca de mensagens sempre foi irrisória.12
  13. 13. No decorrer dos anos, o tempo pode ter apagado algumaslembranças, mas o orgulho de ter sido marujo continua latente noscomponentes daquela turma. Cada um chegou a um destino commuito sacrifício, determinação e garra. Quando me vi flagrado avançando o sinal do bomcomportamento: evoquei as minhas raízes... Mas, algunscomponentes da Turma Iris, se escudando em outras formas degoverno, tiveram a carreira interrompida e destruída. O tempo vai longe... Relembrando o tempo de Aprendiz-Marinheiro... Recordando alguns fatos da carreira... Tempos desonhos e devaneios... Tempos de rigorosa disciplina... Temposque não voltam mais... Sem saudosismo curto o passado... Semjactância atrevo-me viver o presente... Mesmo tendo comocompanheiro o medo de errar, deplorando brutalidades eingratidões, ousei mudar alguns hábitos... Não deu para ficarsentado vendo a banda passar... Muito embora a vida não sejalugar para se estar à toa... Procuro não envilecer o meu tempocom gestos, atitudes ou ações aleives... Sinto-me mais jovem doque nunca, mais moderno... Em equilíbrio comigo mesmo, isto é,entre o convencional e o atual. Elvandro de Azevedo Burity §Ex-marujo , escritor e poeta . §Membro Efetivo da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro - ACLERJ - Cadeira nº3 - Quadro I - Patronímica de Carlos de Laet . §Comendador da Ordem do Mérito Pumart de Honra - Real Engenho das Artes. §Cônsul do "Poetas Del Mundo". 13
  14. 14. HOMENAGEM ESPECIAL Sem razão especial presto homenagem a algumas pessoasque estão/estiveram comigo seja como for... Pessoas consideradasamigas e confiáveis que me deram impulso ou "empurrão na vida".Eis a homenagem especial de quem em alguns momentos davida precisou de alguém e que, de alguma forma recebeuajuda... E o faço em ordem alfabética, sem ordem de precedênciae em seqüência não-simétrica. Não posso deixar de reconhecerque muito além de um simples jogo de palavras, nas próximaslinhas, exteriorizo um sentimento que brota e jorra de dentrodo meu peito. Muito obrigado! Um dia, consciente ou inconscientemente,cada um, tornou mais doce e menos dolorosa a minhacaminhada... O brigado! Por terem de alguma formacontribuído, direta ou indiretamente, para que algum objetoda minha mais alta aspiração intelectual, estética, espiritual,afetiva ou algum progresso de ordem prática se materializasse...Pouco importa se alguns não mais façam parte da tribulaçãodo orbe terrestre. Dizem que leva um minuto para conhecer uma pessoa emais de uma vida para esquecê-la.Acácio MarcondesV V Carlos Cabral NeivaAdhemar Burity V Carlos Augusto de CastroAlayde Burity Brasil V Clovis José Pascarelli SouzaAlbene Fagundes de Araújo Daise BurityAldilene Floriano da Silva Delio RibeiroAldrovando Burity V Daniel Ferreira de BritoAlfredo Gabriel Sochaczewski David Martins de Carvalho VAloisio Conceição Donald Fenton VAlvanira de Jesus Elcio Auler VAlvaro Francisco CanastraAlvaro Manuel do Nascimento Carva Eduardo Gomes de Burity Elda SouzaAnna Verônica Ziccareli PandolfiAntonio Joaquim da Rocha Fadista Eliane Barroso LimaAntonio Lopes Sobrinho V Eliane Mariath DantasArmenio dos Santos Vasconcelos Eric Schultz L. GuimarãesArthur Nogueira V Everaldo Galdino Ferreira VArturino Francisco de Souza Evaldo Schornbaum Deveza VAthaides da Costa Brasil Evanyr Seabra Nogueira14
  15. 15. Ezequiel Luiz de Oliveira Filho Maria da ConceiçãoFernando Augusto Diogo V Mario Durante VFiladelfo Bispo da Hora Mário GagliardiFlávia Pereira Ennes Mario Sergio W. Mattos VieiraFrancisco de Assis de Sena V Marivaldo de Souza AmorimFrancisco Silva Nobre Mary Isabel PereiraFriederik Minervini Bassani Matheus Casado MartinsGilvan Carneiro Modestina Bonavita TrottaHélio Purificação dos Santos Nilton Borges VHugo Gonçalves Roma Norival LimaIrene Correia V Oseás Queiroz CarvalhoIvo Carneiro Paulo Borges FreireIsáque Rubinstein Paulo ViannaJair Marques Pimentel Paulo XavierJamila Costa Ribeiro Paulo Wilson Batista dos SantosJani Lopes dos Santos Pedro Fernandes da Silva VJaricé Braga Pedro FigueiredoJoão Batista Pereira de Carvalho Pedro Novaes Pinto Pierre François CoppietersJoão Pereira LeiteJoão Roberto Ribeiro de Oliveira Ralf Goulart Campos Roberto de MirandaJohn Charles Woodrow Rodrigo BethlemJorge Francisco RussoV Rosa Maria O. Fernandes da SilvaJorge Mauro dos Santos Silva Sérgio BadialiJosé Aboud Sidney Pereira Gonçalves JúniorJosé Carlos Blaschi V Silvio Alem VJosé Carlos N. Pimenta de Laet V Sylvio Claudio VJosé Geraldo Pedrosa Valéria de Almeida LeiteJosé Raposo Cabral Vanio Luiz CachoeiraLiliane Maria M. de Oliveira Vany ClaudioLourenza Baptista Diogo “Vovó Catarina”Luiz Antonio de Queiroz Mattoso Wagner FráguasLuiz Carlos Aguiar V Waldyr Jacinto de Araujo VLuiz Tino Cozzolino Ward de Souza GusmãoManoel Almir da Costa Wintceas Villaça B. de GodoisManoel da Costa Brasil V Yara Maria ViannaMhário Lincoln Yara VargasMarilza Albuquerque de Castro Yoney BragaMarcia Miranda Zelia de Azevedo Burity VMarcia Penha Vidigal Záccaro Zuréa Gonçalves Lopes V falecimento confirmado 15
  16. 16. Dizem que na vida o que importa é a caminhada... Elesconheceram as minhas limitações... Mas nem por isso deixaramde reconhecer os meus méritos ou deixaram de me ajudar... Tive que conviver com regras absurdas... Às vezes,seguindo alguns de seus conselhos tive que fingir ser idiota parater direito a um espaço... Graças ao aprendizado, a mim, transmitidopor alguns dos aqui incluídos nesta homenagem especial, hoje,mais do que ontem, tenho que admitir: a) de um modo geral, osmedíocres são obstinados na conquista de posições. b) em todasas "panelinhas" apesar da existência do "arrivismo", também,encontraremos inexpugnáveis legiões de lúcidos. Oh! paradoxoangustiante. Infelizmente temos de viver segundo regras absurdasque, às vezes, transformam a inteligência numa espécie dedesvantagem perante a vida. HUMANI NIHIL, A ME ALIENUM PUTO. Nada do que é humano - que pertence ao homem-, julgo alheio a mim. O autor.16
  17. 17. "A pessoa capaz de sentir prazer com o próprio passado vive duas vezes". Marcial (40-102), poeta e aforista hispano-latino 17
  18. 18. DEDICATÓRIA Dedico este livro a todos os homens do mar, qual espumachegando na areia, nas chegadas e nas partidas, um dia cruzaram omeu caminho. Momentos de ilusão ou realidade? Foramoportunidades de posicionamentos perante os percalços egrandezas da vida. Considero a dedicatória deste livro muito mais ingênua doque odiosa e faço sem ressentimentos. Elevando a minha visão existencial bem mais longe do que osmeus olhos possam perceber, externo o orgulho de ter sido ummarujo. Reconheço que em determinadas ocasiões errei... Nãoesqueço ter sido injustiçado pelo rigor de alguns julgamentos a quefui submetido. Não me rendi aos arrivistas. Poucas foram as vezesque bajulei um árbitro. Fui alvo de atitudes encadeadas por algunssátrapas. Tempo de arena ou prêmio? Pouco importou. Oradeslumbrei clarões de graça, ora imergi em trevas. Prossegui bem-fazendo. As Instituiçõs são perenes. Os seres humanos passam. Hoje, mais do que ontem, sei do difícil confronto com osrolos compressores, montados nas trincheiras e nichos sociais davida civil. Tenho consciência de que não adianta um espirro dedignidade em um ambiente deletério. Por mais de trinta anos convivi em um ambiente onde canseide escutar a máxima: "Manda quem pode. Obedece quem temjuízo". Para mim as palavras "mandar e obedecer" estãorelacionadas ao "cumprimento do dever". Ao longo da carreiraprocurei seguir as palavras de Confúcio: "Trata teus superioressem lisonja, e teus subalternos sem desprezo". Procurei colaborar para a harmonização com os outros.18
  19. 19. O Acadêmico Estou aqui. Não escolhi. E nem pedi. Dia a dia... Recolhendo pedaços... Sigo meu destino... Não sou melhor porque me elogiam... Nem pior porque me criticam... Aos olhos de Deus e à luz de minha consciência: sou aquilo que sou. Fotografia do acervo do auto r. ]Você será herói de si mesmo se conseguir romper a barreira da"preguiça de ler" e conquistar algo que ninguém poderá subtrair de você: o conhecimento.Aos 65 anos, retornei aos estudos, prestei vestibular e estoumatriculado no Curso Superior Gestão de Recursos Humanos. 19
  20. 20. NOTA DO AUTOR Ouso dizer que neste livro está a resultante da altivacaminhada de um orgulhoso marujo que, no dia 17 de junho de2004, tomou posse na Academia de Letras do Estado do Rio deJaneiro (ACLERJ) onde, como Membro Efetivo, ocupa a Cadeiranº3 - Patronímica de Carlos de Laet. Orgulho-me de não ter feito uma caminhada ou melhor ospoucos sucessos alcançados, não terem sido, única eexclusivamente, uma troca de orgásticas compensações.Contrariei... E fui contrariado... Fui criticado e caluniado... Se porum lado é verdade que colhi alguns frutos. Por outro lado, juropela minha honra que os meus atos não vicejaram à sombra do"tráfego e tráfico de influências" ou "no rastro da desgraçade alguns... " , bem como que "os meios justificaram os fins".Acima de tudo, ou melhor, além de marujo, sou um cidadãocumpridor de deveres e cônscio dos direitos, um zeloso dadisciplina e um submisso à hierárquica em que se assenta, querqueiramos ou não, a vida dos humanos em qualquer estrutura social. O ser humano, em qualquer associação, tem grandezas epequenezas... O título do livro é muito sugestivo e intuitivo... Muito emborao conteúdo tenha como ancoradouro a vida acadêmica, facilmente,vem à tona o orgulho de ter sido Marujo. Espero no final terdeixado uma interrogação sobre algumas facetas que envolveram,em algum momento, a minha vida: um mundo onde a realidade e osonho por vezes se entrelaçaram de tal forma, que às vezes torna-se impossível distingui-los. Nas palavras de João Gaspar Simõesem "O Mistério da Poesia": "Não analisamos, não deduzimos, não induzimos, não abstraímos etc... - Somos instinto, somos uma força da natureza". Quem, um dia, não fez uma das seguintes perguntas: - O que teria sido de minha vida se tivesse feito outraescolha? - Será que só indivíduos com personalidade própria, semse anular, podem ter relações duráveis?20
