São Paulo

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Aborda aspectos dos 450 anos de história de São Paulo, bem como de seus principais bairros, avenidas e pontos turísticos principais.

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São Paulo

  1. 1. São Paulo 450 anos
  2. 2. A HISTÓRIA DOS MARCOS DA CIDADE <ul><li>Todas as cidades guardam vestígios do passado: estilo arquitetônico, logradouros, prédios públicos, religiosos, comerciais, esportivos e de lazer, manifestações artísticas ou, simplesmente, alicerces de uma fundação, pedras gastas pelo tempo. Uma leitura dos marcos históricos de uma cidade possibilita uma maior compreensão do seu presente. São Paulo, apesar das vertiginosas transformações urbanas sofridas nas últimas décadas, preservou espaços que denotam formas de organização urbana diferenciadas: a cidade colonial com suas construções de taipa, fortemente marcada pela arquitetura religiosa; a cidade do tempo do Império, com sobrados e os primeiros sinais de vida urbana; a cidade sob a influência européia de viés aristocrático; a cidade modernista e a cidade-metrópole. </li></ul><ul><li>Com uma população estimada de 10.406.166 habitantes, em 2000, a cidade mudou completamente a sua fisionomia ao longo dos anos num acelerado processo de degradação. Mais um motivo para buscarmos, em suas ruas e becos, indícios de uma história, imagens de uma cidade que, no passado, tinha proporções humanas. É este o desafio! </li></ul>
  3. 3. DE VILA A CIDADE DO TEMPO COLONIAL <ul><li>Quem passa pelo Pátio do Colégio no ritmo acelerado da metrópole não imagina quanta história se esconde na única parede de taipa remanescente do conjunto jesuítico! O Colégio dos Jesuítas foi um dos primeiros edifícios de São Paulo de Piratininga, construído no alto de uma colina, de onde se avistava a várzea do Rio Tamanduateí. O local escolhido ficava em território originalmente ocupado por grupos indígenas que falavam tupi, especialmente os guaianás, carijós e tupinambás. A construção iniciou-se após a celebração da primeira missa pelo sacerdote Manuel Paiva, em 25 de janeiro de 1554. O jovem José de Anchieta, então presente, deixou registrado em seu diário: &quot;Nós, os irmãos mandados para esta aldeia no ano do Senhor de 1554, chegamos a 25 de janeiro e celebramos a primeira missa em uma casa pobrezinha e muito pequena no dia da conversão de São Paulo, a quem a dedicamos&quot;. No ano seguinte, a construção feita pelos índios, sob orientação dos jesuítas, finalmente ficou pronta. Tratava-se de &quot;uma pobre casinha feita de barro e paus, e coberta de palhas, tendo quatorze passos de comprimento e apenas dez de largura, onde estão ao mesmo tempo a escola, a enfermaria, o dormitório, o refeitório, a cozinha e a dispensa&quot;, informa o padre José de Anchieta. Este foi o local que serviu como o centro da catequização dos índios da Capitania de São Vicente. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Em torno do núcleo dos jesuítas ergueram-se palhoças e casas baixas. Para proteção dos ataques indígenas, o povoado, desde a sua fundação, foi cercado por muros de taipa de pilão e estacada. Em 1560, São Paulo de Piratininga ganhou foros de vila e pelourinho; possuía uma população estimada de 120 habitantes, sem contar os indígenas escravizados. A baixa densidade populacional explica-se pelo fato de muitos índios terem deixado a vila para se estabelecer em aldeias próximas: Conceição de Nossa Senhora dos Pinheiros e São Miguel. Em ambas, estima o padre Anchieta, moravam cerca de mil pessoas no ano de 1585. Quanto à vila recém-fundada, nem a excelente localização geográfica e tampouco os muros que a cercavam conseguiram evitar os ataques indígenas. Em 10 e 11 de julho de 1562, os guaianás, aliados aos tamoios do Vale do Paraíba e aos tupis do sertão, investiram contra o arraial. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Durante os primeiros séculos de colonização, o colégio foi praticamente o único centro de instrução de São Paulo: &quot;O colégio dos jesuítas, com aulas de gramática, é o único a ministrar os rudimentos de humanidades. Mas a sua influência se vai enfraquecendo à medida que se agrava a pendência dos republicanos de São Paulo com os padres da Companhia&quot;. Quando os jesuítas foram expulsos, em 1759, o edifício do colégio passou por inúmeras reformas para servir de Palácio do Governo. Em carta, o governador de São Paulo escreve no ano de 1769: </li></ul><ul><li>Em 1932, a sede do governo foi transferida para o Palácio dos Campos Elíseos e o edifício, ocupado pela Secretaria da Educação, acabou por ser demolido em 1953. Quanto à igreja, que desabou em 1896, foi devolvida à Companhia de Jesus para sua reconstrução no IV Centenário da Fundação de São Paulo, em 1954. O edifício do colégio foi finalmente reconstruído em 1979. Até hoje é o marco da fundação da nossa cidade, a memória do tempo em que São Paulo não passava de um arraial, mais indígena do que português, voltado para a catequese </li></ul>
  6. 6. Pátio do Colégio, na época Largo do Palácio, c. 1862. Crédito: Militão Augusto de Azevedo
  7. 7. A CIDADE NO TEMPO DO IMPÉRIO (1822-1889) <ul><li>No tempo do Império, enquanto a capital do Rio de Janeiro sofreu muitas transformações, de modo a adquirir fisionomia européia, São Paulo permaneceu uma cidade feita de taipa, economicamente pobre e com feições predominantemente coloniais. Nessa época, a população paulistana era estimada em cerca de 23 mil habitantes. Esse aumento demográfico deve-se à presença de estudantes que vieram estudar na Academia de Direito, escravos de família que os acompanharam e fazendeiros que passaram a viver na capital da província. Mas, apesar do crescimento populacional, a vida urbana, na expressão do poeta Álvares de Azevedo - que, depois de alguns anos no Rio de Janeiro, voltara a São Paulo para estudar na Faculdade de Direito -, permanecia um &quot;bocejar infinito&quot;. Na sua opinião, &quot;não há passeios que entretenham, nem bailes, nem sociedade&quot;. Além da falta de divertimento e de espaços de lazer, não havia abastecimento regular de água potável, e as ruas, além de muito escuras à noite, tinham péssimos calçamentos, feitos com pedras mal aparelhadas e irregulares. Até o final do século XIX, portanto, São Paulo não passava de uma vila provinciana, acanhada e sonolenta. Queixa-se, em 1870, um presidente ao Inspetor de Obras: &quot;a capital da Província não tem iluminação que preste, não tem água para satisfação dos habitantes, não tem praças ornadas, chafarizes, monumentos ou edifícios públicos&quot;. Quanto ao transporte, as pessoas precisavam alugar tílburis ou carros de boi para perfazer grandes distâncias. Um pouco mais tarde, ainda no tempo do Império, trafegaram os primeiros bondes de tração animal na cidade. Eram carros pequenos, abertos, com capacidade de três bancos e nove assentos, importados dos Estados Unidos. &quot;A primeira linha (1872) ligava a Sé à Estação da Luz. Outra (1877) ia para o Brás. Em 1887 havia sete linhas com 25 quilômetros de trilhos, 319 animais e 43 carros que transportavam 1500000 passageiros por ano. Além dessas linhas, uma pequena estrada de ferro ligava Santo Amaro, na periferia, à cidade.&quot; A cidade, impulsionada pelo café, acordava </li></ul>
