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Braille

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  • 1. BrailleBraille é um código de leitura e escrita com o tato para os cegos criado por Louis Braille(por isso o nome do código ficou conhecido como Braille). O curso de Braille mostrará ahistória desse sistema, seu alfabeto e algumas leis no Brasil que mostram aobrigatoriedade das convenções Braille no país e o acesso à leitura e à escrita para osdeficientes visuais.
  • 2. Lição 1 - História do BrailleBraille é um sistema de leitura e escrita tátil para deficientes visuais inventado pelofrancês Louis Braille, um jovem cego, a partir do sistema de leitura no escuro (de usomilitar) de Charles Barbier. O sistema Braille é formado por um alfabeto composto porpontos em relevo sendo distiguindo pelos cegos através do tato e representando letras,pontuações, palavras acentuadas, sinais algébricos e notas musicais.O sistema Braille usa seis pontos em relevo dispostos em duas colunas, formando assim63 símbolos diferentes que são usados em literatura nos mais variados idiomas, nasimbologia matemática e científica, na música e na informática. Devido à vastaaplicabilidade e eficiência, o Braille tornou-se o melhor meio de leitura e de escrita para aspessoas cegas e é usado até hoje.Louis Braille nasceu dia 4 de Janeiro de 1809 na cidade Coupvray, na França. Aos trêsanos de idade, provavelmente ao brincar na oficina do pai que era fabricante de arreios eselas, Louis feriu-se com uma ferramenta pontiaguda no olho esquerdo gerando umainfecção que passou também para o olho direito. Isso provocou a perda de visão.Seus pais matricularam-no em uma escola. Louis era um menino muito inteligente e tinhafacilidade em aprender o que ouvia, sendo escolhido, em determinados anos, como líderda turma. Quando completou 10 anos de idade ganhou uma bolsa do Institut Royal desJeunes Aveugles de Paris (Instituto Real de Jovens Cegos de Paris).Valentin Haüy, o fundador do Institut Royal des Jeunes Aveugles de Paris, criou ummétodo para ensinar os cegos a ler. Esse método consistia em fazer letras grandesgravadas em alto relevo em um papel grosso (método rudimentar, mas foi importante,pois serviu como base para desenvolvimentos posteriores). Através desse sistema ascrianças aprenderam a ler, só que não podiam escrever porque a gravação era feita comletras costuradas no papel. Apesar de esse sistema ser muito lento e nada prático, Louisaprendeu a ler as grandes letras em alto relevo nos livros da biblioteca do instituto.Em 1821, Charles Barbier, capitão da artilharia francesa, foi ao instituto e mostrou umsistema de comunicação chamado de escrita noturna que posteriormente veio a sechamar de sonografia. Consistia em um método de comunicação através do tato, queusava pontos em relevo colocados em um retângulo com dois pontos de largura por seisde altura e era aplicado no campo de batalha, devido à necessidade de ler mensagenssem usar a luz que poderia mostrar posições, sendo possível assim obter e trocarinformações de forma sigilosa. O sistema de leitura no escuro baseava-se numa tabelacom trinta e seis quadrados, sendo que cada quadrado representava um som dalinguagem humana. Esse método foi introduzido no instituto e Louis Braille dedicou-se aele efetuando algumas mudanças.Nos dois anos seguintes, Louis procurou simplificar o método até que desenvolveu umsistema eficiente baseado numa célula de dois pontos de largura por três de altura. Essesistema é mais simples que o sistema de Barbier e é composto por 6 pontos, sendoincluído a notação numérica e musical. Louis Braille terminou o seu método em 1824 epublicou-o em 1829. Esse método de comunicação para cegos, que hoje tem o nome de
  • 3. Braille em homenagem ao seu criador, é usado até hoje permanecendo basicamente omesmo com a exceção de algumas melhorias.Louis Braille teve tuberculose e morreu em 6 de Janeiro de 1852. Dois anos depois ocódigo Braille foi adotado oficialmente no instituto e depois na Europa e América.Lição 2 - Alfabeto BrailleApesar de o sistema Braille ser eficiente demorou muito para que ele se tornasse popular,mas por fim tornou-se popular e hoje, graças a esse método, a escrita é disponível amilhões de pessoas cegas. Além disso, o sistema Braille é aplicado à notação musical, àmatemática, à química e à ciência ajudando e ampliando os conhecimentos dosdeficientes visuais. A eficiência do método é tão boa que a leitura e escrita de músicachega a ser mais fácil para pessoas cegas do que para aqueles que vêem.Cada célula Braille permite 63 combinações de pontos, podendo existir combinações depontos para todas as letras, números e pontuações da maioria dos alfabetos. Umdeficiente visual experiente consegue ler até duzentas palavras por minuto. O Braille élido da esquerda para a direita, com uma ou ambas as mãos.As dez primeiras letras do alfabeto (a, b, c, d, e, f, g, h, i, j) usam somente os pontos dasduas fileiras de cima. Os números de 1 a 9 e o zero são representados por esses mesmosdez sinais, porém são precedidos pelo sinal de número para diferenciar das letras.As dez letras seguintes (k, l, m, n, o, p, q, r, s, t) são acrescentadas o ponto no cantoinferior esquerdo de cada uma das dez primeiras letras.As últimas cinco letras (u, v, x, y, z) são acrescentadas ambos os pontos inferiores àscinco primeiras letras. A letra "w" é uma exceção porque foi acrescentada posteriormenteao alfabeto francês. (Veremos na próxima sublição o alfabeto e assim poderemos ver oque foi explicado aqui).As outras combinações possíveis são usadas para pontuação, contrações e abreviaturasespeciais. Estas contrações e abreviaturas às vezes tornam o Braille difícil de aprender.Isto ocorre principalmente com pessoas que ficam cegas numa idade mais avançada, jáque a única forma de aprender Braile é memorizar todos os sinais. Por isso, há vários"graus" de Braille.O Braille grau um (Braille por extenso) usa somente os sinais que representam o alfabeto,a pontuação, os números e alguns sinais especiais. Como há menos sinais paramemorizar é o grau mais fácil de aprender, porém é o mais lento para ser transcrito e lidoe a impressão acabada é mais volumosa.O Braille grau dois usa muitas contrações e abreviaturas como, por exemplo, o sinal nisolado significando a palavra não. Devido a esse uso de contrações e abreviaturas otempo para transcrever e ler é bastante reduzido e o tamanho do volume acabado émenor, porém é mais difícil de aprender já que é preciso memorizar os 63 sinaisdiferentes e aprender as regras necessárias para saber quando cada sinal pode serusado ou não. Hoje em dia este é o grau mais comum de braille.