  21. 21. O INCENTIVO O incentivo para escrever este despretencioso livro surgiuquando da indicação para ocupar a Cadeira nº3 - Patronímica deCarlos de Laet da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro(ACLERJ). O que existe entre o ter sido marujo e chegar a ocupar umacadeira na ACLERJ. Nada ou tudo? Tudo dependerá da maneirade ver, de julgar, de sentir ou da sensibilidade de cada um. Afinalbem sabemos como as coisas na sociedade como se processam...A água só corre para o mar... Os " ribeirinhos" sempre ficam àmargem das benesses do sistema. A minha posse foi uma emoçãosó. Lá compareceu quem tinha que comparecer: mais de cempessoas. Desde que tive o meu nome submetido ao crivo da aprovaçãopara ingresso na ACLERJ muitas alegrias... E aqui deixo levitandouma pergunta: - Será que o ter sido marujo, sob o ponto de vistadiscricionário, definitivamente, foi um bom cartão de visita? Creioque não. Afinal, correspondendo às minhas expectativas, algunsex-chefes faltaram à solenidade e nem se deram ao simbólico gestode remeter um telegrama justificando o "injustificável". Se omundo exterior de vivências foi insensível. O novo foi pródigo emboas-vindas. Portanto, nada mais justo do que sentir orgulho deter sido um marujo. Se algum dia fui tomado pelo sentimento deculpa ou perda de alguma oportunidade? Claro que sim . P araamenizar a dor ou melhor a "revolta" procurei lenitivo longeda e mo çã o. N ão b us que i culpados, nem procure iesclarecimentos para algo que o ser humano não consegue explicar.Conformei-me e procurei não perder o controle dosacontecimentos. Um bom incentivo foi: - Não ter tentado enganar amim mesmo. Cultivei a humildade na certeza de poderdominar o que me assustava e causava ansiedade. Os vôosde minha mente foram da esperança a esperança... Nos momentos 21
  22. 22. das dúvidas... Depositei a minha confiança e fé em Deus... Tiveao meu lado pessoas para me orientar... Quando agi sob osinfluxos da ignorância vivênciei incertezas absolutas. Emminhas ações ou atitudes, sempre, procuro considerar que adignidade vale muito mais; razão pela qual não faço a linha do"intelectual" nem fico fazendo "tipo" visto que nas palavras deThomas Bailey Aldrich escritor e dramaturgo americano: "Sempreexiste grande demanda por mediocridade nova. Em todas asgerações o gosto menos preparado tem o maior apetite". Todas as pessoas têm bons e maus momentos. Mas, seestivermos com o ego bem resolvido, passa-se pelos altos e baixosda vida sabendo que um pouco mais à frente tudo vai melhorar.Nas palabras de Gustavo Flaubert. escritor francês:"O sucesso deve ser uma conseqüência, nunca um objetivo". Sentimentalismos e radicalismos à parte, vez por outra,chega uma ou outra notícia que coloco na conta dos grandesincentivos para prosseguir a minha caminhada. Por exemplo:—— Original Message ——From: “ <xxx@.com.br>To: <ailez@dorio.com.br>Sent: Friday, April 15, 2005 6:08 PMSubject: ParabénsBurity1 - Manda teu endereço para voce receber o jornal do xxx emcasa;2 - Fulano foi a Portugal e teve a grata surpresa de ler algo láe advinha quem estava sendo enaltecido? Tratava-se deElvandro de Azevedo Burity.Parabéns.Sou teu fã.22
  23. 23. QUALIDADE DE VIDA... As minhas origens... O ter sido marujo...O que recebicomo ensinamento no início de minha vida, talvez seja o motivopara que revendo os arquivos de acontecimentos retidos namemória, eu possa hoje, mais do que ontem, dizer: estouenvelhecendo respeitando a obra-prima da sabedoria do sabervida. Às vezes ponho-me a pensar sobre a qualidade de vidados meus antepassados... Para eles a qualidade de vida era bemestreita. Hoje, no mundo globalizado, constantemente, o serhumano é bombardeado com acontecimentos que desafiam asua capacidade de sobrevivência mental. Hoje, a qualidade de vida é uma conquista... Esperam osespecialistas, seja lá qual for ou o que represente, em vez decruzar os braços, que cada um faça a sua parte e pare de culparos outros ou o governo. Em verdade, devemos nos conscientizarde que qualidade de vida, envolve um aprendizado e até uma difícilmudança pessoal em hábitos e costumes. E isto eu tenho procuradoexercitar desde o tempo de mais moço, nos meus tempos demarujo. Surpreso! É isto mesmo. Como marujo incorporei hábitosque hoje contribuem para que eu tenha uma melhor qualidade devida. "É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vidapassar. É melhor tentar ainda em vão, que sentar- se fazendonada até o final. Eu prefiro na chuva caminhar, que em diastristes em casa me esconder. Prefiro ser feliz embora louco,que em conformidade viver". Marthin Luther King 23
  24. 24. BURITY ASSUME CADEIRA NA ACADEMIA DE LETRAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Com este título o jornal A VOZ DO ESCRIBA publicoumatéria quanto a minha posse na Academia: "O Irmão Elvandro de Azevedo Burity, Membro da LojaMaçônica Cayrú nº762, assumiu na Academia de Letras do Estadodo Rio de Janeiro (ACLERJ), a cadeira número 3, quadro I,patronímica de Carlos de Laet. A solenidade, sob a presidênciado Acadêmico Hugo Gonçalves Roma, ocorreu no Auditório daFederação das Academias de Letras do Brasil, rua Teixeira deFreitas nº5 - Centro - Rio de Janeiro - RJ. Aabertura da solenidadefoi realizada após ter sido cantado o Hino Nacional Brasileiro. OPresidente da mesa diretora, antes de dar prosseguimento àsolenidade fez a leitura das correspondências recebidas comjustificativas de ausência, entre as quais foram anotadas asseguintes: Coronel BM - RRm- Marivaldo de Souza Amorim,hoje residindo em Teixeira de Freitas - Estado da Bahia; CoronelRômulo Campello – Diretor do Hospital dos Bombeiros Militardo Estado do Rio de Janeiro, Grande Secretário de Ritualística doGOB – Matheus Casado e do Grão-Mestre Adjunto do GOERJ-Eduardo Gomes de Souza, o cayrú Francisco Conde Sagenis emensagem eletrônica da Grande Loja Maçônica de Portugal. Compareceram à posse o Dr. Carlos Elpenor Frontelmode Laet (neto do Patrono da cadeira assumida por Burity), acunhada Daise Burity, a sobrinha Elda, o Sr. Aldrovando Burity(pai do empossado), Representantes de Loja Maçônicas doGOERJ, GLMERJ e do GOIRJ, Representante da Irmandade deN .S . do Ros ário e de S . Bendito, os cayrús A marante,24
  25. 25. Sizenando e a cunhada Tereza, Jorge Gomes, Evanyr e a cunhadaMaria Luiza, Canastra, Elmer e a cunhada Rogéria, José Rodrigues,Francisco Sena, Alírio, a cunhada Alaide, vários Presidentes deAcademias de Letras, os capitães-de-mar-e-guerra Carlos CabralNeiva e Luiz Antonio de Queiroz Mattoso, o Senhor Rubens Leitede Andrade - Presidente da Associação dos Ex-combatentes doBrasil, o General Domingos Ventura Pinto Junior – Presidente doConselho das Associações dos Ex-combatentes do Brasil, parentes,amigos e o sr. Pedro Novaes Pinto (ex-colega de trabalho doempossado). Cumprindo o ritual de entrada, Burity foi recepcionadopelo atual Presidente da Federação das Academias de Letras doBrasil, o acadêmico Francisco da Silva Nobre. Coube aoPresidente da ACLERJ cumprir o cerimonial de entrega doMedalhão da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro.À cunhada Daise, esposa do Burity coube a tarefa de entregar oDiploma e a carteira de identidade acadêmica foi entregue peloSr. Aldrovando Burity pai do neo-acadêmico. Na mesmasolenidade Burity foi empossado no cargo de Delegado daACLERJ junto à Federação das Academias de Letras e Artes doEstado do Rio de Janeiro (FALARJ). A VOZ DO ESCRIBA transcreve, parte do discurso,proferido na ocasião pelo Acadêmico Elvandro de Azevedo Burity: "...sejam as minhas primeiras palavras de agradecimento aDeus, o GADU, por permitir viver este momento com saúde, nacompanhia de pessoas maravilhosas. Aos meus pais com efusãofilial, o meu reconhecimento por terem permitido que eu viess ecumprir mais um ciclo terrenal. Às pedras preciosas, jóiasraras que dão sentido especial à minha vida: minha mulher Daise em i nh a f i l ha E l da . O m e u e t e rn o r e co n he c i m en t o 25
  26. 26. pelo muito que na minha vida representam.... Muitos são oschamados... Poucos são os escolhidos... Hoje é um auspiciosodia para alguém, que sempre disse: não sou escritor... Mas cáestou tomando posse na Academia de Letras do Estado do Riode Janeiro - Cadeira nº3- Quadro I - Patronímica de Carlos deLaet... Aqui estou vivenciando, diante da força e da afirmaçãoindomável do destino, este fascinante momento de minha vida..."Ao falar sobre o Patrono de sua cadeira: Carlos de Laet.Relembrou ter conhecido o filho do Patrono, José Carlos NunesPimenta de Laet, que nos idos de 1970 ocupava o cargo de oradorna Loja Maçônica Visconde do Rio Branco, onde fora iniciado.Para melhor definir as obras do patrono citou as palavras do PadreFrancisco Leme Lopes: “as letras brasileiras continuarão emestado de pecado mortal enquanto não se publicarem as obrascompletas de Carlos Maximiano Pimenta de Laet”. Concitouos presentes a um ato de contrição, e, como penitência — queagradável penitência! — que leiam e aprendam a admirar a obrado grandíssimo escritor pátrio de estilo eminentemente literário,direto e contundente, Carlos de Laet, cognominado: PRÍNCIPEDOS JORNALISTAS. Ao falar do seu antecessor, o professor Ozanir RobertiMartins, disse: "Não ter a pretensão de substituí-lo, apenas sucedê-lo sem ufanismo". Referindo-se aos amigos, parentes e ex-colegas de trabalhodisse: " terem sido eles a mola propulsora e fator de incentivo deseus escritos... Disse que mesmo sem profissionalismo, dedicouparte do meu tempo no relato de crônicas... Afirmou que elesbem s ouberam confortar, raramente, entristeceram com suasapreciações"... Disse que o tempo já vai longe: ... ponho-me apensar... tudo começou em 1987... de lá para cá... nove livros26