  8. 8. A FISIONOMIA EUROPÉIA DA CIDADE (1889-1930) <ul><li>A expansão da produção cafeeira e a implantação de uma rede ferroviária no estado de São Paulo provocaram um vertiginoso aumento demográfico na capital. A substituição da mão-de-obra escrava pela assalariada atraiu para o Brasil grandes fluxos de imigrantes, provenientes dos países europeus e asiáticos. Muitos deles foram trabalhar na lavoura das fazendas de café, enquanto outros se instalaram nas grandes cidades. No final do século XIX, São Paulo recebeu cerca de 900 mil imigrantes, na maioria italianos. Em 1910, a população chegou a 375.439 habitantes, sendo que mais de 100 mil trabalharam como operários nas nascentes fábricas paulistas, das quais se destacaram as indústrias têxteis e alimentícias. Depois, vieram os sírio-libaneses e, a partir de 1908, os japoneses. Em 1917, calcula-se que a população da cidade tenha atingido 500 mil habitantes, volume dobrado em 1933. Não é difícil imaginar o quanto a presença desses imigrantes mudou a fisionomia de São Paulo! Línguas diferentes, novos hábitos, formas de sociabilidade inusitadas, organizações populares, movimentos políticos e culturais influenciados pelas experiências européias coloriam as ruas da cidade e denunciavam o seu caráter cosmopolita </li></ul><ul><li>Os imigrantes abriram diversos estabelecimentos comerciais e de serviços. Além de operários e vendedores ambulantes, exerciam várias profissões; eram alfaiates, barbeiros, confeiteiros, engraxates, sapateiros, fotógrafos, donos de cantinas, engenheiros, empresários, banqueiros e industriais. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>A expansão urbana, portanto, levou, de um lado, à formação de bairros operários nas zonas industriais que acompanhavam as vias férreas, como Mooca, Brás, Pari, Belém, Lapa, Bom Retiro, Ipiranga, e, de outro, à formação de bairros de elite, como Campos Elíseos, Higienópolis e Avenida Paulista. Nos bairros populares, as ruas estreitas cortavam os estabelecimentos industriais e as moradias densamente povoadas. &quot;Geralmente há barro nas ruas, esgoto a céu aberto e bonde na via principal&quot;, comenta Raquel Rolnik. A falta de saneamento básico no novo cenário industrial propiciava a transmissão de doenças. Em contraste, os bairros ricos gozavam de amplas e elegantes avenidas pelas quais desfilavam palacetes cercados de muros, abastecidos pelos serviços públicos: rede de água, esgoto, iluminação e calçamento, além de uma lei que regulamentava a construção e a ocupação de &quot;jardins e arvoredos&quot;. Todos os bairros foram vítimas de intensa especulação imobiliária que resultou no elevado preço dos terrenos e moradias. O crescimento urbano caótico e acelerado foi motivo de preocupação das autoridades, conforme atesta relatório feito ao governo do estado em 1891 </li></ul>
  10. 10. Vista de São Paulo, Rua do Gasômetro, 1895. Crédito: Pedro Hoenen
  11. 11. <ul><li>Passados dez anos, a companhia canadense The São Paulo Tramway Light and Power Co. Ltda. – a Light – recebeu concessão por 40 anos para a construção e utilização de linhas de bondes elétricos, geração e fornecimento de energia elétrica, e prestação do serviço de iluminação pública nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Santos. Para tanto, construiu a primeira usina hidrelétrica, a Usina de Parnaíba, depois chamada de Edgard de Sousa, situada a 35 quilômetros da cidade. Em 1907, a Companhia Light fez a barragem do Rio Guarapiranga, afluente do Rio Pinheiros, formando uma represa. A iluminação elétrica deu um grande impulso à industrialização. Quando a luz elétrica chegou ao bairro do Brás, na década de 1930, os moradores da Rua Caetano Pinto comemoraram: “colocaram mesas na rua, a enfeitaram com flores, dançaram e comeram até a madrugada” A primeira linha de bondes elétricos foi entre o Largo de São Bento e o bairro da Barra Funda, inaugurada em 1900. Depois, outras linhas foram inauguradas: Bom Retiro, Consolação, Vila Buarque, Higienópolis, Avenida Paulista, Avenida Angélica, Brás, Augusta e Penha. </li></ul>
  12. 12. Os bairros operários <ul><li>Os imigrantes que se tornaram operários das indústrias da cidade de São Paulo estabeleceram-se, no início do século XX, em loteamentos populares que se localizavam distantes do centro, em terrenos acidentados ou várzeas. Foi assim que nasceram os primeiros bairros operários, como Brás, Bexiga, Barra Funda, Belenzinho, Mooca, Lapa, Luz, Bom Retiro,Vila Mariana e Ipiranga. </li></ul>
  13. 13. Cotonifício Crespi, no bairro da Mooca, após a revolução. Crédito: Gustavo Prugner
  14. 14. Rua do Comércio, 1905. Crédito: Augusto Cesar de Malta Campos
  15. 15. Bairros Nobres No final do século XIX, iniciou-se a formação de bairros nobres residenciais na cidade de São Paulo, destinados à moradia da elite da época: fazendeiros de café e a alta burguesia de comerciantes, industriais e profissionais liberais. O primeiro loteamento exclusivamente residencial que surgiu na cidade de São Paulo foi feito por Frederico Glete e Victor Nothmann em 1879. Tratava-se do bairro dos Campos Elíseos, nome que evocava os jardins de Paris. Pouco mais tarde, em 1890, Martinho Buchard e Victor Nothman organizaram outro loteamento na avenida que passou a ser conhecida como Higienópolis, ou &quot;cidade da higiene&quot;. Nesse bairro, concentraram-se os palacetes mais elegantes da cidade de São Paulo.
