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Livros, leitura e partilha no ambiente digital

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  • 1. Livros e leitura no ambiente digital Mediação tecnológica, hipertexto e novas literacias UALg, Dezembro de 2009
  • 2. Sumário
    • Natureza e funções tradicionais do livro e da leitura
    • Novas tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) e possíveis consequências no conceito livro/leitura
      • Conceitos de hipertexto e de hipermédia
      • O documento electrónico, os metadados e o tratamento técnico
      • Pesquisa de informação multimédia: diferentes tipos de modelos de pesquisa de informação
    • As mudanças e alterações na prática da leitura e do livro
    • Aplicação prática do paradigma da Web 2.0 na educação
  • 3. Livro
    • Fixar no tempo, pela escrita, manuscrita, impressa ou informatizada, a memória e o conhecimento humano
    • Produto histórico de uma cultura «ancorado nos métodos e nas instituições do mundo social» não deixando por isso de ser uma produção do espírito do autor
    • Binómio autor/leitor como fundamento original e final do produto, consagrado nos direitos de autor
  • 4. O livro que procura instaurar uma ordem…
    • Autor, editor-livreiro, comentador, crítico «pretendem controlar de perto a produção do sentido» fazendo com que o texto que escreveram, publicaram, glosaram ou autorizaram seja entendido sem desvios em relação ao seu desejo
    • (Chartier, 1997)
  • 5. Leitura
    • «A leitura é por definição, rebelde e vagabunda. As manhas que utilizam os leitores para arranjar os livros proibidos, ler por entre as linhas, subverter as lições impostas, são infinitas.»
    • - Dialética entre a imposição e a apropriação
    • (Chartier, 1997, p. 6)
    • Escrita que conserva, que permanece versus a leitura , prática efémera e de interpretação
    • Leitura é uma prática feita de gestos, espaços e hábitos
  • 6.
    • «- Este lugar é um mistério, Daniel, um santuário. Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte.»
    • Zafón, Carlos Ruiz – A sombra do vento
  • 7. Texto - escrita
    • Mediador da interpretação
    • «…uma história dos modos de ler deve identificar as disposições específicas que distinguem as comunidades de leitores e as tradições de leitura.»
    • (Chartier, 1997, p.14)
  • 8. Materialidade do livro
    • Livro = objecto cuja forma dirige os hábitos de utilização, compreensão e a própria apropriação de conteúdos que dele se faz – compreensão da ordem do discurso
    • Importância dos dispositivos técnicos que organizam a leitura da escrita transformada em livro
  • 9. O texto, o livro e a leitura
    • Na variação da relação entre estes três vectores, contrói Roger Chartier, a sua análise da evolução dos livros e das práticas da leitura
  • 10. Lições da história
    • Nos primeiros séculos da nossa era, a invenção do livro que continua a ser o nosso, em formato códice, com folhas, páginas e índices, acolheu num novo objecto as escrituras cristãs e as obras dos autores gregos e latinos
    • No século XV, a nova técnica de reprodução de textos
    • Um "mesmo" texto deixa de ser o mesmo quando muda o suporte sobre o qual está inscrito e, com isso, as suas formas de leitura e o sentido que lhe venha a ser atribuído por novos leitores. (Chartier, 2009)
  • 11. Operações tradicionais de organização do livro
    • Inventariar os títulos, classificar, descrever os conteúdos para os encontrar, atribuir autores aos textos…
    • Trabalho que visa, através dos séculos, dar ordem aos livros, organizá-los, organizando o conhecimento
  • 12. Sonho máximo…
    • Reunir e aceder, de forma organizada, a todos os conteúdos impressos
  • 13. Tecnologias da Informação e da Comunicação Hipertexto
  • 14. Hipertexto
    • Usado pela primeira vez por Ted Nelson (CERN)
    • Conjunto de unidades semânticas (nós) que podem ser a) documentos alfanuméricos; b) documentos multimédia (hipermédia); c) comunidades funcionais (applets)
    • Conjunto de associações – links
    • Um interface dinâmico e interactivo que possibilita ao leitor navegar
    (Fioridi, citado por Furtado, 2002)
  • 15. Hipermédia
    • Hipertexto com características multimédia, é definida usando texto;
    • Links – ligações para gráficos, som, vídeo, etc.