  27. 27. editados, quatro encontram-se em digitação e vários artigos empublicações periódicas". Continuou dizendo que: "... ainda surpreso,sob o impacto e ritmo dos acontecimentos, na falta de palavraspara exteriorizar os sentimentos que tomam conta de seu ser..Disse que escreve sem escravizar opiniões, por vezes até comprovocações... Escreve da nobreza e da pobreza... Relatando fatosdo dia-a-dia... Escreve aquilo que sente... Assim escrevendo podeextravasar as razões das insatisfações de que pode dar conta."Assim escrevendo, continua ele: "Mesmo reconhecendo as suaslimitações, não obstante o furor e o ímpeto das idéias... Muitomais ingênuo do que odioso... Sem galvanizar façanhas e nemespecular sobre lendas..." Escreve por que tem a necessidade deabordar opiniões, atitudes e hábitos desprezados pelo mundoglobalizado. Um mundo muito mais tecnológico do que humanista.Com seres humanos muito mais intempestivos... Com reações maismedievais"... Concluindo o raciocínio diz que: "Mesmo assim, vezpor outra é gratificante, constatar que na efêmera vida humanaainda florescem a beleza e o amor, que são eternos". Disse entenderque "...os Respeitáveis Acadêmicos do quadro da ACLERJpoderão, sabiamente, indicar métodos e caminhos, mas nãopoderão fazer o seu trabalho". Comparou a sua vida terrestre auma escala musical... Uma escala composta de cotidianos semitons.Semitons representados pelas ações praticadas... Ações que devemser desenvolvidas e quando necessárias corrigidas. Como ocupanteda cadeira nº3 - Patronímica de Carlos de Laet, entende que aele, Burity, caiba alguma responsabilidade no direcionamentoe aprimoram ento sociocultural varrido de roldão pelaestrangeirice. Em seu discurso abordou também a Era doConhecimento. Reafirmando a disposição de unir esforços aosnotáveis confrades da ACLERJ. E, como não cultua a ingratidão, 27
  28. 28. será grato a todos aqueles que o ajudarem na nova caminhada deaprendizado e evolução. Assim procedendo, acredita que no final,sem nenhuma jactância, ao exalar o último suspiro, esteja apto adizer: MISSÃO E DEVERES CUMPRIDOS". Após o encerramento, sob os acordes de um quinteto de soproda Banda Sinfônica do Corpo de Bombeiros Militar do Estado doRio de Janeiro, foi oferecido um coquetel aos mais de 105convidados que compareceram à Solenidade de Posse. Nas palavra de Fernando Pessoa: "Tudo vale a pena, se aalma não é pequena". Neste momento diante da posse do IrmãoElvandro Burity, na Cadeira no 3 -Quadro I - Patronímica de Carlosde Laet na Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro, AVOZ DO ESCRIBA parabeniza e deseja sucesso na certeza deque ele, continuará exercitando em todas as suas ações, palavras,pensamentos, sentimentos, convicções e opiniões com a mesmaaltivez, dignidade, honestidade de propósitos e independência comse houve até o presente momento. Parabéns! Parabéns EscritorElvandro de Azevedo Burity você merece ter sido escolhido eadmitido para ocupar uma vaga na Academia de Letras do Estadodo Rio de Janeiro (ACLERJ)". Com referência à minha posse, permito-me externar o seguintepensamento: "Acredito que com o passar do tempo foi possívelamadurecer as minhas convicções sociais na busca de vitóriasde um verdadeiro guerreiro, tendo como verdadeiro um Deus,senhor de todas as coisas, inclusive da vontade do homem, quepensa dominar tudo e a todos, na sua incrédula sabedoria. E,então, afirmo convicto que está sendo muito importante, paramim, ter tido acesso ao quadro da ACLEJ e, consequentemente,poder prosseguir a caminhada iniciada pelo meu antecessor.Conforme disse em meu discurso de posse: - Não há apretensão de substituí-lo, apenas vou sucedê-lo" . Nestemomento, transcorridos 30 dias da solenidade de posse, surge28
  29. 29. a interrogação: Será que terei forças para garantir a identidadedaqueles homens que fizeram a história? Pouco importa! Oimportante é reconhecer as minhas limitações e muito embora afalta de literatura a respeito do patrono e do antecessor, às vezes,terei que respirar, profundamente, oxigenando de ânimo o meuinterior na busca de forças com o desejo de mudar o foco dessaperspectiva. É óbvio que surgirão, em meu caminho, seresestranhos aos meus ideais de luta e vitória, misturados aos meusanseios que, como pedras de tropeço, serão úteis ao meucrescimento. E, assim, vivendo a alegria de ter sido admitido comoMembro Efetivo da ACLERJ diante do desafio estabelecido, naproposta de fazer novos progressos, em cada dia desta novacaminhada, espero atravessar a ponte do destino e, mesmo semsaber o que encontrarei do outro lado, num futuro que consideroincerto, sem nenhuma jactância, ao exalar o último suspiro, poderestar apto para dizer: CUMPRI O MEU DEVER. CUMPRI A MINHA MISSÃO. 29
  30. 30. A PRIMEIRA REUNIÃO A primeira reunião a que compareci na ACLERJ, depoisda posse, ocorreu no dia 15 de julho de 2004. O item principal daagenda dos trabalhos: Homenagem à República Francesa,apresentação de uma fantasia sobre a dança da Corte, palestra daacadêmica Maria Eugenia Carneiro da Cunha e Mello, cançõesfrancesas e distribuição de diplomas. No programa música deMozart - coreografia de Tamara Capeller Mello e Souza com aapresentação dos jovens bailarinos Thaiza Andrade e Yuri Barbosa,alunos da Escola Estadual de Dança Mara Olenewa, por gentilezada Diretora Maria Luiza Noronha. As músicas francesas foramonterpretadas pela acadêmica Messody Benoliel. Confesso que as palavras iniciais do Presidente daqueleSodalício abordando com muita propriedade, simplicidade eobjetividade foram primordiais para que eu prosseguisse, comoum bom ouvinte, mesmo sem dominar o francês. A tranquilidadefoi restabelecida quando a palavra retornou para a palestranteque contando com o auxílio de outras acadêmicas, passou a viajarno tempo e no espaço pela história da França. Continuarei, fiel ao meu juramento acadêmico, de compareceràs futuras reuniões da ACLERJ na certeza de que estareicorrespondendo aos passos iniciados no dia de minha posse. Nãofalo da prática do continuismo... Refiro-me ao poder temporal... Poiso tempo é efêmero como nossas vidas materiais, que se esvaem,sem que nada façamos, para encontrarmos, em nós mesmos omerecimento e assim rogo: queira o universo, um dia, seja consideradoa meu favor o fato de que o ser humano busca o caminho da verdadeque está à sua porta, sem bater para entrar.30
  31. 31. A beleza da vida... Viva-se vivendo, E ame-se amando. Errando e acertando Assim é o ser humano. Adormecer é bom e Divino. Acordar é bom e ser eterno. Sonhar justo é ter convicção. Vale à pena viver...- A vida... é bonita... é bonita... e é bonita!... 31
  32. 32. A PRIMEIRA PARTICIPAÇÃO O ambiente acadêmico é pródigo em concursos.Concursos de poesias, contos, crônicas etc etc... O meu batismonas letras foi de improviso. Ocorreu no dia 20 de maio de 2004.Portanto antes de tomar posse na ACLERJ. Como? Tendocomparecido à reunião mensal de uma Academia, cujo títulodistintivo me foge à memória, lá chegando pude verificar quetratava-se de uma solenidade alusiva ao Dia das Mães. Numsegundo instante foi solicitado que todos os presentes, cada aum a seu tempo, levantasse e dizesse uma "frase" alusiva amãe. Confesso que, sutilmente, levantei e troquei de lugar,tomando assento em uma poltrona um pouco mais para o fundodo auditório. Com isto ganhei tempo e preparei-me para a minhavez. Levantei e dei o meu recado. Éramos aproximadamente 30acadêmicos. Ouvi verdadeiras poesias e grandes declamações deimproviso sobre a mãe. No final , o P res ident e da Comis são julgadorarelembrando e enfatizando disse que pedira apenas uma "frase".Anunciou as oito frases escolhidas. Entre as quais se encontravaa de minha autoria:"Mãe onde quer que te encontres continuas sendo a minhaestrela guia".32
  33. 33. POETA No Brasil a educação e a cultura, diante de fatos tão evidentese reveladores é uma vergonha para quem quer ver. Comentáriosem nenhum fundamento? Então observe como um cidadão ficapossesso quando encontra seu carro riscado, mas pouco se importase o filho passou o dia sem aula. Sou do tempo do primário, admissão, ginásio e do científico.Sou do tempo em que não existia faculdade noturna. Entretanto,não sou hipócrita ao ponto de ser radicalmente contra o moderno. Tudo mudou... As coisas já não são como antigamente. Apoesia tradicional, cedeu espaço ao moderno. Certo dia,comparecendo, em determinada reunião de uma Academia, assistia um debate sobre poesia. Para mim uma verdadeira aula. De umlado "conservadores ou antigos" defendiam a "poesia tradicional",outro grupo defendia a "poesia moderna". Retirei do baú antigospoemas e a partir daquele dia, dedico parte de meu tempo ao atode versejar e a valorizar as produções. Como uma metamorfoseambulante não fiquei parado... poetando posso cavar, no chãoda mesma palavra, o milagre de um sol que se multiplica, até oinfinito, dando vazão à sentimentos múltiplos no ocaso de umsilêncio. O faço como quem brinca de ser anjo... Revivendo evivendo momentos...por aí vou escrevendo... Ouso transcrever,nas três páginas seguintes, algumas "elegias"... 33
  34. 34. POR QUE ESCREVO? Escrevo aquilo que sinto Sem escravizar opiniões Assim escrevendo Extravaso insatisfações. Escrevo da nobreza e da pobreza Relato fatos do dia-a-dia Escrevo aquilo que sinto. Mesmo reconhecendo as minhas limitações Com furor... E ingênuo ímpeto... Explorando hábitos e costumes humanistas Escrevo crônicas, prosas ou poesias. Sem galvanizar façanhas Mesmo sem especular lendas É gratificante escrever... Por que escrevo? Escrevo em nome da beleza Do amor e da desinteressada amizade... Que são eternos.34
  35. 35. SENTIMENTOS Homens e mulheres no passado interagiam fantasias hoje entre farpas e mentirasno presente tratam-se meu bem... Depois! Meus bens... Dando vazão a sentimentos outros... escolhendo o melhor... Conscientes entre altos e baixos em nome do amor ainda subsistem sentimentos. 35