  16. 16. Avenida Higienópolis, 1915. Crédito: Guilherme Gaensly
  17. 17. Avenida Paulista, em 1902, a partir da torre da residência Von Büllow. Crédito: Guilherme Gaensly
  18. 18. Residência Von Büllow, na Paulista, 1902; durante muito tempo, a torre do palacete foi o local mais alto da avenida. Crédito: Guilherme Gaensly
  19. 19. CIDADE MODERNA(1930-1960) <ul><li>“ São Paulo é a cidade que mais cresce no mundo”, dizia o slogan das comemorações do IV Centenário, em 1954. A transformação urbana se deu em ritmo acelerado: a verticalização do centro com novos edifícios, o crescimento dos bairros e a expansão dos subúrbios. Ao longo das ferrovias apareceram novas cidades: Cidade Patriarca, Itaquera, Itaquaquecetuba. Trens, bondes, eletricidade, telefone, automóveis, rodovias, avenidas, arranha-céus inseriram, definitivamente, a cidade de São Paulo na era da modernidade. “Tudo vai se congestionando rapidamente”, alerta matéria de jornal. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>Novas estradas construídas na década de 1940, como a Via Dutra e a Via Anchieta, propiciaram a formação de núcleos urbanos e industriais, densamente populosos, como Guarulhos e São Bernardo do Campo. </li></ul><ul><li>Na década de 1930, 1 milhão de pessoas moravam na cidade; em 1950, esse número dobrou. Três anos depois, São Paulo se tornaria a primeira cidade do Brasil com 2,7 milhões de pessoas. Em 1960, esse número atingiria 3,7 milhões, segundo a Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S.A.). </li></ul>
  21. 21. <ul><li>VIA DUTRA A Via Dutra - maior eixo rodoviário do Brasil, que liga os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro – completou 54 anos de existência. Inaugurada em 19 de janeiro de 1951, pelo então presidente da República, Eurico Gaspar Dutra, a rodovia foi construída com as mais modernas técnicas de engenharia disponíveis na época e utilizou de equipamentos especialmente importados para a sua construção. Antes de ser construída, a principal ligação rodoviária entre as duas capitais era feita pela antiga estrada Rio-São Paulo, com 11 quilômetros mais longa e tempo de viagem de 12 horas. A maior parte da redução de distância foi obtida com a superação de obstáculos naturais. Do traçado antigo, inaugurado em 1928, foram aproveitados com alargamentos e correções da pista de rolamento, apenas oito quilômetros, na Serra das Araras. </li></ul>
  22. 22. Via Anchieta <ul><li>A Rodovia Anchieta ( SP-150 ) faz a ligação entre a capital paulista, São Paulo e a Baixada Santista onde fica o Porto de Santos , passando pelo ABC Paulista . É uma das vias de maior movimentação de pessoas e de mercadorias de todo o Brasil, bem como a Rodovia dos Imigrantes , que constitui o mesmo sistema da Via Anchieta, o Sistema Anchieta-Imigrantes . Faz parte do sistema BR-050 , que liga Brasília a Santos. A rodovia é o maior corredor de exportação da América Latina. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>As construções acompanharam esse surto de crescimento populacional. “Em 1920 houve 1.875 novas construções, em 1930: 3.922, em 1940: 12.490 e em 1950: 21.600”, explica Richard Morse. Em 1940, construíam-se em média 5,6 edificações por hora.Claude Lévi-Strauss observou: “Os paulistas se gabavam do ritmo da construção em sua cidade, à média de uma casa por hora. Tratava-se então de palacetes. A cidade desenvolve-se com tal rapidez que é impossível encontrar-lhe um mapa: cada semana exigiria uma nova edição”. </li></ul><ul><li>Em 1954, a área urbana da cidade tinha crescido muito: 6 mil ruas e 170 mil automóveis. </li></ul><ul><li>Tornou-se, ainda, o maior parque industrial da América Latina, com 21 mil fábricas na capital, bastante diversificadas: indústrias de bens de consumo durável (automobilística e eletrodomésticos), bens intermediários (siderurgia, papel, petroquímica, borracha) e bens de capital (máquinas e equipamentos). Entre as décadas de 1950 e 1960, as indústrias paulistas empregavam 585 mil operários. </li></ul>
  24. 24. Vista da Rua da Liberdade rumo ao centro, em ponto próximo à praça de mesmo nome, c. 1937 Crédito: Claude Lévi-Strauss
  25. 25. <ul><li>Tanto o desenvolvimento econômico quanto o mercado de trabalho nas construções e fábricas motivaram a vinda de migrantes de muitas regiões do Brasil. “Em 1950, São Paulo abrigava mais de 500 mil mineiros e 400 mil nordestinos (dos quais cerca de 190 mil baianos, 63 mil pernambucanos, 57 mil alagoanos e 30 mil cearenses)”. Os migrantes chegaram a compor quase a metade da população, enquanto a imigração estrangeira foi contínua entre as décadas de 1940 e 1960. Calcula-se em torno de 300 mil os estrangeiros residentes na cidade. </li></ul><ul><li>Na década de 1940, na gestão do prefeito Prestes Maia, houve um grande investimento no sistema viário para a implantação do seu “Plano de Avenidas”, visando à circulação dos veículos de quatro rodas. O Guia pitoresco e turístico de São Paulo, de José B. Almeida Júnior, de 1948, registra a transformação urbana para a irradiação de avenidas: “Onde, ainda no ano de 1900, existiam becos, vielas e casebres, rasgaram-se grandes avenidas, surgindo, em meio ao espanto geral, como obra de magia, suntuosos e magnificentes arranha-céus que buscam o infinito”. </li></ul>