  • 4. O grau três é o mais abreviado de todos e é usado, especialmente, na língua inglesa.Existem muitas contrações e abreviaturas para memorizar e muitas regras difíceis paraaprender. Além disso, é usado em anotações científicas e em outras matérias muitotécnicas. Este grau não é usado com freqüência.Letras e números:
  • 5. Outros símbolos:Lição 3 - LegislaçãoNo site http://www.soleis.adv.br/braille.htm encontramos a lei nº 4.169 e a lei nº 2.094 queestá transcrita abaixo:LEI Nº 4.169, DE 4 DE DEZEMBRO DE 1962Oficializa as convenções Braille para uso na escrita e leitura dos cegos e o Código deContrações e Abreviaturas Braille.O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta, eeu sanciono a seguinte Lei:
  • 6. Art.1º São oficializadas e de uso obrigatório em todo o território nacional, as convençõesBraille, para uso na escrita e leitura dos cegos e o Código de Contrações e AbreviaturasBraille, constantes da tabela anexa e aprovados pelo Congresso Brasileiro Pró-Abreviatura Braille, realizado no Instituto Benjamin Constant, na cidade do Rio de Janeiro,em dezembro de 1957.Art. 2º A utilização do Código de Contrações e Abreviaturas Braille será feitagradativamente, cabendo ao Ministro da Educação e Cultura, ouvido o Instituto BenjaminConstant, baixar regulamento sobre prazos da obrigatoriedade a que se refere o artigoanterior e seu emprego nas revistas impressas pelo sistema Braille no Brasil, livrosdidáticos e obras de difusão cultural, literária ou científica.Art. 3º Os infratores da presente lei não poderão gozar de quaisquer benefícios por parteda União, perdendo o direito aos mesmos aqueles que os tenham conseguido, uma vezverificada e comprovada a infração pelo Instituto Benjamin Constant.Art. 4º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições emcontrário.Brasília, 4 de dezembro de 1962; 141º da Independência e 74º da República.João GoulartHermes LimaLEI Nº 2.094, DE 16 DE NOVEMBRO DE 1953Concede isenção de direitos de importação para materiais importados pela Fundaçãopara o Livro do Cego no Brasil.O CONGRESSO NACIONAL decreta e eu promulgo, nos termos do artigo 70, parágrafo4º, da Constituição Federal, a seguinte Lei:
  • 7. Art. 1º É concedida à Fundação para o Livro do Cego no Brasil, com sede na Capital doEstado de São Paulo, isenção de direitos de importação, exceto a taxa de previdênciasocial, para todo o material de uso exclusivo de cegos.Art. 2º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições emcontrário.Senado Federal, em 16 de novembro de 1953.João Café FilhoPresidente do Senado FederalA Lei 10.753/2003 (Brasil, 2003), Art. 1º, inciso XII diz o seguinte:Art. 1o Esta Lei institui a Política Nacional do Livro, mediante as seguintes diretrizes:XII - assegurar às pessoas com deficiência visual o acesso à leitura.A mesma Lei 10.753/2003 (Brasil, 2003), Art 2º, inciso VII E VIII diz o seguinte:Art. 2o Considera-se livro, para efeitos desta Lei, a publicação de textos escritos emfichas ou folhas, não periódica, grampeada, colada ou costurada, em volume cartonado,encadernado ou em brochura, em capas avulsas, em qualquer formato e acabamento.Parágrafo único. São equiparados a livro:VII - livros em meio digital, magnético e ótico, para uso exclusivo de pessoas comdeficiência visual;VIII - livros impressos no Sistema Braille.Como vimos nas leis acima, desde 1962 as convenções Braille são obrigatórias em todo oterritório nacional, devendo ser regulamentado o emprego nas revistas impressas pelosistema Braille no país, livros didáticos e obras de difusão cultural, literária ou científica.Na lei nº 10.753/2003 é assegurado o direito ao acesso à leitura para os deficiente visuaise são equivalente ao livro: os livros impressos no sistema Braille ou outros que sejamacessíveis aos deficientes visuais.As editoras devem contribuir para isso, mas não é isso que acontece.
  • 8. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) existem mais de um milhãode cegos no país que são praticamente esquecidos pelas editoras. Os livros em Braillesão difíceis de encontrar, pois são muito caros para imprimir. A impressão em Braillerequer um papel mais grosso e são necessárias pessoas que conheçam o método deescrita para assegurar que tudo seja transcrito da melhor forma possível. Depois deimpresso, o livro deve passar pelas mãos de revisores que conheçam o método. Todosesses obstáculos dificultam a impressão de livros em Braille, porém é assegurado pela leique os deficiente visuais devem ter acesso à leitura.