  36. 36. SONHE... Chorando... Implorando... Querendo... Sonhe... Na aventura humana Sonhar é sentir... Sonhe fantasias ou devaneios. Sonhe36
  37. 37. AUTODIDATA No livro de minha autoria, " Revivendo o Passado...",lançado em 27 de abril de 2002, abordei o início de minhacarreira na Marinha do Brasil: as lutas com os estudos, odespertar para a realidade da vida, etc etc. Sob o título, oraapresentado, acredito valha à pena dizer que no mundoglobalizado ser "autodidata" é estar inserido de modo proativono seio da sociedade, em outras palavras é não ficar analfabetodigitalmente. No Brasil, temos alguns milhões de indivíduos nestacondição. Estes são, em princípio, os marginalizados universais.No mundo globalizado existem também os analfabetos funcionais,isto é, um dia freqüentaram uma “soir disant” escola, aprenderama soletrar e talvez fazer alguns garranchos, sem saber nem paraque, nem porque, e conseqüentemente, logo tudo esqueceramresignando-se à marginalidade em que vivem... Qual a diferença entre o analfabeto e o autodidata? Overdadeiro analfabeto é aquele, completamente, desprovido desentido crítico, que lê e escreve, mas continua usando seu direitode opinião apenas para bater palmas a seus opressores pensandoassim assegurar uma posição no degrau da escala em que alguémo colocou. No mundo globalizado "analfabeto", entre outros, éaquele que não sabe usar um computador. Nesta linha da raciocínio: a relação do homem com atecnologia é mais um fator de desigualdade social. No Brasil ataxa de acesso ao computador é baixa na área urbana e ridículana rural. O resultado é lamentável: a maioria da população évítima da exclusão digital. 37
  38. 38. Na contra-mão dos fatos e até se contrapondo, as novasgerações já nasceram em um mundo imerso nas novastecnologias, pertencem a civilização icônica. Nestes termosdevemos considerar a existência de uma geração pré-icônica. Quem quiser sobreviver no mundo globalizado deve, entreoutras qualidades, ser um autodidata. Observe como algunsintegrantes da geração pré-icônica se comportam, por exemplo,defronte de um computador, diante da máquina de vídeo-game eno banco: ao invés do terminal eletrônico, preferem a fila do caixa. Pode parecer lugar comum, mas diante da longevidade,as antigas gerações devem se alfabetizar digitalmente. Quantoaos classificados como "civilização icônica", diante das novastecnologias, devem ter o senso crítico, o pensamento hipotéticoe dedutivo, a capacidade de memorizar e criticar. Devemdesenvolver a leitura e a análise de textos. No meu tempo de marujo ser autodidata tinha outraconotação. Tenho muito orgulho de ter sido um marujoautodidata e, em que pese a distância no tempo e no espaço,considero-me incluído no mundo digital. Quando o tataravô do microcomputador surgiu, em 1945,nos Estados Unidos, ninguém imaginava que em menos de cincodécadas, tal instrumento de 30 toneladas fosse causar umarevolução nos hábitos da sociedade moderna. Constratando comas dimensões dos laptops atuais que são extremamente leves epossuem apenas dois centímetros de altura. O ENAC (ElectricalNumerical Integrator and Calculator), como era chamado oprimeiro computador eletrônico, precisava de dezoito válvulas38
  39. 39. para funcionar e despendia o equivalente a 200 quilowatts de calor.Sua manutenção era complicada, pois esquetava rapidamente eas válvulas começavam a queimar dois minutos após ser ligado.As novidades não param de surgir, simplificando ainda mais a vidadas pessoas, como os handhelds baseados no sistema PocketPC e as multifuncionais com recursos integrados de impressora,scanner, copiadora e fax. Até os telefones fixos entraram para otime, incorporando, facilidades do mundo moderno. Fique atento à modernidade! Hoje é impossível pensarcomo seria a vida sem o auxílio do cumputador, que com odesenvolvimento tecnológico passou a fazer parte do dia-a-diadas pessoas no trabalho, no supermercado, no banco, noautomóvel, em casa etc. Se você faz parte do universo de pessoasque enxergam o computador como uma "caixa preta", o primeiropasso é se conscientizar: de misterioso ele não tem nada. Para mim, no mundo moderno, ser um autodidata é umaquestão de sobrevivência. Nas palavras do poeta e ensaísta inglês Joseph Addison(1672-1719): "O que a escultura faz ao mármore, a instrução faz à alma humana". 39
  40. 40. ALGUMAS CONSTATAÇÕES... Antes de tomar posse na ACLERJ o seguimento culturalreconheceu o meu trabalho através das seguintes honrarias:¨ Medalha Duque de Caxias - Federação das Academias de Letras do Brasil¨ Medalha do Mérito Educacional e Cultural Hermínio Ometto - Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo¨ Medalha do Mérito Cultural Acadêmico Austregésilo de Athayde - Academia de Letras e Artes de Paranapu㨠Medalha do Mérito Acadêmico Francisco Silva Nobre - Federação das Academia de Letras do Brasil Infelizmente perdi o pronunciamento feito pelo meupadrinho, o Professor e Acadêmico Francisco Silva Nobre, quandoda recepção à ACLERJ. Lembro-me da declaração por ele feitade que quando jovem ter sonhado ingressar nas forças armadas...Falou da vida de um marujo... Emocionando e provocando a falade um bisneto de Saldanha da Gama que, na qualidade de membrode outra academia, comparecera à solenidade. Não bastasse a honraria de ter sido empossado MembroEfetivo da ACLERJ - Cadeira nº3 - Quadro I - Patronímica deCarlos de Laet, aqueles dois pronunciamentos fizeram aflorar emmeu ser um incomensurável sentimento de orgulho por ter sido ummarujo. Quem vive/viveu a vida de um simples marujo sabe doque estou falando e, sabe que em realidade a vida de um marujonada tem de parecida com aquela cantada em versos e prosas poralguns escritores, principalmente se for anterior aos idos de 1950.40
  41. 41. Duas condições faço questão de manter acesas na memória:ser um egresso da Baixada Fluminense e ter sido marujo. Nãose trata de saudosismo, traumaticidade ou uma forma de agredir.Em verdade o ódio não é próprio de minhas reações... Apesardas minhas intempestivas atitudes, fico pasmo com alguns paresque primam em ignorar suas origens e partem de braços abertospara a "terra dos sonhos" ou para o vale-tudo rumo à "ascensãosocial": Para mim ledo engano. Como prefiro ser uma metamorfose ambulante, tenhoprocurado tomar conhecimento da vida e obra do Patrono dacadeira que ocupo na ACLERJ. P or out ro pris ma,rememorando acontecimentos reais sobre a vida de um marujo,constato sem grande erudição que determinadas atitudes estãoenraizadas na questão social e cultural. E aqui não estou querendocair no breu da insubordinação ou da anarquia hierárquica.Infelizmente, em todas as classes sociais existem aqueles quefazem da arrogância a sua ferramenta predileta nas relações e notrato com os menos graduados. Hoje, mais do que ontem, concentrar esforços naquiloque se faz bem é a melhor ferramenta para o sucesso noprofissional... Mas não espere por fáceis e expontâneosreconhecimentos, a luta pela sobrevivência é renhida. A faladamobilidade social proporcionada por algumas instituições ousegmentos da sociedade contemporânea foi identificada a partirda Idade Média, quando ocorreu a complexificação daatividade econômica. As três causas para a mobilidade social:mudança de status, mudança de cidade e a modificação nasituação de classe (alteração de renda), aqui tratadas nasentrelinhas, estão longe de uma inconseqüente, absurda ou insana 41
  42. 42. constatação. Não desejo inventar a roda... Ou até identificar osexo dos anjos... Para mim, nunca será demais, exercitar apremissa de que ter sido marujo, embora não seja um bomcartão de visita... não foi desonra. Afinal, desde os tempos desimples marujo procurei, sem descuidar do padrão de vida,melhorar sempre as minhas atividades adquirindo novosconhecimentos. Para mim o desafio foi crescer... Até os diasatuais, vez por outra, ainda há necessidade de buscar forçaspara refugar com veemência as atitudes de determinadaspessoas que tentam a mim imputar inverdades ou tentam dealguma forma colocar "uma espécie de buçal mais grosso, comtodos os componentes da cabeçada, incluindo a embocadura":um "cabresto" ou fazem do covarde e ilegal anonimato a suatrincheira para desdourar ou enxovalhar o meu modesto ehonesto caminhar. Tenho muitas recordações gravadas na memória. Se asescrevo: Volto ao passado e lembro-me que devo conservar oânimo tranqüilo nas situações difíceis e renovar o orgulho de tersido marujo. Tal disposição é um bálsamo protetor para asinsanidades praticadas por algumas pessoas que não imitam o sábioque, mesmo na opulência, permanece modesto. Quando escrevo,procuro lembrar-me das palavras de Victor Hugo: "Quem não é senhor do próprio pensamento não é senhor de suas ações".No paradoxo socrático tudo contribui para aumentar a minhaauto-estima, principalmente, se não saio por aí turibulando"gregos e troianos". Todas as vezes em que estive na situação "verem betas": depositei a minha confiança em Deus.42
  43. 43. ADESG A competente ação da vida colocou-me diante daoportunidade de frequentar a ADESG (Associação dosDiplomados na Escola Superior de Guerra), o curso CEPE. Umcurso na ADESG! Isto mesmo! Lida a FICHA BIOGRÁFICAfeitas as necessárias ponderações, mesmo que o preenchimentofosse feito com as informações civis, isto é, como escritor ouassessor de comunicação de um vereador pela Câmara Municipaldo Rio de Janeiro. Ponderado o conteúdo, o bom senso levou-mea decidir pela não inscrição. Afinal depois de lá chegar eu nãoaceitaria um julgamento excludente... Atenção! Não transformetal pensamento num ato de veleidade julgadora ou de insubmissão. Encontramos na Bíblia em Provérbio 18:7 que:"A boca do insensato é a sua própria destruição e os seuslábios um laço para a sua alma". Dito isto para que arriscar um constrangimento. Para quetentar burlar, por mais exdrúxulas que sejam, as regras vigentes ouimpostas pelo sistema. Alguém poderá perquirir que joguei forauma grande oportunidade de adquirir novos conhecimentos. Tereique concordar... Convenhamos a prática, vez por outra, nos dáprovas inequívocas de que posição social nem sempre é sinônimode coerência nos procedimentos... O que fiz? Transmiti pormensagem eletrônica a decisão de declinar da indicação. Afastadaa tentação de burlar as regras vigentes, o que não seria difícil fazê-lo. Fica a certeza de que a ética é uma das virtudes que faz partedo racional de minha cultura. Portanto, prossigo, cabeça erguida,olhos fitos no horizonte, curtindo o orgulho de um dia ter sidomarujo. 43