  26. 26. Palacete Prates, no Vale do Anhangabaú (acima), e outros edifícios do centro da cidade, na década de 1950; os mais altos são, em direção ao fundo: Martinelli, Sampaio Moreira e Altino Arantes (Banespa), mais à direita Crédito: Alice Brill
  27. 27. <ul><li>Segundo o urbanista Candido Malta Campos, “enquanto a prefeitura se dedicava de corpo e alma às realizações previstas no Plano de Avenidas, a Light desistia de qualquer investimento em transporte coletivo”. A instalação da indústria automobilística em São Paulo no ano de 1956 atraiu ainda mais a preocupação dos governantes com relação aos interesses dessa indústria e à circulação dos automóveis pela cidade. </li></ul><ul><li>Com isso, os bondes foram progressivamente desativados, considerados inadequados à cidade moderna, substituídos por ônibus diesel e automóveis particulares. O último bonde “Camarão 1543” que fazia a última linha em operação na cidade, a Biológico–Santo Amaro (antiga Praça da Sé–Santo Amaro), fez a sua última viagem em 27 de março de 1968. O fim da viagem aconteceu no Largo 13 de Maio, onde cerca de 5 mil pessoas aplaudiram a chegada do bonde. Após discursos, o bonde fez a sua última viagem de volta para a Vila Mariana. Segundo o pesquisador Waldemar Corrêa Stiel: “As crianças alegravam o ambiente cantando várias músicas de carnaval e outra adaptada de canção de ano novo: ‘Adeus bonde velho…’. </li></ul>
  28. 28. Bonde, c. 1950 Crédito: Claude Lévi-Strauss
  29. 29. O MASP <ul><li>O primeiro museu brasileiro que se dedicou à arte moderna foi o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, o Masp, inaugurado em 2 de outubro de 1947. Foi fundado por Assis Chateaubriand, jornalista paraibano e proprietário dos Diários e Emissoras Associadas, e pelo crítico de arte italiano Pietro Maria Bardi, recém-chegado no Brasil. Inicialmente, o Masp instalou-se em quatro andares do edifício dos Diários Associados, na Rua 7 de Abril, 230. Praticamente todo o acervo do museu (cerca de 5 mil obras) foi adquirido de 1946 a 1957. O objetivo de Assis Chateaubriand era reunir um acervo com vistas a “uma casa de pintura e escultura, para formar o interesse de nossa gente pelas artes plásticas”. </li></ul>
  30. 31. Edifício Copan (1951-1966) <ul><li>Considerado um marco da arquitetura moderna da cidade de São Paulo, o Edifício Copan, localizado no centro de São Paulo, foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, na ocasião do IV Centenário da cidade. Foi encomendado pela Companhia Pan-Americana de Hotéis e Turismo para se tornar um grande complexo hoteleiro que compreendia, além de apartamentos de luxo, teatro, cinemas, restaurantes, jardins, lojas e garagens subterrâneas. </li></ul>
  31. 32. <ul><li>O Edifício Copan é a maior estrutura de concreto armado do país, com cerca de 400 quilos por metro cúbico construído. O prédio tem 115 metros de altura, 120 mil metros quadrados de área construída, 1.160 apartamentos que variam de 26 a 350 metros quadrados e cerca de 5 mil moradores distribuídos em seis blocos. No térreo distribuem-se cerca de 70 lojas. </li></ul><ul><li>Sua arquitetura em forma de “S” constituiu-se em um símbolo da cidade moderna. Não só pelas linhas arrojadas, mas também pelas outras características do edifício: concreto armado, altura, ocupação mista de apartamentos e comércio e alta densidade populacional. </li></ul>
  32. 33. Característica do Copan <ul><li>A fachada do edifício tem 45 mil metros quadrados.Os blocos têm entradas separadas, e a partir da segunda metade dos anos 1980 todo o prédio passou a ser cercado com portões de ferro após as 23 horas.Como o prédio não conta com infraestrutura de lazer, as crianças costumam improvisar em um pátio de cimento sombrio junto a uma das paredes externas do edifício. A grande vantagem estrutural das chapas seria impedir que, em um incêndio, as chamas se propagassem para os andares superiores. O prédio conta com um gerador com capacidade para operar por seis horas, que permitiu, por exemplo, que o prédio tivesse luz durante apagão que deixou às escuras boa parte da região Sudeste em novembro de 2009.Abaixo do primeiro andar de apartamentos existe um andar livre, onde corre a infraestrutura de água e eletricidade, permitindo uma manutenção mais rápida e simples. </li></ul>
  33. 34. <ul><li>Nos últimos anos a Prefeitura do Município de São Paulo esforça-se para recuperar a região central e o COPAN busca ser modelo desta recuperação. Desde os anos 90 o prédio vive um período de revitalização física e social. Em recente levantamento feito para pesquisa de Avaliação Pós Ocupação (APO), ainda não concluída, verificamos dados favoráveis nesta busca de revitalização. O número de moradores é de 2038, com médias por apartamento de 1 morador ( kitchenettes e apartamentos de 1 dormitório) e 2 moradores (apartamentos de 2 e 3 dormitórios). </li></ul><ul><li>A maioria (36%) dos apartamentos kitchenettes e de 1 dormitório tem renda mensal entre 344,82 euros e 689,65 euros e 45,5% dos apartamentos de 2 e 3 dormitórios tem renda acima de 1.034,48 euros1 (Galvão, 2004). Estes valores estão acima dos padrões médios de rendimentos para São Paulo, visto que segundo o Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade (IETS) a renda real domiciliar per capita na cidade é de 201,03 euros – estudo baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano de 2003 – www.iets.org.br </li></ul>