    • Pode ser uma aplicação, um conjunto de documentos, facilmente acessível, associados de forma não linear (como o pensamento humano)
  • 16. Características
    • Escrita não-linear (documentos interligados; múltiplas sequências de leitura; vários média: vídeo, áudio, imagem); anotações e comentários; associação de ideias; escrita e leitura não dissociadas; interactividade
  • 17. Ligações hipermédia
    • Nó – pedaço de informação que corresponde a uma unidade semântica (ecrã, página, tabela, etc.)
    • Ligações – associação entre diferentes nós
    • Ancora – representação da ligação nesse nó (botão, texto a negrito, pontos quentes, imagens)
  • 18.
    • Os nós não deverão ser muito grandes porque a tendência é para causar aborrecimento
  • 19. Tipos de informação
    • Informação estrutural - estrutura do documento: índice, como avançar para a página seguinte, etc.
    • Informação semântica
    • Informação referencial: desenvolvimento de conceitos referenciados
    • Informações associativas: ligação semântica entre termos
  • 20. Requisitos
    • Separar dados de informação
    • Separar informação de aplicação
    • Separar aplicação de apresentação
    • Estruturas virtuais para lidar com informação que muda, gestão de versões, combinar componentes compósitos (reutilização), relações temporais (sincronização)
    • Formato de dados, aplicações, funcionalidade, plataformas, utilizadores
    • Ligações não-embebidas para permitir que as aplicações suportem serviços de ligações.
    • (Marinheiro, 2001)
  • 21. Estrutura da informação
    • Determina os diferentes tipos de organização, tal como o nível do utilizador e a finalidade e o contexto de utilização
    • Modelo hipermédia da Web
      • Modelo simples para as ligações: unidireccionais; sem o contexto em que foram criadas; ponto a ponto
      • Java aplets – pequenos programas carregados para dentro das páginas
      • Os nós denotam mais evolução do que as ligações
      • Alguma desorientação por parte do utilizador face à lógica/complexidade do modelo
  • 22. Modelos hipermédia
    • Deveriam permitir a pesquisa do tipo de ligações existentes
    • Alterações da estrutura
    • Gestão de diferentes versões do documento
    • Suporte para trabalho cooperativo (várias pessoas sobre a mesma aplicação)
    • (Marinheiro, 2001)
  • 23. Questões
    • Possibilidade de acrescentar notas ao texto
    • Nas ligações hipermédia não é possível assinalar sub-regiões de destino
  • 24. Problemas do modelo Web
    • Difícil adicionar ligações pessoais a documentos web sem copiar;
    • Diferentes tipos de ligações para diferentes fins; dificuldade de normalização das ligações
    • Difícil mostrar documentos Web de diferentes formas para diferentes utilizadores.
  • 25. Metadados (1)
    • Metadados administrativos : informação sobre o documento – criação, modificação, relação com outros documentos (elementos que fazem parte deste tipo: data de criação, data de modificação, identificação do criador, língua, relações deste registo com outros)
    • Metadados descritivos : descrevem as propriedades físicas e intelectuais do conteúdo de um item digital ou objecto: título (também os títulos alternativos, paralelos, etc.), criador (autor, compositor, cartógrafo, etc.), data, editor, identificadores e links dinâmicos, resumo descritivo, nível de audiência, meio físico, formato, etc.
  • 26. Metadados (2)
    • Metadados analíticos : análise da informação para melhorar o acesso ao conteúdo dos recursos. Também chamado “subject metadata”: cabeçalhos de assuntos, tesauros, palavras-chave de assunto; resumos, sumários; códigos de classificação;
    • Metadados de gestão de direitos : informação relacionada com restrições (legais, financeiras, etc.) ou acesso, uso (restrições ao uso, licenças, agradecimentos, direitos de autor; queixaas dos utilizadores, etc.)
    • Metadados técnicos : hardware ou software particular necessário para conversão de um dado item para formato digital, ou para armazenamento, apresentação, etc.