  44. 44. Ousadia para mim significa manter a coerência, a honestidade de propósito e a lealdade até quando estouexercendo o legítimo direito ou o dever de criticar... Desde que as minhas argumentações fiquem no campo das idéias e não sejam levadas para o lado pessoal.44
  45. 45. OS CONVITES SUCESSIVOS... Olho para o final da estrada... Não há poeira... Vislumbrocaminhos abertos... Mas tenho que me manter atento... No finaldo mês de julho de 2004 recebi dois convites:Para ingressar nos Quadros da Arcádia Brasílica de Artes eCiências Estéticas (ABACE) e para participar da Liga da DefesaNacional. Sou grato a todos os convites, mas não tenho idéia defazer parte de outra Academia ou participar da Liga. Estou sendoradical? Claro que não. O leitor acha que estou errado? Que eudeveria ter aceito os convites? Então reflita sobre a mensagemeletrônica recebida, dias depois do convite, de um atentoobservador:"ElvandroAdmiro muito tua atitude de quietude e observação... (érealmente necessário tal cuidado, para não pisar em terrenoque não seja firme... tem toda razão... a gente se machucamuito quando entra de peito aberto como eu entrei...)". Se tal não bastasse, também, tomei conhecimento de quea Ordem do Mérito Pero Vaz de Caminha sofreria umareestruturação. Em compensação outorgaram-me o título:¨ Cidadão de Honra do Circuito das Águas - Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo - 10/10/2004 45
  46. 46. Continuo ouvindo os outros... Principalmente, se pensaremdiferente de mim... Aprendi que as idéias não saem do nada... Continuo nãoacreditando nos bordões: "isso não vai funcionar" e "em time que está ganhando não se mexe". O novo sempre assustará... O novo sempre terá que quebrarresistências... Se crio, logo existo. A adaptação da máxima deRené Descartes traduz com fidelidade o que ocorre no mundoatual: um mundo muito mais competitivo com alguns caça-talentosde plantão, infelizmente, em maior proporção existem os"oportunistas de plantão". Dito isto e, sem entrar em detalhes,imagine o que representou para algumas pessoas e o tititi queresultou o fato de ter sido convidado para a Diretoria Financeirada Confederação dasAcademias de Letras do Brasil (CONFALB)ex- Federação das Academias de Letras do Brasil (FALB). Paraintranquilidade de alguns poucos bem-intencionados, para afelicidade de tantos outros, em nome da minha paz de espíritonão tom ei p os s e. Nunca pensei que algumas pessoas daCULTU RA fizess em dela uma guerra, tenho a certeza deque é de PAZ E AMOR...De qualquer forma, dou por cumprida minha missão no que serefere diretamente a FALB/CONFALB, cabe aos que sabemmais que eu - e eu nunca disse saber alguma coisa - "tocar obonde"... Não me sinto motivado e nem com disposição à imolação...46
  47. 47. Sem sombra de dúvidas "dar tempo ao tempo"; sabercalar, ouvir e ter o discernimento de se afastar: é um bomposicionamento. Não concorda? Então medite sobre amensagem eletrônica, abaixo transcrita. Reservo-me o direito depreservar a origem:—— Original Message ——From: xxxxxx@xxxTo: Elvandro de Azevedo BuritySent: Tuesday, September 28, 2004 11:14 AMSubject: decisão acertada..."Elvandro.Agora que sua situação ficou definida mesmo, posso sermais firme na minha fala: acho que está coberto de razão,não vale se imolar, o bem e a cultura você pode praticarem outro lugar, de outra forma, não vale perder a paz deespírito... Estou saindo devagar... mas estou saindo...afastando-me... comparecendo pouco... Um dia, muita coisavai aparecer que você e muitas pessoas não sabem... tenhoque ter cautela... calar-me... Algumas pessoas não têmescrúpulos em manejar, em forjar... Quem disse que nasentidades as pessoas nada têm com a "politicagem"? Sótêm... Cuidado! Há os que têm interesse em se projetar, masnão querem se queimar, pelo que, ficam, às vezes sobre omuro..." Assim será válido afirmar que certas pessoas nascemgrandes, outras alcançam a grandeza e algumas recorrem a umaagência de publicidade. 47
  48. 48. VIVA A MATURIDADE! A terceira idade ou a "melhor idade" ou a "felizidade" teminício entre os 60 e 65anos. Nesta fase é fundamental exercitar acapacidade de adaptação... Em vez de se entregar ao "peso da idade" é melhor aprendera degustar a sabedoria que os sexagenários possuem, isto é, acapacidade de tentar envelhecer com dignidade que só o tempotraz, utilizando a experiência para desafiar os obstáculos docotidiano. Ser idoso pode não ser mérito... Ser idoso pode significarser pintado como caquético... Ser idoso é ser desprezado comoforça de trabalho... Ser idoso é ser considerado ultrapassado... Éinjustiça ou discriminação? Uma coisa é certa: não podem deixarde reconhecer os tesouros de sabedoria que os idosos sãodetentores. O processo de envelhecimento e as patologias característicasda terceira idade dependem, basicamente, de três fatores:biológico, psíquico e social. Estes são os fatores que podempreconizar a velhice, acelerando ou retardando as doenças e ossintomas da idade. Envelhecer não significa se tornar mais frágil ou apenasesperar a vida passar. É aproveitar as experiências da vida paraser cada vez mais feliz e ativo. Se cheguei onde estou... Foi com muito sacrifício... Nãovivo de ficções e fantasias... Tenho consciência plena de que o48
  49. 49. poder é poder aqui e na China... Não sou um alienado e não metransverto em empavonado arauto no exercício da bajulação...Muito embora digam: manda quem pode, bajula quem tem juízo...O que reluz é o axioma: O poder é infalível, intocável, inatacável eestá acima do mal e do bem. E aquele que viceja à sombrapoderá colher frutos ligeiros, indiferentes à desgraça da grandemaioria dos aposentados que se encontram abandonados sob osol inclemente da excludência social. Quando um idoso imita um jovem, o resultado pode sercômico ou trágico, dependendo do talento de quem imita e doespírito de quem observa... Imagine, por exemplo, os comentáriossurgidos quando furei a orelha esquerda e passei a usar um pequenobrinco. Os críticos esqueceram-se de que o preconceito é oargumento de pessoas pouco esclarecidas. Por estas e outras éque desejo ser tão somente cabeça boa... Por estas e outras éque dou vivas à minha maturidade... Por estas e outras é que,mesmo sofrendo alguns constrangimentos, não tenho por hábitome colocar a serviço dos que fazem a história, mas daqueles quea sofrem... Nas palavras de Christopher Morley, escritor americano:"A vida é um idioma estrangeiro: algumas pessoas a falammal". Eu não sou diferente: às vezes não me é possível tolerar nosoutros o que permito a mim mesmo.Tendo como atenuante atentativa de imitar o sábio que, na opulência, permanecemodesto. Não é fácil! Viver é uma dádiva... Sobreviver no mundo atual é umabênção... AEQUAM MEMENTO REBUS IN ARDUIS SERVAREMENTEM (Lembra-te de manter o ânimo justo nos momentosdifíceis). 49
  50. 50. A PRIMEIRA PALESTRA A primeira palestra, muito embora a idéia tenha surgido nareunião de julho de 2004, somente aconteceu no dia 18 denovembro. Escolhi o tema: REVOLTA DA CHIBATA não sópor ser um tema marinheiro que no meu tempo de ativa "sepronunciado fosse" transformava em motivo mais do que suficientepara que algum graduado lançasse olhares diferentes... Muito embora não tenha sido uma tarefa fácil, o maiorestimulo para perseverar foi o fato de que o Patrono da Cadeiraque ocupo na ACLERJ, também, esteve muito envolvido comaquele movimento. Nas pesquisas encontrei, inclusive, referênciasa um possível pronunciamento de que: Carlos de Laet orgulhava-se de não ter desembanhado a sua espada contra os revoltosos. A receptividade no meio acadêmico foi excelente, quer pelaatenção que dedicaram durante toda a leitura, quer pelasmanifestações posteriores. Antes de transcrever o trabalho apresentado, entendo sejaponderável deixar para meditação as palavras de Ferreira Guilliar,retiradas do livro infanto-juvenil O TOURO ENCANTADO: "A memória não tem compromisso com a realidade objetiva,sua lógica é outra".As palavras do trabalho apresentado servem apenas para ordenare verbalizar o que senti, intui, percebi e perscrutei quando daspesquis as realizadas. O ass unto pode ser polêmico econtrovertido, mas a Revolta Chibata foi um movimentoapolítico: um grito para a liberdade, que se trazido para os diasatuais se delinearia como um grito no exercício da cidadania.50
  51. 51. A liberdade nas palavras de Cecília Meireles nada maisé do que o sonho humano que se alimenta. Não há ninguém queexplique e ninguém que o entenda ou que não o tenha. Não digam que escrever sobre a Revolta da Chibata sejafalta de patriotismo e de civismo, que seja rever fatos soterradosna gélida memória do povo e da história ou que seja uma maneirade agredir o presente. Reconheçamos que João Cândido teve aglória de lutar pela causa dos pobres e humildes/humilhadosmarujos e, consequentemente, proporcionou-lhes um porvir maisfeliz e humanitário. Transcrevendo o trabalho apresentado: "Desconheço qualquer limitação para a minha liberdadede pensar...Devo impor limites ao que falo e ao que escrevo?Um povo quando transcende à simplista denominação dehabitantes de uma localidade ou região, merecidamente, podeser considerado como componente de uma nação no sentidomais amplo: nos hábitos, costumes, na preservação lingüistica,na afinidade de interesses e no culto à sua história. Um povoé órfão quando ignora seus próprios valores, perde suaidentidade quando aceita valores impostos e sem senso crítico,torna-se presa fácil para invasões aulturantes: não devemospermitir sejam nossos valores varridos... A história daconquista da liberdade foi escrita à tinta sangue e à custa de muitosacrifício. Qualquer que seja o significado de liberdade... Queda daBastilha, Inconfidência Mineira, Quilombo dos Palmares... Umanação, hoje livre, poderá amanhã estar escravizada. Reino ontem,República hoje, tais são as fantásticas mutações da cenadas nações. 51