  34. 35. <ul><li>Citado no Guiness Book como o maior edifício de apartamentos da América Latina, este gigantesco prédio, que na década de 50 era ícone de uma grande metrópole que surgia, ainda tem forças para ser exemplo de reestruturação de uma importante região da cidade de São Paulo. </li></ul><ul><li>(1) Foi adotado o seguinte valor para conversão de reais (moeda corrente no Brasil) para euros: 1,00 euro = 2,90 reais – fonte: Banco do Brasil ( www.bancodobrasil.com.br ). Valores para fechamento do dia 17/06/2005. </li></ul>
  35. 39. A metrópole contemporânea <ul><li>São Paulo é hoje o quarto maior centro urbano do mundo, depois de Tóquio, Cidade do México e Bombaim. São Paulo, que cresceu de forma desorganizada e caótica, sem política urbana nem plano diretor. Suas transformações, quer estejam a cargo de iniciativas públicas ou particulares, não obedecem a critérios previamente estabelecidos. A cidade se fragmentou. Segundo Raquel Rolnik, “a cidade fractal e fragmentada é uma anticidade, que se debate para estabelecer bases de novos padrões de urbanidade, fundados na negação do contato com o outro”. As conseqüências desse processo de fragmentação são enfrentadas diariamente pelos paulistanos: precariedade do transporte público, difícil acesso à educação e à saúde, racionamento de água e de luz, violência, desemprego, exclusão, degradação ambiental, falta de moradia, confinamento, entre outros. A locomoção no interior da cidade é, talvez, um dos aspectos mais exaustivos da vida dos moradores de São Paulo. Desde as primeiras décadas do século XX, a política do governo centrou-se no favorecimento dos interesses da indústria automobilística em detrimento do transporte público. Parte significativa dos orçamentos públicos escoou para a rede viária, a abertura de estradas e a construção de viadutos e túneis – obras de custo elevadíssimo que não conseguiram banir da rotina paulistana seu grande vilão: o congestionamento. Um carro quebrado em uma avenida da cidade pode provocar um engarrafamento de 200 a 400 metros, situação facilmente explicável pelos números: em 2001, 7 milhões de veículos circularam diariamente na cidade, além de 375 mil motocicletas. A cada dia entram 300 automóveis novos em circulação na cidade. </li></ul>
  36. 40. <ul><li>Hoje, a rede de metrô soma 57,6 quilômetros de extensão, o que ainda é insuficiente para atender a todas as necessidades da população, mas possibilita a interligação de várias regiões da cidade. Calcula-se que em 2003 circulou diariamente 1,8 milhão de pessoas por suas estações </li></ul>
  37. 43. As favelas <ul><li>A favelização é um fenômeno crescente. Em 1973, 1% da população de São Paulo morava em favelas; em 1980 esse número salta para 4%, chegando a 8% (1,15 milhão) no início dos anos 1990. Em 2000, de acordo com um estudo feito pela Prefeitura e pelo Centro de Estudos da Metrópole, existiam 2.018 favelas, com 378.863 domicílios para 1,16 milhão de pessoas. De 1991 a 2000 surgiram na metrópole 464 favelas: uma a cada oito dias. O aumento explica-se pela crise econômica que se abateu sobre os trabalhadores na década de 1990, gerando desemprego e reduzindo ainda mais o rendimento da população. A maioria dos loteamentos populares é clandestina. &quot;No fundo, a urbanização tem acontecido quase que exclusivamente de forma ilegal, seja pelo crescimento das favelas ou dos loteamentos irregulares&quot;, comenta Suzana Pasternak, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), da USP. A Prefeitura de São Paulo está urbanizando e regularizando os lotes irregulares da capital. No ano de 2002, já foram regularizados 6.378 lotes. </li></ul>
  38. 44. <ul><li>A capital paulista tem hoje 1.565 favelas. Em número, elas diminuíram, mas estão muito mais populosas. Em 2003, uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos da Metrópole mostrou que havia 414,29 habitantes por hectare de cada uma das 2.018 favelas - área equivalente a um quarteirão. Hoje, dados preliminares da Fundação Seade mostram 652,15 habitantes por hectare - um aumento de 57,4%. </li></ul><ul><li>- É uma densidade bem elevada. A densidade demográfica de alguns bairros centrais de São Paulo não ultrapassa 300 habitantes por hectare - observa Suzana Pasternak, professora da Faculdade de Arquitetura de Urbanismo da USP. Na capital, a densidade demográfica é 62,13 habitantes por hectare, segundo dados do último Censo, de 1991. </li></ul>