  • 27. Metadados e catalogação tradicional
    • Metadata - subconjunto do registo MARC sem as instruções para normalização de conteúdos necessárias para criar o sistema de controlo bibliográfico.
    • Metadata uma forma de catalogação (?) ignorando a questão central: o que deve ser catalogado?
  • 28. E a catalogação?
    • «[ … ] So, here we are at the end of a century of erratic progress in cataloguing, facing the possibility that we will settle for tenth best, a weird amalgam of free text searching and unstandardized, uncontrolled, ersatz cataloguing masquerading as a branch of information “ science ” . However, there is another possibility - that we will incorporate electronic documents into Universal Bibliographic Control, as we have incorporated all other forms of human communication.»
    (Gorman, 2000)
  • 29. O catálogo colectivo como centralizador
    • Catálgos “centralizam” bibliotecas, conjugam colecções de várias bibliotecas, ou somente colecções distribuídas: catálogos colectivos, catálogos conjuntos, catálogos de consórcios ou catálogos centrais
    • O utilizador espera que o catálogo lhe forneça orientação através de vastas colecções, mas não só, “… offering seamless passages between libraries will become a standard, but also because there will be actually no libraries: there will be fabulous buildings on the one hand, and business-like organizations responsible for transmission of knowledge on the other. “ O utilizador ficará baralhado se o OPAC fornecer somente localizações do género “colecções especiais”
    • Utilizador não vocacionado para se preocupar com questões bibliográficas, mas deverá obter conhecimento e alegria nas pesquisas
    ( Hollander, 2000)
  • 30. A Web semântica
    • The Semantic Web is not a separate Web but an extension of the current one, in which information is given well-defined meaning, better enabling computers and people to work in cooperation.
    • Em relação à Web semântica, declara “ atypical process will involve the creation of a ‘ value chain ’ in which subassemblies of information are passed from one agent to another, each one ‘ adding value ’ , to construct the final product requested by the end user.
    • The challenge of the semantic Web, therefore, is to provide a language that expresses both data and rules for reasoning about the data and that allows rules from any existing knowledge representation system to be exported onto the Web ”
    Berners-Lee (2001)
  • 31. Os sistemas de recuperação de informação documental
    • O conceito de Recuperação da Informação Documental (IR)
    • Linguagens de pesquisa e manipulação de dados
  • 32. História IR
    • Procura de informação através do computador: final dos anos 40, com o aumento da literatura científica e a disponibilidade de computadores. A pesquisa de documentos baseava-se na pesquisa por autor, título, e palavra-chave
    • O termo Information Retrieval foi usado por Calvin Mooers em 1948/1950 (Mooers, Calvin E. (1950)
    • Em 1958 a IBM apareceu com máquinas de auto-indexar. O interesse comercial rapidamente se centrou nos sistemas de recuperação baseados na linguagem Boleana (álgebra de George Boole - 1847)
  • 33. IR Definições
    • Information retrieval (IR) Pesquisa e recuperação de informação - termo usado para descrever as acções de pesquisa e recuperação de informação num ficheiro ou base de dados através de um computador
    • (Meadow)
    • IR system termo que surgiu há cerca de 40 anos para designar um objecto, em que o processo de pesquisa de informação através da comparação e da selecção , não era realizado por uma pessoa mas por uma máquina – computador
    (Frants, p.69)
  • 34. Que informação?
    • A recuperação de informação lida com dados estruturados, mas também com dados não estruturados, sem uma estrutura semântica claramente definida.
    • Existem vários graus de estruturação e mesmo quando nos referimos a dados não estruturados, não podemos esquecer que um simples texto tem uma estrutura implícita: cabeçalho, corpo, rodapé, parágrafos, representados por etiquetas específicas nos textos electrónicos.
  • 35. Sistemas de recuperação da informação - escalas de actuação
    • Operam a que escala?