  52. 52. Dentre os heróis do povo brasileiro que não figuram noscompêndios da história oficial,consequentemente, esquecidona memória de nossa gente. Encontramos, João Cândido, oAlmirante Negro. João Cândido nasceu em 24 de junho de 1880, na VilaSão José Encruzilhada do Sul, distrito de Rio Pardo, no RioGrande do Sul. Filho de um tropeiro. Ingressou na Marinha,sem grandes sonhos, aos 13 anos de idade. A Enciclopédia Encarta registra que quando da revoltada chibata. O uso da chibata nas punições, embora já proibidapor lei, continuava em uso na Marinha de Guerra Brasileira.A punição do marinheiro Marcelino Rodrigues, com 25 chicotadas,foi o estopim para a revolta, liderada pelo marinheiro JoãoCândido. Os sublevados tomaram os couraçados Minas Gerais,São Paulo, Deodoro e o cruzador Bahia, ocorrendo a mortede vários oficiais. O ultimato apresentado ao governo exigiu,além de outros direitos, a abolição da chibata e a anistia. Ogoverno cedeu e a Câmara dos Deputados concedeu perdãoaos revoltosos. Entretanto, o governo não cumpriu a promessae , em 9 de dezembro do mesmo ano explodiu outra rebelião dosmarujos. Vários deles foram mortos, deixados na Amazônia e outrosexpulsos. João Cândido foi preso e de tanto ser torturado ficoulouco. Depois de dois anos foi absolvido. Fica difícil considerarque o at o de es crever sobre a REVO LTA D A CHIBATAs eja falta de patriotism o e de civism o, que sej a rever52
  53. 53. fatos soterrados nos porões gélidos da história ou uma maneirade agredir o passado. NOVENTA E QUATRO ANOS se passaram... Seriaimprodutivo, neste momento em que se pretende rememorarRevolta da Chibata, repetir tudo quanto disseram os jornaisda época e publicaram aqueles que se ocuparam do assuntoa nível nacional, inclusive os que procuram elevar aquelesmarinheiros, tidos como badamecos, à categoria de heróisou de cidadãos paradigmas.Lutando contra o tempo...Desafiando a paciência dos senhores ouvintes...Por mais que eu queira ser sucinto...Não posso deixar no desvão da memória o sucesso de AldirBland, imortalizado por Elis Regina:O Mestre-Sala dos Mares.Aldir Blanc apresentado ao compositor João Bosco por umamigo comum, Pedro Lourenço, na época estudioso daliteratura, arte, etc etc Pedro havia feito pesquisas sobre avida de João Cândido e a Revolta da Chibata.Na mesma época, o MAU (Movimento Artístico Universitário)foi muito influenciado pelo cineasta Claúdio Tolomei, jáfalecido. Tolomei tinha um projeto de fazer um curtametragem com João Cândido. Tendo estudado sobre aimportância gigantes ca da Revolta da Chibata e dafi gura hi st ór ica de Joã o Cândi do para a cul tur abrasileira. Bas eados no conhecimento que Pedro e Claúdio:João Bosco e Aldir resolveram partir para um samba-enredoclássico: “O MESTRE-SALA DOS MARES”. Mister se fazmencionar os problemas enfrentados com a censura e osproblemas com o Setor de Informação da Marinha por não 53
  54. 54. tolerarem loas a um marinheiro que quebrou a hierarquia,matou oficiais, etc, mas teve o mérito de acabar com o castigofísico que eram impostos à marujada. Relatos dão conta quea ida, dos autores do samba-enredo, ao Departamento deCensura, então funcionando no Palácio do Catete, foramarcado pelo interrogatório de um sujeito, bancando o durão,mãos na cintura, com a coronha da arma no coldre e a unstrês centímetros do nariz dos interrogados, disse:O P RO BLEMA É O NEG RO... N EGRO ... NEGRO...Decidiram os autores dar um espécie de sacolejo surrealistana letra para confundir, meteram baleias, polacas, regatas etrocaram o título para o poético e resplandecente: O MESTRE-SALA DOS MARES, saindo da insistência dos títulos comoALMIRANTE NEGRO, NAVEGANTE NEGRO etc etc Oartifício funcionou bem e a música fez um grande sucesso nasvozes de Elis Regina e João Bosco. Em 1985 a Escola deSamba União da Ilha trouxe para o carnaval o tema:"UM HERÓI, UMA CANÇÃO, UM ENREDO - NOITE DONAVEGANTE NEGRO”.Os autores do samba receberam a Medalha do Mérito PedroErnesto. Eis a versão original do grande sucesso que tantoemocionou, ainda em vida, o líder da Revolta da Chibata. Amúsica, para mim em particular, perdeu-se no tempo, razãopela qual, apenas, tentarei recitá-la:54
  55. 55. Há muito tempo nas águas da GuanabaraO dragão do mar reapareceuNa figura de um bravo marinheiroA quem a história não esqueceuConhecido como Almirante NegroTinha dignidade de um mestre-salaE ao conduzir pelo marO seu bloco de fragatasFoi saudado no portoPelas mocinhas francesasJovens polacas e um batalhão de mulatas.Rubras cascatasJorravam nas costas do negroPelas pontas das chibatasInundando o coraçãoDe toda a tripulaçãoQue comandada pelo AlmiranteGritava então:Glória às mulatas, aos piratas, às sereiasGlória à farofa, à cachaça, às baleias.Glória a todas as lutas inglóriasQue através da nossa históriaNão esqueceremos jamais.Salve o Almirante NegroQue tem por monumentoAs pedras pisadas no caís. 55
  56. 56. Para o poviléu comum e corrente, como para certosarraiais da mais alta linhagem,o chefe da revolta ganhara statusde herói na "defesa da causa justa dos pobres marinheiros".Naquele mesmo dia 25, Severino Vieira apresenta um projetode anistia para os amotinados, o qual encontrou em Ruy Barbosaum dos mais ardentes defensores."O povo está feliz. A gente de cor, os escravos de ontem, sorricom orgulho mostrando a brancura de seus dentes, porque vêemnascer para eles uma nova era de ´ liberdades` tão sonhada. Aaristocracia está de luto. A situação é extremamente crítica. Seo governo cede a marinha morre". O projeto de anistia rezava no seu artigo 1º:"Será concedida anistia aos insurretos da Armada Nacional,.se estes, dentro do prazo que lhes fora marcado, pelo Governo,se submeterem às autoridades constituídas".Enfim, o projeto é aprovado no Senado por uma quaseunanimidade. Ao fim e ao cabo, o projeto da anistia passa pelassuas casas do Congresso e vai à sanção presidencial. O MarechalHermes, sem pestanejar, assina aquilo que seria a rendição dogoverno."A anistia foi um golpe de morte na marinha deste país. PobreBrasil". Aqui está uma crítica mordaz à completa inversão devalores que se abatera pela capitulação pura e simples dasautoridades constituídas.Mas a questão não terminaria aí. A anistia foi mera fachada.Aceitas as condições dos revoltosos, depostas as armas, o paíscomeçou a voltar à normalidade. Somente o governo não sesentia confortável com a situação. E, numa ação com todosos contornos de covardia e de torpes maquinações, osrevolucionários foram caçados como feras, alguns trucidados,outros torturados e outros mais mandados para os confinsda Amaz ônia, onde as fe bres e as agruras do m eiofacilitaram o seu fim.56
  57. 57. O fim da Revolta da Chibata No d ia s e gui nt e, no c aí s , Joã o Când ido édetido.Enfiado em um cela condenado a 6 dias de pão eágua. 16 homens sair iam mor tos. Entre os sobreviventesda cela estava o líder da Revolta , que teve sua prisãoprolongada até abril de 1911 de onde s aiu transfer idopara um hospício,para mais tarde voltar à prisão comum.Os marujos rebelados em 1910 já cumpriam dez mesesde prisão, quando lhes chegou uma notícia inesperada.A Irm andade da Igreja Nos sa Senhora do Ros ár io,protetora dos negros, havia contratado para defende-los,no j ul gam en to q ue s e apr oxi m av a, t rê s gr and esadvogados. Os três aceitaram a causa com uma únicacondição: a de que não lhes des sem nada em troca. O julgam ento durou 48 hor as. A le itur a dasentença final foi feita depois das 3 horas da manhã.Res ultado: todos os m arujos foram absolv idos porunanimidade.Assunto encerrado? Claro que não. A história, quasese mpr e é i ngrat a. Na Rev olta da Chi bata não foidiferente. Saibam que a anistia geral, ampla e irrestrita, livredo ranço revanchista e dos arrivis tas, foi concedida parao líder da Revolta da Chibata, em cujo bojo se ins eri afigura de João Cândido, através do Projeto de Lei 7198/2002, do Senado Federal, cuja Comissão de Constituiçãoe Justiça e de Redação de forma póstuma a João CândidoFelisberto, que liderou em 1910 a chamada Revolta da Chibata, 57
  58. 58. e aos demais participantes do movimento que teve comoconseqüência a abolição dos castigos físicos na Marinha Brasileira.O relator da matéria, deputado Bispo Rodrigues (PL-RJ), ressaltaque a proposta, embora quase um século depois, resgata o nome ea memória desses revoltosos, que lutaram legitimamente pelo fimdo regime de semi-escravidão a que eram submetidos na Marinha."Tem o mérito ainda de procurar recompor na medida do possível, ,a história de suas vidas, como se tivessem permanecido a serviçoda Marinha" afirma.Reconhecimentos... Aos 81 anos, recebeu uma homenagem, em sua terra natal,da Sociedade Floresta Aurora, em Porto Alegre e outra na cidadedo Rio Pardo.Ao embarcar no avião no antigo Santos Dumont, num Convair,avião de luxo da época, em companhia do filho caçula, diz: Eu souum penetra, o céu pertence aos passarinhos". Lá chegando recebeuo título de “Cidadão de Porto Alegre”.Houve um movimento no sentido de se fazer uma escultura coma cabeça de João Cândido, para colocá-la em praça pública,com uma programação de ser recebido no Palácio Piratini, peloentão governador Leonel Brizola, o que causou outromovimento, agora dos oficiais da Marinha, que serviam noDistrito Naval, com sede em Porto Alegre, gozando aconcessão do título de “Cidadão de Porto Alegre”, ainauguração do busto e a recepção no Piratini. A pequenaescultura está recolhida num pequeno Museu do Rio Pardo, abem da verdade sumiu. A Câmara Federal, em 15 de dezembrode 1959, realizou sessão em Homenagem a Marinha deGuerra que foi revestida de descontentamento e mais uma vez58