  39. 48. Condomínios fechados e bairros nobres <ul><li>A partir da década de 1970, os ricos refugiaram-se em condomínios fechados, também chamados de edge cities, cidades limítrofes localizadas longe dos bairros centrais. Em muitos aspectos mais semelhantes à ficção que à realidade, esses espaços conferem status às classes média e alta, que sonham viver entre privilegiados, em unidades auto-suficientes livres dos problemas que afligem os moradores da cidade – sobretudo, livres das ameaças causadas pelas diferenças sociais. Para garantir essa autonomia os condomínios oferecem, além de moradias luxuosas, sistema de segurança, clubes, escolas, shopping centers e conjuntos de escritório. </li></ul>
  40. 49. <ul><li>Bairros mais nobres em São Paulo: </li></ul><ul><li>Jardins (Jardim América, Jardim Europa, Jardim Paulista, Jardim Paulistano) Higienópolis Pacaembu Morumbi Vila Nova Conceição Itaim Bibi Perdizes Pinheiros Panamby Mas existem mais algumas dezenas de bairros nobres: Cidade Jardim Pompéia Brooklyn Ibirapuera Moema Planalto Paulista Jardim das Bandeiras Vila Madalena Vila Mariana Chácara Klabin Cerqueira César Bela Vista Lapa Consolação </li></ul>
  41. 51. Pinheiros
  42. 52. Morumbi
  43. 55. Alphaville <ul><li>Alphaville é um bairro nobre das cidades de Barueri e Santana de Parnaíba , pertencentes à Região Metropolitana de São Paulo , Brasil . </li></ul><ul><li>Idealizado pelos engenheiros Yojiro Takaoka e Renato Albuquerque, sócios da empresa Albuquerque Takaoka, é considerado como a primeira tentativa de se criar artificialmente um bairro de grandes proporções no Brasil. É formado por uma série de condomínios fechados, chamados Residenciais, além de um centro industrial e empresarial. </li></ul><ul><li>Proveniente de um terreno de 500 hectares comprado em 1973, era um empreendimento voltado inicialmente às indústrias não-poluentes. Foi erguido no lugar da antiga fazenda Tamboré, comprada pela construtora dos herdeiros Almeida Prado, e o processo envolveu papeladas sobre reservas indígenas e 105 posseiros, entre outros problemas. Havia outros obstáculos, como o nome, difícil e que evocava um filme do cineasta francês Jean-Luc Godard , e a falta de vocação do lugar, que não se sabia se seria um loteamento de casas de campo para finais de semana ou um lugar para se morar, mais afastado da cidade </li></ul>
  44. 56. <ul><li>Alphaville abriga mais de 12 mil residências, 42 edifícios residenciais e 16 comerciais. Totalmente urbanizado e com segurança própria, sendo independente. </li></ul><ul><li>Possui uma população fixa estimada em 50 mil habitantes e uma flutuante de 150 mil pessoas por dia, formada por quem ali trabalha ou visita o bairro, a passeio ou a negócios. A região conta com cinco hospitais 24 horas e muitas clínicas , seis laboratórios, 16 agências bancárias, oito hotéis e flats, cinema (no Shopping Tamboré , onde há nove salas) e quatro supermercados . Inicialmente previa-se chegar ao Alphaville 15, mas o último a ser lançado, ainda no século XX, foi o Alphaville 12 — não há condomínio com o número 7, embora haja um com o número 0. </li></ul><ul><li>Atualmente Alphaville conta com mais de 3 mil estabelecimentos como bancos (16 agências), escolas, universidades, shoppings, hospitais ( 5 deles 24 hs) e muitas clínicas, 6 laboratórios, 8 hotéis e flats e cinemas (9 salas no shopping Tamboré) e 4 supermercados. Totalmente urbanizado e com segurança própria, como uma cidade com vida e recursos próprios. É a região de residência de uma parcela significativa da elite da cidade. </li></ul>
  45. 60. Os elegantes Jardins - Jardim América, Europa, Paulista e Paulistano: <ul><li>História: Um dos primeiros bairros paulistanos implantados e planejados de acordo com conceitos urbanos próprios e diferenciados foi o Jardim América. A Companhia City foi a responsável pela criação do Jardim América, que tinha projeto do urbanista inglês Barry Parker (que planejou o primeiro bairro-jardim em Londres), de ruas com alamedas e um enorme jardim. A idéia era que as casas deveriam ser construídas afastadas umas das outras e serem utilizadas pela elite paulistana. Na década de 50 já era possível observar a forma que o bairro tem até hoje: uma grande quantidade de área verde, traçados sinuosos e construções de alto padrão, assim conservadas até hoje, graças às restrições de uso impostas pela Cia. City. Já um outro bairro luxuoso, o Jardim Paulista era apenas um caminho para o Parque do Ibirapuera. No início do século 20, a área pertencia às famílias Pamplona e Paim, que decidiram lotear as terras e chamá-las de Jardim Paulista, colocando nas ruas nomes de cidades do interior do estado. A chácara onde hoje fica o Jardim Paulistano pertencia, no começo dos anos 20, a duas famílias ricas e quatrocentonas: Matarazzo e Melão. A região chegou a abrigar também a família de Gabriel Monteiro da Silva. A gleba ficava entre o Jardim América e o Jardim Europa, que também eram “recém-inaugurados”. Atualmente é, talvez, o bairro mais chic e elitista de SP. É nele que se localiza a Rua Oscar Freire, considerada a maior concentração de lojas de grife do mundo e 8ª rua mais sofisticada do mesmo. </li></ul>
  46. 65. Bairro Brooklyn
  47. 66. Ponte Estaiada
  48. 68. Bela Vista ou Bixiga
  49. 72. Bairro da Liberdade
  50. 76. Quem procura culinária oriental não tem como fugir do bairro Liberdade. É lá que se concentram os mais  tradicionais restaurantes japoneses.