      • Internet – o sistema tem de pesquisar em milhões de documentos armazenados em milhões de servidores, tem de recolher e indexar documentos, tendencialmente em hipertexto
      • Espaço empresarial, institucional e da pesquisa específica – a pesquisa é feita em colecções de documentos, bases de dados armazenadas em sistemas centralizados
      • Informação pessoal – programas de correio electrónico que oferecem filtros, sistemas de classificação
      • [MANNING, 2008]
  • 36. Meios auxiliares na busca de informação documental
    • O catálogo de assuntos de uma biblioteca
    • Thesaurus
    • Lista telefónica
    • Classificação Decimal Universal
        • Auxiliam o utilizador mas não executam a pesquisa
        • Um sistema de pesquisa de informação tem de por si só levar a cabo a pesquisa
        • [Frants, 70]
  • 37. A pesquisa de informação
    • Conjunto de perguntas, de termos existentes em documentos, obtidos com um nível de precisão suficiente para satisfazer quem pesquisa
    • Precisão é o problema mais relevante
  • 38. Pesquisa de informação
    • Sistema de pesquisa de informação textual
    • Sistema de gestão de bases de dados (retornam itens usando correspondência exacta, baseada em dados estruturados)
    • Sistema de pesquisa por conteúdo (por similaridade e não por correspondência exacta)sist. de pesquisa de inf. Multimédia (MIR) todos os outros (IR, DBMS, CBR) num só sistema; sist. Gestão de bases de dados multimédia(MIRsofisticado)
  • 39. Documento
    • Documento = estrutura do conteúdo + estrutura lógica (capitulo, secção) + atributos externos (autor, data de criação)
    • Gerar representativos de documentos: termo índice, palavra chave ou grupo seleccionado
  • 40. Extracção de informação
    • Construção do modelo da informação, percepção conceptual do modelo
  • 41. Extracção da informação
    • Sistemas de pesquisa textual – foram os primeiros utilizados nas bibliotecas digitais; pesquisa por similaridade
    • Sistemas de Gestão de Bases de Dados – correspondência exacta graças à existência de metadados
    • Sistemas de pesquisa por conteúdo – influência em diferentes tipos de media. Propriedades usadas para fazer pesquisa
    • Sistema de pesquisa multimédia – junção dos sistemas anteriores
  • 42. Representação dos documentos
    • Conjunto de termos, palavras chave; representação total do texto;
    • Grandes colecções - redução do conjunto de palavras representativas: eliminação de stop words, stemming (retirar o tronco da palavra), mais compressão; representação da estrutura (capítulo, secção, etc.). Fusão reduz variantes de palavras.
    • Gerar representativos do documento - recurso a termos índice para resposta
  • 43. Peso dos termos na pesquisa
    • Exaustividade (n.º de termos índice atribuídos a um dado documento)
    • Especificidade (n.º de documentos aos quais um termo é atribuído numa colecção, distribuição de termos índice numa colecção)
    • Peso dos termos índice (frequência dos termos índice, frequência de documentos)
    • Bom peso tem em conta a quantificação do conteúdo dentro do documento e a quantificação da separação entre documentos
  • 44. Finalidades dos sistemas de pesquisa
    • Variam consoante o objectivo: para a multimédia não é adequada a pesquisa em texto livre, nem em bases de dados
    • Bases de dados orientadas a objectos: juntar dados e formas de os tratar. Algumas propriedades são associadas ao objecto, às suas características e formas de o manipular
  • 45. Modelos de pesquisa de informação (1)
    • a) Pesquisa por filtragem (perguntas estáticas; colecção variável)
      • Modelos boleanos - o termo existe ou não
      • Modelos vectoriais - peso da relevância das palavras no documento; os termos são independentes; o peso do termos alcança-se pela eficiência de uma linguagem de indexação; exaustividade: n.º de termos do índice atribuídos a um dado documento – frequência do termo no índice; especificidade: n.º de documentos nos quais o termo ocorre. O mais importante é um termo que ocorre muitas vezes num documento e poucas vezes na colecção
      • Modelos probabilísticos - uso das probabilidades
  • 46. Modelos de pesquisa de informação (2)
    • b) Pesquisa por navegação
      • Hipertexto
      • Plano
      • Guia estruturado
  • 47.
    • Pesquisa na web : perguntas específicas explorar a estrutura de ligações; perguntas vastas – directórios web; perguntas vagas – porções indexadas da web. Dados distribuídos, voláteis, volume elevado, não estruturados, redundantes, baixa qualidade, heterogéneos
  • 48. Sistema de recuperação de informação
    • Implica selectividade : ninguém vai à biblioteca para ler a colecção inteira mas para procurar selectivamente informação através da comparação entre as fontes existentes e as recuperadas pelo sistema.