  59. 59. por te r s ido citado o nome do “ Alm irante Ne gro” ,João Cândido, o m al est ar foi de tal m ont a que osIlustre s Of iciais da Marinha, l iderados, pelo entãoMinist ro da Marinha, que após dar um soco na me sa,levantou e se ret irou, sendo s eguido pelos 30 of iciaisda c om it iv a. Co mo s e não bas t as s e , o f at o te verepercus são no Clube Naval, que f ez uma menção dedes agr av o ao f ato . U m a hom enag em , ent re tant o,sensibiliz ou a João Cândido, foi o lançamento da 2a.ediç ão do liv ro “ RE VOL TA D A CH IBATA” , no IVFes ti val do es cr it or bras il eir o, no Mus eu de A rteModerna, em noite m em or ável, com a presença de m aisde 200 mar ujos, cantando o “Cis ne Branco” e atirandoseus gorros para o alto, numa es trondosa manifes taçãode s olidar i edade ao vel ho m ar ujo João Cândi do.Naquela noite , o "Almir ante Negro” f oi abraçado porJorge Amado, Rubem Braga, Pas choal, Car los Magno,José Condé, Eneida, Adalgisa Ner y, Vinicius de Moraes,Manoel Bandeira, Clarice Lispector, Cassiano Ricardo,Marques Rebelo, Rache l de Q ueiroz , Homero Homem ,Raimundo Magalhães Junior, Car los Cavalc ante , at épor outros grandes es critores, que vieram do Amazonase Rio Grande do Sul. Apesar de todo o reconhecimento...Logo acabou-se o doce... Acabada a festa, percorridos12 hotéis, recebeu em todos a mesma resposta: NÃO H ÁVAGA!Acordo Traído... N o d i a 2 6 d e n o v e m b ro d e 1 9 1 0 , oCo ng r e s s o ap r ov o u l e i q ue a n is t i av a osinsurretos dos navios da Armada Nacional, caso eles não sesubmetessem às autoridades. A anistia, no entanto, só valeu 59
  60. 60. para conduzir os revoltosos à rendição. Dois dias depois depublicada a lei, o Governo traiu o acordo que lhe dera origem,promovendo demissões, prisões e castigos que, em inúmeroscasos, resultaram na morte dos rebelados.Reportagem – Daniel CruzEdição - Rejane Oliveira(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)Agência CâmaraTel. (61) 318.7423Fax. (61) 318.2390E-mail: agencia@camara.gov.brAAgência também utiliza material jornalístico produzido pela Rádio,Jornal e TV Câmara.Alguns confrades e confreiras poderão aduzir que a Revoltada Chibata não tem nenhum conteúdo literário. Por ter sidopontilhada de grande reivindicação social. Confesso que amaior motivação para rebuscar o assunto, solicitar inclusãode leitura na pauta dos trabalhos e, se tal não bastasse, aindadesafiar a paciência dos presentes. Enfatizo que a motivaçãodeterminante para a apresentação deste despretensiosotrabalho foi ter constatado que o patrono da cadeira queocupo neste sodalício - Carlos de Laet - no episódio: Revoltada Chibata ficou do lado dos revoltosos.. A o a gr a de ce r a a te n çã o di s p en s ada , c ab e- m ea i nd a, r e l at a r q ue e m 1 9 64 , a p es ar da s a úd ep re c á r i a, J oã o Câ nd i do c om pa re c e à f am o s arebeli ão dos m arinheiros . Já totalmente imobiliz ado,60
  61. 61. recebe o “golpe da misericórdia” durante o regime militarquando sua insignificante pensão foi extinta, num ato dearbítrio. A partir de então, seus filhos não conseguememprego - mais um a vingança do regime contra JoãoCândido.Herói sem monumento, João Cândido é símbolo da luta pelaliberdade de milhares de homens que, com o corpo retalhadopela chi bata, es crev er am um dos e pis ódios m aissignificativos de nossa história.Para a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), além doculto à figura histórica e libertária de João Cândido émotivo de orgulho e alegria. Conviver, diariamente, comum funcionário que tem no sangue a herança do patriotismolegado pelo "Almirante Negro", o filho de João Cândido,Adalberto do Nascimento Cândido, o Candinho", como écarinhosamente chamado, trabalhando no Departamentode Assistência Social daquela Casa.Curiosidade ou mera coincidência? No dia do funeral deJoão Cândidoum forte temporal assolou o Rio de Janeiro, comose a naturezachorassea perda daquele marinheiro... A chuva perdurou por todo o dia,inundando a Av. Brasil que se transforma num rio, se assemelhando aomar, que era o seu habitat, trovões estouravam, lembrando salvas decanhões e os relâmpagos iluminavam o céu escuro. 61
  62. 62. HOMENS DO MAR Avante marujo! Com orgulho e altivez A Esquadra vos espera Para o bem servir a Pátria. Pelos mares da vida Não importa a tormenta Naveguem... Com honra, força, coragem e empenho. Brasil! Teu povo é forte Como é grande a tua terra! Glórias aos homens que elevam a Pátria! Glórias aos homens do mar. Posteriormente publicada na 1ª Antologia em Verso e Prosa - Museu Histórico do Exército - Forte de Copacabana - 200662
  63. 63. Todos são iguais perante a lei. Que grandiosa conquista dahumanidade... Mas diferenças existem... E nesses casos,desiguais devem ser tratados como iguais? Há quem diga quea máxima: "Tratamento especial para especiais" seja dísticoaristocrático. Como encarar então as disparidades do sistemasocial vigente no país? Eis a grande expressão algébrica socialinterrogativa dos dias atuais. Não se trata da utilização depalavras tendenciosas para captar e utilizar, com objetivosmenos lícitos: Fora da cultura e da educação não há salvação.Cidadania acima de tudo! Esta é a história de um homem que dos quase 90 anosque viveu, 60 anos de sua vida foram dedicados a Marinha.Que depois da revolta de 1910, jamais conhec eu atranqüilidade. Em sua lápide, está escrito:"João Cândido, o negro que violentou a História".Em outra a legenda embaixo do seu retrato:"João Cândido, exemplo para os jovens".Na Câmara Municipal do Rio de Janeiro encontramos osseguintes registros:Projeto de Lei 2140/2000DÁ O NOME DE MARINHEIRO JOÃO CÂNDIDO, O“ALMIRANTE NEGRO” (1880-1969), AO LOGRADOUROQUE MENCIONA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.Projeto de Lei 1995/92DISPÕE SOBRE A CONSTRUÇÃO DE MONUMENTOEM HOMENAGEM A JOÃO CÂNDIDO, O “ALMIRANTENEGRO”. 63
  64. 64. Projeto de Lei 736/84DÁ O NOME DE MARINHEIRO JOÃO CÂNDIDO A UMLOGRADOURO PÚBLICO NO MUNICÍPIO DO RIO DEJANEIRO.Projeto de Lei 737/84DÁ O NOME DE MARINHEIRO JOÃO CÂNDIDO A UMESTABELECIMENTO DE ENSINO PÚBLICO NOMUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO.Projeto de Lei 738/84DETERMINA O PODER EXECUTIVO A ERIGIR UMMONUMENTO AO “ALMIRANTE NEGRO” EMHOMENAGEM AO MARINHEIRO JOÃO CÂNDIDO.Projeto de Resolução 148/84CONCEDE O TÍTULO DE CIDADÃO HONORÁRIO DOMUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, “POST - MORTEM”,AO MARINHEIRO JOÃO CÂNDIDO.Quantos projetos aprovados? Quantos colocados em prática?Isto é outra história.Assim como eu, as pessoas fazem o melhor que podem e se, erram,o melhor que podemos fazer é oferecer-lhes compreensão.Muito obrigado pela atenção.João Cândido, mesmo não sendo reconhecido, durante muitotempo, será a sombra de um ídolo e suas façanhas, aqui, ali ouacolá serão cantadas e imortalizadas mais que os bronzes oficiais.Agradecendo a atenção dispensada desejo a todos um seguroretorno aos lares que os Confrades e Confreiras continuem64
  65. 65. envidando, hoje e sempre, esforços à causa da cultura, daeducação, do trabalho e da preservação e conservação dosvalores éticos e morais para que todos os filhos deste solofértil, desta nossa imensa nação, possam se orgulhar de serembrasileiros.Muito obrigado! Dando prosseguimento... Em estando como Assessor deComunicação de um Vereador da Câmara Municipal do Riode Janeiro, efetuei a entrega de duas Moções com o seguinteteor: MOÇÃONo momento em que comemoramos a passagem dos 139 anosda Batalha Naval do Riachuelo - 11 de Junho de 1865 ... 11 deJunho de 2004. Relembremos a atuação da Força Naval Brasileira,em formatura de escarpa.Relembremos o sinal içado pela Mearim,navio vanguarda e prontidão avançada: - Inimigo à vista.Relembremos o navio em que se achava o Chefe Barroso com osinal: Preparar para o combate. Reconhecido pelos navios daEsquadra Brasileira, seguindo-se o segundo feito pelo capitânea:Safa Geral. Relembremos e reconheçamos o heroísmo daquelesque escreveram uma das páginas mais edificantes da História NavalBrasileira. Requeiro à Mesa Diretora, na forma do RegimentoInterno seja inscrito nos Anais desta Casa Legislativa, notranscurso do aniversário da Batalha Naval do Riachuelo,MOÇÃO DE HONRA AO MÉRITO a XYZ que servindono WYJ, em tempo de paz, presta relevantes serviços àFamíl ia Naval do Mun icípio do R io de Jan eiro,principalmente, com uma atuação aliada ao espírito de 65
  66. 66. solidariedade e de consciência profissional revestida de altarelevância social para a comunidade a que serve. Esta é,exatamente a característica de nossa homenageada que nãosó se dedica com zelo e abnegação ao seu ofício, mas tambémoferece reiterados exemplos de amor ao próximo. Um povo, uma sociedade vale tanto pelo que nela sepreserva, pelo que nela se constrói ou destrói. Um povo éórfão quando ignora seus próprios valores... Perde suaidentidade quando aceita valores impostos e sem sensocritico, torna-se presa fácil de invasões aculturantes. Ossinais de Barroso se trazidos para os tempos atuais bemdefinem a atuação da homenageada. Que os caminhos do ontem possam continuar servindode inspiração... Que os caminhos do hoje possam continuarimpulsionando-a rumo aos mistérios do amanhã... Es te Vereador, c om Repres entante Fiel d osMunícipes do Rio de Janeiro, registra o nome de XYZ nosanais desta Casa de Leis, como um símbolo que muito noshonra laurear pelo seu brilhante desempenho profissional,mas acima de tudo por suas qualidades humanas. Parabéns! "DAR HONRA A QUEM TEM HONRA". Plenário Teotônio Villela, 11 de junho de 2004.66