  51. 77. Avenida Paulista <ul><li>A avenida Paulista, centro financeiro do Brasil, está no coração de todos os paulistanos. Nesta avenida encontramos também muita cultura disponível para a população em locais consagrados como o MASP, Casa das Rosas, Itaú Cultural e até o Conjunto Nacional. Destes a Casa das Rosas nos remete para a arquitetura paulistana do início do século XX que ainda sobrevive. Eram grandes palacetes onde famílias tradicionais residiam com o todo esplendor que esta avenida proporcionava </li></ul><ul><li>A partir da década de 1960, a avenida Paulista se transformou. Casarões e palacetes começaram a dar lugar a grandes empreendimentos e assim, a selva de pedra paulistana se fortaleceu cada vez mais. A especulação imobiliária da avenida fez crescer uma tendência arquitetônica que estava prontamente presente na cidade: o brutalismo. Palacetes virando prédios, árvores dando lugar ao concreto. A paisagem singular da avenida Paulista começou a dar espaço a novas edificações e, definitivamente, a mais paulistana das avenidas morreu e renasceu como outra mais moderna, com novas tendências arquitetônicas que favoreciam a especulação imobiliária. Daquela época, poucos exemplares sobreviveram como a já citada Casa das Rosas, último projeto arquitetônico assinado por Ramos de Azevedo e destinado para ser a moradia de uma das suas filhas, alem do Palacete de Joaquim Franco de Mello. Em 2,8 km de avenida, a Paulista possui apenas 5 imóveis tombados. </li></ul>
  52. 84. Estação da Luz
  53. 85. Praça da Sé e Igreja da Sé
  54. 86. Aeroporto Internacional de Guarulhos- Cumbica
  55. 87. Aeroporto de Congonhas
  56. 88. Avenida Rebouças, frente ao HC e ao INCOR
  57. 89. Av. Washington Luis, altura do Aeroporto de Congonhas
  58. 90. Av. 23 de Maio
  59. 91. Parque do Ibirapuera
  60. 92. Parque da Independência Museu do Ipiranga
  61. 93. Monumento à Independência
  62. 94. Catedral da Sé
  63. 95. Pátio do Colégio Anchieta
  64. 96. Edifício dos Correios Vale do Anhangabaú
  65. 97. Marginal Pinheiros Frente ao Jockey Clube (Pinheiros)
  66. 98. <ul><li>Outro grande exemplo é o da Família Matarazzo que residiu na Av.Paulista da década de 1920 até os anos 1970. A trajetória desta família está ligada ao desenvolvimento econômico do Estado de São Paulo remetendo a cidade de Sorocaba, a primeira residência de Francisco Matarazzo. Lá ele iniciou sua grande trajetória e chegou a ser o maior empresário do nosso país. A decadência das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (IRFM) começou a ocorrer na década de 1970. </li></ul><ul><li>Contudo, em 1996, mais um ataque brutal ao patrimônio histórico ocorreu aos olhos das autoridades que nada puderam fazer. A célebre mansão da família Matarazzo foi dinamitada e sua demolição tornou-se inevitável, já que a estrutura ficou abalada. O pedido de tombamento que tinha mais de 20 anos foi oficialmente cancelado este mês pelo CONPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico). </li></ul><ul><li>O terreno foi transformado em um amplo estacionamento que estão com os dias contados. Seu local abrigará uma torre comercial com shopping center e estacionamento. Entretenimento, comércio, cinemas darão continuidade ao progresso da cidade que não dorme. Sem contar o caos que ficará na região </li></ul>Família Matarazzo
  67. 99. 11/01/2007 - 00h00 Família Matarazzo vende terreno na av. Paulista por R$ 125 mi <ul><li>A CYRELA E UMA EMPRESA DO GRUPO CAMARGO CORRÊA CONFIRMARAM A COMPRA DE UM EMBLEMÁTICO TERRENO DA FAMÍLIA MATARAZZO NA AVENIDA PAULISTA POR R$ 125 MILHÕES. </li></ul><ul><li>NO LOCAL QUE JÁ ABRIGOU A MANSÃO DO CONDE FRANCISCO MATARAZZO, UM DOS PRINCIPAIS INDUSTRIAIS LATINO-AMERICANOS DO COMEÇO DO SÉCULO 20, HOJE FUNCIONA UM ESTACIONAMENTO. </li></ul><ul><li>Dimang Kon Beu/Folha Imagem Vista aérea da mansão Matarazzo na Paulista </li></ul><ul><li>O CASARÃO CHEGOU A SER TOMBADO EM 1989 PELA PREFEITURA DE SÃO PAULO, DURANTE GESTÃO DA EX-PREFEITA LUIZA ERUNDINA (NA ÉPOCA NO PT). APÓS UMA BATALHA JUDICIAL COM A FAMÍLIA MATARAZZO, QUE COBRAVA UMA INDENIZAÇÃO MILIONÁRIA, O CASARÃO ACABOU DEMOLIDO. </li></ul><ul><li>AS DUAS EMPRESAS PLANEJAM AGORA CONSTRUIR UM NOVO EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO NO TERRENO DE 12 MIL METROS QUADRADOS, UM DOS MAIS VALORIZADOS DA CIDADE. </li></ul><ul><li>PARTE DO PAGAMENTO À FAMÍLIA MATARAZZO SERÁ FEITO EM DINHEIRO E A OUTRA PARTE EM PERMUTA DE UNIDADES DESSE NOVO EMPREENDIMENTO. </li></ul><ul><li>A CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO, INCORPORADORA DO GRUPO CAMARGO CORRÊA, E A CYRELA VÃO TER CADA UMA 50% DO NOVO INVESTIMENTO. </li></ul><ul><li>AS DUAS EMPRESAS JÁ SÃO SÓCIAS EM UM OUTRO EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO NO BAIRRO DE INTERLAGOS (ZONA SUL DE SÃO PAULO). </li></ul><ul><li>A CAMARGO CORRÊA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO SE PREPARA PARA ABRIR CAPITAL NESTE MÊS. CASO O CRONOGRAMA DA OFERTA INICIAL DE AÇÕES SEJA CONFIRMADO, OS PAPÉIS DA EMPRESA COMEÇARÃO A SER NEGOCIADOS NA BOVESPA EM 31 DE JANEIRO. </li></ul><ul><li>A mansão estava situada num terreno de 12 mil metros quadrados e 3 mil metros de área construída, na Avenida Paulista , nº 1230, e possuía dezenove quartos e dezesseis salas. O terreno foi comprado pela Cyrela e uma empresa do grupo Camargo Corrêa por 125 milhões de reais . O imóvel chegou a ser tombado em 1989 pela Prefeitura de São Paulo , durante gestão da ex-prefeita Luiza Erundina . Após uma batalha judicial com a família Matarazzo, que cobrava uma indenização milionária, o casarão acabou demolido </li></ul>
  68. 101. Demolição da Mansão Matarazzo em 1996.
  69. 102. A belíssima sauna da Mansão Matarazzo ainda resiste.