    • Implica um processo de comunicação: como representar os documentos para pesquisa; como interpretar as consultas do utilizador.
  • 49. Recuperação de informação
    • Conjunto de procedimentos que permitem satisfazer as necessidades de informação dos clientes
    • O subsistema é o conjunto articulado de dispositivos que suporta os procedimentos de recuperação
  • 50. Características desejáveis (IR)
    • Facilidade de uso e esforço necessário
    • Tempo de resposta
    • Suporte do output
    • Forma do output
    • Fiabilidade
    • Pertinência/relevância
    • Precisão
    • [SILVA, 1996]
  • 51. Sistema de IR /funcionamento (1) Sistema de IR I1 I2 O Input 1 = Documentos que contêm a informação requerida Input 2 = Requisitos de pesquisa elaborados em linguagem natural pelo utilizador, que representa a necessidade informativa do utilizador do sistema Output = conjunto de documentos encontrados durante a Pesquisa. Processo de recolha de informação [Frants, 80]
  • 52.
    • Documentos (I1) no sistema são traduzidos na linguagem de pesquisa do sistema que permite comparar e seleccioná-los – Indexação dos documentos permite criar perfil dos documentos
    • Requisitos de pesquisa (I2) são traduzidos na linguagem de pesquisa – Indexação dos requisitos de pesquisa permite criar a formulação da consulta
    • Processos de indexação (docs. e requisitos) precedem o processo de recuperação da informação
    Sistema de IR /funcionamento (2)
  • 53. Elementos teóricos da pesquisa de informação
    • Conceitos essenciais: o de fiabilidade (relevância + exaustividade) e o de precisão
    • Fiabilidade refere-se à confiança no sistema para devolver toda a informação pretendida
    • Precisão , por outro lado, diz respeito à confiança no sistema para recuperar a informação que tem maior exactidão, mais concisa. Se estou a fazer uma pesquisa com o nome de uma pessoa e existem mais pessoas com o mesmo nome mas funções diferentes devo ter forma de as distinguir.
    Fiabilidade: Por exemplo ao pesquisar um catálogo bibliográfico sobre o termo “Tchaikovsky”, considera-se que o sistema tem fraca fiabilidade se o catálogo for inconsistente nas versões do nome e utilizar Chaikovsky e outras variantes sem nenhuma referência às várias formas de escrever o nome. [DOVEY, 2000]
  • 54. Pesquisa OPAC (Catálogo Público Acessível em Linha) versus Web
    • Tipicamente, os utilizadores da Web estão acostumados a pesquisas com baixa pertinência e baixa relevância, já que os motores de pesquisa são pobres nestes aspectos porque pesquisam dados não estruturados ou semi-estruturados. Por oposição, os bibliotecários e os utilizadores de catálogos estão acostumados a altos níveis de precisão e pertinência , particularmente de pertinência, graças às regras aplicadas na criação de catálogos estruturados.
  • 55. Estratégias de pesquisa
    • Técnica ou conjunto de regras para tornar possível a comparação entre a pergunta formulada e a informação armazenada numa base de dados
    • (Lopes, 41)
    • A escolha entre as linguagens a utilizar na pesquisa faz parte da definição da estratégia de pesquisa, podendo-se optar pela utilização combinada da linguagens natural ou artificial
  • 56. Técnicas de pesquisa e – que os elementos a pesquisar estejam todos presentes na mesma referência ou – palavras a pesquisar são alternativas, etc. Operadores boleanos Permite especificar a posição relativa de dois ou mais termos Operadores de proximidade Vai à raíz do termo e recupera possíveis variações Truncatura
  • 57. Consequências
  • 58. Consequências para o paradigma tradicional livro/leitura
    • Publicações digitais: eBooks, revistas e outros tipos menos tradicionais, em grandes quantidades e imateriais
    • Economia da edição: negócio editorial florescente acompanhado pelo surgimento de edições quase sem custos associados
    • Surgimento de plataformas colaborativas e de partilha
    • Importância de redefinição dos direitos de autor
    • Diluição entre o papel do autor e do leitor
    • Fragmentação manipulável da informação
  • 59. … mudança
    • Alteração do paradigma da leitura: acumular de quantidades impossíveis de informação que é necessário organizar, ler e reflectir
    • Leituras conduzidas pelos links do hipertexto
    • Litura descontínua e fragmentada
    • Volatilidade da informação em contraposição ao resgisto impresso
    • Muitos serviços novos permitem partilhar livros, comentar, trocar e mesmo escrever em co-autoria
    • Confusão entre os géneros documentais e textuais (um livro não é um jornal nem uma carta…e no texto electrónico?