  67. 67. Cinquenta e cinco pessoas compareceram ao evento.Portanto, para mim, em particular, a palestra atingiu o objetivo.Entre as mais variadas demonstrações de regozijo recebidas umasensibilizou-me. Refiro-me a remetida pela Acadêmica MessodyBonoliel: "Oi amigo Burity... Sua palestra foi impactante, se é queposso adjetivá-la. O que foi por nós ouvido, pautou-se plenamenteem fatos apurados com zelo por você. Sua inteligencia é evidente,jamais poderíamos duvidar da veracidade do que foi alí relatado.Pena é que não possamos mudar a história, como não mudamos acarnificna hitlerista, quando milhões de judeus foram exterminadosda forma mais cruel, incluindo crianças. O mundo está cada vezpior, raça e religião se misturam de forma a darem vazão a tudoque vem ocorrendo, no momento, no Iraque e no Afeganistão.Mas o lado bom é que estamos vivos e sabedores de tudo queocorre lá fora, nossa sensibilidade se aguça e sofremos tambémpor impotência para solucionarmos as injustiças e violênciascometidas há séculos. Para nos alegrar um pouco, vejamos algunspensamentos:*As nuvens são como chefes...quando desaparecem, o dia ficalindo!*Os psiquiatras dizem que uma em cada quatro pessoas temalguma deficiência mental. Fique de olho em três dos seusamigos. Se eles parecerem normais, o doido é você. E finalmente: *Mulheres são como moedas: ou são caras ou são coroas.Um abraço e obrigada por ter dito que abrilhantei sua palestra.Que nada, sou cheia de defeitos, mas saiba que ganhou uma amigasagitariana, Messody". Aproveito a oportunidade para agradecer a presença dealguns familiares, amigos e representantes de Lojas Maçônicas eda Irmandade de Nossa Senhora do Rosário de S. Benedito dosHomens Pretos. 67
  68. 68. O tema "marinheiro" sempre ou melhor vez por outra écantado em verso e prosa... A Federação das Academias de Letrasdo Brasil promoveu no ano de 2003 o VI Concurso de PoesiaAlte. Olavo Dantas com o tema: AMOR DE MARINHEIRO queteve como Comissão julgadora os acadêmicos: Hugo GonçalvesRoma, Marilza A. de Castro Nobre e Mércia de Aloan.Transcrevo a vencedora da Medalha de Ouro: AO TEU AMOR DE MARINHEIRO Em minha vida foste o amor primeiro pelo vento da saudade dispersado... Apesar do teu querer tão bandoleiro continuas em mim, agasalhado... Eu seio que ter amor de marinheiro é quase viver, só, ninguém ao lado... é singrar pelos mares um veleiro que se destina aos cais abandonado... é abrir a porta a quem não veio ainda... O importante é rever um novo dia numa aurora de paz que chega, linda, a enfeitar de esperança o coração... Tentar prender nas cordas da poesia o leme de fugaz embarcação... Autora: Larissa Loretti. Natural do Rio de Janeiro. Contista,poetisa, trovadora,declamadora e musicista. Prêmio Adelmar Tavares emconcurso internacional do Rotary Club (1977). Primeiro lugar no gêneroConto, entre dez mil concorrentes, no concurso Augusto Mota (1977).Primeiros lugares em concursos de conto e poesia da AABB- AssociaçãoAtlética Banco do Brasil - Rio de Janeiro. Numerosas outras premiações emcomposições em diferentes cidades do Brasil.Pertence as Academias Pan-Americana, Nacional de Letras e Artes e aoutras instituições culturais.Autora do livro de contos: A ESCRITA DO ESPELHO.68
  69. 69. O PRIMEIRO CONCURSO Na primeira reunião ordinária da ACLERJ, realizada logoapós a minha posse, isto é, em 15 de julho de 2004, tomeiconhecimento do regulamento do VII Concurso Literário "Modestode Abreu". Confesso que fiz a inscrição motivado única eexclusivamente pela curiosidade e a vontade de participar. O tempopassou... Na primeira reunião do ano de 2005, em 17 de marçode 2005, da ordem do dia constou: a entrega de premios aosvencedores daquele VII Concurso Literário. Fazendo uso dapalavra o Presidente daquele sodalício anunciou que o meu trabalhofora classificado com MENÇÃO ESPECIAL na categoria crônica.Tomado de surpresa... Hoje mais do ontem encaro a premiaçãocomo um grande incentivo. Afinal foram apresentados quinhentostrabalhos da lavra de vários escritores de Estados do Brasil. Dizem que o primeiro beijo e a primeira namorada não seesquece... Para que aquele momento fique perpetuado, de maneiramais perene, transcrevo na íntegra a crônica . CIDADANIA A violência a que estamos submetidos nada mais é do queuma fotografia, sem retoques do tobogã em que se transformou anossa sociedade. Em nossa sociedade crescem, constantemente,o ódio, a violência e a desigualdade social. Perderam-se osreferencias éticose morais em relação à vida humana e, infelizmente,os referentes à Pátria e à Família. A maioria das casas são muradas,com proteções de ferro. Os edifícios com cercas eletrônicas. Nosveículos usamos película de “insufilm” e mesmo assim os seqüestrosrelâmpagos se fazem presentes. 69
  70. 70. No ano de 2003 ou melhor no dia 19 de julho, um ex-colega de trabalho e esposa, após serem espancados, foramassassinados. Infelizmente mais dados para preencher oslevantamentos estatísticos. Sem dúvida, há uma relação entre apobreza e a marginalidade; não de maneira direta com intendemalguns, mas acredito de causa e efeito. O que não podemos écruzar os braços e achar que a pobreza cumpre prisão perpétuanas mãos da violência. O “Estado” precisa ocupar o espaço perdidopara um poder não reconhecido: “O Poder Paralelo”. O trabalhoque organizações da sociedade exercitam pelo social, mais do quenunca, deve ser realizado sem os ranços do clientelismo anacrônico.Será que a simples construção de novos complexos penitenciáriosde segurança máxima resolverá o problema da violência? Peladimensão e insanidade que a violência vem tomando nas grandesmetrópoles, somadas ao desmantelamento das policias militares.Seria o caso de serem repensadas as funções das ForçasArmadas? Entretanto, é óbvio que, não se pode querer transformá-las em polícias. Mas poderiam ajudar, em muito, na implantaçãode serviços de inteligência para combater o crime organizado.Sonhamos com uma sociedade menos violenta... Sonhamos como exercício pleno dos direitos civis e políticos ou com odesempenho dos deveres do Estado para com os cidadãos... Masvivemos com o oposto... Resta-nos a participação crescente dasociedade com esforços e atos capazes de sedimentar e disseminaruma atitude solidária visando reduzir as disparidades sociais. Trêsfatores aumentam o risco de uma pessoa se tornar violenta e issoé cientificamente demonstrado:• Uma primeira infância negligenciada.• Uma adolescência sem limites morais e uma convivência com pares violentos.• A exclusão social, que por si só, não é um dos únicos motivos70
  71. 71. para que as pessoas se envolvam com a criminalidade. Sem atingir quem manda no crime, não se conseguecontrolá-lo. Enxuga-se o gelo da violência. Violência que existe hámuito tempo, em forma de desigualdade social e jurídica. Violênciaagora mais evidente e acompanhada de armas, dinheiro e desubstâncias entorpecentes, alucinógenas e excitantes. Nas palavrasde Alberto Dines, jornalista carioca, publicadas no Jornal do Brasilde 10/5/2003: “O crime organizado é balela. O nome correto énarcoterrorismo”. Infelizmente não há como negar que a rotina da barbáriede certa forma entorpeceu as grandes metrópoles e avança pelosrincões do país. Isso é grave! Reverter essa pasmaceira eis o grandedesafio. Enquanto isto, por enquanto, a segurança diante da violência é um artigo de luxo. Bons tempos quando só se tinha medo do bandido solto. ABAIXO AVIOLÊNCIA! CIDADANIA JÁ! ] Ao que tudo indica eu gostei da experiência... Em 2005efetuei inscrição no III Concurso Literário Alfabarra Clube"Newton Moura Junior". O resultado foi divulgado no dia 30 deabril do mesmo ano. O concurso teve duas modalidades: Poesiase Crônicas. O tema para as duas modalidades: VIOLÊNCIA ECIDADANIA. Apostei na crônica. Quando da divulgação do resultado daquele concursotendo em vista compromisso, anteriormente, agendado não pudecomparecer. Confesso que a curiosidade era grande... Algosoprava-me ao ouvido: "uma boa colocação". Telefonei para 71
  72. 72. alguns acadêmicos... Sondando sobre o resultado... Todosmantiveram-se mudos, isto é, não falaram sobre a minhacolocação... Acuriosidade aumentou... Aproveitando outro assuntopara ser tratado com o Presidente daquele sodalício, não me contivee fiz a pergunta: Qual a minha colocação? Veio a resposta: - Vocêfoi o segundo colocado. Incentivado... Agora estou partindo para concursos depoesias... Um osso mais duro para roer... Pode demorar... Masacredito que chegarei lá e, em futuro, venha a obter algumacolocação... O Diploma ] "Viajante não há caminho... o caminho se faz ao caminhar..."12/12/2005 - Menção Honrosa no Concurso de Poesias pelaAcademia Nacional de Letras e Artes e em 26/04/2006 - PrimeiroLugar no II Concurso de Crônicas da Academia Pan-americanade Letras e Artes (Medalha Raquel de Queiroz).72
  73. 73. TREZE DE DEZEMBRO DE 2004 No DIA DO MARINHEIRO externando o meu orgulhode ter sido marujo, divulguei na internet a poesia "Homens do mar",constante da página 60. Relembrando o Patrono da Marinha do Brasil, dediqueiaquela poesia a todos aqueles que exerceram/exercem a profissãode marinheiro. Em resposta... Recebi do Serviço de RelaçõesPúblicas da Marinha a mensagem abaixo transcrita: —— Original Message ——From: <521@gcm.mar.mil.br>To: “Elvandro de Azevedo Burity” <ailez@dorio.com.br>Sent: Thursday, December 23, 2004 3:41 PMSubject: Re: Dia do MarinheiroPrezado SenhorEm atenção ao seu e-mail, gostaríamos de externar os nossosmais sinceros agradecimentos pelas palavras enviados porocasião do transcurso do Dia do Marinheiro.Atenciosamente,Serviço de Relações Públicas da Marinha.===================================== 73

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