  70. 103. <ul><li>O cidadão em questão era o comerciante e industrial Francesco Matarazzo, italiano chegado no país em 1882. Não, não havia vendido bananas numa carrocinha pelas ruas da cidade como uma das lendas criadas pelos paulistanos. Na verdade seu primeiro destino no Brasil foi a cidade paulista de Sorocaba, onde manteve armazém na rua da Penha, humilde endereço que seria a gênese do maior império industrial da América do Sul do século XX. </li></ul><ul><li>Inaugurada em 8 de dezembro de 1891, a avenida Paulista atraiu imigrantes enriquecidos, como Adam Von Bullow e Francesco Matarazzo, que construiu sua residência em 1896 num imenso terreno de 12 mil metros quadrados. Quatro anos depois uma reforma aumentava o número de dormitórios e salas, além de criar uma fachada simétrica no neoclássico em voga nesse tempo. Já foi na nova residência que, em 1901, nascia Francisco, o penúltimo filho do casal e que seria o herdeiro e continuador da obra paterna. </li></ul>
  71. 104. <ul><li>Entre os anos 20 e 30 a casa sofre outra reforma, tornando-se assobradada; A Villa Matarazzo, já emblemática na cidade pelo morador ilustre, agora ganhava ares grandiosos, com uma ares mais modernos na fachada. Nesse período Chiquinho, casado com a prima Mariângela, já era o braço direito do pai na administração dos negócios. Essa decisão do Conde causou inúmeras desavenças familiares, resultando até mesmo em disputas na justiça. </li></ul><ul><li>Em 10 de fevereiro de 1937 a Paulista parou no enterro do Conde. A multidão seguiu o cortejo até o mausoléu da família no cemitério da Consolação. </li></ul>
  72. 105. <ul><li>Nas semanas seguintes o que havia ficado em pé foi demolido por uma empresa, que certamente lucrou muito com todo o mármore travertino dos pisos e fachadas, com os encanamentos e calhas de cobre, com as maçanetas, dobradiças, portas e janelas. Enfim, era a pá de entulho na história de um império. </li></ul>
  73. 107. <ul><li>Francesco Antonio Maria Matarazzo ( Castellabate , 9 de março de 1854 — São Paulo , 10 de dezembro de 1937 ), também chamado de Francisco Matarazzo , foi um conde e empresário ítalo-brasileiro , criador do maior complexo industrial da América Latina do início do século XX . </li></ul><ul><li>Sua importância para o cenário econômico do Brasil só é comparável à que teve o visconde de Mauá no Segundo Império , tendo sido um dos marcos da modernização do país. É o patriarca do ramo ítalo-brasileiro da família Matarazzo . Ao completar 80 anos, era de longe o homem mais rico do Brasil à época, sendo que a riqueza produzida por suas indústrias ultrapassava o PIB de qualquer estado brasileiro , exceto São Paulo . </li></ul>
  74. 108. <ul><li>Francesco Matarazzo — mascate , e, posteriormente, empresário , foi o fundador das Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo . Tendo recebido, em reconhecimento às ajudas milionárias em dinheiro e demais mercadorias que envia à Itália durante a Primeira Guerra Mundial ( 1914 - 1917 ), o título nobiliárquico de conde , por decreto do rei Vítor Emanuel III : Decreto Real de 25 de junho de 1917, extensivo aos filhos varões em 2 de dezembro de 1926 . Embora Francesco não pertencesse à nobreza italiana . </li></ul><ul><ul><ul><li>Contraiu matrimônio com Filomena Sansivieri com quem teve 13 filhos: Giuseppe Matarazzo, Andrea Matarazzo, Ermelino Matarazzo , Teresa Matarazzo, Mariangela Matarazzo, Attilio Matarazzo, Carmela Matarazzo, Lydia Matarazzo, Olga Matarazzo, Ida Matarazzo, Claudia Matarazzo, Francisco Matarazzo Júnior e Luigi Eduardo Matarazzo. </li></ul></ul></ul><ul><li>Francisco Matarazzo Júnior — filho e sucessor do fundador, Francesco Matarazzo </li></ul><ul><ul><ul><li>Teve cinco filhos, entre eles Maria Pia Matarazzo. </li></ul></ul></ul><ul><li>Comendador Ermelino Matarazzo — filho do fundador, morto antes de sucedê-lo. Recebeu uma comenda do governo brasileiro , tornando-se um comendador. </li></ul><ul><li>Francisco Matarazzo Sobrinho , mais conhecido como Ciccillo Matarazzo </li></ul><ul><li>Angelo Andrea Matarazzo </li></ul><ul><li>Amália Cintra Matarazzo </li></ul><ul><li>Eduardo Matarazzo Suplicy </li></ul><ul><li>André Matarazzo </li></ul><ul><li>Jayme Monjardim Matarazzo </li></ul><ul><ul><ul><li>Casou-se três vezes e tem quatro filhos: Jayme Monjardim Matarazzo Filho , [1] Maria Fernanda Matarazzo, [2] André Escobar Monjardim Matarazzo [1] e Maysa [3] </li></ul></ul></ul><ul><li>Claudia Matarazzo </li></ul><ul><li>Francisco Matarazzo Pignatari </li></ul>
  75. 109. Claudia Matarazzo é jornalista brasileira especialista em etiqueta e comportamento . Desde janeiro de 2007 é a chefe do cerimonial do governo do estado de São Paulo . Trabalhou durante oito anos no Grupo Abril , recebendo o Prêmio Abril de Jornalismo por seus trabalhos na Revista Casa Claudia . Colaborou, por muito tempo, como free-lancer para a Isto É - em que assinou por um ano uma coluna de gastronomia - Vogue e Playboy , onde lançou o suplemento de moda masculina. Senador Eduardo Suplicy Jayme Monjardim Matarazzo cineasta
  76. 110. Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo <ul><li>As Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo ( IRFM ) foram o maior complexo industrial da América Latina , tendo como seu fundador o imigrante italiano Francesco Matarazzo . </li></ul><ul><li>Matarazzo começou com uma pequena casa que vendia banha na cidade de Sorocaba ( São Paulo ) nos anos 40 durante seu apogeu eram mais de 350 empresas entre elas portos , estaleiros, metalúrgicas , papeleiras, etc. ao fim dos anos 80 foi à concordata sob o comando da neta do fundador, Maria Pia Matarazzo . Atualmente a única fábrica em atividade é a que fabrica o sabonete da marca Francis. Detém também diversos imóveis e terrenos espalhados pelo país e também fábricas arrendadas de papéis, usina de açúcar e álcool. </li></ul>
  77. 111. Fontes: <ul><li>http://www.sampaonline.com.br </li></ul><ul><li>Google </li></ul><ul><li>Wikipédia </li></ul><ul><li>http://www.aprenda450anos.com.br </li></ul><ul><li>Organizado por Elô Steffens </li></ul>

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