  • 60. Evolução histórica
    • As mudanças deram-se nas técnicas de reprodução do texto, na forma ou suporte do texto e nas práticas de leitura:
      • Invenção do códice no Ocidente não implicou mudanças nos meios de reprodução, só na forma, substituindo o rolo
      • A invenção de Gutenberg não modificou a forma do livro, mudou os modos de reprodução do texto
      • As mudanças na prática da leitura associadas (velocidade da leitura, momento das pausas, concentração, saltos no texto, forma de reler, afectam a compreensão)
  • 61. Revolução do impresso para o electrónico
    • Altera-se a estrutura, a técnica de reprodução do texto e a forma do suporte que o comunica aos leitores
    • Será também uma alteração da leitura, da escrita e novas técnicas intelectuais
    • (Chartier, 1997)
  • 62. Fragmanetação do objecto
    • Rompe-se a relação que, em todas as culturas escritas anteriores, ligava estreitamente os objectos, os géneros e os usos. Foi essa relação que organizou as diferenças imediatamente percebidas entre os diversos tipos de publicações impressas e as expectativas de seus leitores -guiadas pela materialidade dos objetos que transmitem essas diferenças. Na textualidade digitalizada, o discurso não se inscreve nos objectos, algo que permitia que eles fossem classificados, hierarquizados e reconhecidos
    • Mundo de fragmentos descontextualizados, justapostos, indefinidamente reconstituíveis
    Chartier, 2009
  • 63. Debate relevante
    • Lançamento [previsto para 2010] do Google Editions, que explorará comercialmente parte dos recursos acumulados pelo Google Books
    • Acordos feitos com as grandes bibliotecas mundiais para a digitalização das suas colecções
  • 64. Lógica do lucro
    • Google: democratizar a informação, tornar acessíveis livros indisponíveis, remunerar as editoras e autores. E assegurar a conservação, "para sempre", de obras ameaçadas pelos desastres que podem afectar as bibliotecas. Retórica de serviço público e de democratização universal que deixa autores como Chartier muito negativos
    • Financiamento público a programas de digitalização à altura das necessidades, dos compromissos e das expectativas de que os Estados não transfiram para empresas privadas a responsabilidade pelos investimentos culturais de longo prazo que lhes cabem
  • 65. Revistas electrónicas http://online.unisc.br/seer/index.php/signo Revista sobre a leitura no mundo digital editada com o Open Journal System
  • 66. Biochemical Journal http://www.biochemj.org/bj/default.htm The new Semantic Biochemical Journal ( www.biochemj.org ) will turn static images, tables and text into objects that can be linked, annotated, visualized and analysed interactively. Terms and phrases in the paper are linked to external websites, glossaries and databases. Extra data such as images and videos can be embedded into the text and there are links to interactive tools to manipulate protein sequences and to see molecular structures in 3-D.
  • 67. Segunda edição de Os Lusíadas Biblioteca Nacional Digital
  • 68. http://www.huffingtonpost.com/2009/12/17/ebook-sales-skyrocket-boo_n_396002.html
  • 69. Venda de ebooks nos EUA
    • «The most significant area of gains, however, has been in eBooks. The AAP announced that year-to-date eBook sales for October were over $130 million -- a 180.7% increase from 2008. eBook sales now account for 3% of total trade sales, up from 1.13% last year. With the Kindle's rise in popularity and the increasing variety of options for eReaders, it's no surprise that the numbers have jumped so dramatically this year. And as we head into 2010, when eBook sales are sure to continue to rise exponentially, publishers will have to work out exactly how eBooks will fit into their current model.»
    • (The Huffington Post, 18/12/2009)
  • 70. Livros electrónicos em Espanha passam para 4% de IVA
    • Os livros electrónicos em Espanha passam a estar sujeitos à taxa de 4% de IVA, à semelhança do que acontece com os livros de papel, anunciou a ministra da Cultura, Ángeles González-Sinde, segundo o a edição online do El País. Até agora os livros electrónicos estavam no regime geral, de 16%, e os editores reclamavam há muito esta redução.
    • A taxa reduzida de 4% é aplicada já à habitação social, ao material escolar e aos alimentos de primeira necessidade.
    • A medida, anunciada pela ministra da Cultura de Espanha na Biblioteca Nacional (BN), em Madrid, pressupõe a adopção por parte da Espanha de uma recomendação aprovada pela União Europeia em Março último.
    Diário Digital terça-feira, 15 de Dezembro de 2009 | 19:16
  • 71. Direitos de autor
    • De acordo com o Código de Direitos de Autor e Direitos Conexos o direito de autor em Portugal caduca 70 anos após a morte do criador intelectual
    • A lei americana contempla 90 anos após a morte do criador
    • Questões muito problemáticas e cada vez mais na ordem do dia
  • 72. Direito de autor e ebooks
    • Should e-Books Be Copy Protected? By DAVID POGUE, Published in The New York Times December 17, 2009 http://www.nytimes.com/2009/12/17/technology/personaltech/17pogue-email.html?_r=2
    • «At the moment, the e-book companies are trying to make the copy-protection thing work, to make it as convenient as possible. They're making your e-books "playable" on Mac, PC, iPhone, iPod Touch, and multiple e-book readers in your household, for example.» No protection result in "piracy" but also in more sales
  • 73. Editores vs. autores
    • Publishers, Authors Battle Over eBooks: Who Owns The Rights?
    • On Friday, Random House started up a battle with authors when CEO Markus Dohle sent out a letter to literary agents regarding the rights to backlist books published by Random House. When the contracts for many older books were signed, e-books didn't exist, so while the e-book format was not specifically named, electronic rights were. Dohle cited language in the agreements that Random House has "the exclusive right to publish in electronic book publishing formats." This claim relies on the logic that the rights to publication "in book form" or "in any and all editions" covers eBooks as well as print.
    Huffington Post   |  Amy Hertz and Jessie Kunhardt First Posted: 12-15-09
  • 74. Licenças Creative Commons
    • http://creativecommons.org/
    Creative Commons - organização não governamental sem fins lucrativos localizada em São Francisco, Califórnia , nos EUA , votada a aumentar a quantidade de obras criativas disponíveis, através de suas licenças que permitem a cópia e partilha com menos restrições que o tradicional todos direitos reservados . (Wikipédia)
  • 75. Comunidade de leitores http://bookcrossing-portugal.com/
  • 76. Troca de livros http:// trocandolivros.com.br/livros
  • 77. Competências TIC para professores e alunos
    • Competências TICDocumentos no Plano tecnológico da Educação
    • http://www.pte.gov.pt/pte/PT/Projectos/Projecto/Documentos/index.htm?proj=47
    • a ) Formação em competências digitais (nível 1);
    • b ) Formação em competências pedagógicas e profissionais com TIC (nível 2);
    • c ) Formação em competências avançadas em TIC na
    • educação (nível 3).
  • 78. Macro competências do professor/educador
    • Conhecimento actualizado sobre recursos tecnológicos com potencial de utilização educativo.
    • Acompanha o desenvolvimento tecnológico
    • Acede, organiza e sistematiza a informação em formato digital (pesquisa, selecciona e avalia a informação em função de objectivos concretos…).
    • Executa operações com programas ou sistemas de informação online e/ou off-line (aceder à Internet , pesquisar em bases de dados ou directórios, aceder a obras de referência,…)
    • Comunica com os outros, individualmente ou em grupo, de forma síncrona e/ou assíncrona através de ferramentas digitais específicas.
    • Elabora documentos em formato digital com diferentes finalidades e para diferentes públicos, em contextos diversificados.
    • Utiliza o potencial dos recursos digitais na promoção do seu próprio desenvolvimento profissional numa perspectiva de aprendizagem ao longo da vida (diagnostica necessidades, identifica objectivos).
  • 79. Publicar e partilhar documentos http://pt.calameo.com/
  • 80. http://pt.calameo.com/read/000130973d67481dccd8a
  • 81. Escrita colaborativa: software http://etherpad.com/
  • 82. Escrita colaborativa: livro http://www.techlearning.com/article/25884 Livro escrito em colaboração por pessoas que não se conheceram mas participaram num blog, Red de Inovadores de Infonomia
  • 83. Partilha de documentos - Scribd
  • 84. Partilha de documentos
    • http://www.4shared.com/
  • 85. Gestão de ligações: delicious
  • 86. Reduzir os links http://tinyurl.com/create.php
  • 87. http:// www.mindomo.com /view.htm?m=48511abbfb7e4145a33dbe6453d0f8af#
  • 88. Web 2.0 para educadores http:// etoolkit.org / etoolkit /
  • 89. Ilha do Ministério da Educação SL http://haldenbeaumont.tumblr.com/post/271024310/education-innovation-island-in-sl-the
  • 90. Google for educators http:// www.google.com / educators / p_websearch.html
  • 91. Twitter
  • 92. Notícia de 17/12/2009 O Sol
  • 93. Partilha de vídeos, fotografia…
    • Did You Know? Vídeo do You tube http://www.youtube.com/watch?v=PHmwZ96_Gos&NR=1
    • Galeria de Arte da F.C. Gulbenkian no Flickr http://www.flickr.com/photos/biblarte/
  • 94. Alguma bibliografia consultada
    • Berners-Lee, T., Hendler, J., & Lassila, O. (2001, May) - The Semantic Web. Scientific American , 284(5), 34-43.
    • Chartier, Roger (1997) – A ordem dos livros . Lisboa: Vega.
    • Chartier, Roger (2009) – O Google e o futuro do livro In: Folha de São Paulo , 29/11/2009 Através do blog A informação http://a-informacao.blogspot.com/2009/12/o-google-e-o-futuro-do-livro.html
    • Frants, Valery [et.al] (1997) - Automated information retrieval: theory and methods . New York: Academic Press.
    • Furtado, J. A. (2002) - Enciclopédia e hipertexto, livro e leitura no novo ambiente digital [Em linha]. http://www.educ.fc.ul.pt/hyper/resources/afurtado/index.htm
    • Gorman, Michael (2000) - From card catalogues to WebPACS. In: Library of Congress Cataloguing Directorate. Proceedings of the Library of Congress bicentennial conference on bibliographic control for the new millennium ; Washington, D.C.
    • Howarth, Lynne C. (2003). Metadata schemas for subject gateways [Em linha]. In: IFLA. World library and information congress: 69th IFLA general conference and council ; Berlin.
    • Hollander, Henryk. Union catalogs for poets [Em linha]. In: The Andrew W. Mellon Foundation. Conference on union catalogs; Tallinn, Estonia. 2002.
    • Lopes, Ilza Leite (2002), «Uso das linguagens controlada e natural em bases de dados: revisão da literatura» In Ciência da Informação , v.31, n.1, pp.41-52 http:// www.scielo.br
    • Marinheiro, Rui Neto (2001) - Indexação e pesquisa em bases de dados multimédia. Manual de apoio à disciplina. Lisboa: ISCTE
    • Meadow, Charles T. (1992), Text information retrieval systems . New York: Academic Press .
    • Mooers, Calvin E. (1950) Coding, information retrieval, and the rapid selector. American Documentation 1 (4): 225-229).
    • Nielsen, Lisa (2009)There is Such a Thing as a Free Lunch: 8 Free and Easy Ways to Begin Educating Innovatively Teach&learning, Dec. 2009 http://www.techlearning.com/article/25884
    • Wikipédia a enciclopédia livre [Em linha] http://pt.wikipedia.org/
  • 95. Bibliografia
  • 96.  

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